sexta-feira, 30 de março de 2012

Aperte o cinto e prepare o bolso: Chevrolet quer fazer os preços do Cruze Sport6 chegarem na lua

O Notícias Automotivas e o Auto Segredos publicaram ontem os preços do próximo lançamento da Chevrolet no Brasil, o Cruze Sport6. Embora tenha uma lista de equipamentos de série muito boa desde a versão de entrada, LT manual, para a tristeza de todos, incluindo a minha, já que eu pensava em comprar um exemplar, o novo hatch médio da GM terá preços absurdamente altos - chegando quase na lua.

O Cruze Sport6 custará entre R$ 64.900 e R$ 77.400! Espero (até um pouco ingenuamente) que estes valores estejam (bem) errados.

Por sugeridos R$ 64.900, o consumidor leva versão LT do Cruze Sport6 com câmbio manual de seis marchas, pintura sólida, além dos seguintes equipamentos de série: quatro airbags (frontais e laterias), faróis de neblina, controle de estabilidade (ESP), controle de tração (TCS), freios com sistema ABS, EBD e PBA (assistente de frenagem de urgência), sistema isofix, rodas de liga-leve de 17", ar-condicionado digital, quarteto elétrico (direção, travas, vidros e retrovisores), volante com comandos do som, bluetooth e piloto automático, sistema de som com rádio AM/FM, CD Player, entra USB e auxiliar, 6 alto falantes e computador de bordo, entre outros itens. 

Pagando R$ 69.900, é possível comprar o Cruze Sport6 LT com a lista de equipamentos ainda mais recheada. São os itens acima além de bancos com revestimento em couro, sensor de chuva e transmissão automática de seis velocidades.
Se o consumidor quiser colocar a mesma bola vermelha no nariz, como acontece com o belo e desnutrido Hyundai Veloster, pode optar por comprar um Cruze Sport6 LTZ, com câmbio manual de cinco marchas, por R$ 77.400.

Além da ótima lista do LT (mais completo), a versão topo de linha vem equipada ainda com retrovisores externos com rebatimento elétrico, airbags do tipo cortina (seis ao todo), maçanetas dianteiras com sensores de aproximação (Passive Entry), sensor de estacionamento traseiro, acionamento do motor através do botão Start-Stop no painel, central multimídia com tela de 7" com GPS integrado e teto solar elétrico, entre outros itens.
Se você tiver R$ 79.400 sobrando, leva o Cruze Sport6 LTZ automático, que tem os itens do LTZ manual, mas com a transmissão automática de seis velocidades.

Toda linha Cruze vendida no Brasil é equipada com o motor 1.8 16V Ecotec flex, que desenvolve 140 cv de potência a 6.300 rpm e 17,8 mkgf de torque a 3.800 rpm com gasolina e 144 cv e 18,9 mkgf com etanol, nas mesmas rotações.
Veja uma comparação de preços com alguns concorrentes diretos e com o Cruze sedã.

Chevrolet Cruze Sport6 LT 1.8 16V - R$ 64.900
Chevrolet Cruze Sport6 LT 1.8 16V automático - R$ 69.900
Chevrolet Cruze Sport6 LTZ 1.8 16V - R$ 77.400
Chevrolet Cruze Sport6 LTZ 1.8 16V automático - R$ 79.400

Chevrolet Cruze LT 1.8 16V - R$ 67.900
Cehvrolet Cruze LT 1.8 16V automático - R$ 71.900
Chevrolet Cruze LTZ 1.8 16V automático - R$ 79.900

Ford Focus GL 1.6 16V - R$ 55.120
Ford Focus GLX 1.6 16V - R$ 57.040
Ford Focus GLX 2.0 16V - R$ 60.940
Ford Focus GLX 2.0 16V automático - R$ 65.440
Ford Focus Titanium 2.0 16V - R$ 70.540
Ford Focus Titanium 2.0 16V automático - R$ 75.040

Peugeot 308 Active 1.6 16V - R$ 53.990
Peugeot 308 Allure 1.6 16V - R$ 56.990
Peugeot 308 Allure 2.0 16V - R$ 59.990
Peugeot 308 Allure 2.0 16V automático - R$ 63.990
Peugeot 308 Feline 2.0 16V automático - R$ 70.990

Fiat Bravo Essence 1.8 16V - R$ 57.150
Fiat Bravo Essence 1.8 16V Dualogic - R$ 59.790
Fiat Bravo Absolute 1.8 16V - R$ 63.820
Fiat Bravo Absolute 1.8 16V Dualogic - R$ 66.830
Fiat Bravo T-Jet 1.4 16V turbo - R$ 68.950

Não quero, de forma alguma, desmerecer a Fiat e a Volkswagen. Mas, depois de ver a Chevrolet na liderança de vendas do mercado brasileiro em janeiro de 2012, fico com a impressão da marca fazer o possível para não brigar pela ponta. Basta ver o alto preço cobrado pelo Cobalt 1.4 (entre R$ 39.980 e R$ 46.480 - imaginem o valor do 1.8, que chega em breve) e agora, se a informação de confirmar, pelo Cruze Sport6.
Repetindo um pouco o que eu disse acima, o Cruze Sport6 tem uma lista de equipamentos muito boa, oferecendo até equipamentos que os rivais não possuem; tem um visual que me agrada bastante, além de ser mais leve que o sedã (cerca de 94 kg segundo o site da GM na Asia) o que, teoricamente, garante melhor desempenho e consumo. Mas por que o Cruze Sport6 custa tão caro? É um bom carro? Sim, sem dúvida. Mas vale R$ 79.400? Não, não vale.

Para ter um preço mais real, o novo hatch médio da Chevrolet deveria custar, no mínimo, R$ 4.000 a menos na versão LT e R$ 7.000 a menos na LTZ - em relação as valores revelados pelos dois sites. Ficaria mais ou menos assim:

Chevrolet Cruze Sport6 LT 1.8 16V - R$ 60.900
Chevrolet Cruze Sport6 LT 1.8 16V automático - R$ 65.900
Chevrolet Cruze Sport6 LTZ 1.8 16V - R$ 70.400
Chevrolet Cruze Sport6 LTZ 1.8 16V automático - R$ 72.400

Realmente espero que os preços que vazaram estejam errados e que, até o lançamento do Cruze Sport6, marcado para a primeira quinzena de abril, a Chevrolet mude os valores.
Fotos do Cruze Sport6: Chevrolet/Divulgação

quinta-feira, 29 de março de 2012

Mais acessórios serão suficientes para o Renault Duster vencer o novo Ford EcoSport?

O novo Ford EcoSport foi flagrado recentemente sem disfarces, mostrando suas linhas modernas e chamativas. Entretanto, seu preço e lista de equipamentos, ambos já especulados, ainda não foram revelados mais concretamente. A Renault não quis esperar a chegada do principal adversário e já anunciou as novidades da linha 2012/2013 do Duster.
Proteção frontal Tube Look é horrorosa e perigosa para o pedestre
Na verdade a marca anunciou uma única novidade: o sensor de estacionamento deixa de ser um acessório e passa a ser um item de série nas versões Dynamique 1.6 e 2.0. É pouco para uma mudança de linha, embora o Duster continua com boa relação custo/benefício, que seria melhor ainda se os preços de lançamento, mais baixos, tivessem sido mantidos.

Linha 2012/2013
Duster 1.6 16V Hi-Flex - R$51.800
Duster Expression 1.6 16V Hi-Flex - R$54.100
Duster Dynamique 1.6 16V Hi-Flex - R$58.100
Duster Dynamique 2.0 16V Hi-Flex - R$61.800
Duster Dynamique 2.0 16V Hi-Flex Automático - R$65.800
Duster Dynamique 2.0 16V Hi-Flex 4x4 - R$66.100
Pintura metálica: R$ 1.090
Bancos revestidos em couro (apenas Dynamique): R$ 1.600

Toda linha Duster bem equipada com rodas de aro 16”, ar-condicionado, direção-hidráulica, vidros dianteiros elétricos, travas elétricas e regulagem de altura do volante. A Expression vem ainda com airbag duplo, banco do motorista com regulagem de altura, vidros elétricos traseiros, alarme, rodas de aço estilizada de 16”, barras no teto e a parte superior dos pára-choques na cor da carroceria.
A Dynamique conta ainda com rodas de liga leve (aro 16"), retrovisores exteriores cromados, para-choque traseiro na cor da carroceria, molduras de saídas de ar cromadas, volante e manopla do câmbio revestidos em couro, encosto do banco traseiro bi-partido (rebatível - 1/3 e 2/3) retrovisores externos com regulagem elétrica, computador de bordo, ABS, faróis de neblina, roda de alumínio de 16 polegadas, rádio/CD/MP3/USB/iPod/Aux/Bluetooth com comandos na coluna de direção.

