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sábado, 23 de março de 2013

Renault Logan e Sandero ficam mais equipados e seguros na linha 2013/2013

A Renault acaba de lançar no Brasil a linha 2013/2013 da dupla Logan e Sandero. Antes de realizar a esperada atualização da geração dos modelos, a marca optou por equipar os seus modelos, os tornando mais seguros e competitivos no mercado nacional.

Depois de ficar menos feio na linha 2011 e mais requintado na linha 2012 graças, especialmente, ao câmbio automático, o Logan Expression (1.0 16V e 1.6 8V) passa a vir equipado de série com freios ABS, airbag duplo e rádio AM/FM com CD-player, que reproduz arquivos em MP3 e WMA e se conecta ao celular por bluetooth, integrado ao painel, com comando satélite na coluna de direção.
Logan Expression 2013 tem ABS e airbag duplo de série
Estes equipamentos passam a integrar banco traseiro rebatível, faróis de neblina, sistema CAR - travamento automático a 6 km/h, computador de bordo, ar quente, banco do motorista com regulagem de altura, direção hidráulica, vidros dianteiros elétricos, retrovisores externos na cor da carroceria, entre outros itens.

O Logan Expression 1.6 16V Hi-Flex com câmbio automático de apenas quatro marchas passa a vir de fábrica com  rodas de liga leve aro 15", alarme, retrovisores elétricos, vidros traseiros elétricos e o sistema Media NAV, sistema multimídia com tela de 7 polegadas integrada ao painel.
Media NAV tem tela de 7" integrada ao painel
A versão de entrada Authentique 1.0 16V continua pelada, mas conta com o ótimo espaço para os ocupantes e para a bagagem no porta-malas (510 litros).

Linha 2013/2013
Renault Logan Authentique 1.0 16V Hi-Flex – R$ 27.400
Renault Logan Expression 1.0 16V Hi-Flex – R$ 29.700
Renault Logan Expression 1.6 8V HI-Power – R$ 36.380
Renault Logan Expression 1.6 16V Hi-Flex (automático) – R$ 40.900

Já o Sandero, que teve poucas e quase inúteis novidades na linha 2011 e que recebeu boas alterações na linha 2012, como o câmbio automático de quatro marchas, passa a contar na linha 2013/2013 com freios com sistema ABS e airbag duplo em quase todas as versões (exceto Authentique).
Linha 2013/2013
Sandero Authentique 1.0 16V Hi-Flex – R$ 28.050
Sandero Expression 1.0 16V Hi-Flex - R$ 34.850
Sandero Expression 1.6 8V Hi-Power – R$ 38.060
Sandero Privilége 1.6 8V Hi-Power - R$ 40.470
Sandero Privilége 1.6 16V Hi-Flex (automático) – R$ 42.410
Sandero GT Line 1.6 8V Hi-Power – R$ 40.680
Sandero Stepway 1.6 8V Hi-Power –R$ 44.580
Sandero Stepway1.6 16V Hi-Flex (automático) – R$ 48.780

Uma pena que, mesmo com as bem-vindas alterações realizadas pela Renault, o compacto Clio não acompanhou os irmãos maiores e continua à venda sem ABS e airbag duplo nem como opcional.

Motores Renault 2013/2013

1.0 16V
Potência: 76/77 cv (g/e) a 5.850 rpm
Torque: 9,9/10,1 mkgf (g/e) a 4.250 rpm

1.6 8V
Potência: 98/106 cv (g/e) a 5.850 rpm
Torque: 14,5/15,5 mkgf (g/e) a 3.750 rpm

1.6 16V
Potência: 110/115 cv (g/e) a 5.750 rpm
Torque: 15,2/16 mkgf (g/e) a 3.750 rpm

Logan e Sandero são vendidos com garantia total de fábrica de 36 meses ou 100.000 quilômetros (o que ocorrer primeiro).

