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sexta-feira, 4 de março de 2011

Fiat, Hyundai, Renault e Peugeot precisam se preocupar?

Enquanto eu analisava os emplacamentos dos dois primeiros meses de 2011 dos hatches Focus e Tiida, observei alguns números de outros modelos. Avaliando o mercado com mais calma, perguntei a mim mesmo: será que Fiat, Hyundai, Renault e Peugeot precisam se preocupar? Explico.
Fiat Bravo
Ainda é cedo para afirmar. O justo seria esperar, pelo menos, mais 3 meses. Mas o fato é que, até agora, o Fiat Bravo não engrenou. As vendas estão consideravelmente abaixo do potencial do veículo. Tudo bem que seu câmbio manual automatizado Dualogic não é lá essas coisas; e que seu espaço interno (especialmente atrás) é meio apertado; e que a bela tela de 6,5" não é sensível ao toque. Mas o carro tem muito mais qualidades do que defeitos, a começar pelo visual, bonito e moderno; pelo acabamento bem feito, ótimo porta-malas (400 litros) e pela boa oferta de equipamentos. O motor 1.8 16V E.TorQ demora um pouco para se animar, mas leva o hatch de forma honesta.
Apresentado no final de outubro, durante o Salão do Auomóvel de São Paulo (leia mais aqui e aqui) do ano passado, o Fiat Bravo foi responsável por 259 emplacamentos em dezembro de 2010, 527 em janeiro e 700 unidades emplacadas em fevereiro de 2011. O número subiu, mas já poderia estar mais alto. Será que a fraca propaganda dele na TV está atrapalhando? Bem que a criativa Fiat poderia ter feiro algo melhor. Pelo menos a chegada da versão T-Jet também deve ajudar um pouco.

Estado de preocupação: amarelo, mas ainda com tranquilidade.

Hyundai i30 CW
Apostar no segmento de peruas médias foi ousado e contra a atual tendência do mercado. Mas a Hyundai não se importou e lançou a perua i30 CW no Brasil embalada pelo sucesso do hatch médio i30. Resultado? Vendas baixas. Foram 579 unidades emplacadas em 2010. Já em 2011, os números melhoraram um pouco (comparando 2010 e 2011, o crescimento foi muito forte), mas ainda está bem ruim: 562 carros vendidos, sendo 255 em janeiro e 307 em fevereiro. Até a jurássica Volkswagen Parati (um ex-carro em atividade) vendeu mais em 2011 - 789 unidades.
Cabe a Hyundai ficar mais atenda. A marca poderia diminuir seu foco em propagandas polêmicas para valorizar as qualidades de seus veículos. Reduzir o preço da sua perua média, que tem porta-malas com capacidade para 415 litros, também poderia ajudar os coreanos, assim como finalmente disponibilizar o motor 2.0 16V flex para a família i30.

Estado de preocupação: amarelo, mas com preocupação iminente.
Renault Symbol
Em 2009, de março (mês de lançamento) a dezembro, foram vendidas 6.442 unidades do Symbol (média de 644 carros por mês), sedã compacto premium da Renault. Em 2010, a média subiu para 699 unidades por mês com 8.391 carros vendidos no ano. Em 2011, somando janeiro (658) e fevereiro (548), a média está em 603 unidades - 1.206 carros vendidos ao todo.

O Symbol tem potencial para mais. Seu problema é ficar sempre escondido. Nunca vi nenhum tipo de campanha mais agressiva envolvendo o carro. Por causa da estratégia de marketing, fico com a impressão da Renault só vender três modelos no Brasil: Clio, Sandero e Logan (não por acaso os mais comercializados da marca no país). O Symbol é bem equipado, com acabamento honesto, excelente porta-malas, motor 1.6 16V flex com bom desempenho e preço atrativo. Seu maior defeito é o espaço interno, o mesmo do aposando Clio Sedan. O finado sedã realmente ainda assombra o Symbol, que sofre também com a falta de personalidade estética e de simpatia do público - embora ele seja mais bonito e carismático do que o Clio Sedan.
Acredito que uma ligeira reduação de preços, acompanhada de uma estratégia de marketing mais agressiva e a opção de câmbio automático fariam muito bem ao Symbol.

Estado de preocupação: amarelo, mas com preocupação iminente.

