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sábado, 30 de março de 2013

Versões mais caras do Toyota Corolla ganham GPS no painel na linha 2014. Versão XLi continua sem ABS

Em time que está ganhando não se mexe - ou mexe pouco. O velho jargão do futebol provavelmente foi o pensamento da Toyota para lançar a linha 2014 do Corolla, que chegou às concessionárias no último dia 27. A única e boa novidade, disponível apenas para as versões mais caras 2.0 XEi, XRS e Altis (todas 2.0) é a central multifunções com tela de LCD de 6,1" sensível ao toque, que incorpora GPS, câmera de ré, sistema de audio e conexão bluetooth (sem DVD Serginho!).

As versões com motor 1.8 não receberam nenhuma adição. Pior para o Corolla XLi, modelo de entrada, que, estranhamente, continua a ser vendido sem sistema ABS de freios - pelo menos isso vai mudar a partir de 1° de janeiro de 2014.
GPS está integrado ao painel
O Corolla XLi 2014 conta com alarme com fechamento na chave e travamento automático das portas com o veículo a 20 km/h, airbag duplo frontal, direção com assistência elétrica, ar-condicionado com filtro de poeira, travas e vidros elétricos (com acionamento por um toque para o motorista), apoio de braço central deslizante, volante de três raios regulável em altura (até 20mm) e profundidade (até 40mm), tomada de 12 volts localizada no console central - dentro do descanso de braços -, luzes de leitura dianteira e traseira, para-sol do motorista com espelho e porta-documento, além de comando interno para a abertura do tanque de combustível e porta-malas.

Além destes itens, a versão GLi traz vidros elétricos com acionamento por um toque nas quatro portas, além de travas elétricas. Sem a tela de LCD touchscreen, o computador de bordo oferece seis funções: relógio, temperatura externa, consumo instantâneo, consumo médio, velocidade média e autonomia. O volante possui o comando de todos os controles do computador de bordo e do sistema de som, o que garante conveniência e segurança ao motorista. Como itens de segurança, além do airbag duplo frontal há sistema ABS de freios.
Tela de 6,1" no painel colabora bem com a câmera de ré
O Corolla GLi também conta com painel de instrumentos com iluminação Optitron (que regula a intensidade das luzes do painel de acordo com a iluminação externa), alarme e fechamento de vidros e abertura do porta-malas com controle na chave. Nesta nova linha, o modelo deixa de oferecer banco traseiro bipartido (60/40) com porta-copo e descansa braço central e o sistema de ar-condicionado passa a ser manual.

O Corolla XEi 2.0 16V oferece o pacote da versão GLi, acrescido de airbags laterais, acendimento automático dos faróis (assim que o modelo detecta insuficiência na luminosidade externa), conectividade USB para iPod, Pen Drive e MP3/MP4, luzes repetidoras das setas nos espelhos retrovisores externos, que são eletronicamente retráteis, bancos em couro, bancos traseiros bipartidos com descansa braço central, Cruise Control e a tela de LCD touchscreen.
Corolla Altis - Fotos: Toyota/Divulgação
O Corolla mais requintado é o Altis, que agrega os equipamentos das demais versões e traz acabamento interno bege Premium, regulagem elétrica do banco do motorista, acabamento do painel central e das portas em padrão madeira, sensor de chuva e faróis de xenônio com regulagem automática de altura e lavadores.

A central também incorpora um novo sistema de áudio com comandos do rádio AM/FM e CD Player, que reproduz arquivos de MP3, AAC e WMA, feitos por sua tela touchscreen. Completa o conjunto do sistema de áudio, a entrada USB, presente nas versões Altis, XRS e XEi, e a entrada de conexão Auxiliar (Aux-In), compatível com iPhone e iPod, em todas as versões. Os comandos de bluetooth passaram para a tela de LCD, otimizando a conexão com aparelhos eletrônicos. As versões Altis e XEi permanecem com o comando também no volante.

