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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

No Salão, Honda deixa suas principais novidades para depois, como Civic 2.0, Civic Si e chegada da Acura

Começando alguns posts sobre as novidades anunciadas no Salão do Automóvel, a Honda trouxe mais atrações "para depois" do que "para agora" no evento em São Paulo: Civic 2.0, Civic Si Coupé, ampliação da fábrica no Brasil, novo Accord, chegada da Acura - tudo a partir de 2013. De concreto mesmo, já para novembro, apenas o "aventureiro" Fit Twist, que você confere no post seguinte.

Veja as atrações "para depois" que a Honda exibe no Salão de São Paulo.
2013
A marca japonesa fará um investimento de R$ 100 milhões nos próximos dois anos para ampliar a sua planta no país. As instalações e equipamentos da área de pesquisa e desenvolvimento serão renovados, e uma nova área será construída até o final de 2013 nas dependências da fábrica em Sumaré (SP). Com isso, sua capacidade de produção aumentará, e será possível abrir espaço na linha para um veículo inédito, como um SUV compacto. Se a Honda demorou 15 anos para vender 1 milhão de veículos (1997 a 2012), ela quer repertir este número em cinco anos.

Continuando o que está previsto para 2013, as principais novidades estão relacionadas ao motor 2.0 flex. Em fevereiro do ano que vem chega a linha 2014 do Civic 2.0 nas versões LXR e EXR, que substituirão, respectivamente, a LXL (intermediária) e a EXL (topo de linha). A LXS continuará existindo, mas apenas com propulsor o 1.8 16V flex atual (139/140 cv).
Com 150 cv de potência e 19,3 mkgf de torque com gasolina e 155 cv e 19,5 mkgf com etanol, a motorização 2.0 16V dispensa tanque para partida a frio. Com o novo sistema, ao destravar as portas, um conjunto de aquecedores entra em ação diretamente na linha de combustível tornando a temperatura, principalmente do etanol, ideal para compor uma mistura ar/combustível pronta para entrar em combustão imediata.

Outra novidade é que todas as versões do Honda Civic serão equipadas com a tecnologia Bluetooth, que permite ao motorista atender chamadas sem a necessidade de manuseio do celular e sem tirar as mãos do volante.

Civic LXR e EXR 2.0 serão vendidos exclusivamentes com câmbio automático com paddle-shift. Já o LXS 1.8 poderá ser encontrado com transmissão automática de cinco marchas ou manual de seis velocidades (novidade).
Em termos de equipamentos, as versões LXR e EXR têm faróis de neblina de série. A topo de linha EXR tem ainda airbags laterais. O revestimento do porta-malas também passou por alterações, ganhando um forro especial, agora também presente na versão LXS. As versões LXR e EXR apresentam ainda o revestimento das alças do porta-malas.

Toda linha Civic 2014 trará, de série, chave tipo canivete, freio a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, direção com assistência elétrica, ar-condicionado digital, sistema ECON (que faz a condução tornar-se mais econômica), além da central i-MID, que exibe em uma tela de LCD colorida de 5 polegadas diversas informações e opera como interface para customização do veículo, sendo que seus comandos estão localizados no volante.

Em abril de 2013 chega o CR-V 2.0 flex, com o mesmo motor do Civic. As versões LX 4x2 e EXL 4x4, ambas com câmbio automático, mantêm a boa lista de equipamentos de série atual, mas receberão chave tipo canivete. A LX também passa a contar com o sistema Bluetooth.
Fechando o pacote, ainda em 2013 chega ao Brasil a nona geração do Accord.Com design revisto, mais refinamento na construção e muitos itens de conforto e segurança, o sedã será vendido nas versões EX 2.4 16V (185 cv e câmbio automático de 5 marchas) e EX V6 3.5 24V (278 cv e câmbio automático de 6 marchas). Ambas as versões possuem "novidades", como o sistema Bluetooth (que já deveria ser de série há muito tempo), enquanto a topo de linha recebeu também iluminação dos faróis dianteiros em led.
2014
Para 2014 teremos a volta de quem nunca deveria ter partido: Civic Si. Mas, dessa vez, ele será comercializado na carroceria coupé. Sem dúvida, o destaque do modelo é o seu motor quatro cilindros i-VTEC 2.4 16V capaz de gerar 201 cv de potência e 23,5 kgfm de torque a 4.400 rpm, com pico de 7.000 rpm, com câmbio manual de 6 marchas.
Mas seu visual também é chamativo. As duas portas, juntamente com alguns detalhes de design, tornam o carro muito mais bonito e esportivo. Na traseira, o aerofólio é integrado à tampa do porta-malas, que perdeu as horrorosas luzes "chinesas" da versão normal do Civic.