Resumo da obra
Com a inclusão de ABS e airbag duplo (e do som no Logan) nas versões Expression ou superiores, além de se adequar à nova resolução do Contran sobre estes equipamentos, a Renault tornou sua dupla dinâmica ainda mais preparada para enfrentar concorrentes tradicionais, como Fiat Palio, Volkswagen Gol, Fox e Voyage; e os mais novos e modernos, como os Chevrolet Onix e Prisma, os Hyundai HB20, HB20X e HB20S, e o Peugeot 208. Aumentar a lista de itens de série da versão Authentique também seria bem-vindo.

Fica a expectativa agora para a chegada dos novos (de verdade) Logan e Sandero. Será que a Renault deixou a linha 2013/2014 "guardada" para o segundo semestre por algum motivo especial?
Fotos: Renault/divulgação

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Renault lança Symbol 2013 que está bem próximo de atingir a sua maturidade

No início desta semana, eu estava lendo no De 0 a 100 exatamente sobre o lançamento do Renalt Symbol, em 2009. Na época eu disse que o carro era bom, mas que poderia ser melhor. E acho que a Renault chegou quase à maturidade com o seu sedã.

Isso porque ele passa a ser vendido apenas na versão Privilège, com um único pacote de opcionais, por um preço competitivo: R$ 37.390 (com a redução do IPI) - o mesmo carro na linha 2012 custava R$ 41.660. O motor é o velho conhecido 1.6 16V Hi-Flex, que desenvolve 110 cv de potência e 15,2 mkgf de torque com gasolina e 115 cv e 16 mkgf com etanol. O Symbol continua com excelente espaço no porta-malas (506 litros ) e com a boa garantia de 3 anos (ou 100.000 km - o que acontecer primeiro).
Além destas características e do bom desempenho, a Renault tenta compensar o fraco espaço interno, a pouquíssima popularidade e a alta resistência ao seu sedã com um bom pacote de equipamentos de série. O Symbol 2013 sái da fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, na Argentina, equipado com ar-condicionado, direção hidráulica com volante regulável em altura, vidros elétricos dianteiros, computador de bordo, sensor de estacionamento, travas elétricas nas portas e no porta-malas com acionamento na chave, sistema de travamento automático, airbag duplo, rodas de liga leve de aro 15” faróis de neblina com máscara cromada; volante e manopla da alavanca de câmbio revestidos de couro, bancos com revestimento em veludo e detalhes de acabamento aluminizado;entre outros itens.

O único pacote de opcionais é o "Pack", vendido por R$ 2.060, que acrescenta ar-condicionado digital, retrovisores externos na cor da carroceria e com regulagem elétrica, termômetro indicador da temperatura externa e freios ABS com EBD (distribuidor eletrônico de força de frenagem). Completo, com a redução do IPI, o Renault Symbol 2013 custa R$ 39.450.
Ar-condicionado digital é item opcional
Ficou faltando um tapa visual, especialmente na dianteira. As linhas do Symbol não são feias, mas já estão bem datadas!

Déjà vu
A estratégia adotada pela Renault não é inédita. A marca fez o mesmo com a perua Grand Tour, derivada do falecido Megane.

Com o retorno do IPI, o Symbol 2013 subirá para cerca de R$ 40.000 básico e R$ 42.200 completo. O sedã da Renault realmente evoluiu e se torno uma opção ainda mais atraente no mercado.
No banco traseiro faltam cinto de três pontos e apoio de cabeça para quem vai no meio
Mas, para chegar ao pico da sua maturidade, penso que o Symbol deveria custar cerca de R$ 38.000 completo (com o IPI normal - R$ 35.400 com o imposto reduzido), num pacote unico, com câmbio manual de cinco marchas. O único opcional seria o a transmissão automática (poderia ser de quatro velocidades mesmo), elevando o preço do Renault para cerca deR$ 40.000. Dessa forma, o sedã francês teria tudo para ganhar um (pequeno) lugar no coração dos brasileiros, subindo para umas 800 unidades emplacadas por mes.

