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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Querendo voltar a brilhar, Peugeot lançará o belo 2008 no Brasil. Sucesso garantido?

A Peugeot passa longe do seu melhor momento no Brasil. Ela viu não só os seus veículos ficarem ultrapassados, como também a concorrência crescer em volume, variedade e qualidade. Mas a marca do leão percebeu que ficou para trás e já começou a se mover, mas de cima para baixo.

Tivemos o 3008, o esportivo RCZ e o sedã de luxo 508. Também recebemos o 408 que, mesmo sendo um bom carro, ainda não foi muito bem aceito pelo brasileiro, ficando com um tímido 9º no segmento de sedãs médios em 2012. Por outro lado, o 308 foi uma das surpresas do ano passado na minha opinião. O carro é realmente muito legal e tem vendido razoavelmente bem, fechando 2012 em 5º no segmento de hatches médios.

O próximo (e principal) passo da Peugeot (nos últimos anos), já mostrado no Salão do Automóvel de São Paulo, será o lançamento do 208, um hatch bonito, moderno e que, se tiver preço competitivo (mais baixo do que os dos concorrentes diretos seria o ideal), pode fazer sucesso por aqui. Curiosamente, 32 unidades do modelo foram emplacadas no Brasil em 2012, de acordo com a Fenabrave, sendo 29 apenas em dezembro - sinal de que seu lançamento está próximo.
Depois do 208, a outra grande atração mundial da marca é o 2008, que será lançado por aqui. Com a produção confirmada em três paises - França (planta de Mulhouse); China (em Wuhan) e Brasil (em Porto Real - RJ) -, o modelo será exibido ao público pela primeira vez no próximo Salão de Genebra, que acontece em março. Usando como base a plataforma do 208, o Peugeot 2008 cheguerá às concessionárias europeias ainda em 2013 com opções de motores a gasolina e a diesel.

No Brasil, a expectativa é de que o 2008 seja lançado em 2014, provavelmente com duas opções de motores flex: 1.6 16V EC5, que desenvolve 115/122 cv, e 2.0 16V, de 143/151 cv. O propulsor 1.6 THP, de 165 cv, também seria muito bem-vindo.

Com apenas as medidas de comprimento e largura divulgadas, fica a impressão de que o 2008 será pequeno demais, especialmente se comparado aos principais concorrentes. O novo Peugeot mede 4,14 m de comprimento (18 cm a mais do que o 208). Mas isso não significa que ele terá espaço interno ruim (característica do finado 206, do 207 Brasil e do 207 Passion).
Primeiro porque sua largura é semelhante à dos adversários (1,739 m - a mesma do 208). Segundo porque, como o 2008 tem como base a plataforma do 208, sua distância entre-eixos deve ter, pelo menos, os 2,538 m do hatch - número superior ao do novo EcoSport, por exemplo. Mas vamos esperar para ver.

Assim como o 208, o 2008 é bonito e moderno. Se tiver uma lista de equipamentos interessante e preços competitivos (inferiores ou iguais aos do Duster), será um representante bem atraente do segmento no Brasil, com muita chance de sucesso.

O 2008 é uma ponto importante para a Peugeot crescer no Brasil, pois entrará em um segmento inédito para a marca no país. E a chance de sucesso de 2008 aumenta ainda mais se pensarmos nas lições aprendidas com o fracasso total da picape 207 Hoggar, que sempre teve um pífio desempenho de vendas - fechou 2012 atrás da jurássica Ford Courier e, somando os emplacamentos de janeiro a dezembro (12 meses), não conseguiu superar os números da Fiat Strada apenas em dezembro, por exemplo.  

Peugeot 2008
Comprimento: 4,14 m 
Largura: 1,739 m
Entre-eixos: ? (pelo menos 2,538 m do 208)
Porta-malas: ? (pelo menos 285 litros do 208)

Ford EcoSport (novo)
Comprimento: 4,24 m
Largura: 1,77 m
Entre-eixos: 2,52 m
Porta-malas: 362 litros

Renault Duster
Comprimento: 4,315 m
Largura: 1,822 m
Entre-eixos: 2,673 m
Porta-malas: 475 litros (400 litros - 4x4)

Chevrolet Tracker (Trax/Enjoy)
Comprimento: 4,248 m
Largura: 1,776 m
Entre-eixos: 2,555 m
Porta-malas: 358 litros

Por último, espero que a Peugeot também lance por aqui o sedã 301, que é mais bonito, moderno e espaçoso do que o ultrapassado 207 Passion.
Fotos: Peugeot/Divulgação