O Honda Civic Si virá equipado com teto solar, controle de estabilidade (VSA), direção eletricamente assistida (EPS), freio ABS com EBD, rodas de liga leve têm 17", volante revestido em couro, airbag duplo frontal e airbag lateral do tipo cortina.
Fechando as novidades de 2014, Fit e City vão passar por mudanças mais expressivas.

2015
Outro grande anúncio da Honda em São Paulo é a chegada da linha Acura ao Brasil em 2015. Os modelos que serão vendidos por aqui ainda não foram definidos, mas a marca trouxe a versão conceito da nova geração do NSX para o Salão do Automóvel, juntamente com o sedã ILX e o SUV RDX.
Acura NSX Concept
Fotos: Honda/Divulgação

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Alta Roda - Combustível é um barato

Uma notícia que assustou os brasileiros era mais do que esperada por quem acompanha o mercado de combustíveis no Brasil. A nossa gloriosa Petrobrás anunciou prejuízo de R$ 1,346 bi no segundo trimestre do ano, o primeiro desde 1999 quando o real sofreu forte desvalorização frente ao dólar.

Atribui-se a John Davison Rockefeller (1839-1937), magnata, filantropo e fundador da Standard Oil (ExxonMobil, hoje), a frase famosa: “O melhor negócio do mundo é empresa petrolífera bem administrada; segundo melhor é empresa de petróleo mal administrada.” Se isso for verdadeiro, não precisa exagerar.

O prejuízo da paraestatal tem várias causas e a principal, com certeza, são as interferências políticas do maior acionista, o Governo Federal. Ações da companhia desabaram mais de 40% desde a sua capitalização recorde de setembro de 2010. Investidores não gostaram do aumento dos custos, do número de poços secos e da baixa confirmação de produção comercial do subsolo marítimo, na região de enorme potencial conhecida como pré-sal.

O maior problema, no entanto, foi o governo cair na tentação de segurar artificialmente o preço dos combustíveis para “controlar” a inflação desde 2005. Congelar o preço da gasolina nas bombas (na realidade o preço real caiu, considerada a inflação) funcionou até zerar a Cide, imposto para compensar a Petrobrás pelas variações de preço no exterior. O País é autossuficiente na produção de petróleo, porém não de combustíveis de origem fóssil.

Distorções dessa política levaram à perda de competitividade de preço do etanol e à necessidade crescente de importar gasolina e o próprio etanol. Somado ao diesel, essa conta está atualmente em R$ 1,5 bi por trimestre. Perturba também a distribuição pela falta de tanques nos portos e bases no interior do país. A diferença de preço entre o combustível importado e o que a Petrobrás recebe por ele é superior a 20%, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Ninguém preconiza, obviamente, aumento de derivados dessa magnitude, pois há outras variáveis na equação. No entanto, se tivesse ocorrido correção do preço nas bombas, de 2% a 3% ao ano, geraria recursos de que a Petrobrás precisa bastante.  Há investimentos em curso em novas refinarias (já atrasadas e a custos extrapolados), além do ambicioso e caríssimo plano de exploração e produção em alto-mar.

Efeito colateral desse erro primário foi estagnação e recuo da produção de etanol. Investimentos pararam porque não dá para manter a competitividade de 70% do preço da gasolina nos postos.

Afinal, esta é oferecida a preço congelado e custos agrícolas e industriais do combustível alternativo continuam a subir. Apesar de etanol de cana ser considerado praticamente neutro em CO2, no seu ciclo de vida. Para a plateia interna e externa o governo faz discurso ecológico, mas na realidade sua política é contrária, ao menos na gestão atual.

Para a Petrobrás, maior empresa brasileira, doses de humildade também serviriam. Considerada pela Forbes como quarta maior petrolífera do mundo, não respondeu aos questionamentos da coluna sobre critérios da revista. Naquele ranking estão de fora grandes estatais do Oriente Médio e da Opep, de capital fechado. Também não se pronunciou sobre reservas provadas de petróleo frente às congêneres.

RODA VIVA

RUMORES confirmam o que a coluna antecipou. Nova fábrica Fiat em Goiana (PE) aproveitará flexibilidade para produzir também produtos Chrysler. Estariam confirmados, além de SUV compacto de combate ao EcoSport, picape média (anti-S10), Dodge Dart/Fiat Viaggio (fim do Linea) e sucessor do Punto. Subcompacto para o lugar do Mille, se sair, fica em Betim (MG).

