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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Falso amigo? Para que serve mesmo o engate traseiro do seu carro?

Cesvi/Divulgação
Salvador ou vilão? A discussão sobre a utilidade do engate traseiro nos veículos desperta verdadeiras ondas de paixão e ódio. O uso desse acessório deveria ser voltado para engatar uma carga, certo? Mas, hoje em dia, a maioria dos que procuram a peça tem outra intenção: proteger a parte traseira do seu carro contra batidinhas de outros veículos – e, por tabela, danificar o veículo do outro. Alguns compram até por motivo estético (já que estava na moda). Só que a impressão de segurança é falsa. O CESVI explica por quê.

FEITIÇO VOLTA CONTRA O FEITICEIRO
O engate, de fato, pode proteger seu veículo em batidas leves, principalmente aquelas “encostadinhas” que ocorre nos estacionamentos. Porém, num impacto um pouco mais forte, o engate danifica o seu carro – de uma forma mais violenta do que se não houvesse o acessório ali.

Isso porque o engate é fixo, normalmente, em pontos da longarina. Em casos nos quais o crash-box poderia absorver o impacto sem danificar a estrutura do veículo, a força do impacto vai direto para as longarinas, danificando sua estrutura.

Como dissemos, a função real do engate é acoplar algo ao veículo, aumentando assim sua capacidade de carga. Mas saiba que existem algumas regras para a instalação:

• O engate deve ser instalado apenas em veículos que tenham capacidade de tração. Essa informação é descrita no manual do proprietário.

• Deve ser instalado respeitando os pontos de fixação descritos no manual do veículo.

• Deve se observar o modelo de cada engate, respeitando sua capacidade de carga, que pode variar entre 400 kg e 1.500 kg.

• O engate deve ter sido testado pelo Inmetro e conter uma placa visível e inviolável fixada a ele com: o nome do fabricante, CNPJ e identificação do registro concedido pelo Inmetro, modelo do veículo ao qual se destina, capacidade máxima de tração do veículo, e uma referência à Resolução 197/06, que regulamenta o uso do acessório.

• A tomada elétrica deve ser instalada seguindo os padrões. Uma fiscalização sempre vai verificar se ela está funcional.

Vale lembrar que, em caso do não cumprimento das exigências, o motorista está sujeito a penalidade descrita no Código de Trânsito Brasileiro, que consiste em infração grave, somando 5 pontos à carteira de motorista, além de retenção do veículo até a regularização.

Texto: CESVI Brasil

Opinião do blogueiro
Acho que o engate deveria ser uma peça móvel, com uso permitido apenas quando o motorista fosse usar o reboque para fazer algum transporte de carga extra. Sem reboque, sem engate.

Meu (ex) Chevrolet Astra foi vitima inocente de um engate, de um motorista que me xingou quando eu pedi a ele para ter mais cuidado com as suas manobras. Exatamente duas semanas depois, este mesmo motorista "encostou" a sua picape Mitsubishi L200 numa pilastra, dentro do mesmo estacionamento onde eu tinha parado o meu carro, e o resultado foi um rombo de R$ 2.000 para o conserto.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Dica: evite rodar com o seu carro com o tanque de combustível na reserva

CESVI BRASIL/Divulgação
Você sabe quantos litros cabem no tanque de combustível do seu veículo? Isso varia de modelo para modelo, de modo que vale a pena conferir o manual do proprietário do seu automóvel. Essa noção também pode ajudá-lo a evitar a pane seca – quando o veículo simplesmente para de funcionar por falta de combustível.

A pane seca, além de causar transtorno para o trânsito, causa também para o seu bolso. O Código de Trânsito Brasileiro prevê multa de R$ 85,13 a quem para na via por falta de combustível, e ainda quatro pontos na carteira e a remoção do veículo.

O carro avisa
A reserva não é um reservatório à parte, como muitos pensam. O nível de combustível é identificado com um sistema de boia e um variador de resistência. Se estiver baixo, o sistema avisa: entrou na reserva. Você pode traduzir “reserva” pela expressão “se bobear, vai acabar”.

E não vai ser por falta de aviso ou antecedência. Há um alerta no painel, e o nível da reserva pode variar entre 5 e 10 litros. Mais que o suficiente para você chegar a um posto de abastecimento a partir do sinal.

