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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Enquanto Fiat fecha na liderança e Renault comemora crescimento, venda de importados cai 35,2% em 2012

Os resultados de vendas de 2012 foi bastante pela maioria das montadoras com fábrica no Brasil. A Fiat, por exemplo, fechou o ano passado mais uma na liderança do mercado nacional (11º ano). Já a Renault foi uma das que mais cresceu, subindo mais de 24% em relação a 2011. Por outro lado, a comercialização de veículos importados caiu muito, o que deixou a Abeiva (Associação Brasileiras das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) bastante preocupada.

De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram emplacados um total de 3.634.115 automóveis e comerciais leves em 2012, 6,1% acima do resultado de 2011, quando foram vendidos 3.425.739 unidades.
Fotos acima: Fiat/Divulgação
Em 2012, a Fiat superou sua marca histórica de vendas no Brasil, registrando o melhor desempenho em seus 36 anos de presença no país. De janeiro a dezembro, foram emplacados 838.218 automóveis e comerciais leves da marca, o que representa um crescimento de 11,1% em relação ao ano anterior (com 754.276 unidades vendidas) e uma expansão de 10,2% em relação ao recorde de vendas anterior da empresa, estabelecido em 2010, com 760.495 unidades, segundo a Anfavea. Em market share, a marca italiana subiu de 22% em 2011 para 23,06% em 2012.

Os destaques da Fiat foram o Uno (+ Mille), com 255.149 unidades, e a picape Strada, com 117.464 unidades emplacadas em 2012.

Já a Renault, pelo terceiro ano consecutivo, cresce em vendas no Brasil. A marca emplacou mais de 241.000 unidades, o que representa um aumento de 24,3% em relação a 2011. No ano, a participação de mercado foi de 6,65% (5,67% em 2011).
Fotos abaixo: Renault/Divulgação
Para alcançar esse resultado foi fundamental a estratégia de ampliação e renovação da gama de produtos, como o Clio reestilizado, Fluence GT, Duster Tech Road, Sandero GT Line. Os motores (1.0 16V e 1.6 8V) foram aperfeiçoados e o 2.0 turbo fez a sua estreia, enquanto a rede de concessionárias cresceu 15% em todo o País. Além disso, foram feitos investimentos para a ampliação da capacidade produtiva, que saltará de 280.000 para 380.000 carros por ano a partir de março de 2013.

O bom desempenho do ano se deve principalmente aos bons resultados alcançados por modelos como Duster, que emplacou 46.904 unidades, consolidando-se como o SUV mais vendido no Brasil em 2012. Já o Sandero emplacou 98.458 unidades (81.787 em 2011). O Fluence teve também papel importante neste resultado. Em um segmento altamente competitivo, o modelo foi o 5º mais vendido em 2012 entre os sedãs médios, emplacando 15.336 unidades (10.388 unidades em 2011), um crescimento de 48%.
Em âmbito global, o mercado brasileiro continua sendo o segundo mais importante para o Grupo Renault pelo segundo ano consecutivo. Com volume total de 551.334 unidades, a França está em primeiro lugar, seguida do Brasil (241.603), da Rússia (189.852), da Alemanha (170.628) e da Argentina (118.727).

Nem tudo são flores
Ao totalizar 129.205 unidades emplacadas, as associadas à Abeiva fecham 2012 com queda de 35,2% em relação ao total de 199.366 veículos importados em 2011. Com esse desempenho, a entidade respondeu por somente 3,55% de participação no mercado brasileiro total.

“Experimentamos em 2012 o pior ano da história de 22 anos do segmento oficial de importação de veículos automotores no Brasil. A partir de setembro de 2011, quando foi anunciado o Decreto 7.567, responsável pela diferenciação da alíquota do IPI de 30 pontos percentuais entre carros nacionais – incluindo os de procedência do Mercosul e do México – e os importados, o nosso setor sofreu duro impacto. Fato que se consolidou com o Programa Inovar-Auto, decretado no dia 3 de outubro de 2012”, analisa Flavio Padovan, presidente da Abeiva.