RENAULT dispõe agora de verdadeiro motor flex para Sandero e Logan 2013. Trata-se do 1,6 l, de cabeçote convencional (8 válvulas) e maior taxa de compressão (12:1). Resultou em mais 10% de potência: 106 cv/etanol. Consumo diminuiu 10% em ciclo urbano e 5%, estrada (4%, média ponderada). Fábrica afirma que obterá nota máxima (A) na etiquetagem 2013 do Inmetro.

PRESIDENTE da Renault brasileira, Olivier Murguet, garante que eventual defasagem da linha Sandero/Logan, em relação à Europa, vai encolher bastante. Entre seis e nove meses, todos estarão alinhados. A começar já em 2013.

APOIO à Honda por oferecer também câmbio manual de 6 marchas, de ótimo manuseio, no CR-V, mesmo representando menos de 10% das vendas. Mantém o silêncio a bordo: 120 km/h, motor a 3.000 rpm (no automático, 5 marchas, 2.400 rpm). SUV baseado no Civic é espaçoso, tem acabamento honesto e inclui sistema muito prático de rebatimento total do banco traseiro.

COMEÇOU no México a pré-produção do Sonic, hatch e sedã. Antes do final do ano, ritmo será acelerado e ambos passarão a vir de lá e não mais da Coreia do Sul. A GM se livra do IPI extra e do imposto de importação que incidem, hoje, sobre os dois modelos. SUV compacto Trax também entra em breve na linha de montagem mexicana e chega ao Brasil no início de 2013.

domingo, 27 de maio de 2012

Chevrolet e Honda também reduzem os preços de seus carros por causa da queda do IPI

Jac Motors, Renault, Nissan, Ford, Peugeot, Toyota e Volkswagen: quase todas as principais marcas nacionais anunciaram os novos preços de seus veículos com a redução do IPI. Agora, mais duas marcam entram para o bolo: Honda e Chevrolet. Confiram:

HONDA

FIT
- DX 1.3 16V MT – R$ 47.930
- LX 1.3 16V MT – R$ 51.540
- LX 1.3 16V automático – R$ 54.500
- EX 1.5 16V MT – R$ 57.480
- EX 1.5 16V automático – R$ 60.810
- EXL 1.5 16V automático – R$ 62.660
CITY
- DX 1.5 16V MT – R$ 49.610
- LX 1.5 16V MT – R$ 54.580
- LX 1.5 16V automático – R$ 57.550
- EX 1.5 16V automático – R$ 61.680

CIVIC
- LXS 1.8 16V MT – R$ 62.990
- LXS 1.8 16V automático – R$ 66.010
- LXL 1.8 16V MT – R$ 67.040
- LXL 1.8 16V automático – R$ 69.990
- EXS 1.8 16V automático – R$ 79.480
Fotos acima: Honda/Divulgação
CR-V
- LX 2.0 16V MT 4×2 – R$ 83.920
- LX 2.0 16V automático 4×2 – R$ 86.915
- EXL 2.0 16V automático 4×4 – R$ 102.160

CHEVROLET

CELTA
- LS 1.0 3p – R$ 24.049
- LS 1.0 5p – R$ 25.667
- LT 1.0 5p – R$ 27.053

CLASSIC
- LS 1.0 – R$ 25.469

PRISMA
- LT 1.4 – R$ 29.342

CORSA
- Hatch Maxx 1.4  – R$ 29.418
- Sedan Premium 1.4  – R$ 36.038

AGILE
- LT 1.4 – R$ 34.500
- LTZ 1.4 – R$ 41.017
Chevrolet/Divulgação
COBALT
- LS 1.4 – R$ 37.834
- LT 1.4 – R$ 41.430
- LTZ 1.4 – R$ 43.985

MERIVA
- Joy 1.4 – R$ 40.310
- Maxx 1.4 – R$ 42.309
- Expression 1.8 Easytronic – R$ 42.694
- Premium 1.8 Easytronic – R$ 44.946

ZAFIRA
- Comfort 2.0 – R$ 55.123
- Expression 2.0 automático – R$ 59.027
- Elegance 2.0 automático  – R$ 63.810
- Elite 2.0 automático  – R$ 68.528

CRUZE
- LT 1.8 16V – R$ 62.558
- LT 1.8 16V automático – R$ 65.170
- LTZ 1.8 16V automático – R$ 74.653
Chevrolet/Divulgação
CRUZE SPORT6
- LT 1.8 16V – R$ 60.216
- LT 1.8 16V automático – R$ 65.170
- LTZ 1.8 16V – R$ 72.239
- LTZ 1.8 16V automático – R$ 74.106