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Renault mostra oficialmente o "novo" Clio e Peugeot se prepara a chegada do belo 208

Marca colocou a palavra CLIO logo abaixo do emblema
Os franceses querem crescer ainda mais por aqui e preparam novidades interessantes. Depois do flagrante feito na Argentina, finalmente a Renault revelou oficialmente as linhas finais do "novo" Clio, que recebe sua mais "profunda" reestilização para se manter competitivo no mercado do Mercosul, especialmente o brasileiro. Se isso não fosse o bastante, a Peugeot confirmou que o 208 será lançado no Brasil no primeiro semestre de 2013. Ambos os modelos estarão no Salão do Automóvel de São Paulo, que começa na semana que vem.

Adotando a linha de design mundial da Renault, o Clio tem dianteira que lembra a quarta geração do Clio europeu (que provavelmente nunca teremos por aqui). A parte frontal tem novos para-choque e grade, que realçam o escudo da Renault. As laterais mudaram pouco, com destaque para os novos retrovisores. Já a traseira recebeu uma peça plástica no para-choque, nova tampa do porta-malas e lanternas diferenciadas. 
Renault deve apostar na personalização do Clio, com adesivos e outros detalhes
Assim como acontece com o Nissan March e com o Fiat Uno, a Renault também deve apostar na personalização para dar um ar mais jovial e descolado para o Clio, aumentando o seu poder de penetração no mercado.

Por dentro, nenhuma alteração foi confirmada oficialmente, mas algumas mudanças são esperadas, como no acabamento e no painel de instrumentos. O espaço para os ocupantes e no porta-malas deve pernanecer o mesmo. Debaixo do capô, o Clio terá o motor 1.0 16V flex, que, no momento, desenvolve 76 cv de potência e 10 mkgf de torque com gasolina e 77 cv e 10,2 mkgf com etanol no Renault. Não será surpresa se este propulsor recebe algumas mudanças, já que a marca francesa quer que o Clio seja referência de consumo para o segmento. No March, a motorização 1.0 16V tem 74 cv e 10 mkgf com qualquer combustível.
Traseira tem nova tampa do porta-malas, faróis com nova disposição de luzes e detalhe preto no para-choque
Como eu disse antes, bem que a Renault poderia manter os preços atuais, que partem de R$ 24.000, mas recheando o Clio com muitos equipamentos de série. Apoios de cabeças traseiros (três de preferência) reguláveis em altura, trava elétrica com Sistema CAR (travamento automático a 6 km/h), limpador e lavador do vidro traseiro já deveriam ser de série desde hoje. Mas a marca poderia acrescentar ainda direção hidráulica, ar-condicionado, alarme, vidros elétricos, airbag duplo, ABS e sistema de som com rádio, CD Player, leitor de MP3, entradas USB e auxiliar e com conexão bluetooth para celular.

Desta forma, e com os três anos de garantia, a marca francesa teria um representante de peso para desbancar quase todos os concorrentes no Brasil - e compensaria o fato de ainda termos uma geração bem ultrapassada do Clio no país.
Fechando a Renault, a marca também poderia dar um tapa no visual do Symbol (Clio Sedan), o deixando visualmente mais atrativo, além de trabalhá-lo melhor comercialmente, como ela fez com a perua Grand Tour, que ficou relativamente popular no final da vida. Já imaginaram o Clio hatch completo saindo por R$ 27.000 e o Symbol mais bonito e completo, com motor 1.6 16V, por R$ 36.000 manual e R$ 38.500 automático? A Renault desbancaria a Ford da quarta colocação do mercado nacional.

Marca do leão
Já a Peugeot tenta recuperar o terreno perdido com a chegada do belo compacto 208. Depois do fracasso da família 207 (especialmente a picape Hoggar e a perua SW), finalmente a marca vai lançar, no primeiro semestre do ano que vem, um veículo com alto potencial de vendas.
Diferente do que aconteceu com o 207 (um 206,5 por aqui), teremos no Brasil o verdadeiro 208. Assim como o seu irmão C3 (o novo), o 208 aposta no visual moderno e na tecnologia como diferenciais para vencer a concorrência.

O design é realmente bonito. Gostei muito da harmonia entre a dianteira e a traseira.
Não sabemos se o novo Peugeot sofrerá simplificações para rodar por aqui, mas espero que o teto solar panorâmico, as luzes de LEDs nos faróis e o sistema multimídia com tela sensível ao toque integrada ao painel sejam mantidos, mesmo que nas versões intermediárias e na topo de linha.

