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segunda-feira, 18 de março de 2013

Chevrolet Cruze reestilizado já é vendido na Argentina. E o Brasil, como fica?

No início desse mês, a Chevrolet atualizou o visual do Cruze vendido na Argentina, tanto nas versão sedã, quanto na Sport6 (hatch). As alterações são bem próximas às aplicadas no modelo vendido para outros mercados, como o europeu e o sul coreano. Eu já havia comentado sobre a reestilização do veículo aqui em janeiro do ano passado. Mas será que o Cruze brasileiro também mudará por agora?

Antes de responder, vamos saber o que mudou. Visualmente, a dianteira recebeu modificações no para-choque, na grade, na tomada de ar e nos faróis de neblina. Nada exagerado, mas o suficiente para ficar um pouco diferente - para melhor na minha opinião. Nas laterais, apenas as rodas de liga leve são novas, enquanto a traseira é a mesma.
Por dentro, novos revestimentos e, para não ficar atrás dos "irmãos pobres" Onix e Prisma, finalmente a oferta do sistema multimídia MyLink, com tela sensível ao toque de 7", entradas USB e auxiliar, conexão bluetooth, entre outras possibilidades. Para facilitar as manobras, a versão LTZ tem ainda a câmera de ré associada ao MyLink.

Em relação aos motores, a novidade fica por conta do 2.0 16V turbodiesel de 163 cv de potência e 36,7 mkgf de torque, sempre vendido com a transmissão automática de seis velocidades. O outro propulsor é o nosso velho conhecido 1.8 16V Ecotec (a gasolina por lá), de 141 cv, que pode se associar ao câmbio manual de cinco marchas ou ao automático de seis marchas.

Agora respondendo, nosso Cruze, infelizmente, não deve mudar por agora. Pelo menos não existe previsão (oficial ou extra oficial) para uma alteração estética, embora eu acredite que o MyLink possa chegar na linha 2014.

Mas, quando as alterações acontecerem, bem que a Chevrolet poderia equipar a linha Cruze com paddle shifts (borboletas) atrás do volante para a versão automática, melhorando consideravelmente a experiência de condução do veículo. Seria um equipamento muito bem-vindo, especialmente para o hatch, que tem pretensões mais esportivas. E não custa lembrar que Toyota Corolla e Honda Civic, principais concorrentes do Cruze sedã, já oferecem este dispositivo.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Entre as expectativas de 2012, o que foi melhor, pior ou dentro do esperado no mercado brasileiro de carros

Chevrolet/Divulgação
O mercado brasileiro de carros foi muito movimentado em 2012, com inúmeros lançamentos importantes (outros nem tanto), aposentadorias bem-vindas e vários outros acontecimentos. Não acho que vale ficar comentando cada um dos principais fatos do ano, mas alguns merecem um comentário.

A redução de IPI foi o fato mais marcante em termos gerais. Bastou o mercado nacional começar a enfraquecer e os importados colocarem as "mangas de fora" para que o Governo Federal se movesse, atendendo ao pedido das montadoras e cortando o imposto sobre produtos industrializados. A redução do IPI foi prorrogada em agosto e depois prorrogada de novo em dezembro. O retorno do imposto começa a acontecer gradualmente a partir do dia 1º de janeiro de 2013.

Mas o Governo foi mais além e criou o Inovar-Auto, o novo regime automotivo que tem como principal meta evoluir (e proteger) a indústria automotiva brasileira. Quem investir mais paga menos imposto.

Em relação aos lançamentos, fiz uma filtragem para não deixar o post muito longo. Para facilitar, separei por níveis de expectativa: melhor do que o esperado, dentro do esperado e pior do que o esperado. Confiram:
Peugeot/Divulgação
Melhor do que a expectativa
. Peugeot 308 (março) - Foi realmente uma surpresa. O 308 ficou um carro muito legal, com versões variadas, preços atraentes e três opções de motor. Só ficou devendo mesmo em ter um sistema de transmissão automática mais moderno e eficiente para trabalhar em conjunto com o propulsor 2.0 16V flex.
. Chevrolet Onix (novembro) - Depois do alto preço pedido pelo Cruze Sport6 e pelo valor mais alto pelo motor menor do Cobalt (processo parcialmente corrigido com o propulsor 1.8), além da feiura do bom Spin, a Chevrolet acertou a mão com o Onix. Visual legal, garantia de 3 anos; ABS e airbag duplo em todas as versões e sistema opção pelo MyLink são apenas alguns dos atrativos. Mas o carro merecia ter ar-condicionado na versão LS e que a LTZ custasse menos.

Dentro do esperado
. Honda Civic (janeiro)
. Chevrolet S10 (fevereiro)
. Honda CR-V (março)
. Fiat Grand Siena (março)
. Chevrolet Cruze Sport6 (abril)
. Chevrolet Sonic hatch (maio)
. Chevrolet Sonic sedã (maio)
. Chevrolet Spin (junho)
. Ford Ranger (julho)
. Ford EcoSport (agosto)
. Citroën C3 (agosto)
. Hyundai HB20 (setembro)

Pior do que o esperado
Dianteira ficou legal, mas faróis de neblina se perderam - Honda/Divulgação
. Honda Fit (março) - Como eu disse, é um excelente carro, mas a Honda perdeu uma grande chance de torná-lo o carro definitivo na linha 2013. Nem o Fit Twist ajudou.
. Toyota Corolla XRS (março) - Outro ótimo carro, mas a versão XRS é cara e sem emoção. Pelo seu preço é possível investir em outros carros mais divertidos.
. Honda City (abril) - Praticamente o mesmo caso do irmão Fit.
Mesmo igual a todo mundo, visual ficou bacana! Mas ter dupla linha 2013 não foi legal - VW/Divulgação
. Volkswagen Gol (julho) - Ter duas versões em 2013 em 2012 abalou completamente a minha confiança na marca, infelizmente. E sei que não sou o único...
. Volkswagen Voyage (julho) - O mesmo do Gol.
Toyota/Divulgação
. Toyota Etios hatch (setembro) - Bom mecanicamente e com espaço interessante, o Etios peca pelo preço, acabamento simples e pelo painel "ridículo". Minha percepção é compartilhada pelos brasileiros, que não tem comprado o Etios.
. Toyota Etios Sedan (setembro) - Vale o mesmo do hatch.
. Renault Clio (novembro) - O visual ficou até legal, mas a falta de itens de segurança é uma falta muito grave.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Ford Focus se prepara para fechar 2012 na liderança. Ano que vem promete entre os hatches médios!

