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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Renault lança Symbol 2013 que está bem próximo de atingir a sua maturidade

No início desta semana, eu estava lendo no De 0 a 100 exatamente sobre o lançamento do Renalt Symbol, em 2009. Na época eu disse que o carro era bom, mas que poderia ser melhor. E acho que a Renault chegou quase à maturidade com o seu sedã.

Isso porque ele passa a ser vendido apenas na versão Privilège, com um único pacote de opcionais, por um preço competitivo: R$ 37.390 (com a redução do IPI) - o mesmo carro na linha 2012 custava R$ 41.660. O motor é o velho conhecido 1.6 16V Hi-Flex, que desenvolve 110 cv de potência e 15,2 mkgf de torque com gasolina e 115 cv e 16 mkgf com etanol. O Symbol continua com excelente espaço no porta-malas (506 litros ) e com a boa garantia de 3 anos (ou 100.000 km - o que acontecer primeiro).
Além destas características e do bom desempenho, a Renault tenta compensar o fraco espaço interno, a pouquíssima popularidade e a alta resistência ao seu sedã com um bom pacote de equipamentos de série. O Symbol 2013 sái da fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, na Argentina, equipado com ar-condicionado, direção hidráulica com volante regulável em altura, vidros elétricos dianteiros, computador de bordo, sensor de estacionamento, travas elétricas nas portas e no porta-malas com acionamento na chave, sistema de travamento automático, airbag duplo, rodas de liga leve de aro 15” faróis de neblina com máscara cromada; volante e manopla da alavanca de câmbio revestidos de couro, bancos com revestimento em veludo e detalhes de acabamento aluminizado;entre outros itens.

O único pacote de opcionais é o "Pack", vendido por R$ 2.060, que acrescenta ar-condicionado digital, retrovisores externos na cor da carroceria e com regulagem elétrica, termômetro indicador da temperatura externa e freios ABS com EBD (distribuidor eletrônico de força de frenagem). Completo, com a redução do IPI, o Renault Symbol 2013 custa R$ 39.450.
Ar-condicionado digital é item opcional
Ficou faltando um tapa visual, especialmente na dianteira. As linhas do Symbol não são feias, mas já estão bem datadas!

Déjà vu
A estratégia adotada pela Renault não é inédita. A marca fez o mesmo com a perua Grand Tour, derivada do falecido Megane.

Com o retorno do IPI, o Symbol 2013 subirá para cerca de R$ 40.000 básico e R$ 42.200 completo. O sedã da Renault realmente evoluiu e se torno uma opção ainda mais atraente no mercado.
No banco traseiro faltam cinto de três pontos e apoio de cabeça para quem vai no meio
Mas, para chegar ao pico da sua maturidade, penso que o Symbol deveria custar cerca de R$ 38.000 completo (com o IPI normal - R$ 35.400 com o imposto reduzido), num pacote unico, com câmbio manual de cinco marchas. O único opcional seria o a transmissão automática (poderia ser de quatro velocidades mesmo), elevando o preço do Renault para cerca deR$ 40.000. Dessa forma, o sedã francês teria tudo para ganhar um (pequeno) lugar no coração dos brasileiros, subindo para umas 800 unidades emplacadas por mes.

Janeiro a julho - 2012 (Fenabrave)
Renault Symbol - 3.729 unidades emplacadas (532 unidades em média por mês)

Leia também o Duelo entre o Renault Symbol (2012) e o Nissan Versa!
Fotos: Renault/Divulgação

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Muitos nomes podem fazer uma confusão danada

Você chega na concessionária e diz ao vendedor: "estou aqui para comprar um Fiat Palio Weekend Adventure Locker 1.8 E.TorQ Dualogic". É um nome realmente longo para um carro. O que aconteceu com "quero comprar uma Fiat Elba S"? Antes era simples assim. Hoje vivemos num mundo com profusão de marcas e nomes.
Usei a Fiat apenas para ilustrar os extremos, já que outras marcas também exageram no comprimento dos nomes e dos "adereços" dos veículos. Veja a GM, que vende o Chevrolet Meriva Premium 1.8 Flexpower Easytronic. Tudo bem que o Flexpower não aparece no nome oficial, mas fica exposto na traseira do veículo.

Temos ainda mais exemplos de nomes longos, como Volkswagen Polo Sedan Comfortline I-Motion 1.6 VHT (Total Flex) e Renault Mégane Grand Tour Dynamique 1.6 16V Hi-Flex.