A lista de equipamentos de série do Duster Dynamique, a versão mais "popular" em oferta, é boa e, como um jogador de futebol, o sensor o equipamento de estacionamento "veio para somar".
Para compensar a "perda" de um acessório, a Renault ampliou a lista de opções do Duster com alguns itens interessantes. O maios importante (e caro), vendido por cerca de R$ 2.999 (já com a instalação), é o sistema multimidia com tela touch screen de 8". O aparelho reproduz TV digital e DVD (quando o veículo não está em movimento), rádio AM/FM, sistema GPS, tem entrada para iPod e USB e conexão bluetooth para celular.

O engate, inútil para quem não tem reboque, também passa a ser oferecido como um "acessório original Renault". Sua caácodade é de 40 kg de carga, 700 kg de tração e o preço sugerido é de R$ 599.
Engate: útil apenas para quem usa reboque
Outros acessórios disponíveis são o apoio de braço central nas cores preto ou cinza, faróis de neblina, isolamento de porta-malas, pára-barros (dianteiros e traseiros), rede de porta-malas, soleiras de portas, tapetes de borracha com carpete (para as versões 4x2 e 4x4), vidro elétrico traseiro, ponteira de escapamento cromada, calha de chuva, barras de teto transversais, uma dispensável (feia e periosa para o pedestre) proteção frontal estilo "quebra-mato" e até porta-bicicleta para o teto.

Fechando a oferta de acessórios, destaque para os onze modelos de bicicletas da marca Colli Bike com rodas de aro 16”, 20” ou 26”. As opções variam de R$ 399 a R$ 900. O ideal seria casar uma bike com o porta-bicicleta de teto já citado.
A tela multimídia realmente passa um aspecto de modernidade ao interior do Duster. Mas será que isso vai ser o suficiente para ele brigar de igual para igual com o novo EcoSport? Como o veículo da Ford ainda não chegou, fica difícil responder. Qualidades para o combate o Duster tem, mas só saberemos quando os dois se enfrentarem. Duster X EcoSport provavelmente será um dos Duelos de 2012 no De 0 a 100.

Linhas 2012 e 2013
A Renault também já lançou a linha 2013 do Fluence que, infelizmente, não tem nenhuma novidade e, felizmente, manteve os preços.

Na linha 2012/2012, o sedã Logan foi atualizado apenas na versão Expression, que recebeu um rádio mais moderno, maior e integrado ao painel, com comando satélite na coluna de direção. O equipamento, além de rádio AM/FM e CD-Player, reproduz músicas nos formatos MP3, WMA e WMV e entrada auxiliar, do tipo “jack”, USB, e conexão bluetooth. O sistema é opcinal.

Veículo de entrada da Renault no Brasil, o Clio 2012/2012 recebeu mudanças no chamado Pack Plus (opcional: R$ 300), que agora tem ar quente, dois apoios traseiro de cabeça com regulagem de altura e lavador/limpador de vidro traseiro. O Clio é tem rês anos de garantia de fábrica.
Fotos: Renault/Divulgação

Alta Roda - Grande no bom sentido

Não é à toa que a Fiat consegue, em ambiente de alta concorrência entre marcas de todas as origens, sustentar liderança de vendas entre automóveis e comerciais leves. O novo Grand Siena chegou, entre outros objetivos, para fortalecer as marca no segmento específico de automóveis, em que tem posição algo frágil em relação à Volkswagen e à GM. A empresa italiana, no Brasil, conta com a força da picape Strada para se manter no topo dos segmentos somados, mas isso poderia não ser suficiente no futuro.
Fotos: Fiat/Divulgação
Um dos méritos do Grand Siena é ter-se desvinculado da imagem de versão de três volumes do Palio, que mantinha desde a primeira geração, de1997. O chassi se baseia no do novo Palio, mas com amplas modificações em dimensões externas, bitolas e até do eixo traseiro com elementos do Punto. Preços vão de R$ 38.710 a R$ 52.137, essa incluindo o câmbio robotizado.

Trata-se agora de um sedã compacto anabolizado (no bom sentido) da mesma cepa do Cobalt, do Versa e de certo modo do Logan, este investindo mais no fator preço. O modelo da Fiat cresceu 14 cm tanto no entre-eixos como no comprimento total, aproximadamente. Isso permitiu apor uma terceira janela na coluna traseira sem parecer algo forçado, além de obviamente melhorar o espaço para as pernas no banco traseiro. Nesse quesito, porém, ainda perde para o Cobalt.
O carro segue a tendência atual de vincos laterais alinhados às maçanetas. A grade dianteira não é muito inspirada (inclusive pelo exagerado aplique cromado na versão de topo Essence), mas o desenho do spoiler, sim. Traseira muito bem resolvida continua sem lanterna de neblina. Quando equipado com rodas de aro de 16 pol, o estepe tem limitação de uso a recomendados 80 km/h. Porta-malas cresceu de 500 para 520 litros.

Motores de 1,4 l/88 cv e 1,6l/117 cv não são novidades. O de 1,0 l ficou restrito ao Siena EL de carroceria antiga e preço agora reduzido em pouco mais de R$ 1.000, pois a direção assistida se tornou opcional. Destaques do Grand Siena: nítida evolução em dirigibilidade, comportamento em curvas e evolução do câmbio automatizado. Sem dúvida haverá influência negativa nas vendas do Linea que, na verdade, nunca decolaram pelo posicionamento errado de mercado.

Entre pontos fracos estão a regulagem de altura do banco só na versão mais cara, o que também ocorre no controle de cruzeiro restrito ao câmbio automatizado. Regulagem elétrica dos espelhos externos junto à coluna dianteira só não incomoda quem possui braços desproporcionalmente longos. Faltam luzes laterais repetidoras nas carcaças dos espelhos.
Assunto no lançamento do Grand Siena foi a produção brasileira do sedã médio-compacto Dodge Dart, à venda nos EUA em meados do ano. A Fiat constrói uma fábrica nova em Goiana (PE) e, conforme a coluna antecipou, primeiro produto não será o subcompacto para suceder o Mille. Italianos optaram por um utilitário esporte pequeno para enfrentar EcoSport, Duster e outros futuros rivais. A necessária versão Fiat do Dart, escolhida para o Brasil, seguirá diretrizes (não iguais) do mesmo carro a se produzir na China, com apresentação em abril no Salão de Pequim, e nome de Viaggio.

RODA VIVA

SEDÃ médio-compacto da JAC, o J5 aposta na relação preço-benefício. Mas nesse segmento o apelo é relativo. O modelo chinês não oferece câmbio automático, previsto para 2013. Ao preço de R$ 53.880, exige adicionais para banco de couro e rodas de 17 pol. Aspecto externo é seu ponto alto, seguido por interior espaçoso e bom porta-malas de 460 litros.

MOTOR do J5, em alumínio, tem bons 125 cv. Porém, como a cilindrada é de apenas 1,5 l, torque se limita a 15,5 kgf•m, desvantajoso em relação aos rivais. Assistência hidráulica deixa a direção algo imprecisa em estrada. Suspensão é firme e um pouco ruidosa. No interior fica nítido: um carro simples que recebeu toques artificiais de sofisticação.

MINI Roadster comprova a estratégia positiva de diversificar ao máximo a linha da marca inglesa do Grupo BMW. Apesar de conversíveis terem baixa atratividade no Brasil, o modelo destaca-se pela oferta de motor turbo de 184 cv, na versão Cooper S. Faixa de preço de R$ 132.900 a R$ 144.950, com capota de lona de abertura manual. Adiante, abertura elétrica.

