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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Alta Roda - De volta para o futuro

Mercedes-Benz/Divulgação
Filmes de ficção científica encantam quem gosta de visão antecipada dos avanços que reservam o futuro. Pois os carros de topo de linha são provas de que o futuro deixa às vezes de ser ficção, embora inalcançável para a maioria dos mortais. Mas há um consolo: algumas dessas novidades um dia cairão de preço com progresso das pesquisas, novos materiais e processos. Computadores de bordo, controles de trajetória, freios ABS e navegadores GPS pareciam inacessíveis faz pouco tempo.

Exemplo de transformação em realidade é o novo Mercedes-Benz Classe S, que chegará ao Brasil no fim do ano, na faixa dos R$ 800 mil. Sua première mundial (estática) em Hamburgo, Alemanha, semana passada, teve show à altura dentro da fábrica de aviões Airbus. Para descrever o modelo-símbolo da marca necessitam-se 150 páginas, em DVD; manual do proprietário seria confundido com um livro.

Difícil selecionar tópicos mais importantes entre tantos. Trata-se do primeiro automóvel a dispensar lâmpadas: há quase 500 LEDs (diodos de luz), dos quais 56 só para os faróis. Uma estereocâmera (tridimensional) avalia desníveis e buracos no pavimento à frente e comanda adaptação prévia das suspensões a ar. Essa câmera, em conjunto com sensores e radares, detecta, além de pedestres e outros obstáculos, o tráfego em cruzamentos, dia ou noite, para evitar ou mitigar acidentes. Estabilizador de velocidade mantém distância de segurança – acelera, freia, para e arranca – e segue o veículo da frente até em curvas de raio longo, sempre dentro da faixa de rodagem, ao atuar no volante de forma autônoma.

Novo Classe S foi construído de trás para frente, a partir da versão de entre-eixos longo, tal o nível de conforto e segurança. Poltrona traseira diagonal à do motorista inclina até 43 graus, tem suporte integral para pernas, aquecimento nos apoios de braços e 14 atuadores para massagem nas costas. Além de cinto de segurança inflável, há algo como airbag de assento que limita, em caso de acidente, o corpo escorregar por baixo do cinto, mesmo que o passageiro esteja adormecido.

Entre as amenidades, sistema ativo de perfumar o habitáculo sem saturar o ambiente, comando de várias funções por meio de telefone inteligente ou tablete e duas mesas de apoio rebatíveis no console central traseiro, além de sistema de áudio com 24 alto-falantes e 1.540 W de potência.

Privilégios também na parte da frente, com duas grandes telas de 12,3 polegadas, uma delas só para o quadro de instrumentos. E mais segurança: os cintos afastam motorista e passageiro da direção do impacto frontal; freio de estacionamento é acionado em caso de iminente colisão traseira para minimizar o efeito chicote sobre a coluna cervical de todos os ocupantes.

Em estilo, manteve o caráter evolutivo, embora a grade frontal maior lhe dê personalidade. São só dois cm a mais de comprimento (versão de entre-eixos curto), mas “emagreceu” 100 kg. Coeficiente aerodinâmico surpreende – apenas 0,24 –, mas, em breve, alcançará 0,23 com um pacote opcional de menor consumo/emissões. Motores vão de 258 cv a 456 cv, já enquadrados na próxima e ainda mais rigorosa legislação europeia antipoluição.

RODA VIVA

ESTRATÉGIA clara das marcas francesas: antecipar os sedãs novos frente aos hatches. Substituto do C4 Pallas (nome vai mudar para Lounge ou outro, em estudo) chega logo no segundo semestre, seguido pelo sucessor do Logan, igual ao já disponível na Europa. Respectivos hatches, C4 e Sandero, só no início de 2014. Este último tem mais fôlego de vendas até lá.

REPOSICIONAMENTOS de preços continuam para defender posições de mercado. Toyota recheou versão intermediária do Corolla em tentativa de deter avanço do Civic. Já a Ford acrescentou ar-condicionado ao Ka, o que o tornou o mais barato modelo com esse equipamento entre automóveis pequenos. Veterano Mille retomou a coroa de nacional mais acessível por R$ 21.990.
Volkswagen/Divulgação
VOLKSWAGEN também mexeu no líder de vendas do mercado. Enquanto o todo novo subcompacto up! é esperado para início de 2014, a marca se defende das investidas dos rivais com Gol Rallye e Track, versões especiais de suspensões (mais) elevadas. Primeiro tem motor de 1,6 L e o segundo, de 1 L, ambos bem equipados. Preços puxados de R$ 48.580 e R$ 33.060, respectivamente.

LIFAN, marca chinesa agora divorciada do sócio brasileiro Effa, coloca suas apostas na montagem uruguaia do X60, SUV compacto anabolizado. Manteve a fórmula oriental de combinar máximo de recheio a preço baixo: R$ 52.777. Inclui até navegador GPS, além de material de acabamento longe do rústico. Estilo agrada e motor de 1,8 L/128 cv/16v está de bom tamanho.

SEGUNDO a Anfavea, mercado brasileiro é disputado por 1.220 modelos e versões de 54 marcas, entre nacionais e importadas (somados caminhões e ônibus, 62 marcas e 1.744 opções). Nesse nível de oferta, os dias de estoques em fábricas, importadoras e concessionárias terão que crescer para algo em torno de 30 a 35 dias.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Será que o Honda Civic voltou de vez para a liderança do segmento de sedãs médios no Brasil?

Honda/Divulgação
A palavra consolidar tem como principais significados "tornar(-se) seguro, sólido, firme, estável" - de acordo com o dicionário online Michaelis. Com isso em mente, analisei os dados do mercado nacional de automóveis em abril e o acumulado do ano de 2013, segundo a Fenabrave, e notei que o Honda Civic, pelo segundo mês consecutivo, bateu o Corolla na liderança do segmento, ultrapassando o sedã médio da Toyota também no somatório de janeiro a abril. Mas podemos considerar que o Civic se consolidou na ponta?

A Toyota ainda afirma no comercial que o Corolla é o líder absoluto da categoria, como pude assistir ontem a noite na TV. Claramente este comercial (reproduzido abaixo) está ultrapassado e acho até que merecia uma mudança de texto. Mas tudo bem.


Mas é fato que, até o momento, o Civic lidera o segmento. Mas ainda acho cedo para afirmar que o modelo se consolidou na ponta, mas acredito que o Honda continuará à frente do Toyota em 2013. Além do visual mais novo, que não me agradou muito, mas que é claramente mais atual do que o Corolla (2014), a oferta do motor 2.0 16V flex ao Civic foi muito bem-vinda. Imaginem então quando a Honda reestilizar o Civic por aqui, o deixando com o design da versão norte-americana? Só mesmo a nova geração do Corolla para competir.

Em março, foram emplacadas 4.865 unidades do Civic, contra 3.658 unidades do Corolla. Em abril, o sedã da Honda foi responsável por 5.636 unidades emplacadas, contra 5.111 unidades do Toyota.

