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quarta-feira, 16 de maio de 2012

O velho problema de quase todos os carros: consumo

Na semana passada troquei alguns e-mails que me fizeram pensar muito sobre o assunto. O internauta Ricardo Marques comentou comigo as suas experiências recentes com automóveis e como ele estava frustrado em relação a média de consumo dos carros que ele tinha e tem atualmente. Reproduzo abaixo parte do que ele disse (juntei o conteúdo num único texto e dei uma resumida para ficar mais direto, com prévia autorização do Ricardo):
Volkswagen/Divulgação
"Como a família estava maior, eu era proprietário de um Chevrolet Vectra Elite 2.0 automático, com motor Flexpower atualizado. Carro muito confortável, mas sempre achei que a média de consumo estava ruim, mas eu me lembrava que o carro tinha motor antigo e câmbio de quatro marchas ultrapassado. Na cidade, com etanol, a media ficava na casa de 6 km/l, enquanto na estrada, subia para 8,2 km/l. Com gasolina, eu conseguia, na cidade, média de 7 km/l e, na estrada, cerca de 10 km/l. O ar-condicionado estava ligado quase o tempo todo e, na estrada, o carro estava sempre carregado, com quatro pessoas e muita bagagem.

Um dos meus filhos foi morar sozinho enquanto o outro foi fazer intercâmbio. Logo, resolvi atualizar o Vectra, já que espaço no porta-malas deixou de ser uma prioridade. Foi então que comprei um Honda Civic LXL SE automático, o último da concessionária da minha cidade, segundo o vendedor, antes da chegada da nova geração. Fiz um excelente negócio (o novo Civic é muito feio e paguei quase R$ 12.000 a menos que o preço de tabela no meu LXL SE). 

Mas, mais uma vez, o consumo veio me assombrar. Com álcool, consigo mais ou menos 6,6 km/l na cidade e 9 km/l na estrada. Com gasolina, fico na casa de 7,5 km/l na cidade e não consigo passar de 11 km/l na estrada. Meu carro tem 19 mil km rodados e todas as revisões em dia. É uma decepção! A Honda prega a modernidade do seu motor, tem câmbio automático de cinco marchas, e o carro bebe muito. Sem contar que o tanque é pequeno. Tenho que parar no posto toda hora. Estou até pensando em trocar de carro.
Honda/Divulgação
Tenho medo agora de trocar o Civic num Novo Civic e sofrer com o mesmo problema. Tenho o mesmo medo com o Cruze. O Corolla eu não gosto e Hyundai eu me recuso a comprar. Vou esperar mais um pouco para decidir o que fazer.

Espero que você possa levar essa discussão para o seu blog."

O internauta Marcelo Chicol também está bastante incomodado com a média de consumo do seu Celta Spirit, considerando um absurdo os números divulgados pela Chevrolet. Seu Celta tem ar-condicionado, direção hidráulica, travas e vidros elétricos. Vejam a fala dele, seguida pela média de consumo do compacto, já publicada no Consumo Real.

"A propaganda que a GM faz é mentirosa e isso é um assalto ao consumidor que é enganado".

. Chevrolet Celta Spirit 1.0 (2009/2010) - Na cidade, média de 6,5 km/l com etanol e 8,5 km/l com gasolina, com o ar-condicionado ligado 50% do tempo. Na estrada, com etanol, médias de 10,5 km/l (80 km/h e ar-condicionado ligado), 9,5 km/l (110 km/h e 120 km/h e ar-condicionado ligado) e 8 km/l (130 km/h e 140 km/h e ar-condicionado ligado). Com gasolina, médias de 12,5 km/l (80 km/h e ar-condicionado ligado), 11 km/l (110 km/h e 120 km/h e ar-condicionado ligado) e 10 km/l (130 km/h e 140 km/h e ar-condicionado ligado).

Chevrolet/Divulgação
Realmente achei a discussão merecia ver aqui para o blog. Boa parte dos donos dos mais de 240 carros que tenho as médias de consumo publicadas no Consumo Real reclamaram da média de consumo ao me enviarem os números. São poucos que elogiam ou que fazem algum comentário positivo.

O resultado da enquete, que ficou no ar por alguns dias aqui no De 0 a 100, reflete esta frustração geral:

Você está satisfeito(a) com a média de consumo do seu carro?
Não - 67 votos (76,1%)
Sim - 21 votos (23,8%)
Total - 88 votos

A tecnologia flex chegou para tornar o automóvel mais versátil na hora de abastecer. Além disso, ela permitiu diminui a dependência do petróleo por um alternativa renovável e bem mais limpa. Mas são poucos os motores que conseguiram atingir um equilíbrio em relação a desempenho e consumo com a tecnologia bicombustível.

Mas esse não é só o problema. O combustível vendido no Brasil é de péssima qualidade se comparado ao de outros países. Como eu disse em 2010 (esse post quase não fica velho), fico muito incomodado quando a Pretrobras diz na TV que "todo carro sonha em ser abastecido com o combustível Petrobras" (obviamente nos postos BR). Mas por quê a gigante estatal não comenta nos comerciais que a sua gasolina, comum ou aditivada (Supra), produz 1.000 partículas por milhão (ppm) de enxofre? Ipiranga, Shell, Alê e outros postos também vendem suas gasolinas com o mesmo (altíssimo) teor de enxofre - e por preços absurdos se comparados ao de outros países!

O pior de tudo é que a população brasileira será obrigada a conviver com essa gasolina de qualidade inferior, que polui mais o planeta e intoxica mais as pessoas, até o final do ano que vem! Só a partir de 1º de janeiro de 2014 é que o teor será reduzido para 50 ppm de enxofre (ainda superior ao valor atual da gasolina Podium da Petrobras, que é de 30 ppm), de acordo com resolução publicada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Portanto, temos o problema do motor flex e da gasolina ruim, que comentei, e dos conjuntos mecânicos (motor/câmbio) que o Ricardo falou. Falta ainda um componente importante no "jogo do alto consumo": o motorista (proprietário/usuário).

É dele o papel de cuidade do veículo, mantendo a manutenção em dia, os pneus alinhados e calibrados, entre outras coisas. Ele também precisa ter consciência de que, se ele pisa mais, o seu carro vai beber mais (simples assim). Não adianta afundar o pé para fazer o desempenho melhorar, se depois ele reclama que o carro 1.0 dele bebe demais.

Para encerrar a minha parte inicial da discussão, achei estranha a propaganda da Allianz, que mostrar uma mulher que salvou um casamento (ou algo assim) por levar uma tralha no porta-malas. Ter uma capa de chuva, um moletom e um guarda-chuva é tranquilo, mas fiquei pensando se a mulher não teria outras coisas guardadas. Não custar lembrar que: peso morto aumenta o consumo do veículo!

Gostaria de ouvir a opinião de vocês! Se quiserem analisar (e enviar novos números) o consumo de dezenas de carro, acesse o Consumo Real do De 0 a 100. Se quiser fazer o seu carro beber menos, veja aqui algumas dicas.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

In memoriam - Chevrolet Astra, Astra Sedan, Vectra, Vectra GT e Corsa Sedan

Parece difícil de acreditar mas, finalmente, a Chevrolet está renovando (de verdade) toda a sua linha de carros no Brasil. Se não bastasse os lançamentos do hatch Agile, da nova picape Montana e dos sedãs Cruze e Cobalt, a marca segue firme e forte aposentando seus veículos mais antigos.

Em pouco tempo, Astra, Astra Sedan, Vectra, Vectra GT e Corsa Sedan deram adeus primeiro à fábrica, depois às concessionárias e agora ao site da marca. Comprar uma unidade desses modelos 0 km só em uma oportunidade.
Os próximos a baterem as botas são Corsa hatch, no final de abril (segundo o Auto Segredos), e a dupla familiar Meriva e Zafira, que será "empacotada" em junho. Vejam abaixo alguns detalhes sobre os modelos que estão nos deixando, com exceção do Meriva (motivos aqui).

