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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Hyundai lança o (caro) aventureiro urbano HB20X. Outro bonitinho, mas ordinário

Já fazia algum tempo desde a última vez em que vi um carro ser tão comentado como o Hyundai HB20. Mesmo sem me surpreender, ele é um carro muito bom, que está tendo ótima aceitação do público, que já travou um épico duelo com o Chevrolet Onix, que já recebeu aumento de preços (mais do que o esperado) com a volta parcial do IPI, e que já sofreu até com o roubo de motores! A novidade da vez agora é a versão "aventureira" do modelo, batizada de HB20X.

Conheci o veículo de perto e minha impressão a respeito do HB20 normal se repetiu: outro bonitinho, mas ordinário. Antes que reclamem novamente que usei uma palavra "mais forte" e inapropriada para me referir a uma carro, repito que o uso de ordinário está correto, pois o HB20X é um automóvel "1. Que está na ordem das coisas habituais; comum" e "2. Sem nada de notável ou de extraordinário".

De cara, o que mais me impressionou no HB20X foi a sua tabela de preços. Vendido apenas com motor 1.6 16V, que desenvolve 122/128 cv de potência e 16/16,5 mkgf de torque, e com duas versões e opções de câmbio (o automático tem apena quatro marchas), o modelo custa (ainda sem o IPI cheio):

Hyundai HB20X Style (manual): R$ 48.755
Hyundai HB20X Style (automático): R$ 51.955
Hyundai HB20X Premium (manual): R$ 51.255
Hyundai HB20X Premium (automático): R$ 54.455

Compare com os preços do HB20 1.6:

Hyundai HB20 1.6 Comfort: R$ 38.930
Hyundai HB20 1.6 Comfort Plus: R$ 40.990
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style: R$ 44.095
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style Automático: R$ 47.295
Hyundai HB20 1.6 Premium Manual: R$ 46.595
Hyundai HB20 1.6 Premium Automático: R$ 49.795

Mesmo caro, a Hyundai tem planos de produzir (e vender) 10.000 unidades do modelo por ano.
A lista de equipamentos do HB20X Style é boa e traz de série direção hidráulica, ar-condicionado; travas, vidros e retrovisores elétricos; airbag duplo, freios ABS com EBD, computador de bordo, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, faróis de neblina, chave do tipo canivete, som com Bluetooth e entrada auxiliar e USB; rodas de liga leve de 15 polegadas, entre outros. A versão Premium tem ainda volante revestido em couro, sensor de estacionamento traseiro, acendimento automático dos faróis e vidros elétricos dianteiros com função um-toque. Estranhamente, o rádio oferecido de série no HB20X Premium não traz Bluetooth, oferecido apenas no sistema de som vendido como acessório - vai entender. A pintura metálica custa R$ 1.045, enquanto a pintura perolizada vale R$ 1.245.

Os principais concorrentes em proposta de veículo também não são baratos, mas custam menos do que o coreano, mantendo uma lista de equipamentos muito semelhante à do HB20X. O Volkswagen CrossFox 1.6 8V, carro historicamente mais caro do que deveria, parte de R$ 46.067 com câmbio manual e R$ R$ 48.797 com transmissão manual automatizada I-Motion. Já o Renault Sandero Stepway tem preço inicial sugerido de R$ 42.140 com câmbio manual (1.6 8V) e de R$ 45.950 com transmissão automática (1.6 16V). Ambos os concorrentes oferecem mais espaço interno do que o Hyundai.

Pelo valor que custa, as versões Premium do HB20X brigam em preço até com o Honda Fit Twist, outro "aventureiro" que passa longe da trilha.
"Kit padrão" visual
Externamente, o estilo aventureiro do HB20X vem com o "kit padrão de carros aventureiros no Brasil": plástico nas molduras dos para-lamas e na parte inferior das portas e para-choques e rack no teto. A única mudança prática em relação ao HB20 normal está na elevação da suspensão, que ficou 4 cm mais alta - excelente para as esburacadas ruas e estradas brasileiras.

O interior também quase não mudou em relação ao HB20: os bancos possuem costuras duplas e as pedaleiras tem revestimento prata.