Emplacamento de sedãs médios de janeiro a abril de 2013 no Brasil (Fenabrave)
1. Honda Civic - 15.821 unidades
2. Toyota Corolla - 15.673 unidades
3. Chevrolet Cruze - 7.463 unidades
4. Renault Fluence - 5.033 unidades
5. Volkswagen Jetta - 3.979 unidades
6. Fiat Linea - 2.582 unidades
7. Mitsubishi Lancer - 2.326 unidades
8. Kia Cerato - 2.308 unidades
9. Nissan Sentra - 2.216 unidades
10. Peugeot 408 - 1.698 unidades
11. Hyundai Elantra - 1.242 unidades
Hyundai/Divulgação
i30 em queda livre
Se por um lado o Civic está buscando se consolidar na ponta do sedãs médios, na categoria de hatches médios o ex-líder i30 está descendo a ladeira. Responsável anteriormente por vendas vistosas, o modelo da Hyundai sofre com os absurdos preços cobrados pela Hyundai (e por alguns fatores externos, como impostos), e também com a oferta única do motor 1.6 16V flex, insuficiente para o veículo, já amargando a 6ª colocação no segmento. Veja:

Emplacamento de hatches médios de janeiro a abril de 2013 no Brasil (Fenabrave)
1. Ford Focus - 7.967 unidades
2. Chevrolet Cruze sport6 - 7.509 unidades
3. Volkswagen Golf - 4.187 unidades
4. Peugeot 308 - 3.733 unidades
5. Fiat Bravo - 3.380 unidades
6. Hyundai i30 - 3.180 unidades
7. Citroën C4 - 2.021 unidades
8. Nissan Tiida - 612 unidades

O mercado brasileiro já está dando o seu recado. Resta à marca coreana entendê-lo: i30 precisa custar (bem) menos e ter uma versão 2.0.

domingo, 12 de maio de 2013

Com atraso, câmbio Dualogic Plus chega ao novo Palio Essence e Sporting e ao Grand Siena Essence

Um ano depois de lançar a versão "Plus" do câmbio Dualogic, com a linha 2013 do hatch médio Bravo, agora é a vez da Fiat tirar o atraso e finalmente disponibilizar esta transmissão também para o Novo Palio, nas versões Essence 1.6 16V e Sporting 1.6 16V, e para o Grand Siena Essence 1.6 16V.

Se quem comprou um desses modelos com o câmbio Dualogic recentemente não vai gostar da novidade, quem ainda não fez a compra e quer adquirir um desses veículos vai ficar bem satisfeito. Isso porque a transmissão manual automatizada Dualogic Plus evoluiu. As trocas de marchas ficaram com trancos menores, gerando mais conforto interno.
O principal "Plus" do câmbio Dualogic são algumas novas funções. A proporciona manobras muito mais confortáveis e seguras, já que o sistema se encarrega, automaticamente, de mover lentamente o veículo, sem que o condutor acione o acelerador, como em qualquer modelo automático convencional.

Outra função é a Auto-Up Shift Abort, que, na teoria, é capaz de identificar o exato momento de uma retomada de velocidade e abortar, se for o caso, a troca para uma marcha superior, mantendo a rotação do motor elevada para disponibilizar mais torque e potência, garantindo uma retomada de velocidade mais eficiente.
Grand Siena Essence Dualogic Plus
A transmissão Dualogic Plus acrescenta R$ 2.333 ao preço das versões Essence e Sporting do novo Palio e Essence do Grand Siena. Entretanto, o consumidor é obrigado a pagar mais R$ 174 do piloto automático. Logo, o câmbio custa, na prática R$ 2.507.

Veja os preços das versões com pintura sólida equipadas apenas com o câmbio Dualogic Plus:

. Fiat Palio Essence 1.6 16V Dualogic Plus - R$ 40.617
. Fiat Palio Sporting 1.6 16V Dualogic Plus - R$ 42.527
. Fiat Grand Siena Essence 1.6 16V Dualogic Plus - R$ 44.567

Lançado com o finado Stilo há cinco anos, o câmbio Dualogic tem participação interessante nas vendas. Entre o mix de mercado, em média, 40% dos veículos vendidos sai de fábrica com este câmbio, o que comprova a aceitação dos clientes e a popularização do câmbio.
Palio Essence Dualogic Plus - Fotos: Fiat/Divulgação
Agora com o Novo Palio e Grand Siena a Fiat aumenta o acesso ao câmbio Dualogic Plus, que pode ser encontrado também na lista de opcionais dos veículos Fiat Bravo, Linea, Idea, Punto, Palio Weekend e Strada.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Fiat prepara muitas novidades para o Brasil! SUV, picape média, novo sedã médio...

Na sua coluna de ontem, Fernando Calmon publicou algumas notícias interessantes sobre os futuros lançamentos da Fiat e da Jeep no Brasil. Todos os detalhes têm forte ligação com a nova fábrica da marca italiana em Pernambuco, prevista para entrar em funcionamento em 2014.

Os planos da marca são ambiciosos. A coluna antecipou o cronograma de início de produção dos modelos, com as vendas previstas para se iniciarem três meses depois da respectiva data citada. Em janeiro de 2015, a Fiat terá um SUV compacto (projeto 338) e a tão aguardada picape média (projeto 226) - esta curiosamente baseada na mesma arquitetura de médio-compacto que originou o Viaggio.
Em dezembro de 2015 será a vez da Jeep receber dois modelos: um SUV compacto derivado do Fiat (projeto 520) e outro SUV (projeto 546), baseado na picape média.

Em janeiro de 2016, a Fiat terá um SUV médio-compacto (projeto XSU) sobre mesma base do projeto 546, da Jeep. O sedã médio-compacto Viaggio (projeto 343), sobre a versátil nova arquitetura que já originou o Dodge Dart, terá início de produção em maio de 2016.
Fotos: Fiat/Divulgação
Vale ressaltar que não estão contemplados produtos com marcas Chrysler e Dodge entre os seis modelos previstos. Isso porque a Jeep tem imagem mais forte por aqui.

Se estes modelos forem mesmo lançados, a Fiat terá veículos em praticamente todos os segmentos de automóveis no Brasil, possivelmente se consolidando na liderança do mercado nacional por muitos anos. Espero realmente que estes lançamentos cheguem as ruas pois só o consumidor tem a ganhar com isso.

Em relação ao Viaggio, ele seria um forte representante na categoria de sedãs, ainda mais se tiver um motor compatível com o segmento (2.0); mas sua chegada ao nosso mercado ainda é uma grande incógnita. Se for mesmo vendido no Brasil, provavelmente o nome Viaggio não seria utilizado por questões óbvias.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Alta Roda - Discussão mais racional

Maior rigor com a qualidade do ar acaba de ser estabelecido pelo governo do Estado de São Paulo. Objetivo é monitorar, especialmente, a região metropolitana da capital paulista que se aproxima de 20 milhões de habitantes, inclui outros 38 municípios e frota real de 6,5 milhões de veículos (leves, pesados e motocicletas). Trocou-se o “termômetro” da poluição ao aproximar as concentrações máximas daquelas preconizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), conhecida pela severidade de posturas. Maioria dos países deixa de cumprir ou tem sua própria legislação.

Na realidade, a regulamentação ainda está 40% aquém da OMS, porém acima da recomendação do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Aumentará o número de dias por ano em que a região enfrenta níveis de atenção, alerta e emergência (nesse, nunca entrou), com as respectivas providências. Ozônio é o principal poluente, mas seu nível de toxicidade não se compara ao monóxido de carbono, que se mantém abaixo dos limites.