A linha Corolla 2014 mantem a oferta de motores. O 2.0 (Altis, XRS e XEi) desenvolve 153 cv de potência com etanol a 5.800 rpm e 142 cv a 5.600 rpm com gasolina, enquanto o torque atinge 20,7 mkgf a 4.800 rpm com álcool e 19,8 mkgf a 4.000 giros com gasolina. No 1.8 (GLi e XLi), a potência máxima é de 144 cv com etanol a 6.000 rpm, e de 139 cv com gasolina a 6.000 rpm, enquanto o torque atinge 18,6 mkgf a 4.800 giros com etanol e 18 mkgf a 4.000 giros, com gasolina.

As versões 1.8 saem de fábrica com o câmbio manual de seis marchas, mas também podem ser equipadas com a ultrapassada transmissão automática de quatro velocidades. Já as 2.0 estão equipadas apenas com o ultrapassado câmbio automático de quatro marchas.

As cores disponíveis para a linha Corolla são: Prata Supernova, Preta Eclipse, Bege Austral, Cinza Galáctico, Branco Polar, Verde Urano e Azul Cosmos.

Preços e mercado

. Corolla XLi 2014 1.8 16V M/T: R$ 60.200
. Corolla XLi 2014 1.8 16V A/T: R$ 63.990
. Corolla GLi 2014 1.8 16V M/T: R$ 62.880
. Corolla GLi 2014 1.8 16V A/T: R$ 66.190
. Corolla XEi 2014 2.0 16V A/T: R$ 74.860
. Corolla XRS* 2014 2.0 16V A/T: R$ 76.290
. Corolla Altis 2014 2.0 16V A/T: R$ 84.150

* Modelo disponível apenas com pintura metálica. Para modelos com pintura metálica, acrescenta-se R$ 890 ao preço público sugerido.

De acordo com a Fenabrave, de janeiro a 15 de março de 2013 foram emplacados 8.888 unidades do Corolla, contra  7.634 do Honda Civic, 4.325 do Chevrolet Cruze, 3.165 unidades do Volkswagen Jetta e 3.001 unidades do Renault Fluence.

Será que o Corolla 2014 conseguirá manter a liderança do segmento de sedãs médios no Brasil em 2013? É provável que sim, mas o Toyota já sente o peso da idade, demonstrando linhas ultrapassada em relação aos principais concorrentes, e não será surpresa se ele terminar o ano atual em segundo lugar. A marca sabe disso e já prepara um novíssimo Corolla para o ano que vem.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Renault Fluence GT chega apimentado e salgado

A Renault finalmente resolveu alterar a receita do seu bom sedã Fluence. Com a ideia de fazer uma "releitura de um prato de sucesso", a marca pediu para o chef "Renault Sport", especialista na gastronomia "caliente", mudar a receita. Resultado: ele acertou em cheio na pimenta do Fluence GT, mas exagerou um pouco no sal!

O reconhecido "chef" Renault Sport assina os esportivos da marca na Europa. Para o Fluence vendido por aqui, a principal mudança está debaixo do capô: no lugar o interessante motor 2.0 16V flex, que desenvolve 140/143 cv de potência e 19,9/20,3 mkgf de torque, entra o propulsor de quatro cilindros a gasolina 2.0 16V turbo, com seus 180 cv de potência a 5.500 rpm e 30,6 mkgf de torque a 2.250 rpm. Esta é a mesma motorização do Mégane GT europeu.
Mudanças visuais foram discretas
Em relação aos restaurantes concorrentes, a nova versão do sedã da Renault leva vantagem no torque, já que o Mitsubishi Lancer GT tem 20,1 mkgf, o Peugeot 408 THP desenvolve 24,5 mkgf e o Volkswagen Jetta TSi gera 28,5 mkgf. O "esportivo" Corolla XRS tem 20,7 mkgf.

Antes que você me questione sobre o "receita de sucesso", afirmo que, para o Fluence, ser 5º colocado na categoria de sedãs médios no Brasil, com potencial para crescer, pode ser considerado sim um sucesso. Como eu disse antes, dificilmente ele ficará entre os três mais vendidos, mas o Fluence tem chance de tirar o Jetta da quarta colocação.

