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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Alta Roda - Critérios e medidas

A terceira rodada de testes de colisão contra barreira fixa, realizada pela ONG Latin NCAP (acrônimo em inglês para Programa de Avaliação de Carros Novos, da América Latina), continua a trazer interrogações. A entidade sediada no Uruguai tem bons discursos, pois trata de estimular por efeito comparativo o nível de segurança passiva dos veículos.
Existem pelo menos seis desses programas em diferentes regiões produtivas do mundo. Os métodos não conversam entre si. Há diferenças marcantes entre modo de colisão contra barreira fixa (frente toda ou parcial), velocidade de choque, impactos laterais (perpendiculares e contra obstáculo cilíndrico), além de proteções específicas para crianças a bordo e simulação de atropelamento de pedestre.

Classificação de zero a cinco estrelas é por meio de pontuação que avalia ferimentos em bonecos antropométricos sensorizados. Algumas distorções não são explicitadas pelo Latin NCAP, como a velocidade de impacto. Regulamentos da ONU sugerem 56 km/h, mas aqui a ONG usa 64 km/h. Essa diferença, que vem sendo eliminada, decorre de custos de produção e poder aquisitivo de cada mercado.

A China tem seu próprio NCAP e já concordou com a velocidade maior, o que encarecerá a estrutura de seus carros. Afinal, o Geeky CK1 (sem airbags) não conseguiu nenhuma estrela, em 2010, e o JAC J3 foi o único modelo, mesmo com airbags frontais, que alcançou apenas uma estrela, em 2012. Oito automóveis compactos fabricados no Brasil (Celta, Corsa Classic, Gol, Ka, Palio, Sandero, Uno e 207) também ficaram com uma estrela, quando testados sem airbags. Se serve de consolo, veículos chineses são (bem) inferiores nessa segurança aos produzidos no Brasil.
Nissan March - Latin NCAP/Divulgação
Há outras curiosidades com a pontuação. March mexicano, com airbags frontais, ganhou duas estrelas (2011) e o europeu, cinco. O modelo vendido na Europa tem mais equipamentos, mas estruturalmente são iguais: três estrelas de diferença mostram algo errado na metodologia.

Colocaram aqui um mínimo de 14 pontos para o veículo ser cinco estrelas, enquanto na Europa esse limite é “flexível”. No site da EuroNCAP, Chevrolet Volt aparece com 11,6 pontos em impacto frontal e recebe cinco estrelas (2011), enquanto o Cruze com 13,18 pontos (2011) se classificou com quatro estrelas no Latin NCAP. Excesso de zelo para os fabricados na América Latina?

Essas trapalhadas só acontecem pela omissão dos legisladores da região em criar um padrão de segurança coerente e mais severo ao longo do tempo. O nosso continente é o único para o qual a organização Euro NCAP conseguiu exportar seus negócios e métodos, com pouca discussão técnica sobre a realidade dos mercados.

Latin NCAP gosta de repetir que os modelos mais vendidos aqui estão 20 anos atrasados em relação aos mercados centrais. Mas se esqueceu de comentar que dos 26 automóveis testados contra a barreira, em três anos, há mais modelos, nove, com quatros estrelas (City, Corolla, Cruze, Etios, Fiesta, Fluence, Focus, Polo e Tiida), do que com uma estrela. E vários dos atuais “uma-estrela” receberão outra, quando a legislação tornar airbags obrigatórios, parte em 2013 e a totalidade em 2014.

RODA VIVA

PARA quem gosta de comparar preços do Brasil com o exterior, esquece de ver a Europa. Bom exemplo é Fusion Titanium mexicano, carro praticamente igual ao alemão Mondeo Titanium. Aqui, o médio-grande da Ford custa R$ 113.000 e lá, 33.750 euros (R$ 91.000). Se igualadas as cargas fiscais, os preços são iguais ou até um pouco mais caro na Europa.

CARLOS GHOSN, presidente mundial da Renault-Nissan, em visita ao Brasil, fez primeira previsão de um executivo do setor sobre o mercado brasileiro em 2013. Ele acredita em elevação nas vendas de automóveis e comerciais leves de 2%, metade em termos nominais do que deve crescer a economia (4%). Ano será mais difícil sem o incentivo do IPI menor.
Renault/Divulgação
FLUENCE GT (R$ 79.370) é dos poucos produtos fabricados no Mercosul que não vilipendiou a sigla Grã Turismo. Além do motor turbo 2 litros/180 cv (37 cv a mais), o carro tem apêndices e apliques discretos, além de câmbio manual. Suspensão recalibrada e o torque de 30,6 kgf.m formam boa combinação para quem quer algo mais de um honesto sedã familiar.

REDUÇÃO de até 35% no consumo de combustível é esperada nos motores de F-1, em 2014, segundo a Magneti Marelli. O downsizing parte de um V-8 aspirado/2,4 L para um híbrido V-6 com eletroturbo/1,6 L. Pela primeira vez, se utilizará injeção direta de gasolina a 500 bares de pressão e a empresa será única responsável pelos novos injetores. Potência se manterá em 700 cv.

RASTREADOR/BLOQUEADOR de veículos com comando por voz e controle remoto foi desenvolvido pela LocatorOne, de Campinas (SP), especializada em soluções de segurança sem pagamento de mensalidades. O ABR – Super também detecta tentativas de interferência eletrônicas (jamming) sobre o GPS. Preço: R$ 1.220. Pormenores em www.locatorone.com.br.

sábado, 3 de novembro de 2012

Vendas de carros crescem 18,5% em outubro e batem novo recorde

CLEIDE SILVA - O Estado de S.Paulo

Mesmo com a prorrogação do desconto do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até o fim do ano, o mês passado registrou alta de 18,5% nas vendas de veículos em relação a setembro, com um total de 341,7 mil unidades, o melhor outubro da história. O recorde anterior para o período tinha sido em 2010, com 303,1 mil unidades.

Somente em automóveis e comerciais leves, segmento beneficiado pelo imposto menor, foram vendidas 327,1 mil unidades, um aumento de 17,8% ante setembro. Na comparação com outubro de 2011, os aumentos são de 21,8% nas vendas totais e de 24% nas de automóveis e comerciais leves.

No ano, as vendas de veículos, incluindo caminhões e ônibus, somam 3,130 milhões de unidades, resultado 5,7% maior que o de igual intervalo de 2011. Em automóveis e comerciais leves, a alta é de 7,2%, com 2,993 milhões de unidades, segundo dados de mercado com base nos licenciamentos.

O balanço oficial do setor será divulgado na terça-feira pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Abaixo da média
O resultado de outubro, apesar de recorde para o mês, está abaixo do obtido nos três primeiros meses de redução do IPI, quando foram vendidas 353,2 mil unidades (junho), 364,2 mil (julho) e 420 mil (agosto). Os negócios despencaram em setembro - para 288,1 mil veículos - e voltaram a reagir no mês passado.

Analistas esperam nova queda neste mês, mas uma possível corrida às lojas em dezembro, quando termina o benefício do IPI, já prorrogado duas vezes. "A indústria automobilística segue passo de crescimento nada enlouquecido - como o verificado em agosto -, mas perfeitamente possível de ser atingido", diz o diretor do Centro de Estudos Automotivos (CEA), Luiz Carlos Mello. Ele concorda com as projeções da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), de que o ano deve fechar com desempenho recorde de 3,8 milhões de veículos vendidos, quase 5% mais que em 2011. "O mercado brasileiro ainda tem uma demanda reprimida."

O benefício do IPI, que termina em 31 de dezembro, reduziu de 7% para zero a alíquota desse imposto para modelos nacionais com motor 1.0 e de 11% a 13% para 5,5% a 6,5% para versões até 2.0.

