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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Aproveitando a alta das vendas, Hyundai aumenta os preços do HB20 mais uma vez! Haja lucro!

Um dos carros mais comentados na internet. Um modelo admirado pelos brasileiros, temido pelos concorrentes, e que foi (e é) o protagonista da primeira fábrica da Hyundai no Brasil, em Piracicaba (SP). Com vendas nas alturas no mercado nacional, o HB20 é um sucesso absoluto. E o que fazer quando isto acontece? Simples: aumentar os lucros! Como? Subindo os preços!

Foi exatamente isso que a Hyundai fez. Este é o segundo aumento de preços do HB20 desde o seu lançamento no país, em setembro do ano passado. A primeira elevação de valores aconteceu em janeiro deste ano, quando o IPI começou a subir - antes de ser congelado pelo Governo Federal até dezembro. Nesta época, a Hyundai subiu os preços do seu compacto mais do que deveria.
Agora, repetindo o que praticamente todas as montadoras fazem, pelo menos, uma vez por ano para os seus carros, a marca coreana reajustou os preços do HB20, que, infelizmente, ficou de R$ 295 a R$ 360 mais caro. Pode não parecer muito, mas, somando os aumentos desde o preço original do veículo, a diferença está ficando cada vez mais considerável.

19/09/2012
Hyundai HB20 1.0 Comfort: R$ 31.995
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus: R$ 33.995
Hyundai HB20 1.0 Comfort Style: R$ 37.995
Hyundai HB20 1.6 Comfort: R$ 36.995
Hyundai HB20 1.6 Comfort Plus: R$ 38.995
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style: R$ 42.995
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style Automático: R$ 45.995
Hyundai HB20 1.6 Premium Manual: R$ 44.995
Hyundai HB20 1.6 Premium Automático: R$ 47.995

04/01/2013 (volta do IPI)
Hyundai HB20 1.0 Comfort - R$ 32.935 (aumento de 2,94%)
Hyundai HB20 1.0 Comfort + Audio Hyundai - R$ 33.930
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus - R$ 34.995 (aumento de 2,94%)
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus + Audio Hyundai - R$ 35.990
Hyundai HB20 1.0 Comfort Style - R$ 39.095 (aumento de 2,9%)
Hyundai HB20 1.6 Comfort + Audio - R$ 38.930 (aumento: 5,23%)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Plus + Audio Hyundai - R$ 40.990 (aumento: 5,11%)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style - R$ 44.095 (aumento: 2,56%)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style Automático - R$ 47.295 (aumento: 2,83%)
Hyundai HB20 1.6 Premium Manual + Audio Hyundai - R$ 46.595 (aumento: 3,56%)
Hyundai HB20 1.6 Premium Automático + Audio - R$ 49.795 (aumento: 3,75%)

06/05/2013
Hyundai HB20 1.0 Comfort – R$ 33.295 reais (+ R$ 360)
Hyundai HB20 1.0 Comfort + Audio Hyundai - R$ 34.290 (+ R$ 360)
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus – R$ 35.295 reais (+ R$ 300)
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus + Audio Hyundai - R$ 36.290 (+ R$ 300)
Hyundai HB20 1.0 Comfort Style – R$ 39.395 (+ R$ 300)
Hyundai HB20 1.6 Comfort – (esta versão deixou de ser ofertada)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Plus + Audio Hyundai – R$ 41.290 (+ R$ 295)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style – R$ 44.395 (+ R$ 300)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style automático – R$ 47.595 (+ R$ 300)
Hyundai HB20 1.6 Premium + Audio Hyundai – R$ 46.895 (+ R$ 300)
Hyundai HB20 1.6 Premium automático + Audio Hyundai - R$ 50.095 (+ R$ 300)
A versão Comfort Plus 1.6, por exemplo, em cerca de 8 meses, ficou R$ 2.295 mais cara! Outro detalhe interessante é que os preços do pouco surpreendente "aventureiro" HB20X não subiram desde o seu lançamento, no final de janeiro deste ano. Qual seria o motivo? Provavelmente porque o modelo já é caro demais.

28/01/201306/05/2013
Hyundai HB20X 1.6 Style – R$ 48.755
Hyundai HB20X 1.6 Style automático – R$ 51.955
Hyundai HB20X 1.6 Premium + Audio Hyundai – R$ 51.255
Hyundai HB20X 1.6 Premium automático + Audio Hyundai - R$ 54.455

Repito: praticamente todas as marcas elevam os preços de seus modelos durante o ano, pelo menos, uma vez. Mas, como a Hyundai tem poucos veículos no Brasil se comparada a outros fabricantes, e, como o HB20 está em evidência, este aumento aparece muito!
Fotos: Hyundai/Divulgação

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Hyundai Elantra 2.0 flex chega por R$ 96.300! Pode custar absurdamente caro assim, produção?

Hyundai/Divulgação
O amigo Marlos Ney Vidal cantou a pedra e a Quatro Rodas confirmou: a Hyundai está lançando o Elantra com motor 2.0 flex. A notícia seria excelente se não fosse um detalhe, o absurdo preço cobrado pelo modelo: R$ 96.300!

É isso mesmo que você leu! Esse é o valor para o modelo sem teto solar. Com este equipamento, a bagatela sobe para inacreditáveis e estratosféricos R$ 99.800! Se não bastasse o Veloster ser manco, o próprio Elantra 1.8 ter cavalos + pôneis, o HB20 ser bonitinho mas ordinário, o HB20S ser chamado de HB20$, e do novo i30 custar um olho da cara, agora o Elantra 2.0 chega por um preço que realmente não dá para entender.

O que está acontecendo com a Hyundai no melhor momento da história da marca no Brasil?
Reprodução
Tucson, HB20 e HB20S são fabricados no Brasil - o primeiro em Goiás, e os outros dois em São Paulo. Mas os outros carros da linha da Hyundai são importado para o Brasil. Além do lucro altíssimo, outra questão que justifica o aumento pode ser a elevada carga de impostos brasileira (IPI, de importação, etc.). Mas não custa lembrar que um veículo flex para menos imposto do que um só a gasolina.

De qualquer forma, depois das "verídicas" informações sobre a potência do Veloster e do Elantra 1.8, a versão 2.0 do sedã coreano tem como potência declarada pela marca 169 cv com gasolina e 178 cv com etanol, ambos alcançados a 6.200 rpm. Já o torque é de 19,9 mkgf com o combustível fóssil e 21,5 mkgf com o derivado da cana-de-açúcar.

São números superiores a todos os principais concorrentes. Porém, nas vendas em 2013, o Elantra apanha de todos esses principais adversários. De janeiro a março, segundo a Fenabrave, foram emplacadas 937 unidades do Elantra. Veja os outros sedãs médios:

Emplacamentos - Janeiro a março de 2013
1º. Toyota Corolla - 10.562 unidades - 23,54%
2º. Honda Civic - 10.186 unidades - 22,71%
3º. Chevrolet Cruze - 5.230 unidades - 11,66%
4º. Renault Fluence - 3.683 unidades - 8,21%
5º. Volkswagen Jetta - 3.357 unidades - 7,48%
6º. Fiat Linea - 1.792 unidades - 3,99%
7º. Mitsubishi Lancer - 1.719 unidades - 3,83%
8º. Nissan Sentra - 1.549 unidades - 3,45%
9º. Kia Cerato - 1.434 unidades - 3,20%
10º. Peugeot 408 - 1.324 unidades - 2,95%
11º. Hyundai Elantra - 937 unidades - 2,09%

O Hyundai Elantra vem equipado com câmbio automático de seis marchas, ar-condicionado digital com duas zonas de temperatura, piloto automático, freios ABS com EBD, BAS e ESP, airbags frontais, laterais e de cortina; sensores de estacionamento dianteiros e traseiros; bancos revestidos em couro; coluna de direção regulável em altura e profundidade; sistema de partida sem chave; sistema multimídia com tela touchscreen de sete polegadas, GPS, Bluetooth, câmera de ré, entradas auxiliar e USB, rádio CD Player, volante multifuncional revestido em couro, piloto automático, sensor de chuva e faróis de neblina.

