terça-feira, 31 de março de 2009

Chevrolet Astra: melhora bem-vinda mas chance perdida

Chevrolet lançou ontem a linha 2009 do Astra. Acho que a marca perdeu uma boa chance de mudar para melhor algumas coisas no modelo. Mas como melhorar um carro muito bom, que é líder do segmento?

Já que a GM preferiu não investir num "update" visual, ela poderia ter feito duas coisas: abaixar o preço do carro e/ou aumentar a sua lista de equipamentos de série. Ela não seguiu nenhuma das opções mas, pelo menos, manteve o valor do Astra inalterado (sugerido de R$ 45.664) e ganhou mais potência no motor, ficando também menos poluente e, teoricamente, mais econômico.
Em relação aos equipamentos, o airbag duplo poderia ser de série (e vai ser daqui a poucos anos - se o Astra durar até 2014, o que é pouco provável). Já que isso não é possível no momento, ela poderia "acabar com a farra de acessórios" das concessionárias e colocar, como item de série, faróis de neblina. Ajuste de altura dos faróis e banco traseiro bi-partido também seriam bem-vindos - realmente o alerta luminoso de troca de marchas (Upshifting Light) já vem de fábrica.
De qualquer forma, o Astra continua sendo um ótimo carro. Sei que o seu visual está ultrapassado (mas este é um item subjetivo), assim como a sua plataforma é superada. Mas o modelo tem ótimo espaço para quatro adultos, bom acabamento (que, na versão Advantage, poderia ser mais luxuoso, como na Elegance), bom espaço no porta-malas e bom desempenho (melhor que o Vectra GT, por exemplo, por causa do peso), que agora melhorou ainda mais com os 12 cv extras de potência da versão melhorada do motor 2.0 Flexpower (133 cv/ 140 cv). Resta saber se ele ficou realmente mais econômico, o que seria muito bem-vindo para o carro.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

segunda-feira, 23 de março de 2009

Fiat Siena: no meio do caminho

Fiat/Divulgação
1ª. Mercado
Pensando única e exclusivamente no mercado, a Fiat está de parabéns ao lançar a versão EL do Siena. Mais equipada que a Fire (R$ 26.290) e mais barata que a ELX (R$ 32.600), a EL (R$ 28.900) entra numa lacuna que o Voyage estava se apoderando. Com isso, o Siena volta a brigar com muita força com o sedã da Volkswagen. Vale lembrar que o mais vendido da categoria é o Corsa Sedan - diga-se Classic. Quem ganha com isso é o consumidor.
Fiat/Divulgação
2ª. Siena
Sei que a disputa está acirrada com a Volkswagen, mas a Fiat precisa tomar muito cuidado com os passos dela em 2009. Lançar a linha 2010 do Palio na primeira semana de janeiro de 2009 foi muito arriscado, especialmente por mudar o visual do carro (de novo) - veja aqui e aqui.
Interior do novo Siena EL - Fiat/Divulgação
Agora, lançar uma nova versão do Siena, com o visual diferente... isso não “cheira” muito bem. O Siena 0 km pode ser encontrado com três leiautes diferentes na mesma plataforma: a Fire, baseada na geração 3; a ELX, conhecida como Novo Siena; e a nova EL, que fica no meio do caminho entre o Palio geração 4 (que não é mais vendido - pelo menos até o momento) e o Novo Siena. Ou seja, o modelo é fruto da mistura do visual de dois carros. Com isso, o sedã compacto da Fiat começa a perder a sua identidade visual. Isso é muito grave! O Siena Fire e o ELX são considerados muitos bonitos. Será que o brasileiro vai aprovar o visual do EL?
Novo Uno pode ser assim, mas acho que ele será mais quadrado - Reprodução da internet/carroonline.net - 23/3/09
Novo Uno
De acordo com a Revista Exame, a Fiat pode antecipar o lançamento do novo Uno para recuperar o terreno perdido para a Volkswagen, que ainda vai mudar o Fox e lançar a nova Saveiro em 2009 - minando a Fiat de vez! Além disso, a Fiat contra-atacaria a Chevrolet, que vai lançar o "projeto Viva" hatch e sedã também em 2009. O novo Uno, previsto para 2010, chegaria no final de 2009. A imagem acima, da Revista Carro, mostra como pode ser o novo modelo.

Já a imagem abaixo, do blog Pit Stop, mostra uma foto da revista AutoOggi do que pode ser o novo Uno. Na verdade, a imagem é do novo Seiscento, irmão do Fiat 500. O 600 terá custo de produção mais baixo e muitas peças compartilhadas com outros veículos da marca. Segundo a publicação, o Seiscento custaria em torno de 6.000 euros, o equivalente aproximado a R$ 18.000. Por causa do preço é que podemos acreditar que esse também possa ser o novo Uno, que está nas nossas ruas há mais de 20 anos.
Reprodução da internet/pitstopbrasil.wordpress.com - 16/1/09

terça-feira, 17 de março de 2009

Renault Symbol é bom, mas poderia ser melhor

 Finalmente a Renault resolveu lançar o substituto do ultrapassado Clio Sedan que, na minha opinião, sai do mercado sem deixar muitas saudades. Embora muito proprietários adorassem o carro, a verdade é que o modelo nunca caiu realmente nas graças do brasileiro. Seu principal problema era o visual, que sofria com a crônica falta de harmonia entre dianteira e traseira.

