segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Feliz Natal!

Maserati/Divulgação
O Natal está chegando! E o que você pediu para o Papai Noel? Será que o bom velhinho vai responder à sua cartinha com um carro 0 km novinho na garagem?

O 0 a 100 quer saber:
Qual carro você quer que o Papai Noel traga para você de presente?

O carro que eu pedi é um Maserati Quattroporte. Quem sabe o gordinho de barba não deixa o modelo na meia, próxima à árvore de natal? Pelo menos ele poderia deixar a chave lá dentro e o carro na garagem... hehe

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Dodge Viper SRT10 ACR: Cobra mais venenosa!

Dodge/Divulgação
No Brasil, isso é mais difícil de acontecer. Mas imagine: você está dirigindo tranquilo pela estrada, a 110 km/h, quando, de repente, ao olhar o retrovisor, você leva um susto! Um automóvel com dianteira imponente começa a crescer rapidamente no retrovisor, sendo possível até perceber o símbolo no meio do capô: uma serpente venenosa. Eis que um Viper te ultrapassa sem tomar conhecimento, e você até pensa: vou acelerar para ver este carro mais de perto! Segundos depois você já desistiu da idéia porque o Viper já foi sumiu...

O Dodge Viper é um ícone norte-americano. Lançado em 1992, ele agora em sua terceira geração (SRT10) e, como esperado, continua atraindo a atenção de aficionados ao redor do mundo. O 10 significa que o carro tem motor de 10 cilindros (V10 8.4). Talvez chamá-lo de motor possa parecer uma modéstia... penso que o mais correto seria "usina de força", afinal são 600 cv de potência e 78 mkgf de torque!

Comparada com a SRT10, a versão ACR (sigla para American Club Racing - Clube de Corrida Americano - tradução livre) tem visual ainda mais chamativo (como se o esportivo precisasse), aspecto mais parecido com carros de competição e desempenho ainda melhor, graças aos quilinhos a menos (cerca de 18 kg). O spoiler dianteiro é adaptável em função do efeito solo desejado, assim como o imenso aerofólio traseiro. Ambos são feitos de fibra de carbono, para adicionar o menor peso possível ao veículo.

Você deve estar pensando: motor V10 8.4, 600 cv de potência, peso menor... mas e o desempenho? Infelizmente, a Dodge não divulga a velocidade máxima, mas podemos ter uma idéia só olhando o tempo gasto na aceleração de 0 a 100km/h: menos de quatro segundos!!! O Viper SRT10 ACR começa a ser vendido nos Estados Unidos em meados de 2008 e o preço sugerido (lá nos EUA) é de US$ 100 mil. A versão SRT10 já pode ser encontrada, também na terra do tio Sam, por US$ 89.895 (preço da versão básica).

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O "grande compacto" Renault Sandero

Renault/Divulgação
A Renault apresentou hoje o Sandero, seu novo carro mundial, que chegará às concessionárias da marca no Brasil a partir da semana que vem. Fabricado no Paraná, o novo hatch deve brigar em mais de um segmento, assim como acontece com o Logan - que tem preço de sedã pequeno e tamanho de sedã médio.

Fiat Palio, Chevrolet Corsa, Volkswagen Fox, Ford Fiesta, Citroën C3 e Peugeot 206 são os principais concorrentes das versões mais simples (Authentique) e intermediárias (Expression), que custam entre R$ 29.990 (motor 1.0 16V flex) e R$ 35.390 (1.6 8V Hi-Torque). Na mais requintadas (Privilége 1.6 16V Hi-Flex), que custam entre R$ 41.190 e R$ 43.790, o Sandero terá o Fiat Punto e o VW Polo como seus principais adversários, podendo incomodar até modelos superiores, como Golf, Astra e Focus.

De acordo com a Renault, os principais atrativos do novo carro são o espaço interno e o porta-malas, além do design. Diferente do Logan, o visual agradou bem mais. Com grandes faróis, a dianteira é moderna. Já a traseira lembra a do Clio hatch, o que deve desagradar a muita gente. Fica aqui a dúvida. Logan e Sandero compartilham a mesma plataforma e vários componentes. Por quê a Renault lançou o Logan com visual tão antigo e agora vai lançar um hatch com design mais moderno?

O porta-malas do Sandero tem 320 litros de capacidade (entre os concorrentes, apenas Fiesta e C3 se aproximam, com 305 l cada). Debaixo do capô, o hatch francês tem três opções de motor. Os já conhecidos 1.0 16V e 1.6 16V, que equipam o Logan e o Clio, e o novo propulsor 1.6 8V Hi-Torque bicombustível, que recentemente fez sua estréia no Logan. Ele desenvolve 92 cv de potência com gasolina e 95 cv com álcool.

