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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Chevrolet divulga mais detalhes do Trax. Será que ele pode bater o EcoSport?

Continuando sua estratégia de divulgar informações de seus lançamentos em doses homeopáticas, a Chevrolet anunciou novos detalhes do Trax, seu futuro anti-EcoSport que será lançado no Brasil em 2013 - talvez com o nome de Enjoy.

Alguns dizem que o modelo ficará no lugar do Captiva, enquanto outros afirmam que o ele ficará abaixo do Captiva (em preço, tamanho e potência), opinião que eu compartilho. Não importa o que acontecer, o Trax tem grande potencial para ocupar uma faixa de mercado ainda pouco explorada pela Chevrolet no Brasil, a dos utilitários compactos, podendo conviver em perfeita harmonia com o Captiva.
Quando for lançado por aqui, o Trax deverá ser equipado com motor 1.8 16V Ecotec (o mesmo do Cruze) e com ar-condicionado, direção assistida, airbag duplo e ABS. Da forma como a Chevrolet vem tratando os seus lançamentos "mais modernos", o Trax custaria cerca de R$ 70.000. Mas a marca deverá abrir o leque, equipando o SUV também com o propulsor 1.6 16V Ecotec, para disputar com as versões 1.6 do Duster e do EcoSport - deixando o 1.8 para "trombar" com as motorizações 2.0 16V dos concorrentes.

Em termos de dimensões, veja como o Trax se compara ao Captiva e aos seus futuros adversários diretos. 

Chevrolet Captiva
Comprimento: 4,576 m
Largura: 1,850 m
Entre-eixos: 2,707 m
Porta-malas: 821 litros

Chevrolet Trax (Enjoy)
Comprimento: 4,248 
Largura: 1,776 m
Entre-eixos: 2,555 m
Porta-malas: 358 litros

Renault Duster
Comprimento: 4,315 m
Largura: 1,822 m
Entre-eixos: 2,673 m
Porta-malas: 475 litros (400 litros - 4x4)

Ford EcoSport (novo)
Comprimento: 4,24 m
Largura: 1,77 m
Entre-eixos: 2,52 m
Porta-malas: 362 litros 

Prestes a ser apresentado oficialmente pela Chevrolet na Europa, durante o Salão de Paris, na França, o utilitário compacto será oferecido com três opções de motores: 1.6 16V Ecotec de 116 cv (muito próximo do Sonic), 1.4i Turbo, de 142 cv e 20,4 mkgf (ambos a gasolina); e 1.7 VCDI a diesel, de 132 cv. As versões turbo e a diesel podem ser equipada com transmissão automática de seis marchas. O Trax terá tração dianteira, mas será possível optar pela 4x4 permanente (AWD).
Ainda no velho continente, o novo Chevrolet contará com controles de tração e estabilidade, freios com sistema ABS com EBD, ar-condicionado, sistema que auxilia a partida em aclives, sistema start/stop e seis airbags desde sua versão LT, a de entrada. As versão mais requintadas terão ainda sistema multimídia MyLink (que inclui navegador, entrada USB, Bluetooth e comando de voz), ar-condicionado automático, cruise control e computador de bordo estão presentes em outras versões.

Produzido na mesma plataforma do Sonic, o Chevrolet Trax será fabrica na San Luis Potosi, no México, e vendido para 140 países.

Ainda é cedo para dizer se o Trax terá sucesso no Brasil. Mas, levando em consideração as altas vendas do Cobalt e a falta do Cruze Sport6 do mercado, sem contar o enorme potencial da minivan Spin (proporcional à sua feiura), o novo utilitário compacto da Chevrolet tem tudo para fazer sucesso por aqui, podendo até desbancar o Ford EcoSport - ou será que estou exagerando?
Fotos: Chevrolet/Divulgação

domingo, 27 de maio de 2012

Chevrolet e Honda também reduzem os preços de seus carros por causa da queda do IPI

Jac Motors, Renault, Nissan, Ford, Peugeot, Toyota e Volkswagen: quase todas as principais marcas nacionais anunciaram os novos preços de seus veículos com a redução do IPI. Agora, mais duas marcam entram para o bolo: Honda e Chevrolet. Confiram:

