Debater a inspeção veicular ambiental na cidade de São Paulo, que tem a maior frota do país e equivalente à de vários Estados, voltou ao centro das atenções, pois outras regiões metropolitanas deverão também tomar decisões. Afinal, o prefeito Fernando Haddad prometeu em sua campanha isentar da inspeção os veículos leves com até cinco anos de uso e não cobrar mais tarifas dos demais.
Arroubos políticos precisam ser criticados. Está corretíssimo – e sempre foi a posição desta coluna – dispensar da inspeção automóveis novos que passam por rigorosos testes e usam equipamentos antipoluição confiáveis (garantia mínima de cinco anos) depois de apenas quatro meses do primeiro emplacamento. É assim, aliás, em todos os países: obrigação do quarto ano ou quinto ano de uso em diante. Não parece justo, entretanto, impor tarifa gratuita em um serviço que só beneficia parte dos contribuintes, apesar de potenciais ganhos indiretos.
Ainda há muito falatório, sem base técnica. A Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SMVA) da Prefeitura saiu com essa pérola: “O impacto para a qualidade do ar será relevante, uma vez que os veículos mais novos contribuem com cerca de 12% de toda a poluição." Nada mais falso. A SVMA deveria focar suas preocupações em veículos a diesel e, eventualmente, motocicletas, sujeitos a desvios de padrão com a tecnologia atual. Donos de automóveis que alteram centrais eletrônicas para aumento de potência são em número ínfimo e nem sempre pegos na inspeção.
Monóxido de carbono (CO), por exemplo, há muito deixou de constituir preocupação. Material particulado (MP) exige atenção em motores diesel, mas estes estão apenas em algumas picapes e SUVs caros. Podem continuar a ser inspecionados até a tecnologia Proconve P7 estar disseminada. Resta o ozônio, cujos precursores são óxidos de nitrogênio (NOx) e hidrocarbonetos (HC). Não se faz medição de NOx porque exige o motor em carga, ou seja, sobre rolos embutidos no solo, o que nem se cogitou na ânsia de inspecionar de qualquer jeito.
Dispensa dos veículos com até quatro anos de uso representaria aumento nas emissões de HC mais reativas (somente veículos a gasolina) de apenas 0,1% da frota que comparece às estações, perda desprezível para a eficiência do programa. E o impacto na atmosfera não é de proporção linear, exigindo mais estudos e menos palpites.
Bobagem, repetida por “ecochatos”: motores feitos aqui são inferiores aos produzidos no exterior e os combustíveis, também. O programa brasileiro de controle de poluição segue bem de perto as normas de outros países. Tanto o diesel (agora com teor de enxofre de apenas 10 ppm, ou S10) como a gasolina (já em 2014) estão alinhados às melhores especificações internacionais. Automóveis no Brasil nem utilizam motores a diesel.
Ganho ambiental para a capital paulista seria expandir a inspeção restrita e focada para ao menos a metade dos outros 38 municípios da região metropolitana. Países europeus e a Cidade do México já proíbem a circulação livre de carros com mais de 20 anos de uso nas regiões centrais das capitais, mas que político teria essa coragem? Mesmo ajustados, essa frota polui até 50 vezes mais que a de carros novos.
RODA VIVA
ANO de 2012 mostrou que forte concorrência entre 49 marcas de autos e veículos comerciais no mercado brasileiro já bateu na lucratividade dos fabricantes e importadores oficiais. Remessas a matrizes no exterior caíram 56%, em relação a 2011. Ainda assim, US$ 2,4 bilhões enviados representaram 2% do faturamento de US$ 120 bilhões do setor.
COM 4,9 metros de comprimento e 1.600 kg de peso, BMW 528i é um automóvel grande, mas ao mesmo tempo ágil, seguro e relativamente fácil de manobrar com a câmera de ré, em tela de 7 pol, no centro do painel. Incrível elasticidade do motor 2-litros turbo/245 cv/36 kgf∙m, ao mesmo tempo suave e sonoro. Conforto garantido por 2,97 m de entre-eixos.
HYUNDAI acertou ao agir, de certo modo discretamente, na decoração do HB20X. Ao contrário das versões normais do compacto, cujo curso limitado das suspensões gerava pancadas secas em lombadas foras do padrão, a “aventureira” não toma conhecimento. Isso sem comprometer demais a estabilidade em curvas e retas no asfalto e no fora de estrada leve.