Janeiro a julho - 2012 (Fenabrave)
Renault Symbol - 3.729 unidades emplacadas (532 unidades em média por mês)

Leia também o Duelo entre o Renault Symbol (2012) e o Nissan Versa!
Fotos: Renault/Divulgação

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sandero 2011 tem poucas e quase inúteis novidades

Tudo bem que o título pode estar um pouco forte, mas as Renault perdeu uma bela chance de tornar o Sandero ainda mais atrativo no Brasil. As alterações para a linha 2011 foram tão pequenas que quase não posso chamá-las de melhorias.

O Sandero Authentique, versão de entrada da família, que custa R$ 29.690 com motor 1.0 16V Hi-Flex, recebeu mudanças no pacote de opcionais. O Pack Plus, que já era composto apenas por ar quente e desembaçador e limpador do vidro traseiro, agora ganhou maçanetas internas e difusores de ar na cor prata. Tudo isso sem alteração no preço: R$ 550! QUE BELEZA!


Já Sandero Expression, que é a versão mais vendida da linha e conta com preço sugerido a partir de R$ 32.440 (1.0 16V) e de R$ 34.740 (1.6 8V Hi-Torque), passa a vir de fábrica com espelhos retrovisores na cor da carroceria, manopla de câmbio com acabamento de alumínio e com maçanetas e difusores de ar na cor prata. Ou seja, mudanças estéticas mínimas e que praticamente não acrescentam nada ao modelo.
 

Fotos: Renault/Divulgação
A versão Expression passa a contar com um opcional novo, o rádio CD Player com MP3, com quatro alto-falantes e comando satélite na coluna de direção. O equipamento pode ser adquirido casado com o Expression Pack (ar-condicionado, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas das portas e do porta-malas por comando de radiofreqüência instalado na chave, sistema CAR de travamento automático das portas a partir de 6 Km/h e alarme perimétrico). Se não tiver sofrido nenhuma alteração de preço, o Expression Pack custa R$ 3.650 no Expression 1.0 16V e R$ 3.850 no Expression 1.6 8V, enquanto o som vale R$ 400.

O acabamento topo linha, Privilége, tem três novidades. A primeira, como
adiantei aqui no De 0 a 100 em abril, é o fim da oferta do motor 1.6 16V. Por causa disso, o Sandero Privilège 1.6 8V acabou recebendo as outras duas novidades: rodas de liga leve de 15 polegadas como componente de série e a opção de comprar o Pack Segurança, que inclui airbag duplo, freios antibloqueante (ABS) e volante revestido de couro.

A partir da linha 2011, o Sandero Stepway tem uma única novidade: ele é o único da família a ser equipado com o propulsor 1.6 16V flex, que desenvolve 107 cv de potência e 15,1 mkgf de torque com gasolina e 112 cv e 15,5 mkgf com etaonol. O resto continua a mesma coisa.


O modelo tem como opcionais o
Pack Airbag (airbag duplo + 3º apoio de cabeça traseiro); Pack Top (vidros elétricos traseiros + retrovisores elétricos + alarme perimétrico + Rádio CD-Player MP3 com comando satélite na coluna de direção); Pack Top + Couro (Pack Top + bancos revestidos em couro + puxadores das portas dianteiras com acabamento Sport); Pack Segurança (Pack Top + airbag duplo + 3º apoio de cabeça traseiro + freios ABS + volante com revestimento em couro); e Pack Segurança + Couro (Pack Segurança + bancos revestidos em couro e puxadores das portas dianteiras com acabamento Sport).

Crítica

Apresentada a linha 2011 do Sandero, vejam porque a minha reclamação inicial tem fundamento. Se a Renault é a quinta colocada no mercado nacional, a culpa é principalmente do Sandero, o carro mais vendido da marca no Brasil.
Se le já tem design interessante, ótimo espaço interno, bom port-malas e três anos de garantia, então por que não melhorar o modelo para torná-lo mais competitivo no segmento (que já conta com o Fox reestilizado, Agile se dando bem e, em breve, vai receber o Punto 2011), aumentando assim o seu potencial de vendas do carro? Mas melhorar como?