HONDA

FIT
- DX 1.3 16V MT – R$ 47.930
- LX 1.3 16V MT – R$ 51.540
- LX 1.3 16V automático – R$ 54.500
- EX 1.5 16V MT – R$ 57.480
- EX 1.5 16V automático – R$ 60.810
- EXL 1.5 16V automático – R$ 62.660
CITY
- DX 1.5 16V MT – R$ 49.610
- LX 1.5 16V MT – R$ 54.580
- LX 1.5 16V automático – R$ 57.550
- EX 1.5 16V automático – R$ 61.680

CIVIC
- LXS 1.8 16V MT – R$ 62.990
- LXS 1.8 16V automático – R$ 66.010
- LXL 1.8 16V MT – R$ 67.040
- LXL 1.8 16V automático – R$ 69.990
- EXS 1.8 16V automático – R$ 79.480
Fotos acima: Honda/Divulgação
CR-V
- LX 2.0 16V MT 4×2 – R$ 83.920
- LX 2.0 16V automático 4×2 – R$ 86.915
- EXL 2.0 16V automático 4×4 – R$ 102.160

CHEVROLET

CELTA
- LS 1.0 3p – R$ 24.049
- LS 1.0 5p – R$ 25.667
- LT 1.0 5p – R$ 27.053

CLASSIC
- LS 1.0 – R$ 25.469

PRISMA
- LT 1.4 – R$ 29.342

CORSA
- Hatch Maxx 1.4  – R$ 29.418
- Sedan Premium 1.4  – R$ 36.038

AGILE
- LT 1.4 – R$ 34.500
- LTZ 1.4 – R$ 41.017
Chevrolet/Divulgação
COBALT
- LS 1.4 – R$ 37.834
- LT 1.4 – R$ 41.430
- LTZ 1.4 – R$ 43.985

MERIVA
- Joy 1.4 – R$ 40.310
- Maxx 1.4 – R$ 42.309
- Expression 1.8 Easytronic – R$ 42.694
- Premium 1.8 Easytronic – R$ 44.946

ZAFIRA
- Comfort 2.0 – R$ 55.123
- Expression 2.0 automático – R$ 59.027
- Elegance 2.0 automático  – R$ 63.810
- Elite 2.0 automático  – R$ 68.528

CRUZE
- LT 1.8 16V – R$ 62.558
- LT 1.8 16V automático – R$ 65.170
- LTZ 1.8 16V automático – R$ 74.653
Chevrolet/Divulgação
CRUZE SPORT6
- LT 1.8 16V – R$ 60.216
- LT 1.8 16V automático – R$ 65.170
- LTZ 1.8 16V – R$ 72.239
- LTZ 1.8 16V automático – R$ 74.106

MONTANA
- LS 1.4 – R$ 30.608
- Sport 1.4 – R$ 42.097

S10 CS
- LS 2.4 – R$ 57.011
- LT 2.4 – R$ 59.937
- LS 2.8 TDI – R$ 82.705

S10 CD
- LS 2.4 – R$ 64.256
- LT 2.4 – R$ 70.203
- LTZ 2.4 – R$ 81.737
- LT 2.8 TDI 4×2 – R$ 95.779
- LT 2.8 TDI 4×2 automático – R$ 100.621
- LT 2.8 TDI 4×4 – R$ 106.045
- LT 2.8 TDI 4×4 automático – R$ 109.821
- LTZ 2.8 TDI 4×2 automático – R$ 113.695
- LTZ 2.8 TDI 4×4 automático – 130.982

CAPTIVA
- Sport Ecotec 2.4 automático – R$ 89.900
- Sport 3.6 V6 automático – R$ 96.900
- Sport 3.6 V6 automático AWD – R$ 101.900

MALIBU
- LTZ 2.4 automático – R$ 99.900

OMEGA
- CD 3.6 V6 automático – R$ 161.000

CAMARO
- SS 6.2 – R$ 201.000

terça-feira, 15 de maio de 2012

O que esperar do Chevrolet Trax, o mais novo anti-EcoSport

Chevrolet/Divulgação
Não é segredo para ninguém que a Chevrolet está trabalhando para o lançar um concorrente direto para o Ford EcoSport. Antes conhecido como "mini-Captiva", o modelo da GM acaba de ser batizado oficialmente de Trax.

O crossover compacto será lançado em setembro, no Salão do Automóvel de Paris (França), e será vendido em mais de 140 países. De acordo com a General Motors, o Trax chega às concessionárias na Europa no último trimestre de 2012.

