Eu já deveria ter publicado este post há mais tempo, mas ele ficou na caixa de rascunhos do
De 0 a 100 e eu me esqueci. Mas ele está sendo publicado em boa hora, pois estou recebendo muitos e-mails com dúvidas a respeito dos câmbios manuais automatizados.
Mas o que é um automatizado (também conhecido como robotizado)? Este tipo de transmissão nada mais é do que um câmbio manual que dois "robôs" (atuadores) que efetuam as trocas de marcha. Na prática, uma central eletrônica detecta a necessidade de trocar (aumentar ou reduzir) uma marcha. A partir disso o "primeiro robô" é ativado, acionando a embreagem; e o "segundo robô" entra em ação em seguida, fazendo a mudança da marcha.
É importante dizer que a transmissão automatizada tem sistema de embreagem, diferente de um veículo com câmbio automático tradicional. Logo, um automóvel Dualogic (Fiat), Easytronic (Chevrolet) e I-Motion (Volkswagen) precisa trocar a embreagem como num carro manual. Das três marcas, apenas a GM não comercializa nenhum modelo Easytronic no momento (primeiro e único foi o Meriva).
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| Fotos acima - Reprodução de Leônidas Jr/Arquivo Pessoal |
Se o sistema automatizado leva vantagem no preço (cerca de metade do valor), os câmbios automáticos tem como destaque a suavidade nas trocas de marcha, que acontece sem os pequenos trancos dos automatizados - um dos maiores defeitos (se não for o maior) apontados pelos proprietários.
Mas o câmbio Dualogic Plus (2ª geração do sistema da Fiat) e o I-Motion já conseguiram evoluções importantes nesse sentido, diminuindo bem os "soluços" nas trocas de marcha.
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| Câmbio Dualogic - Fiat/Divulgação |
Mas o no dia-a-dia, como é a relação do motorista com o câmbio automatizado? Vale a pena comprar um? Dá muito problema? Veja o que disse o amigo Leônidas (É FATO) sobre o funcionamento do seu
Fiat Idea Adventure Locker Dualogic.
- Automático "normal"
- Automático S (esportivo)
- Manual "normal"
- Manual S (esportivo)
"Meu carro está com um pouco mais de 35.000 km rodados e nenhuma reclamação, só elogios.
É claro que tem que acostumar com ele. No início fiz muita coisa errada e ele vivia apitando. Ele apita toda vez que você faz alguma coisa não prevista. Nas estradas com muita curva, tipo Belo Horizonte/Ouro Preto, eu uso o modo manual e no modo esportivo.
Faço uso do modo manual toda vez que eu subo algum morro mais forte. Nas arrancadas em morro, tem que usar o freio de mão senão ele não arranca bem. É bem bacana ter os quatro modos para escolher e cada um dos quatro modos atende uma situação diferente. O modo automático sem o S eu uso só na cidade ou em estradas boas e sem muito morro, tipo BR 381 para São Paulo. Se eu preciso de um pouco mais de rapidez, mudo para o S e o carro ganha outra vida.
Se eu quero decidir qual a marcha mas não tem muita pressa nas mudanças eu uso o manual sem o S. Para ter o melhor desempenho possível é só usar o manual com S. Neste caso o espetacular motor GM 1.8 8V tem o seu máximo rendimento e você sabe bem do que eu estou falando - dificilmente sou ultrapassado. É claro que neste caso o tal beberrão aparece com força total.
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| Câmbio I-Motion - Volkswagen/Divulgação |
No percurso diário Belo Horizonte/Betim, uso o automático sem o S e as vezes vou variando só para treinar os outros modos. Eu diria que com o Dualogic só troca marcha de quem quer, pois os modos automáticos, com ou sem S, dão conta do recado com folga.
A diferença do S no caso manual é mais ou menos como se você tirasse o
pé mais rápido ou mais lento da embreagem mas é apenas uma impressão,
não vi nada técnico confirmando isto. Mas o carro anda bem mais. No modo
automático sem S, o carro é MUITO lento. Nas subidas troca de marcha de
primeira para a segunda, não aguenta e volta para a primeira e fica
assim. Prefiro subir no manual.
Sobre o Idea, estou muito satisfeito com ele. É Fiat e tem problemas, vários problemas, mas todos vem do fato de ser Fiat e eu já estou acostumado - é o terceiro que eu tenho (outro foi o
Stilo). O que mais irrita é o tal banco com regulagem de altura que só funciona sem fazer barulho se estiver no mais alto ou no mais baixo. O ar condicionado é ruim também. O do Peugeot é bem melhor.
"
Confiram a lista de alguns carros equipados com câmbio manual automatizado no Brasil:
Fiat (Dualogic)
Palio
Palio Weekend
Grand Siena
Idea
Punto
Bravo
Linea
500
Volkswagen (I-Motion)
Gol
Fox
Voyage
Polo
Polo Sedan
Experiência
Já tive a oportunidade de guiar um Stilo Dualogic (1.8 8V), Meriva Easytronic (1.8 8V), Linea Dualogic (1.8 E.TorQ), Bravo Dualogic Plus (1.8 E.TorQ), Fox I-Motion (1.6) e Polo Sedan I-Motion (1.6).
O pior deles, sem dúvida, foi o Stilo. Fiquei até com dúvidas se o modelo não estaria com defeito, mas rodei em outro e as trocas de marchas desconfortáveis, com muitos trancos, eram normais - infelizmente. O Meriva também não foi dos melhores. Tanto ele, quanto o Stilo me irritaram bastante num aspecto: quando fui trocar de faixa, reduzindo ligeiramente a velocidade, ambos reduziram uma marcha, dando um grande "solavanco" dentro do carro, aumentando o giro e tornando a manobra um pouco perigosa.
Já o Linea conseguiu evoluir, deixando as trocas mais suaves. Da turma acima, o melhor deles foi o Bravo. A evolução para o "Plus" foi notável no Dualogic. A dupla de I-Motions da Volkswagen também me agradou. Mas, de uma maneira geral, prefiro um câmbio automático tradicional, de preferência com muitas marchas.