Hyundai Elantra 2.0 16V
Potência: 169/178 cv (g/e) a 6.200 rpm
Torque: 19,9/21,5 mkgf (g/e) a 4.700 rpm

Ford Focus Sedan 2.0 16V
Potência: 143/148 cv (g/e) a 6.250 rpm
Torque: 18,7/19,5 mkgf (g/e) a 4.250/5.250 rpm
Preço da versão Titanium automática: R$ 72.564 (com pintura perolizada)

Honda Civic 2.0 16V
Potência: 150/155 cv (g/e) a 6.300 rpm
Torque: 19,3/19,5 mkgf (g/e) a 4.700/4.800 rpm
Preço da versão EXR automática: R$ 83.890 (com pintura metálica)

Nissan Sentra 2.0 16V
Potência: 143 cv (g/e) a 5.200 rpm
Torque: 20,3 mkgf (g/e) a 4.800 rpm
Preço da versão SL CVT: R$ 67.690

Peugeot 408 2.0 16V
Potência: 143/151 cv (g/e) a 6.250/6.000 rpm
Torque: 20/22 mkgf (g/e) a 4.000 rpm
Preço da versão Griffe automática: R$ 71.790 (com pintura metálica)

Renault Fluence 2.0 16V
Potência: 140/143 cv (g/e) a 6.000 rpm
Torque: 19,9/20,3 mkgf (g/e) a 3.750 rpm
Preço da versão Privilège CVT com pack premium: R$ 79.800 (com pintura metálica)

Toyota Corolla 2.0 16V
Potência: 142/153 cv (g/e) a 5.600/5.800 rpm
Torque: 19,8/20,7 mkgf (g/e) a 4.000/4.800 rpm
Preço da versão Altis automática: R$ 85.740 (com pintura metálica/perolizada)

Volkswagen Jetta 2.0 8V
Potência: 116/120 cv (g/e) a 5.000 rpm
Torque: 17,7/18,4 mkgf (g/e) a 4.000 rpm
Preço da versão Comfortline Tiptronic: R$ 78.916 (com opcionais e pintura perolizada)

Volkswagen Jetta 2.0 TSI
Potência: 200 cv (g) a 5.600/5.100 rpm
Torque: 28,5 mkgf (g) a 1.700 rpm
Preço da versão Highline DSG: R$ 98.502 (com opcionais e pintura perolizada)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Hyundai confirma redução de preço do HB20S. Versões 1.0 ficam menos caras e 1.6 ficam mais baratas

Quando a Hyundai anunciou o HB20S no Brasil, modelo que chega as concessionárias na segunda quinzena deste mês, a marca já incluiu nos preços mais uma parte do IPI que seria cobrada a partir de 1º de abril. Entretanto, o Governo Federal resolveu manter o percentual do imposto que entrou em vigor no dia 1º de janeiro (e que acabaria no dia 31 de março) até o último dia de 2013. Com isso, a empresa coreana deveria reduzir os valores do sedã com motor 1.0 em 1,5% e das versões 1.6 em 2%. Mas não foi isso que aconteceu.

Esta é mais uma polêmica que envolve um carro que nem foi lançado. Quando foi anunciado, o HB20S foi considerado caro. Mas, ao compará-lo com os principais concorrentes, ele continuou caro, mas não tanto assim.

Voltando aos números, o preço da versão 1.0 Comfort Plus passou de R$ 39.495 para R$ 38.995 - uma redução de 1,27%. Já o HB20S 1.0 Comfort Style foi de R$ 42.675 para R$ 42.095 - queda de 1,36%.  Mas a redução do IPI não foi de 1,5%? Ou seja, não deveríamos ter o Comfort Plus a R$ 38.900 e o Comfort Style a R$ 42.030 (arredondando os valores)? Não custa lembrar que, em janeiro, o HB20 também subiu acima do aumento do IPI.
Fotos: Hyundai/Divulgação
Se por um lado a marca coreana não reduziu o que deveria, por outro, a queda de preço foi acima do previsto. Ao invés de diminuir os custos dos modelos 1.6 em 2%, o valor do HB20S 1.6 Comfort Plus caiu 2,22%, de R$ 44.995 para R$ 43.995.

Já a versão 1.6 Comfort Style manual foi de R$ 48.175 para R$ 47.095 - queda de 2,241%. Este mesmo acabamento com câmbio automático teve o preço reduzido de R$ 51.375 para R$ 50.295 (2,101% de queda). Mas a maior redução foi do HB20S 1.6 Premium manual: seu preço caiu 2,361% - de R$ 50.795 para R$ 49.595. Já a versão 1.6 Premium automática foi de R$ 53.995 para R$ 52.795 (2,221% a menos).

Os preços do HB20 (mais aqui) e do "aventureiro" HB20X não sofreram alterações, infelizmente.

VersãoValor originalValor reduzidoVariação (%)
Comfort Plus 1.0R$ 39.495R$ 38.995-1,27
Comfort Style 1.0R$ 42.675R$ 42.095- 1,36
Comfort Plus 1.6R$ 44.995R$ 43.995- 2,22
Comfort Style 1.6R$ 48.175
(manual)
R$ 47.095- 2,24
R$ 51.375
(automático)
R$ 50.295- 2,10
Premuim 1.6R$ 50.795
(manual)
R$ 49.595- 2,36
R$ 53.995
(automático)
R$ 52.795- 2,22

Tabela: Auto Esporte (com correção de informações)

terça-feira, 2 de abril de 2013

Venda de carro perde fôlego no Brasil, mas é recorde no 1º trimestre de 2013

O mercado de veículos novos reduziu o ritmo de crescimento, mas ainda assim registrou o melhor trimestre em vendas da história. Foram licenciados 830,5 mil unidades, incluindo caminhões e ônibus, alta de 1,5% em relação a igual período de 2012.

Só em automóveis e comerciais leves, segmento beneficiado pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido, foram vendidas 788,5 mil unidades, 2% mais em comparação ao mesmo período de 2012. Em março, as vendas somaram 283,9 mil veículos, 20,7% mais que em fevereiro, mas 5,5% menor que há um ano.

Mesmo com resultados ainda positivos, o governo decidiu manter o IPI menor até dezembro. Em maio de 2012, quando o benefício foi anunciado, o setor registrava queda de 4,8% nas vendas. O IPI para carros 1.0, então em 7%, foi zerado. Para modelos até 2.0 caiu à metade.

