Mostrando postagens com marcador lançamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lançamento. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Cheio de "mais", novo Kia Cerato é lançado no Brasil por R$ 67.400 - número que poderia ser menor

A Kia acaba de lançar no Brasil a nova geração do Cerato, sedã médio que chega cheio de "mais" para brigar com os rivais. Ele ficou mais bonito, mais equipado, mais espaçoso e mais caro. Mas, lamentavelmente, a falta de um pais pode atrapalhar as vendas do modelo: "mais" potência.

O novo Cerato está visivelmente maior, com linhas modernas e elegante. Seu preço está na faixa dos concorrentes: R$ 67.400, com câmbio manual de seis marchas, e R$ 71.900, com transmissão automática sequencial de seis velocidades. Entretanto, seu motor, embora mais potente que o do Volkswagen Jetta 2.0, já aponta como o calcanhar de aquiles: 1.6 16V flex.
Este é até um propulsor valente, com 122 cv de potência e 16 mkgf de torque com gasolina e 128 cv e 16,5 mkgf com etanol. Porém, o comprador de um sedã médio busca um motor, no mínimo, 1.8 (Civic, Corolla, Elantra, Cruze) - sendo que o 2.0 (Civic, Corolla, Elantra, Fluence, Sentra, 408 e Focus Sedan) é considerado o ideal. Nem o baixo peso do Cerato (1.171 kg manual e 1.205 kg automático) será um argumento para convencer o interessado num veículo desta categoria, ainda mais porque os testes de pista do modelo não têm sido favoráveis em desempenho.

Se, por um lado um dos "mais" do modelo foi o preço, que subiu imponentes R$ 14.600 em relação ao valor inicial da geração do Cerato que está deixando o mercado, quase acabando com seu custo/benefício, por outro, a lista de equipamentos está mais completa.

Na versão manual, o sedã coreano vem com ar-condicionado de duas zonas, acendimento automático dos faróis, computador de bordo, controlador de velocidade, volante revestido em couro com regulagens de altura e profundidade, banco do motorista com ajuste lombar elétrico, retrovisor eletrocrômico, conjunto óptico com LEDs, rodas de liga leve de 16" (pneus 205/06 R16), sistema de áudio com conexões USB, auxiliar e iPod (sem conexão bluetooth); airbag duplo frontal e freios com sistema ABS.
A Kia destaca como diferenciais do modelo os sensores de estacionamento traseiro e dianteira e a direção elétrica com três modos: normal, conforto e esporte - este último disponível apenas para a versão automática (E.294), que vem ainda com paddle shift, sistema Eco e freio a disco nas quatro rodas.

Tamanho agora é documento
Se na geração anterior existia uma dúvida se o Cerato concorria, por exemplo, com o City ou com o Civic, sem dúvida, na nova geração, o sedã médio da Honda é o seu adversário. O coreano mede 4,56 m de comprimento, 1,78 m de largura e 1,445 m de altura e 2,70 m de entre-eixos - 3 cm mais longo, 5 cm mais largo, 2,5 cm mais baixo e 5 cm maior, respectivamente, do que o velho Cerato. O novo coreano também é maior do que Hyundai Elantra, Honda Civic e Toyota Corolla.

Se motor é apenas suficiente, o mesmo pode ser dito do porta-malas: 421 litros - inferior ao volume dos principais concorrentes. Resta saber se este número foi calculado com a mesma medida dos adversários.

Pensando nos concorrentes, acho que a Kia deveria reduzir o preço do Cerato única e exclusivamente porque o carro é 1.6. Tudo bem que ele é mais potente que o Jetta (que tem um propulsor 2.0 ultrapassado), mas os adversários custam praticamente a mesma coisa (Civic, Corolla e Cruze) ou até menos (408 e Fluence) com motores muito mais fortes.

Minha sugestão seria fazer o Cerato partir de R$ 59.990 manual e R$ 63.990 automático. Se a geração anterior partia de R$ 52.800, por que a nova não pode ter um preço mais baixo?
Kia Quoris chega em junho
Futuros lançamentos da Kia no Brasil
Depois do Cerato, o próximo lançamento da Kia é o Sorento, em maio. Em seguida, teremos o sedã grande Quoris, que chega em junho (é o irmão torto do Equus da Hyundai). Em julho tem o Cadenza reestilizado.
Depois de muita espera, Cerato hatch será finalmente lançado no Brasil em agosto
Em agosto, finalmente, teremos o novo Cerato hatch que, infelizmente, terá o mesmo motor 1.6 16V do sedã. Quem sabe um 1.8 16V não aparece até lá.
Carens vem em setembro
No mês de setembro é a vez da versão renovada da minivan Carens renovada dar as caras no Brasil, enquanto, em outubro, chega o Optima reestilizado.
Cerato Koup foi um dos veículos mais beneficiados com o DNA mundial de design da Kia 
Fechando o pacote 2013, temo o belo Cerato Koup em novembro. A marca coreana espera crescer 10% no mercado brasileiro neste ano.

O Kia Soul renovado ficou para o início de 2014.

