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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Será que o Honda Civic voltou de vez para a liderança do segmento de sedãs médios no Brasil?

Honda/Divulgação
A palavra consolidar tem como principais significados "tornar(-se) seguro, sólido, firme, estável" - de acordo com o dicionário online Michaelis. Com isso em mente, analisei os dados do mercado nacional de automóveis em abril e o acumulado do ano de 2013, segundo a Fenabrave, e notei que o Honda Civic, pelo segundo mês consecutivo, bateu o Corolla na liderança do segmento, ultrapassando o sedã médio da Toyota também no somatório de janeiro a abril. Mas podemos considerar que o Civic se consolidou na ponta?

A Toyota ainda afirma no comercial que o Corolla é o líder absoluto da categoria, como pude assistir ontem a noite na TV. Claramente este comercial (reproduzido abaixo) está ultrapassado e acho até que merecia uma mudança de texto. Mas tudo bem.


Mas é fato que, até o momento, o Civic lidera o segmento. Mas ainda acho cedo para afirmar que o modelo se consolidou na ponta, mas acredito que o Honda continuará à frente do Toyota em 2013. Além do visual mais novo, que não me agradou muito, mas que é claramente mais atual do que o Corolla (2014), a oferta do motor 2.0 16V flex ao Civic foi muito bem-vinda. Imaginem então quando a Honda reestilizar o Civic por aqui, o deixando com o design da versão norte-americana? Só mesmo a nova geração do Corolla para competir.

Em março, foram emplacadas 4.865 unidades do Civic, contra 3.658 unidades do Corolla. Em abril, o sedã da Honda foi responsável por 5.636 unidades emplacadas, contra 5.111 unidades do Toyota.

Emplacamento de sedãs médios de janeiro a abril de 2013 no Brasil (Fenabrave)
1. Honda Civic - 15.821 unidades
2. Toyota Corolla - 15.673 unidades
3. Chevrolet Cruze - 7.463 unidades
4. Renault Fluence - 5.033 unidades
5. Volkswagen Jetta - 3.979 unidades
6. Fiat Linea - 2.582 unidades
7. Mitsubishi Lancer - 2.326 unidades
8. Kia Cerato - 2.308 unidades
9. Nissan Sentra - 2.216 unidades
10. Peugeot 408 - 1.698 unidades
11. Hyundai Elantra - 1.242 unidades
Hyundai/Divulgação
i30 em queda livre
Se por um lado o Civic está buscando se consolidar na ponta do sedãs médios, na categoria de hatches médios o ex-líder i30 está descendo a ladeira. Responsável anteriormente por vendas vistosas, o modelo da Hyundai sofre com os absurdos preços cobrados pela Hyundai (e por alguns fatores externos, como impostos), e também com a oferta única do motor 1.6 16V flex, insuficiente para o veículo, já amargando a 6ª colocação no segmento. Veja:

Emplacamento de hatches médios de janeiro a abril de 2013 no Brasil (Fenabrave)
1. Ford Focus - 7.967 unidades
2. Chevrolet Cruze sport6 - 7.509 unidades
3. Volkswagen Golf - 4.187 unidades
4. Peugeot 308 - 3.733 unidades
5. Fiat Bravo - 3.380 unidades
6. Hyundai i30 - 3.180 unidades
7. Citroën C4 - 2.021 unidades
8. Nissan Tiida - 612 unidades

O mercado brasileiro já está dando o seu recado. Resta à marca coreana entendê-lo: i30 precisa custar (bem) menos e ter uma versão 2.0.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Alta Roda - Ninguém sabe, ninguém viu

Apesar de o Brasil ter se engajado no importante programa da ONU Década Mundial de Ações pela Segurança no Trânsito (2011 a 2020), o que está sendo feito até agora é muito pouco. O País permanece longe de implantar ou coordenar ações e muito menos avaliar resultados. Nem mesmo consegue estatísticas confiáveis sobre o número de mortos, que variam entre 40.000 e 60.000/ano em função da fonte.

Mais assustador, o pior número refere-se às indenizações pagas por óbitos comprovados, inclusive pedestres e ciclistas, pela Seguradora Líder, administradora central do DPVAT, sigla quilométrica e proporcional ao tamanho do problema: Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, ufa!

Como comparação, a estimativa mínima é 20% superior aos vitimados em acidentes fatais nos EUA, que têm frota circulante cerca de cinco vezes maior que a brasileira. Aliás, a frota aqui  apresenta contagem duvidosa, pois o Denatran inclui veículos fora de circulação. Só nascem, nunca morrem. Total real é 30% menor (em torno de 50 milhões de veículos, incluindo 13 milhões de motocicletas), segundo estatísticas realísticas que levam em conta sucateamento, furtos, roubos e acidentes.

Exemplo de improvisação é a celeuma causada no recente episódio dos motofretistas – conhecidos como motoboys. Depois de três adiamentos e novos bloqueios de vias públicas em protestos, o Denatran não caiu na realidade. Os cursos obrigatórios de reciclagem e adequação ao serviço são, de fato, insuficientes para atingir o número de profissionais, no momento. Embora importantes, há exigências de segurança nos veículos fáceis de cumprir: antena antipipa, protetor de pernas e baú fechado com películas refletoras. Também se exigem coletes com tiras reflexivas.

Razoável seria separar a parte educacional – com cronograma factível – e iniciar a fiscalização de imediato de itens que podem ser comprados. Quem toma decisões em Brasília, sentado em gabinete refrigerado, precisa de coerência desde o início e visão holística da situação.

Para não dizer que nada foi feito, o Brasil se transformou no paraíso das empresas de instalação de radares de fiscalização de velocidade. De 2006 a 2012, a cidade de São Paulo, por exemplo, abrigou 600 novos radares. As multas automáticas subiram de 4 milhões para 10 milhões por ano, aumento de 125%. A redução na perda de vidas foi de 3% (de 1.407 para 1.365), mesmo com aumento da frota. Um avanço, sem dúvidas, e merece aplausos.

Mas quanto dessa bolada arrecadada na fiscalização eletrônica foi ou será aplicada nos outros dois apoios (educação e engenharia de trânsito) do clássico tripé de segurança, aceito em todo o mundo? Ninguém sabe, ninguém viu. Faltam sete anos para o término do programa da ONU, mas pelo que aqui se demonstrou não funcionará como deveria no Brasil.

RODA VIVA

RESGATE de nomes antigos está na moda (menos criativa) da indústria. GM tinha Cobalt (no exterior), a VW, Voyage e agora Fusca, e a Fiat, Uno. Chato é designar, hoje, um carro do passado fora do segmento original. Caso da família 500, da Fiat, com derivações bem maiores, ou do Santana (hoje, Passat) que utilizará a arquitetura anabolizada do compacto Polo, em 2014.

FORD conseguiu, graças à importação favorecida do México, conjunto bem competitivo no novo Fusion 2,5 Flex por R$ 92.990. Número elevado de itens de série surpreende: do sistema de navegador (tela de 8 pol) por comando de voz, aos oito airbags (dois para joelhos). Há duas telas reconfiguráveis no quadro de instrumentos e até abertura das portas por código.

MOTOR aspirado de 2,5 l/175 cv (etanol) do Fusion paga imposto maior que o 2-litros turbo (240 cv). Não decepciona em desempenho pelas dimensões internas e externas (2,85 m, entre-eixos e 514 l, porta-malas). Rodas de aro 17 pol (versão Titanium, 18) e pneus de perfil mais alto permitem menor aspereza de rodagem, mas suspensões, macias demais.