Peugeot Hoggar 
Apanhar da obsoleta picape Ford Courier é um fato para poucos. Não chega a ser um vexame completo porque a Courier é um modelo "pau pra toda obra", mas não deixa de ser vergonhoso para a picapinha da Peugeot. Em 2010, a Hoggar vendeu 4.141 unidades, com emplacamentos acontecendo desde de fevereiro, mas seu lançamento oficial sendo realizado apenas no final de abril de 2010. Então, eliminando os três meses "off", de maio a dezembro, a média de vendas da Hoggar foi de 503 unidades. Em 2011, a média está em 391 unidades, dividindo a soma de janeiro (313) e fevereiro (470). A Courier fechou tem médias de 609 unidades e 581 unidades, em 2010 e 2011, respectivamente.
Qual é o grande problema da Peugeot Hoggar no mercado nacional? São quatro na verdade: preço, Montana, Saveiro e, princpalmente, Strada. Os concorrentes são mais atrativos em termos visuais e em versatilidade de mercado. A picape Montana foi recentemente remodelada e só é oferecida com duas versões de acabamento, ambas 1.4 8V Econo.Flex: LS e Sport. A média em 2010 (ano de transição da velha para a noda Montana) foi de 3.055 unidades vendidas, contra 2.990 de 2011. Quando a Chevrolet preencher o buraco de R$ 12.194 entre os dois acabamentos, a Montana terá grande potencial para aumentar suas vendas, dificultando ainda mais a vida da Hoggar.

Depois de um início morno, a Saveiro encontrou o seu caminho e, com a versão Cross, conseguiu oferecer uma linha mais completa ao consumidor. Resultado: média de 5.182 unidades em 2010, assegurando definitivamente a segunda posição do segmento. Em 2011, a média está em 5.135 unidades vendidas (janeiro + fevereiro). A picape pequena da Volkswagen é vendida com uma opção de motor (1.6 8V VHT flex), três versões de acabamento (1.6, Trooper e Cross) e duas opções de cabine: simples e estendida.
A Strada deve ser o último membro da família Palio a receber a nova geração, atrás, respectivamente, de Palio, Siena e Palio Weekend. Isso porque a picape da Fiat é um sucesso absoluto de vendas! É realmente de impressionar a média de vendas do modelo: 7.498 unidades em 2009, 9.734 unidades em 2010 e 8.737 unidades em 2011 (depois de 2 meses). Perte do segredo está na vasta oferta do modelo, que tem cinco versões (Fire, Working, Trekking, Sporting e Adventure), três variações de cabine (simples, estendida e dupla) e três opções de motor: 1.4 8V Fire Flex, 1.6 16V e 1.8 16V E.TorQ - sem esquecer do bloqueio eletrônico de diferencial Locker. Se a média continuar a mesma com a chegada da nova Strada, os concorrentes continuaram comendo poeira.

O que a Peugeot pode fazer então para ter sucesso com a picape Hoggar? Dou três sugestões: nova política de preços, nova versão e a opção de câmbio automático com trocas sequencias. Teríamos:

. Peugeot Hoggar X-Line 1.4 - R$ 29.500 (preço atual sugerido de R$ 31.400)
. Peugeot Hoggar XR 1.4 - R$ 32.500 (preço atual sugerido de R$ 35.350)
. Peugeot Hoggar XR 1.6 - Nova versão por R$ 35.900
. Peugeot Hoggar XR 1.6 automático - Nova versão com câmbio automático por R$ 39.900
. Peugeot Hoggar Escapade 1.6 - R$ 39.500 (preço atual sugerido de R$ 43.500)
. Peugeot Hoggar Escapade 1.6 automático - Nova opção por R$ 42.900

O câmbio automático seria uma aposta bem ousada da Peugeot para diferenciar seu modelo dos concorrentes.

Estado de preocupação: vermelho... alguém me ajude! 
(Fotos: Fiat/Divulgação, Hyundai/Divulgação, Renault/Divulgação e Peugeot/Divulgação)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Aircross e i30 CW devem dar certo no Brasil. Já o Tiida Sedan...

Confesso que fiquei surpreso com o resultado final da enquete. Eu imaginava que o Hyundai i30 CW fosse, de alguma forma, estar no topo da enquete - e foi o que aconteceu. Mas não acreditei que o Citroën Aircross fosse se dar tão bem, ficando em primeiro, dividindo a liderança com o i30 CW, e em segundo, sozinho na opção.
É um sinal curioso. Os brasileiros estão realmente com expectativa em relação ao novo veículo francês. Espero que ele venda bem, para estimular o mercado e os concorrentes, embora eu não tenha ficado tão atraído pelo Aircross.
Em relação ao Tiida Sedan, assim como a Nissan, que espera que o carro venda apenas 200 unidades por mês, eu também estava com uma expectativa muito baixa em relação a ele na enquete. E foi o que aconteceu: o novo sedã amargou as últimas colocações da enquete.
Para parte das pessoas que votaram, os três veículos da enquete podem não fazer sucesso. Essa possibilidade existe, já que o Tiida Sedan parece não ter o apoio do público; o i30 CW entra num segmento em baixa; e o Aircross não pode falhar (se for caro, é um abraço pra ele).