No Brasil, ainda não há informações concretas, com datas e detalhes técnicos oficiais. Mas a imprensa especializada espera que o modelo seja uma das principais atrações da Chevrolet no Salão do Automóvel de São Paulo, que acontece no final de outubro/início de novembro, e que ele chegue as lojas no primeiro semestre de 2013.

Rumores apontam que o Trax terá, debaixo do capô, o motor 1.8 16V Ecotec, que desenvolve 140 cv com gasolina e 144 cv com etanol. O ainda não lançado 1.6 16V Ecotec também estaria cotado para fazer dupla de mercado com o propulsor 1.8.

Em relação ao nome, achei Trax ao mesmo tempo interessante e feio. Interessante porque é curto e chamativo. Feio porque, mal foi anunciado, e as piadas de mau gosto já começaram: Chevrolet Trash (lixo) e Chevrolet anTrax (grave doença - muito pesada essa piada // ou mistura de Anta com Trax). De acordo com o Autos Segredos, o modelo ainda pode ser batizado de Enjoy por aqui. Vamos esperar para ver.

Mas o que podemos esperar deste novo Chevrolet? 
Visualmente, ele segue a identidade visual mais recente marca, com a grade frontal característica, bipartida, com a gravata dourada no meio. Pela arte conceitual divulgada, será um dos melhores modelos da Chevrolet com a atual dianteira - que ficou melhor para veículos maiores e mais robustos, como a picape S10.

Entre os equipamentos, airbag duplo, ABS, ar-condicionado e direção hidráulica devem ser de série. Só espero que os preços altos (pedidos, por exemplo, pelo Cruze Sport6) não sejam de série. Valores semelhantes aos pedidos pelo Renault Duster (entre R$ 51.000 e R$ 66.000), outro concorrente direto, estariam de bom tamanho.

No mais, espero que o acabamento do Trax seja bom, se tornando até referência na categoria; que o espaço interno seja generoso (não precisa ser como o do Cobalt) e que o porta-malas tenha espaço aceitável, diferente do Ford EcoSport.

sábado, 12 de maio de 2012

Esqueça 2011: Chevrolet Captiva 2012 está mais equipado e barato

Chevrolet Captiva Ecotec 2012
 Nos meus últimos posts sobre a Chevrolet, tenho reclamado bastante de algumas coisas, especialmente do absurdo preço cobrado pelo Cruze Sport6. Mas, não posso deixar de valorizar o que a marca fez com um de seus modelos disponíveis no Brasil, o Captiva.

No ano passado, a marca melhorou o seu SUV, o deixando mais equipado, com melhor desempenho, melhor consumo, menos poluente e mais seguro.
Para quem não se lembra, o motor V6 3.6, que desenvolvia 261 cv de potência e 32,9 mkgf de torque, foi substituído por um V6 3.0, com injeção direta de combustível e comanto de válvulas variável, capaz de gerar 268 cv e 30,6 mkgf. O propulsor quatro cilindros 2.4 Ecotec também recebeu injeção direta, e passou de 171 cv e 22,2 mkgf para 185 cv e 23,3 mkgf. Mas a grande novidade do modelo 2.4 foi o câmbio automático de seis marchas, como o dos irmãos V6.

Ainda no ano passado, o Chevrolet Captiva ganhou mínimas incrementos visuais na versão AWD e mudanças internas em todas as versões, além de novos equipamentos, como freio de mão com acionamento elétrico, revestimento dos bancos em couro, rádio com entrada USB e volante regulável em profundidade - os modelos V6 ganharam ainda sensores de chuva e aquecimento dos bancos, enquanto a versão topo de linha (AWD) recebeu sistema de som com 10 alto-falantes e câmera de ré, com monitor posicionado no espelho retrovisor interno.
Captiva Ecotec tem novo sistema de ar-condicionado automático e ganhou a tecnologia Remote Start

Março 2011
Captiva Ecotec 2.4 16V: R$ 90.299
Captiva Sport V6 3.0 24V: R$ 96.774
Captiva Sport V6 3.0 24V AWD: R$ 100.774

Chega de passado
Falando agora da linha 2012, que acaba de chegar às concessionárias, a Chevrolet equipou ainda mais o Captiva e manteve os preços que já eram praticados recentemente (veja abaixo), mais baixos que os sugeridos em março do ano passado (veja acima). Essa estratégia é muito bem-vinda para o modelo sobreviver num dos segmentos mais disputados do mercado, com representantes de peso como o Fiat Freemont, Dodge Journey, Hyundai ix35, Kia Sportage, Mitsubishi ASX, Peugeot 3008, Jeep Compass e Honda CR-V.

