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sexta-feira, 8 de março de 2013

Conheça os carros mais roubados do Brasil em 2012. Hyundai fechou na ponta, mas destaque fica com a Fiat

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNSeg) divulgou o seu ranking com os carros mais roubados no Brasil em 2012. Os números são relativos, proporcionais à quantidade de unidades produzidas.

Mas não deixa de ser curioso. Dos 10 primeiros, 4 são da Fiat, enquanto Ford e Hyundai ficaram com 2 representantes cada. Volkswagen e Peugeot completaram a lista com um veículo para cada.

Confira!
Hyundai/Divulgação
1º lugar - Hyundai HR
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 804
Frota em 2012: 62.179
Frequência de roubos/furtos: 1,293%
Fiat/Divulgação
2º lugar - Fiat Stilo
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 1.126
Frota em 2012: 90.896
Frequência de roubos/furtos: 1,239%
Fiat/Divulgação
3º lugar - Fiat Punto
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 1.137
Frota em 2012: 96.334
Frequência de roubos/furtos: 1,180%
Peugeot/Divulgação
4º lugar - Peugeot 307
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 1.022
Frota em 2012: 94.455
Frequência de roubos/furtos: 1,082%
Volkswagen/Divulgação
5º lugar - Volkswagen SpaceFox
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 810
Frota em 2012: 82.048
Frequência de roubos/furtos: 0,987%
Fiat/Divulgação
6º lugar - Fiat Fiorino
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 3.348
Frota em 2012: 345.694
Frequência de roubos/furtos: 0,968%
Fiat/Divulgação
7º lugar - Fiat Idea
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 1.348
Frota em 2012: 144.827
Frequência de roubos/furtos: 0,931%
Hyundai/Divulgação
8º lugar - Hyundai Tucson
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 720
Frota em 2012: 83.133
Frequência de roubos/furtos: 0,866%
Ford/Divulgação
9º lugar - Ford Fusion
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 475
Frota em 2012: 56.494
Frequência de roubos/furtos: 0,841%
Ford/Divulgação
10º lugar - Ford EcoSport
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 2.418
Frota em 2012: 287.925
Frequência de roubos/furtos: 0,840%

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Alta Roda - Ninguém sabe, ninguém viu

Apesar de o Brasil ter se engajado no importante programa da ONU Década Mundial de Ações pela Segurança no Trânsito (2011 a 2020), o que está sendo feito até agora é muito pouco. O País permanece longe de implantar ou coordenar ações e muito menos avaliar resultados. Nem mesmo consegue estatísticas confiáveis sobre o número de mortos, que variam entre 40.000 e 60.000/ano em função da fonte.

Mais assustador, o pior número refere-se às indenizações pagas por óbitos comprovados, inclusive pedestres e ciclistas, pela Seguradora Líder, administradora central do DPVAT, sigla quilométrica e proporcional ao tamanho do problema: Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, ufa!

Como comparação, a estimativa mínima é 20% superior aos vitimados em acidentes fatais nos EUA, que têm frota circulante cerca de cinco vezes maior que a brasileira. Aliás, a frota aqui  apresenta contagem duvidosa, pois o Denatran inclui veículos fora de circulação. Só nascem, nunca morrem. Total real é 30% menor (em torno de 50 milhões de veículos, incluindo 13 milhões de motocicletas), segundo estatísticas realísticas que levam em conta sucateamento, furtos, roubos e acidentes.

Exemplo de improvisação é a celeuma causada no recente episódio dos motofretistas – conhecidos como motoboys. Depois de três adiamentos e novos bloqueios de vias públicas em protestos, o Denatran não caiu na realidade. Os cursos obrigatórios de reciclagem e adequação ao serviço são, de fato, insuficientes para atingir o número de profissionais, no momento. Embora importantes, há exigências de segurança nos veículos fáceis de cumprir: antena antipipa, protetor de pernas e baú fechado com películas refletoras. Também se exigem coletes com tiras reflexivas.

Razoável seria separar a parte educacional – com cronograma factível – e iniciar a fiscalização de imediato de itens que podem ser comprados. Quem toma decisões em Brasília, sentado em gabinete refrigerado, precisa de coerência desde o início e visão holística da situação.

Para não dizer que nada foi feito, o Brasil se transformou no paraíso das empresas de instalação de radares de fiscalização de velocidade. De 2006 a 2012, a cidade de São Paulo, por exemplo, abrigou 600 novos radares. As multas automáticas subiram de 4 milhões para 10 milhões por ano, aumento de 125%. A redução na perda de vidas foi de 3% (de 1.407 para 1.365), mesmo com aumento da frota. Um avanço, sem dúvidas, e merece aplausos.

Mas quanto dessa bolada arrecadada na fiscalização eletrônica foi ou será aplicada nos outros dois apoios (educação e engenharia de trânsito) do clássico tripé de segurança, aceito em todo o mundo? Ninguém sabe, ninguém viu. Faltam sete anos para o término do programa da ONU, mas pelo que aqui se demonstrou não funcionará como deveria no Brasil.

RODA VIVA

RESGATE de nomes antigos está na moda (menos criativa) da indústria. GM tinha Cobalt (no exterior), a VW, Voyage e agora Fusca, e a Fiat, Uno. Chato é designar, hoje, um carro do passado fora do segmento original. Caso da família 500, da Fiat, com derivações bem maiores, ou do Santana (hoje, Passat) que utilizará a arquitetura anabolizada do compacto Polo, em 2014.

FORD conseguiu, graças à importação favorecida do México, conjunto bem competitivo no novo Fusion 2,5 Flex por R$ 92.990. Número elevado de itens de série surpreende: do sistema de navegador (tela de 8 pol) por comando de voz, aos oito airbags (dois para joelhos). Há duas telas reconfiguráveis no quadro de instrumentos e até abertura das portas por código.

