sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Hyundai HB20 fará MUITO mais sucesso do que o Toyota Etios no Brasil

Vitória esmagadora! Não há outra forma de definir o resultado final da enquete que ficou no ar durante uma semana no De 0 a 100. Com a pergunta "Qual modelo fará mais sucesso no Brasil", o Hyundai HB20 não deu chances ao Toyota Etios.
Reproduções do Uol Carros
O modelo coreano ficou com praticamente 87% dos votos, enquanto o japonês recebeu apenas 13%. Será que apenas o visual fez diferença? Será que a proposta da Toyota não agradou tanto?

A verdade é que os modelos são dois dos três compactos mais aguardados para o ano de 2012 no mercado nacional - o outro é o Chrevrolet Onix. Mas ainda não é possível saber quem realmente fará mais sucesso.

O Etios tem como vantagem a infraestrutura da Toyota, muito mais eficiente e organizada do que da Hyundai. Além disso, o modelo conta com todo o prestígio da marca, que tem fama de ser quase inquebrável - e provavelmente levará vantagem no espaço interno.
Toyota/Divulgação
Por outro lado, o Hyundai leva vantagem no visual mais moderno e bonito (e vai levar no painel de instrumentos, que não será bizarro), na garantia mais longa (5 anos contra 3 anos do japonês) e, no meu ponto de vista, na oferta mais acertada de motores (1.0 e 1.6 X 1.3 e 1.5), já que o 1.5 do Etios parece ser fraco. O coreano tem ainda a seu favor a promessa de custar menos e de ter apenas a Hyundai por trás, e não a Hyundai e o Grupo CAOA - e suas "gracinhas" (exemplo 1 e exemplo 2).

Qual modelo fará mais sucesso no Brasil?
  1. Hyundai HB20 - 120 votos (86,9%)
  2. Toyota Etios - 18 votos (13%)
 Total: 138 votos

Venda de carros e comerciais leves se aproxima de recorde

As vendas de automóveis e comerciais leves novos em agosto até a quarta-feira superaram o volume de todo o mês anterior e todo o volume comercializado um ano antes, aproximando-se do recorde histórico definido em dezembro de 2010, informou uma fonte do mercado com acesso aos dados preliminares de emplacamentos.

Até o dia 29 deste mês, foram emplacados 358.409 automóveis e comerciais leves, 2 por cento acima do licenciado em todo o mês de julho e 16,45 por cento a mais do que o total vendido em agosto de 2011.
Com 21 dias úteis até a quarta-feira, o volume de emplacamentos por dia útil em agosto corresponde à forte média de 17.067 veículos e aconteceu em meio à expectativa dos consumidores com o suposto fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados, que acabou sendo prorrogada na véspera por dois meses, até 31 de outubro .

O recorde histórico de vendas de veículos ocorreu em dezembro de 2010, quando foram emplacados 381.552 veículos, dos quais 361.230 eram automóveis e comerciais leves. Se a média diária de vendas deste mês for mantida até a sexta-feira, agosto vai superar o recorde histórico anterior, com emplacamentos de 392.543 unidades, segundo cálculos da Reuters.
O volume de vendas acumulado no ano até dia 29 soma 2,342 milhões de automóveis e comerciais leves, crescimento de cerca de 5 por cento sobre o total de licenciamentos de janeiro a agosto de 2011.

No início do mês, o presidente da associação de montadoras, Anfavea, Cledorvino Belini, afirmou que apostava em recorde de vendas e também de produção em agosto, diante da corrida de consumidores interessados em aproveitar preços antes do fim do desconto do IPI, que acabou sendo prorrogado.

A Fiat licenciou até a quarta-feira 87.874 automóveis e comerciais leves, alta de 46,7 por cento sobre o volume emplacado no mesmo período de 2011. Volkswagen apurou vendas de 78.359 unidades, avanço anual de 35 por cento, enquanto a General Mortos registrou licenciamentos de 67.781 veículos, alta de 37 por cento na comparação com agosto do ano passado, informou a fonte.
Ford registrou vendas de 27.445 automóveis e comerciais leves até dia 29, crescimento de 13 por cento sobre o mesmo período de 2011. A Renault se aproximou da rival norte-americana, apurando licenciamentos de 24.262 unidades, expansão anual de 52,6 por cento, segundo a fonte.

Texto: Alberto Alerigi Jr.
Fonte: Reuters

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Alta Roda - Combustível é um barato

Uma notícia que assustou os brasileiros era mais do que esperada por quem acompanha o mercado de combustíveis no Brasil. A nossa gloriosa Petrobrás anunciou prejuízo de R$ 1,346 bi no segundo trimestre do ano, o primeiro desde 1999 quando o real sofreu forte desvalorização frente ao dólar.

Atribui-se a John Davison Rockefeller (1839-1937), magnata, filantropo e fundador da Standard Oil (ExxonMobil, hoje), a frase famosa: “O melhor negócio do mundo é empresa petrolífera bem administrada; segundo melhor é empresa de petróleo mal administrada.” Se isso for verdadeiro, não precisa exagerar.

O prejuízo da paraestatal tem várias causas e a principal, com certeza, são as interferências políticas do maior acionista, o Governo Federal. Ações da companhia desabaram mais de 40% desde a sua capitalização recorde de setembro de 2010. Investidores não gostaram do aumento dos custos, do número de poços secos e da baixa confirmação de produção comercial do subsolo marítimo, na região de enorme potencial conhecida como pré-sal.

O maior problema, no entanto, foi o governo cair na tentação de segurar artificialmente o preço dos combustíveis para “controlar” a inflação desde 2005. Congelar o preço da gasolina nas bombas (na realidade o preço real caiu, considerada a inflação) funcionou até zerar a Cide, imposto para compensar a Petrobrás pelas variações de preço no exterior. O País é autossuficiente na produção de petróleo, porém não de combustíveis de origem fóssil.

Distorções dessa política levaram à perda de competitividade de preço do etanol e à necessidade crescente de importar gasolina e o próprio etanol. Somado ao diesel, essa conta está atualmente em R$ 1,5 bi por trimestre. Perturba também a distribuição pela falta de tanques nos portos e bases no interior do país. A diferença de preço entre o combustível importado e o que a Petrobrás recebe por ele é superior a 20%, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Ninguém preconiza, obviamente, aumento de derivados dessa magnitude, pois há outras variáveis na equação. No entanto, se tivesse ocorrido correção do preço nas bombas, de 2% a 3% ao ano, geraria recursos de que a Petrobrás precisa bastante.  Há investimentos em curso em novas refinarias (já atrasadas e a custos extrapolados), além do ambicioso e caríssimo plano de exploração e produção em alto-mar.

Efeito colateral desse erro primário foi estagnação e recuo da produção de etanol. Investimentos pararam porque não dá para manter a competitividade de 70% do preço da gasolina nos postos.

Afinal, esta é oferecida a preço congelado e custos agrícolas e industriais do combustível alternativo continuam a subir. Apesar de etanol de cana ser considerado praticamente neutro em CO2, no seu ciclo de vida. Para a plateia interna e externa o governo faz discurso ecológico, mas na realidade sua política é contrária, ao menos na gestão atual.

Para a Petrobrás, maior empresa brasileira, doses de humildade também serviriam. Considerada pela Forbes como quarta maior petrolífera do mundo, não respondeu aos questionamentos da coluna sobre critérios da revista. Naquele ranking estão de fora grandes estatais do Oriente Médio e da Opep, de capital fechado. Também não se pronunciou sobre reservas provadas de petróleo frente às congêneres.

RODA VIVA

RUMORES confirmam o que a coluna antecipou. Nova fábrica Fiat em Goiana (PE) aproveitará flexibilidade para produzir também produtos Chrysler. Estariam confirmados, além de SUV compacto de combate ao EcoSport, picape média (anti-S10), Dodge Dart/Fiat Viaggio (fim do Linea) e sucessor do Punto. Subcompacto para o lugar do Mille, se sair, fica em Betim (MG).

RENAULT dispõe agora de verdadeiro motor flex para Sandero e Logan 2013. Trata-se do 1,6 l, de cabeçote convencional (8 válvulas) e maior taxa de compressão (12:1). Resultou em mais 10% de potência: 106 cv/etanol. Consumo diminuiu 10% em ciclo urbano e 5%, estrada (4%, média ponderada). Fábrica afirma que obterá nota máxima (A) na etiquetagem 2013 do Inmetro.