Em relação às motorizações, podem esperar que o Peugeot 208 será vendido por aqui com motor 1.5 8V, que desenvolve 89 cv de potência e 13,5 mkgf de torque com gasolina e 93 cv e 14,2 mkgf com etanol, com câmbio manual de cinco marchas; e o 1.6 16V sem o tanquinho de partida a frio, que gera 115 cv e 15,5 mkgf com gasolina e 122 cv e 16,4 mkgf com etanol - com transmissão manual de cinco marchas ou automática de quatro marchas (BVA).
Quem sabe a Peugeot não surpreende e lança o 208 1.6 THP, com motor turbo e câmbio de seis marchas? Seria um compacto esportivo bem interessante. Sobre o 207 atual, o hatch ficará vivo no mercado, enquanto Hoggar e 207 SW devem ser os primeiros a morrer. O 207 Passio viveria (com ajuda de aparelhos) por mais algum tempo.
Fotos - Clio: Renault/Divulgação // 208: Peugeot/Divulgação

sexta-feira, 4 de março de 2011

Fiat, Hyundai, Renault e Peugeot precisam se preocupar?

Enquanto eu analisava os emplacamentos dos dois primeiros meses de 2011 dos hatches Focus e Tiida, observei alguns números de outros modelos. Avaliando o mercado com mais calma, perguntei a mim mesmo: será que Fiat, Hyundai, Renault e Peugeot precisam se preocupar? Explico.
Fiat Bravo
Ainda é cedo para afirmar. O justo seria esperar, pelo menos, mais 3 meses. Mas o fato é que, até agora, o Fiat Bravo não engrenou. As vendas estão consideravelmente abaixo do potencial do veículo. Tudo bem que seu câmbio manual automatizado Dualogic não é lá essas coisas; e que seu espaço interno (especialmente atrás) é meio apertado; e que a bela tela de 6,5" não é sensível ao toque. Mas o carro tem muito mais qualidades do que defeitos, a começar pelo visual, bonito e moderno; pelo acabamento bem feito, ótimo porta-malas (400 litros) e pela boa oferta de equipamentos. O motor 1.8 16V E.TorQ demora um pouco para se animar, mas leva o hatch de forma honesta.
Apresentado no final de outubro, durante o Salão do Auomóvel de São Paulo (leia mais aqui e aqui) do ano passado, o Fiat Bravo foi responsável por 259 emplacamentos em dezembro de 2010, 527 em janeiro e 700 unidades emplacadas em fevereiro de 2011. O número subiu, mas já poderia estar mais alto. Será que a fraca propaganda dele na TV está atrapalhando? Bem que a criativa Fiat poderia ter feiro algo melhor. Pelo menos a chegada da versão T-Jet também deve ajudar um pouco.

Estado de preocupação: amarelo, mas ainda com tranquilidade.

Hyundai i30 CW
Apostar no segmento de peruas médias foi ousado e contra a atual tendência do mercado. Mas a Hyundai não se importou e lançou a perua i30 CW no Brasil embalada pelo sucesso do hatch médio i30. Resultado? Vendas baixas. Foram 579 unidades emplacadas em 2010. Já em 2011, os números melhoraram um pouco (comparando 2010 e 2011, o crescimento foi muito forte), mas ainda está bem ruim: 562 carros vendidos, sendo 255 em janeiro e 307 em fevereiro. Até a jurássica Volkswagen Parati (um ex-carro em atividade) vendeu mais em 2011 - 789 unidades.
Cabe a Hyundai ficar mais atenda. A marca poderia diminuir seu foco em propagandas polêmicas para valorizar as qualidades de seus veículos. Reduzir o preço da sua perua média, que tem porta-malas com capacidade para 415 litros, também poderia ajudar os coreanos, assim como finalmente disponibilizar o motor 2.0 16V flex para a família i30.

Estado de preocupação: amarelo, mas com preocupação iminente.
Renault Symbol
Em 2009, de março (mês de lançamento) a dezembro, foram vendidas 6.442 unidades do Symbol (média de 644 carros por mês), sedã compacto premium da Renault. Em 2010, a média subiu para 699 unidades por mês com 8.391 carros vendidos no ano. Em 2011, somando janeiro (658) e fevereiro (548), a média está em 603 unidades - 1.206 carros vendidos ao todo.