Novidades
O consumidor brasileiro confirmou, no mês passado, sua atração por novidades. O compacto Hyundai HB20, que chegou às lojas no dia 10 com preços a partir de R$ 32 mil, vendeu 3.313 unidades e tem fila de espera até fevereiro. A empresa já criou um segundo turno de trabalho na recém-inaugurada fábrica de Piracicaba.

Seu concorrente, o também novato Toyota Etios, vendeu 1.723 unidades nas versões hatch e sedã, com preços a partir de R$ 30 mil. Os dois modelos fabricados no País são apontados como responsáveis pelo aumento de participação no mercado de automóveis e comerciais leves das duas marcas. A Toyota saltou de uma fatia de 3,2% em setembro para 3,9% no mês passado e a Hyundai de 2,6% para 3,2%.

A alta demanda está provocando algumas mudanças nas tabelas sugeridas pelas fábricas. O Nissan March importado do México - cujas vendas estavam suspensas havia cerca de dois meses em razão da falta de produtos - volta a ser vendido nos próximos dias com reajuste de R$ 1,1 mil. A empresa estourou sua cota de importação de produtos sem Imposto de Importação e agora está trazendo o compacto pagando 35% de imposto.

A Citroën também aumentou em cerca de 2% os preços de algumas versões do C3 para adequar o mix de produtos com a demanda do mercado. A nova versão do compacto premium foi lançada em agosto e tem vendido, em média, mais de 3 mil unidades por mês.

Fonte: Estadão

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Alta Roda - Comparações bizarras

Voltar a comentar sobre os preços dos carros no Brasil parece redundância, mas de tempos em tempos surgem comentários fora da realidade. Virou até manchete de jornal. Mais do que óbvio, o que se paga aqui é muito alto. O problema começa ao apontar os vilões por essa diferença, quando se comparam outros países. E aqui, convém ressaltar, a importância da relação cambial entre moedas, em geral, é pouco citada por “analistas”.

No País, o dólar já valeu até menos de um real. Mas, também, beirou os R$ 4,00. A maior cotação aconteceu em outubro de 2002 e os carros brasileiros ficaram entre os mais baratos do mundo. Um jornal citou o fato, em um canto de página. Obviamente, os mesmos modelos se alinharam entre os mais caros, mesmos reajustados abaixo da inflação, com o dólar perto de R$ 1,50, em abril de 2011.

Agora, a R$ 2,05, veículos lá fora encareceram 33%, em reais, e ninguém noticiou. Continuou grande a diferença, mas se o dólar subisse, por hipótese, para R$ 3,00 e se retirados todos os impostos, aqui e lá fora, para a comparação correta, nada se falaria. Ainda assim, desvalorização cambial é só consolo e não solução.

Há erros primários em algumas comparações de preços. No Brasil, o frete é único, embutido e extremamente elevado. Além disso, desconsideram os equipamentos, como no caso do Fit (Jazz na França). O equivalente ao vendido aqui custa perto de R$ 49.000. Retirados frete e diferença de impostos, os valores ficam quase iguais.

Ideais seriam preços divulgados sem impostos e acrescidos na hora da compra, a exemplo de outros países. Nos EUA, um veículo custa 100 e tem preço de 94, sem impostos. Carga fiscal: 100 dividido por 94, igual a 6,3%. Aqui, custa 100 e preço médio na fábrica, 67. Carga fiscal: 100 dividido por 67, igual a 49%. Automóvel produzido no Brasil sobe quase 50% da fábrica para a loja, fora o frete. Essa conta vale para tudo que se vende aqui, de roupa a alimentos.

Sobre os custos de produção nem adianta argumentar. Poucos levam em conta seu peso crucial na formação de preços. Se perguntar a uma pessoa comum quanto é o lucro da fábrica no valor de venda de um carro, muitos responderão 30%. Porém, a margem média mundial, hoje, está em 5%, deprimida pela crise econômica. Fabricantes como Toyota ou o Trio de Ferro alemão (Audi, BMW e Mercedes) ganham 12%, ou mais, em tempos normais. Rentabilidade sustentável sobre as vendas é de 8% e as fábricas generalistas convergirão para essa meta, como anunciou a Nissan.

Só a Fiat publica balanços de seus resultados aqui. O lucro sobre as vendas foi de 11%, em 2011. Muito ou pouco? Muito, se comparado à média (atual) no exterior. Ajudou o fato de o mercado ter dobrado de tamanho em seis anos, embora sujeito a graves depressões, como de 1998 a 2003. E dinheiro atrai dinheiro, ou seja, novos concorrentes. Os três maiores fabricantes dominam, de fato, cerca de 60% do mercado. Nos EUA, há poucos anos, a proporção era até superior. No Japão e outros países é comum os três principais terem mais de 50% do mercado.

Se o lucro, agora, fosse de 3%, ainda teríamos automóveis muito caros. Para acabar com comparações bizarras e uso de matemática frívola, custos e impostos têm que ser atacados – e resolvidos – de verdade.

RODA VIVA

NISSAN ainda não anunciou, mas também fabricará motores no complexo que constrói em Resende (RJ). A exemplo da Toyota, há necessidade de novos investimentos para atingir a proporção exigida, no novo regime automobilístico, entre peças importadas e compradas no mercado interno. Resta saber que motores serão produzidos para March e Versa.
Chevrolet/Divulgação
COBALT agora exibe desempenho compatível ao oferecer motor de 1,8 l/108 cv. Potência específica é baixa, porém torque aumentou para 17,1 kgfm (etanol) e consumo diminuiu, segundo o fabricante, que está fora do programa de etiquetagem Inmetro. Câmbio automático de seis marchas tem seleção manual no pomo da alavanca: prático, basta acostumar.

PARA quem aprecia desempenho, Audi A1 Sport, 185 cv, traz sensações poucas vezes vistas entre compactos premium. Partindo de salgados R$ 109.900, o motor tem respostas impressionantes, mesmo em baixas rotações: combina compressor e turbocompressor. Casa à perfeição com caixa automatizada de duas embreagens, sete marchas.

VOLKSWAGEN terá cinco produtos com pacote R Line, todos importados, conjunto de itens de esportividade de bom gosto e discrição. Depois do CC, agora é a vez do Touareg V-8/360 cv. Por R$ 26.300, inclui teto solar, indicador de ponto cego e controlador ativo de velocidade. Transmite sensação de solidez e é bom no asfalto (principalmente) e na terra.

EDITORA Alaúde lança o livro do inglês Michael Scarlett, sob título Porsche 911: O esportivo mais respeitado do mundo. Modelo completará 50 anos, em 2013. Com 160 páginas e muitas fotos, original é da inglesa Haynes Publishing. Tradução de Bob Sharp e Daniel Miranda. Preço de pré-venda: R$ 67,00 (informações, tinyurl.com/9sryuec).

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ninhos de pássaros atrasam 1ª fábrica brasileira da Nissan

Venceslau Borlina Filho, do Rio de Janeiro

Em forte expansão no Brasil, a montadora japonesa Nissan pode ter que adiar para 2015 a abertura da primeira fábrica no país por causa da reprodução de pássaros. É que a área onde ficará o parque com 32 fornecedores da empresa, em Resende (RJ), é escolhida por aves migratórias para fazer seus ninhos.

A área das aves fica próxima à lagoa da Turfeira, que a Nissan teve que preservar e cercar com uma faixa marginal de proteção de até 100 metros. Ali, árvores e solo não podem ser perturbados.

"Um estudo vai identificar as aves e definir melhor opção de unidade de conservação para a proteção da avifauna da região", disse a presidente do Inea (Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro), Marilene Ramos.

A Nissan disse que o estudo deve ser entregue ao Inea em 30 dias.

CONTEÚDO NACIONAL
A instalação dos fornecedores é importante para garantir o percentual mínimo exigido pelo governo na nacionalização dos veículos, hoje de 65%. Sem isso, a marca terá que pagar mais impostos para produzir no Brasil.