Já o Symbol, considerado pela Renault um sedã compacto premium, é mais bonito e bem feito, mostrando uma real evolução e melhora em relação ao Clio Sedan - com exceção do espaço interno, que continou ruim. Mas será que ele vai dar certo? Faço a pergunta porque acho que a Renault perdeu uma chance de ouro de derrubar a concorrência. Digo isso porque já estou pensando nos futuros lançamentos, como o distante "novo Siena", o sedã substituto do Corsa Sedan e o Honda City (a versão mais simples deve concorrer com o Symbol completo). Fico com a impressão do Symbol ser excelente para o agora, sem muitas pretensões para o futuro; ou de ser um novo carro ultrapassado. Mas aí eu me lembro do Logan e a minha impressão praticamente desaparece.
Tudo bem que a relação custo/benefício parece interessante. Veja: você paga R$ 41.190 na versão Expression e leva um carro 1.6 16V flex, com ótimo porta-malas (506 litros de capacidade), e com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros, airbag duplo, volante e banco do motorista com regulagem de altura, sistema CAR (travamento automático das portas quando o carro atinge 6 km/h), brake light, bolsas do tipo canguru atrás dos bancos dianteiros, alarme perimétrico, desembaçador de vidro traseiro e mais alguns itens. Se quiser, você pode pagar mais R$ 800 por computador de bordo e rádio CD-Player MP3 com comando satélite na coluna de direção. Por mais R$ 1.500 você leva os freios ABS. E não podemos esquecer da pintura metálica, que quase todo mundo compra (+ R$ 850). Total: R$ 44.340.

Por que então não levar a versão Privilege que, além dos equipamentos da Expression, ela vem equipada com ar-condicionado digital, computador de bordo, retrovisor externo com regulagem elétrica, banco com revestimento em veludo, manopla do câmbio revestida em couro, rádio CD-Player MP3 com comando satélite na coluna de direção, volante com revestimento em couro com aro interno cromado, faróis de neblina, maçanetas externas de alumínio e rodas de liga leve de 15". Ela custa R$ 44.490. Com mais R$ 850 você leva a pintura metálica e com R$ 1.500 você paga os freios ABS. Total: 46.840.
Boa idéia!
Agora pense comigo. Imagine o Symbol Expression com preço inicial R$ 1.200 reais mais baixo (R$ 39.990) e o Privilège R$ 1.500 mais em conta (R$ 42.990), com os mesmos equipamentos. Some a isso o fim da versão Privilège 1.6 16V do Logan (que custa a partir de R$ 40.190) e abaixe um pouco o preço do restante da linha Logan. A Renault agitaria o mercado de sedãs compactos e sedãs compactos Premium de uma forma que atrapalharia todas as outras marcas, especialmente a Chevrolet, que domina o segmento com modelos ultrapassados.

Concorrentes
Falando na concorrência, veja porque o Symbol mais barato poderia derrubar os adversários. Os principais concorrentes são Peugeot 207 Passion XS 1.6 16V, Fiat Siena HLX 1.8, Ford Fiesta Sedan Pulse 1.6, Volkswagen Voyage 1.6 Comfortline (R$ 37.610) e Polo Sedan 1.6 (R$ 43.310). Embora seja um bom carro, o Chevrolet Corsa Sedan está fora da disputa pela defasagem. Ele vende razoavelmente bem, mas é muito mal equipado e tem apenas motor 1.4. Também não vou publicar os detalhes dos dois da Volks por causa do causa da desorganização e pouca funcionalidade do site da VW.
O Fiat Siena HLX 1.8 básico, preto sólido, tem preço sugerido de R$ 43.300 e já vem com direção hidráulica, ar-condicionado, bancos e painéis de porta revestidos em veludo, banco do motorista e volante com regulagem de altura, computador de bordo e vidros dianteiros elétricos.. Equipado com airbag duplo, ABS (kit HSD) e pintura metálica, o preço sobe para R$ 47.080.

Já o Paugeot 207 Passion XS 1.6 16V é um caso a parte. Ele tem preço sugerido de R$ 44.800 (branco sólido) e já vem equipado com faróis de neblina dianteiros, retrovisores externos com regulagem interna elétrica, ar-condicionado com controle automático de temperatura, coluna da direção e banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, direção hidráulica, Sensor de chuva para acionamento do limpador de pára-brisa, Faróis com acendimento automático, vidros dianteiros e traseiros elétricos. Porém, ele não tem nenhum opcional! Para ter segurança, só pagando os R$ 48.700 da versão automática + 4.800 dos airbags frontal e lateral e dos bancos revestidos em couro. É incrível o que a Peugeot faz com o consumidor. Daqui a pouco ela começa a imitar a Volkswagen e passa a cobrar mais de R$ 3.000 pelo "kit elétrico".
O Ford Fiesta Sedan 1.6 básico (preto sólido) custa a partir de R$ 35.620. Na versão Pulse, que tem preço sugerido de R$ 40.825, ele vem equipado com maçanetas internas, anéis de saída de ar e painel central com acabamento em Titanium, retrovisores, moldura lateral e régua do porta-malas e maçanetas na cor do veículo, luz de leitura, painel de instrumentos com fundo branco, console central integral, alça de segurança traseira, calota Pulse, alto-falantes) + Kit Class (ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas. Se você quiser segurança de verdade, você precisa se aventurar no mundo dos "inúmeros pacotes Ford". Entenda: Você compra o Fiesta Sedan 1.6 na versão Pulse com o kit Class (já citado acima), com o kit My Connection II (espelho retrovisor elétrico + CD Player MP3 + bancos e volante em couro) e com mais um pacote, o kit Segurança II, composto por ABS + Air Bags; mais as rodas de liga leve aro 14", que não fazem parte de nenhum kit. Tudo isso por R$ 47.325.