Chupa Hyundai?
Kia e Hyundai são empresas irmãs e ambas comercializam veículos que compartilham plataformas e motores. Agora vem a dúvida: por que a Hyundai lançou o hatch médio i30 custando a partir de R$ 75.000, sendo que o sedã médio Kia Cerato, que tem o mesmo motor, completo, custa R$ 71.900? Seria essa a prova (mais uma) de que a Hyundai está cobrando um preço exorbitante pelo seu novo modelo?
Fotos: Kia/Divulgação

quarta-feira, 20 de março de 2013

Maior, mais sofisticado, mais bonito e mais caro: Peugeot 208 é lançado oficialmente no Brasil

O post da semana passada antecipou quase todas as informações sobre o novo Peugeot 208, que teve sua produção iniciada em Porto Real (RJ) no final de janeiro, mas que só agora sendo lançado oficialmente no Brasil. O modelo chega às concessionárias da marca a partir do dia 13 de abril. Como esperado, o carro chega com visual moderno, mais espaço interno e segurança, maior tecnologia embarcada e, infelizmente, preços mais altos se comparado ao 207 BR (206,5 seria melhor).

O novo 208 mede 3,96 m de comprimento, 1,70 m de largura, 1,47 m de altura, 2,54 m de distância entre-eixos e leva 285 litros no porta-malas. Para efeito de comparação, o 207 nacional tem 3,872 m de comprimento, 1,66 m de largura, 1,44 m de altura, 2,45 m de distância entre-eixos e 245 litros e capacidade no porta-malas.
Olhando por fora, o 208 está maior, com design mais bonito e moderno. As linhas são limpas e mostram que Peugeot acertou em cheio no conjunto visual. O interior é interessante e um pouco mais espaçoso. Enquanto o volante tem visual atraente, com comandos de rádio e de outras funções (de série a partir da versão Allure) e com diâmetro menor e empunhadura mais esportiva, o console central exibe linhas curiosas, com um ressalto para as saídas de ar e para a tela multimídia (de série a partir da versão Allure). Eu diria que parece uma "refinada gambiarra" - mas que me agradou.

Versões e preços
Fiquei decepcionado com os valores pedidos pela Peugeot. A versão de entrada, Active, com motor 1.5 e câmbio manual, custa sugeridos R$ 39.990 e já vem equipada com ar-condicionado, direção com assistência elétrica, airbags frontais, freios com ABS com EBD, vidros dianteiros elétricos, computador de bordo, chave tipo canivete e rodas de aço de 15" com calotas.
Também com motor 1.5, a versão intermediária do 208 é a Allure, que parte de R$ 45.990 (infelizmente R$ 1.000 acima do publicado na semana passada) e vem com os itens da Active, além de teto panorâmico, central multimídia (áudio, Bluetooth e navegação por GPS) com tela de 7", retrovisores externos elétricos, luzes de neblina, rodas de liga leve diamantadas de aro 15", detalhes externos cromados, revestimento em couro e comandos no volante.

A versão topo de linha do 208, Griffe, equipada exclusivamente com o motor 1.6 16V, tem preço inicial sugerido R$ 50.690 (R$ 300 a menos do que o publicado na semana passada) e vem equipada com câmbio manual, com os itens da Allure, além de rodas de liga-leve de aro 16", sensores de chuva, de luz e de auxílio a estacionamento, piloto automático, alarme, vidros elétricos dianteiro e traseiros (os da frente têm antiesmagamento) e ar-condicionado digital com duas zonas. Pagando R$ 54.690 (também R$ 300 a menos), o 208 passa a ser equipado com o ultrapassado câmbio automático de quatro marchas com trocas sequenciais em aletas (borboletas) atrás do volante.
Todas as versões têm conteúdos e preços quase idênticos aos ofertados pela Citroën com o novo C3. Os motores são exatamente os mesmos. O 1.5 8V flex desenvolve 89 cv de potência e 13,54 mkgf de torque com gasolina e 93 cv e 14,2 mkgf com etanol. Já o 1.6 16V (o mesmo do 308) não tem tanquinho de partida a frio e gera 115 cv e 15,5 mkgf com o combustível fóssil e 122 cv e 16,4 mkgf com o derivado da cana-de-açúcar.

O Peugeot 207 continua em produção, mas apenas com motor 1.4 8V flex. No site da marca, fazendo uma consulta hoje, seus preços variam entre R$ 31.590 (1.4 XR 3 portas), R$ 33.590 (1.4 XR 5 portas), R$ 37.090 (1.4 XR S 5 portas) e R$ 44.990 (1.6 XS 5 portas automático) - este último morre em breve com a chegada do 208.
Resumo da obra
Gostei muito do Peugeot 208. Seu visual é mais bonito e agressivo do que o do C3, além do interior ser incomparavelmente melhor do que o ultrapassado 207 nacional. A evolução do motor 1.5 8V em relação ao 1.4 8V também é bem-vinda, assim como o propulsor 1.6. 16V mais eficiente. Ficou faltando só um câmbio automático de seis marchas.