CIVIC ganhou vida ao lançar motor flex de 2 litros/150 cv, na eterna briga com Corolla. Disponível na versão intermediária LXR e na EXR (R$ 83.890,00) motor tem vigor e bom câmbio automático, cinco marchas. Ao usar etanol, dispensa gasolina na partida em dias frios. Oferece segurança (ESP) e conveniência de GPS, mas sem ajuste elétrico de banco.

ABEIVA (associação de importadores sem fábrica no Brasil) prevê 2013 melhor que 2012, porém 25% abaixo de 2011. Até o fim do ano, mesmo com janeiro fraco, umas 150.000 unidades serão vendidas. Mesmo encolhido, ainda atrai novos atores, como Geely, 51ª marca no mercado brasileiro, a partir de agosto próximo.

GEELY pertence a um grupo industrial privado chinês e fabrica carros desde 1986. Comprou da Ford a marca sueca Volvo, em agosto de 2010, por US$ 1,8 bilhão: bom negócio para as três. Compacto (LC) e médio-compacto (LC7) serão montados no Uruguai em operação coordenada pelo importador Gandini, também representante Kia. No futuro, Geely pode ter fábrica aqui.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Alta Roda - Consciência Coletiva

Depois de algumas mudanças, a lei realmente seca para dirigir foi regulamentada pela Resolução nº 432, do Contran, semana passada. Este será o primeiro Carnaval em que estreia a tolerância zero para qualquer traço de bebida alcoólica em exame de sangue ou de 0,05 mg de álcool por litro de ar expelido captado por etilômetro (bafômetro). O segundo limite apenas corrige um possível erro de leitura do instrumento.
Reprodução/Uol
Antes dessa regulamentação era possível ao motorista tomar um copo de cerveja ou uma taça de vinho – até o dobro disso se esperasse pelo menos duas horas para que o organismo eliminasse 50% do excesso. A polêmica em torno da recusa de se submeter ao bafômetro, alegando direitos constitucionais de evitar prova contra si mesmo, levou ao endurecimento da lei. O Contran também reiterou, de resolução antecedente, os sinais de alteração de sobriedade e outras provas: testemunhais, fotos e imagens.

Ainda se discute se o limite anterior – 0,3 mg/l – deveria ter sido reduzido pela metade para se enquadrar como crime de trânsito. Na maioria dos países europeus o limite é de 0,25 mg/l (em alguns 0,1 mg/l ou até zero), nos EUA 0,4 mg/l (em alguns estados americanos também se consideram outras evidências a partir de 0,25 g/l). No Japão, a legislação mudou e foi zerado. Quem se recusa, no exterior, a soprar o bafômetro não tem escapatória constitucional, mas nunca aparece quem aponte a realidade mundial. Aqui nem há certeza de como agirão os tribunais, apesar da nova lei e sua regulamentação.

Um erro comum é achar que alguém está obrigatoriamente bêbado, quando superasse o antigo limite de 0,3 mg/l. Depende de cada organismo, se homem ou mulher, condições de saúde, além de outras condicionantes. Ele ou ela poderá até dirigir devagar e em linha reta, sem cometer erros, mas será pesadamente multado, terá a carteira de habilitação suspensa, impedido de prosseguir ou preso em flagrante, de acordo com a legislação de cada país, se ultrapassar a indicação legal no bafômetro.

Estudo da Universidade de Yale, de 1992, indica que há nove vezes mais chance de acidente fatal se o motorista tiver concentrações entre 0,25 mg/l e 0,45 mg/l. Entretanto, existe no Brasil a cultura de certa permissividade quanto ao fato de beber e, em seguida, assumir o volante. E há também o péssimo hábito da dose de “saideira”, quando muitos já atingiram o perigoso estágio de alegria fácil e o bom senso indicaria esquecer o banco do motorista.

Fiscalização, praticamente, não existia no Brasil até 2008, quando o Congresso aprovou a chamada lei seca que, na realidade, nem era, pois até 0,1 mg/l indicado no bafômetro nada acontecia. Hoje, em várias cidades, a fiscalização é constante, rigorosa e alguns motoristas são presos. Mas quantos foram condenados, de fato? Se alguns tivessem ido para a cadeia por ultrapassar o antigo limite de 0,3 mg/l, o efeito de inibição seria, provavelmente, equivalente ao de 100 blitze.

Resta saber por quanto tempo o rigor das fiscalizações será mantido. Mas se ajudar a mudar a consciência coletiva, terá sido um grande passo em prol da segurança do trânsito.

RODA VIVA

AINDA não se estabeleceu uma data para a BMW promover cerimônia da pedra fundamental de sua fábrica em Araquari (SC). Cronograma de início de vendas permanece para o final de 2014: primeiro produto é o crossover X1, seguido, a cada dois meses, pelo hatch Série 1 e sedã Série 3. Os três modelos respondem por mais de 80% das vendas da marca aqui.

PEUGEOT considera o novo 208 como produto da virada no Brasil, a partir de abril. Presidente mundial do grupo francês, Philippe Varin, e Thierry Peugeot, da família controladora, estiveram em Porto Real (RJ) para lançamento industrial do hatch. SUV compacto 2008 é para 2014, mas a empresa descarta produção do sedã 301, apesar da base comum com o 208.
Honda/Divulgação
MOTOR flex 2 litros/155 cv dará impulso ao Civic ano-modelo 2014, já neste mês. Com etanol não há mais injeção de gasolina na partida em dias frios . Mostra disposição e harmonia com câmbio automático de cinco marchas. Preço de R$ 83.890 poderia incluir acessórios como retrovisor fotocrômico. Motor 1,8 litro ganhou vida graças ao novo câmbio manual de seis marchas.

INSPEÇÃO ambiental na cidade de São Paulo tem absurdos burocráticos: a cada ano, carros com motores dois-tempos devem pedir dispensa e quem precisar trocar o para-brisa vai penar para obter segunda via do selo anual. Novo Secretário do Verde e Meio Ambiente extrapolou ao comparar vidas salvas pelos cintos de segurança e pela melhoria do ar.

PARA defender seu negócio de venda de carros usados, Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis (ABLA) criticou a redução do IPI no ano passado, que desvalorizou sua frota. Só faltava essa. Empregos salvos na indústria não parecem ter a menor importância para a entidade. Que, aliás, compra carros novos com descontos mais que generosos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Honda Civic 2014 já pode ser encomendado. Mais caro, preços variam entre R$ 66.690 e R$ 83.890

Conforme prometido, a Honda já está se preparando para lançar a linha 2014 do Civic, que chega em fevereiro tendo como grande atração o motor 2.0 16V flex - disponível apenas com câmbio automático de cinco marchas (com paddle-shift), nas novas versões LXR (aposenta a LXL) e EXR (no lugar da EXS). Várias concessionárias já convidaram clientes para conhecer as novidades, sendo que algumas até revelaram os preços sugeridos.

O Civic LXS continua existindo, mas apenas com propulsor o 1.8 16V flex atual (139/140 cv), com opções de câmbio manual de seis marchas (novidade) e automático de cinco velocidades.

É curioso que o Civic não terá uma linha 2013/2013, indo direto para a 2013/2014. Os preços, infelizmente, subiram. Consigo imaginar três motivos: aumento do lucro da Honda; retorno parcial do IPI (aumentou 1,5% para carros flex com motorizações entre 1.0 e 2.0) e mais equipamentos de série.