O novo projeto faz parte de um investimento total de US$ 360 milhões no Brasil, dos quais US$ 230 milhões somente na plataforma B0, que além do Logan e do Sandero, terá ainda mais um novo modelo montado no país, com lançamento previsto até 2009 - com certeza uma picape pequena para concorrer com Montana e Strada.

Opinião

O nome Sandero é um pouco estranho. Lembra Saveiro, Senderos (jogador suiço de futebol que joga no Arsenal)... e vários outros. Sobre os preços, eles são interessantes e competitivos. Mas faltaram algumas coisas à Renault. A primeira, sem dúvida, é fazer os Sanderos Authentique (1.0 16V e 1.6 8V) sairem de fábrica com desembaçador e limpador do vidro traseiro. Chamou a minha atenção o fato da marca, que sempre disse estar preocupada com a segurança, não colocar estes equipamentos simples de segurança como itens de série. Parece também que nem as versões Privilége têm cinto de três pontos e apoio de cabeça para todos os ocupantes. Outro ponto seria parar de vender os opcionais somente em pacotes. Nos modelos da Fiat, por exemplo, você pode comprar apenas o opcional que deseja, sem ficar preso a outros.

Quero muito ver o que a Renault vai fazer na versão aventureira do Sandero.

O que você achou do Sandero?

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Lamborghini Reventon X Caça Tornado - QUE DUELO!



Na minha opinião, o Lamborghini Reventón foi o lançamento mundial mais bonito de 2007. Suas linhas inspiradas em aviões militares são realmente maravilhosas. A idéia de fazer um duelo entre o superesportivo e o caça Tornado foi sensacional.

A empolgação dos presentes era visível com a dispusta. No início, o Reventón saiu na frente, esbanjando seus 650 cv de potência. Por alguns segundos, o modelo ficou na liderança. Porém, nem um motor 12 cilindros é páreo para uma turbina a jato. Como todos os entusiastas, eu também torci como um louco para o "Lambo" vencer a disputa.

Entretanto, o Tornado levou a melhor no final. Uma pena que eu ainda não consegui um vídeo da disputa entre as duas máquinas, que passaram dos 300 km/h durante os 3 km de pista.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Ford Ranger Sport - Aposta interessante

A Ford está criando um novo segmento de picapes no Brasil. Assim como a Renault fez com o Logan, um sedã de tamanho médio com preço de compacto, a Ranger Sport é um picape média com preço de compacta (topo de linha). Com o preço sugerido de R$49.990, a Ranger quer roubar mercado da Chevrolet Montana Sport 1.8 Flexpower e da Fiat Strada Adventure Cabine Estendida 1.8 Flex, que custam R$ 45.760 e R$ 44.250, respectivamente.

Baseada na versão cabine simples XLS a gasolina, a Ranger Sport vem equipada de série com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, pára-choque dianteiro, moldura da grade do radiador e capa do espelho retrovisor pintados na cor do veículo, farol de neblina, rádio-CD com MP3 e alarme perimetral. A carroceria é disponível em cinco cores: preto, branco, prata, cinza e a exclusiva vermelho.
Concorrentes
Em relação aos competidores indiretos - as picapes esportivas pequenas - a Ranger Sport oferece mais potência e torque. O motor 2.3 16V desenvolve 150 cv e 22,1 mkgf. Montana Sport e Strada Adventure possuem o mesmo propulsor 1.8 Flex e a mesma potência: 112 cv com gasolina e 114 cv com álcool. Já os torques são diferentes: 17,7 mkgf com qualquer combustível na Chevrolet e 17,8 mkgf com gasolina e 18,5 mkgf com álcool na Fiat. Mas as compactas compensam a menor força com o peso: a Fiat pesa 1.130 kg; a Chevrolet 1.161 kg e a Ford 1.490 kg.

A Ranger também tem maior altura livre do solo: 31,9 cm, contra 18,5 cm da Strada e 20 cm da Montana. A capacidade de carga útil da Ford é de 760 kg e o volume da caçamba é de 1.455 litros. A picape da GM pode transportar 735 kg de carga bruta na versão Sport e tem 1.143 litros de volume da caçamba. Já a pequena italiana com cabine estendida pode levar 685 kg de carga útil, com o condutor (705 kg com cabine curta), e tem 800 l de volume na caçamba (1.100 l na com cabine curta).