Conclusão
Fechando o meu comentário, o Symbol tem bom conjunto para enfrentar os concorrentes atuais, já que o Siena está na sua última versão antes da mudança definitiva; o 207 Passion nada mais é que o velho 206 na versão sedã; Corsa Sedan já está ajoelhado pedindo por uma atualização; Polo Sedan é atrapalhado pela estratégia Volkswagen de vender carros; e o Fiesta Sedan, com o perdão da expressão, parece um "foguete melhado", ele sempre parece que vai "estourar", mas isso nunca acontece. Por isso, o Symbol pode se dar muito bem. Só o Voyage tem realmente um potencial maior de crescimento, como ele já mostrou em fevereiro (batendo o Siena).
As minhas críticas não querem dizer que os carros são ruins. Mas, como eu já disse acima, pense quando os novos adversários chegarem, como o Honda City, por exemplo. Se o Civic e o Fit são referências para as suas respecticas categorias, é muito provável que o mesmo aconteça com o novo sedã da Honda. É verdade que ele será mais caro, mas a sua versão mais simples deve brigar com o Symbol Privilège completo.
Fotos: Renault/Divulgação

sábado, 14 de março de 2009

De 0 a 100 - 2 ANOS

Como passa rápido! Há um ano o De 0 a 100 estava comemorando o seu primeiro aniversário - e hoje ele chega ao seu segundo ano de vida! Estou muito feliz e orgulhoso com isso. Tenho conseguido manter o blog atualizado, com assuntos que considero interessantes (pelo menos a maioria), sempre relacionados ao mundo dos automóveis. Acho que esse continua sendo o meu principal desafio com o blog, assim como foi no ano passado.

Me esforço para dar consistência e qualidade ao De 0 a 100 como um todo, evitando o que vejo em muitos blogs na internet: no ínicio eles têm vários posts, com muito "oba oba". Mas depois, eles vão ficando de lado e a frequência de postagens vai caindo, até que os blogs praticamente deixam de existir. Para quem não sabe, entre os blogs "novos", o De 0 a 100 é o mais antigo entre os jornalistas do Estado de Minas, do Portal Uai, da Rádio Guarani e da TV Alterosa - seguido pelo Girando a Bola. Além disso, ele serviu de base para a criação do Acima de 100, do meu amigo Walber Pereira.

Para manter o De 0 a 100 sempre vivo, tomei algumas medidas interessantes. Uma delas foi trazer o videochat para dentro do blog. No início, assim como aconteceu com o próprio De 0 a 100 , o acesso era baixo. Porém, com o tempo, as 150 pessoas que tínhamos em 30 minutos de programa foram aumentando; as discussões foram ficando mais diversificadas; cada vez mais pessoas começaram a mandar perguntas e participações; até chegarmos, por exemplo, a um videochat com mais de 7.500 pessoas em meia hora; ou em videochats com 53 minutos de duração por causa da participação em tempo real dos internautas!!

Com essa união entre blog e videochat, consegui unir dois projetos que funcionam muito bem juntos. Um dos principais resultados dessa união foi, sem dúvida, a fidelização de alguns internautas. Gosto sempre que "pessoas inéditas" entrem no De 0 a 100 e no programa para para ler (blog), assistir, comentar e discutir. Mas tambem me orgulho bastante dos "internautas VIPS" do De 0 a 100 e do videochat, como o Leônidas ("carro é Stilo - É FATO"), Renato Dantas ("Civic e Corolla são verdadeiros automóveis"), Gustavo Meneghetti, Rodrigo Guasch, Bruno Medina, Marcus Quintanilha, JCCG, Piauí Jr, Alexandro (da inesquecível " lista do Pogobol "), Marcelo Macedo, Alberto, Renato BsB (que está sumido), César e Pedro (os dois últimos, inclusive, já participaram do videochat ao vivo de dentro do estúdio) e muitos outros (desculpem-me se esqueci de alguém - me lembrem, por favor). Obrigado por terem adotado o meu blog como um ponto de discussão de idéias e trocas de opiniões.

Além disso, gostaria muito de agradecer a todas as pessoas que visitaram o De 0 a 100 e que fizeram do blog o que ele é hoje. De 14 de março de 2008 a 14 de março de 2009, foram mais de 445 mil exibições de página (mais de 765 mil em dois anos), não só pelo Brasil, mas também em outros 96 países, como Estado Unidos, Canadá, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Nicarágua, México, Haiti, África do Sul, Namíbia, Angola, Moçambique, Nigéria, Marrocos, Egito, Turquia, Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Inglaterra, Escócia, Romênia, Bulgária, Hungria, Áustria, República Tcheca, Polônia, Irlanda, Croácia, Suécia, Noruega, Finlândia, Rússia, China, Índia, Paquistão, Iran, Tailândia, Japão, Austrália, Nova Zelândia, Filipinas, Ucrânia, Jamaica, Tunísia, Congo, Líbia, Porto Rico, Andorra, Mônaco, Malásia, Hong Kong, Slovênia, Coréia do Sul, Islândia, "Território Palestino", Camboja, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Israel, Gana, Grécia, Panamá, El Salvador e muitos outros - consigo ver os países por causa de uma ferramenta do Google.

Obrigado também a tantas outras pessoas que tem me pedido (ou continuam me pedindo) para participar do programa Vrum, do SBT. Fico muito feliz e satisfeito com os pedidos. Não faço parte do programa por uma questão interna dos Diários Associados. Mas seria uma honra trabalhar com grandes nomes do jornalismo automotivo brasileiro, como Emilio Camanzi, em um programa de rede nacional.

