Vários carros estavam decorados com bandeiras do Brasil. Outros, como um Opala, dois Chevettes e um Fuscas estavam pintados de verde e amarelo (acho até que usaram tinta guache no Volkswagen pela qualidade da pintura). Fiquei pensando então nos carros decorados pelas fábricas para a Copa do Mundo de 2010.
E, assim como o técnico Dunga, a VW deixou muitas estrelas de fora ou no banco. Em "campo", por R$ 33.790, apenas direção hidráulica, rodas de liga-leve 14”, faróis de neblina e CD-Player com entrada USB e conexão Bluetooth. Ar-condicionado, airbag duplo, ABS, computador de bordo I-System, trio elétrico, volante com regulagem de altura e profundidade; e sensor de estacionamento: todos opcionais.
Por R$ 49.900, o Fortwo verde e amarelo tem ar-condicionado, direção hidráulica, controle de estabilidade (ESP), vidros elétricos, rodas de liga leve (R15) e transmissão automatizada de cinco marchas. O motor é o três cilindros 1.0 turbo (a gasolina) que desenvolve 71 cv de potência.
Mas o que os três modelos têm em comum? Nenhum deles é de uma marca genuinamente brasileira! Tudo bem que o Gol é o carro mais vendido do Brasil desde 1987, mas a Volkswagen é alemã. É de impressionar que uma das maiores potências automotivas do mundo não tenha uma marca totalmente brasileira.