Simples: reposicione os comandos dos vidros elétricos (que ficam na parte central do painel e deveriam ir para a porta), ofereça ajuste de altura do volante - duas alterações já feitas na linha Logan 2011 -, e aumente a oferta de equipamentos de conforto, como o rádio CD Player com MP3 e comando satélite na coluna de direção (para a versão Authentique) e segurança (ABS para as versões Authentique e Expression e airbag duplo também para a Authentique).

terça-feira, 20 de abril de 2010

Menos feio, Renault Logan 2011 chega para corrigir problemas do passado

Já está chegando às concessionárias Renault de todo Brasil a linha 2011 do Logan, que recebeu retoques no visual, além de melhorias internas. Com preços iniciais que variam entre R$ 28.690 e R$ 32.690, a marca tentou corrigir os principais problemas do sedã, mas mantendo as suas qualidades.

A montadora francesa sempre explorou o que o Logan tinha de melhor: o excelente espaço interno, o ótimo espaço para bagagem (510 litros) e os três anos de garantia (ou 100.000 quilômetros de garantia – o que ocorrer primeiro). Estas três qualidades foram mantidas na linha 2011, que recebeu mudanças no design, que era o principal problema do modelo, e melhorias no acabamento e na ergonomia, que sempre incomodaram os consumidores.

Visualmente, o Logan está bem menos feio. Sua dianteira foi reformulada e conta agora com uma grade frontal formada por filetes horizontais na cor cinza, lembrando muito o Honda City. Do irmão Symbol veio um friso cromado, que está sobre a grade de todas as versões do modelo. Os faróis mantiveram o formato, mas ficaram maiores.
Já a traseira, considerada “feia mesmo” pela própria Renault, tem nova tampa do porta-malas, que tem um pequeno ressalto, passando a ideia de um spoiler integrado. Para-choque e lanternas também foram redesenhados. Na versão mais requintada, o modelo tem ainda uma barra cromada na extremidade da tampa do porta-malas. Realmente as mudanças deixaram o carro mais apresentável, e não mais com aquela impressão de um veículo moderno para os anos 1990.

Disponível com sete opções de cores diferentes, sendo duas sólidas (vermelho vivo e branco glacier) e cinco metálicas (preto nacré, cinza acier, bege angorá, azul crepúsculo e prata etoile), o Logan cresceu com as alterações, passando a ter 4,29 m de comprimento (3,9 cm a mais).

Na parte interna, o Logan 2011 melhorou, graças à correção de um velho problema que a Renault cometeu com o Clio e insistiu em repetir com a dupla Logan e Sandero. Os botões para acionar os vidros elétricos, que antes ficavam no painel (para poupar fiação), agora foram para as portas, ficando numa posição mais racional dentro do veículo. A boa ergonomia agradece.
O acabamento também foi revisto e, segundo a marca, está melhor com o uso de novos materiais. Já o quadro de instrumentos tem novo grafismo, mas a iluminação na cor âmbar foi mantida, assim como os ruins indicadores digitais de nível de combustível e temperatura do líquido de arrefecimento. Do irmão Sandero vieram as maçanetas internas maiores e o acabamento circular prateado das saídas de ar.

Versões e preços
O Logan 2011 está disponível em duas versões de acabamento, com duas opções de motorização: 1.0 16V Hi-Flex (Authentique e Expression) e 1.6 8V Hi-Torque (Expression). A antiga versão Privilege 1.6 8V, que era a topo de linha, sai de vez do mercado, evitando o confronto quase direto com o Symbol.

A versão de entrada, Authentique 1.0, custa os mesmos R$ 28.690 da linha 2010. Se o valor é atraente, o mesmo não pode ser dito da lista de equipamentos de série. Todas as versões do Logan saem da fábrica no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, no Paraná, equipadas com pára-choques na cor da carroceria, conta-giros, rodas de aro 14”, alarme sonoro de advertência de luzes acesas, porta-copos no console central dianteiro e brake-light.

