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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Alta Roda - Opulência chiensa

Como tudo na China é grandioso, o Salão do Automóvel de Xangai, maior cidade do país mais populoso, não poderia ser diferente. A começar pelo número de marcas locais desconhecidas no mundo ocidental e focadas no mercado local. Apenas para citar algumas: Baojun, Bestern, Dongfeng, Emgrand, Englon, GAC, Haima, Haval, Hauwtai, Icona, Oley, SouEast, Zinoro e Zotye. Na maioria dos estandes as informações se limitavam a folhetos em chinês e sem informações em inglês para imprensa estrangeira. A exposição termina na 2ª. feira, dia 29.
Reprodução/Physis SDA
Explosiva demanda na China – vendas crescerão 7% este ano para em torno de 20 milhões de veículos leves e pesados, cinco vezes mais que o Brasil – leva a situações inusitadas. Numa tentativa de controlar a procura e a nuvem de smog que envolve Xangai, leiloam-se placas para carros novos e podem alcançar até U$14.000/R$ 28.000. Por isso modelos pequenos e baratos não compensam tal investimento. Quem tem dinheiro quer conforto e mesmo automóveis médio-grandes contam com versões de entre-eixos alongados.

Além de o mercado chinês ser o maior do mundo, até 2020 deve alcançar 2,7 milhões de carros de luxo por ano, o que desbancaria também os EUA nesse segmento de topo. Portanto, soa natural eleger o Salão de Xangai para lançamentos como revitalização do Porsche Panamera, novo Maserati Ghibli ou Lamborghini Aventador 720-5, edição especial de 50 anos da marca. São lá as estreias do sedã A3 e dos conceituais crossovers (quase prontos) BMW X4, Mercedes-Benz GLA, este candidato à produção no Brasil, e Citroën DS4 X, apelidado de Wild Rubis por sua cor especial.

Para compensar os 17 novos produtos que a GM lançará este ano, além da tradicional ofensiva da VW que lidera entre automóveis, a Ford apresenta o carro-conceito Escort, originado de um Focus sedã anabolizado, específico para o mercado local. Honda exibiu o Crider, evolução do conceito C, mais próximo da nova geração do Civic que chega em quatro anos. Curioso é reestreia de uma marca americana de carro elétrico, Detroit Electric, que já produziu esse tipo de veículo de 1907 a 1939 (apenas 13.000 unidades).

Chinesas que constroem fábricas de automóveis no País também apresentam novidades. JAC A20, equivalente ao hatch J3, mostra dimensões semelhantes ao futuro modelo a ser feito em Camaçari (BA). Mas o carro será específico para o Brasil, inclusive versão sedã Turin, em estratégia semelhante à Hyundai Brasil com o HB20. Já o sedã A30 será importado em 2014, como J4. No total, há cinco lançamentos da marca e três modelos-conceito.

Chery também tem novidades. Além do novo QQ, subcompacto que será produzido em Jacareí (SP), ao lado do Celer, apresenta dois protótipos Alfa 7 (sedã) e Beta 5 (SUV), além do modelo futurístico @Ant.

RODA VIVA
Ford/Divulgação
CONFORME esperado, novo Fiesta, alinhado ao modelo europeu e início de produção apenas seis meses depois, começa a ser vendido em maio sem motor de 1 litro, inicialmente (depois chegará o 3-cilindros). Compacto estreia motor de duplo comando de válvulas variável, 1,5 litro/115 cv, nas versões mais baratas, e 1,6 litro/130 cv. Ambos dispõem da maior potência específica do mercado e partida sem gasolina em dias frios, ao usar etanol.

CONSUMO em cidade/estrada, com 130 cv e câmbio manual: 1 L/7,9 km e 1L/9,9 km (etanol) e 1L/11,4 km e 1L/13,9 km (gasolina). Com 115 cv: 1 L/7,8 km e 1L/9,6 km (etanol) e 1L/10,8 km e 1L/13,7 km (gasolina). Na média, motor mais potente é mais econômico, ao contrário do ocorrido no passado.
Ford/Divulgação
PREÇOS partem de R$ 38.990, pouco abaixo da maioria dos concorrentes de peso, e sobem até R$ 54.990, na versão Titaniun, que inclui sete airbags e câmbio automatizado de embreagem dupla, seis marchas. Ford investiu, ainda, em segurança ativa ao adicionar, aos modelos de maior cilindrada, controle eletrônico de trajetória e tração.

FIESTA apresenta, agora, estilo marcante: adotou nova grade frontal de identidade da marca e manteve tradicionais lanternas traseiras elevadas para melhor visibilidade. Interior também é novo e se nivela aos compactos “premium” do mercado brasileiro. Por enquanto, conviverá com Fiesta Rocam que continua com motor de 1 litro e preço menor.
Volkswagen/Divulgação
SAVEIRO recebeu mesma frente de Gol e Voyage, na linha 2014. Assim tem condições de avançar em participação de mercado frente à líder Strada, que apresenta linhas já cansadas, mas não a ponto de lhe tomar a dianteira. Faltam motor mais forte (continua o de 1,6 l/104 cv como única e incômoda oferta) e preço competitivo, apesar de conjunto tecnicamente superior e estilo mais atual. Começa em R$ 33.490 (cabine simples) e R$ 36.610 (cabine estendida).

