Fico feliz em receber mais um carro para o Impressões do De 0 a 100! E temos a presença do primeiro veículo da Peugeot na seção! Trata-se de um 307 hatch, único da marca que me atrai de verdade no mercado brasileiro, e que considero o melhor da gama de automóveis da Peugeot por aqui. Quem também gosta muito do carro é o Pedro Fialho, feliz proprietário do veículo e que sabe absolutamente TUDO sobre o seu 307!
Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!), o Hugo Leite e o Pedro, basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.
Peugeot 307 Griffe HatchANTES DA COMPRA Em minha casa sempre fomos adeptos de carros italianos e alemães. Recentemente e antes de comprarmos o Peugeot, tivemos um Golf 2.0 ano 95 alemão e um Golf 2.0, geração anterior à que circula em nossas ruas, ano 2000. Éramos e continuamos apaixonados pelo Golf. Atualmente temos um 307 (que fica tanto em Vitória - ES e Belo Horizonte) e um Polo 1.6 (usado no serviço do meu pai, em Vitória).
No momento da troca, cogitamos adquirir ou um Honda Civic, Pajero TR4, outro Golf ou Peugeot 307. Tiramos a Pajero da jogada pelo fato do câmbio automático não possuir trocas seqüenciais (ficamos um pouco preocupados quanto ao desempenho). O Civic saiu também porque, no mesmo preço do 307 topo de linha, o japonês é bem menos equipado. Restou outro Golf e o francês. Fomos à Volks conhecer o novo Golf 4,5 e, em primeira instância, a sensação era a de estarmos entrando no nosso carro de 6 anos atrás: praticamente nada mudou no interior. Por fora, deram um jeito brasileiro nas lanternas e não nos agradou tanto. A mecânica continuava (muito boa, por sinal) a mesma: era o velho motor de 116 cv.
Fomos, então, à Peugeot conhecer o 307 Griffe. Ficamos maravilhados com o interior do carro: nunca tínhamos entrado em um veículo com acabamento tão caprichado. Eu e meu pai, que gostamos do Civic, achamos o interior do 307 ainda mais acolhedor. Foi amor à primeira vista. Demos uma volta no carango para sentir o motor e o comportamento dinâmico: agradou tanto que no mesmo dia efetivamos a compra do Peugeot 06/07.
Os votos de confiança depositados no francês valeram a pena: até hoje, com quase 70.000 km, o carro não apresenta problemas.ACABAMENTO E ESPAÇO INTERNO O acabamento interno do carro é impressionante. Na faixa de preço não vi nada melhor (rivaliza com os novos i30 / Focus Guia e com Civic / Corolla / C4). A maioria dos botões são emborrachados. As portas possuem botões one touch. O console central, bem como o resto do interior do carro, não possui rebarbas. O parassol dos instrumentos, assim como o revestimento das partes “pretas” do painel, são todos macios. O volante e as portas possuem apliques em couro. Alguns porta objetos têm o seu fundo revestido por borracha, para evitar que algo deslize naquele local. A soleira das portas possui o logotipo da Peugeot. A pedaleira e o descanso para o pé são todos em alumínio. Tudo muito refinado. À noite, a iluminação é outro aspecto interessante. As luzes alaranjadas são refletidas nos cromados dos mostradores e do câmbio automático. O colorido do A/C digital reflete nos detalhes imitando aço escovado. Conforme a foto, é realmente muito bonito. Estamos com quase 70.000 km e o carro não bate absolutamente nada.O espaço interno, por sua vez, agrada muito. O veículo é largo e tem um bom entre-eixos (2,61m), mas se você for muito alto, não queira viajar no meio do banco traseiro (apesar de haverem encostos para cabeça e cintos de 3 pontos para todos os 5 ocupantes). Na frente sobra espaço (a cabine mais espaçosa que já tive oportunidade de entrar). Atrás ele poderia ser um pouco maior (talvez a Peugeot pudesse tirar um pouco dos 420L do porta-malas), melhorando a habitabilidade dos bancos traseiros.
EQUIPAMENTOS Outro ponto que nos atraiu no momento da compra. O carro é ótimo para os desavisados.
. Possui sensores de abertura nas portas, capô e porta-malas. O sensor de estacionamento funciona bem e, por incrível que pareça, detecta obstáculos que passam na lateral das portas traseiras. Neste momento, um outro tipo de ruído é emitido (é necessário conferir em qual lado está o objeto).
. O piloto automático com comandos no volante funciona muito bem em regiões mais planas. Em aclives acentuados eu não recomendo, pois ele tenta, de qualquer maneira, andar sempre na velocidade escolhida.
. O sensor crepuscular é bem preciso. Dependendo da iluminação, ele liga os faróis e as luzes dos mostradores internos. Caso esteja um pouco mais claro que na situação anterior, ele liga somente os faróis. É interessante.
. O sensor de chuva funciona bem. Melhor que o sensor, na minha opinião, é o temporizador do limpador de pára-brisa indexado à velocidade do automóvel. Mesmo se você colocar a alavanca na posição 2 (a mais rápida), à medida que o carro vai diminuindo a velocidade, o tempo entre as passadas do limpador é reduzido, chegando quase a 0 no semáforo. Na hora de acelerar novamente, o limpador também é acelerado.. O computador de bordo é o melhor que já tive oportunidade de mexer. Por ele é possível ativar e desativar todas as funções dos sensores e regular o tempo em que o farol e as luzes do carro continuam acesos após sair do veículo. Possui quilometragem de destino decrescente; calcula duas velocidades médias e estima a autonomia, apresenta o consumo instantâneo, calcula duas médias de consumo (em uma dada quilometragem) e tem 3 odômetros parciais. É possível regular a iluminação do mostrador de acordo com a hora do dia. Qualquer defeito que o carro apresentar, mesmo sendo uma lâmpada queimada, é indicado no CB.. Os comandos de áudio estão presentes em uma borboleta atrás do volante e todos são gerenciados pelo computador de bordo. A disqueteira para 5 CDs funciona bem (aceita mp3), mas faz um barulhinho um pouco alto na hora da troca de discos. A minha crítica vai para a entrada USB: ela existe, dentro do porta-luvas, sendo necessário pagar R$ 300 pelo adaptador. A qualidade dos alto-falantes é satisfatória (os do Golf eram melhores). As funções de rádio são interessantes: é possível gravar várias estações no CB (computador de bordo). A presença de ícones de áudio, funções e rádio no CB são legais.. O ar-condicionado digital é do tipo dual zone, é automático e possui sensor de qualidade do ar. Diante de fumaça, por exemplo, o sistema ativa a circulação interna. O recurso dual zone funciona, mas o ar dentro da cabine tende a atingir um equilíbrio térmico. Existe saída de ar embaixo dos bancos traseiros e no porta-luvas..Bluetooth também integra a lista de equipamentos. É possível conectar 4 telefones ao carro e transferir as suas agendas telefônicas. Existe um microfone próximo ao comando do teto solar. O áudio sai pelos alto-falantes e o nome da pessoa ou o número do telefone que está te ligando é identificado pela tela do CB.. Alguns mimos adicionais fazem diferença. O carro possui fechamento automático do teto solar, vidros e dos retrovisores (o último configurável). O retrovisor fotocrômico funciona muito bem à noite.