Ford/Divulgação
Quem diria! Depois de muito tempo tentando, finalmente um dos melhores carros do Brasil deverá fechar um ano no topo do seu segmento! Estou falando do Ford Focus, que caminha, com relativa folga, para ser o 1º no ranking entre os hatches médios mais vendidos em 2012 no Brasil - essa é a minha categoria de carros favorita.

Mesmo com as inúmeras estratégias erradas de Ford para vendê-lo (exemplos: lançar o modelo apenas a gasolina; apostar as fichas no Focus Sedan, deixando o hatch mais de lado, etc.), o Focus, vice-líder em 2011, conseguiu superar o Hyundai i30 em 2012, de acordo com os dados de Fenabrave de janeiro até 15 de dezembro, e vai mesmo fechar 2012 em primeiro.
Hyundai/Divulgação
2012 (janeiro até 15 de dezembro)

1º. Ford Focus - 22.742 unidades emplacadas
2º. Hyundai i30 - 18.697 unidades
3º. Volkswagen Golf - 14.367 unidades
4º. Chevrolet Cruze Sport6 - 12.194 unidades
5º. Peugeot 308 - 11.294 unidades
6º. Fiat Bravo - 9.989 unidades
7º. Nissan Tiida - 9.032 unidades
8º. Citroën C4 - 6.911 unidades

Mas a situação do Ford não será fácil em 2013. Mesmo custando um absurdo, o Chevrolet Cruze Sport6 está vendendo bem, sendo o modelo mais comercializado do segmento em novembro. Lançado em abril, ele é o 4º no ranking de 2012, vendendo, muitas vezes, até mais do que o terceiro, o veteraníssimo Volkswagen Golf (4,5).

Com as mudanças previstas para o Sport6 (MyLink com bela tela no painel + pequena reestilização na dianteira, que pode ficar para depois), o Cruze hatch deve continuar dando muito trabalho. Imaginem se o preço diminuir?

Novembro - 2012
1º. Chevrolet Cruze Sport6 - 1.824 unidades emplacadas
2º. Ford Focus - 1.776 unidades
3º. Hyundai i30 - 1.354 unidades
4º. Peugeot 308 - 1.335 unidades
5º. Volkswagen Golf - 1.200 unidades
6º. Fiat Bravo - 934 unidades
7º. Citroën C4 - 466 unidades
8º. Nissan Tiida - 335 unidades
Peugeot/Divulgação
Peugeot 308 também está com uma participação expressiva em 2012 e tem tudo para brilhar no ano que vem. Lançado em fevereiro, ele até superou o Focus no Duelo aqui no De 0 a 100. Mas não acho que o modelo consiga mais do que um quarto lugar, mesmo com possíveis novidades para a linha 2014. Só mesmo com a chegada do novíssimo 308, prevista para estrear, no mínimo, a partir de 2015, o modelo terá condições de subir para o top 3.

Outro que precisa mostrar para que veio é o Fiat Bravo. Seu volume de vendas é semelhante ao do Stilo, o que considero ruim, não chegando a 900 unidades por mês em 2012. A marca italiana até se esforçou para torná-lo mais atrativo, aumentando o número de equipamentos de série, lançando o câmbio Dualogic Plus e a versão Sporting. Mas, assim com o Toyota Etios, o Bravo continua patinando nas vendas.
Fiat/Divulgação
Minha sugestão para melhorar a situação seria: redução de preços e adição de mais equipamentos  de série - mas nada de rodas de aro 17" e sim "equipamentos de verdade", como apoia-braço central banco traseiro com porta-copos; sensor de estacionamento traseiro; rebatimento elétrico dos retrovisores externos; Blu&Me (sistema operado por comandos de voz, com porta USB e viva-voz Bluetooth) e, principalmente, airbags laterais.

Grandes mudanças em 2013
Curiosamente, os dois líderes do segmento em 2011 e 2012 devem receber as mudanças mais profundas de 2013. As novas gerações do Ford Focus e do Hyundai i30 estão confirmadas para o nosso mercado.
Novo i30 - Hyundai/Divulgação
O primeiro a chegar, já no 1º trimestre, é o coreano. Testado há muito tempo no Brasil, seu visual, que segue a linha de design da Hyundai, deve ser o grande destaque - (praticamente um Elantra hatch), juntamente com a sofisticação interna. Isso deve acontecer para compensar a perda de desempenho, já que o atual motor 2.0 16V deve dar lugar ao 1.6 16V flex, igual ao do HB20, que desenvolve 122/128 cv de potência - é o mesmo propulsor do Veloster, mas que tem, segundo a Hyundai/Caoa, 140 cv (de mentira) no "esportivo". Pelo menos o câmbio automático terá seis marchas.