Riscos
Evite trafegar com baixo nível de combustível, para que não aconteçam danos à bomba elétrica por falta de resfriamento.

Vale lembrar que, em caso de subidas íngremes, curvas acentuadas e freadas bruscas, se o nível estiver baixo, há uma chance maior de entrada de ar na linha de combustível – o que provoca falhas no funcionamento do motor, além dos danos à bomba elétrica.

Quer evitar surpresas desagradáveis? Mantenha o tanque sempre acima de ¼ de sua capacidade.

Texto: CESVI BRASIL

quarta-feira, 6 de março de 2013

Inflação do Carro tem segunda alta no ano: + 0,57%

Pesquisa da Agência AutoInforme apurou alta de 0,57% na Inflação do Carro de fevereiro. Foi o segundo aumento do ano. As despesas com o uso e a manutenção do carro vêm subindo desde agosto do ano passado e no ano acumula alta de 1,89%.

Os combustíveis são os responsáveis pela alta do índice em 2013: tanta em janeiro quanto em fevereiro, álcool e gasolina tiveram aumentos significativos. No mês passado a gasolina subiu 2,42% e acumula alta de 4,31% em 2013. O etanol subiu 0,25% em fevereiro e 5,15% no bimestre. Observe que o aumento foi menor em fevereiro, o que pode indicar uma acomodação para os próximos meses.

A segunda maior alta no mês foi da lona de freio, que ficou 1,31% mais cara; em seguida veio a correia dentada, com aumento de 0,99%.

Vale destacar as altas seguidas do estacionamento. No ano passado o estacionamento por hora subiu 13,7%; neste ano o aumento já está em 1,29%. Por período mensal, o preço do estacionamento subiu 1,64% nos dois primeiros meses deste ano.

Inflação do Carro

Itens que mais subiram em fevereiro
Gasolina - 2,42%
Lona de freio - 1,31%
Correia dentada - 0,99%

Itens que mais caíram em fevereiro
Pastilhas de freio - -0,85%
Cambagem - -0,46%
Filtro de combustível - -0,45%

Itens que mais subiram em 2013
Álcool - 5,15%
Seguro obrigatório - 4,44%
Gasolina - 4,31%

Itens que mais caíram em 2013
IPVA - -4,71
Pastilhas de freio - -1,28
Filtro de combustível - -0,68

Fonte: AutoInforme

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

BMW também é carro!

Eu estava conversando com algumas pessoas ontem a noite e fiquei observando como existe uma supervalorização de duas marcas alemãs: Mercedes-Benz e BMW. Seus carros parecem inquebráveis, invencíveis, "inultrapassáveis", intocáveis... Eu concordo, sem questionar, que os carros que elas produzem estão entre os melhores do mundo!

O que admiro muito nas duas marcas é que elas são as mesmas em qualquer parte do mundo: modelos, motores, tecnologia, etc. - e sempre com o mesmo respaldo. Um Toyota Corolla, nos EUA, é visto de uma forma diferente do jeito como o carro é visto no Brasil. Esta distância entre percepções é menor entre os carros das marcas alemãs.

Mas, contrariando as pessoas do papo de ontem, BMW e Mercedes-Benz também estragam, apresentam defeito, precisam de combustível, de manutenção preventiva, etc.. E a foto abaixo, feita em Portugal no final de semana passado pelo leitor João Gabriel, mostra, de uma forma bem verdadeira, que "BMW também carro": o modelo está recebendo uma chupeta para dar partida! E a chupeta foi feita por um Mercedes.
Não importa se seja um BMW novo ou uma antigo, ou um Mercedes caindo aos pedaços ou brilhando na concessionária: todos os carros precisam de manutenção para rodar sem problemas.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O Inovar-Auto e a cadeia de suprimentos

SAE Brasil/Divulgação
*Por Francisco Satkunas

Definidos os termos do Inovar-Auto anunciado pelo Governo Federal, assistimos à movimentação de players novos e veteranos em busca de credenciais para receber as vantagens oferecidas pelo programa. Especificamente na questão do conteúdo local, o papel da cadeia de suprimentos é, sem dúvida, o de protagonista no sucesso dessa empreitada, que pode ser traduzida como operação-resgate da competitividade brasileira.