Para analistas, o governo está preocupado com a inflação e com a fraca retomada da economia. "Manter o IPI é uma boa causa, mas só adia o problema", diz Armando Castelar, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Na opinião de Castelar, a menos que o governo adote uma redução permanente do IPI, o impacto aparecerá quando voltar a ser cobrado. "O ideal seriam medidas de combate mais frontal à inflação, como promover mais o crescimento da indústria e melhorar a produtividade."

Em dezembro, o governo anunciou que o IPI voltaria a seus índices normais em três etapas. Em janeiro, o carro 1.0 passou a ser taxado em 2%. Neste mês, o índice iria a 3,5% e, em julho, aos 7% normais.

Durante o feriado da Páscoa, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o IPI seria mantido nos níveis atuais.

Para Fábio Silveira, diretor de pesquisa econômica da Go Associados, a recuperação do mercado ainda é lenta e a alta do IPI poderia retrair ainda mais o mercado. Apesar disso, Silveira mantém aposta de alta de 2,7% nas vendas de veículos este ano, ante 4,6% em 2012.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, mantém a previsão de alta de 3,5% a 4,5%. "Se a alíquota de IPI não fosse mantida, dificilmente a meta seria atingida".

Reprodução do texto da Cleide Silva com a colaboração Gustavo Porto.
Fonte: Estadão

domingo, 31 de março de 2013

Governo Federal "abre as pernas" e redução do IPI fica até dezembro. Montadoras deveriam fazer a parte delas

Algo bastante especulado nos últimos dias, ainda mais depois das vendas fracas (mais aqui), acabou acontecendo: o ministro da Economia, Guido Mantega, anunciou ontem que Governo Federal manterá a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros, caminhões e veículos comerciais leves até 31 de dezembro de 2013. Essa decisão vai contra os planos iniciais do governo, que estava retornando gradualmente com o imposto desde 1º de janeiro. Amanhã, dia 1º de abril, teríamos mais um aumento da alíquota.
Será que o HB20S vai ter seu preço reduzido? - Hyundai/Divulgação
De acordo Mantega, a intenção do governo ao manter a alíquotas do IPI como está agora é evitar que uma queda nas vendas ao longo do ano. Esta manutenção é um estímulo à indústria automobilística que, segundo o ministro, representa cerca de 25% da produção industrial no Brasil. Manter o IPI reduzido representa uma renúncia fiscal de R$ 2,2 bilhões de abril a dezembro deste ano.

Desde 1º de janeiro, a cobrança do IPI deixou de ser zero e passou para 2% para carros flex até 1.0, valor que segue deveria ir até o final de março. De abril abril até junho, subiria para 3,5% chegando, finalmente, para os (caros) 7% originais a partir de julho.

Nos modelos com motor flex entre 1.000 e 2.000 cilindradas, de janeiro a março a alíquota passou de 5,5% para 7% e chegaria a 9% no segundo trimestre. A partir de julho ela voltaria para os (altos) 11%.
Será que o 208 terá seu preço reduzido? - Peugeot/Divulgação
Para veículos com propulsores entre 1.0 e 2.0, movidos apenas a gasolina, o IPI no primeiro trimestre de 2013 subiu de 6,5%, para 8%. De abril a junho, deveria subir para 10% e, a partir de julho, retornaria para (salgados) 13%.

IPI até 31 de dezembro de 2013
Veículos com motores até 1.0 flex: 2%
Veículos com motores acima de 1.0 até 2.0 flex: 7%
Veículos com motores acima de 1.0 até 2.0 a gasolina: 8%
Veículos com motores acima de 2.0 flex: 18%
Veículos com motores acima de 2.0 a gasolina: 25%
Caminhões: 0%
Veículos comerciais leves: 2%

Opinião
Penso que o Governo Federal errou ao "abrir as pernas" para as montadoras, mantendo o IPI reduzido. Acho que este era o momento ideal para as montadoras agirem para reaquecer as vendas, reduzindo seus altíssimos lucros - pelo que li, média de 8% a 14% por carro.

Tudo bem que as empresas com fábrica no Brasil garantem muitos empregos e ajudam a mover e evoluir toda a indústria nacional. Mesmo assim, a redução dos lucros em pró de preços mais baixos seria uma manobra muito bem-vinda. Em contra partida, o Governo Federal deveria manter o IPI como está hoje, mas permanentemente. Assim teríamos lucros menores somados a impostos mais baixos e, por consequência, carros mais baratos.

Fecho com uma pergunta. A Hyundai anunciou os preços do HB20S já contanto com o aumento do IPI previsto para 1º de abril. A Peugeot fez o mesmo com o 208. Será que as duas montadoras vão abaixar os preços de seus mais novos lançamentos? 

Não custa lembrar que ambos os modelos assustaram no quesito preço. Leia mais aqui e aqui.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Com vendas de carros fracas, voltam os feirões

Depois de registrar o pior fevereiro em vendas desde 2010, o mercado de carros novos ainda não reagiu em março, conforme esperavam as fabricantes. Os estoques seguem elevados, beirando os 40 dias, e a expectativa se volta para a segunda metade do mês, quando a maioria das marcas pretende fazer campanhas e feirões chamando a atenção do consumidor para a nova alta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 1.º de abril.
Reprodução/Exame
Até terça-feira (12), contabilizando-se oito dias úteis, foram vendidos 97,9 mil automóveis e comerciais leves, número 9% inferior ao do mesmo período do mês passado - que contou com o feriado do carnaval. Em relação a março de 2012, contudo, há uma alta de 1,5%. Somando caminhões e ônibus, os números preliminares indicam 103,9 mil licenciamentos até aquela data, com queda de 8,8% na comparação com fevereiro, mas 1,7% melhor que os resultados de igual período de março do ano passado.

As montadoras esperam vender no mês todo 310 mil veículos. Se atingido, o número representará um crescimento de 30% ante fevereiro, que fechou com 235,1 mil unidades, 24,5% inferior a janeiro.

No início do mês, o próprio presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, disse que a tendência para a segunda quinzena de março seria de ocorrer "um ataque das montadoras com promoções e campanhas".

O mote dos feirões e peças publicitárias que serão intensificados a partir da próxima semana é a nova alta do IPI. Para carros com motor com motor 1.0, o imposto subirá de 2% para 3,5%. Para modelos até 2.0 flex de 7% para 9% e de 8% para 10% naqueles a gasolina.

Novo reajuste
O repasse para os preços depende da estratégia de cada marca, mas, a exemplo do que ocorreu em janeiro, é provável que a maioria dos modelos que serão faturados a partir daquela data tenha algum reajuste.

Entre o fim de maio e dezembro, o IPI dos carros 1.0 foi zerado e o dos modelos até 2.0 foi reduzido à metade. Em janeiro, a alíquota voltou a ser cobrada gradualmente e a maioria das empresas repassou a diferença aos preços para os veículos da linha 2013, em índices que variaram de 1% a 5%.

Como ainda havia muito estoque de carros faturados em dezembro, antes da retomada do IPI, dezembro teve recorde de vendas para o mês, com 311,4 mil unidades.

Em 1º de julho, as taxas de 7% para os automóveis 1.0 e de 11% (versão flex) e 13% (gasolina)para os mais potentes voltam a ser cobradas integralmente. "O mercado já está dando sinais de melhora", afirma Marcos Leite, gerente da revenda Volkswagen Amazon.

 "Há uma melhor constância de vendas, diferente do que ocorreu em fevereiro". Ele aposta que o movimento vai melhorar ainda mais a partir da próxima semana e já prepara uma campanha própria para as lojas do grupo, "alertando sobre a nova alta do IPI."