O nome longo pode realmente causar uma confusão na cabeça das pessoas. Vamos novamente ao primeiro modelo citado no post. "Adventure" é até passível de entendimento, pois está ligado a palavra "Aventura". Mas será que o consumidor comum, que pouco se importa com detalhes do carro, vai entender o que significam "E.TorQ", "Locker" e "Dualogic"? O mais provável é que ele se confunda com tantos nomes. Talvez ele até se sinta intimidado, o que pode atrapalhar na escolha e compra do automóvel

Até entendo que a Fiat queira "vender"também suas tecnologias. Para quem não se lembra, "Locker" se refere ao bloqueio eletrônico do diferencial dianteiro; "E.TorQ" se refere à nova linha de motores da FPT (Fiat Powertrain Technologies); enquanto "Dualogic" é o nome do câmbio manual automatizado comercializado pela marca italiana como automático. Mas vender um único modelo com tantos nomes é complicado. Quase precisamos de uma legenda.

Fiat - Marca
Palio - Modelo
Weekend - Carroceria perua (station wagon)
Adventure - Versão
1.8 - Cilindrada do motor
E.TorQ - Nome do motor
Locker - Possui bloqueio eletrônico de diferencial (vendido atualmente como opcional)
Dualogic - Equipado com câmbio manual automatizado que permite trocas de marcha automáticas

Vendo isso até sinto saudade dos carros mais antigos. Que tal comprar um Chevrolet Omega CD, ou um Fiat Tempra 16V, ou um Volkswagen Gol GTI, ou um Ford Escort XR3? É inegável que a simplicidade, no mínimo, aparenta ser bem mais amigável na hora de escolher (e comprar) um carro.

O mercado nacional ainda tenha vários modelos com nomes curtos e mais charmosos hoje - isso é fato. Mas será que a profusão de nomes e marcas (de tecnologias) é mesmo uma tendência? Espero que não.
(foto: Fiat/Divulgação)
Atualização (02/05/2011)
Imaginem quando o motor E.TorQ evoluir para Multiair? Mais um nome para a salada da Fiat.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Mégane, 307 Sedan e Stilo vão deixar saudades?

O fim do ciclo de vida de um veículo é sempre muito triste, especialmente se ele foi um sucesso de vendas e marcou o coração de muitos apaixonados por automóveis. Por outro lado, a aposentadoria de alguns carros é comemorada quase como a conquista de um título do seu clube de coração.

Em 2010, três carros bastante conhecidos estão dizendo adeus ao mercado nacional. Mas o fato do trio ser conhecido não significa que eles foram populares. Fiat Stilo, Renault Mégane e Peugeot 307 Sedan nasceram para brilhar, mas nunca passaram de meros coadjuvantes de seus respectivos segmentos.
Sedãs
A dupla francesa sofreu com os japoneses Honda Civic e Toyota Corolla, além de tomarem uma canseira do Chevrolet Vectra. Nem em seus respectivos lançamentos eles conseguiram, de alguma forma, brigar pela liderança do segmento de sedãs médios. A dupla ainda viu outro francês, o C4 Pallas, fazer mais sucesso do que eles.
Mesmo com o visual moderno e ousado, o Mégane sofreu com a "cara de tiozão", impactada, mesmo que sem a intenção, pela sua estratégia de marketing de lançamento. Além disso, a Renault colocou o carro no mercado na sua versão de entrada, o que não costuma dar certo. É sempre melhor lançar a versão topo de linha, com a motorização maior, para, então, lançar as versões mais simples. Falando nisso, no Brasil, o sedã da Renault teve motores 1.6 16V flex e 2.0 16V a gasolina, principalmente nas versões Expression, Dynamique e Privilege.
O Mégane tem bom acabamento (embora um pouco simples para o segmento), espaço interno interessante e algumas soluções que considero atraentes (embora polêmicas), como o freio de mão “tipo avião” e o cartão para dar partida. Sempre gostei do modelo equipado com motor 2.0 e câmbio manual de seis marchas, mas nunca gostei do seu preço.