No meio do ano está prevista a chegada (da Argentina) do novo Focus (entre vários outros lançamentos previstos), já mostrado pela marca no Salão do Automóvel de São Paulo. Infelizmente, o Focus Sedan vem primeiro (depois pegam no meu pé porque critico a Ford pela estratégia de vendas do Focus...). Para compensar, a família Focus deve ganhar melhorias que estrearam com o novo EcoSport, como o câmbio manual automatizado Powershift de dupla embreagem.
Novo Focus - Ford/Divulgação
Eterna espera
Pelo lado da Volkswagen, a cadeira usada para esperamos sentados pelo novo Golf já quebrou porque ficou com as pernas podres (desgastadas pelo tempo). O Golf 4,5 (ainda) vendido por aqui é um bom carro (se não fosse, não venderia bem). Mas o brasileiro merece mais e nós queremos a geração mais moderna possível do Golf por aqui. Com certeza ele brigaria pela ponta do segmento, ainda mais se tivesse um preço competitivo.

Sobre a expectativa da chegada do novo Golf, prefiro não comentar quase nada, tamanha é a minha decepção com a Volkswagen - quem sabe, na melhor das hipóteses, ele não seja lançado em 2013, de preferência nacional (ou mexicano).
Queremos este Golf! - Volkswagen/Divulgação
O que me deixa um pouco mais animado é saber que nunca estivemos tão perto de termos um novo Golf no Brasil como agora. Mas, por segurança, meu otimismo continua contido.
 
Eternos coadjuvantes?
A Nissan tem algumas opções para o Tiida. A primeira delas, que espero que não aconteça, é apenas reestilizar o atual, aumentando a vida útil dele no mercado nacional por alguns (poucos) anos. A outra, bem melhor, que daria uma vida nova para o Tiida, seria lançar a nova geração do veículo, bem mais bonita e moderna do que a atual. Com a inauguração da fábrica da marca no Rio de Janeiro, prevista para 2014, a Nissan nacionalizará a produção do Versa e do March, abrindo espaço para o aumento do volume das importações dos novos Sentra e Tiida (provavelmente nesta ordem).
Novo Nissan Tiida - Reprodução de arte de Renato Aspromonte - Auto Esporte (Dezembro/2012 - Ed. 571)
Já a Citroën parece que se esqueceu completamente do C4. Moderno em outros tempos, o modelo já sente o peso da idade, que reflete nas vendas. A marca preferiu lançar primeiro sua turma familiar C4 Picasso, C4 Gran Picasso, Aircross e C3 Picasso; sua turma de alta tecnologia e design ousado (mas caros e com baixíssimo volume de vendas) DS3 e DS5; e seu carro chefe no país, o novo C3 (esse com completa razão); deixando, quase que totalmente em segundo plano, o C4 (hatch e Pallas).

Agora vamos esperar para ver se a marca francesa compensa esse aparente "descaso" com o lançamento da nova geração do C4 por aqui - e não com a versão reestilizada na China!
Nova geração do C4 - Citroën/Divulgação
A expectativa é que a nova geração do C4 seja lançada no Brasil em 2013 compartilhando os motores do 308: 1.6 16V EC5 flex, 2.0 16V flex e 1.6 THP. Só peço uma coisa para a Citroën: por favor, TROQUE a caixa de câmbio automático da família C4! Chega de problemas!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Alta Roda - Dois extremos no mercado

Pode parecer combinação, mas, claro, não foi. Com datas escassas no calendário para a apresentação de tantos carros, Renault e Chevrolet separaram apenas por algumas horas, no mesmo dia, a apresentação do Clio retocado (terceiro modelo mais barato do mercado, atrás de Ka e Mille) e o do SUV médio-grande Trailblazer (veículo mais caro em produção no Brasil).

A marca francesa adotou uma plástica inspirada no visual do modelo que estreou, recentemente, no Salão de Paris. Aqui, seguiu a toada local e o batizou de Novo Clio. Argentinos são reticentes a essas liberdades de expressão e lá, onde é fabricado, se chama Clio Mio.
Renault/Divulgação
Esse sopro de vida fez bem ao compacto, acompanhado por pequenas reformas no quadro de instrumentos e forrações. O preço – bastante sensível nesse segmento - foi cortado, em média, R$ 700 e parte agora de R$ 23.290 (duas portas) e vai a R$ 28.550 (quatro portas, ar-condicionado e direção assistida). Nenhuma versão traz itens como as três regulagens de altura (banco, cinto e volante) ou alças de teto. Acrescenta de série, porém, o útil computador de bordo. ABS e bolsas infláveis, nem como opcionais, a exemplo dos concorrentes.

Bom trabalho feito no motor 1,0 L/16V/80 cv/10,5 kgf.m (etanol), agora um flex verdadeiro, ao elevar a taxa de compressão para 12:1. Outros aperfeiçoamentos deram ao compacto o troféu de economia, com um avanço de respeitáveis 9% sobre o anterior: 9,5/14,3 km/l, cidade e 10,7/15,8 km/l, estrada (etanol/gasolina). Vence por muito pouco o Mille Economy que, na estrada, faz 15,6 km/l (gasolina).

Em avaliação, por circuito urbano no Rio de Janeiro, o Clio mostrou desenvoltura, inclusive na recuperação a partir de 30 km/h, em terceira marcha, situação típica ao subir e aterrissar das famigeradas lombadas que infestam as ruas brasileiras.

Estratégia diferenciada adotou a Chevrolet no Trailblazer, ao romper qualquer laço com o antigo Blazer. A começar pelo preço da única versão disponível, a LTZ, topo de linha: R$ 145.450 (V-6, gasolina, 239 cv) e R$ 175.450 (4-cilindros, diesel, 180 cv). A diferença de R$ 30.000,00 dá para adquirir até um compacto equipado, o que demonstra a pouca racionalidade de 70% dos compradores da versão diesel. O mercado de SUVs médios e grandes representa 180.000 unidades/ano (5% do total de veículos leves) e altamente rentável para os fabricantes.

