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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Alta Roda - De volta para o futuro

Mercedes-Benz/Divulgação
Filmes de ficção científica encantam quem gosta de visão antecipada dos avanços que reservam o futuro. Pois os carros de topo de linha são provas de que o futuro deixa às vezes de ser ficção, embora inalcançável para a maioria dos mortais. Mas há um consolo: algumas dessas novidades um dia cairão de preço com progresso das pesquisas, novos materiais e processos. Computadores de bordo, controles de trajetória, freios ABS e navegadores GPS pareciam inacessíveis faz pouco tempo.

Exemplo de transformação em realidade é o novo Mercedes-Benz Classe S, que chegará ao Brasil no fim do ano, na faixa dos R$ 800 mil. Sua première mundial (estática) em Hamburgo, Alemanha, semana passada, teve show à altura dentro da fábrica de aviões Airbus. Para descrever o modelo-símbolo da marca necessitam-se 150 páginas, em DVD; manual do proprietário seria confundido com um livro.

Difícil selecionar tópicos mais importantes entre tantos. Trata-se do primeiro automóvel a dispensar lâmpadas: há quase 500 LEDs (diodos de luz), dos quais 56 só para os faróis. Uma estereocâmera (tridimensional) avalia desníveis e buracos no pavimento à frente e comanda adaptação prévia das suspensões a ar. Essa câmera, em conjunto com sensores e radares, detecta, além de pedestres e outros obstáculos, o tráfego em cruzamentos, dia ou noite, para evitar ou mitigar acidentes. Estabilizador de velocidade mantém distância de segurança – acelera, freia, para e arranca – e segue o veículo da frente até em curvas de raio longo, sempre dentro da faixa de rodagem, ao atuar no volante de forma autônoma.

Novo Classe S foi construído de trás para frente, a partir da versão de entre-eixos longo, tal o nível de conforto e segurança. Poltrona traseira diagonal à do motorista inclina até 43 graus, tem suporte integral para pernas, aquecimento nos apoios de braços e 14 atuadores para massagem nas costas. Além de cinto de segurança inflável, há algo como airbag de assento que limita, em caso de acidente, o corpo escorregar por baixo do cinto, mesmo que o passageiro esteja adormecido.

Entre as amenidades, sistema ativo de perfumar o habitáculo sem saturar o ambiente, comando de várias funções por meio de telefone inteligente ou tablete e duas mesas de apoio rebatíveis no console central traseiro, além de sistema de áudio com 24 alto-falantes e 1.540 W de potência.

Privilégios também na parte da frente, com duas grandes telas de 12,3 polegadas, uma delas só para o quadro de instrumentos. E mais segurança: os cintos afastam motorista e passageiro da direção do impacto frontal; freio de estacionamento é acionado em caso de iminente colisão traseira para minimizar o efeito chicote sobre a coluna cervical de todos os ocupantes.

Em estilo, manteve o caráter evolutivo, embora a grade frontal maior lhe dê personalidade. São só dois cm a mais de comprimento (versão de entre-eixos curto), mas “emagreceu” 100 kg. Coeficiente aerodinâmico surpreende – apenas 0,24 –, mas, em breve, alcançará 0,23 com um pacote opcional de menor consumo/emissões. Motores vão de 258 cv a 456 cv, já enquadrados na próxima e ainda mais rigorosa legislação europeia antipoluição.

RODA VIVA

ESTRATÉGIA clara das marcas francesas: antecipar os sedãs novos frente aos hatches. Substituto do C4 Pallas (nome vai mudar para Lounge ou outro, em estudo) chega logo no segundo semestre, seguido pelo sucessor do Logan, igual ao já disponível na Europa. Respectivos hatches, C4 e Sandero, só no início de 2014. Este último tem mais fôlego de vendas até lá.

REPOSICIONAMENTOS de preços continuam para defender posições de mercado. Toyota recheou versão intermediária do Corolla em tentativa de deter avanço do Civic. Já a Ford acrescentou ar-condicionado ao Ka, o que o tornou o mais barato modelo com esse equipamento entre automóveis pequenos. Veterano Mille retomou a coroa de nacional mais acessível por R$ 21.990.
Volkswagen/Divulgação
VOLKSWAGEN também mexeu no líder de vendas do mercado. Enquanto o todo novo subcompacto up! é esperado para início de 2014, a marca se defende das investidas dos rivais com Gol Rallye e Track, versões especiais de suspensões (mais) elevadas. Primeiro tem motor de 1,6 L e o segundo, de 1 L, ambos bem equipados. Preços puxados de R$ 48.580 e R$ 33.060, respectivamente.

LIFAN, marca chinesa agora divorciada do sócio brasileiro Effa, coloca suas apostas na montagem uruguaia do X60, SUV compacto anabolizado. Manteve a fórmula oriental de combinar máximo de recheio a preço baixo: R$ 52.777. Inclui até navegador GPS, além de material de acabamento longe do rústico. Estilo agrada e motor de 1,8 L/128 cv/16v está de bom tamanho.

SEGUNDO a Anfavea, mercado brasileiro é disputado por 1.220 modelos e versões de 54 marcas, entre nacionais e importadas (somados caminhões e ônibus, 62 marcas e 1.744 opções). Nesse nível de oferta, os dias de estoques em fábricas, importadoras e concessionárias terão que crescer para algo em torno de 30 a 35 dias.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Na eterna briga pela liderança, Volkswagen reforça a linha Gol com as versões Rallye e Track

Gol e Uno travam uma disputada batalha pela liderança de vendas do mercado brasileiro de carros, com vantagem praticamente constante do Volkswagen. Para não perder o reinado do seu hatch, a marca alemã reforça a linha 2014 do modelo com as versões "off-road" Rallye e Track, excelentes para as esburacadas ruas e estradas brasileiras. Mas, pelo que custam. será que elas compensam?