1993 - O Vectra é oficialmente lançado, em 2 de outubro.
1994 - Em fevereiro, a GMB lança o Corsa Wind 1.0.
1994 - A GMB lança em outubro, durante o 18º Salão do Automóvel de São Paulo, o Corsa GSi 1.6 16V. No mesmo evento, anuncia o lançamento do Astra GLS hatchback, importado da Opel.
1995 - Em 11 de novembro, a GMB apresenta à imprensa especializada o Corsa Sedan GL e GLS, com motor 1.6 de 92 cv - em 2002 o Corsa Sedan vira Corsa Classic.
1998 - Em 27 de setembro, o novo Astra hatchback de 3 portas é apresentado à imprensa sul-americana em Punta del Leste, no Uruguai.
2001 - Lançado o monovolume Zafira, única em sua categoria (na época) com sete lugares e 28 posições diferentes de bancos, com variações no volume de bagagem de 150 até 1.700 litros, sem remoção de assentos.
 2002 - Lançado o novo Corsa, nas configurações "hatchback" de cinco portas e sedã de quatro portas, um veículo totalmente novo e considerado na época um dos mais evoluídos em tecnologia embarcada. - Em 28 de agosto de 2006 é superada a marca de 2 milhões de Corsas produzidos no Brasil.
2005 - Em 19 de setembro começa a produção em série do novo Vectra, que foi lançado em 06 de outubro.
2007 - Em 04 de setembro, é lançado o Vectra GT.
Para fechar a leva de aposentadorias da GM, Classic, S10, Blazer, Celta e Prisma precisam dar adeus. A nova S10 chega em breve, trazendo, em algum momento, a nova Blazer. O projeto Ônix levará para o túmulo Celta e Prisma. Restará apenas o "highlander" Classic.

A Chevrolet quer ser vista agora como uma "nova Chevrolet", por isso já lançou os carros que citei no início e se prepara colocar muita outras novidades no nosso mercado em 2012 (calendário aqui). Fiz abaixo uma lista, lembrando que nem todos podem aparecer em 2012:
  • Nova S10
  • Cruze hatch
  • Sonic
  • Sonic Sedan
  • Spin (5 e 7 lugares)
  • Cobalt 1.8 (automático)
  • Nova Blazer (Trailblazer)
  • New Captiva
  • New Malibu
  • Mini Captiva
  • Projeto Ônix hatch (novo Celta)
  • Projeto Ônix sedã (novo Prisma)
Finalizando, gostaria de homenagar o Astra, que foi um veículo que marcou a minha vida. Vá em paz velho amigo.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Alta Roda - Não é pouca coisa

Os lançamentos não param esse ano em todos os segmentos. E haja fôlego para os jornalistas correrem atrás. Quem enfrentou o tranco, teve que viajar de Düsseldorf, Alemanha (Chevrolet Cruze) até San Diego, EUA (Nissan March) com apenas 10 dias de intervalo. Ou se contentar em avaliar os dois modelos por aqui mesmo.
Chevrolet/Divulgação
Substituindo o Vectra, o produto da GM entrou na briga de uma renovação completa no subsegmento de sedãs médios-compactos, como nunca se viu. Dos franceses Renault Fluence e Peugeot 408, ao alemão VW Jetta e ao sul-coreano Kia Cerato. E há mais: Hyundai Elantra, em outubro, e Honda Civic, até dezembro.

Partindo de R$ 67.900 (LT) o Cruze está bem inserido entre os concorrentes quanto a itens de série: controle eletrônico de tração (TC) e de trajetória (ESC), rodas de alumínio de 17 pol e ar-condicionado digital que detecta poluição. Versão de topo LTZ (R$ 78.900,00) oferece seis airbags, central de mídia de 7 pol com navegador, câmbio automático de seis marchas com seleção manual, entre outros. O fabricante subsidiou esse câmbio na versão de entrada, pois oferece a opção por apenas R$ 2.000,00.

Oferece um interior aconchegante e moderno, ajudado pelo acabamento em dois tons. Infelizmente perdeu o plástico de toque macio do painel do Vectra. Banco do motorista firma bem o corpo, mas o encosto se regula por alavanca. São bons o espaço atrás (2,685 m de entre-eixos) e porta-malas de 450 litros. O motor de 1.8 L, moderno e elástico, tem dois comandos variáveis, 16 válvulas, 144 cv e quase 19 kgf·m (etanol). Bem acertado de suspensões (convencionais), agrada ao dirigir. Alguns ruídos surgem na parte traseira em piso irregular e a costura do couro dos bancos deveria ser no capricho.
Nissan/Divulgação
A Nissan desbravou, para as marcas japonesas, o segmento mais difícil e concorrido: compactos de motor de 1 litro. Até agora os nipônicos se encastelavam nos modelos de maior rentabilidade, arriscando pouco. O March apresenta estilo palatável (dentro de sua gama atual), bom espaço interno em especial para cabeças no banco traseiro, bom coeficiente aerodinâmico (Cx 0,33), câmbio de engates precisos e robusto motor Renault, 16v, de 74 cv. Consumo declarado com etanol (norma NBR 7024) é de 9,5 km/l (urbano) e 13,7 km/l (estrada), otimista demais, considerando que as duas primeiras marchas são bem curtas. Em estrada deve ir melhor, em consumo.

Porta-malas está na média dos concorrentes (265 litros). Pontos altos são visibilidade, direção assistida eletricamente e diâmetro de giro de apenas 9 m o que melhora a manobrabilidade. Preço de partida – R$ 27.790,00 – surpreende por entregar airbag duplo de série, mas sem direção assistida e calotas sujeitas a buracos pelo seu diâmetro. Sem opção de ABS, neste primeiro catálogo, a decisão pelo airbag parece puro marketing. Versão completa, R$ 33.390.  Com motor 1,6 L/111 cv, de origem Nissan, os preços vão de R$ 35.890 a R$ 39.990.

Sem dúvida, a Nissan tem um produto para incomodar quem já se estabeleceu no ramo há décadas. E sobre a mesma arquitetura do March lançará, já em novembro, o sedã Versa com entre-eixos maior e preço também competitivo. Não é pouca coisa.

RODA VIVA

DEMOROU a cair a ficha, mas fabricantes se convenceram de que preço fechado das revisões é ponto fundamental para competitividade. Daí o esforço da Nissan em oferecer preços razoáveis, no novo March. Nada de visita semestral à concessionária. Trocas de óleo, por exemplo, só a cada 12 meses ou 10.000 km. Até 60.000 km, gasto previsto total é de R$ 1.774,00.

CRUZE está indo muito bem no mercado americano, onde há inclusive versão Eco. Nesta, mudanças são as de praxe: diminuição de peso e altura, pneus de baixo atrito de rolagem e retoques aerodinâmicos. Surpreendentemente, 55% dos compradores pedem, na Eco, caixas de câmbio manuais para maior economia de combustível. Nos EUA, 90% usam câmbio automático.

MOTORES V6 flex das picapes e SUVs da Mitsubishi, produzidas em Catalão (GO), deverão ser os primeiros modelos a oferecer de série partida a frio elétrica, aposentando de vez o reservatório auxiliar de gasolina. Até agora apenas uma versão do Polo, a Bluemotion, com pacote de economia de combustível, mas de vendas simbólicas, utiliza esse sistema de partida.

ARTISTA plástico Adelson Carneiro quer colocar o Brasil no livro de recordes do Guinness, construindo a maior maquete de tema automobilístico com veículos (escala 1/32) em movimento. Interativa, ela terá sinais de trânsito, ambientes diurno e noturno, vento, trovoada, neblina e até chuva fina. Área será de 1.000 m², possivelmente montada na capital paulista.