Em relação aos preços, com os R$ 49.990 da Ranger Sport, o consumidor pode comprar uma Strada Adventure com alguns opcionais, como capota marítima, kit HSD (High Safety Drive - Air bag duplo e ABS) e pintura metálica - preço: R$ 49.072. Já a Montana Sport completa, com todos os opcionais (ABS, airbag duplo, controle elétrico dos espelhos retrovisores e preparação para som) custa R$ 52.922. Só para efeito de comparação, a Courier 1.6 Flex com todos os opcionais e pintura metálica custa R$ 39.306. Vale lembrar que, por ser baseada na versão XLS, a Ranger Sport não tem airbag duplo e ABS como itens opcionais.

Opinião
A aposta da Ford é interessante: colocar uma picape média com um bom pacote de equipamentos por um preço que compete com as picapes pequenas completas. A versão Flexpower Cabine Dupla, a mais simples da Chevrolet S10, concorrente direta da Ranger, custa a partir de R$ 55.400. Mas a Ford errou feio em não oferecer itens de segurança para a Ranger Sport. Airbag e ABS? Nem pensar... Eles só podem ser encontrados nas versões mais requintadas e caras do modelo, como a Limited.
Fotos: Ford/Divulgação
Atualização (27/11/07)
Consultei a Ford e peguei os dados de consumo da Ranger Sport: 8,6 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada. Infelizmente, para o consumidor comum, os números de consumo não serão tão bons quanto esses. A capacidade do tanque de combustível é 60 litros.

E você, o que achou da Ranger Sport?

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Dúvidas flex

A tecnologia bicombustível completou quatro anos em 2007. Desde 2003, muitas coisas mudaram, e a evolução está chegando aos poucos. Na primeira fase dos motores flex, a meta era o ganho de potência e desempenho. A fase que estamos agora está voltada para a melhora do consumo de combustível (finalmente!!!), mas sem a perda de desempenho, como podemos ver no motor 1.4 Econo.Flex da Chevrolet, considerado um dos primeiros propulsores da nova geração bicombustível.

Entretanto, mesmo com a ampla difusão dos carros que podem rodar com álcool, gasolina e com a mistura dos dois combustíveis, muitas pessoas têm dúvidas a respeito do abastecimento. Parte desta desinformação está relacionada às concessionárias e oficinas, que sempre dão "dicas" para ajudar o cliente. Mas estas dicas nem sempre são verdadeiras. Pensando nisso, o De 0 a 100 fez uma lista de mitos e verdades sobre os motores flex. Espero que isso possa ajudar.

MITOS


. No primeiro abastecimento de um carro flex 0 km, devemos sempre usar gasolina.
Mito porque o motor bicombustível foi construído para rodar com qualquer combustível, não importando a quantidade de álcool ou gasolina. Mas é importante que o tanque de partida a frio esteja abastecido com gasolina, de preferência aditivada, que tem a vida útil mais longa.

. É bom misturar álcool e gasolina ou alternar o abastecimento entre um tanque e outro de álcool e gasolina.
Mito. Como eu disse acima, os propulsores foram desenvolvidos para funcionar com qualquer um dos combustíveis e com a mistura de ambos.

. O sistema flex pode viciar se o carro for abastecido com apenas um dos combustíveis.
De acordo com alguns fabricantes, se o motorista preferir, ele pode abastecer o tanque do seu carro com apenas um dos combustíveis durante toda vida útil do carro. A Ford tem uma opinião um pouco diferente. Os motores possuem peças e componentes desenvolvidos especialmente para funcionar com os dois combustíveis, como sonda lambda aquecida; injetores de combustível com maior área de vazão; regulador de pressão com materiais especiais; kit bomba de combustível com proteção a corrosão e blindada; filtro de combustível especial para filtragem de álcool e velas de ignição com extensão de temperatura ampliada. Por isso, nunca compre esses chips que fazem a transformação do carro "monocombustível" para flex. Esse chip é PICARETAGEM!

. Carro flex demora mais para pegar, especialmente no frio, mesmo com "tanquinho" de partida a frio cheio.
Mito porque o sistema de partida a frio, quando abastecido de gasolina, de preferência aditivada (Podium é a mais indicada), resolve o problema. Quando o reservatório está vazio, e o carro abastecido com álcool, realmente o modelo pode ter dificuldade para pegar. O "tanquinho" evita que o veículo use e abuse da bateria para pegar. Vale a pena verificar periodicamente o volume de combustível no reservatório de partida a frio para evitar problemas, especialmente se você roda só com álcool.

VERDADES

. Ao trocar de combustível, é preciso rodar um pouco com o carro antes de desligar o motor.
É verdade. A central eletrônica do sistema flex precisa de um tempo para "se entender" e reconhecer o novo combustível que está no tanque. A recomendação é que o motorista rode cerca de 6 km para o sistema entender as mudanças e definir as melhores condições de queima do combustível.