O Gol Rallye já é velho conhecido de todos. A versão agora ganha o visual da Saveiro Cross, com  grade em formato de colmeia, grandes faróis de neblina (de longo alcance) e com molduras nas caixas de roda. O visual ficou mesmo legal - considero o Rallye mais bonito já feito pela marca (não custa lembrar que esta linha de design fez a sua estréia na linha Gol com a "sacana" linha 2013 2). Mas, para conseguir enfrentar uma trilha leve e as lunares vias nacionais, a VW elevou a suspensão do modelo em 2,8 cm e o equipou com rodas de liga leve de 16", com pneus de uso misto (80% cidade e 20% terra). Adesivos exclusivos (e sem graça) completam as alterações estéticas.
Embora o preço pudesse ser mais baixo do que os R$ 45.850 sugeridos pela Volks, a lista de equipamentos é boa: freios com sistema ABS, airbag duplo, direção hidráulica, trio elétrico, defletor traseiro, sensor de estacionamento, pedaleiras de alumínio, coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, bancos com padrões de acabamento exclusivo, repetidores de luzes de direção nos retrovisores, ar-condicionado, antena no teto, banco do motorista com ajuste de altura, chave tipo canivete, desembaçador do vidro traseiro, destravamento interno elétrico do porta-malas, porta-revistas no encosto do banco do passageiro, pedais de alumínio, entre outros.

O modelo tem como opcionais o câmbio manual automatizado I-Motion, que faz o preço subir para R$ 48.580, além de volante multifuncional, rádio CD/MP3 Player com entrada USB, Bluetooth e interface para i-Pod e paddles shift (borboletas para as trocas de marcha no I-Motion).
O motor do Gol Rallye é o valente e ultrapassado 1.6 8V VHT Total Flex, da família EA 111, que desenvolve 104 cv de potência a 5.250 rpm e 15,6 mkgf de torque máximo a 2.500 rpm com etanol e 101 cv e 15,4 mkgf com gasolina, nas mesmas rotações.

Seguindo os passos da Fiat, finalmente a Volkswagen decidiu equipar a atual geração do Gol 1.0 com uma versão "aventureira", batizada de Track. A marca (assim como eu) não espera que o modelo enfrente nem trilhas médias, até por isso a VW o chama de "off-road light" - poderia ter até ido mais longe com "off-road mega light".
Assim como o irmão Rallye, o Gol Track recebeu alterações visuais, só que mais discretas: tem molduras nas caixas de roda, suspensão 2,3 cm mais alta e pneus de uso misto (175/70 R14), além de adesivos (sempre eles).

A ideia é atender ao consumidor que deseja um veículo popular mais completo e com apelo visual mais chamativo, sem se preocupar com o desempenho. Até porque, com um 1.0, desempenho ele não pode querer mesmo. Também da família EA 111, o motor do Gol Track desenvolve 76 cv a 5.250 rpm e 10,6 mkgf de torque a 3.850 rpm com etanol e 72 cv e 9,7 mkgf com gasolina, nas mesmas rotações.
Com o preço sugerido de R$ 33.060, o Gol Track vem equipado com faróis e lanternas de neblina, faróis duplos com máscara negra, lanternas escurecidas, airbag duplo, banco do motorista com regulagem de altura, freios ABS, direção hidráulica, desembaçador do vidro traseiro, quadro de instrumentos com molduras cromadas, abertura interna do porta-malas, retrovisores com comando interno, vidros dianteiros com acionamento elétrico, entre outros.

A lista de opcionais é composta pelos pacotes I-Trend (rádio CD/MP3 player com etrada USB, Bluetooth e interface para i-Pod, com 4 alto-falantes e 2 tweeters; volante multifuncional e I-System com ECO Comfort) e "Acesso completo" (travamento central com controle remoto, vidros elétricos traseiros, retrovisores com acionamento elétrico, chave tipo canivete, luzes de leitura dianteira e traseira e alarme), além de roda de liga-leve 14”, aquecimento, ar-condicionado e sensor de estacionamento traseiro. Ainda não consegui ver o valor do Track completo.
Fotos: Volkswagen/Divulgação
Compensam?
A expectativa da Volkswagen é que as duas novas versões respondam por até 13% do mix de vendas do Gol no Brasil, algo bastante aceitável. Sobre a pergunta que fiz no início, acho o seguinte:

Gol Rallye - Pensando por um lado, ele compensa, pois é mais barato, mais bem equipado e tem o mesmo desempenho do CrossFox. A "raposa aventureira" tem visual mais chamativo, mas seu preço sugerido de R$ 46.067, sem ar-condicionado (R$ 2.723) e sensor de estacionamento (R$ 747) - que elevariam o valor para altos R$ 49.537 -, não compensa se comparado ao Rallye. Por outro lado, o Gol não compensa tanto, pois alguns concorrentes, como o Fiat Uno Way 1.4, custam menos. Completo, com pintura sólida, como os valores dos Gols acima, o Uno sai por R$ 38.793; enquanto o Renault Sandero Stepway 1.6 16V manual, completo (com GPS no painel e pintura sólida), sai por R$ 44.840. Ainda assim, o Gol Rallye é uma opção válida e que deve ser considerada para quem busca um automóvel com este estilo.

Gol Track - Esta versão compensa se você gostar da linha Gol. Sem dúvida, ele é um veículo a ser lembrado na hora da compra de um 1.0 com aspecto mais aventureiro. Seu preço também poderia ser mais baixo, mas está mais próximo dos concorrentes. Usando o Uno novamente como parâmetro: Way 1.0 completo, com pintura sólida: R$ 35.538.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Será que o Honda Civic voltou de vez para a liderança do segmento de sedãs médios no Brasil?

Honda/Divulgação
A palavra consolidar tem como principais significados "tornar(-se) seguro, sólido, firme, estável" - de acordo com o dicionário online Michaelis. Com isso em mente, analisei os dados do mercado nacional de automóveis em abril e o acumulado do ano de 2013, segundo a Fenabrave, e notei que o Honda Civic, pelo segundo mês consecutivo, bateu o Corolla na liderança do segmento, ultrapassando o sedã médio da Toyota também no somatório de janeiro a abril. Mas podemos considerar que o Civic se consolidou na ponta?