Já o 307 Sedan nasceu derivado do irmão hatch, que sempre teve o visual atraente. E foi exatamente o design que derrubou o sedã médio da marca do leão. Dianteira e traseira nunca se entenderam, mesmo com as alterações efetuadas pela Peugeot.
Assim como o Mégane, o 307 Sedan tem sempre foi vendido com as motorizações 1.6 16V flex e 2.0 16V, com a diferença que, o segundo, virou flex depois de algum tempo. O Peugeot já foi encontrado em diversas versões de acabamento, como Presence, Feline e Griffe.
Espaço interno e boa posição de dirigir sempre foram os grandes destaques do 307 Sedan, assim como a boa capacidade do porta-malas. Mas o carro sofreu desde o primeiro dia de Brasil com uma forte rejeição do público, o que aumentou bastante a sua desvalorização.
Fico com a impressão de que a Peugeot aprendeu mais com os erros do 307 Sedan do que a Renault com o Mégane. Mas tanto o 408 Sedan, quanto o Fluence, têm muito mais chance de sucesso no mercado brasileiro do que seus antecessores, mesmo com concorrentes tão fortes atualmente, sem contar os que ainda estão por vir.

Hatch
Já o Stilo nasceu para ser o "anti-Golf", mas conseguiu apenas ser a "sombra do Golf" em todos os mercados onde eles se enfrentaram. Por aqui, o modelo da Fiat chegou quando a geração 4 do Golf já estava nas lojas; e o italiano morre com a mesma geração 4 (tudo bem, 4,5) do Volkswagen nas lojas - uma vergonha para a Volks. Os dois se concentraram tanto no rival que nem viram primeiro, o Chevrolet Astra virar líder incontestável da categoria; e, depois, o Hyundai i30 assumir a ponta; e, atualmente, a crescente do Ford Focus.
O Stilo já foi equipado com motores 1.8 8V (a gasolina e flex), 1.8 16V (a gasolina), 2.4 20V (a gasolina).  Foram tantas versões que fica até difícil listá-las, mas vale lembrar a Sporting, Schumacher e Abarth.

Quando chegou às concessionárias da Fiat de todo Brasil, o Stilo chamava a atenção pelo bom espaço interno; o sistema NGI (Next Generation Interior), que aumentava a versatilidade e o conforto do banco traseiro; teto solar Sky Window (belo, inovador e CARO); e o ar-condicionado digital Dual Temp.
Mesmo com muitas qualidades, sinto que o Stilo nunca teve personalidade forte. Veja o Bravo, por exemplo, que acabou de ser lançado e já é muito mais marcante. O Stilo também sempre foi carente de um “coração mais apimentado”. Como disse o meu amigo: o Stilo é uma "comida que mata a fome, mas não é gostosa". O motor 1.8 16V ficou pouco tempo no mercado e demorava para animar. O 2.4 20V andava muito, mas o preço da sua manutenção era um absurdo.
Já o propulsor 1.8 8V, que está com o hatch médio desde seu lançamento,  mesmo com os ganhos de potência com a tecnologia flex, nunca foi um primor de desempenho e consumo. Já imaginaram, por exemplo, o Stilo 1.8 16V E.TorQ? Uma pena que nunca veremos esta opção nas ruas. Uma pena não! Ainda bem que nunca veremos, pois logo (1º de dezembro de 2010) teremos o Bravo entre nós. (fotos: Renault/Divulgação, Peugeot/Divulgação e Fiat/Divulgação)

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Renault Mégane, o que fazer?

Renault Mégane. Sempre que estive com o carro, ele me chamou a atenção pelo espaço, boa posição de dirigir e acabamento. O visual também me agrada (até hoje), assim como o desempenho da versão com motor 2.0 16V (o 1.6 16V "dá apenas para o gasto"). Com os (poucos) donos que tive a oportunidade de conversar sobre o sedã francês, só ouvi elogios. Mas então fica a dúvida: por que o Mégane não vende?

Entenda um pouco o mercado de sedãs médios. O Civic é o líder absoluto da categoria, com 67.705 unidades vendidas em 2008 e 17.626 carros comercializados nos primeiros quatro meses de 2009. O segundo colocado, que as vezes incomoda o líder, é o Toyota Corolla, responsável por 45.642 unidades em 2008 e 14.999 na soma de janeiro, fevereiro, março e abril de 2009.
O Mégane fechou 2008 em quinto lugar do ranking, com 8.932 unidades vendidas, atrás também de Chevrolet Vectra e Citroën C4 Pallas. Em 2009, o sedã da Renault está em 11º, com apenas 1.374 carros emplacados. Na frente dele estão os quatro acima já citados, além de Linea, Sentra, Focus Sedan, Bora, 307 Sedan e até mesmo o Jetta, que é mais caro (e carro).