A GM espera vender apenas 400 unidades/mês do modelo e não pretende, pelo menos por ora, oferecer nada mais barato. Está disponível só na versão de sete lugares, tração 4x4 engatável eletricamente, câmbio automático de seis marchas e muito bem equipada em conforto e segurança. Basta citar alguns: regulagem de encosto nas duas fileiras traseiras, ar-condicionado de controle separado para a parte de trás e airbags tipo cortina que se estendem à última fileira. Apesar do preço salgado, câmera de ré e navegador com tela tátil são acessórios à parte.

O espaço interno é um dos pontos altos: 2,84 m de distância entre eixos e largura de 2,13 m (6 cm maior do que Hilux SW4). Porta-malas com os últimos dois bancos rebatidos oferece nada menos que 878 litros (235 litros, o mínimo). Suspensão traseira recebeu molas helicoidais e cinco braços de localização. Ao rodar, mesmo no asfalto, o Trailblazer mostra que os tempos de aspereza e excessivo desconforto ficaram no passado. O motor diesel é mais silencioso que a geração anterior e o torque de 43,1 kgf.m impressiona. Já com gasolina dá para esticar as marchas e a suavidade, bem maior.

RODA VIVA

FONTES ligadas aos fornecedores confirmam que será fácil transferir a produção do Cruze (sedã e hatch), a partir dos atuais kits CKD, de São Caetano do Sul para Rosário, Argentina. Em 2014, a GM lançará a nova geração do Cruze, conforme anunciado nos EUA, e concentrará no país vizinho a fabricação de modelos médios, como já fazem Ford e marcas francesas.

POUCO depois de completar 30 anos de mercado, em junho último, a Parati entrou em processo de fim de linha. A station compacta da Volkswagen liderou o segmento por quase duas décadas e deixa saudosistas. Em razão do encolhimento na procura por peruas, suplantadas por SUVs e sedãs, sai de cena agora. Restam poucas unidades na rede.

ETIOS hatch, na versão de topo XLS, motor 1,5 l/96 cv (etanol), é realmente um automóvel de contrastes. Freios, motor, câmbio e, em especial, suspensões com raro equilíbrio entre conforto e estabilidade, além de direção elétrica e precisa com reduzido diâmetro de giro, agradam bastante. Uma pena a falta de tantos acessórios e escolhas tão equivocadas no carro como um todo.

DEMOROU, mas chegaram ao mercado películas transparentes de última geração para proteção de peças metálicas ou de plástico, como as que revestem para-choques. O Antichip, da 3M (concorrentes devem surgir), é algo realmente útil e racional para preservar a pintura em lançamento de pedriscos, batidas leves ao estacionar e raspadas em obstáculos.

sábado, 29 de setembro de 2012

Internautas consideram Hyundai HB20 e Toyota Etios carros caros! Japonês é ainda pior!

Hyundai/Divulgação
Hyundai HB20 e Toyota Etios foram lançados recentemente querendo fazer um grande "estrago" no segmento de carros compactos. O coreado aposta no visual moderno e na garantia de cinco anos para emplacar, enquanto o japonês se apoia no espaço interno, nos motores acima de 1.0 e na confiabilidade da marca para fazer sucesso. Mas ambos sofrem do mesmo mau: são muito caros!

Pelo menos foi esta a constatação que tive depois de observar o resultado da enquete que ficou no ar no De 0 a 100 durante uma semana, com a pergunta "Você gostou dos preços do Hyundai HB20 e do Toyota Etios?". Das pessoas que votaram, quase 60% não gostaram dos preços do HB20 e do Etios, os considerando veículos caros. E apenas 5,3% dos votantes gostaram dos valores.
Toyota/Divulgação
O Hyundai tem preços sugeridos que variam entre R$ 31.995 e R$ 47.995, enquanto o Toyota tem preços sugeridos com variação entre R$ 29.990 e R$ 42.790 para o hatch e R$ 36.190 e R$ 44.690 para o sedã - valores das versões mais simples e mais caras de cada modelo, sem opcionais.

Leia também
. Bonitinho, mas ordinário: este é o novo Hyundai HB20
. Com preços "premium", Toyota lança o simpático Etios, que não cativa em nada no quesito emoção

Entre os que gostaram parcialmente dos preços, pouco mais de 20% consideraram os valores do HB20 interessantes e os do Etios caros. Já aproximadamente 15% dos votantes acharam o inverso: o Toyota tem bons preços, enquanto o Hyundai é caro. 

Você gostou dos preços do Hyundai HB20 e Toyota Etios?
  1. Não. Achei os dois caros - 67 votos (59,29%)
  2. Sim, mas só do Hyundai HB20 - 23 votos (20,35%)
  3. Sim, mas só do Toyota Etios - 17 votos (15,04%)
  4. Sim, dos dois - 6 votos (5,3%)
  • Total: 113 votos
Meu voto na enquete foi para a opção "Não, Achei os dois caros". E fico pensando quando o IPI voltar - se é que ele vai voltar neste ano, ainda mais depois do novo acordo automotivo. Mas, caso a situação volte como a que tinhamos antes da redução, os "novos" preços do Hyundai HB20 e do Toyota Etios seriam (somando 10% para os 1.0 e 7% para os 1.3, 1.5 e 1.6):

Hyundai HB20 1.0 Comfort: R$ 31.995 R$ 35.194
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus: R$ 33.995 R$ 37.394
Hyundai HB20 1.0 Comfort Style: R$ 37.995 R$ 41.794
Hyundai HB20 1.6 Comfort: R$ 36.995 R$ 39.584
Hyundai HB20 1.6 Comfort Plus: R$ 38.995 R$ 41.724
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style: R$ 42.995 R$ 46.004
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style Automático: R$ 45.995 R$ 49.214
Hyundai HB20 1.6 Premium Manual: R$ 44.995 R$ 48.144
Hyundai HB20 1.6 Premium Automático: R$ 47.995 R$ 51.354

Hatch
Toyota Etios 1.3 - R$ 29.990 R$ 32.089
Toyota Etios 1.3 X - R$ 33.490 R$ 35.834
Toyota Etios 1.3 XS - R$ 38.790 R$ 41.505
Toyota Etios 1.5 XLS - R$ 42.790 R$ 45.785

Sedã
Toyota Etios 1.5 X - R$ 36.190 R$ 38.729
Toyota Etios 1.5 XS - R$ 41.490 R$ 44.394
Toyota Etios 1.5 XLS - R$ 44.690 R$ 47.818

Estes preços mais altos não são exclusividade da Toyota e da Hyundai. Entre os vários que já comentei aqui, quero citar outros dois carros que considerei bem caros quando foram lançados: Ford New Fiesta hatch e Chevrolet Cruze Sport6.