Futuro
Alguns "acessórios" já foram instalados e estão sendo usados no blog, como a enquete e a galeria de fotos. Mas, já pensando na nova linha, o De 0 a 100 deve sofrer a sua primeira reestilização (a segunda mudança de leiaute, já que, na primeira, "plataforma e o motor" foram atualizados), ficando com visual mais moderno. Novos "equipamentos de série" também devem ser incluídos na lista do blog. Além disso, não pensem que o "De 0 a 10 dias com o Toyota Yaris" foi algo feito por acaso (veja aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Esse projeto já está em andamento há algum tempo e pode render excelentes novidades. Aguardem!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Novidades e brigas no mercado brasileiro

Chevrolet/Divulgação
O nosso mercado ainda vai ter várias novidades em 2009. Pelo lado da GM, depois do Vectra Next Edition e do Vectra GT Remix, o ainda líder da categoria Astra e o monovolume Zafira vão receber a versão atualizada do motor 2.0 8V Flexpower que, segundo a marca, além de mais potente, está mais econômico e menos poluente. O propulsor desenvolve agora 133 cv com gasolina (contra 121 cv do anterior) e 140 cv com álcool (versus 128 cv do antecessor). O torque com o combustível fóssil subiu de 18,3 kgfm para 18,9 kgfm a 2.600 rpm e, com o derivado da cana-de-açúcar, foi de 19,6 kgfm passou a 19,7 kgfm. Não será surpresa se os dois receberem mínimas mudanças no visual, provavelmente para receber a nova gravata da Chevrolet. A nova linha dos dois carros deve chegar ao nosso mercado entre abril e junho.

Pela boa relação custo/benefício, é muito provável que o Astra continue líder da categoria, ainda mais se a GM reduzir o preço do modelo, como ela vez com o Vectra GT-X, Vectra Expression, Vectra Elegance e Vectra Elite. Cortar o preço também pode ser a solução para a Zafira, que também enfrenta concorrentes de peso na sua categoria.
Chevrolet/Divulgação
FIAT
Falando agora da Fiat, não é segredo para ninguém que os italianos estão preparando mais modelos para receberem o câmbio manual automatizado Dualogic . Até o momento, apenas Linea e Stilo possuem esta transmissão. Os próximos a receberem o dispositivo devem ser Idea, Palio Adventure e Siena - o sedã deve ser o primeiro, de acordo com a revista Quatro Rodas. Ainda segundo a QR, uma versão mais simples e em conta do Linea está nos planos. A publicação disse que ela deve se chamar ELX, nomeclatura no mínimo curiosa para o modelo mais luxuoso da marca no Brasil, levando em consideração que, na linha Palio, Siena e Palio Weekend, por exemplo, ELX é a versão intermediária da família. Mas, como o Linea não tem muitos "sobrenomes" (na prática, apenas Absolute e T-Jet), ELX pode até ser adequado.

A Fiat também trabalha em ritmo acelerado na reestilização do Doblò no Brasil. De acordo com o caça segredos Marlos Ney Vidal , a versão Adventure seguirá o mesmo estilo aventureiro da família Palio, "com grade cromada e para-choques de impulsão embutidos. O novo Doblò chegará no segundo semestre e a única novidade em motorização deve ser a adoção do 1.4 flex na versão ELX". Porém, como eu disse em dezembro do ano passado, os italianos também testam o Doblò com o motor 1.9 16V flex. Se ele vai ser lançado com o modelo reestilizado, isso ainda não é possível afirmar.

Fiat X Volkswagen
Na disputa pela liderança, a Fiat está fazendo de tudo para contra-atacar a Volkswagen, que vem minando os modelos italianos mais vendidos no Brasil. O primeiro a sentir (novamente) a força da Volks foi o Palio, que foi totalmente dominado pelo novo Gol. O Palio Weekend sofreu com o SpaceFox , mas agora se recuperou um pouco. Mas o Voyage já está dando uma tremenda dor de cabeça ao Siena . Vejam os números da disputa em 2009 neste link.

Outro que enfrenta problemas sérios é o Idea , que, além de não conseguir vender mais que o ótimo Honda Fit , agora foi para terceiro colocado do segumento, atrás também do Chevrolet Meriva - graças às versões com motor 1.4 Econo.Flex. Em janeiro e fevereiro de 2009 foram vendidos 6.701 Fits, 4.588 Merivas e, apenas, 2.517 Ideas.

O que a Fiat pode fazer???
Depois de lançar o Palio Fire Economy, o Palio 2010, o Stilo Blackmotion , Punto T-Jet e de tirar de linha o Stilo Abarth, a montadora italiana vai "disparar" contra a Volks, a GM e a Honda através do bolso dos consumidores. A marca anunciou hoje (11/03) um corte de preços para a linha Siena e Idea. O sedã compacto, modelo 2010, chega às concessionárias com uma redução de preço em todas as suas versões, que vai de R$ 1.000 a 1.500. Já a versão Fire 2010 ficou R$ 2.627 mais barata.O Idea ficou entre R$ 1.398 e R$ 1.495 mais em conta. Confira tabela abaixo:

Siena Fire 2010 - R$ 26.290
Novo Siena ELX 1.0 Flex 2010 - R$ 32.600
Novo Siena ELX 1.4 Flex 2010 - R$ 36.200
Novo Siena ELX 1.4 Tetrafuel 2010 - R$ 43.200
Novo Siena HLX 1.8 Flex 2010 - R$ 43.300

