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terça-feira, 19 de março de 2013

Para Latin NCAP, Ford EcoSport é um carro seguro. Hyundai HB20 precisa melhorar

Ford/Divulgação
O Programa de Avaliação de Carros Novos da América Latina (Latin NCAP) divulgou hoje resultados de testes de colisão feitos com dois carros "badalados" fabricados no Brasil: Ford EcoSport e Hyundai HB20.

Os testes demonstram que houve progresso, e que mais carros latino-americanos têm obtido classificação de segurança quatro estrelas. Com esses resultados, encerra-se a terceira fase do Latin NCAP, do qual a PROTESTE Associação de Consumidores foi impulsionadora e é parceira.

Do meu ponto de vista, muitas melhorias em termos de segurança ainda precisam ser feitas em carros nacionais. Além de airbag duplo frontal e ABS, todos os veículos fabricados e vendidos no Brasil deveriam ter, de série, cinto de três pontos e apoio de cabeça para todos os ocupantes, além de ar quente, desembaçador e limpador (este para os hatches) do vidro traseiro.

Na sua segunda geração, o EcoSport obteve quatro estrelas estrelas na avaliação de proteção de adultos, e três estrelas na proteção das crianças. O "coreano brasileiro" HB20 foi até bem na proteção para adultos, com três estrelas, e decepcionou muito na segurança de crianças com apenas uma estrela..
HB20 não é muito seguro para crianças - Hyundai/Divulgação
Quanto mais seguro o carro, mais estrelas ele recebe. Os modelos foram avaliados em número de estrelas, que vão de cinco, para segurança ideal para aos ocupantes, a zero, para os mais inseguros.

Nestas avaliações, cada automóvel é submetido a uma colisão frontal a 64 km/h contra um obstáculo deformável, que simula outro carro. O programa já testou, nos últimos três anos, 28 modelos, incluindo a maioria dos carros mais vendidos na região.

Para a proteção dos ocupantes, um bom carro deve satisfazer a duas condições: em colisão, a estrutura não pode entrar em colapso; e deve contar com um absorvedor metálico, em aço ou alumínio, que evita a deformação das longarinas (peças estruturais atrás do para-choque), conhecido como crash box. O HB20 revelou uma estrutura estável durante o ensaio, o que é desejável. No entanto, os seus sistemas de retenção não funcionaram adequadamente.

A segurança das crianças deve ser melhorada, pois um dos sistemas de retenção quebrou devido a cargas elevadas no cinto de segurança do carro. O manequim de 3 anos se chocou, então, contra o encosto do banco da frente. Também o de um ano e meio, sentado em frente, foi exposto a elevadas desacelerações. Ambas as situações explicam a baixa pontuação.

 A fixação das cadeirinhas infantis com o sistema de retenção Isofix desempenha um papel significativo na redução de erros de instalação e melhorou o desempenho dinâmico em alguns casos. Foi o que se comprovou no veículo da Ford. O Latin NCAP recomenda e incentiva todos os governos da região a adotar o sistema em seus mercados, por meio do Regulamento R44 da ONU.
Por outro lado, a apresentação de uma estrutura estável não é tudo, quando os sistemas de retenção (airbag, cintos de segurança, pré-tensores, etc) não podem fornecer proteção adequada para desacelerações elevadas. Uma boa proteção é alcançada por carros que podem equilibrar um comportamento estável estrutural e encostos de sistemas que protegem adequadamente os ocupantes do veículo.

Para o Latin NCAP, os consumidores devem exigir que os fabricantes adotem, ou que lhes sejam impostas, as recomendações das Nações Unidas em relação aos padrões dos testes de colisão (regulamentos R94 e R95). Dessa forma, haverá mais proteção a todos os envolvidos no trânsito, e os consumidores terão oportunidade de escolher seus carros segundo as avaliações de segurança dos testes de colisão efetuados pelo Latin NCAP.
Etios bem, J3 mal
Se o HB20 não foi tão bem, o que podemos dizer do Jac J3? Segundo os testes, o modelo tem mais segurança do que o coreano para crianças, mas deixa bastante a desejar na hora de proteger os adultos. Mesmo sem airbags, o Renault Sandero obteve a mesma nota do hatch chinês.

Acima destes três concorrentes está o Etios hatch. O "não" popular da Toyota conseguiu quatro estrelas para a proteção de adultos e crianças - prova de que o conjunto mecânica do modelo é realmente muito bom, mesmo com o painel feio e ultrapassado.

New Fiesta e City no topo
Da lista divulgada, Honda City e Ford New Fiesta foram os veículos mais seguros para adultos e crianças, alcançando, cada um, quatro estrelas nos testes.

Com informações de PROTESTE Associação de Consumidores.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Conheça os carros mais roubados do Brasil em 2012. Hyundai fechou na ponta, mas destaque fica com a Fiat

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNSeg) divulgou o seu ranking com os carros mais roubados no Brasil em 2012. Os números são relativos, proporcionais à quantidade de unidades produzidas.

Mas não deixa de ser curioso. Dos 10 primeiros, 4 são da Fiat, enquanto Ford e Hyundai ficaram com 2 representantes cada. Volkswagen e Peugeot completaram a lista com um veículo para cada.

Confira!
Hyundai/Divulgação
1º lugar - Hyundai HR
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 804
Frota em 2012: 62.179
Frequência de roubos/furtos: 1,293%
Fiat/Divulgação
2º lugar - Fiat Stilo
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 1.126
Frota em 2012: 90.896
Frequência de roubos/furtos: 1,239%
Fiat/Divulgação
3º lugar - Fiat Punto
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 1.137
Frota em 2012: 96.334
Frequência de roubos/furtos: 1,180%
Peugeot/Divulgação
4º lugar - Peugeot 307
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 1.022
Frota em 2012: 94.455
Frequência de roubos/furtos: 1,082%
Volkswagen/Divulgação
5º lugar - Volkswagen SpaceFox
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 810
Frota em 2012: 82.048
Frequência de roubos/furtos: 0,987%
Fiat/Divulgação
6º lugar - Fiat Fiorino
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 3.348
Frota em 2012: 345.694
Frequência de roubos/furtos: 0,968%
Fiat/Divulgação
7º lugar - Fiat Idea
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 1.348
Frota em 2012: 144.827
Frequência de roubos/furtos: 0,931%
Hyundai/Divulgação
8º lugar - Hyundai Tucson
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 720
Frota em 2012: 83.133
Frequência de roubos/furtos: 0,866%
Ford/Divulgação
9º lugar - Ford Fusion
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 475
Frota em 2012: 56.494
Frequência de roubos/furtos: 0,841%
Ford/Divulgação
10º lugar - Ford EcoSport
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 2.418
Frota em 2012: 287.925
Frequência de roubos/furtos: 0,840%