O Symbol tem potencial para mais. Seu problema é ficar sempre escondido. Nunca vi nenhum tipo de campanha mais agressiva envolvendo o carro. Por causa da estratégia de marketing, fico com a impressão da Renault só vender três modelos no Brasil: Clio, Sandero e Logan (não por acaso os mais comercializados da marca no país). O Symbol é bem equipado, com acabamento honesto, excelente porta-malas, motor 1.6 16V flex com bom desempenho e preço atrativo. Seu maior defeito é o espaço interno, o mesmo do aposando Clio Sedan. O finado sedã realmente ainda assombra o Symbol, que sofre também com a falta de personalidade estética e de simpatia do público - embora ele seja mais bonito e carismático do que o Clio Sedan.
Acredito que uma ligeira reduação de preços, acompanhada de uma estratégia de marketing mais agressiva e a opção de câmbio automático fariam muito bem ao Symbol.

Estado de preocupação: amarelo, mas com preocupação iminente.

Peugeot Hoggar 
Apanhar da obsoleta picape Ford Courier é um fato para poucos. Não chega a ser um vexame completo porque a Courier é um modelo "pau pra toda obra", mas não deixa de ser vergonhoso para a picapinha da Peugeot. Em 2010, a Hoggar vendeu 4.141 unidades, com emplacamentos acontecendo desde de fevereiro, mas seu lançamento oficial sendo realizado apenas no final de abril de 2010. Então, eliminando os três meses "off", de maio a dezembro, a média de vendas da Hoggar foi de 503 unidades. Em 2011, a média está em 391 unidades, dividindo a soma de janeiro (313) e fevereiro (470). A Courier fechou tem médias de 609 unidades e 581 unidades, em 2010 e 2011, respectivamente.
Qual é o grande problema da Peugeot Hoggar no mercado nacional? São quatro na verdade: preço, Montana, Saveiro e, princpalmente, Strada. Os concorrentes são mais atrativos em termos visuais e em versatilidade de mercado. A picape Montana foi recentemente remodelada e só é oferecida com duas versões de acabamento, ambas 1.4 8V Econo.Flex: LS e Sport. A média em 2010 (ano de transição da velha para a noda Montana) foi de 3.055 unidades vendidas, contra 2.990 de 2011. Quando a Chevrolet preencher o buraco de R$ 12.194 entre os dois acabamentos, a Montana terá grande potencial para aumentar suas vendas, dificultando ainda mais a vida da Hoggar.

Depois de um início morno, a Saveiro encontrou o seu caminho e, com a versão Cross, conseguiu oferecer uma linha mais completa ao consumidor. Resultado: média de 5.182 unidades em 2010, assegurando definitivamente a segunda posição do segmento. Em 2011, a média está em 5.135 unidades vendidas (janeiro + fevereiro). A picape pequena da Volkswagen é vendida com uma opção de motor (1.6 8V VHT flex), três versões de acabamento (1.6, Trooper e Cross) e duas opções de cabine: simples e estendida.
A Strada deve ser o último membro da família Palio a receber a nova geração, atrás, respectivamente, de Palio, Siena e Palio Weekend. Isso porque a picape da Fiat é um sucesso absoluto de vendas! É realmente de impressionar a média de vendas do modelo: 7.498 unidades em 2009, 9.734 unidades em 2010 e 8.737 unidades em 2011 (depois de 2 meses). Perte do segredo está na vasta oferta do modelo, que tem cinco versões (Fire, Working, Trekking, Sporting e Adventure), três variações de cabine (simples, estendida e dupla) e três opções de motor: 1.4 8V Fire Flex, 1.6 16V e 1.8 16V E.TorQ - sem esquecer do bloqueio eletrônico de diferencial Locker. Se a média continuar a mesma com a chegada da nova Strada, os concorrentes continuaram comendo poeira.

O que a Peugeot pode fazer então para ter sucesso com a picape Hoggar? Dou três sugestões: nova política de preços, nova versão e a opção de câmbio automático com trocas sequencias. Teríamos:

. Peugeot Hoggar X-Line 1.4 - R$ 29.500 (preço atual sugerido de R$ 31.400)
. Peugeot Hoggar XR 1.4 - R$ 32.500 (preço atual sugerido de R$ 35.350)
. Peugeot Hoggar XR 1.6 - Nova versão por R$ 35.900
. Peugeot Hoggar XR 1.6 automático - Nova versão com câmbio automático por R$ 39.900
. Peugeot Hoggar Escapade 1.6 - R$ 39.500 (preço atual sugerido de R$ 43.500)
. Peugeot Hoggar Escapade 1.6 automático - Nova opção por R$ 42.900

O câmbio automático seria uma aposta bem ousada da Peugeot para diferenciar seu modelo dos concorrentes.

