O Brasil segue no foco das maiores montadoras de veículos, depois de bater novo recorde de vendas em 2012, com crescimento de 4,6% nos negócios, embora tenha derrapado na produção, com queda de quase 2% no ano. "Às vezes, penso que eu deveria ser brasileiro"', brinca o presidente mundial do grupo Fiat-Chrysler, Sergio Marchionne, enquanto circula pelo estande da empresa no Salão do Automóvel de Detroit.
"O Brasil manda bem'', afirma um sorridente Alan Mulally, presidente mundial da Ford. Os dois executivos apostam em novo crescimento no mercado brasileiro para este ano, depois de o País atingir a marca de 3,8 milhões de unidades, a maior da história.
Com esse desempenho, as matrizes das montadoras seguem investindo no Brasil. Mulally confirmou ontem que a Ford iniciará a produção, ainda neste semestre, do novo Fiesta. Será na fábrica de São Bernardo do Campo, segundo outro executivo do grupo, o vice-presidente Mark Fields, que em 2014 deve assumir o comando da companhia americana com a aposentadoria de Mulally.
Fábrica da Mercedes
O presidente global da Mercedes-Benz, Dieter Zetsche, informa que o grupo mantém estudos para voltar a produzir automóveis no País. O sedã médio CLA, apresentado na noite de domingo, é o cotado para estrear uma futura linha de montagem brasileira. "Queremos muito ter uma fábrica local.'' Segundo Zetsche, a Mercedes no Brasil incluiu em seu plano de investimentos entregue à matriz a proposta da fábrica local. Embora não haja prazo para a definição, a resposta é esperada para este semestre.
Já o principal executivo da BMW, Ian Robertson, diz que as obras de terraplenagem da fábrica que será construída em Santa Catarina devem começar nas próximas semanas. Ele também confirmou que os carros eleitos para produção local serão os sedãs da família Serie 3 e os utilitários da linha X (X1, X3 e X5).
Marchionne se diz "incrivelmente feliz e orgulhoso'' com os resultados da marca no mercado brasileiro, onde a Fiat lidera as vendas de automóveis e comerciais leves. "Estamos aguardando a abertura da fábrica de Pernambuco, onde vamos produzir um carro do segmento mais importante no mercado brasileiro'', diz o executivo, referindo-se a um compacto, que deve substituir o Mille. A unidade deve iniciar operações no fim de 2014, prazo também previsto para a unidade da BMW.
Desenvolvimento
Outro destaque do Brasil é a presença, pela primeira vez, de dois carros desenvolvidos no País, o compacto Onix e o monovolume Spin. Os dois veículos ocupam espaço reservado para cinco modelos globais produzidos fora dos EUA que a GM apresenta no salão. "Isso mostra nosso nível global de compromisso com os clientes do mundo todo'', diz Carlos Barba, diretor de Design da GM do Brasil e responsável pelo desenvolvimento dos dois produtos.
"Estamos muito otimistas com o mercado brasileiro depois do lançamento de novos modelos, entre os quais o Onix, que particularmente está vendendo muito bem", afirma Dan Akerson, presidente mundial da GM. Já Mulally elogiou o novo regime automotivo, chamado de Inovar-Auto. O Inovar-Auto estabelece metas de redução de emissões para os novos carros fabricados a partir de 2017 e prevê benefícios fiscais para as empresas que desenvolverem tecnologias e peças localmente.
Texto: Cleide Silva
Reprodução de O Estado de S. Paulo
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Após recorde de vendas, Brasil segue prioridade para grandes montadoras
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Correndo atrás do prejuízo, Ford prepara 18 lançamentos para o Brasil em 2013
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| Novo Focus |
Veja os 36 anos do Ford Fiesta em apenas 1:25s
Quem deu esta bela notícia foi o presidente da Ford no Brasil, Steven Armstrong. Entre as novidades, podemos esperar os novos Ka (hatch e sedã); (New) Fiesta (hatch e sedã) e Focus (hatch e sedan) - estes últimos já mostrados oficialmente no Salão do Automóvel de São Paulo.
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| New Fiesta nacional - Fotos: Ford/Divulgação |
Segundo Armstrong, até 2015 serão investido no país R$ 4,5 bilhões, sendo que a planta de motores e transmissões de Taubaté (SP) será ampliada com o investimento de R$ 500 milhões; a fábrica de São Bernardo do Campo (SP) receberá R$ 800 milhões (provavelmente para a produção de um novo veículo); e, em Camaçari (BA), será erguida a nova fábrica de motores, com custo estimado em R$ 400 milhões.
Para encerrar, entre os "não carros" previstos na lista de 18 lançamentos, devemos ter a sexta geração do Ford Transit e um caminhão extrapesado.
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sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Veja os 36 anos do Ford Fiesta em apenas 1:25s
A Ford divulgou, no último dia 21, um vídeo que mostra os 36 anos de história do Fiesta, mostrando a evolução do carro durante este tempo. Este material marca a chegada da primeira reestilização da atual geração do modelo, que será lançada (e fabricada) no Brasil em 2013.
O Fiesta foi lançado na Europa em 1976 e já vendeu mais de 15 milhões de unidades em todo o mundo. A evolução do veículo é considerável. Não podemos nem comparar a primeira geração com a atual; mas fica também difícil comparar a atual geração com a anterior - que ainda é vendida no Brasil com o nome de "Fiesta" e com um design questionável.
Atualmente importado do México, o New Fiesta (como é conhecido por aqui) representa o presente e o futuro do modelo. Esqueçam do nosso Fiesta e pensem apenas no New Fiesta (torço para perder o New quando a geração anterior sair de linha no Brasil), que é fruto de um projeto muito mais moderno, seguro e eficiente (e, infelizmente, caro aqui no país).
O Fiesta foi lançado na Europa em 1976 e já vendeu mais de 15 milhões de unidades em todo o mundo. A evolução do veículo é considerável. Não podemos nem comparar a primeira geração com a atual; mas fica também difícil comparar a atual geração com a anterior - que ainda é vendida no Brasil com o nome de "Fiesta" e com um design questionável.
Atualmente importado do México, o New Fiesta (como é conhecido por aqui) representa o presente e o futuro do modelo. Esqueçam do nosso Fiesta e pensem apenas no New Fiesta (torço para perder o New quando a geração anterior sair de linha no Brasil), que é fruto de um projeto muito mais moderno, seguro e eficiente (e, infelizmente, caro aqui no país).
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quinta-feira, 15 de março de 2012
Alta Roda - Oportunidades para todos
Salão do Automóvel de Genebra, que segue até o dia 18, sobe em prestígio a cada ano. Em área equivalente à do Anhembi, onde se realiza o Salão de São Paulo (este ano de 24 de outubro a 4 de novembro), tem sempre espaços totalmente ocupados, arranjos dos estandes benfeitos e com identificação padronizada.