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

De 0 a 100 fecha o ano muito bem e se prepara para mudanças! Conheça os posts mais populares de 2012

O ano de 2012 está chegando ao fim e devo, ao mesmo tempo, agradecer e comemorar.
Reprodução
Começo agradecendo a todas as pessoas que ajudaram a tornar o De 0 a 100 o que ele é hoje. Não vou citar nomes para não ser injusto com ninguém. Mas agradeço, especialmente, a todos vocês leitores, que, durante todo este ano (e nos outros desde 2007) leram os meus posts, trocando ideias, criticando, elogiando, sugerindo conteúdos e comentando sobre os mais variados assuntos.

Comemoro porque 2012 foi o melhor ano da história do De 0 a 100 em audiência. Nem quando eu era editor do Portal Vrum, tendo todo o aparato dos Diários Associados por trás, o acesso foi tão bom. Muito obrigado mesmo! E minha comemoração se estende porque o De 0 a 100 foi eleito, pelo juri popular, um dos três melhores blogs de carros do Brasil pelo Top Blog 2012 (categoria Autos e Acessórios)!

Para 2013, o De 0 a 100 ficará bem mais agradável para ler em qualquer lugar. Primeiro porque ele ganhará um visual novo, mais moderno e atrativo. Não estou falando de um reestilização, mas sim de uma nova geração. Vocês merecem as melhorias; eu mereço as melhorias; e o De 0 a 100 merece as melhorias! Além disso, ele se adaptará ao dispositivo que você estará usando para acessá-lo, o que é muito legal.

Finalmente, o De 0 a 100 ganhará uma fan page no Facebook e outra no Google+ - sem contar as várias novidades, que não vou adiantar para não esfriar o lançamento.

Para encerrar, listei abaixo os 15 posts publicados em 2012 que foram os mais acessados em 2012 - apenas a seção Consumo Real não nasceu em 2012, mas foi constantemente atualizada neste ano.

15. Fiat alfineta Mitsubishi e anuncia Bravo Sporting em comercial. Linha Bravo 2013 está mais equipada

14. Ainda excelente, Honda perde grande chance de tornar o Fit 2013 o "carro definitivo"

13. Duelo: Chevrolet Onix X Hyundai HB20

12. Duelo 3: Nissan Versa X Renault Logan

11. Conheça as linhas finais do novo Hyundai HB20

10. Mais acessórios serão suficientes para o Renault Duster vencer o novo Ford EcoSport?

9. Com visual feio, Chevrolet Spin é um carro legal. Mas poderia ser menos simples

8. Novo Hyundai HB20 deverá fazer um baita "estrago" no mercado nacional

7. Nova Chevrolet S10 vem com tudo. Picape reinará na ponta do segmento

6. Duelo: Peugeot 308 x Ford Focus

5. Duelo 5: Nissan Versa X Fiat Grand Siena

4. Fiat Strada, Palio Weekend e Siena chegam à linha 2013 com novidades. Família Palio está dividida

3. Conheça o visual do novo Fiat Siena 2013

2. Consumo Real

1. Ford EcoSport 2013 pode custar a partir de R$ 59.990


Um abraço e um 2013 com muita saúde, paz, alegrias e conquistas a todos vocês!

Renato Parizzi

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Duelo: Ford EcoSport X Renault Duster

Desde o seu lançamento, em 2003, o Ford EcoSport reinou absoluto na categoria que ele ajudou a criar no Brasil. Várias tentativas de concorrentes diretos apareceram, com pequeno destaque para o Fiat Palio Weekend Adventure (Locker) e para o Chevrolet Tracker. Mas, apenas com a chegada do Renault Duster, em outubro de 2011, o SUV da Ford passou a ter um adversário de peso pela ponta do segmento.

O atraso para encontrar um rival, obviamente, foi bom para a Ford, que ganhou mercado e preparou o lançamento da segunda geração do EcoSport, que aconteceu em agosto de 2012, depois de inúmeros flagrantes (aqui), especulações (aqui e aqui), enquete (aqui) e divulgações de informações (aqui, aqui e aqui).
O tempo de espera também foi bom para a Renault, que preparou um adversário a altura para as duas gerações do EcoSport. E até mais "munição" já foi dada ao Duster, que recebeu uma linha de acessórios em março deste ano.

Agora, novo EcoSport e Duster se enfrentam aqui no (antecipado) Duelo do De 0 a 100 em igualdade de condições, ambos como linha 2013. Quem leva a melhor?

Chevrolet Onix X Hyundai HB20
Nissan Versa X Chevrolet Cobalt
Nissan Versa X Renault Logan 
Nissan Versa X Renault Symbol
Nissan Versa X Fiat Grand Siena
Peugeot 308 X Ford Focus

Preço e equipamentos
Logo no primeiro contato com as tabelas dos dois carros, já é possível notar que o Duster é visivelmente mais barato do que o EcoSport. Por outro lado, o Ford é bem mais equipado que o Renault.
Duster 1.6 16V de entrada não deveria existir
1.6 16V
O Duster 1.6 16V parte de R$ 48.300 equipado, de série, com banco traseiro com encosto rebatível 1/1, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro; tomada 12 volts; sistema CAR (travamento automático a 6 km/h), cintos de segurança dianteiros retráteis com regulagem em altura, ar-condicionado, travas e vidros dianteiros elétricos, direção hidráulica, volante com regulagem de altura; retrovisores, para-choques e maçanetas externas na cor preto; e rodas de ferro aro 16".

