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sexta-feira, 22 de março de 2013
Volkswagen comemora seus 60 anos de Brasil com vídeo divertido
Mais uma vez a Volkswagen faz um vídeo divertido e interessante. Mas, ao invés de ser para o lançamento de um carro, como aconteceu recentemente com o novo Fusca, agora o destaque fica para a comemoração dos 60 anos da marca no Brasil.
Como vocês viram, o vídeo é focado na inovação fazendo um paralelo com o futebol brasileiro. Falta agora para o Neymar provar que é um dos melhores e mais vencedores jogadores do mundo, pois a Volkswagen já fez a parte dela no setor automotivo.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Recém "inaugurada", expansão da Renault no Brasil já é insuficiente
Algumas montadoras começam a perceber que seus atuais projetos de expansão no Brasil poderiam ter sido maiores. A Renault inaugura hoje em São José dos Pinhais (PR) uma obra de ampliação que acrescentará a produção de 100 mil carros por ano, volume que equivale a praticamente uma nova fábrica. Mas isso não representa nenhum alívio. A linha continuará a operar na capacidade máxima, em três turnos. O diretor mundial da região Américas, Denis Barbier, que veio ao país para essa inauguração, concorda que a situação já leva a companhia a pensar numa futura expansão. Mas isso só deve ocorrer a partir de 2016. Até lá, a montadora pretende elevar a participação no mercado interno dos atuais 6,6% para 8%.
A razão da viagem do diretor da região Américas de Paris a São José dos Pinhais é de longe mais agradável do que o motivo que há seis anos levou seu chefe, Carlos Ghosn, o presidente da companhia, a fazer o mesmo percurso. Ghosn acabara de assumir a presidência executiva da Renault quando decidiu visitar a fábrica brasileira. O clima foi de desalento. A capacidade ociosa que ele encontrou no Paraná, de 70%, superou a da Nissan, que estava em 50% na época em que ele mesmo foi escalado para salvar a montadora japonesa da falência, em 1999. Com apenas um turno de trabalho, o clima no Paraná era de fim de expediente durante mais da metade do dia. Para piorar, o executivo recebeu os resultados de uma pesquisa com consumidores brasileiros: metade deles não sabia que a Renault tinha uma fábrica no Brasil. Naquele dia, Ghosn prometeu uma reviravolta.
Inaugurada em dezembro de 1998, a Renault do Brasil parece ter ficado em compasso de espera durante boa parte de sua história de atividade industrial no país. No início, foram anos sucessivos de resultados financeiros ruins, como o prejuízo de R$ 1,4 bilhão em 2002. O primeiro lucro, de R$ 169,5 milhões, apareceu somente no balanço de 2007 e, mesmo assim, os dois anos seguintes foram ruins, com quase nenhum lucro em 2008 e mais prejuízo, de R$ 262,3 milhões, em 2009. A partir de então, a empresa fechou com lucro de R$ 232,8 milhões em 2010 e R$ 215,7 milhões em 2011, segundo o anuário "Valor 1000".
Agora, o cenário é outro. Segundo o balanço da companhia, em 2012, a alta de 9% nas vendas fora da Europa compensou a queda de 18% no continente europeu. Hoje, metade das vendas de veículos da marca é realizada fora dos mercados europeus. Mas essa fatia tende a aumentar, diz Barbier, que trabalha na Renault desde 1984 e assumiu a direção das Américas há três anos. Em suas mãos está o comando da região com um dos maiores potenciais de crescimento da marca no mundo. Segundo ele, as vendas na região Américas dobraram em três anos. Como a marca não atua nos Estados Unidos, o Brasil lidera essa região, que soma 450 mil veículos por ano. Em 2011, o Brasil ultrapassou a Alemanha e passou a ser o maior mercado para a Renault fora da França.
Se naquela visita, há seis anos, Carlos Ghosn voltou para a França preocupado com o que viu em São José dos Pinhais, Barbier desta vez deverá se animar com o clima da festa nas novas instalações. Quase não foram feitas obras de construção civil porque 60% dos 2,5 milhões de metros quadrados do terreno onde está a montadora são de mata preservada. Mas, internamente, foram muitas modificações estruturais em setores importantes e estratégicos, como linha de montagem e cabine de pintura. A fábrica recebeu novos robôs e desde 2001 foram abertos mais 1,2 mil empregos, o que elevou o quadro para 6,5 mil trabalhadores.
A expansão elevará o volume anual de produção de 280 mil para 380 mil veículos. Saber que a montadora continuará a operar a plena capacidade mesmo com a ampliação ainda não é motivo de preocupação, segundo o presidente da Renault do Brasil, Olivier Murguet. Ele diz contar com um fôlego adicional, embora pequeno, até 2015, quando terminará o atual plano de investimentos, de R$ 1,5 bilhão. Somente a reforma da fábrica consumiu R$ 500 milhões. O restante do programa de investimentos, iniciado em 2010, inclui renovação de produtos e lançamentos. "Pensamos em aumentar a oferta de modelos em segmentos onde ainda não estamos presentes", afirma Barbier.
Eventual falta de capacidade também poderá ser resolvida de outra forma. Mesmo que a direção da empresa evite tratar do assunto em detalhes, existe a possibilidade de a Renault passar a utilizar toda a capacidade da fábrica de comerciais leves que hoje compartilha com a parceira Nissan. Trata-se de uma instalação vizinha à linha dos automóveis. Nesse prédio são produzidos os modelos Master, da Renault, e Livina e Frontier, da Nissan. A produção da Nissan pode até ser transferida para Resende (RJ), quando a fábrica da marca japonesa ficar pronta em 2014. Já se cogitou também o aproveitamento da aliança entre as duas marcas. Isso incluiria operações da Renault na fábrica da Nissan no Rio. Barbier admite aproveitar sinergias da aliança no Brasil, mas prefere não se estender nos comentários sobre as hipóteses.
Por enquanto, o executivo francês comemora a expansão da região que está sob seu comando e se satisfaz com a disposição do governo brasileiro em dar mais benefícios para empresas que produzirem no país. "Algumas medidas nos fazem evoluir", diz. O Inovar-Auto, nome do regime automotivo que prevê impostos maiores para veículos importados ou montados aqui com baixos índices de nacionalização, ajuda a empresa a alinhar a estratégia de crescimento internacional. Como outras montadoras, a Renault elegeu a atividade industrial no bloco Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) como o caminho para compensar as perdas que tem sofrido por ter passado muitos anos excessivamente dependente de seu mercado de origem.
Barbier sabe, porém, que no Brasil a disputa se dará no mercado interno. Já faz tempo que as montadoras têm perdido antigos contratos de exportação para fábricas de outros países. A própria Renault brasileira já não exporta para o México porque a filial colombiana se mostrou mais competitiva na venda do modelo Sandero, também produzido no Brasil. "De fato, infelizmente hoje os elevados custos no Brasil não nos permitem exportar para os mercados da parte norte das Américas", afirma Barbier.
Com volume anual de 3,8 milhões de veículos, o mercado brasileiro, o quarto maior do mundo, ainda é grande o suficiente para absorver a produção da indústria automobilística local. Barbier reconhece que, com a entrada de novos competidores, a briga não será fácil. Mas lições do passado, que a empresa aprendeu na tentativa frustrada de entrar no mercado dos Estados Unidos, servirão para essa nova fase de competição no Brasil, segundo o executivo. "É preciso estudar, envolver-se mais na vida dos brasileiros para entender seus desejos de consumo. O mercado brasileiro é exigente. O diferencial entre as marcas será a qualidade dos serviços e a capacidade de conseguir fazer produtos ao gosto do consumidor. Os que não atenderem a isso não terão lugar nesse mercado".
Texto: Marli Olmos
Reprodução do Valor Econômico
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| Vista aérea da fábrica da Renault no Paraná |
Inaugurada em dezembro de 1998, a Renault do Brasil parece ter ficado em compasso de espera durante boa parte de sua história de atividade industrial no país. No início, foram anos sucessivos de resultados financeiros ruins, como o prejuízo de R$ 1,4 bilhão em 2002. O primeiro lucro, de R$ 169,5 milhões, apareceu somente no balanço de 2007 e, mesmo assim, os dois anos seguintes foram ruins, com quase nenhum lucro em 2008 e mais prejuízo, de R$ 262,3 milhões, em 2009. A partir de então, a empresa fechou com lucro de R$ 232,8 milhões em 2010 e R$ 215,7 milhões em 2011, segundo o anuário "Valor 1000".
Agora, o cenário é outro. Segundo o balanço da companhia, em 2012, a alta de 9% nas vendas fora da Europa compensou a queda de 18% no continente europeu. Hoje, metade das vendas de veículos da marca é realizada fora dos mercados europeus. Mas essa fatia tende a aumentar, diz Barbier, que trabalha na Renault desde 1984 e assumiu a direção das Américas há três anos. Em suas mãos está o comando da região com um dos maiores potenciais de crescimento da marca no mundo. Segundo ele, as vendas na região Américas dobraram em três anos. Como a marca não atua nos Estados Unidos, o Brasil lidera essa região, que soma 450 mil veículos por ano. Em 2011, o Brasil ultrapassou a Alemanha e passou a ser o maior mercado para a Renault fora da França.
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| Fotos: Renault/Divulgação |
Eventual falta de capacidade também poderá ser resolvida de outra forma. Mesmo que a direção da empresa evite tratar do assunto em detalhes, existe a possibilidade de a Renault passar a utilizar toda a capacidade da fábrica de comerciais leves que hoje compartilha com a parceira Nissan. Trata-se de uma instalação vizinha à linha dos automóveis. Nesse prédio são produzidos os modelos Master, da Renault, e Livina e Frontier, da Nissan. A produção da Nissan pode até ser transferida para Resende (RJ), quando a fábrica da marca japonesa ficar pronta em 2014. Já se cogitou também o aproveitamento da aliança entre as duas marcas. Isso incluiria operações da Renault na fábrica da Nissan no Rio. Barbier admite aproveitar sinergias da aliança no Brasil, mas prefere não se estender nos comentários sobre as hipóteses.
Por enquanto, o executivo francês comemora a expansão da região que está sob seu comando e se satisfaz com a disposição do governo brasileiro em dar mais benefícios para empresas que produzirem no país. "Algumas medidas nos fazem evoluir", diz. O Inovar-Auto, nome do regime automotivo que prevê impostos maiores para veículos importados ou montados aqui com baixos índices de nacionalização, ajuda a empresa a alinhar a estratégia de crescimento internacional. Como outras montadoras, a Renault elegeu a atividade industrial no bloco Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) como o caminho para compensar as perdas que tem sofrido por ter passado muitos anos excessivamente dependente de seu mercado de origem.
Barbier sabe, porém, que no Brasil a disputa se dará no mercado interno. Já faz tempo que as montadoras têm perdido antigos contratos de exportação para fábricas de outros países. A própria Renault brasileira já não exporta para o México porque a filial colombiana se mostrou mais competitiva na venda do modelo Sandero, também produzido no Brasil. "De fato, infelizmente hoje os elevados custos no Brasil não nos permitem exportar para os mercados da parte norte das Américas", afirma Barbier.
Com volume anual de 3,8 milhões de veículos, o mercado brasileiro, o quarto maior do mundo, ainda é grande o suficiente para absorver a produção da indústria automobilística local. Barbier reconhece que, com a entrada de novos competidores, a briga não será fácil. Mas lições do passado, que a empresa aprendeu na tentativa frustrada de entrar no mercado dos Estados Unidos, servirão para essa nova fase de competição no Brasil, segundo o executivo. "É preciso estudar, envolver-se mais na vida dos brasileiros para entender seus desejos de consumo. O mercado brasileiro é exigente. O diferencial entre as marcas será a qualidade dos serviços e a capacidade de conseguir fazer produtos ao gosto do consumidor. Os que não atenderem a isso não terão lugar nesse mercado".
Texto: Marli Olmos
Reprodução do Valor Econômico
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Grande notícia! Peugeot inicia produção do Peugeot 208 no Brasil. Preços precisam ser bem atraentes
Essa é a melhor notícia da Peugeot nos últimos tempos no Brasil! Finalmente a marca inicia a produção do belo 208 em Porto Real (RJ)! O modelo começa a ser vendido oficialmente no dia13 de abril.