A situação é motivo de preocupação entre os executivos da Nissan. Eles se reúnem periodicamente com representantes do governo na tentativa de convencê-los a adotar regras mais amenas sobre o conteúdo nacional.

A maior parte dos veículos da marca são importados do México. No começo do ano, o governo adotou um sistema de cotas e as importações não podem ultrapassar US$ 1,45 bilhão no ano. A regra vale para todas as montadoras.

De janeiro a julho, a marca vendeu 123,15% a mais que no mesmo período do ano passado. Em 2010, ela ocupava a 13ª posição no ranking das que mais vendem. Hoje, disputa a 6ª colocação com outra japonesa, a Honda.

Segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), as importações da fabricante japonesa cresceram 65,9% -para US$ 496 milhões- no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2011.

A Nissan não comentou sobre o parque de fornecedores e as constantes reuniões com representantes do governo, mas afirmou que a abertura da fábrica está prevista para o primeiro semestre de 2014.

A montadora planeja investir R$ 2,6 bilhões na nova operação. A unidade vai produzir 200 mil carros por mês e gerar 2.000 empregos diretos. O parque de fornecedores deve atrair investimentos de até R$ 600 milhões para o município de Resende.

Fonte: Folha de S. Paulo

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Fila para comprar carro já dura 90 dias

Os consumidores da capital paulista estão enfrentando filas de espera para comprar modelos populares de carros, de até R$ 35 mil. Há filas porque, com o desconto do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados), aumentou muito a procura, mas a produção não acompanhou esse movimento.

Governo descarta prorrogar IPI reduzido para carros, diz Mantega

Com a demora, dependendo do modelo que o cliente escolher, já poderá ficar sem o desconto do IPI, que vai até o dia 31 deste mês - segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não deverá ser prorrogado

Na Nissan, o modelo mais barato, o March 1.0, demora até 90 dias em uma concessionária da zona sul consultada pela reportagem.

Na Ford, a espera também é grande. O Ford Ka e o Fiesta, tanto nas versões básicas como nas completas, só são entregues após 30 dias, segundo vendedores de duas concessionárias da capital. Nas concessionárias Ford, a explicação dada pelos vendedores é que a montadora havia dado férias aos funcionários por conta dos altos estoques, mas, com a redução do IPI, os carros foram todos vendidos e as montadoras não conseguiram acompanhar a procura.

A situação nas concessionárias Fiat é semelhante. Há poucas unidades do Novo Uno Vivace para pronta entrega, tanto de duas quanto de quatro portas, e a encomenda demora 30 dias. O Novo Palio também está em falta nas revendedoras.

O consumidor também não consegue alguns modelos específicos da Renault e da GM com facilidade, como o Celta versão básica de duas portas e algumas cores do Clio 1.0. As assessorias da GM e da concessionária Grand Brasil, da Renault, têm explicações semelhantes, de que não são modelos tão procurados e que, portanto, não ficam nos estoques.

A Ford afirma que, com o corte do IPI e o crescimento das linhas de crédito, houve aumento acelerado nas vendas do Ka. "No entanto, apesar de variações sazonais, a montadora trabalha constantemente para manter adequado seu nível de produção à demanda", informou.

A Fiat e a Nissan não responderam até a conclusão desta edição.

Joel Leite, diretor da Autoinforme, afirma que "a produção não acompanhou a procura carros".

Leite acredita que o cenário deve piorar em agosto, por ser o último mês do IPI reduzido. "Muita gente deve antecipar a compra que faria no início do ano que vem, para aproveitar o desconto."

Não são só os carros populares que estão deixando seus futuros donos na espera. Algumas marcas importadas também estão com atraso. Para o presidente do Sincodiv-SP (reúne as concessionárias e distribuidoras de São Paulo), Octávio Vallejo, essas são situações pontuais que independem dos incentivos.

Fonte: Do "Agora" para a Folha de S. Paulo

quarta-feira, 23 de maio de 2012

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Nissan "sofre" com a alta procura do Versa. Espera pelo sedã pode chegar a 120 dias (4 meses)

Um sucesso acima do esperado. Assim podemos definir a fase atual da Nissan no mercado brasileiro. Com o lançamento da dupla March e Versa, a marca atingiu uma nova e abrangente faixa de preço, entre R$ 28.000 e R$ 44.000 - a maior responsável por vendas de automóveis no Brasil. Com isso, a marca cresceu impressionantes 88% em 2011, se comparado a 2010 (saltou de 1,08% em 2010 para 1,97% de participação no mercado nacional em 2011). O que a Nissan não esperava era que o público se animasse tanto com os seus dois carros, especialmente o sedã.

O problema foi que a marca japonesa não estava preparada para atender a uma demanda tão grande. O pequeno March chegou do México com um conjunto interessante, em lotes mais volumosos, mantendo a média de vendas nos dois últimos meses de 2011 e no primeito mês de 2012: 2.261 emplacamentos em novembro, 3.232 em dezembro (total de 2011: 6.939) e 2.555 em janeiro, segundo números da Fenabrave. Os consumidores praticamente não tiveram problemas com os prazos de entrega do modelo, especialmente com motor 1.0.

Por outro lado, boa parte dos interessados no Versa tiveram muita dor de cabeça. De acordo com a Fenabrave, foram emplacadas 824 unidades em novembro de 2011, 2.394 em dezembro de 2011 (total do ano passado: 3.224) e 1.581 unidades em janeiro de 2012. Até o dia 15 de fevereiro, 723 carros foram emplacados.
Estes números poderiam ser bem maiores se a Nissan tivesse se preparado melhor e tomado providências com mais agilidade. Claro que isso não acontece da noite para o dia, mas a logística da marca japonesa não foi adequada para tanta procura. Como resultado, o tempo médio de espera para o Versa varia entre 30 dias, 60 dias, 90 dias, chegando a absurdos 120 dias! Alguns clientes compraram o modelo em novembro de 2011 e até hoje ele não chegou! Claro que muitos consumidores receberam o veículo em prazos normais e até em pronta entrega. Mas, mesmo assim, a maioria ficou a ver navios.

O prazo de entrega do Versa foi o mesmo informado por seis concessionárias da marca em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro e confirmado por muitos internautas que entraram em contato por e-mail e que comentaram nos três duelos do Versa até o momento (X Tiida Sedan, X Cobalt e X Logan). Pelo Twitter oficial, a marca deu uma resposta bastante vaga ao consumidor que comprou um Versa SL em dezembro de 2011 e até hoje não recebeu o veículo (abaixo).

Quem ganhou com isso foi a Chevrolet, que vendeu muitas unidades do bom, espaçoso e (muito) caro Cobalt. Além da logistica ser bem melhor, a falta do Versa e a força da marca Chevrolet (além do grande número de concessionárias) fez com que o novo sedã da marca emplacasse, segundo a Fenabrave, 2.355 unidades em 2011 (2.156 só em dezembro) e 5.906 em janeiro de 2012 (1.796 de 1º a 15 de fevereiro).
Reprodução do blog novoversa.blogspot.com
O interessante blog Novo Versa, de onde peguei e reproduzi a imagem acima, tentou contato com a Nissan pelo o Twitter e pelo site oficial, mas não recebeu nenhum esclarecimento às dúvidas sobre a demora para a entrega.

Solução?
Segundo o diretor de uma concessionária da Nissan que preferiu não se identificar, em conversa que aconteceu um pouco antes do Carnaval, a Nissan precisaria de 30 dias para que suas tentativas de normalizar a entrega do veículo começassem a fazer efeito - ou seja, a partir do final de março. Segundo ele, a importação mensal de 2.000 unidades do Versa deve subir para 6.000 unidades a partir de abril.