CENTRO de Psicologia Aplicada ao Trânsito (Cepat), de Salomão Rabinovich, em São Paulo, lançou programa de prevenção de acidentes e mortes no trânsito. “É preciso muito respeito para convivência entre pedestres, bicicletas, motocicletas, automóveis e caminhões. Toda a sociedade é vítima, quadro agravado por consumo de álcool, drogas e doenças do sono.”

SEGUNDA família de pneus Michelin, de alta eficiência na diminuição de consumo de combustível, demonstra que os fabricantes do setor estão engajados nesse objetivo. O Energy XM2 acrescentou mais uma característica, resistência a impactos, que no caso do Brasil é um verdadeiro flagelo com obstáculos físicos (buracos) e criados (lombadas) de toda ordem.

sábado, 24 de março de 2012

Ainda excelente, Honda perde grande chance de tornar o Fit 2013 o "carro definitivo"

As expectativa era grande e as (poucas) mudanças vieram, mas a Honda perdeu uma grande chance de tornar o excelente Fit o "carro difinitivo" na linha 2013. O modelo passa a ser vendido em seis versões: DX 1.4 (MT), LX 1.4 (MT e AT), EX 1.5 (MT e AT), e EXL 1.5 (AT) - adeus EXL 1.4 (MT e AT). Além disso, o Fit passou por uma mínima reestilização, além de ganhar alguns equipamentos de série e de evoluir no quesito autonomia. Mas eu esperava por mais!

A Honda diz que o Fit apresenta um novo design, mas o veículo recebeu apenas um tapa leve no visual. Embora o novo para-choque dianteiro tenha ficado bem legal, a nova grade tem gosto duvidoso, lembrando um pouco os velhos tempos da Chevrolet aplicando "botox" na (antiga) picape S10. Os faróis dianteiros ficaram praticamente iguais aos da linha 2012, assim como o para-choque traseiro. Mas, no geral, o visual ainda agrada.
Em relação aos itens de série, desde a versão de entrada, DX, o Fit vem equipado com direção com assistência elétrica, ar-condicionado (digital no EX e EXL), airbag duplo, trio elétrico, computador de bordo (consumo instantâneo e médio em km/l, autonomia e hodômetros total e parcial) e com o excelente sistema de modularidade interna dos bancos.

Com a morte da versão LXL, a LX recebeu alguns equipamentos de herança: sistema ABS de freios com EBD e novo sistema de rádio integrado AM/FM com CD Player e entradas USB e P2. Com câmbio manual, o Fit LX 2013 ficou R$ 800 mais caro (R$ 55.700) se comparado ao mesmo modelo 2012 (R$ 54.900), enquanto o Fit LX 2013 automático manteve o mesmo preço do respectivo 2012: R$ 58.900.

As versões DX e LX são equipadas com o motor 1.4 16V que desenvolve 100 cv de potência a 6.000 rpm com gasolina e 101 cv na mesma rotação com etanol. O torque é de 13 kgfm a 4.800 rpm com qualquer combustível.
Versão EXL tem bancos com revestimento em couro
Cabe mais, mas ainda bebe muito
Entre as versões com EX e EXL, equipadas com o propulsor 1.5 16V, que desenvolve 115 cv a 6.000 rpm com gasolina e 116 cv com etanol (na mesma rotação) e torque de 14,8 kgfm a 4.800 rpm com qualquer combustível, basicamente tivemos duas novidades.

A principal foi a redução de preço do acabamento EXL, o topo de linha, equipado unicamente com câmbio automático de cinco marchas com Paddle Shift. De inaceitáveis R$ 71.720, o valor foi para abusivos R$ 67.720 - R$ 2.000 a mais do que a versão EX automática. O Fit EXL tem bancos revestidos em couro e faróis de neblina a mais em relação ao EX.
Fit 2013 X Fit 2012 - Pergunta: onde ficam os faróis de neblina no Fit 2013?
A segunda novidade foi a inclusão do sensor de estacionamento traseiro como item de série (EX e EXL), uma vez o equipamento era vendido como opcional nas concessionárias (ainda é para DX e LX). Se a versão EXL ficou mais barata, a EX 1.5 manual 2013 ficou R$ 1.005 mais cara em relação a linha 2012, subindo para R$ 62.720, enquanto a EX automática - agora com Paddle Shift - manteve o mesmo preço.

Uma evolução do Fit 2013 foi na autonomia. O aumento da capacidade do tanque de combustível de 42 litros para 47 litros foi muito bem-vinda, mas ele não resolve o problema do alto consumo do Fit, especialmente com motor 1.5 16V e câmbio automático. Infelizmente, as calibrações do novo Civic, com a inclusão do modo (e botão) Econ, ficarão para outra oportunidade no Fit. Pior para o consumidor, que na primeira geração do Fit via o veículo como sinônimo de baixo consumo.

Linha 2013
Honda Fit DX 1.4 MT: R$ 51.800
Honda Fit LX 1.4 MT: R$ 55.700
Honda Fit LX 1.4 AT: R$ 58.900
Honda Fit EX 1.5 MT: R$ 62.120
Honda Fit EX 1.5 AT: R$ 65.720
Honda Fit EXL 1.5 AT: R$ 67.720
Fit 2013 X Fit 2012
Resumo da obra
O Honda Fit continua um excelente carro, versátil, com ótimo espaço interno, bom porta-malas (384 litros), mecânica confiável e três anos de garantia. Mas ele continua com os mesmos problemas: consumo elevado de combustível (atenuado pelo aumento do tanque), preço absurdamente alto e falta de mais equipamentos de série (som para a versão DX, faróis de neblina para DX, LX e EX; conexão bluetooth de celular para para todos; e airbag laterais para a EXL, por exemplo).

Por isso digo que a Honda perdeu uma grande chance de transformar o Fit no "carro definitivo". Já imaginaram o Fit EXL (R$ 67.720) com um preço mais real e próximo ao dos concorrentes? O Nissan Livina SL 1.8 16V automático custa R$ 54.000, sem opcionais e com três anos de garantia, equanto o Fiat Idea Essence 1.6 16V Dualogic parte de R$ 50.680 básico e, muito bem equipado (até com airbags laterais) custa R$ 59.700 - infelizmente só com um ano de garantia. Básico, o Idea Sporting 1.8 16V Dualogic custa R$ 58.880 e mais equipado (também com airbags laterais e outros itens) sai por R$ 63.800.
Fotos: Honda/Divulgação

sexta-feira, 23 de março de 2012

Conheça o visual definitivo do novo Ford EcoSport

Finalmente o visual do novo Ford EcoSport 2013 foi revelado! Sem disfarces, o modelo foi flagrado durante crash-tests, conforme publicou o Notícias Automotivas.

Analisdando as fotos, o novo EcoSport tem seu design praticamente idêntico ao do conceito mostrado pela Ford no início do ano em Brasília. A principal diferença está nos faróis dianteiros, que foram simplificados no modelo de produção. A versão fotografada era a Freestyle.
Gostei bastante do visual do EcoSport, que ficou moderno, com linhas marcantes e com "personalidade forte". Foi uma evolução e tanto se comparado à primeira geração (compare as fotos abaixo). Sobre os detalhes, na frente, achei a entrada de ar um pouco grande demais, mas quero ver o veículo ao vivo para analisar melhor. O que eu não entendi foi a posição da placa dianteira. Não seria possível colocá-la mais alguns centímetros para baixo? Nas laterais, as rodas são muito parecidas com a atual geração do EcoSport na versão Freestyle e os retrovisores lembram o do finado Fiat Stilo.