A pimenta realmente deu um gosto especial ao prato francês. De acordo com a Renault, o Fluence GT precisa de 8 segundos para ser acelerado de 0 a 100 km/h e atinge velocidade máxima de 220 km/h. O câmbio manual de seis marchas foi mantido, mas recebeu alterações para aproveitar melhor o desempenho do motor, sem sacrificar o consumo.
Sais e belas rodas de aro 17" se destacam nas laterais
Visualmente, o Fluence GT recebeu novos para-choques e saias laterais, um discreto aerofólio, além de belas rodas exclusivas de 17 polegadas. O ideal mesmo seria ter nova a dianteira do Fluence europeu. Por dentro, destaque para pedaleiras de alumínio; soleiras das portas com a inscrição “Renault Sport”, bancos esportivos com revestimento em couro natural e sintético, preto, com costuras em vermelho e volante de três raios com revestimento em couro com costura em vermelho.

A conta, por favor
Foi uma pena que a marca tenha deixou sua receita um pouco salgada. O preço sugerido é de R$ 79.370 - ainda inferior ao Corolla XRS quando ele foi lançado. O único opcional disponível no site da Renault é a pintura metálica (Preto Nacré e Vermelho Fogo), que custa R$ 1.200.
Motor 2.0 16V turbo a gasolina desenvolve 180 cv de potênicia e 30,6 mkgf de torque
Tudo bem que Fluence tenha uma lista de equipamentos de série excelente, mas ele poderia custar na casa de R$ 75.000. Mas entendo porque ele vale cerca de R$ 80.000: o Fluence Privilège 2.0 16V CVT completo custa R$ 76.000 (+ R$ 1.200 da pintura metálica). Seria melhor se a marca reduzisse os preços das suas versões.

O sedã GT da Renault vem equipado com seis airbags (dois frontais, dois laterais e duplos do tipo de “cortina”); controles de estabilidade (ESP) e de tração (ASR); freios a disco nas quatro rodas com ABS com auxílio de frenagem de urgência (AFU) e distribuição eletrônica de frenagem (EBD); direção com assistência elétrica; ar-condicionado digital dual-zone com saídas de ar para o banco traseiro; sistema de som da Arkamys com rádio, CD Player, MP3, duas antenas, 4 alto-falantes e 4 tweeters, conexões USB/iPod, Bluetooth e auxiliar;  GPS TomTom com tela de 5" integrada ao painel; partida do carro feita com cartão eletrônico e botão “Start/Stop” no painel; sistema Hands Free ( permite que o motorista acione o motor sem tirar o cartão do bolso), vidros, travas e retrovisores elétricos; teto solar; faróis de xenônio com lavador e regulagem de altura; entre outros itens.

Com três anos de garantia, a versão esportiva do Fluence mede 4,62 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,47 m de altura e 2,70 m de distância entre-eixos. O porta-malas tem capacidade para 530 litros e o tanque comporta até 60 litros de gasolina. 
Vai um cafezinho?
O Renault Fluence GT é mais uma alternativa saborosa para quem espera mais de um tradicional sedã médio no Brasil. O motor de 180 cv e 30,6 mkgf é o grande destaque, mas a lista de equipamentos de série também é excelente. Com certeza o modelo é um grande candidato a entrar na lista dos carros para se divertir até R$ 80.000.

O preço poderia ser um pouco menos salgado, mas se você estiver pensando em gastar R$ 80.740 num consagrado e cansado Toyota Corolla Altis (+ R$ 870 de pintura metálica/perolizada), ou R$ 84.990 num moderno e divertido Volkswagen Jetta TSi 2.0 Tiptronic (+ R$ 976 da pintura metálica ou R$ 1.440 da perolizada; + R$ 3.790 pelos faróis de xénon + R$ 2.369 pelo sistema de navegação + R$ 2.834 pelo teto de vidro corrediço/basculante), sem dúvida, passe numa concessionária da Renault. Se optar pelo Fluence GT, você terá um carro bem legal, além de sobrar um belo "troco" para o café.
Fotos: Renault/Divulgação

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dez modelos para se divertir com até R$ 80.000

Toyota/Divulgação
A Toyota lançou na semana passada a linha 2013 do Corolla. A grande novidade ficou por conta da nova versão XRS (acima), a "esportiva" da família. Por R$ 79.500 você leva um veículo confortável, bem equipado, com motor 2.0 16V flex (142/153 cv) e câmbio automático de quatro marchas, com paddle shift. Quando digo da família, uso o duplo sentido, já que o sedã é um carro familiar. Mas onde fica a diversão de ter um esportivo (mesmo que quase de verdade)?