A Toyota ainda afirma no comercial que o Corolla é o líder absoluto da categoria, como pude assistir ontem a noite na TV. Claramente este comercial (reproduzido abaixo) está ultrapassado e acho até que merecia uma mudança de texto. Mas tudo bem.


Mas é fato que, até o momento, o Civic lidera o segmento. Mas ainda acho cedo para afirmar que o modelo se consolidou na ponta, mas acredito que o Honda continuará à frente do Toyota em 2013. Além do visual mais novo, que não me agradou muito, mas que é claramente mais atual do que o Corolla (2014), a oferta do motor 2.0 16V flex ao Civic foi muito bem-vinda. Imaginem então quando a Honda reestilizar o Civic por aqui, o deixando com o design da versão norte-americana? Só mesmo a nova geração do Corolla para competir.

Em março, foram emplacadas 4.865 unidades do Civic, contra 3.658 unidades do Corolla. Em abril, o sedã da Honda foi responsável por 5.636 unidades emplacadas, contra 5.111 unidades do Toyota.

Emplacamento de sedãs médios de janeiro a abril de 2013 no Brasil (Fenabrave)
1. Honda Civic - 15.821 unidades
2. Toyota Corolla - 15.673 unidades
3. Chevrolet Cruze - 7.463 unidades
4. Renault Fluence - 5.033 unidades
5. Volkswagen Jetta - 3.979 unidades
6. Fiat Linea - 2.582 unidades
7. Mitsubishi Lancer - 2.326 unidades
8. Kia Cerato - 2.308 unidades
9. Nissan Sentra - 2.216 unidades
10. Peugeot 408 - 1.698 unidades
11. Hyundai Elantra - 1.242 unidades
Hyundai/Divulgação
i30 em queda livre
Se por um lado o Civic está buscando se consolidar na ponta do sedãs médios, na categoria de hatches médios o ex-líder i30 está descendo a ladeira. Responsável anteriormente por vendas vistosas, o modelo da Hyundai sofre com os absurdos preços cobrados pela Hyundai (e por alguns fatores externos, como impostos), e também com a oferta única do motor 1.6 16V flex, insuficiente para o veículo, já amargando a 6ª colocação no segmento. Veja:

Emplacamento de hatches médios de janeiro a abril de 2013 no Brasil (Fenabrave)
1. Ford Focus - 7.967 unidades
2. Chevrolet Cruze sport6 - 7.509 unidades
3. Volkswagen Golf - 4.187 unidades
4. Peugeot 308 - 3.733 unidades
5. Fiat Bravo - 3.380 unidades
6. Hyundai i30 - 3.180 unidades
7. Citroën C4 - 2.021 unidades
8. Nissan Tiida - 612 unidades

O mercado brasileiro já está dando o seu recado. Resta à marca coreana entendê-lo: i30 precisa custar (bem) menos e ter uma versão 2.0.

domingo, 12 de maio de 2013

Com atraso, câmbio Dualogic Plus chega ao novo Palio Essence e Sporting e ao Grand Siena Essence

Um ano depois de lançar a versão "Plus" do câmbio Dualogic, com a linha 2013 do hatch médio Bravo, agora é a vez da Fiat tirar o atraso e finalmente disponibilizar esta transmissão também para o Novo Palio, nas versões Essence 1.6 16V e Sporting 1.6 16V, e para o Grand Siena Essence 1.6 16V.

Se quem comprou um desses modelos com o câmbio Dualogic recentemente não vai gostar da novidade, quem ainda não fez a compra e quer adquirir um desses veículos vai ficar bem satisfeito. Isso porque a transmissão manual automatizada Dualogic Plus evoluiu. As trocas de marchas ficaram com trancos menores, gerando mais conforto interno.
O principal "Plus" do câmbio Dualogic são algumas novas funções. A proporciona manobras muito mais confortáveis e seguras, já que o sistema se encarrega, automaticamente, de mover lentamente o veículo, sem que o condutor acione o acelerador, como em qualquer modelo automático convencional.

Outra função é a Auto-Up Shift Abort, que, na teoria, é capaz de identificar o exato momento de uma retomada de velocidade e abortar, se for o caso, a troca para uma marcha superior, mantendo a rotação do motor elevada para disponibilizar mais torque e potência, garantindo uma retomada de velocidade mais eficiente.
Grand Siena Essence Dualogic Plus
A transmissão Dualogic Plus acrescenta R$ 2.333 ao preço das versões Essence e Sporting do novo Palio e Essence do Grand Siena. Entretanto, o consumidor é obrigado a pagar mais R$ 174 do piloto automático. Logo, o câmbio custa, na prática R$ 2.507.

Veja os preços das versões com pintura sólida equipadas apenas com o câmbio Dualogic Plus:

. Fiat Palio Essence 1.6 16V Dualogic Plus - R$ 40.617
. Fiat Palio Sporting 1.6 16V Dualogic Plus - R$ 42.527
. Fiat Grand Siena Essence 1.6 16V Dualogic Plus - R$ 44.567

Lançado com o finado Stilo há cinco anos, o câmbio Dualogic tem participação interessante nas vendas. Entre o mix de mercado, em média, 40% dos veículos vendidos sai de fábrica com este câmbio, o que comprova a aceitação dos clientes e a popularização do câmbio.
Palio Essence Dualogic Plus - Fotos: Fiat/Divulgação
Agora com o Novo Palio e Grand Siena a Fiat aumenta o acesso ao câmbio Dualogic Plus, que pode ser encontrado também na lista de opcionais dos veículos Fiat Bravo, Linea, Idea, Punto, Palio Weekend e Strada.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Aproveitando a alta das vendas, Hyundai aumenta os preços do HB20 mais uma vez! Haja lucro!

Um dos carros mais comentados na internet. Um modelo admirado pelos brasileiros, temido pelos concorrentes, e que foi (e é) o protagonista da primeira fábrica da Hyundai no Brasil, em Piracicaba (SP). Com vendas nas alturas no mercado nacional, o HB20 é um sucesso absoluto. E o que fazer quando isto acontece? Simples: aumentar os lucros! Como? Subindo os preços!