COMEÇARAM vendas do Toyota Prius, primeiro híbrido que deu certo no mundo e até hoje o mais vendido. Preço, de fato, é bem salgado, R$ 120.830, apesar do subsídio da fábrica. Tem 136 cv de potência. Há perda internas no trem de força, pois o motor a combustão entrega 99 cv e o elétrico, 82 cv. Consumo de gasolina em cidade é inferior ao anotado em estrada.
GENERAL MOTORS também resolveu aderir às caixas de câmbio automatizadas de duas embreagens. Até agora resistia à sua adoção, ao dar preferência aos tradicionais automáticos com conversor de torque. Primeira fábrica está em fase de conclusão no México. Aplicações devem começar na linha Sonic/Trax produzida naquele país.
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Hyundai lança o (caro) aventureiro urbano HB20X. Outro bonitinho, mas ordinário
Já fazia algum tempo desde a última vez em que vi um carro ser tão comentado como o Hyundai HB20. Mesmo sem me surpreender, ele é um carro muito bom, que está tendo ótima aceitação do público, que já travou um épico duelo com o Chevrolet Onix, que já recebeu aumento de preços (mais do que o esperado) com a volta parcial do IPI, e que já sofreu até com o roubo de motores! A novidade da vez agora é a versão "aventureira" do modelo, batizada de HB20X.
Conheci o veículo de perto e minha impressão a respeito do HB20 normal se repetiu: outro bonitinho, mas ordinário. Antes que reclamem novamente que usei uma palavra "mais forte" e inapropriada para me referir a uma carro, repito que o uso de ordinário está correto, pois o HB20X é um automóvel "1. Que está na ordem das coisas habituais; comum" e "2. Sem nada de notável ou de extraordinário".
De cara, o que mais me impressionou no HB20X foi a sua tabela de preços. Vendido apenas com motor 1.6 16V, que desenvolve 122/128 cv de potência e 16/16,5 mkgf de torque, e com duas versões e opções de câmbio (o automático tem apena quatro marchas), o modelo custa (ainda sem o IPI cheio):
Hyundai HB20X Style (manual): R$ 48.755
Hyundai HB20X Style (automático): R$ 51.955
Hyundai HB20X Premium (manual): R$ 51.255
Hyundai HB20X Premium (automático): R$ 54.455
Compare com os preços do HB20 1.6:
Hyundai HB20 1.6 Comfort: R$ 38.930
Hyundai HB20 1.6 Comfort Plus: R$ 40.990
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style: R$ 44.095
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style Automático: R$ 47.295
Hyundai HB20 1.6 Premium Manual: R$ 46.595
Hyundai HB20 1.6 Premium Automático: R$ 49.795
Mesmo caro, a Hyundai tem planos de produzir (e vender) 10.000 unidades do modelo por ano.
A lista de equipamentos do HB20X Style é boa e traz de série direção hidráulica, ar-condicionado; travas, vidros e retrovisores elétricos; airbag duplo, freios ABS com EBD, computador de bordo, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, faróis de neblina, chave do tipo canivete, som com Bluetooth e entrada auxiliar e USB; rodas de liga leve de 15 polegadas, entre outros. A versão Premium tem ainda volante revestido em couro, sensor de estacionamento traseiro, acendimento automático dos faróis e vidros elétricos dianteiros com função um-toque. Estranhamente, o rádio oferecido de série no HB20X Premium não traz Bluetooth, oferecido apenas no sistema de som vendido como acessório - vai entender. A pintura metálica custa R$ 1.045, enquanto a pintura perolizada vale R$ 1.245.
Os principais concorrentes em proposta de veículo também não são baratos, mas custam menos do que o coreano, mantendo uma lista de equipamentos muito semelhante à do HB20X. O Volkswagen CrossFox 1.6 8V, carro historicamente mais caro do que deveria, parte de R$ 46.067 com câmbio manual e R$ R$ 48.797 com transmissão manual automatizada I-Motion. Já o Renault Sandero Stepway tem preço inicial sugerido de R$ 42.140 com câmbio manual (1.6 8V) e de R$ 45.950 com transmissão automática (1.6 16V). Ambos os concorrentes oferecem mais espaço interno do que o Hyundai.
Pelo valor que custa, as versões Premium do HB20X brigam em preço até com o Honda Fit Twist, outro "aventureiro" que passa longe da trilha.