Marcas que passariam despercebidas, em outras grandes exposições, dispõem de oportunidades. Pode ser a espanhola GTA, com o Spano (842 cv) ou a Koenigsseg e o seu Agera R (1.140 cv). Os monstros sagrados também estão lá, a exemplo do impressionante conversível Bugatti Veyron Grand Sport Vitesse (1.215 cv) e do espetacular Ferrari F12 Berlinetta (740 cv), modelo de série mais potente já fabricado pelos italianos de Maranello. O F12, ao lado do estande da Fiat, ofuscava a estreia mundial do 500 L. Esse monovolume, aliás, nada tem a ver com o pequeno 500: estilo e arquitetura são outros, substituirá o Idea na Europa (inicialmente) e lembra mais o Mini Clubman.
Entre premières com especial interesse para o Brasil, três estão nos planos de fabricação. Peugeot 208, previsto para o início de 2013, ficou um pouco menor e mais leve, porém com evolução marcante de projeto e novos motores de três cilindros, 1,0 e 1,2 litro. O monovolume Lodgy, de origem romena Dacia, ocupará no próximo ano o espaço que já foi aqui do Renault Scénic. Versão de cinco portas do VW Up!, previsto para ser brasileiro em 2014, chega agora na Europa. Menos cotado, mas bem interessante, é o Ford B-Max, monovolume compacto derivado do Fiesta. Utiliza portas laterais corrediças, mas sem a coluna central para facilitar o acesso.
Quanto a avanços em economia de combustível, destaque para o inédito sistema de desligamento de dois cilindros em um motor de quatro cilindros, antes só disponível em unidades maiores, V-8 ou V-6. Apresentado pela Volkswagen, a ideia simples estava no Polo BlueGT, de 140 cv, capaz de expressivos 22,2 km/l, na média cidade-estrada, com gasolina. No campo da segurança, a Volvo mostrou a bolsa de ar externa, abaixo do para-brisa, para proteção do pedestre em caso de atropelamento. Pneu que mantém pressão de ar constante é inovação da Goodyear.
Audi A3 estreou a nova plataforma MQB, do Grupo VW, que dará origem a mais de 40 modelos e flexível para servir de base desde um compacto a um médio-grande, ou mesmo grande. A Mercedes-Benz respondeu com o novo Classe A, um hatch de linhas ousadas e primeiro integrante de nova família que incluirá sedã, perua, cupê e SUV. A marca alemã, agora, não descarta a produção aqui desse SUV, de olho em modelos bem aceitos como EcoSport e Duster. Afinal, a conveniência de produzir no México está por um fio.
A Porsche exibiu a nova geração do Boxster, ainda mais equilibrada, na dose certa. Entre modelos conceituais surgiram novidades simpáticas como o que seria a volta do carro esporte Honda NSX, o Nissan Hi-Cross (possível sucessor do X-Trail), o esportivo Hyundai i-oniq e o microcarro Tata Megapixel. A Land Rover sondou a versão conversível do Range Rover Evoque. Estranho mesmo foi o Bentley EXP 9 F, proposta para um grande SUV premium, visando a China, cheio de pormenores de pura afetação e gosto duvidoso.
RODA VIVA
FORMAÇÃO de preços sempre depende de taxa de câmbio. Então, para variar, que tal comparar o Peugeot 308 vendido aqui e na Suíça? Carros iguais nos dois mercados, mas a carga tributária ainda é maior no Brasil. Preços das versões de entrada: R$ 53.990 e 29.650 francos suíços ou R$ 57.812. Franco mais valorizado que o real explica a diferença.
PRESIDENTE da Anfavea, Cledorvino Belini, reluta em responder sobre o ameaçado acordo comercial automobilístico Brasil e México. É a favor da continuidade. Contudo admitiu, pela primeira vez, que se lhe fosse dado escolher entre romper e estabelecer de cotas (em unidades ou valores) preferia a segunda opção. Mais pragmático, impossível.
NOVA geração do BMW Série 1 acompanha a tendência de dimensões maiores: 3 cm no entre-eixos (mais espaço atrás para pernas) e 8 cm no comprimento (porta-malas agora com 360 litros). O ponto forte é prazer ao guiar, com espaço limitado a quatro passageiros – o quinto, só criança. Estreiam câmbio automático de oito velocidades e direção eletromecânica.
PREÇOS do menor BMW atual vão de R$ 113.370 a R$ 122.900 pelo impacto do aumento do IPI para carros fora do Mercosul e México. Motor 1,6 turbo de 170 cv tem respostas imediatas. É possível quatro modos de utilização que se adaptam ao desejo do motorista, do comportamento em curvas, ao nível de consumo e às trocas de marchas.
REDUÇÃO de teor de etanol na gasolina pode, de fato, fazer com que motores passem pelo fenômeno de detonação, conhecido como “batida de pinos”. Diferente do passado, quando havia risco de detonação incontrolada e danos ao motor. Maneira fácil de lidar com o problema nos carros flex é misturar quatro a cinco litros de etanol, ao abastecer com gasolina.
Marcas que passariam despercebidas, em outras grandes exposições, dispõem de oportunidades. Pode ser a espanhola GTA, com o Spano (842 cv) ou a Koenigsseg e o seu Agera R (1.140 cv). Os monstros sagrados também estão lá, a exemplo do impressionante conversível Bugatti Veyron Grand Sport Vitesse (1.215 cv) e do espetacular Ferrari F12 Berlinetta (740 cv), modelo de série mais potente já fabricado pelos italianos de Maranello. O F12, ao lado do estande da Fiat, ofuscava a estreia mundial do 500 L. Esse monovolume, aliás, nada tem a ver com o pequeno 500: estilo e arquitetura são outros, substituirá o Idea na Europa (inicialmente) e lembra mais o Mini Clubman.
Entre premières com especial interesse para o Brasil, três estão nos planos de fabricação. Peugeot 208, previsto para o início de 2013, ficou um pouco menor e mais leve, porém com evolução marcante de projeto e novos motores de três cilindros, 1,0 e 1,2 litro. O monovolume Lodgy, de origem romena Dacia, ocupará no próximo ano o espaço que já foi aqui do Renault Scénic. Versão de cinco portas do VW Up!, previsto para ser brasileiro em 2014, chega agora na Europa. Menos cotado, mas bem interessante, é o Ford B-Max, monovolume compacto derivado do Fiesta. Utiliza portas laterais corrediças, mas sem a coluna central para facilitar o acesso.
Quanto a avanços em economia de combustível, destaque para o inédito sistema de desligamento de dois cilindros em um motor de quatro cilindros, antes só disponível em unidades maiores, V-8 ou V-6. Apresentado pela Volkswagen, a ideia simples estava no Polo BlueGT, de 140 cv, capaz de expressivos 22,2 km/l, na média cidade-estrada, com gasolina. No campo da segurança, a Volvo mostrou a bolsa de ar externa, abaixo do para-brisa, para proteção do pedestre em caso de atropelamento. Pneu que mantém pressão de ar constante é inovação da Goodyear.