Mas, como nem tudo são flores, fiquei decepcionado com o preço do 208. Ele está até competitivo e quase dentro do esperado, ainda mais se pensarmos nos principais adversários equipamentos com equipamentos semelhantes (logo mais publico um post sobre isso).
Fotos: Peugeot/Divulgação
Mesmo assim, eu ainda tinha esperanças que a Peugeot fosse se tornar mais agressiva no mercado nacional, com carros modernos (208, 308 e 408), bem equipados e vendidos a preços ousados, fazendo a marca do leão se tornar mais popular e como uma "opção inicial", e não mais como "tem também a Peugeot" - ouço muito isso depois das pessoas descartarem as primeiras opções de compra.

Veremos o que o mercado brasileiro dirá sobre o 208.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Hyundai lança o novo sedã HB20$... digo HB20S!

Como esperado, depois do HB20 e do HB20X, a Hyundai está lançando outro carro inédito no Brasil, o HB20S. Derivado do hatch HB20, o sedã chega para ser mais uma opção bem interessante num dos segmentos mais disputados do mercado nacional. Com visual um pouco mais conservador do que o esperado, mas ainda bonito, o modelo será vendido com motores 1.0 12V flex e 1.6 16V flex. Mas um detalhe rouba a atenção no lançamento: o preço do HB20S, já "carinhosamente" batizado de HB20$: a partir de 39.495!

Tudo bem que este valor inicial já conta com o retorno de mais uma parte IPI, prevista para 1º de abril, uma vez que o HB20S só chega às concessionárias na segunda quinzena do mês que vem. Ainda assim é um preço alto. Sobre isso, o presidente da Hyundai Brasil, Willian Lee, disse para a Autoesporte: “Nosso sedã vem com ar condicionado, travas e vidros elétricos, som, direção hidráulica e airbag desde a primeira versão”.
Mas bem que o preço poderia ser mais baixo, ainda mais se pensarmos nos concorrentes diretos, como o Chevrolet Prisma, Com motor 1.0, sensor de estacionamento, direção-hidráulica, ajuste de altura do banco do motorista, airbag duplo, coluna de direção com regulagem em altura, alarme, ar-condicionado (opcional) e, especialmente, sistema ABS de freios com EBD (de série), o sedã da GM sai por R$ 37.190. Se acrescentar o MyLink, o valor é de R$ 38.490.

Produzido na fábrica de Piracicaba (SP), o HB20S tem a mesma dianteira do hatch, enquanto a traseira ficou bonita, mas bem mais conservadora do que eu esperava. É quase como se fosse um Elantra comportado. Mas, mesmo assim, gostei do conjunto, que é moderno e superior ao de muitos adversários.
Porta-malas tem 450 litros de capacidade
O novo sedã da Hyundai mede 4,20 m de comprimento, 1,70 m de largura e 1,50 m de altura. A distância entre-eixos é a mesmo do HB20: 2,50 m. O porta-malas tem capacidade interessante de 450 litros, mas inferior à do Prisma, Volkswagen Voyage, Fiat Grand Siena, Ford Fiesta Sedan, Toyota Etios Sedan e Renault Logan.

Os motores do HB20S são os mesmos do HB20, assim como as opções de câmbio. O 1.0 12V flex desenvolve 75 cv de potência e 9,4 mkgf de torque com gasolina e 80 cv e 10,2 mkgf com etanol. Já o 1.6 16V gera 122 cv e 16 mkgf com o combustível fóssil e 128 cv e 16,5 mkgf com o derivado da cana-de-açúcar. A transmissão é manual de cinco velocidades no HB20S 1.0 e 1.6, que também pode contar com o câmbio automático de (apenas) quatro marchas.

A lista de equipamentos do HB20S é boa, mas não traz nenhuma surpresa. Confira as versões, conteúdos e os respectivos preços.
Hyundai HB20S Comfort Plus 1.0 - R$ 39.495
A versão de entrada do sedã sai de fábrica equipada com ar-condicionado, direção hidráulica, airbag duplo dianteiro, cintos dianteiros com pré-tensionador, vidros elétricos nas quatro portas, trava elétrica e rádio CD-Player com MP3, entrada USB e Bluetooth com comandos no volante; computador de bordo com seis funções, regulagem de altura do banco do motorista, chave do tipo canivete com sistema Keyless e moldura negra para os faróis.

Hyundai HB20S Comfort Style 1.0 - R$ 42.675
A versão Style, que deveria ser a de entrada do HB20S, conta com os itens da Comfort Plus além de freios com sistema ABS e EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem), retrovisores com comando elétrico e repetidor de seta, rodas de liga leve de 14 polegadas modelo "Octus" e faróis de neblina.
Visual lembra o Elantra, só que mais comportado
Hyundai HB20S Comfort Plus 1.6 - R$ 44.995
Tem os mesmos itens da versão Comfort Plus 1.0, mas com adição ABS e EBD.

Hyundai HB20S Comfort Style 1.6 - R$ 48.175
Tem os mesmos equipamentos da Comfort Style 1.0, mas conta com a opção do câmbio automático, que custa R$ 3.200 (inclui apoio de braço para o motorista). Preço final de R$ 51.375.