MONTANA
- LS 1.4 – R$ 30.608
- Sport 1.4 – R$ 42.097

S10 CS
- LS 2.4 – R$ 57.011
- LT 2.4 – R$ 59.937
- LS 2.8 TDI – R$ 82.705

S10 CD
- LS 2.4 – R$ 64.256
- LT 2.4 – R$ 70.203
- LTZ 2.4 – R$ 81.737
- LT 2.8 TDI 4×2 – R$ 95.779
- LT 2.8 TDI 4×2 automático – R$ 100.621
- LT 2.8 TDI 4×4 – R$ 106.045
- LT 2.8 TDI 4×4 automático – R$ 109.821
- LTZ 2.8 TDI 4×2 automático – R$ 113.695
- LTZ 2.8 TDI 4×4 automático – 130.982

CAPTIVA
- Sport Ecotec 2.4 automático – R$ 89.900
- Sport 3.6 V6 automático – R$ 96.900
- Sport 3.6 V6 automático AWD – R$ 101.900

MALIBU
- LTZ 2.4 automático – R$ 99.900

OMEGA
- CD 3.6 V6 automático – R$ 161.000

CAMARO
- SS 6.2 – R$ 201.000

sábado, 12 de maio de 2012

Esqueça 2011: Chevrolet Captiva 2012 está mais equipado e barato

Chevrolet Captiva Ecotec 2012
 Nos meus últimos posts sobre a Chevrolet, tenho reclamado bastante de algumas coisas, especialmente do absurdo preço cobrado pelo Cruze Sport6. Mas, não posso deixar de valorizar o que a marca fez com um de seus modelos disponíveis no Brasil, o Captiva.

No ano passado, a marca melhorou o seu SUV, o deixando mais equipado, com melhor desempenho, melhor consumo, menos poluente e mais seguro.
Para quem não se lembra, o motor V6 3.6, que desenvolvia 261 cv de potência e 32,9 mkgf de torque, foi substituído por um V6 3.0, com injeção direta de combustível e comanto de válvulas variável, capaz de gerar 268 cv e 30,6 mkgf. O propulsor quatro cilindros 2.4 Ecotec também recebeu injeção direta, e passou de 171 cv e 22,2 mkgf para 185 cv e 23,3 mkgf. Mas a grande novidade do modelo 2.4 foi o câmbio automático de seis marchas, como o dos irmãos V6.

Ainda no ano passado, o Chevrolet Captiva ganhou mínimas incrementos visuais na versão AWD e mudanças internas em todas as versões, além de novos equipamentos, como freio de mão com acionamento elétrico, revestimento dos bancos em couro, rádio com entrada USB e volante regulável em profundidade - os modelos V6 ganharam ainda sensores de chuva e aquecimento dos bancos, enquanto a versão topo de linha (AWD) recebeu sistema de som com 10 alto-falantes e câmera de ré, com monitor posicionado no espelho retrovisor interno.
Captiva Ecotec tem novo sistema de ar-condicionado automático e ganhou a tecnologia Remote Start

Março 2011
Captiva Ecotec 2.4 16V: R$ 90.299
Captiva Sport V6 3.0 24V: R$ 96.774
Captiva Sport V6 3.0 24V AWD: R$ 100.774

Chega de passado
Falando agora da linha 2012, que acaba de chegar às concessionárias, a Chevrolet equipou ainda mais o Captiva e manteve os preços que já eram praticados recentemente (veja abaixo), mais baixos que os sugeridos em março do ano passado (veja acima). Essa estratégia é muito bem-vinda para o modelo sobreviver num dos segmentos mais disputados do mercado, com representantes de peso como o Fiat Freemont, Dodge Journey, Hyundai ix35, Kia Sportage, Mitsubishi ASX, Peugeot 3008, Jeep Compass e Honda CR-V.

Captiva Sport 2.4 Ecotec – R$ 87.900
Captiva Sport V6 – R$ 94.600
Captiva Sport V6 AWD – R$ 99.900
Captiva V6 AWD tem teto solar de série
Em termos de equipamentos, as novidades da linha 2012 do Captiva 2.4 Ecotec são a adoção de um novo sistema de ar-condicionado automático e o Remote Start, que permite ao consumidor ligar seu veículo a distância, mesmo sem destravá-la, para que o sistema de ar-condicionado comece a refrigerar o interior do veículo, regulagens elétricas para o banco do motorista e aquecimento para os bancos dianteiros. A versão Ecotec ganhou ainda iluminação nas sombreiras e os retrovisores externos com desembaçador.