2013/2014
Honda Civic LXS MT - R$ 66.690 (aumento de 5,87%)
Honda Civic LXS AT - R$ 69.990 (aumento de 6,03%)
Honda Civic LXR AT - R$ 74.290
Honda Civic EXR AT - R$ 83.860

2012/2013 (preços com o IPI reduzido - 31/12/2012)

Honda Civic LXS MT - R$ 62.990
Honda Civic LXS AT - R$ 66.010
Honda Civic LXL MT - R$ 67.040
Honda Civic LXL AT - R$ 69.990
Honda Civic EXS AT - R$ 79.480

Não custa lembrar que, quando o IPI voltar a ser cheio, a partir de julho, o Civic 2014 ficará 4% mais caro do que os preços acima passados pelas concessionárias, já que o IPI voltará para (altos) 11% (de janeiro a março o IPI está em 7%).

Com 150 cv de potência e 19,3 mkgf de torque com gasolina e 155 cv e 19,5 mkgf com etanol, a motorização 2.0 16V dispensa tanque para partida a frio. Com o novo sistema, ao destravar as portas, um conjunto de aquecedores entra em ação diretamente na linha de combustível tornando a temperatura, principalmente do etanol, ideal para compor uma mistura ar/combustível pronta para entrar em combustão imediata.
O Honda Civic LXS 1.8 2014 traz, de série, conexão Bluetooth para celular, chave tipo canivete, freio a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, direção com assistência elétrica (EPS), ar-condicionado digital, sistema ECON (que faz a condução tornar-se mais econômica), além da Central i-MID com computador de bordo (exibe em uma tela de LCD colorida de 5" diversas informações e opera como interface para customização do veículo, sendo que seus comandos estão localizados no volante), sistema de som integrado ao painel com rádio AM/FM, CD Player, leitor de MP3, entrada P2 e USB com controle no volante; rodas de aro 16", banco do motorista com ajuste de altura; coluna de direção com ajuste de altura e profundidade; revestimento interno no porta-malas, banco traseiro reclinável e com vandeja sob o assento e câmera de ré.

O Civic LXR 2.0 2014 tem os itens do LXS além de acendimento automático do faróis, bancos revestidos em couro, grade frontal  na cor black piano, luzes indicadoras de direção nos retrovisores, faróis de neblina e revestimento nas alças do porta - malas.

A versão topo de linha, EXR 2.0, tem os equipamentos da LXS e LXR com a adição de airbags laterais (com detecção de presença do passageiro dianteiro com peso inferior a 40 kg); freios com sistema BA (multiplica o esforço aplicado no pedal), maçanetas cromadas (de gosto duvidoso); navegador GPS, teto solar elétrico; dois tweeters; sistema VSA (assistência à estabilidade do veículo) e sistema MA-EPS da direção elétrica (torna a direção mais rígida caso o motorista movimente o volante de forma a provocar instabilidade).
Retorno à liderança do segmento?
Desde a perda da liderança para o Toyota Corolla, a Honda nunca esteve tão perto de conseguir retornar ao topo da categoria como agora, ainda mais que o seu principal adversário está bem ultrapassado (embora seja um excelente carro). Antecipar a linha 2014 do Civic para fevereiro está dando uma boa munição para a Honda ganhar terrendo, sendo que a marca tem ainda um grande trunfo guardado, que espero que chegue por aqui em 2014, como linha 2015: a mudança visual e as melhorais de acabamento implementadas no Civic nos Estados Unidos. Na minha opinião, o design do Civic ficou bem melhor com as alterações.

Resta saber o que a Toyota vai fazer, já que o Corolla revelado por algumas revistas tem sido bastante criticado pelo público.
Fotos: Honda/Divulgação

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Honda Civic 2013 recebe reestilização nos Estados Unidos. E no Brasil?

Cerca de 18 meses depois de estreiar nos Estados Unidos, a 9ª geração do Honda Civic passará por sua primeira reestilização, conforme a marca anunciou hoje - e como antecipei no meu post anterior. As mudanças acontecem exatamente em um dos pontos que os consumidores norte-americanos mais reclamavam: o visual.

Na dianteira, o para-choque foi redesenhado, ganhando régua cromada integra os faróis de neblina. A grade, com detalhe cromado e estilo colméia, também é nova. Na traseira, as lanternas são novas e invadem a tampa do porta-malas mais "por baixo" (enquanto no brasileiro elas invadem mais "por cima"). O para-choque também mudou, ganhando refletores nas extremidades. invagem

Com as mudanças, a Honda atingiu seu objetivo, deixando o Civic mais esportivo e sofisticado. Fica até parecendo que o carro cresceu um pouco.
Fotos: Honda/Divulgação
Mais detalhes sobre a reestilização do Civic serão anunciadas pela Honda no Salão do Automóvel de Los Angeles 2012, no dia 29 de novembro. Alterações no acabamento e na lista de equipamentos são esperadas, mas o motor 1.8 16V deve continuar o mesmo.

Brasil
No Brasil, como já comentei aqui, a Honda lançará o Civic 2.0 flex em fevereiro de 2013 nas versões LXR e EXR. Sem tanquinho de partida a frio, a motorização desenvolve 150 cv de potência e 19,3 mkgf de torque com gasolina e 155 cv e 19,5 mkgf com etanol. A versão de entrada, LXS, continua com o propulsor 1.8 16V flex (139/140 cv), receberá a tecnologia Bluetooth para celular e terá câmbio manual de seis marchas.

Em termos visuais, podemos esperar a primeira mudança do Civic apenas em 2014, como linha 2015. Ela até poderia vir antes, mas é muito pouco provável.

Honda (já) prepara mudanças para o Civic nos Estados Unidos

Civic nos EUA hoje - Honda/Divulgação
Quando o novo Honda Civic apareceu, demonstrei a minha preocupação com o visual do modelo, que parecia um retrocesso em relação à sua geração anterior. E realmente achei que o carro deu um passo para trás - até comentei que os concorrentes agradeciam.
Civic reestilizado é flagrado - Fotos logo acima e abaixo: KGP Photography
Aqui no Brasil, o Civic chegou com visual ligeiramente melhor e mais musculosa do que a versão do Honda vendida nos Estados Unidos. E este é o ponto que quero chegar. Com menos de dois anos de mercado, a marca japonesa (já) prepara mudanças para o Civic nos EUA. O anúncio oficial vai acontecer ainda em novembro.

Não que o carro venda mal, pelo contratário, ele segue firme entre os 10 carros mais comercializados nos EUA em 2012. Mas, como a 9ª geração do Civic continua sofrendo críticas especialmente por causa do estilo e do acabamento (simples), a Honda já prepara um facelift para manter o fôlego do seu modelo contra os adeversários que estão chegando (reestilizações, novidades, etc.).
Se internamente nenhum flagrante foi feito, reparem pelas fotos do exterior onde o sedã da Honda deve receber alterações em breve nos EUA - provavelmente no 1º semestre de 2013. Na dianteira, grade, para-choque e faróis devem mudar (alguém aposta em LEDs?). Na traseira, o mesmo estilo nos retoques: para-choque, tampa do porta-malas e lanternas.

Debaixo do capô, dificilmente o conhecido motor 1.8 16V receberá alterações, mas não será surpresa se alguma recalibração for feita.
As mudanças sofridas pelo modelo nos Estados Unidos nos dão uma pista do que deve acontecer com o Civic por aqui na sua primeira reestilização. Mas a Honda pode adotar planos diferentes nas alterações por aqui, que ainda não tem data para acontecer.

De certo mesmo, temos a chegada do motor 2.0 16V flex para o Civic em fevereiro de 2013, já como linha 2014, conforme a Honda revelou no Salão do Automóvel de São Paulo - junto com outras novidades. Mas será que o nosso Civic já precisa de retoques visuais?