Hyundai HB20S Premium 1.6 - R$ 50.795
A versão topo de linha do coreano tem os itens do Comfort Style além de sensores de luminosidade e de ré, volante e manopla do câmbio revestidos de couro e rodas de liga leve de aro 15 modelo "S-Wing". O câmbio automático de quatro velocidades é opcional e também custa R$ 3.200, fazendo o preço subir parta ainda mais salgados R$ 53.995.

A pintura metálica custa R$ 1.070, enquanto a perolizada vale R$ 1.270. A garantia do modelo é de cinco anos.
Pela animação do brasileiro, o HB20S será mais um sucesso de vendas da Hyundai, que parece estar se empolgando com os lucros e elevando os preços acima do necessário (novo i30 1.6 por R$ 75.000 é mais um exemplo). Pelo que custa, seu novo sedã compete com os adversários diretos já citados, mas também pode brigar com os Chevrolet Cobalt e Sonic Sedan, Nissan Versa, Honda City, Fiat Liena, Volkswagen Polo, Ford New Fiesta Sedan e Focus Sedan - mas será que na mesma igualdade de condições?
Fotos: Hyundai/Divulgação

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Chevrolet lança o novo Prisma, o interessante "sedã esportivo" que não tem quase nada de esportivo

Depois de informações a 'conta gotas' (como de costume), e de inúmeros flagrantes, finalmente a Chevrolet está lançando a esperada nova geração do Prisma no Brasil. Com preços relativamente competitivos, o sedã chega com potencial para repetir o estrondoso sucesso do seu irmão Onix no mercado nacional. O modelo tem preços sugeridos de R$ 34.990 na versão LT 1.0, R$ 39.090 na LT 1.4 e R$ 45.990 na topo de linha LTZ 1.4.

A intenção da marca é valorizar a união entre jovialidade, tecnologia, esportividade, conforto e requinte com o novo Prisma. Concordo especialmente com a jovialidade e conforto; concordo parcialmente com tecnologia e requinte; e quase discordo totalmente de esportividade.

Depois de um bom período decepcionado com o trabalho da equipe de design da Chevrolet, finalmente começo a ficar mais animado. Se o resultado do Onix foi muito bom, acho que eles conseguiram algo ainda melhor com o novo Prisma.
Desenvolvido a partir da arquitetura do Sonic, Cobalt, Spin e Onix, o Prisma 2013 tem personalidade mais forte do que boa parte dos concorrentes. E a razão para isso é a harmonia entre dianteira e traseira - o grande destaque do veículo. Por vários ângulos fica parecendo que o modelo não é um sedã, o que me agrada muito.  É até estranho olhar para o Prisma velho depois de conhecer o novo.

Em relação ao Onix, o Prisma 2013 tem a mesma distância entreeixos (2.528 mm), altura (1.484 mm) e largura (1.705 mm); mas o comprimento é 30 cm mais longo, chegando a 4.275 mm. Assim como seus principais rivais diretos, seu porta-malas tem ótima capacidade, com 500 litros. O tanque leva 54 litros de combustível.

O espaço interno é bem semelhante ao do Onix, o que é bom. Quem vai atrás deve ficar atento com a cabeça. Do hatch também veio a mescla de mostradores analógicos e digitais, com LEDs no painel de instrumentos na configuração Ice Blue. O acabamento interno é simples, mas bem feito, mas sem o requinte sugerido pela Chevrolet. A posição ruim do puxador das portas dianteiras também está presente, infelizmente. Outro ponto ruim está associado à segurança. Estamos no século 21, no ano de 2013, e um carro moderno como o Prisma continua sem cinto de três pontos e apoio de cabeça para o passageiro central do banco traseiro. Até quando?
Motores "esportivos"
Ao todo foram mais de 250 mil quilômetros rodados do Brasil em testes de durabilidade. Testes aerodinâmicos e de ruído, compatibilidade eletromagnética e desempenho do ar-condicionado foram realizados nos Estado Unidos, em centros especializados da GM.

Como esperado, o Prisma usa os mesmos motores SPE/4 (para quem sempre me pergunta, segue a resposta: Smart Performance Economy /4 cilinders) do Onix. O propulsor 1.0 8V flex desenvolve 78 cv de potência e 9,5 mkgf de torque com gasolina e 80 cv e 9,8 mkgf com etanol - potência máxima atingida a 6.400 rpm e torque máximo a 5.200 rpm. Segundo a marca, o Prisma precisa de 13s (gasolina) e 12,7s (etanol) para ser acelerado de 0 a 100 km/h. A velocidade máxima é de 169 km/h com o combustível fóssil e 173 km/h com o derivado da cana-de-açúcar.
A motorização 1.4 8V desenvolve 98 cv e 13 mkgf com gasolina e 106 cv e 13,9 mkgf com etanol - potências máximas a 6.000 rpm e torques máximos a 4.800 rpm. De acordo com a GM, o novo sedã 1.4 precisa de 10,7s (e) e 12s (g) para ser acelerado de 0 a 100 km/h.  em 10,7s (etanol) e 12s (gasolina). Não importando o combustível, a velocidade máxima é de 180 km/h.

Por mais que o visual até colabore um pouco, chamar o Prisma 1.0 e 1.4 de esportivo é exagerado por parte da Chevrolet. Seus motores 1.0 e 1.4 não entregam desempenho nem próximo de um esportivo. Por isso citei que quase discordava totalmente da marca no início do post.