Minha empolgação acontece porque não aguento mais ver o 207, o 207 Passion e a finada perua 207 SW nas ruas, assim como a invendável picape Hoggar (que, pelo visto, se aproxima da forçada aposentadoria). Vejam bem, não acho nenhum desses modelos ruins. Mas, na minha cabeça, eles representam a "velha Peugeot", uma companhia que foi perdendo mercado e a posição de "empresa com carros modernos e com visual bonito".
O 208 é o maior trunfo da marca do leão para recuperar o espaço perdido no mercado brasileiro. A expectativa é que 55 mil unidades sejam fabricadas em 2013 e que o modelo ajude a elevar as vendas da Peugeot entre 10% e 15% em 2013 se comparado a 2012. Para isso, além da qualidade superior do veículo (especialmente se comparado ao 207 BR), os preços precisam ser bem atraentes. Nada da versão básica custar a partir de R$ 40.000, como a Citroën faz com o C3.
Foram investidos R$ 800 milhões no projeto do 208 nacional, o que inclui as adaptações da fábrica carioca, que vai produzir 220 mil veículos anualmente (antes a capacidade era de 150 mil carros), em três turnos. Essa produção leva em consideração as marcas Peugeot e Citroën (PSA).
A fábrica de motores da PSA, que integra o Centro de Produção de Porto Real, recentemente teve sua capacidade de produção ampliada de 220.000 para 280.000 unidades por ano dos motores 1.4 8V flex, 1.5 8V flex e 1.6 16V (flex e a gasolina).
Assim como o C3, o 208 será comercializado com os propulsores 1.5 8V e 1.6 16V (sem tanquinho de partida a frio), enquanto o 1.4 8V ficará para o nosso atual 207, que continua em produção como veículo de entrada da Peugeot.
Antes do lançamento oficial em abril, 208 unidades especiais do 208, batizadas de Premier, deverão ser entregues no mês de março para os "felizardos" que pagaram o absurdo preço de R$ 54.990. Além do Brasil, o 208 nacional será exportado para outros países da América Latina, como Uruguai e Argentina.
Fica agora a expectativa a respeito das chegadas do belo sedã 301 e do SUV 2008.
Minha empolgação acontece porque não aguento mais ver o 207, o 207 Passion e a finada perua 207 SW nas ruas, assim como a invendável picape Hoggar (que, pelo visto, se aproxima da forçada aposentadoria). Vejam bem, não acho nenhum desses modelos ruins. Mas, na minha cabeça, eles representam a "velha Peugeot", uma companhia que foi perdendo mercado e a posição de "empresa com carros modernos e com visual bonito".
O 208 é o maior trunfo da marca do leão para recuperar o espaço perdido no mercado brasileiro. A expectativa é que 55 mil unidades sejam fabricadas em 2013 e que o modelo ajude a elevar as vendas da Peugeot entre 10% e 15% em 2013 se comparado a 2012. Para isso, além da qualidade superior do veículo (especialmente se comparado ao 207 BR), os preços precisam ser bem atraentes. Nada da versão básica custar a partir de R$ 40.000, como a Citroën faz com o C3.
Foram investidos R$ 800 milhões no projeto do 208 nacional, o que inclui as adaptações da fábrica carioca, que vai produzir 220 mil veículos anualmente (antes a capacidade era de 150 mil carros), em três turnos. Essa produção leva em consideração as marcas Peugeot e Citroën (PSA).
A fábrica de motores da PSA, que integra o Centro de Produção de Porto Real, recentemente teve sua capacidade de produção ampliada de 220.000 para 280.000 unidades por ano dos motores 1.4 8V flex, 1.5 8V flex e 1.6 16V (flex e a gasolina).
Assim como o C3, o 208 será comercializado com os propulsores 1.5 8V e 1.6 16V (sem tanquinho de partida a frio), enquanto o 1.4 8V ficará para o nosso atual 207, que continua em produção como veículo de entrada da Peugeot.
Antes do lançamento oficial em abril, 208 unidades especiais do 208, batizadas de Premier, deverão ser entregues no mês de março para os "felizardos" que pagaram o absurdo preço de R$ 54.990. Além do Brasil, o 208 nacional será exportado para outros países da América Latina, como Uruguai e Argentina.
Fica agora a expectativa a respeito das chegadas do belo sedã 301 e do SUV 2008.
Fotos: Peugeot/Divulgação
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Grupo Caoa quer criar uma montadora 100% nacional. Será que a ideia é viável?
Já pensaram em termos novamente uma montadora de carros 100% brasileira? Aparentemente este é o desejo do polêmico empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, mais lembrado pelo seu grupo, o Caoa. A ideia não é nova, mas começa a ganhar um pouco mais de corpo - mas ainda muito pouco.
Eu li a notícia sobre o assunto na revista CartaCapital (edição 728) e fiquei pensando em como seria interessante se tivéssemos uma fabricante de carros genuinamente nacional. Isso não acontece desde 1996, quando a Gurgel faliu. Tudo bem que Volkswagen, Fiat, Chevrolet, Ford e várias outras estão no Brasil há muito tempo, mas elas não nasceram aqui.
Mas entendo que a situação seja bastante desfavorável para esta ideia dar certo. Emboa possível, acho que o projeto do Sr. Caoa tem mínimas chances de avançar.
Primeiro seria necessário um altíssimo investimento financeiro para o projeto nascer. Depois precisaríamos de incentivos do Governo Federal - afinal, é uma empresa nacional. Mas ela seria estatal? Essa é uma outra questão importante.
Indo mais além, se tivermos um fabricante local, inicialmente, ele não deveria ter condições de uma produção em larga escala, como acontece com as três principais marcas nacionais. Isso limitaria bastante as vendas da empresa nacional.
É uma questão realmente muito mais ampla.
Acho que nada vai acontecer e que teremos apenas mais players internacionais com fábrica no Brasil nos próximos anos.
Veja um trecho da reportagem da CartaCapital
Recentemente, bateu às portas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, do Grupo Caoa, dono da maior rede de concessionárias da marca sul-coreana Hyundai no País. Sua proposta: obter o apoio do banco para fundar uma indústria automobilística de capital brasileiro. A decisão da matriz da Hyundai de construir uma fábrica em Piracicaba (SP), inaugurada em setembro, mudou os planos da Caoa, importadora e, até a inauguração da planta, a única representante da montadora no Brasil.
Com capital próprio e tecnologia da Hyundai, Andrade monta a SUV Tucson e um caminhão de pequeno porte na “fábrica” de Anápolis, onde aproveitou os incentivos fiscais dados pelo governo goiano para importar peças e equipamentos. Com a aprovação da MP da guerra dos portos, em abril, contudo, a vantagem tributária tem os dias contados: deixará de vigorar a partir de 1º de janeiro do próximo ano. Daí a urgência do grupo brasileiro de costurar uma saída que lhe permita manter um pé na produção e embarcar no novo regime automotivo, o Inovar-Auto, que também passa a valer em janeiro, mas cujos estímulos estão atrelados a metas de nacionalização da produção, investimento em Pesquisa & Desenvolvimento e eficiência energética. Programa que certamente terá a adesão da Hyundai, no caso dos investimentos diretos da marca no interior paulista, mas não no caso da unidade goiana, um negócio à parte e de responsabilidade exclusiva da Caoa.
Apesar de afinado com os propósitos do governo federal, o projeto dificilmente sairá do papel. A consulta indica, porém, o quanto mudou o cenário do setor, a ponto de uma marca brasileira ser cogitada, algo impensável até pouco tempo atrás. Inaugurada em 1969, a Gurgel faliu em 1996, no rescaldo da abertura do setor na era Collor, e a partir de então os brasileiros deixaram de estar representados sequer marginalmente, como acontecia no caso dos jipes fabricados em Rio Claro (SP).
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| Reprodução de Gurgel Guerreiro |
Mas entendo que a situação seja bastante desfavorável para esta ideia dar certo. Emboa possível, acho que o projeto do Sr. Caoa tem mínimas chances de avançar.
Primeiro seria necessário um altíssimo investimento financeiro para o projeto nascer. Depois precisaríamos de incentivos do Governo Federal - afinal, é uma empresa nacional. Mas ela seria estatal? Essa é uma outra questão importante.
Indo mais além, se tivermos um fabricante local, inicialmente, ele não deveria ter condições de uma produção em larga escala, como acontece com as três principais marcas nacionais. Isso limitaria bastante as vendas da empresa nacional.
É uma questão realmente muito mais ampla.
Acho que nada vai acontecer e que teremos apenas mais players internacionais com fábrica no Brasil nos próximos anos.
Veja um trecho da reportagem da CartaCapital
Recentemente, bateu às portas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, do Grupo Caoa, dono da maior rede de concessionárias da marca sul-coreana Hyundai no País. Sua proposta: obter o apoio do banco para fundar uma indústria automobilística de capital brasileiro. A decisão da matriz da Hyundai de construir uma fábrica em Piracicaba (SP), inaugurada em setembro, mudou os planos da Caoa, importadora e, até a inauguração da planta, a única representante da montadora no Brasil.
Com capital próprio e tecnologia da Hyundai, Andrade monta a SUV Tucson e um caminhão de pequeno porte na “fábrica” de Anápolis, onde aproveitou os incentivos fiscais dados pelo governo goiano para importar peças e equipamentos. Com a aprovação da MP da guerra dos portos, em abril, contudo, a vantagem tributária tem os dias contados: deixará de vigorar a partir de 1º de janeiro do próximo ano. Daí a urgência do grupo brasileiro de costurar uma saída que lhe permita manter um pé na produção e embarcar no novo regime automotivo, o Inovar-Auto, que também passa a valer em janeiro, mas cujos estímulos estão atrelados a metas de nacionalização da produção, investimento em Pesquisa & Desenvolvimento e eficiência energética. Programa que certamente terá a adesão da Hyundai, no caso dos investimentos diretos da marca no interior paulista, mas não no caso da unidade goiana, um negócio à parte e de responsabilidade exclusiva da Caoa.
Apesar de afinado com os propósitos do governo federal, o projeto dificilmente sairá do papel. A consulta indica, porém, o quanto mudou o cenário do setor, a ponto de uma marca brasileira ser cogitada, algo impensável até pouco tempo atrás. Inaugurada em 1969, a Gurgel faliu em 1996, no rescaldo da abertura do setor na era Collor, e a partir de então os brasileiros deixaram de estar representados sequer marginalmente, como acontecia no caso dos jipes fabricados em Rio Claro (SP).
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Termina a greve dos funcionários da fábrica da Hyundai em Piracicaba (SP)
Em menos de 15 dias, a Hyundai inaugurou oficialmente sua primeira fábrica no Brasil, onde produz o hatch compacto HB20; anunciou planos de ampliação da planta; depois a maioria dos funcionários da fábrica entrou em greve; e os colaboradores voltaram ao trabalho depois de chegarem a um acordo. Quantas coisas aconteceram para a Hyundai no Brasil em tão pouco tempo! Seria esse um sinal de que a marca terá sucesso por aqui, e que o HB20 será popular? Ou não?
Termina a greve dos funcionários da fábrica da Hyundai em Piracicaba (SP)
Os trabalhadores do 1º turno da fábrica da Hyundai em Piracicaba, no interior de São Paulo, voltaram ao trabalho nesta quarta-feira depois de um dia de greve. Os funcionários da planta da montadora sul-coreana aceitaram o reajuste do piso salarial proposto pela marca, de R$ 1.287 para R$ 1.600. De acordo com a Hyundai do Brasil, ainda haverá uma assembleia às 17h, com a presença do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba, ligado à Força Sindical, para propor o mesmo acordo com os trabalhadores do 2º turno da fábrica.
O novo piso, que sofreu alta de 24%, começa a valer no dia 1º de janeiro de 2013. Já o aumento salarial para quem ganha mais que o piso é de 8,1%. Além do aumento, o sindicato conseguiu um vale especial de Natal para os funcionários, no valor de R$ 1 mil, que deve ser pago até o dia 20 de dezembro, e uma antecipação de R$ 1.200 de antecipação de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que devem ser pagos até o dia 30 de novembro.