. Em um carro com tantos recursos eletrônicos, a abertura da tampa de combustível poderia ser interna.
COMPORTAMENTO DINÂMICO
Freios São a disco nas quatro rodas e transmitem segurança. Quem dirige o veículo pela primeira vez deve se acostumar à sensibilidade do pedal: qualquer pressão aplicada e o carro reage imediatamente. Possui ABS, EBD e EVA. Em uma freada de emergência, o pisca-alerta é acionado automaticamente.
Suspensão Os 307 antigos, bem como o resto dos franceses, eram duramente criticados nesse quesito. O tempo passou e a Peugeot melhorou bastante a suspensão dos 307. Ela é independente nas quatro rodas, sendo dual link atrás com barra estabilizadora. Eu diria que no 307 ela é mais “tapete” que a do Golf (o carro não chacoalha tanto), porém filtrando menos a aspereza da pista e, quando passando em um buraco, bate mais “seco”. Já rodei em Civic e Corolla e o nível de ruído por parte da suspensão do 307 é um pouco maior, mas não tão distante dos japoneses. Ela é, no geral, muito confortável e boa de curva (não podemos culpar nossos carros pelo estado das ruas em que circulamos). Respeitando o limite de velocidade, tanto eu quanto o meu pai já fizemos umas curvinhas um pouco mais abusadas, e o veículo tem comportamento tendendo ao neutro (não sai de frente e nem de traseira).
Câmbio Antes de falar do excelente motor, acho necessário dar a minha opinião sobre a polêmica transmissão AL4, que atualmente equipa a Citröen e Peugeot. O câmbio possui 4 marchas, oferece trocas seqüenciais, modo esportivo e um controle de tração em baixas velocidades. Na posição “D” o carro fica, digamos, adormecido. No “S” ele acorda e, no tiptronic, é uma delícia. A maioria da mídia, que se intitula especializada, fala do assunto sem conhecê-lo a fundo. Eu diria que, na internet, ocorre um festival de propagação de ideias. O tranco presente nas trocas de marcha ocorre somente quando se retira o pé do acelerador na hora da passagem das velocidades (para evitá-lo, é só permanecer com aceleração constante). A Peugeot disponibilizou um software que reprograma a função do conversor de torque, melhorando consideravelmente o funcionamento do câmbio e praticamente eliminando os pequenos trancos existentes. Eu não diria que o câmbio é excelente, pois existem os automáticos, DSG e S-Tronic da VW / Audi, PDK da Porsche, e “por aí vai”. De uma maneira geral, a transmissão atende muito bem e garante diversão, tanto na estrada quanto na cidade. Com o tempo dá para acostumar.
Já fiz uso do controle de tração na subida da rua da entrada do Mercado Distrital, em Belo Horizonte. Choveu e a água carreou o óleo da suspensão dos carros estacionados para a pista. Diversos automóveis, sendo a maioria de taxistas, não conseguiram subir. Apertei a tecla (*) do câmbio e o veículo subiu tranquilamente, em primeira marcha, o aclive.
Motor, consumo e isolamento acústico O 307 vendido autalmente possui, no álcool, 22 kgfm de torque e 151 cv. O motor tem comando de válvulas variável, garantido 19 quilos já em baixas rotações. Em 4 mil RPM os 22 kgfm entram plenamente (dá pra notar uma coladinha no banco nesse momento). Na gasolina, são 143 cv de potência e 20,4 kgfm. Utilizando ou o modo esportivo ou as trocas seqüenciais da AL4, o carro fica bem esperto. Ontem peguei a BR-262 e o veículo, embora carregado, andou facilmente nos limites de velocidade (poderia ir bem além, caso fosse permitido). Fizemos, também, ultrapassagens com segurança. Em termos de desempenho e fazendo uso de algumas revistas, ele é geralmente o automático mais veloz dos testes. Pelos dados, um pouco mais rápido até que o i30 e novo Focus. O nosso antigo Golf 2.0 manual não tem a disposição do Peugeot automático. Eu e meu pai ficamos bem satisfeitos guiando o veículo, principalmente pelo conforto proporcionado pelo câmbio automático (como alguns dizem: “a época de sair do sinal cantando pneu já passou”).
O consumo é o esperado para um carro 2.0, automático e com aproximadamente 150 cv. Entre 7 e 8,2 km/l na cidade, dependendo do trânsito. Na estrada, obedecendo uma média de aproximadamente 90km/h e com o carro relativamente carregado, entre 12,5 e 14,5 km/l. Dizem que o motor flex tornou-se mais beberrão (O 307 Griffe é movido unicamente a gasolina).
O isolamento acústico é excelente. Escuta-se o motor somente em rotações mais altas. Mesmo assim, o ruído não chega a incomodar. Em alguns momentos não dá para perceber que o motor está funcionando.
MANUTENÇÃO E VALOR DE MERCADO Os franceses sofrem preconceito. Costumam desvalorizar mais que os alemães, por exemplo, por um passado muito diferente do presente. O 307 tem se mostrado mais robusto que o nosso antigo Golf, mesmo sendo um carro com muito mais recursos suscetíveis a algum problema. As revisões tem preços fixos, seguindo quase sempre os valores da tabela presente no site da Peugeot. Por enquanto, aos 70.000km, nada doeu muito na carteira.