MOTOR aspirado de 2,5 l/175 cv (etanol) do Fusion paga imposto maior que o 2-litros turbo (240 cv). Não decepciona em desempenho pelas dimensões internas e externas (2,85 m, entre-eixos e 514 l, porta-malas). Rodas de aro 17 pol (versão Titanium, 18) e pneus de perfil mais alto permitem menor aspereza de rodagem, mas suspensões, macias demais.

CIVIC ganhou vida ao lançar motor flex de 2 litros/150 cv, na eterna briga com Corolla. Disponível na versão intermediária LXR e na EXR (R$ 83.890,00) motor tem vigor e bom câmbio automático, cinco marchas. Ao usar etanol, dispensa gasolina na partida em dias frios. Oferece segurança (ESP) e conveniência de GPS, mas sem ajuste elétrico de banco.

ABEIVA (associação de importadores sem fábrica no Brasil) prevê 2013 melhor que 2012, porém 25% abaixo de 2011. Até o fim do ano, mesmo com janeiro fraco, umas 150.000 unidades serão vendidas. Mesmo encolhido, ainda atrai novos atores, como Geely, 51ª marca no mercado brasileiro, a partir de agosto próximo.

GEELY pertence a um grupo industrial privado chinês e fabrica carros desde 1986. Comprou da Ford a marca sueca Volvo, em agosto de 2010, por US$ 1,8 bilhão: bom negócio para as três. Compacto (LC) e médio-compacto (LC7) serão montados no Uruguai em operação coordenada pelo importador Gandini, também representante Kia. No futuro, Geely pode ter fábrica aqui.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Correndo atrás do prejuízo, Ford prepara 18 lançamentos para o Brasil em 2013

Novo Focus
Há um pouco mais de um ano, eu perguntei aqui no De 0 a 100: Por que a Ford não emplaca no Brasil? Dei três justificativas principais: falta de um Ka quatro portas; veículos interessantes muito caros (New Fiesta, Focus, Fusion e Edge); e falta de opções variadas entre R$ 24.000 e R$ 47.000 (só Ka 1.0 e 1.6, Fiesta hatch 1.0 e 1.6, Fiesta Sedan 1.0 e 1.6 e Courier 1.6). Pois bem, parece que a marca norte-americana percebeu que estava ficando para trás e anunciou que, em 2013, deverá fazer 18 lançamentos no Brasil (entre carros e caminhões).

Veja os 36 anos do Ford Fiesta em apenas 1:25s

Quem deu esta bela notícia foi o presidente da Ford no Brasil, Steven Armstrong. Entre as novidades, podemos esperar os novos Ka (hatch e sedã); (New) Fiesta (hatch e sedã) e Focus (hatch e sedan) - estes últimos já mostrados oficialmente no Salão do Automóvel de São Paulo.
New Fiesta nacional - Fotos: Ford/Divulgação
Não custa lembrar que, em 2012, tivemos os lançamentos dos novos EcoSport, Fusion e Ranger. Com a nova família Ka e a nacionalização do New Fiesta, o atual Fiesta Rocam deve dar adeus num futuro não muito distante, assim como o nosso Ka.

Segundo Armstrong, até 2015 serão investido no país R$ 4,5 bilhões, sendo que a planta de motores e transmissões de Taubaté (SP) será ampliada com o investimento de R$ 500 milhões; a fábrica de São Bernardo do Campo (SP) receberá R$ 800 milhões (provavelmente para a produção de um novo veículo); e, em Camaçari (BA), será erguida a nova fábrica de motores, com custo estimado em R$ 400 milhões.

Para encerrar, entre os "não carros" previstos na lista de 18 lançamentos, devemos ter a sexta geração do Ford Transit e um caminhão extrapesado.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Alta Roda - Critérios e medidas

A terceira rodada de testes de colisão contra barreira fixa, realizada pela ONG Latin NCAP (acrônimo em inglês para Programa de Avaliação de Carros Novos, da América Latina), continua a trazer interrogações. A entidade sediada no Uruguai tem bons discursos, pois trata de estimular por efeito comparativo o nível de segurança passiva dos veículos.
Existem pelo menos seis desses programas em diferentes regiões produtivas do mundo. Os métodos não conversam entre si. Há diferenças marcantes entre modo de colisão contra barreira fixa (frente toda ou parcial), velocidade de choque, impactos laterais (perpendiculares e contra obstáculo cilíndrico), além de proteções específicas para crianças a bordo e simulação de atropelamento de pedestre.

Classificação de zero a cinco estrelas é por meio de pontuação que avalia ferimentos em bonecos antropométricos sensorizados. Algumas distorções não são explicitadas pelo Latin NCAP, como a velocidade de impacto. Regulamentos da ONU sugerem 56 km/h, mas aqui a ONG usa 64 km/h. Essa diferença, que vem sendo eliminada, decorre de custos de produção e poder aquisitivo de cada mercado.

A China tem seu próprio NCAP e já concordou com a velocidade maior, o que encarecerá a estrutura de seus carros. Afinal, o Geeky CK1 (sem airbags) não conseguiu nenhuma estrela, em 2010, e o JAC J3 foi o único modelo, mesmo com airbags frontais, que alcançou apenas uma estrela, em 2012. Oito automóveis compactos fabricados no Brasil (Celta, Corsa Classic, Gol, Ka, Palio, Sandero, Uno e 207) também ficaram com uma estrela, quando testados sem airbags. Se serve de consolo, veículos chineses são (bem) inferiores nessa segurança aos produzidos no Brasil.
Nissan March - Latin NCAP/Divulgação
Há outras curiosidades com a pontuação. March mexicano, com airbags frontais, ganhou duas estrelas (2011) e o europeu, cinco. O modelo vendido na Europa tem mais equipamentos, mas estruturalmente são iguais: três estrelas de diferença mostram algo errado na metodologia.

Colocaram aqui um mínimo de 14 pontos para o veículo ser cinco estrelas, enquanto na Europa esse limite é “flexível”. No site da EuroNCAP, Chevrolet Volt aparece com 11,6 pontos em impacto frontal e recebe cinco estrelas (2011), enquanto o Cruze com 13,18 pontos (2011) se classificou com quatro estrelas no Latin NCAP. Excesso de zelo para os fabricados na América Latina?