Idea ELX 1.4 Flex 2010 - R$ 39.100 (redução de R$ 1.422)
Idea HLX 1.8 Flex 2010 - R$ 47.350 (redução de R$ 1.495)
Idea Adventure Locker 2010 - R$ 51.680 (redução de R$ 1.398)
Mas você achar que a Volkswagen vai deixar a Fiat em paz por algum momento na busca pela liderança do mercado nacional? Errado! O próximo grande ataque alemão a um líder de mercado italiano será com a nova Saveiro , que pode se chamar Arena , que será lançada para tirar a Strada do trono. Em relação a atual (e ultrapassada) Saveiro, a nova picape da Volks terá mais espaço interno, melhor acabamento e motor 1.6 VHT (101 cv com gasolina e 104 cv com álcool). Segundo o site Carroonline, de onde reproduzo as fotos da Saveiro, "apesar do excelente entre-eixos, na casa dos 2,80 m, sua caçamba terá pouco comprimento, mas um bom volume. Este deve ficar entre 900 e 1 000 litros, com capacidade de carga na casa dos 650 kg". Prevista para ser lançada no segundo semestre (outubro), a nova Saveiro/Arena deve ter duas opções de cabine: simples e estendida.
Só lembrando que a Fiat também já está se preparando para contra-atacar a nova Saveiro/Arena com a Strada Cabine Dupla. Embora a montadora italiana negue que o carro será lançado, o modelo já foi flagrado diversas vezes. Vejam abaixo uma projeção muito próxima de como o carro deverá ser e clique aqui para saber mais infomações sobre a Strada CD.
Reprodução da  projeção feita sob a imagem de Paulinho Miranda/EM/D. A Press - 22/11/08

segunda-feira, 9 de março de 2009

Fim de linha para Chevrolet Tracker e Volkswagen Golf GTI no Brasil

Chevrolet/Divulgação
Mais dois carros estão deixando o nosso mercado. O primeiro deles, que já se despediu, é o Chevrolet Tracker (a GM não confirma a informação). No final no ano passado, diversos fatores apontavam para o fim de linha do modelo no Brasil. O primeiro foi o retorno oficial da Suzuki ao Brasil tendo, como principal modelo, o novíssimo Grand Vitara. Todo público e a imprensa fizeram a mesma pergunta à GM: como fica o Tracker com a volta da Suzuki? A resposta foi: “ele continua no mercado nacional”. Porém, foi muito estranho ter duas marcas vendendo duas gerações diferentes do mesmo carro com nomes diferentes (embora os dois sejam Vitara).

O segundo foi o anúncio do fim da produção do modelo na fábrica da marca em Rosário, na Argentina, no final do ano passado. A Suzuki fornecia as peças para serem montadas na terras dos nossos “hermanos”. Em dezembro perguntei à GM pessoalmente sobre a saída da linha do Tracker e tive a seguinte resposta: “todos os carros vão sair de linha um dia, então, um dia, o Tracker também vai sair de linha”. Não satisfeito com a resposta, emendei mais uma pergunta: mas e quem comprou e está comprando o Tracker agora (final de 2008/início de 2009), o que esperar da Chevrolet? Eles responderam: “enquanto este veículo tiver a gravata da GM na dianteira, ele terá assistência técnica da marca no Brasil”.

O fato foi que estive em duas concessionárias da marca e nenhuma delas tem o carro em estoque e nem previsão para receber novas unidades. Liguei para mais duas revendas da GM e recebi a mesma informação. Uma fonte de uma concessionária me disse que o carro não volta mais ao nosso mercado. A GM aproveitou a redução do IPI para queimar o estoque do modelo. O jipe chegou a ser vendido com descontos, podendo sair até por R$ 53.900. As últimas unidades do Tracker foram comercializadas em fevereiro.

O Tracker era vendido por aqui com motor 2.0 16V a gasolina de 128 cv desde 2006, em sua segunda aparição no mercado brasileiro. Sua primeira foi no início dos anos 2000. Vale lembrar que, em 2003, a Suzuki abandonou o Brasil depois da disparada do dólar, deixando todos os proprietários na mão. A GM

Acho uma pena o Tracker sair de linha. Embora ele seja ultrapassado em vários aspectos, como espaço e design, ele é um jipe honesto, que agüenta trilhas por causa da sua tração 4x4 com reduzida, além de já ter, de série, airbag duplo, ABS com EBD, ar-condicionado, direção hidráulica e teto solar.
Volkswagen/Divulgação
Outro que está dando adeus é o esportivo Golf GTI. Os estoques devem durar, no máximo, até o final de abril. Com isso, os esforços da Volkswagen serão concentrados na nova linha GT que, como o Vectra GT , tem apenas o visual esportivo, e não o desempenho esportivo - como o GTI (motor 1.8 turbo de 193 cv com gasolina podium).

O principal motivo do fim da linha, como não poderia ser diferente, é a crise econômica mundial, aliada ao alto preço e a baixa procura pela versão GTI - o mesmo aconteceu com o Stilo Abarth. Com câmbio manual, o modelo ainda é vendido por cerca de R$ 95.000. Já com a transmissão Tiptronic, o preço sobe para a casa dos R$ 107.000 (os valores podem variar de acordo com a cidade e região do Brasil). Quando você tenta montar um Golf GTI no site da Volkswagen, os preços das versões manual e automática não aparecem mais.

Com o fim do Golf GTI, diversas especulações começam a aparecer. A que eu gostaria que acontecesse seria a chegada do Golf VI ao Brasil, vindo do México, da mesma planta que produz o ótimo sedã Jetta. Outra possibilidade seria a geração V do modelo chegar ao Brasil, também vindo da fábrica do México, que aproveitaria os equipamentos e peças que foram colocados de lado na fábrica da Europa por causa da produção do Golf VI.

Seja a geração V ou a VI, o fato é que qualquer uma delas é muito superior à IV,5 que é vendida no Brasil.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Volkswagen Polo E-Flex: adeus tanquinho!

Depois do Polo BlueMotion, que chega com alterações para a redução de consumo e emissões de gases, agora foi a vez da Volkswagen lançar seu compacto premium com um inédito sistema que acaba de vez com o "tanquinho de partida a frio", aquele reservatório que auxilia o motor a ligar quando o carro está abastecido com álcool.