Com esse questionamento na cabeça, pensei: com até R$ 80.000, será que é possível comprar algum outro carro mais divertido que o Corolla XRS? A resposta é sim! Vejam a lista, na qual levei em consideração apenas as versões ditas esportivas de cada modelo.
Fiat/Divulgação
10. Fiat Uno Sporting
Pesando apenas 944 kg com duas portas; equipado com motor 1.4 8V EVO flex, que desenvolve 85 cv de potência a 5.750 rpm e 12,4 mkgf de torque a 3.500 rpm com gasolina e 88 cv e 12,5 mkgf com etanol (nas mesmas rotações), dotado de câmbio manual de cinco marchas, e com visual chamativo que remete à esportividade, o Uno Sporting realmente é um carrinho divertido. Seu preço varia entre R$ 32.600 (direção hidráulica, travas e vidros elétricos, volante revestido em couro com ajuste de altura e rodas de liga-leve de aro 15") e R$ 38.300 (+ ar-condicionado, ABS com EBD, airbag duplo e rádio Connect CD MP3/WMA com RDS, viva-voz Bluetooth e entrada USB). Se tivesse a motorização 1.6 16V E.TorQ, sem dúvidas estaria mais à frente.
Fiat/Divulgação
9. Fiat Palio Sporting
Sem nenhum kit ou alteração especial, o novo Palio ficou com o visual bem legal. Com as poucas mas visíveis mudanças estéticas da versão Sporting, o Palio ficou ainda melhor. Seu relativo baixo peso (1.090 kg) e o câmbio manual de cinco marchas ajudam o motor 1.6 16V E.TorQ, que desenvolve 115 cv de potência a 5.500 rpm e 16,2 mkgf de torque a 4.500 rpm com gasolina e 117 cv e 16,8 mkgf com etanol (nas mesmas rotações), a tornar o Palio Sporting um carro muito agradável e divertido de guiar. A Fiat realmente sabe fazer um carro compacto. O preço do Palio Sporting varia entre R$ 41.300 (direção hidráulica, ar-condicionado, airbag duplo, ABS com EBD e rodas de liga-leve de aro 16") e R$ 45.800 (+ airbags laterais, rádio Connect CD MP3/WMA integrado ao painel com RDS, viva-voz bluetooth e entrada USB; retrovisores elétricos; volante em couro com comandos do rádio, sensores de chuva e crepuscular). O Palio poderia virar um esportivo mais encorpado se tivesse duas portas e motor 1.8 16V E.TorQ - que sabe uma versão 1.8R (estaria no Top 5 fácil).
Volkswagen/Divulgação
8. Volkswagen Polo Sportiline
Será que o Polo merecia estar na frente do Palio? A resposta é sim, principalmente por causa do excelente câmbio manual de cinco marchas e do torque em baixa rotação - ótimo para abrir o sorriso nas arrancadas. Seu peso (1.156 kg) poderia ser mais baixo e o motor 2.0 8V flex deveria ser bem mais potente (no mínimo 10 cv e 1,2 mkgf a mais): são 116 cv com gasolina e 120 cv gom etanol, ambos a 5.250 rpm, e 17,3 mkgf de torque a 2.250 rpm com qualquer combustível. Além da transmissão, o acerto da suspensão e a direção eletro-hidráulica (com boas respostas) ampliam a diversão. O Polo merecia um visual mais ousado, não necessariamente na personalização da versão Sportline, mas sim nas suas linhas gerais, que foram empobrecidas depois da última reestilização. Partindo de R$ 55.340, seu preço é elevado. Pelo menos a lista de equipamentos é boa, com destaque para ar-condicionado digital, computador de bordo I-System, ABS, airbag duplo, rodas de liga-leve de aro 15", trio elétrico e CD-Player com MP3, SD-Card, Bluetooth e USB compatível com iPod. Completo, com teto solar e bancos revestidos em couro (entre outros itens), o valor sobe para R$ 61.500.
Fiat/Divulgação
7. Fiat Punto Sporting
O Punto é mais potente que o trio acima, mais barato que o Polo e tem uma posição de dirigir de fazer inveja a dezenas de carros do mercado nacional. Sem contar o seu visual que, mesmo prestes a ser reestilizado e já sentindo o peso da idade, ainda é muito bonito, especialmente com o "traje sport fino" da versão Sporting. Nesta configuração, o Punto é um dos carros que garantem maior diversão a qualquer motorista que goste de dirigir. O entrosamento com o motor 1.8 16V E.TorQ é excelente. Se fosse mais leve (pesa 1.176 kg), os 130 cv de potência a 5.250 e 18,4 mkgf de torque a 4.500 rpm com gasolina e 132 cv e 18,9 mkgf com etanol (nas mesmas rotações) fariam ainda mais diferença. O Punto Sporting custa a partir de R$ 49.250 e já vem equipado com ar-condicionado, computador de bordo, direção hidráulica, ABS com EBD, airbag duplo e rodas de liga-leve de aro 16". Completo, seu preço sobe para R$ 64.000, acrescentando teto solar Skydome, airbag laterias e do tipo cortina, ar-condicionado digital, Blu&Me, entre outros itens. 
Ford/Divulgação
6. Ford Ka Sport
O compacto da Ford aparece em sexto por causa da sua relação peso/potência. Básico, vale R$ 35.000. Completo, sem nenhum opcional, ele sai por R$ 36.000. Os principais itens de série são aerofólio; spoilers dianteiro e traseiro, saias laterais, faixas esportivas na lateral, capô e teto; rodas de liga-leve de 15" (cinzas); bancos dianteiros de figurino esportivo "tipo concha" com inscrição Sport e tecido exclusivo nos bancos e revestimento das portas; ar-condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos; e airbag duplo. Assim como o March, o Ka fica devendo o ABS. Pesando 968 kg e equipado com motor 1.6 8V Rocam, que desenvolve 102 cv de potência e 14,5 mkgf de torque com gasolina e 107 cv e 15,3 mkgf com etanol (potência a 5.500 rpm e torque a 4.250 rpm), o Ka é realmente muito divertido de guiar. Assim como o March, suas dimensões compactas me fazem ter a sensação de estar pilotando um kart.

