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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Alta Roda - O soluço dos impostos

Quem, de fato, usou o bom humor para definir os altos e baixos do mercado brasileiro de veículos foi o presidente italiano da Citroën do Brasil, Francesco Abbruzzesi: “Já aconteceram mais coisas no Brasil, em cinco meses, do que na Europa em cinco anos”. Ele se referia ao pacote que governo, indústria automobilística e, indiretamente, as instituições financeiras acabaram de anunciar para reanimar as vendas internas.

Entretanto, houve diferenças em relação a acordos anteriores aqui e mesmo no exterior, onde corte de impostos visou à renovação da frota. A principal novidade é que a indústria, além de obviamente manter empregos, concordou em descontos adicionais de 2,5% para automóveis até 1.000 cm³ de cilindrada; 1,5% entre 1.000 cm³ e 2.000 cm³; e 1% para comerciais leves (picapes e furgões). Utilitários esporte (SUV) são considerados automóveis para efeitos fiscais.
Reprodução Autoesporte
Na prática, os valores sugeridos de tabela, somadas as reduções provisórias de IPI, cairão em torno de 10%; 7% (flex) e 8% (gasolina); e 4% para os três segmentos citados. Carros com motores acima de 2.000 cm³, nacionais ou importados, não foram contemplados. Os importados nos três segmentos receberam descontos de IPI também, não na mesma proporção. Note, ainda, que motores flex tiveram redução nominal de IPI inferior aos a gasolina.

Nas rodadas de corte de IPI de 2008 e 2009, a indústria nada ofereceu em descontos adicionais nas tabelas. Esse é um ponto positivo e pode desencadear mais promoções, além das que já ocorriam para diminuição dos estoques. As medidas de estímulo valem até 31 de agosto próximo e será interessante ver o que acontecerá depois.

Por causa dessas negociações a Anfavea tinha decidido adiar a revisão de previsões de crescimento de 4% a 5% para este ano. Algo em torno de 3% parece, agora, factível. Ainda assim será difícil por exigir vendas mensais médias, até o final do ano, sempre acima de 320.000 unidades (incluídos caminhões e ônibus).

Maior impacto que o preço, porém, vem das novas condições de financiamento. O governo liberou uma parte do empréstimo compulsório dos bancos, voltou a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para 1,5% (antes 2,5%) e reduziu exigências de reservas bancárias para o valor de entrada baixo nos parcelamentos. Volume extra de dinheiro para emprestar é mais eficaz do que tentar baixar as taxas de juros só no “grito”, como se queria antes.

O retorno (tímido, acredita-se) dos empréstimos de 60 meses sem entrada ajudará, mas o valor da prestação menor para quem puder oferecer o carro usado como entrada será o verdadeiro alavancador das vendas. Além de preço vantajoso nas compras à vista, que são cerca de um terço do total.

Finalmente, repete-se aquela velha história de “renúncia” fiscal do governo. Diz que abriu mão de impostos, mas na realidade não ia arrecadar mesmo, pela queda das vendas. O efeito prático é neutro: menos impostos significam mais vendas e arrecadação igual. Redução do IOF sobre financiamento parece definitivo, porém é hora de, além do IPI federal, também governos estaduais reverem ICMS e IPVA. De soluço em soluço na política de impostos, nada se resolve em definitivo.

RODA VIVA

ANUÁRIO do Sindipeças confirma o que já se esperava. Brasil perdeu para a Índia o posto de sexto maior produtor mundial de veículos em 2011. Será difícil recuperar a posição porque nossas exportações não são competitivas em razão da valorização do real frente a outras moedas. Pelo mesmo motivo, mercado interno é ocupado por importações mais baratas.

DIVIDIR mercado com importados afeta produção, mas há outra razão técnica para a queda do País no cenário internacional. Veículos desmontados (para exportação) não estão mais nas estatísticas enviadas ao exterior. Se isso já tivesse acontecido em 2010, o Brasil teria perdido a sexta colocação, entre os maiores produtores mundiais, para a própria Índia.

CHRYSLER 300 canadense volta, renovado, ao mercado por R$ 180.000, competitivo dentro do segmento de grande porte. Linhas mudaram pouco e continuam fugindo de padrões discretos. Novo motor V6/286 cv e caixa automática de oito marchas são seus pontos altos. Suspensões estão mais firmes, porém seu menor curso leva ao batente em buracos e lombadas.

LAND ROVER avançou na oferta do Discovery 4: agora todas as versões com sete lugares. Tanto neste como no Range Rover Sport há novo motor diesel V6/256 cv (mais 11 cv) para combustível de menor teor de enxofre (S 50) e câmbio automático de oito marchas (ZF, como o do Chrysler 300). Tela de 8 pol em cores e fones sem fio foram acrescentados.