. Se eu for a um posto de combustível que eu não conheço e confio, devo optar pelo álcool.
Isso é verdade. O tipo de adulteração mais comum do álcool é a adição de água, que prejudica menos o motor em relação à adulteração da gasolina, que costuma ganhar solventes estranhos.

. A gasolina que fica no "tanquinho" de partida a frio fica velha.
É verdade para alguns modelos e mentira para outros. Nos motores flex da Honda, por exemplo, toda vez que o carro é ligado, o sistema usa um pouco da gasolina do sistema de partida a frio. Desta forma, o "tanquinho" está sempre recebendo gasolina nova periodicamente. Já para os líderes de mercado, Gol e Palio, o motorista deve sempre abastecer o reservatório de partida a frio com gasolina aditivada, de preferência a Podium, que é mais limpa e que tem maior validade (cerca de um ano) do que a gasolina comum (aproximadamente 90 dias). Mas é sempre interessante limpar o reservatório duas vezes por ano.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Lâmpada de Xenon: uma vez com ela, jamais sem ela

Foi-se o tempo em que comprar uma lâmpada de Xenon era sinônimo de gastar praticamente o preço de um Fiat Uno Mille. Hoje, este equipamento está bem mais em conta, facilitando sua venda a um número bem maior de consumidores.

Acredito que podemos dividir a "era dos faróis de xenônio" em três momentos. O primeiro é que este item só equipava modelos de alto luxo, na sua maioria importados, sendo um claro sinal de sofisticação. O momento seguinte é a dos tunados: parte desta turma começou a equipar seus modelos com lâmpadas de xenon como um diferencial para deixar o carro ainda mais personalizado.

O terceiro e último momento é da popularização desse equipamento, que é mais eficiente, seguro e duradouro. Ele ilumina mais, o que aumenta a segurança dos ocupantes do carro e de quem (ou o que) estiver externo ao automóvel (pessoas, animais, postes, outros veículos, etc.) e tem vida útil cerca de quatro a cinco vezes mais do que a lâmpada normal. Além disso, os faróis de xenônio causam menos ofuscamento da visão dos outros motoristas.

Atualmente estamos na transição entre o segundo e o terceiro momentos, mas com o primeiro ainda vivo e existente. Veja abaixo um comparativo entre as lâmpadas de xenônio e as halôgenas.


Diferenças (texto de Enio Greco, em matéria do Estado de Minas - 09/2007)
Para entender as vantagens dos faróis de xenon é preciso conhecer suas principais diferenças em relação às lâmpadas halógenas. Ivan Lelis, gerente de Marketing e Produto da Divisão Automotiva da Philips, explica que as lâmpadas halógenas usam filamentos incandescentes, que transformam energia elétrica em luz amarelada. Já as lâmpadas de xenônio (gás nobre) têm funcionamento semelhante ao das fluorescentes. Não têm filamento e são alimentadas por reator de alta tensão, que, em uma reação química, promove a colisão de íons e elétrons, gerando luz branca.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Frente a frente com o novo Fiat Siena

Foto: Marlos Ney Vidal
Mais uma vez o "caça-segredos" da Fiat, Marlos Ney Vidal, conseguiu um flagra da montadora italiana. Desta vez foi a dianteira definitiva do novo Siena, que será lançado em novembro. O sedã tem novo pará-choque, com a grade do radiador maior. O farol é praticamente o mesmo do Palio, mas com um novo conjunto óptico e um pequeno ressalto circular, que invade o pará-choque, como na geração atual, porém em outra posição. As laterais seguem as mesmas linhas do Palio. Na traseira, as lanternas estão mais estreitas e invadem a tampa do porta-malas, lembrando o sedã Liena, que chega no início de 2008. Debaixo do capô, a novidade deve ser a adoção do novo motor 1.4 Flex, o mesmo do Punto, que desenvolve 85 cv de potência com gasolina e 86 cv com álcool.

Gostei da mudança na dianteira do Siena. Ela ficou bem melhor do que a do Palio e, com a adoção de faróis com dupla parábola, o sistema de iluminação será mais eficiente. Já as lanternas traseiras, como podemos ver na arte do Janey, estão legais a aparentemente bem harmônicas com o carro. Só acho que elas poderiam ser ligeiramente mais largas verticalmenete. Sobre o motor 1.4, 5 cv a mais são sempre bem-vindos.

E você, o que achou do Siena?