Mas, se mesmo custando tão caro existe fila de espera, o que poderíamos esperar se os preços fossem mais justos? 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Conheça os carros mais "masculinos" do Brasil

Há alguns dias, eu estava visitando o site homem.net e fiquei pensando: realmente existem muitos carros "masculinos" e "femininos". Não me refiro a sexo, mas sim em perfil de público. Basta fazer uma análise pela lista de modelos ofertados pelas montadoras no Brasil.

Pensando nisso, entre as dez marcas mais vendidas do ano, tomando como base os emplacamentos de automóveis e comerciais leves de janeiro a junho de 2012 (Fenabrave), listei, neste post, alguns modelos mais voltados para o público masculino, no meu ponto de vista. Depois, em outro post, farei o mesmo, mas escolhendo os mais voltados para as mulheres.

Evitei colocar qualquer picapes na lista porque elas sempre foram mais voltadas para os homens.

1. Fiat (22,16% de participação de mercado)
Fiat/Divulgação
Bravo - O hatch médio é um carros com características bem mais masculinas da Fiat no mercado nacional. Seu visual moderno e esportivo (com tamanho maio do que Punto); motores (1.8 16V e 1.4 16V Turbo) com potências superiores a 130 cv, sistema Overbooster (T-Jet) e os paddle shifts (nas versões Dualogic Plus) agradam bastante os homens.
Fiat/Divulgação
Freemont - Carro grande, com características urbanas (mais) e offroad (bem menos), com visual mais quadrado e com muitos outros detalhes que agradam aos homens. Fica só devendo, e muito, em desempenho - coisa que o irmão gêmeo Dodge Journey tem com seu motor V6. 

2. Volkswagen (20,61%)

Infelizmente (ou felizmente) os carros da Volkswagen são visualmente muito parecidos, o que torna a escolha um pouco mais difícil. Mas vamos lá.
Volkswagen/Divulgação
Touareg - Imponente, moderno e potente (especialmente com motorzão V8 de 360 cv de potência), com tração integral, excelente no asfalto e ótima na terra: qual homem não gostaria de ter um desses na garagem?
Volkswagen/Divulgação
Jetta - Com linhas sóbrias e mais retas, o Jetta agrada tanto homens mais novos quanto os mais velhos, especialmente a versão 2.0 TSI com 200 cv de potência. O câmbio moderno associado a esta motorização é sensacional.

3. Chevrolet (17,79%)
Chevrolet/Divulgação
Camaro - Esse é quase um símbolo de masculinidade. Sem dúvida é o veiculo mais voltado aos homens de toda a lista. Não preciso nem detalhar muito, basta olhar a foto e pensar no motor V8. O visual é espetacular!
Chevrolet/Divulgação
Cruze Sport6 - Hatch médio, com detalhes tecnológicos, visual chamativo e tamanho mais generoso: muitas características que os homens gostam. Fica devendo uma versão mais esportiva (como o Bravo) e poderia custar menos (sempre vou criticar a Chevrolet por causa do valor).

4. Ford (9,48%)
Ford/Divulgação
Fusion - Grande, com aspecto que mistura "gangsters" e "rappers", tem lugar garantido entre os carros voltados para o público masculino. Se o modelo for preto então, com motor V6, é tiro certeiro.

5. Renault (6,77%)
Renault/Divulgação
Fluence - Segue a mesma linha do Corolla, mas com diferenças importantes: é um carro para o homem que quer status e e um pouco discrição, mas que gosta de um visual moderno e diferenciado, com algumas exclusividades.
Renault/Divulgação
Duster - Como o Ford EcoSport, tem muitas carctarísticas que agradam as mulheres, mas seu visual quadradão, meio feio, cheio de linhas mais retas dão um aspecto muito mais masculino ao Duster do que o jipinho da Ford. Se tiver motor 2.0 e tração 4x4, é um carro definitivamente masculino.

6. Nissan (3,56%)

Sentra - Fui com a minha namorada à concessionária Nissan e perguntei a ela qual era o carro mais masculino do salão. Depois da Frontier, o Sentra foi o escolhido por ela. E eu corcordo, pois este Nissan segue a proposta do Corolla. Não custa lembrar: Sentra "não tem cara de tiozão" (será?).

7. Honda (3,53%)
Honda/Divulgação
CR-V - A nova geração tornou o CR-V mais masculino. Este é o veículo que mistura as características familiares, aventureiras e tecnológicas do homem moderno.
Honda/Divulgação
Civic - Este é um modelo curioso: o homem jovem o deseja para ganhar status e mostrar que está indo bem (muito mais que o City, embora o slogan seja do irmão menor); e o homem mais velho o deseja para parecer um pouco mais novo. Uma coisa é certa: todos sentem falta da versão Si, com motor 2.0 16V de 192 cv de potência e câmbio manual de seis marchas - um carro exclusivamente masculino.

8. Toyota (2,76%)
Toyota/Divulgação
Corolla - Sóbrio, sem grandes destaques visuais, com uma versão dita "esportiva": o Corolla é o carro para o homem que quer status e discrição.