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

No Salão, Honda deixa suas principais novidades para depois, como Civic 2.0, Civic Si e chegada da Acura

Começando alguns posts sobre as novidades anunciadas no Salão do Automóvel, a Honda trouxe mais atrações "para depois" do que "para agora" no evento em São Paulo: Civic 2.0, Civic Si Coupé, ampliação da fábrica no Brasil, novo Accord, chegada da Acura - tudo a partir de 2013. De concreto mesmo, já para novembro, apenas o "aventureiro" Fit Twist, que você confere no post seguinte.

Veja as atrações "para depois" que a Honda exibe no Salão de São Paulo.
2013
A marca japonesa fará um investimento de R$ 100 milhões nos próximos dois anos para ampliar a sua planta no país. As instalações e equipamentos da área de pesquisa e desenvolvimento serão renovados, e uma nova área será construída até o final de 2013 nas dependências da fábrica em Sumaré (SP). Com isso, sua capacidade de produção aumentará, e será possível abrir espaço na linha para um veículo inédito, como um SUV compacto. Se a Honda demorou 15 anos para vender 1 milhão de veículos (1997 a 2012), ela quer repertir este número em cinco anos.

Continuando o que está previsto para 2013, as principais novidades estão relacionadas ao motor 2.0 flex. Em fevereiro do ano que vem chega a linha 2014 do Civic 2.0 nas versões LXR e EXR, que substituirão, respectivamente, a LXL (intermediária) e a EXL (topo de linha). A LXS continuará existindo, mas apenas com propulsor o 1.8 16V flex atual (139/140 cv).
Com 150 cv de potência e 19,3 mkgf de torque com gasolina e 155 cv e 19,5 mkgf com etanol, a motorização 2.0 16V dispensa tanque para partida a frio. Com o novo sistema, ao destravar as portas, um conjunto de aquecedores entra em ação diretamente na linha de combustível tornando a temperatura, principalmente do etanol, ideal para compor uma mistura ar/combustível pronta para entrar em combustão imediata.

Outra novidade é que todas as versões do Honda Civic serão equipadas com a tecnologia Bluetooth, que permite ao motorista atender chamadas sem a necessidade de manuseio do celular e sem tirar as mãos do volante.

Civic LXR e EXR 2.0 serão vendidos exclusivamentes com câmbio automático com paddle-shift. Já o LXS 1.8 poderá ser encontrado com transmissão automática de cinco marchas ou manual de seis velocidades (novidade).
Em termos de equipamentos, as versões LXR e EXR têm faróis de neblina de série. A topo de linha EXR tem ainda airbags laterais. O revestimento do porta-malas também passou por alterações, ganhando um forro especial, agora também presente na versão LXS. As versões LXR e EXR apresentam ainda o revestimento das alças do porta-malas.

Toda linha Civic 2014 trará, de série, chave tipo canivete, freio a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, direção com assistência elétrica, ar-condicionado digital, sistema ECON (que faz a condução tornar-se mais econômica), além da central i-MID, que exibe em uma tela de LCD colorida de 5 polegadas diversas informações e opera como interface para customização do veículo, sendo que seus comandos estão localizados no volante.

Em abril de 2013 chega o CR-V 2.0 flex, com o mesmo motor do Civic. As versões LX 4x2 e EXL 4x4, ambas com câmbio automático, mantêm a boa lista de equipamentos de série atual, mas receberão chave tipo canivete. A LX também passa a contar com o sistema Bluetooth.
Fechando o pacote, ainda em 2013 chega ao Brasil a nona geração do Accord.Com design revisto, mais refinamento na construção e muitos itens de conforto e segurança, o sedã será vendido nas versões EX 2.4 16V (185 cv e câmbio automático de 5 marchas) e EX V6 3.5 24V (278 cv e câmbio automático de 6 marchas). Ambas as versões possuem "novidades", como o sistema Bluetooth (que já deveria ser de série há muito tempo), enquanto a topo de linha recebeu também iluminação dos faróis dianteiros em led.
2014
Para 2014 teremos a volta de quem nunca deveria ter partido: Civic Si. Mas, dessa vez, ele será comercializado na carroceria coupé. Sem dúvida, o destaque do modelo é o seu motor quatro cilindros i-VTEC 2.4 16V capaz de gerar 201 cv de potência e 23,5 kgfm de torque a 4.400 rpm, com pico de 7.000 rpm, com câmbio manual de 6 marchas.
Mas seu visual também é chamativo. As duas portas, juntamente com alguns detalhes de design, tornam o carro muito mais bonito e esportivo. Na traseira, o aerofólio é integrado à tampa do porta-malas, que perdeu as horrorosas luzes "chinesas" da versão normal do Civic.

O Honda Civic Si virá equipado com teto solar, controle de estabilidade (VSA), direção eletricamente assistida (EPS), freio ABS com EBD, rodas de liga leve têm 17", volante revestido em couro, airbag duplo frontal e airbag lateral do tipo cortina.
Fechando as novidades de 2014, Fit e City vão passar por mudanças mais expressivas.

2015
Outro grande anúncio da Honda em São Paulo é a chegada da linha Acura ao Brasil em 2015. Os modelos que serão vendidos por aqui ainda não foram definidos, mas a marca trouxe a versão conceito da nova geração do NSX para o Salão do Automóvel, juntamente com o sedã ILX e o SUV RDX.
Acura NSX Concept
Fotos: Honda/Divulgação

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Brasileiros pagam preços 'ridículos' por carros, aponta Forbes

Jeep/Divulgação
Em artigo na versão on-line, um autor da revista americana Forbes, especializada em finanças e muito conhecida por compilar listas das maiores fortunas do mundo, criticou os preços abusivos pagos por brasileiros por carros considerados de luxo no país. Como exemplo, a publicação cita o valor de Jeep Grand Cherokee, que custa R$ 179 mil (US$ 89,5 mil) no país. Nos Estados Unidos, o mesmo carro sai por cerca de US$ 28 mil.

"Alguém pode pensar que pagar US$ 80 mil em um Jeep Grand Cherokee significa que ele vem com asas e grades folheadas a ouro. Mas no Brasil é a versão básica", afirma Kenneth Rapoza, autor do artigo e responsável por cobrir os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) para a Forbes. Ele ressalta que o preço nos EUA é quase metade do salário médio anual de um americano, mas o preço praticado no Brasil está muito aquém dos ganhos de um brasileiro médio.

O jornalista aponta os culpados de sempre pelos preços inflados: impostos sobre importados e outras taxas aplicáveis a produtos industriais. "Com os R$ 179 mil que paga por um único Grand Cherokee, um brasileiro poderia comprar três, se vivesse em Miami", escreve Rapoza.

O artigo ainda cita o novo Dodge Durango, que deve ser apresentado pela Chrysler no salão do automóvel de São Paulo em outubro, e que custará ainda mais que o Grand Cherokee: cerca de R$ 190 mil (US$ 95 mil), segundo a publicação. Nos EUA, o mesmo carro custa US$ 28,5 mil e até um "professor de escola pública do Bronx" pode comprar um com dois anos de uso.

"Desculpem, 'Brazukas' (sic)... não há status em um Toyota Corolla, Honda Civic, Jeep Grand ou Dodge Durango. Não sejam enganados pelo preço. Vocês estão definitivamente sendo roubados", avisa Rapoza.

Texto: Yahoo
Fonte: Forbes

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Alta Roda - Matemática implacável

Mercado de automóveis voltou às manchetes em razão da agitação trazida pelos preços com alívio provisório do IPI, relaxamento de juros e do número de prestações. Há posições antagônicas entre alguns analistas, por um lado, indústria e concessionárias, de outro, as duas últimas afinadas em relação ao otimismo moderado.