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Renault Clio apimentado

Se o Renault Clio 1.6 16V Hi-Flex brasileiro já é bem esperto, imagine esta versão especial do modelo!! O Clio Sport World Series tem motor 2.0 16V aspirado que desenvolve 200 cv de potência e 21,9 kgfm de torque máximo. Esse propulsor, aliado a um câmbio manual de seis marchas, permite um excelente desempenho: 223 km/h de velocidade máxima, de acordo com a fábrica. O conjunto de transmissão foi desenvolvido em conjunto com a Nissan e vai equipar, a partir deste mês, todos as versões esportivas do Clio.
O visual também é diferenciado. Por fora, destaques para as entradas de ar, spoilers frontal e traseiro e difusor de ar atrás, que foi baseado no sistema usado pela equipe Renault de Fórmula 1, rodas de liga pintadas de preto e adesivos da série, com a inscrição "World Series By Renault".

Uma pena que esse "brinquedinho" só será vendido na Europa. O Clio europeu está uma geração a frente do compacto brasileiro, que já está ultrapassado principalmente em termos de design e espaço interno. Mas que seria um barato dirigir um Clio com 200 cv de potência, isso seria, mesmo na versão nacional!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Renault - Bate-bate ou tromba-tromba?

A Renault arrumou uma maneira criativa e inusitada para demonstrar o nível de segurança de seus modelos na Europa. Na propaganda, vários carros da marca estão fazendo "acrobacias" em um campo de areia. Porém, como todos os motoristas estão sujeitos na vida real, um pequeno erro pode ocasionar um acidente. E foi isso que aconteceu no comercial - várias vezes. Os condutores erram as manobras e os veículos colidem, causando pequenos ou grandes estragos.


Entre os carros usados na propaganda, podemos ver a minivan Scenic, a van Espace, o compacto Clio, a família Mégane (Cabriolet, Sedan e Grand Tour), o belo Laguna, entre outros. O nível de segurança dos carros é avaliado pela EuroNCap (European New Car Assessment Programme), órgão europeu que mede, por meio de testes e crash tests, o nível de segurança oferecido por veículos vendidos naquele continente.

Muito interessante a estratégia da Renault com esta propaganda. Quase sempre nós vemos apenas os crash-tests oficiais, aqueles em que o carro bate numa estrutura reforçada. Mas exibir os modelos em pequenas, médias e grandes batidas, por querer, na TV, é algo realmente inusitado e curioso.

Será que as montadoras no Brasil deveriam fazer uma ação semelhante a esta por aqui?

Gol X Palio - Quando um "voto" faz a diferença

Desde o início do ano você estava pensando em trocar de carro. A dúvida entre os modelos era grande e persistiu até o final de agosto. Na hora final você se perguntou: Volkswagen Gol ou Fiat Palio? Depois de muito pesquisar, você fechou o negócio em setembro, optando pela robustez do Gol. O Palio ficará como opção para uma futura compra.

Se isso aconteceu com você no mês passado, saiba que a sua compra fez, literalmente, a diferença! Isso porque, por um carro, o compacto da Volkswagen retomou o primeiro lugar na lista dos mais vendidos do Brasil em setembro. De acordo com os números da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), foram 18.605 unidades comercializadas, contra 18.604 do Palio, que em agosto havia conquistado a preferência dos consumidores.

Para quem não sabe, de maneira geral, o Gol é o modelo mais licenciado do pais desde 1986. Foram poucas as vezes em que o Volkswagen foi derrotado por algum outro carro. Os Fiat Tipo e Palio, por exemplo, já venceram o compacto da Volks nas batalhas mensais. Em contra partida, a Fiat vem dominando, no total, as vendas de carros no Brasil nos últimos anos.
Foto: Fiat/Divulgação

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Volkswagen Golf 2.0 Tiptronic hoje... 2.0 flex amanhã... e depois?

Foto: Renato Parizzi
A Volkswagen, ao invés de lançar o Golf geração 5 no Brasil, resolveu reestilizar a nossa geração 4, a transformando numa espécie de geração 4,5. O carro ficou mais bonito e esportivo, além de ter ganhado alguns itens novos e o motor 1.8 turbo de 193 cv, o segundo mais potente do Brasil (já que, para alcançar esta cavalaria, é necessário o uso de gasolina de alta octanagerm, que costuma custar mais de R$ 3 o litro).

Mesmo com esta mudança mais acentuada, a Volks resolveu continuar atualizando o Golf, mas em doses homeopáticas, ou seja, bem aos poucos. A primeira novidade é o câmbio automático Tiptronic, de seis marchas, com opção de troca manual, que vai equipar apenas a versão com motor 2.0. O câmbio é bem mais moderno do que a ultrapassada transmissão automática de quatro velocidades que equipava o Golf anteriormente. Segundo a VW, o consumo da versão 2.0 Tiptronic é praticamente o mesmo registrado no 2.0 com câmbio manual de cinco marchas.