No melhor mês de Mégane em 2008, foram emplacados 960 carros (setembro) e, em 2009, 502 unidades (janeiro). Veja o comparativo com os sedãs da Honda e da Toyota: foram vendidos 6.798 Civics em dezembro de 2008 e 5.124 em janeiro de 2009; já o Corolla foi responsável por 6.173  carros em dezembro e 5.094 unidades em março de 2009.

Mas o que fazer??
Chega de números. O que a Renault pode fazer então para alavancar as vendas do Mègane? O modelo já deveria ter motor 2.0 16V flex há muito tempo. Além de possibilitar ao dono escolher entre álcool, gasolina ou a mistura dos dois combustíveis, o fato dele ser flex acaba valorizando o modelo na revenda - no atual cenário de veículos semi-novos no Brasil. E vale lembrar que a maioria dos os concorrentes já tem propulsores bicombustível.
Outra coisa que ajuda, mas apenas temporariamente, são as séries especiais limitadas, como a Extreme . Muitas pessoas gostam de o carro com visual mais exclusivo. Outras gostam de tuning. Assim, essa versão do Mégane, especialmente com motor 2.0 16V, acaba sendo mais interessante. As séries especiais acabam atraindo a atenção da imprensa e, por consequência, do público.

Outra coisa é trabalhar melhor a venda do carro, o que a Renault vem errando desde o início. Ao lançar um carro, você deve colocar no mercado, primeiro, a versão topo de linha (e uma intermediária, por exemplo), para abalar um pouco mais o lançamento. Veja o Vectra, que chegou nas versões Elite 2.4 e Elegance 2.0, com a Expression vindo depois. O mesmo com o Linea, que veio com a Absolute e a T-Jet, ganhando agora o acabamento LX. Além disso, o modelo precisa ter o motor mais potente disponível logo de cara, o que não aconteceu com o Mégane, que chegou primeiro com o 1.6 16V. E aquela propaganda do "tiozão" entrando no Mégane foi um tiro no pé (tão feio que a Nissan usou a trilha sonora do The Uncles no lançamento do Sentra - "não tem cara de tiozão...").
Reprodução da internet/revistaautoesporte.com.br - 22/05/09
Outra alternativa bastante bem-vinda, que a Chevrolet fez recentemente com o Vectra, é dar um "tapa no visual" do modelo. Veja, na projeção acima, da revista Auto Esporte, como deve ficar o nosso Mégane no ano que vem. Goste ou não, a reestilização, na maioria das vezes, deixa o veículo com aspecto de novo.

Então, se a Renault reestilizasse o Mégane, adotando também o motor 2.0 16V flex, e deixasse o modelo um pouco mais barato e ainda mais equipado, valorizando tudo isso e as outras qualidades do carro numa publicidade correta e certeira, provavelmente o modelo venderia mais - talvez até o dobro, já que o sedã não é ruim.
Correndo por fora
Falando ainda do Mégane, parece que o lançamento da versão hatch está congelado. Mas devemos ter novas informações ainda em 2009. Pela fotos do modelo, gostaria muito que ele fosse lançado no Brasil. Ele teria tudo para ser o primeito Mégane com sucesso de vendas no país.
Fotos: Renault/Divulgação

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Renault - Bate-bate ou tromba-tromba?

A Renault arrumou uma maneira criativa e inusitada para demonstrar o nível de segurança de seus modelos na Europa. Na propaganda, vários carros da marca estão fazendo "acrobacias" em um campo de areia. Porém, como todos os motoristas estão sujeitos na vida real, um pequeno erro pode ocasionar um acidente. E foi isso que aconteceu no comercial - várias vezes. Os condutores erram as manobras e os veículos colidem, causando pequenos ou grandes estragos.


Entre os carros usados na propaganda, podemos ver a minivan Scenic, a van Espace, o compacto Clio, a família Mégane (Cabriolet, Sedan e Grand Tour), o belo Laguna, entre outros. O nível de segurança dos carros é avaliado pela EuroNCap (European New Car Assessment Programme), órgão europeu que mede, por meio de testes e crash tests, o nível de segurança oferecido por veículos vendidos naquele continente.

Muito interessante a estratégia da Renault com esta propaganda. Quase sempre nós vemos apenas os crash-tests oficiais, aqueles em que o carro bate numa estrutura reforçada. Mas exibir os modelos em pequenas, médias e grandes batidas, por querer, na TV, é algo realmente inusitado e curioso.

Será que as montadoras no Brasil deveriam fazer uma ação semelhante a esta por aqui?