Apesar do acordo, o presidente do sindicato, José Luiz Ribeiro, disse que muitas questões serão discutidas ainda. "Queremos ainda mais melhorias no piso salarial, discutir a jornada de trabalho de 40 horas semanais, o adicional de hora extra aos sábados, que reivindicamos que seja de 100%, fim do assédio moral e o programa de PLR para o ano que vem", pontuou.
A fábrica da Hyundai em Piracicaba é responsável pelas vendas do recém lançado HB20. De acordo com Airton Cousseau, diretor executivo, a expectativa da marca era vender 10 mil unidades do hatch até dezembro. Mas foram encomendadas mais de 27 mil unidades até o prazo. A unidade fabril tem capacidade para construir 34 carros por hora.
Texto: Terra
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| Hyundai/Divulgação |
Os trabalhadores do 1º turno da fábrica da Hyundai em Piracicaba, no interior de São Paulo, voltaram ao trabalho nesta quarta-feira depois de um dia de greve. Os funcionários da planta da montadora sul-coreana aceitaram o reajuste do piso salarial proposto pela marca, de R$ 1.287 para R$ 1.600. De acordo com a Hyundai do Brasil, ainda haverá uma assembleia às 17h, com a presença do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba, ligado à Força Sindical, para propor o mesmo acordo com os trabalhadores do 2º turno da fábrica.
O novo piso, que sofreu alta de 24%, começa a valer no dia 1º de janeiro de 2013. Já o aumento salarial para quem ganha mais que o piso é de 8,1%. Além do aumento, o sindicato conseguiu um vale especial de Natal para os funcionários, no valor de R$ 1 mil, que deve ser pago até o dia 20 de dezembro, e uma antecipação de R$ 1.200 de antecipação de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que devem ser pagos até o dia 30 de novembro.
Apesar do acordo, o presidente do sindicato, José Luiz Ribeiro, disse que muitas questões serão discutidas ainda. "Queremos ainda mais melhorias no piso salarial, discutir a jornada de trabalho de 40 horas semanais, o adicional de hora extra aos sábados, que reivindicamos que seja de 100%, fim do assédio moral e o programa de PLR para o ano que vem", pontuou.
A fábrica da Hyundai em Piracicaba é responsável pelas vendas do recém lançado HB20. De acordo com Airton Cousseau, diretor executivo, a expectativa da marca era vender 10 mil unidades do hatch até dezembro. Mas foram encomendadas mais de 27 mil unidades até o prazo. A unidade fabril tem capacidade para construir 34 carros por hora.
Texto: Terra
Recém-inaugurada, fábrica da Hyundai enfrenta primeira greve
Há poucos dias, a Hyundai inaugurou oficialmente a sua fábrica em Piracicaba (SP) demonstrando otimismo, já que a procura pelo HB20 está altíssima. Na ocasião, a marca coreana disse que já pretendia ampliar a sua planta no Brasil para atender à alta demanda do pelo seu compacto.
Mas, numa "manobra" que vem sendo especulada há algum tempo, quase todos os funcionários da fábrica entraram em greve, comprometendo as entregas, ainda previstas para fevereiro. E agora Hyundai? O jeito é entrar rápido em acordo com os colaboradores para não perder o excelente momento do HB20.
Abaixo, leia mais sobre o assunto na matéria do Estadão.
Recém-inaugurada, fábrica da Hyundai enfrenta primeira greve
A fábrica da montadora coreana Hyundai em Piracicaba, no interior de São Paulo, enfrenta sua primeira greve. Em operação desde 20 de setembro, mas inaugurada oficialmente na sexta-feira, a empresa teve a linha de montagem totalmente paralisada ontem, num momento em que tenta ampliar a produção do compacto HB20, que tem fila de espera até fevereiro.
Os cerca de mil funcionários do primeiro turno da produção, que começaria às 6 horas da manhã de ontem, não entraram para trabalhar, após assembleia que recusou a proposta da empresa de piso salarial de R$ 1,6 mil. O mesmo ocorreu com os 800 trabalhadores do segundo turno, que teria início às 17h. Hoje, uma assembleia pela manhã analisará possível nova proposta da empresa para decidir se os trabalhadores mantêm a greve.
O salário médio pago na fábrica atualmente é de R$ 1,2 mil. "Estamos negociando desde abril e agora os trabalhadores querem um piso maior, de R$ 1,8 mil", diz Hugo Liva Junior, tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba.
Segundo Liva, em agosto os sindicalistas pediam piso de R$ 1,6 mil, equivalente ao pago nas outras duas montadoras da região (Honda e Toyota), mas como os funcionários dessas fábricas tiveram data-base em setembro, seus salários foram reajustados para R$ 1,7 mil a R$ 1,8 mil.
Para os funcionários da Hyundai, a data-base é novembro. Os cerca de 3 mil trabalhadores das empresas de autopeças instaladas ao redor da fábrica já negociaram a data-base - piso médio de R$ 1,2 mil - e não participam da greve.
Fila
A fábrica produz 34 veículos por hora, pouco mais de 600 por dia. A Hyundai tem meta de fabricar 26 mil veículos até dezembro, mas tem cerca de 50 mil unidades encomendadas pelos concessionários. O consumidor que tenta comprar um HB20 hoje tem de esperar no mínimo até fevereiro. O gerente de Relações Públicas e Imprensa da Hyundai, Maurício Jordão, afirma que a empresa ficou surpresa com a paralisação, já que as partes estavam em processo de negociação. "A empresa avalia a possibilidade de apresentar uma nova proposta e espera o fim da greve para amanhã (hoje)."
Segundo ele, a empresa se propôs a reajustar os salários em 8,1% neste mês, em 5% daqui a seis meses, mais 5% em 12 meses e mais 5% em um ano e meio. "Essa proposta foi aceita pelo sindicato, mas rejeitada em assembleia." Jordão afirma que a Hyundai vai recuperar a produção perdida nas próximas semanas, provavelmente com horas extras.
Liva ressalta que, além do piso salarial, o sindicato negocia a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e Participação nos Lucros e Resultados (PLR). "A empresa já falou em R$ 10 mil para 2013, mas não aceitamos", disse o tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba. Outro tema que, segundo ele, está no Ministério do Trabalho é o assédio moral que os funcionários estariam sofrendo na fábrica. "Os coreanos não conseguem trabalhar com a nossa cultura", diz.
Fonte: Estadão
Texto: Cleide Silva
Mas, numa "manobra" que vem sendo especulada há algum tempo, quase todos os funcionários da fábrica entraram em greve, comprometendo as entregas, ainda previstas para fevereiro. E agora Hyundai? O jeito é entrar rápido em acordo com os colaboradores para não perder o excelente momento do HB20.
Abaixo, leia mais sobre o assunto na matéria do Estadão.
Recém-inaugurada, fábrica da Hyundai enfrenta primeira greve
A fábrica da montadora coreana Hyundai em Piracicaba, no interior de São Paulo, enfrenta sua primeira greve. Em operação desde 20 de setembro, mas inaugurada oficialmente na sexta-feira, a empresa teve a linha de montagem totalmente paralisada ontem, num momento em que tenta ampliar a produção do compacto HB20, que tem fila de espera até fevereiro.
Os cerca de mil funcionários do primeiro turno da produção, que começaria às 6 horas da manhã de ontem, não entraram para trabalhar, após assembleia que recusou a proposta da empresa de piso salarial de R$ 1,6 mil. O mesmo ocorreu com os 800 trabalhadores do segundo turno, que teria início às 17h. Hoje, uma assembleia pela manhã analisará possível nova proposta da empresa para decidir se os trabalhadores mantêm a greve.
O salário médio pago na fábrica atualmente é de R$ 1,2 mil. "Estamos negociando desde abril e agora os trabalhadores querem um piso maior, de R$ 1,8 mil", diz Hugo Liva Junior, tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba.
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| Fábrica da Hyundai em Piracicaba (SP) - Fotos: Hyundai/Divulgação |
Para os funcionários da Hyundai, a data-base é novembro. Os cerca de 3 mil trabalhadores das empresas de autopeças instaladas ao redor da fábrica já negociaram a data-base - piso médio de R$ 1,2 mil - e não participam da greve.
Fila
A fábrica produz 34 veículos por hora, pouco mais de 600 por dia. A Hyundai tem meta de fabricar 26 mil veículos até dezembro, mas tem cerca de 50 mil unidades encomendadas pelos concessionários. O consumidor que tenta comprar um HB20 hoje tem de esperar no mínimo até fevereiro. O gerente de Relações Públicas e Imprensa da Hyundai, Maurício Jordão, afirma que a empresa ficou surpresa com a paralisação, já que as partes estavam em processo de negociação. "A empresa avalia a possibilidade de apresentar uma nova proposta e espera o fim da greve para amanhã (hoje)."
Segundo ele, a empresa se propôs a reajustar os salários em 8,1% neste mês, em 5% daqui a seis meses, mais 5% em 12 meses e mais 5% em um ano e meio. "Essa proposta foi aceita pelo sindicato, mas rejeitada em assembleia." Jordão afirma que a Hyundai vai recuperar a produção perdida nas próximas semanas, provavelmente com horas extras.
Liva ressalta que, além do piso salarial, o sindicato negocia a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e Participação nos Lucros e Resultados (PLR). "A empresa já falou em R$ 10 mil para 2013, mas não aceitamos", disse o tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba. Outro tema que, segundo ele, está no Ministério do Trabalho é o assédio moral que os funcionários estariam sofrendo na fábrica. "Os coreanos não conseguem trabalhar com a nossa cultura", diz.
Fonte: Estadão
Texto: Cleide Silva
sábado, 10 de novembro de 2012
Com o sucesso do HB20, Hyundai já estuda aumento de capacidade de sua nova fábrica em Piracicaba (SP)
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| Hyundai/Divulgação |
Ainda assim, a primeira fábrica na América do Sul com capital 100% da Hyundai opera no limite da capacidade e tem toda a produção comprometida para os próximos meses. O primeiro modelo em produção, o compacto HB20, tem 50 mil encomendas mas, até dezembro, serão produzidas 26 mil unidades. Quem comprar um modelo agora, com preço inicial de R$ 32 mil, só vai receber a partir de fevereiro.
"Estamos cientes de que temos uma longa lista de espera, mas estamos nos esforçando para atender a demanda", afirma Young Gil Hyun, diretor comercial da Hyundai do Brasil. A fábrica tem capacidade para fazer 34 carros por hora.
"Vamos investir em gargalos específicos e, para o futuro, há possibilidade de um terceiro turno de trabalho", diz Eugênio Césare, gerente geral de produção. Para 2013, a empresa espera operar com capacidade total de 150 mil veículos. Serão lançadas no primeiro trimestre as versões fora de estrada (HB20X) e sedã.
Em breve discurso na cerimônia de inauguração, o presidente mundial da Hyundai, Chong Mong Koo, de 74 anos, ressaltou que o HB20 foi desenvolvido exclusivamente para o mercado brasileiro. Disse ainda que a nova subsidiária vai "contribuir para o desenvolvimento da indústria automobilística brasileira e da economia local".
Texto: Cleide Silva
Fonte: Estadão
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Nissan transfere sede brasileira do Paraná para o Rio de Janeiro
Muito interessante essa matéria da Folha de S. Paulo. Fiquei um pouco impressionado com o tanto que foi oferecido para a Nissan ir para Resende, no RJ.
Nissan transfere sede brasileira do Paraná para o Rio de Janeiro
Venceslau Borlina Filho - Do Rio de Janeiro
Patrocinadora dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, a montadora japonesa Nissan vai transferir sua sede do Paraná para a capital fluminense em janeiro. O escritório vai ocupar três andares e um salão de um dos prédios já construídos na região portuária da cidade.
A primeira fábrica da montadora no Brasil será inaugurada em janeiro de 2014, ao custo de R$ 2,6 bilhões. A unidade está sendo construída em Resende, na região centro-sul do Estado do Rio.
Em entrevista à Folha, o vice-presidente de administração e finanças da Nissan no Brasil, François Dossa, afirmou que 80% dos funcionários paranaenses aderiram à transferência.