VERSÃO Cross, da picape compacta da VW, é a mais equilibrada do segmento. Combina tradicional espírito aventureiro, sem resvalar para o exagero e gosto duvidoso. De novo, seu preço atrapalha ao iniciar em R$ 48.990. Evolução em relação à Saveiro anterior aparece, com nitidez, exatamente nessa versão.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Alta Roda - Salão de contrastes

Aberto até 17 de março, Salão de Genebra impressiona pelo número de lançamentos. Nessa 83ª edição, veículos elétricos e híbridos saíram de uma ala específica e se misturam aos demais. Não quer dizer que representem algo palpável do mercado suíço, um dos poucos na Europa ainda sem enormes recuos. Em 2013 responderão por apenas 3% das vendas. Já os nada racionais SUVs e crossovers vão capturar cerca de 40%, o que ajudou a quase aniquilar as inteligentes stations (peruas), cuja boa aceitação permanece na Alemanha.
LaFerrari - Ferrari/Divulgação
Interessante que os híbridos se destacam entre as maiores atrações em extremidades opostas. LaFerrari, legítimo sucessor do modelo Enzo, além de desenho arrebatador, entrega nada menos de 963 cv com ajuda de um motor elétrico (mesmo recurso do McLaren P1, também muito bonito, e “apenas” 916 cv). Supercontraste em relação ao VW XL1 e seus motores de 2 cilindros (48 cv) e elétrico (27 cv), primeiro carro no mundo a consumir incrível 1 L/111 km. Ele ainda não tem preço, ao contrário de R$ 3 milhões do LaFerrari. Mas, por enquanto, será até mais exclusivo: apenas 250 unidades (iniciais), contra 499 da série especial da marca italiana.

Em primeiro contato com o XL1, nos arredores de Genebra, o carro de dois lugares de carroceria extremamente aerodinâmica (Cx 0,19), bastante baixo (1,15 m) e portas do tipo asa de gaivota surpreendeu pelo contraste entre a silenciosa tração elétrica e o ruidoso motor diesel. Sua autonomia elétrica pode chegar a 50 km, desde que não se queira pedir ajuda ao motor a combustão e acelerar de 0 a 100 km/h em razoáveis 12,7 s (dado de fábrica).

Ainda sobre propulsão alternativa, a PSA Peugeot Citroën aposta suas fichas em um híbrido diferente. Associa motor a gasolina e ar comprimido, sem baterias e sem complicação mecânica do motor elétrico adicional, ambas de alto custo. Essa tecnologia, em parceria com a Bosch, parece promissora, porém ainda carece de mais testes e comprovação de viabilidade financeira.

Como a busca por economia é foco constante, o Range Rover Evoque se apresenta como primeiro veículo com caixa de câmbio automática (da alemã ZF) de nada menos que nove marchas. Também estará em outros carros, pois a caixa é tão compacta que permite uso com motor transversal.

Mercedes-Benz atiçou entusiastas com o incrível Classe A 45, da sua divisão esporte AMG. Dá para imaginar um compacto com motor de 2 litros turbo, de 360 cv/46 kgf∙m, maior potência específica já alcançada por um automóvel de produção seriada, de apenas quatro cilindros, até hoje?

Entre lançamentos que interessam ao Brasil, destaque para o SUV compacto Peugeot 2008, cuja versão definitiva surgiu em Genebra e será fabricado no Estado do Rio de Janeiro, no final de 2014. O sedã compacto anabolizado CLA, da Mercedes – estreia mundial no salão suíço – também será um dos escolhidos para produção aqui (decisão até meados de 2013). Outro estreante, crossover compacto Renault Captur, poderá ser opção de importação para a marca francesa, único fabricante nacional que só traz carros do exterior da Argentina.

Alfa Romeo 4C também atraiu muita atenção: serão apenas 3.500 unidades do cupê, de baixo peso (80% delas para os EUA). Em princípio, nenhuma para o Brasil.

RODA VIVA

ESTRATÉGIA de produção dos fabricantes, em fevereiro, foi de aumentar os estoques totais de 29 dias para 39 dias, a fim de atender aquecimento da demanda este mês. No final de março haverá nova subida do IPI e o tradicional apelo de “compre antes do aumento”. Primeiro bimestre do ano foi recordista em vendas: 547.000 unidades (veículos leves e pesados).
Hyundai/Divulgação
HYUNDAI acertou, de novo, no estilo do HB20S. Versão sedã do hatch compacto mostra equilíbrio de linhas e um terceiro volume sem parecer adaptado. Isso lhe custou, entretanto, volume no porta-malas: 450 litros, um dos menores do segmento. Manteve três versões de acabamento, além de motor de 1 litro (80 cv) e 1,6 litro (128 cv), ambos os mais potentes entre aspirados para a respectiva cilindrada.

DESDE as versões de entrada, há bom nível de equipamentos como ar-condicionado, sistema de som com bons recursos (Bluetooth e MP3), comandos elétricos para vidros, travas e espelhos, ajuste de altura do banco (não tão eficiente) e da coluna da direção em dois planos, entre outros. Melhor seria assistência elétrica na direção, no lugar da hidráulica. Repetido o erro de sonegar os freios ABS na versão básica, embora não esteja sozinho nessa política torta.