Administração estadual, bem intencionada, falhou ao deixar em aberto o futuro e, principalmente, por ignorar veículos de municípios periféricos. Eles circulam livremente pela capital sem exigência de inspeção. Essa frota, mais envelhecida, exige controle. Basta seguir o novo esquema: primeira inspeção para veículos com três anos de uso, depois a cada dois anos e anual a partir de 10 anos de uso. Esse arranjo, incluindo inspeção de segurança, poderia se estender a todo o País. No Rio de Janeiro, por exemplo, periodicidade e metodologia fogem bastante de padrões de outros países: distorções evidentes do que se poderia chamar de inspeção técnica.

No recente seminário sobre emissões veiculares, organizado pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, os palestrantes se empenharam em demonstrar os avanços que ainda podem ser alcançados. “Nosso ar pode ser melhor” foi enfoque deste ano. Apesar de boas intenções, infelizmente não se ouviram vozes suficientes a favor de que a racionalidade deve estar em um dos pratos dessa balança de interesses, que rege a preservação do meio ambiente.

Enquanto se apresentaram propostas objetivas, mais fáceis ou difíceis de programar, soou mal atribuir relevância ao tuning e seus “males” provocados à atmosfera. No caso, o impacto nas emissões totais por motores modificados é desprezível, no contexto geral. Por outro lado, a baixa efetividade da inspeção atual, sem rolos movidos pelas rodas (simula condições reais) não foi criticada, mas é melhor do que nada.

Por outro lado, seria bom adotar, como na Europa, consumo (ligado a emissões) em vez de cilindrada para definir impostos. Bem mais racional.

RODA VIVA

PLANOS ambiciosos da Fiat na nova fábrica de Pernambuco, prevista para final de 2014. A coluna antecipa o cronograma de início de produção (vendas, três meses depois). Janeiro de 2015: SUV compacto (projeto 338) e picape média (projeto 226), esta baseada na mesma arquitetura de médio-compacto que originou o Viaggio. Dezembro de 2015: dois modelos Jeep, um SUV compacto derivado do Fiat (projeto 520) e outro SUV (projeto 546), baseado na picape média.

MAIS Fiat: em janeiro de 2016, SUV médio-compacto (projeto XSU) sobre mesma base do projeto 546, da Jeep. O sedã médio-compacto Viaggio (projeto 343), sobre a versátil nova arquitetura que já originou o Dodge Dart, terá início de produção em maio de 2016. Não se contemplam produtos com marcas Chrysler e Dodge, entre seis modelos previstos. Jeep tem imagem mais forte.

NÚMEROS recordes de produção e vendas de veículos, em abril e no primeiro quadrimestre de 2013, sobre os mesmos períodos de 2012, devem-se em grande parte a uma base comparativa fraca no ano passado. Tanto que a Anfavea manteve sua previsões para o ano inalteradas. Nos 12 meses encerrados em abril, comercializaram-se 3,89 milhões de unidades.

PORSCHE 911 TURBO, em duas versões, estreia em setembro, no Salão de Frankfurt, mas a fábrica liberou informações. Destaques para motor de até 560 cv (Turbo S), aceleração de 0 a 100 km/h em 3, 1 s e um sensacional sistema de direcionamento do eixo traseiro que mudará o modo de conduzir – ou pilotar – o carro. Depois virão versões conversíveis.

TOYOTA acertou a mão na nova geração do RAV4. Totalmente reformulado, estilo refinado com rara precisão, motores de 2 litros/145 cv e 2,4 litros/179 cv, tração 4x2 e 4x4, dois tipos de câmbio automático, interior mais espaçoso, painel ousado e moderno, o SUV médio-compacto mostra dirigibilidade de automóvel. Preços de R$ 96.900 a R$ 119.900. Senão: tampa sobre o estepe (agora interno) gera ruídos.

MICHELIN captou que pneu “verde” (baixa resistência à rodagem) não é único atrativo para os motoristas. Novo Primacy 3 mostra desempenho destacado nas frenagens, em piso seco e molhado, e aderência maior em piso molhado, condição em que a marca francesa tem tradição. Ainda conseguiu 2% de redução no consumo de combustível.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Um dia, três carros. Qual tem o melhor câmbio: Fiat Bravo Dualogic, Freemont ou Volkswagen Jetta?

Há 15 dias, tive uma daquelas semanas em que todos dias de trabalho foram consideravelmente cheios. O pior deles foi a terça, que me fez chegar em casa destruído fisicamente e mentalmente. Mas este também foi o melhor dos dias, pois fui obrigado a me deslocar para um evento em outra cidade, o que me permitiu fazer alguns testes. Na ida, fomos de Volkswagen Jetta Comfortline Tiptronic. A volta foi dividida em dois carros: Fiat Freemont Precision e Fiat Bravo Absolute Dualogic Plus.

Uma semelhança entre eles: nenhum tinha o pedal de embreagem. Logo, entre os três, qual foi o mais confortável de rodar sem precisar trocar marchas?

Antes de responder, vale lembrar que os três veículos são de categorias diferentes: temos um sedã médio (Jetta), um hatch médio (Bravo) e um SUV (Freemont). Mas o objetivo aqui foi avaliar o funcionamento do câmbio e também da relação motor/câmbio e o conforto. Não levei em consideração preço e equipamentos - e citei o consumo do Jetta porque ele realmente me surpreendeu. Vamos aos resultados.
Fiat Bravo Absolute
3. Fiat Bravo Absolute Dualogic Plus 1.8 16V flex (R$ 62.530)
O Bravo foi o último carro do dia e, com as experiências recentes do Freemont e do Jetta, ficou fácil avaliá-lo. Na primeira arrancada foi possível me lembrar que eu estava num carro manual automatizado, e não num automático tradicional. Um pequeno solavanco aconteceu na troca da primeira para a segunda, fazendo com que os corpos dos dois ocupantes se movessem nitidamente.
Minha primeira impressão não foi das melhores. Entretanto, a partir daí, o Plus da transmissão Dualogic (que identifica a segunda geração do câmbio) demonstrou para que veio, fazendo o funcionamento ficar um pouco mais suave. Ainda assim, o câmbio hesitou em alguns momentos, ficando em dúvidas se deveria reduzir ou manter a marcha.

O casamento do motor 1.8 16V E.TorQ, que desenvolve 130 cv de potência e 18,4 mkgf de torque com gasolina e 132 cv e 18,9 mkgf com etanol, com a transmissão Dualogic Plus é o mais harmônico que a Fiat já conseguiu desde o lançamento do sistema com o finado Stilo.
Câmbio Dualogic Plus
A troca pelo paddle shift funcionou bem, mas foi bem inferior à do Jetta (e também à do Honda Civic). Embora não seja a minha primeira opção na categoria, o Bravo é um carro muito legal e a evolução do Dualogic Plus em relação ao Dualogic foi notável. Mas, de maneira geral, a experiência em conduzí-lo foi inferior à dos dois adversários aqui do post, mesmo com o propulsor 1.8 - que é melhor explorado com transmissão manual.
Fiat Freemont Precision leva até 7 ocupantes
2. Fiat Freemont Precision 2.4 16V a gasolina (R$ 93.160)
A versão Precision do Freemont é a mais refinada e conta com dois bancos extras, possibilitando que sete pessoas andem no SUV. E foi quase isso que aconteceu: rodamos com seis pessoas, divididas em 2 + 2 + 2. Andamos na cidade, no plano, em descidas (fortes e fracas), em subidas (fortes e fracas) e na estrada (pista dupla em condições ruins).