Essas trapalhadas só acontecem pela omissão dos legisladores da região em criar um padrão de segurança coerente e mais severo ao longo do tempo. O nosso continente é o único para o qual a organização Euro NCAP conseguiu exportar seus negócios e métodos, com pouca discussão técnica sobre a realidade dos mercados.

Latin NCAP gosta de repetir que os modelos mais vendidos aqui estão 20 anos atrasados em relação aos mercados centrais. Mas se esqueceu de comentar que dos 26 automóveis testados contra a barreira, em três anos, há mais modelos, nove, com quatros estrelas (City, Corolla, Cruze, Etios, Fiesta, Fluence, Focus, Polo e Tiida), do que com uma estrela. E vários dos atuais “uma-estrela” receberão outra, quando a legislação tornar airbags obrigatórios, parte em 2013 e a totalidade em 2014.

RODA VIVA

PARA quem gosta de comparar preços do Brasil com o exterior, esquece de ver a Europa. Bom exemplo é Fusion Titanium mexicano, carro praticamente igual ao alemão Mondeo Titanium. Aqui, o médio-grande da Ford custa R$ 113.000 e lá, 33.750 euros (R$ 91.000). Se igualadas as cargas fiscais, os preços são iguais ou até um pouco mais caro na Europa.

CARLOS GHOSN, presidente mundial da Renault-Nissan, em visita ao Brasil, fez primeira previsão de um executivo do setor sobre o mercado brasileiro em 2013. Ele acredita em elevação nas vendas de automóveis e comerciais leves de 2%, metade em termos nominais do que deve crescer a economia (4%). Ano será mais difícil sem o incentivo do IPI menor.
Renault/Divulgação
FLUENCE GT (R$ 79.370) é dos poucos produtos fabricados no Mercosul que não vilipendiou a sigla Grã Turismo. Além do motor turbo 2 litros/180 cv (37 cv a mais), o carro tem apêndices e apliques discretos, além de câmbio manual. Suspensão recalibrada e o torque de 30,6 kgf.m formam boa combinação para quem quer algo mais de um honesto sedã familiar.

REDUÇÃO de até 35% no consumo de combustível é esperada nos motores de F-1, em 2014, segundo a Magneti Marelli. O downsizing parte de um V-8 aspirado/2,4 L para um híbrido V-6 com eletroturbo/1,6 L. Pela primeira vez, se utilizará injeção direta de gasolina a 500 bares de pressão e a empresa será única responsável pelos novos injetores. Potência se manterá em 700 cv.

RASTREADOR/BLOQUEADOR de veículos com comando por voz e controle remoto foi desenvolvido pela LocatorOne, de Campinas (SP), especializada em soluções de segurança sem pagamento de mensalidades. O ABR – Super também detecta tentativas de interferência eletrônicas (jamming) sobre o GPS. Preço: R$ 1.220. Pormenores em www.locatorone.com.br.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Em noite da Ford, Hyundai HB20 é eleito o Carro do Ano 2013 no Brasil

A Ford tentou roubar todas as atenções, e quase conseguiu, mas quem saiu com o maior sorriso no rosto da noite de ontem foi a Hyundai, que viu o HB20 ser eleito o Carro do Ano 2013, prêmio mais importante da imprensa nacional.
Hyundai HB20 - Carro do Ano 2013 (Hyundai/Divulgação)
Veículos inéditos e modelos que passaram por mudanças significativas ao longo dos últimos 12 meses participaram das categorias da premiação, que neste ano chegou a 46ª edição.

Fabricado em Piracicaba (SP), o coreano verde-amarelo foi escolhido por um júri formado por jornalistas de todo o Brasil e pela equipe da revista Autoesporte. Levando em consideração os finalistas e o peso que representa a chegada do HB20, a escolha foi certa. Se o Toyota Etios fosse mais ousado e moderno, é bem provável que ele pudesse ter levado o título.

Dos outros sete prêmios da noite, a Ford levou cinco: Carro Premium do Ano, com o novo Fusion; Picape do Ano, com a Ranger; Utilitário do Ano, com o EcoSport, Motor acima de 2.0, com o 3.2 20V Turbodiesel da Ranger; e Carro Verde do Ano, com o Fusion Hybrid.
Ford EcoSport é o Utilitário do Ano 2013 (Ford/Divulgação)
A vitória do EcoSport também era outra que estava "na cara". O modelo representou um marco para a Ford e para a indústria nacional quando foi lançado. Agora, na sua segunda geração, a marca espera que o seu SUV a leve para voos ainda mais altos.

Com o de Motor abaixo de 2.0, pelo 1.4 TSFI do A1, e com o título de Utilitário Premium do Ano dado ao Q3, a Audi levou os outros dois prêmios da noite.
Ford Fusion é o Carro Premium do Ano 2013 (Ford/Divulgação)
Da lista abaixo, que tem os vencedores sublinhados, o único que eu "votei" diferente foi a Picape do Ano. Eu pensava que a Chevrolet S10 seria eleita, por causa da sua história e importância para o mercado nacional. A Ranger também é uma picape excelente, mas a S10 marcou muito mais o nosso país.

