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sábado, 23 de março de 2013

Renault Logan e Sandero ficam mais equipados e seguros na linha 2013/2013

A Renault acaba de lançar no Brasil a linha 2013/2013 da dupla Logan e Sandero. Antes de realizar a esperada atualização da geração dos modelos, a marca optou por equipar os seus modelos, os tornando mais seguros e competitivos no mercado nacional.

Depois de ficar menos feio na linha 2011 e mais requintado na linha 2012 graças, especialmente, ao câmbio automático, o Logan Expression (1.0 16V e 1.6 8V) passa a vir equipado de série com freios ABS, airbag duplo e rádio AM/FM com CD-player, que reproduz arquivos em MP3 e WMA e se conecta ao celular por bluetooth, integrado ao painel, com comando satélite na coluna de direção.
Logan Expression 2013 tem ABS e airbag duplo de série
Estes equipamentos passam a integrar banco traseiro rebatível, faróis de neblina, sistema CAR - travamento automático a 6 km/h, computador de bordo, ar quente, banco do motorista com regulagem de altura, direção hidráulica, vidros dianteiros elétricos, retrovisores externos na cor da carroceria, entre outros itens.

O Logan Expression 1.6 16V Hi-Flex com câmbio automático de apenas quatro marchas passa a vir de fábrica com  rodas de liga leve aro 15", alarme, retrovisores elétricos, vidros traseiros elétricos e o sistema Media NAV, sistema multimídia com tela de 7 polegadas integrada ao painel.
Media NAV tem tela de 7" integrada ao painel
A versão de entrada Authentique 1.0 16V continua pelada, mas conta com o ótimo espaço para os ocupantes e para a bagagem no porta-malas (510 litros).

Linha 2013/2013
Renault Logan Authentique 1.0 16V Hi-Flex – R$ 27.400
Renault Logan Expression 1.0 16V Hi-Flex – R$ 29.700
Renault Logan Expression 1.6 8V HI-Power – R$ 36.380
Renault Logan Expression 1.6 16V Hi-Flex (automático) – R$ 40.900

Já o Sandero, que teve poucas e quase inúteis novidades na linha 2011 e que recebeu boas alterações na linha 2012, como o câmbio automático de quatro marchas, passa a contar na linha 2013/2013 com freios com sistema ABS e airbag duplo em quase todas as versões (exceto Authentique).
Linha 2013/2013
Sandero Authentique 1.0 16V Hi-Flex – R$ 28.050
Sandero Expression 1.0 16V Hi-Flex - R$ 34.850
Sandero Expression 1.6 8V Hi-Power – R$ 38.060
Sandero Privilége 1.6 8V Hi-Power - R$ 40.470
Sandero Privilége 1.6 16V Hi-Flex (automático) – R$ 42.410
Sandero GT Line 1.6 8V Hi-Power – R$ 40.680
Sandero Stepway 1.6 8V Hi-Power –R$ 44.580
Sandero Stepway1.6 16V Hi-Flex (automático) – R$ 48.780

Uma pena que, mesmo com as bem-vindas alterações realizadas pela Renault, o compacto Clio não acompanhou os irmãos maiores e continua à venda sem ABS e airbag duplo nem como opcional.

Motores Renault 2013/2013

1.0 16V
Potência: 76/77 cv (g/e) a 5.850 rpm
Torque: 9,9/10,1 mkgf (g/e) a 4.250 rpm

1.6 8V
Potência: 98/106 cv (g/e) a 5.850 rpm
Torque: 14,5/15,5 mkgf (g/e) a 3.750 rpm

1.6 16V
Potência: 110/115 cv (g/e) a 5.750 rpm
Torque: 15,2/16 mkgf (g/e) a 3.750 rpm

Logan e Sandero são vendidos com garantia total de fábrica de 36 meses ou 100.000 quilômetros (o que ocorrer primeiro).

Resumo da obra
Com a inclusão de ABS e airbag duplo (e do som no Logan) nas versões Expression ou superiores, além de se adequar à nova resolução do Contran sobre estes equipamentos, a Renault tornou sua dupla dinâmica ainda mais preparada para enfrentar concorrentes tradicionais, como Fiat Palio, Volkswagen Gol, Fox e Voyage; e os mais novos e modernos, como os Chevrolet Onix e Prisma, os Hyundai HB20, HB20X e HB20S, e o Peugeot 208. Aumentar a lista de itens de série da versão Authentique também seria bem-vindo.

Fica a expectativa agora para a chegada dos novos (de verdade) Logan e Sandero. Será que a Renault deixou a linha 2013/2014 "guardada" para o segundo semestre por algum motivo especial?
Fotos: Renault/divulgação

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Duelo: Ford EcoSport X Renault Duster

Desde o seu lançamento, em 2003, o Ford EcoSport reinou absoluto na categoria que ele ajudou a criar no Brasil. Várias tentativas de concorrentes diretos apareceram, com pequeno destaque para o Fiat Palio Weekend Adventure (Locker) e para o Chevrolet Tracker. Mas, apenas com a chegada do Renault Duster, em outubro de 2011, o SUV da Ford passou a ter um adversário de peso pela ponta do segmento.

O atraso para encontrar um rival, obviamente, foi bom para a Ford, que ganhou mercado e preparou o lançamento da segunda geração do EcoSport, que aconteceu em agosto de 2012, depois de inúmeros flagrantes (aqui), especulações (aqui e aqui), enquete (aqui) e divulgações de informações (aqui, aqui e aqui).
O tempo de espera também foi bom para a Renault, que preparou um adversário a altura para as duas gerações do EcoSport. E até mais "munição" já foi dada ao Duster, que recebeu uma linha de acessórios em março deste ano.

Agora, novo EcoSport e Duster se enfrentam aqui no (antecipado) Duelo do De 0 a 100 em igualdade de condições, ambos como linha 2013. Quem leva a melhor?

Chevrolet Onix X Hyundai HB20
Nissan Versa X Chevrolet Cobalt
Nissan Versa X Renault Logan 
Nissan Versa X Renault Symbol
Nissan Versa X Fiat Grand Siena
Peugeot 308 X Ford Focus

Preço e equipamentos
Logo no primeiro contato com as tabelas dos dois carros, já é possível notar que o Duster é visivelmente mais barato do que o EcoSport. Por outro lado, o Ford é bem mais equipado que o Renault.
Duster 1.6 16V de entrada não deveria existir
1.6 16V
O Duster 1.6 16V parte de R$ 48.300 equipado, de série, com banco traseiro com encosto rebatível 1/1, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro; tomada 12 volts; sistema CAR (travamento automático a 6 km/h), cintos de segurança dianteiros retráteis com regulagem em altura, ar-condicionado, travas e vidros dianteiros elétricos, direção hidráulica, volante com regulagem de altura; retrovisores, para-choques e maçanetas externas na cor preto; e rodas de ferro aro 16".