PRESIDENTE da Renault brasileira, Olivier Murguet, garante que eventual defasagem da linha Sandero/Logan, em relação à Europa, vai encolher bastante. Entre seis e nove meses, todos estarão alinhados. A começar já em 2013.

APOIO à Honda por oferecer também câmbio manual de 6 marchas, de ótimo manuseio, no CR-V, mesmo representando menos de 10% das vendas. Mantém o silêncio a bordo: 120 km/h, motor a 3.000 rpm (no automático, 5 marchas, 2.400 rpm). SUV baseado no Civic é espaçoso, tem acabamento honesto e inclui sistema muito prático de rebatimento total do banco traseiro.

COMEÇOU no México a pré-produção do Sonic, hatch e sedã. Antes do final do ano, ritmo será acelerado e ambos passarão a vir de lá e não mais da Coreia do Sul. A GM se livra do IPI extra e do imposto de importação que incidem, hoje, sobre os dois modelos. SUV compacto Trax também entra em breve na linha de montagem mexicana e chega ao Brasil no início de 2013.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Governo prorroga IPI reduzido para carros

O ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou nesta quarta-feira (29) a prorrogação, até 31 de dezembro, do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para produtos de linha branca e móveis, painéis laminados e luminárias.
Para carros, onde a renúncia fiscal é maior, o desconto foi mantido por mais dois meses, até outubro. A previsão inicial é de que o desconto no impostos para carros e eletrodomésticos valeria só até essa sexta-feira. O IPI reduzido para móveis expiraria em setembro.

Nos casos de material de construção e bens de capital (máquinas e equipamentos), o fim do IPI reduzido foi adiado de dezembro deste ano para dezembro de 2013. Para material de construção, quatro novos produtos (piso laminado, piso de madeira sólida, piso vinílico e drywall) tiveram o imposto reduzido de 5% para zero.

"Estamos dando esse estímulo porque essa é a época em que as empresas decidem aumentar seus estoques visando o Natal", disse Mantega. "Nós obtivemos um resultado muito bom com a redução do IPI para linha branca, automóveis, moveis, etc", acrescentou.

As medidas vão implicar em uma arrecadação de menos R$ 5,5 bilhões até 2013, informou o ministro.

Governo reduz IPI e IOF de carros. Objetivo é reduzir preço em aproximadamente 10%
Governo descarta prorrogar IPI reduzido para carros, diz Mantega
Fila para comprar carro já dura 90 dias

IPI
O IPI de veículos foi reduzido no final de maio pelo governo em até sete pontos percentuais, de acordo com o modelo e a cilindrada. No caso dos carros populares, de motor 1.0, a redução foi de 7% para zero. Os veículos álcool e flex com motores entre 1.0 e 2.0 tiveram o IPI reduzido de 11% para 5,5% e os modelos a gasolina com motores entre 1.0 a 2.0 tiveram o IPI reduzido de 13% para 6,5%.

Os carros nacionais acima de 2.000 cilindradas não tiveram a alíquota do imposto reduzida. A prorrogação anunciada por Mantega vale para todos os modelos, até outubro.

No caso da linha branca, essa é a terceira prorrogação do IPI reduzido desde dezembro do ano passado, quando o benefício foi concedido.

O IPI dos fogões, que antes era de 4%, foi zerado. As geladeiras tiveram redução de 15% para 5% do IPI, as máquinas de lavar, de 20% para 10%, e os tanquinhos, de 10% também para zero.

INVESTIMENTOS
O governo também estendeu a duração do PSI (Programa de Sustentação do Investimento), que terminaria nesta sexta-feira, até dia 31 de dezembro. O PSI é um programa do BNDES que oferece crédito mais barato para compra de máquinas e equipamentos. Segundo Mantega, a taxa de juros cobrada para financiamento de caminhões foi reduzida de 5,5% ao ano para 2,5% ao ano. Para os demais bens de capital, as taxas foram mantidas.

O ministro anunciou também a criação de duas novas linhas de crédito. Uma para financiar a compra de bens de capital usados, como máquinas, ferramentas, tratores, carretas, aeronaves, caminhões e cavalos mecânicos. A outra é para devedores com dificuldade para pagar suas dívidas renenociarem os débtos.

"A economia já está numa gradual recuperação, porem ainda é preciso continuar dando estímulos ao investimento", afirmou Mantega.

Além disso, as empresas agora poderão lançar em seus balanços os custos de depreciação de máquinas e equipamentos em até 12 meses em vez de 48 meses. Isso tem um efeito contábil de reduzir o lucro líquido das companhias, diminuindo assim o pagamento de impostos sobre esse lucro. A mudança vale apenas para itens adquiridos em 2012.

PRESTAÇÃO DE CONTAS
Para pedir a continuidade do IPI reduzido para veículos, a Anfavea (associação das montadoras) apresentou ao ministério dados que mostram que o benefício criou 2.700 mil novos empregos, aumentou a arrecadação de impostos em R$ 188,4 milhões (R$ 1,7 milhão por dia) e fez subir a média diária de licenciamento de veículos em 25,7%.

O setor moveleiro, que emprega 33,7 mil funcionários, disse ter registrado 3.500 novos empregos em 2012, segundo o presidente da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário), José Luiz Diaz Fernandez.

A Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos) diz que foram criadas 3.800 vagas no setor da linha branca.

Com os três pacotes anunciado somente neste ano (sem incluir na conta o primeiro pacote, do fim de 2011, e a redução do IPI feita com 40 dias de atraso), o governo federal já abriu mão de R$ 3,3 bilhões em impostos.

Texto: Maeli Prado
Fonte: Folha de S. Paulo
Imagem: Autoesporte

Comentário da notícia
Por mais que o Ministro Mantegua tenha negado antes, a prorrogação do IPI reduzido era algo mais do que esperado. Vamos ver se as montadoras conseguiram atender aos pedidos dos consumidores, que tiveram que esperar um bocado por vários modelos.

Para fechar, deixo a pergunta: alguém acredita que um "presente de Natal" será dado ao consumidor brasileiro, empurrando o final da queda do IPI para 31 de dezembro?

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Alta Roda - Cadastro e reciclagem animam

Entre os eventos mais tradicionais no setor está o Congresso Fenabrave, a associação das concessionárias de todos os tipos de veículos motorizados terrestres, incluídos motocicletas, máquinas agrícolas e implementos rodoviários. Embora focado nos negócios, várias pautas discutidas interessam ao mercado como um todo e ao comprador final do veículo.

A XXII edição, realizada semana passada em São Paulo, mostrou que assuntos abordados em outros anos começam a evoluir e há sinais de mudanças para melhor. Na palestra de Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, não passou despercebido para esta coluna a afirmação de que, em breve, se regulamentará o cadastro positivo.

Trata-se de um instrumento importante para graduação da taxa de juros nos financiamentos de carros. Quem tem histórico de honrar compromissos pagará menos juros. Mas o processo de amadurecimento é longo e se atrasou por ação de entidades de falsa defesa dos consumidores com viés apenas ideológico.

Outra dívida do poder público mostra, agora, chance de solução. O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif, anunciou no congresso a criação dos primeiros pátios ou depósitos destinados à reciclagem.

“É o início da chamada indústria desmontadora de veículos”, saudou. No Brasil, apenas 1,5% é reciclado. Graças à iniciativa, a inspeção técnica veicular, eternamente adiada por demagogia política, quando implantada trará benefícios adicionais para renovação da frota circulante sucateada, além de óbvios ganhos de segurança e ambientais.

Sobre a conjuntura atual, se confirmou que a taxa recorde de 6% de inadimplência nos financiamentos começou a cair e deve chegar a 5% até o final do ano, ainda longe dos 3% históricos. Em grande parte ela se deve menos aos financiamentos de 60 meses sem entrada (sempre “mosca azul” no mercado) e mais ao afrouxamento excessivo das exigências bancárias. Agora, 55% dos cadastros de clientes de automóveis novos são aprovados (normalidade, 80%). Problema continua nos carros usados, importantes no processo comercial, cuja aprovação cadastral estacionou nos 30%.