Segundo a Anfavea, o setor encerrou fevereiro com 310 mil veículos em estoques, suficientes para 39 dias de vendas. O executivo de uma grande montadora disse ontem estar preocupado com o fraco desempenho dos primeiros dias deste mês e disse temer que os estoques aumentem ainda mais.

Texto: O Estado de S. Paulo
Fonte: Exame

quarta-feira, 6 de março de 2013

Inflação do Carro tem segunda alta no ano: + 0,57%

Pesquisa da Agência AutoInforme apurou alta de 0,57% na Inflação do Carro de fevereiro. Foi o segundo aumento do ano. As despesas com o uso e a manutenção do carro vêm subindo desde agosto do ano passado e no ano acumula alta de 1,89%.

Os combustíveis são os responsáveis pela alta do índice em 2013: tanta em janeiro quanto em fevereiro, álcool e gasolina tiveram aumentos significativos. No mês passado a gasolina subiu 2,42% e acumula alta de 4,31% em 2013. O etanol subiu 0,25% em fevereiro e 5,15% no bimestre. Observe que o aumento foi menor em fevereiro, o que pode indicar uma acomodação para os próximos meses.

A segunda maior alta no mês foi da lona de freio, que ficou 1,31% mais cara; em seguida veio a correia dentada, com aumento de 0,99%.

Vale destacar as altas seguidas do estacionamento. No ano passado o estacionamento por hora subiu 13,7%; neste ano o aumento já está em 1,29%. Por período mensal, o preço do estacionamento subiu 1,64% nos dois primeiros meses deste ano.

Inflação do Carro

Itens que mais subiram em fevereiro
Gasolina - 2,42%
Lona de freio - 1,31%
Correia dentada - 0,99%

Itens que mais caíram em fevereiro
Pastilhas de freio - -0,85%
Cambagem - -0,46%
Filtro de combustível - -0,45%

Itens que mais subiram em 2013
Álcool - 5,15%
Seguro obrigatório - 4,44%
Gasolina - 4,31%

Itens que mais caíram em 2013
IPVA - -4,71
Pastilhas de freio - -1,28
Filtro de combustível - -0,68

Fonte: AutoInforme

segunda-feira, 4 de março de 2013

Hyundai lança o novo sedã HB20$... digo HB20S!

Como esperado, depois do HB20 e do HB20X, a Hyundai está lançando outro carro inédito no Brasil, o HB20S. Derivado do hatch HB20, o sedã chega para ser mais uma opção bem interessante num dos segmentos mais disputados do mercado nacional. Com visual um pouco mais conservador do que o esperado, mas ainda bonito, o modelo será vendido com motores 1.0 12V flex e 1.6 16V flex. Mas um detalhe rouba a atenção no lançamento: o preço do HB20S, já "carinhosamente" batizado de HB20$: a partir de 39.495!

Tudo bem que este valor inicial já conta com o retorno de mais uma parte IPI, prevista para 1º de abril, uma vez que o HB20S só chega às concessionárias na segunda quinzena do mês que vem. Ainda assim é um preço alto. Sobre isso, o presidente da Hyundai Brasil, Willian Lee, disse para a Autoesporte: “Nosso sedã vem com ar condicionado, travas e vidros elétricos, som, direção hidráulica e airbag desde a primeira versão”.
Mas bem que o preço poderia ser mais baixo, ainda mais se pensarmos nos concorrentes diretos, como o Chevrolet Prisma, Com motor 1.0, sensor de estacionamento, direção-hidráulica, ajuste de altura do banco do motorista, airbag duplo, coluna de direção com regulagem em altura, alarme, ar-condicionado (opcional) e, especialmente, sistema ABS de freios com EBD (de série), o sedã da GM sai por R$ 37.190. Se acrescentar o MyLink, o valor é de R$ 38.490.

Produzido na fábrica de Piracicaba (SP), o HB20S tem a mesma dianteira do hatch, enquanto a traseira ficou bonita, mas bem mais conservadora do que eu esperava. É quase como se fosse um Elantra comportado. Mas, mesmo assim, gostei do conjunto, que é moderno e superior ao de muitos adversários.
Porta-malas tem 450 litros de capacidade
O novo sedã da Hyundai mede 4,20 m de comprimento, 1,70 m de largura e 1,50 m de altura. A distância entre-eixos é a mesmo do HB20: 2,50 m. O porta-malas tem capacidade interessante de 450 litros, mas inferior à do Prisma, Volkswagen Voyage, Fiat Grand Siena, Ford Fiesta Sedan, Toyota Etios Sedan e Renault Logan.

Os motores do HB20S são os mesmos do HB20, assim como as opções de câmbio. O 1.0 12V flex desenvolve 75 cv de potência e 9,4 mkgf de torque com gasolina e 80 cv e 10,2 mkgf com etanol. Já o 1.6 16V gera 122 cv e 16 mkgf com o combustível fóssil e 128 cv e 16,5 mkgf com o derivado da cana-de-açúcar. A transmissão é manual de cinco velocidades no HB20S 1.0 e 1.6, que também pode contar com o câmbio automático de (apenas) quatro marchas.

A lista de equipamentos do HB20S é boa, mas não traz nenhuma surpresa. Confira as versões, conteúdos e os respectivos preços.
Hyundai HB20S Comfort Plus 1.0 - R$ 39.495
A versão de entrada do sedã sai de fábrica equipada com ar-condicionado, direção hidráulica, airbag duplo dianteiro, cintos dianteiros com pré-tensionador, vidros elétricos nas quatro portas, trava elétrica e rádio CD-Player com MP3, entrada USB e Bluetooth com comandos no volante; computador de bordo com seis funções, regulagem de altura do banco do motorista, chave do tipo canivete com sistema Keyless e moldura negra para os faróis.

Hyundai HB20S Comfort Style 1.0 - R$ 42.675
A versão Style, que deveria ser a de entrada do HB20S, conta com os itens da Comfort Plus além de freios com sistema ABS e EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem), retrovisores com comando elétrico e repetidor de seta, rodas de liga leve de 14 polegadas modelo "Octus" e faróis de neblina.
Visual lembra o Elantra, só que mais comportado
Hyundai HB20S Comfort Plus 1.6 - R$ 44.995
Tem os mesmos itens da versão Comfort Plus 1.0, mas com adição ABS e EBD.

Hyundai HB20S Comfort Style 1.6 - R$ 48.175
Tem os mesmos equipamentos da Comfort Style 1.0, mas conta com a opção do câmbio automático, que custa R$ 3.200 (inclui apoio de braço para o motorista). Preço final de R$ 51.375.

Hyundai HB20S Premium 1.6 - R$ 50.795
A versão topo de linha do coreano tem os itens do Comfort Style além de sensores de luminosidade e de ré, volante e manopla do câmbio revestidos de couro e rodas de liga leve de aro 15 modelo "S-Wing". O câmbio automático de quatro velocidades é opcional e também custa R$ 3.200, fazendo o preço subir parta ainda mais salgados R$ 53.995.