Entrei em contato com a assessoria de imprensa da Nissan três vezes, sendo uma em janeiro e duas em fevereiro, para saber o que aconteceu e, principalmente, o que está sendo feito para normalizar a entrega do Versa. Até a publicação deste post, que foi atrasada por mais de 15 dias aguardando, não recebi nenhum retorno oficial da Nissan.

Para encerrar, compartilho abaixo o formulário criado pelo internauta Thiago Cordeiro. Esta é uma excelente iniciativa para medirmos onde o Versa está sendo mais vendido no país; qual versão e cor Versa mais compradas; quais foram os acessórios instalados (de gratuitamente ou não); quais cortesias foram dadas pela concessionária; e, principalmente, quais foram os prazos previstos para a entrega e a data da entrega.

Se você comprou o Nissan Versa por favor, responda ao formulário abaixo. Em breve publicarei uma balanço dos dados. Já adianto que mais de 75 pessoas já preencheram o formulário!

Leia também 
Nissan Versa X Nissan Tiida Sedan
Nissan Versa X Chevrolet Cobalt
Nissan Versa X Renault Logan 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Acordo comercial automotivo entre Brasil e México pode acabar a qualquer momento?

Nissan/Divulgação
Mais uma polêmica a vista. Depois do aumento do IPI, segundo informou a colunista do Estado de S. Paulo, Sonia Racy, o acordo comercial do setor automotivo entre Brasil e México pode estar próximo do fim. Com isso, os 35% de impostos de importação seriam cobrados para os veículos vindos do país da América Central.
Ford/Divulgação
Já pensaram como ficariam a Nissan, com March, Versa e Sentra; a Ford, com a dupla de New Fiestas (que acabou de ficar mais barata); e várias outras montadoras que se aproveitam desse acordo para vender seus carros produzidos no México no Brasil? Vejam alguns exemplos (arredondados):

Ford New Fiesta hatch: R$ 45.950 + 35% = R$ 62.000
Ford New Fiesta Sedan: R$ 47.950 + 35% = R$ 64.700
Nissan Versa S - R$ 35.490 + 35% = R$ 47.900
Nissan Versa SV - R$ 39.990 + 35% = R$ 54.000
Nissan Versa SL - R$ 42.990 + 35% = R$ 58.000

Claro que esta simulação acima são apenas exemplos simplórios do aumento, mas a situação é preocupante. Vamos aguardar os próximos dias para ver o que acontece.

Leia a coluna na íntegra:

Pegando fogo
O Brasil está prestes a interromper unilateralmente o acordo automotivo assinado com o México. Isto é, os carros importados passarão a pagar 35 % de imposto ao entrar no País. Hoje não pagam nada. A decisão, segundo fonte governamental, foi tomada depois de tentativas de se chegar a um acordo. Não foi possível.

As autoridades mexicanas foram informadas a respeito. Não gostaram e fizeram chegar seu desagrado á presidente Dilma em Cuba.Enquanto o acordo foi bom para o País, o Ministério do Desenvolvimento ficou calado. Agora que a situação se inverteu, ante a valorização do real, os brasileiros querem voltar atrás.

Houve tentativas de negociação. Mas não foram produtivas.

Não se sabe se ante a pressão do país de Calderon, Dilma recuará.
Fonte: Estadão

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Brasileiros apostam no sucesso do Nissan March, mas com ressalvas

Nissan/Dvulgação
Lançado recentemente, o Nissan March está mesmo despertando interesse dos consumidores brasileiros. O modelo é o primeiro "popular japonês" do mercado nacional. Fabrica no México, ele tem 3 anos de garantia,airbag duplo, computador de bordo, ar quente, preparação para rádio, quatro portas e para-choques na cor da carroceria, entre outros equipamentos - tudo isso por R$ 27.790, um preço bem convidativo, que talvez até crie um novo parâmetro para o segmento.

Pensando nisso, publiquei por uma semana aqui no De 0 a 100 uma enquente com a seguinte pergunta: "O Nissan March fará sucesso no Brasil?". As respostas positivas somaram 76%, mostrando que o novo compacto tem tudo para se dar bem no mercado brasileiro. Entretanto, ele não deve brilhar como os carros mais vendidos do país. Da porcentagem acima, 45,8% dos internautas pensam que o March teve ter um relativo sucesso.

De qualquer forma, o resultado é bastante animador para a Nissan. Vejam os números: 

O Nissan March fará sucesso no Brasil?
Sim, relativo sucesso - 44 votos (45,8%)
Sim, muito sucesso - 29 votos (30,2%)
Não, venderá pouco - 17 votos (17,7%)
Não, será um fracasso - 6 votos (6,2%)
Total: 96 votos

Quem sabe, quando o sistema ABS de freios passar a ser ofertado como opcional (ou até mesmo como equipamento de série), a expectativa pelo March não aumente ainda mais.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Alta Roda - Não é pouca coisa

Os lançamentos não param esse ano em todos os segmentos. E haja fôlego para os jornalistas correrem atrás. Quem enfrentou o tranco, teve que viajar de Düsseldorf, Alemanha (Chevrolet Cruze) até San Diego, EUA (Nissan March) com apenas 10 dias de intervalo. Ou se contentar em avaliar os dois modelos por aqui mesmo.
Chevrolet/Divulgação
Substituindo o Vectra, o produto da GM entrou na briga de uma renovação completa no subsegmento de sedãs médios-compactos, como nunca se viu. Dos franceses Renault Fluence e Peugeot 408, ao alemão VW Jetta e ao sul-coreano Kia Cerato. E há mais: Hyundai Elantra, em outubro, e Honda Civic, até dezembro.

Partindo de R$ 67.900 (LT) o Cruze está bem inserido entre os concorrentes quanto a itens de série: controle eletrônico de tração (TC) e de trajetória (ESC), rodas de alumínio de 17 pol e ar-condicionado digital que detecta poluição. Versão de topo LTZ (R$ 78.900,00) oferece seis airbags, central de mídia de 7 pol com navegador, câmbio automático de seis marchas com seleção manual, entre outros. O fabricante subsidiou esse câmbio na versão de entrada, pois oferece a opção por apenas R$ 2.000,00.

Oferece um interior aconchegante e moderno, ajudado pelo acabamento em dois tons. Infelizmente perdeu o plástico de toque macio do painel do Vectra. Banco do motorista firma bem o corpo, mas o encosto se regula por alavanca. São bons o espaço atrás (2,685 m de entre-eixos) e porta-malas de 450 litros. O motor de 1.8 L, moderno e elástico, tem dois comandos variáveis, 16 válvulas, 144 cv e quase 19 kgf·m (etanol). Bem acertado de suspensões (convencionais), agrada ao dirigir. Alguns ruídos surgem na parte traseira em piso irregular e a costura do couro dos bancos deveria ser no capricho.
Nissan/Divulgação
A Nissan desbravou, para as marcas japonesas, o segmento mais difícil e concorrido: compactos de motor de 1 litro. Até agora os nipônicos se encastelavam nos modelos de maior rentabilidade, arriscando pouco. O March apresenta estilo palatável (dentro de sua gama atual), bom espaço interno em especial para cabeças no banco traseiro, bom coeficiente aerodinâmico (Cx 0,33), câmbio de engates precisos e robusto motor Renault, 16v, de 74 cv. Consumo declarado com etanol (norma NBR 7024) é de 9,5 km/l (urbano) e 13,7 km/l (estrada), otimista demais, considerando que as duas primeiras marchas são bem curtas. Em estrada deve ir melhor, em consumo.

Porta-malas está na média dos concorrentes (265 litros). Pontos altos são visibilidade, direção assistida eletricamente e diâmetro de giro de apenas 9 m o que melhora a manobrabilidade. Preço de partida – R$ 27.790,00 – surpreende por entregar airbag duplo de série, mas sem direção assistida e calotas sujeitas a buracos pelo seu diâmetro. Sem opção de ABS, neste primeiro catálogo, a decisão pelo airbag parece puro marketing. Versão completa, R$ 33.390.  Com motor 1,6 L/111 cv, de origem Nissan, os preços vão de R$ 35.890 a R$ 39.990.