A versão V6 4x2 não recebeu nenhuma novidade, enquanto a topo de linha, V6 AWD (tração integral), passa a vir, de série, com teto solar elétrico.
Toda linha Chevrolet Captiva no Brasil vem equipada com ESP (Electronic Stability Program), ABS (Anti-lock Braking System), TCS (Traction Control System), seis airbags (dois frontais, dois laterais e dois do tipo cortina), cintos de segurança com pré-tensionadores e apoios de cabeça dianteiros ativos que se movimentam para a frente do veículo no caso de colisão traseira, de modo a aliviar o impacto no pescoço dos ocupantes (efeito chicote).

Fica a expectativa agora da chegada da nova geração, que deve acontecer até 2014. Até lá, bem que as trocas de marchas sequencias poderiam ser feitas por toques na alavanca do câmbio ou por meio de borboletas atrás do volante, dispensando o ridículo botão usado atualmente.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

quinta-feira, 22 de março de 2012

Alta Roda - A briga pelo bolso

Depois de 45 dias de discussão, Brasil e México chegaram a um consenso sobre a revisão pontual do acordo de comércio de veículos. Como em geral acontece, cada parte cede em suas posições dentro de uma negociação civilizada. O México aceitou a limitação em valores de suas exportações de automóveis e comerciais leves até 2015 e o Brasil deixou de lado, por ora, a inclusão antecipada de caminhões e ônibus só prevista para 2020.

No primeiro ano, cada país terá direito de exportar US$ 1,45 bilhão; US$ 1,56 bilhão, no segundo ano e US$ 1,64 bilhão no terceiro, sem impostos.  Em termos práticos, significa uma cota de cerca de 100.000 unidades nos primeiros 12 meses, 108.000, em 2013/14 e 113.000, em 2014/15. A partir daí, volta o livre comércio.

O índice de nacionalização de 30% no México corresponde a 60% na regra do Mercosul. Conforme a coluna já comentou, os mexicanos fazem uma conta direta da proporção entre peças locais e de outras regiões, considerando apenas valor e mão de obra. Aqui se incluem outros custos internos. Também houve acordo de aumento do índice para 35%, de 2013 a 2016, e 40%, em 2017. O Brasil cumpre essa meta de conteúdo local com facilidade e o México terá de se esforçar para manter preços competitivos.

Para entender melhor, é preciso saber que quando o acordo começou, em 2002, os mexicanos impuseram cotas em unidades para os automóveis brasileiros exportados durante quatro anos. Afinal, com o real desvalorizado na época, temiam uma invasão de mercado. Foi bom negócio para nós porque exportamos muito e para eles porque podiam receber carros compactos e baratos, quando ainda não tinham acordo de livre comércio com a União Europeia.

As coisas começaram a mudar quando carros europeus e japoneses puderam entrar livremente no México e a valorização do real acabou com a competitividade das exportações brasileiras. O peso mexicano continuou se desvalorizando e o cenário virou nos últimos três anos. Se nada fosse efeito, mais de 200.000 veículos entrariam no Brasil isentos de imposto de importação e do ônus do novo IPI, enquanto carros brasileiros só seriam competitivos se o dólar valesse mais de R$ 2,50 (hoje, R$ 1,80).  Exportações só não pararam porque ficaria mais difícil voltar no futuro.

Se o Brasil quis preservar seus empregos, o que vai mudar para o consumidor? Quase nada. A Nissan, em princípio, seria a mais atingida porque as importações do México responderiam, em 2012, por mais de dois terços de suas vendas. Se desejar importar acima da cota, pode fazê-lo, pagando a diferença de imposto. E até 2014 já terá construído em Resende (RJ) sua primeira fábrica, pois hoje utiliza instalações da Renault, em São José dos Pinhais (PR). A Chrysler produz no México e não paga imposto de importação, mas só escapa do IPI elevado quando também fabricar no Brasil.

Até o começo de abril, quando se anunciará o novo regime automobilístico brasileiro, o cenário ficará mais claro e complementar às regras de transição acertadas agora com o México. Objetivo é gerar empregos, investimentos e atrair novos fabricantes, o que aumentará ainda mais a concorrência interna. E isso costuma valorizar o bolso dos consumidores.