Investindo R$ 2.150 a mais, é possível levar o Duster Expression 1.6 16V (versão intermediária), que tem os equipamentos da versão de entrada, além de airbag duplo, alarme, banco do motorista com regulagem de altura, vidros traseiros elétricos; para-choque superior na cor da carroceria; barras de teto longitudinais na cor preta e rodas de aço aro 16". Bem que a marca francesa poderia reduzir o valor da Expression de R$ 50.450 para os R$ 48.300 e passar a vendê-la como a versão de entrada.
Duster Expression deveria ser a versão de entrada
Com o preço de R$ 53.490, a versão de entrada do EcoSport, S 1.6 16V, é mais cara e mais equipada do que o Duster intermediário. O Ford vem equipado com faróis com LED, para-choques na cor do veículo, direção com assistência elétrica, ar-condicionado; vidros dianteiros, travas e retrovisores elétricos; airbag duplo; freios com sistema ABS, rodas de aço de 15", abertura elétrica do porta-malas; grade do radiador na cor cinza midgrey; ajuste de altura e profundidade da coluna de direção, ajuste manual de altura do banco do motorista, assento do banco traseiro rebatível, banco traseiro reclinável e com assento e encosto bipartido (60/40); compartimento porta-objetos embaixo do banco do passageiro; fixadores laterais traseiros (2 posições) para cadeiras de crianças (ISOFIX); lavador, limpador e desembaçador do vidro traseiro; porta-luvas climatizado; controle de rádio e comandos configuráveis no volante; Sync Media System com comandos de voz em português (para funções de áudio e telefone) e bluetooth; CD Player com MP3, conexão Bluetooth, entrada USB e entrada auxiliar; tela de 3.5 polegadas no painel central, entre outros itens de série.
EcoSport é mais caro e equipado
 O valor do EcoSport S é um pouco inferior ao do Duster Dynamique. Com o preço sugerido de R$ 54.200, a versão topo de linha do Renault tem os itens da Expression, além de bancos traseiros rebatíveis 1/3 - 2/3, volante com revestimento em couro, freios com sistema ABS, faróis de neblina, apoios de cabeça traseiros (3) reguláveis em altura, computador de bordo, retrovisores elétricos, iluminação no porta-malas, retrovisores exteriores cromados, barras de teto longitudinais na cor alumínio, rodas de alumínio aro R16", para-choque inferior na cor da carroceria; comando satélite de áudio e celular na coluna da direção; e radio CD Player MP3 com 4 alto-falantes, conexão USB/iPod, bluetooth e auxiliar.
Topo de linha, Duster Dynamique é a melhor versão do Renault
A Ford contra-ataca com a versão intermediária SE 1.6 do EcoSport, que custa sugeridos R$ 56.490 e tem os itens da S além de vidros traseiros elétricos, faróis de neblina, rack (bagageiro) no teto, rodas de aço de 15" estilizadas e grade do radiador na cor light finish/satin aluminuim. Na minha opinião, a versão SE deveria perder o rack (que viraria acessório, já que não é todo mundo que gosta) e virar a versão de entrada, por R$ 53.490.

Pagando R$ 59.990, é possível levar o sucesso de vendas da Ford, a versão FreeStyle do EcoSport 1.6 16V. Além dos itens da SE, tem ainda 6 alto-falantes, abertura e fechamento global das portas e vidros, acendimento automático das luzes de emergência após frenagem brusca, AdvanceTrac com ESC - Controle eletrônico de estabilidade e tração; ajuste lombar do banco do motorista, alarme volumétrico anti-furto, bagageiro de teto na cor cinza london, computador de bordo, descansa braço do lado do motorista, espelhos retrovisores externos elétricos, na cor cinza london, com pisca integrado, grade do radiador na cor cinza london, assistência de partida em rampas (HLA); manopla de câmbio com acabamento em couro, maçanetas externas das portas na cor cinza midgrey, rodas de liga-leve aro 16" com Pneus 205/60, ponto de força 12V extra no banco traseiro, sensor de estacionamento traseiro, vidros elétricos dianteiros/traseiros com 1 toque cima/baixo e anti-esmagamento.
EcoSport FreeStyle é a versão que mais vende do Ford
Por R$ 63.690, você leva o FreeStyle completo, com 6 airbags (dianteiro/ laterais e cortinas) e bancos revestidos parcialmente em couro.

A versão mais completa do EcoSport 1.6 16V é a Titanium, que tem preço sugerido de R$ 63.990 e vem com quase todos os itens da FreeStyle, somando acendimento automático dos faróis, acesso Inteligente - sistema de destravamento das portas por sensor de proximidade na chave, ar-condicionado digital, bagageiro de teto na cor prata, espelho retrovisor interno eletrocrômico, espelhos retrovisores externos na cor do veículo, Ford Power - partida sem chave; grade do radiador cromada, limpador do para-brisa com sensor de chuva e maçanetas externas das portas na cor do veículo
Com motores 1.6 16V e 2.0 16V, EcoSport Titanium é a versão topo de linha
Com 6 airbags (dianteiros/laterais e cortinas) e bancos revestidos parcialmente em couro, o EcoSport Titanium 1.6 custa R$ 67.690.

2.0 16V
Se você gostou do Duster Dynamique, mas acha o motor 1.6 fraco, saiba que, por R$ 57.850, é possível levar a mesma versão, mas com propulsor 2.0 16V. Os itens de série são iguais. O mesmo acontece com o EcoSport FreeStyle 2.0, que custa a partir de R$ 62.490 e tem os mesmos equipamentos do 1.6 16V. Com todos os opcionais, o valor se eleva para R$ 66.190.

A Ford repete a dose com a versão Titanium 2.0, que vem com os itens da 1.6, mas com o preço sugerido de R$ 66.490. Com os únicos opcionais disponíveis do FreeStyle, 6 airbags e bancos revestidos parcialmente em couro, o preço vai para R$ 70.190.
Renault Duster 4WD
Passando agora para os diferenciais das versões 2.0, se você precisar de mais conforto, a versão Dynamique 2.0 do Duster pode ser equipada com câmbio automático de quatro marchas, com o preço de R$ 61.550. Os equipamentos de série são os mesmos da versão Dynamique manual. Caso a sua necessidade seja por mais desempenho no fora de estrada, leve o Duster Dynamique 2.0 4x4 manual, que tem os mesmos itens do 4x2 mecânico e preço sugerido de R$ 62.050 - mas vem com visual diferenciado: rodas de alumínio aro 16" na cor cinza inox, faróis dianteiros com máscara negra, para-choque inferior na cor preta e soleiras externas na cor da carroceria com a face superior na cor preta.

Com o novo EcoSport, a Ford manteve a mesma proposta da primeira geração do modelo, mas fez evoluções consideráveis, especialmente com câmbio automático. Sai de cena a ultrapassada transmissão de quatro velocidades e entra a moderna caixa manual automatizada de dupla embreagem Powershift, que possui seis marchas. Mantendo os mesmos equipamentos de série das respectivas versões, o EcoSport Powershift custa R$ 63.390 (SE 2.0) e R$ 70.890 (Titanium 2.0 - R$ 74.590 com 6 airbags e bancos parcialmente revestidos em couro).
Ford EcoSport 4WD
Já o EcoSport 2.0 4WD está disponível apenas na versão FreeStyle, com o preço sugerido de R$ 66.090. Completo, com 6 airbags e bancos revestidos em couro, o valor sobe para R$ 69.790. Permanente, a tração nas quatro rodas tem a mesma tecnologia do Ford Escape, com controle inteligente de torque (ITCC) e transmissão manual de seis marchas.