Sem dúvida, a Nissan tem um produto para incomodar quem já se estabeleceu no ramo há décadas. E sobre a mesma arquitetura do March lançará, já em novembro, o sedã Versa com entre-eixos maior e preço também competitivo. Não é pouca coisa.

RODA VIVA

DEMOROU a cair a ficha, mas fabricantes se convenceram de que preço fechado das revisões é ponto fundamental para competitividade. Daí o esforço da Nissan em oferecer preços razoáveis, no novo March. Nada de visita semestral à concessionária. Trocas de óleo, por exemplo, só a cada 12 meses ou 10.000 km. Até 60.000 km, gasto previsto total é de R$ 1.774,00.

CRUZE está indo muito bem no mercado americano, onde há inclusive versão Eco. Nesta, mudanças são as de praxe: diminuição de peso e altura, pneus de baixo atrito de rolagem e retoques aerodinâmicos. Surpreendentemente, 55% dos compradores pedem, na Eco, caixas de câmbio manuais para maior economia de combustível. Nos EUA, 90% usam câmbio automático.

MOTORES V6 flex das picapes e SUVs da Mitsubishi, produzidas em Catalão (GO), deverão ser os primeiros modelos a oferecer de série partida a frio elétrica, aposentando de vez o reservatório auxiliar de gasolina. Até agora apenas uma versão do Polo, a Bluemotion, com pacote de economia de combustível, mas de vendas simbólicas, utiliza esse sistema de partida.

ARTISTA plástico Adelson Carneiro quer colocar o Brasil no livro de recordes do Guinness, construindo a maior maquete de tema automobilístico com veículos (escala 1/32) em movimento. Interativa, ela terá sinais de trânsito, ambientes diurno e noturno, vento, trovoada, neblina e até chuva fina. Área será de 1.000 m², possivelmente montada na capital paulista.

PNEUS aquém da pressão recomendada, que aumentam o consumo de combustível, são um problema mundial. Bridgestone checou, em 38.000 automóveis de nove países europeus, e conclui que nada menos de 71% dos motoristas dirigiam com pressão baixa nos pneus. E mais: 12% dos inspecionados mostravam espessura de banda abaixo do limite legal de 1,6 mm.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Nissan March cria novo parâmetro financeiro para o segmento?

Fiquei vendo a lista de equipamentos e os preços do March no último final de semana e pensei: embora fique devendo na lista de segurança (airbag duplo de série é excelente, mas faltam intens), será que o March conseguirá criar um novo padrão de custo inicial para o segmento de compactos?

Tudo bem que esse título poderia ser usado para o Chery QQ. Entretanto, o Nissan March tem um potencial de vendas muito maior do que o compacto chinês, especialmente pela força e tradição da marca japonesa em comparação com a chinesa.

Meu pensamento vem seguido de uma pesquisa. Para facilitar a montagem da lista, já que algumas montadoras vendem os opcionais "casados", usei a versão 1.0 S do March para a comparação com outros modelos da mesma cilindrada, com quatro portas, pintura sólida e para-choques na cor da carroceria. Não coloquei todos os itens de cada modelo para não deixar o post longo demais.
Nissan/Divulgação
Nissan March 1.0 S - R$ 33.390
Principais itens de série (veja a lista completa aqui): Airbag duplo, ar-condicionado, direção elétrica progressiva, volante de três raios com regulagem de altura, abertura e fechamento das portas e porta-malas por controle remoto, desembaçador do vidro traseiro com temporizador, porta malas com iluminação, trio elétrico (retrovisores externos na cor da carroceria), revestimento das portas dianteiras em tecido, limpador traseiro com controle intermitente e travamento automático das portas com o veículo em movimento, banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, conta-giros, para-sol com espelhos cortesia para motorista e passageiro, retrovisores externos rebatíveis, rodas de aço de 14″ (165/70 R14), bloqueio de ignição através de imobilizador do motor, cintos de segurança dianteiros com pré-tensionadores, preparação para áudio e antena.
. Garantia: 3 anos
. Positivo: Garantia, preço e airbag duplo
. Negativo: Falta ABS
Chevrolet/Divulgação
Chevrolet Celta LT 1.0 - R$ 33.034
Vidros verdes com parabrisa laminado / instrumento do painel com conta-giros / alarme sonoro de fárois ligados / parachoque pintado na cor do veículo / sombreira do passageiro com espelho integrado / alça de teto do lado do passageiro / limpador lavador e desembaçador vidro traseiro / temporizador do limpador parabrisa /protetor de cárter / vidros elétricos dianteiros / travas elétricas / acabamento interno com detalhes na cor prata / travamento automático das portas ao atingir 15 km/h / ar-condicionado / direção hidráulica
. Garantia: 1 ano
. Positivo: Conjunto mecânico, desempenho
. Negativo: Garantia e (falta de) segurança 
Fiat/Divulgação
Fiat Uno Vivace 1.0 - R$ 35.797
Banco traseiro rebatível, Fiat Code 2ª geração, espelho no para-sol lado passageiro, Kit HSD (airbag duplo e ABS - R$ 2.419) + Kit celebration 5 (travas e vidros elétricos dianteiros, ar-condicionado, direção hidráulica, para-brisas degradê, predisposição para rádio, faróis de neblina, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, retrovisores externos com comando interno mecânico, pneus 175/65 R14, entre outros itens - R$ 4.520) + Ajuste de altura do volante (R$ 84) + Kit Young (para-choques, maçanetas externas e retrovisores na cor do veículo e revestimento externo nas colunas das portas - R$ 294)
. Garantia: 1 ano
. Positivo: Conjunto mecânico, airbag duplo e ABS
. Negativo: Garantia e preço
Ford/Divulgação
Ford Ka 1.0 - R$ 31.590
BASE 1 (Abertura e fechamento global das portas, abertura do porta malas no painel, alarme volumétrico, chave única para ignição e abastecimento, rodas de aço de 14", porta-copos central, conta-giros, controle remoto, travamento/retravamento automático a 15 km/h, antena de teto, relógio digital e para-choques na cor do veículo) + PULSE (Indicadores de direção nos retrovisores; molduras laterais na cor do veículo; tecido exclusivo; saídas de ar condicionado, maçanetas e alavanca de câmbio na cor Ford Silver) + CLASS (Ar condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos) + PERFORMER (Rodas de liga-leve de 14") + SEGURANÇA (Air bag duplo).
. Garantia: 1 ano
. Positivo: Conjunto mecânico, preço, airbag duplo
. Negativo: (só) 2 portas (até hoje), garantia e falta do ABS
Peugeot/Divulgação
Peugot 207 XR 1.4 - R$ 38.990
Ar-condicionado, desembaçador de vidro traseiro temporizado, direção hidráulica, travas elétricas nas portas e porta-malas com telecomando, vidros elétricos dianteiros, limpador e desembaçaro do vidro traseiro (com vinculação ao engate da marcha-ré) chave de ignição codificada (Transponder), retrovisores externos com regulagem interna manual, banco do motorista com regulagem de altura, banco traseiro rebatível, coluna da direção com regulagem de altura, follow me home, preparação para som com, rravamento automático das portas e do porta-malas em velocidade e antena + Airbag duplo frontal (R$ 1.000)
. Garantia: 1 ano
. Positivo: Motor 1.4, airbag duplo
. Negativo: Garantia, preço e falta do ABS
Renault/Divulgação
Renault Clio 1.0 16V - R$ 31.700
Desembaçador do vidro traseiro, retrovisores externos com comando interno mecânico, banco traseiro rebatível, pré-disposição para rádio, conta-giros, rodas de aço de aro 14" (175/65 R14), trava de segurança nas portas traseiras e Pack Conf (2 apoios de cabeça traseiros reguláveis em altura, limpador traseiro, ar-condicionado, direção hidráulica, conta-giros, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas nas portas e no porta-malas com comando por distância por radio frequência e alarme - R$ 5.150).
. Garantia: 3 anos
. Positivo: Garantia, preço
. Negativo: Segurança (sem airbag duplo e ABS)
Volkswagen/Divulgação
Volkswagen Gol 1.0 - R$ 41.180
Banco do motorista com ajuste de altura, banco e encosto traseiro totalmente rebatível, rodas de aço de aro 14" (pneus 175/70 R14 84T), Kit VI (2 Luzes de leitura dianteiras, acionamento elétrico dos vidros com limitador de força, ar-condicionado, chave estilo canivete com controle remoto (reserva sem controle), destravamento elétrico do porta malas - Keyless, direção hidráulica, espelho retrovisor externo com ajuste elétrico, filtro para ar-condicionado, iluminação interna, imobilizador eletrônico com alarme antifurto, travamento central por controle remoto - R$ 6.200), Modulo Funcional IV (desembaçador traseiro, lavador e limpador do vidro traseiro com temporizador e limpador do pára-brisas com temporizador - R$ 470), Modulo Funcional V (coluna de direção com ajuste de altura e profundidade e destravamento elétrico do porta malas - R$ 570), Trend (alças de segurança escamoteáveis no quadro do teto, antena no teto, carcaça do espelho retrovisor externo, maçanetas e frisos na cor do veículo, cintos de segurança traseiros externos automáticos de 3 pontos, console central, farol duplo, frisos de proteção lateral na cor do veículo, iluminação interna, iluminação no porta-malas, instrumento combinado com conta-giros e hodômetro parcial, preparação para rádio e spoiler traseiro - R$ 1.250) e Airbag duplo + ABS - R$ 2.310.
. Garantia: 1 ano
. Positivo: Conjunto mecânico, airbag duplo e ABS
. Negativo: Preço e garantia
(fonte dos equipamentos e preços: sites das montadoras)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Com March e Versa, Nissan vem com tudo no Brasil!