Já a Expression, que parte dos R$ 30.190 com propulsor 1.0 (e R$ 32.690 com motorização 1.6), conta ainda com desembaçador de vidro traseiro; banco do motorista com regulagem de altura; manopla do câmbio, maçanetas internas e saídas de ar com acabamento na cor alumínio; painel interno das portas com revestimento em tecido; frisos laterais na cor da carroceria e iluminação no porta-malas e no porta-luvas.
Entre os opcionais, divididos em pacotes, destaque para ar-condicionado, direção hidráulica, volante com regulagem de altura, vidros e retrovisores elétricos, rádio MP3 com comando satélite na coluna de direção, sistema ABS de freios, airbag duplo, volante revestido em couro e três apoios de cabeça traseiros (que deveriam ser de série).

Os motores não sofreram alterações. O 1.0 16V continua com 76 cv de potência e 9,9 mkgf de torque com gasolina e 77 cv e 10,1 mkgf com etanol, enquanto o ruidoso e eficiente 1.6 8V tem os mesmos 92 cv e 13,7 mkgf com gasolina e 95 cv e 14,1 mkgf com o derivado da cana-de-açúcar.

Em 2009, o Logan teve 5% de participação no mercado brasileiro de sedãs compactos. Com as mudanças da linha, a Renault trabalha com a previsão de 7% de participação em 2010, o que significa um volume de 35 mil unidades ao ano. Os modelos com motor 1.0 devem responder por 60% do mix de vendas.

Fonte: Jalopnik
Fotos: Renault/Divulgação

domingo, 18 de abril de 2010

Sou interessante, mas não estou na moda. Estrelando: Renault Symbol

Quando um carro tem uma sina, não adianta mudá-lo que o problema continua existindo. A montadora pode até deixá-lo com outra cara, mas ele ficará marcado para sempre. Embora seja um veículo interessante, o Renault Symbol não vende bem. E seu problema é fruto de um fantasma de quem não está mais entre nós: Clio Sedan.

O Symbol custa a partir de R$ 40.870 (Expression) já equipado com motor 1.6 8V flex (92/95 cv) e sai de fábrica com ar-condicionado, direção hidráulica, ajuste de altura do volante, trava elétrica, vidros dianteiros elétricos, alarme e airbag duplo. Além disso, o modelo tem um enorme porta-malas, com 506 litros de capacidade, e três anos de garantia. São atrativos que podem levá-lo ao sucesso.

Se o investimento for de R$ 45.470, além dos itens acima, o interessado pode comprar um Symbol com motor 1.6 16V flex (110/115 cv), ar-condicionado digital, computador de bordo, indicador de temperatura externa, volante e manopla do câmbio revestidos em couro, vidros dianteiros (com sistema one-touch de descida para o motorista) e traseiros elétricos, retrovisores externos na cor da carroceria com regulagem elétrica, rodas de liga leve de aro 15” (pneus 185/55 R15), faróis de neblina e rádio CD-Player com MP3 e com comando satélite na coluna de direção. O sistema ABS de freios é o único opcional (R$ 1.540). Lembrando que os valores são sugeridos pelo fabricante.
No dia a dia, o Symbol se comporta muito bem. Seu rodar é macio e seus motores não são beberrões. O 1.6 8V tem um comportamento melhor na cidade, enquanto o 1.6 16V vai bem melhor na estrada, principalmente se o veículo estiver carregado.

Problemas
O visual do Symbol tem o conjunto muito mais harmônico se comparado ao do finado Clio Sedan. Os projetistas da Renault se esforçaram bastante para distanciar os dois veículos. Entretanto, todo trabalho feito pelos franceses não foi suficiente alavancar as vendas do Symbol.

Assim como foi para o Clio Sedan, o design parece ser um dos principais problemas Symbol. Ele não empolga, e esta falta de ousadia acabou afastando o público brasileiro, que também não gostou do espaço interno limitado, especialmente no banco traseiro. E estes foram as grandes questões que ajudaram a levar a versão sedã do Clio para a cova.