"Kit padrão" visual
Externamente, o estilo aventureiro do HB20X vem com o "kit padrão de carros aventureiros no Brasil": plástico nas molduras dos para-lamas e na parte inferior das portas e para-choques e rack no teto. A única mudança prática em relação ao HB20 normal está na elevação da suspensão, que ficou 4 cm mais alta - excelente para as esburacadas ruas e estradas brasileiras.
O interior também quase não mudou em relação ao HB20: os bancos possuem costuras duplas e as pedaleiras tem revestimento prata.
Resumindo
Eu gostei do visual do HB20 e achei que a versão X ficou até legal com os adereços e os centímetros extras. O compacto é capaz de enfrentar trilhas leves e as esburacadas ruas e estradas brasileiras com tranquilidade - o motor 1.6 ajuda para isso. Mas o modelo não inova, nem acrescenta nada de especial ao mercado - o que é realmente uma pena.
O que não gostei mesmo foi do preço. A Hyundai está confiando demais na ótima aceitação de seus modelos no país no momento. Mas, com esta política de preços, existe a concreta chance da marca enfrentar problemas nas vendas.
Conheci o veículo de perto e minha impressão a respeito do HB20 normal se repetiu: outro bonitinho, mas ordinário. Antes que reclamem novamente que usei uma palavra "mais forte" e inapropriada para me referir a uma carro, repito que o uso de ordinário está correto, pois o HB20X é um automóvel "1. Que está na ordem das coisas habituais; comum" e "2. Sem nada de notável ou de extraordinário".
De cara, o que mais me impressionou no HB20X foi a sua tabela de preços. Vendido apenas com motor 1.6 16V, que desenvolve 122/128 cv de potência e 16/16,5 mkgf de torque, e com duas versões e opções de câmbio (o automático tem apena quatro marchas), o modelo custa (ainda sem o IPI cheio):
Hyundai HB20X Style (manual): R$ 48.755
Hyundai HB20X Style (automático): R$ 51.955
Hyundai HB20X Premium (manual): R$ 51.255
Hyundai HB20X Premium (automático): R$ 54.455
Compare com os preços do HB20 1.6:
Hyundai HB20 1.6 Comfort: R$ 38.930
Hyundai HB20 1.6 Comfort Plus: R$ 40.990
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style: R$ 44.095
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style Automático: R$ 47.295
Hyundai HB20 1.6 Premium Manual: R$ 46.595
Hyundai HB20 1.6 Premium Automático: R$ 49.795
Mesmo caro, a Hyundai tem planos de produzir (e vender) 10.000 unidades do modelo por ano.
A lista de equipamentos do HB20X Style é boa e traz de série direção hidráulica, ar-condicionado; travas, vidros e retrovisores elétricos; airbag duplo, freios ABS com EBD, computador de bordo, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, faróis de neblina, chave do tipo canivete, som com Bluetooth e entrada auxiliar e USB; rodas de liga leve de 15 polegadas, entre outros. A versão Premium tem ainda volante revestido em couro, sensor de estacionamento traseiro, acendimento automático dos faróis e vidros elétricos dianteiros com função um-toque. Estranhamente, o rádio oferecido de série no HB20X Premium não traz Bluetooth, oferecido apenas no sistema de som vendido como acessório - vai entender. A pintura metálica custa R$ 1.045, enquanto a pintura perolizada vale R$ 1.245.
Os principais concorrentes em proposta de veículo também não são baratos, mas custam menos do que o coreano, mantendo uma lista de equipamentos muito semelhante à do HB20X. O Volkswagen CrossFox 1.6 8V, carro historicamente mais caro do que deveria, parte de R$ 46.067 com câmbio manual e R$ R$ 48.797 com transmissão manual automatizada I-Motion. Já o Renault Sandero Stepway tem preço inicial sugerido de R$ 42.140 com câmbio manual (1.6 8V) e de R$ 45.950 com transmissão automática (1.6 16V). Ambos os concorrentes oferecem mais espaço interno do que o Hyundai.
Pelo valor que custa, as versões Premium do HB20X brigam em preço até com o Honda Fit Twist, outro "aventureiro" que passa longe da trilha.
"Kit padrão" visual
Externamente, o estilo aventureiro do HB20X vem com o "kit padrão de carros aventureiros no Brasil": plástico nas molduras dos para-lamas e na parte inferior das portas e para-choques e rack no teto. A única mudança prática em relação ao HB20 normal está na elevação da suspensão, que ficou 4 cm mais alta - excelente para as esburacadas ruas e estradas brasileiras.