Fica difícil imaginar como o Renault Duster terá condições de brigar com novo EcoSport no quesito visual e "sexyapeal". Mas se a Ford cometer o erro de lançar a nova geração do seu SUV com preços altos demais (ou pouco equipada), partindo da cada de R$ 60.000 (como especulado aqui), a Renault poderá nadar de braçadas.
O novo Ford EcoSport será lançado oficialmente em breve e será equipado com os motores 1.6 16V Sigma flex e o 2.0 16V Duratec flex. O comentado propulsor 1.0 EcoBoost deve ficar para (bem) depois. A expectativa é que o modelo seja vendido com duas opções de câmbio, manual e automático, e duas de tração: 4x2 e 4x4.
Fotos da quase aposentada geração do EcoSport: Ford/Divulgação

quinta-feira, 22 de março de 2012

Alta Roda - A briga pelo bolso

Depois de 45 dias de discussão, Brasil e México chegaram a um consenso sobre a revisão pontual do acordo de comércio de veículos. Como em geral acontece, cada parte cede em suas posições dentro de uma negociação civilizada. O México aceitou a limitação em valores de suas exportações de automóveis e comerciais leves até 2015 e o Brasil deixou de lado, por ora, a inclusão antecipada de caminhões e ônibus só prevista para 2020.

No primeiro ano, cada país terá direito de exportar US$ 1,45 bilhão; US$ 1,56 bilhão, no segundo ano e US$ 1,64 bilhão no terceiro, sem impostos.  Em termos práticos, significa uma cota de cerca de 100.000 unidades nos primeiros 12 meses, 108.000, em 2013/14 e 113.000, em 2014/15. A partir daí, volta o livre comércio.

O índice de nacionalização de 30% no México corresponde a 60% na regra do Mercosul. Conforme a coluna já comentou, os mexicanos fazem uma conta direta da proporção entre peças locais e de outras regiões, considerando apenas valor e mão de obra. Aqui se incluem outros custos internos. Também houve acordo de aumento do índice para 35%, de 2013 a 2016, e 40%, em 2017. O Brasil cumpre essa meta de conteúdo local com facilidade e o México terá de se esforçar para manter preços competitivos.

Para entender melhor, é preciso saber que quando o acordo começou, em 2002, os mexicanos impuseram cotas em unidades para os automóveis brasileiros exportados durante quatro anos. Afinal, com o real desvalorizado na época, temiam uma invasão de mercado. Foi bom negócio para nós porque exportamos muito e para eles porque podiam receber carros compactos e baratos, quando ainda não tinham acordo de livre comércio com a União Europeia.

As coisas começaram a mudar quando carros europeus e japoneses puderam entrar livremente no México e a valorização do real acabou com a competitividade das exportações brasileiras. O peso mexicano continuou se desvalorizando e o cenário virou nos últimos três anos. Se nada fosse efeito, mais de 200.000 veículos entrariam no Brasil isentos de imposto de importação e do ônus do novo IPI, enquanto carros brasileiros só seriam competitivos se o dólar valesse mais de R$ 2,50 (hoje, R$ 1,80).  Exportações só não pararam porque ficaria mais difícil voltar no futuro.

Se o Brasil quis preservar seus empregos, o que vai mudar para o consumidor? Quase nada. A Nissan, em princípio, seria a mais atingida porque as importações do México responderiam, em 2012, por mais de dois terços de suas vendas. Se desejar importar acima da cota, pode fazê-lo, pagando a diferença de imposto. E até 2014 já terá construído em Resende (RJ) sua primeira fábrica, pois hoje utiliza instalações da Renault, em São José dos Pinhais (PR). A Chrysler produz no México e não paga imposto de importação, mas só escapa do IPI elevado quando também fabricar no Brasil.

Até o começo de abril, quando se anunciará o novo regime automobilístico brasileiro, o cenário ficará mais claro e complementar às regras de transição acertadas agora com o México. Objetivo é gerar empregos, investimentos e atrair novos fabricantes, o que aumentará ainda mais a concorrência interna. E isso costuma valorizar o bolso dos consumidores.

RODA VIVA

BRASIL perdeu o posto de sexto maior produtor mundial para a Índia, no ano passado. Explica-se pela grande dificuldade de exportar e os altos custos internos. Além disso, importar ficou mais barato com a atual taxa cambial. O mercado brasileiro ainda continua atraente e se manteve na quarta posição. Mas não por muito tempo. Índia nos passa esse ano.
Honda/Divulgação
HONDA CR-V ganha novo fôlego com mudanças estilísticas e mais recursos eletrônicos a bordo (navegador GPS, computador multifunções e câmara de ré). Motor de 2 litros ganhou 5 cv (agora 155 cv). Há câmbio manual e automático. Rebatimento total dos bancos traseiros é por molas, sem esforço do usuário. Preços de R$ 84.700 a R$ 103.200.
Peugeot/Divulgação
MOTOR mais eficiente faz toda diferença no Peugeot 408. Mais do que aumento de potência para 165 cv, o turbocompressor garante expressivos 24,5 kgf•m de torque, a apenas 1.400 rpm. Forma bom conjunto com o novo câmbio automático de seis marchas, bem superior ao antigo, de quatro. Pena que só esteja na versão Griffe, de topo, por R$ 81.500.

SÉTIMA geração do Toyota Camry chega por R$ 161.000,00. Agrada a quem deseja estilo atual, sem ousadias. Mas não atrai olhares. Motor V-6, de funcionamento silencioso, mostra o vigor de 277 cv, ajudado por bom câmbio automático de seis marchas. Encostos do banco traseiro têm reclinação elétrica. Faltam navegador GPS e travamento das portas ao arrancar.

TOMANDO por base estatística do Ministério da Saúde, o Instituto Sangari, que promove difusão científico-cultural, chama a atenção para o crescimento assustador de acidentes fatais com motociclistas. Entre 1998 e 2008, mortalidade aumentou a um ritmo duas vezes superior ao de expansão da frota. Muitos nem se preocupam em ter carteira de habilitação.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dez modelos para se divertir com até R$ 80.000

Toyota/Divulgação
A Toyota lançou na semana passada a linha 2013 do Corolla. A grande novidade ficou por conta da nova versão XRS (acima), a "esportiva" da família. Por R$ 79.500 você leva um veículo confortável, bem equipado, com motor 2.0 16V flex (142/153 cv) e câmbio automático de quatro marchas, com paddle shift. Quando digo da família, uso o duplo sentido, já que o sedã é um carro familiar. Mas onde fica a diversão de ter um esportivo (mesmo que quase de verdade)?