Das 29 empresas associadas à entidade, somente três conseguiram obter resultados positivos, 23 marcas amargaram índices negativos e três ainda não iniciaram suas atividades operacionais. Do quadro associativo da Abeiva, 26 empresas solicitaram habilitação ao Programa Inovar-Auto, das quais Bentley, BMW, Chery, JAC Motors, Porsche, Rely, SsangYong, Suzuki e Volvo já obtiveram aprovação, como newcomers ou apenas importadoras.

De qualquer maneira, a primeira estimativa de vendas para 2013 é de 150 mil unidades, 16% mais em relação às 129 mil unidades de 2012, mas muito abaixo do desempenho de 2011, quando o setor oficial de importação de veículos automotores chegou a 199 mil unidades.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Alta Roda - O futuro em jogo

Vários aspectos do novo regime de produção para a indústria automobilística, que começa em 2013 e vai até 2017, ainda estão em profundas análises por quem já produz ou pretende produzir aqui. O que esperar do futuro? Para o consumidor importa saber se comprará carros mais baratos, atualizados e econômicos.

Torna-se necessário diferenciar preço nominal (nas tabelas sugeridas) e preço real, que considera a inflação. Apesar de aceitar a matemática na discussão ser incomum, de fato, nos últimos cinco anos praticamente todos os automóveis baixaram de preço em termos reais, ou seja, subiram menos que a inflação. Sem falar do acréscimo de equipamentos sem reajuste de preço ou com reajuste parcial, forma disfarçada de descontos. Se a nova política de atrair investimentos alcançar pleno sucesso, cinco ou seis novos fabricantes produzirão no Brasil e a oferta de modelos será ainda maior que hoje. Caminho certo para compras mais acessíveis, considerado ainda o maior poder aquisitivo nos próximos anos.

Haverá também estímulos, em forma de crédito de até dois pontos percentuais no IPI, para as empresas que comprovarem investir um percentual do faturamento (excluídos impostos) em pesquisa, inovação e engenharia locais. A intenção é incentivar tecnologias mais modernas e próximas ao que existe hoje no exterior. A forma de se atestar continua meio obscura, porém o governo pretende delegar essa responsabilidade a certificadoras independentes. Exemplo: freio ABS será obrigatório, mas adoção de controle de trajetória/estabilidade (ESC, em inglês), que se associa ao ABS, fará jus ao desconto? Modelos híbridos estarão incluídos? Ponto positivo é o incentivo empresa a empresa, caso a caso, a fim de estimular a concorrência.

Muito ruim para o consumidor foi o governo permitir os fabricantes escolherem três, entre quatro requisitos, para se habilitar ao novo desenho industrial: pesquisa/inovação; engenharia/tecnologia industrial; etapas fabris/aumento de conteúdo local; e adesão ao programa de etiquetagem de consumo de combustível. Em outros termos, a informação primordial da eficiência do veículo continua facultativa, em vez de obrigatória. Os que optarem pelas etiquetas terão, agora, até cinco anos para incluir todos os modelos de sua produção e não somente alguns, como hoje. A chamada Nota Verde, do Ibama, ficou de fora, pois rendimento energético (controle de CO2) é mais relevante.

A mudança na aplicação de conteúdo local obrigará as fábricas a importar menos componentes com dólar barato e se esforçar em comprar autopeças para gerar empregos aqui e não no exterior.

Adotou-se um modo complexo de cálculos, sem índice fixo, como ocorria antes e de forma, digamos, amigável. No entanto, induzirá o aumento desse índice, o que não agradou a todos, claro.

Importadores que decidirem produzir no Brasil terão normas flexíveis de nacionalização. Poderão, ainda, ter desconto no acréscimo do IPI nos modelos que trazem do exterior, limitado a 50% do volume que fabricarão aqui. Tudo só será concedido depois do início da produção, para evitar falcatruas como a da Asia Motors, no final dos anos 1990, que importou sem impostos em troca de construir fábrica na Bahia e nunca saiu do papel.