RODA VIVA

BRASIL perdeu o posto de sexto maior produtor mundial para a Índia, no ano passado. Explica-se pela grande dificuldade de exportar e os altos custos internos. Além disso, importar ficou mais barato com a atual taxa cambial. O mercado brasileiro ainda continua atraente e se manteve na quarta posição. Mas não por muito tempo. Índia nos passa esse ano.
Honda/Divulgação
HONDA CR-V ganha novo fôlego com mudanças estilísticas e mais recursos eletrônicos a bordo (navegador GPS, computador multifunções e câmara de ré). Motor de 2 litros ganhou 5 cv (agora 155 cv). Há câmbio manual e automático. Rebatimento total dos bancos traseiros é por molas, sem esforço do usuário. Preços de R$ 84.700 a R$ 103.200.
Peugeot/Divulgação
MOTOR mais eficiente faz toda diferença no Peugeot 408. Mais do que aumento de potência para 165 cv, o turbocompressor garante expressivos 24,5 kgf•m de torque, a apenas 1.400 rpm. Forma bom conjunto com o novo câmbio automático de seis marchas, bem superior ao antigo, de quatro. Pena que só esteja na versão Griffe, de topo, por R$ 81.500.

SÉTIMA geração do Toyota Camry chega por R$ 161.000,00. Agrada a quem deseja estilo atual, sem ousadias. Mas não atrai olhares. Motor V-6, de funcionamento silencioso, mostra o vigor de 277 cv, ajudado por bom câmbio automático de seis marchas. Encostos do banco traseiro têm reclinação elétrica. Faltam navegador GPS e travamento das portas ao arrancar.

TOMANDO por base estatística do Ministério da Saúde, o Instituto Sangari, que promove difusão científico-cultural, chama a atenção para o crescimento assustador de acidentes fatais com motociclistas. Entre 1998 e 2008, mortalidade aumentou a um ritmo duas vezes superior ao de expansão da frota. Muitos nem se preocupam em ter carteira de habilitação.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Acordo comercial automotivo entre Brasil e México pode acabar a qualquer momento?

Nissan/Divulgação
Mais uma polêmica a vista. Depois do aumento do IPI, segundo informou a colunista do Estado de S. Paulo, Sonia Racy, o acordo comercial do setor automotivo entre Brasil e México pode estar próximo do fim. Com isso, os 35% de impostos de importação seriam cobrados para os veículos vindos do país da América Central.
Ford/Divulgação
Já pensaram como ficariam a Nissan, com March, Versa e Sentra; a Ford, com a dupla de New Fiestas (que acabou de ficar mais barata); e várias outras montadoras que se aproveitam desse acordo para vender seus carros produzidos no México no Brasil? Vejam alguns exemplos (arredondados):

Ford New Fiesta hatch: R$ 45.950 + 35% = R$ 62.000
Ford New Fiesta Sedan: R$ 47.950 + 35% = R$ 64.700
Nissan Versa S - R$ 35.490 + 35% = R$ 47.900
Nissan Versa SV - R$ 39.990 + 35% = R$ 54.000
Nissan Versa SL - R$ 42.990 + 35% = R$ 58.000

Claro que esta simulação acima são apenas exemplos simplórios do aumento, mas a situação é preocupante. Vamos aguardar os próximos dias para ver o que acontece.

Leia a coluna na íntegra:

Pegando fogo
O Brasil está prestes a interromper unilateralmente o acordo automotivo assinado com o México. Isto é, os carros importados passarão a pagar 35 % de imposto ao entrar no País. Hoje não pagam nada. A decisão, segundo fonte governamental, foi tomada depois de tentativas de se chegar a um acordo. Não foi possível.

As autoridades mexicanas foram informadas a respeito. Não gostaram e fizeram chegar seu desagrado á presidente Dilma em Cuba.Enquanto o acordo foi bom para o País, o Ministério do Desenvolvimento ficou calado. Agora que a situação se inverteu, ante a valorização do real, os brasileiros querem voltar atrás.

Houve tentativas de negociação. Mas não foram produtivas.

Não se sabe se ante a pressão do país de Calderon, Dilma recuará.
Fonte: Estadão

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Curtindo a vida adoidado com o novo Honda CR-V?

O verdadeiro Ferris Bueller (que só existe no cinema) deve estar se revirando no rolo de filme com a "criatividade" do pessoal da Honda no comercial da nova geração do CR-V, exibido nos Estados Unidos.


Para quem não conhece, Ferris Bueller é o protagonista do filme "Curtindo a Vida Adoidado" (Ferris Bueller's Day Off), interpretado pelo ator Matthew Broderick - que também estrela o comercial, que tem o nome de "Matthew's Day Off".

