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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Alta Roda - De volta para o futuro

Mercedes-Benz/Divulgação
Filmes de ficção científica encantam quem gosta de visão antecipada dos avanços que reservam o futuro. Pois os carros de topo de linha são provas de que o futuro deixa às vezes de ser ficção, embora inalcançável para a maioria dos mortais. Mas há um consolo: algumas dessas novidades um dia cairão de preço com progresso das pesquisas, novos materiais e processos. Computadores de bordo, controles de trajetória, freios ABS e navegadores GPS pareciam inacessíveis faz pouco tempo.

Exemplo de transformação em realidade é o novo Mercedes-Benz Classe S, que chegará ao Brasil no fim do ano, na faixa dos R$ 800 mil. Sua première mundial (estática) em Hamburgo, Alemanha, semana passada, teve show à altura dentro da fábrica de aviões Airbus. Para descrever o modelo-símbolo da marca necessitam-se 150 páginas, em DVD; manual do proprietário seria confundido com um livro.

Difícil selecionar tópicos mais importantes entre tantos. Trata-se do primeiro automóvel a dispensar lâmpadas: há quase 500 LEDs (diodos de luz), dos quais 56 só para os faróis. Uma estereocâmera (tridimensional) avalia desníveis e buracos no pavimento à frente e comanda adaptação prévia das suspensões a ar. Essa câmera, em conjunto com sensores e radares, detecta, além de pedestres e outros obstáculos, o tráfego em cruzamentos, dia ou noite, para evitar ou mitigar acidentes. Estabilizador de velocidade mantém distância de segurança – acelera, freia, para e arranca – e segue o veículo da frente até em curvas de raio longo, sempre dentro da faixa de rodagem, ao atuar no volante de forma autônoma.

Novo Classe S foi construído de trás para frente, a partir da versão de entre-eixos longo, tal o nível de conforto e segurança. Poltrona traseira diagonal à do motorista inclina até 43 graus, tem suporte integral para pernas, aquecimento nos apoios de braços e 14 atuadores para massagem nas costas. Além de cinto de segurança inflável, há algo como airbag de assento que limita, em caso de acidente, o corpo escorregar por baixo do cinto, mesmo que o passageiro esteja adormecido.

Entre as amenidades, sistema ativo de perfumar o habitáculo sem saturar o ambiente, comando de várias funções por meio de telefone inteligente ou tablete e duas mesas de apoio rebatíveis no console central traseiro, além de sistema de áudio com 24 alto-falantes e 1.540 W de potência.

Privilégios também na parte da frente, com duas grandes telas de 12,3 polegadas, uma delas só para o quadro de instrumentos. E mais segurança: os cintos afastam motorista e passageiro da direção do impacto frontal; freio de estacionamento é acionado em caso de iminente colisão traseira para minimizar o efeito chicote sobre a coluna cervical de todos os ocupantes.

Em estilo, manteve o caráter evolutivo, embora a grade frontal maior lhe dê personalidade. São só dois cm a mais de comprimento (versão de entre-eixos curto), mas “emagreceu” 100 kg. Coeficiente aerodinâmico surpreende – apenas 0,24 –, mas, em breve, alcançará 0,23 com um pacote opcional de menor consumo/emissões. Motores vão de 258 cv a 456 cv, já enquadrados na próxima e ainda mais rigorosa legislação europeia antipoluição.

RODA VIVA

ESTRATÉGIA clara das marcas francesas: antecipar os sedãs novos frente aos hatches. Substituto do C4 Pallas (nome vai mudar para Lounge ou outro, em estudo) chega logo no segundo semestre, seguido pelo sucessor do Logan, igual ao já disponível na Europa. Respectivos hatches, C4 e Sandero, só no início de 2014. Este último tem mais fôlego de vendas até lá.

REPOSICIONAMENTOS de preços continuam para defender posições de mercado. Toyota recheou versão intermediária do Corolla em tentativa de deter avanço do Civic. Já a Ford acrescentou ar-condicionado ao Ka, o que o tornou o mais barato modelo com esse equipamento entre automóveis pequenos. Veterano Mille retomou a coroa de nacional mais acessível por R$ 21.990.
Volkswagen/Divulgação
VOLKSWAGEN também mexeu no líder de vendas do mercado. Enquanto o todo novo subcompacto up! é esperado para início de 2014, a marca se defende das investidas dos rivais com Gol Rallye e Track, versões especiais de suspensões (mais) elevadas. Primeiro tem motor de 1,6 L e o segundo, de 1 L, ambos bem equipados. Preços puxados de R$ 48.580 e R$ 33.060, respectivamente.

LIFAN, marca chinesa agora divorciada do sócio brasileiro Effa, coloca suas apostas na montagem uruguaia do X60, SUV compacto anabolizado. Manteve a fórmula oriental de combinar máximo de recheio a preço baixo: R$ 52.777. Inclui até navegador GPS, além de material de acabamento longe do rústico. Estilo agrada e motor de 1,8 L/128 cv/16v está de bom tamanho.

SEGUNDO a Anfavea, mercado brasileiro é disputado por 1.220 modelos e versões de 54 marcas, entre nacionais e importadas (somados caminhões e ônibus, 62 marcas e 1.744 opções). Nesse nível de oferta, os dias de estoques em fábricas, importadoras e concessionárias terão que crescer para algo em torno de 30 a 35 dias.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Fiat Uno e Mille Way recebem versão especial Xingu

Em localização ruim, faixa Xingu deixou a lateral do Uno mais poluida
 A Fiat acaba de lançar a Série Especial Xingu para o Mille Way 1.0 e para o Uno Way 1.0 e 1.4.