A sede da marca tem 270 funcionários. No Rio, eles serão cerca de 350. "Vamos contratar mais pessoas no Rio de Janeiro", afirmou Dossa. Na fábrica, serão mais 2.000 trabalhadores diretos. O custo da transferência não foi informado, mas, para sua instalação no Rio, a Nissan recebeu diversos incentivos fiscais dos governos estadual e municipal.
Do Estado, serão R$ 5,9 bilhões como financiamento de 80% do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o investimento. O crédito poderá ser pago em até 50 anos, com carência de 30 anos.
Pela Prefeitura de Resende, a fábrica ganhou isenção de IPTU por 20 anos e alíquota de ISS (Imposto Sobre Serviços) de 0,05% para os custos com a obra, quando o normal seria de 3%.
O município concedeu isenção total do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) e prometeu devolver à empresa parte do ICMS com a receita gerada por ela.
De acordo com Dossa, a meta da Nissan é produzir no Brasil 200 mil veículos por ano e alcançar 5% do mercado nacional em 2016. Atualmente, a japonesa detém 3,41%.
Fonte: Folha de S. Paulo
Nissan transfere sede brasileira do Paraná para o Rio de Janeiro
Venceslau Borlina Filho - Do Rio de Janeiro
Patrocinadora dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, a montadora japonesa Nissan vai transferir sua sede do Paraná para a capital fluminense em janeiro. O escritório vai ocupar três andares e um salão de um dos prédios já construídos na região portuária da cidade.
A primeira fábrica da montadora no Brasil será inaugurada em janeiro de 2014, ao custo de R$ 2,6 bilhões. A unidade está sendo construída em Resende, na região centro-sul do Estado do Rio.
Em entrevista à Folha, o vice-presidente de administração e finanças da Nissan no Brasil, François Dossa, afirmou que 80% dos funcionários paranaenses aderiram à transferência.
A sede da marca tem 270 funcionários. No Rio, eles serão cerca de 350. "Vamos contratar mais pessoas no Rio de Janeiro", afirmou Dossa. Na fábrica, serão mais 2.000 trabalhadores diretos. O custo da transferência não foi informado, mas, para sua instalação no Rio, a Nissan recebeu diversos incentivos fiscais dos governos estadual e municipal.
Do Estado, serão R$ 5,9 bilhões como financiamento de 80% do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o investimento. O crédito poderá ser pago em até 50 anos, com carência de 30 anos.
Pela Prefeitura de Resende, a fábrica ganhou isenção de IPTU por 20 anos e alíquota de ISS (Imposto Sobre Serviços) de 0,05% para os custos com a obra, quando o normal seria de 3%.
O município concedeu isenção total do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) e prometeu devolver à empresa parte do ICMS com a receita gerada por ela.
De acordo com Dossa, a meta da Nissan é produzir no Brasil 200 mil veículos por ano e alcançar 5% do mercado nacional em 2016. Atualmente, a japonesa detém 3,41%.
Fonte: Folha de S. Paulo
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Alta Roda - Respeito às diferenças
Interessante constatar como os fabricantes mudam suas estratégias mercadológicas e técnicas de continente a continente. Marcas europeias e orientais, por exemplo, tratam de desenvolver modelos com dimensões generosas para vender nos EUA. Atender a cultura do segundo maior mercado do mundo (só perdeu a liderança para a China há três anos) implica fazer concessões ao peso do veículo e maior consumo de combustível em troca de espaço interno.
Isso está mudando porque a gasolina encareceu nos EUA e o governo estabeleceu metas rigorosas de economia para os próximos anos. A Ford foi das primeiras a reagir. Deu uma guinada a fim de procurar aproximar ao máximo possível todos os novos projetos mundiais, pois consumo de combustível e emissões de CO2 são irmãos siameses.
O novo Fusion demonstra os novos tempos. Esse sedã médio-grande, em exceção parcial àquela regra, era um pouco menor que a sua contraparte vendida na Europa com o nome de Mondeo. Agora, cresceu cerca de três cm em comprimento, largura e altura. Estilo e dimensões são os mesmos dos dois lados do Atlântico.
Na versão de topo, Titanium, o motor V6 aspirado foi substituído por um quatro-cilindros turbo com injeção direta de 2 litros/240 cv/34,7 kgfm. Assim, o carro chegará ao Brasil, em dezembro, por R$ 112.990, incluindo tração nas quatro rodas e teto solar. Preço dos mais competitivos por vir do México sem imposto de importação e IPI extra. A partir da produção do novo Fiesta hatch, em São Bernardo do Campo (SP), já no início de 2013, a Ford aliviará sua cota de importação mexicana, concentrando-a no Fusion. Em março, estreia o motor de 2,5 l/175 cv, flex, tração dianteira, preço estimado em R$ 85.000.
Espaço interno, em especial no banco traseiro, é um dos destaques, além do silêncio de rodagem ao incluir para-brisa acústico. A marca optou por distância entre eixos 12 cm maior (igual à do Mondeo), mas sacrificou o porta-malas em cerca de 80 litros (agora, 453 l), em parte pelo desenho da traseira. Em compensação, o coeficiente aerodinâmico evolui de 0,33 para 0,27, um dos melhores do segmento, o que resultou em consumo cidade/estrada de 9,1 km/l (gasolina).
O Fusion recebeu um grande pacote de equipamentos, em especial de segurança. Controle ativo de velocidade de cruzeiro, comutação automática farol alto/baixo ao cruzar com outro veículo, monitoramento de pontos cegos, alertas para tráfego cruzado em marcha à ré, de sonolência e de invasão de faixa, além de airbags de joelho para motorista e passageiro (oito bolsas, no total) são alguns. Sistema de estacionamento automático também é novidade.
Sua dirigibilidade impressiona, a começar pela direção de assistência elétrica que absorve pequenas vibrações dos pneus e tem controle ativo de deriva. Em ruas de Los Angeles (EUA) não deu para avaliar o comportamento em curvas velozes, mas a nova suspensão traseira independente de quatro braços traz o refinamento europeu antes inexistente.
Apesar do peso extra do sistema de tração 4x4, o motor dá conta do recado. A Ford decidiu manter o limite eletrônico de 180 km/h de velocidade máxima (na Europa, 240 km/h). Ou seja, em quase tudo carros iguais, mas respeitadas certas diferenças.
RODA VIVA
BMW, finalmente, anunciou a fábrica brasileira em Araquari (SC). Esta coluna antecipou, pelo Twitter, a decisão tomada pela diretoria em Munique há 14 meses. Como havia negociações à frente, a filial brasileira foi obrigada a negar a informação. Investimento de pouco mais de R$ 500 milhões, início de vendas em 2014 e produção inicial do SUV compacto X1.
MERCEDES-BENZ anunciará, até o final do ano, a fábrica no Brasil para produzir o futuro SUV derivado do compacto Classe A. Decisão inevitável, depois do passo adiante da arquirrival BMW. Tudo indica que a unidade estará no mesmo complexo da Nissan, em construção em Resende (RJ). Só falta o retorno da Audi para estabelecer aqui o Trio de Ferro alemão.
DEPOIS de experiências de estilo pouco brilhantes, a GM acertou com o Onix. Novo compacto hatch Chevrolet, em pré-estreia no Salão do Automóvel de São Paulo, agradou também por suas dimensões internas e painel bem elaborado. Arquitetura é a mesma GSV, do Sonic. Vendas começam em novembro próximo. O sedã, primeiro trimestre de 2013.
NOME é trocadilho com Tiguan, mas o Taigun, revelado no Salão, dá ótima pista de como será o primeiro SUV compacto que a VW produzirá no Brasil, em 2014. Motor será o TSI, turbo e injeção direta, três cilindros, 1 litro/110 cv, na versão flex. Pelo menos o motor feito aqui foi confirmado por Ulrich Hackenberger, vice-presidente executivo do Grupo VW.
GRUPO Gandini, importador Kia, estuda alternativas para fabricar algum modelo no Brasil a fim de atenuar fortes restrições do regime automobilístico a quem não produz localmente. Porém, restrições legais e estratégicas, dentro do grupo sul-coreano, impedem uso compartilhado da nova fábrica da Hyundai em Piracicaba (SP).
Isso está mudando porque a gasolina encareceu nos EUA e o governo estabeleceu metas rigorosas de economia para os próximos anos. A Ford foi das primeiras a reagir. Deu uma guinada a fim de procurar aproximar ao máximo possível todos os novos projetos mundiais, pois consumo de combustível e emissões de CO2 são irmãos siameses.
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| Novo Fusion - Ford/Divulgação |
Na versão de topo, Titanium, o motor V6 aspirado foi substituído por um quatro-cilindros turbo com injeção direta de 2 litros/240 cv/34,7 kgfm. Assim, o carro chegará ao Brasil, em dezembro, por R$ 112.990, incluindo tração nas quatro rodas e teto solar. Preço dos mais competitivos por vir do México sem imposto de importação e IPI extra. A partir da produção do novo Fiesta hatch, em São Bernardo do Campo (SP), já no início de 2013, a Ford aliviará sua cota de importação mexicana, concentrando-a no Fusion. Em março, estreia o motor de 2,5 l/175 cv, flex, tração dianteira, preço estimado em R$ 85.000.
Espaço interno, em especial no banco traseiro, é um dos destaques, além do silêncio de rodagem ao incluir para-brisa acústico. A marca optou por distância entre eixos 12 cm maior (igual à do Mondeo), mas sacrificou o porta-malas em cerca de 80 litros (agora, 453 l), em parte pelo desenho da traseira. Em compensação, o coeficiente aerodinâmico evolui de 0,33 para 0,27, um dos melhores do segmento, o que resultou em consumo cidade/estrada de 9,1 km/l (gasolina).
O Fusion recebeu um grande pacote de equipamentos, em especial de segurança. Controle ativo de velocidade de cruzeiro, comutação automática farol alto/baixo ao cruzar com outro veículo, monitoramento de pontos cegos, alertas para tráfego cruzado em marcha à ré, de sonolência e de invasão de faixa, além de airbags de joelho para motorista e passageiro (oito bolsas, no total) são alguns. Sistema de estacionamento automático também é novidade.
Sua dirigibilidade impressiona, a começar pela direção de assistência elétrica que absorve pequenas vibrações dos pneus e tem controle ativo de deriva. Em ruas de Los Angeles (EUA) não deu para avaliar o comportamento em curvas velozes, mas a nova suspensão traseira independente de quatro braços traz o refinamento europeu antes inexistente.
Apesar do peso extra do sistema de tração 4x4, o motor dá conta do recado. A Ford decidiu manter o limite eletrônico de 180 km/h de velocidade máxima (na Europa, 240 km/h). Ou seja, em quase tudo carros iguais, mas respeitadas certas diferenças.
RODA VIVA
BMW, finalmente, anunciou a fábrica brasileira em Araquari (SC). Esta coluna antecipou, pelo Twitter, a decisão tomada pela diretoria em Munique há 14 meses. Como havia negociações à frente, a filial brasileira foi obrigada a negar a informação. Investimento de pouco mais de R$ 500 milhões, início de vendas em 2014 e produção inicial do SUV compacto X1.
MERCEDES-BENZ anunciará, até o final do ano, a fábrica no Brasil para produzir o futuro SUV derivado do compacto Classe A. Decisão inevitável, depois do passo adiante da arquirrival BMW. Tudo indica que a unidade estará no mesmo complexo da Nissan, em construção em Resende (RJ). Só falta o retorno da Audi para estabelecer aqui o Trio de Ferro alemão.
DEPOIS de experiências de estilo pouco brilhantes, a GM acertou com o Onix. Novo compacto hatch Chevrolet, em pré-estreia no Salão do Automóvel de São Paulo, agradou também por suas dimensões internas e painel bem elaborado. Arquitetura é a mesma GSV, do Sonic. Vendas começam em novembro próximo. O sedã, primeiro trimestre de 2013.
NOME é trocadilho com Tiguan, mas o Taigun, revelado no Salão, dá ótima pista de como será o primeiro SUV compacto que a VW produzirá no Brasil, em 2014. Motor será o TSI, turbo e injeção direta, três cilindros, 1 litro/110 cv, na versão flex. Pelo menos o motor feito aqui foi confirmado por Ulrich Hackenberger, vice-presidente executivo do Grupo VW.