Ter 5% de participação no mercado nacional até 2014. Este é o ambicioso objetivo da Nissan, que dá a largada ao seu plano com o duplo lançamento do compacto March, no final de setembro, e do Versa, em novembro. Segundo a empresa, com estes dois modelos será possível aumentar sua cobertura de mercado da companhia para 83%.
Versa: Tamanho de Civic com preço abaixo de R$ 36.000
Vou falar primeiro do carro que chega depois. Vendidos em outros países, como Estados Unidos e México, o Versa será lançado em território nacional no penúltimo mês do ano com motor 1.6 16V flex e custando menos de R$ 36.000. Como ele vem do México, o aumento do IPI não será um problema.
De acordo com a Nissan, o Versa se destaca por ter "design imponente, qualidade japonesa, inovação, elegância e conforto com muita segurança pelo amplo espaço interno, alto nível de qualidade e, claro, preço muito competitivo". Pela pesquisa que fiz e pela conversa que tive com uma fonte nos Estados Unidos, o Versa tem um excelente espaço interno.
A receita adotada pela Renault com o Logan parece estar se repetindo com sua marca irmã: o Versa tem tamanho de sedã médio (Civic e Corolla), com 4,47 m de comprimento e 2,60 m de entre-eixos, e preço de sedã compacto premium (menos de R$ 36.000). Se vier bem equipado, vair ser um grande candidato a ser um dos destaques do segmento. Resta agora saber o que vai ser do Tiida Sedan, que chega ao Brasil por R$ 44.500.

March
Agora vamos ao grande lançamento do ano da Nissan, o compacto March. Fabricado no México, o "primeiro popular japonês" chega com um grande potencial de mercado, já que seu conjunto é bem atraente. O modelo chega com quatro versões com motor 1.0 e três com propulsor 1.6. O March mais simples parte de R$ 27.790 já equipado com airbag duplo, computador de bordo, ar quente, preparação para rádio (entre outros equipamentos - veja mais abaixo), com quatro portas e para-choques na cor da carroceria. A garantia é de três anos, como seu meio irmão Clio.
Em relação ao visual do March, vou reproduzir aqui a melhor expressão que ouvi a respeito: "ele é tão feio, mas tão feio, que é até bonitinho". É estranho dizer isso, mas realmente o compacto da Nissan é simpático.

O motor 1.0 16V desenvolve 74 cv de potência a 5.850 rpm e 10 kgfm de torque a 4.350 rpm, tanto com etanol como com gasolina. De acordo com a marca, o March precisa de 13,79 segundos (etanol) e 14,48 s (gasolina) para ser acelerado de 0 a 100 km/h. Segundo a Autoesporte, o consumo de combustível do pequeno, com álcool, é de 9,5 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada.

Já a motorização 1.6 16V desenvolve 111 cv a 5.600 rpm e 15,1 kgfm de torque a 4.000 rpm, também com qualquer um dos combustíveis. O March 1.6 16V precisa de 9,88 s (gasolina) e 9,49 s (etanol) para ser acelerado de 0 a 100 km/h.
O March mede 3,78 metros de comprimento, 1,53 m de altura, 1,66 m de largura e 2,45 m de entre-eixos. O porta-malas tem capacidade para 227 litros e o tanque leva 41 litros. Fazendo uma comparação rápida, o Ford Ka mede 3,83 m de comprimento, 1,42 m de altura, 1,64 m de largura, 2,45 m de entre-eixos, 263 litros de porta-malas e 45 l de tanque de combustível.

Segurança parcial
Dou meus parabéns à Nissan por ter equipado o March com airbag duplo de série desde a versão de entrada. Entretando, a marca pisou na bola feio por não oferece apoio de cabeça e cinto de três pontos para todos os ocupantes, limpador e desembaçador traseiro para a versão de entrada e sistema ABS de freios, não disponível nem para a versões 1.6. Uma pena...
Conheça abaixo as versões e preços do Nissan March.

Nissan March 1.0 – R$ 27.790
Airbags frontais para motorista e passageiro
Acelerador eletrônico do motor (drive-by-wire)
Ar quente
Banco do motorista com regulagem de altura e “Comfort Seat”
Computador de bordo
Console central com 3 porta copos e porta objetos
Conta-giros
Display digital de quilometragem total e parcial
Para-sol com espelhos cortesia para motorista e passageiro
Porta-luvas com tampa
Portas dianteiras com porta objetos e suporte para garrafa
Tampa de combustível com abertura interna
Tomada de 12V integrada ao console central
Grade frontal com acabamento cromado
Retrovisores externos rebatíveis
Rodas de aço de 14″ e pneus 165/70 R14
Alarme de advertência sonoro para chave no contato e lanternas acesas
Apoios de cabeça dianteiros com regulagem de altura (2)
Apoios de cabeça traseiros com regulagem de altura (2)
Bloqueio de ignição através de imobilizador do motor
Cintos de segurança dianteiros com pré-tensionadores
Cintos de segurança traseiros laterais de 3 pontos retráteis e central de 2 pontos
Limpador de pára-brisa com 3 velocidades com controle intermitente
Preparação para áudio
Antena

Nissan Marcha 1.0 S – R$ 33.390
Todos os itens da versão 1.0 acrescidos de:

Ar-condicionado
Direção elétrica progressiva
Abertura e fechamento das portas e porta-malas por controle remoto
Desembaçador do vidro traseiro com temporizador
Porta malas com iluminação
Retrovisores externos com regulagem elétrica e na cor da carroceria
Travas elétricas das portas e porta-malas
Vidros dianteiros e traseiros elétricos
Volante de três raios com regulagem de altura
Calotas integrais
Retrovisores externos na cor da carroceria
Revestimento das portas dianteiras em tecido
Alças de teto para o passageiro
Limpador de pára-brisa com 9 velocidades com controle intermitente
Limpador traseiro com controle intermitente
Travamento automático das portas com o veículo em movimento
OPCIONAIS

1.0
Pacote “Plus”: Limpador, lavador e desembaçador traseiro temporizado, regulagem interna dos espelhos retrovisores e calotas integrais - preço final: R$ 28.490.