9. Hyundai (2,63%)
Hyundai/Divulgação
Veloster - Bonito, chamativo, esportivo; falta só ter um motor de verdade (e ser vendido de forma mais honesta no Brasil) para o público masculino delirar.
Hyundai/Divulgação
i30 - Como o Cruze Sport6 e o Bravo, o i30 tem inúmeras características que atraem os homens. o Hyundai tem um público cativo com idades entre 25 e 40 anos. As rodas de aro 17" agradam aos homens. É outro dos carros mais voltados para o público masculino da lista.
Hyundai/Divulgação
ix35 - Seu visual futurista e algumas características que o tornam parecido com um veículo superior tornam o ix35 um perfeito carro de ostentação masculina. 

10. Citroën (2,08%)
Citroën/Divulgação
C5 - Não preciso dizer muito: é o carro mais masculino da linha Citroën no Brasil
Citroën/Divulgação
C4 - Tem sua parcela de adoradoras, mas é maior e tem visual mais polêmico que o C3, o que agrada mais aos homens. Se for 2.0 então, melhor ainda.
Citroën/Divulgação
C4 Pallas - Sedã de grande porte, o C4 Pallas segue um pouco a linha do Fusion para conquistar os homens. A chegada da nova geração o tornará ainda mais o "carro do homem da casa".

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Alta Roda - Panaceia universal

Analisar os rescaldos da recém-encerrada Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, nunca foi tão fácil. Muita conversa, muito debate e, na hora de concluir, poucas soluções, para ser condescendente. Leque de assuntos amplo demais, representantes de 193 países e curiosos misturados a chefes de estado (além de ausências de peso, a presidente vizinha veio apenas para as fotos e se retirou), só podia dar no que deu.
Sob o guarda-chuva da moda, sustentabilidade entrelaça tantas atividades e interesses em jogo que embute o grande risco de perda de foco. Alguns objetivos são conflitantes e o relatório final não agradou, apesar de palavras elegantes. Acima de tudo, ninguém soube apontar de onde surgirá o dinheiro para os necessários investimentos, por mais que o retorno seja promissor e garanta o futuro do planeta.

Se o maior vilão do momento é o gás carbônico (CO2), um dos responsáveis pelo efeito estufa/mudanças climáticas de origem humana, fica simples achar os causadores. Estudos de vários autores apontam, em termos mundiais, que transporte sobre pneus (automóveis, caminhões e ônibus) respondem por 16% do total de emissões; trens, barcos e aviões, 6%; queima de combustível fóssil em usos diversos, 12%; indústria e construção, 18%; eletricidade e aquecimento, nada menos de 44%; outras fontes, 4%.

Ao considerar o metano, gás 20 vezes mais ativo no efeito estufa, agricultura e criação de animais (flatulência) têm peso tal que dilui os percentuais citados. Apesar disso, automóveis são o alvo predileto, o que não exclui o esforço para torná-los mais econômicos ou partir para biocombustíveis e tração elétrica, alternativas sem abrangência universal.

Alguns fabricantes montaram estandes no Parque dos Atletas, no Rio de Janeiro, para a conferência. Além da BMW, um dos patrocinadores principais, a Volkswagen apresentou a Bulli (Kombi moderna e elétrica), Renault e Nissan tinham carros elétricos no transporte de membros de delegações e a Mitsubishi, o i-Miev.

Mini elétrico e Série 1 cupê Active-E, ambos experimentais, formam a base de testes no mundo real de componentes para a submarca da BMW e seus próximos modelos i3 (totalmente elétrico) e i8 (híbrido esporte de alto desempenho). A fábrica alemã investiu em fibra de carbono em toda a carroceria para compensar o alto peso das baterias. Quando estrear, em 2013, o i3 se destacará por apenas 1.200 kg de massa total, 330 kg menos que o Nissan Leaf.

Nas conferências no estande, diretores reafirmaram que a submarca terá preço para remunerar os altos investimentos. Esperam incentivos não somente tributários dos governos, como na infraestrutura, e que compradores se sintam estimulados em pagar mais em troca de economia no custo de utilização e menor impacto ambiental.

E foram bastante objetivos: no ciclo de vida completo, o i3 emitirá até 50% menos de CO2 em relação aos seus atuais modelos mais eficientes com motores a combustão. Desde que a energia elétrica venha de fontes renováveis, cenário bastante distante do atual em nível global e de difícil solução. Em outros termos, carro elétrico não é neutro em CO2 e muito menos a panaceia atribuída a ele.

RODA VIVA

HYUNDAI-BRASIL já faz previsão de cronograma para seu primeiro compacto no Brasil. Julho, definição do nome (sem letra “i”; já se especulou “i15”); setembro, lançamento para imprensa; outubro, Salão do Automóvel; novembro, inauguração da fábrica; dezembro, vendas. Hatch terá motores de 1,0 e 1,6 litro, manual e automático (só no 1, 6 l). Sedã chega no início de 2013.

APESAR de desmentidos veementes, Peugeot vai produzir no Brasil novo sedã 301, em 2013, que ocupará o lugar do 207 Passion. Modelo estreia em setembro no Salão de Paris, embora seus maiores mercados estejam fora da Europa Ocidental, onde sedã compacto não emplaca. Utiliza mesma arquitetura do 208, a ser produzido em Porto Real (RJ), no início de 2012.

RENAULT, por sua vez, decidirá o que colocar no lugar da Mégane Grand Tour que para de ser fabricada no Paraná, no próximo mês. Há duas opções: monovolume Lodgy, baseado no Logan/Sandero, ou outra station. Problema: projeto do sedã Fluence não inclui opção de perua e este segmento segue em baixa no Brasil.
Chevrolet/Divulgação
CHEVROLET Cruze Sport6 não tem preço tão competitivo, na faixa que vai de R$ 60 mil a 80 mil, porém nível de equipamentos agrada. Desde a caixa manual de seis marchas ao controle eletrônico de trajetória e tração, passando pela tela multimídia, o hatch oferece espaço interno e motor de 1,8 l/144 cv adequados. Dirigibilidade melhor do que Cruze sedã.