Foi exatamente isso que a Hyundai fez. Este é o segundo aumento de preços do HB20 desde o seu lançamento no país, em setembro do ano passado. A primeira elevação de valores aconteceu em janeiro deste ano, quando o IPI começou a subir - antes de ser congelado pelo Governo Federal até dezembro. Nesta época, a Hyundai subiu os preços do seu compacto mais do que deveria.
Agora, repetindo o que praticamente todas as montadoras fazem, pelo menos, uma vez por ano para os seus carros, a marca coreana reajustou os preços do HB20, que, infelizmente, ficou de R$ 295 a R$ 360 mais caro. Pode não parecer muito, mas, somando os aumentos desde o preço original do veículo, a diferença está ficando cada vez mais considerável.

19/09/2012
Hyundai HB20 1.0 Comfort: R$ 31.995
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus: R$ 33.995
Hyundai HB20 1.0 Comfort Style: R$ 37.995
Hyundai HB20 1.6 Comfort: R$ 36.995
Hyundai HB20 1.6 Comfort Plus: R$ 38.995
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style: R$ 42.995
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style Automático: R$ 45.995
Hyundai HB20 1.6 Premium Manual: R$ 44.995
Hyundai HB20 1.6 Premium Automático: R$ 47.995

04/01/2013 (volta do IPI)
Hyundai HB20 1.0 Comfort - R$ 32.935 (aumento de 2,94%)
Hyundai HB20 1.0 Comfort + Audio Hyundai - R$ 33.930
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus - R$ 34.995 (aumento de 2,94%)
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus + Audio Hyundai - R$ 35.990
Hyundai HB20 1.0 Comfort Style - R$ 39.095 (aumento de 2,9%)
Hyundai HB20 1.6 Comfort + Audio - R$ 38.930 (aumento: 5,23%)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Plus + Audio Hyundai - R$ 40.990 (aumento: 5,11%)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style - R$ 44.095 (aumento: 2,56%)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style Automático - R$ 47.295 (aumento: 2,83%)
Hyundai HB20 1.6 Premium Manual + Audio Hyundai - R$ 46.595 (aumento: 3,56%)
Hyundai HB20 1.6 Premium Automático + Audio - R$ 49.795 (aumento: 3,75%)

06/05/2013
Hyundai HB20 1.0 Comfort – R$ 33.295 reais (+ R$ 360)
Hyundai HB20 1.0 Comfort + Audio Hyundai - R$ 34.290 (+ R$ 360)
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus – R$ 35.295 reais (+ R$ 300)
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus + Audio Hyundai - R$ 36.290 (+ R$ 300)
Hyundai HB20 1.0 Comfort Style – R$ 39.395 (+ R$ 300)
Hyundai HB20 1.6 Comfort – (esta versão deixou de ser ofertada)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Plus + Audio Hyundai – R$ 41.290 (+ R$ 295)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style – R$ 44.395 (+ R$ 300)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style automático – R$ 47.595 (+ R$ 300)
Hyundai HB20 1.6 Premium + Audio Hyundai – R$ 46.895 (+ R$ 300)
Hyundai HB20 1.6 Premium automático + Audio Hyundai - R$ 50.095 (+ R$ 300)
A versão Comfort Plus 1.6, por exemplo, em cerca de 8 meses, ficou R$ 2.295 mais cara! Outro detalhe interessante é que os preços do pouco surpreendente "aventureiro" HB20X não subiram desde o seu lançamento, no final de janeiro deste ano. Qual seria o motivo? Provavelmente porque o modelo já é caro demais.

28/01/201306/05/2013
Hyundai HB20X 1.6 Style – R$ 48.755
Hyundai HB20X 1.6 Style automático – R$ 51.955
Hyundai HB20X 1.6 Premium + Audio Hyundai – R$ 51.255
Hyundai HB20X 1.6 Premium automático + Audio Hyundai - R$ 54.455

Repito: praticamente todas as marcas elevam os preços de seus modelos durante o ano, pelo menos, uma vez. Mas, como a Hyundai tem poucos veículos no Brasil se comparada a outros fabricantes, e, como o HB20 está em evidência, este aumento aparece muito!
Fotos: Hyundai/Divulgação

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Um dia, três carros. Qual tem o melhor câmbio: Fiat Bravo Dualogic, Freemont ou Volkswagen Jetta?

Há 15 dias, tive uma daquelas semanas em que todos dias de trabalho foram consideravelmente cheios. O pior deles foi a terça, que me fez chegar em casa destruído fisicamente e mentalmente. Mas este também foi o melhor dos dias, pois fui obrigado a me deslocar para um evento em outra cidade, o que me permitiu fazer alguns testes. Na ida, fomos de Volkswagen Jetta Comfortline Tiptronic. A volta foi dividida em dois carros: Fiat Freemont Precision e Fiat Bravo Absolute Dualogic Plus.

Uma semelhança entre eles: nenhum tinha o pedal de embreagem. Logo, entre os três, qual foi o mais confortável de rodar sem precisar trocar marchas?

Antes de responder, vale lembrar que os três veículos são de categorias diferentes: temos um sedã médio (Jetta), um hatch médio (Bravo) e um SUV (Freemont). Mas o objetivo aqui foi avaliar o funcionamento do câmbio e também da relação motor/câmbio e o conforto. Não levei em consideração preço e equipamentos - e citei o consumo do Jetta porque ele realmente me surpreendeu. Vamos aos resultados.
Fiat Bravo Absolute
3. Fiat Bravo Absolute Dualogic Plus 1.8 16V flex (R$ 62.530)
O Bravo foi o último carro do dia e, com as experiências recentes do Freemont e do Jetta, ficou fácil avaliá-lo. Na primeira arrancada foi possível me lembrar que eu estava num carro manual automatizado, e não num automático tradicional. Um pequeno solavanco aconteceu na troca da primeira para a segunda, fazendo com que os corpos dos dois ocupantes se movessem nitidamente.
Minha primeira impressão não foi das melhores. Entretanto, a partir daí, o Plus da transmissão Dualogic (que identifica a segunda geração do câmbio) demonstrou para que veio, fazendo o funcionamento ficar um pouco mais suave. Ainda assim, o câmbio hesitou em alguns momentos, ficando em dúvidas se deveria reduzir ou manter a marcha.