Pacote “Conforto”: ar-condicionado, direção elétrica progressiva e volante com Regulagem de altura - preço final: R$ 31.990.

Pacote “Roda” (vinculado ao Pacote “Conforto”): Rodas de liga-leve 15” e pneus 175/60 R15 - preço: R$ 700.

1.0S
Pacote “Roda”: Rodas de liga-leve 15” e pneus 175/60 R15 - preço: R$ 700.

Nissan March 1.6 S – R$ 35.890
Todos os itens da versão 1.0S acrescidos de motor 1.6 16V.

Nissan March 1.6 SV – R$ 37.990
Todos os itens da versão 1.6S acrescidos de:

Acionamento do alarme perimétrico por controle remoto
Rodas de liga leve de 15” e pneus 175/60 R15
4 altofalantes
Rádio CD Player com função MP3 e entrada auxiliar

Nissan March 1.6 SR – R$ 39.990
Todos os itens da versão 1.6 SV acrescidos de:

Adesivos específicos para versão SR
Aerokit (saias laterais, espóilers dianteiro, traseiro e aerofólio)
Ponteira de escapamento cromada
Retrovisores externos personalizados para versão SR
Rodas de liga leve de 15” na cor titanium e pneus 175/60 R15 
CORES (1.0 e 1.6)

Sólidas: Branco Aspen e Preta Premium
Metálicas (+ R$ 720): Prata Classic, Cinza Magnetic, Vermelho Fuji, Laranja Califórnia e Azul Egeu

ACESSÓRIOS E TATTOS

O March também conta com vários acessórios disponpiveis nas concessionárias: protetor de cárter, alarmes, travas e vidros elétricos com automatizador, tapetes, faróis de neblina, equipamentos de áudio, kits aerodinâmicos, estéticos e as "Tattos" - adesivos colados na carroceria que custam de R$ 25 a R$ 490 com os seguintes temas: Sport, Shift (duas versões), Aiko, Pop, Kanji, além dos adesivos para a guarnição da Coluna B (central) e mascara para farol de neblina.

O March chega com quatro kits de acessórios, vendidos com preços fixos nacionais. São eles:

. Conveniência: Vidros elétricos dianteiros + trava elétrica + alarme volumétrico;
. Kit Segurança: Automatizador de vidros elétricos com antiesmagamento + alarme volumétrico;
. Kit Áudio: Radio CD Player Kenwood com entrada USB + porta-objetos + 2 altofalantes
. Kit Sport: espóilers dianteiro e traseiro + minissaias laterais + aerofólio superior traseiro.
Nota 10: Airbag duplo de série para todas as versões // Nota 0: ABS, nem opcional
GARANTIA E REVISÕES

O March tem 3 anos de garantia sem limite de quilometragem e as revisões, que acontecem a cada 10.000 km ou 12 meses (o que acontecer primeiro) tem preços fixos. Confira os valores, que incluem peças, óleo e mão de obra:

10 mil km – R$ 149
20 mil km – R$ 299
30 mil km – R$ 249
40 mil km – R$ 499
50 mil km – R$ 249
60 mil km – R$ 299
Fotos: Nissan/Divulgação

sábado, 20 de agosto de 2011

Novo Fiat Palio é o carro mais esperado do 2º semestre no Brasil

Vejam na arte do Auto Segredos como deve ser o novo FiatPalio
 Minha expectativa (e meu voto) se confirmou: o novo Palio é o carro mais esperado do 2º semestre no Brasil. Segundo enquete do De 0 a 100, que ficou no ar durante uma semana (8/8 a 15/8), 21,95% dos internautas concordam que o novo compacto da Fiat será o lançamento mais importante da segunda merdade de 2011.

Ele ganhou meu voto pela sua relevância no mercado nacional. Desde quando foi lançado, em 1996, o Palio sempre vendeu bem. Quinze anos depois é chegado o momento da renovação completa. Como a  Fiat tem  hisórico de fazer excelentes carros compactos, o novo Palio tem tudo para ser um sucesso absoluto de vendas.

Os internautas também concordaram comigo na sequência dos carros mais esperados, conforme escrevi aqui: Chevrolet Cruze (19,51%) e Ford New Fiesta hatch (12,19%), Nissan March (9,75%) e Renault Duster (9,14%). A expectativa está realmente grande nesse quarteto. São todos inéditos, sendo o Cruze a aposta da GM para ter sucesso novamente no segmento de sedãs médios; o Duster como o inédito rival direto do EcoSport; o March como o "primeiro popular japonês" (como a própria Nissan diz); e, finalmente, o New Fiesta hatch como um veículo de alta qualidade (igual ao irmão sedã), mas com a carroceria preferida dos brasileiros - sem contar o preço mais baixo do queo New Fiesta Sedan.

Em seguida veio o Hyundai Elantra, a aposta coreana para derrubar o Corolla do topo, com 8,53%. Chevrolet Cobalt, com 6,09%, e Fiat Freemont, com 5,48%, também tiveram certa relevância na votação. Os restantes apenas cumpriram tabela.

Qual carro será o lançamento mais importante do 2º semestre no Brasil?

Fiat Palio - 36 votos (21,95%)
Chevrolet Cruze - 32 votos (19,51%)
Ford New Fiesta hatch - 20 votos (12,19%)
Nissan March - 16 votos (9,75%)
Renault Duster - 15 votos (9,14%)
Hyundai Elantra - 14 votos (8,53%)
Chevrolet Cobalt - 10 votos (6,09%)
Fiat Freemont - 9 votos (5,48%)
JAC J5 - 3 votos (1,82%)
JAC J6 - 3 votos (1,82%)
Volkswagen Amarok Cabine Simples - 3 votos (1,82%)
Fiat 500 - 1 voto (0,60%)
Kia Picanto - 1 voto (0,60%)
Volkswagen SpaceCross - 1 voto (0,60%)
Brilliance FRV - 0 voto (0%)
TOTAL: 164 VOTOS

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

15 lançamentos devem agitar o mercado brasileiro até o final do ano

O bom repórter Diogo de Oliveira publicou uma matéria interessante no site da Autoesporte hoje. Pelo menos 15 lançamentos estão confirmados para o 2º semestre de 2011. Segundo a AE, Fiat Palio e Chevrolets Cruze e Colbalt são destaques, mas a maioria das novidades é de importado. Vejam a lista:

Agosto
JAC J6 (a partir de R$ 58.800)
Kia Picanto (a partir de R$ 34.900)
Volkswagen SpaceCross
Fiat Freemont
Setembro
Fiat 500
Ford New Fiesta hatch
Brilliance FRV (versões GL e Cross)
Hyundai Elantra
Chevrolet Cruze
Outubro
JAC J5
Volkswagen Amarok cabine simples
Nissan March
Chevrolet Cobalt
Novembro 
Fiat Palio
Renault Duster

Dos 15 carros, penso que o Fiat Palio, pela importância, será o lançamento mais significativo. Em seguida penso nesse quarteto (não necessariamente nesta ordem): Renault Duster, Nissan March, Chevrolet Cruze e Ford New Fiesta (hatch). Fechando coloco Chevrolet Cobalt, Hyundai Elantra, Fiat Freemont, Kia Picanto e Jac J5.