SUSPENSÕES têm correto compromisso conforto/estabilidade, mas continuam ruídos de batentes em descida de quebra-molas ou buracos profundos. Câmbio automático, mesmo com quatro marchas, é adequado. Faltam freios a disco nas rodas traseiras, pois se trata do compacto mais rápido do mercado. Somando sedã e hatch, HB20 deve se consolidar entre os cinco mais vendidos, em boa briga com Onix/Prisma. Já incluso IPI de abril, quando começam as vendas, preços vão de R$ 39.495 a R$ 53.595.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Alta Roda - Quem paga a conta

Salões de automóveis sobem seu astral quando refletem recuperação de vendas e produção. Essa atmosfera positiva marca o Salão de Detroit que se encerra neste domingo. Afinal, o mercado está em franca expansão (13% em 2012), embora as marcas locais, à exceção da Jeep, continuem patinando na preferência do consumidor.
Simbolismo do Corvette Stingray, em sua sétima geração, ajuda a levantar autoestima da Chevrolet. Todo novo, herda características de marcas alemãs como câmbio manual de sete marcas (até agora só no Porsche 911) e distribuição de peso de exatos 50% em cada eixo (ponto de honra da BMW).

No outro extremo, a picape pesada Silverado reformada coloca pressão sobre a arquirrival série F, da Ford. A reação veio da picape conceitual Atlas, visão antecipada da nova F-150, em 2014. Houve comentários de que a empresa ousou na estratégia e talvez se reflita nas vendas do modelo atual.

Leves reestilizações do Grand Chrerokee e Compass, acompanhadas de versões diesel e câmbio automático convencional no lugar do CVT (no final do ano, aqui), continuam a animar a Jeep.

Essa edição do salão está mais atraente para o mercado brasileiro. O SUV-conceito compacto da Honda sobre arquitetura do Fit e a bem-vinda reinvenção estilística do Corolla, batizada pela Toyota de Fúria (interior não exibido), antecipam o que será também produzido aqui, em 2014/15.

Outra novidade está fora do Salão, mas mostrado a jornalistas na véspera do dia de imprensa. Mercedes-Benz CLA, sedã compacto anabolizado com base nos Classes A e B, além de carro mais aerodinâmico do mundo (Cx incrível de 0,22), deverá abrir a produção no Brasil. Falta a empresa alemã bater o martelo, mas Dieter Zetsche, principal executivo mundial, admitiu ser mais viável um acordo com a Nissan, na fábrica em construção de Resende (RJ).

Graças ao previsto crescimento, nos próximos anos, do mercado brasileiro de marcas refinadas, esta edição do salão merece um olhar mais atento. Acura e Infiniti têm novidades: SUV médio MDX e novo sedã Q50, respectivamente. Cadillac, até como reação ao maior número de concorrentes, é considerada marca de importação certa pela GM. E o médio-grande ATS, de tração traseira ou 4x4 e menor Cadillac em dimensões, mostra apelo visual digno dos europeus, o que atrai por aqui.

Entre outras novidades conceituais, destacam-se o Volkswagen Cross Blue e o Hyundai HCD-14. O primeiro, um crossover híbrido diesel de sete lugares (no salão, versão de seis lugares), específico para o mercado local, com preço entre Tiguan e Touareg. O projeto será ainda aperfeiçoado para provável produção ao lado do Passat americano. O segundo é a visão do futuro sedã de topo coreano, Genesis, com portas traseiras “suicidas” à Rolls-Royce. Versão final deve ousar menos.

Balanço positivo do salão não impede constatar, mais uma vez, que fabricantes parecem bem mais empolgados com soluções alternativas do que compradores. Elétricos puros, híbridos e Diesel, tudo somado, representam apenas 3% das vendas totais nos EUA. Embora tenda a crescer, na realidade poucos querem pagar a conta. E, para complicar, motores convencionais têm mostrado queda de consumo de combustível, a preço que todos suportam.

RODA VIVA

COTAS de produtos mexicanos ainda amarram planos de importação. SUV compacto Chevrolet Trax (aqui se chamará Tracker) virá para atrapalhar a vida de EcoSport e Duster, porém falta definir de que forma Sonic será “prejudicado”. Volta da Alfa Romeo ainda está condicionada, pela Fiat, à avaliação de cotas previstas no regime Inovar-Auto. Nada confirmado.

FLUENCE GT, sedã discreto, ao menos faz jus à sigla, ao contrário do Sandero da própria Renault. Motor turbo de dois litros, 180 cv, coloca-se em desempenho entre Peugeot 308 THP e Jetta TSI, na faixa dos R$ 80 mil, mas sem câmbio automático. Bom trabalho de engenharia na suspensão. Faltam coisas simples: um-toque nas alavancas de limpador e setas.

MESMO sem confirmação pela GM, importação do novo Malibu é certa, depois da desistência do Omega. Chevrolet concorrente direto do mexicano Fusion, impostos refletem no seu preço (vem dos EUA, sem isenções). Retoques externos e internos e motor um pouco mais potente agradam, em breve avaliação. Banco traseiro, baixo demais, será mudado até meados do ano.

ENQUANTO a taxa cambial ajudou, alguns modelos nacionais foram competitivos até em países avançados do Hemisfério Norte. Destaque para o Fox, com 305.000 unidades, maior volume já exportado de um automóvel brasileiro para a Europa (2005-2012). Voyage, nos anos 1980, teve 202.000 unidades vendidas nos EUA e Canadá, feito para época.

SAIU lista dos 10 mais vendidos na Europa, em 2012, segundo pesquisa da consultoria inglesa Jato: Golf, Fiesta, Polo, Corsa, Clio, Focus, Astra, Qashqai (Nissan), Mégane e Passat. Crossover da Nissan é o único a nunca aparecer por aqui. Os outros, em diferentes gerações, foram produzidos e/ou importados, nomes familiares aos brasileiros.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Após recorde de vendas, Brasil segue prioridade para grandes montadoras

O Brasil segue no foco das maiores montadoras de veículos, depois de bater novo recorde de vendas em 2012, com crescimento de 4,6% nos negócios, embora tenha derrapado na produção, com queda de quase 2% no ano. "Às vezes, penso que eu deveria ser brasileiro"', brinca o presidente mundial do grupo Fiat-Chrysler, Sergio Marchionne, enquanto circula pelo estande da empresa no Salão do Automóvel de Detroit.