PNEUS aquém da pressão recomendada, que aumentam o consumo de combustível, são um problema mundial. Bridgestone checou, em 38.000 automóveis de nove países europeus, e conclui que nada menos de 71% dos motoristas dirigiam com pressão baixa nos pneus. E mais: 12% dos inspecionados mostravam espessura de banda abaixo do limite legal de 1,6 mm.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Um abraço ao bom e velho Chevrolet Vectra

 Foram muitos anos de mercado, vários deles com certo glamour, mas chegou a hora do Chevrolet Vectra dar adeus ao nosso mercado. A marca fecha o ciclo do seu sedã médio com duas mil unidades da série especial Collection.

Desde o lançamento da sua atual carroceria, sempre tive a mesma impressão do Vectra. Sinto que a GM fez como a diretoria do Palmeiras gosta de fazer: usar a política de contratar jogadores "bons e baratos". Ou seja, pegou um carro bom e mais barato de produzir - Astra -, fez alterações, e lançou o Vectra. O problema é que ele nunca foi barato, nem "um barato" - mas sempre foi um bom carro, com espaço interno interessante e ótima capacidade no porta-malas.
Por causa dessa "política", o Vectra sempre esteve na sombra do Astra Sedan e atrás dos concorrentes japoneses, que nasceram de projetos próprios, e não adaptados. E adaptação foi sempre uma das sinas do Vectra. Na verdade prefiro chamar de correções ou melhorais ao invés de adaptações. No meio do ciclo de vida da sua atual carroceria, a Chevrolet fez bem-vindas alterações no visual do carro e (nesse caso não tem como não usar) adaptou o espaço interno criando novos, mas nem sempre práticos, porta-trecos. O motor 2.0 8V Flexpower foi outro que ganhou alterações para ficar mais potente e, teoricamente, mais econômico.

Versões
Quando a atual carroceria foi lançada, a GM colocou no mercado nacional duas versões do Vectra: Elegance 2.0 (R$59.990) e Elite 2.4 (R$ 79.990) - todas flex. Não muito tempo depois chegou o acabamento Expression 2.0, que acabou se tornando a alegria dos frotistas e a tristeza dos donos das versões Elegance (que acabou desvalorizando) por custar menos.
Beberrão
O Vectra sempre foi equipado com o motor 2.0 8V Flexpower, que, inicialmente, desenvolvia 121 cv de potência e 18,3 mkgf de torque com gasolina e 128 cv e 19,6 mkgf com etanol. Alguns anos depois este propulsor passou a render os atuais 133 cv e 18,9 mkgf com o combustível fóssil e 140 cv e 19,7 mkgf com o derivado da cana-de-açúcar.

Outra motorização que esteve debaixo do capô do Vectra foi a 2.4 16V Flexpower, que gerava 146 cv e 23,1 mkgf com gasolina e 150 cv e 23,7 mkgf com álcool. Esse motor sempre esteve associado ao câmbio automático de quatro marchas (item de série nas versões Elite do Vectra). Por isso, a média de consumo que não era boa ficou ainda pior. Quando testei o carro, a média de consumo na cidade com etanol foi de 4,4 km/l, e 5,8 km/l com gasolina - um verdadeiro beberrão. O motor 2.4 do Vectra acabou saindo de linha por ter desempenho limitado e por beber e poluir demais.
E consumo sempre foi um dos principais questionamentos do Vectra, não só do 2.4. A versão 2.0 também foi bastante criticada, especialmente com câmbio automático. A solução da Chevrolet para "melhorar" o consumo foi aumentar a capcidade do tanque de combustível de 52 litros para 58 litros. Aposentar o motor 2.4 e melhorar o propulsor 2.0 também foram boas ideias.

Collection
A GM pegou a versão Elite, acrescentou alguns detalhes de acabamento e adotou o preço da versão Elegance (R$ 65.400) para criar a Collection. Como diferenciais, o Vectra especial tem uma única cor, Verde Lótus metálica, bancos de couro com o nome "Collection", logotipos da versão nas laterais e na traseira e manual do proprietário com capa de couro numerada entre 0001 e 2000.
O Vectra Collection vem equipado de série com ar-condicionado digital automático, direção hidráulica, airbag duplo frontal, freios com sistema ABS com EBD, sensor de chuva, computador de bordo, banco do motorista com ajustes elétricos, sistema de som Premium Sound, antena do tipo Shark, rodas de alumínio de 17" e transmissão automática de quatro marchas.

Não custa lembrar que, em 2005, a geração anterior do Vectra recebeu a série especial Collection limitada a mil unidades. Segundo a Quatro Rodas, a versão era pintada na cor cinza Mayon e tinha vários detalhes pintados em cores especiais, além de chaveiro e manual do proprietário numerados.
(fotos: Chevrolet/Divulgação)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Chevrolet apresenta o novo Malibu. Vectra pode dar adeus ao mercado e motor Ecotec quer ser popular

Muitas notícias envolvendo a Chevrolet apareceram na internet nos últimos dias. Um das confirmada oficialmente e outras duas esperadas.
A marca anunciou e mostrou a nova geração do sedã Malibu no simultaneamente no Salões do Automóvel de Xangai e Nova York. Isso demostra, nitidamente, que trata-se de um modelo global para a marca. O novo Malibu ficou muito mais bonito e esportivo. A cara de tiozão deu lugar a linhas mais fortes e marcantes.  Tambérm não tinha muito jeito de dar errado, já que Corvette e, principalmente, o Camaro foram as inspirações.
O sedã ficou ligeiramente mais curto, mas cresceu em largura e altura: 4,86 m de comprimento, 1,85 m de largura e 1,46 m de altura, contra 4,87 m, 1,78 m e 1,45 m do antigo (ainda vendido no Brasil), respectivamente. O motor 2.4 Ecotec, que desenvolve 171 cv de potência e 22 kgfm de torque, deu lugar ao novo 2.5 Ecotec com injeção direta de combustível, que gera 190 cv e 25 mkgf. Aliado ao câmbio de seis marchas, a marca espera desempenho de V6 com boa média de consumo de combustível.
O interior também mudou. Nada da caretísse do modelo atual. O novo Malibu tem o painel moderno e mais envolvende, com direito a tela sensível a toque e outros requinetes. No quesito segurança, destaco os 10 airbags. Confiram o vídeo abaixo para mais detalhes.





Para encerrar, uma excelente notícia: a Chevrolet tem planos de vender o novo Malibu no Brasil.

Diminuindo o tamanho do sedã, o assunto agora é o Cruze. Na verdade, o motor 1.8 16V Ecotec que o equipa (veja mais detalhes aqui). Segundo o amigo Marlos Ney Vidal, a GM vai equipar outros modelos da marca com essa motorização. Montana, Agile, Cobalt e o substituto da dupla Meriva/Zafira são os prováveis felizardos.
A informação não é surpresa, já que a Chevrolet criou um buraco entre os motores 1.4 Econo.Flex e o 2.0 Flexpower, uma vez que o seu atual 1.8 8V está quase morto. Como a "marca" não é besta, o propulsor Ecotec será usado para modernizar seus os modelos, tirando de cena, gradativamente (e bem lentamente), o bom e ultrapassado motor 2.0.
Para finalizar, segundo publicou o Blogauto, a GM encerrará a produção do Vectra e do Vectra GT já em junho. Tudo para abrir espaço para os novos produtos que serão fabricados em São Caetano do Sul (SP). Para "celebrar" a notícia, a marca faria uma série especial de 500 unidades do sedã.

Pelo visto a possibilidade de manter o Vectra sedã como uma sedã médio de entrada (diga-se para frotistas) pode mesmo estar indo para o espaço. O modelo está em quarto lugar entre na categoria em 2011, atrás de Corolla, Civic e Cerato. Mas prefiro esperar para ver o que acontece, já que a Chevrolet adora manter seus veteranos em "combate",como Classic e Corsa, por exemplo.