Audi A3 estreou a nova plataforma MQB, do Grupo VW, que dará origem a mais de 40 modelos e flexível para servir de base desde um compacto a um médio-grande, ou mesmo grande. A Mercedes-Benz respondeu com o novo Classe A, um hatch de linhas ousadas e primeiro integrante de nova família que incluirá sedã, perua, cupê e SUV. A marca alemã, agora, não descarta a produção aqui desse SUV, de olho em modelos bem aceitos como EcoSport e Duster. Afinal, a conveniência de produzir no México está por um fio.
A Porsche exibiu a nova geração do Boxster, ainda mais equilibrada, na dose certa. Entre modelos conceituais surgiram novidades simpáticas como o que seria a volta do carro esporte Honda NSX, o Nissan Hi-Cross (possível sucessor do X-Trail), o esportivo Hyundai i-oniq e o microcarro Tata Megapixel. A Land Rover sondou a versão conversível do Range Rover Evoque. Estranho mesmo foi o Bentley EXP 9 F, proposta para um grande SUV premium, visando a China, cheio de pormenores de pura afetação e gosto duvidoso.
RODA VIVA
FORMAÇÃO de preços sempre depende de taxa de câmbio. Então, para variar, que tal comparar o Peugeot 308 vendido aqui e na Suíça? Carros iguais nos dois mercados, mas a carga tributária ainda é maior no Brasil. Preços das versões de entrada: R$ 53.990 e 29.650 francos suíços ou R$ 57.812. Franco mais valorizado que o real explica a diferença.
PRESIDENTE da Anfavea, Cledorvino Belini, reluta em responder sobre o ameaçado acordo comercial automobilístico Brasil e México. É a favor da continuidade. Contudo admitiu, pela primeira vez, que se lhe fosse dado escolher entre romper e estabelecer de cotas (em unidades ou valores) preferia a segunda opção. Mais pragmático, impossível.
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| BMW/Divulgação |
PREÇOS do menor BMW atual vão de R$ 113.370 a R$ 122.900 pelo impacto do aumento do IPI para carros fora do Mercosul e México. Motor 1,6 turbo de 170 cv tem respostas imediatas. É possível quatro modos de utilização que se adaptam ao desejo do motorista, do comportamento em curvas, ao nível de consumo e às trocas de marchas.
REDUÇÃO de teor de etanol na gasolina pode, de fato, fazer com que motores passem pelo fenômeno de detonação, conhecido como “batida de pinos”. Diferente do passado, quando havia risco de detonação incontrolada e danos ao motor. Maneira fácil de lidar com o problema nos carros flex é misturar quatro a cinco litros de etanol, ao abastecer com gasolina.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Duelo de R$ 37.900: Ford Fiesta X JAC J3
A chegada do JAC J3 foi excelente para o mercado nacional. Ele não só representou mais uma opção (interessante) para os brasileiros, como também deu uma chacoalhada na concorrência.
Uma das primeiras marcas a se movimentar de forma expressiva foi a Ford, que reduziu o preço e aumentou os itens de série da dupla Fiesta e Fiesta Sedan, promocionalmente, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde os veículos passaram a custar, respectivamente, R$ 37.900 e R$ 39.900 - mesmos valores do novo chinês (hatch e sedã).
Segundo a Ford, as vendas dos modelos da linha Fiesta equipados com airbags e ABS subiram 263% com a mudança no preço. O sucesso foi tão grande que a promoção passou a valer para todas as concessionárias da Ford no país recentemente.
Com isso, fiquei pensando:
Por R$ 37.900, o que vale mais comprar: Ford Fiesta 1.6 ou Jac J3 1.4 16V?
O Fiesta vem com equipado de série com freios com sistema ABS nos freios, airbag duplo, ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, computador de bordo, faróis de neblina, entre outros itens. O motor 1.6 8V Rocam desenvolve 101 cv de potência e 14,5 kgfm de torque com gasolina e 106,6 cv e 15,3 kgfm com etanol. Seu espaço interno é interessante, assim como a capacidade do porta-malas: 305 litros (478 l na versão Sedan). O acabamento não é muito refinado. O conforto ao rodar é bom, mas o chinês leva um pouco de vantagem especialmente pela suspensão traseira independente. Já o visual deixa a desejar, parecendo que ficou no meio do caminho. Mas este é um item subjetivo. A garantia de 1 ano dada pela Ford poderia ser maior.
Como praticamente virou referência, a lista de itens de série do J3 é muito boa: sensor de estacionamento, freios com sistema ABS com EBD, airbag duplo, roda de liga-leve de 15", ar-condicionado, direção hidráulica, ajuste de altura do volante, rádio CD Player com leitor de MP3, faróis de neblina, entre outros itens. O motor 1.3 16V VVT (comando de válvulas variável) a gasolina (vendido como 1.4) desenvolve 108 cv de potência e 14,1 kgfm de torque. Seu espaço interno também é bem interessante, enquanto o porta-malas supera o do concorrente com 350 litros (490 l o sedã). Seu visual também não é a última maravilha, mas é melhor que o do Ford. A garantia também é muito superior: 6 anos. Mas, motor flex, só em 2012 (previsão).
De janeiro a maio de 2011, foram emplacadas 41.032 unidades do Fiesta hatch, sendo 9.598 em abril e 8.599 em maio. Já o J3, que é um novato no nosso mercado, foi responsável por 3.598 unidades no acumulado do ano (até maio). Em abril foram 1.316 unidades emplacadas e em 1.927 unidades em maio.
Em relação ao sedãs, de janeiro a maio de 2011, foram emplacadas 14.902 unidades do Fiesta Sedan, sendo 2.948 em abril e 3.591 em maio. Já o J3 Turin emplacou 2.019 unidades no acumulado do ano (até maio). Em abril foram 776 unidades emplacadas e em 1.112 unidades em maio.
Por mais que o J3 seja atraente e mais moderno, hoje (15/06/2011), não tenho muitas dúvidas para responder à pergunta que fiz acima: Fiesta. Ele é uma realidade, e não uma aposta. Só não sei quanto tempo vai durar a minha escolha.
E você, o que acha? Comente!
A enquete do De 0 a 100 mostrou que a maioria dos internautas compartilha da minha opinião, escolhendo o Fiesta. Mas achei que seria uma disputa mais equilibrada. Posso concluir que, com uma opção mais tradicional semelhante em preço e equipamentos, os chineses perdem a vez. Vejam o resultado final.
Por R$ 37.900, o que vale mais comprar?