O interior também quase não mudou em relação ao HB20: os bancos possuem costuras duplas e as pedaleiras tem revestimento prata.
Resumindo
Eu gostei do visual do HB20 e achei que a versão X ficou até legal com os adereços e os centímetros extras. O compacto é capaz de enfrentar trilhas leves e as esburacadas ruas e estradas brasileiras com tranquilidade - o motor 1.6 ajuda para isso. Mas o modelo não inova, nem acrescenta nada de especial ao mercado - o que é realmente uma pena.
O que não gostei mesmo foi do preço. A Hyundai está confiando demais na ótima aceitação de seus modelos no país no momento. Mas, com esta política de preços, existe a concreta chance da marca enfrentar problemas nas vendas.
Fotos: Hyundai/Divulgação
sábado, 10 de novembro de 2012
Com o sucesso do HB20, Hyundai já estuda aumento de capacidade de sua nova fábrica em Piracicaba (SP)
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| Hyundai/Divulgação |
Ainda assim, a primeira fábrica na América do Sul com capital 100% da Hyundai opera no limite da capacidade e tem toda a produção comprometida para os próximos meses. O primeiro modelo em produção, o compacto HB20, tem 50 mil encomendas mas, até dezembro, serão produzidas 26 mil unidades. Quem comprar um modelo agora, com preço inicial de R$ 32 mil, só vai receber a partir de fevereiro.
"Estamos cientes de que temos uma longa lista de espera, mas estamos nos esforçando para atender a demanda", afirma Young Gil Hyun, diretor comercial da Hyundai do Brasil. A fábrica tem capacidade para fazer 34 carros por hora.
"Vamos investir em gargalos específicos e, para o futuro, há possibilidade de um terceiro turno de trabalho", diz Eugênio Césare, gerente geral de produção. Para 2013, a empresa espera operar com capacidade total de 150 mil veículos. Serão lançadas no primeiro trimestre as versões fora de estrada (HB20X) e sedã.
Em breve discurso na cerimônia de inauguração, o presidente mundial da Hyundai, Chong Mong Koo, de 74 anos, ressaltou que o HB20 foi desenvolvido exclusivamente para o mercado brasileiro. Disse ainda que a nova subsidiária vai "contribuir para o desenvolvimento da indústria automobilística brasileira e da economia local".
Texto: Cleide Silva
Fonte: Estadão
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Alta Roda - Novo ciclo para o Salão
Aberto até 4 de novembro, o 27º Salão do Automóvel de São Paulo virou uma página importante de sua história ao entrar, definitivamente, no circuito de lançamentos mundiais. Em edições anteriores, à exceção de estreias locais, o público podia ver algumas novidades apresentadas no Salão de Paris, sempre realizado nos anos pares, como a mostra paulistana. Havia também produtos requentados de outros salões.
Esse ciclo começa a mudar. Não por coincidência, quatro executivos de topo da GM, Honda, Jaguar Land Rover e VW vieram à exposição. A estreia mundial do Taigun, SUV compacto conceitual sobre a arquitetura do Up!, é quase a confirmação de que será fabricado aqui, em 2014, na fábrica VW de Taubaté (SP), e em outros países.
Outro lançamento importante, o compacto Chevrolet Onix (à venda em novembro), também poderá ser feito adiante em algum país do sudeste asiático, fora da China. A Ford reservou ao salão brasileiro a versão sedã do Fiesta reestilizado – em Paris, estava o hatch. Ambos serão produzidos em São Bernardo do Campo (SP), em 2013.
A Peugeot apresenta o 208, início da era de alinhamento aos modelos do exterior. No mercado europeu há cinco meses, começa a fabricação, no final de dezembro, em Porto Real (RJ) e as vendas, em abril de 2013. O 207 continuará em produção, como o Fiesta Rocam, para a base do mercado, a exemplo do Clio que recebeu retoques no centro de estilo paulistano da Renault.