Investindo R$ 2.150 a mais, é possível levar o Duster Expression 1.6 16V (versão intermediária), que tem os equipamentos da versão de entrada, além de airbag duplo, alarme, banco do motorista com regulagem de altura, vidros traseiros elétricos; para-choque superior na cor da carroceria; barras de teto longitudinais na cor preta e rodas de aço aro 16". Bem que a marca francesa poderia reduzir o valor da Expression de R$ 50.450 para os R$ 48.300 e passar a vendê-la como a versão de entrada.
Duster Expression deveria ser a versão de entrada
Com o preço de R$ 53.490, a versão de entrada do EcoSport, S 1.6 16V, é mais cara e mais equipada do que o Duster intermediário. O Ford vem equipado com faróis com LED, para-choques na cor do veículo, direção com assistência elétrica, ar-condicionado; vidros dianteiros, travas e retrovisores elétricos; airbag duplo; freios com sistema ABS, rodas de aço de 15", abertura elétrica do porta-malas; grade do radiador na cor cinza midgrey; ajuste de altura e profundidade da coluna de direção, ajuste manual de altura do banco do motorista, assento do banco traseiro rebatível, banco traseiro reclinável e com assento e encosto bipartido (60/40); compartimento porta-objetos embaixo do banco do passageiro; fixadores laterais traseiros (2 posições) para cadeiras de crianças (ISOFIX); lavador, limpador e desembaçador do vidro traseiro; porta-luvas climatizado; controle de rádio e comandos configuráveis no volante; Sync Media System com comandos de voz em português (para funções de áudio e telefone) e bluetooth; CD Player com MP3, conexão Bluetooth, entrada USB e entrada auxiliar; tela de 3.5 polegadas no painel central, entre outros itens de série.
EcoSport é mais caro e equipado
 O valor do EcoSport S é um pouco inferior ao do Duster Dynamique. Com o preço sugerido de R$ 54.200, a versão topo de linha do Renault tem os itens da Expression, além de bancos traseiros rebatíveis 1/3 - 2/3, volante com revestimento em couro, freios com sistema ABS, faróis de neblina, apoios de cabeça traseiros (3) reguláveis em altura, computador de bordo, retrovisores elétricos, iluminação no porta-malas, retrovisores exteriores cromados, barras de teto longitudinais na cor alumínio, rodas de alumínio aro R16", para-choque inferior na cor da carroceria; comando satélite de áudio e celular na coluna da direção; e radio CD Player MP3 com 4 alto-falantes, conexão USB/iPod, bluetooth e auxiliar.
Topo de linha, Duster Dynamique é a melhor versão do Renault
A Ford contra-ataca com a versão intermediária SE 1.6 do EcoSport, que custa sugeridos R$ 56.490 e tem os itens da S além de vidros traseiros elétricos, faróis de neblina, rack (bagageiro) no teto, rodas de aço de 15" estilizadas e grade do radiador na cor light finish/satin aluminuim. Na minha opinião, a versão SE deveria perder o rack (que viraria acessório, já que não é todo mundo que gosta) e virar a versão de entrada, por R$ 53.490.

Pagando R$ 59.990, é possível levar o sucesso de vendas da Ford, a versão FreeStyle do EcoSport 1.6 16V. Além dos itens da SE, tem ainda 6 alto-falantes, abertura e fechamento global das portas e vidros, acendimento automático das luzes de emergência após frenagem brusca, AdvanceTrac com ESC - Controle eletrônico de estabilidade e tração; ajuste lombar do banco do motorista, alarme volumétrico anti-furto, bagageiro de teto na cor cinza london, computador de bordo, descansa braço do lado do motorista, espelhos retrovisores externos elétricos, na cor cinza london, com pisca integrado, grade do radiador na cor cinza london, assistência de partida em rampas (HLA); manopla de câmbio com acabamento em couro, maçanetas externas das portas na cor cinza midgrey, rodas de liga-leve aro 16" com Pneus 205/60, ponto de força 12V extra no banco traseiro, sensor de estacionamento traseiro, vidros elétricos dianteiros/traseiros com 1 toque cima/baixo e anti-esmagamento.
EcoSport FreeStyle é a versão que mais vende do Ford
Por R$ 63.690, você leva o FreeStyle completo, com 6 airbags (dianteiro/ laterais e cortinas) e bancos revestidos parcialmente em couro.

A versão mais completa do EcoSport 1.6 16V é a Titanium, que tem preço sugerido de R$ 63.990 e vem com quase todos os itens da FreeStyle, somando acendimento automático dos faróis, acesso Inteligente - sistema de destravamento das portas por sensor de proximidade na chave, ar-condicionado digital, bagageiro de teto na cor prata, espelho retrovisor interno eletrocrômico, espelhos retrovisores externos na cor do veículo, Ford Power - partida sem chave; grade do radiador cromada, limpador do para-brisa com sensor de chuva e maçanetas externas das portas na cor do veículo
Com motores 1.6 16V e 2.0 16V, EcoSport Titanium é a versão topo de linha
Com 6 airbags (dianteiros/laterais e cortinas) e bancos revestidos parcialmente em couro, o EcoSport Titanium 1.6 custa R$ 67.690.

2.0 16V
Se você gostou do Duster Dynamique, mas acha o motor 1.6 fraco, saiba que, por R$ 57.850, é possível levar a mesma versão, mas com propulsor 2.0 16V. Os itens de série são iguais. O mesmo acontece com o EcoSport FreeStyle 2.0, que custa a partir de R$ 62.490 e tem os mesmos equipamentos do 1.6 16V. Com todos os opcionais, o valor se eleva para R$ 66.190.

A Ford repete a dose com a versão Titanium 2.0, que vem com os itens da 1.6, mas com o preço sugerido de R$ 66.490. Com os únicos opcionais disponíveis do FreeStyle, 6 airbags e bancos revestidos parcialmente em couro, o preço vai para R$ 70.190.
Renault Duster 4WD
Passando agora para os diferenciais das versões 2.0, se você precisar de mais conforto, a versão Dynamique 2.0 do Duster pode ser equipada com câmbio automático de quatro marchas, com o preço de R$ 61.550. Os equipamentos de série são os mesmos da versão Dynamique manual. Caso a sua necessidade seja por mais desempenho no fora de estrada, leve o Duster Dynamique 2.0 4x4 manual, que tem os mesmos itens do 4x2 mecânico e preço sugerido de R$ 62.050 - mas vem com visual diferenciado: rodas de alumínio aro 16" na cor cinza inox, faróis dianteiros com máscara negra, para-choque inferior na cor preta e soleiras externas na cor da carroceria com a face superior na cor preta.