Em homenagem ao filme que conta a saga dos indigenistas Villas Boas e a história da criação do Parque Nacional Xingu, a série especial traz adesivos de identificação nas laterais e na tampa traseira dos carros.
Além disso, o Uno Way tem ainda como equipamentos de série direção hidráulica, faróis de neblina, pré-disposição para rádio, ar-condicionado, para-brisas degradê, travas elétricas, vidros elétricos dianteiros com one-touch para motorista, além de computador de bordo e banco do motorista com regulagem de altura - e airbag duplo e ABS com EBD.

Uno Way 1.0 Xingu – R$ 33.620
Uno Way 1.4 Xingu – R$ 37.185
O Mille Way Xingu traz a mais em sua lista de série direção hidráulica, desembaçador do vidro traseiro, limpador e lavador do vidro traseiro, retrovisores externos com comando interno mecânico, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas, pré-disposição para rádio, bancos revestidos parcialmente em veludo e apoios de cabeça no banco traseiro.

Mille Way 4 portas Xingu - R$ 27.800
Preços vigentes a partir de 1º de janeiro de 2013.
Fotos: Fiat/Divulgação

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Alta Roda - Líderes do semestre

O tradicional ranking da coluna dessa vez trouxe algumas novas lideranças, já esperadas. SpaceFox e Duster, por exemplo, assumiram em seus segmentos, sem a certeza de manter as posições frente a Weekend e EcoSport, respectivamente.

Por outro lado, o quase eterno líder Gol, mesmo separado do Voyage, ainda conseguiu terminar o semestre à frente da dupla Uno/Mille. O Voyage, isoladamente, manteve-se à frente de Siena/Grand Siena, porém não está seguro até o fim de 2012, na briga à parte dos sedãs.

Segmentos que encolheram muito são as stations pequenas (Parati já sai de cena), as stations médias (fim da Mégane Grand Tour) e os monovolumes médios (Zafira e Xsara Picasso). Restam crossovers médios (Freemont/Journey) que se somam a um segmento esvaziado, com pouca oferta.

Alguns dos novos modelos ainda não puderam aparecer bem na tabela pois estão há pouco tempo no mercado e outros ainda virão no segundo semestre. Será que o novo EcoSport vai terminar à frente do Duster, no final de 2012, e manter-se na liderança desde que inaugurou o segmento dos utilitários compactos em 2003?

Classificação soma hatches/sedãs derivados. Entre-eixos e largura são as principais referências e, em certos casos, preço. Os resultados em porcentuais, compilados por Paulo Garbossa, da ADK, incluem só modelos mais representativos.

Compactos (%): Gol/Voyage, 17; Uno/Mille, 12; Palio/Siena, 11; Fiesta hatch/sedã, 8; Celta/Prisma, 7,8; Fox/CrossFox, 7,1; Corsa/Classic, 6,9; Logan/Sandero, 6,1; March/Versa, 3,2; Cobalt, 3,1; Agile, 2,9; Ka, 2,6; Punto/Linea, 2; 207 hatch/sedã, 1,9; C3/DS3, 1,4; City, 1,11; Clio/Symbol, 1,1. Dupla Gol/Voyage pode avançar mais.

Médios-compactos (%): Corolla, 16; Cruze hatch/sedã, 14; Civic, 13,7; Golf/Jetta, 11,6; Focus hatch/sedã, 9; i30, 6; 307/308/408, 5,7; Fluence, 4,7; C4/Pallas, 3,9; Sentra, 3,2. Cruze ameaça o Corolla.

Médios-grandes (%): Fusion, 22; Sonata, 21,7; Azera, 19; Mercedes C, 12. Fusion, mais acossado.
Grandes (%): Mercedes E/CLS, 29; Cadenza, 26; 300 C, 21; BMW 5/6, 12. Classe E/CLS virou o jogo.
Topo (%): BMW 7, 51; Panamera, 31; Bentley Continental, 6. BMW é novo líder.

Stations pequenas (%): SpaceFox, 49; Palio Weekend, 38; Parati, 8. SpaceFox passou Weekend, sem consolidar.
Stations medias/crossovers (%): Freemont, 42; Mégane Grand Tour, 40; Journey, 7. Segmento encolhido.

Monovolumes pequenos (%): Fit, 29; Idea, 21; C3 Picasso/Aircross, 18. Fit aumentou a vantagem.
Monovolumes médios (%): Zafira, 39; Xsara/C4 Picasso, 37; J6, 17. Outro segmento em crise.

Picapes pequenas (%): Strada, 47; Saveiro, 28; Montana, 20. Strada inabalável.
Picapes médias (%): S10, 28; Hilux, 22; L200/Triton, 15. S10 continua firme.

Utilitários esporte sub/pequenos (%): Duster, 20; EcoSport, 16; Tucson/ix35, 15. Duster não consolidado.
Utilitários esporte médios (%): Captiva, 33; Hilux, 24; Sorento, 22. Captiva ainda na frente.
Utilitários esporte grandes (%): Pajero Full/Dakar, 38; Edge, 28; Discovery, 9. Pajero com folga.

Esportivo (%): Veloster, 89; Mercedes SLK, 6; Peugeot RCZ, 4. Preço define o Veloster.
Esporte (%): Camaro, 47; Mustang, 21; Corvette, 8. Camaro segue à frente.