"O Brasil manda bem'', afirma um sorridente Alan Mulally, presidente mundial da Ford. Os dois executivos apostam em novo crescimento no mercado brasileiro para este ano, depois de o País atingir a marca de 3,8 milhões de unidades, a maior da história.

Com esse desempenho, as matrizes das montadoras seguem investindo no Brasil. Mulally confirmou ontem que a Ford iniciará a produção, ainda neste semestre, do novo Fiesta. Será na fábrica de São Bernardo do Campo, segundo outro executivo do grupo, o vice-presidente Mark Fields, que em 2014 deve assumir o comando da companhia americana com a aposentadoria de Mulally.

Fábrica da Mercedes
O presidente global da Mercedes-Benz, Dieter Zetsche, informa que o grupo mantém estudos para voltar a produzir automóveis no País. O sedã médio CLA, apresentado na noite de domingo, é o cotado para estrear uma futura linha de montagem brasileira. "Queremos muito ter uma fábrica local.'' Segundo Zetsche, a Mercedes no Brasil incluiu em seu plano de investimentos entregue à matriz a proposta da fábrica local. Embora não haja prazo para a definição, a resposta é esperada para este semestre.

Já o principal executivo da BMW, Ian Robertson, diz que as obras de terraplenagem da fábrica que será construída em Santa Catarina devem começar nas próximas semanas. Ele também confirmou que os carros eleitos para produção local serão os sedãs da família Serie 3 e os utilitários da linha X (X1, X3 e X5).

Marchionne se diz "incrivelmente feliz e orgulhoso'' com os resultados da marca no mercado brasileiro, onde a Fiat lidera as vendas de automóveis e comerciais leves. "Estamos aguardando a abertura da fábrica de Pernambuco, onde vamos produzir um carro do segmento mais importante no mercado brasileiro'', diz o executivo, referindo-se a um compacto, que deve substituir o Mille. A unidade deve iniciar operações no fim de 2014, prazo também previsto para a unidade da BMW.

Desenvolvimento
Outro destaque do Brasil é a presença, pela primeira vez, de dois carros desenvolvidos no País, o compacto Onix e o monovolume Spin. Os dois veículos ocupam espaço reservado para cinco modelos globais produzidos fora dos EUA que a GM apresenta no salão. "Isso mostra nosso nível global de compromisso com os clientes do mundo todo'', diz Carlos Barba, diretor de Design da GM do Brasil e responsável pelo desenvolvimento dos dois produtos.

"Estamos muito otimistas com o mercado brasileiro depois do lançamento de novos modelos, entre os quais o Onix, que particularmente está vendendo muito bem", afirma Dan Akerson, presidente mundial da GM. Já Mulally elogiou o novo regime automotivo, chamado de Inovar-Auto. O Inovar-Auto estabelece metas de redução de emissões para os novos carros fabricados a partir de 2017 e prevê benefícios fiscais para as empresas que desenvolverem tecnologias e peças localmente.

Texto: Cleide Silva
Reprodução de O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Honda Civic 2013 recebe reestilização nos Estados Unidos. E no Brasil?

Cerca de 18 meses depois de estreiar nos Estados Unidos, a 9ª geração do Honda Civic passará por sua primeira reestilização, conforme a marca anunciou hoje - e como antecipei no meu post anterior. As mudanças acontecem exatamente em um dos pontos que os consumidores norte-americanos mais reclamavam: o visual.

Na dianteira, o para-choque foi redesenhado, ganhando régua cromada integra os faróis de neblina. A grade, com detalhe cromado e estilo colméia, também é nova. Na traseira, as lanternas são novas e invadem a tampa do porta-malas mais "por baixo" (enquanto no brasileiro elas invadem mais "por cima"). O para-choque também mudou, ganhando refletores nas extremidades. invagem

Com as mudanças, a Honda atingiu seu objetivo, deixando o Civic mais esportivo e sofisticado. Fica até parecendo que o carro cresceu um pouco.
Fotos: Honda/Divulgação
Mais detalhes sobre a reestilização do Civic serão anunciadas pela Honda no Salão do Automóvel de Los Angeles 2012, no dia 29 de novembro. Alterações no acabamento e na lista de equipamentos são esperadas, mas o motor 1.8 16V deve continuar o mesmo.

Brasil
No Brasil, como já comentei aqui, a Honda lançará o Civic 2.0 flex em fevereiro de 2013 nas versões LXR e EXR. Sem tanquinho de partida a frio, a motorização desenvolve 150 cv de potência e 19,3 mkgf de torque com gasolina e 155 cv e 19,5 mkgf com etanol. A versão de entrada, LXS, continua com o propulsor 1.8 16V flex (139/140 cv), receberá a tecnologia Bluetooth para celular e terá câmbio manual de seis marchas.

Em termos visuais, podemos esperar a primeira mudança do Civic apenas em 2014, como linha 2015. Ela até poderia vir antes, mas é muito pouco provável.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Alta Roda - Novo ciclo para o Salão

Aberto até 4 de novembro, o 27º Salão do Automóvel de São Paulo virou uma página importante de sua história ao entrar, definitivamente, no circuito de lançamentos mundiais. Em edições anteriores, à exceção de estreias locais, o público podia ver algumas novidades apresentadas no Salão de Paris, sempre realizado nos anos pares, como a mostra paulistana. Havia também produtos requentados de outros salões.