Carro do Ano
Chevrolet Sonic
Citroën C3
Hyundai HB20
Peugeot 308
Toyota Etios

Carro Premium do Ano
Audi A5
BMW Série 3
Ford Fusion
Mercedes Classe B
Peugeot 508

Utilitário do Ano
Audi Q3
Dodge Durango
Ford EcoSport
Honda CR-V
Lexus RX 350

Picape do Ano
Chevrolet S10
Ford Ranger
RAM 2500
Toyota Hilux
Volkswagen Amarok

Motores até 2.000 cm3
1.4 TFSI Audi A1
1.5 Citroën C3
1.6 16V Nissan March/Versa
1.6 Turbo Mercedes Classe B
2.0 16V Turbo BMW 328i

Motores acima de 2.000 cm3
2.5 16V flex da Ford Ranger
2.8 16V Turbo a diesel Chevrolet S10
3.0 Turbo Lexus iS 300
3.0 V6 Hyundai Azera
3.2 20V Turbo diesel Ford Ranger

Executivo do Ano
Jaime Ardila, Presidente da GM na América do Sul

Publicidade do Ano
Honda, com a campanha de lançamento do City 2013

Site do Ano
Fiat

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Alta Roda - Respeito às diferenças

Interessante constatar como os fabricantes mudam suas estratégias mercadológicas e técnicas de continente a continente. Marcas europeias e orientais, por exemplo, tratam de desenvolver modelos com dimensões generosas para vender nos EUA. Atender a cultura do segundo maior mercado do mundo (só perdeu a liderança para a China há três anos) implica fazer concessões ao peso do veículo e maior consumo de combustível em troca de espaço interno.

Isso está mudando porque a gasolina encareceu nos EUA e o governo estabeleceu metas rigorosas de economia para os próximos anos. A Ford foi das primeiras a reagir. Deu uma guinada a fim de procurar aproximar ao máximo possível todos os novos projetos mundiais, pois consumo de combustível e emissões de CO2 são irmãos siameses.
Novo Fusion - Ford/Divulgação
O novo Fusion demonstra os novos tempos. Esse sedã médio-grande, em exceção parcial àquela regra, era um pouco menor que a sua contraparte vendida na Europa com o nome de Mondeo. Agora, cresceu cerca de três cm em comprimento, largura e altura. Estilo e dimensões são os mesmos dos dois lados do Atlântico.

Na versão de topo, Titanium, o motor V6 aspirado foi substituído por um quatro-cilindros turbo com injeção direta de 2 litros/240 cv/34,7 kgfm. Assim, o carro chegará ao Brasil, em dezembro, por R$ 112.990, incluindo tração nas quatro rodas e teto solar. Preço dos mais competitivos por vir do México sem imposto de importação e IPI extra. A partir da produção do novo Fiesta hatch, em São Bernardo do Campo (SP), já no início de 2013, a Ford aliviará sua cota de importação mexicana, concentrando-a no Fusion. Em março, estreia o motor de 2,5 l/175 cv, flex, tração dianteira, preço estimado em R$ 85.000.

Espaço interno, em especial no banco traseiro, é um dos destaques, além do silêncio de rodagem ao incluir para-brisa acústico. A marca optou por distância entre eixos 12 cm maior (igual à do Mondeo), mas sacrificou o porta-malas em cerca de 80 litros (agora, 453 l), em parte pelo desenho da traseira. Em compensação, o coeficiente aerodinâmico evolui de 0,33 para 0,27, um dos melhores do segmento, o que resultou em consumo cidade/estrada de 9,1 km/l (gasolina).

O Fusion recebeu um grande pacote de equipamentos, em especial de segurança. Controle ativo de velocidade de cruzeiro, comutação automática farol alto/baixo ao cruzar com outro veículo, monitoramento de pontos cegos, alertas para tráfego cruzado em marcha à ré, de sonolência e de invasão de faixa, além de airbags de joelho para motorista e passageiro (oito bolsas, no total) são alguns. Sistema de estacionamento automático também é novidade.

Sua dirigibilidade impressiona, a começar pela direção de assistência elétrica que absorve pequenas vibrações dos pneus e tem controle ativo de deriva. Em ruas de Los Angeles (EUA) não deu para avaliar o comportamento em curvas velozes, mas a nova suspensão traseira independente de quatro braços traz o refinamento europeu antes inexistente.

Apesar do peso extra do sistema de tração 4x4, o motor dá conta do recado. A Ford decidiu manter o limite eletrônico de 180 km/h de velocidade máxima (na Europa, 240 km/h). Ou seja, em quase tudo carros iguais, mas respeitadas certas diferenças.

RODA VIVA

BMW, finalmente, anunciou a fábrica brasileira em Araquari (SC). Esta coluna antecipou, pelo Twitter, a decisão tomada pela diretoria em Munique há 14 meses. Como havia negociações à frente, a filial brasileira foi obrigada a negar a informação. Investimento de pouco mais de R$ 500 milhões, início de vendas em 2014 e produção inicial do SUV compacto X1.

MERCEDES-BENZ anunciará, até o final do ano, a fábrica no Brasil para produzir o futuro SUV derivado do compacto Classe A. Decisão inevitável, depois do passo adiante da arquirrival BMW. Tudo indica que a unidade estará no mesmo complexo da Nissan, em construção em Resende (RJ). Só falta o retorno da Audi para estabelecer aqui o Trio de Ferro alemão.

DEPOIS de experiências de estilo pouco brilhantes, a GM acertou com o Onix. Novo compacto hatch Chevrolet, em pré-estreia no Salão do Automóvel de São Paulo, agradou também por suas dimensões internas e painel bem elaborado. Arquitetura é a mesma GSV, do Sonic. Vendas começam em novembro próximo. O sedã, primeiro trimestre de 2013.

NOME é trocadilho com Tiguan, mas o Taigun, revelado no Salão, dá ótima pista de como será o primeiro SUV compacto que a VW produzirá no Brasil, em 2014. Motor será o TSI, turbo e injeção direta, três cilindros, 1 litro/110 cv, na versão flex. Pelo menos o motor feito aqui foi confirmado por Ulrich Hackenberger, vice-presidente executivo do Grupo VW.

GRUPO Gandini, importador Kia, estuda alternativas para fabricar algum modelo no Brasil a fim de atenuar fortes restrições do regime automobilístico a quem não produz localmente. Porém, restrições legais e estratégicas, dentro do grupo sul-coreano, impedem uso compartilhado da nova fábrica da Hyundai em Piracicaba (SP).