RODA VIVA

IMPORTADORES que já têm planos anunciados de fábricas no Brasil – Chery, JAC, Suzuki, entre outros – tentarão acelerar os projetos. Quanto mais cedo começarem a produzir, mais cedo receberão de volta créditos de IPI sobre os modelos vindos do exterior no momento. Entretanto, as dificuldades são grandes porque há vários obstáculos que não existem na China ou Japão.

PARA a BMW o novo regime da indústria automobilística exige outras avaliações de médio e longo prazos. A marca alemã não deseja abrir mão de ter fabricação local. Legislação faz algumas exigências que impactam os custos e o volume dos investimentos. Movimentos de concorrentes diretos, como Mercedes-Benz e Audi, também entram nessas conjeturas.

ENQUANTO Anfavea mantém inalteradas suas previsões sobre crescimento de 4% a 5% do mercado interno em 2012, os menos otimistas acham que as vendas estacionam este ano, se os bancos continuarem seletivos demais e assustados com a inadimplência. Também se deve considerar que o primeiro semestre de 2011 foi muito bom e distorce as comparações.

MAHINDRA pretende fazer produto mais adaptado ao Brasil, quando decidir anunciar seu investimento em unidade industrial no Rio Grande do Sul. Além de reformulação estilística, em relação ao existente na Índia, já sabe que o brasileiro gosta de modelos robustos, mas não abre mão de conforto de marcha. Nisso, nossa engenharia de suspensões dá bailes.

NOVA resina para reparos de trincas em para-brisas começa a ser aplicada nas lojas brasileiras da Carglass. Desenvolvida na Inglaterra, objetivo é aumentar a durabilidade do conserto. Ao mesmo tempo, melhora o acabamento final, diminuindo a tendência, com o passar do tempo, de amarelecimento da resina no local do impacto.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O que meros R$ 10 bilhões podem fazer

Vale a leitura da matéria do jornal Valor Econômico de ontem, assinada por Glauco Lucena. Ela dá um panorama muito interessante sobre o mercado brasileiro de automóveis para os próximos anos.

O BMW X1, crossover que poderá ser montado aqui em sistema CKD pela marca alemã - BMW/Divulgação
Falar em maior variedade de carros nas lojas parece estranho quando já se tem mais de 40 marcas atuando no mercado brasileiro. E, mesmo nesse cenário, apostar em preços mais acessíveis costuma soar como velha utopia. Pois o que acontece é que esses dois fenômenos têm boas chances de acontecer, graças ao segundo grande ciclo de investimentos em fábricas de automóveis - que começa neste ano e deve avançar até a metade desta década.

O desembolso total em novas fábricas é estimado em aproximadamente R$ 10 bilhões (não inclui expansões). Tamanho volume não era visto desde meados dos anos 90, quando diversas marcas se instalaram no Brasil - e as que aqui estavam se viram obrigadas a ampliar sua capacidade produtiva. Nesse período, foram inauguradas as fábricas da Toyota em Indaiatuba (SP), Honda em Sumaré (SP), Peugeot-Citroën em Porto Real (RJ), Renault-Nissan em São José dos Pinhais (PR), Mitsubishi em Catalão (GO) e Mercedes-Benz em Juiz de Fora (MG). Na mesma época, a Volkswagen ergueu uma unidade no Paraná; a Ford, na Bahia; e a GM, no Rio Grande do Sul. Enquanto isso, a Fiat ampliava suas linhas de montagem em Minas Gerais.

Quase 20 anos depois, após vários momentos de crise, o mercado brasileiro vem batendo seguidos recordes de produção e vendas e passou a ser um dos poucos no mundo com capacidade de expansão, ao lado de China, Índia e Rússia. O novo ciclo pode não ser tão grandioso como o dos anos 90, mas mostra uma luta aguerrida por aumento de participação de mercado no Brasil, ou, no caso das quatro montadoras que mais vendem (Fiat, VW, GM e Ford), uma tentativa de minimizar as inevitáveis perdas de fatia no bolo.