Logo...
Sem dúvidas o EcoSport tem uma lista de equipamentos bem mais atraente do que a do Duster, que não é mal equipado apenas na versão Dynamique. Digo isso porque as versões 1.6 e Expression 1.6 ficam devendo, especialmente em segurança, aspecto que sempre levo muito em consideração. Nesse ponto, o Ford leva muita vantagem.

Por outro lado, o Renault é bem mais barato, não importando a versão. Com a diferença de preço entre as versões 4x4, por exemplo, provavelmente seria possível pagar o IPVA, o emplacamento e, quem sabe, até o seguro.

Com três anos de garantia para ambos, o primeiro quesito avaliado neste Duelo terminou empatado.

EcoSport S 1.6 16V - R$ 53.490
EcoSport SE 1.6 16V - R$ 56.490
EcoSport FreeStyle 1.6 16V - R$ 59.990 (R$ 63.690 completo)
EcoSport Titanium 1.6 16V - R$ 63.990 (R$ 67.690 completo)
EcoSport SE 2.0 16V Powershift - R$ 63.390
EcoSport FreeStyle 2.0 16V - R$ 62.490 (R$ 66.190 completo)
EcoSport FreeStyle 2.0 16V 4WD - R$ 66.090 (R$ 69.790 completo)
EcoSport Titanium 2.0 16V - R$ 66.490 (R$ 70.190 completo)
EcoSport Titanium 2.0 16V Powershift - R$ 70.890 (R$ 74.590 completo)
X
Duster 1.6 16V - R$ 48.300
Duster Expression 1.6 16V - R$ 50.450
Duster Dynamique 1.6 16V - R$ 54.200
Duster Dynamique 2.0 16V 4x2 Manual - R$ 57.850
Duster Dynamique 2.0 16V 4x2 Automático - R$ 61.550
Duster Dynamique 2.0 16V 4x4 Manual - R$ 62.050
   
Resultado: Ford EcoSport 1 x 1 Renault Duster
Duster 2.0 tem 138/142 cv de potência
Desempenho
O Renault Duster possui três opções de câmbio: manual de cinco marchas (1.6), manual de seis marchas (2.0 e 2.0 4x4) e automático de quatro marchas (2.0). Quase igual ao Ford EcoSport: manual de cinco marchas (1.6 e 2.0), manual de seis marchas (2.0 4WD) e manual automatizado de seis marchas (2.0 Powershift). 

1.6 16V
Duster e EcoSport possuem a mesma potência com motor 1.6 16V, mas o Ford leva vantagem no torque: 0,5 mkgf maior com gasolina e 0,4 mkgf superior com etanol. Entretanto, o Renault atinge o torque máximo com giro a 500 rpm mais baixo. Os pesos são próximos entre dos dois.
EcoSport 2.0 tem 140,5/147 cv de potência
Na prática, o EcoSport é superior ao Duster em desempenho e consumo, fruto, especialmente, de um projeto mais novo associado a um motor mais moderno, o Sigma 1.6 16V. Mas não pense que o Ford anda muito mais. Pelo contrário, ele vence, mas o Duster não faz feio, embora pudesse fazer bem melhor.

2.0 16V manual
Com motor 2.0 16V, o EcoSport entrega 2,5 cv a mais com gasolina e 5 cv a mais com etanol. Mas o Duster atinge a potência máxima 750 rpm antes. Além disso, o Renault tem mais torque (0,8 mkgf com gasolina e 1,2 mkgf com etanol), que chega 500 rpm com o giro do mais baixo.
Com tração 4x2, Duster leva bons 475 litros no porta-malas - Auto Esporte/Reprodução
No dia a dia com o propulsor 2.0, a disputa é mais acirrada do que o 1.6. O Duster Dynamique tem praticamente o mesmo peso do EcoSport Titanium e é 19 kg mais pesado do que o FreeStyle. Entretanto, seu câmbio manual com seis marchas aproveita melhor a força que a motorização 2.0 16V entrega. Pelo lado da Ford, os cavalinhos extras do velho conhecido propulsor Duratec 2.0 16V ajudam um pouco a compensar a falta da sexta marcha no câmbio do EcoSport.

2.0 16V manual 4x4
Se os dois andam praticamente lado a lado com câmbio manual e tração 4x2, com ligeira vantagem para o Renault, o mesmo acontece quando Duster e EcoSport têm tração 4x4. Os 51 kg extras de peso atrapalharam um pouco o Ford. O Renault tem 3 modos para o acionamento da tração: 4x2 (força nas rodas dianteiras), Auto (um sensor analisa quais rodas precisam de mais força e faz a distribuição automática) e Lock (torna o 4x4 mais "sensível", já que o motorista "avisou" o carro que o terreno é mais complicado, como areia e lama, ao acionar o botão).
EcoSport tem apenas 362 litros de espaço no porta-malas - Auto Esporte/Reprodução
Já o EcoSport possui tração nas quatro rodas permanente. O sistema capta informações dos sensores numa frequência de 60 vezes por segundo e distribui o torque automaticamente para as rodas que mais precisam, com velocidade de resposta de 1 décimo de segundo.

2.0 16V automático X automatizado
Quando emparelhamos as versões sem o pedal da esquerda, vitória folgada do EcoSport. Seu câmbio manual automatizado, de dupla embreagem e seis marchas, garante desempenho e consumo superior ao ultrapassado conjunto do Duster, com transmissão automática convencional de apenas quatro velocidades - mesmo que o Duster seja um pouco mais leve.
Câmbio automático do Duster tem apenas quatro marchas, mas trocas sequenciais são mais legais
O Ford fica devendo nas trocas sequenciais, feitas por botões ridículos na própria alavanca do câmbio - paddle shifts seriam muito melhores! Já o Duster permite que as quatro marchas sejam trocadas em modo manual "cambiando" pela própria alavanca - que é mais divertido do que o concorrente.