O SUV médio Chevrolet TrailBlazer é outro lançamento, inicialmente na versão de topo LTZ, com uma longa lista de concorrentes. Projeto brasileiro, lançado na Tailândia há sete meses, a produção começa agora em São José dos Campos (SP). Criado aqui, o Troller TR-X, de Horizonte (CE), recebeu as boas atenções do centro de desenvolvimento da Ford, em Camaçari (BA). O SUV subcompacto Suzuki Jimny, agora feito em Itumbiara (GO), recebeu as pequenas alterações executadas no exterior há quatro meses.
A onda aventureira se ampliou com Fit Twist e o HB20X. O Hyundai está um pouco mais dentro do espírito, graças à pequena elevação da suspensão em 1,5 cm, mas só chegará às lojas em janeiro.
Interessante o estudo apresentado pela Nissan: Extrem, SUV compacto desenhado na Califórnia (EUA), mesma arquitetura do March e candidato à produção em Resende (RJ), no fim de 2014.
Assuntos de bastidores se aprofundaram. Todos à caça do primeiro produto que a BMW produzirá em Araquari (SC), depois de longas negociações sobre o novo regime automobilístico. Além dos possíveis X1 e Série 1, a linha (ainda inédita) de tração dianteira, Série 2 e X2, estão nos planos. Falta confirmação, em breve, da Land Rover, em Cariacica (ES).
Chineses continuam ávidos e tratam de investir no estilo de seus carros. Destaques para Chery Celer, primeiro a fabricar aqui, em Jacareí (SP) e JAC J2, que confirmou a unidade fabril de Camaçari (BA).
Importador Kia, Grupo Gandini tenta acordo com a marca sul-coreana para produzir algum modelo no Brasil. Estreou o todo novo Cerato, mas em razão de impostos não manterá volumes apenas com importação simples, sem contrapartidas industriais.
Para o Salão de 2014, espera-se um novo local, diferente do Anhembi, e infraestrutura digna de nível internacional. Previsão aponta para Pirituba, ainda na capital paulista.
RODA VIVA
CHEVROLET Tracker, utilitário esporte compacto sobre plataforma que deu origem a Sonic, Cobalt, Spin e Onix (três últimos fabricados aqui), será produzido em Rosário (Santa Fé), Argentina, em 2014. Investimento crucial para manter equilíbrio comercial com o vizinho, pois o Agile argentino ficará bem afetado pela chegada do Onix.
PRORROGAÇÃO do IPI reduzido até 31 de dezembro era totalmente previsível e se confirmou. Pairam dúvidas sobre o que ocorrerá depois. Em 1º de janeiro começa o novo regime tributário para a indústria e o governo pode se valer disso para interromper o desconto. Mas, se o mercado der sinais de fraqueza...
LEXUS RX 350, SUV grande da divisão de luxo da Toyota e tração 4x4 sob demanda, busca seu espaço. Ótimo acabamento, suspensão eficiente e motor silencioso (V-6/3,5 l/277 cv). Grande tela multimídia inclui GPS. Há mouse estilizado no console. Com IPI menor, baixou para R$ 255.000. Sua base, do Camry, atrai menos que BMW ou Mercedes.
INMETRO divulgou no Salão de São Paulo a nova etiqueta, de 1º de janeiro de 2013, que indicará, além de consumo de combustível cidade e estrada, as emissões de CO2. O instituto, de forma correta, considera o emitido apenas por combustíveis de origem fóssil. Ao etanol puro atribui emissão zero e, da gasolina, descontou os 25% de etanol na mistura.
PRIMEIRO índice de vulnerabilidade a furtos de veículos foi anunciado pelo Cesvi. Considerou itens como alarme, chave de ignição, imobilizador eletrônico do motor, trava de volante, localização da bateria e vidro laminado lateral. Vencedor: Cruze LTZ (4,5 estrelas, escala até 5) e o segundo, Ford Ka Sport (3,5 estrelas). Avaliados 118 modelos.
Esse ciclo começa a mudar. Não por coincidência, quatro executivos de topo da GM, Honda, Jaguar Land Rover e VW vieram à exposição. A estreia mundial do Taigun, SUV compacto conceitual sobre a arquitetura do Up!, é quase a confirmação de que será fabricado aqui, em 2014, na fábrica VW de Taubaté (SP), e em outros países.
Outro lançamento importante, o compacto Chevrolet Onix (à venda em novembro), também poderá ser feito adiante em algum país do sudeste asiático, fora da China. A Ford reservou ao salão brasileiro a versão sedã do Fiesta reestilizado – em Paris, estava o hatch. Ambos serão produzidos em São Bernardo do Campo (SP), em 2013.