O velho e bom de briga Astra deve durar mais um tempo no mercado (pelo menos até o fim de 2011), já que suas vendas continuam interessantes.
(fotos: Chevrolet/Divulgação)

terça-feira, 12 de abril de 2011

Quilinhos extras que fazem a diferença (para pior)

Espero que não seja uma tendência, mas muitos dos últimos e esperados lançamentos do mercado nacional sofrem com o mesmo problema: excesso de peso! Do que adianta os carros saírem de fábrica equipados com motores modernos se os quilos extras acabam com a eficiência (bom desempenho x boa média de consumo)?
O belo Fiat Bravo, com o motor 1.8 16V E.TorQ debaixo do capô, pesa 1.340 kg (Essence), 1.345 kg (Essence Dualogic), 1.355 kg (Absolute) e 1.360 kg (Absolute Dualogic). Já a versão T-Jet, com propulsor 1.4 turbo, pesa 1.370 kg. Pelo menos a Fiat é clara e revela o peso do carro no seu site, diferente da Ford, que parece esconder na sua página oficial o peso do seu hatch médio (me avisem se vocês encontrarem!).

Segundo informações oficiais divulgadas para a imprensa em fevereiro de 2010, o Focus 2.0 pesa 1.338 kg (GLX), 1.353 kg (GLX automático), 1.356 kg (Ghia) e 1.371 kg (Ghia automático). Não achei quanto as versões GL e GLX 1.6 16V pesam, nem a nova Titanium.  Interessante comparar o peso do modelo vendido por aqui com o Focus comercializado na Argentina. Segundo a Ford de lá, que publica os números de peso de seus modelos no site, o Focus 1.6 16V Sigma a gasolina pesa 1.257 kg, seguido pelo 2.0 a gasolina manual, com 1.327 kg, e pelo 2.0 automático, com 1.339 kg. Por curiosidade: o Focus 1.8 8V a diesel pesa 1.391 kg no país vizinho. Será que o sistema flex tornou o nosso Focus mais gordinho? Não custa lembrar que tenho falado do peso do novo Focus desde 2009.

O Chevrolet Vectra GT também não é dos mais leves, pesando 1.283 kg (GT manual), 1.325 kg (GT automático), 1.303 kg (GT-X) e 1.345 kg (GT-X automático). O Peugeot 307 é outro que está acima do peso: parte dos 1.302 kg (1.6 16V Presence) e chega até 1.368 kg (Feline 2.0 16V).

Em relação aos concorrentes, segundo os respectivos sites oficiais, o Nissan Tiida hatch pesa entre 1.195 kg (S) e 1.262 kg (SL automático); o Chevrolet Astra pesa 1.220 kg, e o Citroën C4 pesa entre 1.200 kg (GLX 1.6 16V manual) e 1.292 kg (2.0 Exclusive automático). Já o Volkswagen Golf 1.6 pesa 1.193 kg (o site da VW é confuso e não me permitiu encontrar os dados das outras versões).

Como vocês perceberam, considero que o hatch médio é gordo quando ele pesa mais de 1.300 kg. Modelos dessa categoria não deveriam passar dos 1.250 kg, ainda mais aqueles com motor abaixo de 2.0.
Mudando de segmento, o Honda Civic tem excelente forma, pesando entre 1.235 kg (LXS manual) e 1.275 kg (EXS automático). O Toyota Corolla também faz bonito, com pesos variando entre R$ 1.245 kg (XLi 1.8 manual) e 1.290 kg (Altis 2.0 automático). O Chevrolet Vectra começa bem, mas acaba "cheinho": 1.268 kg (Expression manual), 1.310 kg (Expression automático), 1.308 kg (Elegance manual, 1.350 kg (Elegance automático) e 1.383 kg (Elite automático).
Entre os mais novos, só gordinhos. O Volkswagen Jetta 2.0 Total Flex Tiptronic pesa 1.346 kg, um pouco menos que o Renault Fluence, que varia entre 1.369 kg (Dynamique manual) e 1.372 kg (Privilège automático). Já o Peugeot 408 é o obeso da turma, variando entre 1.468 kg (Allure manual) e gordurosos 1.527 kg (Griffe automático). Mais de uma tonelada e meia para um sedã médio! Até o Peugeot 508, que é maior que o 408 (4,79 m x 4,69 m de comprimento; 1,85 m x 1,81 m de largura; e 2,81 m x 2,71 m de entre-eixos), pesa menos: 1.400 kg!
Pela lógica simples, quanto menos um carro pesa, menos combustível ele consome e melhor desempenho ele tem. Comparei apenas duas categorias, mas tenho certeza de que outros segmentos também têm carros bem "gordinhos".
(Fotos: Montadoras/Divulgação)
Atualização
Recebi inúmeros e-mails de pessoas questionando os números que postei aqui. Deixo claro uma coisa: não inventei nenhuma informação. Todos os dados foram retirados de fontes oficiais e, em alguns casos, conferidos em mais de um lugar. Para finalizar, publico abaixo um print do release de imprensa do Focus 2.0 flex divulgado pela Ford em fevereiro de 2010 (clique na imagem para ampliar).
 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Chevrolet cria Pac-Man gigante para promover o Cruze


A Chevrolet, quem diria, arrumou uma forma muito criativa de promover a versão mais esportiva do seu novo e belo sedã em terras asiátias. Na ação viral promovida pela marca na internet, o Cruze T vira um dos mais tradicionais personagens do mundo dos games: Pac-Man.

Tudo para mostrar que o modelo tem muita agilidade e eficiência para fugir dos "fantasmas". Claro que a GM quis demonstrar que seu veículo é moderno, descolado e que pode agradar tantos aos compradores tradicionais de sedãs, quanto aos motoristas mais jovens.

O Cruze T é equipado com o motor 1.6 turbocharger que desenvolve 184 cv de potência.

No Brasil, o Cruze começa a ser vendido em 2011, nas carrocerias hatch e sedã, com motor 1.8 16V flex, que deverá ter potência superior a 140 cv. A expectativa é muito grande em relação aos lançamentos das duas versões. Resta saber o que será feito com a dupla Vectra e Astra. O mais provável é que o Astra (hatch e Sedan) saia de linha e que a família Vectra (GT e sedã) seja "rebaixada", abrindo assim espaço para o Cruze.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Impressões: o surpreendente Vectra GT

Resolvi não fazer um abre muito longo sobre o Vectra GT do Joathan, que mais uma vez participa da seção Impressões. O que ele escreveu no início do texto explica bem a escolha pelo hatch médio da Chevrolet.

Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!), o Hugo Leite, o Pedro, o Piauí Jr., o Renato Dantas, o Mário Cesar, o Mário Cesar (de novo!), o Renato Dantas (de novo!) e o Joathan (de novo!), basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.
"Depois de 1 ano com o Vectra Expression, precisava de um carro mais seguro (sentia falta de airbags e ABS). Resolvi trocá-lo por um Vectra Elite 09/09 (Next Edition) com 12.000 km. O carro era COMPLETÍSSIMO, com teto-solar e bancos elétricos. Cerca de 2 meses após a compra, sofri um assalto e levaram meu lindo Vectra.

Com o dinheiro do seguro, comprei um Volkswagen Jetta 09/09 com 8.000 km. Além dos itens de série, tinha teto-solar, bancos em couro, rodas 17". Coloquei Xenon e central multimídia. Fiquei com ele cerca de 3 meses. Não me adaptei ao carro, e os custos eram elevados demais (revisão EXTREMAMENTE CARA). O consumo de combustível era absurdo (5,5 km/l na cidade 9 km/l na estrada, só GASOLINA).
Decidi voltar para a linha Vectra. Desta vez, um GT 0 km. Fui até uma concessionária Chevrolet e negociei um Vectra GT (R6F). Dei o Jetta e peguei R$ 12.000 de troca.