A desvalorização é ruim para quem está vendendo e boa para quem está comprando, pois quem está prestes a adquirir um 307 Griffe usado, com certeza levará um carrão por um baixo valor.
Eu recomendo fortemente o veículo para quem tem prazer em dirigir e gosta de conforto. A qualidade da vida a bordo do 307 é raramente encontrada em outros carros do segmento, e está bem acima de carros de categoria inferior. Os mimos tornam tudo mais agradável durante o contato com o veículo.
O fato de desconhecermos os gastos com substituição de peças se deve também ao cuidado que temos com o carro. Tratamos com carinho.
Tanto eu quanto o meu pai estamos muito satisfeitos com o Peugeot. Quem tiver interesse em adquirir um, tome cuidado com a vinda do 308 hatch para o Brasil, que deve ocorrer em 2011. Fora isso, o 307 superou em muito as nossas expectativas. Dêem preferência para câmbios automáticos ano 07/08 para frente, pois já sofreram revisões.
Espero que as impressões acima tenham servido para mostrar alguns recursos não comentados pela mídia e que seja de ajuda, também, para quem estiver pensando em adquirir um 307.
Opinião do blogueiro Não tem muita coisa que eu possa adicionar, já que o Pedro detalhou tudo muito bem. Apenas repito que o 307 é o modelo que considero o melhor da Peugeot no Brasil atualmente. Gosto especialmente dessa versão do Pedro, hatch, com motor 2.0 e câmbio automático. Bom espaço interno e para bagabem são sempre bem-vindos.
Atualização (03/02/10) Devido a enorme polêmica sobre o 307, reproduzo aqui o vídeo do Pedro mostrando mais detalhes do carro dele:
Já faz algum tempo que venho observando, com mais detalhes, o trânsito das cidades brasileiras, sejam elas grandes metrópoles, como São Paulo e Belo Horizonte, médias/grandes, como São José dos Campos; médias, como São João Del Rei, e pequenas, como Ritápolis e Coronel Xavier Chaves. Todas elas tem um ponto em comum, que precisa ser urgentemente trabalhado: muitos carros velhos.Além de poluirem bem mais o planeta, motivo esse que já justificaria a troca do veículo, eles são menos seguros e bebem mais combustível.
Se isso já não fosse o suficiente, temos que conviver com os motoristas que acham que estão "abafando" no trânsito, instalando faróis de xenônio em Monzas e Chevettes e aumentando a potência (via turbo ou macumba) de Gols e Voyages da geração 1 - segurança reduzida ainda mais para todos!
Mas o que pode ser feito então para os donos de veículos mais velhos trocarem de carro? O primeiro passo seria um financiamento especial para quem der no negócio um veículo com mais de 10 anos de mercado. Além do carro entrar com um valor X, a pessoa ainda ganharia um bônus, como juros mais baixos no financiamento.
Outro passo importantíssimo, que considero bem mais prático de ser feito (embora polêmico e com a enorme capacidade de gerar reclamações) seria o IPVA invertido, ou seja, quanto mais novo o seu carro, menos imposto você paga. Dessa forma o consumidor se sentiria sempre estimulado em ter um veículo mais novo na garagem.
Veja como poderia ser a ideia abaixo:
. Carro 0 km - Valor do IPVA será 3% do preço de mercado do veículo . Carro com um ano de uso - Valor do IPVA será 4% do preço de mercado do veículo . Carro com dois anos de uso - Valor do IPVA será 5% do preço de mercado do veículo . Carro com três anos de uso - Valor do IPVA será 6% do preço de mercado do veículo . Carro com quatro anos de uso - Valor do IPVA será 7,5% do preço de mercado do veículo . Carro com cinco anos de uso - Valor do IPVA será 8,5% do preço de mercado do veículo . Carro com seis anos de uso - Valor do IPVA será 10% do preço de mercado do veículo . Carro com sete anos de uso - Valor do IPVA será 12% do preço de mercado do veículo . Carro com oito anos de uso - Valor do IPVA será 14% do preço de mercado do veículo . Carro com nove anos de uso - Valor do IPVA será 16% do preço de mercado do veículo . Carro com dez anos de uso - Valor do IPVA será 20% do preço de mercado do veículo
Todos ganhariam, já que o carro velho sairia de circulação; e o novo, menos poluente e mais seguro, entraria no seu lugar. O mercado de novos e usados se manteria aquecido, com as fábricas produzindo bastante, gerando empregos. Mas o carro velho precisaria, sem falta, ser reciclado.Para não acabar com a vida dos colecionadores, a partir de um determinado ano, o IPVA do carro passaria a ter um valor fixo - ainda assim o mais alto possível, por causa do alto consumo e da poluição emitida.
Existem várias coisas que tento entender no mercado brasileiro de carros. Algumas eu consigo, outras não, e muitas eu ainda tento. Vejam alguns exemplos.
. Por quê é possível comprar carros sem desembaçador e limpador do vidro traseiro, como Celta e Mille?
. Por quê o Meriva Maxx (versão intermediária do modelo) não pode ser equipado com airbag duplo e ABS e o Meriva Joy (versão de entrada) pode?
. Por quê o Astra não pode mais ser equipado com freios ABS?
. Por quê o Vectra GT custa tão caro (por isso não vende)?
. Por quê o Celta, que foi fruto de um super projeto da GM, lançado no ano 2000, nasceu com o volante torto (deslocado para o lado), como o Gol (primeiras quatro gerações), lançado em 1980?
. Por quê o Doblò custa tão caro?
. Por quê o City custa tão caro?
. Por quê o Focus nunca vendeu bem (isso pode mudar nesse ano)?
. Por quê o Ka não pode ser vendido com quatro portas? . Por quê o atual Ka 2p não vidro lateral traseiro basculante? . Por quê a picape sucessora da Courier nunca foi lançada?
. Por quê o Logan é tão feio?
. Por quê o 206 no Brasil é 207?
. Por quê os carros importados do México são tão caros no Brasil?
. Se o "brasileiro não tem dinheiro", por quê Corolla, Civic, Tucson e i30 vendem tanto?
. Por quê vender um carro com três opções de visual diferentes para a dianteira (Siena e Strada)?
Fiquem a vontade para fazerem mais perguntas e para responderem.