Batizado de E-Flex, o modelo vem equipado com o a “tecnologia” Flex Start, um sistema de gerenciamento acionado eletronicamente que, a partir da identificação das condições de operação do motor e da temperatura ambiente, aquece o combustível durante o processo de partida do carro e também no pós-partida, enquanto o motor opera em baixas temperaturas.
Na prática, depois de medir a temperatura externa, o mecanismo vai esquentar o combustível. O processo de aquecer leva menos de dois segundos com temperatura de 14º C para cima; cerca de quatro segundos para temperaturas de 8º C; e aproximadamente 12 segundos quando a temperatura for de -3º C (algo muito comum no Brasil). Para acionar o Flex Start, basta ligar o carro pisando na embreagem (uma luz no painel identifica o funcionamento).

De série, o Polo E-Flex vem equipado com ar-condicionado eletrônico, vidros e retrovisores elétricos, direção hidráulica, faróis de neblina, sensor de estacionamento, travamento central das portas com acionamento, abertura interna elétrica da tampa do porta-malas, além de grade do radiador com detalhes cromados, retrovisores externos com pisca lateral integrado, rodas de liga-leve 15” (pneus 195/55), párabrisa degradê, maçanetas, frisos e retrovisores pintados na cor do veículo e logotipo E-Flex estampado na tampa traseira. Disponível apenas na cor preta e com motor 1.6 VHT, que manteve os mesmos 101 cv de potência com gasolina e 104 cv com álcool, o modelo tem preço sugerido do modelo é R$ 47.490.
Por se tratar de um “premium” de quase R$ 50.000, era de se esperar que o carro viesse mais equipado. De acordo com o release divulgado pela Volkswagen, o Polo E-Flex possui três pacotes de opcionais: Módulo coluna de direção ajustável em altura e profunidade (PAJ); Módulo airbag duplo + ABS (P26); e Módulo rádio CD-Player com entradas USB/SD-card e Bluetooth (Double Din) (RD5). Os preços sugeridos das outras versões são: 1.6 (R$ 41.150), BlueMotion (R$ 46.270), Sportline 1.6 (R$ 48.580) e GT 2.0 (R$ 52.740).

Apesar do Polo ser um ótimo carro, ele nunca vendeu o tanto que merecia, graças, principalmente, à estratégia da Volks de vender tantos carros em apenas dois segmentos (Gol G4, novo Gol, Fox e Polo). Se o Polo custasse menos no Brasil, com certeza venderia bem mais.
Fotos: Volkswagen/Divulgação

segunda-feira, 2 de março de 2009

Chevrolet lança Vectra GT Remix... melhor e ainda a tempo

Se as boas mudanças do Vectra Next Edition chegaram tarde demais, permitindo até a criação do maldoso apelido “Vectra Last Edition” para o sedã, as alterações chegam em boa hora para o Vectra GT, que não enfrenta concorrentes japoneses de peso (Civic e Corolla) no seu segmento. Quem lidera o mercado de hatches médios no Brasil é o Astra. Porém, o veterano modelo da Chevrolet estão passando por problema, já que Golf e Focus começam a alcançá-lo de forma mais ameaçadora.

Em 2009, foram vendidos 3.126 Astras (1.910 de janeiro + 1.216 de fevereiro). No primeiro mês do ano, ele foi o líder absoluto. Porém, caiu para terceiro em fevereiro. Ford Focus foi o responsável por 2.595 unidades vendidas em 2009, sendo 1.363 em janeiro e 1.232 em fevereiro. O Golf, líder em fevereiro com 1.293, está em terceiro lugar no ranking de 2009, com 2.433 (1.140 em janeiro). Peugeot 307 vem em quarto com 2.137 (1.011 + 1.126), com o Stilo em quinto, com 1.606 unidades vendidas em 2009 (794 + 812). O Nissan Tiida está em sexto com 1.070 modelos vendidos (554 em janeiro + 516 em fevereiro) e, finalmente, o Vectra GT está em sétimo, com 966 unidades comercializadas em 2009, sendo 686 em janeiro e 280 em fevereiro. Na prática, o modelo estaria em sexto, já que o mês de fevereiro serviu para limpar o (pequeno) estoque da linha 2008 e para preparar terreno para a chegada do Vectra GT Remix em março.
As alterações realmente chegaram em boa hora para o Vectra GT. Ele nunca conseguiu superar o Astra no coração dos amantes de hatches médios da GM. Mecanicamente, eles são praticamente o mesmo carro. Porém, o Vectra GT é mais caro, tem porta-malas menor, anda menos e bebe mais (por ser mais pesado). Além disso, ele não é muito mais equipado que o Astra.

Preços
Com a chegada da linha 2009 do modelo, batizada de Remix (bem melhor do que Next Edition), a Chevrolet tenta melhorar as coisas para o lado do Vectra GT. Os preços das versões são: R$ 56.034 (GT) e R$ 64.134 (GT-X). Em alguns mercados, o modelo ficou mais barato, como São Paulo. De acordo com o site iCarros, a linha anterior custava, respectivamente, R$ 57.784 e R$ 66.284. Porém, em Minas Gerais, a versão GT ficou mais cara. A linha vendida até o início desse ano tinha preço sugerido de R$ 55.042. Já a GT-X custava os mesmos R$ 66.284 do mercado paulista. A GM espera vender 13 mil unidades até o final do ano, sendo 70% de GT e 30% de GT-X.
Confesso que eu esperava um corte mais generoso de preços. Como o Vetra GT sempre vendeu pouco, a estratégia da GM foi agregar valor ao modelo com a nova linha Remix. Mesmo assim, a versão GT poderia custar R$ 51.990; e a GT-X R$ 58.990. Aí sim o modelo poderia brigar de forma bem mais competitiva com os concorrentes em relação ao custo/benefício. Ou os preços poderiam ser os mesmos anunciados, mas com as versões mais bem equipadas (o GT com airbag duplo, ABS e EBD de série, por exemplo).