Com o novo EcoSport, a Ford manteve a mesma proposta da primeira geração do modelo, mas fez evoluções consideráveis, especialmente com câmbio automático. Sai de cena a ultrapassada transmissão de quatro velocidades e entra a moderna caixa manual automatizada de dupla embreagem Powershift, que possui seis marchas. Mantendo os mesmos equipamentos de série das respectivas versões, o EcoSport Powershift custa R$ 63.390 (SE 2.0) e R$ 70.890 (Titanium 2.0 - R$ 74.590 com 6 airbags e bancos parcialmente revestidos em couro).
Ford EcoSport 4WD
Já o EcoSport 2.0 4WD está disponível apenas na versão FreeStyle, com o preço sugerido de R$ 66.090. Completo, com 6 airbags e bancos revestidos em couro, o valor sobe para R$ 69.790. Permanente, a tração nas quatro rodas tem a mesma tecnologia do Ford Escape, com controle inteligente de torque (ITCC) e transmissão manual de seis marchas.

Logo...
Sem dúvidas o EcoSport tem uma lista de equipamentos bem mais atraente do que a do Duster, que não é mal equipado apenas na versão Dynamique. Digo isso porque as versões 1.6 e Expression 1.6 ficam devendo, especialmente em segurança, aspecto que sempre levo muito em consideração. Nesse ponto, o Ford leva muita vantagem.

Por outro lado, o Renault é bem mais barato, não importando a versão. Com a diferença de preço entre as versões 4x4, por exemplo, provavelmente seria possível pagar o IPVA, o emplacamento e, quem sabe, até o seguro.

Com três anos de garantia para ambos, o primeiro quesito avaliado neste Duelo terminou empatado.

EcoSport S 1.6 16V - R$ 53.490
EcoSport SE 1.6 16V - R$ 56.490
EcoSport FreeStyle 1.6 16V - R$ 59.990 (R$ 63.690 completo)
EcoSport Titanium 1.6 16V - R$ 63.990 (R$ 67.690 completo)
EcoSport SE 2.0 16V Powershift - R$ 63.390
EcoSport FreeStyle 2.0 16V - R$ 62.490 (R$ 66.190 completo)
EcoSport FreeStyle 2.0 16V 4WD - R$ 66.090 (R$ 69.790 completo)
EcoSport Titanium 2.0 16V - R$ 66.490 (R$ 70.190 completo)
EcoSport Titanium 2.0 16V Powershift - R$ 70.890 (R$ 74.590 completo)
X
Duster 1.6 16V - R$ 48.300
Duster Expression 1.6 16V - R$ 50.450
Duster Dynamique 1.6 16V - R$ 54.200
Duster Dynamique 2.0 16V 4x2 Manual - R$ 57.850
Duster Dynamique 2.0 16V 4x2 Automático - R$ 61.550
Duster Dynamique 2.0 16V 4x4 Manual - R$ 62.050
   
Resultado: Ford EcoSport 1 x 1 Renault Duster
Duster 2.0 tem 138/142 cv de potência
Desempenho
O Renault Duster possui três opções de câmbio: manual de cinco marchas (1.6), manual de seis marchas (2.0 e 2.0 4x4) e automático de quatro marchas (2.0). Quase igual ao Ford EcoSport: manual de cinco marchas (1.6 e 2.0), manual de seis marchas (2.0 4WD) e manual automatizado de seis marchas (2.0 Powershift)

1.6 16V
Duster e EcoSport possuem a mesma potência com motor 1.6 16V, mas o Ford leva vantagem no torque: 0,5 mkgf maior com gasolina e 0,4 mkgf superior com etanol. Entretanto, o Renault atinge o torque máximo com giro a 500 rpm mais baixo. Os pesos são próximos entre dos dois.
EcoSport 2.0 tem 140,5/147 cv de potência
Na prática, o EcoSport é superior ao Duster em desempenho e consumo, fruto, especialmente, de um projeto mais novo associado a um motor mais moderno, o Sigma 1.6 16V. Mas não pense que o Ford anda muito mais. Pelo contrário, ele vence, mas o Duster não faz feio, embora pudesse fazer bem melhor.

2.0 16V manual
Com motor 2.0 16V, o EcoSport entrega 2,5 cv a mais com gasolina e 5 cv a mais com etanol. Mas o Duster atinge a potência máxima 750 rpm antes. Além disso, o Renault tem mais torque (0,8 mkgf com gasolina e 1,2 mkgf com etanol), que chega 500 rpm com o giro do mais baixo.
Com tração 4x2, Duster leva bons 475 litros no porta-malas - Auto Esporte/Reprodução
No dia a dia com o propulsor 2.0, a disputa é mais acirrada do que o 1.6. O Duster Dynamique tem praticamente o mesmo peso do EcoSport Titanium e é 19 kg mais pesado do que o FreeStyle. Entretanto, seu câmbio manual com seis marchas aproveita melhor a força que a motorização 2.0 16V entrega. Pelo lado da Ford, os cavalinhos extras do velho conhecido propulsor Duratec 2.0 16V ajudam um pouco a compensar a falta da sexta marcha no câmbio do EcoSport.

2.0 16V manual 4x4
Se os dois andam praticamente lado a lado com câmbio manual e tração 4x2, com ligeira vantagem para o Renault, o mesmo acontece quando Duster e EcoSport têm tração 4x4. Os 51 kg extras de peso atrapalharam um pouco o Ford. O Renault tem 3 modos para o acionamento da tração: 4x2 (força nas rodas dianteiras), Auto (um sensor analisa quais rodas precisam de mais força e faz a distribuição automática) e Lock (torna o 4x4 mais "sensível", já que o motorista "avisou" o carro que o terreno é mais complicado, como areia e lama, ao acionar o botão).
EcoSport tem apenas 362 litros de espaço no porta-malas - Auto Esporte/Reprodução
Já o EcoSport possui tração nas quatro rodas permanente. O sistema capta informações dos sensores numa frequência de 60 vezes por segundo e distribui o torque automaticamente para as rodas que mais precisam, com velocidade de resposta de 1 décimo de segundo.