Ford Fiesta 1.6 - 67 votos (63,2%)
Jac J3 1.4 16V - 39 votos (36,8%)
Total: 106 votos
Uma das primeiras marcas a se movimentar de forma expressiva foi a Ford, que reduziu o preço e aumentou os itens de série da dupla Fiesta e Fiesta Sedan, promocionalmente, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde os veículos passaram a custar, respectivamente, R$ 37.900 e R$ 39.900 - mesmos valores do novo chinês (hatch e sedã).
Segundo a Ford, as vendas dos modelos da linha Fiesta equipados com airbags e ABS subiram 263% com a mudança no preço. O sucesso foi tão grande que a promoção passou a valer para todas as concessionárias da Ford no país recentemente.
Com isso, fiquei pensando:
Por R$ 37.900, o que vale mais comprar: Ford Fiesta 1.6 ou Jac J3 1.4 16V?
O Fiesta vem com equipado de série com freios com sistema ABS nos freios, airbag duplo, ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, computador de bordo, faróis de neblina, entre outros itens. O motor 1.6 8V Rocam desenvolve 101 cv de potência e 14,5 kgfm de torque com gasolina e 106,6 cv e 15,3 kgfm com etanol. Seu espaço interno é interessante, assim como a capacidade do porta-malas: 305 litros (478 l na versão Sedan). O acabamento não é muito refinado. O conforto ao rodar é bom, mas o chinês leva um pouco de vantagem especialmente pela suspensão traseira independente. Já o visual deixa a desejar, parecendo que ficou no meio do caminho. Mas este é um item subjetivo. A garantia de 1 ano dada pela Ford poderia ser maior.
Como praticamente virou referência, a lista de itens de série do J3 é muito boa: sensor de estacionamento, freios com sistema ABS com EBD, airbag duplo, roda de liga-leve de 15", ar-condicionado, direção hidráulica, ajuste de altura do volante, rádio CD Player com leitor de MP3, faróis de neblina, entre outros itens. O motor 1.3 16V VVT (comando de válvulas variável) a gasolina (vendido como 1.4) desenvolve 108 cv de potência e 14,1 kgfm de torque. Seu espaço interno também é bem interessante, enquanto o porta-malas supera o do concorrente com 350 litros (490 l o sedã). Seu visual também não é a última maravilha, mas é melhor que o do Ford. A garantia também é muito superior: 6 anos. Mas, motor flex, só em 2012 (previsão).
De janeiro a maio de 2011, foram emplacadas 41.032 unidades do Fiesta hatch, sendo 9.598 em abril e 8.599 em maio. Já o J3, que é um novato no nosso mercado, foi responsável por 3.598 unidades no acumulado do ano (até maio). Em abril foram 1.316 unidades emplacadas e em 1.927 unidades em maio.
Em relação ao sedãs, de janeiro a maio de 2011, foram emplacadas 14.902 unidades do Fiesta Sedan, sendo 2.948 em abril e 3.591 em maio. Já o J3 Turin emplacou 2.019 unidades no acumulado do ano (até maio). Em abril foram 776 unidades emplacadas e em 1.112 unidades em maio.
Por mais que o J3 seja atraente e mais moderno, hoje (15/06/2011), não tenho muitas dúvidas para responder à pergunta que fiz acima: Fiesta. Ele é uma realidade, e não uma aposta. Só não sei quanto tempo vai durar a minha escolha.
E você, o que acha? Comente!
Fotos: Estúdio Manente/Ford/Divulgação e JAC Motors/Divulgação
Atualização (20/06/2011)A enquete do De 0 a 100 mostrou que a maioria dos internautas compartilha da minha opinião, escolhendo o Fiesta. Mas achei que seria uma disputa mais equilibrada. Posso concluir que, com uma opção mais tradicional semelhante em preço e equipamentos, os chineses perdem a vez. Vejam o resultado final.
Por R$ 37.900, o que vale mais comprar?
Ford Fiesta 1.6 - 67 votos (63,2%)
Jac J3 1.4 16V - 39 votos (36,8%)
Total: 106 votos
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Para abalar a concorrência, vem aí o Ford New Fiesta
A Ford já está tirando do forno no México a sua maior esperança de expansão para o mercado brasileiro, o esperado New Fiesta. Ele será chamado dessa forma para distanciá-lo do “Old and Ugly” (já que estamos usando siglas em inglês) "Novo" Fiesta “Figo” nacional.Depois de inúmeros flagrantes, já emplacados, em várias regiões do Brasil, o New Fiesta desembarca por aqui na segunda quinzena de agosto, inicialmente, na carroceria sedã, com motor Sigma 1.6 16V flex, que desenvolve 109 cv de potência e 15,4 kgfm de torque com gasolina e 116 cv e 16,3 mkgf com etanol.
Seu visual agrada, especialmente a dianteira. O modelo tem linhas harmônicas, mas, na minha opinião, tem algo que não "bate" na traseira. Ela não é feia, mas sempre fico com a sensação de que algo está errado em relação ao seu design. Se alguém descobrir, por favor, me avise.
Os concorrentes mais diretos do novo Ford são os sedãs “médio compactos”, ou “médios de entrada”, ou "compactos premium", como o Honda City e Kia Cerato. Mas Fiat Linea, Nissan Tiida Sedan, Volkswagen Polo Sedan, entre alguns outros, também brigam no bolo.De acordo com as edições de agosto de algumas revistas de carro nacionais, o New Fiesta Sedan parte de R$ 49.900 com trio elétrico, ar-condicionado, direção hidráulica, rodas de liga-leve, alarme, computador de bordo e CD-Player com entrada auxiliar. Com o sistema ABS de freios, o preço sobe para R$ 51.150, sem airbag duplo. Para compensar, por R$ 54.900, é possível comprar o modelo com sete airbags (dois frontais, dois laterais, dois do tipo cortina e um para os joelhos do motorista), além de bancos com revestimento em couro (padrão Fusion).
Para o mercado nacional, o preço está relativamente bom, muito por causa da lista de equipamentos de série, especialmente a do carro completo - mas, de uma maneira geral, o valor poderia ser um pouco mais baixo. Já em termos de espaço interno, o New Fiesta é mais apertado que o City, por exemplo. O porta-malas leva 440 litros, um volume justo para a categoria. Segundo a Quatro Rodas, embora 1.5, o sedã da Honda tem melhor desempenho e bebe menos na cidade (ele pesa 1.122 kg). Já o New Fiesta (1.162 kg) tem melhor média de consumo na estrada, é mais equipado de série e mais barato. Os dois têm três anos de garantia.Mas, se pensarmos que o New Fiesta Sedan completo (manual) custa, no México, 206.300 pesos, o equivalente a R$ 28.820 (cotação 03/08), é revoltante o preço do novo Ford por aqui, ainda mais se lembrarmos do acordo comercial entre Brasil e México, que isenta os automóveis importados do México de pagarem os altos 35% de imposto de importação. Assim como muitas outras marcas, a Ford lucra o máximo que puder com isso.