Os motores SPE/4 são fabricados na recém inaugurada fábrica da General Motors em Joinville, Santa Catarina. No momento, a única transmissão disponível para o Prisma é a manual de cinco velocidades - a mesma usada no Onix e no Cobalt. O esperado câmbio automático de seis marchas ficou mais uma vez para depois, para a minha grande decepção.
Preços e equipamentos
O já conhecido sistema MyLink trouxe dois aplicativos novos para o lançamento do Prisma. Com TuneIn é possível que usuários sintonizem mais de 70 mil estações de rádio em todo o mundo via Internet. O aplicativo é de fácil uso e permite a pesquisa das estações por nome, localidade, idioma, país, estilo musical ou categoria (música, esporte, noticias, etc.). Já o BringGo fornece ao motorista um sistema de navegação completo com mapas 3D. O aplicativo também inclui pontos de interesse, como, por exemplo, restaurantes, hotéis, postos de gasolina, entre outros.

É preciso ter os aplicativos instalados no celular (Apple ou Android - links nos nomes acima) e parear o aparelho com o MyLink para o sistema funcionar. Os donos de Onix que tiverem interesse pelos apps precisam atualizar o sistema na concessionária.
A versão de entrada do Prisma é a LT 1.0, que, por sugeridos R$ 34.990 (R$ 2.400 a mais do que a respectiva versão do Onix), vem equipada, de série, com sensor de estacionamento, direção-hidráulica, sistema ABS de freios com EBD, ajuste de altura do banco do motorista, airbag duplo, travamento automático das portas ao atingir 15 km/h, sistema de luz "siga-me" (faróis permanecem acesos por um período de tempo após o desligamento do motor e fechamento/travamento das portas) e sistema de luz "leve-me" (as luzes externas do carro se acendem automaticamente ao destravamento das portas pelo controle remoto); além de abertura elétrica do porta malas por controle remoto localizado na chave tipo canivete, acionamento elétrico dos vidros das portas dianteiras com sistema tipo "um toque" para subida e descida com dispositivo anti-esmagamento, abertura e fechamento automático dos vidros das portas acionado pelo Keyless Entry System ao travar e destravar o veículo; coluna de direção com regulagem em altura, alarme anti-furto, brake light traseiro, protetor de cárter, sistema de imobilização do motor, trava para crianças; espelhos retrovisores externos (dobráveis) com cobertura na cor do veículo, parachoques dianteiro e traseiro na cor da carroceria, vidros verdes com para-brisa laminado; e rodas são de aço de 14" com calotas horrorosas integrais na cor prata.

Por R$ 39.090 (R$ 2.900 a mais do que a respectiva versão do Onix), além da potência extra, o Prisma LT 1.4 adiciona ainda faróis com máscara negra e lente decorativa na cor Ice Blue, lanternas traseiras com lente escurecida, além de rodas de aço de 15" com calotas integrais na cor prata.
Porta-malas do novo Prisma tem 500 litros de capacidade
Por fim, a versão 1.4 LTZ, topo de linha, ofertada por R$ 45.990 (R$ 2.900 a mais do que a respectiva versão do Onix), oferece ainda ar-condicionado, MyLink, faróis de neblina dianteiros, vidros traseiros e espelhos retrovisores com controle elétrico, computador de bordo com 5 funções (consumo médio, velocidade média, autonomia, temperatura externa e tempo de viagem) e rodas de alumínio - 15" - com acabamento diamantado.

Entre os opcionais e acessórios, destaque para ar-condicionado e sistema MyLink (LT), câmera de ré para o MyLink, DVD de encosto de cabeça, revestimento em couro dos bancos, pedaleira esportiva, friso com inserto cromado e lâmpadas para lanternas e faróis na configuração Effect Blue, além de kits de personalização interna.
Em pleno sec 21, passageiro central do banco traseiro do Prisma ainda não tem cinto de 3 pontos e apoio de cabeça
A garantia do Prisma é de três anos sem limite de quilometragem. Externamente, o modelo pode ser adquirido nos acabamentos Branco Summit, Preto Sólido, Vermelho Pepper, Prata Ice e Cinza Sand.

Chevrolet Prisma LT 1.0 - R$ 34.990
Chevrolet Prisma LT 1.0 + MyLink - R$ 36.290
Chevrolet Prisma LT 1.0 + ar-condicionado - R$ 37.190
Chevrolet Prisma LT 1.0 + MyLink e ar-condicionado - R$ 38.490
Chevrolet Prisma LT 1.4 - R$ 39.090
Chevrolet Prisma LT 1.4 + ar-condicionado  - R$ 41.090
Chevrolet Prisma LT 1.4 + MyLink e ar-condicionado - R$ 42.390
Chevrolet Prisma LTZ 1.4 - R$ 45.990