Com esse questionamento na cabeça, pensei: com até R$ 80.000, será que é possível comprar algum outro carro mais divertido que o Corolla XRS? A resposta é sim! Vejam a lista, na qual levei em consideração apenas as versões ditas esportivas de cada modelo.
Fiat/Divulgação
10. Fiat Uno Sporting
Pesando apenas 944 kg com duas portas; equipado com motor 1.4 8V EVO flex, que desenvolve 85 cv de potência a 5.750 rpm e 12,4 mkgf de torque a 3.500 rpm com gasolina e 88 cv e 12,5 mkgf com etanol (nas mesmas rotações), dotado de câmbio manual de cinco marchas, e com visual chamativo que remete à esportividade, o Uno Sporting realmente é um carrinho divertido. Seu preço varia entre R$ 32.600 (direção hidráulica, travas e vidros elétricos, volante revestido em couro com ajuste de altura e rodas de liga-leve de aro 15") e R$ 38.300 (+ ar-condicionado, ABS com EBD, airbag duplo e rádio Connect CD MP3/WMA com RDS, viva-voz Bluetooth e entrada USB). Se tivesse a motorização 1.6 16V E.TorQ, sem dúvidas estaria mais à frente.
Fiat/Divulgação
9. Fiat Palio Sporting
Sem nenhum kit ou alteração especial, o novo Palio ficou com o visual bem legal. Com as poucas mas visíveis mudanças estéticas da versão Sporting, o Palio ficou ainda melhor. Seu relativo baixo peso (1.090 kg) e o câmbio manual de cinco marchas ajudam o motor 1.6 16V E.TorQ, que desenvolve 115 cv de potência a 5.500 rpm e 16,2 mkgf de torque a 4.500 rpm com gasolina e 117 cv e 16,8 mkgf com etanol (nas mesmas rotações), a tornar o Palio Sporting um carro muito agradável e divertido de guiar. A Fiat realmente sabe fazer um carro compacto. O preço do Palio Sporting varia entre R$ 41.300 (direção hidráulica, ar-condicionado, airbag duplo, ABS com EBD e rodas de liga-leve de aro 16") e R$ 45.800 (+ airbags laterais, rádio Connect CD MP3/WMA integrado ao painel com RDS, viva-voz bluetooth e entrada USB; retrovisores elétricos; volante em couro com comandos do rádio, sensores de chuva e crepuscular). O Palio poderia virar um esportivo mais encorpado se tivesse duas portas e motor 1.8 16V E.TorQ - que sabe uma versão 1.8R (estaria no Top 5 fácil).
Volkswagen/Divulgação
8. Volkswagen Polo Sportiline
Será que o Polo merecia estar na frente do Palio? A resposta é sim, principalmente por causa do excelente câmbio manual de cinco marchas e do torque em baixa rotação - ótimo para abrir o sorriso nas arrancadas. Seu peso (1.156 kg) poderia ser mais baixo e o motor 2.0 8V flex deveria ser bem mais potente (no mínimo 10 cv e 1,2 mkgf a mais): são 116 cv com gasolina e 120 cv gom etanol, ambos a 5.250 rpm, e 17,3 mkgf de torque a 2.250 rpm com qualquer combustível. Além da transmissão, o acerto da suspensão e a direção eletro-hidráulica (com boas respostas) ampliam a diversão. O Polo merecia um visual mais ousado, não necessariamente na personalização da versão Sportline, mas sim nas suas linhas gerais, que foram empobrecidas depois da última reestilização. Partindo de R$ 55.340, seu preço é elevado. Pelo menos a lista de equipamentos é boa, com destaque para ar-condicionado digital, computador de bordo I-System, ABS, airbag duplo, rodas de liga-leve de aro 15", trio elétrico e CD-Player com MP3, SD-Card, Bluetooth e USB compatível com iPod. Completo, com teto solar e bancos revestidos em couro (entre outros itens), o valor sobe para R$ 61.500.
Fiat/Divulgação
7. Fiat Punto Sporting
O Punto é mais potente que o trio acima, mais barato que o Polo e tem uma posição de dirigir de fazer inveja a dezenas de carros do mercado nacional. Sem contar o seu visual que, mesmo prestes a ser reestilizado e já sentindo o peso da idade, ainda é muito bonito, especialmente com o "traje sport fino" da versão Sporting. Nesta configuração, o Punto é um dos carros que garantem maior diversão a qualquer motorista que goste de dirigir. O entrosamento com o motor 1.8 16V E.TorQ é excelente. Se fosse mais leve (pesa 1.176 kg), os 130 cv de potência a 5.250 e 18,4 mkgf de torque a 4.500 rpm com gasolina e 132 cv e 18,9 mkgf com etanol (nas mesmas rotações) fariam ainda mais diferença. O Punto Sporting custa a partir de R$ 49.250 e já vem equipado com ar-condicionado, computador de bordo, direção hidráulica, ABS com EBD, airbag duplo e rodas de liga-leve de aro 16". Completo, seu preço sobe para R$ 64.000, acrescentando teto solar Skydome, airbag laterias e do tipo cortina, ar-condicionado digital, Blu&Me, entre outros itens. 
Ford/Divulgação
6. Ford Ka Sport
O compacto da Ford aparece em sexto por causa da sua relação peso/potência. Básico, vale R$ 35.000. Completo, sem nenhum opcional, ele sai por R$ 36.000. Os principais itens de série são aerofólio; spoilers dianteiro e traseiro, saias laterais, faixas esportivas na lateral, capô e teto; rodas de liga-leve de 15" (cinzas); bancos dianteiros de figurino esportivo "tipo concha" com inscrição Sport e tecido exclusivo nos bancos e revestimento das portas; ar-condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos; e airbag duplo. Assim como o March, o Ka fica devendo o ABS. Pesando 968 kg e equipado com motor 1.6 8V Rocam, que desenvolve 102 cv de potência e 14,5 mkgf de torque com gasolina e 107 cv e 15,3 mkgf com etanol (potência a 5.500 rpm e torque a 4.250 rpm), o Ka é realmente muito divertido de guiar. Assim como o March, suas dimensões compactas me fazem ter a sensação de estar pilotando um kart.

TOP 5
Da turma de acima, Uno Sporting, Palio Sporting e Polo Sportline podem ser considerados apenas aperitivos. A entrada fica por conta do Punto Sporting, Ka Sport e March SR. O prato principal você confere mais abaixo.
Nissan/Divulgação
5. Nissan March SR 
O Nissan March SR tem câmbio manual de cinco marchas e seu motor 1.6 16V flex que desenvolve 111 cv a 5.600 rpm e 15,1 mkgf de torque a 4.000 rpm com gasolina e/ou etanol. Sua vantagem sobre o Ka está na maior potência aliada ao menor peso - 962 kg. Realmente o March SR é um capetinha para andar. Ele pode até não atingir números tão expressivos quanto o Corolla XRS, mas é muito mais divertido de dirigir. Sem contar que ele custa praticamente metade do preço com a mesma garantia de três anos. Básico, custa sugeridos R$ 39.490. Por R$ 40.700, é possível comprar o March SR com todos os itens disponíveis para o modelo (no site o único opcional vendido como acessório é  o fechamento automático dos vidros + alarme volumétrico). Os principais de série são: ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos; airbag duplo, rádio CD Player com função MP3 e entrada auxiliar, saias laterais, espóilers dianteiro, traseiro e aerofólio; ponteira de escapamento cromada, retrovisores externos personalizados para versão SR e rodas de liga leve de 15” na cor titanium. Falta o ABS.
Kia/Divulgação
4. Kia Cerato Koup
Mesmo com preço sugerido de R$ 84.135, o Cerato Koup merece entrar nesta lista e figurar entre os cinco primeiros por causa do seu acerto de suspensão, das suas portas associadas a uma carroceria muito bonita (talvez a mais da lista) e, principalmente, por causa do eficiente motor 2.0 16V que desenvolve 156 cv de potência e 6.200 rpm e 19,8 mkgf de torque a 4.300 rpm. Não chega ser como o propulsor 2.0 do Honda Civic Si, mas a motorização da Kia torna o Cerato valente. Mesmo automático, o câmbio tem seis marchas com opção de trocas sequenciais com paddle shift - sem contar o peso de 1.212 kg, baixo se comparamos aos três modelos abaixo. A lista de equipamentos de série é composta por airbags frontais, laterais e de cortina; sistema ABS de freios com EBD e ESP; ar-condicionado digital, rodas de liga-leve de aro 17", computador de bordo, quartero elétrico (direção, trava, vidros e retrovisores). Se tivesse a opção de transmissão manual, o Cerato Koup seria ainda mais divertido. E, negociando, é possível comprar uma unidade do modelo com preço na casa de R$ 80.000.
Peugeot/Divulgação
3. Peugeot 408 THP
Ele poderia ter ido melhor se o seu visual fosse mais esportivo, se o câmbio fosse manual, se o peso fosse menor (1.527 kg) e se o preço fosse abaixo dos R$ 81.490 pedidos pela Peugeot. Completo, com o único opcional (banco do motorista com regulagem elétrica), sai por R$ 83.490. Mas, colocando este 408 THP básico lado a lado com o Corolla "esportivo", o Peugeot vale muito mais a pena para quem quer se divertir. Com auxilio do turbo e da injeção direta, motor 1.6 16V desenvolve 165 cv de potência a 6.000 rpm e 24,5 mkgf de torque a 1.400 rpm. Por mais sua transmissão também seja automática (como a do Corolla), ela tem seis marchas, com opções de trocas sequenciais. Ao pisar fundo, o motor enche rapidamente e vai "pedindo cada vez mais". Além de ser mais potente e de ter mais marchas do que o Corolla XRS, o 408 THP é um dos veículos mais bem equipados de série do Top 10: airbags frontais, laterais e do tipo cortina; sistema ABS de freios com AFU (auxílio a frenagem de urgência), REF (repartidor eletrônico de frenagem) e ESP (controle eletrônico de estabilidade; faróis de xenon autodirecionais, navegador GPS integrado ao painel e escamoteável eletronicamente, rodas de liga-leve de aro 17'', teto solar elétrico, trio elétrico, direção eletro-hidráulica, ar-condicionado automático digital Bi-zone com saída de ar traseira, entre outros.
Fiat/Divulgação
2. Fiat Bravo T-Jet
De cara falo duas coisas: o Bravo T-Jet é caro e muito divertido! Isso porque ele sai por R$ 87.950 completo. Básico, seu preço é um pouco mais convidativo: R$ 68.950. O divertimento de guiá-lo acontece por causa do câmbio manual de seis marchas e do motor 1.4 16V turbo, que desenvolve 152 cv de potência a 5.500 rpm e 21,1 kgfm de torque entre 2.250 rpm a 4.500 rpm. A graça aumenta quando o botão Overbooster é acionado, fazendo o torque subir para 23 mkgf a 3.000 rpm. A posição de dirigir é excelente. O carro é firme, bem acertado, e seu visual é arrebatador. Se fosse mais leve (o peso é de 1.370 kg), a diversão seria ainda maior. Por R$ 79.600, você leva o Bravo T-Jet com ar-condicionado automático Dualtemp, sistema Blue&;Me, ABS com EBD e ESP, faróis de neblina com sistema cornering, airbag duplo, minissaias laterais, para-choques, maçanetas externas e retrovisores na cor do veículo, rodas de liga leve de 17” e quarteto elétrico (direção, travas, vidros e retrovisores), além dos opcionais rebatimento elétrico dos retrovisores externos, faróis de Xenon, sensores de chuva e crepuscular; window bags, sidebags dianteiros e airbag para o joelho do motorista, parafusos antifurto das rodas; navegador GPS com tela de LCD 6,5'' colorida integrada ao painel e sistema de monitoramento da pressão dos pneus.
Fiat/Divulgação
1. Fiat Punto T-Jet
Imagine pegar o Punto Sporting e torná-lo mais potente e mais agressivo, mantendo a excelente posição de dirigir, e pegar o Bravo T-Jet e torná-lo 140 kg mais leve (e mais barato), mantendo a mesma firmeza dos acertos e a pronta resposta do propulsor turbo: este é o Punto T-Jet, carro que merece estar no 1º lugar desta lista com louvor! Com motor 1.4 16V turbo, que desenvolve 152 cv de potência a 5.500 rpm e 21,1 kgfm de torque entre 2.250 rpm a 4.500 rpm e 1.230 kg de peso, o Punto T-Jet é um foguete para andar! Ele consegue acompanhar até veículos com potência supeior a 190 cv. Seu visual é agressivo e imponente, mas sem exageros. Básico, ele custa R$ 62.700, já equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, ABS com EBD, airbag duplo, rodas de liga-leve de aro 17", computador de bordo, Blu&Me, entre vários outros itens. Completo, com todos os opcionais - teto solar Skydome, airbag laterias e do tipo cortina, ar-condicionado digital, Blu&Me NAV, parafusos antifurto das rodas e Kit High Tech (retrovisor interno eletrocrômico, sensor de chuva, sensor crepuscular) -, o Punto T-Jet sai por R$ 73.900. Mas eu retiraria os Blu&Me NAV, que custa R$ 1.300 (um GPS comum de R$ 300 vale mais a pena), fazendo o preço final do carro cair para R$ 72.600. Se tivesse uma marcha a mais e sistema Overbooster, como o Bravo, e apenas duas portas, como o Uno Sporting e o Cerato Koup, seria praticamente perfeito.
Fiat/Divulgação