Captiva Sport 2.4 Ecotec – R$ 87.900
Captiva Sport V6 – R$ 94.600
Captiva Sport V6 AWD – R$ 99.900
Captiva V6 AWD tem teto solar de série
Em termos de equipamentos, as novidades da linha 2012 do Captiva 2.4 Ecotec são a adoção de um novo sistema de ar-condicionado automático e o Remote Start, que permite ao consumidor ligar seu veículo a distância, mesmo sem destravá-la, para que o sistema de ar-condicionado comece a refrigerar o interior do veículo, regulagens elétricas para o banco do motorista e aquecimento para os bancos dianteiros. A versão Ecotec ganhou ainda iluminação nas sombreiras e os retrovisores externos com desembaçador.

A versão V6 4x2 não recebeu nenhuma novidade, enquanto a topo de linha, V6 AWD (tração integral), passa a vir, de série, com teto solar elétrico.
Toda linha Chevrolet Captiva no Brasil vem equipada com ESP (Electronic Stability Program), ABS (Anti-lock Braking System), TCS (Traction Control System), seis airbags (dois frontais, dois laterais e dois do tipo cortina), cintos de segurança com pré-tensionadores e apoios de cabeça dianteiros ativos que se movimentam para a frente do veículo no caso de colisão traseira, de modo a aliviar o impacto no pescoço dos ocupantes (efeito chicote).

Fica a expectativa agora da chegada da nova geração, que deve acontecer até 2014. Até lá, bem que as trocas de marchas sequencias poderiam ser feitas por toques na alavanca do câmbio ou por meio de borboletas atrás do volante, dispensando o ridículo botão usado atualmente.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Acordo comercial automotivo entre Brasil e México pode acabar a qualquer momento?

Nissan/Divulgação
Mais uma polêmica a vista. Depois do aumento do IPI, segundo informou a colunista do Estado de S. Paulo, Sonia Racy, o acordo comercial do setor automotivo entre Brasil e México pode estar próximo do fim. Com isso, os 35% de impostos de importação seriam cobrados para os veículos vindos do país da América Central.
Ford/Divulgação
Já pensaram como ficariam a Nissan, com March, Versa e Sentra; a Ford, com a dupla de New Fiestas (que acabou de ficar mais barata); e várias outras montadoras que se aproveitam desse acordo para vender seus carros produzidos no México no Brasil? Vejam alguns exemplos (arredondados):

Ford New Fiesta hatch: R$ 45.950 + 35% = R$ 62.000
Ford New Fiesta Sedan: R$ 47.950 + 35% = R$ 64.700
Nissan Versa S - R$ 35.490 + 35% = R$ 47.900
Nissan Versa SV - R$ 39.990 + 35% = R$ 54.000
Nissan Versa SL - R$ 42.990 + 35% = R$ 58.000

Claro que esta simulação acima são apenas exemplos simplórios do aumento, mas a situação é preocupante. Vamos aguardar os próximos dias para ver o que acontece.

Leia a coluna na íntegra:

Pegando fogo
O Brasil está prestes a interromper unilateralmente o acordo automotivo assinado com o México. Isto é, os carros importados passarão a pagar 35 % de imposto ao entrar no País. Hoje não pagam nada. A decisão, segundo fonte governamental, foi tomada depois de tentativas de se chegar a um acordo. Não foi possível.

As autoridades mexicanas foram informadas a respeito. Não gostaram e fizeram chegar seu desagrado á presidente Dilma em Cuba.Enquanto o acordo foi bom para o País, o Ministério do Desenvolvimento ficou calado. Agora que a situação se inverteu, ante a valorização do real, os brasileiros querem voltar atrás.

Houve tentativas de negociação. Mas não foram produtivas.

Não se sabe se ante a pressão do país de Calderon, Dilma recuará.
Fonte: Estadão

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Como dói o bolso do brasileiro

Depois de alguns dias sem internet e ainda bastante gripado, mas agora sem febre alta, estou de volta! E escrevo aqui sobre a indignação do Bruno Medina e de muitos outros brasileiros a respeito do preço cobrado pelos carros no nosso país!