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Impressões: Ford Fusion, um excelente carro mediano

Assim como o post sobre câmbio automatizado, outro post que ficou esquecido na caixa de rascunhos foi esse (tive um problema pessoal que me desorganizou), das Impressões do Ford Fusion, que publico agora, na véspera da chegada da nova geração do modelo ao Brasil.
Como eu disse no em janeiro, tirei alguns dias de férias em dezembro do ano passado e fui para os Estados Unidos. Durante a viagem me programei para alugar dois carros: um sedã de luxo na Florida, no caso o Cadillac CTS, com a decepcionante Avis; e um "mid-size" sedã em Minnesota, com a Dollar - não tive a opção de reservar um modelo específico, mas sabia que um sedã razoavelmente interessante estava à minha espera (no site dizia "Dodge Avenger or similar").

Se o Cadillac CTS virou Lincoln Town Car (mais uma vez, obrigado Avis pelo "excelente" serviço), o que esperar do aluguel pela Dollar nas terras frias de Minnesota?

Quando cheguei ao aeroporto internacional de Minneapolis, passei ao lado do pátio das locadoras e percebi inumeros veículos disponíveis. Cheguei ao balcão, mostrei a minha reserva já paga e pedi o meu "Dodge Avenger ou similar". A resposta veio de bate-pronto: não temos o Avenger. Mas temos um similar, o Kia Optima. Pensei na hora "me dei bem" e pedi o Optima, mas o gerente do estabelecimento logo chegou e acabou com a minha felicidade, dizendo que a última unidade do sedã da Kia tinha acabado de ser alugada.
Fusion começando a "brincar" com a neve - Fotos acima: Renato Parizzi
Pedi então o outro veículo "similar" da mesma categoria, e a Dollar me ofereceu o único carro disponível: um (decepcionante) Kia Soul. Eu disse que eu tinha reservado um mid-size sedã (sedã de médio porte nos EUA e de grande porte no Brasil) e que o Soul não era um sedã. Eles insistiram e eu disse que não ficaria com o Soul e exigi outro carro, e falei ainda que eles deveriam me dar um upgrade já que eles não tinham um sedã médio. Eles alegaram que o Soul estava na categoria mid-size e que era ele ou um veículo menor. Pedi então um Toyota Corolla, mas, para a minha surpresa, eles não tinham.

Pensei: "estou de férias, querendo descansar, e está fazendo -15º C lá fora - quero sair logo daqui". Perguntei então qual seria o veículo imediatamente acima do Dodge Avenger e do Kia Optima e me ofereceram um Ford Fusion, mas eu teria que pagar 22 dólares a mais por dia! Disse que era um absurdo, chamei o gerente, expliquei o caso e, no final das contas, paguei 6 dólares a mais por dia para pegar o Fusion, considerado pela locadora um carro do tamanho "standard".
Duas fotos abaixo: reprodução de speedsportlife
Finalmente: o carro
Ao chegar ao veículo, tentei colocar todas as malas no porta-malas, mas não consegui. Diferente do Lincoln Town Car, que tinha excelentes 595 litros de espaço, os bons 530 litros do Fusion não foram suficientes para a minha bagagem. Tive então que deitar parte do encosto do banco traseiro para resolver o problema.

Ao sentar no banco do motorista, fiquei decepcionado com a simplicidade do painel e com a pobreza do acabamento. Dei um desconto porque era um veículo alugado, ou seja, "sem pai". Mas, mesmo assim, eu esperava um pouco mais, muito por causa da fama do Fusion no Brasil.

O espaço para os ocupantes me agradou, assim como a posição de dirigir. Me senti melhor no Ford do que no Lincoln Town Car, pois o banco era mais envolvente e confortável. O painel também era agradável, tornando a visualização mais fácil. A sensação de estar mais no controle do Fusion era muito superior ao veículo da Lincoln.
Saí do aeroporto e rodei 130 km até o destino. Pude dirigir por duas highways, sendo uma de pista tripla com velocidade máxima de 60 milhas (96,5 km/h), no entorno das Twin Cities (Minneapolis/St. Paul), e outra de pista dupla e 70 milhas (112,6 km/h) de limite (Interstate 94).

O comportamento do Fusion na estrada foi bastante previsível, o que é bom. Mesmo sem curvas fechadas no caminho, a estabilidade do veículo foi boa, o que posso atribuir ao bom acerto da suspensão, roda (largas) de aro 16" e boa distância entre-eixos.

Com duas pessoas à bordo, muita bagagem e ar-condicionado desligado, eu esperava que o motor 2.5 de quatro cilindros, com 177 cv de potência (175 hp) e câmbio automático de seis marchas, fosse mais eficiente em desempenho. Não senti que faltou força, mas também não foi possível perceber que o carro trabalhou com folga, o que, de certa forma, me decepcionou. Mesmo com o porta-malas vazio, o "peso extra" dos 1.542 kg do veículo fizeram a diferença.

Na cidade, também gostei do comportamento do sedã da Ford. Mas não podemos comparar as ruas planas e largas dos Estados Unidos com as "lunares" vias brasileiras. Mesmo com seus 4,84 m de comprimento, o Fusion foi até fácil de manobrar. Mas as vagas grandes dos EUA, próprias para veículos enormes, e o tamanho reduzido em relação ao Town Car (5,47 m de comprimento) facilitaram a minha vida.
Fusion da foto está sendo substituído por uma nova geração - Ford/Divulgação
Na hora de abastecer, mesmo rodando com gasolina de octanagem mais alta (89), o consumo foi até bom, levando em consideração os fatores que envolveram a viagem: na cidade, média de 21 milhas por galão (8,9 km/l), enquanto na estrada, média de 28 milhas por galão (11,9 km/l). O Fusion alugado tinha cerca de 27.000 km rodados.

Convivendo com temperaturas médias variando entre -10ºC e -20ºC, o Fusion não teve problema nenhum para dar partida no frio. Ele pegava quase de cara. Já o ar quente só funcionava com eficiência depois do carro estar ligado por uns 5 minutos - dentro do esperado.