Notei algo logo na primeira subida íngreme: a falta de força do motor 2.4 16V a gasolina, que desenvolve 172 cv e 22,4 mkgf de torque - insuficientes para os 1.809 kg do modelo, mais o peso dos 6 ocupantes. Se o câmbio tivesse cinco ou seis marchas, a vida do Fiat (Dodge na verdade) ficaria bem mais fácil, já que a primeira poderia ser bem mais curta, aumentando consideravelmente a sua força de arranque. Mas, com apenas 4 velocidades, a transmissão deixa a desejar na hora de embalar o grandão.
Fotos do Bravo e do Freemont: Fiat/Divulgação
A sensação de rodar com um veículo deste peso e com o peso extra das 6 pessoas foi de que o propulsor 2.4 é "manco", ainda mais com a limitação das quatro marchas. A motorização até "se esforça", mas não consegue dar conta do recado como deveria, mesmo nos giros mais altos.

Isso foi também visível na estrada, quando um Palio 1.4, com apenas um passageiro, nos passou "sem tomar conhecimento", mesmo no momento em que o Freemont estava sendo acelerado durante uma retomada.
Faltam marchas para o câmbio do Freemont
Por outro lado, quando rodamos de forma tranquila na cidade, em ruas mais planas, as qualidades do câmbio apareceram, especialmente a suavidade nas trocas.

O Freemont é muito confortável. Em parte do trajeto fiz questão de ir no banco do fundo. Mesmo com os meus quase 2 metros de altura, consegui achar uma posição relativamente agradável, consegui colocar o cinto de três pontos sem problemas, não bati a cabeça no teto e meus joelhos, que ficaram em posição muito alta, não encostraram no banco da frente. Ainda assim, os dois bancos são mais adequados para quem tem até 1,85 m.
Volkswagen Jetta Comfortline 2.0 Tiptronic
1. Volkswagen Jetta Comfortline 2.0 8V flex Tiptronic (R$ 67.990)
Confesso que não esperava tanto do Jetta quando entrei no veículo. Mas foi ligar o carro e acelerar que o câmbio Tiptronic de seis marchas tornou o passeio muito mais agradável. Foram cerca de 45 km de diversão, na cidade e na estrada, alterando entre os modos automático e manual sequencial pelo paddle shift (borboletas atrás do volante).

As trocas eram mais eficientes do que as do Freemont e sem os trancos do Bravo. A suavidade também chamou a atenção, demonstrando, mais uma vez, que o conjunto de transmissão da Volkswagen é um dos melhores do Brasil.
Reprodução/Car.Blog
Por outro lado, o motor 2.0 8V flex, que desenvolve 116 cv de potência e 17,7 mkgf de torque com gasolina e 120 cv e 18,4 mkgf com etanol, não acompanha a eficiência do câmbio. Uma pena mesmo! Não é que o propulsor seja ruim; pelo contrário; ele é bastante honesto. Mas, com um câmbio tão bom quanto o Tiptronic, fica sempre o sabor de quero mais e a sensação de que alguma coisa está faltando.

Em rotações mais altas, o motor se tornou um pouco ruidoso e perdeu fôlego - algo que eu já esperava pelo fato dele ser 8V e de não ter tanta potência. A grata surpresa foi a média de consumo. O responsável pelo veículo confirmou o número, que eu achei muito bom, mas otimista demais: 9,5 km/l na cidade com gasolina. Na estrada, números "mais esperados", com a média ficando entre 12,5 km/l e 13,5 km/l.
Com 6 marchas, câmbio Tiptronic foi disparado o melhor entre os três avaliados - Reprodução/Car.Blog
Conclusão
Mesmo com um motor 2.0 que não empolga, o Tiptronic deu a vitória neste pequeno comparativo ao Jetta. Ele tem, disparado, o melhor câmbio entre os três carros avaliados. O Freemont ficou em segundo. Seu câmbio é bom, mas as quatro marchas se mostraram inadequadas para um veículo tão pesado e com um motor que trabalha sempre no limite. Já o Bravo tem uma motorização muito interessante e sua transmissão Dualogic Plus evoluiu bastante. Ainda assim, ela não é tão boa quanto à dos dois adversários.

domingo, 28 de abril de 2013

Para queimar os estoques, Citroën reduz o preço do sedã C4 Pallas para R$ 49.990. Vale a compra?

Superado pelos concorrentes, ultrapassado em design, mas com ótimo espaço interno, excelente porta-malas, bem equipado e agora com preço muito competitivo: assim podemos definir a última fase do Citroën C4 Pallas no Brasil. Perto da aposentadoria, a marca francesa reduziu, promocionalmente, o valor do sedã para queimar os estoques do modelo antes da chegada da sua nova geração (última foto do post), prevista para o 2º semestre deste ano. Partindo de R$ 49.990, será que ainda vale comprar um C4 Pallas?

Este valor citado é para a versão GLX 2.0 16V, com câmbio manual de cinco marchas, que vem equipada com freio disco nas quatro rodas com ABS, REF (repartidor eletrônico de frenagem), AFU (auxílio a frenagem de urgência), airbag duplo dianteiro, ar-condicionado digital bi-zone, direção eletro-hidráulica, rodas de liga leve de 16" com pneus 215/55 R16, limitador e regulador de velocidade, CD/MP3 player com comando no volante, entrada USB, faróis de neblina dianteiros, acendimento automático dos faróis, sensor de chuva, travas, vidros e retrovisores elétricos; apoios de cabeça e cinto de três pontos para todos os ocupantes; volante com comando central fixo com regulagem de altura e profundidade, computador de bordo, ventilação traseira com regulagem, banco traseiro rebatível, entre outros.

Pagando R$ 52.990, é possível levar o C4 Pallas GLX com o ultrapassado e problemático câmbio automático de quatro marchas "Tiptronic system Porsche" - que, finalmente, deverá ser substituído no segundo semestre.

A versão topo de linha do sedã da Citroën é a Exclusive, disponível apenas com a infeliz transmissão automática. Por sugeridos R$ 58.000, ela tem os itens do Pallas GLX além de seis airbags (frontal, lateral e cortina), ESP + ASR (antipatinagem), sensores de estacionamento dianteiro e traseiro; revestimento dos bancos, da alavanca do câmbio e do volante em couro, retrovisores externos rebatíveis eletricamente, ponteira do escapamento cromada, acabamento Exclusive, entre outros.

Como vocês viram, a lista de equipamentos é bem interessante. Outro ponto atrativo do modelo é seu espaço interno, confortável para cinco ocupantes. Com 580 litros, o porta-malas tem excelente capacidade. O C4 Pallas mede 4,77 m de comprimento, 1,77 m de largura, 1,51 m de altura e tem 2,71 m de distância entre-eixos.
O velho conhecido motor 2.0 16V flex desenvolve 143 cv de potência e 20,4 mkgf de torque com gasolina e 151 cv e 21,6 mkgf com etanol - potência máxima e torque máximo alcançados a 6.000 rpm e 4.000 rpm, respectivamente. São números interessantes, mas que não garantem alto desempenho ao Pallas, embora ele esteja bem longe de ser ruim.