Além de inaugurar a política industrial para o setor automotivo com a auspiciosa e saudável perspectiva de indicadores de desempenho a serem perseguidos, o Inovar-Auto pode significar para a diversificada indústria local de autopeças oportunidades de recuperação e mais atratividade. Mas há que se observar prioridades, que são a chave para abrir essa porta.

Em outras palavras, as empresas terão que definir como a engenharia vai trabalhar o trinômio custos/preços/lucratividade dentro das novas regras. Não é preciso ser especialista para perceber que isso requer uma revisão da estratégia de negócios para o crescimento com eficiência e lucratividade. Trata-se de uma nova fronteira para a definição de qual deve ser a estratégia de localização correta diante da nova legislação e dos fatores externos em mudança.

Ultrapassá-la significa reavaliar conceitos e prioridades, sacudir o pó, considerar o impacto do índice de conteúdo local previsto no Inovar-Auto sobre o portfólio de produtos. E, com um olho no gato e outro no peixe, lidar com a exigência global e brasileira no tocante a produto e tecnologia, além de preparar o caminho para o atendimento de eventuais acréscimos no volume de produção. Nesse contexto, faria muito bem à nossa indústria compensar a elevação de custos de mão de obra e outros, mantendo estruturas enxutas para preservar a rentabilidade.
Reprodução/Correio de Uberlândia
Embora o nível de automação atual no setor seja condizente com o equilíbrio do custo da mão de obra em nosso País, a perspectiva de oportunidades de novos negócios para os fornecedores da cadeia envolvendo menores volumes de produtos deve se confirmar, como fruto da tendência de segmentação crescente aplicada aos veículos pelos fabricantes. Sendo assim, vencerão os que souberem melhor realocar seus recursos e equilibrar a balança entre automação e mão de obra.

Felizmente o Brasil conta com um parque de fornecedores que, ao longo de décadas, atingiu maturidade e padrão de qualidade reconhecido mundialmente por modernos métodos produtivos. Formado por subsidiárias de empresas globais de grande porte ao lado de nativas grandes e pequenas, o segmento é heterogêneo, mas a maioria das indústrias opera estruturas de P&D e projetos globais que florescem no Brasil em inúmeras OEM´s.

Não há como negar o pioneirismo brasileiro em determinadas tecnologias, como a dos motores bicombustíveis, nem os progressos notáveis na aplicação veicular de materiais inovadores que tornaram a indústria nacional referência nesse campo. Entretanto, o outro lado dessa moeda é que ainda há uma cadeia de suprimentos acostumada a um mercado de grandes volumes, poucas OEM´s, margens comprimidas e inevitáveis comparações de preço com produtos similares importados na hora das negociações.

O desafio é deixar os vícios desse modelo e investir em uma reengenharia que adapte o negócio ao cenário atual, cheio de newcomers e seus carros superequipados e supercompetitivos. Parece assustador, mas a recompensa pode ser a oportunidade competir e crescer com lucratividade.

Francisco Satkunas é engenheiro e diretor conselheiro da SAE BRASIL

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Chevrolet faz recall do Onix 1.0

Chevrolet/Divulgação
Com três meses de mercado no Brasil, o Onix foi chamado pela Chevrolet para seu primeiro recall. Os donos de modelos equipados com motor 1.0 SPE/4 (disponível para as versões LS e LT) devem comparecer às concessionárias da marca para realização de um reparo nas rodas de aço de 14 polegadas.

Segundo a montadora, as rodas podem ter arestas que causariam cortes internos nos pneus durante o processo de montagem. Estão envolvidos no recall as unidades com chassis entre DG129064 a DG209603, fabricadas entre 24 de agosto de 2012 e 15 de dezembro de 2012.

Os Onix com defeito terão suas rodas substituídas e, caso seja necessário, os pneus também serão trocados. O serviço será realizado gratuitamente e tem duração estimada de 90 minutos. Mais informações podem ser obtidas no site da empresa ou pelo  Serviço de Atendimento Chevrolet (0800 702 4200).

Outros recalls
No último trimestre de 2012, a marca também convocou Agile 2013, Montana 2013 e Classic 2013 para respectivos recalls.