2.0 16V automático X automatizado
Quando emparelhamos as versões sem o pedal da esquerda, vitória folgada do EcoSport. Seu câmbio manual automatizado, de dupla embreagem e seis marchas, garante desempenho e consumo superior ao ultrapassado conjunto do Duster, com transmissão automática convencional de apenas quatro velocidades - mesmo que o Duster seja um pouco mais leve.
Câmbio automático do Duster tem apenas quatro marchas, mas trocas sequenciais são mais legais
O Ford fica devendo nas trocas sequenciais, feitas por botões ridículos na própria alavanca do câmbio - paddle shifts seriam muito melhores! Já o Duster permite que as quatro marchas sejam trocadas em modo manual "cambiando" pela própria alavanca - que é mais divertido do que o concorrente.

O quesito desempenho poderia terminar empatado, já que o EcoSport venceu com motor 1.6 16V e com o 2.0 automatizado, enquanto o Duster levou a melhor com propulsor 2.0 4x2 e 4x4. Mas a vitória fica com o Ford por causa da média de consumo. Infelizmente não consegui fazer as minhas próprias medições. Mas, de maneira geral, analisando os testes dos colegas da imprensa, o EcoSport bebe menos.  
Moderno, câmbio do EcoSport tem dupla embreagem e seis marchas, mas trocas sequeniciais são ruins - iG/Reprodução
Ford EcoSport
Potência 1.6 16V: 110/115 cv (g/e) a 6.500/5.500 rpm
Torque 1.6 16V: 15,6/15,9 mkgf (g/e) a 4.250/4.750 rpm
Potência 2.0 16V: 140,5/147 cv (g/e) a 6.250 rpm
Torque 2.0 16V: 18,9/19,7 mkgf (g/e) a 4.250 rpm
Comprimento: 4,241 m
Largura: 1,765 m (2,057 m com retrovisores)
Altura: 1,672 m (1.696 m - Powershift // 1.701 m - 4WD)
Entre-eixos: 2,521 m
Porta-malas: 362 litros
Tanque: 52 litros
Peso 1.6: 1.228 kg (S); 1.249 (SE); 1.243 kg (FreeStyle)
Peso 2.0: 1.302 kg (SE Powershift); 1.275 kg (FreeStyle); 1.404 kg (FreeStyle 4WD); 1.297 kg (Titanium); 1.316 kg (Titanium Powershift);
Consumo 1.6 (etanol): 7,9 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada (Quatro Rodas 633)
Consumo 1.6 (etanol): 8,2 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada (Auto Esporte 08/2012)
Consumo 2.0 man (etanol): 6,7 km/l na cidade e 8,9 km/l na estrada (Quatro Rodas 634)
Consumo 2.0 aut (etanol): 7,9 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada (Quatro Rodas 637)

Renault Duster
Potência 1.6 16V: 110/115 cv (g/e) a 5.750 rpm
Torque 1.6 16V: 15,1/15,5 mkgf (g/e) a 3.750 rpm
Potência 2.0 16V: 138/142 cv (g/e) a 5.500 rpm
Torque 2.0 16V: 19,7/20,9 mkgf (g/e) a 3.750 rpm
Comprimento: 4,315 m
Largura: 1,822 m
Altura: 1,660 m (1,700 m com barras no teto)
Entre-eixos: 2,673 m
Porta-malas: 475 litros (400 litros 4x4)
Tanque: 50 litros
Peso 1.6: 1.202 kg (1.6 16V); 1.258 (Expression); 1.258 kg (Dynamique)
Peso 2.0: 1.294 kg (Dynamique), e 1.276 kg (Dynamique aut); 1.353 kg (Dynamique 4x4)
Consumo 1.6 (etanol): 6,4 km/l na cidade e 8,3 km/l na estrada (Quatro Rodas 622)
Consumo 1.6 (etanol): 6,4 km/l na cidade e 8,1 km/l na estrada (Auto Esporte 08/2012)
Consumo 2.0 4x4 (etanol): 5,7 km/l na cidade e 8,2 km/l na estrada (Quatro Rodas 622)
Consumo 2.0 4x4 (etanol): 7 km/l na cidade e 7,8 km/l na estrada (Auto Esporte 11/2011)

Resultado: Ford EcoSport 2 x 1 Renault Duster
Duster tem acabamento e painel simples...
Espaço, acabamento e conforto
Em termos de espaço interno e para bagagem, o Duster leva a melhor. Cinco adultos podem viajar tranquilos graças às proporções maiores do Renault, que é 7 cm mais comprido, 6 cm mais largo e tem entre-eixos 15 cm mais longo! No porta-malas, as versões 4x2 do Duster comportam bons 475 litros, enquanto a 4x4 leva 400 litros - números superiores aos medianos 362 litros do EcoSport.

Por outro lado, o acabamento do Ford é superior. Não é preciso nem muito esforço para notar. Basta entrar em um e, em seguida, no outro para ver. O Duster é muito simples e precisa evoluir. Seu painel é idêntico ao do Logan e do Sandero - tudo para cortar gastos.
... mas entrega espaço interno superior
O EcoSport também tem bancos mais confortáveis e uma posição de dirigir muito mais agradável, graças aos ajustes de altura do banco e de altura e profundidade do volante. No Renault, banco e coluna de direção só ajustam em altura. Achei o volante do Duster muito perto do painel, problema que seria resolvido com um ajuste de profundidade. Mas entendo que sou muito alto, por isso não levem tanto em consideração esta minha reclamação.
Banco, posição de dirigir e acabamento do EcoSport são melhores...
Rodando, o ajuste de suspensão torna o Duster mais confortável, mas o volante, com auxilio hidráulico, é mais pesado. No Ford, as imperfeições do piso (infelizmente muito comuns no Brasil) são mais sentidas no volante, que é mais leve por causa da assistência elétrica.

Mais um empate entre os dois. 

Resultado: Ford EcoSport 3 x 2 Renault Duster
... mas espaço interno é inferior, especialmente no banco traseiro
Visual
Este quesito não vale nota, mas o EcoSport é superior. Suas linhas são mais modernas e atraentes, mostrando que a Ford fez bem o dever de casa. O pneu na tampa traseira e a dianteira com uma grade enorme servem para aumentar a robustez do modelo.
E robustez pode ser a melhor palavra para descrever "o que o Duster passa" ao consumidor. Suas linhas simples, com traços mais retos e "musculosos", são bem "parrudas", mas ficaram um pouco antigas ao lado do novo EcoSport. Ficou evidente que o Renault poderia ter o design mais inspirado.