Estado de preocupação: vermelho... alguém me ajude! 
(Fotos: Fiat/Divulgação, Hyundai/Divulgação, Renault/Divulgação e Peugeot/Divulgação)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2010, um ano para ser lembrado

O ano de 2010 foi um dos mais movimentados da história da indústria automotiva no Brasil. Vários modelos foram lançados e outros apresentados, embora tenham ficado para 2011. Fiz uma lista das novidades mais acessíveis "de cabeça" (devo ter esquecido alguns modelos) comentando um pouco sobre cada um.
JANEIRO
Civic LXL (que praticamente matou o LXS - versão que pode morrer em breve).
FEVEREIRO
A Ford mudou mais uma vez o visual do EcoSport, tentando dar um “ar” de Land Rover ao modelo. Caminando para o seus últimos anos de vida com a atual plataforma, o EcoSport está no seu melhor momento no Brasil, pelo menos em termos de acabamento e configurações. Só poderia ser um pouco mais barato.

MARÇO
A Toyota praticamente não teve nenhuma grande novidade em 2010. Porém, em março, ela lançou a versão 2.0 16V flex do Corolla, fazendo o modelo se consolidar de vez na liderança do segmebnto de sedãs médios. Segundo informação publicada na Quatro Rodas, o Corolla 2.0 responde a 64% das vendas do modelo. O propulsor 2.0 desenvolve 142 cv de potência e 19,8 kgfm de torque com gasolina e 153 cv e 20,7 kgfm com etanol.

ABRIL
O mês de abril foi um pouco mais movimentado. Tivemos o lançamento do reestilizado (para evitar o uso da palavra "novo") Ford Fiesta “Figo”. A mudança estética agradou muita gente, mas eu achei que a linha Fiesta ficou bem feia, especialmente o sedã. Já a Renault mudou o Logan, com alterações muito bem-vindas. O visual ficou menos feio e a ergonomia melhorou. A Chevrolet também mudou seu sedã compacto. O Classic abandonou o visual da antiga linha Corsa para ficar com o design do ultrapassado Sail chinês (que já evoluiu).
MAIO
Maio foi um dos meses mais marcantes da indústria em 2010. Tivemos o lançamento do bem sucedido Fiat Uno, que chegou com duas opções de motor (1.0 e 1.4) e três versões: Vivave, Attractive e Way. Sucesso absoluto de vendas, mesmo sem a carroceria de duas portas e a nova versão Sporting.
Também em maio a Peugeot lançou a Hoggar, picape derivada do 207 (206,5). Diferente da Fiat com o Uno, a Peugeot ainda não teve sucesso com a Hoggar, que amarga vendas pífias, sendo superada até pela jurássica Courier. Provavelmente em 2011 a marca do leão fera mudanças vitais na linha Hoggar.

Chevrolet e Kia também se movimentaram em maio. Enquanto a primeira lançou o Malibu, que chegou como o “anti-Fusion”, e que amarga uma queda mensal de vendas desde julho (até novembro), a segunda colocou no mercado a nova geração do Sorento, mais moderno e bem atrativo para os brasileiros.

JUNHO
A Volkswagen, que estava quieta, atacou em cheio no mês de junho com o lançamento da inédita piape Amarok e com a muito bem-vinda reestilização da perua SpaceFox. A Amarok chegou botando banca e com qualidades para superar as rivais, especialmente a Hilux. Mas, até agora, as vendas continuam mornas. Já a evolução do SpaceFox já pode ser sentido nas vendas, que aumentaram, fazendo o modelo superar a perua líder da categoria, Palio Weekend, no mês de novembro.

Já a Hyundai colocou no mercado o ix35, a nova geração do Tucson. Importado, o novo modelo virou objeto de desejo de muitos brasileiros. Atualmente ele é vendido apenas com motor 2.0 16V a gasolina, que desenvolve 168 cv de potência. Até 2012 o ix35 será nacional.
O mês de junho também foi muito importante porque marcou a chegada dos esperados e novos motores E.TorQ da Fiat. O escolhido para as estréias foi o Punto, que melhorou sua relação custo/benefício com os novos corações. O 1.6 16V flex desenvolve 115 cv e 117 cv, enquanto o 1.8 16V gera 130 cv e 132 cv. Praticamente todos os modelos da Fiat serão equipados com, pelo menos, um destes motores.

JULHO
Depois de muita enrolação e várias promessas, em julho, o Tucson finalmente virou nacional. Mas nem por isso seu preço abaixou. O mês também contou com a chegada dos motores E.TorQ à família Palio e da nova (e ainda mal sucedida) perua i30 CW da Hyundai.