Para os céticos, estaríamos diante de iminente estouro da bolha de consumo, iniciada há três anos pelos financiamentos longos e pouco rigor na aprovação de cadastros. Essa tese explicaria a alta inadimplência recorde de 5,9% (mais de 90 dias de atraso), o prejuízo de alguns bancos varejistas no setor e, assim, a dificuldade para queda acentuada dos juros e alongamento dos prazos.

Outros acham que a redução do IPI, somada aos descontos dos fabricantes acordados com o governo, deixaram os preços atuais, em alguns casos, próximos aos promocionais já praticados até a semana anterior. Isso, realmente, acontece, mas nada indica que o ambiente de competição não continuaria puxando os preços para baixo.

Otimistas pensam de outra forma. Sérgio Habib, importador JAC e dono de 95 concessionárias, de norte a sul do país, da própria JAC, Citroën e VW, afirmou à coluna: “Sentimos 35% de aumento de trânsito nas nossas lojas, nos últimos dias. Aposto que até 31 de agosto um milhão de unidades de todos os tipos será vendido. E se mantidas as condições atuais até o final do ano, não descarto que o Brasil consiga atingir quatro milhões, ainda em 2012.”

Tal previsão supera os 3,8 milhões de unidades, ainda não revistos pela Anfavea. Seu raciocínio é que o brasileiro troca de carro, em média, cada 32 meses. “Em 2009, ano ruim para a economia (0,2% de retração do PIB), venderam-se mais de três milhões de veículos. Hoje (momento teórico da troca), mais de 80% dos compradores estão adimplentes, os preços caíram e as condições de financiamento são similares.”

Como os preços, sempre eles, são motivo de discussão que tal ver o cenário dos últimos oito meses? Comparar preços com os EUA tem sido esporte popular. Pegue-se o Civic, mesmo automóvel fabricado aqui e lá. Só que o Civic mais barato lá é “pelado”, como se fala. Não existe aqui. Então seu preço para comparar não é o DX de US$ 16.000 e sim o LXL de US$ 23.000, incluído o frete. Em 1º de setembro de 2011 custava, com dólar a R$ 1,60, cerca de R$ 37.000,00. Pechincha, não?

Como a diferença de taxação é brutal, a referência menos ruim é o preço do Civic equivalente para taxistas no Brasil. Em 1º de maio último, o LXS valia RS 53.000, sem IPI e ICMS, porém ainda com carga fiscal superior à dos EUA. Mas o preço, em reais, saltou para R$ 48.000 (dólar a R$ 2,10, antes da intervenção do Banco Central). Por sorte, os americanos recebem seus salários  em dólares e os brasileiros, em reais. Assim, ninguém sentiu os 30% de variação cambial. Se igualadas as cargas fiscais, os dois modelos custariam aproximadamente o mesmo preço, em maio. Alguns centavos a mais no valor do dólar e o carro sairia mais barato aqui.

Conclusão: qualquer variação mais forte do dólar leva a essas distorções, para cima ou para baixo. Não serve de consolo para os nossos preços altos por impostos e custos, mas a matemática é assim, implacável.

RODA VIVA

NOVO sedã Peugeot 301, embora projetado para países emergentes, tem poucas chances de produção no Brasil. Talvez na Argentina, mas seu preço ficaria próximo ao do 408. Para combater o Logan diretamente precisaria ter sido pensado desde o início como baixo custo, que não parece ser o caso. Peugeot também negou o 206 sedã e o carro é feito aqui, o Passion.

COTAS com IPI mais baixo para importados de marcas premium ou de modelos médios-grandes e grandes já são admitidas pelo governo, segundo fonte da coluna. Problema está em veículos compactos e médios-compactos de origem chinesa e sul-coreana. Seus preços baixos de exportação e valorização do real sufocam a produção nacional.

CITROËN DS3 chega por R$ 79.900 e oferece conceito ampliado de esportividade. Vidros laterais e traseiro conferem estilo diferenciado da versão normal, ao esconder coluna C e dar novo aspecto à coluna B. Motor turbo 1,6/165 cv já entrega 48 cv a apenas 1.400 rpm. Destaques para bancos, direção, câmbio manual/6 marchas e suspensões (embora ruidosas).

ESTILO atraente, bom espaço interno e câmbio (apenas manual) fácil de manusear. JAC J5, além do preço agora abaixo da barreira psicológica de R$ 50 mil (R$ 49.990), tem acabamento simples, visibilidade ruim dos instrumentos, ausência de botão central de destravamento de portas e imprecisão direcional. Falta torque ao motor de 1,5 l/125 cv.

DEPOIS de 14 anos de importação, Lexus vendeu em média apenas oito carros por mês no Brasil. A divisão de automóveis caros da Toyota terá dificuldades nessa fase de relançamento da marca. Iene valorizado deixou todos os quatro modelos bastante fora do nível de preços razoável para competir. Precisarão ter muita paciência ainda...

domingo, 27 de maio de 2012

Chevrolet e Honda também reduzem os preços de seus carros por causa da queda do IPI

Jac Motors, Renault, Nissan, Ford, Peugeot, Toyota e Volkswagen: quase todas as principais marcas nacionais anunciaram os novos preços de seus veículos com a redução do IPI. Agora, mais duas marcam entram para o bolo: Honda e Chevrolet. Confiram:

HONDA

FIT
- DX 1.3 16V MT – R$ 47.930
- LX 1.3 16V MT – R$ 51.540
- LX 1.3 16V automático – R$ 54.500
- EX 1.5 16V MT – R$ 57.480
- EX 1.5 16V automático – R$ 60.810
- EXL 1.5 16V automático – R$ 62.660
CITY
- DX 1.5 16V MT – R$ 49.610
- LX 1.5 16V MT – R$ 54.580
- LX 1.5 16V automático – R$ 57.550
- EX 1.5 16V automático – R$ 61.680

CIVIC
- LXS 1.8 16V MT – R$ 62.990
- LXS 1.8 16V automático – R$ 66.010
- LXL 1.8 16V MT – R$ 67.040
- LXL 1.8 16V automático – R$ 69.990
- EXS 1.8 16V automático – R$ 79.480
Fotos acima: Honda/Divulgação
CR-V
- LX 2.0 16V MT 4×2 – R$ 83.920
- LX 2.0 16V automático 4×2 – R$ 86.915
- EXL 2.0 16V automático 4×4 – R$ 102.160

CHEVROLET

CELTA
- LS 1.0 3p – R$ 24.049
- LS 1.0 5p – R$ 25.667
- LT 1.0 5p – R$ 27.053

CLASSIC
- LS 1.0 – R$ 25.469

PRISMA
- LT 1.4 – R$ 29.342

CORSA
- Hatch Maxx 1.4  – R$ 29.418
- Sedan Premium 1.4  – R$ 36.038

AGILE
- LT 1.4 – R$ 34.500
- LTZ 1.4 – R$ 41.017
Chevrolet/Divulgação
COBALT
- LS 1.4 – R$ 37.834
- LT 1.4 – R$ 41.430
- LTZ 1.4 – R$ 43.985

MERIVA
- Joy 1.4 – R$ 40.310
- Maxx 1.4 – R$ 42.309
- Expression 1.8 Easytronic – R$ 42.694
- Premium 1.8 Easytronic – R$ 44.946

ZAFIRA
- Comfort 2.0 – R$ 55.123
- Expression 2.0 automático – R$ 59.027
- Elegance 2.0 automático  – R$ 63.810
- Elite 2.0 automático  – R$ 68.528