Aircross, i30 CW e Tiida Sedan: qual vai dar certo no Brasil?
Aircross e i30 CW - 21 (38%)
Só o Citroën Aircross - 12 (22%)

Nenhum deles - 11 (20%)

Só o Hyundai i30 CW - 4 (7%)

i30 CW e Tiida Sedan - 3 (5%)
Os três - 2 (3%)
Só o Nissan Tiida Sedan - 1 (1%)

Aircross e Tiida Sedan - 0 (0%)
Fotos: Divulgação

domingo, 25 de julho de 2010

Aircross, i30 CW e Tiida Sedan: quem vai vingar no Brasil?

Um coreano, um japonês/mexicano e um francês. Os mais novos lançamentos do mercado brasileiro têm origens distintas, além de serem de categorias diferentes. Mas Citroën Aircross, Hyundai i30 CW e Nissan Tiida Sedan têm um pouco em comum: chegam ao Brasil cheios de incertezas.
Quem tem mais certeza é a Hyundai. Com o nível de confiança acima das nuvens, animada com as altas vendas no país e com a nova fábrica em Goiás, a marca coreana tem grande expectativa em relação ao i30 CW. O segmento de peruas médias anda em baixa, principalmente desde a saída do Toyota Corolla Fielder. Mas, se vender 20% do que vende o i30, o Grupo CAOA (responsável por importar os veículos da Hyundai) já terá a perua líder do segmento, principalmente pela falta de opções na categoria.
O modelo tem valor sugerido entre R$ 59.900 e R$ 78.000 e, curiosamente, não tem uma versão chamada de básica. O i30 CW será comercializado nas versões intermediário, completo, completíssimo e top. Realmente a Hyundai está nas nuvens mesmo no momento.

i30CW GLS 2.0 mecânico (intermediário): R$ 59.000
i30CW GLS 2.0 automático (intermediário): R$ 64.000
i30CW GLS 2.0 automático (completo): R$ 67.000
i30CW GLS 2.0 automático (completíssimo): R$ 74.000
i30CW GLS 2.0 automático (TOP): R$ 78.000
A segunda marca com mais confiança no seu novo modelo é a Citroën, que vai fazer sua estréia num novo segmento, para brigar com um adversário específico: Ford EcoSport. O Aircross, que na verdade é um C3 Picasso com visual off-road, chega em setembro às concessionárias de todo o Brasil unicamente com câmbio manual e motor 1.6 16V flex, que desenvolve 110 cv de potência com gasolina e 113 cv com etanol. A transmissão automática ficou para 2011.
Diferente da Hyundai, que está partindo "do meio" com o i30 CW, a Citroën está fazendo a estréia de uma nova versão de entrada. O Aircross GL deve custar entre R$ 50.000 e R$ 55.000. Espero que o nível de equipamentos seja justo para um veículo desse preço (airbag duplo, ar-condicionado, direção assistida, trio elétrico e, se possível, ABS). A Citroën espera aumentar a sua participação no mercado nacional em 1% (de 2,5% para 3,5%) com o Aircross. Será que vai dar certo? Talvez. Acho que as vendas aumentam um pouco, já que a marca terá mais um carro no seu catálogo. Mas 1%? Acho demais...
Finalizando, temos a marca com menos confiança das três deste post. A Nissan está lançando um veículo com visual careta (não é feio, mas já está ultrapassado), boa lista de equipamentos de série, motor 1.8 16V flex que garante desempenho interessante, boa capacidade no porta-malas (467 litros) e ótimo preço inicial: R$ 44.500. Ele vem equipado, de série, com ar-condicionado, direção elétrica, alarme, computador de bordo, trio elétrico, volante com regularem de altura e rádio AM/FM/CD Player com função MP3, entrada auxiliar para iPod e 4 alto-falantes. Fico com a sensação do Tiida Sedan ser a "evolução" do Renault Logan.