RODA VIVA

EMBORA sem confirmar que modelos lançará com o financiamento obtido do BNDES, a Volkswagen terá mais uma novidade, além do esperado Up, da classe de novos subcompactos anabolizados com motores de três cilindros. Trata-se da versão sedã do novo Polo, chamado Vento. Nada a ver com o Vento vendido na Argentina, nome do Jetta lá.

SINAL positivo para as vendas, bastante dependentes de financiamentos. Taxa de prestamistas com atrasos entre 1 e 90 dias recuou ao longo de junho. Indicador utilizado para inadimplência leva em conta atrasos superiores a 90 dias e, hoje, está em nível recorde de 6,1%, no caso de veículos. A tendência, assim, é de o índice de inadimplência começar a cair.

BOM espaço interno, sem dimensões externas exageradas, é um dos destaques da versão de sete lugares do monovolume Spin. Última fileira de assentos não garante conforto para dois adultos de média estatura, nem espaço para bagagem (mesmo com estepe estreito) além de 162 litros. Motor 1,8/108 cv e câmbio automático são suficientes, sem empolgar.

ABEIVA, associação dos importadores que não têm fábricas aqui, prevê segundo semestre mais difícil que o primeiro. Vendas reagiram pouco, mesmo após a diminuição do IPI, no fim de maio. Queda semestral até agora é de 22%, em relação a 2011, e no fim do ano pode ir a 40%. Há expectativa de cotas de importação. BMW e Land Rover estão à espera disso para anunciar produção brasileira.

SETOR de autopeças mantém investimentos, apesar de empecilhos para a produção de veículos aumentar. Ocorre em razão das dificuldades de exportar e da importação de Argentina e México (no caso, agora limitadas por cota em valores). A empresa francesa Faurecia, por exemplo, acaba de inaugurar, em Limeira (SP), a maior fábrica de escapamentos da América do Sul.

sábado, 1 de outubro de 2011

Carros X Motos: quem vende mais no Brasil em 2011?

Fiat Uno faz bonito no mercado
É curioso notar como o número de veículos sobre rodas no Brasil vem crescendo nos últimos anos. O mercado de carros motos está realmente aquecido, principalmente por causa estabilidade econômica do país e com da oferta de crédito. Pensando nisso, fiquei observando a frenesi do trânsito de sexta-feira e me indagando como é possível termos tantos carros nas ruas se as motos são bem menores e mais baratas. Resolvi então pesquisar para saber quem vende mais.

Usando sempre como referência os dados da Fenabrave de janeiro a agosto de 2011 (atualizo os números em breve incluindo setembro), o primeiro aspecto que chamou a minha atenção foi na parte de cima do ranking de vendas. Dois carros estão entre os cinco veículos mais vendidos do Brasil:
Honda Biz vende muito bem
1. Honda CG 150 - 294.459 unidades
2. Honda CG 125 - 266.041unidades
3. Volkswagen Gol (G4 + G5) - 198.328 unidades
4. Fiat Uno (+ Mille) - 183.257 unidades
5. Honda Biz - 143.849 unidades

Se pensarmos  nos preços, é realmente de impressionar. O carro mais barato entre os citados acima parte de cerca de R$ 23.500, enquanto a moto mais em conta entre as três listadas custa aproximadamente R$ 5.300. Mas, mesmo com a maioria no ranking dos cinco primeiros colocados, as motos vendem menos que os carros no acumulado do ano.
Gol é o carro mais vendido do Brasil há mais de 20 anos
De janeiro a agosto 2011, foram emplacadas 1.259.743 motos (número superior a 2010: 1.137.542 no mesmo período), enquanto os carros focam responsáveis por 2.233.757 de emplacamentos em 2011 (2.077.350 nos oito primeiros meses de 2010). A resposta para essa discrepância pode estar na oferta de modelos: existem muito mais opções de carros e comerciais leves do que de motos.

Outro aspecto bastante interessante da minha pesquisa foi a distribuição de carros e motos nas regiões do Brasil, também segundo dados da Fenabrave. Sudeste e o sul ficaram com 70% dos emplacamentos de carros entre janeiro e agosto de 2011, sendo 50% nos 4 estados do sudeste e 20% nos 3 estados do sul.
Entre carros e motos, Honda CG 150 é o veículo mais vendido do Brasil
Em relação às motos, a situação é outra. Existe um empate técnico entre regiões na liderança. O nordeste foi responsável por 34,48% dos emplacamentos no mesmo período citado, enquanto o sudeste ficou com 34,46%. As duas regiões representam 68,94% das vendas de motos no território nacional.

Somando todo Brasil, carros e motos foram responsáveis por 3.493.500 emplacamento de janeiro a agosto de 2011. É um número que impressiona. Pelo menos temos espaço territorial para comportar tantos veículos . Faltam apenas melhorias de infraestrutura rodoviária (estradas de verdades) e urbana (metrô, transporte coletivo adequado, ruas melhores) para a situação todos caberem sem apertos.
(Fotos: carros: Fiat/Divulgação e Volkswagen/Divulgação // motos: Honda/Divulgação)

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Flagrante do Mille Adventure Conversível

O Fiat Mille nasceu como hatch, mas já virou sedã (Prêmio/Duna), perua (Elba), picape (Fiorino) e furgão (Fiorino Furgão). Mas eu nunca tinha visto uma variável tão "radical" da carroceria do veterano italiano: Mille Adventure Conversível.
Reparem que o estepe foi para a tampa do porta-malas e que os retrovisores vieram diretamente do Fiorino, para aumentar o aspecto de robustez. O corte para virar um "jipe conversível" ficou um pouco amador (vejam as portas, por exemplo), mas até que a evolução do Mille Way para "Mille Adventure" ficou legal.
No outro flagrante que presenciei, o dono de uma Strada cabine dupla resolveu cobrir a caçamba com uma tampa. Ao invés de fazer isso, fiquei pensando: por que será que ele não comprou um Palio Weekend? Tudo bem que a picape permite levar mais carga, mas seu banco traseiro leva apenas dois adultos com menos de 1,75 m, ou seja, com pouco conforto. A perua tem mais espaço para os ocupantes.