O que acontece mesmo é que o propulsor é atrapalhado pelo câmbio automático de quatro marchas, que não ajuda nem em desempenho, nem em consumo. Além da transmissão, outros pontos problemáticos do Pallas são os seus amortecedores. Eles não atrapalham (tanto) no desempenho e no consumo, mas interferem diretamente na segurança e no conforto.

Vale a compra?
Esta resposta depende do gosto de cada um. Mas, analisando o mercado, a situação não é nada favorável para o C4 Pallas. De 1º de janeiro a 15 de abril de 2013, foram emplacadas 667 unidades do modelo de acordo com a Fenabrave, número ridículo se comparamos aos concorrentes do segmento. Só em março deste ano, foram emplacadas 4.866 unidades do Honda Civic, 3.685 do Toyota Corolla (entre os mais vendidos), 664 do Fiat Linea e 399 unidades do Peugeot 408 (entre os menos vendidos).
Novo C4 Lounge deve ser lançado no 2º semestre de 2013 - Fotos: Citroën/Divulgação
Além disso, o C4 Pallas sempre foi um carro com alto índice de desvalorização, variando entre 17% e 21% no primeiro ano e podendo chegar a impressionantes 35% em dois anos. Outro problema característico do sedã da Citroën é o seu pós-venda, considerado ruim e caro. Não é à toa que a marca francesa criou um plano de manutenção com preços fixos, que melhorou um pouco a situação, com revisões em intervalos regulares de 10.000 km. O C4 Pallas tem três anos de garantia contratual e 12 anos de garantia anticorrosão perfurativa.

No meu ponto de vista, o Citroën C4 Pallas não vale a compra. Além das questões que coloquei acima, os principais concorrentes são mais modernos e possuem conjuntos melhores, mesmo custando mais caro. Mas, se você estiver procurando um carro espaçoso e bem equipado, e não se importar com visual ultrapassado, alta desvalorização e com o fato da nova geração do sedã francês estar batendo na porta (foto logo acima), compre a versão GLX manual, pois, além do valor de R$ 49.990 ser bem atrativo, ela não conta com o problemático câmbio automático de quatro marchas.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Peugeot e Citroën preparam uma grande melhoria para seus carros - finalmente!

308 2.0 terá câmbio automático de seis marchas
Não é de hoje que convivemos com a ultrapassada e problemática transmissão automática de quatro velocidades da PSA - Peugeot Citroën - curiosamente batizada de “Tiptronic system Porsche”. Há muito tempo, modelos como 307, 308, 307 Sedan, 408, C4, C4 Pallas, Xsara Picasso, entre outros vêm sofrendo com o alto consumo, desempenho travado e excesso de manutenção (da caixa) do câmbio automático. Mas, no segundo semestre deste ano, a história, finalmente, deve mudar.

De acordo com a revista Car and Driver, a partir da linha 2014, que está prevista para chegar às concessionárias em setembro, os Peugeot 308 e 408 passarão a usar a transmissão automática de seis marchas que já equipe o crossover 3008 e os 308 e 408 1.6 16V THP (turbo). Com isso, temos a promessa de menos trancos, maior conforto, melhor consumo de combustível e melhoria no desempenho.

Quando o 308 foi lançado, a Peugeot explicou que o conjunto da transmissão automática foi revisado para melhorar o desempenho, algo praticamente imperceptível aos ex-donos do 307 2.0 aut (aqui e aqui). Segundo a marca, o percentual de clientes interessados no câmbio automático fica na casa de 35%.
Ultrapassado câmbio “Tiptronic system Porsche”, de apenas quatro marchas, está com os dias contados
Se tudo for mesmo confirmado, definitivamente será uma adição e tanto para a linha Peugeot no Brasil - e também para a Citroën, também num futuro próximo.

Veja as versões dos dois Peugeot que devem se beneficiar com a transmissão automática de seis marchas do 3008:

Peugeot 308 Allure 2.0 automático - R$ 60.990
Acendimento automático dos faróis, airbags frontais (motorista e passageiro), apoios de braço individuais nos bancos dianteiros, ar-condicionado automático digital bi-zone com saída de ar traseira, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, comando de rádio na coluna de direção, computador de bordo, faróis de neblina dianteiros, freios ABS + AFU (auxílio a frenagem de urgência) + REF (repartidor eletrônico de frenagem), iluminação "lead me to the car" (acendimentos dos faróis por um tempo determinado), limpador de pára-brisa automático com sensor de chuva e indexado à velocidade, iluminação ''Follow me home'' (acendimentos dos faróis por um tempo determinado), pára-brisa acústico, piloto automático (regulador de velocidade) e limitador de velocidade; retrovisores externos elétricos, rodas de liga leve 17" (Stromboli), vidros elétricos dianteiros e traseiros, sequenciais e com sistema antiesmagamento, volante revestido em couro, conexão bluetooth para celular, audio streaming; conexão USB para iPod/MP3 player e entrada auxiliar; e rádio CD/MP3 player.

Peugeot 308 Feline 2.0 automático - R$ 66.990
2 airbags de cortina (motorista e passageiro, dianteiro e traseiro), 2 airbags laterais (motorista e passageiro), airbags frontais (motorista e passageiro), acendimento automático dos faróis, alarme, apoios de braço individuais nos bancos dianteiros, ar-condicionado automático digital bi-zone com Saída de ar traseira, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, comando de rádio na coluna de direção, computador de bordo, controle eletrônico de estabilidade (ESP) e Controle de Tração (ASR), faróis de neblina dianteiros, freios ABS + AFU (auxílio a frenagem de urgência) + REF (repartidor eletrônico de frenagem); iluminação "lead me to the car" (acendimentos dos faróis por um tempo determinado), limpador de pára-brisa automático com sensor de chuva e indexado à velocidade, iluminação ''Follow me home'' (acendimentos dos faróis por um tempo determinado), luzes diurnas de LED (Day Running Light), rára-brisa acústico, pedais em alumínio, piloto automático (regulador de velocidade) e limitador de velocidade; retrovisores externos elétricos, retrovisores rebatíveis eletricamente, rodas de liga leve 17" (Stromboli), sensor de estacionamento (traseiro), soleira de porta cromada, teto panorâmico de vidro (CIELO), vidros elétricos dianteiros e traseiros, sequenciais e com sistema antiesmagamento; volante revestido em couro, conexão bluetooth para celular, audio streaming; conexão USB para iPod/MP3 player e entrada auxiliar; e rádio CD/MP3 player.
Peugeot 408 2.0 será um dos grandes beneficiados pela nova transmissão automática de seis marchas
Peugeot 408 Allure 2.0 automático - R$ 61.490
Airbags frontais (motorista e passageiro), apoios de braço individuais nos bancos dianteiros, ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura manual, bluetooth viva-voz para celular, acoplado ao som e streaming; coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, comando de rádio na coluna de direção, computador de bordo, direção eletro-hidráulica, entrada USB para som, faróis de neblina dianteiros, freios ABS + AFU (auxílio a frenagem de urgência) + REF (repartidor eletrônico de frenagem), piloto automático e regulador de velocidade, rádio CD/MP3 player, rodas de liga leve 16", vidros elétricos dianteiros e traseiros, sequenciais e com sistema antiesmagamento; e volante revestido em couro.