O quesito desempenho poderia terminar empatado, já que o EcoSport venceu com motor 1.6 16V e com o 2.0 automatizado, enquanto o Duster levou a melhor com propulsor 2.0 4x2 e 4x4. Mas a vitória fica com o Ford por causa da média de consumo. Infelizmente não consegui fazer as minhas próprias medições. Mas, de maneira geral, analisando os testes dos colegas da imprensa, o EcoSport bebe menos.  
Moderno, câmbio do EcoSport tem dupla embreagem e seis marchas, mas trocas sequeniciais são ruins - iG/Reprodução
Ford EcoSport
Potência 1.6 16V: 110/115 cv (g/e) a 6.500/5.500 rpm
Torque 1.6 16V: 15,6/15,9 mkgf (g/e) a 4.250/4.750 rpm
Potência 2.0 16V: 140,5/147 cv (g/e) a 6.250 rpm
Torque 2.0 16V: 18,9/19,7 mkgf (g/e) a 4.250 rpm
Comprimento: 4,241 m
Largura: 1,765 m (2,057 m com retrovisores)
Altura: 1,672 m (1.696 m - Powershift // 1.701 m - 4WD)
Entre-eixos: 2,521 m
Porta-malas: 362 litros
Tanque: 52 litros
Peso 1.6: 1.228 kg (S); 1.249 (SE); 1.243 kg (FreeStyle)
Peso 2.0: 1.302 kg (SE Powershift); 1.275 kg (FreeStyle); 1.404 kg (FreeStyle 4WD); 1.297 kg (Titanium); 1.316 kg (Titanium Powershift);
Consumo 1.6 (etanol): 7,9 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada (Quatro Rodas 633)
Consumo 1.6 (etanol): 8,2 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada (Auto Esporte 08/2012)
Consumo 2.0 man (etanol): 6,7 km/l na cidade e 8,9 km/l na estrada (Quatro Rodas 634)
Consumo 2.0 aut (etanol): 7,9 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada (Quatro Rodas 637)

Renault Duster
Potência 1.6 16V: 110/115 cv (g/e) a 5.750 rpm
Torque 1.6 16V: 15,1/15,5 mkgf (g/e) a 3.750 rpm
Potência 2.0 16V: 138/142 cv (g/e) a 5.500 rpm
Torque 2.0 16V: 19,7/20,9 mkgf (g/e) a 3.750 rpm
Comprimento: 4,315 m
Largura: 1,822 m
Altura: 1,660 m (1,700 m com barras no teto)
Entre-eixos: 2,673 m
Porta-malas: 475 litros (400 litros 4x4)
Tanque: 50 litros
Peso 1.6: 1.202 kg (1.6 16V); 1.258 (Expression); 1.258 kg (Dynamique)
Peso 2.0: 1.294 kg (Dynamique), e 1.276 kg (Dynamique aut); 1.353 kg (Dynamique 4x4)
Consumo 1.6 (etanol): 6,4 km/l na cidade e 8,3 km/l na estrada (Quatro Rodas 622)
Consumo 1.6 (etanol): 6,4 km/l na cidade e 8,1 km/l na estrada (Auto Esporte 08/2012)
Consumo 2.0 4x4 (etanol): 5,7 km/l na cidade e 8,2 km/l na estrada (Quatro Rodas 622)
Consumo 2.0 4x4 (etanol): 7 km/l na cidade e 7,8 km/l na estrada (Auto Esporte 11/2011)

Resultado: Ford EcoSport 2 x 1 Renault Duster
Duster tem acabamento e painel simples...
Espaço, acabamento e conforto
Em termos de espaço interno e para bagagem, o Duster leva a melhor. Cinco adultos podem viajar tranquilos graças às proporções maiores do Renault, que é 7 cm mais comprido, 6 cm mais largo e tem entre-eixos 15 cm mais longo! No porta-malas, as versões 4x2 do Duster comportam bons 475 litros, enquanto a 4x4 leva 400 litros - números superiores aos medianos 362 litros do EcoSport.

Por outro lado, o acabamento do Ford é superior. Não é preciso nem muito esforço para notar. Basta entrar em um e, em seguida, no outro para ver. O Duster é muito simples e precisa evoluir. Seu painel é idêntico ao do Logan e do Sandero - tudo para cortar gastos.
... mas entrega espaço interno superior
O EcoSport também tem bancos mais confortáveis e uma posição de dirigir muito mais agradável, graças aos ajustes de altura do banco e de altura e profundidade do volante. No Renault, banco e coluna de direção só ajustam em altura. Achei o volante do Duster muito perto do painel, problema que seria resolvido com um ajuste de profundidade. Mas entendo que sou muito alto, por isso não levem tanto em consideração esta minha reclamação.
Banco, posição de dirigir e acabamento do EcoSport são melhores...
Rodando, o ajuste de suspensão torna o Duster mais confortável, mas o volante, com auxilio hidráulico, é mais pesado. No Ford, as imperfeições do piso (infelizmente muito comuns no Brasil) são mais sentidas no volante, que é mais leve por causa da assistência elétrica.

Mais um empate entre os dois. 

Resultado: Ford EcoSport 3 x 2 Renault Duster
... mas espaço interno é inferior, especialmente no banco traseiro
Visual
Este quesito não vale nota, mas o EcoSport é superior. Suas linhas são mais modernas e atraentes, mostrando que a Ford fez bem o dever de casa. O pneu na tampa traseira e a dianteira com uma grade enorme servem para aumentar a robustez do modelo.
E robustez pode ser a melhor palavra para descrever "o que o Duster passa" ao consumidor. Suas linhas simples, com traços mais retos e "musculosos", são bem "parrudas", mas ficaram um pouco antigas ao lado do novo EcoSport. Ficou evidente que o Renault poderia ter o design mais inspirado.

Para fechar este quesito, conversei com quatro mulheres e cinco homens, mostrando três fotos de cada carro, sendo uma da dianteira, uma da traseira e outra do painel. Curiosamente, o único ponto unânime entre os nove foi: o Renault passa a sensação de ser um carro bem mais masculino, enquanto o EcoSport é unissex.
Resumo da Obra
O Renault Duster é maior, mais espaçoso para os ocupantes e para bagagem, além de ser mais barato. Já o Ford EcoSport é bem mais equipado, seguro, com melhor acabamento, e com desempenho e consumo superiores (fazendo uma média geral).

Não foi fácil, mas, pelo conjunto da obra, o EcoSport vence o Duster.

Os pontos que precisam de melhora para o Renault são o acabamento, a segurança, a ergonomia e o consumo, enquanto o Ford precisa ter preços mais baixos, mais espaço para os passageiros (especialmente atrás) e para bagagem e tornar as trocas sequenciais do câmbio mais eficientes e divertidas - o botão na alavanca de câmbio realmente é um atraso.
Se eu fosse escolher um para a minha garagem, seria o EcoSport, principalmente pela posição de dirigir e pela segurança. Mas não gosto do estepe externo, nem preso na tampa do porta-malas (EcoSport), nem abaixo do porta-malas (Duster) - o pneu precisa ficar dentro do carro. Se o Duster tivesse ajuste de profundidade do volante, provavelmente ele teria mais chances de ser o meu carro.

Enquete
Com a pergunta "Qual dos dois é a melhor compra do Brasil?", a enquete do De 0 a 100 mostrou que a disputa entre Duster e EcoSport é mesmo acirrada. Mas, diferente do resultado final desde Duelo, na pesquisa o Renault levou a melhor, embora eu possa considerar um empate técnico.