Chevrolet Onix LS 1.0 - R$ 30.790
Chevrolet Onix LT 1.0 - R$ 32.590
Chevrolet Onix LT 1.0 + MyLink - R$ 33.890
Chevrolet Onix LT 1.0 + ar-condicionado - R$ 34.790
Chevrolet Onix LT 1.0 + MyLink e ar-condicionado - R$ 36.090
Chevrolet Onix LT 1.4 - R$ 36.190
Chevrolet Onix LT 1.4 + MyLink - R$ 37.490
Chevrolet Onix LT 1.4 + ar-condicionado - R$ 38.190
Chevrolet Onix LT 1.4 + MyLink e ar-condicionado - R$ 39.490
Chevrolet Onix LTZ 1.4 - R$ 43.090
(preços em 28/02/2013)
Moral da história
O Prisma chega para matar sua antiga geração e para acabar de vez com alguma saudade que existia do Corsa Sedan (e talvez até do Astra Sedan - com exceção do desempenho). De modo geral, acho que seus preços deveriam ser um pouco mais baixos. A adição deveria ser de, no máximo, R$ 2.000 em relação ao Onix, e não variando entre R$ 2.400 e R$ 2.900 a mais. Não custa lembrar que outro aumento do IPI acontece a partir de 1º de abril!

Mesmo assim, o novo Prisma deve fazer um grande sucesso, enfrentando seus rivais com muitas qualidades. E logo teremos mais no segmento, quando o Hyundai HB20S for lançado. A briga será boa e o Duelo já está em pauta.

Chevrolet Prisma
Potência 1.0 8V: 78/80 cv (g/e) a 6.400 rpm
Torque 1.0 8V: 9,5/9,8 mkgf (g/e) a 5.200 rpm
Potência 1.4 8V: 98/106 cv (g/e) a 6.000 rpm
Torque 1.4 8V: 13/13,9 mkgf (g/e) a 4.800 rpm
Comprimento: 4,275 m
Largura: 1,705 m (1,964 m com retrovisores laterais)
Altura: 1,484 m
Entre-eixos: 2,528 m
Porta-malas: 500 litros
Tanque: 54 litros
Peso: 1.031 kg (LT 1.0), 1.029 (LT 1.4) e 1.079 kg (LTZ)
Fotos: Chevrolet/Divulgação

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Renault Fluence GT chega apimentado e salgado

A Renault finalmente resolveu alterar a receita do seu bom sedã Fluence. Com a ideia de fazer uma "releitura de um prato de sucesso", a marca pediu para o chef "Renault Sport", especialista na gastronomia "caliente", mudar a receita. Resultado: ele acertou em cheio na pimenta do Fluence GT, mas exagerou um pouco no sal!

O reconhecido "chef" Renault Sport assina os esportivos da marca na Europa. Para o Fluence vendido por aqui, a principal mudança está debaixo do capô: no lugar o interessante motor 2.0 16V flex, que desenvolve 140/143 cv de potência e 19,9/20,3 mkgf de torque, entra o propulsor de quatro cilindros a gasolina 2.0 16V turbo, com seus 180 cv de potência a 5.500 rpm e 30,6 mkgf de torque a 2.250 rpm. Esta é a mesma motorização do Mégane GT europeu.
Mudanças visuais foram discretas
Em relação aos restaurantes concorrentes, a nova versão do sedã da Renault leva vantagem no torque, já que o Mitsubishi Lancer GT tem 20,1 mkgf, o Peugeot 408 THP desenvolve 24,5 mkgf e o Volkswagen Jetta TSi gera 28,5 mkgf. O "esportivo" Corolla XRS tem 20,7 mkgf.

Antes que você me questione sobre o "receita de sucesso", afirmo que, para o Fluence, ser 5º colocado na categoria de sedãs médios no Brasil, com potencial para crescer, pode ser considerado sim um sucesso. Como eu disse antes, dificilmente ele ficará entre os três mais vendidos, mas o Fluence tem chance de tirar o Jetta da quarta colocação.

A pimenta realmente deu um gosto especial ao prato francês. De acordo com a Renault, o Fluence GT precisa de 8 segundos para ser acelerado de 0 a 100 km/h e atinge velocidade máxima de 220 km/h. O câmbio manual de seis marchas foi mantido, mas recebeu alterações para aproveitar melhor o desempenho do motor, sem sacrificar o consumo.
Sais e belas rodas de aro 17" se destacam nas laterais
Visualmente, o Fluence GT recebeu novos para-choques e saias laterais, um discreto aerofólio, além de belas rodas exclusivas de 17 polegadas. O ideal mesmo seria ter nova a dianteira do Fluence europeu. Por dentro, destaque para pedaleiras de alumínio; soleiras das portas com a inscrição “Renault Sport”, bancos esportivos com revestimento em couro natural e sintético, preto, com costuras em vermelho e volante de três raios com revestimento em couro com costura em vermelho.

A conta, por favor
Foi uma pena que a marca tenha deixou sua receita um pouco salgada. O preço sugerido é de R$ 79.370 - ainda inferior ao Corolla XRS quando ele foi lançado. O único opcional disponível no site da Renault é a pintura metálica (Preto Nacré e Vermelho Fogo), que custa R$ 1.200.
Motor 2.0 16V turbo a gasolina desenvolve 180 cv de potênicia e 30,6 mkgf de torque
Tudo bem que Fluence tenha uma lista de equipamentos de série excelente, mas ele poderia custar na casa de R$ 75.000. Mas entendo porque ele vale cerca de R$ 80.000: o Fluence Privilège 2.0 16V CVT completo custa R$ 76.000 (+ R$ 1.200 da pintura metálica). Seria melhor se a marca reduzisse os preços das suas versões.