Peugeot 408 Feline 2.0 automático - R$ 65.690
2 airbags de cortina (motorista e passageiro, dianteiro e traseiro), 2 airbags laterais (motorista e passageiro), airbags frontais (motorista e passageiro), acendimento automático dos faróis, alarme, apoios de braço individuais nos bancos dianteiros, ar-condicionado automático digital bi-zone com saída de ar traseira, banco do motorista com regulagem de altura manual, bluetooth viva-voz para celular, acoplado ao som e streaming; coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, comando de rádio na coluna de direção, computador de bordo, controle eletrônico de estabilidade (ESP), direção eletro-hidráulica, entrada USB para som, faróis de neblina dianteiros, freios ABS + AFU (auxílio a frenagem de urgência) + REF (repartidor eletrônico de frenagem), limpador de pára-brisa automático com sensor de chuva e indexado à velocidade, piloto automático e regulador de velocidade, rádio CD/MP3 player, retrovisor interno eletrocrômico, revestimento dos bancos em couro, rodas de liga leve 17", sensor de estacionamento (traseiro), soleira de porta cromada, teto solar elétrico com fechamento automático no telecomando da chave; vidros elétricos dianteiros e traseiros, sequenciais e com sistema antiesmagamento; e volante revestido em couro.
Painel do 408 é atrativo
Peugeot 408 Griffe 2.0 automático - R$ 70.690
2 airbags de cortina (motorista e passageiro, dianteiro e traseiro), 2 airbags laterais (motorista e passageiro), airbags frontais (motorista e passageiro), acendimento automático dos faróis, alarme, apoios de braço individuais nos bancos dianteiros, ar-condicionado automático digital bi-zone com saída de ar traseira, banco do motorista com regulagens elétricas, bluetooth viva-voz para celular, acoplado ao som e streaming; coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, comando de rádio na coluna de direção, computador de bordo, controle eletrônico de estabilidade (ESP), direção eletro-hidráulica, entrada USB para som, faróis de neblina dianteiros, faróis de Xenon autodirecionais, freios ABS + AFU (auxílio a frenagem de urgência) + REF (repartidor eletrônico de frenagem), limpador de pára-brisa automático com sensor de chuva e indexado à velocidade, navegador GPS integrado ao painel e escamoteável eletronicamente, piloto automático e regulador de velocidade; rádio CD/MP3 player, retrovisor interno eletrocrômico, revestimento dos bancos em couro, rodas de liga leve 17", sensores de estacionamento dianteiro e traseiro; soleira de porta cromada, teto solar elétrico com fechamento automático no telecomando da chave, vidros elétricos dianteiros e traseiros, sequenciais e com sistema antiesmagamento; e volante revestido em couro.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Alta Roda - Perdão obrigatório

“Quando a esmola é grande, o santo desconfia”. Eis um dos provérbios mais populares e que se aplica a um dos artigos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Reconhecido como minucioso em excesso, além de abrigar nada menos de 341 artigos, fora os anexos, o CTB deixou vários pontos por regulamentar, desde que entrou em vigor em 22 de janeiro de 1998.
Reprodução

E não para por aí. Coube ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovar resoluções regulatórias, com força de lei, sem contar as portarias do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Em dezembro de 2008, a coluna recebeu uma publicação que consolida toda a legislação complementar. Trata-se de um calhamaço de 708 folhas de tamanho ofício e letra miúda. Se atualizado até 2012, talvez alcançasse as 1.000 páginas.

Punitivo por essência e quase nada educativo, no CTB há um conceito racional no Artigo 267:

“Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa.

§ 1º. A aplicação da advertência por escrito não elide [N.R.: não elimina] o acréscimo do valor da multa prevista no § 3º do art. 258, imposta por infração posteriormente cometida.
§ 2º. O disposto neste artigo aplica-se igualmente aos pedestres, podendo a multa ser transformada na participação do infrator em cursos de segurança viária, a critério da autoridade de trânsito.”

Independentemente de jamais um pedestre (ou ciclista) receber multa, esse artigo foi, afinal, regulamentado e vige desde 2012, “apenas” 14 anos depois. Algo simples e justo, mas como tem potencial de redução na arrecadação de multas, ficou esquecido. O motorista pode redigir um recurso e pedir a conversão da multa, o que já desanima: poucos estão informados e/ou conhecem os trâmites.

Porém, a partir desse mês, o Detran do Distrito Federal, em rasgo de clarividência raro no setor, colocou seus programas de computador para funcionar. Caso se enquadre no Artigo 267, o infrator nem chega a receber notificação: ganha apenas advertência por escrito, conforme prescreve o código. Está aí um exemplo para aplausos. Todos os outros Detrans deveriam segui-lo, mas certamente não o farão, apesar das facilidades atuais da eletrônica de controle. Na realidade, a regulamentação nada impôs sobre o modo operacional e os governos não querem perder receita.

Mas há algo perverso, a tal esmola duvidosa. Por qualquer meio, o motorista não pode recorrer da pretensa infração convertida em advertência, mesmo sem concordar ou ter como provar que é inocente. Deve aceitar o perdão, sem discutir. É ou não é para o santo desconfiar?

RODA VIVA

APESAR de a GM nada revelar, a nova geração do Cruze (2015) será produzida na fábrica argentina de Rosario, como a coluna já antecipou. Cessará a montagem CKD do modelo, em São Caetano do Sul (SP). Tendência geral é essa: compactos aqui; médios-compactos, no vizinho. Por razões de menor escala de produção e controle “frouxo” de conteúdo local na Argentina.

PREÇO até R$ 2,9 milhões, motor V-12 dianteiro (6,2 l/740 cv) no lugar do V-8, aceleração de 0 a 100 km/h, em 3,1 s. Ferrari F12berlinetta foi pré-apresentado no autódromo de Interlagos, pouco mais de um ano após Salão de Genebra. Importador, Via Itália, afirma que esse superesporte pode lidar melhor com o dia a dia do que gerações anteriores. Inspiração Porsche?
Chevrolet/Divulgação
PRISMA vai bem com motor de 1 litro/80 cv (mais potente nessa cilindrada, juntamente com o 3-cilindros HB20 e Clio), menos na estrada com carga total. Marchas precisam ser esticadas para ter agilidade. Versão de entrada (R$ 34.990) permite opção da ótima central multimídia. Na ergonomia, puxador nas portas, ruim; tampa do porta-luvas, ótima (abre para cima).

FLUIDEZ de linhas e espaço interno garantido por 2,7 m de distância entre-eixos, Cerato é aposta da Kia entre os médios-compactos. Agora com motor flex de 1,6 l/128 cv (igual ao HB20), o sedã vem completo, só versão topo. Mas seu preço disparou, ao não se enquadrar nas regras do Inovar-Auto. Por R$ 67.400 (automático, mais R$ 4.500), difícil concorrer.

OUTRO que perdeu competitividade em preço foi hatch Hyundai i30, cujo motor 2-litros foi substituído pelo 1,6-L. Atrapalha, ainda, a valorização recente do won sul-coreano. Nada dramático, como acontece com o iene japonês, porém relação preço-equipamento imbatível, aos poucos, pode sofrer erosão discreta.