No caso do veterano sedã, os modelos com airbag e sem ar-condicionado, fabricados entre 3 de julho de 2012 e 10 de outubro de 2012, com chassis de DB146382 a DB172060 e de DC100004 a DC113546, devem comparecer às concessionárias da Chevrolet para substituição da barra de impacto do para-choque dianteiro. Em caso de colisão frontal, pode interferir no adequado funcionamento do airbag, com risco de dano pessoal aos ocupantes do veículo. O serviço é gratuito e o tempo estimado para a sua realização é de 1 (uma) hora.

Chevrolet Agile 2013
Data Inicial e Final de Fabricação: de 04 de outubro de 2012 a 23 de novembro de 2012
Nº de série do chassi: De DR141160 a DR175496

Chevrolet Montana 2013
Data Inicial e Final de Fabricação: de 19 de setembro de 2012 a 23 de novembro de 2012
Nº de série do chassi: De DB152440 a DB205070

Na dupla Agile e Montana 2013, o problema está na tubulação de alimentação de combustível, que pode vazar, criando risco de incêndio. Os proprietários devem levar seus modelos para a verificação e eventual substituição da tubulação de alimentação de combustível. O serviço é gratuito e o tempo estimado para a sua realização é de 15 (quinze) minutos.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Câmbio manual automatizado vale a pena? Conheça detalhes e a opinião do dono

Eu já deveria ter publicado este post há mais tempo, mas ele ficou na caixa de rascunhos do De 0 a 100 e eu me esqueci. Mas ele está sendo publicado em boa hora, pois estou recebendo muitos e-mails com dúvidas a respeito dos câmbios manuais automatizados.
Mas o que é um automatizado (também conhecido como robotizado)? Este tipo de transmissão nada mais é do que um câmbio manual que dois "robôs" (atuadores) que efetuam as trocas de marcha. Na prática, uma central eletrônica detecta a necessidade de trocar (aumentar ou reduzir) uma marcha. A partir disso o "primeiro robô" é ativado, acionando a embreagem; e o "segundo robô" entra em ação em seguida, fazendo a mudança da marcha.

É importante dizer que a transmissão automatizada tem sistema de embreagem, diferente de um veículo com câmbio automático tradicional. Logo, um automóvel Dualogic (Fiat), Easytronic (Chevrolet) e I-Motion (Volkswagen) precisa trocar a embreagem como num carro manual. Das três marcas, apenas a GM não comercializa nenhum modelo Easytronic no momento (primeiro e único foi o Meriva).
Fotos acima - Reprodução de Leônidas Jr/Arquivo Pessoal
Se o sistema automatizado leva vantagem no preço (cerca de metade do valor), os câmbios automáticos tem como destaque a suavidade nas trocas de marcha, que acontece sem os pequenos trancos dos automatizados - um dos maiores defeitos (se não for o maior) apontados pelos proprietários.

Mas o câmbio Dualogic Plus (2ª geração do sistema da Fiat) e o I-Motion já conseguiram evoluções importantes nesse sentido, diminuindo bem os "soluços" nas trocas de marcha.

Câmbio Dualogic - Fiat/Divulgação
Mas o no dia-a-dia, como é a relação do motorista com o câmbio automatizado? Vale a pena comprar um? Dá muito problema? Veja o que disse o amigo Leônidas (É FATO) sobre o funcionamento do seu Fiat Idea Adventure Locker Dualogic.
  • Automático "normal"
  • Automático S (esportivo)
  • Manual "normal"
  • Manual S (esportivo)

"Meu carro está com um pouco mais de 35.000 km rodados e nenhuma reclamação, só elogios.

É claro que tem que acostumar com ele. No início fiz muita coisa errada e ele vivia apitando. Ele apita toda vez que você faz alguma coisa não prevista. Nas estradas com muita curva, tipo Belo Horizonte/Ouro Preto, eu uso o modo manual e no modo esportivo.

Faço uso do modo manual toda vez que eu subo algum morro mais forte. Nas arrancadas em morro, tem que usar o freio de mão senão ele não arranca bem. É bem bacana ter os quatro modos para escolher e cada um dos quatro modos atende uma situação diferente. O modo automático sem o S eu uso só na cidade ou em estradas boas e sem muito morro, tipo BR 381 para São Paulo. Se eu preciso de um pouco mais de rapidez, mudo para o S e o carro ganha outra vida.