O sedã GT da Renault vem equipado com seis airbags (dois frontais, dois laterais e duplos do tipo de “cortina”); controles de estabilidade (ESP) e de tração (ASR); freios a disco nas quatro rodas com ABS com auxílio de frenagem de urgência (AFU) e distribuição eletrônica de frenagem (EBD); direção com assistência elétrica; ar-condicionado digital dual-zone com saídas de ar para o banco traseiro; sistema de som da Arkamys com rádio, CD Player, MP3, duas antenas, 4 alto-falantes e 4 tweeters, conexões USB/iPod, Bluetooth e auxiliar;  GPS TomTom com tela de 5" integrada ao painel; partida do carro feita com cartão eletrônico e botão “Start/Stop” no painel; sistema Hands Free ( permite que o motorista acione o motor sem tirar o cartão do bolso), vidros, travas e retrovisores elétricos; teto solar; faróis de xenônio com lavador e regulagem de altura; entre outros itens.

Com três anos de garantia, a versão esportiva do Fluence mede 4,62 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,47 m de altura e 2,70 m de distância entre-eixos. O porta-malas tem capacidade para 530 litros e o tanque comporta até 60 litros de gasolina. 
Vai um cafezinho?
O Renault Fluence GT é mais uma alternativa saborosa para quem espera mais de um tradicional sedã médio no Brasil. O motor de 180 cv e 30,6 mkgf é o grande destaque, mas a lista de equipamentos de série também é excelente. Com certeza o modelo é um grande candidato a entrar na lista dos carros para se divertir até R$ 80.000.

O preço poderia ser um pouco menos salgado, mas se você estiver pensando em gastar R$ 80.740 num consagrado e cansado Toyota Corolla Altis (+ R$ 870 de pintura metálica/perolizada), ou R$ 84.990 num moderno e divertido Volkswagen Jetta TSi 2.0 Tiptronic (+ R$ 976 da pintura metálica ou R$ 1.440 da perolizada; + R$ 3.790 pelos faróis de xénon + R$ 2.369 pelo sistema de navegação + R$ 2.834 pelo teto de vidro corrediço/basculante), sem dúvida, passe numa concessionária da Renault. Se optar pelo Fluence GT, você terá um carro bem legal, além de sobrar um belo "troco" para o café.
Fotos: Renault/Divulgação

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sem novidades impactantes, Fiat tenta, mas decepciona no Salão do Automóvel de São Paulo 2012