Para fechar este quesito, conversei com quatro mulheres e cinco homens, mostrando três fotos de cada carro, sendo uma da dianteira, uma da traseira e outra do painel. Curiosamente, o único ponto unânime entre os nove foi: o Renault passa a sensação de ser um carro bem mais masculino, enquanto o EcoSport é unissex.
Resumo da Obra
O Renault Duster é maior, mais espaçoso para os ocupantes e para bagagem, além de ser mais barato. Já o Ford EcoSport é bem mais equipado, seguro, com melhor acabamento, e com desempenho e consumo superiores (fazendo uma média geral).

Não foi fácil, mas, pelo conjunto da obra, o EcoSport vence o Duster.

Os pontos que precisam de melhora para o Renault são o acabamento, a segurança, a ergonomia e o consumo, enquanto o Ford precisa ter preços mais baixos, mais espaço para os passageiros (especialmente atrás) e para bagagem e tornar as trocas sequenciais do câmbio mais eficientes e divertidas - o botão na alavanca de câmbio realmente é um atraso.
Se eu fosse escolher um para a minha garagem, seria o EcoSport, principalmente pela posição de dirigir e pela segurança. Mas não gosto do estepe externo, nem preso na tampa do porta-malas (EcoSport), nem abaixo do porta-malas (Duster) - o pneu precisa ficar dentro do carro. Se o Duster tivesse ajuste de profundidade do volante, provavelmente ele teria mais chances de ser o meu carro.

Enquete
Com a pergunta "Qual dos dois é a melhor compra do Brasil?", a enquete do De 0 a 100 mostrou que a disputa entre Duster e EcoSport é mesmo acirrada. Mas, diferente do resultado final desde Duelo, na pesquisa o Renault levou a melhor, embora eu possa considerar um empate técnico.

Qual dos dois é a melhor compra do Brasil?
1. Renault Duster - 50 votos (50,50%)
2. Ford EcoSport - 49 votos (49,49%)
Total: 99 votos
Nota do editor
Fazer o levantamento de informações do EcoSport deu um trabalho extra. O site da Ford e os dados de imprensa possuem diferenças que não deveriam existir. Vou citar apenas algumas, como o comprimento do veículo (4,239 m x 4,241 m), equipamentos de série (versão SE tem rodas de aço num lugar e de liga-leve em outro), e assim vai. Mas valeu o esforço.
Fotos: EcoSport: Ford/Divulgação // Duster: Renault/Divulgação

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Correndo atrás do prejuízo, Ford prepara 18 lançamentos para o Brasil em 2013

Novo Focus
Há um pouco mais de um ano, eu perguntei aqui no De 0 a 100: Por que a Ford não emplaca no Brasil? Dei três justificativas principais: falta de um Ka quatro portas; veículos interessantes muito caros (New Fiesta, Focus, Fusion e Edge); e falta de opções variadas entre R$ 24.000 e R$ 47.000 (só Ka 1.0 e 1.6, Fiesta hatch 1.0 e 1.6, Fiesta Sedan 1.0 e 1.6 e Courier 1.6). Pois bem, parece que a marca norte-americana percebeu que estava ficando para trás e anunciou que, em 2013, deverá fazer 18 lançamentos no Brasil (entre carros e caminhões).

Veja os 36 anos do Ford Fiesta em apenas 1:25s

Quem deu esta bela notícia foi o presidente da Ford no Brasil, Steven Armstrong. Entre as novidades, podemos esperar os novos Ka (hatch e sedã); (New) Fiesta (hatch e sedã) e Focus (hatch e sedan) - estes últimos já mostrados oficialmente no Salão do Automóvel de São Paulo.
New Fiesta nacional - Fotos: Ford/Divulgação
Não custa lembrar que, em 2012, tivemos os lançamentos dos novos EcoSport, Fusion e Ranger. Com a nova família Ka e a nacionalização do New Fiesta, o atual Fiesta Rocam deve dar adeus num futuro não muito distante, assim como o nosso Ka.

Segundo Armstrong, até 2015 serão investido no país R$ 4,5 bilhões, sendo que a planta de motores e transmissões de Taubaté (SP) será ampliada com o investimento de R$ 500 milhões; a fábrica de São Bernardo do Campo (SP) receberá R$ 800 milhões (provavelmente para a produção de um novo veículo); e, em Camaçari (BA), será erguida a nova fábrica de motores, com custo estimado em R$ 400 milhões.

Para encerrar, entre os "não carros" previstos na lista de 18 lançamentos, devemos ter a sexta geração do Ford Transit e um caminhão extrapesado.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Alta Roda - Negócios da China

A competição no mercado brasileiro não se faz mais apenas com lançamentos de automóveis, mas também ampliações e novas instalações industriais. Semana passada, enquanto o Grupo SHC, de Sérgio Habib, assentava a pedra fundamental da fábrica de Camaçari (BA) para 100.000 unidades/ano, já circulavam rumores de que o Grupo Caoa, de Carlos Andrade, anunciaria, nas próximas semanas, investimento para aumentar a capacidade instalada (mais 60.000 veículos/ano), em Anápolis (GO), para produção de três novos modelos da Hyundai, um deles o ix35.
A ousadia de Habib já é conhecida. Apostou numa marca chinesa desconhecida e se preparou para a mudança dos ventos que se delineava. Planejou a guinada de simples importador para industrial, além de convencer a JAC Motors a acompanhá-lo, inicialmente com apenas 20% e agora com 34% de um desembolso total de R$ 1,2 bilhão. Os 3.500 novos empregos diretos da cidade baiana se juntam aos 10.000 do pioneiro complexo da Ford, recém-ampliado para 300.000 unidades/ano.

A fábrica estará pronta no final de 2014 e, conforme a coluna antecipou, produzirá os sucessores da atual linha J3, hatch e sedã, além da versão aventureira do hatch. O carro terá dimensões maiores, estilo todo novo e lanternas traseiras de desenho ousado.
Para agitar a cerimônia, em geral insossa, o executivo resolveu parodiar a iniciativa da cidade americana de Tulsa que, em 2007, desenterrou um Plymouth Belvedere depois de 50 anos. Agora, enterrou um dos primeiros J3 de teste, com mensagens e objetos atuais no interior. Pretendia mandar recuperar essa cápsula do tempo também em meio século, contudo reduziu para 20 anos, a pedido do governador Jaques Wagner.