Interessante foi a pesquisa da J.D. Power mostrando que 48% dos automóveis novos, hoje vendidos, são em substituição a outro veículo, 27% fazem a primeira compra e 25%, um carro adicional. Demonstração do grande potencial do mercado brasileiro em relação a países maduros, onde a troca do usado pelo novo pode representar até 80% do total.

Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave, mostrou confiança de que as vendas de 2012 superem em mais de 4% o recorde de 2011. Deixou a entender que, mantidas as condições atuais de IPI reduzido até o final do ano, o mercado poderia crescer até mais de 5%, resultado que, poucos meses atrás, quase ninguém cogitava. Ainda não ficou claro se o crescimento é sustentável ou significa antecipação de vendas de 2013. Dependerá de a economia arrancar do atoleiro atual com a desenvoltura de um bom veículo 4x4.

O congresso teve 40 palestrantes do Brasil e do exterior e exposição de 15.000 m² que reuniu 70 fornecedores. Presença institucional de alguns fabricantes incluiu a Hyundai Brasil. Ela monta uma nova rede, a partir do zero, apenas para o seu novo compacto nacional HB20.

RODA VIVA

HONDA terá versão do Fit com visual “aventureiro”, a ser lançado no Salão do Automóvel de São Paulo (24/10 a 4/11). Nada de protótipo de verdadeiro SUV baseado na arquitetura do modelo. Assim, HB20 não estará sozinho nessa estratégia. Marca japonesa não exibirá o compacto de entrada Brio, apesar de previsto para produção no Brasil.

EXPECTATIVA de vendas elevadas do novo EcoSport, se confirmada, trará efeitos colaterais aos planos da Ford. Kuga, utilitário esporte com base no Focus, andava meio de lado na filial argentina. Mas, poderá, finalmente, sair de conjecturas e entrar em produção mais adiante. A empresa avalia: SUVs avançarão sobre outros segmentos e quer surfar na onda.

VOYAGE Comfortline 1,6/104 cv, com câmbio automatizado de uma embreagem (I-Motion), abre opção interessante na faixa de preço pouco acima dos R$ 40 mil. Linhas recém atualizadas, bom acabamento, suspensões firmes sem provocar desconforto e motor que tem “vida” em baixas rotações são pontos altos. Instrumento combinado exige melhor visibilidade.

APESAR de otimismo sobre possível recorde de 380.000 unidades vendidas até o fim de agosto, F. Meneghetti, presidente da Fenabrave, preocupa-se com oportunismo de alguns escritórios de advocacia. “Ações revisionais de financiamentos, questionando juros contratuais, são propostas sem critérios. Algumas vezes, logo depois de paga a primeira prestação.”

INDÚSTRIA de reciclagem, se realmente sair do papel, ajudará a resolver outra dificuldade. Acidentes com perda total (PT, no jargão segurador) criam caminhos escusos de recuperação malfeita e recolocação de um veículo inseguro no mercado. Centros de desmontagem fiscalizados resolveriam essa grave trapaça contra o consumidor.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Conheça as linhas finais do novo Hyundai HB20

A Hyundai bem que tentou, mas gravar um comercial em via pública, mesmo que de madrugada, num mundo repleto de câmeras digitais e smartfones, não foi uma das ideias mais felizes. A turma do Uol Carros flagrou o novo HB20 em plena Av. Paulista, em São Paulo (SP), como vocês conferem nas imagens reproduzidas.

A marca coreana realmente acertou nas linhas do seu novo compacto, que segue o mesmo estilo de design adotado por outros modelos da Hyundai. O HB20 parece uma versão reduzida do futuro i30, bastante semelhante ao Elantra.
O novo Hyundai será lançado oficialmente no meio de setembro e só chega às concessionárias em outubro. O modelo será vendido com motores flex 1.0 (3 cilindros e 12V) e 1.6 16V (com opção de câmbio automático - provavelmente de quatro marcas), terá cinco anos de garantia e será produzido no Brasil, em Piracicaba (SP).

Como comentei antes, se a lista de equipamentos for boa (airbags dianteiros devem ser de série) e se os preços forem mesmo confirmados entre R$ 28.000 e R$ 40.000, o Hyundai HB20 fará um baita estrago no mercado nacional, ainda mais se a marca conseguir atender ao volume de pedidos. Espero não estar exagerando, mas se o pós-venda da Hyundai melhorar e se os anúncios passarem as ser mais honestos (diferentes de alguns casos como esse e esse), poderemos ter um novo fenômeno de vendas.
Fotos: Reproduções do Uol Carros
Tudo parece muito bom para ser verdade. Mesmo que algumas coisas mudem, o Hyundai HB20 servirá como exemplo de que é possível fazer um produto competitivo, com visual bonito e moderno, e provavelmente com um painel de instrumentos digno.

Alta Roda - Dirigir sem sufoco

Como exemplo de país tropical e por suas dimensões continentais, o Brasil deveria ter-se tornado o paraíso para os fabricantes de ar-condicionado para automóveis. Ocorre que problemas técnicos, de custo dos aparelhos e de baixo poder aquisitivo dos compradores, levaram a uma taxa de aplicação relativamente baixa durante muitos anos.

Para as concessionárias também não era producente ter muitos modelos estocados à espera de compradores interessados nesse equipamento. E tudo conspirava contra. Há uns 20 anos o sistema drenava parte relativamente elevada da potência do motor (10% ou até mais). Por consequência, o desempenho caía e o consumo de combustível aumentava, em alguns casos de forma expressiva, ao rodar no para-e-anda do trânsito urbano. Isso quando não fazia subir a temperatura do motor ou sobrecarregava a bateria.

Para complicar, em 1993 surgiu o carro popular. O primeiro foi o Fusca renascido, mas os demais optaram pelo motor de 1.000 cm³ (1 litro) de cilindrada já instalado nas versões de entrada, desde que o IPI teve sua alíquota nominal reduzida quase à metade em 1990. As potências eram baixas e tentar instalar ar-condicionado nem pensar. Automóveis de baixa cilindrada e de menor preço tomaram conta do mercado: em 2001 representavam incríveis 71% das vendas de automóveis e peruas.

Aos poucos, porém, os motores de 1 litro evoluíram e todo o conjunto de ar-condicionado, ainda mais. Os componentes diminuíram de peso e volume, além dos compressores ficarem mais leves e eficientes. Já era possível instalar o aparelho mesmo em carros de baixa cilindrada, desde que o motorista aceitasse uma perda mais ou menos tolerável de desempenho.

O que ajudou também foi o início do gerenciamento eletrônico dos motores. Antes disso, ainda no tempo dos carburadores, já era possível desligar o compressor, quando se pisava até o fim do curso do acelerador, bastante útil numa manobra de ultrapassagem. Hoje, sistemas de ar-condicionado, além de confiáveis e de baixo custo de manutenção, subtraem em torno de 5% da potência de um motor de 1,6 l e 100 cv ou 10% no caso de propulsor de 1 litro e 70 cv. O consumo de combustível aumenta cerca de 10%, em cidade, e 6%, em estrada, graças aos novos compressores de deslocamento variável.

Temperatura amena no habitáculo melhora a chamada segurança preventiva, ou seja, recursos de conforto que oferecem ao motorista condições ideais de conduzir o veículo. O corpo humano se sente bem em ambientes a 22° C e umidade relativa do ar de 50%: aumentam a concentração ao dirigir e a capacidade de reação.
Estudos recentes, divulgados pela Mahle, indicam que já a 27° C a pulsação e a temperatura corporal sobem, levando ao cansaço e até à agressividade. Elevação de mais 10° C significa risco de acidente 20% maior. O motorista se sente, sob essa condição climática, da mesma forma que se tivesse nível alcoólico no sangue de 0,5 g/l. Esse é, praticamente, o limite de 0,6 g/l da Lei Seca, quando o motorista poderá ser preso em flagrante, receber multa de R$ 1.915,40 e pena entre seis meses e dois anos de reclusão.

Portanto, investir cerca de R$ 3.000,00 num sistema de ar-condicionado, quando opcional de fábrica, vale a pena pelo conforto e também segurança preventiva. Atualmente, no Brasil, mais de 50% dos automóveis são vendidos com esse equipamento e pode chegar a 70% nos próximos anos.
Fotos: Divulgação

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Simpático, espaçoso e com um painel 'ridículo': esse é o novo Toyota Etios

Visitei o Etios Connection, evento itinerante da Toyota para apresentar a sua "nova família de compactos", e confesso que fiquei surpreso com o que vi.