Subindo um degrauUm dos motivos para a Ford lançar a linha 2011 1/2 do Focus, que já discutimos aqui, seria para distanciá-lo exatamente do New Fiesta. Realmente essa razão faz sentido, já que o New Fiesta completo, com sete airbags, custa o mesmo preço do Focus hatch GLX, que tem o mesmo motor (Sigma) e não vem tão equipado quanto o irmão menor.
Relembrando a linha 2011,5 do Focus, a versão GLX 1.6 passaria a ter faróis de neblina e porta-luvas refrigerado. Já o Focus GLX 2.0 contaria com acendimento automático dos faróis, sensor de chuva, espelho retrovisor interno eletrocrômico, Ford Power (partida sem chave); sistema de som My Connection, com conexões USB e para iPod, bluetooth e com o famoso comando por voz; ar-condicionado digital dual zone; bancos em couro ajuste elétrico de altura e manual lombar do banco do motorista. Já a versão Ghia teria faróis direcionais.
Segundo uma fonte, os preços subiriam cerca de R$ 3.500. Se isso for mesmo verdade, vai ficar a impressão de que a Ford não sabe viver com sucesso. Basta um veículo da marca chegar ao topo por dois meses consecutivos (Focus, em junho e julho), o que não acontecia há muito tempo, para o seu preço ser aumentado - embora a lista de equipamento também melhore.Acho que a Ford tem tudo para aumentar as suas vendas no Brasil com a chegada do New Fiesta Sedan. A situação ainda vai melhorar quando o New Fiesta hatch der as caras por aqui. Mas, para subir mesmo nas vendas, falta aquele veículo "de massa". Onde está o Ka quatro portas nessas horas?
Fotos: Ford/Divulgação
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terça-feira, 11 de maio de 2010
Qual será o carro do pobre coitado?
A Ford recentemente lançou o Fiesta 2011. O modelo recebeu uma polêmica reestilização que, na minha opinião, deixou o carro bem feio.
Para promover o modelo, a Ford colocou na TV propagandas valorizando o design do Fiesta. No comercial, o dono de um carro bonito, no caso o Fiesta, sempre tem vantagem na hora de receber o carro do manobrista (vallet), especialmente em relação ao dono de um automóvel feio. Vejam:
Depois de assistir à propaganda, fiquei pensando: qual será o carro que pobre coitado do motorista que está esperando há duas horas tem?
Se o Fiesta 2011 é tão feio, esse motorista deve ser dono de um monstro sobre rodas. Mas qual carro vendido no Brasil é mais feio que o Fiesta 2011?
Fiz uma lista:
1. Ssangyong Actyon
2. Mahindra Pickup Cabine Dupla
3. Volkswagen Kombi
4. Chana Utility/Family
5. CN Auto Towner
6. Effa M100
Ainda faço uma lista de três carros tão ou menos feios que o Fiesta 2011:
. Fiat Doblò
. Renault Logan
. Ford Ranger
E vocês, o que acham? Listas?
Para promover o modelo, a Ford colocou na TV propagandas valorizando o design do Fiesta. No comercial, o dono de um carro bonito, no caso o Fiesta, sempre tem vantagem na hora de receber o carro do manobrista (vallet), especialmente em relação ao dono de um automóvel feio. Vejam:
Depois de assistir à propaganda, fiquei pensando: qual será o carro que pobre coitado do motorista que está esperando há duas horas tem?
Se o Fiesta 2011 é tão feio, esse motorista deve ser dono de um monstro sobre rodas. Mas qual carro vendido no Brasil é mais feio que o Fiesta 2011?
Fiz uma lista:
1. Ssangyong Actyon
2. Mahindra Pickup Cabine Dupla
3. Volkswagen Kombi
4. Chana Utility/Family
5. CN Auto Towner
6. Effa M100
Ainda faço uma lista de três carros tão ou menos feios que o Fiesta 2011:
. Fiat Doblò
. Renault Logan
. Ford Ranger
E vocês, o que acham? Listas?
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Ford Fiesta 2011 ficou perdido pelo caminho
A Ford lançou a linha 2011 do Fiesta hatch e Sedan. As principais novidades foram a inclusão de novos equipamentos de série e as alterações visuais, que deixaram o carro mais atual que a versão antiga e muito feio!Vamos falar primeiro da parte boa. Toda linha Fiesta passa a ser equipada agora, de série, com travas elétricas, controle remoto com abertura das portas, porta-malas e botão localizador, além de alarme, travamento automático das portas a
Falta a ela aprender que os consumidores também querem um Ka quatro portas, e não serem forçadas a comprar um Fiesta ou partir para outra marca para comprarem um compacto quatro portas.
A linha 2011 do Novo Fiesta continua a oferecer duas versões. A Fly traz como novidade os faróis escurecidos, além de aquecedor, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, preparação para instalação de rádio, alto-falantes e alças de segurança.Já a pulse Pulse agora vem com faróis cromados, faróis de neblina e computador de bordo, além de maçanetas, espelhos retrovisores e régua do porta-malas na cor do veículo, painel central, maçanetas internas e anéis das saídas de ar com acabamento na cor Titanium, console central com porta-objetos e luz de leitura dianteira direcional.
Só para completar as mudanças, internamente, o quadro de instrumentos exibe novo grafismo, com iluminação branca, com função “always on” (sempre ligada). Debaixo do capô, os motores 1.0 e 1.6 são os mesmos de sempre.
POR OUTRO LADOAgora vamos falar da parte ruim. Quando olhei primeiro as fotos do Fiesta prata (Pulse) pensei "até que não ficou tão feio". Mas, quando vi o Fiesta azul (Fly), pensei "não ficou tão feio, ficou horroroso!". A máscara negra em conjunto com o "azul morto" ficou péssimo. Que dianteira é essa? A distância entre os faróis normais e os de neblina ficou muito longa, e o pior: a grande central não ficou harmônica com o conjunto ótico!
E o que me dizer da lanterna traseira da versão sedã? "Mini Fusion" piorado? Fico com a impressão de que a Ford se perdeu ao tentar renovar o seu Fiesta, que precisava urgente de uma melhora substancial. Reparem na foto abaixo como, de certa forma, o Fiesta Sedan lembra o Renault Symbol, o que não é bom.