Resumindo
Eu gostei do visual do HB20 e achei que a versão X ficou até legal com os adereços e os centímetros extras. O compacto é capaz de enfrentar trilhas leves e as esburacadas ruas e estradas brasileiras com tranquilidade - o motor 1.6 ajuda para isso. Mas o modelo não inova, nem acrescenta nada de especial ao mercado - o que é realmente uma pena.

O que não gostei mesmo foi do preço. A Hyundai está confiando demais na ótima aceitação de seus modelos no país no momento. Mas, com esta política de preços, existe a concreta chance da marca enfrentar problemas nas vendas.
Fotos: Hyundai/Divulgação

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Honda lança o Fit Twist, o "aventureiro" que passa longe das trilhas

Como eu disse no post anterior sobre a Honda, a marca apresentou um "lançamento imediato" no Salão do Automóvel de São Paulo, o Fit Twist. Desenvolvido no Brasil especialmente para o mercado nacional, o modelo tem visual "aventureiro" quase perfeito para as esburacadas ruas brasileiras, e não para a trilha. Disponível com câmbio manual (R$ 57.900) ou automático (R$ 60.900), ambos de cinco marchas, o Twist chega às concessionárias da marca em novembro.
Na parte visual, a Honda tentou dar um ar de robustez ao Fit. Na dianteira, o pára-choque tem design diferenciado, com detalhes em alumínio, e faróis com máscara negra (faróis de neblina são de série).
Na traseira, as lanternas translúcidas são escurecidas e o pára-choque ganhou uma moldura prata - recurso usado por praticamente todas montadoras para "renovar" ou "dar um ar aventureiro" às traseiras de seus veículos. Nas laterais, destaque para as molduras nos pára-lamas.

Outros detalhes incrementam o visual mais esportivo. Foram inseridos o novo emblema Twist, rack longitudinal de teto, protetores sob as portas na cor alumínio fosco e retrovisores externos com repetidor, e as rodas de 16 polegadas com novo design.
Por dentro, alguns detalhes prateados foram incorporados ao acabamento, mas nada de grandioso. Já o porta-malas recebeu um piso de carpete impermeável que não permite a passagem de resíduos - bom para quem mergulha, surfa e faz outras atividades relacionadas à água.
Rádio/CD Player não combina com o painel
Junto com o Fit Twist chegam vários acessórios que serão vendidos nas concessionárias, como rack transversal, suporte para bike e faixas de personalização para capô e teto. O veículo ainda terá duas cores exclusivas: o Cinza Mocca e Azul Denim.

Mecanicamente, nada muda. O motor escolhido para "se aventurar" é o 1.5 16V, que desenvolve 115 cv de potência com gasolina e 116 cv com etanol - 14,8 kgf.m a 4.800 rpm de torque com qualquer combustível.
Se você sempre quis um Fit com "algo mais" no quesito visual, o Twist é a melhor opção de fábrica, ainda mais porque todas as qualidades (e defeitos) do modelo continuam lá. Mas, se quiser pegar uma estrada de terra, saiba que o Twist passa longe da melhor opção. Na minha opinião, a versão EX ainda vale mais a pena - embora eu ainda lamente que a Honda tenha perdido a chance de tornar o Fit 2013 o "carro definitivo".
Fontos: Honda/Divulgação

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

No Salão, Honda deixa suas principais novidades para depois, como Civic 2.0, Civic Si e chegada da Acura

Começando alguns posts sobre as novidades anunciadas no Salão do Automóvel, a Honda trouxe mais atrações "para depois" do que "para agora" no evento em São Paulo: Civic 2.0, Civic Si Coupé, ampliação da fábrica no Brasil, novo Accord, chegada da Acura - tudo a partir de 2013. De concreto mesmo, já para novembro, apenas o "aventureiro" Fit Twist, que você confere no post seguinte.

Veja as atrações "para depois" que a Honda exibe no Salão de São Paulo.
2013
A marca japonesa fará um investimento de R$ 100 milhões nos próximos dois anos para ampliar a sua planta no país. As instalações e equipamentos da área de pesquisa e desenvolvimento serão renovados, e uma nova área será construída até o final de 2013 nas dependências da fábrica em Sumaré (SP). Com isso, sua capacidade de produção aumentará, e será possível abrir espaço na linha para um veículo inédito, como um SUV compacto. Se a Honda demorou 15 anos para vender 1 milhão de veículos (1997 a 2012), ela quer repertir este número em cinco anos.

