quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Dodge Viper SRT10 ACR: Cobra mais venenosa!

Dodge/Divulgação
No Brasil, isso é mais difícil de acontecer. Mas imagine: você está dirigindo tranquilo pela estrada, a 110 km/h, quando, de repente, ao olhar o retrovisor, você leva um susto! Um automóvel com dianteira imponente começa a crescer rapidamente no retrovisor, sendo possível até perceber o símbolo no meio do capô: uma serpente venenosa. Eis que um Viper te ultrapassa sem tomar conhecimento, e você até pensa: vou acelerar para ver este carro mais de perto! Segundos depois você já desistiu da idéia porque o Viper já foi sumiu...

O Dodge Viper é um ícone norte-americano. Lançado em 1992, ele agora em sua terceira geração (SRT10) e, como esperado, continua atraindo a atenção de aficionados ao redor do mundo. O 10 significa que o carro tem motor de 10 cilindros (V10 8.4). Talvez chamá-lo de motor possa parecer uma modéstia... penso que o mais correto seria "usina de força", afinal são 600 cv de potência e 78 mkgf de torque!

Comparada com a SRT10, a versão ACR (sigla para American Club Racing - Clube de Corrida Americano - tradução livre) tem visual ainda mais chamativo (como se o esportivo precisasse), aspecto mais parecido com carros de competição e desempenho ainda melhor, graças aos quilinhos a menos (cerca de 18 kg). O spoiler dianteiro é adaptável em função do efeito solo desejado, assim como o imenso aerofólio traseiro. Ambos são feitos de fibra de carbono, para adicionar o menor peso possível ao veículo.

Você deve estar pensando: motor V10 8.4, 600 cv de potência, peso menor... mas e o desempenho? Infelizmente, a Dodge não divulga a velocidade máxima, mas podemos ter uma idéia só olhando o tempo gasto na aceleração de 0 a 100km/h: menos de quatro segundos!!! O Viper SRT10 ACR começa a ser vendido nos Estados Unidos em meados de 2008 e o preço sugerido (lá nos EUA) é de US$ 100 mil. A versão SRT10 já pode ser encontrada, também na terra do tio Sam, por US$ 89.895 (preço da versão básica).

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O "grande compacto" Renault Sandero

Renault/Divulgação
A Renault apresentou hoje o Sandero, seu novo carro mundial, que chegará às concessionárias da marca no Brasil a partir da semana que vem. Fabricado no Paraná, o novo hatch deve brigar em mais de um segmento, assim como acontece com o Logan - que tem preço de sedã pequeno e tamanho de sedã médio.

Fiat Palio, Chevrolet Corsa, Volkswagen Fox, Ford Fiesta, Citroën C3 e Peugeot 206 são os principais concorrentes das versões mais simples (Authentique) e intermediárias (Expression), que custam entre R$ 29.990 (motor 1.0 16V flex) e R$ 35.390 (1.6 8V Hi-Torque). Na mais requintadas (Privilége 1.6 16V Hi-Flex), que custam entre R$ 41.190 e R$ 43.790, o Sandero terá o Fiat Punto e o VW Polo como seus principais adversários, podendo incomodar até modelos superiores, como Golf, Astra e Focus.

De acordo com a Renault, os principais atrativos do novo carro são o espaço interno e o porta-malas, além do design. Diferente do Logan, o visual agradou bem mais. Com grandes faróis, a dianteira é moderna. Já a traseira lembra a do Clio hatch, o que deve desagradar a muita gente. Fica aqui a dúvida. Logan e Sandero compartilham a mesma plataforma e vários componentes. Por quê a Renault lançou o Logan com visual tão antigo e agora vai lançar um hatch com design mais moderno?

O porta-malas do Sandero tem 320 litros de capacidade (entre os concorrentes, apenas Fiesta e C3 se aproximam, com 305 l cada). Debaixo do capô, o hatch francês tem três opções de motor. Os já conhecidos 1.0 16V e 1.6 16V, que equipam o Logan e o Clio, e o novo propulsor 1.6 8V Hi-Torque bicombustível, que recentemente fez sua estréia no Logan. Ele desenvolve 92 cv de potência com gasolina e 95 cv com álcool.

O novo projeto faz parte de um investimento total de US$ 360 milhões no Brasil, dos quais US$ 230 milhões somente na plataforma B0, que além do Logan e do Sandero, terá ainda mais um novo modelo montado no país, com lançamento previsto até 2009 - com certeza uma picape pequena para concorrer com Montana e Strada.