Com um dos maiores estantes de todo o Salão do Automóvel de São Paulo 2012, a Fiat mostrou muitas atrações interessantes de suas outras marcas, como Ferrari e Maserati. Mas a marca decepcionou muita gente eu não apresentar nenhuma novidade impactantes que veremos nas em breve.
500 Cabrio
A maior atração da marca é o 500 Cabrio, versão conversível do compacto que chega às concessionárias ainda no mês de outubro. Baseado na versão Lounge Air, o 500C é equipado com motor 1.4 16V Multiair, que desenvolve 105 cv de potência e 13,6 mkgf de torque, e tem câmbio automático de seis marchas.
500 Cabrio
O teto, com duas opções de cores para o teto (preto e vermelho), pode ser operado por meio de comandos elétricos e tem três posições diferentes de vão de abertura, que se retrai até a tampa do porta-malas. A ação de abertura ou fechamento pode ser feita com o carro em movimento a uma velocidade de até 80 km/h. Ele também recebeu de série nova identificação nas colunas de portas, novas rodas de liga leve com aro de 15 polegadas e sensores traseiros de estacionamento, que facilitam as manobras.
500 Cabrio
Com uma ótima lista de equipamentos de série, o Fiat 500 Cabrio estará disponível em três opções de cores para o revestimento interno - preto, bege/marfim e vermelho/marfim - e terá quatro cores para o seu visual externo: Vermelho Sfrontato (sólida), Cinza Sfrenato e Preto Provocatore (metálicas) e Branco Gioioso (perolizada). No total, são 11 possibilidades de personalização.
500 by Gucci
Outro Cinquecento também está sendo mostrado pela Fiat no evento, o 500 by Gucci, que foi desenvolvido a partir de uma parceria com a famosa grife italiana, que se caracteriza pelo luxo de seus produtos.
500 by Gucci
Com detalhes especiais no acabamento interno e externo, o modelo tem muitos equipamentos de série, como sete airbags, sistema Blue & Me, sensor de estacionamento traseiro, rádio com leitor de CD/MP3, volante revestido em couro que traz os comandos do rádio e teto solar elétrico Sky Wind.
Grand Siena Sublime
Linea e Grand Siena marcam presença no evento com a série especial Sublime. Baseada na versão Essence dos dois modelos, os sedãs tem acabamento diferenciado, com detalhes exclusivos e muitos equipamentos de série.
Linea Sublime
Já Uno e Palio "se exibem" no salão com a série especial Interlagos, em analogia ao GP do Brasil de Formula 1 que acontece em novembro, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP).
Palio Interlagos
Derivada das versões Sporting dos dois hatches, os modelos receberam a nova cor Amarelo Interlagos e contam com itens que acentuam a "esportividade", tanto na parte externa, quanto na interna. A veraão Itália do Uno Vivace, com mais equipamentos de série, também está no Salão.
Uno Interlagos
Strada, Palio Weekend, Punto e Freemont e toda a linha Adventure estão presentes no evento com suas respectivas linhas 2013. A a minivan Idea também está exposta com a sua linha 2013, que agora está disponível com o câmbio manual automatizado Dualogic Plus.
Bravo Xtreme
Fechando as atrações da Fiat em relação a veículos, a marca exibe mais uma versão especial, mas que não estará a venda: Bravo Xtreme. O hatch médio recebeu um novo pára-choque dianteiro, com duas tomadas de ar com LEDS nas laterais, spoiler central exclusivo e faróis redesenhados. Na traseira para-choque apresenta saídas de ar laterais e um enorme difusor de ar, além de um aerofólio e minissaias laterais.
Bravo Xtreme
Por dentro, destaque para os quatro bancos individuais. O Bravo ganhou ainda painel de instrumentos com nova grafia e console central redesenhado. O último grande diferencial do modelo é o propulsor 1.4 16V T-Jet, que recebeu uma preparação específica, capaz de gerar 253 cv a 6.600 rpm de potência máxima e torque máximo 33,2 kgfm a 5.000 rpm.
Ferrari 458 Spider
Ainda no estande da Fiat, os visitantes podem ver a Ferrari 458 Spider e o maravilhoso Maserati Grancabrio Sport - definitivamente um dos carros mais bonitos do evento.
Ferrari 458 Spider
Concluindo
O estande da Fiat tem realmente muitas atrações (especialmente o Maserati), mas, do meu ponto de vista, foi uma grande decepção, ainda mais se lembramos de como a Fiat é criativa e líder de mercado há quase 11 anos consecutivos. O 500 Cabrio é até legal, mas séries especiais são passageiras. Eu queria que a marca tivesse, pelo menos, um grande lançamento para brigar com a Chevrolet, por exemplo. Para isso, teremos que esperar até o Salão de 2014...
Maserati Grancabrio Sport - um dos carros mais bonitos do Salão do Automóvel 2012
Fotos: Fiat/Divulgação, Ferrari/Divulgação e Maserati/Divulgação

Honda lança o Fit Twist, o "aventureiro" que passa longe das trilhas

Como eu disse no post anterior sobre a Honda, a marca apresentou um "lançamento imediato" no Salão do Automóvel de São Paulo, o Fit Twist. Desenvolvido no Brasil especialmente para o mercado nacional, o modelo tem visual "aventureiro" quase perfeito para as esburacadas ruas brasileiras, e não para a trilha. Disponível com câmbio manual (R$ 57.900) ou automático (R$ 60.900), ambos de cinco marchas, o Twist chega às concessionárias da marca em novembro.
Na parte visual, a Honda tentou dar um ar de robustez ao Fit. Na dianteira, o pára-choque tem design diferenciado, com detalhes em alumínio, e faróis com máscara negra (faróis de neblina são de série).
Na traseira, as lanternas translúcidas são escurecidas e o pára-choque ganhou uma moldura prata - recurso usado por praticamente todas montadoras para "renovar" ou "dar um ar aventureiro" às traseiras de seus veículos. Nas laterais, destaque para as molduras nos pára-lamas.

Outros detalhes incrementam o visual mais esportivo. Foram inseridos o novo emblema Twist, rack longitudinal de teto, protetores sob as portas na cor alumínio fosco e retrovisores externos com repetidor, e as rodas de 16 polegadas com novo design.
Por dentro, alguns detalhes prateados foram incorporados ao acabamento, mas nada de grandioso. Já o porta-malas recebeu um piso de carpete impermeável que não permite a passagem de resíduos - bom para quem mergulha, surfa e faz outras atividades relacionadas à água.
Rádio/CD Player não combina com o painel
Junto com o Fit Twist chegam vários acessórios que serão vendidos nas concessionárias, como rack transversal, suporte para bike e faixas de personalização para capô e teto. O veículo ainda terá duas cores exclusivas: o Cinza Mocca e Azul Denim.

Mecanicamente, nada muda. O motor escolhido para "se aventurar" é o 1.5 16V, que desenvolve 115 cv de potência com gasolina e 116 cv com etanol - 14,8 kgf.m a 4.800 rpm de torque com qualquer combustível.
Se você sempre quis um Fit com "algo mais" no quesito visual, o Twist é a melhor opção de fábrica, ainda mais porque todas as qualidades (e defeitos) do modelo continuam lá. Mas, se quiser pegar uma estrada de terra, saiba que o Twist passa longe da melhor opção. Na minha opinião, a versão EX ainda vale mais a pena - embora eu ainda lamente que a Honda tenha perdido a chance de tornar o Fit 2013 o "carro definitivo".
Fontos: Honda/Divulgação