O jeito agora é esperar o novo Fiesta. Este sim vai ser a salvação da Ford no Brasil: um carro bonito, moderno, (espero que) bem equipado e com um preço mais acessível - o Focus tem todas essas qualidades, mas é um veículo mais caro (a partir de R$ 51.790).Preços do Ford Fiesta 2011 (dados da Revista Autoesporte)
. Fiesta hatch 1.0 Fly - R$ 29.900
. Fiesta Sedan 1.0 Pulse - R$ 31.500
. Fiesta sedã 1.0 Fly - R$ 33.500
. Fiesta Sedan 1.0 Pulse - R$ 35.150
. Fiesta hatch 1.6 Fly - R$ 32.300
. Fiesta hatch 1.6 Pulse - R$ 33.905
. Fiesta Sedan 1.6 Fly - R$ 35.950
. Fiesta Sedan 1.6 Pulse - R$ 37.560
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sábado, 9 de janeiro de 2010
Peugeot em sinal de alterta e Ford confirma novidades
O ano de 2009 acabou bem para quase todas as 10 marcas mais vendidas no Brasil. Na verdade para nove das 10 marcas, que superaram o número de emplacamentos de 2008. Veja:
1. Fiat: 736.917 (2009) x 657.607 (2008)
2. Volkswagen: 684.140 (2009) x 585.078 (2008)
3. Chevrolet: 591.798 (2009) x 539.934 (2008)
4. Ford: 303.698 (2009) x 259.930 (2008)
5. Honda: 125.860 (2009) x 117.601 (2008)
6. Renault: 117.430 (2009) x 115.292 (2008)
7. Toyota: 93.398 (2009) x 80.743 (2008)
8. Peugeot: 81.851 (2009) x 82.399 (2008)
9. Hyundai: 71.039 (2009) x 43.793 (2008)
10. Citroën: 69.215 (2009) x 68.271 (2008)
A única marca que caiu foi a Peugeot, que vendeu 548 carros a menos e foi ultrapassada pela Toyota, perdendo a sétima posição alcançada em 2008. Você pode até pensar que 548 unidades é muito pouco, mas não é. Isso porque todas as outras nove montadoras tiveram aumento nas vendas, sendo que algumas comercializaram quase 100.000 veículos a mais, como a Volkswagen. A Hyundai também quase dobrou as suas vendas. Por isso, a Peugeot precisa ligar o sinal de alerta.
A marca do leão se justificou dizendo que é normal no mercado ter uma queda de vendas no final da vida útil de um modelo, com o início da nova vida de uma "novidade" - entre aspas porque ela se refere ao 206 e ao 207 (este que é o 206,5). Acredito que a marca esteja certa, já que é natural que isso aconteça. Mas a montadora francesa precisa se mover - urgente!
O primeiro ato foi mudar o logo da marca (acima), para dar uma revigorada, o que sempre é bem-vindo. A segunda e mais importante ação é ter uma linha de produtos melhor, maior e mais diversificada e agressiva. O lançamento da picape 207 vai ajudar, assim como o 207 mais em conta (ele realmente evoluiu em termos de câmbio e suspensão se comparado ao 206, por isso merece ser chamado de 206,5). A marca também poderia adiantar a chegada do 308 Sedan, previsto para o final de 2010, para antecipar o "gás" no segmento de sedãs médios, já que o 307 Sedan nunca vendeu bem no Brasil (e teve um 2009 para ser esquecido). O hatch ainda aguenta mais um pouco, mas o lançamento do 308 também não pode demorar muito.
A Citroën também precisa acordar, já que seu aumento de vendas foi mínimo - 944 unidades. Com isso, a Hyundai já virou a nona marca mais vendida do Brasil, deixando os franceses em décimo. O C4 é um bom carro, assim como o seu irmão sedã, o Pallas. Mas o C3, veículo de entrada da montadora, precisa de uma revigorada (ou de um corte perceptível de preços). Não sei se lançar o C3 Picasso, o Pallas 1.6 16V flex, o "carro-imagem" DS3 e reestilizar o C4 Picasso (novidades previstas para esse ano) vão ser suficientes para impulsionar a empresa no Brasil em 2010.
Norte-americanos
Quem confirmou algumas novidades para esse ano (já conhecidas por todos) foi a Ford. Depois de confirmar um alto investimento para o Brasil e de lançar o Focus 1.6 16V flex Sigma, a marca vai ter três novidades principais em 2010. No primeiro semestre teremos o Focus 2.0 flex (finalmente!!), que pode ter 150 cv de potência com álcool (segundo a revista Carro), nas versões hatch e sedã; e o EcoSport reestilizado, para tentar dar um último impulso de vendas para o modelo até a chegada da nova geração do veículo, prevista para o final de 2011/primeiro semestre de 2012.
No segundo semestre será a vez do Fiesta receber uma reestilização mais profunda, inspirada no Figo (acima), seu irmão praticamente gêmeo comercializado na Índia, mas com os faróis e com a grade diferentes (um pouco mais esportivos). Sem dúvida a mudança pode ajudar o hatch da Ford a vender mais, já que ele vai ficar mais atrativo - pelo menos no aspecto visual. Mas o grande lançamento da marca para o Brasil vai ficar mesmo para 2011: o Fiesta europeu. Por esse vale esperar.
1. Fiat: 736.917 (2009) x 657.607 (2008)
2. Volkswagen: 684.140 (2009) x 585.078 (2008)
3. Chevrolet: 591.798 (2009) x 539.934 (2008)
4. Ford: 303.698 (2009) x 259.930 (2008)
5. Honda: 125.860 (2009) x 117.601 (2008)
6. Renault: 117.430 (2009) x 115.292 (2008)
7. Toyota: 93.398 (2009) x 80.743 (2008)
8. Peugeot: 81.851 (2009) x 82.399 (2008)
9. Hyundai: 71.039 (2009) x 43.793 (2008)
10. Citroën: 69.215 (2009) x 68.271 (2008)
A única marca que caiu foi a Peugeot, que vendeu 548 carros a menos e foi ultrapassada pela Toyota, perdendo a sétima posição alcançada em 2008. Você pode até pensar que 548 unidades é muito pouco, mas não é. Isso porque todas as outras nove montadoras tiveram aumento nas vendas, sendo que algumas comercializaram quase 100.000 veículos a mais, como a Volkswagen. A Hyundai também quase dobrou as suas vendas. Por isso, a Peugeot precisa ligar o sinal de alerta.
A marca do leão se justificou dizendo que é normal no mercado ter uma queda de vendas no final da vida útil de um modelo, com o início da nova vida de uma "novidade" - entre aspas porque ela se refere ao 206 e ao 207 (este que é o 206,5). Acredito que a marca esteja certa, já que é natural que isso aconteça. Mas a montadora francesa precisa se mover - urgente!
A Citroën também precisa acordar, já que seu aumento de vendas foi mínimo - 944 unidades. Com isso, a Hyundai já virou a nona marca mais vendida do Brasil, deixando os franceses em décimo. O C4 é um bom carro, assim como o seu irmão sedã, o Pallas. Mas o C3, veículo de entrada da montadora, precisa de uma revigorada (ou de um corte perceptível de preços). Não sei se lançar o C3 Picasso, o Pallas 1.6 16V flex, o "carro-imagem" DS3 e reestilizar o C4 Picasso (novidades previstas para esse ano) vão ser suficientes para impulsionar a empresa no Brasil em 2010.