A Dollar me disponibilizou a versão SE do Fusion, que vinha equipada com ar-condicionado, roda de liga-leve de aro 16", direção dom assitência elétrica, trio elétrico, airbags, freio a disco nas quatro rodas com ABS, cruise control, comandos do sistema de som no volante, cinto de três pontos e apoio de cabeça para todos os ocupantes, entre outros itens.

Concluindo
Durante todo o período em que rodei com o Ford Fusion não tive nenhuma reclamação grave ou grande elogio a fazer. Absolutamente nada me chamou a atenção como algo diferenciado. O sedã se mostrou um bom carro para o dia a dia, tanto na cidade, quanto na estrada, especialmente nos Estados Unidos. O acabamento poderia ser mais refinado, mas, como eu disse, era um carro alugado.

Fico satisfeito em saber que a Ford já atualizou o Fusion nos EUA e fará o mesmo aqui no Brasil já em dezembro, com a versão Titanium Ecoboost 2.0 de 240 cv de potência e tração integral (AWD) - que chegará por R$ 112.900. Em 2013 serão lançados por aqui as versões 2.5 flex e híbrida. Talvez esta nova geração do sedã me surpreenda de verdade.

PS: Consegui recuperar apenas duas fotos da minha câmera (as duas primeiras do post), já que,  infelizmente, tive problemas com o cartão de memória da minha câmera. Espero não passar por isso de novo.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Conheça os carros mais "masculinos" do Brasil

Há alguns dias, eu estava visitando o site homem.net e fiquei pensando: realmente existem muitos carros "masculinos" e "femininos". Não me refiro a sexo, mas sim em perfil de público. Basta fazer uma análise pela lista de modelos ofertados pelas montadoras no Brasil.

Pensando nisso, entre as dez marcas mais vendidas do ano, tomando como base os emplacamentos de automóveis e comerciais leves de janeiro a junho de 2012 (Fenabrave), listei, neste post, alguns modelos mais voltados para o público masculino, no meu ponto de vista. Depois, em outro post, farei o mesmo, mas escolhendo os mais voltados para as mulheres.

Evitei colocar qualquer picapes na lista porque elas sempre foram mais voltadas para os homens.

1. Fiat (22,16% de participação de mercado)
Fiat/Divulgação
Bravo - O hatch médio é um carros com características bem mais masculinas da Fiat no mercado nacional. Seu visual moderno e esportivo (com tamanho maio do que Punto); motores (1.8 16V e 1.4 16V Turbo) com potências superiores a 130 cv, sistema Overbooster (T-Jet) e os paddle shifts (nas versões Dualogic Plus) agradam bastante os homens.
Fiat/Divulgação
Freemont - Carro grande, com características urbanas (mais) e offroad (bem menos), com visual mais quadrado e com muitos outros detalhes que agradam aos homens. Fica só devendo, e muito, em desempenho - coisa que o irmão gêmeo Dodge Journey tem com seu motor V6. 

2. Volkswagen (20,61%)

Infelizmente (ou felizmente) os carros da Volkswagen são visualmente muito parecidos, o que torna a escolha um pouco mais difícil. Mas vamos lá.
Volkswagen/Divulgação
Touareg - Imponente, moderno e potente (especialmente com motorzão V8 de 360 cv de potência), com tração integral, excelente no asfalto e ótima na terra: qual homem não gostaria de ter um desses na garagem?
Volkswagen/Divulgação
Jetta - Com linhas sóbrias e mais retas, o Jetta agrada tanto homens mais novos quanto os mais velhos, especialmente a versão 2.0 TSI com 200 cv de potência. O câmbio moderno associado a esta motorização é sensacional.

3. Chevrolet (17,79%)
Chevrolet/Divulgação
Camaro - Esse é quase um símbolo de masculinidade. Sem dúvida é o veiculo mais voltado aos homens de toda a lista. Não preciso nem detalhar muito, basta olhar a foto e pensar no motor V8. O visual é espetacular!
Chevrolet/Divulgação
Cruze Sport6 - Hatch médio, com detalhes tecnológicos, visual chamativo e tamanho mais generoso: muitas características que os homens gostam. Fica devendo uma versão mais esportiva (como o Bravo) e poderia custar menos (sempre vou criticar a Chevrolet por causa do valor).

4. Ford (9,48%)
Ford/Divulgação
Fusion - Grande, com aspecto que mistura "gangsters" e "rappers", tem lugar garantido entre os carros voltados para o público masculino. Se o modelo for preto então, com motor V6, é tiro certeiro.

5. Renault (6,77%)
Renault/Divulgação
Fluence - Segue a mesma linha do Corolla, mas com diferenças importantes: é um carro para o homem que quer status e e um pouco discrição, mas que gosta de um visual moderno e diferenciado, com algumas exclusividades.
Renault/Divulgação
Duster - Como o Ford EcoSport, tem muitas carctarísticas que agradam as mulheres, mas seu visual quadradão, meio feio, cheio de linhas mais retas dão um aspecto muito mais masculino ao Duster do que o jipinho da Ford. Se tiver motor 2.0 e tração 4x4, é um carro definitivamente masculino.

6. Nissan (3,56%)

Sentra - Fui com a minha namorada à concessionária Nissan e perguntei a ela qual era o carro mais masculino do salão. Depois da Frontier, o Sentra foi o escolhido por ela. E eu corcordo, pois este Nissan segue a proposta do Corolla. Não custa lembrar: Sentra "não tem cara de tiozão" (será?).

7. Honda (3,53%)
Honda/Divulgação
CR-V - A nova geração tornou o CR-V mais masculino. Este é o veículo que mistura as características familiares, aventureiras e tecnológicas do homem moderno.
Honda/Divulgação
Civic - Este é um modelo curioso: o homem jovem o deseja para ganhar status e mostrar que está indo bem (muito mais que o City, embora o slogan seja do irmão menor); e o homem mais velho o deseja para parecer um pouco mais novo. Uma coisa é certa: todos sentem falta da versão Si, com motor 2.0 16V de 192 cv de potência e câmbio manual de seis marchas - um carro exclusivamente masculino.