Porém, mais uma vez, a falta de ousadia da marca está atrapalhando o Tiida Sedan antes mesmo da sua chegada "com força" no mercado.
Sem airbag duplo e ABS nem como opcionais, o consumidor que preza pela segurança não vai nem entrar na concessionária para olhar o modelo. A marca pensa em equipar o carro com estes equipamentos se a demanda aparecer. Mas, com a expectativa de vender 200 unidades por mês, não será surpresa se o Tiida Sedan nunca ser importado do México com os equipamentos.
Para encerrar, fica claro que a Nissan não vende o Tiida hatch por um preço mais camarada porque a marca não quer. A versão S, a de entrada, que em relação ao sedã tem apenas airbag duplo a mais, tem preço sugerido de R$ 50.590 - R$ 6.090 a mais! Já pensaram se o Tiida hatch custasse R$ 44.000, com os equipamentos acima, mantendo o duplo airbag, três anos de garantia e motor 1.8 16V flex? Venderia, no mínimo, o dobro das atuais 400 unidades mensais.

Entre Aircross, i30 CW e Tiida Sedan, qual vai se dar bem no Brasil?
Fotos: Divulgação

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Hyundai i30 CW chega na medida para os fãs das station wagons

Foi-se o tempo em que os motoristas sonhavam com peruas. Com o segmento em baixa, um amplo leque de hatches, e com as minivans e monovolumes ganhando força, a ambição pelas stations caiu. Mas agora, pelo visto, a Hyundai quer fazer os olhos desse público voltarem a brilhar com o i30 CW.

Com o descaso da Volkswagen em relação à Parati, muita gente acabou ficando carente de uma station wagon dinâmica e jovial. A Fiat tenta preencher o buraco deixado nos corações dos motoristas com o Palio Adventure, que tem visual off-road e até bloqueio de diferencial. A Volkswagen apostou no (belo) visual mais clássico e harmonioso para o novo SpaceFox.
Mas, com o design moderno e o motor potente, o novo Hyundai i30 CW, que chegará muito em breve às concessionárias da marca no Brasil, tem tudo para fazer barulho no mercado, a exemplo do que houve com o próprio i30. Tudo bem que o modelo será um amigo mais restrito, já que custará a partir de R$ 59.000. Porém, ele será bem divertido de ter por perto, com o potencial de fazer a amizade virar até um "algo mais".

Para quem quiser namorar essa perua, saiba que ela chamará bastante atenção por onde passar. Com faróis que invadem horizontalmente os lados da janela, a traseira é bem vistosa. Já as laterais contam com rodas de aro 17”, enquanto a dianteira tem o design conhecido e aprovado, considerado bonito pela maioria. Ou seja, você sairá com uma perua que tem um belo corpo e um rosto bonito.
Mas, para ser amigo(a) do peito ou namorado(a), é preciso ter conteúdo. A Hyundai preparou um pacote atraente de equipamentos. Desde a versão de entrada, o novo i30 CW deve ter, de série, ar-condicionado, computador de bordo, piloto automático, faróis de neblina, airbag duplo, freio a disco nas quatro rodas com ABS, rodas de liga leve de 17″, rádio CD Player com MP3 com comandos no volante e trio elétrico. E, para fazer ainda aquele agrado, as versões mais luxuosas do modelo terão, entre outros itens, airbags laterais e de cortina e ar-condicionado digital.
Além do conteúdo, é preciso divertir para a amizade ser longa ou para o namoro virar noivado. Por isso, o motor 2.0 16V, o mesmo do i30 hatch, que ainda não é flex, desenvolve bons 145 cv de potência e 19 mkgf de torque com gasolina. Para quem quiser uma relação mais esportiva, basta levar o i30 CW com câmbio manual. Para os que preferirem tranquilidade, a versão com transmissão automática de quatro marchas é mais indicada. Já o porta-malas não é muito grande, com 415 litros de capacidade, mas dá conta do recado para a turma levar toda a “tralha do final de semana” com folga. Se precisar de mais espaço, é só rebater o banco traseiro ou colocar as bikes no teto.
Para a perua não parecer “fácil demais” de conquistar, não existe uma versão básica. De acordo com a Hyundai, o i30 CW parte do intermediário, passando pelo completo, completíssimo e TOP – todos com cinco anos de garantia.

i30CW GLS 2.0 mecânico (intermediário): R$ 59.000
i30CW GLS 2.0 automático (intermediário): R$ 64.000
i30CW GLS 2.0 automático (completo): R$ 67.000
i30CW GLS 2.0 automático (completíssimo): R$ 74.000
i30CW GLS 2.0 automático (TOP): R$ 78.000
Fotos: Hyundai/Divulgação
 Texto que escrevi para o Jalopnik Brasil.