Continuando o que está previsto para 2013, as principais novidades estão relacionadas ao motor 2.0 flex. Em fevereiro do ano que vem chega a linha 2014 do Civic 2.0 nas versões LXR e EXR, que substituirão, respectivamente, a LXL (intermediária) e a EXL (topo de linha). A LXS continuará existindo, mas apenas com propulsor o 1.8 16V flex atual (139/140 cv).
Com 150 cv de potência e 19,3 mkgf de torque com gasolina e 155 cv e 19,5 mkgf com etanol, a motorização 2.0 16V dispensa tanque para partida a frio. Com o novo sistema, ao destravar as portas, um conjunto de aquecedores entra em ação diretamente na linha de combustível tornando a temperatura, principalmente do etanol, ideal para compor uma mistura ar/combustível pronta para entrar em combustão imediata.

Outra novidade é que todas as versões do Honda Civic serão equipadas com a tecnologia Bluetooth, que permite ao motorista atender chamadas sem a necessidade de manuseio do celular e sem tirar as mãos do volante.

Civic LXR e EXR 2.0 serão vendidos exclusivamentes com câmbio automático com paddle-shift. Já o LXS 1.8 poderá ser encontrado com transmissão automática de cinco marchas ou manual de seis velocidades (novidade).
Em termos de equipamentos, as versões LXR e EXR têm faróis de neblina de série. A topo de linha EXR tem ainda airbags laterais. O revestimento do porta-malas também passou por alterações, ganhando um forro especial, agora também presente na versão LXS. As versões LXR e EXR apresentam ainda o revestimento das alças do porta-malas.

Toda linha Civic 2014 trará, de série, chave tipo canivete, freio a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, direção com assistência elétrica, ar-condicionado digital, sistema ECON (que faz a condução tornar-se mais econômica), além da central i-MID, que exibe em uma tela de LCD colorida de 5 polegadas diversas informações e opera como interface para customização do veículo, sendo que seus comandos estão localizados no volante.

Em abril de 2013 chega o CR-V 2.0 flex, com o mesmo motor do Civic. As versões LX 4x2 e EXL 4x4, ambas com câmbio automático, mantêm a boa lista de equipamentos de série atual, mas receberão chave tipo canivete. A LX também passa a contar com o sistema Bluetooth.
Fechando o pacote, ainda em 2013 chega ao Brasil a nona geração do Accord.Com design revisto, mais refinamento na construção e muitos itens de conforto e segurança, o sedã será vendido nas versões EX 2.4 16V (185 cv e câmbio automático de 5 marchas) e EX V6 3.5 24V (278 cv e câmbio automático de 6 marchas). Ambas as versões possuem "novidades", como o sistema Bluetooth (que já deveria ser de série há muito tempo), enquanto a topo de linha recebeu também iluminação dos faróis dianteiros em led.
2014
Para 2014 teremos a volta de quem nunca deveria ter partido: Civic Si. Mas, dessa vez, ele será comercializado na carroceria coupé. Sem dúvida, o destaque do modelo é o seu motor quatro cilindros i-VTEC 2.4 16V capaz de gerar 201 cv de potência e 23,5 kgfm de torque a 4.400 rpm, com pico de 7.000 rpm, com câmbio manual de 6 marchas.
Mas seu visual também é chamativo. As duas portas, juntamente com alguns detalhes de design, tornam o carro muito mais bonito e esportivo. Na traseira, o aerofólio é integrado à tampa do porta-malas, que perdeu as horrorosas luzes "chinesas" da versão normal do Civic.

O Honda Civic Si virá equipado com teto solar, controle de estabilidade (VSA), direção eletricamente assistida (EPS), freio ABS com EBD, rodas de liga leve têm 17", volante revestido em couro, airbag duplo frontal e airbag lateral do tipo cortina.
Fechando as novidades de 2014, Fit e City vão passar por mudanças mais expressivas.

2015
Outro grande anúncio da Honda em São Paulo é a chegada da linha Acura ao Brasil em 2015. Os modelos que serão vendidos por aqui ainda não foram definidos, mas a marca trouxe a versão conceito da nova geração do NSX para o Salão do Automóvel, juntamente com o sedã ILX e o SUV RDX.
Acura NSX Concept
Fotos: Honda/Divulgação