"Essas quatro marcas, que tinham quase 100% nos anos 80, caíram para 80% nos anos 90 e hoje têm 70%", diz João Carlos Rodrigues, diretor-presidente da consultoria Jato Brasil, especializada em indústria automobilística global. "A médio prazo, devem chegar a 60%. Em nenhum mercado do mundo as quatro líderes, sejam que marcas forem, concentram mais de 50% das vendas"

Coreanos e japoneses
A nova rodada de inaugurações começa no segundo semestre deste ano, com as inaugurações de duas fábricas quase vizinhas: a da coreana Hyundai em Piracicaba (SP) e a da japonesa Toyota em Sorocaba (SP). Elas também têm em comum o mix de produtos - modelos compactos, bem equipados e com uma promessa geral de preços bastante competitivos.

A chegada da coreana Hyundai como fabricante traz ao país uma das marcas que mais crescem no mundo, conhecida pela agressividade estratégica e pela rápida evolução de seus produtos. Será a primeira fábrica de uma marca coreana no Brasil. Seu importador, o grupo Caoa, mantém uma linha de montagem em CKD (as peças vêm desmontadas de fora) em Anápolis (GO), de onde saem o jipe Tucson e a caminhonete HR, mas o investimento é todo nacional. Em Piracicaba, é 100% coreano.

A unidade terá capacidade para produzir 150 mil veículos por ano. Seu primeiro fruto será um hatch com preço na faixa do líder de mercado, o VW Gol. O nome do carro ainda não foi definido, mas o "Projeto HB" foi feito especificamente para o mercado brasileiro. O modelo terá motor 1.0 ou 1.6 flex, desenho arrojado e pacote de equipamentos generoso, até com opção de câmbio automático. No ano que vem, a mesma plataforma dará origem a um sedã compacto e, em 2014, a um jipinho ao estilo do Ford EcoSport. Ou seja, a Hyundai mira nos segmentos de maior volume do mercado brasileiro.
Toyota Etios - Toyota/Divulgação
A Toyota, que hoje produz por aqui apenas o sedã Corolla, vai centrar fogo pela primeira vez na base do mercado. O modelo a ser fabricado em Sorocaba é o Etios, nas versões hatch e sedã. Projetado para a Índia e outros países da Ásia, o Etios não é tão estiloso como o modelo da Hyundai, mas promete ser mais espaçoso, além de contar com a famosa confiabilidade dos carros japoneses.

O sedã da Toyota entrará na seara dos carros que são "compactos-mas-nem-tanto", inaugurada pelo Renault Logan e imitada por Chevrolet Cobalt e Nissan Versa. O hatch também promete bom espaço interno. A nova unidade fabril terá capacidade para 70 mil unidades por ano. A estreia dos modelos feitos no interior paulista terá como palco o Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro.

Essas duas fábricas serão as primeiras de uma série programada para os próximos anos. Outra japonesa, a Nissan, anunciou no ano passado que fará uma nova planta em Resende (RJ), onde serão produzidos inicialmente os compactos March e Versa, hoje importados do México. A capacidade da planta será de 200 mil unidades anuais. Sua conterrânea Suzuki terá uma operação bem mais modesta em Itumbiara (GO), para produção do jipinho Jimny em 2013 (7 mil unidades por ano).

Chineses
Outra grande onda de investimentos virá de marcas chinesas. A Chery já ergue sua fábrica em Jacareí (SP), onde será produzido inicialmente o compacto S-18, a partir de 2013. A capacidade será superior a 150 mil unidades por ano.