A Peugeot apresenta o 208, início da era de alinhamento aos modelos do exterior. No mercado europeu há cinco meses, começa a fabricação, no final de dezembro, em Porto Real (RJ) e as vendas, em abril de 2013. O 207 continuará em produção, como o Fiesta Rocam, para a base do mercado, a exemplo do Clio que recebeu retoques no centro de estilo paulistano da Renault.
O SUV médio Chevrolet TrailBlazer é outro lançamento, inicialmente na versão de topo LTZ, com uma longa lista de concorrentes. Projeto brasileiro, lançado na Tailândia há sete meses, a produção começa agora em São José dos Campos (SP). Criado aqui, o Troller TR-X, de Horizonte (CE), recebeu as boas atenções do centro de desenvolvimento da Ford, em Camaçari (BA). O SUV subcompacto Suzuki Jimny, agora feito em Itumbiara (GO), recebeu as pequenas alterações executadas no exterior há quatro meses.
A onda aventureira se ampliou com Fit Twist e o HB20X. O Hyundai está um pouco mais dentro do espírito, graças à pequena elevação da suspensão em 1,5 cm, mas só chegará às lojas em janeiro.
Interessante o estudo apresentado pela Nissan: Extrem, SUV compacto desenhado na Califórnia (EUA), mesma arquitetura do March e candidato à produção em Resende (RJ), no fim de 2014.
Assuntos de bastidores se aprofundaram. Todos à caça do primeiro produto que a BMW produzirá em Araquari (SC), depois de longas negociações sobre o novo regime automobilístico. Além dos possíveis X1 e Série 1, a linha (ainda inédita) de tração dianteira, Série 2 e X2, estão nos planos. Falta confirmação, em breve, da Land Rover, em Cariacica (ES).
Chineses continuam ávidos e tratam de investir no estilo de seus carros. Destaques para Chery Celer, primeiro a fabricar aqui, em Jacareí (SP) e JAC J2, que confirmou a unidade fabril de Camaçari (BA).
Importador Kia, Grupo Gandini tenta acordo com a marca sul-coreana para produzir algum modelo no Brasil. Estreou o todo novo Cerato, mas em razão de impostos não manterá volumes apenas com importação simples, sem contrapartidas industriais.
Para o Salão de 2014, espera-se um novo local, diferente do Anhembi, e infraestrutura digna de nível internacional. Previsão aponta para Pirituba, ainda na capital paulista.
RODA VIVA
CHEVROLET Tracker, utilitário esporte compacto sobre plataforma que deu origem a Sonic, Cobalt, Spin e Onix (três últimos fabricados aqui), será produzido em Rosário (Santa Fé), Argentina, em 2014. Investimento crucial para manter equilíbrio comercial com o vizinho, pois o Agile argentino ficará bem afetado pela chegada do Onix.
PRORROGAÇÃO do IPI reduzido até 31 de dezembro era totalmente previsível e se confirmou. Pairam dúvidas sobre o que ocorrerá depois. Em 1º de janeiro começa o novo regime tributário para a indústria e o governo pode se valer disso para interromper o desconto. Mas, se o mercado der sinais de fraqueza...
LEXUS RX 350, SUV grande da divisão de luxo da Toyota e tração 4x4 sob demanda, busca seu espaço. Ótimo acabamento, suspensão eficiente e motor silencioso (V-6/3,5 l/277 cv). Grande tela multimídia inclui GPS. Há mouse estilizado no console. Com IPI menor, baixou para R$ 255.000. Sua base, do Camry, atrai menos que BMW ou Mercedes.
INMETRO divulgou no Salão de São Paulo a nova etiqueta, de 1º de janeiro de 2013, que indicará, além de consumo de combustível cidade e estrada, as emissões de CO2. O instituto, de forma correta, considera o emitido apenas por combustíveis de origem fóssil. Ao etanol puro atribui emissão zero e, da gasolina, descontou os 25% de etanol na mistura.
PRIMEIRO índice de vulnerabilidade a furtos de veículos foi anunciado pelo Cesvi. Considerou itens como alarme, chave de ignição, imobilizador eletrônico do motor, trava de volante, localização da bateria e vidro laminado lateral. Vencedor: Cruze LTZ (4,5 estrelas, escala até 5) e o segundo, Ford Ka Sport (3,5 estrelas). Avaliados 118 modelos.
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