A pintura metálica custa R$ 1.070, enquanto a perolizada vale R$ 1.270. A garantia do modelo é de cinco anos.
Pela animação do brasileiro, o HB20S será mais um sucesso de vendas da Hyundai, que parece estar se empolgando com os lucros e elevando os preços acima do necessário (novo i30 1.6 por R$ 75.000 é mais um exemplo). Pelo que custa, seu novo sedã compete com os adversários diretos já citados, mas também pode brigar com os Chevrolet Cobalt e Sonic Sedan, Nissan Versa, Honda City, Fiat Liena, Volkswagen Polo, Ford New Fiesta Sedan e Focus Sedan - mas será que na mesma igualdade de condições?
Fotos: Hyundai/Divulgação

Isenção de PIS-Cofins para etanol pode sair em abril. Preço do litro deve cair

O governo está com um plano concluído para isentar o setor de etanol da alíquota de PIS e Cofins que incide sobre o combustível. A medida, que é estudada desde o ano passado, aguarda apenas assinatura do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O impacto esperado com a eliminação de PIS e Cofins é de uma queda entre R$ 0,15 e R$ 0,20 por litro, podendo se aproximar de 10% no preço final do etanol que é cobrado na bomba de abastecimento.

No mês passado, Lobão afirmou que o governo estava analisando o assunto, como forma de incentivar o setor. A partir de maio, está previsto aumento da mistura de etanol na gasolina, que vai saltar de 20% para 25%.

A isenção de PIS e Cofins está planejada para entrar em vigor em abril, por causa do início da safra de cana-de-açúcar. No centro-sul do país, a temporada 2013/14 (abril/março) tem estimativa recorde de produção entre 590 milhões e 600 milhões de toneladas, 10% a mais que a safra atual.

Com a isenção tributária, o governo quer dar mais incentivo para um setor que ficou praticamente abandonado nos últimos anos, amargando prejuízos bilionários. Mais de 40 usinas encerraram suas atividades nos últimos cinco anos, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Em Londres, durante o seminário de infraestrutura realizado para investidores estrangeiros, o governo também detalhou seu cronograma para projetos da área de energia, gás e petróleo. A 11ª rodada de petróleo está prevista para maio, com assinatura dos contratos em agosto. O primeiro leilão do pré-sal está marcado para novembro. Em dezembro, se não vier a ser antecipado, ocorrerá a 12ª rodada de petróleo e gás.

Texto: Assis Moreira e André Borges
Reprodução de Valor Econômico.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Lykan HyperSport: carro mais caro do mundo vale mesmo quase R$ 7 milhões?

Você já pensou em gastar quase R$ 7 milhões apenas em um carro? Os libaneses da W Motors têm certeza de que setes pessoas comprarão as setes unidades exclusivas fabricadas do mais novo carro mais caro do mundo, o Lykan HyperSport. Avaliado em torno de 2,2 milhões de libras, o modelo foi apresentado no Salão do Automóvel do Qatar no final de janeiro.

O bólido traz motor central/traseiro biturbo que desenvolve 760 cv de potência e 102 kgfm de torque. Segundo a marca, ele pode ser acelerado de 0 a 100 km/h em apenas 2,8 s e atinge 395 km/h de velocidade máxima.

Além do belo design, cheio de ângulos retos, todas as unidades do Lykan HyperSport têm tela holográfica tridimensional e painel interativo, além de faróis de led com diamantes e costuras feitas de fios de ouro.
Fotos: W Motors HyperSport Lykan/Divulgação
Obviamente que o carro foi feito para quem quer ostentar o máximo possível a sua riqueza. Ele até deve valer o preço pedido pela marca. Mas, convenhamos, pelo valor, definitivamente, ele não seria a minha opção. Não seria melhor "poupar" R$ 2,2 milhões e comprar um Bugatti Veyron, que é mais barato, potente e rápido?

Mas quem tem esse dinheiro para comprar um carro não está nem aí para o preço; ele quer mesmo é  exclusividade. Mas, se eu fosse bilionário, ao invés do Lykan HyperSport, eu teria um Lamborghini Aventador, um Mercedes-Benz SLS e um Maserati Quattroporte na garagem. E vocês (pensando apenas em carros)?

Documentário (é 1º vídeo acima ampliado)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Carros 0 km no Brasil sobem 5,5% em média em janeiro de 2013

Volta gradual do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), repasse de custos e mudanças nas novas linhas resultaram em aumentos de até 5,5% nos preços dos carros novos neste mês. Ainda há muitos modelos à venda sem os reajustes, em razão de estoques reforçados no fim do ano, mas os reajustes já tiveram impacto na inflação.
Segundo o IPCA-15 divulgado na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os preços dos carros novos tiveram alta de 0,70% na primeira prévia do indicador, ante 0,41% em dezembro. "É uma alta relevante", disse o economista da LCA Consultores, Fábio Romão.

Sua aposta, contudo, é que no fechamento do IPCA a alta fique em 0,50%. Até julho, devem ocorrer mais dois reajustes para os automóveis, em razão da volta gradual do IPI. Romão calcula, porém, um repasse médio total de 2,4% ao longo do ano por causa da forte concorrência no setor.

Em todo o ano de 2012, os preços dos carros novos tiveram deflação de 5,7%, enquanto o IPCA ficou em 5,84%. Foi o quinto ano seguido de deflação, cenário que deve mudar neste ano. Ainda assim, a alta ficará abaixo da inflação que, nas contas de Romão, deve ficar pouco acima dos 5%.

Reprodução de Agencia Estado/Estadão.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

IPI começa a reaparecer nos preços dos carros no Brasil. Hyundai HB20 sobe mais do que deveria

No final do ano passado, o Governo Federal anunciou que o IPI retornaria de forma gradual para os automóveis vendidos no Brasil. Com isso, todos os carros vendidos por aqui que se beneficiaram com a redução do imposto voltarão a ter seus preços "cheios" a partir de julho.

Desde primeiro de janeiro, a cobrança do IPI deixou de ser zero e passou para 2% para carros flex até 1.0, valor que segue até o final de março. De abril abril até junho, sobe para 3,5% chegando, finalmente, para os (caros) 7% originais a partir de julho.

Enquanto algumas marcas fazem campanha dizendo que vão manter os preços com o IPI reduzido até algum determinado dia de janeiro, como é o caso da Toyota com o Etios (já que o modelo tem vendas pífias), e da Kia, outras já começaram a repassar os preços aos consumidores, como Fiat, Ford e Chevrolet.

Este também é o caso da Hyundai, que elevou o preço de seus modelos. Curiosamente (?), o sucesso de vendas da marca, o HB20, subiu mais do que (teoricamente) deveria. Ao invés de aumentar os 2% do IPI, as versões com motor 1.0 subiram entre 2,9% e 2,94%.

Hyundai HB20 1.0 Comfort - R$ 31.995 foi para R$ 32.935 (aumento de 2,94%)
Hyundai HB20 1.0 Comfort + Audio Hyundai - R$ 33.930
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus - R$ 33.995 foi para R$ 34.995 (aumento de 2,94%)
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus + Audio Hyundai - R$ 35.990
Hyundai HB20 1.0 Comfort Style - R$ 37.995 foi para R$ 39.095 (aumento de 2,9%)
Nos modelos com motor flex entre 1.000 e 2.000 cilindradas, de janeiro a março a alíquota passará dos atuais 5,5% para 7% e chegará a 9% no segundo trimestre. A partir de julho ela volta para os (altos) 11%.

Para veículos com propulsores entre 1.0 e 2.0, movidos apenas a gasolina, o IPI no primeiro trimestre de 2013 subirá de 6,5%, para 8%. De abril a junho, vai para 10% e, a partir de julho, retorna para (salgados) 13%.