Uma das explicações pode ser o preço: R$ 38.970 para a Strada Working Cabine Dupla 1.4 flex (versão da foto); e R$ 41.330 para o Palio Weekend Attractive 1.4 e R$ 43.510 para o Palio Weekend Trekking 1.4. Alguém tem mais alguma explicação?

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Fiat lança o estranho e descolado novo Uno

Um arraso. Assim posso definir o lançamento do novo Fiat Uno. O modelo chega realmente para ser o sucessor do mitológico veículo lançado no Brasil em 1984.

O novo Uno tem visual marcante, boa lista de equipamentos (a maioria opcionais), espaço interno interessante, uma dupla de motores aparentemente honestos e uma infinita possibilidade de personalização, o que parece ser uma tendência atual (e nova) do mercado.

Quando digo que o novo Uno tem visual marcante, não estou dizendo necessariamente que ele seja bonito. A melhor expressão que li sobre o carro foi na revista Carro, que disse que o novo Fiat é estranho e descolado. Perfeito na minha opinião. E confesso que gostei do visual do novo Uno, bem mais do que gostei do desenho do Agile quando ele foi lançado.

Sobre as quatro versões do Uno, acho que elas têm um preço inicial atraente. Mas, como sempre costumo reclamar, sinto que alguns equipamentos opcionais poderiam ser de série. A versão Vivace 1.0, por exemplo, deveria sair de fábrica com econômetro e o conta-giros (que não é nem opcional). Limpador e lavador do vidro traseiro das versões 1.0 Vivave e Way também deveriam ser de série. E veja: a versão Way tem lanternas traseiras escurecidas e não tem desembaçador traseiro de série! Economia porca ou erro de investimento?

Para as verões Way e Attractive 1.4, seria legal se a direção hidráulica fosse de série. E todas as versões do Uno deveriam ter apoio de cabeça para cinco ocupantes, não só para quatro. Pelo menos toda linha Uno 2011 pode ser equipada com airbag duplo e ABS.

Os motores EVO são na verdade os Fire com alterações para deixá-los mais potentes, econômicos e menos poluentes. A Fiat prometeu maravilhas de médias de consumo nas versões Attractive e Vivace, que são mais leves que as Way. A Vivace 1.0 Evo apresenta consumo urbano de 15,6 km/l (gasolina) e 10,5 km/l (álcool) enquanto na estrada faz 20,1 km/l (gasolina) e 12,9 km/l (álcool). O motor Fire 1.4 Evo na versão Attractive faz, na cidade, 14,7 km/l (gasolina) e 10,3 km/l (álcool); e, na estrada, 19,4 km/l (gasolina) e 12,8 km/l (álcool). Como seria bom se o consumidor comum alcançasse esses números...

Bom e ruim
Em relação à personalização, são tantos itens e possibilidades que nem vale ficar comentando aqui o que pode ser feito. O que vai ser um excelente argumento de vendas para o Uno novo (o consumidor vai comprar o carro com a cara dele) pode acabar sendo um péssimo argumento de revenda (o usado vai ter a cara de outro consumidor, e não a minha). Mas a customização tem muito mais chance de dar certo do que de dar errado.

Problemas
Um ponto negativo e que me deixou muito surpreso foi o fato da Fiat ter mudado para pior a posição dos botões que acionam os vidros elétricos. Das portas, eles foram para o painel central. Um retrocesso. Talvez a marca italiana tenha feito essa bobagem para ter o que melhorar no carro nos próximos anos.

Outro ponto negativo é o preço dos opcionais, que acaba elevando o valor do novo Uno completo. O Attractive 1.4 chega a R$ 40.000 com pintura metálica, Kit Celebration 3 (direção hidráulica + ar-condicionado + faróis de neblina + alguns outros itens), Kit HSD (airbag duplo e ABS) e com Rádio Connect CD MP3/WMA com RDS, viva-voz Bluetooth e entradas USB/iPOD. Já o Vivace 1.0 beira os R$ 37.000 com os mesmos equipamentos (trocando o kit Celebration 3 pelo 5). Chegando na casa dos R$ 40.000 podemos encontrar opções mais interessantes no mercado.
Novo X Velho X Palio
E como ficam o Palio e o Mille com a chegada do novo Uno? Querendo ou não, o novo modelo vai canibalizar o quintal de casa, roubando vendas do Mille e do Palio. Compare abaixo os preços sugeridos de todas as versões do novo Uno (2011), do Mille (2011) e do Palio (2010).