Podemos perceber várias cenas inspiradas (copiadas) no filme, como o salto do CR-V (no filme é uma bela Ferrari), o manobrista repetindo o sobrenome do Broderick várias vezes (no filme é o professor repetindo "Bueller"), além do canto e da dança durante um evento na rua (sem dúvida o da parada com Twist And Shout  é muito mais legal).

Pelo menos o CR-V da atual e o da nova geração (que ficou bem melhor) permitem que o motorista curta a vida adoidado.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Honda revela imagem do novo CR-V (conceito)

A Honda, finalmente, revelou o conceito que adianta as linhas finais do CR-V. O SUV será apresentado oficialmente pela primeira vez entre setembro e novembro e começa a ser vendido ainda em 2011 nos Estados Unidos.

Na sua quarta geração, o CR-V sofrerá uma mudança profunda em relação à sua geração anterior (atualmente vendida). As linhas ficarão mais modernas e agressivas, como vocês conferem na foto abaixo. A traseira continuará com seu estilo de design, com lanternas na vertical. Além disso, o interior também será renovado.

De acordo com a Honda, o CR-V 2012 terá melhorias mecânicas, como motores mais eficientes e diminuição de peso em relação ao 2011. A expectativa é que o novo modelo chegue ao Brasil ainda em 2012. Alguém diria Salão do Automóvel de São Paulo? Não importando quando, a mudança será muito bem-vinda. Os coreanos não agradecem.
Eu sou assim e...
... vou ficar praticamente assim na linha 2012
Fotos: Honda/Divulgação

domingo, 23 de agosto de 2009

Honda CR-V muda em breve

CR-V 2010

A Honda vai apresentar agora em setembro, no dia 17, mesma data do Salão de Frankfurt, as novidades que antecipei aqui no De 0 a 100 em junho sobre o crossover CR-V. A única que podemos notar no momento está no visual, que vai ficar um pouco "mais automóvel" e "menos jipe". Reparem, na comparação das fotos, que o novo CR-V tem a grade frontal com a barra cromada mais fina, grade estilo colméia e novo para-choque, que deixa o design do veículo um pouco maios esportivo.

A princípio, as alterações são para o modelo japonês. Ainda não existe uma previsão oficial para o CR-V 2010 chegar ao Brasil. Porém, levando em consideração que o crossover é o mesmo em todo mundo, e que a Honda adora deixar todos os seus mercados atualizados, é muito provável que, assim que a nova versão comece a ser fabricada no México (para abastecer principalmente o mercado norte-americano), ela já deva ser importada para cá.

Atual CR-V

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Honda City já em julho?

Finalmente estou conseguindo blogar de novo! Já estava sentindo muita falta! Estou bastante ocupado com o Vrum e fazendo algumas matérias extras, como a de capa do caderno de Informática do Estado de Minas desta quinta (11/06). Mas vamos logo falar de carros!
A revista Quatro Rodas de junho veio repleta de segredos, e três deles me chamaram bastante a atenção. O primeiro, como está no título do post, fala que o Honda City será lançado no dia 17 de julho. No final de 2008 recebi a mesma informação de uma fonte da Honda, que só não me disse o dia.

Porém, essa mesma fonte me confirmou, recentemente, que o City será feito aqui e não mais na Argentina (pelo menos por agora), como a revista Auto Esporte também divulgou . Ela disse também que o sedã estaria previsto para chegar no segundo semestre de 2009. Então pensei em várias coisas: julho já é segundo semestre; a Honda pode ter mudado os planos entre a minha conversa com a fonte e a publicação da matéria; as fontes podem estar erradas; o carro vai mesmo chegar em julho. Em menos de 30 dias teremos a resposta definitiva.
Fotos acima: Honda/Divulgação
A verdade é que o sedã derivado do Fit está praticamente pronto, rodando em testes avançados, já que seu visual não vai mudar e sua motorização está pronta: 1.5 16V flex, que desenvolve 115 cv de potência com gasolina e 116 cv com álcool.