Voltando ao HB20, nas versões com motor 1.6, o aumento dos preços foi ainda mais abusivo. Ao invés de 1,5%, o hatch ficou de 2,56% a 5,23% mais caro. A marca pode alegar que o valor ficou mais alto porque o sistema de Audio Hyundai BTH foi incluído como item de série em algumas versões - antes era opcional, como na época do Duelo contra o Onix - permitindo que o consumidor pudesse escolher entre adquirir o sistema ou não.

O Audio Hyundai BTH é composto por rádio 2 DIN com função MP3 player, Bluetooth com audio streaming, conexões USB/AUX frontal; e comando de áudio e Bluetooth no volante.

Hyundai HB20 1.6 Comfort + Audio - R$ 36.995 para R$ 38.930 (aumento: 5,23%)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Plus + Audio - R$ 38.995 para R$ 40.990 (aumento: 5,11%)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style - R$ 42.995 para R$ 44.095 (aumento: 2,56%)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style Automático - R$ 45.995 para R$ 47.295 (aumento: 2,83%)
Hyundai HB20 1.6 Premium Manual + Audio - R$ 44.995 para R$ 46.595 (aumento: 3,56%)
Hyundai HB20 1.6 Premium Automático + Audio - R$ 47.995 para R$ 49.795 (aumento: 3,75%)
Hyundai HB20 1.6 automático pode chegar a quase R$ 54.000 se a marca repetir o aumento praticado em janeiro
O que a lei da oferta e da procura não faz. Enquanto a Toyota mantêm os preços do Etios, a Hyundai aproveita o bom momento e eleva os valores do HB20.

Só espero que esta prática dos coreanos não seja repetida por outras marcas. Pois assim, além de pagar pelo IPI cheio, o consumidor elevaria ainda mais os altos lucros das montadoras. Para encerrar, já imaginaram se o HB20 automático subir os mesmos 3,75% em abril e em julho? Seu preço passaria para abusrdos R$ 53.600 - e o HB Comfort 1.6 chegaria a inacreditáveis R$ 43.110!
Fotos: Hyundai/Divulgação

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Governo estuda prorrogação do IPI menor

E lá vamos nós de novo...

Governo estuda prorrogação do IPI menor
O governo deve atender ao pedido do setor privado e prorrogar a redução da alíquota do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, que vence no dia 31 deste mês. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também deve anunciar a renovação da redução do IPI para produtos da linha branca, como fogões e geladeiras.

O anúncio pode ser feito nesta quarta-feira (19) pelo ministro, segundo fontes ouvidas pela Agência Estado. A preocupação do governo é não trazer mais um elemento negativo para o comportamento da inflação no início de 2013 e, ao mesmo tempo, continuar dando fôlego para recuperação da atividade industrial.

O setor automobilístico, por exemplo, argumentou que o repasse do aumento do IPI para os preços dos carros é inevitável. Isso porque, além do aumento da carga tributária, as empresas estão obrigadas, a partir de 1.º de janeiro, a produzir 60% dos automóveis com airbag e freios ABS, o que também elevou o custo de produção das empresas.

O setor de produtos da chamada linha branca (fogão, geladeira e etc) também solicitou ao governo mais tempo para a redução temporária de IPI. Estava em estudo tornar permanente parte do incentivo.

A queda do tributo tem sido adotada como política de curto prazo para socorrer a economia em momentos de fraco crescimento por causa dos efeitos de crises internacionais. Além de automóveis, estão com IPI reduzido produtos da linha branca, móveis e luminárias, bens de capital e materiais de construção.

Fonte: O Estado de S. Paulo
Texto: Jornal Tudo BH

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

IPVA dos carros no Brasil pode ficar até 15% mais barato em 2013, mas nem tudo são flores

Reprodução de Pekdek
Boa e má notícia para quem é dono de um carro no Brasil. Começando pela boa, de acordo com pesquisa da agência AutoInforme/Molicar, publicada pela Folha de S. Paulo, o valor do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) em 2013 deve ter uma redução média de 10% para a maioria dos veículos de passeio no Brasil. Em alguns casos, a queda pode ser de 15%!

Isso seria motivo para comemoramos e muito! Pensem: pagar menos imposto num país em que a carga tributária é elevada deveria seria excelente. Mas, como, infelizmente, não é o caso do IPVA...

Como o imposto é cobrado sobre o valor dos veículos no mercado, significa que o patrimônio das pessoas está valendo menos.

Como está dizendo na matéria da Folha, do ponto de vista financeiro, seria mais vantajoso pagar mais sobre um bem que também valesse mais: seria melhor pagar R$ 2.000 sobre um veículo que vale R$ 50 mil do que pagar R$ 1.600 de um que vale apenas R$ 40 mil.

Ou seja, até quando a notícia é boa, ela é ruim...
Desvalorização
Para quem não sabe, os carros mais novos tendem a desvalorizar mais do que os antigos, especialmente nos três primeiros anos depois da compra. Com o passar do tempo, depreciação diminui, seguindo para certa estabilidade.

De acordo com a AutoInforme/Molicar,  na média geral de todas as marcas e modelos do país, os veículos fabricados e vendidos em 2012 perderam 9,33% do valor; os em 2011, 10,82%; os em 2010, 11,83%; e os em 2009, 10,63%.

Por marcas, como eu já imaginava, os carros da Citroën foram os que tiveram a maior queda, com 15,34%. Imagino que o C4 Pallas seja um dos grandes responsáveis por isso.

 A surpresa ficou por conta da Chevrolet, que ficou em segundo lugar, com a desvalorização média de seus carros na casa de 12,62%. Talvez isso ocorra porque a marca está renovando toda sua linha no Brasil, tirando vários carros de linha - Astra, Corsa, Meriva, Zafira, Prisma -, o que aumenta a desvalorização.
Fonte: Folha de S. Paulo

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Governo prorroga até fim do ano IPI menor para carros

O governo anunciou nesta quarta-feira a prorrogação, até o fim do ano, das alíquotas menores de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ao setor automotivo. O objetivo é manter o estímulo ao consumo, sem alta de preços, e dar fôlego ao crescimento da economia.

Coube à presidente Dilma Rousseff afirmar, em visita ao Salão Internacional do Automóvel, em São Paulo, que o benefício tributário não acabaria em 31 de outubro. Mais tarde, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou que a prorrogação tem o objetivo de manter as vendas aquecidas no setor sem aumento de preços.

"Não queremos que haja aumento de preços neste fim de ano. Se suspendêssemos a desoneração, as empresas iriam aumentar os preços e queremos que os preços continuem baixo", ressaltou ele. Mantega afirmou ainda que os dois meses a mais de benefício tributário terão efeito de contenção da inflação. "Sempre que pudermos contribuir para baixar a inflação, o faremos", sustentou.

A redução do IPI depende da cilindrada do automóvel e se está contemplado pelo regime automotivo e Mantega adiantou que as mesmas alíquotas atuais continuarão valendo por mais dois meses. O mais beneficiados são os modelos 1.0, cujo imposto continua com alíquota zero. Modelos de até 2 mil cilindradas têm alíquota de 5,5 até 6,5 por cento, enquanto que os utilitários, de 1 por cento.

Mantega voltou a falar que o imposto menor tem como prerrogativa que as empresas continuarão aumentando o emprego no setor.