Esse ciclo começa a mudar. Não por coincidência, quatro executivos de topo da GM, Honda, Jaguar Land Rover e VW vieram à exposição. A estreia mundial do Taigun, SUV compacto conceitual sobre a arquitetura do Up!, é quase a confirmação de que será fabricado aqui, em 2014, na fábrica VW de Taubaté (SP), e em outros países.

Outro lançamento importante, o compacto Chevrolet Onix (à venda em novembro), também poderá ser feito adiante em algum país do sudeste asiático, fora da China. A Ford reservou ao salão brasileiro a versão sedã do Fiesta reestilizado – em Paris, estava o hatch. Ambos serão produzidos em São Bernardo do Campo (SP), em 2013.

A Peugeot apresenta o 208, início da era de alinhamento aos modelos do exterior. No mercado europeu há cinco meses, começa a fabricação, no final de dezembro, em Porto Real (RJ) e as vendas, em abril de 2013. O 207 continuará em produção, como o Fiesta Rocam, para a base do mercado, a exemplo do Clio que recebeu retoques no centro de estilo paulistano da Renault.

O SUV médio Chevrolet TrailBlazer é outro lançamento, inicialmente na versão de topo LTZ, com uma longa lista de concorrentes. Projeto brasileiro, lançado na Tailândia há sete meses, a produção começa agora em São José dos Campos (SP). Criado aqui, o Troller TR-X, de Horizonte (CE), recebeu as boas atenções do centro de desenvolvimento da Ford, em Camaçari (BA). O SUV subcompacto Suzuki Jimny, agora feito em Itumbiara (GO), recebeu as pequenas alterações executadas no exterior há quatro meses.

A onda aventureira se ampliou com Fit Twist e o HB20X. O Hyundai está um pouco mais dentro do espírito, graças à pequena elevação da suspensão em 1,5 cm, mas só chegará às lojas em janeiro.

Interessante o estudo apresentado pela Nissan: Extrem, SUV compacto desenhado na Califórnia (EUA), mesma arquitetura do March e candidato à produção em Resende (RJ), no fim de 2014.

Assuntos de bastidores se aprofundaram. Todos à caça do primeiro produto que a BMW produzirá em Araquari (SC), depois de longas negociações sobre o novo regime automobilístico. Além dos possíveis X1 e Série 1, a linha (ainda inédita) de tração dianteira, Série 2 e X2, estão nos planos. Falta confirmação, em breve, da Land Rover, em Cariacica (ES).

Chineses continuam ávidos e tratam de investir no estilo de seus carros. Destaques para Chery Celer, primeiro a fabricar aqui, em Jacareí (SP) e JAC J2, que confirmou a unidade fabril de Camaçari (BA).

Importador Kia, Grupo Gandini tenta acordo com a marca sul-coreana para produzir algum modelo no Brasil. Estreou o todo novo Cerato, mas em razão de impostos não manterá volumes apenas com importação simples, sem contrapartidas industriais.

Para o Salão de 2014, espera-se um novo local, diferente do Anhembi, e infraestrutura digna de nível internacional. Previsão aponta para Pirituba, ainda na capital paulista.

RODA VIVA

CHEVROLET Tracker, utilitário esporte compacto sobre plataforma que deu origem a Sonic, Cobalt, Spin e Onix (três últimos fabricados aqui), será produzido em Rosário (Santa Fé), Argentina, em 2014. Investimento crucial para manter equilíbrio comercial com o vizinho, pois o Agile argentino ficará bem afetado pela chegada do Onix.

PRORROGAÇÃO do IPI reduzido até 31 de dezembro era totalmente previsível e se confirmou. Pairam dúvidas sobre o que ocorrerá depois. Em 1º de janeiro começa o novo regime tributário para a indústria e o governo pode se valer disso para interromper o desconto. Mas, se o mercado der sinais de fraqueza...

LEXUS RX 350, SUV grande da divisão de luxo da Toyota e tração 4x4 sob demanda, busca seu espaço. Ótimo acabamento, suspensão eficiente e motor silencioso (V-6/3,5 l/277 cv). Grande tela multimídia inclui GPS. Há mouse estilizado no console. Com IPI menor, baixou para R$ 255.000. Sua base, do Camry, atrai menos que BMW ou Mercedes.

INMETRO divulgou no Salão de São Paulo a nova etiqueta, de 1º de janeiro de 2013, que indicará, além de consumo de combustível cidade e estrada, as emissões de CO2. O instituto, de forma correta, considera o emitido apenas por combustíveis de origem fóssil. Ao etanol puro atribui emissão zero e, da gasolina, descontou os 25% de etanol na mistura.

PRIMEIRO índice de vulnerabilidade a furtos de veículos foi anunciado pelo Cesvi. Considerou itens como alarme, chave de ignição, imobilizador eletrônico do motor, trava de volante, localização da bateria e vidro laminado lateral. Vencedor: Cruze LTZ (4,5 estrelas, escala até 5) e o segundo, Ford Ka Sport (3,5 estrelas). Avaliados 118 modelos.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Toyota mostra poucas novidades e uma grande necessidade de mudanças no Salão de São Paulo

iiMo, o conceito carro-tablet
A Toyota lançou, em setembro, suas duas principais atrações do Salão do Automóvel de São Paulo 2012: Etios e Etios Sedan. Com isso, a marca ficou carente de atrações inéditas "palpáveis" para mostrar aos visitantes do evento. O estande tinha até algumas coisas interessantes, mas nada que fosse imperdível. Assim como a Fiat, fiquei decepcionado de uma maneira geral. Ficou evidente que a Toyota necessida de mudanças.