TOP 5
Da turma de acima, Uno Sporting, Palio Sporting e Polo Sportline podem ser considerados apenas aperitivos. A entrada fica por conta do Punto Sporting, Ka Sport e March SR. O prato principal você confere mais abaixo.
Nissan/Divulgação
5. Nissan March SR 
O Nissan March SR tem câmbio manual de cinco marchas e seu motor 1.6 16V flex que desenvolve 111 cv a 5.600 rpm e 15,1 mkgf de torque a 4.000 rpm com gasolina e/ou etanol. Sua vantagem sobre o Ka está na maior potência aliada ao menor peso - 962 kg. Realmente o March SR é um capetinha para andar. Ele pode até não atingir números tão expressivos quanto o Corolla XRS, mas é muito mais divertido de dirigir. Sem contar que ele custa praticamente metade do preço com a mesma garantia de três anos. Básico, custa sugeridos R$ 39.490. Por R$ 40.700, é possível comprar o March SR com todos os itens disponíveis para o modelo (no site o único opcional vendido como acessório é  o fechamento automático dos vidros + alarme volumétrico). Os principais de série são: ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos; airbag duplo, rádio CD Player com função MP3 e entrada auxiliar, saias laterais, espóilers dianteiro, traseiro e aerofólio; ponteira de escapamento cromada, retrovisores externos personalizados para versão SR e rodas de liga leve de 15” na cor titanium. Falta o ABS.
Kia/Divulgação
4. Kia Cerato Koup
Mesmo com preço sugerido de R$ 84.135, o Cerato Koup merece entrar nesta lista e figurar entre os cinco primeiros por causa do seu acerto de suspensão, das suas portas associadas a uma carroceria muito bonita (talvez a mais da lista) e, principalmente, por causa do eficiente motor 2.0 16V que desenvolve 156 cv de potência e 6.200 rpm e 19,8 mkgf de torque a 4.300 rpm. Não chega ser como o propulsor 2.0 do Honda Civic Si, mas a motorização da Kia torna o Cerato valente. Mesmo automático, o câmbio tem seis marchas com opção de trocas sequenciais com paddle shift - sem contar o peso de 1.212 kg, baixo se comparamos aos três modelos abaixo. A lista de equipamentos de série é composta por airbags frontais, laterais e de cortina; sistema ABS de freios com EBD e ESP; ar-condicionado digital, rodas de liga-leve de aro 17", computador de bordo, quartero elétrico (direção, trava, vidros e retrovisores). Se tivesse a opção de transmissão manual, o Cerato Koup seria ainda mais divertido. E, negociando, é possível comprar uma unidade do modelo com preço na casa de R$ 80.000.
Peugeot/Divulgação
3. Peugeot 408 THP
Ele poderia ter ido melhor se o seu visual fosse mais esportivo, se o câmbio fosse manual, se o peso fosse menor (1.527 kg) e se o preço fosse abaixo dos R$ 81.490 pedidos pela Peugeot. Completo, com o único opcional (banco do motorista com regulagem elétrica), sai por R$ 83.490. Mas, colocando este 408 THP básico lado a lado com o Corolla "esportivo", o Peugeot vale muito mais a pena para quem quer se divertir. Com auxilio do turbo e da injeção direta, motor 1.6 16V desenvolve 165 cv de potência a 6.000 rpm e 24,5 mkgf de torque a 1.400 rpm. Por mais sua transmissão também seja automática (como a do Corolla), ela tem seis marchas, com opções de trocas sequenciais. Ao pisar fundo, o motor enche rapidamente e vai "pedindo cada vez mais". Além de ser mais potente e de ter mais marchas do que o Corolla XRS, o 408 THP é um dos veículos