O governo avalia que o setor automotivo é essencial para a economia brasileira porque responde por cerca de 20 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) industrial. Além disso, tem efeito multiplicador na cadeia de produção por intermédio da compra de autopeças, máquinas e equipamentos.

O benefício foi anunciado em maio e já foi prorrogado uma vez em agosto. Agora, Mantega disse que a redução não deve se manter em 2013. "Provavelmente é a última prorrogação", afirmou.

Atração de investimentos
Dilma aproveitou o discurso no evento para dizer que o novo regime automotivo, o Inovar-Auto, deve gerar mais tecnologia e conhecimento científico no setor, além de atrair mais investimentos.

"Nós queremos gerar tecnologia, porque o nosso país tem um desafio e chama-se o desafio da produção, e produzir vai significar para o nosso país ter uma imensa capacidade de inovar", disse a presidente. "Não é possível que a gente ache que o nosso país não possa gerar conhecimento científico e tecnológico na indústria automobilística."

Dilma e Mantega ressaltaram que o mercado brasileiro é atrativo o suficiente para gerar os investimentos necessários para o novo regime automotivo.

"Somos um mercado extremamente atraente, temos que ter consciência disso", afirmou a presidente. "É um mercado significativo, com uma imensa capacidade de gerar oportunidades para todos, por isso acredito que o Inovar-Auto combina várias coisas."

Dilma fez questão de dizer ainda que o regime não pretende acabar com as importações de veículos. "Nós vamos continuar importando, mas o que não vamos fazer é sobretudo importar"

Afinado com a presidente, Mantega lembrou que, diferentemente do Brasil, outros países estão fechando unidades de produção.

Texto: Eduardo Simões, Tiago Pariz e Luciana Otoni
Fonte: Reuters

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

IPI menor para carros deve ser prorrogado até fim do ano

O governo deve prorrogar até o fim de dezembro a redução das alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de automóveis para estimular as vendas no fim do ano e ajudar a reduzir os estoques do setor, disse uma fonte da equipe econômica à Reuters.

"A área técnica trabalha com a possibilidade da prorrogação", disse. "A decisão final será tomada nos próximos dias", acrescentou a fonte, sobre o fato do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter até a quarta-feira da próxima semana para decidir.

Mesmo apresentando melhora na produção -a produção industrial subiu 1,5% em agosto frente a julho, segundo o IBGE-, alguns segmentos industriais, incluindo o setor automotivo, ainda estão com estoques excessivos.

A avaliação da área técnica do governo é que o estímulo ao setor automotivo beneficia um segmento amplo do setor industrial, considerando que a fabricação de veículos automotores como um todo responde por quase 20% do setor industrial.

A redução do IPI para veículos foi anunciada em 21 de maio com validade até o fim de agosto.

Na ocasião, foi reduzida de 7% para zero a alíquota do imposto para veículos de até mil cilindradas, de 13% para 6,5% a alíquota dos veículos entre mil e duas mil cilindradas, e de 4% para 1% para comerciais leves.

No final de agosto o governo optou por manter o benefício até o próximo dia 31, quando nova decisão sobre o assunto será tomada.

NOVO REGIME AUTOMOTIVO
Em janeiro, entra em vigor o novo regime automotivo que estabelece crédito presumido de IPI de até 30 pontos percentuais para os fabricantes de veículos que fizerem investimentos em pesquisa e desenvolvimento e se comprometerem a melhorar eficiência energética de veículos.

A despeito de a equipe econômica trabalhar com a prorrogação do IPI baixo para veículos entre novembro e dezembro, uma parte do governo avalia que seria melhor o governo eliminar o benefício em outubro e recompor as alíquotas originais do IPI de veículos antes da entrada em vigor do novo regime automotivo.

Texto: Folha de S. Paulo
Fonte: Reuters

sábado, 29 de setembro de 2012

Internautas consideram Hyundai HB20 e Toyota Etios carros caros! Japonês é ainda pior!

Hyundai/Divulgação
Hyundai HB20 e Toyota Etios foram lançados recentemente querendo fazer um grande "estrago" no segmento de carros compactos. O coreado aposta no visual moderno e na garantia de cinco anos para emplacar, enquanto o japonês se apoia no espaço interno, nos motores acima de 1.0 e na confiabilidade da marca para fazer sucesso. Mas ambos sofrem do mesmo mau: são muito caros!

Pelo menos foi esta a constatação que tive depois de observar o resultado da enquete que ficou no ar no De 0 a 100 durante uma semana, com a pergunta "Você gostou dos preços do Hyundai HB20 e do Toyota Etios?". Das pessoas que votaram, quase 60% não gostaram dos preços do HB20 e do Etios, os considerando veículos caros. E apenas 5,3% dos votantes gostaram dos valores.
Toyota/Divulgação
O Hyundai tem preços sugeridos que variam entre R$ 31.995 e R$ 47.995, enquanto o Toyota tem preços sugeridos com variação entre R$ 29.990 e R$ 42.790 para o hatch e R$ 36.190 e R$ 44.690 para o sedã - valores das versões mais simples e mais caras de cada modelo, sem opcionais.

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Entre os que gostaram parcialmente dos preços, pouco mais de 20% consideraram os valores do HB20 interessantes e os do Etios caros. Já aproximadamente 15% dos votantes acharam o inverso: o Toyota tem bons preços, enquanto o Hyundai é caro. 

Você gostou dos preços do Hyundai HB20 e Toyota Etios?
  1. Não. Achei os dois caros - 67 votos (59,29%)
  2. Sim, mas só do Hyundai HB20 - 23 votos (20,35%)
  3. Sim, mas só do Toyota Etios - 17 votos (15,04%)
  4. Sim, dos dois - 6 votos (5,3%)
  • Total: 113 votos
Meu voto na enquete foi para a opção "Não, Achei os dois caros". E fico pensando quando o IPI voltar - se é que ele vai voltar neste ano, ainda mais depois do novo acordo automotivo. Mas, caso a situação volte como a que tinhamos antes da redução, os "novos" preços do Hyundai HB20 e do Toyota Etios seriam (somando 10% para os 1.0 e 7% para os 1.3, 1.5 e 1.6):

Hyundai HB20 1.0 Comfort: R$ 31.995 R$ 35.194
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus: R$ 33.995 R$ 37.394
Hyundai HB20 1.0 Comfort Style: R$ 37.995 R$ 41.794
Hyundai HB20 1.6 Comfort: R$ 36.995 R$ 39.584
Hyundai HB20 1.6 Comfort Plus: R$ 38.995 R$ 41.724
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style: R$ 42.995 R$ 46.004
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style Automático: R$ 45.995 R$ 49.214
Hyundai HB20 1.6 Premium Manual: R$ 44.995 R$ 48.144
Hyundai HB20 1.6 Premium Automático: R$ 47.995 R$ 51.354

Hatch
Toyota Etios 1.3 - R$ 29.990 R$ 32.089
Toyota Etios 1.3 X - R$ 33.490 R$ 35.834
Toyota Etios 1.3 XS - R$ 38.790 R$ 41.505
Toyota Etios 1.5 XLS - R$ 42.790 R$ 45.785

Sedã
Toyota Etios 1.5 X - R$ 36.190 R$ 38.729
Toyota Etios 1.5 XS - R$ 41.490 R$ 44.394
Toyota Etios 1.5 XLS - R$ 44.690 R$ 47.818

Estes preços mais altos não são exclusividade da Toyota e da Hyundai. Entre os vários que já comentei aqui, quero citar outros dois carros que considerei bem caros quando foram lançados: Ford New Fiesta hatch e Chevrolet Cruze Sport6.