Uno Vivace 1.0 2p: R$ 25.550
Uno Vivace 1.0 4p: R$ 27.350
Uno Way 1.0 2p: R$ 26.690
Uno Way 1.0 4p: R$ 28.490
Uno Attractive 1.4 2p: R$ 29.280
Uno Attractive 1.4 4p: R$ 31.080
Uno Way 1.4 2p: R$ 30.070
Uno Way 1.4 4p: R$ 31.870

Mille Economy 1.0 2p: R$ 23.570
Mille Economy 1.0 4p: R$ 25.370
Mille Way 1.0 2p: R$ 24.090
Mille Way 1.0 4p: 25.910

Palio Fire Economy 1.0 2p: R$ 26.300
Palio Fire Economy 1.0 4p: R$ 28.050
Palio ELX 1.0 2p: R$ 29.060
Palio ELX 1.0 4p: R$ 30.830
Palio ELX 1.4 4p: 32.990
Palio ELX 1.8 4p: R$ 37.310
Palio ELX 1.8 Dualogic 4p: R$ 39.570
Palio 1.8R 2p: R$ 41.490
Palio 1.8R 4p: 43.160

Quais versões vocês acham que morrem primeiro? Eu não sei exatamente, mas penso que o Palio Fire Exonomy será o primeiro afetado pela chegada do novo Uno. Vocês já repararam que a propaganda "Amigos para sempre" está passando sem parar na televisão? É a Fiat fazendo o Palio Fire Economy aparecer para ele não ser esquecido depois na hora da compra.

Vejam abaixo uma comparação de dados técnicos entre os três compactos vendidos pela Fiat no momento e depois uma série de fotos comparando o Uno com o Mille.


Fiat Mille Economy e Way Fire 1.0
Comprimento: 3,69 m
Largura: 1,54 m
Altura: 1,44 m (1,49 m Way)
Entre-eixos: 2,36 m
Porta-malas: 290 l
Peso: 810 kg 2p (820 kg Way) e 830 kg 4p (840 kg Way)
Tanque: 50 l
Potência: 65/66 cv
Torque: 9,1/9,2 mkgf

Fiat Uno Vivace e Way Fire 1.0 Evo
Comprimento: 3,77 m
Largura: 1,63 m (1,65 m Way)
Altura: 1,48 m (1,548 m Way)
Entre-eixos: 2,37 m
Porta-malas: 280 l (290 l com o banco com regulagem)
Peso: 884 kg 2p e 895 kg 4p (920 kg Way)
Tanque: 48 l
Potência: 73/75 cv
Torque: 9,5/9,9 mkgf

Fiat Palio Fire e ELX Fire 1.0
Comprimento: 3,82 m (3,84 m ELX)
Largura: 1,63 m (1,64 m ELX)
Altura: 1,43 m
Entre-eixos: 2,37 m
Porta-malas: 290 l
Peso: 920 kg 2p (950 2p ELX) e 940 kg 4p (970 kg ELX)
Tanque: 48 l
Potência: 73/75 cv
Torque: 9,5/9,9 mkgf

Fiat Uno Attractive e Way Fire 1.4 Evo
Comprimento: 3,77 m
Largura: 1,63 m (1,65 m Way)
Altura: 1,49 m (1,555 m Way)
Entre-eixos: 2,37 m
Porta-malas: 280 l (290 l com o banco com regulagem)
Peso: 925 kg 4p (940 kg Way)
Tanque: 48 l
Potência: 85/88 cv
Torque: 12,4/12,5 mkgf

Fiat Palio ELX Fire 1.4
Comprimento: 3,84 m
Largura: 1,64 m
Altura: 1,44 m
Entre-eixos: 2,37 m
Porta-malas: 290 l
Peso: 981 kg 4p
Tanque: 48 l
Potência: 85/86 cv
Torque: 12,4/12,5 mkgf

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fiat Uno Transformer

Durante os vários dias em que fiquei fazendo pesquisas para escrever um especial sobre a primeira geração do Fiat Uno para o Jalopnik, me deparei com muitos textos, fotos e vídeos interessantes e curiosos sobre o modelo.

No youtube, por exemplo, é fácil encontrar pegas legais e ilegais entre o Uno Turbo e vários adeversários, como Nissan Skyline e Ferrari F430. Mas um vídeo, em especial, me chamou a atenção - talvez pelo fato de ser bobo e meio mal feito. É uma paródia do comercial do Citroën C4 (vejam o original aqui). Confiram:



Aproveitem também para ler os três posts sobre a primeira geração do Uno. No dos coadjuvantes, comento sobre o primeiro carro que tive.

. Fiat Uno: uma cronologia da primeira geração
. Os coadjuvantes da primeira família Uno
. Uno Turbo: deixando os R para trás

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Montadoras nacionais fazem anúncios bombásticos

Fiat/Divulgação
Por essa ninguém esperava. Chevrolet, Fiat, Ford e Volkswagen fizeram um grande pronunciamento hoje no início da tarde, na sala de convenções de um luxuoso hotel em São Paulo. As quatro grandes da indústria automotiva nacional revelaram grandes lançamentos e novidades para o Brasil em 2010 e 2011.

Começando pela Chevrolet. A empresa se mostrou tão animada com o Agile que uma versão cupê cabriolet do veículo já está em fase final de desenvolvimento, sendo a grande atração da marca para o Salão do Automóvel de São Paulo deste ano.

O Agile CC contará com a inédita versão melhorada do motor 1.8 Flexpower, que terá 122 cv com gasolina e 128 cv com etanol, além do câmbio Easytronic. Vale ressaltar que o propulsor terá a média de consumo melhorada, ficando na casa de 11 km/l com álcool na cidade – muito boa por sinal.
Chevrolet/Divulgação
A dupla Astra e Vectra GT terá um realinhamento de preços. Sem perder ou ganhar nenhum equipamento, o primeiro vai custar a partir de R$ 43.000, enquanto o segundo poderá ser encontrado por R$ 46.000. A versão GT-X custará R$ 52.000.