A próxima atualização está prevista para o ano que vem, também para a versão com motor 2.0. A motorização vai virar bicombustível, e deve ganhar mais potência e torque, especialmente quando estiver abastecido com álcool. O atual propulsor 2.0 a gasolina desenvolve 116 cv. Com etanol, segundo uma fonte, sua potência ficará na casa de 120 cv.

Agora eu pergunto: o que vocês acham que o Golf brasileiro precisa para se tornar um carro melhor? Já adianto uma resposta: ter o preço das peças e, PRINCIPALMENTE, do seguro mais baratos.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Segunda geração do Honda Fit

Honda/Divulgação
A Honda vai apresentar, no Salão de Tóquio, que acontece em outubro, a segunda geração do Honda Fit. Conhecido como Jazz em outros países, o carro começa a ser vendido em 2008. O novo Honda também está previsto para chegar ao Brasil, mas uma data ainda não foi definida. A grande novidade do Fit é o seu tamanho. O visual lembra o do modelo atual, mas sua carroceria cresceu e suas linhas ficaram mais modernas, lembrando o Mercedes Classe A, especialmente na traseira. O espaço interno e para bagagem aumentou. Já a "solução de bancos inteligente" foi mantida mantida.

No interior, o Civic foi usado como base. O novo Fit tem painel mais moderno e acabamento mais luxuoso. A lista de equipamentos foi ampliada: ESP, sistema de navegação, controle de velocidade, som com leitor para arquivos MP3 são alguns dos novos itens. Os dois motores disponíveis para o carro, 1.4 8V e 1.5 16V, receberam melhorias e ficaram mais potentes. A Honda pretende ainda lançar uma versão mais esportivo, denominado SR. Entre os diferenciais, ela terá suspensão esportiva e kit aerodinâmico.

Gostou do novo Fit?

Volkswagen Polo, um compacto sem capota


A Volkswagen mostrou, na Alemanha, o Polo conversível - mais conhecido como Cabrio. O protótipo foi construído sobre a base do Polo GTI pela Karmann, empresa especializada no desenvolvimento de carrocerias. O visual é o mesmo da versão GTI, mas o Cabrio é 14 cm mais largo e 3 cm mais alto que o modelo hatch convencional. Bem, a principal característica no Polo cabriolet é sua capota de vidro e lona. Mesmo não parecendo, ela é segura. Se o motorista capotar o carro, o sistema COPS (Cabrio Overhead Protection System) protege os ocupantes por meio de estruturas rígidas montadas nos bancos, impedindo que eles se dobrem com o impacto.

A expectativa é que o modelo comece a ser vendido na Europa até 2009. Seria muito bacana se ele também viesse para o Brasil, revivendo o segmento no Brasil, que já teve grandes integrantes, como Escort XR3 e Kadett GSi (anos 80 e 90).

O que você achou do Polo cabrio?

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Alugando segurança

Interessante como é semelhante e muito diferente o sistema de aluguel de carros no Brasil e nos Estados Unidos. Alguns pontos em comum são a forma de alugar, os seguros oferecidos e a maneira como a negociação caminha (com upgrades e tudo mais). Mas quero abordar um dos pontos diferentes neste post.

Va uma loja da Localiza (péssima locadora de veículos na minha opinião) e consulte o carro dito "econômico", ou seja, o mais simples. Ele vai ser um Chevrolet Celta, um Fiat Palio ou um Volkswagen Gol, todos duas portas e "pelados". Faça um upgrade para o próximo nível, "econômico com ar". Você terá os mesmos modelos (com a adição do Chevrolet Classic), mas agora quatro portas, mas com ar-condicionado e, em muitos casos, ainda sem direção hidraulica.

Bem, nos EUA, me pediram ate desculpas porque o carro "econômico" não teria cruise control (que mantem a velocidade do carro constante, sem precisar continuar pisando no acelerador), mas seria equipado "apenas" com airbag duplo dianteiro, airbags laterais tipo cortina, trio elétrico, ar-condicionado, ajuste de altura do volante e do banco do motorista e freio a disco nas quatro rodas com ABS.

Guardadas as devidas proporções e separando o que é obrigatório por lei no US and A (como diria Borat) e no Brasil, seria muito importante para o nosso pais se nós pudéssemos não só alugar carros com este nível de segurança, mas principalmente comprá-los com preços bem mais razoáveis. Por mais que pareça caro, pagar R$ 3.900 para ter Blue&MeTM (porta USB e viva-voz Bluetooth + volante em couro com comandos do rádio e telefone), airbag duplo, ABS, rádio CD player com mp3 e rds integrado ao painel no Punto não é nenhum absurdo. Tomara que a segurança dos ocupantes custe cada vez menos no Brasil.

domingo, 1 de julho de 2007

Fiat Punto final - Conheça as linhas finais do novo Punto nacional

Veja as linhas finais do Punto nacional!
Parabéns ao fotógrafo Marlos Ney Vidal, do jornal Estado de Minas, que mais uma vez flagrou as linhas finais de um Fiat.