Uma decepção! Esse foi o meu sentimento depois de ler as novidades da linha 2010 do Nissan Tiida, que chegou às concessionárias da marca no dia 21 de janeiro. Diferente do que era esperado, o modelo teve uma alteração visual ainda menor na dianteira e recebeu poucos equipamentos novos de série. Fico com a impressão da Nissan estar sempre tímida com o Tiida; e da marca japonesa não confiar no potencial mercadológico do seu hatch médio (importado do México) - mesmo cortando cerca de R$ 3.000 no valor do carro!
O veículo tem um interessante motor 1.8 16V flex, de 125/126 cv de potência, com opção de câmbio manual de seis marchas ou automático de quatro marchas. O espaço-interno é o principal atrativo do veículo, bom para cinco pessoas.
Para a linha 2010, eu esperava que a Nissan recheasse a lista de equipamentos de série ou abaixasse o preço do Tiida de forma considerável (ideia mais provável), além do esperado tapa no visual do modelo. Tire R$ 3.000 do valores sugeridos do Tiida (mais abaixo) e veja as alterações efetuadas pela Nissan:
1.8 S *Novo desenho da grade dianteira *Novos desenhos, cores e iluminação do velocímetro e conta-giros *Inclusão do ajuste de altura do banco do motorista *Novos tecidos dos bancos e dos revestimentos das portas *Destravamento automático das portas habilitado pelo proprietário ou na concessionária
1.8 SL Todos da S mais:
*Nova roda 16 polegadas - mais esportiva *Nova chave inteligente presencial (I-key) com abertura e fechamento das portas, do porta-malas e acionamento do alarme por meio desta.
Muito pouco, não é?
Ainda assim o Tiida tem um conjunto bem interessante, já que ele vem equipado, de fábrica, desde a versão S, a de entrada, que tem preço sugerido de R$ 48.990, com ar-condicionado, vidros e travas com acionamento elétrico, direção elétrica com assistência variável, travamento automático das portas com veículo em movimento e airbag duplo. A SL, que tem valor sugerido de R$ 52.990, vem com os mesmos itens da S além de ABS integrado ao controle eletrônico de frenagem (EBD) e ao assistente de frenagem (BAS), ar-condicionado automático digital e banco traseiro reclinável deslizante na horizontal, que permite o deslocamento da peça em até 24 cm.
Confira os preços da linha 2010 do Tiida:
. 1.8 S MT Flex: R$ 48.990 . 1.8 SL MT Flex: R$ 52.990 . 1.8 S AT Flex: R$ 53.990 . 1.8 SL AT Flex: R$ 57.990
A Nissan espera vender 500 unidades do Tiida por mês, o que considero um pouco otimista, embora o Tiida tenha um conjunto interessante e atraente (como eu disse acima). Vale lembrar que, em 2008, a média de vendas mensal foi de 273 carros. Em 2009, a média subiu para 323 veículos por mês. Se a média subir para 400 unidades por mês em 2010, vai estar ótimo.
Confira como era o Tiida antigo (escuro) e como o modelo ficou nos outros mercados (e como ele era esperado para o nosso país):
Um post curto para mostrar as "grandes" alterações da nova linha EcoSport. O modelo, para ficar mais competitivo, já que suas vendas aparentemente estagnaram, teve a lista de equipamentos e os preços revisados e seu visual recebeu o segundo facelift, bem mais leve se comparado ao primeiro, de 2007.
Fiquei com a impressão da Ford estar tentando dar um pouco mais de requinte ao modelo. Isso ficou claro com a mudança da dianteira, que agora tem nova grade e vem com o ECOSPORT escrito, como nos Land Rovers; e nos mimos internos, como a iluminação do painel que fica sempre ligada, os ponteiros que se movimentam quando a ignição é acionada e os avisos de manutenção, faróis ligados e portas abertas. A chave do veículo agora tem o formato canivete e a garantia passou para três anos. As rodas também são novas.
As vendas começam na primeira quinzena de fevereiro e os motores não mudam: 1.6 8V Flex (Rocam) e 2.0 16V flex. Lembrando que esta deve ser a última ateração do EcoSport antes da chegada do novíssimo EcoSport, prevista para 2012/2013. Se alterações da linha 2011 vão dar resultado, isso só o tempo vai dizer.
Veja abaixo os preços e as versões (dados e fotos da revista Carro):
O ano passado foi excelente para a Honda, que vendeu 125.860 unidades, contra 117.601 carros de 2008. Mas não podemos dizer que 2009 foi exepcional para o Civic. Além de ter vendido menos que em 2008, o modelo perdeu a liderança do segmento para o seu maior rival, o também japonês Corolla.A Toyota aproveitou a chegada do City que, querendo ou não, sacudiu o interessado no Civic, para abocanhar o maior número de clientes possíveis. A estratégia foi facilitar as formas de pagamento, com uma politica de preços agressiva, somada à nova versão GLi, que se encaixou bem na gama do modelo.
Só em 2010 veio a resposta da Honda, que anunciou algumas melhorias para toda linha Civic e o lançamento da versão LXL, que fica entre a de entrada, LXS, e a topo de linha, EXS. Entre as evoluções, a direção hidráulica dá adeus, sendo substituída pela direção com assistência elétrica EPS (Eletric Power Steering), que não rouba energia do motor. Já o ar-condicionado recebeu novos compressor e condensador, o que, segundo a Honda, gera economia de combustível e maior desempenho do motor. Também foi alterado o sistema ECU (Electronic Central Unit) ao ser promovida uma adequação da rotação para a troca automática das marchas. Além disso, a Honda adicionou um novo sensor de marcha lenta, que, entre outros detalhes, oferece um funcionamento suave do motor.
Todas as novidades são muito bem-vindas, mas o grande trunfo da linha 2010 é mesmo a versão LXL. Além de ter todos os itens da LXS, que vem com ABS com EBD e airbag duplo, por exemplo, o Civic LXL sai de fábrica com retrovisores elétricos dobráveis com luz indicadora de direção, abertura de porta-malas que pode ser feita pela chave, revestimento dos bancos e forração das portas em tecido ou couro, rodas de liga leve de 16” com design exclusivo, volante de três raios com acabamento em prata, controle de áudio no volante, alto-falantes com tweeter, acabamento interno nas alças e na tampa do porta.