SEM aumento do IPI, antes previsto para 1º de abril e agora mantido até 31 de dezembro, a estratégia de preços de cada marca teve que sofrer adaptações. Algumas aproveitaram para realinhar suas tabelas, além da simples adequação ao imposto que deixou de subir. Se não está vendendo tão bem, nada como aproveitar a deixa e usar a oportunidade para repensar a vida.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Hyundai Elantra 2.0 flex chega por R$ 96.300! Pode custar absurdamente caro assim, produção?

Hyundai/Divulgação
O amigo Marlos Ney Vidal cantou a pedra e a Quatro Rodas confirmou: a Hyundai está lançando o Elantra com motor 2.0 flex. A notícia seria excelente se não fosse um detalhe, o absurdo preço cobrado pelo modelo: R$ 96.300!

É isso mesmo que você leu! Esse é o valor para o modelo sem teto solar. Com este equipamento, a bagatela sobe para inacreditáveis e estratosféricos R$ 99.800! Se não bastasse o Veloster ser manco, o próprio Elantra 1.8 ter cavalos + pôneis, o HB20 ser bonitinho mas ordinário, o HB20S ser chamado de HB20$, e do novo i30 custar um olho da cara, agora o Elantra 2.0 chega por um preço que realmente não dá para entender.

O que está acontecendo com a Hyundai no melhor momento da história da marca no Brasil?
Reprodução
Tucson, HB20 e HB20S são fabricados no Brasil - o primeiro em Goiás, e os outros dois em São Paulo. Mas os outros carros da linha da Hyundai são importado para o Brasil. Além do lucro altíssimo, outra questão que justifica o aumento pode ser a elevada carga de impostos brasileira (IPI, de importação, etc.). Mas não custa lembrar que um veículo flex para menos imposto do que um só a gasolina.

De qualquer forma, depois das "verídicas" informações sobre a potência do Veloster e do Elantra 1.8, a versão 2.0 do sedã coreano tem como potência declarada pela marca 169 cv com gasolina e 178 cv com etanol, ambos alcançados a 6.200 rpm. Já o torque é de 19,9 mkgf com o combustível fóssil e 21,5 mkgf com o derivado da cana-de-açúcar.

São números superiores a todos os principais concorrentes. Porém, nas vendas em 2013, o Elantra apanha de todos esses principais adversários. De janeiro a março, segundo a Fenabrave, foram emplacadas 937 unidades do Elantra. Veja os outros sedãs médios:

Emplacamentos - Janeiro a março de 2013
1º. Toyota Corolla - 10.562 unidades - 23,54%
2º. Honda Civic - 10.186 unidades - 22,71%
3º. Chevrolet Cruze - 5.230 unidades - 11,66%
4º. Renault Fluence - 3.683 unidades - 8,21%
5º. Volkswagen Jetta - 3.357 unidades - 7,48%
6º. Fiat Linea - 1.792 unidades - 3,99%
7º. Mitsubishi Lancer - 1.719 unidades - 3,83%
8º. Nissan Sentra - 1.549 unidades - 3,45%
9º. Kia Cerato - 1.434 unidades - 3,20%
10º. Peugeot 408 - 1.324 unidades - 2,95%
11º. Hyundai Elantra - 937 unidades - 2,09%

O Hyundai Elantra vem equipado com câmbio automático de seis marchas, ar-condicionado digital com duas zonas de temperatura, piloto automático, freios ABS com EBD, BAS e ESP, airbags frontais, laterais e de cortina; sensores de estacionamento dianteiros e traseiros; bancos revestidos em couro; coluna de direção regulável em altura e profundidade; sistema de partida sem chave; sistema multimídia com tela touchscreen de sete polegadas, GPS, Bluetooth, câmera de ré, entradas auxiliar e USB, rádio CD Player, volante multifuncional revestido em couro, piloto automático, sensor de chuva e faróis de neblina.

Hyundai Elantra 2.0 16V
Potência: 169/178 cv (g/e) a 6.200 rpm
Torque: 19,9/21,5 mkgf (g/e) a 4.700 rpm

Ford Focus Sedan 2.0 16V
Potência: 143/148 cv (g/e) a 6.250 rpm
Torque: 18,7/19,5 mkgf (g/e) a 4.250/5.250 rpm
Preço da versão Titanium automática: R$ 72.564 (com pintura perolizada)

Honda Civic 2.0 16V
Potência: 150/155 cv (g/e) a 6.300 rpm
Torque: 19,3/19,5 mkgf (g/e) a 4.700/4.800 rpm
Preço da versão EXR automática: R$ 83.890 (com pintura metálica)

Nissan Sentra 2.0 16V
Potência: 143 cv (g/e) a 5.200 rpm
Torque: 20,3 mkgf (g/e) a 4.800 rpm
Preço da versão SL CVT: R$ 67.690

Peugeot 408 2.0 16V
Potência: 143/151 cv (g/e) a 6.250/6.000 rpm
Torque: 20/22 mkgf (g/e) a 4.000 rpm
Preço da versão Griffe automática: R$ 71.790 (com pintura metálica)

Renault Fluence 2.0 16V
Potência: 140/143 cv (g/e) a 6.000 rpm
Torque: 19,9/20,3 mkgf (g/e) a 3.750 rpm
Preço da versão Privilège CVT com pack premium: R$ 79.800 (com pintura metálica)

Toyota Corolla 2.0 16V
Potência: 142/153 cv (g/e) a 5.600/5.800 rpm
Torque: 19,8/20,7 mkgf (g/e) a 4.000/4.800 rpm
Preço da versão Altis automática: R$ 85.740 (com pintura metálica/perolizada)

Volkswagen Jetta 2.0 8V
Potência: 116/120 cv (g/e) a 5.000 rpm
Torque: 17,7/18,4 mkgf (g/e) a 4.000 rpm
Preço da versão Comfortline Tiptronic: R$ 78.916 (com opcionais e pintura perolizada)

Volkswagen Jetta 2.0 TSI
Potência: 200 cv (g) a 5.600/5.100 rpm
Torque: 28,5 mkgf (g) a 1.700 rpm
Preço da versão Highline DSG: R$ 98.502 (com opcionais e pintura perolizada)

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Cheio de "mais", novo Kia Cerato é lançado no Brasil por R$ 67.400 - número que poderia ser menor

A Kia acaba de lançar no Brasil a nova geração do Cerato, sedã médio que chega cheio de "mais" para brigar com os rivais. Ele ficou mais bonito, mais equipado, mais espaçoso e mais caro. Mas, lamentavelmente, a falta de um pais pode atrapalhar as vendas do modelo: "mais" potência.

O novo Cerato está visivelmente maior, com linhas modernas e elegante. Seu preço está na faixa dos concorrentes: R$ 67.400, com câmbio manual de seis marchas, e R$ 71.900, com transmissão automática sequencial de seis velocidades. Entretanto, seu motor, embora mais potente que o do Volkswagen Jetta 2.0, já aponta como o calcanhar de aquiles: 1.6 16V flex.
Este é até um propulsor valente, com 122 cv de potência e 16 mkgf de torque com gasolina e 128 cv e 16,5 mkgf com etanol. Porém, o comprador de um sedã médio busca um motor, no mínimo, 1.8 (Civic, Corolla, Elantra, Cruze) - sendo que o 2.0 (Civic, Corolla, Elantra, Fluence, Sentra, 408 e Focus Sedan) é considerado o ideal. Nem o baixo peso do Cerato (1.171 kg manual e 1.205 kg automático) será um argumento para convencer o interessado num veículo desta categoria, ainda mais porque os testes de pista do modelo não têm sido favoráveis em desempenho.

