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terça-feira, 7 de maio de 2013

Alta Roda - Visão noturna mais segura

Audi/Divulgação
Grandes avanços em iluminação para veículos estão em marcha nos próximos anos. Hoje, a tecnologia de ponta concentra-se na utilização de diodos emissores de luz (LED, na sigla em inglês) nos faróis. Há cinco anos os LEDs chegaram de forma discreta em lanternas de freio. Entre as vantagens destacam-se a durabilidade maior do que a vida útil do carro e a resposta imediata ao acendimento em comparação às lâmpadas convencionais de filamento.

Simultaneamente encontraram novas aplicações como terceira luz de freio e, agora, em luzes de uso diurno que os fabricantes europeus adotaram mesmo sem legislação obrigatória em todos os países. Os LED dispostos em carreiras permitem inúmeras formas geométricas e, assim, se transformaram também em elementos estilísticos muito apreciados. Cada fabricante pode desenvolver identidade própria.

Das lanternas passaram para os faróis por permitir potência de iluminação bem mais alta e precisa, porém gastando menos energia que lâmpadas de xenônio, a referência atual. O custo é elevado. Tanto que estreou no A8, topo de linha da Audi. Novos modelos premium, como o recente BMW Série 6 Gran Coupé, seguem a tendência.

Passo seguinte é utilizar OLED (diodos orgânicos emissores de luz, em inglês), desde que se consiga estabilizar a temperatura de funcionamento. A fabricante alemã de lâmpadas Osram acaba de anunciar que, em testes de laboratório, conseguiu manter diodos orgânicos funcionais a até 85 graus Celsius por várias centenas de horas. Quando as experiências começaram, três anos atrás, eles não resistiam mais que duas ou três horas. No entanto, a durabilidade terá que ser 10 vezes maior do que esse estágio em aplicações veiculares. Exigirá mais alguns anos, porém em tempo da próxima geração de carros atuais.

Mais novidades estão a caminho. Engenheiros da Universidade Carnegie Mellon, dos EUA, estudam o farol inteligente que usa uma câmera a bordo do veículo para acompanhar o movimento das gotas de água da chuva ou de flocos de neve. Eles descobriram como redirecionar de modo contínuo o facho dos faróis de tal forma que os raios de luz passem entre as gotas para evitar a reflexão responsável pela dificuldade do motorista enxergar sob chuva intensa. Se isso já é útil de dia, imagine à noite quando os riscos são bem maiores.

O chefe da pesquisa, Srinivasa Narasimhan, professor do Laboratório de Iluminação e Imagem da universidade, está confiante: “Se o motorista enfrentar forte tempestade, os faróis inteligentes poderão fazer com que pareça uma garoa”. Nos testes de laboratórios, o protótipo conseguiu prever as gotas de chuva e ajustar o farol em 13 milissegundos. Na prática, eliminaria até 80% da chuva visível, mesmo sob quase dilúvio, com perda de iluminação de apenas 6%, desde que o veículo trafegue em baixa velocidade.

Para velocidades usuais em estradas, o sistema teria que funcionar a cada cinco milissegundos, o que demandará mais tempo de pesquisa. Além disso, será necessário trabalhar para tornar o dispositivo compacto o suficiente para instalação em um automóvel e iniciar testes de campo.

Outras evoluções dos faróis no futuro podem ser vistas em interessante animação da Volvo:



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Parou no acostamento? E agora? Veja o que fazer

CESVI BRASIL/Divulgação
Ninguém está livre de um imprevisto. E quando se trata de seu carro – aquela máquina instável e temperamental –, sempre há o risco de algo inesperado acontecer. E nos piores momentos possíveis: um pneu furado, uma falha mecânica, uma falta de gasolina (ops, aí a culpa deve ser sua...).

Independente do motivo de você ter de parar o carro na estrada, é preciso o maior cuidado nesse momento. Para você não colocar em risco a sua segurança, nem a das pessoas que estão com você.

PASSO A PASSO DA PARADA SEGURA

1. Precisou parar? Procure o acostamento. Ele existe justamente para abrigar paradas de emergência. Mas evite usá-lo sem real necessidade (para tirar fotos da paisagem, por exemplo). Você pode estar tomando o lugar de alguém que realmente precisa parar.

2. Parou? Ligue o pisca-alerta imediatamente.

3. Peça para os outros ocupantes deixarem o carro e esperarem em local seguro. Ficar dentro do carro não é recomendável, porque o veículo pode ser atingido por outro que não tenha percebido a sua parada. O local mais seguro é fora do acostamento, atrás do guard rail e para trás do carro, se possível. Assim, todos evitam o risco de um atropelamento.

4. Sinalize que parou com o triângulo de segurança, colocando-o ao menos a 30 metros do carro avariado. Essa distância pode ser de 50 passos, aproximadamente. Não coloque o triângulo na pista. Ele deve ficar no acostamento.

5. Se o carro estiver parado no acostamento em trecho de curva, coloque o triângulo de segurança antes da curva.

6. À noite, recomenda-se que as pessoas (ou pelo menos o motorista) usem colete refletivo ao sair do carro. A pesquisa “Ver e Ser Visto no Trânsito à Noite”, realizada pela CESVI, identificou que o uso de triângulo de segurança e colete refletivo homologado pelo Inmetro, mais o uso do pisca-alerta, permitem muito bem que os outros motoristas visualizem o carro parado a uma distância de 1 km de distância.

ACHOU QUE ISSO TUDO DÁ MUITO TRABALHO?
Então não descuide da manutenção preventiva do seu carro. Imprevistos acontecem, mas acontecem muito menos com quem se cuida.