DENATRAN desistiu da exigência absurda de reconhecimento de firmas em cartório para identificação do condutor infrator, no caso de transferência de responsabilidade de multa de trânsito. Agora é preciso juntar ao formulário de identificação cópias da CNH do infrator e da identidade do proprietário do veículo. Resolução pode ser vista em tinyurl.com/7lxrotz.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O que esperar do novo Chevrolet Sonic? Consultor faz balanço dos últimos lançamentos da marca

Já era um final de tarde, depois de um dia realmente longo de trabalho. O trânsito estava péssimo e resolvi parar o carro para descansar. Por acaso, tinha uma concessionária da Chevrolet próxima. Resolvi entrar e lá estava o Sonic, recém chegado, brilhando no salão.

Veio então um experiente consultor de vendas conversar comigo. Ele me reconheceu não pelo blog, mas por ter ido à concessionária mais de uma vez. Começamos a conversar sobre as novidades da Chevrolet. Sempre em off, ele não me adiantou nada de inédito, mas seus pontos de vidas são interessantes. Vamos por ordem, finalizando com o novo Sonic.
Cobalt
"É um carro que está agradando bastante ao consumidor, especialmente pelo amplo espaço. Mas falta o motor 1.8. Eu vou comprar um 1.8 pra mim assim que sair, com câmbio automático. O bom é que não falta muito para ele chegar. Se nós anotássemos o número de pessoas que reclamaram da falta de força do motor 1.4, estariamos perdidos. Mas o Cobalt tem mais qualidades do que defeitos, ainda mais agora com a queda de preço por causa da redução do IPI. Se o preço fosse sempre esse, dominaria o mercado de sedãs no Brasil, especialmente com a chegada da versão 1.8". 
Reprodução - Car and Driver
Spin
"Só posso falar uma coisa sobre esse carro: donos do Meriva não vão sentir saudades, mas donos da Zafira ficarão carentes em espaço".
Cruze
"É um dos melhores sedãs que a Chevrolet já vendeu, e olha que vendo Chevrolets há mais de 20 anos. Basta olhar a participação no segmento: muito boa!".
Cruze Sport6
"Esse é o carro de maior potencial da Chevrolet no Brasil, junto com o Sonic. Ele é bonito, espaçoso, bem equipado, com bom desempenho, seguro e com ótima garantia. Assim como o Cobalt, deveria manter o preço atual, com a redução do IPI, para ter chance de emplacar de vez. Mas seu potencial é enorme". Notem que até o vendedor reclama do preço do Sport6! Chevrolet, fica a dica.
Sonic
"Esse chegou para ganhar o público jovem e para tentar trazer de volta a felicidade dos donos do Astra. Por isso deve agradar bastante! Mas não acho que ele seja um novo Astra, infelizmente. Os donos do carro, como eu, não terão um substituto de verdade, especialmente do hatch. O Sonic é pequeno - mais parece o Agile. Mas, se o preço não subir, vai vender muito bem".
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E falando do Sonic, finalmente o modelo chegou às concessionárias da Chevrolet! Já estava ficando chato o excesso de flagrantes (rotineiro por parte da GM) nas ruas e o carro nunca dar as caras nas revendas. Importado da Coréia do Sul, o modelo chega para mostrar uma nova Chevrolet, que agrada também ao público jovem, com um veículo de desenho moderno e mais ousado - tapa de luva no Agile.
Tanto o Sonic hatch quanto o sedã podem ser encontrados nas versões LT e LTZ, equipados com o inédito (no mercado brasileiro) motor Ecotec 1.6 16V flex, combinado com um câmbio manual de cinco marchas ou um automático de seis, nas carrocerias hatch e sedã.

O que mais chama a atenção no Sonic é o seu visual, especialmente a dianteira. A "cara de mau" é o destaque graças aos faróis. A grade bipartida, característica da atual linha de design da marca está presente, mostrando que é possível fazer uma frente bonita com esse estilo - segundo tapa de luva no Agile.
Mas a dianteira tem um grave defeito: a placa! É o mesmo caso do novo Ford EcoSport. Parece que os modelos foram desenvolvidos sem levarem em consideração que uma placa precisa ser colocada na frente do veículo. Nas fotos, com o nome Sonic, não tem tanto problema. Mas reparem num Sonic com placa de trânsito normal. Acaba com a harmonia.

Não importando a carroceria, penso que a traseira não tem o mesmo destaque da dianteira, mas ela também não compromete. Hatch e sedã ficaram com visuais legais. Na lateral, os vincos do sedã são interessantes, assim como as maçanetas das portas traseiras do hatch, que ficam "escondidas" na coluna.
Antena tipo shark seria bem-vinda
Interior
Assim como outros modelos da linha Chevrolet, o duplo cockpit do Sonic tem o painel voltado para  o motorista, o que é bem legal. O volante, que vem do Cruze, agrada - na versão LTZ ele tem comandos de rádio. Já o painel tem uma infeliz inspiração de motos. Ele não ficou feio, com destaques para o conta-giros analógico e para o velocímetro digital. Mas sou a favor que o painel de um carro seja inspirado em um carro.
Se o porta-malas do Sonic hatch é pequeno, com apenas 265 litros (665 litros com os banco rebatidos), e o do sedã tenha bom espaço, com 477 litros, ambos têm 14 porta-objetos, sendo dois porta-luvas (o superior com entrada USB), pequenos compartimentos e bolsas nas portas, três porta-copos à frente e gaveta abaixo do banco do passageiro.

Para quem vai na frente, o espaço é até legal. Entretano, no banco traseiro, os passageiros vão bem espremidos. Lembrou-me o Ford New Fiesta.