Qual dos dois é a melhor compra do Brasil?
1. Renault Duster - 50 votos (50,50%)
2. Ford EcoSport - 49 votos (49,49%)
Total: 99 votos
Nota do editor
Fazer o levantamento de informações do EcoSport deu um trabalho extra. O site da Ford e os dados de imprensa possuem diferenças que não deveriam existir. Vou citar apenas algumas, como o comprimento do veículo (4,239 m x 4,241 m), equipamentos de série (versão SE tem rodas de aço num lugar e de liga-leve em outro), e assim vai. Mas valeu o esforço.
Fotos: EcoSport: Ford/Divulgação // Duster: Renault/Divulgação

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Renault Clio 2013 chega mais bonito e competitivo, mas falta de espaço e segurança continuam

Voltando a pensar com mais carinho na categoria de entrada do mercado nacional, a Renault lançou a linha 2013 do Clio com novidades para ganhar mercado e continuar crescendo na disputa com a Ford pelo quarto lugar no ranking nacional. As principais atrações do hatch compacto são o visual e os preços, que evoluiram em relação à versão anterior. O motor também ficou mais econômico, segundo a marca. Mas, infelizmente, segurança foi deixada de lado - sem contar o espaço interno, que continua ruim.

Com queda de quase R$ 1.000, o Clio Authentique com duas portas tem preço sugerido de R$ 23.290, enquanto o quatro portas pode ser encontrado a partir de R$ 24.290.
Esta versão vem equipada com alarme sonoro de advertência de luzes acessas, apoios de cabeça dianteiros reguláveis em altura, apoios de cabeça traseiros (2) reguláveis em altura, banco traseiro rebatível, barras de proteção lateral nas portas dianteiras e traseiras; brake light, calota das rodas integrais, computador de bordo com oito funções; conta giros com zona demarcada para economia de combustível (Eco-Monitoramento), fechadura inviolável (giro-falso); hodômetro total e parcial digital, iluminação interna central dianteiro, limpador de parabrisa com temporizador e cadência variável, para-choques dianteiro e traseiro na cor da carroceria, porta-objetos no painel de bordo e console central, pré-disposição para rádio (antena e cabos até o local de instalação dos alto-falantes dianteiros e traseiros), relógio digital, revestimento dos bancos em tecido “Kario”, retrovisores externos com regulagem manual interna, travas de segurança nas portas traseiras, tomada 12V e vidros verdes. Por R$ 2.500, ar-condicionado é o único opcional.
Clio pode ser personalizado com adesivos, como este horroroso colado no teto
Mas nem pense na versão de entrada, pois ela, definitivamente, não vale a pena. Ar quente, desembaçador, limpador e lavador do vidro traseiro, que deveriam ser de série, não estão disponíveis nem como opcionais! Lamentável...

Invista R$ 24.950 no Clio Expression, vendido apenas com quatro portas. Ele custa um pouco mais, mas a diferença compensa, ainda mais se pensarmos em como a linha Clio é pelada em relação a itens de segurança.

Além dos itens da versão Authentique, a Expression vem equipada ainda com ar quente, botões do painel central com acabamento cromado; desembaçador, limpador e lavador do vidro traseiro, manopla do câmbio com acabamento em alumínio, porta-luvas com dois porta-copos, porta-objetos nas portas dianteiras, revestimento dos bancos em tecido “Bertone” e filete amarelo; e volante com o contorno central do logo cromado. Completo, com os dois opcionais disponíveis, ar-condicionado (R$ 2.500) e direção hidráulica (R$ 1.100), o preço final é de R$ 28.550.
Quer mais segurança com airbag duplo e ABS? Então compre um carro de outra marca ou um Sandero Fluence, pois, mais uma vez, estes equipamentos não estão disponíveis nem como opcionais no Clio. Pelo visto vai ser assim, no mínimo, até a linha 2014 - ou até 31/12/2013, último dia em que os carros vendidos por aqui poderão ser comercializados sem estes dois itens de segurança.

Visual agrada
Um das melhoras mais visíveis do Clio 2013 é o seu visual, que a marca já havia mostrado antes - sem contar os flagrantes. Inspirada no Clio europeu, que, infelizmente não é vendido no Brasil, a dianteira recebeu novos para-choques, capô e faróis. Mas o destaque fica para a entrada de ar, que está maior, valorizando a logo da Renault no centro.
Na traseira, as lanternas tem nova disposição de luzes e a tampa do porta-malas tem dois vincos nas laterais. Por dentro, aproveitando para cortar gastos, o quadro de instrumentos ficou igual ao do Logan e do Sandero, incluindo os imprecisos marcadores de temperatura e nível de combustível. O conta-giros tem quatro áreas demarcadas (branco, verde, amarelo e vermelho) para indicar as zonas de rotação do motor mais adequadas para economizar combustível - mantenha o giro no verde para poupar e no amarelho para ter mais desempenho. Evite o vermelho.

O espaço interno continua o mesmo, ou seja, bastante limitado. Pequno, o porta-malas tem capacidade de 250 litros, enquanto o tanque de combustível leva bons 50 litros. Com 912 kg de peso, o Clio 2013 mede 3,811 m de comprimento, 1,417 de altura, 1,639 m de largura (1,940 m com os retrovisores) e 2,472 m de entre-eixos.
Motor "novo"
Debaixo do capô, a Renault aposta no motor 1.0 16V Hi-Power para o Clio, uma evolução do seu propulsor anterior. Entre as mudanças, a "nova" motorização tem bielas e bomba de óleo do motor 1.2 16V turbo usado na Europa, nova junta de cabeçote, borboleta de aceleração, injetores, coletor de admissão de ar e pistões (agora refrigerados por jato de óleo) - são 71 peças novas de acordo com a marca, que ainda alterou a taxa de compressão de 10:1 para 12:1.

O motor 1.0 16V Hi-Power desenvolve 77 cv de potência e 10,1 mkgf de torque com gasolina e 80 cv e 10,5 mkgf com etanol. A potência é alcançada com 5.750 rpm, enquanto o torque máximo chega com 4.250 rpm.
De acordo com a Renault, com etiqueta A do Inmetro e já atendendo às normas de emissão que entram em vigor em 2015, o Clio passa a ser o modelo mais econômico da categoria. A garantia de três anos está mantida, e as revisões agora têm preços fixos.

O Renault Clio 2013 está disponível nas cores sólidas Branco Glacier, Preto Opaco, Vermelho Vivo e Branco Creme; e sólidas Prata Etoile, Cinza Quartz, Vermelho Fogo e Bege Poivre.

Segundo dados da Fenabrave, foram emplacados 14.511 unidades do Clio de janeiro a outubro de 2012, uma média mensal de 1.451 carros. A Renault espera que as vendas cresçam 30% com as novidades introduzidas na linha 2013.
Persinalização
Seguindo a onda dos concorrentes, o Clio também aposta na personalização para se destacar, especialmente entre o público mais jovem. Veja abaixo os preços dos kits interno e externos e de outros acessórios. Reparem como o vidro elétrico traseiro custa um olho da cara.