Começando pelo visual, o Etios é bem melhor ao vivo do que nas fotos. O hatch é até bonito, com linhas mais bem resolvidas, enquanto o sedã é menos feio do que eu imaginava, mas mantem a triste semelhança com o Logan na traseira.

O espaço interno é muito bom. Com os meus quase 2 metros de altura, coloquei o banco numa boa posição para eu dirigir e sentei logo atrás para medir o espaço traseiro. Tanto no hatch, quanto no sedã, meus joelhos não encostaram no banco dianteiro. Já a cabeça esbarra no teto no hatch e é ligeiramente forçada para baixo no sedã. Mesmo podendo ter um pouco mais de espaço lateral na traseira, para evitar que 3 se adultos empurrem pelos ombros, o espaço do Etios está aprovado.


Para a bagagem, o porta-malas do sedã tem ótimo volume, com 562 litros (segundo a marca) enquanto o Etios hatch fica devendo em espaço, com seus 263 litros, semelhante ao de um Ford Ka.

Em termos de posição para dirigir, a falta de ajuste de profundidade do volante é lamentável. Não entendo como um carro lançado depois de 2010 não tenha este sistema disponível. Mesmo assim, encontrei rapidamente uma posição de guiar - que acho que me cansaria em viagens longas. Pelo menos o modelo conta com ajuste de altura do volante e do banco (provavelmente de série), que também me pareceu confortável.
O acabamento dos carros avaliados era simples, mas bem feito. Realmente não tem luxo nenhum. O porta-luvas é estranho e bate nas pernas do passageiro da frente, além de ter um curioso buraco para o sistema de ventilação.

Painel digno de um Lada
Encerrando, gostaria de comentar o aspecto mais bizarro do Etios: o seu painel. Ele é excelente para um veículo dos anos 1990, com linhas retas e totalmente sem inspiração. Realmente a Toyota deveria ter feito algo (bem) melhor. A solução adotada foi meramente comercial.

Os marcadores ficam no centro para baixar custos, uma vez que os principais mercados do modelo são Brasil e a Índia, bastando "apenas" inverter o volante de lado na hora de produzir. Pelo menos o velocímetro e o conta-giros possuem números grandes, diferente do Toyota Yaris que testei.
Levei a minha namorada para conhecer o veículo e, ao entrar no Etios, ela disse de bate pronto: "esse painel é ridículo! Até um Ká tem um painel melhor". Quando eu falei que o Etios custaria cerca de R$ 10.000 a mais que um Ka, ela ficou ainda mais revoltada.

O pobre do atendente da Toyota até tentou manter a simpatia, mas ele não tinha argumentos para explicar a "beleza" do painel. Ele disse que anotaria "todas as minhas opiniões para colocar em um relatório e enviar para a Toyota" - o que acho pouquíssimo provável. De qualquer forma, reproduzo uma das frases que falei com ele: "o painel pode ser bem simples, mas não precisa ser feio".
Toyota/Divulgação
O Toyota Etios começa a ser vendido no Brasil em setembro, nas carrocerias hatch e sedã, com motores 1.3 16V e 1.5 16V (ambos flex), e com preços variando entre R$ 35.000 e R$ 48.000.
Fotos: Renato Parizzi

sábado, 18 de agosto de 2012

Promoção: Ganhe uma camiseta Polo da Ferrari!

O De 0 a 100, em parceria com o site Seguro Auto, está sorteando uma camiseta Polo da Ferrari (e de outras marcas!) com os leitores que deixarem a sua opinião sobre seguros de automóveis no Brasil no espaço de comentários deste texto.

  • Você gosta da sua seguradora?
  • Quantas seguradoras você já teve?
  • Qual delas é/foi a melhor?
  • Qual é a sua seguradora? 
  • Você já passou algum aperto por causa da sua seguradora?
  • Ela já te ajudou num momento de necessidade?
  • Você indica a sua seguradora para alguém? 
  • A sua seguradora oferece, realmente, algum diferencial em relação às outras?

Responda qualquer uma destas perguntas e você já estará concorrendo!

NAO ESQUEÇA DE DEIXAR SEU NOME E E-MAIL PARA CONTATO.

Saiba mais sobre a promoção neste link, neste link e sobre seguros no site Seguroauto.org.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Alta Roda - Sofisticação avança

Há três anos, no Salão de Frankfurt, estreava a segunda geração do Citroën C3. Pessoal de comunicação da filial brasileira, no próprio estande da marca, veio com a conversa de sempre: “Esse não é carro para o Brasil. Veja o para-brisa enorme, de alto custo”. Tirar o foco da novidade antecipada em salões internacionais faz parte do jogo de dissimulação. No caso, porém, o atraso até foi providencial.
Citroën/Divulgação
O novo modelo, além de equipado com o para-brisa “Zenith” (1,35 m de comprimento), já a partir da versão intermediária, antecipa mudanças que, em breve, estarão no C3 francês. Lançado em maio de 2003, o C3 fluminense vendeu 240.000 unidades, nível acima das previsões do fabricante para um compacto em faixa superior de preço. Conforme a coluna antecipou, o modelo antigo sai de produção no fim de agosto. Últimas unidades ainda estarão nas concessionárias, a preço convidativo, por dois ou três meses.

O carro ficou mais bonito e encorpado, destacando-se linha de cintura, faróis e lanternas traseiras, além de rodas de liga leve com insertos cromados. Luzes auxiliares de LED aparecem já no catálogo intermediário. Distância entre-eixos não mudou, mas o carro cresceu em comprimento (10 cm) e largura (4cm). O espaço interno, assim, pouco evoluiu para cabeças e pernas no banco traseiro. O porta-malas também é praticamente igual. Em compensação, o tanque de combustível passou de 47 para 55 litros.

A posição ao volante (de base reta) ficou um pouco mais baixa, mesmo com a regulagem máxima de altura do banco, ainda por meio de inadequada alavanca. O para-brisa panorâmico traz sensação muito agradável a bordo. Sua cobertura interna deslizante é bem útil, mas os para-sóis não rebatem lateralmente e alças de teto foram suprimidas. Quadro de instrumentos, materiais, acabamento e tela multimídia de 7 pol demonstram que a Citroën procurou subir um degrau em sofisticação.

O motor agora tem 1,45 l de cilindrada e 93 cv (etanol), nas versões Origine e Tendance. Responde melhor em baixas rotações, até porque a maior área envidraçada, de forma surpreendente, na prática não alterou a massa do carro. Topo de linha continua sendo a Exclusive, cujo motor de 1,6 l/122 cv (etanol) é o primeiro modelo nacional de série a eliminar partida auxiliar com gasolina nos dias frios. A potência maior melhorou, de forma inequívoca, o desempenho do carro. Câmbio automático continua com quatro marchas, mas agora dispõe de seleção manual tanto na alavanca como em hastes no volante.

No lançamento nacional, guiar pelas ruas de Brasília, de pavimentação melhor que a média das cidades brasileiras, não era o ideal para avaliar os avanços que a fábrica introduziu nas suspensões do novo C3. De fato, parecem mais firmes e controlam melhor a inclinação da carroceria. Direção elétrica também melhorou. A tendência a ruídos, no entanto, só aparece depois de uns 20.000 km rodados, quase regra entre automóveis franceses. No geral, o carro ficou mais silencioso. A visibilidade continua boa, embora o vigia traseiro atual não seja tão amplo como antes.
Preços vão de R$ 39.900 a R$ 49.990 (automático, mais R$ 4.000). Para-brisa de reposição custa R$ 1.465, razoável por suas dimensões.

RODA VIVA

TOYOTA, como esperado, produzirá motores no Brasil, pela primeira vez. Fábrica em Porto Feliz (SP) abastecerá, em 2015, unidades vizinhas de Sorocaba (Etios) e Indaiatuba (Corolla). Empresa afirma que terá quatro versões para cada um dos compactos (hatch e sedã). Rede de distribuição permanece em 133 pontos, abaixo da média de outros fabricantes.