Se eu quero decidir qual a marcha mas não tem muita pressa nas mudanças eu uso o manual sem o S. Para ter o melhor desempenho possível é só usar o manual com S. Neste caso o espetacular motor GM 1.8 8V tem o seu máximo rendimento e você sabe bem do que eu estou falando - dificilmente sou ultrapassado. É claro que neste caso o tal beberrão aparece com força total.
Câmbio I-Motion - Volkswagen/Divulgação

No percurso diário Belo Horizonte/Betim, uso o automático sem o S e as vezes vou variando só para treinar os outros modos. Eu diria que com o Dualogic só troca marcha de quem quer, pois os modos automáticos, com ou sem S, dão conta do recado com folga.

A diferença do S no caso manual é mais ou menos como se você tirasse o pé mais rápido ou mais lento da embreagem mas é apenas uma impressão, não vi nada técnico confirmando isto. Mas o carro anda bem mais. No modo automático sem S, o carro é MUITO lento. Nas subidas troca de marcha de primeira para a segunda, não aguenta e volta para a primeira e fica assim. Prefiro subir no manual.

Sobre o Idea, estou muito satisfeito com ele. É Fiat e tem problemas, vários problemas, mas todos vem do fato de ser Fiat e eu já estou acostumado - é o terceiro que eu tenho (outro foi o Stilo). O que mais irrita é o tal banco com regulagem de altura que só funciona sem fazer barulho se estiver no mais alto ou no mais baixo. O ar condicionado é ruim também. O do Peugeot é bem melhor."

Confiram a lista de alguns carros equipados com câmbio manual automatizado no Brasil:

Fiat (Dualogic)
Palio
Palio Weekend
Grand Siena
Idea
Punto
Bravo
Linea
500

Volkswagen (I-Motion)
Gol
Fox
Voyage
Polo
Polo Sedan

Experiência
Já tive a oportunidade de guiar um Stilo Dualogic (1.8 8V), Meriva Easytronic (1.8 8V), Linea Dualogic (1.8 E.TorQ),  Bravo Dualogic Plus (1.8 E.TorQ), Fox I-Motion (1.6) e Polo Sedan I-Motion (1.6).

O pior deles, sem dúvida, foi o Stilo. Fiquei até com dúvidas se o modelo não estaria com defeito, mas rodei em outro e as trocas de marchas desconfortáveis, com muitos trancos, eram normais - infelizmente. O Meriva também não foi dos melhores. Tanto ele, quanto o Stilo me irritaram bastante num aspecto: quando fui trocar de faixa, reduzindo ligeiramente a velocidade, ambos reduziram uma marcha, dando um grande "solavanco" dentro do carro, aumentando o giro e tornando a manobra um pouco perigosa.

Já o Linea conseguiu evoluir, deixando as trocas mais suaves. Da turma acima, o melhor deles foi o Bravo. A evolução para o "Plus" foi notável no Dualogic. A dupla de I-Motions da Volkswagen também me agradou. Mas, de uma maneira geral, prefiro um câmbio automático tradicional, de preferência com muitas marchas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Conheça as luzes de aviso de seu carro

As luzes do painel de seu carro são muito importantes para sua segurança. Conheça o significado de cada luz de aviso para que o condutor possa identificar o problema o mais rápido possível.
FordHP/Divulgação
No painel de instrumentos do veículo, encontramos diversas luzes que, quando acesas, alertam sobre o mau funcionamento de algum mecanismo. Quando o condutor estiver com o carro em movimento e alguma luz acender, o correto é parar o veículo imediatamente e levá-lo à oficina mais próxima para ser feita uma vistoria completa. Só assim o problema será identificado. Se o condutor resolver seguir com o carro, mesmo com a luz de aviso piscando, um problema pequeno pode acabar se tornando um problemão. É necessário ter bastante calma e responsabilidade perante esse tipo de situação, pois interfere diretamente na sua segurança.

As principais luzes de aviso são:

A luz da temperatura
Quando esta luz se acende, o que se espera é que o condutor pare o veículo imediatamente, pois a origem deste problema pode ser uma falha no sistema de arrefecimento. Ao continuar utilizando a marcha do carro, os resultados podem se tornar trágicos, como por exemplo, um superaquecimento do motor com grandes riscos de explosão.