8. Toyota (2,76%)
Toyota/Divulgação
Corolla - Sóbrio, sem grandes destaques visuais, com uma versão dita "esportiva": o Corolla é o carro para o homem que quer status e discrição.

9. Hyundai (2,63%)
Hyundai/Divulgação
Veloster - Bonito, chamativo, esportivo; falta só ter um motor de verdade (e ser vendido de forma mais honesta no Brasil) para o público masculino delirar.
Hyundai/Divulgação
i30 - Como o Cruze Sport6 e o Bravo, o i30 tem inúmeras características que atraem os homens. o Hyundai tem um público cativo com idades entre 25 e 40 anos. As rodas de aro 17" agradam aos homens. É outro dos carros mais voltados para o público masculino da lista.
Hyundai/Divulgação
ix35 - Seu visual futurista e algumas características que o tornam parecido com um veículo superior tornam o ix35 um perfeito carro de ostentação masculina. 

10. Citroën (2,08%)
Citroën/Divulgação
C5 - Não preciso dizer muito: é o carro mais masculino da linha Citroën no Brasil
Citroën/Divulgação
C4 - Tem sua parcela de adoradoras, mas é maior e tem visual mais polêmico que o C3, o que agrada mais aos homens. Se for 2.0 então, melhor ainda.
Citroën/Divulgação
C4 Pallas - Sedã de grande porte, o C4 Pallas segue um pouco a linha do Fusion para conquistar os homens. A chegada da nova geração o tornará ainda mais o "carro do homem da casa".

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Alta Roda - A moda muda

O Salão do Automóvel de Detroit (14 a 22 de janeiro) ainda não recuperou todo o espaço ocupado anteriormente nos tempos de opulência em razão da desistência de algumas marcas europeias e japonesas. No entanto, marcou tendências interessantes e consolidou o avanço em direção de automóveis um pouco menores e motores mais econômicos.

Exemplo vem do novo Fusion. Além de se unificar com o Mondeo europeu, a Ford fez a troca definitiva do motor V-6 de aspiração normal por um 4-cilindros turbo de 2 litros, com potência semelhante, maior torque e mais autonomia em km/litro. Esse médio-grande terá comercialização nos EUA e no Brasil quase simultânea, mas aqui também será oferecido um motor flex de 4 cilindros e 2,5 litros.
Dodge/Divulgação
A Chrysler respondeu com o sedã Dart – nada a ver com o modelo que foi fabricado no Brasil –, aproveitando a mesma arquitetura do Alfa Romeo Giulietta/Fiat Bravo e motores de origem Fiat e Chrysler. Na realidade, é o sucessor natural do Neon, de tração dianteira, vendido também aqui. Como será produzido nos EUA não tem preço competitivo para ser importado.

Surpresa bem escondida pela GM foi o Buick Encore. Trata-se de um SUV compacto, com futura versão mais em conta da Chevrolet (menor que o Captiva) para brigar nos EUA com o Ford Escape. Sua arquitetura é a mesma do veículo pequeno global que deu origem ao Cobalt e, portanto, deve ser feito no Brasil para focar o novo EcoSport e o Renault Duster.

Em termos de estilo, parece que a moda dos faróis de grandes dimensões e formatos exóticos começa a perder força, resgatando a sua tradicional função de bem iluminar os caminhos. No Lincoln MKZ, no próprio Fusion e em outros, continuam como importantes elementos estéticos, porém sem exageros.

Dois carros-conceito da Chevrolet chamaram atenção. O Code 130 R, de tração traseira, compartilha a arquitetura do ATS, modelo com o qual a Cadillac decidiu dar combate aos Audi A4, BMW Série 3 e Mercedes Classe C. Já o Tru 140S é um exercício de desenho do que poderia ser o Cruze cupê.
Chevrolet/Divulgação
Jornalistas brasileiros puderam testar os Sonics hatch e sedã. Na prática, isso confirma sua importação no segundo semestre, quando começará a fabricação no México. Como acontece com modelos argentinos, estará livre dos ônus de importados de outras origens, embora a GM continue a falar em “estudos”. O Sonic virá nas versões completas, mirando o novo Fiesta (em torno dos R$ 50 mil). Tem a seu favor bom espaço interno, quadro de instrumentos criativo, estilo atual (sem arrebatar) e dirigibilidade agradável. Unidade avaliada possuía motor de 1,8 litro, igual ao do Cruze, com 6 cv a menos, mas é provável que a fábrica opte por um de 1,6 litro.

A Mercedes-Benz fez o lançamento mundial do novo conversível SL, 140 kg mais leve que o anterior. De olho nos endinheirados da Califórnia, o carro tem presença marcante, apesar de pragmáticos desejarem algo mais. A Hyundai agora dispõe de um motor turbo para o cupê de três portas Veloster (1,6 l/201 cv) que lhe garante desempenho compatível ao seu estilo audacioso.

A Volkswagen, por sua vez, lançou o Jetta híbrido que se destaca como referência em consumo frente ao Prius, pioneiro de mercado e, até agora, pouco incomodado.

RODA VIVA

TOYOTA faz suas apostas no Prius c, apresentado em Detroit. Esse híbrido tem porte menor (ainda mais econômico no consumo de gasolina) e preço acessível. A marca japonesa pretende atrair a faixa de entrada do mercado americano, abaixo dos US$ 20 mil (R$ 36 mil). Reúne condições de chegar ao Brasil a preço mais atraente do que o Prius convencional.

NOVO Ka, em desenvolvimento em Camaçari (BA), não ficará igual ao que será fabricado na Europa. J. Mays, vice-presidente mundial de Design da Ford, admitiu, durante conversa em Detroit: “Mercados de entrada são bastante diferentes entre países emergentes e europeus”. Ou seja, desenho único em todos os mercados da Ford pode ter uma exceção...

CHRYSLER sabe que precisa construir fábrica no Mercosul para conseguir preços competitivos nos produtos importados do México pelo acordo bilateral de comércio. Brasil seria candidato natural e favorito. Mas, os argentinos também estão no páreo e apontam a marca Jeep como escolhida no lado de lá da fronteira. Decisão não deve demorar muito.