GRUPO Gandini, importador Kia, estuda alternativas para fabricar algum modelo no Brasil a fim de atenuar fortes restrições do regime automobilístico a quem não produz localmente. Porém, restrições legais e estratégicas, dentro do grupo sul-coreano, impedem uso compartilhado da nova fábrica da Hyundai em Piracicaba (SP).
sábado, 6 de outubro de 2012
Entenda o que muda com o novo regime automotivo
Eu estava escrevendo um post para explicar esta questão, mas achei que a matéria da Folha de S. Paulo ficou melhor, por isso a reproduzo aqui:
Entenda o que muda com o novo regime automotivo
O novo regime automotivo, divulgado pelo governo, começará a valer em 2013. Além de atrelar benefícios tributários a investimentos em pesquisa, o programa estabelece níveis mínimos de eficiência energética para as montadoras.
Até 2017, elas terão que melhorar em pelo menos 12% a eficiência energética dos carros, o que significa uma redução do consumo de combustível de 13,6% por quilômetro rodado.
A maior eficiência energética dos carros deve gerar uma economia de R$ 1.050 reais em combustível por ano para o consumidor, estima o governo.
Entenda o que vai mudar.
COMO É HOJE
As montadoras têm de comprovar 65% de conteúdo local em média. O cálculo é feito com base no faturamento da empresa.
COMO FICARÁ
A partir de 2013, as empresas terão de incluir produtos listados pelo governo na fabricação dos veículos, além de cumprir metas de eficiência energética e de investimento em pesquisa. O desconto máximo que as montadoras poderão ganhar no IPI será de 34 pontos percentuais.
Veja os requisitos mínimos para a montadora ganhar o desconto de até 30 pontos percentuais:
Obrigatórios
1) Eficiência energética: Aumentar em pelo menos 12,08% a eficiência energética dos automóveis e veículos leves até 2016
2) Etapas de produção no Brasil: Executar pelo menos seis das doze etapas fabris que integram a produção do automóvel no país a partir de 2013
Opcionais (é preciso cumprir ao menos dois)
3) Investimentos em engenharia: Investir pelo menos 0,50% da receita bruta total em engenharia e na capacitação de trabalhadores
4) Investimentos em pesquisa: Investir pelo menos 0,15% da receita bruta total em pesquisa a partir de 2013;
5) Etiquetagem do Inmetro: Ter ao menos 36% dos veículos produzidos com etiqueta do Inmetro que classifica os carros de acordo com sua eficiência energética.
Requisito mínimo para ter até 30 pontos de desconto no IPI
Compra de insumos estratégicos: Incluir na fabricação dos veículos os produtos listados pelo governo, que seguirão critérios de conteúdo local, segurança e tecnologia, a partir de 2013
COMPONENTES LOCAIS
Para aumentar o uso de componentes locais, o governo criou um fator multiplicador para calcular o percentual de desconto que as empresas ganharão. Ele será aplicado ao total gasto na compra de insumos estratégicos. Pelas contas do governo, o mecanismo elevará o percentual de conteúdo local gradativamente. Confira o percentual de conteúdo local que os veículos deverão ter para a montadora ter o desconto no IPI:
até 2013 - Automóveis e comerciais leves: 54% // Caminhões: 63%
até 2014 - Automóveis e comerciais leves: 56% // Caminhões: 66%
até 2015 - Automóveis e comerciais leves: 61% // Caminhões: 70%
até 2016 - Automóveis e comerciais leves: 63% // Caminhões: 74%
até 2017 - Automóveis e comerciais leves: 70% // Caminhões: 78%
MAIS DESCONTO
As montadoras poderão ter mais quatro pontos percentuais de desconto adicional no IPI se cumprirem outros requisitos.
Eficiência energética
Dois pontos percentuais adicionais para as montadoras que aumentarem em 18,84% a eficiência enérgica, reduzindo o consumo de gasolina para 17,26 km/l no caso da gasolina e 11,96 km/l no caso do etanol
Pesquisa e inovação
Até dois pontos percentuais adicionais para as empresas que investirem em pesquisa, engenharia e capacitação além dos valores mínimos estipulado.
Fonte: Folha de S. Paulo
Entenda o que muda com o novo regime automotivo
O novo regime automotivo, divulgado pelo governo, começará a valer em 2013. Além de atrelar benefícios tributários a investimentos em pesquisa, o programa estabelece níveis mínimos de eficiência energética para as montadoras.
Até 2017, elas terão que melhorar em pelo menos 12% a eficiência energética dos carros, o que significa uma redução do consumo de combustível de 13,6% por quilômetro rodado.
A maior eficiência energética dos carros deve gerar uma economia de R$ 1.050 reais em combustível por ano para o consumidor, estima o governo.
Entenda o que vai mudar.
COMO É HOJE
As montadoras têm de comprovar 65% de conteúdo local em média. O cálculo é feito com base no faturamento da empresa.
COMO FICARÁ
A partir de 2013, as empresas terão de incluir produtos listados pelo governo na fabricação dos veículos, além de cumprir metas de eficiência energética e de investimento em pesquisa. O desconto máximo que as montadoras poderão ganhar no IPI será de 34 pontos percentuais.
Veja os requisitos mínimos para a montadora ganhar o desconto de até 30 pontos percentuais:
Obrigatórios
1) Eficiência energética: Aumentar em pelo menos 12,08% a eficiência energética dos automóveis e veículos leves até 2016
2) Etapas de produção no Brasil: Executar pelo menos seis das doze etapas fabris que integram a produção do automóvel no país a partir de 2013
Opcionais (é preciso cumprir ao menos dois)
3) Investimentos em engenharia: Investir pelo menos 0,50% da receita bruta total em engenharia e na capacitação de trabalhadores
4) Investimentos em pesquisa: Investir pelo menos 0,15% da receita bruta total em pesquisa a partir de 2013;
5) Etiquetagem do Inmetro: Ter ao menos 36% dos veículos produzidos com etiqueta do Inmetro que classifica os carros de acordo com sua eficiência energética.
Requisito mínimo para ter até 30 pontos de desconto no IPI
Compra de insumos estratégicos: Incluir na fabricação dos veículos os produtos listados pelo governo, que seguirão critérios de conteúdo local, segurança e tecnologia, a partir de 2013
COMPONENTES LOCAIS
Para aumentar o uso de componentes locais, o governo criou um fator multiplicador para calcular o percentual de desconto que as empresas ganharão. Ele será aplicado ao total gasto na compra de insumos estratégicos. Pelas contas do governo, o mecanismo elevará o percentual de conteúdo local gradativamente. Confira o percentual de conteúdo local que os veículos deverão ter para a montadora ter o desconto no IPI:
até 2013 - Automóveis e comerciais leves: 54% // Caminhões: 63%
até 2014 - Automóveis e comerciais leves: 56% // Caminhões: 66%
até 2015 - Automóveis e comerciais leves: 61% // Caminhões: 70%
até 2016 - Automóveis e comerciais leves: 63% // Caminhões: 74%
até 2017 - Automóveis e comerciais leves: 70% // Caminhões: 78%
MAIS DESCONTO
As montadoras poderão ter mais quatro pontos percentuais de desconto adicional no IPI se cumprirem outros requisitos.
Eficiência energética
Dois pontos percentuais adicionais para as montadoras que aumentarem em 18,84% a eficiência enérgica, reduzindo o consumo de gasolina para 17,26 km/l no caso da gasolina e 11,96 km/l no caso do etanol
Pesquisa e inovação
Até dois pontos percentuais adicionais para as empresas que investirem em pesquisa, engenharia e capacitação além dos valores mínimos estipulado.
Fonte: Folha de S. Paulo
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Ninhos de pássaros atrasam 1ª fábrica brasileira da Nissan
Venceslau Borlina Filho, do Rio de Janeiro
Em forte expansão no Brasil, a montadora japonesa Nissan pode ter que adiar para 2015 a abertura da primeira fábrica no país por causa da reprodução de pássaros. É que a área onde ficará o parque com 32 fornecedores da empresa, em Resende (RJ), é escolhida por aves migratórias para fazer seus ninhos.
A área das aves fica próxima à lagoa da Turfeira, que a Nissan teve que preservar e cercar com uma faixa marginal de proteção de até 100 metros. Ali, árvores e solo não podem ser perturbados.
"Um estudo vai identificar as aves e definir melhor opção de unidade de conservação para a proteção da avifauna da região", disse a presidente do Inea (Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro), Marilene Ramos.
A Nissan disse que o estudo deve ser entregue ao Inea em 30 dias.
CONTEÚDO NACIONAL
A instalação dos fornecedores é importante para garantir o percentual mínimo exigido pelo governo na nacionalização dos veículos, hoje de 65%. Sem isso, a marca terá que pagar mais impostos para produzir no Brasil.
A situação é motivo de preocupação entre os executivos da Nissan. Eles se reúnem periodicamente com representantes do governo na tentativa de convencê-los a adotar regras mais amenas sobre o conteúdo nacional.
A maior parte dos veículos da marca são importados do México. No começo do ano, o governo adotou um sistema de cotas e as importações não podem ultrapassar US$ 1,45 bilhão no ano. A regra vale para todas as montadoras.
De janeiro a julho, a marca vendeu 123,15% a mais que no mesmo período do ano passado. Em 2010, ela ocupava a 13ª posição no ranking das que mais vendem. Hoje, disputa a 6ª colocação com outra japonesa, a Honda.
Segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), as importações da fabricante japonesa cresceram 65,9% -para US$ 496 milhões- no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2011.
A Nissan não comentou sobre o parque de fornecedores e as constantes reuniões com representantes do governo, mas afirmou que a abertura da fábrica está prevista para o primeiro semestre de 2014.
A montadora planeja investir R$ 2,6 bilhões na nova operação. A unidade vai produzir 200 mil carros por mês e gerar 2.000 empregos diretos. O parque de fornecedores deve atrair investimentos de até R$ 600 milhões para o município de Resende.
Fonte: Folha de S. Paulo
Em forte expansão no Brasil, a montadora japonesa Nissan pode ter que adiar para 2015 a abertura da primeira fábrica no país por causa da reprodução de pássaros. É que a área onde ficará o parque com 32 fornecedores da empresa, em Resende (RJ), é escolhida por aves migratórias para fazer seus ninhos.
A área das aves fica próxima à lagoa da Turfeira, que a Nissan teve que preservar e cercar com uma faixa marginal de proteção de até 100 metros. Ali, árvores e solo não podem ser perturbados.
"Um estudo vai identificar as aves e definir melhor opção de unidade de conservação para a proteção da avifauna da região", disse a presidente do Inea (Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro), Marilene Ramos.
A Nissan disse que o estudo deve ser entregue ao Inea em 30 dias.
CONTEÚDO NACIONAL
A instalação dos fornecedores é importante para garantir o percentual mínimo exigido pelo governo na nacionalização dos veículos, hoje de 65%. Sem isso, a marca terá que pagar mais impostos para produzir no Brasil.
A situação é motivo de preocupação entre os executivos da Nissan. Eles se reúnem periodicamente com representantes do governo na tentativa de convencê-los a adotar regras mais amenas sobre o conteúdo nacional.
A maior parte dos veículos da marca são importados do México. No começo do ano, o governo adotou um sistema de cotas e as importações não podem ultrapassar US$ 1,45 bilhão no ano. A regra vale para todas as montadoras.
De janeiro a julho, a marca vendeu 123,15% a mais que no mesmo período do ano passado. Em 2010, ela ocupava a 13ª posição no ranking das que mais vendem. Hoje, disputa a 6ª colocação com outra japonesa, a Honda.
Segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), as importações da fabricante japonesa cresceram 65,9% -para US$ 496 milhões- no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2011.
A Nissan não comentou sobre o parque de fornecedores e as constantes reuniões com representantes do governo, mas afirmou que a abertura da fábrica está prevista para o primeiro semestre de 2014.
A montadora planeja investir R$ 2,6 bilhões na nova operação. A unidade vai produzir 200 mil carros por mês e gerar 2.000 empregos diretos. O parque de fornecedores deve atrair investimentos de até R$ 600 milhões para o município de Resende.