Agora, vou falar um pouco do Vectra GT.

Bem, olhei diversos hatches médios antes de comprar o GT. Confesso que fiquei balançado pelo novo Focus GLX 2.0, mas o péssimo pós-venda da Ford me deixou com o pé atrás (já tive um EcoSport). I30 eu até olhei, mas não me fico nas mão do CAOA. Ainda tenho um certo receio na compra de carros franceses, portanto 307 e C4 não foram nem cogitados. Me restaram Golf, Vectra GT e Stilo. Já tive dois Golfs, um 1.6 2002 (modelo sapão) e um Sportline 2008 (modelo novo), ambos 0 km. Stilo é um bom carro, mas está envelhecido. Sobrou o GT!
Um carro com um bom motor, mesmo que antigo, um desenho moderno e um acabamento dentro da média.
Como já tive 1 Astra e 2 Vectras, conheço bem as caracteristicas do 2.0 Família II. Consegui o Vectra GT 10/10 0 km, com airbag duplo, freios ABS, sensor de chuva, por R$ 54.400. Isso já incluindo a pintura metálica, além dos outros itens de série: rodas 16", som MP3 c/ Bluetooh, ar-condicionado digital, farol de neblina e acabamento em veludo.

Ao pegar o carro, fiz uma viagem de 900 km. Pude verificar que a establidade é muito boa. Chega a ser estável como o Golf, mas sem ser duro. É incrível como consegue ser macio e confortável, sem perder estabilidade.
O espaço interno é um pouco acanhado em relação ao sedã, mas como sou solteiro e sem filhos, isso não é problema. Em relação ao Vectra 2009 (frente antiga), o acabamento mudou muito. Todos os porta-objetos são emborrachados, e os detalhes estão mais bem feitos. Sem contar o silêncio: o carro é MUITO, mas MUITO silêncioso.

O desempenho é bom, mas não empolga. Ao passar de 5.000 rpm, dá pra sentir que o motor está chegando no limite. Para um motor datado da década de 80, considero bom. Não sou de ficar correndo por aí, mas já dei umas aceleradas contra outros carros e o GT não faz feio. O consumo é bem semelhante ao do Expression de 128 cv. Apenas na estrada que houve uma pequena melhora.

Um ponto que vale destacar nesse carro é o DESENHO. O carro é muito bonito, todos elogiam, e mesmo com 3 anos e meio de mercado, ainda torce pescoço por onde passa.
Resumindo

Pontos Positivos:
Custo x Benefício
Baixo custo de manutenção
Acabamento
Design
Itens de Série

Pontos Negativos:
Motorização
Espaço Interno
Valor do Seguro

Como disse no outro "impressões", tenho um Gol G5 1.0, ou melhor tinha. Essa semana, ele foi trocado por um Agile LTZ 0 km. Assim que receber o Agile e rodar alguns km, postarei as impressões."

Opinião do blogueiro
Como vocês já estão cansados de saber, sou fã de hatches médios. Concordo com praticamente tudo que o Joathan disse sobre o Vectra GT, um veículo que, até o momento, está na minha lista de possível próximo carro.

Acho que a Chevrolet está, finalmente, encontrando um lugar para o carro no mercado, mesmo que isso ainda não tenha tido impacto nas vendas. Deixando o Vectra GT mais equipado e mais barato (na concessionária, e não no preço sugerido), mantendo a mecânica confiável, o modelo se torna uma opção bem atraente no segmento. Tudo bem que o motor 2.0 é ultrapassado, mas isso não significa que ela seja ruim.

Os principais concorrentes são bem mais modernos, como i30, Focus e, logo mais, Bravo, Fluence hatch e o "308". Exatamente por isso a GM precisa tornar o Vectra GT atraente, assim como ela fez com o Astra.

Falando no Astra, ele está caminhando para o seu honroso final no Brasil, o que deve acontecer até 2012, o Vectra GT deve mesmo se tornar o seu substituto. E no lugar do GT, o belo Cruze hatch deve dar as caras. Faltaria então a Volkswagen lançar o novo Golf para o segmento ferver de vez.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Impressões: O conforto do sedã da gravata dourada

Hoje, pela primeira vez, temos um sedã nas Impressões do De 0 a 100. E o modelo vem do forte e disputado segmento dos sedãs médios! Nada melhor então do que inaugurar o segmento aqui na seção do blog com o consagrado representante da Chevrolet, o Vectra. Quem me enviou todo conteúdo foi o Joathan, que tem uma experiência bem legal com carros e com a própria GM (vejam no texto dele).

Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno e o Joathan, basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.

"Bem, ano passado saí para trocar meu Astra 06/07 com 45.000km rodados. Precisava de um carro espaçoso, com um bom porta-malas e com bastante disposição para viagens, visto que para a cidade, uso um Gol G5 1.0. Depois de pesquisar bastante na internet e ler revistas especializadas, fiquei na dúvida entre os principais sedans médios: Civic, Corolla, Vectra e Sentra.

Fui olhar todos e acabei optando pelo Vectra Expression 08/09 0km, devido ao excelente espaço interno, ótimo porta-malas e custo/beneficio. Na época, antes da redução do IPI, ele poderia ser encontrado por 49 mil reais... bem tentador.

Agora, vou falar direto sobre o carro. O desempenho é ótimo. Na estrada, a 120 km/h, o conta-giros está em apenas 2.500 rpm, exatamente no torque máximo (bons 19,6 kgmf), o que deixa o carro sempre pronto para eventuais retomadas. A estabilidade é outro ponto forte - chega a ser superior ao Astra. E em relação a outros carros que já tive, como Golf e Civic (7ª geração), não fica devendo em nada. Sem contar o conforto ao rodar. O carro é extremamente macio. Cambio, embreagem... buracos, nem são sentidos.

O consumo, muito criticado por uns, não é tão alto. Mas, tem que saber "dirigir". Na cidade, as médias ficam entre 6,5 km/le 7,2 km/l com alcool. Gasolina, usei uma única vez, e consegui 9,3 km/l. Na estrada, fica na média de 10 km/l com alcool. Porém, em condições atípicas, consegui 12 km/l. Muito bom para o porte e potência do carro. Só com o intuito de comparação, meu Gol 1.0 faz 9,3 km/l na cidade e 11 km/l na estrada. Sempre com alcool e sem ar.


Os freios são eficientes, mas travam com facilidade, e isso eu estranhei muito, visto que o Astra possuía o sistema ABS. Já o acabamento interno poderia ser melhor, pois os concorrentes são superiores nesse quesito. Alguns barulhos internos também incomodam, mas são resolvidos facilmente em uma ida na concessionária.

Enfim, para quem procura um carro grande, espaçoso, que oferece certo status, e ainda bom de mercado, o Vectra é uma excelente opção. Hoje, se fosse comprar, optaria por um Elegance, pois a diferença de preço é de apenas R$ 5.000. Quando fui comprar, a diferença era de R$ 15.000.

Pontos positivos
Desempenho
Espaço
Custo X benefício

Pontos negativos
Acabamento interno
Ruídos internos
"

Opinião do blogueiro
Em todas as oportunidades que tive com o Vectra, sempre gostei muito do carro. Quando testei a versão Elite 2.4 16V, fiquei bastante assustado com o consumo de combustível, especialmente com álcool: era um absurdo! Porém, nas versões 2.0 Flexpower, com câmbio manual, os números nunca me assustaram. O que mais me chamou a atenção no Vectra do
Joathan, logo de cara, foi o fato dele ter comprado o Expression. Mas quando vi que ele fez um ótimo negócio, entendi a opção pela versão de entrada. Aqui tenho que concordar com ele: se fosse hoje, eu também compraria o Elegance, que tem mais equipamentos de série e acabamento muito superior ao Expression (minha terceira opção), além de não ser tão caro quanto o Elite (que seria a minha segunda opção).