mais bem equipados de série do Top 10: airbags frontais, laterais e do tipo cortina; sistema ABS de freios com AFU (auxílio a frenagem de urgência), REF (repartidor eletrônico de frenagem) e ESP (controle eletrônico de estabilidade; faróis de xenon autodirecionais, navegador GPS integrado ao painel e escamoteável eletronicamente, rodas de liga-leve de aro 17'', teto solar elétrico, trio elétrico, direção eletro-hidráulica, ar-condicionado automático digital Bi-zone com saída de ar traseira, entre outros.
Fiat/Divulgação
2. Fiat Bravo T-Jet
De cara falo duas coisas: o Bravo T-Jet é caro e muito divertido! Isso porque ele sai por R$ 87.950 completo. Básico, seu preço é um pouco mais convidativo: R$ 68.950. O divertimento de guiá-lo acontece por causa do câmbio manual de seis marchas e do motor 1.4 16V turbo, que desenvolve 152 cv de potência a 5.500 rpm e 21,1 kgfm de torque entre 2.250 rpm a 4.500 rpm. A graça aumenta quando o botão Overbooster é acionado, fazendo o torque subir para 23 mkgf a 3.000 rpm. A posição de dirigir é excelente. O carro é firme, bem acertado, e seu visual é arrebatador. Se fosse mais leve (o peso é de 1.370 kg), a diversão seria ainda maior. Por R$ 79.600, você leva o Bravo T-Jet com ar-condicionado automático Dualtemp, sistema Blue&;Me, ABS com EBD e ESP, faróis de neblina com sistema cornering, airbag duplo, minissaias laterais, para-choques, maçanetas externas e retrovisores na cor do veículo, rodas de liga leve de 17” e quarteto elétrico (direção, travas, vidros e retrovisores), além dos opcionais rebatimento elétrico dos retrovisores externos, faróis de Xenon, sensores de chuva e crepuscular; window bags, sidebags dianteiros e airbag para o joelho do motorista, parafusos antifurto das rodas; navegador GPS com tela de LCD 6,5'' colorida integrada ao painel e sistema de monitoramento da pressão dos pneus.
Fiat/Divulgação
1. Fiat Punto T-Jet
Imagine pegar o Punto Sporting e torná-lo mais potente e mais agressivo, mantendo a excelente posição de dirigir, e pegar o Bravo T-Jet e torná-lo 140 kg mais leve (e mais barato), mantendo a mesma firmeza dos acertos e a pronta resposta do propulsor turbo: este é o Punto T-Jet, carro que merece estar no 1º lugar desta lista com louvor! Com motor 1.4 16V turbo, que desenvolve 152 cv de potência a 5.500 rpm e 21,1 kgfm de torque entre 2.250 rpm a 4.500 rpm e 1.230 kg de peso, o Punto T-Jet é um foguete para andar! Ele consegue acompanhar até veículos com potência supeior a 190 cv. Seu visual é agressivo e imponente, mas sem exageros. Básico, ele custa R$ 62.700, já equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, ABS com EBD, airbag duplo, rodas de liga-leve de aro 17", computador de bordo, Blu&Me, entre vários outros itens. Completo, com todos os opcionais - teto solar Skydome, airbag laterias e do tipo cortina, ar-condicionado digital, Blu&Me NAV, parafusos antifurto das rodas e Kit High Tech (retrovisor interno eletrocrômico, sensor de chuva, sensor crepuscular) -, o Punto T-Jet sai por R$ 73.900. Mas eu retiraria os Blu&Me NAV, que custa R$ 1.300 (um GPS comum de R$ 300 vale mais a pena), fazendo o preço final do carro cair para R$ 72.600. Se tivesse uma marcha a mais e sistema Overbooster, como o Bravo, e apenas duas portas, como o Uno Sporting e o Cerato Koup, seria praticamente perfeito.
Fiat/Divulgação