CRUZE
- LT 1.8 16V – R$ 62.558
- LT 1.8 16V automático – R$ 65.170
- LTZ 1.8 16V automático – R$ 74.653
Chevrolet/Divulgação
CRUZE SPORT6
- LT 1.8 16V – R$ 60.216
- LT 1.8 16V automático – R$ 65.170
- LTZ 1.8 16V – R$ 72.239
- LTZ 1.8 16V automático – R$ 74.106

MONTANA
- LS 1.4 – R$ 30.608
- Sport 1.4 – R$ 42.097

S10 CS
- LS 2.4 – R$ 57.011
- LT 2.4 – R$ 59.937
- LS 2.8 TDI – R$ 82.705

S10 CD
- LS 2.4 – R$ 64.256
- LT 2.4 – R$ 70.203
- LTZ 2.4 – R$ 81.737
- LT 2.8 TDI 4×2 – R$ 95.779
- LT 2.8 TDI 4×2 automático – R$ 100.621
- LT 2.8 TDI 4×4 – R$ 106.045
- LT 2.8 TDI 4×4 automático – R$ 109.821
- LTZ 2.8 TDI 4×2 automático – R$ 113.695
- LTZ 2.8 TDI 4×4 automático – 130.982

CAPTIVA
- Sport Ecotec 2.4 automático – R$ 89.900
- Sport 3.6 V6 automático – R$ 96.900
- Sport 3.6 V6 automático AWD – R$ 101.900

MALIBU
- LTZ 2.4 automático – R$ 99.900

OMEGA
- CD 3.6 V6 automático – R$ 161.000

CAMARO
- SS 6.2 – R$ 201.000

quarta-feira, 16 de maio de 2012

O velho problema de quase todos os carros: consumo

Na semana passada troquei alguns e-mails que me fizeram pensar muito sobre o assunto. O internauta Ricardo Marques comentou comigo as suas experiências recentes com automóveis e como ele estava frustrado em relação a média de consumo dos carros que ele tinha e tem atualmente. Reproduzo abaixo parte do que ele disse (juntei o conteúdo num único texto e dei uma resumida para ficar mais direto, com prévia autorização do Ricardo):
Volkswagen/Divulgação
"Como a família estava maior, eu era proprietário de um Chevrolet Vectra Elite 2.0 automático, com motor Flexpower atualizado. Carro muito confortável, mas sempre achei que a média de consumo estava ruim, mas eu me lembrava que o carro tinha motor antigo e câmbio de quatro marchas ultrapassado. Na cidade, com etanol, a media ficava na casa de 6 km/l, enquanto na estrada, subia para 8,2 km/l. Com gasolina, eu conseguia, na cidade, média de 7 km/l e, na estrada, cerca de 10 km/l. O ar-condicionado estava ligado quase o tempo todo e, na estrada, o carro estava sempre carregado, com quatro pessoas e muita bagagem.

Um dos meus filhos foi morar sozinho enquanto o outro foi fazer intercâmbio. Logo, resolvi atualizar o Vectra, já que espaço no porta-malas deixou de ser uma prioridade. Foi então que comprei um Honda Civic LXL SE automático, o último da concessionária da minha cidade, segundo o vendedor, antes da chegada da nova geração. Fiz um excelente negócio (o novo Civic é muito feio e paguei quase R$ 12.000 a menos que o preço de tabela no meu LXL SE). 

Mas, mais uma vez, o consumo veio me assombrar. Com álcool, consigo mais ou menos 6,6 km/l na cidade e 9 km/l na estrada. Com gasolina, fico na casa de 7,5 km/l na cidade e não consigo passar de 11 km/l na estrada. Meu carro tem 19 mil km rodados e todas as revisões em dia. É uma decepção! A Honda prega a modernidade do seu motor, tem câmbio automático de cinco marchas, e o carro bebe muito. Sem contar que o tanque é pequeno. Tenho que parar no posto toda hora. Estou até pensando em trocar de carro.
Honda/Divulgação
Tenho medo agora de trocar o Civic num Novo Civic e sofrer com o mesmo problema. Tenho o mesmo medo com o Cruze. O Corolla eu não gosto e Hyundai eu me recuso a comprar. Vou esperar mais um pouco para decidir o que fazer.

Espero que você possa levar essa discussão para o seu blog."

O internauta Marcelo Chicol também está bastante incomodado com a média de consumo do seu Celta Spirit, considerando um absurdo os números divulgados pela Chevrolet. Seu Celta tem ar-condicionado, direção hidráulica, travas e vidros elétricos. Vejam a fala dele, seguida pela média de consumo do compacto, já publicada no Consumo Real.

"A propaganda que a GM faz é mentirosa e isso é um assalto ao consumidor que é enganado".

. Chevrolet Celta Spirit 1.0 (2009/2010) - Na cidade, média de 6,5 km/l com etanol e 8,5 km/l com gasolina, com o ar-condicionado ligado 50% do tempo. Na estrada, com etanol, médias de 10,5 km/l (80 km/h e ar-condicionado ligado), 9,5 km/l (110 km/h e 120 km/h e ar-condicionado ligado) e 8 km/l (130 km/h e 140 km/h e ar-condicionado ligado). Com gasolina, médias de 12,5 km/l (80 km/h e ar-condicionado ligado), 11 km/l (110 km/h e 120 km/h e ar-condicionado ligado) e 10 km/l (130 km/h e 140 km/h e ar-condicionado ligado).

Chevrolet/Divulgação
Realmente achei a discussão merecia ver aqui para o blog. Boa parte dos donos dos mais de 240 carros que tenho as médias de consumo publicadas no Consumo Real reclamaram da média de consumo ao me enviarem os números. São poucos que elogiam ou que fazem algum comentário positivo.

O resultado da enquete, que ficou no ar por alguns dias aqui no De 0 a 100, reflete esta frustração geral:

Você está satisfeito(a) com a média de consumo do seu carro?
Não - 67 votos (76,1%)
Sim - 21 votos (23,8%)
Total - 88 votos

A tecnologia flex chegou para tornar o automóvel mais versátil na hora de abastecer. Além disso, ela permitiu diminui a dependência do petróleo por um alternativa renovável e bem mais limpa. Mas são poucos os motores que conseguiram atingir um equilíbrio em relação a desempenho e consumo com a tecnologia bicombustível.

Mas esse não é só o problema. O combustível vendido no Brasil é de péssima qualidade se comparado ao de outros países. Como eu disse em 2010 (esse post quase não fica velho), fico muito incomodado quando a Pretrobras diz na TV que "todo carro sonha em ser abastecido com o combustível Petrobras" (obviamente nos postos BR). Mas por quê a gigante estatal não comenta nos comerciais que a sua gasolina, comum ou aditivada (Supra), produz 1.000 partículas por milhão (ppm) de enxofre? Ipiranga, Shell, Alê e outros postos também vendem suas gasolinas com o mesmo (altíssimo) teor de enxofre - e por preços absurdos se comparados ao de outros países!

O pior de tudo é que a população brasileira será obrigada a conviver com essa gasolina de qualidade inferior, que polui mais o planeta e intoxica mais as pessoas, até o final do ano que vem! Só a partir de 1º de janeiro de 2014 é que o teor será reduzido para 50 ppm de enxofre (ainda superior ao valor atual da gasolina Podium da Petrobras, que é de 30 ppm), de acordo com resolução publicada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Portanto, temos o problema do motor flex e da gasolina ruim, que comentei, e dos conjuntos mecânicos (motor/câmbio) que o Ricardo falou. Falta ainda um componente importante no "jogo do alto consumo": o motorista (proprietário/usuário).

É dele o papel de cuidade do veículo, mantendo a manutenção em dia, os pneus alinhados e calibrados, entre outras coisas. Ele também precisa ter consciência de que, se ele pisa mais, o seu carro vai beber mais (simples assim). Não adianta afundar o pé para fazer o desempenho melhorar, se depois ele reclama que o carro 1.0 dele bebe demais.