Penso que o Vectra é um carro acima da média em quase todos os quesitos - mas não muito acima da média. Ele tem bom espaço interno, ótimo porta-malas, bom acabamento (Elegance e Elite), desempenho satisfatório, média de consumo razoável, ótima condução da estrada (com boa estabilidade) e mais algumas qualidades. Mesmo assim, ele não consegue competir de igual para igual com os japoneses Honda Civic e Toyota Corolla. A culpa é do projeto ultrapassado (mas nem por isso ruim). Prova disso é que a GM sabe do problema e reposicionou o Vectra, fazendo com que a versão Elite (topo de linha) brigue com as versões LXS do Civic (de entrada) e XEi do Corolla (intermediária), e deixando a versão Expression abaixo dos R$ 50 mil.

Quando o belo e esperado Cruze chegar, aposto que o Vectra continuará no nosso mercado por mais tempo, como acontee hoje com o Classic (e Prisma e Corsa Sedan) e o Astra (e Vectra GT).

PS: Depois mudo a foto da lateral do blog.

terça-feira, 16 de junho de 2009

E o melhor sedã médio entre R$ 50.000 e R$ 65.000 é...

Honda Civic: líder em vendas e vencedor da enquete
Depois de muito tempo no ar, finalmente estou publicando o resultado da enquete com a pergunta "qual é o melhor sedã médio que custa entre R$ 50.000 e R$ 65.000?". O primeiro colocado, como esperado, foi o Honda Civic, modelo bastante elogiado por todos os lados ("um verdadeiro automóvel", como diria o internauta Renato Dantas).
Valente e de forma surpreendente, Vectra ficou em segundo
A segunda colocação pode ser considerada surpreendente, não pela qualidade do Chevrolet Vectra em si, que é um bom carro, mas pela superioridade dos concorrentes, como Ford Focus Sedan, em terceiro, e Toyota Corolla, em quarto. Pelo visto, as alterações que o sedã da GM sofreu em fevereiro deram resultado.

Entre os três últimos, dois franceses, Peugeot 307 Sedan e Renault Mégane (o lanterna), e um japonês, o Nissan Sentra. Vejam o resultado final:

Honda Civic - 21.71% - 402 votos
Chevrolet Vectra - 19.33% - 358 votos
Ford Focus Sedan - 15.44% - 286 votos
Toyota Corolla - 14.04% - 260 votos
Fiat Linea - 12.96% - 240 votos
Citroën C4 Pallas - 6.48% - 120 votos
Volkswagen Bora - 2.81% - 52 votos
Peugeot 307 Sedan - 2.54% - 47 votos
Nissan Sentra - 2.48% - 46 votos
Renault Mégane - 2.21% - 41 votos
TOTAL - 100% - 1.852 votos

O que vocês acham do resultado? 
Fotos: Honda/Divulgação e Chevrolet/Divulgação

quarta-feira, 11 de março de 2009

Novidades e brigas no mercado brasileiro

Chevrolet/Divulgação
O nosso mercado ainda vai ter várias novidades em 2009. Pelo lado da GM, depois do Vectra Next Edition e do Vectra GT Remix, o ainda líder da categoria Astra e o monovolume Zafira vão receber a versão atualizada do motor 2.0 8V Flexpower que, segundo a marca, além de mais potente, está mais econômico e menos poluente. O propulsor desenvolve agora 133 cv com gasolina (contra 121 cv do anterior) e 140 cv com álcool (versus 128 cv do antecessor). O torque com o combustível fóssil subiu de 18,3 kgfm para 18,9 kgfm a 2.600 rpm e, com o derivado da cana-de-açúcar, foi de 19,6 kgfm passou a 19,7 kgfm. Não será surpresa se os dois receberem mínimas mudanças no visual, provavelmente para receber a nova gravata da Chevrolet. A nova linha dos dois carros deve chegar ao nosso mercado entre abril e junho.

Pela boa relação custo/benefício, é muito provável que o Astra continue líder da categoria, ainda mais se a GM reduzir o preço do modelo, como ela vez com o Vectra GT-X, Vectra Expression, Vectra Elegance e Vectra Elite. Cortar o preço também pode ser a solução para a Zafira, que também enfrenta concorrentes de peso na sua categoria.
Chevrolet/Divulgação
FIAT
Falando agora da Fiat, não é segredo para ninguém que os italianos estão preparando mais modelos para receberem o câmbio manual automatizado Dualogic . Até o momento, apenas Linea e Stilo possuem esta transmissão. Os próximos a receberem o dispositivo devem ser Idea, Palio Adventure e Siena - o sedã deve ser o primeiro, de acordo com a revista Quatro Rodas. Ainda segundo a QR, uma versão mais simples e em conta do Linea está nos planos. A publicação disse que ela deve se chamar ELX, nomeclatura no mínimo curiosa para o modelo mais luxuoso da marca no Brasil, levando em consideração que, na linha Palio, Siena e Palio Weekend, por exemplo, ELX é a versão intermediária da família. Mas, como o Linea não tem muitos "sobrenomes" (na prática, apenas Absolute e T-Jet), ELX pode até ser adequado.

A Fiat também trabalha em ritmo acelerado na reestilização do Doblò no Brasil. De acordo com o caça segredos Marlos Ney Vidal , a versão Adventure seguirá o mesmo estilo aventureiro da família Palio, "com grade cromada e para-choques de impulsão embutidos. O novo Doblò chegará no segundo semestre e a única novidade em motorização deve ser a adoção do 1.4 flex na versão ELX". Porém, como eu disse em dezembro do ano passado, os italianos também testam o Doblò com o motor 1.9 16V flex. Se ele vai ser lançado com o modelo reestilizado, isso ainda não é possível afirmar.

Fiat X Volkswagen
Na disputa pela liderança, a Fiat está fazendo de tudo para contra-atacar a Volkswagen, que vem minando os modelos italianos mais vendidos no Brasil. O primeiro a sentir (novamente) a força da Volks foi o Palio, que foi totalmente dominado pelo novo Gol. O Palio Weekend sofreu com o SpaceFox , mas agora se recuperou um pouco. Mas o Voyage já está dando uma tremenda dor de cabeça ao Siena . Vejam os números da disputa em 2009 neste link.

Outro que enfrenta problemas sérios é o Idea , que, além de não conseguir vender mais que o ótimo Honda Fit , agora foi para terceiro colocado do segumento, atrás também do Chevrolet Meriva - graças às versões com motor 1.4 Econo.Flex. Em janeiro e fevereiro de 2009 foram vendidos 6.701 Fits, 4.588 Merivas e, apenas, 2.517 Ideas.

O que a Fiat pode fazer???
Depois de lançar o Palio Fire Economy, o Palio 2010, o Stilo Blackmotion , Punto T-Jet e de tirar de linha o Stilo Abarth, a montadora italiana vai "disparar" contra a Volks, a GM e a Honda através do bolso dos consumidores. A marca anunciou hoje (11/03) um corte de preços para a linha Siena e Idea. O sedã compacto, modelo 2010, chega às concessionárias com uma redução de preço em todas as suas versões, que vai de R$ 1.000 a 1.500. Já a versão Fire 2010 ficou R$ 2.627 mais barata.O Idea ficou entre R$ 1.398 e R$ 1.495 mais em conta. Confira tabela abaixo:

Siena Fire 2010 - R$ 26.290
Novo Siena ELX 1.0 Flex 2010 - R$ 32.600
Novo Siena ELX 1.4 Flex 2010 - R$ 36.200
Novo Siena ELX 1.4 Tetrafuel 2010 - R$ 43.200
Novo Siena HLX 1.8 Flex 2010 - R$ 43.300