Veja o caso do Honda City, que acabou de ser lançado no México, também com motor 1.5 16V. Por aqui, a versão LX, a de entrada, que vem equipada com ar-condicionado, direção elétrica, trava, vidros e retrovisores elétricos, CD-Player (MP3/WMA) e entrada auxiliar (P2/USB), rodas de aro 15” (com pneus 175/65) e airbag duplo frontal, tem preço sugerido para as regiões sul, sudeste e centro-oeste de R$ 56.815 e R$ 58.075 nas regiões norte e nordeste (valores de outubro divulgados pela Honda).

Já no México, o mesmo City custa aproximadamente R$ 25.800, já equipado com os itens citados acima, além de freios ABS com EBD! A diferença é gritante!! E olha que o City é fabricado no Brasil! Mas vamos um pouco além nessa discussão!

Nós já sabemos que os carros feitos no Brasil são muito caros. E também já é de conhecimento público que a maioria dos carros vindos de outros paises, não importando a marca, costumam chegar em terras brasileiras bem mais caros do que nos países de origem. Mas o caso dos mexicanos é o mais mercante e representativo em relação ao nosso bolso, já que existe um acordo comercial entre Brasil e México, permitindo aos carros vindos do país da América Central chegarem aqui com isenção total dos 35% de imposto de importação (desde 2002). Por que então o City é tão caro aqui e, para nós, tão barato lá (digo para nós porque não sei se ele é caro ou barato para os mexicanos)? Acho que a resposta pode ser vista no ranking de vendas no Brasil. Se o carro tem preço salgado e vende bem, por que ter um valor mais baixo?

Acho que vale a pena ampliar
a pergunta para:

Como os carros mexicanos chegam ao Brasil tão caros?

Vamos aos exemplos. Veja os dados que o Bruno me enviou, em relação à Volkswagen. Vou até deixar o texto todo original dele:

"Converti para Real toda a linha da matriz cucaracha:

- Fonte http://mx.volkswagen.com
- Linha 2010
- Somente Preços das versões de entrada e mais completas (pica das galáxias);
- Tx Câmbio Out 8 2009: 0.1312 - http://br.finance.yahoo.com/currency

Pensando bem, não sou tão pobre quanto pensava, só nasci no país errado mesmo..

(R$)

. Gol (G5 BR): 16.166,20 à 22.431,32
. Gol Sedan (Voyage BR): 16.884,64 à 22.812,15
. CrossFox: 23.942,44 à 23.942,44
. Jetta (Novo Bora BR): 22.775,84 à 34.227,02
. SportVan: 23.828,07 à 27.896,32
. Routan: 50.622,19 à 60.390,42

. Beetle: 27.372,11 à 34.617,35
. Beetle Cabrio: 43.858,08 à 48.159,31
. Bora (Jetta 2.5 MK5 U.S.): 29.635,56 à 34.431,19
. GLI (Jetta MK5 GLI U.S.): 44.935,78 à 51.203,79
. GTI (GTI MK5 U.S.): 39.181,10 à 43.028,05

. Eos: 62,776.15
. Passat: 47.016,58 à 70.105,50
. Passat CC: 56.970,51 à 77.353,82
. Tiguan: 42.182,98 à 56.803,12
. Touareg: 93.567,10 à 114.912,05"

Eu ainda acrescento outro modelo da Chevrolet, também vindo do México (fonte aqui), usando a mesma taxa de câmbio dos veículos acima:

. Captiva Sport Ecotec 2010: varia de R$ 37.548,12 a 42.786,94
. Captiva Sport V6 2010: varia de R$ 41.398,84 a R$ 46.212,57

Mas então, como os carros mexicanos chegam ao Brasil tão caros?

Existem vários fatores: margens de lucro (principalmente das montadoras), investimentos em marketing, despesas com tributos internos (impostos como ICMS, IPI, PIS e Cofins), logística e transporte e adaptação às normas técnicas brasileiras. Traduzindo: marcas e governo são os principais culpados dos altos preços cobrados - e metem a mão para fazer cada vez mais dinheiro.