Mas, sem dúvida, o grande atrativo do sedã, que tem como uma de suas principais características o visual moderno, está na opção de equipar o modelo com câmbio automático de cinco marchas com paddle-shift(foto acima) - as borboletas para trocas de marcha que ficam atrás do volante. Este item, que sempre foi um dos grandes atrativos do Civic, só estava disponível na (cara) versão EXS. Com isso, a Honda "barateou" um equipamento que pode sim fazer a diferença naquele comprador que está na dúvida entre Civic e Corolla, embora os perfis de compradores possam ser bem diferentes.
Vejam os preços sugeridos (para o Sudeste) da linha Civic 2010: New Civic LXS MT Flex - R$ 65.745 New Civic LXS AT Flex - R$ 70.830 New Civic LXL MT Flex - R$ 66.405 New Civic LXL AT Flex - R$ 71.540 New Civic LXL MT c/ couro Flex - R$ 68.085 New Civic LXL AT c/ couro Flex - R$ 73.200 New Civic EXS AT Flex - R$ 85.610 Civic Si MT - R$ 103.650
A aposta da Honda tem tudo para dar certo, mas a Toyota já armou um forte contra-ataque: o lançamento do Corolla 2.0, que, segundo o site Fast Driver, chega já em março. As versões de entrada seriam equipadas com o atual motor 1.8 VVTi flex, deixando o 2.0 para a XEi e para a SE-G. O Corolla 2.0 deve ter a potência variando entre 155 e 161 cv.Pensando em toda essa situação foi que criei a atual enquete do De 0 a 100, com a pergunta "Para voltar à liderança da categoria, o que falta ao Honda Civic?". Aproveitem para votar!
Com a data de lançamento se aproximando cada vez mais, começam a vazar na internet mais informações e imagens do Projeto 327, que pode ser o novo Uno. Na semana passada vimos como deve ser a dianteira do novo carro. Agora é a vez de um protótipo da versão Way do veículo, aquela "preparada" para o fora-de-estrada (na verdade para as 'excelentes' ruas e estradas do Brasil), dar as caras. As imagens, publicadas no blog Autos Segredos, mostram o veículo com molduras de plástico nas laterais dos para-lamas, das portas, na dianeira e na traseira. Os faróis dianteiros têm máscara negra e os pneus são de uso misto. Se as características da versão Way do Mille se mantiverem, o modelo pode ter a suspensão elevada (em relação ao veículo "normal").
Mas vale lembrar que o carro flagrado é um protótipo e, por causa disso, deve receber alterações até o lançamento. Falando nisso, a versão normal do Projeto 327 deve chegar às concessionárias em abril, com a "aventureira" vindo logo depois. Os motores serão o 1.0 Fire Flex e o 1.4 EVO Fire Flex.
Como o atual modelo se chama oficialmente Mille, não será surpresa se o Projeto 327 da Fiat se chamar Uno.
A Pretrobras adora dizer na TV que "todo carro sonha em ser abastecido com o combustível Petrobras" - no postos BR, é claro! Mas por quê a gigante estatal não comenta nos comerciais e propagandas que sua gasolina, comum ou aditivada (Supra), produz 1.000 partículas por milhão (ppm) de enxofre? Mas isso não é exclusividade dela. Ipiranga, Shell, Alê e outros postos também vendem suas gasolinas com o mesmo (altíssimo) teor de enxofre - e por preços absurdos se comparados ao de outros países!
O pior de tudo é que a população brasileira será obrigada a enfrentar uma gasolina de qualidade inferior, que polui mais o planeta e intoxica mais as pessoas, por mais quatro anos! Só a partir de 1º de janeiro de 2014 é que o teor será reduzido para 50 ppm de enxofre (ainda superior ao valor atual da gasolina Podium da Petrobras, que é de 30 ppm), de acordo com resolução publicada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Quem me chamou a atenção para isso foi o internauta Dário Marchesini, de Salvador (BA), que vem tentanto, há muito tempo, disseminar a discussão sobre o assunto. Acho bastante válido publicar aqui parte do e-mail que ele me enviou:
"Em relação ao comercial da PETROBRAS, no qual é dito que sua gasolina é o sonho de consumo de todo carro, digo que esse sonho é rodar com uma gasolina de boa qualidade, limpa para o meio ambiente e para os motores (menos suja), eficiente para permitir um consumo melhor, com melhor performance. Não a gasolina da PETROBRAS, que chega a ter o dobro de enxofre (1.000 ppp) em relação ao próprio óleo diesel (500 ppp, em algumas metrópoles), quando o padrão europeu e americano é de no máximo 50 ppm!. Além de tudo ainda é a mais cara ! Bela propaganda enganosa, isto sim!
Destaco que todos os dados que utilizei foram obtidos da Petrobrás, através de apostilhas e e-mail de prepostos dela, bem como de uma matéria da Quatro Rodas de alguns anos atrás (aliás a única matéria que vi sobre isso). Creio que essa discussão seja fundamental para nós que tanto gostamos de carros, afinal, nenhum deles roda sem algum combustível.
A comprovação dessa má qualidade está nos índices de enxofre (um dos) e no recorrente aparecimento de borra nos motores, tanto a gasolina quanto diesel, onde invariavelmente põe-se a culpa na adulteração. Tenho exemplo dos meus próprios carros e de vários conhecidos (informalmente sou um consultor entre as pessoas conhecidas, tanto entre familiares, quanto fora, principalmente na empressa em que trabalho, que tem cerca de 10.000 funcionários, entre próprios e terceirizados). Até meu carro anterior, que era só a gasolina, só usava a V Power da Shell, trocava o óleo a cada 7500 Km e a cada revisão, 15000 Km, usava o Motor Flux (embalagem com 500 ml, que inclusive é usado nas concessionárias) para a retirada da borra e mesmo assim ainda limpava os bicos de injeção no máximo a cada 20, 30 mil Km (quando não, o motor começava a falhar). De um ano e meio para cá, estou com um carro Flex, com 27000 Km no qual só uso álcool e até o momento sem limpeza de bico, sem uso do Moror Flux, sem problemas".
A matéria da Quatro Rodas sobre a qual ele se refere está abaixo, publicada aqui em formato de foto, com todos os créditos e detalhes na íntegra dentro da imagem. O objetivo dela neste post é apenas detalhar e aumentar a profundidade da discussão (ou seja, para quem gostar, continuem comprando a revista nas bancas).