quinta-feira, 15 de março de 2012

"Esportivo", Toyota Corolla XRS chega por R$ 79.500

A Toyota fez o possível para tornar o Corolla mais jovial na linha 2012 do modelo, lançada no ano passado. A dianteira ficou até legal, com aspecto mais "musculoso", enquanto a traseira, com lanternas no estilo tuning (xuning), não me agradou. Agora, para a linha 2013, a nova "manobra" da marca japonesa para fazer o seu sedã ficar (ou, pelo menos, parecer) mais jovem é a versão esportiva XRS.

Baseado no XEi, o Corolla XRS tem preço sugerido de R$ 79.500, está disponível nas "pouco populares" cores preto e prata, e vem equipado exclusivamente com motor 2.0 16V Dual VVT-i Flex, que desenvolve 142 cv de potência e 19,8 mkgf de torque com gasolina e 153 cv e 20,7 mkgf com etanol.
Por se tratar de uma versão esportiva, a expectativa era que, além do motor 2.0, o Corolla tivesse câmbio manual de seis marchas. Mas a versão XRS está disponível apenas com transmissão automática de quatro velocidades Shifttronic, que, pelo menos, tem Paddle Shift.

Segundo a marca japonesa, o Corolla XRS precisa de 11,8 segundos com gasolina e 11,6 segundos com etanol para ser acelerado de 0 a 100 km/h. A retomada de 60 km/h a 100 km/h é feita em 764 segundos com gasolina e em 7,55 segundos com álcool. Em relação ao consumo, o Corolla "esportivo" faz, de acordo com a marca (com apoio do Instituto Mauá), 6,17 km/l com álcool e 8,22 km/l com gasolina na cidade e 10,17 km/l com etanol e 12,84 km/l com gasolina na estrada - números bastante reais para o dia a dia de um motorista comum, na minha opinião.
Visual e equipamentos
O Corolla XRS recebeu alterações visuais. Com nova grade, com filete central único, faróis com máscara negra e outras mudanças, a dianteira ficou melhor do que a do Corolla normal. Na lateral, a saia e as rodas pintadas na cor grafite se destacam. Já a traseira ganhou aerofólio (de gosto duvidoso) com brake-light integrado e spoiler, que aumentam os excessos causados pelo estilo tuning das lanternas.