Idea ELX 1.4 Flex 2010 - R$ 39.100 (redução de R$ 1.422)
Idea HLX 1.8 Flex 2010 - R$ 47.350 (redução de R$ 1.495)
Idea Adventure Locker 2010 - R$ 51.680 (redução de R$ 1.398)
Mas você achar que a Volkswagen vai deixar a Fiat em paz por algum momento na busca pela liderança do mercado nacional? Errado! O próximo grande ataque alemão a um líder de mercado italiano será com a nova Saveiro , que pode se chamar Arena , que será lançada para tirar a Strada do trono. Em relação a atual (e ultrapassada) Saveiro, a nova picape da Volks terá mais espaço interno, melhor acabamento e motor 1.6 VHT (101 cv com gasolina e 104 cv com álcool). Segundo o site Carroonline, de onde reproduzo as fotos da Saveiro, "apesar do excelente entre-eixos, na casa dos 2,80 m, sua caçamba terá pouco comprimento, mas um bom volume. Este deve ficar entre 900 e 1 000 litros, com capacidade de carga na casa dos 650 kg". Prevista para ser lançada no segundo semestre (outubro), a nova Saveiro/Arena deve ter duas opções de cabine: simples e estendida.
Só lembrando que a Fiat também já está se preparando para contra-atacar a nova Saveiro/Arena com a Strada Cabine Dupla. Embora a montadora italiana negue que o carro será lançado, o modelo já foi flagrado diversas vezes. Vejam abaixo uma projeção muito próxima de como o carro deverá ser e clique aqui para saber mais infomações sobre a Strada CD.
Reprodução da  projeção feita sob a imagem de Paulinho Miranda/EM/D. A Press - 22/11/08

segunda-feira, 2 de março de 2009

Chevrolet lança Vectra GT Remix... melhor e ainda a tempo

Se as boas mudanças do Vectra Next Edition chegaram tarde demais, permitindo até a criação do maldoso apelido “Vectra Last Edition” para o sedã, as alterações chegam em boa hora para o Vectra GT, que não enfrenta concorrentes japoneses de peso (Civic e Corolla) no seu segmento. Quem lidera o mercado de hatches médios no Brasil é o Astra. Porém, o veterano modelo da Chevrolet estão passando por problema, já que Golf e Focus começam a alcançá-lo de forma mais ameaçadora.

Em 2009, foram vendidos 3.126 Astras (1.910 de janeiro + 1.216 de fevereiro). No primeiro mês do ano, ele foi o líder absoluto. Porém, caiu para terceiro em fevereiro. Ford Focus foi o responsável por 2.595 unidades vendidas em 2009, sendo 1.363 em janeiro e 1.232 em fevereiro. O Golf, líder em fevereiro com 1.293, está em terceiro lugar no ranking de 2009, com 2.433 (1.140 em janeiro). Peugeot 307 vem em quarto com 2.137 (1.011 + 1.126), com o Stilo em quinto, com 1.606 unidades vendidas em 2009 (794 + 812). O Nissan Tiida está em sexto com 1.070 modelos vendidos (554 em janeiro + 516 em fevereiro) e, finalmente, o Vectra GT está em sétimo, com 966 unidades comercializadas em 2009, sendo 686 em janeiro e 280 em fevereiro. Na prática, o modelo estaria em sexto, já que o mês de fevereiro serviu para limpar o (pequeno) estoque da linha 2008 e para preparar terreno para a chegada do Vectra GT Remix em março.
As alterações realmente chegaram em boa hora para o Vectra GT. Ele nunca conseguiu superar o Astra no coração dos amantes de hatches médios da GM. Mecanicamente, eles são praticamente o mesmo carro. Porém, o Vectra GT é mais caro, tem porta-malas menor, anda menos e bebe mais (por ser mais pesado). Além disso, ele não é muito mais equipado que o Astra.

Preços
Com a chegada da linha 2009 do modelo, batizada de Remix (bem melhor do que Next Edition), a Chevrolet tenta melhorar as coisas para o lado do Vectra GT. Os preços das versões são: R$ 56.034 (GT) e R$ 64.134 (GT-X). Em alguns mercados, o modelo ficou mais barato, como São Paulo. De acordo com o site iCarros, a linha anterior custava, respectivamente, R$ 57.784 e R$ 66.284. Porém, em Minas Gerais, a versão GT ficou mais cara. A linha vendida até o início desse ano tinha preço sugerido de R$ 55.042. Já a GT-X custava os mesmos R$ 66.284 do mercado paulista. A GM espera vender 13 mil unidades até o final do ano, sendo 70% de GT e 30% de GT-X.
Confesso que eu esperava um corte mais generoso de preços. Como o Vetra GT sempre vendeu pouco, a estratégia da GM foi agregar valor ao modelo com a nova linha Remix. Mesmo assim, a versão GT poderia custar R$ 51.990; e a GT-X R$ 58.990. Aí sim o modelo poderia brigar de forma bem mais competitiva com os concorrentes em relação ao custo/benefício. Ou os preços poderiam ser os mesmos anunciados, mas com as versões mais bem equipadas (o GT com airbag duplo, ABS e EBD de série, por exemplo).

Internamente, os bancos são novos, mais espaçosos e com tecidos de melhor qualidade. O modelo tem também novos porta-objetos, o que aumenta a versatilidade interna. O velocímetro e o conta-giros agora têm fundo preto, com uma borda branca, para destacar os números. Na versão GT-X, ainda há um detalhe em laranja próximo aos ponteiros. Porém, ele continua só marcando de 20 km/h em 20 km/h, o que pode não agradar todo mundo - eu prefiro de 10 km/h em 10 km/h (maneira tradicional).
Equipamentos
Além disso, o modelo tem, finalmente, som que reproduz MP3 com entrada para SD Card, conexão auxiliar para iPod e Bluetooth (conexão de telefone celular). O melhor: este é um equipamento de série para toda linha GT e GT-X.

Vale citar ainda que o Vectra GT pode ser equipado com computador de bordo, sensor de chuva, controle do sistema de som com comandos no volante, retrovisor externo escamotável, airbag duplo frontal, freios com sistema ABS e EBD (distribuição da frenagem nas rodas), crash-sensor (em caso de colisão, as portas se destravam automaticamente) e pedais desarmáveis em caso de colisão frontal.
Visual remixado
Na parte visual, o capô tem novo formato e os faróis, também com novo desenho, vêm com iluminação Blue Vision e máscara negra. A grade do radiador possui uma barra na cor do veículo, com moldura cromada e a nova identidade global, que destaca o atual ‘DNA da Chevrolet’. Os retrovisores externos são pintados na cor do veículo e têm indicadores de direção (setas) incorporados. A versão GT-X conta ainda com a luz externa de cortesia, que ilumina o solo próximo a porta do motorista e auxilia a visibilidade dele em ambientes mais escuros. Na traseira, o Vectra GT/GT-X Remix tem lanternas fumê e vermelha com molduras cromadas e nova gravata global da Chevrolet. As rodas aro 17 polegadas também têm novo design.

Confusão de números: desempenho e consumo
Debaixo do capô está outra atração do Vectra GT Remix: a versão atualizada do motor 2.0 8V Flexpower que, segundo a Chevrolet, além de mais potente, está em média 4% mais econômico e menos poluente. O propulsor desenvolve agora 133 cv com gasolina (contra 121 cv do anterior) e 140 cv com álcool (versus 128 cv do antecessor) - valores que eu adiantei há algum tempo (aqui, aqui e aqui). O torque com o combustível fóssil também melhorou, subindo de 18,3 kgfm para 18,9 kgfm a 2.600 rpm. Com o derivado da cana-de-açúcar a melhora foi mais discreta: de 19,6 kgfm passou a 19,7 kgfm (superior ao Civic Si).
O Vectra GT manual atinge a velocidade máxima de 190 km/h quando abastecido com álcool e 187 km/h com gasolina, e acelera de 0 a 100 km/h em 10,2 segundos, com etanol, e 10,5 segundos, com gasolina.