Dirigindo mais um Ecotec
O Sonic é gostoso de dirigir. A direção hidráulica é boa e a suspensão dá conta do recado, não sendo nem muito firme, nem muito mole. O motor 1.6 16V Ecotec tem desempenho dentro do esperado, tanto com câmbio manual de cinco marchas (carente de uma sexta), quanto no automático de seis marchas vindo do Cruze. Pena que as trocas sequenciais sejam feitas por um botão esquisito na própria alavanca do câmbio.
O "novíssimo" propulsor tem duplo comando de válvulas continuamente variável (Dual CVVT), com variação do tempo de abertura das válvulas de admissão e de escape; e coletor de admissão variável. Na prática, as respostas foram boas, mesmo em rotações mais baixas. Mas, como todo motor 16V, trabalhar cheio é sempre melhor. A motorização 1.6 16V Ecotec desenvolve 116 cv de potência e 15,8 mkgf de torque com gasolina e 120 cv e 16,3 mkgf com etanol - potência máxima alcançada a 6.000 rpm e o torque máximo chega a 4.000 rpm.

Segundo a Quatro Rodas, o consumo do Sonic é muito ruim. Na edição de 631, de junho de 2012, a média com etanol foi de 7 km/l na cidade (hatch manual e sedã automático) e 9,5 km/l (hatch manual) / 9,2 km/l (sedã automático) na estrada. Mais um carro que sofre com problemas de consumo.

Chevrolet Sonic 1.6 16V Ecotec Flex
Potência: 116/112 cv (g/e) a 6.000 rpm
Torque: 15,8/16,3 mkgf (g/e) a 4.000 rpm
Comprimento: 4,039 m (hatch) / 4,399 (sedã)
Largura: 1,735 m
Altura: 1,517 m
Entre-eixos: 2,525 m
Porta-malas: 265 litros (hatch) / 477 litros (sedã)
Tanque: 46 litros
Peso: 1.163 kg (hatch LT) / 1.186 (hatch LTZ) // 1.178 kg (sedã LT) / 1.207 (sedã LTZ) //
Consumo (etanol): 7 km/l na cidade (hatch manual e sedã automático) e 9,2 km/l (hatch manual) e 9,5 km;l (sedã automático) na estrada (nº da Quatro Rodas Ed. 631) 

Equipamentos e solução do século passado
Os Sonic hatch e sedã possuem os mesmos equipamentos. A versão LT, de entrada, vem equipada de série com ar-condicionado, airbags duplo, direção hidráulica, computador de bordo, freios com sistema ABS com EBD, trio elétrico, rodas em liga leve aro 15" e desembaçador do vidro traseiro.
Já a versão LTZ oferece todos os itens da LT além de sensor de estacionamento, faróis de neblina dianteiros, apliques cromados nas maçanetas internas, friso lateral cromado, rodas em liga leve aro 16" (pneus 205/55 R16), descansa braço central, controles para o rádio no volante e rede porta-objetos no porta-malas. Além disso, a versão do Sonic LTZ ainda oferece a opção do câmbio automático de seis marchas, piloto automático e o revestimento dos bancos em couro.

Lamentavelmente e inexplicavelmente, nenhum Sonic vendido no Brasil tem apoio de cabeça e cinto de três pontos para o passageiro central do banco traseiro. Uma bela solução, digna dos anos 1990 - "modernidade" século passado. 

O Chevrolet Sonic é comercializado em seis diferentes cores: Vermelho Flame, Azul Boracay (exclusiva do hatch), Cinza Urban, Prata Switchblade, Preto Carbon Flash (todas metálicas) e Branco Summit (sólida). A garantia é de três anos.
A Chevrolet destaca ainda os acessórios do Sonic: faróis de neblina dianteiros (LT), maçanetas cromadas (LT), rede com porta-objetos para o porta-malas (LT), adesivo para soleira de portas (LT e LTZ), adesivo para a tampa do tanque de combustível (LT e LTZ), capa cromada para os retrovisores (LT e LTZ) de gosto bastante duvidoso.

Preços 
Chevrolet Sonic LT hatch: R$ 46.200
Chevrolet Sonic LTZ hatch: R$ 48.700
Chevrolet Sonic LTZ hatch automático: R$ 53.600
Chevrolet Sonic LT sedã: R$ 49.100
Chevrolet Sonic LTZ sedã: R$ 51.500
Chevrolet Sonic LTZ sedã automático: R$ 56.100

Os preços são quase os mesmos praticados pela Chevrolet para o Astra, mas em 2007. Com a volta do IPI, prevista para o início de setembro, os valores vão subir de caros/aceitáveis, de acordo com a concorrência, para simplesmente caros.

Um detalhe bastante curioso foi levantado pela Quatro Rodas. Os valores acima são do Sonic vindo da Coréia do Sul. Até o final de 2012, o Sonic vendido no Brasil será importado do México. Entretando, diferente da Fiat, que abaixou consideravelmente os valores do 500 quando ele deixou de vir da Polônia para vir do México, a Chevrolet não tem planos para reduzir os preços do Sonic mexicano! Ou seja, quando o IPI voltar, o Sonic vai ficar mais caro, mesmo vindo do México.

Quem sabe até o Sonic se tornar mais um mexicano nas nossas ruas a GM não reconsidere a sua estratégia. Torço realmente para a presidente Dilma abrir a "caixa-preta" e verificar os lucros abusivos das montadoras.

Resumo da obra
Acredito que o Sonic tenha muitas qualidades para fazer sucesso no Brasil. Seu maior defeito, o preço, é compartilhado pelos concorrentes diretos: Honda Fit, Honda City, Ford New Fiesta Hatch e Ford New Fiesta Sedan - todos muito caros. Mais um motivo para o Chevrolet ter chance de sucesso. Imaginem se a marca reduzir os valores do modelo quando ele vier do México. Seria um sucesso absoluto de vendas.
Fotos: Chevrolet/Divulgação