Quando digo isso, me apoio no fato de Corolla e Hilux, exemplos de inovação e modernidade em outros tempos, estarem quase ultrapassados nos seus respectivos segmentos. Isso não significa que eles são ruis, mas sim que existem muitos concorrentes mais novos. O Corolla XRS, por exemplo, não tem desempenho, visual ou preço para brigar com veículos 'esportivos' mais divertidos.

Rav 4 e SW4 também não ajudam muito. O Prius, ainda moderno, não é mais nenhuma novidade e já não causa o mesmo impacto - embora seja muito legal. Pelo menos, finalmente, ele está sendo lançado no Brasil, no início de 2013, por cerca de R$ 120 mil. Sua versão esportiva, logo na foto abaixo, ficou muito legal.
Prius chega ao Brasil no início de 2013 por quase R$ 120 mil. Versão esportiva, na cor vermelha, ficou bem legal
A sétima geração do sedã de luxo Camry também estava presente, pouco chamativo, com seu estilo elegante e conservador, e com seu motor V6 3.5 24V Dual VVT-i, que desenvolve 277 cv de potência a 6.200 rpm e 35,3 kgfm de torque a 4.700 rpm. Mas o

A esperança ficou mesmo com o Etios, que se apoia na mecânica e confiabilidade da marca para ganhar mercado, mas não passa quase nenhum tipo de modernidade ao consumidor, especialmente no quesito visual (externo e interno).
Conceito NS4
Imagino que a própria Toyota tenha consciência disso, já que a marca diz que vive uma "nova era no Brasil". Não foi nesse sentido que essa expressão foi usada, mas prefiro pensar que sim.

Além dos modelos que já comentei, a marca japonesa apostou nos conceitos para atrair o público no Salão do Automóvel, como o curioso "carro-tablet" iiMo, o interessante "sofámóvel" i-Real e o belo híbrido NS4.
A marca mostrou ainda o carro de competição que disputa as provas da FIA World Endurance Championship “Le Mans Series” (logo acima) e o cupê esportivo compacto batizado de 86, que tem 200 cv de potência e apenas 1.190 kg de peso (realmente deve voar baixo).
Toyota 86 tem 200 cv de potência
Presidente Dilma Rousseff conheceu o Toyota Etios acompanhada do ministro Fernando Pimentel
Hilux Invencible
Concluindo
Você deve estar pensando porque eu disse poucas novidades no título. Realmente a Toyota mostrou novidades e atrações interessantes no Salão do Automóvel de São Paulo 2012, mas não sou muito fã de conceitos e "carros distantes". Gosto daquilo que o interessado poderá comprar, em breve, nas concessionárias, e daqueles veículos que chegam para roubar a cena no evento, como o Onix da Chevrolet.

A Toyota poderia ter feito algo semelhante à GM se tivesse atrasado a chegada do Etios; ou, especialmente se tivesse anunciado o novo Corolla. Mas não o fez. Talvez, se o Etios fosse mais "quente", o estande no Salão de São Paulo não tivesse ficado tão morno.
Fotos: Toyota/Divulgação

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sem novidades impactantes, Fiat tenta, mas decepciona no Salão do Automóvel de São Paulo 2012