O condutor precisa urgentemente encostar o carro na estrada e desligar o motor. Neste caso, nunca se deve tentar abrir o radiador, pois a água e os vapores podem causar queimaduras graves. A melhor opção é aguardar o reboque.

A luz do alternador
Esta luz acesa no painel de instrumentos do veículo remete a ideia de um alerta para que o condutor saiba que o sistema de carga não está funcionando corretamente, sem conseguir suprir as necessidades elétricas e nem manter a bateria do veículo. O condutor pode seguir com o carro, mas não por muito tempo, pois mais cedo ou mais tarde a bateria e, por consequência, o motor irão descarregar.

A luz da pressão do oleo
Esta luz de aviso, quando acesa, possui dois significados:

. O motor está com a pressão do óleo bastante baixa, aumentando o consumo de combustível.
. A unidade responsável por controlar a pressão do óleo sofre danificações, deixando o condutor vulnerável, sem saber se o carro será afetado por outro problema.

No momento em que esta luz se acende, o condutor deve parar o veículo e esperar que o motor esfrie para conferir o nível de óleo. A maneira correta para conferir o nível de oleo é pela manhã, antes de utilizar o automóvel, pois o motor estará completamente frio.

Se a luz de óleo estiver piscando e o condutor decidir seguir com o carro, a consequência não será agradável, pois o motor poderá ser atingido, sendo necessária a sua troca. E isto não cai bem no bolso de ninguém.

Outras luzes importantes
No painel de instrumentos do veículo, todas as luzes assumem um papel de suma importância para o condutor. Somando-se às já mencionadas, encontramos também a luz que alerta sobre a falta de combustível, a de aviso da bateria, do ABS, a que alerta sobre as baixas pressões dos pneus, a de aviso do cinto de segurança, a que alerta quando alguma porta está aberta, a de faróis ligados, a dos piscas, a do freio de mão, a do piloto automático, entre outras.

Conhecendo todas as luzes de aviso de seu automóvel, o condutor consegue sempre encontrar a melhor solução caso algum problema apareça, garantindo sempre o conforto e a segurança de todos.

Texto e informações: Web Pneu

terça-feira, 23 de junho de 2009

Problemas com o garotão Chevrolet Captiva

Fotos: Chevrolet/Divulgação
O Chevrolet Captiva é um sucesso de público, sempre vendendo muito bem desde a sua chegada ao Brasil, em agosto do ano passado. O modelo serviu para melhorar um pouco a imagem da marca, que estava carente de algo realmente novo e inédito. O impacto do Captiva foi tão grande que ele abafou dois outros modelos de grande sucesso e bastante cobiçados pelo público brasileiro: Hyundai Tucson e Honda CR-V.

Já ouvi que o Captiva é o rival direto do Tucson; também já me disseram que o Captiva é o principal adversário do CR-V. A verdade é que o Chevrolet incomoda tanto os modelos considerados crossovers médios, quanto os utilitários esportivos médios. Veja as vendas:

Chevrolet Captiva
4.795 unidades - 2008 (setembro a dezembro)
5.689 unidades - 2009 (janeiro a maio)

Honda CR-V
7.955 unidades - 2008 (março a dezembro)
6.041 unidades - 2009 (janeiro a maio)

Hyundai Tucson
19.644 unidades - 2008 (janeiro a dezembro)
8.208 unidades - 2009 (janeiro a maio)

Mas o ponto que quero chegar com esse post é o seguinte. Nos últimos meses, tenho recebido algumas reclamações sobre o Captiva. Um internauta vendeu o carro depois de 35 dias com o mesmo. Já um outro proprietário fez um acordo com a GM e devolveu o veículo pouco tempo depois de comprá-lo. Fiquei curioso para saber quais são os defeitos mais comuns do modelo. Resolvi então fazer algumas visitas especiais a concessionárias da marca em Belo Horizonte.
Interior bem acabado e confortável
Ao entrar nas oficinas, me deparei com alguns contrastes. Numa delas, pouquissimos Captivas parados nos "boxes". Perguntei ao consultor o que os carros tinham e ele disse que eles estavam lá para a primeira revisão de seis meses (troca de óleo, etc.). Em outra revenda, o mesmo foi dito, mas algo chamou a minha atenção: oito Captivas estavam na mesma oficina, ao mesmo tempo - número que achei alto para uma simples troca de óleo. Conversa vai, conversa vem, começo a saber o que está acontecendo.