SPORTAGE, agora com motor flex de 2 litros e até 178 cv (etanol), confirma que os sul-coreanos estão sendo mais audazes do que outras marcas instalados há décadas no Brasil e com experiência acumulada no combustível vegetal. O Kia tem potência 7,3% superior em comparação à gasolina (mais 12 cv). Há motores flex no Brasil com diferença de apenas 1 cv.

FENÔMENO incômodo acontece quando o para-brisa embaça pelo lado de fora. O limpador ajuda a remover a condensação observada. Melhor maneira, entretanto, é ligar o ar quente, direcionando-o para a base do para-brisa. Causa algum desconforto no habitáculo pelo aumento da temperatura. Vale a pena, pois o embaçamento demora a retornar.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Impressões - O espaçoso e confortável Fusion

É com muito prazer que publico mais um carro na seção "Impressões" do De 0 a 100 (o primeiro de 2010!), sendo o segundo sedã da lista e o primeiro representante da Ford. E nada melhor que começar com um dos melhores veículos vendidos pela marca norte-americana no Brasil atualmente, o Fusion. Quem enviou as informações e as fotos foi o Hugo Leite, de Olinda (PE). Pelo visto o Hugo cuida muito bem dos carros dele, já que o seu automóvel anterior tinha rodou mais de 180.000 km!

Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan
, o Leônidas (de novo!) e o Hugo Leite, basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.
"Não lembro exatamente qual o momento em que decidi comprar o Ford Fusion 2.3 16V (2006), mas lembro que desde que foi lançado sinto uma admiração por ele. Meu antigo carro era um Chevrolet Astra Sedan, 1.8 mpfi, 2002, a álcool. Um ótimo carro, só que já estava com mais de 180 mil km, ou seja, na hora de trocar. Ao sair a procura por outro carro, decidi que iria comprar um que oferecesse segurança, conforto e imponência no visual. Já nas lojas, vi que o Ford Fusion oferecia tudo o que eu queria e terminei por comprá-lo. Acho que fiz uma boa aquisição, isso, levando-se em consideração os benefícios e acessórios disponibilizados.
PONTOS POSITIVOS
O preço não foi alto, custou R$ 42.000, sendo R$ 30.000 à vista, com o saldo em 4 parcelas iguais, no cartão de crédito, sem juros. Por esse preço levei um carro:

. Sedan (meu perfil de carro);
. Preto (minha cor preferida);
. Imponente (carro de presença e de status);
. Potente (2.3, 16v);
. Econômico (estrada: 11,2 km/l; Cidade: 8,9 km/l, com o ar sempre ligado);
. Ar-condicionado digital, com controle na direção (conforto e praticidade);
. Direção hidraúlica (muito leve);
. Ajuste de altura e profundidade da direção hidraúlica (conforto);
. Vidros elétricos, inclusive os traseiros, com possibilidade de bloqueio pelo motorista (conforto, praticidade e segurança com crianças e adultos traquinos);
. Travas elétricas e abertura do porta malas na chave (praticidade);
. Alarme (segurança);
. Bancos em couro, com ajuste elétrico para o motorista (ótimos ajustes);
. Banco traseiro bi-partido (aumenta o espalo interno da mala, caso preciso);
. Retrovisor fotocrômico (conforto);
. Câmbio automático de 5 marchas (preciso nas trocas);
. Airbags frontais e laterais (segurança indispensável);
. Freios ABS (segurança indispensável);
. Teto solar (conforto, sem contar que meus filhos adoraram);
. Piloto automático, com controle na direção (conforto e praticidade);
. Computador de bordo (informação ao motorista)
. Super som integrado, 6 cds, mp3, com controle na direção (adorei o som. Ótimo!)
. Ótimo acabamento no painel e nas portas
. Compartimento de malas generoso (ótimo para mim que tenho dois filhos pequenos: 4 e 2 anos)

Para finalizar, o carro tinha 23.985 km, originais. Sei da originalidade da quilometragem pelo manual do proprietário. Ademais, fiz uma pesquisa na internet e descobri que o antigo proprietário é um dos diretores do TRE da Paraíba. Por telefone, o mesmo confirmou a originalidade da informação do painel e acrescentou que a revisão estava em dia. Por fim, o seguro custou R$ 2.400, isso, na tabela 110% da FIPE e carro reserva de 30 dias.
PONTOS NEGATIVOS . O retrovisor não rebate;
. Há dificuldade nas manobras de rua, pois ele não esterça muito;
. Ao descer do carro é preciso fechar os vidros e o teto solar, que não são automáticos com comando na chave.

Eu estou satisfeito!
O que vocês acham? Sejam sinceros!
"

Opinião do blogueiro
Nunca fui muito fã de cromados em carros. Mas, depois de morar por mais de um ano nos Estados Unidos, voltei com uma cabeça um pouco diferente, entendendo um pouco mais sobre esses cromados. E um dos primeiros carros que gostei com eles foi o Ford Fusion. Depois que eu dirigi o carro o veículo pela primeira vez então, gostei mais ainda. Ele é espaçoso, potente, bem acabado e muito bem equipado. O desempenho também é bom. Mas o que mais me chamou a atenção foi a relação custo/benefício. Era quase impossível comprar um carro com o mesmo nível do Fusion pagando o mesmo valor cobrado por ele.


Concordo totalmente com os pontos negativos observados pelo Hugo. Chama a atenção, pelo lado negativo, um carro dessa categoria ter problemas desse tipo. Se alguém souber, me avise se o "novo" tem os mesmos "defeitos".

Falando do "novo" Fusion, ele está ainda melhor, já que o seu visual está mais bonito e moderno, além do motor mais potente e da opção V6 (com tração integral)! Mas o "velho" Fusion também é um ótimo automóvel, como foi descrito pelo Hugo (mais de 20 pontos positivos, contra apenas três negativos).