Com um dos maiores estantes de todo o Salão do Automóvel de São Paulo 2012, a Fiat mostrou muitas atrações interessantes de suas outras marcas, como Ferrari e Maserati. Mas a marca decepcionou muita gente eu não apresentar nenhuma novidade impactantes que veremos nas em breve.
500 Cabrio
A maior atração da marca é o 500 Cabrio, versão conversível do compacto que chega às concessionárias ainda no mês de outubro. Baseado na versão Lounge Air, o 500C é equipado com motor 1.4 16V Multiair, que desenvolve 105 cv de potência e 13,6 mkgf de torque, e tem câmbio automático de seis marchas.
500 Cabrio
O teto, com duas opções de cores para o teto (preto e vermelho), pode ser operado por meio de comandos elétricos e tem três posições diferentes de vão de abertura, que se retrai até a tampa do porta-malas. A ação de abertura ou fechamento pode ser feita com o carro em movimento a uma velocidade de até 80 km/h. Ele também recebeu de série nova identificação nas colunas de portas, novas rodas de liga leve com aro de 15 polegadas e sensores traseiros de estacionamento, que facilitam as manobras.
500 Cabrio
Com uma ótima lista de equipamentos de série, o Fiat 500 Cabrio estará disponível em três opções de cores para o revestimento interno - preto, bege/marfim e vermelho/marfim - e terá quatro cores para o seu visual externo: Vermelho Sfrontato (sólida), Cinza Sfrenato e Preto Provocatore (metálicas) e Branco Gioioso (perolizada). No total, são 11 possibilidades de personalização.
500 by Gucci
Outro Cinquecento também está sendo mostrado pela Fiat no evento, o 500 by Gucci, que foi desenvolvido a partir de uma parceria com a famosa grife italiana, que se caracteriza pelo luxo de seus produtos.
500 by Gucci
Com detalhes especiais no acabamento interno e externo, o modelo tem muitos equipamentos de série, como sete airbags, sistema Blue & Me, sensor de estacionamento traseiro, rádio com leitor de CD/MP3, volante revestido em couro que traz os comandos do rádio e teto solar elétrico Sky Wind.
Grand Siena Sublime
Linea e Grand Siena marcam presença no evento com a série especial Sublime. Baseada na versão Essence dos dois modelos, os sedãs tem acabamento diferenciado, com detalhes exclusivos e muitos equipamentos de série.
Linea Sublime
Já Uno e Palio "se exibem" no salão com a série especial Interlagos, em analogia ao GP do Brasil de Formula 1 que acontece em novembro, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP).
Palio Interlagos
Derivada das versões Sporting dos dois hatches, os modelos receberam a nova cor Amarelo Interlagos e contam com itens que acentuam a "esportividade", tanto na parte externa, quanto na interna. A veraão Itália do Uno Vivace, com mais equipamentos de série, também está no Salão.
Uno Interlagos
Strada, Palio Weekend, Punto e Freemont e toda a linha Adventure estão presentes no evento com suas respectivas linhas 2013. A a minivan Idea também está exposta com a sua linha 2013, que agora está disponível com o câmbio manual automatizado Dualogic Plus.
Bravo Xtreme
Fechando as atrações da Fiat em relação a veículos, a marca exibe mais uma versão especial, mas que não estará a venda: Bravo Xtreme. O hatch médio recebeu um novo pára-choque dianteiro, com duas tomadas de ar com LEDS nas laterais, spoiler central exclusivo e faróis redesenhados. Na traseira para-choque apresenta saídas de ar laterais e um enorme difusor de ar, além de um aerofólio e minissaias laterais.
Bravo Xtreme
Por dentro, destaque para os quatro bancos individuais. O Bravo ganhou ainda painel de instrumentos com nova grafia e console central redesenhado. O último grande diferencial do modelo é o propulsor 1.4 16V T-Jet, que recebeu uma preparação específica, capaz de gerar 253 cv a 6.600 rpm de potência máxima e torque máximo 33,2 kgfm a 5.000 rpm.
Ferrari 458 Spider
Ainda no estande da Fiat, os visitantes podem ver a Ferrari 458 Spider e o maravilhoso Maserati Grancabrio Sport - definitivamente um dos carros mais bonitos do evento.
Ferrari 458 Spider
Concluindo
O estande da Fiat tem realmente muitas atrações (especialmente o Maserati), mas, do meu ponto de vista, foi uma grande decepção, ainda mais se lembramos de como a Fiat é criativa e líder de mercado há quase 11 anos consecutivos. O 500 Cabrio é até legal, mas séries especiais são passageiras. Eu queria que a marca tivesse, pelo menos, um grande lançamento para brigar com a Chevrolet, por exemplo. Para isso, teremos que esperar até o Salão de 2014...
Maserati Grancabrio Sport - um dos carros mais bonitos do Salão do Automóvel 2012
Fotos: Fiat/Divulgação, Ferrari/Divulgação e Maserati/Divulgação

Honda lança o Fit Twist, o "aventureiro" que passa longe das trilhas

Como eu disse no post anterior sobre a Honda, a marca apresentou um "lançamento imediato" no Salão do Automóvel de São Paulo, o Fit Twist. Desenvolvido no Brasil especialmente para o mercado nacional, o modelo tem visual "aventureiro" quase perfeito para as esburacadas ruas brasileiras, e não para a trilha. Disponível com câmbio manual (R$ 57.900) ou automático (R$ 60.900), ambos de cinco marchas, o Twist chega às concessionárias da marca em novembro.
Na parte visual, a Honda tentou dar um ar de robustez ao Fit. Na dianteira, o pára-choque tem design diferenciado, com detalhes em alumínio, e faróis com máscara negra (faróis de neblina são de série).
Na traseira, as lanternas translúcidas são escurecidas e o pára-choque ganhou uma moldura prata - recurso usado por praticamente todas montadoras para "renovar" ou "dar um ar aventureiro" às traseiras de seus veículos. Nas laterais, destaque para as molduras nos pára-lamas.

Outros detalhes incrementam o visual mais esportivo. Foram inseridos o novo emblema Twist, rack longitudinal de teto, protetores sob as portas na cor alumínio fosco e retrovisores externos com repetidor, e as rodas de 16 polegadas com novo design.
Por dentro, alguns detalhes prateados foram incorporados ao acabamento, mas nada de grandioso. Já o porta-malas recebeu um piso de carpete impermeável que não permite a passagem de resíduos - bom para quem mergulha, surfa e faz outras atividades relacionadas à água.
Rádio/CD Player não combina com o painel
Junto com o Fit Twist chegam vários acessórios que serão vendidos nas concessionárias, como rack transversal, suporte para bike e faixas de personalização para capô e teto. O veículo ainda terá duas cores exclusivas: o Cinza Mocca e Azul Denim.

Mecanicamente, nada muda. O motor escolhido para "se aventurar" é o 1.5 16V, que desenvolve 115 cv de potência com gasolina e 116 cv com etanol - 14,8 kgf.m a 4.800 rpm de torque com qualquer combustível.
Se você sempre quis um Fit com "algo mais" no quesito visual, o Twist é a melhor opção de fábrica, ainda mais porque todas as qualidades (e defeitos) do modelo continuam lá. Mas, se quiser pegar uma estrada de terra, saiba que o Twist passa longe da melhor opção. Na minha opinião, a versão EX ainda vale mais a pena - embora eu ainda lamente que a Honda tenha perdido a chance de tornar o Fit 2013 o "carro definitivo".
Fontos: Honda/Divulgação

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Confira o primeiro album de fotos do Salão do Automóvel de São Paulo 2012 do De 0 a 100

Agradeço ao amigo Bruno Medina por ter me passado as fotos. Realmente o Salão do Automóvel de São Paulo de 2012 foi visivelmente melhor do que o de 2010. Tivemos lançamentos mais importantes e várias outras atrações mais legais.