A falta de confiança na marca também é um problema. A Renault tem esta dificuldade principalmente com os seus veículos mais caros, como Mégane, Mégane Grand Tour e o próprio Symbol.
Expectativa
Para encaixar o Symbol no mercado, os franceses mataram a versão mais requintada (se é que é possível) do Logan (Privilege 1.6 16V). Com isso, a Renault esperava vender 8.400 unidades do seu novo sedã compacto premium em 2009. Lançado em março, só foram emplacados 6.457 carros no ano passado.

A situação continua ruim em 2010. Segundo números da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram emplacados apenas 928 unidades do Symbol neste ano. Só para efeito de comparação, o Polo Sedan, que também não é nenhum sucesso de público (por causa do preço), emplacou 2.118 carros na soma de janeiro e fevereiro.

Pelo visto o fantasma do Clio Sedan só será exorcizado quando a Renault trabalhar uma pesada campanha de marketing, valorizando as principais qualidades do Symbol, e anunciando os seus novos preços: R$ 3.000 mais em conta (pelo menos).

Fonte: Jalopnik
Fotos: Renault/Divulgação

terça-feira, 17 de março de 2009

Renault Symbol é bom, mas poderia ser melhor

 Finalmente a Renault resolveu lançar o substituto do ultrapassado Clio Sedan que, na minha opinião, sai do mercado sem deixar muitas saudades. Embora muito proprietários adorassem o carro, a verdade é que o modelo nunca caiu realmente nas graças do brasileiro. Seu principal problema era o visual, que sofria com a crônica falta de harmonia entre dianteira e traseira.

Já o Symbol, considerado pela Renault um sedã compacto premium, é mais bonito e bem feito, mostrando uma real evolução e melhora em relação ao Clio Sedan - com exceção do espaço interno, que continou ruim. Mas será que ele vai dar certo? Faço a pergunta porque acho que a Renault perdeu uma chance de ouro de derrubar a concorrência. Digo isso porque já estou pensando nos futuros lançamentos, como o distante "novo Siena", o sedã substituto do Corsa Sedan e o Honda City (a versão mais simples deve concorrer com o Symbol completo). Fico com a impressão do Symbol ser excelente para o agora, sem muitas pretensões para o futuro; ou de ser um novo carro ultrapassado. Mas aí eu me lembro do Logan e a minha impressão praticamente desaparece.
Tudo bem que a relação custo/benefício parece interessante. Veja: você paga R$ 41.190 na versão Expression e leva um carro 1.6 16V flex, com ótimo porta-malas (506 litros de capacidade), e com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros, airbag duplo, volante e banco do motorista com regulagem de altura, sistema CAR (travamento automático das portas quando o carro atinge 6 km/h), brake light, bolsas do tipo canguru atrás dos bancos dianteiros, alarme perimétrico, desembaçador de vidro traseiro e mais alguns itens. Se quiser, você pode pagar mais R$ 800 por computador de bordo e rádio CD-Player MP3 com comando satélite na coluna de direção. Por mais R$ 1.500 você leva os freios ABS. E não podemos esquecer da pintura metálica, que quase todo mundo compra (+ R$ 850). Total: R$ 44.340.

Por que então não levar a versão Privilege que, além dos equipamentos da Expression, ela vem equipada com ar-condicionado digital, computador de bordo, retrovisor externo com regulagem elétrica, banco com revestimento em veludo, manopla do câmbio revestida em couro, rádio CD-Player MP3 com comando satélite na coluna de direção, volante com revestimento em couro com aro interno cromado, faróis de neblina, maçanetas externas de alumínio e rodas de liga leve de 15". Ela custa R$ 44.490. Com mais R$ 850 você leva a pintura metálica e com R$ 1.500 você paga os freios ABS. Total: 46.840.
Boa idéia!
Agora pense comigo. Imagine o Symbol Expression com preço inicial R$ 1.200 reais mais baixo (R$ 39.990) e o Privilège R$ 1.500 mais em conta (R$ 42.990), com os mesmos equipamentos. Some a isso o fim da versão Privilège 1.6 16V do Logan (que custa a partir de R$ 40.190) e abaixe um pouco o preço do restante da linha Logan. A Renault agitaria o mercado de sedãs compactos e sedãs compactos Premium de uma forma que atrapalharia todas as outras marcas, especialmente a Chevrolet, que domina o segmento com modelos ultrapassados.