MERCADO brasileiro continuará a crescer e vendas superarão as do Japão, internamente, em 2015. Previsão de Hisayuki Inoue, diretor da Toyota que, na matriz, supervisiona atividades na América Latina, África e Oriente Médio. Na inauguração da fábrica do Etios confirmou que exportações do compacto podem demorar. “Prioridade é o Brasil”, afirmou.
Fiat/Divulgação
PALIO Weekend Adventure 2013 recebeu retoques (grade e novas rodas), tem três versões com motores 1,4, 1,6 e 1,8 l, mas insiste na fórmula de apliques demais. No uso dia a dia, motor mais forte, de 132 cv, mostra consumo de combustível compatível ao desempenho. Um carro acertado, mas com pequenas falhas de acabamento. Não terá sucessor, após 2014.

LOGO depois de o Senado aprovar, este mês, lei do novo regime automobilístico, governo divulgará a regulamentação e cotas de importação, esperadas pela Abeiva. Entidade aponta queda de vendas de 25% (janeiro-julho) sobre 2011, das marcas sem produção no Brasil. Como se fala em cotas há meses, comprador acaba na retranca, pois espera preço menor.

ALGO parece desvirtuado na pesquisa J.D. Power de satisfação inicial de compradores de carros. Segundo a filial da empresa americana, qualidade foi último item considerado por 12% de 8.000 entrevistados na internet. Quase 50% olham mais aspectos de custo (de preço à manutenção). Desproporcionalidade assusta. Ou seria a metodologia?

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Barrichello, Massa e a exigência olímpica

Dezessete medalhas: três de ouro, cinco de prata e nove de bronze. Esse foi o desempenho do Brasil na recém-encerrada 30ª edição dos Jogos Olímpicos, em Londres. Marca acima das 15 medalhas esperadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), porém abaixo da estimativa da Sports Illustrated. A revista norte-americana, que possui elevado número de acertos em suas previsões olímpicas, havia cravado 23 pódios para brasileiros na competição realizada na capital inglesa.

Satisfatório? Ruim? Bem, creio que há algo mais importante que qualquer estatística. Trata-se da necessidade de maiores investimentos a grande parte dos esportes olímpicos no Brasil. Urgente. E não apenas para aumentar as possibilidades nacionais de triunfos em Jogos vindouros; é necessário conceder uma estrutura que ajude na descoberta e desenvolvimento de jovens talentos. Sem esquecer, claro, de conceder maior reconhecimento àqueles atletas que já representam nosso país em grandes eventos. Reconhecimento financeiro, inclusive.

Mas o que isso tem a ver com automobilismo, tema de nossas colunas? Simples. Ao longo dos 16 dias de competições em Londres, cada vez que alguém falava sobre as debilidades estruturais do esporte brasileiro – fosse internauta em mídia social ou comentarista em qualquer veículo de comunicação, lembrava-me de uma situação que envolve a Felipe Massa e Rubens Barrichello. Não foram poucas as ocasiões em que me deparei com afirmações de internautas, inclusive comentários aos meus artigos, de que a Ferrari deveria dar mais apoio para a dupla nacional.

O típico “Ah, se eles tivessem mais chances...”.

Claro que não irei traçar comparativos entre nossos representantes das pistas e os atletas olímpicos. São cenários completamente distintos. Mas não vejo Rubinho e Felipe como injustiçados pela Ferrari. Ambos tiveram o espaço que mereceram.

Há quem possa queixar-se pelo fato da Ferrari geralmente concentrar boa parte de suas atenções a apenas um de seus pilotos. Diferente do histórico de McLaren ou Williams. No entanto, ninguém colocou um revólver na cabeça de Barrichello ou Massa e obrigou-os a assinar contrato com a equipe italiana. Ambos sabiam que não teriam muito espaço caso não mostrassem, no mínimo, capacidade de ser tão velozes quanto seus parceiros de time. E, para tristeza da nação, encararam pilotos extraordinários: Rubinho a Michael Schumacher; Felipe a Fernando Alonso.
Felipe, ao menos, teve um período em que pode equilibrar esse “jogo” contra companheiro de equipe: durante a passagem de Kimi Räikkönen pela Ferrari, entre 2007 e 2009. Nos últimos dois anos dessa parceria, aliás, era constantemente mais veloz que o finlandês. Contudo, não é absurdo algum afirmar que a grande chance não aproveitada pelo brasileiro foi em 2007.

À época, Kimi era apenas um estreante pela Ferrari, enquanto Felipe estava em sua terceira temporada pelo time italiano – uma foi como piloto de testes, em 2003. Já a McLaren, embora tivesse carros até mais competitivos que a Ferrari em algumas provas, vivia um momento conturbado. Fernando Alonso e Lewis Hamilton digladiavam-se dentro e fora das pistas. O time inglês não definiu seu número um e pagou caro por isso. Nas últimas sete corridas do ano, Räikkönen conquistou grandes resultados e ficou com o caneco.

Embora atrair grande parte das atenções de uma equipe seja algo importante em um esporte como a Fórmula-1, tal atitude nem sempre é sinônimo de vitória. É preciso que o piloto corresponda às expectativas. E que o time também faça sua parte. Vide o próprio Felipe Massa. Não fossem estratégias e deslizes inexplicáveis da equipe, o brasileiro poderia ter faturado o campeonato de 2008 até com dada tranquilidade.

O erro ferrarista mais marcante, sem dúvidas, ocorreu na etapa de Cingapura. Durante um pit stop, um mecânico da Ferrari autorizou Massa, então líder da corrida, a sair dos boxes enquanto o reabastecimento ainda era efetuado. A mangueira injetora de combustível ficou presa ao carro do brasileiro, que precisou de nova parada para retirá-la. Felipe perdeu muito tempo e recebeu a quadriculada na 13ª posição. Detalhe é que um simples sétimo lugar naquele domingo seria suficiente para que Felipe, três corridas mais tarde, garantisse o título daquele campeonato.

Assim como Massa em 2008, Rubens Barrichello também foi vítima de asneiras da Ferrari. Asneiras colossais!

Fotos: Divulgação/Media.ferrari.com
Duas das principais besteiras da equipe italiana com Rubens aconteceram nos Grandes Prêmios da Hungria de 2003 e da França de 2002. Aliás, ele sequer participou do segundo GP. Isso porque um mecânico ferrarista, instantes antes da largada, conseguiu a proeza de esquecer um cavalete preso ao carro do brasileiro.

Um ano depois, na Hungria, Rubinho abandonou após a suspensão traseira esquerda literalmente soltar-se de seu Ferrari. Em plena reta principal, a mais de 300 km/h. Simples assim! Como se o susto não fosse suficiente, um comunicado da Ferrari, emitido no dia seguinte à corrida, alegava que a quebra da peça fora causada pela condução agressiva do piloto. A “tese” foi tão mal recebida, sobretudo pela imprensa segmentada em automobilismo, que logo o time italiano soltou um mea culpa.

Alheio a qualquer constatação, é preciso reconhecer algo: se alcançar a Fórmula-1 já é algo para poucos, vencer 11 Grandes Prêmios não é para qualquer um. Definitivamente. Apenas 25 dos mais de 800 pilotos que passaram pela categoria venceram mais que Barrichello e Massa. Ou seja, a dupla brasileira acumula mais primeiros lugares que 97% de seus companheiros de labuta em 63 temporadas da Fórmula-1! Algo que evidencia a competência de ambos. E também suas dificuldades, pois correram pela Ferrari justamente ao lado de pilotos que faziam parte justamente dos três por cento mais vitoriosos.

Mesmo sem uma medalha de ouro – ou melhor, um título mundial, Rubens Barrichello e Felipe Massa sempre serão dois grandes nomes do automobilismo brasileiro.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Chevrolet divulga mais detalhes do Trax. Será que ele pode bater o EcoSport?

Continuando sua estratégia de divulgar informações de seus lançamentos em doses homeopáticas, a Chevrolet anunciou novos detalhes do Trax, seu futuro anti-EcoSport que será lançado no Brasil em 2013 - talvez com o nome de Enjoy.

Alguns dizem que o modelo ficará no lugar do Captiva, enquanto outros afirmam que o ele ficará abaixo do Captiva (em preço, tamanho e potência), opinião que eu compartilho. Não importa o que acontecer, o Trax tem grande potencial para ocupar uma faixa de mercado ainda pouco explorada pela Chevrolet no Brasil, a dos utilitários compactos, podendo conviver em perfeita harmonia com o Captiva.
Quando for lançado por aqui, o Trax deverá ser equipado com motor 1.8 16V Ecotec (o mesmo do Cruze) e com ar-condicionado, direção assistida, airbag duplo e ABS. Da forma como a Chevrolet vem tratando os seus lançamentos "mais modernos", o Trax custaria cerca de R$ 70.000. Mas a marca deverá abrir o leque, equipando o SUV também com o propulsor 1.6 16V Ecotec, para disputar com as versões 1.6 do Duster e do EcoSport - deixando o 1.8 para "trombar" com as motorizações 2.0 16V dos concorrentes.