Opinião

O nome Sandero é um pouco estranho. Lembra Saveiro, Senderos (jogador suiço de futebol que joga no Arsenal)... e vários outros. Sobre os preços, eles são interessantes e competitivos. Mas faltaram algumas coisas à Renault. A primeira, sem dúvida, é fazer os Sanderos Authentique (1.0 16V e 1.6 8V) sairem de fábrica com desembaçador e limpador do vidro traseiro. Chamou a minha atenção o fato da marca, que sempre disse estar preocupada com a segurança, não colocar estes equipamentos simples de segurança como itens de série. Parece também que nem as versões Privilége têm cinto de três pontos e apoio de cabeça para todos os ocupantes. Outro ponto seria parar de vender os opcionais somente em pacotes. Nos modelos da Fiat, por exemplo, você pode comprar apenas o opcional que deseja, sem ficar preso a outros.

Quero muito ver o que a Renault vai fazer na versão aventureira do Sandero.

O que você achou do Sandero?

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Lamborghini Reventon X Caça Tornado - QUE DUELO!



Na minha opinião, o Lamborghini Reventón foi o lançamento mundial mais bonito de 2007. Suas linhas inspiradas em aviões militares são realmente maravilhosas. A idéia de fazer um duelo entre o superesportivo e o caça Tornado foi sensacional.

A empolgação dos presentes era visível com a dispusta. No início, o Reventón saiu na frente, esbanjando seus 650 cv de potência. Por alguns segundos, o modelo ficou na liderança. Porém, nem um motor 12 cilindros é páreo para uma turbina a jato. Como todos os entusiastas, eu também torci como um louco para o "Lambo" vencer a disputa.

Entretanto, o Tornado levou a melhor no final. Uma pena que eu ainda não consegui um vídeo da disputa entre as duas máquinas, que passaram dos 300 km/h durante os 3 km de pista.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Ford Ranger Sport - Aposta interessante

A Ford está criando um novo segmento de picapes no Brasil. Assim como a Renault fez com o Logan, um sedã de tamanho médio com preço de compacto, a Ranger Sport é um picape média com preço de compacta (topo de linha). Com o preço sugerido de R$49.990, a Ranger quer roubar mercado da Chevrolet Montana Sport 1.8 Flexpower e da Fiat Strada Adventure Cabine Estendida 1.8 Flex, que custam R$ 45.760 e R$ 44.250, respectivamente.

Baseada na versão cabine simples XLS a gasolina, a Ranger Sport vem equipada de série com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, pára-choque dianteiro, moldura da grade do radiador e capa do espelho retrovisor pintados na cor do veículo, farol de neblina, rádio-CD com MP3 e alarme perimetral. A carroceria é disponível em cinco cores: preto, branco, prata, cinza e a exclusiva vermelho.
Concorrentes
Em relação aos competidores indiretos - as picapes esportivas pequenas - a Ranger Sport oferece mais potência e torque. O motor 2.3 16V desenvolve 150 cv e 22,1 mkgf. Montana Sport e Strada Adventure possuem o mesmo propulsor 1.8 Flex e a mesma potência: 112 cv com gasolina e 114 cv com álcool. Já os torques são diferentes: 17,7 mkgf com qualquer combustível na Chevrolet e 17,8 mkgf com gasolina e 18,5 mkgf com álcool na Fiat. Mas as compactas compensam a menor força com o peso: a Fiat pesa 1.130 kg; a Chevrolet 1.161 kg e a Ford 1.490 kg.

A Ranger também tem maior altura livre do solo: 31,9 cm, contra 18,5 cm da Strada e 20 cm da Montana. A capacidade de carga útil da Ford é de 760 kg e o volume da caçamba é de 1.455 litros. A picape da GM pode transportar 735 kg de carga bruta na versão Sport e tem 1.143 litros de volume da caçamba. Já a pequena italiana com cabine estendida pode levar 685 kg de carga útil, com o condutor (705 kg com cabine curta), e tem 800 l de volume na caçamba (1.100 l na com cabine curta).

Em relação aos preços, com os R$ 49.990 da Ranger Sport, o consumidor pode comprar uma Strada Adventure com alguns opcionais, como capota marítima, kit HSD (High Safety Drive - Air bag duplo e ABS) e pintura metálica - preço: R$ 49.072. Já a Montana Sport completa, com todos os opcionais (ABS, airbag duplo, controle elétrico dos espelhos retrovisores e preparação para som) custa R$ 52.922. Só para efeito de comparação, a Courier 1.6 Flex com todos os opcionais e pintura metálica custa R$ 39.306. Vale lembrar que, por ser baseada na versão XLS, a Ranger Sport não tem airbag duplo e ABS como itens opcionais.