A Nissan, para a surpresa de muitos, anunciou (e cumpriu) a chegada do Tiida Sedan, num pacote fechado por R$ 44.500. Importado do México e equipado com motor 1.8 16V flex, o sedã só fica devendo no quesito segurança, já que não oferece airbags e ABS nem como opcionais. O visual não chega a ser um assombro, mas está visivelmente ultrapassado.
AGOSTO
Duas estrelas do ano deram as caras no mercado nacional em agosto. A Citroën lançou o Aircross, “aventureiro” baseado no C3 Picasso que chegou cheio de desconfiança, mas que está sendo muito bem recebido pelos brasileiros – suas vendas continuam em alta. O motor 1.6 16V flex é o mesmo para qualquer uma das três versões, que custam entre (sugeridos) R$ 53.900 (GL) e R$ 61.900 (Exclusive).
A Ford, finalmente, para a alegria de muitos, resolveu importar o New Fiesta para o Brasil. Com design moderno (embora eu ache a traseira gorda), o modelo chegou equipado com motor 1.6 16V Sigma flex e com um preço muito competitivo. A concorrência ficou até assustada com o novo sedã da Ford, que peca, principalmente no espaço interno – quem vai atrás passa aperto (literalmente).

SETEMBRO
Setembro foi consideravelmente frio, como uma espécie de preparativo para os meses seguintes. Não me lembro de nada realmente relevante.
OUTUBRO
Como um aquecimento de luxo para o Salão do Automóvel de São Paulo, outubro foi marcado pela chegada da nova Chevrolet Montana, equipada apenas com motor 1.4 Econo.Flex. São duas versões: LS e Sport. A alteração da linha ainda não surtiu efeito nas vendas, mas a picape ficou mais segura e confortável. Embora seu visual seja questionável, eu gostei.

NOVEMBRO
Novembro foi outro mês importante do ano. A grande estrela foi o Salão do Automóvel de São Paulo (parte 1 e parte 2). A Fiat apresentou e lançou o super esperado Bravo, substituto do sempre sem sal Stilo. O novo modelo tem visual arrojado, vem bem equipado de série e é vendido em duas versões, Essence e Absolute, com apenas um motor: 1.8 16V E.TorQ, e duas opções de câmbio: manual e manual automatizado Dualogic. No ano que vem teremos a versão T-Jet, equipada com o propulsor 1.4 turbo. A posição de dirigir é excelente, assim como o espaço no porta-malas. Já o espaço no banco traseiro é muito ruim.
Já a Peugeot colocou no mercado o 3008 um crossover/minivan que surpreendeu pela tecnologia, conforto e desempenho. Seu motor 1.6 turbo desenvolve 156 cv de potência. São duas versões de acabamento: Allure, por R$ 79.900, e Griffe, por 86.900.

A Chevrolet, finalmente, depois de muita espera, lançou o Camaro no Brasil. Pelo menos a espera valeu a pena. Na versão SS, equipado com motor V8 de 406 cv de potência, o esportivo tem visual arrebatador e custa R$ 185.000 (ainda sim caro), bem abaixo dos R$ 220.000 cobrados pelos importadores independentes.

DEZEMBRO
Omega Fittipaldi e Kia Cadenza. Simples assim.

O que esperar de 2011?
O Salão de São Paulo mostrou realmente boas novidades para 2011. O segmento de sedãs médios será um dos mais movimentados, se não o mais no ano que vem. Teremos os novos Renault Fluence, Peugeot 408, Volkswagen Jetta (todos exibidos no Salão), além do Corolla reestilizado e do novo Honda Civic.Também teremos os novos Kia Cerato hatch e Soup, além do Soul flex.

A Nissan aposta no compacto March, enquanto a Volvo colocará no mercado o belo sedã S60. A Fiat prepara o novo Palio, enquanto a Chevrolet lançará o Cruze.Será que finalmente teremos o Renault Duster?