Internamente, os bancos são novos, mais espaçosos e com tecidos de melhor qualidade. O modelo tem também novos porta-objetos, o que aumenta a versatilidade interna. O velocímetro e o conta-giros agora têm fundo preto, com uma borda branca, para destacar os números. Na versão GT-X, ainda há um detalhe em laranja próximo aos ponteiros. Porém, ele continua só marcando de 20 km/h em 20 km/h, o que pode não agradar todo mundo - eu prefiro de 10 km/h em 10 km/h (maneira tradicional).
Equipamentos
Além disso, o modelo tem, finalmente, som que reproduz MP3 com entrada para SD Card, conexão auxiliar para iPod e Bluetooth (conexão de telefone celular). O melhor: este é um equipamento de série para toda linha GT e GT-X.

Vale citar ainda que o Vectra GT pode ser equipado com computador de bordo, sensor de chuva, controle do sistema de som com comandos no volante, retrovisor externo escamotável, airbag duplo frontal, freios com sistema ABS e EBD (distribuição da frenagem nas rodas), crash-sensor (em caso de colisão, as portas se destravam automaticamente) e pedais desarmáveis em caso de colisão frontal.
Visual remixado
Na parte visual, o capô tem novo formato e os faróis, também com novo desenho, vêm com iluminação Blue Vision e máscara negra. A grade do radiador possui uma barra na cor do veículo, com moldura cromada e a nova identidade global, que destaca o atual ‘DNA da Chevrolet’. Os retrovisores externos são pintados na cor do veículo e têm indicadores de direção (setas) incorporados. A versão GT-X conta ainda com a luz externa de cortesia, que ilumina o solo próximo a porta do motorista e auxilia a visibilidade dele em ambientes mais escuros. Na traseira, o Vectra GT/GT-X Remix tem lanternas fumê e vermelha com molduras cromadas e nova gravata global da Chevrolet. As rodas aro 17 polegadas também têm novo design.

Confusão de números: desempenho e consumo
Debaixo do capô está outra atração do Vectra GT Remix: a versão atualizada do motor 2.0 8V Flexpower que, segundo a Chevrolet, além de mais potente, está em média 4% mais econômico e menos poluente. O propulsor desenvolve agora 133 cv com gasolina (contra 121 cv do anterior) e 140 cv com álcool (versus 128 cv do antecessor) - valores que eu adiantei há algum tempo (aqui, aqui e aqui). O torque com o combustível fóssil também melhorou, subindo de 18,3 kgfm para 18,9 kgfm a 2.600 rpm. Com o derivado da cana-de-açúcar a melhora foi mais discreta: de 19,6 kgfm passou a 19,7 kgfm (superior ao Civic Si).
O Vectra GT manual atinge a velocidade máxima de 190 km/h quando abastecido com álcool e 187 km/h com gasolina, e acelera de 0 a 100 km/h em 10,2 segundos, com etanol, e 10,5 segundos, com gasolina.

Porém, se o carro em média 4% mais econômico (muito pouco diga-se de passagem), como os números de consumo estão piores do que da linha anterior? Veja a diferença de acordo com os números divulgados pela própria Chevrolet:

Vectra GT 2008 Manual (cidade, estrada e média de acordo com a GM)
Gasolina (km/l) - 11,2 / 14,8 / 12,8
Álcool (km/l) - 7,4 / 10,5 / 8,8

Vectra GT Remix Manual (cidade, estrada e média de acordo com a GM)
Gasolina (km/l) - 10,6 / 15,5 / 12,3
Álcool (km/l) - 7,5 / 10,8 / 8,7

Vectra GT 2008 Automático (cidade, estrada e média de acordo com a GM)
Gasolina (km/l) - 10,3 / 15,0 / 12,4
Álcool (km/l) - 7,5 / 10,5 / 8,9

Vectra GT Remix Automático (cidade, estrada e média de acordo com a GM)
Gasolina - 10,1 / 14,7 / 11,8
Álcool - 7,0 / 9,6 / 8

Achei realmente curioso os números de consumo divulgados. Com gasolina e câmbio manual, o Vectra GT Remix melhorou apenas na estrada. Com álcool e câmbio manual, a melhora aconteceu na cidade e na estrada, embora a média divulgada pela GM tenha sido inferior. Com transmissão automática, tudo piorou. Assim como no Vectra Next Edition, vale lembrar que o câmbio é o tradicional e pouco moderno automático de quatro marchas. Ainda acredito que a GM tenha aproximado (mesmo que só um pouco) os números de consumo que ela conseguiu com valores reais encontrados pelos motoristas comuns.

Prisma 1.0
Mudando um pouco de segmento, muito em breve a Chevrolet vai lançar o Prisma com motor 1.0 VHCE. A versão de entrada, Joy, vai custar na casa de R$ 28.000. Já a Maxx terá o preço inicial sugerido de R$ 29.500 (com direção hidráulica). Completo, o Prisma Maxx 1.0 deve sair por uns R$ 34.000. A GM está realmente fazendo de tudo para melhorar as vendas, já que a montadora estacionou no terceiro lugar, desde a chegada do novo Gol e do Voyage (antes ela brigava com a Volkswagen pela vice liderança. Agora a VW briga com a Fiat pela ponta). As mudanças do Prisma também preparam o terreno para a chegada do projeto Viva.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

Fiat com novidades: Stilo Blackmotion e Punto T-Jet

Depois de lançar o Palio Fire Economy, o Palio 2010 e de tirar de linha o Stilo Abarth, a Fiat prepara dois lançamentos para março com um único objetivo: vender novamente mais que a Volkswagen. Stilo Blackmotion e Punto T-Jet são os destaques do mês. Eles não vão vender muitas unidades, mas a diferença pode ser vital no final do mês nesta feroz disputa entre Fiat e VW.