Se, por um lado um dos "mais" do modelo foi o preço, que subiu imponentes R$ 14.600 em relação ao valor inicial da geração do Cerato que está deixando o mercado, quase acabando com seu custo/benefício, por outro, a lista de equipamentos está mais completa.

Na versão manual, o sedã coreano vem com ar-condicionado de duas zonas, acendimento automático dos faróis, computador de bordo, controlador de velocidade, volante revestido em couro com regulagens de altura e profundidade, banco do motorista com ajuste lombar elétrico, retrovisor eletrocrômico, conjunto óptico com LEDs, rodas de liga leve de 16" (pneus 205/06 R16), sistema de áudio com conexões USB, auxiliar e iPod (sem conexão bluetooth); airbag duplo frontal e freios com sistema ABS.
A Kia destaca como diferenciais do modelo os sensores de estacionamento traseiro e dianteira e a direção elétrica com três modos: normal, conforto e esporte - este último disponível apenas para a versão automática (E.294), que vem ainda com paddle shift, sistema Eco e freio a disco nas quatro rodas.

Tamanho agora é documento
Se na geração anterior existia uma dúvida se o Cerato concorria, por exemplo, com o City ou com o Civic, sem dúvida, na nova geração, o sedã médio da Honda é o seu adversário. O coreano mede 4,56 m de comprimento, 1,78 m de largura e 1,445 m de altura e 2,70 m de entre-eixos - 3 cm mais longo, 5 cm mais largo, 2,5 cm mais baixo e 5 cm maior, respectivamente, do que o velho Cerato. O novo coreano também é maior do que Hyundai Elantra, Honda Civic e Toyota Corolla.

Se motor é apenas suficiente, o mesmo pode ser dito do porta-malas: 421 litros - inferior ao volume dos principais concorrentes. Resta saber se este número foi calculado com a mesma medida dos adversários.

Pensando nos concorrentes, acho que a Kia deveria reduzir o preço do Cerato única e exclusivamente porque o carro é 1.6. Tudo bem que ele é mais potente que o Jetta (que tem um propulsor 2.0 ultrapassado), mas os adversários custam praticamente a mesma coisa (Civic, Corolla e Cruze) ou até menos (408 e Fluence) com motores muito mais fortes.

Minha sugestão seria fazer o Cerato partir de R$ 59.990 manual e R$ 63.990 automático. Se a geração anterior partia de R$ 52.800, por que a nova não pode ter um preço mais baixo?
Kia Quoris chega em junho
Futuros lançamentos da Kia no Brasil
Depois do Cerato, o próximo lançamento da Kia é o Sorento, em maio. Em seguida, teremos o sedã grande Quoris, que chega em junho (é o irmão torto do Equus da Hyundai). Em julho tem o Cadenza reestilizado.
Depois de muita espera, Cerato hatch será finalmente lançado no Brasil em agosto
Em agosto, finalmente, teremos o novo Cerato hatch que, infelizmente, terá o mesmo motor 1.6 16V do sedã. Quem sabe um 1.8 16V não aparece até lá.
Carens vem em setembro
No mês de setembro é a vez da versão renovada da minivan Carens renovada dar as caras no Brasil, enquanto, em outubro, chega o Optima reestilizado.
Cerato Koup foi um dos veículos mais beneficiados com o DNA mundial de design da Kia 
Fechando o pacote 2013, temo o belo Cerato Koup em novembro. A marca coreana espera crescer 10% no mercado brasileiro neste ano.

O Kia Soul renovado ficou para o início de 2014.

Chupa Hyundai?
Kia e Hyundai são empresas irmãs e ambas comercializam veículos que compartilham plataformas e motores. Agora vem a dúvida: por que a Hyundai lançou o hatch médio i30 custando a partir de R$ 75.000, sendo que o sedã médio Kia Cerato, que tem o mesmo motor, completo, custa R$ 71.900? Seria essa a prova (mais uma) de que a Hyundai está cobrando um preço exorbitante pelo seu novo modelo?
Fotos: Kia/Divulgação

Chega de Gol G4 e Blazer! Polícia brasileira se renova no combate ao crime! Fiat Freemont aguenta o tranco?

Reprodução/Adrenaline
Durante muito tempo, a polícia brasileira usou veículos com duas características específicas para combater o crime: robustez e durabilidade - os verdadeiros "pau para toda obra". Os símbolos desta frota eram os Volkswagen Gol (até a geração "G4") e Parati e, especialmente, o Chevrolet Blazer (camburão).

Com o avanço e desenvolvimento da nossa indústria, o mercado nacional passou a construir mais carros com estas duas características, mas que iam além, sendo também confortáveis e, em vários casos, até bonitos. Por causa disso, por que insistir em modelos defasados, com voltante torto, bancos desconfortáveis, ergonomia ruim e outros problemas?
Reprodução/GTPlanet
Embora a frota policial em várias municípios ainda seja composta por carros antigos e ultrapassados, como os dois que citei, atualmente os "homens da lei" em diversas cidades também exercem suas funções à bordo de vários veículos com projetos bem mais novos. Vejam alguns exemplos.

Temos os Volkswagen Fox e Gol (G5), o Fiat Uno e o Renault Sandero entre os hatches que já rodam pelo país, assim como a picape Nissan Frontier. Chevrolet S10 e Ford Ranger apareceram com "uniforme policial" numa feira de segurança Interseg, realizada em São Paulo em 2012.

A lista de sedãs é grande, por isso vou citar os Renault Logan e Fluence, que fazem parte da frota policial brasileira em alguns estados, e o Peugeot 408 e o Ford New Fiesta Sedan, que também apareceram na feira  - não entendo direito este este último: embora seguro, seu espaço interno é bem limitado (especialmente atrás).

O feioso Chevrolet Spin também já virou policial na Interseg e tem tudo para assustar os criminosos. Nas cidades costeiras temos ainda o Troller T4 patrulhando as praias, como no litoral do Ceará. A polícia também roda com SUVs como Ford EcoSport e Renault Duster.

Sei que existe muitas outros automóveis e utilitários que compõe a frota da polícia brasileira. Mas, entre os veículos levantados durante a a pesquisa que fiz, com o apoio do internauta Márcio, o que mais chamou a minha atenção foi o Fiat Freemont. Importado, com desempenho fraco e beberrão, o modelo é um verdadeiro luxo para rodar nas cidades pelo país. Realmente acho que a polícia merece ter carros confortáveis, seguros, robustos, duráveis e econômicos, mas um Freemont parece ter sido uma escolha inadequada - ou será que o modelo italiano também é um verdadeiro "pau para toda obra"? Pelo menos a adaptação para a Interseg ficou legal.

Veja nas fotos abaixo alguns veículos preparados para a polícia, exibidos numa feira de segurança realizada em São Paulo no ano passado.










Fotos: Reprodução/R7