E para vocês qual carro será o lançamento mais importante do 2º semestre no Brasil? Comente aqui!
(Fotos: Chevrolet/Divulgação, Nissan/Divulgação e Renault/Divulgação)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Salão do Automóvel de São Paulo - parte 1

Hoje foi o primeiro dia de imprensa do Salão do Automóvel de São Paulo. Foram 17 coletivas ao todo. Fiquei no local do evento de 8h da manhã às 19h30. Foi cansativo mas, como sempre, no final das contas, valeu a pena.

Não vou falar aqui de tudo que as marcas de hoje mostraram no Salão. Prefiro focar nos carros e nos pontos que mais gostei e/ou achei interessante. Já de início, três termos estavam presentes em quase todas as apresentações: as palavras sustentabilidade, inovação e o conceito "design fluído". Se as montadoras tivessem combinado, não teriam conseguido repetir estes termos tantas vezes

Ford
O dia começou com a coletiva de imprensa da Ford. A marca mostrou seus quatro pilares de comunicação, sempre usando um carro para representá-los: criatividade (New Fiesta), qualidade (Focus), sustentabilidade (Fusion Hybrid) e segurança (Edge). O Fusion Hybrid vai custar R$ 133.900, enquanto o novo Edge, agora mais equipado, terá preço de R$ 122.000.

Já o Focus passar a ser vendido com mais equipamentos de série, como já discutimos por aqui, e por um preço mais alto - tudo para afastá-lo do New Fiesta. A versão Ghia sai dor mercado e dá lugar à nova topo de linha Titanium. Veja mais detalhes no post abaixo.

Até 2013 a Ford pretende atualizar todas as suas plataformas no Brasil, incluindo o lançamento do novo EcoSport.

Fiat
Os italianos têm 30 carros expostos mo Salão, entre eles os carros conceitos FCC III (Mio), Uno Cabrio e Uno Ecology, o Novo Uno Sporting (que chega às concessionárias em breve) e o Bravo. O Mio é até legal, mas o Uno Cabrio o Bravo são as atrações do Salão.
O Uno Cabrio ficou realmente atrativo, ainda mais com o motor 1.4 T-Jet debaixo do capô. Ele tem visual diferenciado e agressivo, sendo um conversível de dois lugares.
Já o Bravo tem um visual arrasador.
Internamente, eu esperava um pouco mais de requinte, mas o acabamento é bom. O modelo tem até uma bela tela no meio do painel, mas que não é sensível a toque (segundo uma pessoa da Fiat, novidades sobre essa tela e sobre outros detalhes tecnológicos do Bravo serão anunciados até o final de novembro). Gostei também da posição de dirigir e da capacidade do porta-malas, mas o espaço interno é ruim, especialmente para as pernas. Os motores são o 1.8 E.TorQ (Essence e Absolute) e o 1.4 T-Jet.

Mitsubishi
Vale conhecer o novo ASX (Active Smart Crossover).

Hyundai
Os coreanos mostraram apenas o novo Sonata, que tem até ar-condicionado com ionizador (para matar bactérias). O sedã é interessante e tem atributos para se dar bem no seu segmento. Mas me perguntei: por onde andan i30 flex Tucson flex?

Chevrolet
Não sei se estive na coletiva de imprensa da Chevrolet ou num episódio ao vivo do seriado Glee. As quatro principais atrações da marca no Salão foram apresentadas com direito a uma performance musical, ao som de Lady Gaga e Black Eyed Peas, por exemplo. As apresentações foram até legais, mas foram um pouco exageradas.
Voltando aos quatro carros, são eles: nova Montana, Malibu 2011, Omega 2011 e Camaro V8, que vai custar R$ 185.000.
Bumblebee, dos Transformers, em tamanho real, também marca presença no Salão, assim como o uma unidade do Aveo hatch azul, outra do "aventureiro" Agile Crossport laranja (para testar a reação do público) e mais uma do "esportivo" Celta White .
Volkswagen
Embora com um estande grande e cheio de atrativos, a Volkswagen teve poucas novidades na prática: novos Jetta, Passat e Touareg. Os carros realmente evoluíram e ficaram mais bonitos e modernos. Dos três, o destaque foi o Jetta, que será lançado com motor 2.0 TSI. Uma versão 2.0 flex também é esperada.
A Volkswagen mostrou ainda a Saveiro RockeT, uma versão esportiva da Saveiro cabine estendida. O trabalho ficou muito bem feito. Debaixo do capô, a picape conceito está equipada com motor 1.4 turbo. Mas o que eu mais gostei do estande da Volks foi a Bik.e, uma bicicleta elétrica com um inovador mecanismo de dobramento, autonomia de 20 km, velocidade máxima de 20 km/h e peso de 20 kg.

Aproveitando a visita ao estande da VW, vá ao espaço logo ao lado e veja o espetacular Seat Ibiza Cupra!

Toyota
Os japoneses têm um estande morno, com um Corolla cromado, três conceitos, uma Hilux que "escala" a parede e o novo Rav4 4x2.

Mercedes
Vale a pena passar pelo estande da Mercedes-Benz, não só pelo modelos já tradicionais, mas por casusa dos lançamentos da marca: SLS AMG GT3 (primeiro semestre de 2011), E 350 Cabrio e o S 400 Hybrid. Vale conferir o C 180 CGI (R$ 115.000) e o Classe B com 180 com sistema park assist (que estaciona sozinho).

A Mercedes exibiu o seu forte slogan: the best or nothing.

Renault
Sem dúvida vale visitar o estande para conhecer o novo Fluence, que terá motor 2.0 16V flex com câmbio automático CVT (obrigado Sentra!). O sedã é mais bonito ao vivo e tem espaço interessante. Vale conferir também o já tradicional carro de F1 e também o Sandero Concept.
 Nissan
Outro estande que vale a visita por causa de um modelo, o March, futuro novo compacto da marca, com 3,78 m de comprimento, previsto para o fim de 2011. O Leaf também vale conhecer.
Peugeot
A marca do leão veio forte para o Salão, apresentando três modelos que podem ter destaque no Brasil. O 3008 começa a ser vendido ainda em 2010, partindo de R$ 79.900 na versão de entrada (Allure) e chegando a R$ 86.900 na topo de linha (Griffe). Ambas têm motor 1.6 turbo de 156 cv de potência, freios ABS, seis airbags, controle de estabilidade, ar-condicionado digital dual-zone, conexão bluetooth, compartimento refrigerado no console central e rodas aro 17”. O 3008 Griffe vem equipado ainda com bancos revestidos em couro, teto solar panorâmico, bancos dianteiros aquecidos e sensor de chuva e crepuscular.

Já o 408 Sedan chega no primeiro trimestre do ano que vem, com a motorização 2.0 flex e, provavelmente, com a 1.6 16V flex, prometendo fazer o que o 307 Sedan nunca conseguiu: ser um sucesso de vendas. O belo esportivo RCZ está no salão e deve chegar às ruas brasileiras no segundo semestre de 2011.
Honda
Assim como a Toyota, a Honda não tem nenhuma atração que justifique a visita, embora seus modelos e conceitos sejam  bem interessantes. Vale, pela curiosidade, passar pelo estande para ver o Insight.

Subaru
A marca apresentou dois modelos que justificam a visita ao estande: Impreza XV e Impreza Sedan WRX STi.

Citroën
Carente de novidades depois da chegada do Aircross, a marca francesa foi uma das que mais investiu em atrações. Então o visitante poderá encontrar todos os modelos da marca vendidos no Brasil. Destaque para quatro cabines com Gran Turismo 5, uma parceria com a Sony que vai presentear um visitante por dia com um Playstation 3. Vale também conhecer o belo conceito GT, um verdadeiro espetáculo de carro. (fotos: Renato Parizzi, menos a do interior do Bravo e do Uno Cabriolet/Fiat/Divulgação e do Fluence/Renault/Divulgação)