Sua rival de origem chinesa, a JAC Motors, escolheu Camaçari (BA), com 80% de capital de seu importador brasileiro, o Grupo SHC. As obras começam em maio e a capacidade será de 100 mil unidades por ano. Os modelos serão a próxima geração do hatch J3 e do sedã J3 Turin.
O coreano SsangYong Korando - SsangYong/Divulgação
No mês passado, a empresa Brasil Montadora, que representa as marcas chinesas Changan (ex-Chana) e Haima, além da coreana SsangYong, anunciou a construção de uma fábrica em Linhares (ES), com inauguração prevista para 2014. A capacidade anual será de 10 mil unidades e os modelos em estudo são utilitários chineses e o jipe coreano Korando.

Outras marcas
Nos bastidores da indústria automotiva, muita gente aposta que as próximas marcas asiáticas a tentar a sorte no Brasil como fabricantes são a indiana Tata e a coreana Kia Motors.

A segunda rodada de investimentos das montadoras não alcança somente os modelos "populares". Para quem espera opções mais luxuosas, a grande expectativa no fim de março era em relação ao anúncio da primeira fábrica da BMW em solo brasileiro, no sistema CKD. O compacto premium Série 1 e o jipinho X1 são os modelos mais cotados para ganhar cidadania brasileira. O anúncio só não havia saído antes por causa do recente aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados, que irritou os executivos alemães da BMW.

Sua grande rival, a Mercedes-Benz, também sinaliza que voltará a produzir carros de passeio, provavelmente em Juiz de Fora (MG), onde hoje são feitos apenas caminhões. De lá saía o modelo Classe A, que não fez sucesso por aqui. Nos planos estão um sedã ou um crossover derivado da nova geração do Classe A, apresentada em março em Genebra.

Essa segunda invasão de "newcomers" preocupa as quatro marcas de maior tradição no Brasil. Mas elas não assistirão passivamente a esse movimento. A Fiat foi a primeira a anunciar uma nova fábrica, a ser erguida em Goiana (PE). O objetivo: fazer um modelo menor que o novo Uno para aposentar o Mille em 2014.
O pequeno Volkswagen Up! chega em 2014 com a promessa de ser mais barato que o Gol - Volkswagen/Divulgação
No fim de março, a Volkswagen ainda avaliava a hipótese de construir uma fábrica para um modelo menor que o Gol (o Up!) ou aproveitar as três que já tem no país. A Ford não terá nova fábrica, mas investe nas plantas do ABC paulista e de Camaçari (BA) para produzir o substituto do Ka e o New Fiesta, hoje importado. Ambos chegam ao mercado até 2013. A GM, que ainda se ressente da crise da matriz, está focada em renovar toda a sua linha de produtos até o ano que vem.

Para Rodrigues, da Jato Brasil, é preciso aguardar as estratégias de cada marca para saber se os preços serão mesmo pressionados para baixo. "De qualquer forma, essa concorrência já impede que as montadoras reajustem valores, mesmo quando o modelo tem mudanças radicais de estilo ou mecânica."

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ford, GM, Peugeot, Honda e Fiat registram queda em vendas no Brasil em 2011

Reprodução do site da Folha.

Três das quatro maiores fabricantes de veículos no Brasil --Ford, GM (General Motors) e Fiat-- registraram queda nas vendas e consequente redução da participação no mercado brasileiro em 2011, informa reportagem de Venceslau Borlina Filho publicada na Folha desta quinta-feira.

A Ford apresentou a queda mais acentuada em relação a 2010, seguida por GM e Fiat. Já a fatia de mercado das empresas variou negativamente de 0,82 a 1,3 pontos percentuais no período.

*Nota do blogueiro: Mas a pior queda foi a da Honda. O principal motivo foi o terremoto no Japão, que atrapalhou bastante os planos da marca, que sofreu com a escassez de peças (como as ligadas à transmissão automática). O Civic 2012 acabou sendo adiado (principalmente) por causa do terremoto.

Por outro lado, marcas com pouco tempo de comercialização no país tiveram os melhores resultados, impulsionando o resultado geral de aumento na venda de veículos em 2011, de 2,90%.

Segundo os dados da Fenabrave (federação dos distribuidores de veículos), as chinesas Chery e Hafei, as japonesas Nissan e Suzuki e a britânica Land Rover foram as que mais cresceram em vendas durante o ano.