O ideal seria que nós não comprássemos os carros, forçando os valores a abaixarem, como aconteceu no final do ano passado, quando a crise econômica bateu na porta, forçando as marcas a fazerem promoções e forçando o governo a reduzir um dos impostos cobrados (no caso, o IPI). Vocês puderam ver o que aconteceu em relação aos preços de vários veículos no Brasil. Mesmo assim, vou usar um exemplo real que aconteceu comigo em dezembro de 2008, quando me ofereceram um Vectra GT 2008/2009 0 Km, com pintura metálica, som de fábrica e airbag duplo, à vista, por R$ 44.900, de pronta entrega. Depois de pensar por 24h, recusei, primeiro porque não queria trocar de carro na época (e pagar a diferença); e segundo porque eu sabia que o Vectra GT ia mudar em breve (acabou sendo reestilizado três meses depois, em março).


Então, basta o governo ou as montadoras moverem uma palha para os preços dos carros caírem no Brasil. Foi isso acontecer, com a redução do IPI, que o brasileiro passou a comprar carros quase igual a compra de pão quente. Ao mesmo tempo que isso é muito bom, também é muito ruim, pois temos cada vez mais veículos nas ruas, que não comportam tantos automóveis (só uma das questões), e nas estradas, aumentando consideravelzmente a chance de acidentes, por exemplo. Mas isso é uma discussão para outro post.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Problemas com o garotão Chevrolet Captiva

Fotos: Chevrolet/Divulgação
O Chevrolet Captiva é um sucesso de público, sempre vendendo muito bem desde a sua chegada ao Brasil, em agosto do ano passado. O modelo serviu para melhorar um pouco a imagem da marca, que estava carente de algo realmente novo e inédito. O impacto do Captiva foi tão grande que ele abafou dois outros modelos de grande sucesso e bastante cobiçados pelo público brasileiro: Hyundai Tucson e Honda CR-V.

Já ouvi que o Captiva é o rival direto do Tucson; também já me disseram que o Captiva é o principal adversário do CR-V. A verdade é que o Chevrolet incomoda tanto os modelos considerados crossovers médios, quanto os utilitários esportivos médios. Veja as vendas:

Chevrolet Captiva
4.795 unidades - 2008 (setembro a dezembro)
5.689 unidades - 2009 (janeiro a maio)

Honda CR-V
7.955 unidades - 2008 (março a dezembro)
6.041 unidades - 2009 (janeiro a maio)

Hyundai Tucson
19.644 unidades - 2008 (janeiro a dezembro)
8.208 unidades - 2009 (janeiro a maio)

Mas o ponto que quero chegar com esse post é o seguinte. Nos últimos meses, tenho recebido algumas reclamações sobre o Captiva. Um internauta vendeu o carro depois de 35 dias com o mesmo. Já um outro proprietário fez um acordo com a GM e devolveu o veículo pouco tempo depois de comprá-lo. Fiquei curioso para saber quais são os defeitos mais comuns do modelo. Resolvi então fazer algumas visitas especiais a concessionárias da marca em Belo Horizonte.
Interior bem acabado e confortável
Ao entrar nas oficinas, me deparei com alguns contrastes. Numa delas, pouquissimos Captivas parados nos "boxes". Perguntei ao consultor o que os carros tinham e ele disse que eles estavam lá para a primeira revisão de seis meses (troca de óleo, etc.). Em outra revenda, o mesmo foi dito, mas algo chamou a minha atenção: oito Captivas estavam na mesma oficina, ao mesmo tempo - número que achei alto para uma simples troca de óleo. Conversa vai, conversa vem, começo a saber o que está acontecendo.

Muitos Captivas estão parados esperando peças, que, aparentemente, estão demorando um bocado para chegar. Alguns tiveram problemas com os discos de freio, que empenaram graças às nossas ruas, avenidas e estradas, que insistem em imitar a superfície da Lua. Outros estão com um problema mais grave: a luz da injeção eletrônica se acende no painel do veículo, acusando problemas com o sistema. O defeito parece não ser fatal, já que permite que o carro rode sem dificuldades. Mas ele pode ser a ponta de algo muito pior. Um dos modelos estava com um problema no motor que ninguém sabia o que era e, logo, ninguém sabia resolver. Não me lembro a proporção, mas vi na oficina Captivas V6 e Ecotec.
Motores V6 3.6 e 2.4 16V Ecotec parecem não gostar da gasolina brasileira
Fica a impressão que o Captiva não recebeu as adaptações necessárias para rodar nas péssimas condições de piso do Brasil (embora o carro seja um fora-de-estrada) e para receber a nossa gasolina, que contêm 25% de álcool - e que adora ser batizada. A situação pode ser ainda pior. Recebi uma informação, que ainda não pude confirmar, mas que diz que algumas concessionárias da Chevrolet fora do estado de São Paulo estão, literalmente, colocando os Captivas defeituosos numa cegonha e mandando de volta para a sede da GM em SP com o seguinte bilhete: "Toma que o filho é seu. Resolvam os problemas e me mandem os carros de volta".