O casamento do motor 1.8 16V E.TorQ, que desenvolve 130 cv de potência e 18,4 mkgf de torque com gasolina e 132 cv e 18,9 mkgf com etanol, com a transmissão Dualogic Plus é o mais harmônico que a Fiat já conseguiu desde o lançamento do sistema com o finado Stilo.
Câmbio Dualogic Plus
A troca pelo paddle shift funcionou bem, mas foi bem inferior à do Jetta (e também à do Honda Civic). Embora não seja a minha primeira opção na categoria, o Bravo é um carro muito legal e a evolução do Dualogic Plus em relação ao Dualogic foi notável. Mas, de maneira geral, a experiência em conduzí-lo foi inferior à dos dois adversários aqui do post, mesmo com o propulsor 1.8 - que é melhor explorado com transmissão manual.
Fiat Freemont Precision leva até 7 ocupantes
2. Fiat Freemont Precision 2.4 16V a gasolina (R$ 93.160)
A versão Precision do Freemont é a mais refinada e conta com dois bancos extras, possibilitando que sete pessoas andem no SUV. E foi quase isso que aconteceu: rodamos com seis pessoas, divididas em 2 + 2 + 2. Andamos na cidade, no plano, em descidas (fortes e fracas), em subidas (fortes e fracas) e na estrada (pista dupla em condições ruins).

Notei algo logo na primeira subida íngreme: a falta de força do motor 2.4 16V a gasolina, que desenvolve 172 cv e 22,4 mkgf de torque - insuficientes para os 1.809 kg do modelo, mais o peso dos 6 ocupantes. Se o câmbio tivesse cinco ou seis marchas, a vida do Fiat (Dodge na verdade) ficaria bem mais fácil, já que a primeira poderia ser bem mais curta, aumentando consideravelmente a sua força de arranque. Mas, com apenas 4 velocidades, a transmissão deixa a desejar na hora de embalar o grandão.
Fotos do Bravo e do Freemont: Fiat/Divulgação
A sensação de rodar com um veículo deste peso e com o peso extra das 6 pessoas foi de que o propulsor 2.4 é "manco", ainda mais com a limitação das quatro marchas. A motorização até "se esforça", mas não consegue dar conta do recado como deveria, mesmo nos giros mais altos.

Isso foi também visível na estrada, quando um Palio 1.4, com apenas um passageiro, nos passou "sem tomar conhecimento", mesmo no momento em que o Freemont estava sendo acelerado durante uma retomada.
Faltam marchas para o câmbio do Freemont
Por outro lado, quando rodamos de forma tranquila na cidade, em ruas mais planas, as qualidades do câmbio apareceram, especialmente a suavidade nas trocas.

O Freemont é muito confortável. Em parte do trajeto fiz questão de ir no banco do fundo. Mesmo com os meus quase 2 metros de altura, consegui achar uma posição relativamente agradável, consegui colocar o cinto de três pontos sem problemas, não bati a cabeça no teto e meus joelhos, que ficaram em posição muito alta, não encostraram no banco da frente. Ainda assim, os dois bancos são mais adequados para quem tem até 1,85 m.
Volkswagen Jetta Comfortline 2.0 Tiptronic
1. Volkswagen Jetta Comfortline 2.0 8V flex Tiptronic (R$ 67.990)
Confesso que não esperava tanto do Jetta quando entrei no veículo. Mas foi ligar o carro e acelerar que o câmbio Tiptronic de seis marchas tornou o passeio muito mais agradável. Foram cerca de 45 km de diversão, na cidade e na estrada, alterando entre os modos automático e manual sequencial pelo paddle shift (borboletas atrás do volante).

As trocas eram mais eficientes do que as do Freemont e sem os trancos do Bravo. A suavidade também chamou a atenção, demonstrando, mais uma vez, que o conjunto de transmissão da Volkswagen é um dos melhores do Brasil.
Reprodução/Car.Blog
Por outro lado, o motor 2.0 8V flex, que desenvolve 116 cv de potência e 17,7 mkgf de torque com gasolina e 120 cv e 18,4 mkgf com etanol, não acompanha a eficiência do câmbio. Uma pena mesmo! Não é que o propulsor seja ruim; pelo contrário; ele é bastante honesto. Mas, com um câmbio tão bom quanto o Tiptronic, fica sempre o sabor de quero mais e a sensação de que alguma coisa está faltando.

Em rotações mais altas, o motor se tornou um pouco ruidoso e perdeu fôlego - algo que eu já esperava pelo fato dele ser 8V e de não ter tanta potência. A grata surpresa foi a média de consumo. O responsável pelo veículo confirmou o número, que eu achei muito bom, mas otimista demais: 9,5 km/l na cidade com gasolina. Na estrada, números "mais esperados", com a média ficando entre 12,5 km/l e 13,5 km/l.
Com 6 marchas, câmbio Tiptronic foi disparado o melhor entre os três avaliados - Reprodução/Car.Blog
Conclusão
Mesmo com um motor 2.0 que não empolga, o Tiptronic deu a vitória neste pequeno comparativo ao Jetta. Ele tem, disparado, o melhor câmbio entre os três carros avaliados. O Freemont ficou em segundo. Seu câmbio é bom, mas as quatro marchas se mostraram inadequadas para um veículo tão pesado e com um motor que trabalha sempre no limite. Já o Bravo tem uma motorização muito interessante e sua transmissão Dualogic Plus evoluiu bastante. Ainda assim, ela não é tão boa quanto à dos dois adversários.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Peugeot e Citroën preparam uma grande melhoria para seus carros - finalmente!

308 2.0 terá câmbio automático de seis marchas
Não é de hoje que convivemos com a ultrapassada e problemática transmissão automática de quatro velocidades da PSA - Peugeot Citroën - curiosamente batizada de “Tiptronic system Porsche”. Há muito tempo, modelos como 307, 308, 307 Sedan, 408, C4, C4 Pallas, Xsara Picasso, entre outros vêm sofrendo com o alto consumo, desempenho travado e excesso de manutenção (da caixa) do câmbio automático. Mas, no segundo semestre deste ano, a história, finalmente, deve mudar.