"A competitividade gerada com a chegada de outras fabricantes, associada à falta de novos produtos por essas empresas, resultaram nessa mudança", disse o professor e consultor da MSX International, Arnaldo Brazil.


Fonte: Folha

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Chevrolet Agile é o lançamento de 2009 no De 0 a 100


Que vitória apertada, decidida aos 48 minutos do segundo tempo! Com apenas um voto a mais, o Chevrolet Agile foi eleito pelos leitores e seguidores do De 0 a 100 o lançamento mais importante de 2009 no Brasil, com o preço abaixo dos R$ 100.000!

O segundo colocado foi o Ford Fusion, que, depois da reestilização e das melhorias, ganhou ainda mais adeptos. A sensação do momento, o Hyundai i30, ficou com uma boa terceira colocação, mas com o gostinho de que poderia ter vencido a disputa.

O "carro imagem" Kia Soul veio em quarto, com a dupla de sedãs Honda City e Kia Cerato logo atrás. Fecham a lista dos oito primeiros o Fiat 500 e o Volkswagen Fox. Um dos pontos mais curiosos da eleição, na minha opinião, foi a nova Saveiro, que ganhou apenas um voto. Uma decepção...

A vitória
Acredito que o Agile tenha vencido pelo fato dele ser um modelo totalmente novo, e não uma reestilização. Some a isso a sua popularidade - a expectativa, como já aconteceu em novembro, é de que o modelo tenha uma ótima participatação no mercado nacional - e o fato dele ser uma grande novidade de empresa que se move lentamente no país, acho que a vitória foi merecida.

Lembrando que o Agile foi lançado no final de setembro de 2009 apenas com motor 1.4 Econo.Flex, que desenvolve 97 cv com gasolina e 102 cv com álcool. Ele pode ser encontrado nas concessionárias em duas versões: LT, mais simples, e LTZ, mais requintada. Todos os modelos já vem equipados, de série, com ar-condicionado,
direção hidráulica, computador de bordo, piloto automático, banco do motorista com regulagem de altura, ar quente e limpador e lavador do vidro traseiro. Recentemente o novo hatch da Chevrolet recebeu dois "kits de identidade", sendo um "aventureiro", o Sunny, e outro "esportivo, o Sport.

Em homenagem ao vencedor, fiz uma galeria de fotos do Agile. Vejam como ficou a votação final:

1º: Chevrolet Agile - 54 (20%)
2º: Ford Fusion - 53 (20%)
3º: Hyundai i30 - 43 (16%)
4º: Kia Soul - 22 (8%)
5º: Honda City - 14 (5%)
6º: Kia Cerato - 13 (5%)
7º: Fiat 500 - 12 (4%)
8º: Volkswagen Fox - 10 (3%)
9º: Fiat Strada Cabine Dupla - 6 (2%)
10º: Smart Fortwo - 6 (2%)
11º: Chery Tiggo - 5 (1%)
12º: Honda New Fit - 4 (1%)
13º: Chevrolet Vectra GT Remix - 3 (1%)
14º: Nissan Livina/Grand Livina - 3 (1%)
15º: Citroën C4 (hatch) - 2 (0%)
16º: Fiat Doblò - 2 (0%)
17º: Suzuki SX4 - 2 (0%)
18º: Nissan Sentra - 2 (0%)
19º: Mini Cooper - 1 (0%)
20º: Mitsubishi Pajero TR4 - 1 (0%)
21º: Volkswagen Saveiro - 1 (0%)
22º: Chevrolet Vectra Next Edition - 0 (0%)
23º: Ford Ranger - 0 (0%)
24º: Renault Symbol - 0 (0%)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Fim de linha para Chevrolet Tracker e Volkswagen Golf GTI no Brasil

Chevrolet/Divulgação
Mais dois carros estão deixando o nosso mercado. O primeiro deles, que já se despediu, é o Chevrolet Tracker (a GM não confirma a informação). No final no ano passado, diversos fatores apontavam para o fim de linha do modelo no Brasil. O primeiro foi o retorno oficial da Suzuki ao Brasil tendo, como principal modelo, o novíssimo Grand Vitara. Todo público e a imprensa fizeram a mesma pergunta à GM: como fica o Tracker com a volta da Suzuki? A resposta foi: “ele continua no mercado nacional”. Porém, foi muito estranho ter duas marcas vendendo duas gerações diferentes do mesmo carro com nomes diferentes (embora os dois sejam Vitara).