Mas a grande surpresa da General Motors ficou para o final da apresentação. O motor 2.4 Ecotec, que equipa atualmente o Captiva, vai virar flex e irá equipar o Cruze, que será lançado em janeiro de 2011. Antes disso, ele será usado, a partir de maio, na família Vectra e Zafira, nas versões top de linha (Elite).

Já a Fiat está trazendo de volta, de forma aperfeiçoada, uma de suas fracassadas tentativas do passado. O Siena seis marchas é a nova aposta da marca italiana. Mas, ao invés do motor 1.0, o sedã compacto será equipado com o propulsor 1.8 16V flex da FPT Tritec, virando um verdadeiro foguete. Por ser leve, o modelo vai atingir 200 km/h de velocidade máxima.

Uma nova versão do Palio Citymatic, com motor 1.0 16V Fire foi cogitada, mas o projeto ficou para 2012.

O esperado Bravo terá seu lançamento antecipado para agosto deste ano, com duas opções de motor: 1.6 16V e 1.8 16V. O melhor de tudo é o preço: a versão de entrada parte de R$ 46.000 com airbag duplo, freios ABS, trio elétrico, ar-condicionado, direção hidráulica e sistema de som com comandos no volante e conexão bluetooth para celular. Com isso, o Stilo, que também passa a ter motor 1.6 16V, terá seu preço reduzido para R$ 42.000.

Finalizando, com a chegada do Novo Uno, o atual Mille terá seu valor reduzido para R$ 18.000. A intenção dos italianos é derrubar o Gol da liderança do mercado.
Ford/Divulgação
A união faz a força
O anúncio mais bombástico do evento foi feito pela Ford e pela Volkswagen, em conjunto. As empresas estão criando a Autolatina 2, nova parceria para compartilhar lançamentos e tecnologias.

O primeiro fruto chega já em setembro, com um novo sedã médio da Volks, baseado no Focus Sedan, que vai ficar situado no mercado entre o Polo Sedan e o Jetta. Ainda não está certo, mas seu nome deverá ser mesmo Santana. O motor será o 2.0 16V Duratec flex da família Focus.
Volkswagen/Divulgação
Em contra partida, a nova Courier será uma versão Ford da picape Saveiro, e terá cabine simples, estendida e dupla. Finalizando o anúncio, além da versão quatro portas do Ka, e da confirmação do lançamento do novíssimo Fiesta (baseado no europeu) já em setembro de 2010, a Ford anunciou que a versão SUV da picape Amarok será inspirada no Edge que, por sua vez, terá o seu preço reduzido para R$ 99.900, já a partir da próxima segunda (5).

Na última fala do anuncio, a Volks confirmou que o Golf VI mata o nosso Golf IV,5 em outubro deste ano.

(Nada como uma boa mentira para comemorar o dia 1° de abril)

Fonte: Jalopnik Brasil

segunda-feira, 2 de março de 2009

Fiat com novidades: Stilo Blackmotion e Punto T-Jet

Depois de lançar o Palio Fire Economy, o Palio 2010 e de tirar de linha o Stilo Abarth, a Fiat prepara dois lançamentos para março com um único objetivo: vender novamente mais que a Volkswagen. Stilo Blackmotion e Punto T-Jet são os destaques do mês. Eles não vão vender muitas unidades, mas a diferença pode ser vital no final do mês nesta feroz disputa entre Fiat e VW.

Está certo que os italianos ainda são os líderes do mercado nacional em 2009; mas a marca alemã vendeu mais em fevereiro. No acumulado do ano, 88.284 modelos da Fiat foram comercializados (43.304 em janeiro e 44.980 em fevereiro). Já a Volks vendeu 87.596 unidades, sendo 40.998 no primeiro mês do ano e 46.598 no segundo mês.

O fiel da balança é o novo Gol, que fez as vendas da Volks dispararem. Somando as vendas do Gol (38.949), com o Fox (14.740) e o Polo (1.635), foram comercializados 55.321 compactos em apenas dois meses (janeiro e fevereiro de 2009) no Brasil. A Fiat até conseguiu elevar as vendas do Palio com as alterações da linha 2010 (de 10.766 em janeiro para 12.754 em fevereiro), mas sua turma de compactos (Palio, Uno e Punto) contra-ataca “apenas” com 49.402 em 2009 (22.791 do Mille e 3.091 do Punto).
Se a Volks domina os hatches compactos, a Fiat dá um banho entre as picapes compactas. A Strada vendeu 10.764 unidade na soma de janeiro e fevereiro de 2009, mais que o dobro da Saveiro, que comercializou 3.569 no mesmo período. Pelo menos a VW já se movimenta para lançar a nova Saveiro, que pode se chamar Arena, derivada do novo Gol.

Entre os sedãs pequenos e peruas compactas, a briga está muito equilibrada. Sozinho, o Siena vendeu mais nos dois primeiros meses do ano, com 10.575 unidades. Porém, ele foi superado pelo Voyage em fevereiro por 196 carros e no acumulado do ano pelo mesmo Voyage e pelo Polo Sedan somados: 10.709 (8.763 do primeiro e 1.946 do segundo). A briga entre as Station Wagons é vencida pela Palio Weekend, não importando o mês, nem o acumulado (7.307). SpaceFox e Parati, mesmo somadas (6.584), não superam o modelo da Fiat.

STILO BLACKMOTION
Esse lançamento é para o Leonidas! Enquanto a Fiat não decide seus planos para o Bravo, ela continua investindo no Stilo para mantê-lo atraente para os consumidores. Disponível nas cores preto Vesúvio e preto Vulcano, o Stilo Blackmotion é a nova versão topo de linha da família, vendida também nos acabamentos 1.8, 1.8 Dualogic, Sporting e Sporting Dualogic, sempre com o beberrão motor 1.8 8V flex de 112 cv de potência com gasolina e 114 cv com álcool. Pude conhecê-lo no Salão do Automóvel de São Paulo no ano passado. O modelo é realmente bonito.