De acordo com a revista Car and Driver, a partir da linha 2014, que está prevista para chegar às concessionárias em setembro, os Peugeot 308 e 408 passarão a usar a transmissão automática de seis marchas que já equipe o crossover 3008 e os 308 e 408 1.6 16V THP (turbo). Com isso, temos a promessa de menos trancos, maior conforto, melhor consumo de combustível e melhoria no desempenho.

Quando o 308 foi lançado, a Peugeot explicou que o conjunto da transmissão automática foi revisado para melhorar o desempenho, algo praticamente imperceptível aos ex-donos do 307 2.0 aut (aqui e aqui). Segundo a marca, o percentual de clientes interessados no câmbio automático fica na casa de 35%.
Ultrapassado câmbio “Tiptronic system Porsche”, de apenas quatro marchas, está com os dias contados
Se tudo for mesmo confirmado, definitivamente será uma adição e tanto para a linha Peugeot no Brasil - e também para a Citroën, também num futuro próximo.

Veja as versões dos dois Peugeot que devem se beneficiar com a transmissão automática de seis marchas do 3008:

Peugeot 308 Allure 2.0 automático - R$ 60.990
Acendimento automático dos faróis, airbags frontais (motorista e passageiro), apoios de braço individuais nos bancos dianteiros, ar-condicionado automático digital bi-zone com saída de ar traseira, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, comando de rádio na coluna de direção, computador de bordo, faróis de neblina dianteiros, freios ABS + AFU (auxílio a frenagem de urgência) + REF (repartidor eletrônico de frenagem), iluminação "lead me to the car" (acendimentos dos faróis por um tempo determinado), limpador de pára-brisa automático com sensor de chuva e indexado à velocidade, iluminação ''Follow me home'' (acendimentos dos faróis por um tempo determinado), pára-brisa acústico, piloto automático (regulador de velocidade) e limitador de velocidade; retrovisores externos elétricos, rodas de liga leve 17" (Stromboli), vidros elétricos dianteiros e traseiros, sequenciais e com sistema antiesmagamento, volante revestido em couro, conexão bluetooth para celular, audio streaming; conexão USB para iPod/MP3 player e entrada auxiliar; e rádio CD/MP3 player.

Peugeot 308 Feline 2.0 automático - R$ 66.990
2 airbags de cortina (motorista e passageiro, dianteiro e traseiro), 2 airbags laterais (motorista e passageiro), airbags frontais (motorista e passageiro), acendimento automático dos faróis, alarme, apoios de braço individuais nos bancos dianteiros, ar-condicionado automático digital bi-zone com Saída de ar traseira, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, comando de rádio na coluna de direção, computador de bordo, controle eletrônico de estabilidade (ESP) e Controle de Tração (ASR), faróis de neblina dianteiros, freios ABS + AFU (auxílio a frenagem de urgência) + REF (repartidor eletrônico de frenagem); iluminação "lead me to the car" (acendimentos dos faróis por um tempo determinado), limpador de pára-brisa automático com sensor de chuva e indexado à velocidade, iluminação ''Follow me home'' (acendimentos dos faróis por um tempo determinado), luzes diurnas de LED (Day Running Light), rára-brisa acústico, pedais em alumínio, piloto automático (regulador de velocidade) e limitador de velocidade; retrovisores externos elétricos, retrovisores rebatíveis eletricamente, rodas de liga leve 17" (Stromboli), sensor de estacionamento (traseiro), soleira de porta cromada, teto panorâmico de vidro (CIELO), vidros elétricos dianteiros e traseiros, sequenciais e com sistema antiesmagamento; volante revestido em couro, conexão bluetooth para celular, audio streaming; conexão USB para iPod/MP3 player e entrada auxiliar; e rádio CD/MP3 player.
Peugeot 408 2.0 será um dos grandes beneficiados pela nova transmissão automática de seis marchas
Peugeot 408 Allure 2.0 automático - R$ 61.490
Airbags frontais (motorista e passageiro), apoios de braço individuais nos bancos dianteiros, ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura manual, bluetooth viva-voz para celular, acoplado ao som e streaming; coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, comando de rádio na coluna de direção, computador de bordo, direção eletro-hidráulica, entrada USB para som, faróis de neblina dianteiros, freios ABS + AFU (auxílio a frenagem de urgência) + REF (repartidor eletrônico de frenagem), piloto automático e regulador de velocidade, rádio CD/MP3 player, rodas de liga leve 16", vidros elétricos dianteiros e traseiros, sequenciais e com sistema antiesmagamento; e volante revestido em couro.