Kit Adesivo Modelo Sport - R$ 299
Kit Adesivo Modelo Geométrico - R$ 299
Kit Sport - R$ 1.405

Kit Look - R$ 632
- Baquete Lateral Personalizada
- Capa do Retrovisor

Kit Estilo - R$ 449
- Máscara dos Aeradores Laterais
- Máscara do Console Central
- Máscara do Painel Central

Kit Elétrico 3P - R$ 1.146
- Vidros Elétricos Dianteiros
- Travas Elétricas
- Alarme

Kit Elétrico 5P Traseiro - R$ 1.544
- Vidros Elétricos Traseiros

 Kit Music - R$ 411
- Rádio Hbuster CDMP3 com entrada AUX, USB
- Alto-Falantes
- Antena Interna

Rodas de liga leve aro 13" - R$ 879
Rodas de liga leve e pneus aro 14" - R$ 1.979
Fotos: Renault/Divulgação

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sandero 2011 tem poucas e quase inúteis novidades

Tudo bem que o título pode estar um pouco forte, mas as Renault perdeu uma bela chance de tornar o Sandero ainda mais atrativo no Brasil. As alterações para a linha 2011 foram tão pequenas que quase não posso chamá-las de melhorias.

O Sandero Authentique, versão de entrada da família, que custa R$ 29.690 com motor 1.0 16V Hi-Flex, recebeu mudanças no pacote de opcionais. O Pack Plus, que já era composto apenas por ar quente e desembaçador e limpador do vidro traseiro, agora ganhou maçanetas internas e difusores de ar na cor prata. Tudo isso sem alteração no preço: R$ 550! QUE BELEZA!


Já Sandero Expression, que é a versão mais vendida da linha e conta com preço sugerido a partir de R$ 32.440 (1.0 16V) e de R$ 34.740 (1.6 8V Hi-Torque), passa a vir de fábrica com espelhos retrovisores na cor da carroceria, manopla de câmbio com acabamento de alumínio e com maçanetas e difusores de ar na cor prata. Ou seja, mudanças estéticas mínimas e que praticamente não acrescentam nada ao modelo.
 

Fotos: Renault/Divulgação
A versão Expression passa a contar com um opcional novo, o rádio CD Player com MP3, com quatro alto-falantes e comando satélite na coluna de direção. O equipamento pode ser adquirido casado com o Expression Pack (ar-condicionado, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas das portas e do porta-malas por comando de radiofreqüência instalado na chave, sistema CAR de travamento automático das portas a partir de 6 Km/h e alarme perimétrico). Se não tiver sofrido nenhuma alteração de preço, o Expression Pack custa R$ 3.650 no Expression 1.0 16V e R$ 3.850 no Expression 1.6 8V, enquanto o som vale R$ 400.

O acabamento topo linha, Privilége, tem três novidades. A primeira, como
adiantei aqui no De 0 a 100 em abril, é o fim da oferta do motor 1.6 16V. Por causa disso, o Sandero Privilège 1.6 8V acabou recebendo as outras duas novidades: rodas de liga leve de 15 polegadas como componente de série e a opção de comprar o Pack Segurança, que inclui airbag duplo, freios antibloqueante (ABS) e volante revestido de couro.

A partir da linha 2011, o Sandero Stepway tem uma única novidade: ele é o único da família a ser equipado com o propulsor 1.6 16V flex, que desenvolve 107 cv de potência e 15,1 mkgf de torque com gasolina e 112 cv e 15,5 mkgf com etaonol. O resto continua a mesma coisa.


O modelo tem como opcionais o
Pack Airbag (airbag duplo + 3º apoio de cabeça traseiro); Pack Top (vidros elétricos traseiros + retrovisores elétricos + alarme perimétrico + Rádio CD-Player MP3 com comando satélite na coluna de direção); Pack Top + Couro (Pack Top + bancos revestidos em couro + puxadores das portas dianteiras com acabamento Sport); Pack Segurança (Pack Top + airbag duplo + 3º apoio de cabeça traseiro + freios ABS + volante com revestimento em couro); e Pack Segurança + Couro (Pack Segurança + bancos revestidos em couro e puxadores das portas dianteiras com acabamento Sport).

Crítica

Apresentada a linha 2011 do Sandero, vejam porque a minha reclamação inicial tem fundamento. Se a Renault é a quinta colocada no mercado nacional, a culpa é principalmente do Sandero, o carro mais vendido da marca no Brasil.
Se le já tem design interessante, ótimo espaço interno, bom port-malas e três anos de garantia, então por que não melhorar o modelo para torná-lo mais competitivo no segmento (que já conta com o Fox reestilizado, Agile se dando bem e, em breve, vai receber o Punto 2011), aumentando assim o seu potencial de vendas do carro? Mas melhorar como?

Simples: reposicione os comandos dos vidros elétricos (que ficam na parte central do painel e deveriam ir para a porta), ofereça ajuste de altura do volante - duas alterações já feitas na linha Logan 2011 -, e aumente a oferta de equipamentos de conforto, como o rádio CD Player com MP3 e comando satélite na coluna de direção (para a versão Authentique) e segurança (ABS para as versões Authentique e Expression e airbag duplo também para a Authentique).

terça-feira, 20 de abril de 2010

Menos feio, Renault Logan 2011 chega para corrigir problemas do passado

Já está chegando às concessionárias Renault de todo Brasil a linha 2011 do Logan, que recebeu retoques no visual, além de melhorias internas. Com preços iniciais que variam entre R$ 28.690 e R$ 32.690, a marca tentou corrigir os principais problemas do sedã, mas mantendo as suas qualidades.

A montadora francesa sempre explorou o que o Logan tinha de melhor: o excelente espaço interno, o ótimo espaço para bagagem (510 litros) e os três anos de garantia (ou 100.000 quilômetros de garantia – o que ocorrer primeiro). Estas três qualidades foram mantidas na linha 2011, que recebeu mudanças no design, que era o principal problema do modelo, e melhorias no acabamento e na ergonomia, que sempre incomodaram os consumidores.

Visualmente, o Logan está bem menos feio. Sua dianteira foi reformulada e conta agora com uma grade frontal formada por filetes horizontais na cor cinza, lembrando muito o Honda City. Do irmão Symbol veio um friso cromado, que está sobre a grade de todas as versões do modelo. Os faróis mantiveram o formato, mas ficaram maiores.
Já a traseira, considerada “feia mesmo” pela própria Renault, tem nova tampa do porta-malas, que tem um pequeno ressalto, passando a ideia de um spoiler integrado. Para-choque e lanternas também foram redesenhados. Na versão mais requintada, o modelo tem ainda uma barra cromada na extremidade da tampa do porta-malas. Realmente as mudanças deixaram o carro mais apresentável, e não mais com aquela impressão de um veículo moderno para os anos 1990.

Disponível com sete opções de cores diferentes, sendo duas sólidas (vermelho vivo e branco glacier) e cinco metálicas (preto nacré, cinza acier, bege angorá, azul crepúsculo e prata etoile), o Logan cresceu com as alterações, passando a ter 4,29 m de comprimento (3,9 cm a mais).