Muitos Captivas estão parados esperando peças, que, aparentemente, estão demorando um bocado para chegar. Alguns tiveram problemas com os discos de freio, que empenaram graças às nossas ruas, avenidas e estradas, que insistem em imitar a superfície da Lua. Outros estão com um problema mais grave: a luz da injeção eletrônica se acende no painel do veículo, acusando problemas com o sistema. O defeito parece não ser fatal, já que permite que o carro rode sem dificuldades. Mas ele pode ser a ponta de algo muito pior. Um dos modelos estava com um problema no motor que ninguém sabia o que era e, logo, ninguém sabia resolver. Não me lembro a proporção, mas vi na oficina Captivas V6 e Ecotec.
Motores V6 3.6 e 2.4 16V Ecotec parecem não gostar da gasolina brasileira
Fica a impressão que o Captiva não recebeu as adaptações necessárias para rodar nas péssimas condições de piso do Brasil (embora o carro seja um fora-de-estrada) e para receber a nossa gasolina, que contêm 25% de álcool - e que adora ser batizada. A situação pode ser ainda pior. Recebi uma informação, que ainda não pude confirmar, mas que diz que algumas concessionárias da Chevrolet fora do estado de São Paulo estão, literalmente, colocando os Captivas defeituosos numa cegonha e mandando de volta para a sede da GM em SP com o seguinte bilhete: "Toma que o filho é seu. Resolvam os problemas e me mandem os carros de volta".

Deixando a ironia de lado, a situação pode até não parecer grave, já que é natural que qualquer carro tenha seus defeitos - até por isso existe a garantia da fábrica. Mas o que começa pequeno pode crescer muito rápido, se tornando uma grande dor de cabeça. Tenho certeza que a Chevrolet do Brasil já trabalha para conseguir a reposição mais eficiente das peças do modelo e para solucionar os problemas de injeção, fazendo o Captiva voltar ao que ele é: um carro caro, moderno, confortável, muito bonito e beberrão.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Volkswagen e Fiat: Vidro trincado e pneu estragado

Como o jornalista responsável pelo Portal Vrum, publiquei, na última sexta-feira (15/05), duas matérias muito sérias e, infelizmente, comuns (no sentido de frequentes). Ambas abordam problemas ocorridas com carros novos ou peças que tiveram algum problema de fabricação.
Vicente Ribeiro/Arquivo Pessoal
A primeira matéria, da repórter Paula Carolina , fala da "enterna queda de braço" entre o consumidor e o fabricante/fornecedor. Esse caso eu conheço com um pouco mais de detalhes. A personagem da matéria decidiu comprar um Palio Adventure Locker, por considerar que este veículo seria o mais adequado para ela. Mas, depois de rodar apenas 700 km, o pneu apresentou um desgaste muito estranho, parecendo que ele estava "derretendo" (comum quando a borracha fica velha). Bem, mesmo não devendo, isso acontece; até por isso existe a garantia de fábrica.

Agora, o funcionário da concessionária teve a cara de pau de dizer que a proprietária do carro estava "fazendo curvas em alta velocidade"! O carro tem apenas 700 km rodados!!! Com essa quilometragem, mesmo nas "excelentes" ruas brasileiras, é praticamente impossível que o pneu tenha um desgaste desses! O funcionário não só desrespeitou a dona do carro, como também subestimou a sua inteligência!

Depois disso veio o "técnico" da Pirelli dizer que o pneu Scorpion ATR do Palio Adventure Locker "não é para andar no asfalto". Isso só pode ser brincadeira... Esse cara deve ser técnico de futebol de várzea, porque ele não parece entender nada de pneus. Eu também não entendo muito, mas me espanta o fato da Pirelli ter alguém que diga essas coisas "por ela". A declaração dele vai contra o que a própria marca diz: "Scorpion ATR é um produto desenvolvido para pick-ups, utilitários esportivos e automóveis com estilo off-road. É o pneu perfeito para quem enfrenta o dia-a-dia na cidade e gosta de curtir um fim de semana off-road no campo".
Andre Luiz Rocha/Divulgação
Enquanto isso, no vidro da frente...
O outro caso também é grave. Veja o que diz o bigode da matéria do repórter Daniel Camargos : "Trinca no para-brisa do Voyage e Gol é problema recorrente, mas Volkswagen não explica o motivo, apesar de reconhecer o problema e trocar o vidro em garantia, sem custo". Penso que, aparentemente, hatch e sedã têm um problema estrutural, que, como consequência, acaba trincando o para-brisa.