Norte-americanos
Quem confirmou algumas novidades para esse ano (já conhecidas por todos) foi a Ford. Depois de confirmar um alto investimento para o Brasil e de lançar o Focus 1.6 16V flex Sigma, a marca vai ter três novidades principais em 2010. No primeiro semestre teremos o Focus 2.0 flex (finalmente!!), que pode ter 150 cv de potência com álcool (segundo a revista Carro), nas versões hatch e sedã; e o EcoSport reestilizado, para tentar dar um último impulso de vendas para o modelo até a chegada da nova geração do veículo, prevista para o final de 2011/primeiro semestre de 2012.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Motor 1.6 Sigma da Ford com 145 cv?
De acordo com o jornal Diário de S. Paulo, o novo motor Sigma 1.6 16V flex da Ford terá impressionantes 145 cv de potência com álcool. Tudo isso graças à modernidade do propulsor (de apenas 90 kg), que foi desenvolvido em parceria com a Yamaha. Além de ter a mesma potência da motorização 2.0 16V Duratec do Focus, o motor Sigma terá 19,4 kgfm de torque, mesmo valor do EcoSport 2.0 16V flex com álcool e superior aos 18,9 kgfm do Focus 2.0 a gasolina. Sem contar que o 1.6 16V teria ainda melhor média de consumo se comparado ao 2.0 16V.
O propulsor Sigma equiparia inicialmente o Focus e os modelos de exportação. O atual Rocam 1.6 flex, bem mais barato de produzir, continuará em linha para equipar o Fiesta, mesmo depois de virar "Fiesta Figo". De acordo com a publicação, o novo motor da Ford vai ser apresentado na semana que vem. Então vamos esperar.
Se isso for verdade mesmo, vai ser uma grande evolução em termos de motor no Brasil e vai ser extremamente estranho para a Ford comercializar dois motores diferentes, com cilindradas diferentes, com potências e torques praticamente iguais. Mas não seria novidade para a Ford do Brasil fazer isso, já que o motor 1.6 Rocam e o 1.0 Supercharger tinham quase os mesmos números de potência - nem preciso dizer quem ficou no mercado.
Para encerrar, de acordo com o Wikipedia, a geração mais potente do motor Sigma 1.6 até hoje teve 123 cv de potência. Será que a Ford estaria preparando mais uma surpresa, como o propulsor 2.0 16V flex do Focus com 160 cv?
domingo, 22 de novembro de 2009
Ford vai investir pesado no Brasil até 2015
A Ford vai investir US$ 2,3 bilhões no Brasil até 2015. O objetivo da montadora é ampliar e modernizar suas fábricas no país a fim de renovar sua linha de produtos, o que é extremamente bem-vindo. O que também é bom é que as mudanças já começam em 2010, com as reestilizações do EcoSport e do Fiesta. O Focus, como todos já sabem, será equipado em breve com os motores 1.6 Sigma flex e 2.0 16V flex.
Segundo a revista Autoesporte, para 2011 estão previstos os lançamentos do novo Fiesta, quase igual ao europeu (já que ele vai ser "abrasileirado") e do novo Fiesta Sedan, também baseado no europeu, que deve vir do México. O atual Fiesta (reestilizado) ficaria no mercado como um veículo inferior ao europeu, mas superior ao Ka.
Em 2012, os novos (de verdade) EcoSport e Ranger devem chegar ao mercado nacional, deixando o novo Ka para 2014 e os novos Focus e Kuga para 2015. Mas ainda é muito cedo para confirmar as datas. Veja o calendário Ford da revista:
2011 – Novo Fiesta (igual ao europeu, com motores 1.0 e 1.6 Sigma)
2011 – Novo Fiesta Sedan (importado do México)
2012 – Novo Ecosport (do Brasil será exportado para o resto do mundo)
2012 – Nova Ranger
2014 – Novo Ka
2015 – Novos Focus e Kuga
A Ford precisa crescer e ganhar mais mercado em 2010, pois todas as concorrentes estão se movimentando de forma expressiva. Para isso, ela vai mudar o EcoSport, vai trabalhar melhor com o Focus e vai mudar o Fiesta. E é sobre ele que vamos falar.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
O dia a dia do mercado brasileiro de carros
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| CrossFox: Caro e com suspensão elevada de série! |
Agora, o melhor da Volks está "guardado" para o anúncio do Fox 1.0 2009, por "baratos" R$ 29.690. Entre os equipamentos publicados no jornal, o carro já tem, de série, supercalotas, relógio digital e, o mais sensacional: instrumento combinado com iluminação por leds! Fiquei tão atraído por esta fantástica lista que resolvi comprar não apenas um Fox 1.0, mas uns três Fox! Assim fico com dois de reserva...
Já a Chevrolet está comemorando seu aniversário com um ótimo equipamento para o Celta (série MG). Uma concessionária publicou que o compacto tem, de série, encosto de cabeça nos bancos traseiros e DIANTEIROS! É muita cara de pau colocar no anúncio que o carro tem, como item de série, encostos de cabeça dianteiros. Ao invés disso, a montadora deveria investir em segurança e colocar, em todos os seus modelos, encosto de cabeça (ajustáveis em altura, no cado do Celta) e cinto de três pontos para todos os ocupantes!
Não fui a nenhuma revenda da Fiat, mas entrei no site para montar alguns carros. De uma maneira geral, os modelos têm preços iniciais interessantes. Mas, basta equipá-los com ar-condicionado, por exemplo, que o valor sobe, pelo menos, mais R$ 4.000. Adeus boa relação custo/benefício...
Algumas revendas da Ford adotam um estilo de anúncio no jornal que leva o consumidor a achar que o preço dos carros 0 km está mais baixo. Em letras "normais", o novo Ka 1.0 parece custar R$ 23.990 e o Fiesta hatch 1.0, R$ 25.790. Porém, nas letras miúdas logo acima do valor do carro, temos o seguinte texto: "Entrada R$ 2.200". Ou seja, o Ka custa 26.190, e o Fiesta, 27.990.
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| Honda Civic terá essa dianteira provavelmente a partir de dezembro |
Finalizando o post, estive em algumas concessionárias da Renault olhando um Sandero para um amigo. Na primeira, depois de muito negociar, conseguimos um Sandero 1.6 8V Expression por R$ 41.000, com airbag duplo. Mas não fiquei satisfeito com esse valor (achei muito alto para um carro que oferecia pouco). Continuei conversando e consegui o mesmo carro, na versão Privilege (a topo de linha), também com airbag duplo, por R$ 42.000 (preço de tabela: R$ 45.070) - conjunto bem mais interessante. Praticamente fechamos o negócio, mas resolvemos visitar outras concessionárias da marca, como "manda a cartilha de um comprador".