Deixando a ironia de lado, a situação pode até não parecer grave, já que é natural que qualquer carro tenha seus defeitos - até por isso existe a garantia da fábrica. Mas o que começa pequeno pode crescer muito rápido, se tornando uma grande dor de cabeça. Tenho certeza que a Chevrolet do Brasil já trabalha para conseguir a reposição mais eficiente das peças do modelo e para solucionar os problemas de injeção, fazendo o Captiva voltar ao que ele é: um carro caro, moderno, confortável, muito bonito e beberrão.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Chevrolet Captiva Ecotec 2009 mais econômico

Chevrolet/Divulgação
Querendo elevar ainda mais as boas vendas do Captiva e, ao mesmo tempo, querendo resolver um dos principais problemas do modelo - o consumo -, a Chevrolet está lançando no nosso mercado (em fevereiro) o Captiva 2.4 16V Ecotec, com preço sugerido de R$ 86.990. Quando digo no título que o carro está mais econômico, me refiro à média de 10 km/l na cidade (e 14,9 km/l na estrada) prometidos pela marca e à diferença de R$ 10.000 no preço entre as versões Ecotec e V6 4x2, que tem valor sugerido de R$ 96.990. A versão topo de linha 4x4 agora custa R$ 103.990. Vale lembrar que é muito difícil encontrar o Captiva por estes preços, já que a maioria das concessionárias vendem o carro com ágio "extra-oficial", já que não existe mais ágio - o preço do carro é sugerido pela fábrica, e não tabelado.
Foto acima e abaixo: Reprodução da internet/revistaautoesporte.com.br - 22/1/09
Quando testamos o Captiva, ficou claro que modelo é muito bem equipado e tem bom desempenho com o motor V6 3.6, de 261 cv de potência. O problema realmente foi a média de consumo: 4,5 km/l, no circuito misto - metade cidade, metade estrada. Vamos ver se o sempre elogiado motor Ecotec vai se sair bem.
Falando do motor Ecotec 2.4 16V, ele não tem nenhuma ligação com o 2.4 16V Flexpower que equipa do Vectra Elite. O Ecotec desenvolve 171 cv de potência e 22,2 kgfm de torque, sempre com gasolina, além de ter bloco, pistões e cabeçote de alumínio e comando de válvulas variável. Já o Flexpower tem 146 cv e 23,1 kgfm com gasolina e 150 cv e 23,7 kgmf com álcool. Embora o segundo tenha mais torque, os 25 cv (ou 21 cv) a mais do Ecotec devem fazer muita diferença. A sua construção e tecnologia também é muito superior. Fica o recado para a GM: aposente o 2.4 Flexpower e lance o 2.4 Ecotec para as linhas Zafira, Omega e, principalmente, Vectra (sedã e GT) - aproveite também e lance logo o motor 2.0 Flexpower mais potente (133/140 cv) e econômico.

O Captiva Ecotec continua muito bem equipado. O modelo tem, como equipamentos de série, seis airbags (frontais, laterais e do tipo cortina), freios ABS, controles de tração e estabilidade, ar-condicionado e direção elétrica. A linha 2009 do modelo ganhou computador de bordo (com monitor de pressão dos pneus) e um novo limite eletrônico de velocidade máxima: 180 km/h, contra 160 km/h do anterior. O Captiva Ecotec só não tem bancos revestidos em couro, com regulagem elétrica para o motorista, e porta-objetos no porta-malas, vendidos como opcionais. Em relação às diferenças visuais, a nova versão possui para-choque bicolor (pintado na cor do veículo e na cor antracite), rodas com aro de 17 polegadas com outro desenho e não possui os detalhes cromados das versões mais caras.

Se o Captiva já tomou a liderança do segmento no segundo semestre de 2008, muito provavelmente o modelo vai se consolidar na ponta conta desta nova versão. Só quero mesmo ver se o motor 2.4 Ecotec é econômico, já que nesta versão o Captiva só estará disponível com câmbio automático de quatro marchas e o seu peso não ajuda muito: 1.720 kg.