Por detro, a "esportividade" está nos assentos revestidos em couro preto perfurado com costura vermelha. Mas o destaque mesmo fica por conta do volante com a base reta - que incorpora os controles do sistema de som e do computador de bordo e as borboletas do câmbio.
Se a esportividade e o desempenho não são tão acentuados, pelo menos a lista de equipamentos é muito boa, com ar-condicionado automático e digital, acendimento automático dos faróis, banco traseiro bipartido (60/40) e rebatível; banco do motorista com regulagem de altura, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade; computador de bordo com seis funções (relógio, consumo instantâneo, consumo médio, autonomia, velocidade média e temperatura externa); painel de instrumentos com tecnologia Optitron; cruise control; sistema de audio com CD player, entrada para conexões USB e Aux-in, compatíveis com iPod, iPhone, CD-R/RW, MP3 player, WMA (windows media audio) e AAC (advanced audio coding); sistema Bluetooth; 4 alto-falantes + 2 tweeters; espelhos retrovisores externos eletrorretráteis com indicador de direção e regulagem elétrica; vidros elétricos nas quatro portas com acionamento por um toque e antiesmagamento; volante com comandos integrados de áudio e de computador de bordo; airbag duplo frontal, airbag lateral para motorista e passageiro dianteiro; alarme, apoios de cabeça para todos os ocupantes; cintos de segurança dianteiros com pré-tensionador e limitador de força e cintos de segurança traseiros de três pontos; chave com comandos integrados (trava das portas, abertura do porta-malas e alarme), chave com comando integrado de acionamento dos vidros, faróis de neblina; freio a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, imobilizador por código eletrônico na chave; travas elétricas com acionamento a distância e trava automática das quatro portas ativada pelo movimento do veículo (após 20 km/h).

Infelizmente para o consumidor, a Toyota elevou o preço da linha 2013 do Corolla. Veja a comparação com o Corolla 2012:
Linha 2012
Toyota Corolla XLi Manual - R$ 63.570 (+ R$ 930 da pintura metálica/perolizada)
Toyota Corolla XLi Automático - R$ 67.570 (+ R$ 930 da pintura metálica/perolizada)
Toyota Corolla GLi Manual - R$ 67.070 (+ R$ 930 da pintura metálica/perolizada)
Toyota Corolla GLi Automático - R$ 70.570 (+ R$ 930 da pintura metálica/perolizada)
Toyota Corolla XEi Automático - R$ 77.070 (+ R$ 930 da pintura metálica/perolizada)
Toyota Corolla Altis Automático - R$ 86.870 (+ R$ 930 da pintura metálica/perolizada)

Linha 2013
Toyota Corolla XLi Manual - R$ 64.500
Toyota Corolla XLi Automático - R$ 68.500
Toyota Corolla GLi Manual - R$ 68.000
Toyota Corolla GLi Automático - R$ 71.500
Toyota Corolla XEi Automático - R$ 78.000
Toyota Corolla XRS Automático - R$ 79.500
Toyota Corolla Altis Automático - R$ 87.800

Fazendo um resumo da obra, a Toyota não alterou a linha Corolla no Brasil. A única novidade é o lançamento da versão XRS que, além de ser mais uma opção para o consumidor, serve para chamar a atenção para o sedã. Mas está claro que o modelo dá os primeiros sinais de cansaço, principalmente com a chegada de revais mais novos, como o novo Honda Civic, o Hyundai Elantra, o Chevrolet Cruze e o Renault Fluence.

Ainda assim, o Corolla é a "aposta certa" do segmento. Não é atoa que ele é o líder. O sedã tem bom espaço interno, porta-malas honesto, bom acabamento, mecânica confiável e excelente nível de conforto. Além disso, ele é um Toyota, o que diz muita coisa. Só poderia ser mais barato.
Fotos: Toyota/Divulgação