Peugeot 408 Feline 2.0 automático - R$ 65.690
2 airbags de cortina (motorista e passageiro, dianteiro e traseiro), 2 airbags laterais (motorista e passageiro), airbags frontais (motorista e passageiro), acendimento automático dos faróis, alarme, apoios de braço individuais nos bancos dianteiros, ar-condicionado automático digital bi-zone com saída de ar traseira, banco do motorista com regulagem de altura manual, bluetooth viva-voz para celular, acoplado ao som e streaming; coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, comando de rádio na coluna de direção, computador de bordo, controle eletrônico de estabilidade (ESP), direção eletro-hidráulica, entrada USB para som, faróis de neblina dianteiros, freios ABS + AFU (auxílio a frenagem de urgência) + REF (repartidor eletrônico de frenagem), limpador de pára-brisa automático com sensor de chuva e indexado à velocidade, piloto automático e regulador de velocidade, rádio CD/MP3 player, retrovisor interno eletrocrômico, revestimento dos bancos em couro, rodas de liga leve 17", sensor de estacionamento (traseiro), soleira de porta cromada, teto solar elétrico com fechamento automático no telecomando da chave; vidros elétricos dianteiros e traseiros, sequenciais e com sistema antiesmagamento; e volante revestido em couro.
Painel do 408 é atrativo
Peugeot 408 Griffe 2.0 automático - R$ 70.690
2 airbags de cortina (motorista e passageiro, dianteiro e traseiro), 2 airbags laterais (motorista e passageiro), airbags frontais (motorista e passageiro), acendimento automático dos faróis, alarme, apoios de braço individuais nos bancos dianteiros, ar-condicionado automático digital bi-zone com saída de ar traseira, banco do motorista com regulagens elétricas, bluetooth viva-voz para celular, acoplado ao som e streaming; coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, comando de rádio na coluna de direção, computador de bordo, controle eletrônico de estabilidade (ESP), direção eletro-hidráulica, entrada USB para som, faróis de neblina dianteiros, faróis de Xenon autodirecionais, freios ABS + AFU (auxílio a frenagem de urgência) + REF (repartidor eletrônico de frenagem), limpador de pára-brisa automático com sensor de chuva e indexado à velocidade, navegador GPS integrado ao painel e escamoteável eletronicamente, piloto automático e regulador de velocidade; rádio CD/MP3 player, retrovisor interno eletrocrômico, revestimento dos bancos em couro, rodas de liga leve 17", sensores de estacionamento dianteiro e traseiro; soleira de porta cromada, teto solar elétrico com fechamento automático no telecomando da chave, vidros elétricos dianteiros e traseiros, sequenciais e com sistema antiesmagamento; e volante revestido em couro.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Alta Roda - Opulência chiensa

Como tudo na China é grandioso, o Salão do Automóvel de Xangai, maior cidade do país mais populoso, não poderia ser diferente. A começar pelo número de marcas locais desconhecidas no mundo ocidental e focadas no mercado local. Apenas para citar algumas: Baojun, Bestern, Dongfeng, Emgrand, Englon, GAC, Haima, Haval, Hauwtai, Icona, Oley, SouEast, Zinoro e Zotye. Na maioria dos estandes as informações se limitavam a folhetos em chinês e sem informações em inglês para imprensa estrangeira. A exposição termina na 2ª. feira, dia 29.
Reprodução/Physis SDA
Explosiva demanda na China – vendas crescerão 7% este ano para em torno de 20 milhões de veículos leves e pesados, cinco vezes mais que o Brasil – leva a situações inusitadas. Numa tentativa de controlar a procura e a nuvem de smog que envolve Xangai, leiloam-se placas para carros novos e podem alcançar até U$14.000/R$ 28.000. Por isso modelos pequenos e baratos não compensam tal investimento. Quem tem dinheiro quer conforto e mesmo automóveis médio-grandes contam com versões de entre-eixos alongados.

Além de o mercado chinês ser o maior do mundo, até 2020 deve alcançar 2,7 milhões de carros de luxo por ano, o que desbancaria também os EUA nesse segmento de topo. Portanto, soa natural eleger o Salão de Xangai para lançamentos como revitalização do Porsche Panamera, novo Maserati Ghibli ou Lamborghini Aventador 720-5, edição especial de 50 anos da marca. São lá as estreias do sedã A3 e dos conceituais crossovers (quase prontos) BMW X4, Mercedes-Benz GLA, este candidato à produção no Brasil, e Citroën DS4 X, apelidado de Wild Rubis por sua cor especial.

Para compensar os 17 novos produtos que a GM lançará este ano, além da tradicional ofensiva da VW que lidera entre automóveis, a Ford apresenta o carro-conceito Escort, originado de um Focus sedã anabolizado, específico para o mercado local. Honda exibiu o Crider, evolução do conceito C, mais próximo da nova geração do Civic que chega em quatro anos. Curioso é reestreia de uma marca americana de carro elétrico, Detroit Electric, que já produziu esse tipo de veículo de 1907 a 1939 (apenas 13.000 unidades).

Chinesas que constroem fábricas de automóveis no País também apresentam novidades. JAC A20, equivalente ao hatch J3, mostra dimensões semelhantes ao futuro modelo a ser feito em Camaçari (BA). Mas o carro será específico para o Brasil, inclusive versão sedã Turin, em estratégia semelhante à Hyundai Brasil com o HB20. Já o sedã A30 será importado em 2014, como J4. No total, há cinco lançamentos da marca e três modelos-conceito.

Chery também tem novidades. Além do novo QQ, subcompacto que será produzido em Jacareí (SP), ao lado do Celer, apresenta dois protótipos Alfa 7 (sedã) e Beta 5 (SUV), além do modelo futurístico @Ant.

RODA VIVA
Ford/Divulgação
CONFORME esperado, novo Fiesta, alinhado ao modelo europeu e início de produção apenas seis meses depois, começa a ser vendido em maio sem motor de 1 litro, inicialmente (depois chegará o 3-cilindros). Compacto estreia motor de duplo comando de válvulas variável, 1,5 litro/115 cv, nas versões mais baratas, e 1,6 litro/130 cv. Ambos dispõem da maior potência específica do mercado e partida sem gasolina em dias frios, ao usar etanol.

CONSUMO em cidade/estrada, com 130 cv e câmbio manual: 1 L/7,9 km e 1L/9,9 km (etanol) e 1L/11,4 km e 1L/13,9 km (gasolina). Com 115 cv: 1 L/7,8 km e 1L/9,6 km (etanol) e 1L/10,8 km e 1L/13,7 km (gasolina). Na média, motor mais potente é mais econômico, ao contrário do ocorrido no passado.
Ford/Divulgação
PREÇOS partem de R$ 38.990, pouco abaixo da maioria dos concorrentes de peso, e sobem até R$ 54.990, na versão Titaniun, que inclui sete airbags e câmbio automatizado de embreagem dupla, seis marchas. Ford investiu, ainda, em segurança ativa ao adicionar, aos modelos de maior cilindrada, controle eletrônico de trajetória e tração.