sexta-feira, 16 de março de 2012

De 0 a 100 completa 5 anos!

Prefiro não revelar qual carro tenho atualmente. Mas meu veículo anterior, comprado em 2007 - mesmo ano da criação do De 0 a 100 - e vendido em 2010, foi um Chevrolet Astra Elegance - o da foto acima. Leia mais aqui.
No último dia 14 de março o De 0 a 100 completou cinco anos de vida! Como acontece com muita gente, preferi comemorar na sexta-feira, que é um dia mais leve. Confesso que nunca tive tanto prazer em escrever para o blog como tenho hoje.

Parece que comecei o blog ontem. Para quem não sabe, o De 0 a 100 nasceu em 2007 como um fotoblog do Portal Uai. Pouco tempo depois ele foi migrado para o inconstante e desesperador Dzai de onde, em 2009, o blog saiu para um mundo melhor. Desde então ele começou a buscar um caminho próprio até se estabilizar.

E isso realmente aconteceu em 2009. Em 2010 fiz pequenas mas importantes mudanças no blog que acabaram dando resultado antes do esperado. A audiência do De 0 a 100 em 2010 foi 46% maior do que a de 2009.

As alterações de 2010 foram seguidas de outras mudanças em 2011, especialmente no segundo semestre do ano. Como resultado, a audiência do De 0 a 100 fechou 2011 com 157% de crescimento em relação a 2010! E a expectativa para 2012 é a de crescer ainda mais!

A seções Impressões e Consumo Real continuam. Já publiquei mais de 25 Impressões e pelo menos mais duas estão saindo do forno! Em relação às médias de consumo, tenho mais de 220 modelos publicados! E podem ter certeza que já estudo uma forma de deixar está seção mais clara e objetiva.

Em relação à Qual carro comprar, fico muito feliz com as mensagens que recebo. Não publiquei nem 2% dos e-mails que recebi com dúvidas aqui no De 0 a 100. Para os que me perguntaram, atualmente recebo em média seis e-mails por semana com a pergunta "qual carro devo comprar". Fico lisonjeado de ter podido ajudar tanta gente e por ter a oportunidade de ajudar ainda mais.

Muito obrigado a todas as pessoas que participaram destas seções e sintam-se bem-vindos para participarem novamente!

Para encerrar, vamos falar do futuro. Finalmente alguns planos que foram adiados nos últimos tempos devem começar a sair do papel em breve. Um dos que posso anunciar é a mudança de layout. Já fiz diversos estudos e espero aplicar o novo design ainda em 2012, embora eu ache que isso só irá acontecer mesmo em 2013. Outra novidade já está no ar, com a criação da seção Duelos. Mas a principal novidade ainda está guardada, já que não sei quando ela vai acontecer exatamente. Mas é algo grandioso, que estou me empenhando para dar certo.

Agradeço a todos pela audiência, participações, e-mails, críticas, elogios, dúvidas, sugestões, e, principalmente, pela troca saudável de ideias, que é uma das coisas que mais prezo neste espaço.

Um abraço,

Renato Parizzi

Alta Roda - Essa lei pega?

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O Brasil, como se sabe, desenvolveu um estranho hábito em relação à legislação. Ficou célebre a frase muito repetida: “Há lei que pega e há lei que não pega”. Não deveria ser assim. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tem, entre suas atribuições constitucionais, estudar, discutir e aprovar resoluções que regulam vários dos aspectos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em especial as normas de segurança.

Poucos sabem, porém antes mesmo do Congresso Nacional obrigar os fabricantes e importadores de veículos leves a instalar bolsas infláveis (air bags), o Contran já tinha regulado a matéria e de uma forma mais inteligente. Estabeleceu critérios biomecânicos a serem respeitados nos testes de colisão, criou um cronograma até 1º de janeiro de 2014 e não engessou a solução técnica. No futuro, as bolsas podem sofrer uma evolução ou outros recursos modernos surgirem e o Legislativo, nesse caso, só atrapalhou na ânsia de aparecer sob os holofotes.

O exemplo mais recente de lei que até agora não pegou são os vidros escurecidos nos automóveis além dos limites legais e técnicos. Quando o Código de Trânsito Brasileiro foi promulgado há 14 anos, ficou proibido o trânsito de veículos com qualquer tipo de película aplicada aos vidros. Pouco depois, a Resolução 73 do Contran estabeleceu que a transmitância luminosa mínima do conjunto vidro mais película teria de ser 75% para o vidro do para-brisa, 70% para os laterais dianteiros e 50% para os laterais traseiros e vigia.

A lógica é de que o motorista precisa ter a visibilidade assegurada também no período noturno e sob qualquer condição meteorológica (noite, chuva forte, neblina), além de túneis e garagens, mesmo que durante o dia parecer tratar-se de um acessório aparentemente inofensivo. Também dificulta ver o pedestre e o ciclista, receber sinais de outros condutores ou observar a terceira luz de freio de outros veículos através do vigia do carro à frente.