Fonte: Folha de S. Paulo
Toyota inaugura nova fábrica e nova fase no Brasil
Assim como aconteceu com outras marcas no Brasil, a Toyota se prepara para iniciar uma nova e importante fase no Brasil. Com a inauguração da fábrica de Sorocaba (SP), e com o anúncio de uma nova fábrica de motores, prevista para entrar em funcionamento em 2015, a marca japonesa iniciará uma forte expansão no país.
O próximo "passo prático" é lançar o "popular" Etios, nas carrocerias hatch e sedã, com duas opções de motor: 1.3 e 1.5 - ambos flex.
Essa manobra da Toyota é muito bem-vinda. Quanto mais concorrentes e opções de compra, melhor para o consumidor - ainda mais de uma baita empresa como a Toyota.
Vejam mais detalhes na matéria abaixo.
Toyota fortalece sua presença com US$ 1,1 bi
FONTE: Estadão via MSN
Com a inauguração ontem, em Sorocaba (SP), de sua terceira fábrica no País e o anúncio da unidade de motores para 2015, na vizinha Porto Feliz, a Toyota, maior fabricante de veículos do mundo, finalmente coloca em prática seu plano de estar entre as maiores montadoras do Brasil. As duas novas unidades somam investimentos de US$ 1,1 bilhão.
O grupo está no País há 54 anos, mas só agora passa a atuar no segmento de compactos, responsável por 65% das vendas de automóveis. Com o início da produção do Etios, a marca japonesa espera dobrar suas vendas até 2014, para cerca de 200 mil unidades ao ano.
No ano passado, com 99,2 mil unidades vendidas, a marca obteve menos de 3% de participação nas vendas de automóveis e comerciais leves e ficou em sétimo lugar no ranking, atrás de Fiat, Volkswagen, GM, Ford, Renault e Hyundai. "Vamos estar entre as maiores montadoras brasileiras ainda nesta década", disse ontem o presidente da Toyota Mercosul, Shunichi Nakanichi, durante a cerimônia de inauguração da filial de Sorocaba.
A unidade inicia operações com capacidade produtiva de 70 mil carros por ano, mas já há expectativas de ampliar para 100 mil, de acordo com a demanda do mercado pelo novo carro. Os planos, no entanto, são de ir muito além, já que o complexo tem licença ambiental para produzir até 400 mil carros ao ano.
A fábrica de Sorocaba tem 1,5 mil funcionários e o parque ao lado, com 11 fornecedores, tem outros 1,5 mil, mas a ideia é de ampliação gradativa de pessoal. Ao todo, o grupo emprega hoje 4,7 mil trabalhadores no País.
Já a nova fábrica exclusiva para motores em Porto Feliz (SP) vai gerar entre 600 e 700 postos. O terreno foi adquirido há menos de três meses pela empresa. "A decisão de ter essa fábrica é recente e foi tomada em razão do novo regime automotivo", informou o vice-presidente da Toyota Mercosul, Luiz Carlos Andrade. O novo regime entra em vigor em 2013 e reduz impostos para empresas com maior índice de conteúdo local.
Até 2015, quando a nova unidade entrará em operação, os motores do Etios serão importados do Japão, como ocorre hoje com o Corolla, produzido em Indaiatuba (SP) desde 1998. Com os propulsores nas versões 1.3, 1.5, 1.8 e 2.0, o índice médio de nacionalização dos dois automóveis passará de 65% para 85%.
"A decisão de montar 200 mil motores por ano significa que daqui para a frente o grupo vai colaborar ainda mais fortemente com a manufatura e os recursos humanos no Brasil", afirmou o presidente mundial da companhia, Akio Toyoda.
Carro brasileiro. "O Etios é um verdadeiro carro brasileiro", acrescentou Toyoda. O modelo foi desenvolvido para mercados emergentes e já é produzido na Índia. Segundo ele, a engenharia local teve importante participação no desenvolvimento.
O grupo está no País há 54 anos, onde iniciou operações como importador. A primeira fabrica local, e também a primeira fora do Japão, foi inaugurada em 1962 em São Bernardo do Campo para produzir o jipe Bandeirante. Hoje só faz componentes. A filial de Indaiatuba produz o sedã Corolla e a inaugurada ontem fará o Etios nas versões hatch e sedã. "Consideramos outras variações de modelos para o futuro", avisou Hisayuti Inoue, diretor da Toyota no Japão.
Inoue afirmou ter consciência do "pequeno atraso" do grupo em entrar no segmento de carros compactos no Brasil, mas disse que a empresa "vai encarar essa desvantagem como vantagem". Segundo ele, a Toyota aprendeu muito com as outras montadoras que atuam no segmento há mais tempo e pôde pesquisar as insatisfações e desejos dos consumidos brasileiros.
O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, ressaltou que o Brasil caminha para um mercado de 4 milhões de veículos ao ano e que a inauguração da nova empresa "mostra que o Brasil está longe da crise".
O Etios chegará às lojas em setembro, com preço inicial na casa dos R$ 35 mil e vai disputar mercado com modelos como Gol, Palio, Fiesta e, principalmente, o HB20 que a coreana Hyundai produzirá em Piracicaba (SP). A Toyota informou ter planos de exportar o Etios para países do Mercosul, mas, por enquanto, toda a produção será destinada ao mercado brasileiro.
O próximo "passo prático" é lançar o "popular" Etios, nas carrocerias hatch e sedã, com duas opções de motor: 1.3 e 1.5 - ambos flex.
Essa manobra da Toyota é muito bem-vinda. Quanto mais concorrentes e opções de compra, melhor para o consumidor - ainda mais de uma baita empresa como a Toyota.
Vejam mais detalhes na matéria abaixo.
Toyota fortalece sua presença com US$ 1,1 bi
FONTE: Estadão via MSN
Com a inauguração ontem, em Sorocaba (SP), de sua terceira fábrica no País e o anúncio da unidade de motores para 2015, na vizinha Porto Feliz, a Toyota, maior fabricante de veículos do mundo, finalmente coloca em prática seu plano de estar entre as maiores montadoras do Brasil. As duas novas unidades somam investimentos de US$ 1,1 bilhão.
O grupo está no País há 54 anos, mas só agora passa a atuar no segmento de compactos, responsável por 65% das vendas de automóveis. Com o início da produção do Etios, a marca japonesa espera dobrar suas vendas até 2014, para cerca de 200 mil unidades ao ano.
No ano passado, com 99,2 mil unidades vendidas, a marca obteve menos de 3% de participação nas vendas de automóveis e comerciais leves e ficou em sétimo lugar no ranking, atrás de Fiat, Volkswagen, GM, Ford, Renault e Hyundai. "Vamos estar entre as maiores montadoras brasileiras ainda nesta década", disse ontem o presidente da Toyota Mercosul, Shunichi Nakanichi, durante a cerimônia de inauguração da filial de Sorocaba.
A unidade inicia operações com capacidade produtiva de 70 mil carros por ano, mas já há expectativas de ampliar para 100 mil, de acordo com a demanda do mercado pelo novo carro. Os planos, no entanto, são de ir muito além, já que o complexo tem licença ambiental para produzir até 400 mil carros ao ano.
A fábrica de Sorocaba tem 1,5 mil funcionários e o parque ao lado, com 11 fornecedores, tem outros 1,5 mil, mas a ideia é de ampliação gradativa de pessoal. Ao todo, o grupo emprega hoje 4,7 mil trabalhadores no País.
Já a nova fábrica exclusiva para motores em Porto Feliz (SP) vai gerar entre 600 e 700 postos. O terreno foi adquirido há menos de três meses pela empresa. "A decisão de ter essa fábrica é recente e foi tomada em razão do novo regime automotivo", informou o vice-presidente da Toyota Mercosul, Luiz Carlos Andrade. O novo regime entra em vigor em 2013 e reduz impostos para empresas com maior índice de conteúdo local.
Até 2015, quando a nova unidade entrará em operação, os motores do Etios serão importados do Japão, como ocorre hoje com o Corolla, produzido em Indaiatuba (SP) desde 1998. Com os propulsores nas versões 1.3, 1.5, 1.8 e 2.0, o índice médio de nacionalização dos dois automóveis passará de 65% para 85%.
"A decisão de montar 200 mil motores por ano significa que daqui para a frente o grupo vai colaborar ainda mais fortemente com a manufatura e os recursos humanos no Brasil", afirmou o presidente mundial da companhia, Akio Toyoda.
Carro brasileiro. "O Etios é um verdadeiro carro brasileiro", acrescentou Toyoda. O modelo foi desenvolvido para mercados emergentes e já é produzido na Índia. Segundo ele, a engenharia local teve importante participação no desenvolvimento.
O grupo está no País há 54 anos, onde iniciou operações como importador. A primeira fabrica local, e também a primeira fora do Japão, foi inaugurada em 1962 em São Bernardo do Campo para produzir o jipe Bandeirante. Hoje só faz componentes. A filial de Indaiatuba produz o sedã Corolla e a inaugurada ontem fará o Etios nas versões hatch e sedã. "Consideramos outras variações de modelos para o futuro", avisou Hisayuti Inoue, diretor da Toyota no Japão.
Inoue afirmou ter consciência do "pequeno atraso" do grupo em entrar no segmento de carros compactos no Brasil, mas disse que a empresa "vai encarar essa desvantagem como vantagem". Segundo ele, a Toyota aprendeu muito com as outras montadoras que atuam no segmento há mais tempo e pôde pesquisar as insatisfações e desejos dos consumidos brasileiros.
O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, ressaltou que o Brasil caminha para um mercado de 4 milhões de veículos ao ano e que a inauguração da nova empresa "mostra que o Brasil está longe da crise".
O Etios chegará às lojas em setembro, com preço inicial na casa dos R$ 35 mil e vai disputar mercado com modelos como Gol, Palio, Fiesta e, principalmente, o HB20 que a coreana Hyundai produzirá em Piracicaba (SP). A Toyota informou ter planos de exportar o Etios para países do Mercosul, mas, por enquanto, toda a produção será destinada ao mercado brasileiro.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Governo descarta prorrogar IPI reduzido para carros, diz Mantega
JULIA BORBA - de Brasília
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira (31) que o governo não pretende prorrogar a redução do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) para carros. Segundo ele, a venda de veículos deve bater recorde em julho deste ano, com 360 mil unidades vendidas.
"Se isso ocorrer - e ate agora já foram mais de 340 mil - este será o melhor julho de toda serie histórica, o maior volume de vendas da indústria automobilística no mês de julho. Portanto, o programa de estímulo foi muito bem sucedido", afirmou Mantega.
Em maio o governo decidiu reduzir o IPI, como forma de impulsionar a indústria, que vinha em processo de desaceleração. O incentivo deve terminar em 31 de agosto. "Não está em cogitação nesse momento a prorrogação da redução do IPI. Isso foi o que nós combinamos e é o que estamos cumprindo", disse o ministro.
Em outras ocasiões em que o IPI foi reduzido para estimular a economia - entretanto, houve prorrogação da medida. A decisão foi tomada após o governo ter anunciado que não manteria o imposto menor por um prazo maior que o previsto.
De acordo com Mantega, a medida foi tomada "em função da queda das vendas que estava ocorrendo e do acúmulo de estoques nas fábricas, o que poderia dar início a um processo de demissões". "Estávamos preocupados com os projetos da indústria que tem grande participação na geração de empregos e no desenvolvimento do país", disse.
Segundo o ministro, foi feito um "pacto" com a indústria: o governo reduziria o IPI e, em contrapartida, o setor se comprometeu a manter ou aumentar o nível de empregos.
De acordo com o ministro da Fazenda, ainda não foram divulgados os números para a geração de empregos para o setor no mês de julho, mas até junho o resultado era positivo. "Em junho foram criados 1.900 postos novos, portanto, foi cumprido o compromisso de não demissão", afirmou Mantega.
Dados divulgados pelo ministério mostram que o setor empregou 146,9 mil pessoas em junho, frente aos 144,9 funcionários registrados em maio.
Ainda de acordo com informações do Ministério da Fazenda, a importação de veículos, que vinha atrapalhando a produção nacional, vem caindo fortemente em razão das medidas adotadas pelo governo e pelo câmbio favorável. "Em junho a queda nas importações foi de 30%. Com isso, o mercado brasileiro volta a ser ocupado pelo produto nacional", disse o ministro.