O segundo foi o anúncio do fim da produção do modelo na fábrica da marca em Rosário, na Argentina, no final do ano passado. A Suzuki fornecia as peças para serem montadas na terras dos nossos “hermanos”. Em dezembro perguntei à GM pessoalmente sobre a saída da linha do Tracker e tive a seguinte resposta: “todos os carros vão sair de linha um dia, então, um dia, o Tracker também vai sair de linha”. Não satisfeito com a resposta, emendei mais uma pergunta: mas e quem comprou e está comprando o Tracker agora (final de 2008/início de 2009), o que esperar da Chevrolet? Eles responderam: “enquanto este veículo tiver a gravata da GM na dianteira, ele terá assistência técnica da marca no Brasil”.

O fato foi que estive em duas concessionárias da marca e nenhuma delas tem o carro em estoque e nem previsão para receber novas unidades. Liguei para mais duas revendas da GM e recebi a mesma informação. Uma fonte de uma concessionária me disse que o carro não volta mais ao nosso mercado. A GM aproveitou a redução do IPI para queimar o estoque do modelo. O jipe chegou a ser vendido com descontos, podendo sair até por R$ 53.900. As últimas unidades do Tracker foram comercializadas em fevereiro.

O Tracker era vendido por aqui com motor 2.0 16V a gasolina de 128 cv desde 2006, em sua segunda aparição no mercado brasileiro. Sua primeira foi no início dos anos 2000. Vale lembrar que, em 2003, a Suzuki abandonou o Brasil depois da disparada do dólar, deixando todos os proprietários na mão. A GM

Acho uma pena o Tracker sair de linha. Embora ele seja ultrapassado em vários aspectos, como espaço e design, ele é um jipe honesto, que agüenta trilhas por causa da sua tração 4x4 com reduzida, além de já ter, de série, airbag duplo, ABS com EBD, ar-condicionado, direção hidráulica e teto solar.
Volkswagen/Divulgação
Outro que está dando adeus é o esportivo Golf GTI. Os estoques devem durar, no máximo, até o final de abril. Com isso, os esforços da Volkswagen serão concentrados na nova linha GT que, como o Vectra GT , tem apenas o visual esportivo, e não o desempenho esportivo - como o GTI (motor 1.8 turbo de 193 cv com gasolina podium).

O principal motivo do fim da linha, como não poderia ser diferente, é a crise econômica mundial, aliada ao alto preço e a baixa procura pela versão GTI - o mesmo aconteceu com o Stilo Abarth. Com câmbio manual, o modelo ainda é vendido por cerca de R$ 95.000. Já com a transmissão Tiptronic, o preço sobe para a casa dos R$ 107.000 (os valores podem variar de acordo com a cidade e região do Brasil). Quando você tenta montar um Golf GTI no site da Volkswagen, os preços das versões manual e automática não aparecem mais.

Com o fim do Golf GTI, diversas especulações começam a aparecer. A que eu gostaria que acontecesse seria a chegada do Golf VI ao Brasil, vindo do México, da mesma planta que produz o ótimo sedã Jetta. Outra possibilidade seria a geração V do modelo chegar ao Brasil, também vindo da fábrica do México, que aproveitaria os equipamentos e peças que foram colocados de lado na fábrica da Europa por causa da produção do Golf VI.

Seja a geração V ou a VI, o fato é que qualquer uma delas é muito superior à IV,5 que é vendida no Brasil.