Mas, se mesmo custando tão caro existe fila de espera, o que poderíamos esperar se os preços fossem mais justos? 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Montadora que investir mais terá IPI menor

Redução está condicionada a aumento de recursos em pesquisa e desenvolvimento

O novo regime automotivo deve trazer entre seus termos desconto de um ponto no IPI para as montadoras que aumentarem investimentos em pesquisa e desenvolvimento para pelo menos 0,5% da receita operacional bruta.

A regulamentação do regime deve ser anunciada nos próximos dias e permitirá que as montadoras abatam mais um ponto do IPI se investirem em engenharia 1% ou mais da receita, segundo informa uma fonte do governo. O investimento de 1% da receita bruta operacional em engenharia é quase o dobro da média atual dos gastos do setor.

O novo regime automotivo estabeleceu, em seus termos gerais anunciados em abril, aumento de 30 pontos no IPI dos veículos que serão vendidos entre 2013 e 2017.

As montadoras que se enquadrarem poderão reduzir a incidência do imposto mediante cumprimento de exigências como aumento de investimentos, redução no consumo de combustível e nacionalização de componentes.

A previsão era detalhar o regime (chamado Inovar-Auto) nesta semana. Mas deve ser anunciado na próxima semana, quando os ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e Guido Mantega (Fazenda) estarão no país.

Após se reunir com o setor automotivo nesta semana, o governo resolveu modificar os índices de eficiência energética que pretendia cobrar das montadoras. Antes, o plano era que as montadoras assumissem metas de redução de consumo de combustível de pelo menos 11% até 2017 para ter o benefício da redução de 30 pontos de IPI.

Esse percentual agora deve ficar em torno de 12%. O índice de redução de consumo que garantirá dois pontos adicionais de desconto no tributo acabou caindo de 22% para cerca de 19%, informou a fonte.

Reprodução: Folha de S. Paulo
Fonte: Reuters

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Alta Roda - Cedo para previsões

Extrapolar a barreira de 400.000 unidades vendidas em um único mês, enquanto o crescimento do País patina em torno de 0,5% ao ano, são dessas coisas típicas do Brasil. Agosto, ajudado também por ser o mês mais longo do ano, com 23 dias úteis, bateu recordes: 420.000 veículos (inclui caminhões e ônibus) comercializados, 28% acima de agosto de 2011 e 5,5% superior, no acumulado dos oito primeiros meses.

A produção, também recorde, de 329.000 unidades, no entanto, cresceu apenas 1% (mês contra mês) e no acumulado, 7% de queda. Não é bom sinal por demonstrar que as exportações em baixa deixam de gerar empregos aqui. Hoje, menos de 15% da produção vai para o exterior, quando o ideal seriam 25%, no mínimo. Boa parte da falta de competitividade deve-se ao real valorizado, mas os custos elevados só agora começam a ser enfrentados com a anunciada expansão da infraestrutura e menos impostos sobre energia elétrica. Anteriormente, a carga fiscal sobre a mão de obra havia sido levemente aliviada.

A corrida às lojas, na última semana do mês passado, se explica pelo receio do fim dos incentivos.

Afinal, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sempre negava a possibilidade de prorrogação, embora acrescentasse que era sua posição “no momento”. O desconto do IPI, em teoria, vai até 31 de outubro, porém continuará mesmo até 31 de dezembro. A dúvida da coluna é se, em outubro, começará o escalonamento da redução ou apenas no final do ano. Esse filme já foi visto e dependerá do nível das vendas até lá.

O resultado excepcional do mês passado vem, em parte, de demanda autorreprimida desde abril, quando começaram rumores de que o IPI ia baixar. Essas manobras fiscais funcionam melhor aqui porque o Brasil sofre a maior carga tributária sobre veículos no mundo. A União perde alguma receita direta, de fato (Estados e municípios, ao contrário, ganham). Mas graças ao feito multiplicador sobre o crescimento da economia acaba recuperando com alguma folga.

Se as vendas internas de veículos crescerem mesmo 5% em 2012, como a maioria dos analistas admite, teria um impacto de até 0,7% sobre o PIB brasileiro, soma de tudo o que se produz e consome. Portanto, além da qualidade dos empregos na indústria automobilística (salários mais benefícios voluntários), o governo acaba sendo pragmático: tem uma fórmula e sabe que funciona.

No cenário de hoje, os estoques totais de 19 dias, no final de agosto, provavelmente são os menores em nível histórico. Não é bom por diminuir as opções do consumidor e seu poder de barganha na hora da compra. Na realidade, ocorre uma distorção estatística, quando há súbitos movimentos de alta demanda, e agora em setembro os estoques voltarão a subir.

Resta saber o que acontecerá em 2013. O movimento de antecipação de compras este ano prejudicará as vendas no próximo? Em geral isso acontece no exterior, em programas de renovação de frota, ou mesmo aqui e agora com o mercado de caminhões, que desabou depois das compras adiantadas de 2011. Os otimistas acreditam que o crescimento do PIB do próximo ano dará sustentação ao mercado. Certo, a trajetória deve se manter em alta. De quanto será, é cedo para prever.

RODA VIVA
Volkswagen/Divulgação
NOVO Golf VII, à venda na Europa em dois meses, utiliza recursos sofisticados de produção. Projeto, porém, prevê a produção também fora da Alemanha, a preço competitivo. Isso coloca o México na rota do carro, onde já se produz sua versão sedã, o Jetta. VW faz ainda o velho Golf IV no Brasil e tem essa “dívida” no mercado brasileiro. Há chance de resgatá-la. A confirmar.
Chevrolet/Divulgação
NOME de projeto batizar o carro não é comum, mas a Chevrolet optou pelo nome Onix (sem acento) para o novo compacto, a estrear no Salão do Automóvel de São Paulo (24/10 a 4/11). Versão hatch conviverá com o Celta, enquanto o sedã substituirá o Prisma. Também o SUV derivado da S10 estará no salão: TrailBlazer, nome internacional, deve se manter.

COINCIDENTEMENTE, pouco antes a Hyundai também repetiu o nome do projeto HB no seu primeiro compacto brasileiro, fabricado em Piracicaba (SP). Referência HB20 será utilizada nas outras duas versões do modelo: o “aventureiro”, a se apresentar no salão; e o sedã, no início de 2013. Na Índia, o sedã compacto se chama Verna, mas a denominação ficará por lá mesmo.

ALÉM de anunciar venda, em 2013, do novo EcoSport na Europa (sem dizer se produzido lá ou importado), Ford confirmou o novo Mustang, em 2014, no Velho Mundo. Para tanto, ganhará refinamento mecânico e linhas de aceitação mais internacional. O Fusion terá motor EcoBoost de 3 cilindros/1 litro, algo de fato inédito para um modelo desse porte.

SUBSIDIÁRIA da Nokia, NavTec ampliou o programa de monitoramento em tempo real das condições de tráfego para Brasília, além de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. São 6.500 quilômetros de vias vigiadas quanto a engarrafamentos e informadas as condições a navegadores GPS (Airis, Garmin e Magellan).