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| Valence: concessionária não mantem preço previamente combinado do Sandero. Uma vergonha! |
Voltamos na outra concessionária e compramos o carro por R$ 42.000. Então, se você for a Renault Valence, em Belo Horizonte, tome cuidado: eles não costumam cumprir os preços que eles mesmo ofertam. Lamentável.
Fotos: Volkswagen/Divulgação, Honda/Divulgação e Renault/Divulgação
terça-feira, 24 de abril de 2007
Flexíveis no paredão!
Há cinco anos a Ford mostrava o Fiesta Flex Fuel, carro movido a álcool e/ou gasolina. Mas a Volkswagen se adiantou e, em 2003, lançou o primeiro modelo bicombustível do Brasil, o Gol (sempre ele). De lá pra cá, praticamente todas as montadoras colocaram modelos flexíveis no mercado nacional. A Honda foi a última delas, com o Civic e o Fit. Algumas marcas, como a Chevrolet e a Volks, só comercializam motores com este sistema. Hoje, mais de três milhões de modelos flex já circulam pelas ruas.
Mas será que a vida do consumidor melhorou de verdade com a possibilidade de usar álcool e/ou gasolina? Muitos consumidores acabaram optando por um carro novo para poder economizar na bomba, já que o preço do álcool continua mais baixo, além do desempenho do carro ficar melhor.
Mas, observando os números e, principalmente, conversando com muitos proprietários, os motores bicombustíveis não parecem estar agradando tanto como se imaginava. A maior reclamação é a de que o consumo é muito alto, especialmente dos motores 1.0. Veja abaixo como os números dos 1.000 e dos 1.4 são próximos. (*: revista Quatro Rodas):
Palio 1.0 Flex*
Cidade: 7,4/9,5 km/l (A/G)
Estrada: 9,6/12,5 km/l (A/G)
Palio 1.4 flex*
Cidade: 7,1/9,4 km/l (A/G)
Estrada: 9,3/12 km/l (A/G)
Celta 1.0 VHC Flexpower*
Cidade: 7,6/9,6 km/l (A/G)
Estrada: 10,9/14,3 km/l (A/G)
Celta 1.4 a gasolina*
Cidade: 10,2 km/l
Estrada: 14,4 km/l
Gol 1.6 Total Flex*
Cidade: 5,3/7,4 (A/G)
Estrada: 10,3/12,9 (A/G)
Honda Fit 1.4 a gasolina
Cidade: 10,9 km/l
Estrada: 16,8 km/l
Destas conversas com consumidores, fiz uma relação dos quatro motores mais beberrões (segundo os proprietários), não importando a cilindrada e sem levar em consideração o modelo do carro.
Veja a lista dos AAA (Automóveis Alcoólicos - quase - 'Anônimos')
. 1.8 Flexpower - Chevrolet/Fiat (Familia Palio, Stilo, Corsa, Montana e Meriva)
. 1.6 Total Flex - Volkswagen (Gol/Parati/Saveiro)
. 1.0 Flex - Fiat (Palio/Siena)
. 1.0 VHC Flexpower - Chevrolet (Celta/Corsa/Classic)
De acordo com um engenheiro de uma montadora, a primeira geração dos motores flex tinha como objetivo principal o desempenho. Os carros deveriam andar muito bem com gasolina e melhor ainda com álcool. Porém, o consumo ficou um pouco sacrificado. A segunda geração, que deveria chegar entre 4 e 6 anos desde o lançamento do primeiro flex (2003), vai priorizar o consumo, sem, necessariamente, reduzir o desempenho.
A Chevrolet já alterou o motor 1.8 Flexpower e conseguiu, ainda que de maneira tímida, melhorar o consumo dele. Já o propulsor 1.4 Econo.Flex está no limite da transição entre as duas gerações.
E VOCÊ, O QUE ACHA DOS MOTORES FLEX? VALE A PENA TER UM?
Mas será que a vida do consumidor melhorou de verdade com a possibilidade de usar álcool e/ou gasolina? Muitos consumidores acabaram optando por um carro novo para poder economizar na bomba, já que o preço do álcool continua mais baixo, além do desempenho do carro ficar melhor.
Mas, observando os números e, principalmente, conversando com muitos proprietários, os motores bicombustíveis não parecem estar agradando tanto como se imaginava. A maior reclamação é a de que o consumo é muito alto, especialmente dos motores 1.0. Veja abaixo como os números dos 1.000 e dos 1.4 são próximos. (*: revista Quatro Rodas):
Palio 1.0 Flex*
Cidade: 7,4/9,5 km/l (A/G)
Estrada: 9,6/12,5 km/l (A/G)
Palio 1.4 flex*
Cidade: 7,1/9,4 km/l (A/G)
Estrada: 9,3/12 km/l (A/G)
Celta 1.0 VHC Flexpower*
Cidade: 7,6/9,6 km/l (A/G)
Estrada: 10,9/14,3 km/l (A/G)
Celta 1.4 a gasolina*
Cidade: 10,2 km/l
Estrada: 14,4 km/l
Gol 1.6 Total Flex*
Cidade: 5,3/7,4 (A/G)
Estrada: 10,3/12,9 (A/G)
Honda Fit 1.4 a gasolina
Cidade: 10,9 km/l
Estrada: 16,8 km/l
Destas conversas com consumidores, fiz uma relação dos quatro motores mais beberrões (segundo os proprietários), não importando a cilindrada e sem levar em consideração o modelo do carro.
Veja a lista dos AAA (Automóveis Alcoólicos - quase - 'Anônimos')
. 1.8 Flexpower - Chevrolet/Fiat (Familia Palio, Stilo, Corsa, Montana e Meriva)
. 1.6 Total Flex - Volkswagen (Gol/Parati/Saveiro)
. 1.0 Flex - Fiat (Palio/Siena)
. 1.0 VHC Flexpower - Chevrolet (Celta/Corsa/Classic)
De acordo com um engenheiro de uma montadora, a primeira geração dos motores flex tinha como objetivo principal o desempenho. Os carros deveriam andar muito bem com gasolina e melhor ainda com álcool. Porém, o consumo ficou um pouco sacrificado. A segunda geração, que deveria chegar entre 4 e 6 anos desde o lançamento do primeiro flex (2003), vai priorizar o consumo, sem, necessariamente, reduzir o desempenho.
A Chevrolet já alterou o motor 1.8 Flexpower e conseguiu, ainda que de maneira tímida, melhorar o consumo dele. Já o propulsor 1.4 Econo.Flex está no limite da transição entre as duas gerações.
E VOCÊ, O QUE ACHA DOS MOTORES FLEX? VALE A PENA TER UM?
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