Na parte interna, o Logan 2011 melhorou, graças à correção de um velho problema que a Renault cometeu com o Clio e insistiu em repetir com a dupla Logan e Sandero. Os botões para acionar os vidros elétricos, que antes ficavam no painel (para poupar fiação), agora foram para as portas, ficando numa posição mais racional dentro do veículo. A boa ergonomia agradece.
O acabamento também foi revisto e, segundo a marca, está melhor com o uso de novos materiais. Já o quadro de instrumentos tem novo grafismo, mas a iluminação na cor âmbar foi mantida, assim como os ruins indicadores digitais de nível de combustível e temperatura do líquido de arrefecimento. Do irmão Sandero vieram as maçanetas internas maiores e o acabamento circular prateado das saídas de ar.

Versões e preços
O Logan 2011 está disponível em duas versões de acabamento, com duas opções de motorização: 1.0 16V Hi-Flex (Authentique e Expression) e 1.6 8V Hi-Torque (Expression). A antiga versão Privilege 1.6 8V, que era a topo de linha, sai de vez do mercado, evitando o confronto quase direto com o Symbol.

A versão de entrada, Authentique 1.0, custa os mesmos R$ 28.690 da linha 2010. Se o valor é atraente, o mesmo não pode ser dito da lista de equipamentos de série. Todas as versões do Logan saem da fábrica no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, no Paraná, equipadas com pára-choques na cor da carroceria, conta-giros, rodas de aro 14”, alarme sonoro de advertência de luzes acesas, porta-copos no console central dianteiro e brake-light.

Já a Expression, que parte dos R$ 30.190 com propulsor 1.0 (e R$ 32.690 com motorização 1.6), conta ainda com desembaçador de vidro traseiro; banco do motorista com regulagem de altura; manopla do câmbio, maçanetas internas e saídas de ar com acabamento na cor alumínio; painel interno das portas com revestimento em tecido; frisos laterais na cor da carroceria e iluminação no porta-malas e no porta-luvas.
Entre os opcionais, divididos em pacotes, destaque para ar-condicionado, direção hidráulica, volante com regulagem de altura, vidros e retrovisores elétricos, rádio MP3 com comando satélite na coluna de direção, sistema ABS de freios, airbag duplo, volante revestido em couro e três apoios de cabeça traseiros (que deveriam ser de série).

Os motores não sofreram alterações. O 1.0 16V continua com 76 cv de potência e 9,9 mkgf de torque com gasolina e 77 cv e 10,1 mkgf com etanol, enquanto o ruidoso e eficiente 1.6 8V tem os mesmos 92 cv e 13,7 mkgf com gasolina e 95 cv e 14,1 mkgf com o derivado da cana-de-açúcar.

Em 2009, o Logan teve 5% de participação no mercado brasileiro de sedãs compactos. Com as mudanças da linha, a Renault trabalha com a previsão de 7% de participação em 2010, o que significa um volume de 35 mil unidades ao ano. Os modelos com motor 1.0 devem responder por 60% do mix de vendas.

Fonte: Jalopnik
Fotos: Renault/Divulgação

domingo, 18 de abril de 2010

Sou interessante, mas não estou na moda. Estrelando: Renault Symbol

Quando um carro tem uma sina, não adianta mudá-lo que o problema continua existindo. A montadora pode até deixá-lo com outra cara, mas ele ficará marcado para sempre. Embora seja um veículo interessante, o Renault Symbol não vende bem. E seu problema é fruto de um fantasma de quem não está mais entre nós: Clio Sedan.

O Symbol custa a partir de R$ 40.870 (Expression) já equipado com motor 1.6 8V flex (92/95 cv) e sai de fábrica com ar-condicionado, direção hidráulica, ajuste de altura do volante, trava elétrica, vidros dianteiros elétricos, alarme e airbag duplo. Além disso, o modelo tem um enorme porta-malas, com 506 litros de capacidade, e três anos de garantia. São atrativos que podem levá-lo ao sucesso.

Se o investimento for de R$ 45.470, além dos itens acima, o interessado pode comprar um Symbol com motor 1.6 16V flex (110/115 cv), ar-condicionado digital, computador de bordo, indicador de temperatura externa, volante e manopla do câmbio revestidos em couro, vidros dianteiros (com sistema one-touch de descida para o motorista) e traseiros elétricos, retrovisores externos na cor da carroceria com regulagem elétrica, rodas de liga leve de aro 15” (pneus 185/55 R15), faróis de neblina e rádio CD-Player com MP3 e com comando satélite na coluna de direção. O sistema ABS de freios é o único opcional (R$ 1.540). Lembrando que os valores são sugeridos pelo fabricante.
No dia a dia, o Symbol se comporta muito bem. Seu rodar é macio e seus motores não são beberrões. O 1.6 8V tem um comportamento melhor na cidade, enquanto o 1.6 16V vai bem melhor na estrada, principalmente se o veículo estiver carregado.

Problemas
O visual do Symbol tem o conjunto muito mais harmônico se comparado ao do finado Clio Sedan. Os projetistas da Renault se esforçaram bastante para distanciar os dois veículos. Entretanto, todo trabalho feito pelos franceses não foi suficiente alavancar as vendas do Symbol.

Assim como foi para o Clio Sedan, o design parece ser um dos principais problemas Symbol. Ele não empolga, e esta falta de ousadia acabou afastando o público brasileiro, que também não gostou do espaço interno limitado, especialmente no banco traseiro. E estes foram as grandes questões que ajudaram a levar a versão sedã do Clio para a cova.

A falta de confiança na marca também é um problema. A Renault tem esta dificuldade principalmente com os seus veículos mais caros, como Mégane, Mégane Grand Tour e o próprio Symbol.
Expectativa
Para encaixar o Symbol no mercado, os franceses mataram a versão mais requintada (se é que é possível) do Logan (Privilege 1.6 16V). Com isso, a Renault esperava vender 8.400 unidades do seu novo sedã compacto premium em 2009. Lançado em março, só foram emplacados 6.457 carros no ano passado.

A situação continua ruim em 2010. Segundo números da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram emplacados apenas 928 unidades do Symbol neste ano. Só para efeito de comparação, o Polo Sedan, que também não é nenhum sucesso de público (por causa do preço), emplacou 2.118 carros na soma de janeiro e fevereiro.

Pelo visto o fantasma do Clio Sedan só será exorcizado quando a Renault trabalhar uma pesada campanha de marketing, valorizando as principais qualidades do Symbol, e anunciando os seus novos preços: R$ 3.000 mais em conta (pelo menos).

Fonte: Jalopnik
Fotos: Renault/Divulgação

terça-feira, 17 de março de 2009

Renault Symbol é bom, mas poderia ser melhor

 Finalmente a Renault resolveu lançar o substituto do ultrapassado Clio Sedan que, na minha opinião, sai do mercado sem deixar muitas saudades. Embora muito proprietários adorassem o carro, a verdade é que o modelo nunca caiu realmente nas graças do brasileiro. Seu principal problema era o visual, que sofria com a crônica falta de harmonia entre dianteira e traseira.