Depois de muita espera, a Fiat vai lançar o Grande Punto no Brasil no dia 9 de agosto. Criado em conjunto com o estúdio Italdesign de Giorgetto Giugiaro e o próprio centro de estilo da Fiat, o compacto premium italiano terá seu preço entre R$ 40.000 e R$ 50.000.
O Punto chegará ao mercado nacional com duas opções de motor: 1.4 Fire Flex e 1.8 Flex. O propulsor 1.4, o mesmo que equipa Palio, Siena, Palio Weekend, Idea e Strada, vai ser atualizado para desenvolver um pouco mais de potência e torque. Atualmente ele tem 80 cv com gasolina e 81 cv com álcool. Só para efeito de comparação, a motorização 1.4 Econo.Flex do Corsa 2008 tem 99 cv (g) e 105 cv (a).

Já o 1.8 é fabricado pela Powertrain e desenvolve 115 cv com alcool. Derivado do 1.6 16V Hi-Torque, que equipava o Brava, o propulsor 1.9 16V bicombustível fará a sua estréia no sedã Linea, que chega no final do ano para substituir o "muito cansado" Marea. Sua potência será de 130 cv. Além de mais forte, seu consumo de combustível promete ser melhor em relação ao atual 1.8, que será substituido aos poucos.

Deixo aqui duas perguntas:

1. Será que o Punto vai dar certo no Brasil?
2. Você compraria o Punto 1.8 Flex, sabendo que este motor pode ser substituído pelo 1.9 16V no futuro?

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Zégua - Impressionante

Reprodução
Esta foto é de uma "Zégua", uma mistura de zebra com égua. Mas a idéia deste post é ilustrar um BURRO. Assistam ao vídeo e tirem suas conclusões.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Triplo F: Ford Focus Flex

Reprodução de Marlos Ney Vidal/EM - 26/4/2007
O Ford Focus não é mais nenhuma novidade. O modelo foi lançado em 2000, como linha 2001. Desde então ele não sofreu nenhuma alteração realmente significativa, apenas mudanças de equipamentos e nos propulsores, sempre incluindo o irmão sedã. Já os motores com tecnologia bicombustível se tornaram "comuns", sem mais representar uma grande atração.

Então, qual seria a novidade em relação ao Focus Flex? Na categoria, os principais concorrentes - Astra, Stilo, Golf e 307 - já podem ser abastecidos com álcool, gasolina e a mistura dos dois combustíveis. Por causa disso, o Ford fica como mais uma alternativa do mercado para o consumidor. Vale lembrar que o modelo da Chevrolet é o líder de mercado, seguido pelo Ford, Peugeot e Volkswagen. Mas os últimos três têm alternado as posições desde o início do ano. O Stilo vem em quinto.

Falando um pouco do carro, o motor flex fez bem a ele. Sua disposição para encarar subidas e viagens (carregado) com o ar-condicionado ligado melhorou. Além de ficar mais em forma, ele manteve as mesmas qualidades, boas e ruins. Ergonomia, posição de dirigir, espaço para os ocupantes e acerto da suspensão chamam a atenção. Já a falta do terceiro apoio de cabeça e do cinto de três pontos para o passageiro central do banco de trás são dois problemas fáceis de serem resolvidos.

A versão GL, que custa a partir de R$ 43.490, vem equipada com direção hidráulica, volante com ajuste de altura e profundidade, ar-condicionado, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro; preparação para instalação de som com antena e quatro alto-falantes; banco traseiro bipartido; luz de neblina traseira; e sistema de imobilização eletrônica. Para efeito de comparação, o Astra Advantage 4p custa a partir de R$ 47.091 (com motor 2.0 Flex, ar-condicionado, direção hidráulica, rodas de liga leve, ajuste de altura e profundidade do volante, trio elétrico,entre outros itens) e o Palio 1.8R 4p pode ser encontrado por R$ 42.350 (1.8 Flex, ar-condicionado, direção hidráulica, vidros dianteiros e travas elétricas, rodas de liga leve, volante com regulagem em altura e revestido em couro, entre outros equipamentos).