Texto: CESVI BRASIL

Opinião do blogueiro
Se você está dirigindo numa chuva torrencial, não ligue o pisca-alerta com o veículo em movimento. Embora este ato tenha como objetivo a segurança, ele pode atrapalhar muito mais do que ajudar.

Digo isso porque, como bem disse a CESVI, se um carro estiver parado no acostamento, ele deve estar com o pisca-alerta ligado para se tornar mais visível. Se um automóvel em movimento também estiver com o pisca alerta ligado, será difícil para o motorista distinguir qual veículo está andando e qual está parado, já que a chuva muito forte prejudica muito a visibilidade. Logo, em caso de chuva forte, se não der para parar o veículo num local seguro, rode apenas com os faróis baixos ligados. Se tiver faróis de neblina, dianteiros e traseiros, esta também será uma excelente hora para usá-los.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Alta Roda - Como salvar vidas

Uma das invenções mais importantes em termos de proteção passiva são os cintos de segurança. Além de seu relevante custo-benefício, já salvou centenas de milhares de vidas desde que começou a aparecer nos automóveis, nos anos 1960. Para ter ideia de sua eficiência, responde por 45% das mortes evitadas dos ocupantes dos bancos dianteiros, em acidentes de potencial letal. Dois airbags, sempre em conjunto com os cintos, aumentam esse potencial para 51%, a um custo bem superior.

Cintos são peças de aparência simples, mas se beneficiam também de alta tecnologia. Os retratores por disparo pirotécnico (utilizam os mesmos sensores dos airbags) eliminam a folga das fitas, em caso de acidente grave. Para proteger a caixa torácica dos ocupantes existe o limitador de esforço.

Mais recentemente, carros caros passaram a usar um pequeno motor elétrico para retrair os cintos dianteiros na iminência de um acidente. Se o acidente não ocorrer, voltam à posição normal. Se acontecer o pior, ganham-se décimos de segundo preciosos até o disparo pirotécnico, além de corrigir a postura dos usuários para máxima eficiência dos airbags.

Cintos, porém, têm “inimigos ocultos”: os viajantes do veículo. Por preguiça ou um pequeno incômodo na sua utilização são muitas vezes negligenciados, em especial no banco traseiro. Assim, tudo que estimula atar os cintos, ajuda. É o caso do facilitador. Consiste em um pequeno braço, acoplado ao regulador de altura na coluna B (central), que se estende até 30 cm, automaticamente, toda vez que alguém se senta em um dos bancos dianteiros. Evita, ainda, que as fitas se torçam com o uso descuidado, o que diminui bastante a eficiência protetora dos cintos.
Fotos: Divulgação

Tal desenvolvimento está previsto para 2016. Depende tanto dos fabricantes de veículos, como dos cintos. Além de redução de preço, torna-se necessário um cuidadoso estudo ergonômico. Será muito útil também para pessoas idosas ou que sofram de restrições motoras.

Estimular e/ou facilitar o uso dos cintos no banco traseiro, onde as pessoas mais relaxam, é outra batalha. Por esse motivo a Mercedes-Benz projetou um dispositivo ativo que consiste em outro motor elétrico para encaixe da fivela. Muitas vezes os ocupantes não conseguem achá-lo, afundado entre o encosto e o assento. Além de iluminado por pequenos LEDs, o encaixe “viaja” por até sete cm, logo que as portas se abrem. Depois de engatado, recua quatro cm. O sistema faz parte do dispositivo de monitoramento de possível acidente, já existente nos bancos dianteiros, estendendo a maior proteção igualmente a quem fica atrás.

Minibolsas de ar embutidas nos cintos de segurança das extremidades do banco traseiro é conquista recente. A Ford as lançou no SUV Explorer, ano passado, nos EUA. Este ano, estreou na Europa, no sedã médio-grande Mondeo (igual Fusion), apresentado no Salão do Automóvel de Paris.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Lâmpada de Xenon: uma vez com ela, jamais sem ela

Foi-se o tempo em que comprar uma lâmpada de Xenon era sinônimo de gastar praticamente o preço de um Fiat Uno Mille. Hoje, este equipamento está bem mais em conta, facilitando sua venda a um número bem maior de consumidores.

Acredito que podemos dividir a "era dos faróis de xenônio" em três momentos. O primeiro é que este item só equipava modelos de alto luxo, na sua maioria importados, sendo um claro sinal de sofisticação. O momento seguinte é a dos tunados: parte desta turma começou a equipar seus modelos com lâmpadas de xenon como um diferencial para deixar o carro ainda mais personalizado.

O terceiro e último momento é da popularização desse equipamento, que é mais eficiente, seguro e duradouro. Ele ilumina mais, o que aumenta a segurança dos ocupantes do carro e de quem (ou o que) estiver externo ao automóvel (pessoas, animais, postes, outros veículos, etc.) e tem vida útil cerca de quatro a cinco vezes mais do que a lâmpada normal. Além disso, os faróis de xenônio causam menos ofuscamento da visão dos outros motoristas.

Atualmente estamos na transição entre o segundo e o terceiro momentos, mas com o primeiro ainda vivo e existente. Veja abaixo um comparativo entre as lâmpadas de xenônio e as halôgenas.


Diferenças (texto de Enio Greco, em matéria do Estado de Minas - 09/2007)
Para entender as vantagens dos faróis de xenon é preciso conhecer suas principais diferenças em relação às lâmpadas halógenas. Ivan Lelis, gerente de Marketing e Produto da Divisão Automotiva da Philips, explica que as lâmpadas halógenas usam filamentos incandescentes, que transformam energia elétrica em luz amarelada. Já as lâmpadas de xenônio (gás nobre) têm funcionamento semelhante ao das fluorescentes. Não têm filamento e são alimentadas por reator de alta tensão, que, em uma reação química, promove a colisão de íons e elétrons, gerando luz branca.