Em termos de dimensões, veja como o Trax se compara ao Captiva e aos seus futuros adversários diretos. 

Chevrolet Captiva
Comprimento: 4,576 m
Largura: 1,850 m
Entre-eixos: 2,707 m
Porta-malas: 821 litros

Chevrolet Trax (Enjoy)
Comprimento: 4,248 
Largura: 1,776 m
Entre-eixos: 2,555 m
Porta-malas: 358 litros

Renault Duster
Comprimento: 4,315 m
Largura: 1,822 m
Entre-eixos: 2,673 m
Porta-malas: 475 litros (400 litros - 4x4)

Ford EcoSport (novo)
Comprimento: 4,24 m
Largura: 1,77 m
Entre-eixos: 2,52 m
Porta-malas: 362 litros 

Prestes a ser apresentado oficialmente pela Chevrolet na Europa, durante o Salão de Paris, na França, o utilitário compacto será oferecido com três opções de motores: 1.6 16V Ecotec de 116 cv (muito próximo do Sonic), 1.4i Turbo, de 142 cv e 20,4 mkgf (ambos a gasolina); e 1.7 VCDI a diesel, de 132 cv. As versões turbo e a diesel podem ser equipada com transmissão automática de seis marchas. O Trax terá tração dianteira, mas será possível optar pela 4x4 permanente (AWD).
Ainda no velho continente, o novo Chevrolet contará com controles de tração e estabilidade, freios com sistema ABS com EBD, ar-condicionado, sistema que auxilia a partida em aclives, sistema start/stop e seis airbags desde sua versão LT, a de entrada. As versão mais requintadas terão ainda sistema multimídia MyLink (que inclui navegador, entrada USB, Bluetooth e comando de voz), ar-condicionado automático, cruise control e computador de bordo estão presentes em outras versões.

Produzido na mesma plataforma do Sonic, o Chevrolet Trax será fabrica na San Luis Potosi, no México, e vendido para 140 países.

Ainda é cedo para dizer se o Trax terá sucesso no Brasil. Mas, levando em consideração as altas vendas do Cobalt e a falta do Cruze Sport6 do mercado, sem contar o enorme potencial da minivan Spin (proporcional à sua feiura), o novo utilitário compacto da Chevrolet tem tudo para fazer sucesso por aqui, podendo até desbancar o Ford EcoSport - ou será que estou exagerando?
Fotos: Chevrolet/Divulgação

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Brasileiros pagam preços 'ridículos' por carros, aponta Forbes

Jeep/Divulgação
Em artigo na versão on-line, um autor da revista americana Forbes, especializada em finanças e muito conhecida por compilar listas das maiores fortunas do mundo, criticou os preços abusivos pagos por brasileiros por carros considerados de luxo no país. Como exemplo, a publicação cita o valor de Jeep Grand Cherokee, que custa R$ 179 mil (US$ 89,5 mil) no país. Nos Estados Unidos, o mesmo carro sai por cerca de US$ 28 mil.

"Alguém pode pensar que pagar US$ 80 mil em um Jeep Grand Cherokee significa que ele vem com asas e grades folheadas a ouro. Mas no Brasil é a versão básica", afirma Kenneth Rapoza, autor do artigo e responsável por cobrir os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) para a Forbes. Ele ressalta que o preço nos EUA é quase metade do salário médio anual de um americano, mas o preço praticado no Brasil está muito aquém dos ganhos de um brasileiro médio.

O jornalista aponta os culpados de sempre pelos preços inflados: impostos sobre importados e outras taxas aplicáveis a produtos industriais. "Com os R$ 179 mil que paga por um único Grand Cherokee, um brasileiro poderia comprar três, se vivesse em Miami", escreve Rapoza.

O artigo ainda cita o novo Dodge Durango, que deve ser apresentado pela Chrysler no salão do automóvel de São Paulo em outubro, e que custará ainda mais que o Grand Cherokee: cerca de R$ 190 mil (US$ 95 mil), segundo a publicação. Nos EUA, o mesmo carro custa US$ 28,5 mil e até um "professor de escola pública do Bronx" pode comprar um com dois anos de uso.

"Desculpem, 'Brazukas' (sic)... não há status em um Toyota Corolla, Honda Civic, Jeep Grand ou Dodge Durango. Não sejam enganados pelo preço. Vocês estão definitivamente sendo roubados", avisa Rapoza.

Texto: Yahoo
Fonte: Forbes

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Promoção! Top Blogs de carros da web e Site Seguroauto.org

O Seguro auto está com uma promoção inédita e que reúne alguns dos melhores blogs de automóveis do Brasil.

Vamos deixar você ainda mais próximo de outros grandes sites de carros e analisar sobre várias questões sobre seguro de carro, qualidade de atendimento das seguradoras, assistência aos serviços prestados e muito mais! 


Visite todos os sites parceiros que participam da promoção e responda as perguntas em cada um deles para aumentar a sua chance de ganhar:

Você tem 3 maneiras de participar desta promoção: 


1. Seguros automotivos são essenciais para dar mais tranqüilidade ao motorista, assim como os seguro residenciais e planos de saúde são importantes para proteger você e o seu patrimônio e evitar dívidas inesperadas e ter que recorrer a empréstimos de última hora.
 

Responda a pergunta:
Qual é marca do seguro de seu carro? 

Quais são as maiores vantagens que ele oferece e que ajudou na sua escolha? Deixe sua opinião no espaço de comentários.

2. Visite os outros fantásticos blogs que também participam da promoção e comente na pergunta específica de cada um deles para aumentar suas chances! Confira aqui a lista dos participantes e que pode ser atualizada com novos blogs diariamente!

3. Curta a página do Seguro Auto no Facebook e faça um comentário sobre a nossa promoção ou sobre qualquer conteúdo do nosso site ou da promoção para ter mais chances.


Fique atento!


Todos que comentarem, curtirem e divulgarem esta promoção até sexta-feira, dia 31/08, participarão do sorteio de várias camisetas da Ferrari, BMW, Porsche e outras, numa promoção realizada com o site Seguroauto.org.

Ninhos de pássaros atrasam 1ª fábrica brasileira da Nissan

Venceslau Borlina Filho, do Rio de Janeiro

Em forte expansão no Brasil, a montadora japonesa Nissan pode ter que adiar para 2015 a abertura da primeira fábrica no país por causa da reprodução de pássaros. É que a área onde ficará o parque com 32 fornecedores da empresa, em Resende (RJ), é escolhida por aves migratórias para fazer seus ninhos.

A área das aves fica próxima à lagoa da Turfeira, que a Nissan teve que preservar e cercar com uma faixa marginal de proteção de até 100 metros. Ali, árvores e solo não podem ser perturbados.

"Um estudo vai identificar as aves e definir melhor opção de unidade de conservação para a proteção da avifauna da região", disse a presidente do Inea (Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro), Marilene Ramos.

A Nissan disse que o estudo deve ser entregue ao Inea em 30 dias.

CONTEÚDO NACIONAL
A instalação dos fornecedores é importante para garantir o percentual mínimo exigido pelo governo na nacionalização dos veículos, hoje de 65%. Sem isso, a marca terá que pagar mais impostos para produzir no Brasil.

A situação é motivo de preocupação entre os executivos da Nissan. Eles se reúnem periodicamente com representantes do governo na tentativa de convencê-los a adotar regras mais amenas sobre o conteúdo nacional.

A maior parte dos veículos da marca são importados do México. No começo do ano, o governo adotou um sistema de cotas e as importações não podem ultrapassar US$ 1,45 bilhão no ano. A regra vale para todas as montadoras.

De janeiro a julho, a marca vendeu 123,15% a mais que no mesmo período do ano passado. Em 2010, ela ocupava a 13ª posição no ranking das que mais vendem. Hoje, disputa a 6ª colocação com outra japonesa, a Honda.

Segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), as importações da fabricante japonesa cresceram 65,9% -para US$ 496 milhões- no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2011.