FIESTA apresenta, agora, estilo marcante: adotou nova grade frontal de identidade da marca e manteve tradicionais lanternas traseiras elevadas para melhor visibilidade. Interior também é novo e se nivela aos compactos “premium” do mercado brasileiro. Por enquanto, conviverá com Fiesta Rocam que continua com motor de 1 litro e preço menor.
Volkswagen/Divulgação
SAVEIRO recebeu mesma frente de Gol e Voyage, na linha 2014. Assim tem condições de avançar em participação de mercado frente à líder Strada, que apresenta linhas já cansadas, mas não a ponto de lhe tomar a dianteira. Faltam motor mais forte (continua o de 1,6 l/104 cv como única e incômoda oferta) e preço competitivo, apesar de conjunto tecnicamente superior e estilo mais atual. Começa em R$ 33.490 (cabine simples) e R$ 36.610 (cabine estendida).

VERSÃO Cross, da picape compacta da VW, é a mais equilibrada do segmento. Combina tradicional espírito aventureiro, sem resvalar para o exagero e gosto duvidoso. De novo, seu preço atrapalha ao iniciar em R$ 48.990. Evolução em relação à Saveiro anterior aparece, com nitidez, exatamente nessa versão.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Com personagens reais da Corrida Maluca, Peugeot inova e diverte em comercial do novo 208

A Peugeot acaba de lançar na TV, revistas, jornais e na internet a campanha do 208, o último lançamento da marca no Brasil. Diferente da Mercedes-Benz e seguindo os passos mais recentes da Volkswagen (aqui e aqui), a marca francesa acertou em cheio no comercial, colocando o seu novo compacto premium para disputar uma prova da Corrida Maluca, desenho animado da Hanna-Barbera muito querido e lembrado pelos brasileiros.

A criatividade realmente diverte. Na versão topo de linha, Griffe 1.6 16V, o 208 entra numa corrida cheia de confusões causadas especialmente pela Máquina do Mal, dirigida pelo eterno vilão Dick Vigarista (e seu fiel escudeiro Mutley).
Quase todos os personagens estão lá: o Carro de Pedra, pilotado pelos Irmãos Rocha; o Cupê Mal-Assombrado, pilotado pelos Irmãos Pavor; a Lata Voadora, um carro-avião vermelho pilotado pelo Barão Vermelho; o Carro Tanque, um híbrido entre tanque e jipe pilotado pelo Sargento Bombarda e pelo Soldado Meekley; o Carro-à-Prova de Balas, conduzido pela Quadrilha de Morte; e o Carrão Aerodinâmico, um dragster pilotado por Peter Perfeito.

Ficaram faltando o Carro-Tronco, pilotado por Rufus Lenhador e pelo seu escudeiro, o castor Dentes-de-Serra; carro Cheio-de-Truques, guiado pelo Professor Aéreo; e a Carroça a Vapor, conduzida pelo agricultor Tio Tomás e pelo covarde urso Chorão.
Penélope Charmosa
Nem os atributos especias de cada carro da Corrida Maluca foram suficientes para superar o 208, que abusou das suas "armas" para vencer: desempenho do motor 1.6 16V (115/122 cv), direção elétrica, freios ABS, paddle shift (associado ao ultrapassado e decepcionando câmbio automático de quatro marchas), teto panorâmico e GPS integrado ao painel.

E claro, a delicada Penélope Charmosa também está presente, sendo conquistada pelo 208 (e seu motorista) no final.

Assista ao comercial

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Fotos: Peugeot/Divulgação

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Chega de Gol G4 e Blazer! Polícia brasileira se renova no combate ao crime! Fiat Freemont aguenta o tranco?

Reprodução/Adrenaline
Durante muito tempo, a polícia brasileira usou veículos com duas características específicas para combater o crime: robustez e durabilidade - os verdadeiros "pau para toda obra". Os símbolos desta frota eram os Volkswagen Gol (até a geração "G4") e Parati e, especialmente, o Chevrolet Blazer (camburão).

Com o avanço e desenvolvimento da nossa indústria, o mercado nacional passou a construir mais carros com estas duas características, mas que iam além, sendo também confortáveis e, em vários casos, até bonitos. Por causa disso, por que insistir em modelos defasados, com voltante torto, bancos desconfortáveis, ergonomia ruim e outros problemas?
Reprodução/GTPlanet
Embora a frota policial em várias municípios ainda seja composta por carros antigos e ultrapassados, como os dois que citei, atualmente os "homens da lei" em diversas cidades também exercem suas funções à bordo de vários veículos com projetos bem mais novos. Vejam alguns exemplos.

Temos os Volkswagen Fox e Gol (G5), o Fiat Uno e o Renault Sandero entre os hatches que já rodam pelo país, assim como a picape Nissan Frontier. Chevrolet S10 e Ford Ranger apareceram com "uniforme policial" numa feira de segurança Interseg, realizada em São Paulo em 2012.

A lista de sedãs é grande, por isso vou citar os Renault Logan e Fluence, que fazem parte da frota policial brasileira em alguns estados, e o Peugeot 408 e o Ford New Fiesta Sedan, que também apareceram na feira  - não entendo direito este este último: embora seguro, seu espaço interno é bem limitado (especialmente atrás).

O feioso Chevrolet Spin também já virou policial na Interseg e tem tudo para assustar os criminosos. Nas cidades costeiras temos ainda o Troller T4 patrulhando as praias, como no litoral do Ceará. A polícia também roda com SUVs como Ford EcoSport e Renault Duster.

Sei que existe muitas outros automóveis e utilitários que compõe a frota da polícia brasileira. Mas, entre os veículos levantados durante a a pesquisa que fiz, com o apoio do internauta Márcio, o que mais chamou a minha atenção foi o Fiat Freemont. Importado, com desempenho fraco e beberrão, o modelo é um verdadeiro luxo para rodar nas cidades pelo país. Realmente acho que a polícia merece ter carros confortáveis, seguros, robustos, duráveis e econômicos, mas um Freemont parece ter sido uma escolha inadequada - ou será que o modelo italiano também é um verdadeiro "pau para toda obra"? Pelo menos a adaptação para a Interseg ficou legal.

Veja nas fotos abaixo alguns veículos preparados para a polícia, exibidos numa feira de segurança realizada em São Paulo no ano passado.










Fotos: Reprodução/R7