Entrei em alguns fóruns e comunidades do Orkut e vi que o problema é mais comum do que parece. E ele não deve acontecer. Imagine a cena: você chega em casa a noite, estaciona o seu carro na garagem, tranquilo, e vai dormir. De manhã, quando vai sair para o trabalho, percebe um senhor trincado no para-brisa. Mas que situação desagradável.

Lendo a reportagem fico pensando na profunda felicidade do motorista que foi obrigado a trocar o vidro do Voyage duas vezes! Será que vem mais um recall envolvendo o novo Gol e o Voyage por aí? 

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Pintando o videochat: cuide bem da pintura do seu carro!

Reprodução da internet/autocarrozzeria.com.br - 24/9/08
Oi pessoal!
Finalmente vamos fazer o videochat do De 0 a 100 sobre "dicas de pintura" ou "cuidados com a pintura do seu carro"! Se você tem alguma dúvida, aproveite a oportunidade para conversar com o Luiz Carlos, instrutor do Senai e especialista em pintura automotiva. Desta vez o programa vai ser um pouco mais cedo, começando às 15h45. Tire suas dúvidas e participe!

Paro meu carro no sol todos os dias. Posso fazer alguma coisa para a pintura não estragar? E essas lonas automotivas, são boas mesmo? Elas protegem o carro ou esquentam demais, a ponto de queimar a pintura do veículo? É necessário fazer cristalização de pintura num veículo récem comprado, que mal saiu da concessionária? Vale a pena fazer uma cristalização por ano? Posso passar cera no carro uma vez por semana? Cocô de passarinho estraga a pintura? Existe algum cuidado especial com a pintura durante os meses mais frios e mais quentes do ano?

Além de tirar as dúvidas, minha intenção é que as pessoas que participarem do videochat possam "aplicar" as dicas logo após o programa, de forma simples e prática.

Para participar do bate-papo, basta entrar no www.vrum.com.br, no www.uai.com.br ou no Uai Chats um pouco antes das 15h45 e clicar no link do programa! Além disso, você pode entrar no videochat pelos portais Correio Web e Pernambuco.com.

Atualização (26/09)
Obrigado a todos pela participação no videochat ontem! Fazia tempo que não recebíamos tantas perguntas e participações! Infelizmente não tivemos tempo para responder a todos. Acho que vale fazer um resumo de algumas dicas do Luiz Carlos.

. Cocô de passarinho e morcego: sempre limpar o mais rápido possível, pois as fezes são ácidas;

. Cristalização de pintura: não fazer no carro 0 km, como muitas concessionárias oferecem;

. Lava-jato: evitar aqueles que possuem os "rolos", por vários motivos: se aqueles "pedaços de plástico" que limpam o veículo estiverem velhos, eles têm grandes chances de arranhar a lataria. Além disso, a sujeira fica acumulada no "rolo". Então, se o carro da frente tiver voltado de uma mineradora, por exemplo, provavelmente o carro seguinte na fila vai sofrer com os restos da lavagem anterior. Mas a sujeira não só vai ficar presa no rolo, como também na bucha e no balde de sabão.

. Lava-jato 2: Quando o lava-jato tiver tiver aquela ducha mais forte, preste atenção na distância entre o carro e a ducha. Se os dois estiverem muito perto, para tirar uma sujeira agarrada, por exemplo, a pintura do carro pode sofrer, principalmente nos veículos que receberam uma repintura. O ideal é usar uma bucha para tirar a sujeira. (mais detalhes sobre isso no videochat)

. Sabão : Use sempre os neutros;

. Cera : Usar sempre as ceras com proteção UV, contra os raios ultra-violeta.

Parte 1


Parte 2


Parte 3