Opinião
A aposta da Ford é interessante: colocar uma picape média com um bom pacote de equipamentos por um preço que compete com as picapes pequenas completas. A versão Flexpower Cabine Dupla, a mais simples da Chevrolet S10, concorrente direta da Ranger, custa a partir de R$ 55.400. Mas a Ford errou feio em não oferecer itens de segurança para a Ranger Sport. Airbag e ABS? Nem pensar... Eles só podem ser encontrados nas versões mais requintadas e caras do modelo, como a Limited.
Fotos: Ford/Divulgação
Atualização (27/11/07)
Consultei a Ford e peguei os dados de consumo da Ranger Sport: 8,6 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada. Infelizmente, para o consumidor comum, os números de consumo não serão tão bons quanto esses. A capacidade do tanque de combustível é 60 litros.

E você, o que achou da Ranger Sport?

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Dúvidas flex

A tecnologia bicombustível completou quatro anos em 2007. Desde 2003, muitas coisas mudaram, e a evolução está chegando aos poucos. Na primeira fase dos motores flex, a meta era o ganho de potência e desempenho. A fase que estamos agora está voltada para a melhora do consumo de combustível (finalmente!!!), mas sem a perda de desempenho, como podemos ver no motor 1.4 Econo.Flex da Chevrolet, considerado um dos primeiros propulsores da nova geração bicombustível.

Entretanto, mesmo com a ampla difusão dos carros que podem rodar com álcool, gasolina e com a mistura dos dois combustíveis, muitas pessoas têm dúvidas a respeito do abastecimento. Parte desta desinformação está relacionada às concessionárias e oficinas, que sempre dão "dicas" para ajudar o cliente. Mas estas dicas nem sempre são verdadeiras. Pensando nisso, o De 0 a 100 fez uma lista de mitos e verdades sobre os motores flex. Espero que isso possa ajudar.

MITOS


. No primeiro abastecimento de um carro flex 0 km, devemos sempre usar gasolina.
Mito porque o motor bicombustível foi construído para rodar com qualquer combustível, não importando a quantidade de álcool ou gasolina. Mas é importante que o tanque de partida a frio esteja abastecido com gasolina, de preferência aditivada, que tem a vida útil mais longa.

. É bom misturar álcool e gasolina ou alternar o abastecimento entre um tanque e outro de álcool e gasolina.
Mito. Como eu disse acima, os propulsores foram desenvolvidos para funcionar com qualquer um dos combustíveis e com a mistura de ambos.

. O sistema flex pode viciar se o carro for abastecido com apenas um dos combustíveis.
De acordo com alguns fabricantes, se o motorista preferir, ele pode abastecer o tanque do seu carro com apenas um dos combustíveis durante toda vida útil do carro. A Ford tem uma opinião um pouco diferente. Os motores possuem peças e componentes desenvolvidos especialmente para funcionar com os dois combustíveis, como sonda lambda aquecida; injetores de combustível com maior área de vazão; regulador de pressão com materiais especiais; kit bomba de combustível com proteção a corrosão e blindada; filtro de combustível especial para filtragem de álcool e velas de ignição com extensão de temperatura ampliada. Por isso, nunca compre esses chips que fazem a transformação do carro "monocombustível" para flex. Esse chip é PICARETAGEM!

. Carro flex demora mais para pegar, especialmente no frio, mesmo com "tanquinho" de partida a frio cheio.
Mito porque o sistema de partida a frio, quando abastecido de gasolina, de preferência aditivada (Podium é a mais indicada), resolve o problema. Quando o reservatório está vazio, e o carro abastecido com álcool, realmente o modelo pode ter dificuldade para pegar. O "tanquinho" evita que o veículo use e abuse da bateria para pegar. Vale a pena verificar periodicamente o volume de combustível no reservatório de partida a frio para evitar problemas, especialmente se você roda só com álcool.

VERDADES

. Ao trocar de combustível, é preciso rodar um pouco com o carro antes de desligar o motor.
É verdade. A central eletrônica do sistema flex precisa de um tempo para "se entender" e reconhecer o novo combustível que está no tanque. A recomendação é que o motorista rode cerca de 6 km para o sistema entender as mudanças e definir as melhores condições de queima do combustível.

. Se eu for a um posto de combustível que eu não conheço e confio, devo optar pelo álcool.
Isso é verdade. O tipo de adulteração mais comum do álcool é a adição de água, que prejudica menos o motor em relação à adulteração da gasolina, que costuma ganhar solventes estranhos.

. A gasolina que fica no "tanquinho" de partida a frio fica velha.
É verdade para alguns modelos e mentira para outros. Nos motores flex da Honda, por exemplo, toda vez que o carro é ligado, o sistema usa um pouco da gasolina do sistema de partida a frio. Desta forma, o "tanquinho" está sempre recebendo gasolina nova periodicamente. Já para os líderes de mercado, Gol e Palio, o motorista deve sempre abastecer o reservatório de partida a frio com gasolina aditivada, de preferência a Podium, que é mais limpa e que tem maior validade (cerca de um ano) do que a gasolina comum (aproximadamente 90 dias). Mas é sempre interessante limpar o reservatório duas vezes por ano.