Porém, se o carro em média 4% mais econômico (muito pouco diga-se de passagem), como os números de consumo estão piores do que da linha anterior? Veja a diferença de acordo com os números divulgados pela própria Chevrolet:

Vectra GT 2008 Manual (cidade, estrada e média de acordo com a GM)
Gasolina (km/l) - 11,2 / 14,8 / 12,8
Álcool (km/l) - 7,4 / 10,5 / 8,8

Vectra GT Remix Manual (cidade, estrada e média de acordo com a GM)
Gasolina (km/l) - 10,6 / 15,5 / 12,3
Álcool (km/l) - 7,5 / 10,8 / 8,7

Vectra GT 2008 Automático (cidade, estrada e média de acordo com a GM)
Gasolina (km/l) - 10,3 / 15,0 / 12,4
Álcool (km/l) - 7,5 / 10,5 / 8,9

Vectra GT Remix Automático (cidade, estrada e média de acordo com a GM)
Gasolina - 10,1 / 14,7 / 11,8
Álcool - 7,0 / 9,6 / 8

Achei realmente curioso os números de consumo divulgados. Com gasolina e câmbio manual, o Vectra GT Remix melhorou apenas na estrada. Com álcool e câmbio manual, a melhora aconteceu na cidade e na estrada, embora a média divulgada pela GM tenha sido inferior. Com transmissão automática, tudo piorou. Assim como no Vectra Next Edition, vale lembrar que o câmbio é o tradicional e pouco moderno automático de quatro marchas. Ainda acredito que a GM tenha aproximado (mesmo que só um pouco) os números de consumo que ela conseguiu com valores reais encontrados pelos motoristas comuns.

Prisma 1.0
Mudando um pouco de segmento, muito em breve a Chevrolet vai lançar o Prisma com motor 1.0 VHCE. A versão de entrada, Joy, vai custar na casa de R$ 28.000. Já a Maxx terá o preço inicial sugerido de R$ 29.500 (com direção hidráulica). Completo, o Prisma Maxx 1.0 deve sair por uns R$ 34.000. A GM está realmente fazendo de tudo para melhorar as vendas, já que a montadora estacionou no terceiro lugar, desde a chegada do novo Gol e do Voyage (antes ela brigava com a Volkswagen pela vice liderança. Agora a VW briga com a Fiat pela ponta). As mudanças do Prisma também preparam o terreno para a chegada do projeto Viva.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Chevrolet Vectra Next Edition... bom, mas tarde demais

Sei que o lançamento do Vectra Next Edition já passou, mas eu não poderia deixar o De 0 a 100 "em branco" sobre a linha 2009 do sedã médio da Chevrolet. Vamos começar de fora para dentro.

Visualmente gostei das mudanças, embora eu ache que a dianteira tenha ficado com uma impressão de “remendo”, especialmente se comparada a do Malibu (veja a foto abaixo), que foi projetado para ter a frente com o design mundial da marca. Já a traseira recebeu mínimas mudanças, que a deixaram mais limpa e bonita, com o logo da Chevrolet sem o circulo e sem o “Flexpower” abaixo do “2.0”. As luzes das setas nos retrovisores também são interessantes, embora não sejam nenhuma novidade.
Internamente as mudanças foram muito bem vindas! Finalmente o modelo tem rádio CD Player com entrada iPod e SD Card e, principalmente, conexão para o celular via Bluetooth. Os bancos também são novos, e estão mais largos e com materiais melhores e, por consequência, mais confortáveis. Outro ponto que evoluiu foi o espaço, não para os ocupantes, mas sim para os objetos, com alguns porta-trecos novos.

Debaixo do capô está outra grande atração do Vectra Next Edition, a versão evoluída do motor 2.0 Flexpower. Segundo a Chevrolet, ele está mais potente, econômico e menos poluente. O propulsor desenvolve agora 133 cv com gasolina (contra 121 cv do anterior) e 140 cv com álcool (versus 128 cv do antecessor) - valores que eu adiantei há algum tempo (aqui, aqui e aqui). O torque com o combustível fóssil também melhorou, subindo de 18,3 kgfm para 18,9 kgfm. Com o derivado da cana-de-açúcar a melhora foi mais discreta: de 19,6 kgfm passou a 19,7 kgfm (superior ao Civic Si).
Se o bolso do motorista vai sentir a diferença na hora de abastecer, isso ainda não podemos dizer. Pelo menos na hora de comprar o carro o interessado já vai pagar um pouco menos se comparado à versão do ano passado. A versão Expression, a mais simples, tem preço sugerido de R$ 54.098, contra R$ 54.348 da linha anterior (R$ 250 a menos). A Elegance caiu de R$ 64.692 para R$ 63.704 com câmbio automático (R$ 988 a menos), e de R$ 60.868 para R$ 60.718, com transmissão manual (R$ 150 mais em conta).
Bancos são novos: mais largos e confortáveis
A Elite, topo de linha, foi a que teve a maior redução de preço: R$ 72.814 para R$ 70.664 (R$ 2.150 a menos). Fica clara a intenção da Chevrolet de, primeiro, abrir caminho para a chegada do Malibu e, segundo, colocar as versões mais simples do Vectra para brigar com as de entrada do Linea, Focus Sedan e Megane (e até de carros de outra categoria) e a Elite para comprar uma briga com as versões LXS do Civic e XEi do Corolla. Vamos ver o que vai acontecer.
Motor 2.0 Flexpower ganhou 12 cv e agora desenvolve 133 cv de potência com gasolina e 140 cv com etanol
O mais interessante foi que o Vectra Next Edition ficou, de acordo com a Chevrolet, mais econômico com câmbio manual; e, por incrível que pareça, mais beberrão com o câmbio automático! Vale lembrar que a transmissão é a tradicional e pouco moderna automática de quatro marchas, como foi bem lembrado pelo Marcus Quintanilha. Talvez a GM tenha apenas aproximado o número de consumo que ela conseguiu com aos valores reais encontrados pelos motoristas comuns.

Vectra Elite 2.0 (2008)
Consumo NBR 7024 (km/l) - (Cidade/Estrada/Média):

Câmbio manual
Gasolina: 10,1 / 15,1 / 12,4
Álcool: 7,3 / 10,7 / 8,8

Câmbio automático
Gasolina: 10,1 / 14,9 / 12,3
Álcool: 7,1 / 10,3 / 8,7

Vectra Elite 2.0 Next Edition
Consumo NBR 7024 (km/l) - (Cidade/Estrada/Média):

Transmissão manual
Gasolina: 10,8 / 16,1 / 12,7
Álcool: 7,6 / 11,2 / 8,9

Transmissão automática
Gasolina: 9,7 / 14,0 / 11,2
Álcool: 6,9 / 9,9 / 8,0

Agora você deve estar se perguntando por que eu escrevi no título "bom, mas tarde demais".
Finalmente o Vectra tem som com Bluetooth e entradas auxiliar e de cartão
Digo isso porque o Vectra realmente evoluiu com as alterações, virando um carro bem mais competitivo para o segmento. Porém, as mudanças vieram tarde demais. O novo som e os bancos, por exemplo, já poderiam estar disponíveis há mais tempo. Com isso, o (ótimo) Honda Civic vai continuar reinando absoluto na liderança, com o (também ótimo) Toyota Corolla em segundo lugar, crescendo algumas vezes no retrovisor do seu principal concorrente nipônico. O Vectra precisa crescer e se consolidar de vez na terceira colocação pensando em incomodar o Corolla em alguns momentos. Mesmo sendo um carro muito bom, Focus Sedan continuará vendendo menos que os três já citados, assim como Linea, Megane, Sentra e 307 Sedan.

Quando o Chevrolet Cruze chegar ao nosso mercado, aí­ sim teremos um adversário com reais chances de tirar a dupla de japonseses do topo.
Fotos: Chevrolet/Divulgação