Concorrentes
Falando na concorrência, veja porque o Symbol mais barato poderia derrubar os adversários. Os principais concorrentes são Peugeot 207 Passion XS 1.6 16V, Fiat Siena HLX 1.8, Ford Fiesta Sedan Pulse 1.6, Volkswagen Voyage 1.6 Comfortline (R$ 37.610) e Polo Sedan 1.6 (R$ 43.310). Embora seja um bom carro, o Chevrolet Corsa Sedan está fora da disputa pela defasagem. Ele vende razoavelmente bem, mas é muito mal equipado e tem apenas motor 1.4. Também não vou publicar os detalhes dos dois da Volks por causa do causa da desorganização e pouca funcionalidade do site da VW.
O Fiat Siena HLX 1.8 básico, preto sólido, tem preço sugerido de R$ 43.300 e já vem com direção hidráulica, ar-condicionado, bancos e painéis de porta revestidos em veludo, banco do motorista e volante com regulagem de altura, computador de bordo e vidros dianteiros elétricos.. Equipado com airbag duplo, ABS (kit HSD) e pintura metálica, o preço sobe para R$ 47.080.

Já o Paugeot 207 Passion XS 1.6 16V é um caso a parte. Ele tem preço sugerido de R$ 44.800 (branco sólido) e já vem equipado com faróis de neblina dianteiros, retrovisores externos com regulagem interna elétrica, ar-condicionado com controle automático de temperatura, coluna da direção e banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, direção hidráulica, Sensor de chuva para acionamento do limpador de pára-brisa, Faróis com acendimento automático, vidros dianteiros e traseiros elétricos. Porém, ele não tem nenhum opcional! Para ter segurança, só pagando os R$ 48.700 da versão automática + 4.800 dos airbags frontal e lateral e dos bancos revestidos em couro. É incrível o que a Peugeot faz com o consumidor. Daqui a pouco ela começa a imitar a Volkswagen e passa a cobrar mais de R$ 3.000 pelo "kit elétrico".
O Ford Fiesta Sedan 1.6 básico (preto sólido) custa a partir de R$ 35.620. Na versão Pulse, que tem preço sugerido de R$ 40.825, ele vem equipado com maçanetas internas, anéis de saída de ar e painel central com acabamento em Titanium, retrovisores, moldura lateral e régua do porta-malas e maçanetas na cor do veículo, luz de leitura, painel de instrumentos com fundo branco, console central integral, alça de segurança traseira, calota Pulse, alto-falantes) + Kit Class (ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas. Se você quiser segurança de verdade, você precisa se aventurar no mundo dos "inúmeros pacotes Ford". Entenda: Você compra o Fiesta Sedan 1.6 na versão Pulse com o kit Class (já citado acima), com o kit My Connection II (espelho retrovisor elétrico + CD Player MP3 + bancos e volante em couro) e com mais um pacote, o kit Segurança II, composto por ABS + Air Bags; mais as rodas de liga leve aro 14", que não fazem parte de nenhum kit. Tudo isso por R$ 47.325.