O Focus sempre foi vendido no Brasil nas carrocerias hatch de cinco portas e sedã de quatro portas. Durante seus sete anos por aqui, ele nunca recebeu a atenção merecida pelo departamento de marketing da Ford. Seus irmãos sempre apareceram mais, principalmente Fiesta e EcoSport. Hoje ele pode ser encontrado nas versões GL e GLX 1.6, com motor Zetec Rocam Flex; GLX e Ghia 2.0 16V (com 147 cv a 6.000 rpm, para câmbio manual, e 140 cv a 6.000 rpm para automático), com motor Duratec. Todas as versões podem vir como sedã e hatch, com exceção da GL, disponível apenas como hatch.

É isso aí pessoal.
Quem estiver em Minas Gerais pode assistir ao teste completo do Ford Focus Flex no programa Auto Papo, da TV Alterosa.

Focus Flex no Auto Papo
Domingo, dia 20 de maio, às 9:30;
Quarta-feira, dia 23 de maio, às 13:25

Vídeo "Triplo F" (estou tentando recuperar o vídeo, já que o Portal Uai o apagou)
Imagens: Renato Parizzi
Edição: Carlos "DJ Lutti" Lucciani

Carro da foto: Ford Focus Flex
De 0 a 100 km/h: 12,8 s (G) / 12,2 s (A)

terça-feira, 24 de abril de 2007

Flexíveis no paredão!

Há cinco anos a Ford mostrava o Fiesta Flex Fuel, carro movido a álcool e/ou gasolina. Mas a Volkswagen se adiantou e, em 2003, lançou o primeiro modelo bicombustível do Brasil, o Gol (sempre ele). De lá pra cá, praticamente todas as montadoras colocaram modelos flexíveis no mercado nacional. A Honda foi a última delas, com o Civic e o Fit. Algumas marcas, como a Chevrolet e a Volks, só comercializam motores com este sistema. Hoje, mais de três milhões de modelos flex já circulam pelas ruas.

Mas será que a vida do consumidor melhorou de verdade com a possibilidade de usar álcool e/ou gasolina? Muitos consumidores acabaram optando por um carro novo para poder economizar na bomba, já que o preço do álcool continua mais baixo, além do desempenho do carro ficar melhor.

Mas, observando os números e, principalmente, conversando com muitos proprietários, os motores bicombustíveis não parecem estar agradando tanto como se imaginava. A maior reclamação é a de que o consumo é muito alto, especialmente dos motores 1.0. Veja abaixo como os números dos 1.000 e dos 1.4 são próximos. (*: revista Quatro Rodas):

Palio 1.0 Flex*
Cidade: 7,4/9,5 km/l (A/G)
Estrada: 9,6/12,5 km/l (A/G)

Palio 1.4 flex*
Cidade: 7,1/9,4 km/l (A/G)
Estrada: 9,3/12 km/l (A/G)

Celta 1.0 VHC Flexpower*
Cidade: 7,6/9,6 km/l (A/G)
Estrada: 10,9/14,3 km/l (A/G)

Celta 1.4 a gasolina*
Cidade: 10,2 km/l
Estrada: 14,4 km/l

Gol 1.6 Total Flex*
Cidade: 5,3/7,4 (A/G)
Estrada: 10,3/12,9 (A/G)

Honda Fit 1.4 a gasolina
Cidade: 10,9 km/l
Estrada: 16,8 km/l

Destas conversas com consumidores, fiz uma relação dos quatro motores mais beberrões (segundo os proprietários), não importando a cilindrada e sem levar em consideração o modelo do carro.

Veja a lista dos AAA (Automóveis Alcoólicos - quase - 'Anônimos')

. 1.8 Flexpower - Chevrolet/Fiat (Familia Palio, Stilo, Corsa, Montana e Meriva)
. 1.6 Total Flex - Volkswagen (Gol/Parati/Saveiro)
. 1.0 Flex - Fiat (Palio/Siena)
. 1.0 VHC Flexpower - Chevrolet (Celta/Corsa/Classic)

De acordo com um engenheiro de uma montadora, a primeira geração dos motores flex tinha como objetivo principal o desempenho. Os carros deveriam andar muito bem com gasolina e melhor ainda com álcool. Porém, o consumo ficou um pouco sacrificado. A segunda geração, que deveria chegar entre 4 e 6 anos desde o lançamento do primeiro flex (2003), vai priorizar o consumo, sem, necessariamente, reduzir o desempenho.

A Chevrolet já alterou o motor 1.8 Flexpower e conseguiu, ainda que de maneira tímida, melhorar o consumo dele. Já o propulsor 1.4 Econo.Flex está no limite da transição entre as duas gerações.

E VOCÊ, O QUE ACHA DOS MOTORES FLEX? VALE A PENA TER UM?