Já passou da hora do brasileiro ter um combustível de melhor qualidade, não só pelos nossos carros, que teriam menos "dores de barriga", mas, principalmente, pelo meio ambiente e pela nossa saúde! É triste e revoltante ser forçado a esperar até 2014 para ter um combustível melhor. Bem que o governo federal poderia antecipar a nova fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) para 2011 ou, no máximo, 2012.
Isso tudo sem falar do diesel...
Lembrando também que a partir de setembro de 2010, o álcool dos postos de combustível passa a ser chamado somente de etanol.
O pessoal dos blog Notícias Automotivas conseguiu uma imagem que mostra como será a cara do Projeto 327 da Fiat, novo compacto que será lançado ainda no primeiro semestre de 2010 e que pode ser o novo Uno. A foto está num arquivo de patentes do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), orgão que controla todas as patentes do país.
Fica claro que o modelo terá um visual inédito, com personalidade forte e inspiração vinda do Fiat Panda italiano. O Projeto 327 está previsto para chegar ao mercado nacional entre os meses de abril e maio. Segundo o blog Autos Segredos, ele será vendido nas versões Economy 1.0 Flex, 2p e 4p; Economy Way 1.0 Flex, 2p e 4p; e a 1.4 EVO Flex, 2p e 4p e 1.4 EVO Way Flex, 2p e 4p. motor 1.4 EVO é uma evolução do atual 1.4 Fire.
Se o Projeto 327 mostrou a sua cara, a nova perua SpaceFox da Volkswagen exibiu sua traseira para as lentes da revista Autoesporte. É possível perceber que as lanternas ficaram com linhas mais retas e que o para-choques foi reestilizado, podendo ser equipado com sensores de estacionamento. O vidro traseiro basculante, como na Peugeot 207 SW, foi descartado por causa do alto custo do investimento.
O SpaceFox, que é produzido na Argentina, deve ser lançado no Brasil no segundo trimestre do ano. As mudanças dianteiras e internas devem ser as mesmas feitas no Fox, e o motor 1.6 8V flex também continuará o mesmo.
Prezados, cerca de oito meses depois que comprei o meu carro, apareceram várias formigas andando por ele. Fiz uma grande busca e nada encontrei. Mesmo assim, joguei remédio em alguns lugares chaves do veículo. Elas sumiram por um tempo, mas voltaram uns 5 meses depois, numa quantidade ainda maior.
Fiquei tão preocupado que levei o carro na concessionária, onde ele ficou por 3 dias e, mais uma vez, nada foi encontrado. Ao chegar em casa, as formigas tinham sumido. Depois de quase 10 meses sem formigas, elas voltaram a aparecer, mas apenas algumas esporádicas. No ano novo agora, elas apareceram num volume maior. Fiquei novamente muito preocupado - para quem não sabe, as formigas adoram comer colas, lubrificantes e fios, destruindo a parte elétrica do veículo.
Abri o capô, todas as portas, o porta-malas, usei uma lanternas e procurei por quase uma hora. Não achei nada. Precisei sair com o carro e, quando voltei, notei uma sujeira estranha no tapete do motorista. Encontrei mais da sujeira abaixo do volante, perto da tampa de um porta-trecos do automóvel. Ao abrí-lo, para a minha surpresa, as malditas formigas estavam lá - cheias de ovos e tudo mais! Imediatamente peguei um inseticida e ataquei com força. O resultado da "carnificina" vocês conferem na foto acima, tirada com um celular.
Não gosto de matar nenhum tipo de animal, mas as formigas podem causar um dano no carro que pode colocar em risco a vida dos ocupantes e, por quê não, de pedestres e das pessoas em outros veículos.
Espero que esta seja a última vez que as formigas apareçam no meu automóvel.
Atualização (14/01/10) Quero acrescentar uma soluçáo definitiva para formigas, enviada pelo meu amigo Alberto. É só eu colar a imagem abaixo na tampa do porta-malas do veículo.
O Ministério da Agricultura anunciou hoje que o governo irá reduzir, a partir do dia 1º de fevereiro até 30 de abril de 2010, o percentual obrigatório de adição de etanol anidro combustível à gasolina. O valor, que era de 25%, ficará em 20% por 90 dias.
Como o excesso de chuva atrapalhou a produção de álcool no país, o estoque ficou 36% menor nos últimos meses. Então, o objetivo dessa redução é ampliar a oferta de etanol nos postos de combustíveis. Se o preço do derivado da cana-de-açúcar não diminuir, abastecer com gasolina continuará sendo financeiramente mais vantajoso.
Mas, na prática, o que vai ou deveria acontecer com menos de 5% de álcool na gasolina?
. O preço do álcool deve parar de subir e se estabilizar, podendo até abaixar num futuro muito próximo;
. O preço da gasolina não deveria subir, já que o Brasil, apesar de exportar combustíveis, já tem uma boa fonte e produção do "líquido fóssil";
. Por um lado, seu carro, quando abastecido com gasolina, deve melhorar um pouco a média de consumo e ter maior autonomia, já que ele vai beber 5% a menos de álcool por litro;
. Por outro lado, seu veículo vai poluir mais, por causa do aumento da emissão de monóxido de carbono;
O ano de 2009 acabou bem para quase todas as 10 marcas mais vendidas no Brasil. Na verdade para nove das 10 marcas, que superaram o número de emplacamentos de 2008. Veja:
1. Fiat: 736.917 (2009) x 657.607 (2008) 2. Volkswagen: 684.140 (2009) x 585.078 (2008) 3. Chevrolet: 591.798 (2009) x 539.934 (2008) 4. Ford: 303.698 (2009) x 259.930 (2008) 5. Honda: 125.860 (2009) x 117.601 (2008) 6. Renault: 117.430 (2009) x 115.292 (2008) 7. Toyota: 93.398 (2009) x 80.743 (2008) 8. Peugeot: 81.851 (2009) x 82.399 (2008) 9. Hyundai: 71.039 (2009) x 43.793 (2008) 10. Citroën: 69.215 (2009) x 68.271 (2008)
A única marca que caiu foi a Peugeot, que vendeu 548 carros a menos e foi ultrapassada pela Toyota, perdendo a sétima posição alcançada em 2008. Você pode até pensar que 548 unidades é muito pouco, mas não é. Isso porque todas as outras nove montadoras tiveram aumento nas vendas, sendo que algumas comercializaram quase 100.000 veículos a mais, como a Volkswagen. A Hyundai também quase dobrou as suas vendas. Por isso, a Peugeot precisa ligar o sinal de alerta.