Conclusão
Fechando o meu comentário, o Symbol tem bom conjunto para enfrentar os concorrentes atuais, já que o Siena está na sua última versão antes da mudança definitiva; o 207 Passion nada mais é que o velho 206 na versão sedã; Corsa Sedan já está ajoelhado pedindo por uma atualização; Polo Sedan é atrapalhado pela estratégia Volkswagen de vender carros; e o Fiesta Sedan, com o perdão da expressão, parece um "foguete melhado", ele sempre parece que vai "estourar", mas isso nunca acontece. Por isso, o Symbol pode se dar muito bem. Só o Voyage tem realmente um potencial maior de crescimento, como ele já mostrou em fevereiro (batendo o Siena).
As minhas críticas não querem dizer que os carros são ruins. Mas, como eu já disse acima, pense quando os novos adversários chegarem, como o Honda City, por exemplo. Se o Civic e o Fit são referências para as suas respecticas categorias, é muito provável que o mesmo aconteça com o novo sedã da Honda. É verdade que ele será mais caro, mas a sua versão mais simples deve brigar com o Symbol Privilège completo.
Fotos: Renault/Divulgação

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O "grande compacto" Renault Sandero

Renault/Divulgação
A Renault apresentou hoje o Sandero, seu novo carro mundial, que chegará às concessionárias da marca no Brasil a partir da semana que vem. Fabricado no Paraná, o novo hatch deve brigar em mais de um segmento, assim como acontece com o Logan - que tem preço de sedã pequeno e tamanho de sedã médio.

Fiat Palio, Chevrolet Corsa, Volkswagen Fox, Ford Fiesta, Citroën C3 e Peugeot 206 são os principais concorrentes das versões mais simples (Authentique) e intermediárias (Expression), que custam entre R$ 29.990 (motor 1.0 16V flex) e R$ 35.390 (1.6 8V Hi-Torque). Na mais requintadas (Privilége 1.6 16V Hi-Flex), que custam entre R$ 41.190 e R$ 43.790, o Sandero terá o Fiat Punto e o VW Polo como seus principais adversários, podendo incomodar até modelos superiores, como Golf, Astra e Focus.

De acordo com a Renault, os principais atrativos do novo carro são o espaço interno e o porta-malas, além do design. Diferente do Logan, o visual agradou bem mais. Com grandes faróis, a dianteira é moderna. Já a traseira lembra a do Clio hatch, o que deve desagradar a muita gente. Fica aqui a dúvida. Logan e Sandero compartilham a mesma plataforma e vários componentes. Por quê a Renault lançou o Logan com visual tão antigo e agora vai lançar um hatch com design mais moderno?

O porta-malas do Sandero tem 320 litros de capacidade (entre os concorrentes, apenas Fiesta e C3 se aproximam, com 305 l cada). Debaixo do capô, o hatch francês tem três opções de motor. Os já conhecidos 1.0 16V e 1.6 16V, que equipam o Logan e o Clio, e o novo propulsor 1.6 8V Hi-Torque bicombustível, que recentemente fez sua estréia no Logan. Ele desenvolve 92 cv de potência com gasolina e 95 cv com álcool.

O novo projeto faz parte de um investimento total de US$ 360 milhões no Brasil, dos quais US$ 230 milhões somente na plataforma B0, que além do Logan e do Sandero, terá ainda mais um novo modelo montado no país, com lançamento previsto até 2009 - com certeza uma picape pequena para concorrer com Montana e Strada.

Opinião

O nome Sandero é um pouco estranho. Lembra Saveiro, Senderos (jogador suiço de futebol que joga no Arsenal)... e vários outros. Sobre os preços, eles são interessantes e competitivos. Mas faltaram algumas coisas à Renault. A primeira, sem dúvida, é fazer os Sanderos Authentique (1.0 16V e 1.6 8V) sairem de fábrica com desembaçador e limpador do vidro traseiro. Chamou a minha atenção o fato da marca, que sempre disse estar preocupada com a segurança, não colocar estes equipamentos simples de segurança como itens de série. Parece também que nem as versões Privilége têm cinto de três pontos e apoio de cabeça para todos os ocupantes. Outro ponto seria parar de vender os opcionais somente em pacotes. Nos modelos da Fiat, por exemplo, você pode comprar apenas o opcional que deseja, sem ficar preso a outros.

Quero muito ver o que a Renault vai fazer na versão aventureira do Sandero.

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