Já o Symbol, considerado pela Renault um sedã compacto premium, é mais bonito e bem feito, mostrando uma real evolução e melhora em relação ao Clio Sedan - com exceção do espaço interno, que continou ruim. Mas será que ele vai dar certo? Faço a pergunta porque acho que a Renault perdeu uma chance de ouro de derrubar a concorrência. Digo isso porque já estou pensando nos futuros lançamentos, como o distante "novo Siena", o sedã substituto do Corsa Sedan e o Honda City (a versão mais simples deve concorrer com o Symbol completo). Fico com a impressão do Symbol ser excelente para o agora, sem muitas pretensões para o futuro; ou de ser um novo carro ultrapassado. Mas aí eu me lembro do Logan e a minha impressão praticamente desaparece.
Tudo bem que a relação custo/benefício parece interessante. Veja: você paga R$ 41.190 na versão Expression e leva um carro 1.6 16V flex, com ótimo porta-malas (506 litros de capacidade), e com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros, airbag duplo, volante e banco do motorista com regulagem de altura, sistema CAR (travamento automático das portas quando o carro atinge 6 km/h), brake light, bolsas do tipo canguru atrás dos bancos dianteiros, alarme perimétrico, desembaçador de vidro traseiro e mais alguns itens. Se quiser, você pode pagar mais R$ 800 por computador de bordo e rádio CD-Player MP3 com comando satélite na coluna de direção. Por mais R$ 1.500 você leva os freios ABS. E não podemos esquecer da pintura metálica, que quase todo mundo compra (+ R$ 850). Total: R$ 44.340.

Por que então não levar a versão Privilege que, além dos equipamentos da Expression, ela vem equipada com ar-condicionado digital, computador de bordo, retrovisor externo com regulagem elétrica, banco com revestimento em veludo, manopla do câmbio revestida em couro, rádio CD-Player MP3 com comando satélite na coluna de direção, volante com revestimento em couro com aro interno cromado, faróis de neblina, maçanetas externas de alumínio e rodas de liga leve de 15". Ela custa R$ 44.490. Com mais R$ 850 você leva a pintura metálica e com R$ 1.500 você paga os freios ABS. Total: 46.840.
Boa idéia!
Agora pense comigo. Imagine o Symbol Expression com preço inicial R$ 1.200 reais mais baixo (R$ 39.990) e o Privilège R$ 1.500 mais em conta (R$ 42.990), com os mesmos equipamentos. Some a isso o fim da versão Privilège 1.6 16V do Logan (que custa a partir de R$ 40.190) e abaixe um pouco o preço do restante da linha Logan. A Renault agitaria o mercado de sedãs compactos e sedãs compactos Premium de uma forma que atrapalharia todas as outras marcas, especialmente a Chevrolet, que domina o segmento com modelos ultrapassados.

Concorrentes
Falando na concorrência, veja porque o Symbol mais barato poderia derrubar os adversários. Os principais concorrentes são Peugeot 207 Passion XS 1.6 16V, Fiat Siena HLX 1.8, Ford Fiesta Sedan Pulse 1.6, Volkswagen Voyage 1.6 Comfortline (R$ 37.610) e Polo Sedan 1.6 (R$ 43.310). Embora seja um bom carro, o Chevrolet Corsa Sedan está fora da disputa pela defasagem. Ele vende razoavelmente bem, mas é muito mal equipado e tem apenas motor 1.4. Também não vou publicar os detalhes dos dois da Volks por causa do causa da desorganização e pouca funcionalidade do site da VW.
O Fiat Siena HLX 1.8 básico, preto sólido, tem preço sugerido de R$ 43.300 e já vem com direção hidráulica, ar-condicionado, bancos e painéis de porta revestidos em veludo, banco do motorista e volante com regulagem de altura, computador de bordo e vidros dianteiros elétricos.. Equipado com airbag duplo, ABS (kit HSD) e pintura metálica, o preço sobe para R$ 47.080.

Já o Paugeot 207 Passion XS 1.6 16V é um caso a parte. Ele tem preço sugerido de R$ 44.800 (branco sólido) e já vem equipado com faróis de neblina dianteiros, retrovisores externos com regulagem interna elétrica, ar-condicionado com controle automático de temperatura, coluna da direção e banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, direção hidráulica, Sensor de chuva para acionamento do limpador de pára-brisa, Faróis com acendimento automático, vidros dianteiros e traseiros elétricos. Porém, ele não tem nenhum opcional! Para ter segurança, só pagando os R$ 48.700 da versão automática + 4.800 dos airbags frontal e lateral e dos bancos revestidos em couro. É incrível o que a Peugeot faz com o consumidor. Daqui a pouco ela começa a imitar a Volkswagen e passa a cobrar mais de R$ 3.000 pelo "kit elétrico".
O Ford Fiesta Sedan 1.6 básico (preto sólido) custa a partir de R$ 35.620. Na versão Pulse, que tem preço sugerido de R$ 40.825, ele vem equipado com maçanetas internas, anéis de saída de ar e painel central com acabamento em Titanium, retrovisores, moldura lateral e régua do porta-malas e maçanetas na cor do veículo, luz de leitura, painel de instrumentos com fundo branco, console central integral, alça de segurança traseira, calota Pulse, alto-falantes) + Kit Class (ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas. Se você quiser segurança de verdade, você precisa se aventurar no mundo dos "inúmeros pacotes Ford". Entenda: Você compra o Fiesta Sedan 1.6 na versão Pulse com o kit Class (já citado acima), com o kit My Connection II (espelho retrovisor elétrico + CD Player MP3 + bancos e volante em couro) e com mais um pacote, o kit Segurança II, composto por ABS + Air Bags; mais as rodas de liga leve aro 14", que não fazem parte de nenhum kit. Tudo isso por R$ 47.325.

Conclusão
Fechando o meu comentário, o Symbol tem bom conjunto para enfrentar os concorrentes atuais, já que o Siena está na sua última versão antes da mudança definitiva; o 207 Passion nada mais é que o velho 206 na versão sedã; Corsa Sedan já está ajoelhado pedindo por uma atualização; Polo Sedan é atrapalhado pela estratégia Volkswagen de vender carros; e o Fiesta Sedan, com o perdão da expressão, parece um "foguete melhado", ele sempre parece que vai "estourar", mas isso nunca acontece. Por isso, o Symbol pode se dar muito bem. Só o Voyage tem realmente um potencial maior de crescimento, como ele já mostrou em fevereiro (batendo o Siena).
As minhas críticas não querem dizer que os carros são ruins. Mas, como eu já disse acima, pense quando os novos adversários chegarem, como o Honda City, por exemplo. Se o Civic e o Fit são referências para as suas respecticas categorias, é muito provável que o mesmo aconteça com o novo sedã da Honda. É verdade que ele será mais caro, mas a sua versão mais simples deve brigar com o Symbol Privilège completo.
Fotos: Renault/Divulgação