Além disso, perceber o motorista e seu acompanhante é de particular importância para policiais numa situação de risco, sequestro ou de eventual agressor armado. Agentes de trânsito também não conseguem flagrar transgressões do motorista, quando dirigem de forma inadequada.

O fato é que há um expressivo aumento do número de veículos com películas escurecedoras nos vidros e transmitância luminosa visivelmente abaixo da mínima regulamentar. Ocorre que, praticamente, 100% dos automóveis já saem de fábrica com vidros verdes e, no caso dos dianteiros, apenas películas de segurança (antivandalismo) totalmente transparentes poderiam ser aplicadas. A fiscalização dependia de um equipamento para verificar a transmitância luminosa, que não existia no mundo, atendendo as exigências do Denatran, órgão executor.

Finalmente, há menos de um ano, o aparelho fabricado no país foi homologado e está pronto para entrar em uso. No entanto, precisa ser adquirido para o policiamento de trânsito urbano e rodoviário. Como a lei parece letra morta, inicialmente apenas o Detran do Distrito Federal comprou 20 unidades e as utiliza em vistorias nos veículos transferidos de propriedade e de outras cidades. O órgão pretende iniciar uma campanha educativa antes da fiscalização nas ruas em 2012.

Segundo a TV Brasil, outros seis estados também adquiriram os aparelhos de medição. Já se prevê enorme resistência, principalmente de autoridades, que deveriam dar o exemplo em um país assolado por acidentes de trânsito.

Especial atenção a esse problema deveria estar nas considerações de concessionárias de todo o País, que costumam dar como brinde o conjunto de películas escurecedoras. Colocá-las nos vidros dianteiros sujeita o motorista a receber multa de R$ 127,69, cinco pontos no prontuário e, pior, detenção do carro até a retirada do objeto da transgressão. Trata-se de uma situação bastante constrangedora e que, na grande maioria das vezes, o usuário desconhece. Afinal, há diversas “vantagens” aparentes no seu uso, da estética à sensação (algo falsa) de segurança ou de filtrar raios solares nocivos (poucas o oferecem).

A fiscalização, por menor que seja, traz um efeito-exemplo avassalador. Ser parado, multado e obrigado a remover as películas dianteiras para prosseguir é extremamente desagradável. A prudência mostra que isso deve ser explicado aos clientes de carros novos e usados. Em caso de insistência na aplicação nos vidros dianteiros, o vendedor deveria conseguir uma declaração assinada pelo comprador, citando a lei e isentando a concessionária de qualquer responsabilidade, em caso de fiscalização.

Como exemplo de atenção ao tema, a rede JAC Motors já desistiu de oferecer películas nos vidros dianteiros na sua série especial "Brasil”.

quinta-feira, 15 de março de 2012

"Esportivo", Toyota Corolla XRS chega por R$ 79.500

A Toyota fez o possível para tornar o Corolla mais jovial na linha 2012 do modelo, lançada no ano passado. A dianteira ficou até legal, com aspecto mais "musculoso", enquanto a traseira, com lanternas no estilo tuning (xuning), não me agradou. Agora, para a linha 2013, a nova "manobra" da marca japonesa para fazer o seu sedã ficar (ou, pelo menos, parecer) mais jovem é a versão esportiva XRS.

Baseado no XEi, o Corolla XRS tem preço sugerido de R$ 79.500, está disponível nas "pouco populares" cores preto e prata, e vem equipado exclusivamente com motor 2.0 16V Dual VVT-i Flex, que desenvolve 142 cv de potência e 19,8 mkgf de torque com gasolina e 153 cv e 20,7 mkgf com etanol.
Por se tratar de uma versão esportiva, a expectativa era que, além do motor 2.0, o Corolla tivesse câmbio manual de seis marchas. Mas a versão XRS está disponível apenas com transmissão automática de quatro velocidades Shifttronic, que, pelo menos, tem Paddle Shift.

Segundo a marca japonesa, o Corolla XRS precisa de 11,8 segundos com gasolina e 11,6 segundos com etanol para ser acelerado de 0 a 100 km/h. A retomada de 60 km/h a 100 km/h é feita em 764 segundos com gasolina e em 7,55 segundos com álcool. Em relação ao consumo, o Corolla "esportivo" faz, de acordo com a marca (com apoio do Instituto Mauá), 6,17 km/l com álcool e 8,22 km/l com gasolina na cidade e 10,17 km/l com etanol e 12,84 km/l com gasolina na estrada - números bastante reais para o dia a dia de um motorista comum, na minha opinião.
Visual e equipamentos
O Corolla XRS recebeu alterações visuais. Com nova grade, com filete central único, faróis com máscara negra e outras mudanças, a dianteira ficou melhor do que a do Corolla normal. Na lateral, a saia e as rodas pintadas na cor grafite se destacam. Já a traseira ganhou aerofólio (de gosto duvidoso) com brake-light integrado e spoiler, que aumentam os excessos causados pelo estilo tuning das lanternas.

Por detro, a "esportividade" está nos assentos revestidos em couro preto perfurado com costura vermelha. Mas o destaque mesmo fica por conta do volante com a base reta - que incorpora os controles do sistema de som e do computador de bordo e as borboletas do câmbio.
Se a esportividade e o desempenho não são tão acentuados, pelo menos a lista de equipamentos é muito boa, com ar-condicionado automático e digital, acendimento automático dos faróis, banco traseiro bipartido (60/40) e rebatível; banco do motorista com regulagem de altura, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade; computador de bordo com seis funções (relógio, consumo instantâneo, consumo médio, autonomia, velocidade média e temperatura externa); painel de instrumentos com tecnologia Optitron; cruise control; sistema de audio com CD player, entrada para conexões USB e Aux-in, compatíveis com iPod, iPhone, CD-R/RW, MP3 player, WMA (windows media audio) e AAC (advanced audio coding); sistema Bluetooth; 4 alto-falantes + 2 tweeters; espelhos retrovisores externos eletrorretráteis com indicador de direção e regulagem elétrica; vidros elétricos nas quatro portas com acionamento por um toque e antiesmagamento; volante com comandos integrados de áudio e de computador de bordo; airbag duplo frontal, airbag lateral para motorista e passageiro dianteiro; alarme, apoios de cabeça para todos os ocupantes; cintos de segurança dianteiros com pré-tensionador e limitador de força e cintos de segurança traseiros de três pontos; chave com comandos integrados (trava das portas, abertura do porta-malas e alarme), chave com comando integrado de acionamento dos vidros, faróis de neblina; freio a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, imobilizador por código eletrônico na chave; travas elétricas com acionamento a distância e trava automática das quatro portas ativada pelo movimento do veículo (após 20 km/h).

Infelizmente para o consumidor, a Toyota elevou o preço da linha 2013 do Corolla. Veja a comparação com o Corolla 2012:
Linha 2012
Toyota Corolla XLi Manual - R$ 63.570 (+ R$ 930 da pintura metálica/perolizada)
Toyota Corolla XLi Automático - R$ 67.570 (+ R$ 930 da pintura metálica/perolizada)
Toyota Corolla GLi Manual - R$ 67.070 (+ R$ 930 da pintura metálica/perolizada)
Toyota Corolla GLi Automático - R$ 70.570 (+ R$ 930 da pintura metálica/perolizada)
Toyota Corolla XEi Automático - R$ 77.070 (+ R$ 930 da pintura metálica/perolizada)
Toyota Corolla Altis Automático - R$ 86.870 (+ R$ 930 da pintura metálica/perolizada)

Linha 2013
Toyota Corolla XLi Manual - R$ 64.500
Toyota Corolla XLi Automático - R$ 68.500
Toyota Corolla GLi Manual - R$ 68.000
Toyota Corolla GLi Automático - R$ 71.500
Toyota Corolla XEi Automático - R$ 78.000
Toyota Corolla XRS Automático - R$ 79.500
Toyota Corolla Altis Automático - R$ 87.800

Fazendo um resumo da obra, a Toyota não alterou a linha Corolla no Brasil. A única novidade é o lançamento da versão XRS que, além de ser mais uma opção para o consumidor, serve para chamar a atenção para o sedã. Mas está claro que o modelo dá os primeiros sinais de cansaço, principalmente com a chegada de revais mais novos, como o novo Honda Civic, o Hyundai Elantra, o Chevrolet Cruze e o Renault Fluence.