EMPRESA
organizadora do Salão de Paris (29 de setembro a 14 de outubro) veio ao Brasil para divulgar a exposição, que espera novo recorde de público esse ano. Além de novos expositores (McLaren, uma das estreantes), área para testes de veículos elétricos e híbridos duplicou e haverá mostra histórica da publicidade no ramo automobilístico.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Qual carro comprar - dúvida com muito luxo e espaço

Recebi um e-mail do internauta Francisco, que está com uma dúvida complicada sobre qual carro ele deve comprar. A escolha é difícil porque são dois veículos de categoria superior, com preços mais elevados. Um deles tem o "DNA off-road na veia" e três anos de garantia, enquanto o outro é de uma marca considerada "new comer" e oferece cinco anos de garantia, além de custar menos.

Estou falando de Land Rover Discovery 4 e Hyundai Vera Cruz. Os dois dispensam grandes apresentações. Mas, como o objetivo aqui é ajudar o amigo internauta, vamos aos fatos. Só lembrando que disse a ele o que sempre falo com todo mundo que me procura: compre aquele veículo que te deixar mais feliz e satisfeito.

O Francisco precisa de um modelo capaz de levar sete pessoas, que seja seguro e confortável, tanto no percurso urbano, quanto nas estradas, e que possa, eventualmente, enfrentar um trecho de terra leve - no máximo médio. Além disso, o carro precisa enfrentar sem problemas (mesmo carregado) as "belas" ruas, avenidas e estradas brasileiras, que quase não tem BuRacos e desníveis pesados.


O Hyundai Vera Cruz tem um motor V6 3.8 a gasolina que desenvolve 270 cv de potência e 36,2 mkgf de torque. Por mais que ele tenha tração nas quatro rodas, o coreano é um crossover com ambições urbanas. Passear nas estradas de terra é realmente algo secundário, mas que ele enfrenta sem muitos problemas.

Em termos de segurança, não podemos reclamar: freios a disco nas quatro rodas, com ABS, BAS e EBD ( distribuidor de força eletrônico entre a traseira e a dianteira); 10 airbags: frontal, lateral e de cortina, além de faróis de xenon com refletores multi-foco, faróis de neblina, alarme anti-furto e brake light incorporado ao aerofólio traseiro.

Na condução, o motorista vai se acostumar rapitamente com o câmbio automático sequencial de seis marchas, que é bem casado com o motor. Internamente, não falta conforto para nenhum dos sete ocupantes. Todos têm, por exemplo, uma saída de ar-condicionado.


Já o Land Rover Discovery 4 é um utilitário esportivo mesmo, com sistema de tração mais robusto, adequado para a terra e lama, e motor a diesel, que valoriza mais o torque. A suspensão pneumática permite ajustes de altura de acordo com a situação enfrentada. Isto colabora bastante para o comportamento do modelo ser também exemplar no asfalto.

A tração pode ser ajustada de acordo com a necessidade. Chamdo de Terrain Response, ela pode ser alterada de forma muito simples, girando um botão no painel. Já o câmbio automático adaptativo de seis marchas tem até reduzida, que também pode ser acionada por um botão que fica no painel. O motor V6 3.0 tem 245 cv de potência e brutos 61,2 mkgf de torque.

Internamemtne, além da eletrônica embarcada, não falta luxo para nenhum dos (até sete) ocupantes. O conforto é realmente algo que impressiona. A segurança tem chama a atenção, assim como no Vera Cruz. O Discovery 4 tem 10 airbags, freios a disco ventilados nas quatro rodas com ABS, EBD, DSC (controle de estabilidade dinâmico) e AMR (atenuador de rolagem), além de sistema de faróis Bi-Xenon.

RESUMINDO

Não há dúvida de que o Land Rover Discovery 4 seja muito mais carro que o Hyundai Vera Cruz, mas isso não significa que o coreano seja um veículo ruim - pelo contrário, ele também é muito interessante. Tudo vai depender mesmo da vontade do internauta.


Os dois veículos atendem bem ao que o Francsico precisa, sendo que o Discovery 4 (na versão TDV6 SE) vai muito além da sua necessidade no fora-de-estrada. O Hyundai leva vantagem na garantia mais longa, no preço de compra mais baixo (cerca de R$ 80.000), no valor do seguro e de IPVA. Em compensação. o Land Rover desvaloriza bem menos.


Minha resposta: compre o veículo que te deixar mais feliz. Os dois vão atender às necessidades desejada. Mas, pessoalmente, prefiro o Land Rover Discovery 4, mesmo que isso seja pior no bolso. (fotos: Hyundai e Land Rover/Divulgação)