Com o preço sugerido de R$ 65.900, o Stilo Blackmotion tem, na parte externa, detalhes dos frisos da grade, das portas e da tampa traseira na cor cinza Dark Shadow; vidros escurecidos Vênus 35 (reduzem ainda mais a radiação direta dos raios ultravioletas); antena compacta de alta capacidade de recepção de sinal, rodas em liga leve de aro 17” com pintura exclusiva na cor cinza Dark Shadow; e a sigla Blackmotion na tampa traseira.
Internamente, o Stilo Blackmotion tem o kit High Safety Drive (HSD), composto por airbag duplo e freios ABS, câmbio manual automatizado Dualogic com comandos do tipo “borboleta” no volante, ar-condicionado automático digital Dual Temp, direção Dual Drive com assistência elétrica, bancos revestidos parcialmente de couro, piloto automático, rádio CD player MP3 Connect Bluetooth, com entrada para iPod/USB; sistema de som Hi-Fi (com subwoofer amplificado), teto solar elétrico Sky Window e os vidros elétricos dianteiros com função one-touch e antiesmagamento.  A sigla Blackmotion foi aplicada no painel de instrumentos, nos tapetes, nos encosto dos bancos dianteiros e na soleira das portas.

Opcionalmente ainda pode vir equipado com side bags dianteiros + window bags, vidros elétricos traseiros, sensores de estacionamento, chuva e  crepuscular, mais espelho interno eletrocrômico e kit parafusos antifurto das rodas.

Ele tem muitos equipamentos de série, mas poderia ser mais barato. De uma maneira geral, a linha Stilo deveria custar menos, já que o carro não vende muito. A versão de entrada parte dos R$ 50.895; a 1.8 Dualogic custa R$ 53.361; a Sporting vale R$ 61.439; e a Sporting Dualogic tem valor sugerido de R$ 64.018. Pagar mais de R$ 60.000 é algo "perigoso", já que, acima desta faixa de preço, mudamos para uma categoria superior, composta por modelos melhores, como Civic e Corolla. Acho que toda linha deveria ter uma redução de, pelo menos, R$ 3.500.
Reprodução da internet/revistaautoesporte.com.br - 2/3/09
PUNTO T-JET
Também chega em março a versão esportiva de verdade do Punto, batizada de T-Jet. Ela não mata a Sporting, como algumas pessoas pensaram. Com o preço sugerido de R$ 59.500, o modelo tem o mesmo motor 1.4 16V turbo que equipada o Linea, com 152 cv de potência. Para quem ainda tinha alguma dúvida, este é  o modelo esportivo mais barato do Brasil (se comparado, por exemplo, ao Golf GTI e Civic Si).

O Punto T-Jet sai da fábrica equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, computador de bordo, comando do som no volante, airbag duplo frontal, freios ABS e rodas de aro 17", com pneus 205/50. Entre os opcionais, destaque para os airbags laterais, ar-condicionado digital, teto solar Skydome e para o sistema Blue & Me. Ao todo são quatro cores disponíveis: amarelo, branco, vermelho e preto.
Fotos: Fiat/Divulgação

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Volkswagen Gol tem o melhor consumo da categoria? Abre o olho Fiat Mille?

Volkswagen/Divulgação e Fiat/Divulgação
A Volkswagen está fazendo um grande alarde em torno da boa média de consumo do novo Gol 1.0. De acordo com a montadora, o compacto pode ir de São Paulo a Brasília, uma distância de 950 km, com apenas um tanque de combustível - com média de 21 km/l. As medições foram feitas pela Volks e a conferência dos dados pelo Instituto Mauá de Tecnologia.

Por causa disso, o novo Gol está sendo considerado pela VW como o carro com a "melhor autonomia da categoria" - um claro tapa de luva no Fiat Mille Economy, que tem a palavra "economia" até no nome. O compacto italiano pode, segundo a marca, fazer 22 km/l na estrada com gasolina.

"Nossas mais sinceras desculpas a todos os donos de postos de gasolina pelo caminho.
A Volkwagen testou, o Instituto Mauá de Tecnologia comprovou: o Novo Gol tem a melhor autonomia da categoria. Fez 21 km por litro*. Foi de São Paulo a Brasília sem uma única parada para abastecer."

Depois que vi a propaganda do "passeio do novo Gol de São Paulo a Brasília", resolvi pesquisar um pouco mais sobre o teste e acabei achando um anúncio em uma revista. Vejam o que está escrito nas "letras miúdas", referente ao * do texto acima em itálico (cortei para ficar mais fácil de ler):

. Gol, ano de fabricação/modelo 2008/2009, 1.0 Total Flex, motor VHT, câmbio manual, pneus 175/70 R14 com pressão nos dianteiros de 33 libras e nos traseiros 31 libras
. Teste realizado com início no dia 25/6 e término em 26/6/2008.
. Percorreu a distância de 1.167,1 Km, em velocidade média de 75,53 km/h, com dois ocupantes, peso de 150 kg, saindo de São Paulo, capital, e chegando a Vila Boa, depois de Brasilia, com 55,6 litros de gasolina comum, consumo médio de 20,99 km/l.
. Teste acompanhado pelo Instituto Mauá de Tecnologia.
. O resultado do teste depende, dentre outras variáveis, das condições do trânsito, da qualidade do combustível e dos hábitos do motorista.