Pelo visto 2011 tem potencial para ser ainda melhor que 2010. Feliz ano novo a todos!
(fotos: Montadoras/Divulgação)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Peugeot frustrada no Brasil. Mas esperança existe e é já real

A Peugeot corre contra o tempo para recuperar mercado e prestígio no Brasil. Deve ser realmente complicado ver os seus modelos serem superados em vendas para dinossauros da indústria nacional.
A perua derivada do 206,5 - digo 207 -, a 207 SW, não consegue superar a veterana (idosa) Volkswagen Parati. De janeiro a outubro de 2010, foram vendidas 6.138 unidades do modelo da Volks, contra 4.484 unidades da station da marca do leão. O veículo da Peugeot só conseguiu superar a perua gol em três dos setes meses analisados.
Você pode até estar pensando: "mas a 207 SW também é um quase uma veterana, já que o carro nada mais é que o 206 perua". Realmente isso é verdade. Mas, o "super lançamento" Hoggar também não vai bem das pernas. O modelo conseguiu a proeza de não ultrapassar a Ford Courier em vendas em nenhum mês de 2010! Tudo bem que a picape da Peugeot foi lançada no só chegou efetivamente ao mercado nacional em maio. Mas, mesmo assim, quase chega a ser uma vergonha "apanhar" da Courier. De janeiro a outubro de 2010, foram vendidas 5.833 da pequena e carente picape da Ford, contra 3.157 unidades da Hoggar. Só para comprar, nos primeiros 10 meses desse ano, a Fiat emplacou 94.290 Stradas.

O que dizer então do 307 Sedan, que, com apenas 2.368 unidades vendidas em 2010 (janeiro a outubro), não consegue superar Nissan Sentra (4.551 unidades), Chevrolet Astra Sedan (3.868) e até o Renault Mégane (2.911).
Pelo menos a Peugeot está se movimentando e já está tirando do forno três super lançamentos, apresentados oficialmente no Salão do Automóvel de São Paulo. O primeiro a desembarcar por aqui é o 3008, ainda em 2010. Ele será vendido, indicialmente, em duas versões: Allure, que parte de R$ 79.900, e Griffe, que tem valor sugerido de R$ 86.900. As duas versões são equipadas com motor 1.6 turbo de 156 cv de potência e 24 kgfm de torque, câmbio automático sequencial de seis velocidades, e chegam com freios ABS, seis airbags, controle de estabilidade, ar-condicionado digital dual-zone, conexão bluetooth, compartimento refrigerado no console central e rodas aro 17”. O 3008 Griffe tem ainda bancos com revestimento em couro, teto solar panorâmico, bancos dianteiros aquecidos (bastante úteis para as frias terras brasileiras) e sensor de chuva e crepuscular.
O visual do 3008 é um dos seus principais atrativos, juntamente com sua tecnologia embarcada. Pelo que pude verificar no Salão do Automóvel, o acabamento é bom, bem feito, mas sem refinamentos super luxuosos. Pelos testes e avaliações que já li do carro, ele realmente parece ser muito bom. Seu desempenho, por exemplo, é excelente para um carro de mais de 1.600 kg de peso (e com motor 1.6). Segundo a marca, o 3008 precisa de 9,5 s para ser acelerado de 0 a 100 km/h e atinge 202 km/h de velocidade máxima.
O mais esperado, pela importância do segmento, é o 408, que mata, de uma vez, o 307 Sedan e o 407, e que chega no primeiro trimestre do ano que vem, com a motorização 2.0 flex e, provavelmente, no futuro, com 1.6 16V flex. Seu objetivo é claro: ser um sucesso de vendas, o que o 307 Sedan nunca conseguiu ser.
Visualmente, ele é muito mais bonio e, principalmente, harmônico que o 307 Sedan. Com os erros (e acertos) aprendidos pela Peugeot nos últimos anos no segmento dos sedã médios, o 408 tem um grande potencial de mercado. O fato dele ser bem mais moderno também vai ajudar bastante.

O Peugeot 408 mede 4,69 m de comprimento, 1,815 m de largura e 2,71 m de entreeixos. Seu porta-malas, segundo a marca, tem capacidade de 562 litros.


Finalizando, no segundo semestre de 2011 teremos nas concessionárias da marca do leão o belo esportivo RCZ, um cupê compacto 2+2 lugares. Seu motor 1.6 turbo de 165 cv de potência, com câmbio automático sequencial de seis velocidades, e seu visual ousado devem mesmo chamar a atenção pelas ruas, entrando na garagem de um seleto e restrito grupo de brasileiros.

domingo, 16 de maio de 2010

Vejam os comerciais do Peugeot Hoggar e do Fiat Uno

Já falei das propagandas da Strada Cabine Dupla, do Mitsubishi Pajero TR4, do Toyota Corolla 2.0, do Ford Fiesta reestilizado, além de um post sobre propagandas legais de vários carros.

Agora quero ouvir a opinião de vocês sobre os comerciais dos mais recentes lançamentos da indústria automotiva brasileira: Peugeot Hoggar e Fiat Uno. Assistam e comentem:

Peugeot Hoggar



Fiat Uno


Risoto + Hoggar? Não sei não... Sobre o Uno, propagandas legais, mas não tão chamativas quanto outras feitas pela marca.