Segundo a publicação da Abril, o City custará entre R$ 58.000 e R$ 62.000 com motor 1.5, o único disponível no lançamento. Ele está disponível com câmbio manual e automático, sem paddle-shift, que fica apenas para Civic (e o Fit EXL). Versões mais simples, com a motorização 1.4 flex, também estão nos planos para o futuro, com preços um pouco acima de R$ 50.000.
Reprodução da internet/quatrorodas.com.br - 10/6/09
Nova raposa
O outro segredo que me chamou a atenção é a foto de capa da Quatro Rodas, que vocês conferem acima, mostrando o novo Fox. Finalmente o Fox vai ganhar uma identidade própria e deixar de ficar no meio do caminho. É como eu já disse: o Fox nasceu para ser o Gol, querendo ser o Polo, e acabou não sendo coisa nenhuma. Pelo visto ele vai ficar com o visual mais bonito, agressivo e robusto, além de ganhar melhorias de acabamento, dando adeus ao ridículo painel de instrumentos. Agora sim ele vai poder ser chamado de Volkswagen (vide Golf e Polo, principalmente). O Fox "de verdade" está previsto para ser lançado já em julho.

Debaixo do capô italiano
O terceiro e último ponto que foi publicado diz respeito aos motores Fiat. A revista afirma que o lançamento do Bravo vai esperar os propulsores da Tritec ficarem prontos, uma vez que as vendas do Linea não decolaram. Aí vem a informação que quero comentar, copiada exatamente da página 54 da Quatro Rodas de junho, sobre os motores da Tritec: "Além das versões 1.6 e 1.8, a Fiat desenvolve um 1.6 turbo para substituir o 1.4 turbo importado de Punto e Linea. Será o primeiro motor turbo e flex de série do mundo".

Será que a Fiat já está pensando em substituir uma motorização que nem completou um ano de Brasil? Fica a impressão que o motor 1.4 turbo está apresentando problemas. Também parece que as vendas da linha T-Jet está em alta e a demanda pelo propulsor está enrome, justificando sua produção local. Mais uma vez prefiro não chegar a conclusões e prefiro esperar um pouco mais para ver o que acontece.

Só um último comentário. Uma fonte da Honda me contou que o CR-V pode receber mudanças num futuro não muito distante - ainda em 2009. O modelo receberia um pequeno face-lift, entre outras coisas. O assunto já está sendo trabalhado e discutido dentro da fábrica brasileira e de outras partes do mundo. Assim que eu souber de mais informações, vou postar aqui no De 0 a 100 .

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Honda: marketing ou verdade?

Dois CR-Vs serão doados para a Cruz Vermelha para ajudar as vítimas do teremoto
A Honda anunciou a doação de 115 milhões de ienes (cerca de de R$ 1,8 milhão), duas unidades do crossover CR-V e 30 geradores elétricos da marca para auxiliar no atendimento às vítimas do terremoto ocorrido em 12 de maio, que teve como epicentro a província de Sichuan, na China. De acordo com informações do governo local, mais de 30 mil pessoas morreram na tragédia e cerca de 245 mil pessoas ficaram feridas.

O auxílio financeiro terá como destino a Cruz Vermelha e foi provido pela sede da Honda, no Japão, e pela Guangzhou Honda Automobile Co. Ltda e Dongfeng Honda Automobile Co. Ltda, ambas unidades instaladas na China. No último dia 5 de maio, a Honda anunciou a doação de 23,3 milhões de ienes (aproximadamente R$ 379.790) em socorro às vítimas do furacão que devastou a região de Mianmar, país localizado no sul da Ásia. As iniciativas estão inseridas na missão do Grupo Honda em reunir forças e apoiar ações humanitárias em casos de catástrofes naturais de grandes dimensões.

Discussão
Tenho visto algumas discussões sobre as doações para as vítimas do furacão em Mianmar e para os que sofreram com o terremoto na China. Muitas pessoas reclamam que as empresas e países deveriam cuidar, primeiro, dos próprios funcionários ou do próprio povo para, aí sim, enviar ajuda para quem precisa. Veja o exemplo dos Estados Unidos, país considerado de "primeiro mundo". O país passa por uma das piores crises financeiras de sua história, graças, principalmente, às trapalhadas do presidente Bush. Vários americanos reclamaram que eles não têm empregos e que o governo deveria investir a "ajuda" às vítimas no próprio país.

E a Honda? Será que a contribuição tem como principal objetivo ajudar as vítimas ou, simplesmente, é um ato de puro marketing da para mostrar que "ela se importa"? Podemos considerar um pouco dos dois. Mas, num mundo tão cheio de desigualdades e injustiças, é melhor acreditar que a Honda quer mesmo ajudar, já que o mais importante é que as vítimas do terremoto e do furacão recebam ajuda. É o que eu acrdito. Mas não podemos esquecer dos problemas do nosso próprio país. Eles também precisam ser resolvidos.
Foto: Honda/Divulgação