Ainda assim, o Corolla é a "aposta certa" do segmento. Não é atoa que ele é o líder. O sedã tem bom espaço interno, porta-malas honesto, bom acabamento, mecânica confiável e excelente nível de conforto. Além disso, ele é um Toyota, o que diz muita coisa. Só poderia ser mais barato.
Fotos: Toyota/Divulgação

Alta Roda - Oportunidades para todos

Salão do Automóvel de Genebra, que segue até o dia 18, sobe em prestígio a cada ano. Em área equivalente à do Anhembi, onde se realiza o Salão de São Paulo (este ano de 24 de outubro a 4 de novembro), tem sempre espaços totalmente ocupados, arranjos dos estandes benfeitos e com identificação padronizada.

Marcas que passariam despercebidas, em outras grandes exposições, dispõem de oportunidades. Pode ser a espanhola GTA, com o Spano (842 cv) ou a Koenigsseg e o seu Agera R (1.140 cv). Os monstros sagrados também estão lá, a exemplo do impressionante conversível Bugatti Veyron Grand Sport Vitesse (1.215 cv) e do espetacular Ferrari F12 Berlinetta (740 cv), modelo de série mais potente já fabricado pelos italianos de Maranello. O F12, ao lado do estande da Fiat, ofuscava a estreia mundial do 500 L. Esse monovolume, aliás, nada tem a ver com o pequeno 500: estilo e arquitetura são outros, substituirá o Idea na Europa (inicialmente) e lembra mais o Mini Clubman.

Entre premières com especial interesse para o Brasil, três estão nos planos de fabricação. Peugeot 208, previsto para o início de 2013, ficou um pouco menor e mais leve, porém com evolução marcante de projeto e novos motores de três cilindros, 1,0 e 1,2 litro. O monovolume Lodgy, de origem romena Dacia, ocupará no próximo ano o espaço que já foi aqui do Renault Scénic. Versão de cinco portas do VW Up!, previsto para ser brasileiro em 2014, chega agora na Europa. Menos cotado, mas bem interessante, é o Ford B-Max, monovolume compacto derivado do Fiesta. Utiliza portas laterais corrediças, mas sem a coluna central para facilitar o acesso.

Quanto a avanços em economia de combustível, destaque para o inédito sistema de desligamento de dois cilindros em um motor de quatro cilindros, antes só disponível em unidades maiores, V-8 ou V-6. Apresentado pela Volkswagen, a ideia simples estava no Polo BlueGT, de 140 cv, capaz de expressivos 22,2 km/l, na média cidade-estrada, com gasolina. No campo da segurança, a Volvo mostrou a bolsa de ar externa, abaixo do para-brisa, para proteção do pedestre em caso de atropelamento. Pneu que mantém pressão de ar constante é inovação da Goodyear.

Audi A3 estreou a nova plataforma MQB, do Grupo VW, que dará origem a mais de 40 modelos e flexível para servir de base desde um compacto a um médio-grande, ou mesmo grande. A Mercedes-Benz respondeu com o novo Classe A, um hatch de linhas ousadas e primeiro integrante de nova família que incluirá sedã, perua, cupê e SUV. A marca alemã, agora, não descarta a produção aqui desse SUV, de olho em modelos bem aceitos como EcoSport e Duster. Afinal, a conveniência de produzir no México está por um fio.

A Porsche exibiu a nova geração do Boxster, ainda mais equilibrada, na dose certa. Entre modelos conceituais surgiram novidades simpáticas como o que seria a volta do carro esporte Honda NSX, o Nissan Hi-Cross (possível sucessor do X-Trail), o esportivo Hyundai i-oniq e o microcarro Tata Megapixel. A Land Rover sondou a versão conversível do Range Rover Evoque. Estranho mesmo foi o Bentley EXP 9 F, proposta para um grande SUV premium, visando a China, cheio de pormenores de pura afetação e gosto duvidoso.

RODA VIVA

FORMAÇÃO de preços sempre depende de taxa de câmbio. Então, para variar, que tal comparar o Peugeot 308 vendido aqui e na Suíça? Carros iguais nos dois mercados, mas a carga tributária ainda é maior no Brasil. Preços das versões de entrada: R$ 53.990 e 29.650 francos suíços ou R$ 57.812. Franco mais valorizado que o real explica a diferença.

PRESIDENTE da Anfavea, Cledorvino Belini, reluta em responder sobre o ameaçado acordo comercial automobilístico Brasil e México. É a favor da continuidade. Contudo admitiu, pela primeira vez, que se lhe fosse dado escolher entre romper e estabelecer de cotas (em unidades ou valores) preferia a segunda opção. Mais pragmático, impossível.
BMW/Divulgação
NOVA geração do BMW Série 1 acompanha a tendência de dimensões maiores: 3 cm no entre-eixos (mais espaço atrás para pernas) e 8 cm no comprimento (porta-malas agora com 360 litros). O ponto forte é prazer ao guiar, com espaço limitado a quatro passageiros – o quinto, só criança. Estreiam câmbio automático de oito velocidades e direção eletromecânica.

PREÇOS do menor BMW atual vão de R$ 113.370 a R$ 122.900 pelo impacto do aumento do IPI para carros fora do Mercosul e México. Motor 1,6 turbo de 170 cv tem respostas imediatas. É possível quatro modos de utilização que se adaptam ao desejo do motorista, do comportamento em curvas, ao nível de consumo e às trocas de marchas.

REDUÇÃO de teor de etanol na gasolina pode, de fato, fazer com que motores passem pelo fenômeno de detonação, conhecido como “batida de pinos”. Diferente do passado, quando havia risco de detonação incontrolada e danos ao motor. Maneira fácil de lidar com o problema nos carros flex é misturar quatro a cinco litros de etanol, ao abastecer com gasolina.

terça-feira, 13 de março de 2012

Novo Hyundai i30 curte sol e calor em Teresina

Hyundai/Divulgação
O belo e novo Hyundai i30 já começou a ser flagrado com mais frequência no Brasil - sinal de que seu lançamento está cada vez mais próximo. Nas fotos enviadas pelo amigo Walber Pereira, três unidades do hatch médio estavam passeando com três Elantras pela cidade de Teresina, no Piauí.

Como esperado, o calor era grande. Os seis carros enfrentaram mais um teste real das nossas ruas e do nosso clima. Pelas imagens vemos as belas e definitivas rodas que vão equipar a nova geração do i30, assim como suas linhas vindas do Elantra (já conhecidas por todos).
Junto com os carros estava um grupo de coreanos, que fizeram o possível e o impossível para impedir as fotos, fossem elas de dia ou de noite. Mas nem por isso as imagens deixaram de ser feitas.

Resta ter a confirmação oficial de qual motor flex o novo i30 terá debaixo do capô. São três apostas: 1.6 16V dos Kia Soul; 1.8 16V do Elantra; e 2.0 16V. Não vou especular qual seria a potência dos dos três com a tecnologia bicombustível uma vez que a Hyundia/CAOA inventa descaradamente cavalos extras para os seus propulsores (aqui e aqui).
Mas uma coisa é certa: mantendo os preços e atuais, adotanto este visual e uma boa lista de equipamentos de série e com uma motorização 1.8 16V flex ou 2.0 16V flex, será praticamente impossível tirar o i30 da liderança do segmento.

Entre os concorrentes diretos, o atual (e idoso) Volkswagen Golf está fora da disputa, assim como os Citroën C4 e o Nissan Tiida, que aguardam suas respectivas evoluções. Fiat Bravo não tem força suficiente para "trombar" com o Hyundai. Peugeot 308 (preço e equipamentos), Chevrolet Cruze hatch (tradição da marca) e a nova geração do Ford Focus (modernidade) terão mais armas para o embate com o i30.
Fotos: Walber Pereira