Habib é mestre dos números. Mostrou estudo comparando o preço, em dólares, de um Corolla no Brasil, EUA, Alemanha, China e Japão. Para equilibrar o poder aquisitivo, mostrou quantas unidades de Big Macs, jeans Levi’s, TV LG, revista automobilística e valor do frete eram necessárias para adquirir o mesmo veículo em cada país. Apesar de câmbio desfavorável e os maiores impostos do mundo, o carro produzido aqui aparece em posição intermediária nessa comparação, ao contrário de análises alopradas. Para ele, “somos um país caro, em tudo”.
Fotos: Jac Motors/Divulgação
Simultaneamente, a empresa lançou o simpático subcompacto J2 que recebeu mais de 300 modificações específicas para o Brasil. O motor é o de 1,35 litro/108 cv, em substituição ao vendido na China com apenas 1 litro. Versão única e completa sai por R$ 30.990 e inclui vidros elétricos nas quatro portas, volante com regulagem de altura, direção de assistência elétrica e ar-condicionado, entre outros. Apesar de possuir sensor de estacionamento traseiro, não há sustentação para o protetor de bagagem (porta-malas de 120 litros) e nem tampa do porta-luvas.

Ao rodar em cidade exige poucas trocas de marcha pois a massa do J2 é de apenas 915 kg. Ótimo para estacionar, com apenas 3,53 m de comprimento (1 cm menos que o Fiat 500). A agilidade ao ultrapassar em estrada é sua característica, porém em velocidades mais altas surge certa imprecisão direcional. A visibilidade dos instrumentos precisa melhorar a exemplo de outros modelos da marca.

RODA VIVA

PRESIDENTE da aliança Renault Nissan, Carlos Ghosn, havia comentado, poucos dias antes de Habib, a questão dos preços no Brasil. Chamou atenção para altos custos e impostos. Afirmou que margens de lucro aqui se assemelham às de Europa e Japão. Disse ainda que, entre países emergentes, Rússia tem operações mais rentáveis do que no Brasil.

FUSCA perdeu algumas ligações com o carro original, mas evoluiu graças ao competente trem de força (motor turbo, 200 cv, câmbios manual e automatizado de dupla embreagem, seis marchas), suspensão e interior. Posição de dirigir é impar e visibilidade à frente melhorou pela coluna dianteira reposicionada. Preços: R$ 76.600 a R$ 80.990.

VOLKSWAGEN lança agora sedã-cupê reformulado CC, seu automóvel topo de linha, por R$ 208.024. Tração nas quatro rodas, motor V6/300 cv/35,6 kgf.m e câmbio automatizado de dupla embreagem. Há recursos sofisticados: assistência ao estacionar em vagas paralelas e perpendiculares, detector de fadiga e abertura do porta-malas sem usar as mãos.

ECOSPORT é o primeiro veículo nacional com caixa automatizada (seis marchas) de duas embreagens, a partir de R$ 63.390. Por enquanto, só motor 2.0/147 cv. Três bons recursos: “creeping”, desacoplamento da embreagem em neutro e modo esporte. Pesa 20 kg menos e até 10% mais econômica que automática convencional. Trocas são rápidas, suaves e seleção manual no pomo da alavanca, prático.

VERSÃO 4x4 do EcoSport (começa em R$ 66.090) estreia caixa manual de seis marchas. Único motor disponível será sempre o 2-litros. Evoluiu em relação ao sistema anterior de acoplamento do eixo traseiro sob demanda. Agora tração nas quatro rodas é permanente, gerenciada por diferencial eletrônico, o que melhora desempenho fora de estrada.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Vem aí o Duelo entre Ford EcoSport e Renault Duster!

Ford/Divulgação e Renault/Divulgação
Olá pessoal!
Em breve publicarei aqui o esperado Duelo entre o Ford EcoSport e o Renault Duster aqui no De 0 a 100! O material seria publicado na semana passada, mas aguardei a chegada do EcoSport 4WD e do automático para segurar o post por mais alguns dias.

Então, fiquem ligados! E aproveitem para votar na enquete (coluna lateral direita)! Qual dos dois é a melhor compra do Brasil: Ford EcoSport ou Renault Duster?

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Alta Roda - Timidez conveniente

A quinta fase do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), a partir de janeiro de 2013, coloca o Brasil no rumo certo quanto ao direito à informação sobre o consumo de combustível, além de estimular a competição entre os fabricantes. O PBE é coordenado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) em parceria com o Conpet (programa de racionalização do uso de derivados de petróleo e gás, do Ministério de Minas e Energia, e gerenciado pela Petrobras). Começou em 2008, de forma voluntária e modesta, com a adesão de apenas cinco fabricantes e 54 versões de alguns modelos.

O caráter voluntário continua até hoje, mas deveria – e deverá – ser obrigatório. A importância do programa cresceu ao se tornar um dos critérios para enquadramento no Inovar-Auto, novo regime de produção automobilística do período 2013-2017. Até o ano passado, nove fabricantes (incluindo um importador) participavam: Citroën, Fiat, Ford, Honda, Kia, Renault, Toyota e Volkswagen. Já em 2012 a lista subiu para 20 empresas, das quais quatro produzem no país: Hyundai Brasil, Mitsubishi, Nissan e Suzuki.

Há algumas poucas falhas no PBE, entre elas a classificação dos veículos baseada em área projetada no solo e uma designação de categorias um pouco diferente do usual no mercado. Entretanto, o critério de massa vai prevalecer, como acontece na Europa. Apesar do cuidado do Inmetro em evitar modelos “especiais” que não refletissem a realidade da oferta, isso acabou acontecendo em casos isolados. Foi a desculpa alegada pela Chevrolet para renegar o programa, embora admita que “vai aderir nos próximos anos”, mesmo porque afeta a imagem da marca.

Agora mesmo nos EUA, Hyundai e Kia divulgaram informações erradas sobre o consumo de 900.000 veículos dos anos-modelo 2011 a 2013. Além de, voluntariamente, indenizar os compradores, o grupo sul-coreano está sujeito a pesadas multas do governo. Aqui, a Hyundai já enquadrou o novo HB20 que recebeu nota A, na versão de 1 litro: 7,6/11,5 km/l, cidade e 9,8/14,5 km/l, estrada (etanol/gasolina).