CRISE
Segundo o ministro Guido Mantega, os programas de investimento feitos pelo setor, entre 2012 e 1015, devem representar R$ 22 bilhões. "O valor está programado, mas só vai ocorrer se o mercado continuar crescendo", afirmou.
Para ele, a situação do Brasil se destaca frente ao cenário de crise mundial. Para ele, economia nacional continua "dinâmica e virtuosa" e que por isso os trabalhadores brasileiros não estariam percebendo a crise.
"O setor automotivo, por exemplo, está cumprindo a sua parte e nós continuaremos avaliando isso. Ainda temos um mês com redução do IPI e o setor deve continuar cumprindo o compromisso de continuar contratando", assegurou.
Ainda segundo Mantega, o segundo semestre será melhor para a economia brasileira como um todo. "A economia está se aquecendo lentamente. A fase mais difícil foi superanda, quando houve desaceleração da atividade econômica. Portanto, não tenho preocupação em relação a isso. Situação mais favorável daqui pra frente", afirmou.
GM
Mantega também comentou a situação da GM e afirmou que, segundo os números apresentados pela empresa, o saldo de empregos está positivo. "Saíram matérias nos últimos dias, dizendo que a GM estava demitindo, portanto não cumprindo os compromissos, mas verificamos que eles estão admitindo mais do que demitindo", disse.
O ministro destacou que este indicador não significa que não tenham ocorrido demissões. "É o saldo entre demissões e admissões. As contratações tiveram volume maior e isso é normal em todas as indústrias."
"Há problemas localizados em São José dos Campos [SP]. Não cabe ao governo entrar nos detalhes, é [um assunto] da organização interna da empresa", afirmou o ministro. "O que nos interessa é que GM tenha saldo positivo e esteja contratando, e isso está sendo cumprido", emendou.
Especificamente sobre o caso da GM, Mantega disse também que não cabe ao Ministério da Fazenda administrar conflitos específicos trabalhistas. Esta tarefa caberia ao Ministério do Trabalho. "Do ponto de vista do acordo de desoneração, o prometido está sendo cumprindo", reforçou.
Nesta manhã, Mantega se encontrou com o diretor de Relações Institucionais da GM, Luiz Moan, e saiu da reunião dizendo estar "satisfeito" sob o ponto de vista do acordo feito pelo governo com o setor.
O encontro serviu para que o governo pudesse pedir esclarecimentos sobre as ameaças de demissões na fábrica da montadora em São José dos Campos. "Este é um caso pontual, provocado pela realocação de investimentos produtivos. Temos esse problema em uma das fábricas e o pessoal foi admitido em outras unidades fabris", disse o diretor da GM, Luiz Moan.
Segundo ele, o compromisso da companhia é de negociar de maneira cautelosa, com o sindicato e com o Ministério do Trabalho, como ficará a situação dos funcionários. "Teremos uma próxima reunião no dia 4 próximo, onde a GM espera receber do sindicato ideias para o melhor tratamento da situação", destacou.
Moan informou ainda que a geração de empregos nas fábricas da GM passou de 1.848 vagas no início de 2008 para 2.063 vagas em 2012. O diretor reconheceu, no entanto, que deve haver desligamentos devido a esse reposicionamento de investimentos.
"Temos excedente em uma das fábricas de São José dos Campos, temos o compromisso de negociação cautelosa com o sindicato", comentou o diretor da GM.
PARALISAÇÃO
Os trabalhadores da fábrica de São José pararam a produção por aproximadamente uma hora nesta terça-feira. A ação faz parte de uma série de manifestações que os operários, encabeçados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, vêm realizando em protesto à ameaça da companhia de fechar a linha de MVA da unidade e demitir 1.500 trabalhadores.
O MVA é o setor responsável pelas marcas Corsa, Classic, Zafira e Meriva, que seriam descontinuadas ou transferidas para outras unidades da companhia, segundo o sindicato. A empresa adiou para o fim desta semana qualquer decisão sobre o futuro da fábrica.
Fonte: Folha de S. Paulo
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira (31) que o governo não pretende prorrogar a redução do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) para carros. Segundo ele, a venda de veículos deve bater recorde em julho deste ano, com 360 mil unidades vendidas.
"Se isso ocorrer - e ate agora já foram mais de 340 mil - este será o melhor julho de toda serie histórica, o maior volume de vendas da indústria automobilística no mês de julho. Portanto, o programa de estímulo foi muito bem sucedido", afirmou Mantega.
Em maio o governo decidiu reduzir o IPI, como forma de impulsionar a indústria, que vinha em processo de desaceleração. O incentivo deve terminar em 31 de agosto. "Não está em cogitação nesse momento a prorrogação da redução do IPI. Isso foi o que nós combinamos e é o que estamos cumprindo", disse o ministro.
Em outras ocasiões em que o IPI foi reduzido para estimular a economia - entretanto, houve prorrogação da medida. A decisão foi tomada após o governo ter anunciado que não manteria o imposto menor por um prazo maior que o previsto.
De acordo com Mantega, a medida foi tomada "em função da queda das vendas que estava ocorrendo e do acúmulo de estoques nas fábricas, o que poderia dar início a um processo de demissões". "Estávamos preocupados com os projetos da indústria que tem grande participação na geração de empregos e no desenvolvimento do país", disse.
Segundo o ministro, foi feito um "pacto" com a indústria: o governo reduziria o IPI e, em contrapartida, o setor se comprometeu a manter ou aumentar o nível de empregos.
De acordo com o ministro da Fazenda, ainda não foram divulgados os números para a geração de empregos para o setor no mês de julho, mas até junho o resultado era positivo. "Em junho foram criados 1.900 postos novos, portanto, foi cumprido o compromisso de não demissão", afirmou Mantega.
Dados divulgados pelo ministério mostram que o setor empregou 146,9 mil pessoas em junho, frente aos 144,9 funcionários registrados em maio.
Ainda de acordo com informações do Ministério da Fazenda, a importação de veículos, que vinha atrapalhando a produção nacional, vem caindo fortemente em razão das medidas adotadas pelo governo e pelo câmbio favorável. "Em junho a queda nas importações foi de 30%. Com isso, o mercado brasileiro volta a ser ocupado pelo produto nacional", disse o ministro.
CRISE
Segundo o ministro Guido Mantega, os programas de investimento feitos pelo setor, entre 2012 e 1015, devem representar R$ 22 bilhões. "O valor está programado, mas só vai ocorrer se o mercado continuar crescendo", afirmou.
Para ele, a situação do Brasil se destaca frente ao cenário de crise mundial. Para ele, economia nacional continua "dinâmica e virtuosa" e que por isso os trabalhadores brasileiros não estariam percebendo a crise.
"O setor automotivo, por exemplo, está cumprindo a sua parte e nós continuaremos avaliando isso. Ainda temos um mês com redução do IPI e o setor deve continuar cumprindo o compromisso de continuar contratando", assegurou.
Ainda segundo Mantega, o segundo semestre será melhor para a economia brasileira como um todo. "A economia está se aquecendo lentamente. A fase mais difícil foi superanda, quando houve desaceleração da atividade econômica. Portanto, não tenho preocupação em relação a isso. Situação mais favorável daqui pra frente", afirmou.
GM
Mantega também comentou a situação da GM e afirmou que, segundo os números apresentados pela empresa, o saldo de empregos está positivo. "Saíram matérias nos últimos dias, dizendo que a GM estava demitindo, portanto não cumprindo os compromissos, mas verificamos que eles estão admitindo mais do que demitindo", disse.
O ministro destacou que este indicador não significa que não tenham ocorrido demissões. "É o saldo entre demissões e admissões. As contratações tiveram volume maior e isso é normal em todas as indústrias."
"Há problemas localizados em São José dos Campos [SP]. Não cabe ao governo entrar nos detalhes, é [um assunto] da organização interna da empresa", afirmou o ministro. "O que nos interessa é que GM tenha saldo positivo e esteja contratando, e isso está sendo cumprido", emendou.
Especificamente sobre o caso da GM, Mantega disse também que não cabe ao Ministério da Fazenda administrar conflitos específicos trabalhistas. Esta tarefa caberia ao Ministério do Trabalho. "Do ponto de vista do acordo de desoneração, o prometido está sendo cumprindo", reforçou.
Nesta manhã, Mantega se encontrou com o diretor de Relações Institucionais da GM, Luiz Moan, e saiu da reunião dizendo estar "satisfeito" sob o ponto de vista do acordo feito pelo governo com o setor.
O encontro serviu para que o governo pudesse pedir esclarecimentos sobre as ameaças de demissões na fábrica da montadora em São José dos Campos. "Este é um caso pontual, provocado pela realocação de investimentos produtivos. Temos esse problema em uma das fábricas e o pessoal foi admitido em outras unidades fabris", disse o diretor da GM, Luiz Moan.
Segundo ele, o compromisso da companhia é de negociar de maneira cautelosa, com o sindicato e com o Ministério do Trabalho, como ficará a situação dos funcionários. "Teremos uma próxima reunião no dia 4 próximo, onde a GM espera receber do sindicato ideias para o melhor tratamento da situação", destacou.
Moan informou ainda que a geração de empregos nas fábricas da GM passou de 1.848 vagas no início de 2008 para 2.063 vagas em 2012. O diretor reconheceu, no entanto, que deve haver desligamentos devido a esse reposicionamento de investimentos.
"Temos excedente em uma das fábricas de São José dos Campos, temos o compromisso de negociação cautelosa com o sindicato", comentou o diretor da GM.
PARALISAÇÃO
Os trabalhadores da fábrica de São José pararam a produção por aproximadamente uma hora nesta terça-feira. A ação faz parte de uma série de manifestações que os operários, encabeçados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, vêm realizando em protesto à ameaça da companhia de fechar a linha de MVA da unidade e demitir 1.500 trabalhadores.
O MVA é o setor responsável pelas marcas Corsa, Classic, Zafira e Meriva, que seriam descontinuadas ou transferidas para outras unidades da companhia, segundo o sindicato. A empresa adiou para o fim desta semana qualquer decisão sobre o futuro da fábrica.
Fonte: Folha de S. Paulo
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Após punir teles, governo agora mira as montadoras
Recado do governo foi dado a montadoras depois que sindicato pediu intervenção contra fechamento de vagas na GM. Manutenção do nível de emprego era condição para que os fabricantes tivessem queda na alíquota do imposto
Por NATUZA NERY e VALDO CRUZ, DE BRASÍLIA
Para evitar demissões, o governo de Dilma Rousseff ameaça suspender a redução do IPI para automóveis, que está em vigor desde maio e valeria até 31 de agosto. O recado foi dado após o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos pedir a intervenção do Executivo para evitar demissões.
Sindicalistas dizem que a montadora pretende fechar a unidade de São José, algo que Dilma só pretende aceitar se forem criadas vagas equivalentes em outra fábrica. Segundo o governo, se a GM reduzir o número de postos de trabalho, será revisto o incentivo a todo o setor.
A ameaça ocorre na semana em que o governo puniu as operadoras de celular com a suspensão de vendas.
O incentivo foi concedido a pedido da associação dos fabricantes de veículos (Anfavea). A Fazenda autorizou a redução do IPI para incentivar vendas e enxugar os estoques. Uma das condições era preservar empregos.
Alguns ministros reconhecem que a suspensão do IPI reduzido é drástica e que o Planalto aposta num acordo.
O governo convocou a GM e a Anfavea a dar explicações. A reunião está agendada para a próxima terça, com Guido Mantega (Fazenda). Além do caso da GM, houve reduções em turnos de produção e demissões no setor de caminhões.
Anteontem, a GM anunciou o fim da produção do Corsa em São José. Para o sindicato, a decisão confirma a intenção da empresa de fechar a unidade e acabar com até 2.000 postos de trabalho. A montadora se comprometeu a não demitir até novo encontro, em agosto.
PROPOSTA
O Ministério Público do Trabalho em Campinas propôs ontem que a GM suspenda os contratos de trabalho dos funcionários que correm o risco de ser demitidos. Essa opção foi adotada recentemente pela Mercedes, no sistema chamado "lay-off".
A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) permite a suspensão dos contratos por dois a cinco meses. No período, os empregados têm de participar de cursos ou programas de qualificação oferecidos pelo empregador.