A marca do leão se justificou dizendo que é normal no mercado ter uma queda de vendas no final da vida útil de um modelo, com o início da nova vida de uma "novidade" - entre aspas porque ela se refere ao 206 e ao 207 (este que é o 206,5). Acredito que a marca esteja certa, já que é natural que isso aconteça. Mas a montadora francesa precisa se mover - urgente! O primeiro ato foi mudar o logo da marca (acima), para dar uma revigorada, o que sempre é bem-vindo. A segunda e mais importante ação é ter uma linha de produtos melhor, maior e mais diversificada e agressiva. O lançamento da picape 207 vai ajudar, assim como o 207 mais em conta (ele realmente evoluiu em termos de câmbio e suspensão se comparado ao 206, por isso merece ser chamado de 206,5). A marca também poderia adiantar a chegada do 308 Sedan, previsto para o final de 2010, para antecipar o "gás" no segmento de sedãs médios, já que o 307 Sedan nunca vendeu bem no Brasil (e teve um 2009 para ser esquecido). O hatch ainda aguenta mais um pouco, mas o lançamento do 308 também não pode demorar muito.
A Citroën também precisa acordar, já que seu aumento de vendas foi mínimo - 944 unidades. Com isso, a Hyundai já virou a nona marca mais vendida do Brasil, deixando os franceses em décimo. O C4 é um bom carro, assim como o seu irmão sedã, o Pallas. Mas o C3, veículo de entrada da montadora, precisa de uma revigorada (ou de um corte perceptível de preços). Não sei se lançar o C3 Picasso, o Pallas 1.6 16V flex, o "carro-imagem" DS3 e reestilizar o C4 Picasso (novidades previstas para esse ano) vão ser suficientes para impulsionar a empresa no Brasil em 2010.
Norte-americanos Quem confirmou algumas novidades para esse ano (já conhecidas por todos) foi a Ford. Depois de confirmar um alto investimento para o Brasil e de lançar o Focus 1.6 16V flex Sigma, a marca vai ter três novidades principais em 2010. No primeiro semestre teremos o Focus 2.0 flex (finalmente!!), que pode ter 150 cv de potência com álcool (segundo a revista Carro), nas versões hatch e sedã; e o EcoSport reestilizado, para tentar dar um último impulso de vendas para o modelo até a chegada da nova geração do veículo, prevista para o final de 2011/primeiro semestre de 2012.
No segundo semestre será a vez do Fiesta receber uma reestilização mais profunda, inspirada no Figo (acima), seu irmão praticamente gêmeo comercializado na Índia, mas com os faróis e com a grade diferentes (um pouco mais esportivos). Sem dúvida a mudança pode ajudar o hatch da Ford a vender mais, já que ele vai ficar mais atrativo - pelo menos no aspecto visual. Mas o grande lançamento da marca para o Brasil vai ficar mesmo para 2011: o Fiesta europeu. Por esse vale esperar.
Eu passei o reveillon longe de casa, em São João Del Rei (MG). Também fui à bela e histórica cidade de Tiradentes (MG), onde presenciei o maior "pensamento" do novo ano - pelo menos até o momento -, de um motorista carioca! Mas antes dele, quero citar algumas coisas de acontecimentos dos últimos dias.
. Alguns motoqueiros, vocês não são super-homens! As leis de trânsito também valem para vocês, e si, vocês podem sofrer acidentes! Então, ao ultrapassar numa ponte, com uma curva em seguida, vindo de, pelo menos, 3 km de faixa contínua, pensem não só duas vezes, mas também na sua família e na própria vida! Vocês não são pilotos!
. Alguns donos de Sport Utilites, Crossovers e picapes médias com cabine dupla, acostamento não é lugar de ultrapassagem! Tenham paciência! Além disso, com a sinalização da placa e com a faixa contínua, É PROIBIDO ULTRAPASSAR! Maldito dono de uma Hilux SW4 de São Paulo (SP) que colocou a minha vida em risco com uma manobra estúpida e desnecessária!
. Ao caminhoneiro da transportadora (que vou preservar o nome), tome cuidado! Numa rodovia sinuosa, com pista simples e sem acostamento, não justifica rodar a mais de 100 km, mesmo com o caminhão vazio. São não fossem alguns prudentes colegas caminhoneiros, que facilitaram três ultrapassagens loucas, você poderia não estar aqui neste post. Pelo menos o "Como estou dirigindo" da sua companhia ouviu poucas e boas após a viagem.
. Em caso de chuva forte na estrada, reduza a velocidade e ligue os faróis, juntamente com os de neblina dianteiro e traseiro (se tiver). Ligue o pisca-alerta apenas de você parar no acostamento. Se carros em movimento e parados ligarem, a situação pode ficar ainda pior.
. Alguém sabe como tirar aquela cola de um adesivo que foi pregado na lataria do veículo? Meu carro foi "premiado" com um adesivo e ficou com o resto da cola.
E essa imagem acima é uma homenagem ao cidadão que estava no ambiente mais adequado para ele e, especialmente, para o carro dele!
."Caraca! Essas rua aqui deviam ser tudo asfaltada de novo! Não dá pra passar direito por aqui...", asno de Niterói (RJ), sem camisa e cinto de segurança, com um copo de plástico de cerveja na mão, ouvindo funk no último volume, com um "belo" Stilo Sporting Dualogic rebaixado, com rodas de aro 18" e teto solar Sky Window aberto, levando seis pessoas no carro pelas históricas ruas de Tiradentes. Talvez, em algum momento, pneus e caixas de roda não tenham se encontrado no percurso! Foi o exemplo vivo do encontro de dois mundos distintos... pena que não tirei uma foto...Esse merece o prêmio pela ignorância.
Atualização (10/01/10) Vale assistir ao vídeo sugerido pelo internauta Alexandre Moreno, que está abaixo, transmitido na Australia.