Atualização
Complemento o post com o comercial da nova linha Logan. É uma propaganda muito boa, que valoriza bem o espaço interno e as mudanças internas, esquecendo, porém, de mostrar o excelente porta-malas e as alterações externas (só a dianteira aparece no fim do comercial). Realmente a Renault deve achar o seu carro feio, por isso só valorizaram o interior.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Dentadura de vampiro - Peugeot anuncia a picape Hoggar

A Peugeot anunciou oficialmente hoje o lançamento da sua nova picape compacta, derivada do 207, que vai se chamar Hoggar. Ela chega às concessionárias da marca no dia 15 de maio com cabine simples, três versões de acabamento (só a Escapade confirmada) e duas motorizações flex: 1.4 e 1.6 16V. Com este novo veículo, a marca francesa fecha a família 207, que já era composta por um hatch, um sedã e uma perua.

Segundo a marca, seu novo veículo pode levar 742 kg na caçamba, espaço o equivalente a 1.151 litros. Com a Hoggar, a Peugeot espera conquistar 10% do mercado de picapes pequenas em um ano.

Produzida na fábrica da Peugeot em Porto Real, no Rio de Janeiro, a Hoggar tem visual inspirado na família 207, com a versão aventureira seguindo a linha do 207 SW Escapade. Se isso não bastasse, o design da picape já era bastante conhecido por causa do grande número de flagrantes do modelo pelas ruas do Brasil.

Agora você deve estar se perguntando: por quê o Parizzi escreveu "dentadura de vampiro" no título? Explico. Fiquei a tarde inteira de hoje tentando me lembrar do que a foto da dianteira da Hoggar se parece. E cheguei a uma conclusão. Reparem como ela parece aquela dentadura de vampiro usada em fantasias de carnaval - só que a frente do veículo parece estar sorrindo.


Sobre o nome Hoggar, a melhor explicação que ouvi foi a de que ele foi inspirado no Hulk Hogan, aquele ex-lutador de luta-livre loiro que fazia sucesso há alguns anos. A Peugeot tentou passar a ideia de "robustez e força" do Hogan para sua picape Hoggar. A ideia é um pouco fraca, mas quis publicá-la pelo lado cômico.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Peugeot 207 picape aparece sem camuflagem

Se eu encerrei 2009 falando de picapes, começo 2010 com o mesmo tema! Isso porque o blog CarsDias e a revista Autoesporte divulgaram fotos de um dos principais lançamentos da Peugeot nesse ano, a nova picape compacta derivada do 207, flagrada rodando ser disfarces em Resende (RJ). O modelo já começou a ser produzido e deve chegar ao mercado brasileiro em março, com duas opções de motores: os já conhecidos 1.6 16V flex (110/113 cv) e 1.4 8V flex (80/82 cv) - que equipam o restante da família.

O flagrante feito foi da versão Escapade, com visual mais "aventureiro", como já acontece na perua. Me chamou a atenção o tamanho das portas, muito pequenas, passando um aspecto de fragilidade - parece brinquedo. Se levarmos em consideração o 207, o espaço interno da picape não será dos melhores, ainda mais porque uma versão com cabine dupla não deve ser lançada - só cabine simples.

De uma maneira geral, gostei do visual do novo veículo da Peugeot, mas alguns pontos poderiam ser melhor trabalhados. O primeiro seria usar uma porta maior, como a do 207 2p. O segundo seria ampliar um pouco a janela lateral atrás das portas, pelo menos para dar a impressão de que a cabine é um pouco maior. Outro ponto seria aquela linha preta que sai das laterais e chega na alavanca para abrir a tampa da caçamba. Acredito que outra solução estética pudesse ser mais adequada por ali. Sobre os polêmicos para-lamas traseiros exagerados em plastico preto, até que gostei.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Peugeot 207, Volkswagen Voyage e Robust: Artes antes do lançamento

O artista argentino Jorge Luis Fernández publicou em seu blog algumas artes interessantes de futuros lançamentos da indústria automobilística. Ele criou o Peugeot 207 picape, o novo Voyage (Gol sedã) e a Robust, picape média que a Volkswagen está desenvolvendo - todos previstos para serem lançados no mercado brasileiro. Será que as projeções dele vão se confirmar? Só o tempo dirá...
Peugeot 207 picape
Volkswagen Gol sedã ou Voyage
Volkswagen Robust - picape média