A Nissan não comentou sobre o parque de fornecedores e as constantes reuniões com representantes do governo, mas afirmou que a abertura da fábrica está prevista para o primeiro semestre de 2014.

A montadora planeja investir R$ 2,6 bilhões na nova operação. A unidade vai produzir 200 mil carros por mês e gerar 2.000 empregos diretos. O parque de fornecedores deve atrair investimentos de até R$ 600 milhões para o município de Resende.

Fonte: Folha de S. Paulo

Toyota inaugura nova fábrica e nova fase no Brasil

Assim como aconteceu com outras marcas no Brasil, a Toyota se prepara para iniciar uma nova e importante fase no Brasil. Com a inauguração da fábrica de Sorocaba (SP), e com o anúncio de uma nova fábrica de motores, prevista para entrar em funcionamento em 2015, a marca japonesa iniciará uma forte expansão no país.

O próximo "passo prático" é lançar o "popular" Etios, nas carrocerias hatch e sedã, com duas opções de motor: 1.3 e 1.5 - ambos flex.

Essa manobra da Toyota é muito bem-vinda. Quanto mais concorrentes e opções de compra, melhor para o consumidor - ainda mais de uma baita empresa como a Toyota.

Vejam mais detalhes na matéria abaixo.

Toyota fortalece sua presença com US$ 1,1 bi

FONTE: Estadão via MSN

Com a inauguração ontem, em Sorocaba (SP), de sua terceira fábrica no País e o anúncio da unidade de motores para 2015, na vizinha Porto Feliz, a Toyota, maior fabricante de veículos do mundo, finalmente coloca em prática seu plano de estar entre as maiores montadoras do Brasil. As duas novas unidades somam investimentos de US$ 1,1 bilhão.

O grupo está no País há 54 anos, mas só agora passa a atuar no segmento de compactos, responsável por 65% das vendas de automóveis. Com o início da produção do Etios, a marca japonesa espera dobrar suas vendas até 2014, para cerca de 200 mil unidades ao ano.

No ano passado, com 99,2 mil unidades vendidas, a marca obteve menos de 3% de participação nas vendas de automóveis e comerciais leves e ficou em sétimo lugar no ranking, atrás de Fiat, Volkswagen, GM, Ford, Renault e Hyundai. "Vamos estar entre as maiores montadoras brasileiras ainda nesta década", disse ontem o presidente da Toyota Mercosul, Shunichi Nakanichi, durante a cerimônia de inauguração da filial de Sorocaba.

A unidade inicia operações com capacidade produtiva de 70 mil carros por ano, mas já há expectativas de ampliar para 100 mil, de acordo com a demanda do mercado pelo novo carro. Os planos, no entanto, são de ir muito além, já que o complexo tem licença ambiental para produzir até 400 mil carros ao ano.

A fábrica de Sorocaba tem 1,5 mil funcionários e o parque ao lado, com 11 fornecedores, tem outros 1,5 mil, mas a ideia é de ampliação gradativa de pessoal. Ao todo, o grupo emprega hoje 4,7 mil trabalhadores no País.

Já a nova fábrica exclusiva para motores em Porto Feliz (SP) vai gerar entre 600 e 700 postos. O terreno foi adquirido há menos de três meses pela empresa. "A decisão de ter essa fábrica é recente e foi tomada em razão do novo regime automotivo", informou o vice-presidente da Toyota Mercosul, Luiz Carlos Andrade. O novo regime entra em vigor em 2013 e reduz impostos para empresas com maior índice de conteúdo local.

Até 2015, quando a nova unidade entrará em operação, os motores do Etios serão importados do Japão, como ocorre hoje com o Corolla, produzido em Indaiatuba (SP) desde 1998. Com os propulsores nas versões 1.3, 1.5, 1.8 e 2.0, o índice médio de nacionalização dos dois automóveis passará de 65% para 85%.

"A decisão de montar 200 mil motores por ano significa que daqui para a frente o grupo vai colaborar ainda mais fortemente com a manufatura e os recursos humanos no Brasil", afirmou o presidente mundial da companhia, Akio Toyoda.

Carro brasileiro. "O Etios é um verdadeiro carro brasileiro", acrescentou Toyoda. O modelo foi desenvolvido para mercados emergentes e já é produzido na Índia. Segundo ele, a engenharia local teve importante participação no desenvolvimento.

O grupo está no País há 54 anos, onde iniciou operações como importador. A primeira fabrica local, e também a primeira fora do Japão, foi inaugurada em 1962 em São Bernardo do Campo para produzir o jipe Bandeirante. Hoje só faz componentes. A filial de Indaiatuba produz o sedã Corolla e a inaugurada ontem fará o Etios nas versões hatch e sedã. "Consideramos outras variações de modelos para o futuro", avisou Hisayuti Inoue, diretor da Toyota no Japão.

Inoue afirmou ter consciência do "pequeno atraso" do grupo em entrar no segmento de carros compactos no Brasil, mas disse que a empresa "vai encarar essa desvantagem como vantagem". Segundo ele, a Toyota aprendeu muito com as outras montadoras que atuam no segmento há mais tempo e pôde pesquisar as insatisfações e desejos dos consumidos brasileiros.

O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, ressaltou que o Brasil caminha para um mercado de 4 milhões de veículos ao ano e que a inauguração da nova empresa "mostra que o Brasil está longe da crise".

O Etios chegará às lojas em setembro, com preço inicial na casa dos R$ 35 mil e vai disputar mercado com modelos como Gol, Palio, Fiesta e, principalmente, o HB20 que a coreana Hyundai produzirá em Piracicaba (SP). A Toyota informou ter planos de exportar o Etios para países do Mercosul, mas, por enquanto, toda a produção será destinada ao mercado brasileiro.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Alta Roda - Reviravolta à vista

Nove anos pode ter sido um intervalo grande para que surgisse a segunda geração do EcoSport, mas a evolução foi notável. A Ford, em 2003, criou o SUV compacto de tração dianteira e vocação citadina. Cenário da época era de pequenos utilitários desse segmento com tração traseira ou 4x4, a exemplo do Suzuki Jimny ou Pajero TR4, modelos mais pesados e focados no fora de estrada.
Ford/Divulgação
Em 2011, a Renault lançou o Duster que desbancou, este ano, a liderança do EcoSport (até então sem rival direto). Mas como esse jogo só termina em 31 de dezembro a tendência é de reviravolta. Depois de 700.000 unidades vendidas, a Ford sabia exatamente o que fazer. Diretrizes de projeto atacaram os pontos fracos que, com o tempo, sobressaíram. O novo modelo tem praticamente o mesmo comprimento – 4,24 m –, porém as dimensões que importam para o espaço interno cresceram: 3 cm, no entre-eixos; 7 cm, na altura; 5 cm na largura.

O ambiente interno mudou bastante. Painel, volante, quadro de instrumentos, eletrônica de bordo, tudo inspirado no New Fiesta, de quem também herdou regulagem de altura e distância do volante, além da direção de assistência elétrica. Há quatro ajustes dos encostos bipartidos do banco traseiro. Até o porta-malas cresceu quase 20%, para 362 l (dado do fabricante).

As linhas externas são ousadas e há carreira de LEDs no contorno dos faróis. Interessante o foco em aerodinâmica (coeficiente de forma é 10% melhor) e diminuição dos ruídos de vento. O estepe continua dependurado na tampa traseira, mais leve de manusear. Agora há apenas um pequeno botão, disfarçado na lanterna, para abrir a tampa.

Motor 1,6 l, 115 cv (etanol) dispõe de bloco de alumínio (Sigma aposentou o Rocam), que, com ajuda de aços especiais na carroceria, conteve a diferença média de peso, em torno de 40 kg, apesar de novos equipamentos. A Ford informa que este propulsor está mais econômico, ganhou o selo “A”, do Inmetro: cidade, 10,2 km/l (gasolina) e 7 km/l (etanol); estrada, 12,2 km/l e 8,4 km/l, respectivamente. A fábrica não declarou o consumo do outro motor disponível.

Ao rodar com o carro, a sensação é mesmo a de outro veículo. Silêncio a bordo, câmbio com engates precisos, direção suave, mas comunicativa e bom comportamento em curvas não deixam nenhuma saudade do antigo EcoSport, em especial do nível de ruído e vibração. As suspensões, no entanto, poderiam ser um pouco mais firmes, em especial para explorar melhor a potência do motor de 2 l, 147 cv (etanol), da versão de topo, Titanium, e opção no Freestyle.