Realmente o resultado depende de várias coisas, como está no texto. Fiquei então pensando em algumas possibilidades e variáveis. Seria fácil percorrer praticamente 1.000 km a 75 km/h sem ar-condicionado e, principalmente, sem uma parada para urinar? Com essa média de 75 velocidade, um motorista vai percorrer 975 km em 13 horas (sem parar). Será que a estrada é plana, com uma qualidade de "tapete" ou está em ótimas condições de rodagem (Renato BSB e amigos de Brasília, se vocês souberem, por favor me avisem)? Será que o trânsito estava leve, sem caminhões? Não está falando isso no texto, mas é provável que o novo Gol usado não tenha direção hidráulica e outros itens.

Espero que todos que comprarem o novo Gol consigam atingir esta média de consumo. Queria que o teste fosse refeito com álcool.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Plástica no coração do Fiat Mille, agora Economy

Como mudar um carro que nunca teve alterações radicais no visual? Uma idéia seria investir no "botox", como aconteceu com a Chevrolet S10. Mas a Fiat preferiu mexer no bolso do consumidor, lançando o Mille 2009 com mudanças no seu coração, o motor 1.0 Fire Flex, agora conhecido como Economy Fire Flex.

De acordo com a montadora italiana, o carro ficou 10% mais econômico em relação ao Uno 2008. A nova média divulgada de consumo na cidade é de 15,6 km/l com gasolina e 11,1 km/l com álcool. Na estrada, os números são de 22 km/l com gasolina e 15,6 km/l com álcool. Vamos esperar para ver se a média do motorista comum ficará próxima a estes números.

A potência e torque do propulsor 1.0 não mudaram: 65/66 cv e 9,1/9,2 mkgf. Algumas pessoas apostaram que esta motorização poderia receber o aumento de potência do Siena, que desenvolve 73/75 cv e 9,5/9,9 mkgf. Mas, assim como acontece com Logan/Sandero e Clio e Corsa e Prisma, que têm o mesmo motor com potências diferentes, talvez a "caixa torácica" do Mille não tenha ventilação e espaço suficientes para ganhar a força extra.
Na parte estética, apenas as rodas e a grade dianteira são novas. Lanternas fumês não podem ser consideradas como alterações reais. Não sei se a Fiat deveria ter feito uma mudança um pouco mais acentuada no visual, numa tentativa de aumentar ainda mais as vendas do carro. Talvez a marca tenha ficado com medo por causa da alteração desastrada do Palio (G4), que não ficou feio, mas não conseguiu superar a beleza da geração anterior (G3).
Fotos: Umberto Cerri/Studio Cerri/Fiat/Divulgação 
Vale ainda comentar sobre o "econômetro", que nada mais é que um indicador de consumo instantâneo. Ele "ensina" ao motorista a forma mais econômica de dirigir. De acordo com a Fiat, o "funcionamento leva em conta as informações de consumo instantâneo de combustível e velocidade do veículo, ambas fornecidas pela central eletrônica de injeção. Seu funcionamento eletrônico é exato nas suas indicações". Só testando mesmo para saber.
Mille Economy Fire X Mille Way
De qualquer forma, trabalhar a idéia da economia parece ser acertada. O preço do carro varia entre R$ 23.240 (básico, Fire 2p) e R$ 31.813 (Way 4p completo, com Kit Celebration e rádio CD Player com MP3). Vamos esperar para ver se o carro terá aumento nas vendas. De janeiro a julho de 2008, já foram comercializadas 81.591 unidades do modelo. É interessante que, desde março, o Uno registrou aumento nas vendas em todos os meses, sendo o recorde em julho: 13.673.

Encerro o post com uma afirmação da Fiat sobre o Mille, para a reflexão de todos:

"Desde que foi lançado até os nossos dias, é inegável que se trata de um projeto extremamente revolucionário."

terça-feira, 24 de junho de 2008

Flagrantes interessantes da Fiat

Fotos: Walber Pereira/Arquivo Pessoal
Meu amigo Walber Pereira flagrou a nova Fiat Strada, que deve chegar ao mercado em agosto. Embora camuflada, podemos perceber algumas coisas interessantes sobre a nova linha da picape. Reparem, por exemplo, que a traseira tem um ressalto, que lembra a Ford Pampa. Na lateral, que praticamente não mudou, podemos ver os encaixes e apliques dos plásticos da versão Adventure Locker. Além disso, reparem no pára-lama, que é um pouco maior para acomodar o pneu, que também é maior. A foto da frente confirma que o modelo terá a dianteira do Siena e do Palio Weekend, diferente do que foi publica na revista Carro.
De acordo com o caça segredos Marlos Ney Vidal, “além das versões já existentes hoje da picape Strada com cabine simples e estendida, a montadora desenvolve uma versão ainda mais alongada; especula-se que possa ser uma cabine dupla. O projeto é chamado de X4 e sua base é da Palio Weekend. Os primeiros protótipos já foram montados e em breve sairão para testes de resistência. Se a idéia for aprovada essa versão fará sua estréia em 2009.”
Falando no Marlos, vejam aqui dois flagras dele. O primeiro é do Uno Mille 2009. Não podemos ver muitas coisas no vídeo, já que a Fiat mudou muito pouco o carro: "Para a linha 2009, muda a grade frontal, com filetes mais estreitados e logotipo vermelho, e calotas redesenhadas. No interior, a padronagem de revestimento dos bancos e quadro instrumentos também são novos" - cópia do Vrum.