Para encerrar a minha parte inicial da discussão, achei estranha a propaganda da Allianz, que mostrar uma mulher que salvou um casamento (ou algo assim) por levar uma tralha no porta-malas. Ter uma capa de chuva, um moletom e um guarda-chuva é tranquilo, mas fiquei pensando se a mulher não teria outras coisas guardadas. Não custar lembrar que: peso morto aumenta o consumo do veículo!

Gostaria de ouvir a opinião de vocês! Se quiserem analisar (e enviar novos números) o consumo de dezenas de carro, acesse o Consumo Real do De 0 a 100. Se quiser fazer o seu carro beber menos, veja aqui algumas dicas.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Toyota Corolla continua na ponta, enquanto Honda Civic fica mais barato

A Chevrolet lançou o seu "carro mais vendido do mundo" no Brasil; a Honda lançou a nova geração do seu consagrado sedã no país; mas, no final das contas, em terras brasileiras, o Toyota Corolla continua líder de mercado em 2012, sem dar chances para Cruze e Civic.
1º. Toyota Corolla segue líder com folga. Versão XRS é a "esportiva" da família - Toyota/Divulgação
Será que a versão "jovem e esportiva" XRS está ajudando o Corolla? Por mais que eu ache que existam, pelo menos, 10 carros mais divertidos que o Corolla XRS (com preços próximos ou inferiores), o sedã da Toyota mostra que tem ótimas qualidades para se manter na ponta neste ano com certa tranquilidade. De janeiro a abril, foram comercializdas 16.558 unidades do Corolla, o equivalente a 22,82% do segmento de sedãs médios.
2º. Cruze é a estrela da Chevrolet, mas falta alguma coisa para assumir a ponta - Chevrolet/Divulgação
Em segundo lugar vem o Cruze, com 16,70%, emplacando 12.114 unidades segundo a Fenabrave. Será que, para a próxima mudança de linha, a Chevrolet já estaria preparando a primeira reestilização do seu sedã mirando a dianteira do segmento em definitivo? Vamos esperar para saber, mas bem que o Cruze poderia ficar um pouco mais barato.

E foi essa a estratégia da Honda. Como as vendas do novo Civic não repetem o sucesso de anos anteriores, a marca japonesa reduziu em R$ 3.000 o valor da versão LXS do seu sedã. Vejam:
3º. Honda Civic: dianteira bonita, traseira horrorosa e versão LXS R$ 3.000 mais barata - Honda/Divulgação
Novembro de 2011
. Honda Civic LXS MT Flex: R$ 69.700
. Honda Civic LXS AT Flex: R$ 72.900
. Honda Civic LXL MT Flex: R$ 72.700
. Honda Civic LXL AT Flex: R$ 75.900
. Honda Civic EXS AT Flex: R$ 85.900

Maio de 2012
. Honda Civic LXS MT Flex: R$ 66.700
. Honda Civic LXS AT Flex: R$ 69.900
. Honda Civic LXL MT Flex: R$ 72.700
. Honda Civic LXL AT Flex: R$ 75.900
. Honda Civic EXS AT Flex: R$ 85.900

O ideal mesmo seria tirar, pelo menos, R$ 3.000 do valor da LXL e R$ 5.000 no da EXS. Nos quatro primeiros meses de 2012, foram emplacados 11.200 unidades do Civic, o que corresponde a 15,44% do segmento.
4º. Volkswagen Jetta é dono do pior motor e do melhor motor entre os sedãs médios - Volkswagen/Divulgação
Os dois colocados seguintes são interessantes. O quarto lugar está com o Volkswagen Jetta, que oferece os extremos de motorização: o ultrapassado 2.0 8V flex e o moderno 2.0 TSI a gasolina. Se a versão de entrada tivesse um propulsor mais interessante, com certeza o sedã da Volks venderia mais que as 8.120 unidades de janeiro a abril desse ano (11,19%).
5º. Fluence tem potencial para melhorar ainda mais no Top 5 - Renault/Divulgação
Já a Renault conseguiu colocar o bom Fluence em quinto lugar com 6,55% de participação de mercado e 4.749 unidades emplacadas no mesmo período já citado. Com o rumor da chegada do Fluence 1.6 16V ganhando cada vez mais força, a tendência é que o sedã francês se mantenha no top 5, com qualidade suficiente até para subir.
6º. Sentra tem mostrado suas qualidades mantendo a sexta colocação - Nissan/Divulgação
Eu diria que o "estranho do ninho" está na 6ª colocação. A Nissan conseguiu a proeza de vender 3.502 unidades do Sentra, que é um ótimo carro, mas que sempre viveu nas sombras. Ele tem 4,83% do mercado.
7º. Hyundai ainda não conseguiu "descer os atributos do Elantra guela abaixo do consumidor" - Hyundai/Divulgação
O badalado Elantra, com seus freios a tambor na traseira e quase indefinidos números de potência, ainda não mostrou para que veio. Mesmo com toda a badalação da Hyundai e do Grupo CAOA, o modelo amarga a 7ª colocação, com apenas 2.434 unidades vendidas nos primeiros quatro meses de 2012, o equivalente a 3,35% de participação no segmento. É um resultado semelhante ao alcançado pela Peugeot com o 408, mas o carro do leão está uma posição atrás, sendo o responsável por 2.204 unidades emplacadas de janeiro a abril de 2012 (3,04%).
8º. Peugeot 408 é bom, mas será um eterno coadjuvante? - Peugeot/Divulgação
Em 9º temos o Cerato, que já teve seu tempo de sucesso no segmento de sedãs médios no Brasil. Com 2.194 unidades emplacadas nos primeiros quatro meses do ano, ele teve participação de 3,02% na categoria. A perda de interesse no sedã da Kia pode estar acontecendo pelo fato da marca estar renovando toda a sua linha pelo mundo, o que deve acontecer com o Cerato num futuro não muito distante.
9º. Cerato fez sucesso em outros tempos - Kia/divulgação
Atualização (20h40)
Como a Fenabrave colocou, estranhamente, o Ford Focus Sedan no meio dos sedãs compactos, acabei esquecendo de colocá-lo na análise dos números. Por isso, matenho as participações de mercado em porcentagem acima, mas levem em consideração a posição de mercado da lista abaixo. A Ford conseguiu emplacar 3.098 unidade do Focus Sedan, deixando seu modelo numa modesta 7ª posição.
Focus Sedan é um ótimo carro, mas nunca soube ser vendido - Ford/Divulgação
Sedãs médios - Janeiro a abril de 2012
1º. Toyota Corolla - 16.558 unidades emplacadas
2º. Chevrolet Cruze - 12.114
3º. Honda Civic - 11.200
4º. Volkswagen Jetta - 8.120
5º. Renault Fluence - 4.749
6º. Nissan Sentra - 3.502
7º. Ford Focus Sedan - 3.098
8º. Hyundai Elantra - 2.434
9º. Peugeot 408 - 2.204
10º. Kia Cerato - 2.194

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Alta Roda - Energia com fidelização

As alternativas energéticas estão, de novo, no centro das atenções. E, claro, isso tem muito a ver com o que acontece ou acontecerá nos EUA, de longe o maior consumidor de petróleo. A estratégia dos americanos é chegar ao mesmo objetivo dos europeus de emitir menos gás carbônico (CO2), um dos gases de efeito estufa que poderiam afetar o clima no planeta, mas atuando na diminuição de consumo de combustível. O resultado final, igual. Porém politicamente o discurso do carro econômico é mais palatável.
Renault/Divulgação
O tema se tornou tão relevante que o novo presidente da Nada (Associação Nacional de Concessionárias de Automóveis, em inglês), William Underriner, o elegeu como principal preocupação em seu mandato. A convenção anual da Nada, megaevento que reuniu 20.000 pessoas e uma grande exposição de fornecedores de serviços, este ano foi em Las Vegas. Naturalmente, fabricantes de veículos têm participação ativa e seis deles montaram estandes.