No Brasil, o controle sobre as informações do PBE é bem mais rígido e independe de denúncia de consumidores. Há uma dupla checagem anual, inclusive ensaios na presença de todos os interessados. O programa acaba de ser ampliado com a etiquetagem de pneus. O índice considera frenagem no molhado, ruído e resistência ao rolamento (ligada à economia de combustível).

As etiquetas do próximo ano estarão no para-brisa ou vidro lateral de todos os modelos enquadrados no PBE (só poderão ser retiradas após o carro sair da loja) e trazem uma novidade: emissão de CO2. Acertadamente, o Inmetro indicou os valores apenas dos combustíveis de origem fóssil e descontou a parte de etanol da gasolina. O biocombustível de cana-de-açúcar é considerado avançado até pela agência ambiental americana. Significa que, na prática, o gás carbônico emitido se autocompensa no ciclo de vida de crescimento da planta.

Claro, algumas empresas petrolíferas não gostam de encarar essa realidade, pois afeta seus negócios. No recente Salão do Automóvel de São Paulo fabricantes já exibiam as novas etiquetas, com emissão zerada de CO2 dos motores flex quando abastecidos com etanol. Para a Petrobras, o programa Conpet só mereceu um pequeno painel escondido no fundo do estande, o que deixou o parceiro Inmetro sem visibilidade em evento tão importante. Contraditório é a paraestatal ter grandes investimentos em biocombustíveis no Brasil, mas parece tímida ao divulgá-los.

RODA VIVA

RESTAM poucas dúvidas de que o mercado interno chegará este ano às 3,8 milhões de unidades, depois dos bons resultados de outubro: 341 mil veículos, incluídos caminhões e ônibus. Acumulado dos 10 primeiros meses está 5,7% acima de 2011. Como o IPI menor vai até 31 de dezembro, maioria dos fabricantes adiou férias coletivas para início de 2013.

VONTADE de sorrir, quando se lê por aí que há concorrência insuficiente no Brasil e, por isso, preços altos. Último levantamento aponta que, apenas entre modelos produzidos aqui, são 972 opções, somadas versões, acabamentos (catálogos) e trens de força (motor e câmbio) disponíveis. Ao acrescentar modelos importados, supera 1.500 ofertas.

AMBIENTE interno destaca-se no EcoSport. No dia a dia, passa sensação de um modelo maior, embora seu principal concorrente, Duster, seja referência entre SUVs compactos. Evolução de motor, agora 1,6 litro/115 cv, e câmbio, além da direção eletroassistida, mudam o modelo de patamar. Regular o volante todo para cima, obriga a elevar o banco, a fim de não encobrir marcador de combustível.

DEPOIS de quatro anos, a Única, associação de produtores de etanol de São Paulo, faz nova campanha de estímulo ao consumo. Entidade detectou oportunidade de mostrar aspectos ligados a empregos e meio ambiente. O preço não está tão competitivo como no passado, mas no momento é vantajoso em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Em noite da Ford, Hyundai HB20 é eleito o Carro do Ano 2013 no Brasil

A Ford tentou roubar todas as atenções, e quase conseguiu, mas quem saiu com o maior sorriso no rosto da noite de ontem foi a Hyundai, que viu o HB20 ser eleito o Carro do Ano 2013, prêmio mais importante da imprensa nacional.
Hyundai HB20 - Carro do Ano 2013 (Hyundai/Divulgação)
Veículos inéditos e modelos que passaram por mudanças significativas ao longo dos últimos 12 meses participaram das categorias da premiação, que neste ano chegou a 46ª edição.

Fabricado em Piracicaba (SP), o coreano verde-amarelo foi escolhido por um júri formado por jornalistas de todo o Brasil e pela equipe da revista Autoesporte. Levando em consideração os finalistas e o peso que representa a chegada do HB20, a escolha foi certa. Se o Toyota Etios fosse mais ousado e moderno, é bem provável que ele pudesse ter levado o título.

Dos outros sete prêmios da noite, a Ford levou cinco: Carro Premium do Ano, com o novo Fusion; Picape do Ano, com a Ranger; Utilitário do Ano, com o EcoSport, Motor acima de 2.0, com o 3.2 20V Turbodiesel da Ranger; e Carro Verde do Ano, com o Fusion Hybrid.
Ford EcoSport é o Utilitário do Ano 2013 (Ford/Divulgação)
A vitória do EcoSport também era outra que estava "na cara". O modelo representou um marco para a Ford e para a indústria nacional quando foi lançado. Agora, na sua segunda geração, a marca espera que o seu SUV a leve para voos ainda mais altos.

Com o de Motor abaixo de 2.0, pelo 1.4 TSFI do A1, e com o título de Utilitário Premium do Ano dado ao Q3, a Audi levou os outros dois prêmios da noite.
Ford Fusion é o Carro Premium do Ano 2013 (Ford/Divulgação)
Da lista abaixo, que tem os vencedores sublinhados, o único que eu "votei" diferente foi a Picape do Ano. Eu pensava que a Chevrolet S10 seria eleita, por causa da sua história e importância para o mercado nacional. A Ranger também é uma picape excelente, mas a S10 marcou muito mais o nosso país.

Carro do Ano
Chevrolet Sonic
Citroën C3
Hyundai HB20
Peugeot 308
Toyota Etios

Carro Premium do Ano
Audi A5
BMW Série 3
Ford Fusion
Mercedes Classe B
Peugeot 508

Utilitário do Ano
Audi Q3
Dodge Durango
Ford EcoSport
Honda CR-V
Lexus RX 350

Picape do Ano
Chevrolet S10
Ford Ranger
RAM 2500
Toyota Hilux
Volkswagen Amarok

Motores até 2.000 cm3
1.4 TFSI Audi A1
1.5 Citroën C3
1.6 16V Nissan March/Versa
1.6 Turbo Mercedes Classe B
2.0 16V Turbo BMW 328i

Motores acima de 2.000 cm3
2.5 16V flex da Ford Ranger
2.8 16V Turbo a diesel Chevrolet S10
3.0 Turbo Lexus iS 300
3.0 V6 Hyundai Azera
3.2 20V Turbo diesel Ford Ranger

Executivo do Ano
Jaime Ardila, Presidente da GM na América do Sul

Publicidade do Ano
Honda, com a campanha de lançamento do City 2013

Site do Ano
Fiat