Está certo que os italianos ainda são os líderes do mercado nacional em 2009; mas a marca alemã vendeu mais em fevereiro. No acumulado do ano, 88.284 modelos da Fiat foram comercializados (43.304 em janeiro e 44.980 em fevereiro). Já a Volks vendeu 87.596 unidades, sendo 40.998 no primeiro mês do ano e 46.598 no segundo mês.

O fiel da balança é o novo Gol, que fez as vendas da Volks dispararem. Somando as vendas do Gol (38.949), com o Fox (14.740) e o Polo (1.635), foram comercializados 55.321 compactos em apenas dois meses (janeiro e fevereiro de 2009) no Brasil. A Fiat até conseguiu elevar as vendas do Palio com as alterações da linha 2010 (de 10.766 em janeiro para 12.754 em fevereiro), mas sua turma de compactos (Palio, Uno e Punto) contra-ataca “apenas” com 49.402 em 2009 (22.791 do Mille e 3.091 do Punto).
Se a Volks domina os hatches compactos, a Fiat dá um banho entre as picapes compactas. A Strada vendeu 10.764 unidade na soma de janeiro e fevereiro de 2009, mais que o dobro da Saveiro, que comercializou 3.569 no mesmo período. Pelo menos a VW já se movimenta para lançar a nova Saveiro, que pode se chamar Arena, derivada do novo Gol.

Entre os sedãs pequenos e peruas compactas, a briga está muito equilibrada. Sozinho, o Siena vendeu mais nos dois primeiros meses do ano, com 10.575 unidades. Porém, ele foi superado pelo Voyage em fevereiro por 196 carros e no acumulado do ano pelo mesmo Voyage e pelo Polo Sedan somados: 10.709 (8.763 do primeiro e 1.946 do segundo). A briga entre as Station Wagons é vencida pela Palio Weekend, não importando o mês, nem o acumulado (7.307). SpaceFox e Parati, mesmo somadas (6.584), não superam o modelo da Fiat.

STILO BLACKMOTION
Esse lançamento é para o Leonidas! Enquanto a Fiat não decide seus planos para o Bravo, ela continua investindo no Stilo para mantê-lo atraente para os consumidores. Disponível nas cores preto Vesúvio e preto Vulcano, o Stilo Blackmotion é a nova versão topo de linha da família, vendida também nos acabamentos 1.8, 1.8 Dualogic, Sporting e Sporting Dualogic, sempre com o beberrão motor 1.8 8V flex de 112 cv de potência com gasolina e 114 cv com álcool. Pude conhecê-lo no Salão do Automóvel de São Paulo no ano passado. O modelo é realmente bonito.

Com o preço sugerido de R$ 65.900, o Stilo Blackmotion tem, na parte externa, detalhes dos frisos da grade, das portas e da tampa traseira na cor cinza Dark Shadow; vidros escurecidos Vênus 35 (reduzem ainda mais a radiação direta dos raios ultravioletas); antena compacta de alta capacidade de recepção de sinal, rodas em liga leve de aro 17” com pintura exclusiva na cor cinza Dark Shadow; e a sigla Blackmotion na tampa traseira.
Internamente, o Stilo Blackmotion tem o kit High Safety Drive (HSD), composto por airbag duplo e freios ABS, câmbio manual automatizado Dualogic com comandos do tipo “borboleta” no volante, ar-condicionado automático digital Dual Temp, direção Dual Drive com assistência elétrica, bancos revestidos parcialmente de couro, piloto automático, rádio CD player MP3 Connect Bluetooth, com entrada para iPod/USB; sistema de som Hi-Fi (com subwoofer amplificado), teto solar elétrico Sky Window e os vidros elétricos dianteiros com função one-touch e antiesmagamento.  A sigla Blackmotion foi aplicada no painel de instrumentos, nos tapetes, nos encosto dos bancos dianteiros e na soleira das portas.

Opcionalmente ainda pode vir equipado com side bags dianteiros + window bags, vidros elétricos traseiros, sensores de estacionamento, chuva e  crepuscular, mais espelho interno eletrocrômico e kit parafusos antifurto das rodas.

Ele tem muitos equipamentos de série, mas poderia ser mais barato. De uma maneira geral, a linha Stilo deveria custar menos, já que o carro não vende muito. A versão de entrada parte dos R$ 50.895; a 1.8 Dualogic custa R$ 53.361; a Sporting vale R$ 61.439; e a Sporting Dualogic tem valor sugerido de R$ 64.018. Pagar mais de R$ 60.000 é algo "perigoso", já que, acima desta faixa de preço, mudamos para uma categoria superior, composta por modelos melhores, como Civic e Corolla. Acho que toda linha deveria ter uma redução de, pelo menos, R$ 3.500.
Reprodução da internet/revistaautoesporte.com.br - 2/3/09
PUNTO T-JET
Também chega em março a versão esportiva de verdade do Punto, batizada de T-Jet. Ela não mata a Sporting, como algumas pessoas pensaram. Com o preço sugerido de R$ 59.500, o modelo tem o mesmo motor 1.4 16V turbo que equipada o Linea, com 152 cv de potência. Para quem ainda tinha alguma dúvida, este é  o modelo esportivo mais barato do Brasil (se comparado, por exemplo, ao Golf GTI e Civic Si).

O Punto T-Jet sai da fábrica equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, computador de bordo, comando do som no volante, airbag duplo frontal, freios ABS e rodas de aro 17", com pneus 205/50. Entre os opcionais, destaque para os airbags laterais, ar-condicionado digital, teto solar Skydome e para o sistema Blue & Me. Ao todo são quatro cores disponíveis: amarelo, branco, vermelho e preto.
Fotos: Fiat/Divulgação