A Califórnia, maior mercado do país, estabeleceu, no final de janeiro último, uma meta de diminuição paulatina de consumo, alinhada à já anunciada pelo governo federal: média dos modelos comercializados deve atingir 23 km/l de gasolina até 2025 (hoje não chega a 14 km/l). Na realidade, a Califórnia quer 15,4% de veículos vendidos no estado movidos apenas a bateria, a pilha de hidrogênio ou híbridos plugáveis em tomada. Em outros termos, a eletricidade, em parte ou totalmente, passa a vigorar por decreto. Pode ocorrer uma revisão em 2018. Mesmo porque a infraestrutura precisa acompanhar.

Na convenção da Nada, os fabricantes apoiaram a medida, inclusive no discurso de Sergio Marchionne, presidente da Fiat-Chrysler, que considerou o objetivo factível. Os concessionários, porém, não se convenceram de que esse é o desejo dos consumidores, pois as novas tecnologias agregariam até US$ 5.000 (R$ 8.500) ao preço final dos automóveis, cuja média, hoje, está em US$ 22.000 (R$ 38.000).

Entre outros assuntos discutidos, se destacou a fidelização dos clientes no pós-venda e o estímulo a aprofundar ações. Uma delas é a pré-venda de serviços de manutenção, com bons descontos, já agregada às prestações do financiamento. Trata-se de um passo adiante às revisões a preço fixo existentes aqui. Nos EUA, concessionárias colocam cartazes comparando os preços de seus serviços, mais em conta do que nas redes de autocentros, nominadas uma a uma.

Outra iniciativa, ainda pouco aceita no Brasil, é a garantia estendida. O produto vem aumentando de interesse nos EUA, como forma de evitar que proprietários de veículo se afastem após o período de cobertura oferecido pelo fabricante. Só que se trata realmente de um seguro, sem vincular o motorista a uma concessionária e tem abrangência nacional. Essa cultura de atendimento desburocratizado e regras claras faz parte do ambiente de negócios americano.

Flavio Meneghetti, presidente da Fenabrave, considerou positivo que mais concessionários brasileiros, a cada ano, compareçam às conferências da Nada. A utilização das ferramentas de internet está no ápice e lá não faltam especialistas. Muitos desses recursos permanecem subutilizados no País.

RODA VIVA

EMBORA os resultados de vendas em janeiro no mercado interno tenham sido recordes, os estoques voltaram a subir de 30 dias, em dezembro de 2011, para 36 dias, no mês passado. Dois indicadores continuam desconfortáveis: inadimplência de 5% (2,5%, em 2010) e índice de confiança do consumidor da FGV (menos 4 pontos). Queda dos importados foi maior pela antecipação de compras, antes do aumento do IPI.

ANFAVEA, ao fazer o balanço mensal da indústria, nada quis comentar sobre negociações de revisão do acordo comercial automobilístico México-Mercosul. Significa que, nos bastidores, as coisas devem estar quentes. Imbróglio será resolvido, mas o governo federal parece meio perdido no intervencionismo. Ora pende para um lado, ora para outro.
Honda/Divulgação
CIVIC deve ir bem no Brasil com as reformulações do modelo 2012, principalmente no interior, com até duas telas, uma delas sensível ao toque e que inclui navegador. Mudanças de estilo foram pequenas. Mecanicamente há evoluções sutis, no dia a dia urbano e em estradas. No entanto, o carro ficou mais na mão, sem dúvida. Porta-malas cresceu à custa do estepe estreito.

NOS EUA, o Civic sofre com críticas de falta de audácia no desenho e menos equipamentos. Tanto que a Honda providencia alguns retoques para breve, depois de apenas um ano de vendas. Nesse segmento, porém, o carro vendido lá tem outro público em relação ao daqui. Nada indica que as situações sejam comparáveis. O tempo vai dizer.

INTERESSANTE a iniciativa do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) de produzir, na sua série de vídeos “Faça Certo”, um específico explicando sobre os bancos infantis obrigatórios. Há dúvidas esclarecidas de forma bem didática e eficiente. Basta acessar www.youtube.com/tvinmetro.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Acessórios originais do Honda New Civic (até 2011) podem ficar mais baratos

Em janeiro do ano passado fiz uma crítica à Honda pelo alto valor cobrado pelos carros da marca e também pelos acessórios originais. Agora, um ano depois, refiz a minha pesquisa de preços de acessórios usando, mais uma vez, o New Civic (até 2011) como referência e o site de acessórios da Honda como base. E não é que o resultado foi positivo?

Do "pacote" que montei no ano passado, apenas com "acessórios originais Honda", alguns itens como protetor de carter, trava do estepe, porcas anti-furto e o Kit Ultra Som ficaram com o mesmo preço. Entretanto, os dois acessórios mais caros da lista tiveram notável redução de preço. Eles ainda são estão baratos, mas o novo valor já está bem mais próximo do aceitável.
Faróis de neblina podem ficar mais baratos para o New Civic (até 2011/2011) depois do dia 17/1
De acordo com o site da marca, o Kit Bluetooth para celular teve o preço reduzido de R$ 1.008 em janeiro de 2011 para R$ 747 em janeiro de 2012. Já o valor dos Faróis de Neblina caiu quase pela metade no mesmo período: de R$ 1.333,50 para R$ 735.

Fechando, o sensor de estacionamento traseiro caiu mais de 50%, tendo seu valor reduzido de R$ 673,50 para R$ 292,50.

Vejam a lista com os preços sugeridos no site de acessórios da Honda em janeiro de 2011 e janeiro de 2012.

Janeiro 2011
Protetor de Carter (peito de aço): R$ 90
Trava do estepe (porta-malas): R$ 147
Porca anti-furto: R$ 204 
Kit ultra som - detector de movimento que é integrado ao alarme: R$ 447
Kit Bluetooth para celular integrado ao sistema de som do veículo: R$ 1.008
Sensor de estacionamento traseiro: R$ 673,50
Faróis de neblina: R$ 1.333,50

Janeiro 2012
Protetor de Carter (peito de aço): R$ 90
Trava do estepe (porta-malas): R$ 147
Porcas anti-furto: R$ 204
Kit ultra som - detector de movimento que é integrado ao alarme: R$ 447 
Kit Bluetooth para celular integrado ao sistema de som do veículo: R$ 747
Sensor de estacionamento traseiro: R$ 292,50
Faróis de neblina: R$ 735
Kit Bluetooth Original Honda também pode ter seu preço reduzido para o Civic (até a linha 2011)
Resolvi então ligar para cinco concessionárias da Honda para averiguar se diferença de preço já era praticada. Entrei em contato com três revendas em Belo Horizonte e duas em São Paulo. Os funcionários desconheciam qualquer mudança e os valores antigos ainda eram (são) praticados, ou estavam (estão) até mais altos, infelizmente.

Consultada, a Honda disse que só vai comentar a respeito de alguma alteração em relação aos preços dos acessórios do Civic depois da chegada oficial da linha 2012 do sedã, marcada para o próximo dia 17.

Vamos aguardar até o dia 17/01. Se novos valores forem mesmos mais baixos, já antecipo aqui o meu elogio à Honda. Só espero que as concessionárias pratiquem os novos valores.