É com muito prazer que publico mais um carro na seção "Impressões" do De 0 a 100 (o primeiro de 2010!), sendo o segundo sedã da lista e o primeiro representante da Ford. E nada melhor que começar com um dos melhores veículos vendidos pela marca norte-americana no Brasil atualmente, o Fusion. Quem enviou as informações e as fotos foi o Hugo Leite, de Olinda (PE). Pelo visto o Hugo cuida muito bem dos carros dele, já que o seu automóvel anterior tinha rodou mais de 180.000 km!
Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!) e o Hugo Leite, basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada. "Não lembro exatamente qual o momento em que decidi comprar o Ford Fusion 2.3 16V (2006), mas lembro que desde que foi lançado sinto uma admiração por ele. Meu antigo carro era um Chevrolet Astra Sedan, 1.8 mpfi, 2002, a álcool. Um ótimo carro, só que já estava com mais de 180 mil km, ou seja, na hora de trocar. Ao sair a procura por outro carro, decidi que iria comprar um que oferecesse segurança, conforto e imponência no visual. Já nas lojas, vi que o Ford Fusion oferecia tudo o que eu queria e terminei por comprá-lo. Acho que fiz uma boa aquisição, isso, levando-se em consideração os benefícios e acessórios disponibilizados. PONTOS POSITIVOS O preço não foi alto, custou R$ 42.000, sendo R$ 30.000 à vista, com o saldo em 4 parcelas iguais, no cartão de crédito, sem juros. Por esse preço levei um carro:
. Sedan (meu perfil de carro); . Preto (minha cor preferida); . Imponente (carro de presença e de status); . Potente (2.3, 16v); . Econômico (estrada: 11,2 km/l; Cidade: 8,9 km/l, com o ar sempre ligado); . Ar-condicionado digital, com controle na direção (conforto e praticidade);. Direção hidraúlica (muito leve); . Ajuste de altura e profundidade da direção hidraúlica (conforto); . Vidros elétricos, inclusive os traseiros, com possibilidade de bloqueio pelo motorista (conforto, praticidade e segurança com crianças e adultos traquinos); . Travas elétricas e abertura do porta malas na chave (praticidade); . Alarme (segurança); . Bancos em couro, com ajuste elétrico para o motorista (ótimos ajustes); . Banco traseiro bi-partido (aumenta o espalo interno da mala, caso preciso); . Retrovisor fotocrômico (conforto); . Câmbio automático de 5 marchas (preciso nas trocas); . Airbags frontais e laterais (segurança indispensável); . Freios ABS (segurança indispensável); . Teto solar (conforto, sem contar que meus filhos adoraram); . Piloto automático, com controle na direção (conforto e praticidade); . Computador de bordo (informação ao motorista) . Super som integrado, 6 cds, mp3, com controle na direção (adorei o som. Ótimo!) . Ótimo acabamento no painel e nas portas . Compartimento de malas generoso (ótimo para mim que tenho dois filhos pequenos: 4 e 2 anos)
Para finalizar, o carro tinha 23.985 km, originais. Sei da originalidade da quilometragem pelo manual do proprietário. Ademais, fiz uma pesquisa na internet e descobri que o antigo proprietário é um dos diretores do TRE da Paraíba. Por telefone, o mesmo confirmou a originalidade da informação do painel e acrescentou que a revisão estava em dia. Por fim, o seguro custou R$ 2.400, isso, na tabela 110% da FIPE e carro reserva de 30 dias. PONTOS NEGATIVOS . O retrovisor não rebate; . Há dificuldade nas manobras de rua, pois ele não esterça muito; . Ao descer do carro é preciso fechar os vidros e o teto solar, que não são automáticos com comando na chave.
Eu estou satisfeito! O que vocês acham? Sejam sinceros!"
Opinião do blogueiro Nunca fui muito fã de cromados em carros. Mas, depois de morar por mais de um ano nos Estados Unidos, voltei com uma cabeça um pouco diferente, entendendo um pouco mais sobre esses cromados. E um dos primeiros carros que gostei com eles foi o Ford Fusion. Depois que eu dirigi o carro o veículo pela primeira vez então, gostei mais ainda. Ele é espaçoso, potente, bem acabado e muito bem equipado. O desempenho também é bom. Mas o que mais me chamou a atenção foi a relação custo/benefício. Era quase impossível comprar um carro com o mesmo nível do Fusion pagando o mesmo valor cobrado por ele.
Concordo totalmente com os pontos negativos observados pelo Hugo. Chama a atenção, pelo lado negativo, um carro dessa categoria ter problemas desse tipo. Se alguém souber, me avise se o "novo" tem os mesmos "defeitos".
Falando do "novo" Fusion, ele está ainda melhor, já que o seu visual está mais bonito e moderno, além do motor mais potente e da opção V6 (com tração integral)! Mas o "velho" Fusion também é um ótimo automóvel, como foi descrito pelo Hugo (mais de 20 pontos positivos, contra apenas três negativos).
Se eu encerrei 2009 falando de picapes, começo 2010 com o mesmo tema! Isso porque o blog CarsDias e a revista Autoesporte divulgaram fotos de um dos principais lançamentos da Peugeot nesse ano, a nova picape compacta derivada do 207, flagrada rodando ser disfarces em Resende (RJ). O modelo já começou a ser produzido e deve chegar ao mercado brasileiro em março, com duas opções de motores: os já conhecidos 1.6 16V flex (110/113 cv) e 1.4 8V flex (80/82 cv) - que equipam o restante da família.
O flagrante feito foi da versão Escapade, com visual mais "aventureiro", como já acontece na perua. Me chamou a atenção o tamanho das portas, muito pequenas, passando um aspecto de fragilidade - parece brinquedo. Se levarmos em consideração o 207, o espaço interno da picape não será dos melhores, ainda mais porque uma versão com cabine dupla não deve ser lançada - só cabine simples.
De uma maneira geral, gostei do visual do novo veículo da Peugeot, mas alguns pontos poderiam ser melhor trabalhados. O primeiro seria usar uma porta maior, como a do 207 2p. O segundo seria ampliar um pouco a janela lateral atrás das portas, pelo menos para dar a impressão de que a cabine é um pouco maior. Outro ponto seria aquela linha preta que sai das laterais e chega na alavanca para abrir a tampa da caçamba. Acredito que outra solução estética pudesse ser mais adequada por ali. Sobre os polêmicos para-lamas traseiros exagerados em plastico preto, até que gostei.