Espero que vocês gostem das imagens!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

No Salão, Honda deixa suas principais novidades para depois, como Civic 2.0, Civic Si e chegada da Acura

Começando alguns posts sobre as novidades anunciadas no Salão do Automóvel, a Honda trouxe mais atrações "para depois" do que "para agora" no evento em São Paulo: Civic 2.0, Civic Si Coupé, ampliação da fábrica no Brasil, novo Accord, chegada da Acura - tudo a partir de 2013. De concreto mesmo, já para novembro, apenas o "aventureiro" Fit Twist, que você confere no post seguinte.

Veja as atrações "para depois" que a Honda exibe no Salão de São Paulo.
2013
A marca japonesa fará um investimento de R$ 100 milhões nos próximos dois anos para ampliar a sua planta no país. As instalações e equipamentos da área de pesquisa e desenvolvimento serão renovados, e uma nova área será construída até o final de 2013 nas dependências da fábrica em Sumaré (SP). Com isso, sua capacidade de produção aumentará, e será possível abrir espaço na linha para um veículo inédito, como um SUV compacto. Se a Honda demorou 15 anos para vender 1 milhão de veículos (1997 a 2012), ela quer repertir este número em cinco anos.

Continuando o que está previsto para 2013, as principais novidades estão relacionadas ao motor 2.0 flex. Em fevereiro do ano que vem chega a linha 2014 do Civic 2.0 nas versões LXR e EXR, que substituirão, respectivamente, a LXL (intermediária) e a EXL (topo de linha). A LXS continuará existindo, mas apenas com propulsor o 1.8 16V flex atual (139/140 cv).
Com 150 cv de potência e 19,3 mkgf de torque com gasolina e 155 cv e 19,5 mkgf com etanol, a motorização 2.0 16V dispensa tanque para partida a frio. Com o novo sistema, ao destravar as portas, um conjunto de aquecedores entra em ação diretamente na linha de combustível tornando a temperatura, principalmente do etanol, ideal para compor uma mistura ar/combustível pronta para entrar em combustão imediata.

Outra novidade é que todas as versões do Honda Civic serão equipadas com a tecnologia Bluetooth, que permite ao motorista atender chamadas sem a necessidade de manuseio do celular e sem tirar as mãos do volante.

Civic LXR e EXR 2.0 serão vendidos exclusivamentes com câmbio automático com paddle-shift. Já o LXS 1.8 poderá ser encontrado com transmissão automática de cinco marchas ou manual de seis velocidades (novidade).
Em termos de equipamentos, as versões LXR e EXR têm faróis de neblina de série. A topo de linha EXR tem ainda airbags laterais. O revestimento do porta-malas também passou por alterações, ganhando um forro especial, agora também presente na versão LXS. As versões LXR e EXR apresentam ainda o revestimento das alças do porta-malas.

Toda linha Civic 2014 trará, de série, chave tipo canivete, freio a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, direção com assistência elétrica, ar-condicionado digital, sistema ECON (que faz a condução tornar-se mais econômica), além da central i-MID, que exibe em uma tela de LCD colorida de 5 polegadas diversas informações e opera como interface para customização do veículo, sendo que seus comandos estão localizados no volante.

Em abril de 2013 chega o CR-V 2.0 flex, com o mesmo motor do Civic. As versões LX 4x2 e EXL 4x4, ambas com câmbio automático, mantêm a boa lista de equipamentos de série atual, mas receberão chave tipo canivete. A LX também passa a contar com o sistema Bluetooth.
Fechando o pacote, ainda em 2013 chega ao Brasil a nona geração do Accord.Com design revisto, mais refinamento na construção e muitos itens de conforto e segurança, o sedã será vendido nas versões EX 2.4 16V (185 cv e câmbio automático de 5 marchas) e EX V6 3.5 24V (278 cv e câmbio automático de 6 marchas). Ambas as versões possuem "novidades", como o sistema Bluetooth (que já deveria ser de série há muito tempo), enquanto a topo de linha recebeu também iluminação dos faróis dianteiros em led.
2014
Para 2014 teremos a volta de quem nunca deveria ter partido: Civic Si. Mas, dessa vez, ele será comercializado na carroceria coupé. Sem dúvida, o destaque do modelo é o seu motor quatro cilindros i-VTEC 2.4 16V capaz de gerar 201 cv de potência e 23,5 kgfm de torque a 4.400 rpm, com pico de 7.000 rpm, com câmbio manual de 6 marchas.
Mas seu visual também é chamativo. As duas portas, juntamente com alguns detalhes de design, tornam o carro muito mais bonito e esportivo. Na traseira, o aerofólio é integrado à tampa do porta-malas, que perdeu as horrorosas luzes "chinesas" da versão normal do Civic.

O Honda Civic Si virá equipado com teto solar, controle de estabilidade (VSA), direção eletricamente assistida (EPS), freio ABS com EBD, rodas de liga leve têm 17", volante revestido em couro, airbag duplo frontal e airbag lateral do tipo cortina.
Fechando as novidades de 2014, Fit e City vão passar por mudanças mais expressivas.

2015
Outro grande anúncio da Honda em São Paulo é a chegada da linha Acura ao Brasil em 2015. Os modelos que serão vendidos por aqui ainda não foram definidos, mas a marca trouxe a versão conceito da nova geração do NSX para o Salão do Automóvel, juntamente com o sedã ILX e o SUV RDX.
Acura NSX Concept
Fotos: Honda/Divulgação