Arquitetura do novo Fiesta colocou muitos recursos de segurança disponíveis: freios ABS e airbags frontais (ambos de série) e, em versões mais caras, airbags laterais e de cortina, controles de trajetória e tração, entre outros. Preços subiram menos de R$ 3.000, como referência média, porém o conteúdo acrescentado supera esse valor. Versões básicas saíram do catálogo. Preços: R$ 53. 490 a R$ 71.490.

Para melhorar: tampa do porta-luvas ao abrir interfere com pernas do ocupante; regulagem do encosto do banco do motorista e visibilidade dianteira e traseira. Em outubro, chega a caixa automatizada de dupla embreagem, seis marchas e, em dezembro, a versão 4x4 com caixa manual, também de seis marchas.

RODA VIVA

VENDAS continuam em crescimento e superaram a barreira de 2 milhões de unidades até julho. Anfavea mantém aposta na sua previsão de crescimento de 4% em 2012, sobre 2011. A sinalização vem de nova queda nos estoques totais de 29 para 27 dias. Isso abre espaço para recuperação da produção em agosto, já que a queda nas exportações parece irreversível.

OTIMISMO no mercado de automóveis e comerciais leves depende da prorrogação do nível mais baixo de IPI para além de 31 de agosto. Declarações do ministro Mantega são de que, “no momento, não há intenção de manter o nível atual do IPI”. Esse filme já foi assistido. Prorrogação ocorrerá no último dia e poderá ir até o final do ano, com outro capítulo em outubro.

BMW Série 3 é o exemplo de como uma nova geração pode atender exigências de mercado sem abalar os dogmas de uma marca. Espaço interno, direção de assistência elétrica e a tela multimídia são pontos de destaque. No 328i, motor turbo de 4 cilindros (245 cv) substituiu o 6-cilindros (218 cv) aspirado e no uso do dia-a-dia ficou melhor, mesmo que o som do motor não seja o mesmo.

TOYOTA iniciou pré-venda do compacto Etios, hatch e sedã, sem solicitar dos interessados qualquer adiantamento financeiro. Entregas, no final de setembro. O carro tem certas soluções que deixam sensação de economia de custos, quando examinado com mais atenção. Foge dos padrões da marca, o que se previa por ser modelo mais barato, porém passou da conta.

RELAÇÃO correta dos 10 mais vendidos na Europa, no primeiro semestre: Golf, Fiesta, Polo, Corsa, Focus, Clio, Astra, Qashqai (Nissan), Mégane e Passat. Nos EUA: Camry, Civic, Altima (Nissan), Accord, Corolla/Matrix, Malibu, Fusion, Focus, Prius e Sonata.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Etios, o popular da Toyota, custará a partir de R$ 35.000 com motor 1.3. Caro ou barato?

Com a aproximação do lançamento do Etios, marcado para setembro, a Toyota começa a divulgar mais informações oficiais do seu novo "popular", que será vendido nas carrocerias hatch e sedã. Os preços gerais já foram anunciados: entre R$ 35.000 e R$ 48.000. Caro ou barato?

Antes de responder, vamos analisar alguns pontos.

Começando pelos motores, o novo Toyota será vendido com duas opções: 1.3 16V flex e 1.5 16V flex. Eu pensava que seriam duas propostas um pouco distantes para facilitar a escolha do interessado. Entretanto, durante o Etios Connection (leia abaixo), foram divulgados os números de potência e torque e, ao analisá-los, vemos que a distância que comentei é bem menor do que eu imaginava.
O motor 1.3 desenvolve 84 cv e 11,9 mkgf com gasolina, e 90 cv e 12,7 kgfm com etanol. Já o 1.5 desenvolve estranhos 92 cv de potência e 13,5 mkgf de torque com gasolina e e 96 cv e 13,8 mkgf com etanol - vários sites publicaram números ligeiramente diferentes, citando a Toyota ou o manual do carro como fonte (vamos esperar para confirmá-los então).

De qualquer forma, achei os números estranhos já que o Yaris 1.5 16V que eu testei desenvolvia 106 cv e 14,24 mkgf. A diferença entre as duas motorizações do Etios nacional é muito pequena. Por isso, tenho minhas dúvidas se estes dados serão mesmo confirmados, ou se a dupla 1.3 e 1.5 foi a melhor escolha. Talvez ter o propulsor 1.3 em conjunto com um 1.6 (cilindrata usada pelos principais concorrentes) seria melhor.
Em termos de equipamentos confirmados pela Toyota, todas as versões do Etios serão equipadas com airbags frontais e freios com sistema ABS. De acordo com a matéria da Autoesporte, ar-condicionado será opcional e o modelo usará rodas de ferro coberta com calotas (provavelmente nas versões de entrada). A direção hidráulica também pode ser opcional.

Falando agora do habitáculo, a Toyota promete que um dos destaques do seu modelo será o espaço interno - algo que as marcas tem prezado bastante no Brasil, especialmente entre os sedãs menores que os médios, desde a chegada do Renault Logan - depois vieram Nissan Versa (porta-malas: 460 litros), Chevrolet Cobalt (563 litros) e Fiat Grand Siena (520 litros). O porta-malas do Etios Sedan terá 562 litros de capacidade, enquanto o hatch terá espaço para 263 litros, segundo a Toyota.
Ainda por dentro do carro, o Etios terá acabamento bem simples, sem requinte nenhum. Foi a alternativa encontrada pela Toyota para tornar o seu "popular" mais "barato".

Mas, sem dúvida, o que mais chamada a atenção na parte de dentro do Etios, hatch ou sedã, é o bizonho painel. Os marcadores ficam no centro para baixar custos, uma vez que os principais mercados do modelo são Brasil e a Índia, bastando "apenas" inverter o volante de lado na hora de produzir. Pior para a maioria dos motoristas, que terá dificuldades para enxergar os números, como eu tive com o Yaris. Se os marcadores fossem digitais, como o Citroën Xsara Picasso, seria melhor. Mas o ideal mesmo seria ter o painel tradicional.
No quesito visual, o novo Toyota deixa a desejar: é um veículo completamente sem inspiração. O Etios hatch é até bonitinho. Mas o sedã, com sua traseira "Logan de ser", fica devendo em beleza. Mas este é um item subjetivo.

Respodendo à pergunta, levando em consideração os principais concorrentes do Etios, como os Volkswagen Gol e o Voyage, que tem preços variando entre R$ 27.990 (Gol 1.0) e R$ 43.490 (Voyage 1.6 Comfortline I-Motion), ambos com o IPI reduzido, o novo Toyota está com valores relativamente competitivos. Mas não é possível responder à pergunta sem avaliar a lista final de equipamentos de série.

Se pensarmos em motorização, o 1.3 16V do Etios provavelmente levará vantagem sobre o todos os 1.0 do mercado, conseguindo competir também com os 1.4. Já o 1.5 16V terá os 1.4 como principais adversários, já que ele deverá ser superado pelos motores 1.6, pelo menos, em desempenho. E, se pensarmos em termos de acabamento, pelo visto, o Etios estará caro.
Fechando, de uma maneira geral, o Etios parece ser competitivo, mas poderia ser melhor em muitos aspectos, como acabamento, painel, e preço.

Etios Connection
Para promover o Etios, a Toyta realiza no Brasil o Etios Connection, um evento itinerante para apresentar os modelo aos consumidores. Vejam a programação:

03 a 12 de agosto  
Morumbi Shopping - São Paulo (SP)

04 a 12 de agosto
Barra Shopping - Rio de Janeiro (RJ)

17 a 19 de agosto
BH Shopping - Belo Horizonte (MG)

17 a 26 de agosto
Shopping Anália Franco - São Paulo (SP)

25 e 26 de agosto
Flamboyant Shopping - Goiânia (GO)

01 a 09 de setembro
Shopping Iguatemi - Campinas (SP)
Park Shopping - Brasília (DF)

15 e 16 de setembro
Park Shopping Barigui -Curitiba (PR)
Salvador Shopping - Salvador (BA)

21 a 23 de setembro
Barra Shopping Sul - Porto Alegre (RS)
Shopping Recife - Recife (PE)
Fotos: Toyota/Divulgação