Segundo o Ministério Público do Trabalho, a GM deve dar uma resposta no dia 4 de agosto, em nova reunião.
Colaborou CLAUDIA ROLLI, de São Paulo.
FONTE: Folha de S. Paulo
Por NATUZA NERY e VALDO CRUZ, DE BRASÍLIA
Para evitar demissões, o governo de Dilma Rousseff ameaça suspender a redução do IPI para automóveis, que está em vigor desde maio e valeria até 31 de agosto. O recado foi dado após o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos pedir a intervenção do Executivo para evitar demissões.
Sindicalistas dizem que a montadora pretende fechar a unidade de São José, algo que Dilma só pretende aceitar se forem criadas vagas equivalentes em outra fábrica. Segundo o governo, se a GM reduzir o número de postos de trabalho, será revisto o incentivo a todo o setor.
A ameaça ocorre na semana em que o governo puniu as operadoras de celular com a suspensão de vendas.
O incentivo foi concedido a pedido da associação dos fabricantes de veículos (Anfavea). A Fazenda autorizou a redução do IPI para incentivar vendas e enxugar os estoques. Uma das condições era preservar empregos.
Alguns ministros reconhecem que a suspensão do IPI reduzido é drástica e que o Planalto aposta num acordo.
O governo convocou a GM e a Anfavea a dar explicações. A reunião está agendada para a próxima terça, com Guido Mantega (Fazenda). Além do caso da GM, houve reduções em turnos de produção e demissões no setor de caminhões.
Anteontem, a GM anunciou o fim da produção do Corsa em São José. Para o sindicato, a decisão confirma a intenção da empresa de fechar a unidade e acabar com até 2.000 postos de trabalho. A montadora se comprometeu a não demitir até novo encontro, em agosto.
PROPOSTA
O Ministério Público do Trabalho em Campinas propôs ontem que a GM suspenda os contratos de trabalho dos funcionários que correm o risco de ser demitidos. Essa opção foi adotada recentemente pela Mercedes, no sistema chamado "lay-off".
A CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) permite a suspensão dos contratos por dois a cinco meses. No período, os empregados têm de participar de cursos ou programas de qualificação oferecidos pelo empregador.
Segundo o Ministério Público do Trabalho, a GM deve dar uma resposta no dia 4 de agosto, em nova reunião.
Colaborou CLAUDIA ROLLI, de São Paulo.
FONTE: Folha de S. Paulo
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quinta-feira, 5 de abril de 2012
Alta Roda - Falso dilema
A chamada Lei Seca, que procura inibir o ato de dirigir sob efeito de álcool ou de substâncias entorpecentes, sofreu um rude golpe depois da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na semana passada, confirmou a interpretação constitucional de que ninguém é obrigado a se submeter ao teste do bafômetro ou ao exame de sangue porque estaria produzindo provas contra si mesmo, em caso de responder a processo criminal.
Dois fatos precisam ficar claros. Primeiramente, não há Lei Seca no Brasil porque se estabeleceu um limite mínimo de tolerância de 0,2 grama de álcool por litro de sangue. Entre 0,2 g/l e 0,6 g/l o motorista recebe multa de R$ 957,00 e tem a carteira de habilitação suspensa por até um ano. São referências bastante rígidas, no mesmo nível de outros 20 países. Se o motorista exceder o limite superior, comete crime e é processado, mas a partir de agora lhe fica assegurado pelo STJ o direito de recusa aos testes.
O segundo fato é que, mesmo se negando a qualquer avaliação legal, o infrator hoje já sofre penalidades pecuniárias e administrativas acima descritas. Mas quem realmente abusou dos limites fica livre da cadeia, o que inviabiliza o ponto mais forte da lei. O STJ culpou a redação, aprovada pelo Congresso em 2008, ao estabelecer o escalonamento alcoólico. Os juízes protagonizaram votação apertada, cinco votos a quatro.
Diversos juristas discordam, pois provas testemunhais, fotografias ou vídeos são válidas diante de algo tão grave. Sinais notórios de embriaguez (hálito forte, confusão mental, desequilíbrio espacial, fala prejudicada, olhos avermelhados) deveriam levar o motorista, no mínimo, a dormir uma noite na cadeia e, depois de processado, cumprir pena em regime fechado.
Países como os EUA resolveram esse impasse. A maioria dos 50 estados impõe a concordância aos testes químicos (bafômetro, sangue ou urina) para receber a carteira de habilitação. O consultor Rexford Parker informou à coluna que as tentativas de apelar para a Constituição foram rechaçadas.
“Mesmo quem bebeu um só copo de cerveja submete-se ou a carteira é suspensa no mínimo por 90 dias. Alguns estados decretam a prisão em flagrante de quem recusar o teste quando há acidente, está acima da velocidade, transporta menores de idade ou recebeu condenação anterior por dirigir sob influência de álcool ou drogas.” Na França, se o motorista repudiar o bafômetro, exame de sangue se torna obrigatório.
O Congresso Nacional movimenta-se para reformular a lei e já se fala em tolerância zero, a exemplo do que ocorre no Japão, Suécia e Noruega, ou seja, nenhuma concentração de álcool no sangue, uma verdadeira Lei Seca. Testemunhas durante as blitze seriam suficientes. Mas o motorista poderia solicitar o uso do bafômetro, dessa vez como prova de defesa e não de autoacusação.
Por outro lado, parece injusto punir da mesma forma quem ingeriu um ou dez copos de bebida alcoólica. Vários países têm limites um pouco superiores a 0,6 g/l, mas isso é menos relevante. O que não pode continuar é o falso dilema de produzir prova contra si mesmo. Se a Lei (totalmente) Seca for a única forma de resolver, que venha.
RODA VIVA
LISTA organizada por um blog na Austrália apontou os 100 modelos mais vendidos no mundo. Corolla teria liderado com 1,142 milhão de unidades em 2011. Porém, sob critérios discutíveis. Todos os Corollas estão juntos, inclusive versões hatch (Auris, na Europa; Matriz, nos EUA). Mas Golf e Jetta, por exemplo, hatch e sedã do mesmo modelo, somaram 1,559 milhão.
CONFORME antecipou a coluna, a Honda começou a construir agora nova fábrica México. Produzirá o Fit, a partir de 2014, para exportação aos EUA e todas as Américas. Significa que se o modelo passar a vir do México ao Brasil, libera espaço na unidade de Sumaré (SP) para o futuro compacto da marca japonesa. Sem a necessidade de construir novas instalações industriais.
AMAROK com inédito câmbio automático de oito marchas torna-se referência no segmento de picapes médias. Vai além, ao adotar sistema 4x4 permanente, cujo diferencial central Torsen distribui tração entre os eixos dianteiro e traseiro, conforme o uso exigir. Terceiro item exclusivo é freio ABS para superfícies não pavimentadas. Desempenho fora de estrada impressiona.
VOLTA da picape pesada Ram (ex-Dodge), importada do México, comprova interesse da Chrysler no mercado brasileiro. Única no segmento e oferecida por R$ 150.000. Preço muito competitivo, considerando 30% adicionais de IPI, nível de equipamentos e novo motor diesel de 310 cv e torque de 84 kgf.m que dá inveja a caminhão. Aliás, para dirigi-lo só com carteira de camioneiro.
CHERY assumiu operações de importação de todos seus modelos da China, antes de responsabilidade da empresa paulista Venko. Decisão se deve à integração com a fábrica que constrói em Jacareí (SP), prevista para o segundo semestre de 2013. Rely, subsidiária de veículos comerciais da Chery, ficará com a Venko.
Dois fatos precisam ficar claros. Primeiramente, não há Lei Seca no Brasil porque se estabeleceu um limite mínimo de tolerância de 0,2 grama de álcool por litro de sangue. Entre 0,2 g/l e 0,6 g/l o motorista recebe multa de R$ 957,00 e tem a carteira de habilitação suspensa por até um ano. São referências bastante rígidas, no mesmo nível de outros 20 países. Se o motorista exceder o limite superior, comete crime e é processado, mas a partir de agora lhe fica assegurado pelo STJ o direito de recusa aos testes.
O segundo fato é que, mesmo se negando a qualquer avaliação legal, o infrator hoje já sofre penalidades pecuniárias e administrativas acima descritas. Mas quem realmente abusou dos limites fica livre da cadeia, o que inviabiliza o ponto mais forte da lei. O STJ culpou a redação, aprovada pelo Congresso em 2008, ao estabelecer o escalonamento alcoólico. Os juízes protagonizaram votação apertada, cinco votos a quatro.
Diversos juristas discordam, pois provas testemunhais, fotografias ou vídeos são válidas diante de algo tão grave. Sinais notórios de embriaguez (hálito forte, confusão mental, desequilíbrio espacial, fala prejudicada, olhos avermelhados) deveriam levar o motorista, no mínimo, a dormir uma noite na cadeia e, depois de processado, cumprir pena em regime fechado.
Países como os EUA resolveram esse impasse. A maioria dos 50 estados impõe a concordância aos testes químicos (bafômetro, sangue ou urina) para receber a carteira de habilitação. O consultor Rexford Parker informou à coluna que as tentativas de apelar para a Constituição foram rechaçadas.
“Mesmo quem bebeu um só copo de cerveja submete-se ou a carteira é suspensa no mínimo por 90 dias. Alguns estados decretam a prisão em flagrante de quem recusar o teste quando há acidente, está acima da velocidade, transporta menores de idade ou recebeu condenação anterior por dirigir sob influência de álcool ou drogas.” Na França, se o motorista repudiar o bafômetro, exame de sangue se torna obrigatório.
O Congresso Nacional movimenta-se para reformular a lei e já se fala em tolerância zero, a exemplo do que ocorre no Japão, Suécia e Noruega, ou seja, nenhuma concentração de álcool no sangue, uma verdadeira Lei Seca. Testemunhas durante as blitze seriam suficientes. Mas o motorista poderia solicitar o uso do bafômetro, dessa vez como prova de defesa e não de autoacusação.
Por outro lado, parece injusto punir da mesma forma quem ingeriu um ou dez copos de bebida alcoólica. Vários países têm limites um pouco superiores a 0,6 g/l, mas isso é menos relevante. O que não pode continuar é o falso dilema de produzir prova contra si mesmo. Se a Lei (totalmente) Seca for a única forma de resolver, que venha.
RODA VIVA
LISTA organizada por um blog na Austrália apontou os 100 modelos mais vendidos no mundo. Corolla teria liderado com 1,142 milhão de unidades em 2011. Porém, sob critérios discutíveis. Todos os Corollas estão juntos, inclusive versões hatch (Auris, na Europa; Matriz, nos EUA). Mas Golf e Jetta, por exemplo, hatch e sedã do mesmo modelo, somaram 1,559 milhão.
CONFORME antecipou a coluna, a Honda começou a construir agora nova fábrica México. Produzirá o Fit, a partir de 2014, para exportação aos EUA e todas as Américas. Significa que se o modelo passar a vir do México ao Brasil, libera espaço na unidade de Sumaré (SP) para o futuro compacto da marca japonesa. Sem a necessidade de construir novas instalações industriais.
AMAROK com inédito câmbio automático de oito marchas torna-se referência no segmento de picapes médias. Vai além, ao adotar sistema 4x4 permanente, cujo diferencial central Torsen distribui tração entre os eixos dianteiro e traseiro, conforme o uso exigir. Terceiro item exclusivo é freio ABS para superfícies não pavimentadas. Desempenho fora de estrada impressiona.
VOLTA da picape pesada Ram (ex-Dodge), importada do México, comprova interesse da Chrysler no mercado brasileiro. Única no segmento e oferecida por R$ 150.000. Preço muito competitivo, considerando 30% adicionais de IPI, nível de equipamentos e novo motor diesel de 310 cv e torque de 84 kgf.m que dá inveja a caminhão. Aliás, para dirigi-lo só com carteira de camioneiro.
CHERY assumiu operações de importação de todos seus modelos da China, antes de responsabilidade da empresa paulista Venko. Decisão se deve à integração com a fábrica que constrói em Jacareí (SP), prevista para o segundo semestre de 2013. Rely, subsidiária de veículos comerciais da Chery, ficará com a Venko.
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