JULIA BORBA - de Brasília
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira (31) que o governo não pretende prorrogar a redução do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) para carros. Segundo ele, a venda de veículos deve bater recorde em julho deste ano, com 360 mil unidades vendidas.
"Se isso ocorrer - e ate agora já foram mais de 340 mil - este será o melhor julho de toda serie histórica, o maior volume de vendas da indústria automobilística no mês de julho. Portanto, o programa de estímulo foi muito bem sucedido", afirmou Mantega.
Em maio o governo decidiu reduzir o IPI, como forma de impulsionar a indústria, que vinha em processo de desaceleração. O incentivo deve terminar em 31 de agosto. "Não está em cogitação nesse momento a prorrogação da redução do IPI. Isso foi o que nós combinamos e é o que estamos cumprindo", disse o ministro.
Em outras ocasiões em que o IPI foi reduzido para estimular a economia - entretanto, houve prorrogação da medida. A decisão foi tomada após o governo ter anunciado que não manteria o imposto menor por um prazo maior que o previsto.
De acordo com Mantega, a medida foi tomada "em função da queda das vendas que estava ocorrendo e do acúmulo de estoques nas fábricas, o que poderia dar início a um processo de demissões". "Estávamos preocupados com os projetos da indústria que tem grande participação na geração de empregos e no desenvolvimento do país", disse.
Segundo o ministro, foi feito um "pacto" com a indústria: o governo reduziria o IPI e, em contrapartida, o setor se comprometeu a manter ou aumentar o nível de empregos.
De acordo com o ministro da Fazenda, ainda não foram divulgados os números para a geração de empregos para o setor no mês de julho, mas até junho o resultado era positivo. "Em junho foram criados 1.900 postos novos, portanto, foi cumprido o compromisso de não demissão", afirmou Mantega.
Dados divulgados pelo ministério mostram que o setor empregou 146,9 mil pessoas em junho, frente aos 144,9 funcionários registrados em maio.
Ainda de acordo com informações do Ministério da Fazenda, a importação de veículos, que vinha atrapalhando a produção nacional, vem caindo fortemente em razão das medidas adotadas pelo governo e pelo câmbio favorável. "Em junho a queda nas importações foi de 30%. Com isso, o mercado brasileiro volta a ser ocupado pelo produto nacional", disse o ministro.
CRISE
Segundo o ministro Guido Mantega, os programas de investimento feitos pelo setor, entre 2012 e 1015, devem representar R$ 22 bilhões. "O valor está programado, mas só vai ocorrer se o mercado continuar crescendo", afirmou.
Para ele, a situação do Brasil se destaca frente ao cenário de crise mundial. Para ele, economia nacional continua "dinâmica e virtuosa" e que por isso os trabalhadores brasileiros não estariam percebendo a crise.
"O setor automotivo, por exemplo, está cumprindo a sua parte e nós continuaremos avaliando isso. Ainda temos um mês com redução do IPI e o setor deve continuar cumprindo o compromisso de continuar contratando", assegurou.
Ainda segundo Mantega, o segundo semestre será melhor para a economia brasileira como um todo. "A economia está se aquecendo lentamente. A fase mais difícil foi superanda, quando houve desaceleração da atividade econômica. Portanto, não tenho preocupação em relação a isso. Situação mais favorável daqui pra frente", afirmou.
GM
Mantega também comentou a situação da GM e afirmou que, segundo os números apresentados pela empresa, o saldo de empregos está positivo. "Saíram matérias nos últimos dias, dizendo que a GM estava demitindo, portanto não cumprindo os compromissos, mas verificamos que eles estão admitindo mais do que demitindo", disse.
O ministro destacou que este indicador não significa que não tenham ocorrido demissões. "É o saldo entre demissões e admissões. As contratações tiveram volume maior e isso é normal em todas as indústrias."
"Há problemas localizados em São José dos Campos [SP]. Não cabe ao governo entrar nos detalhes, é [um assunto] da organização interna da empresa", afirmou o ministro. "O que nos interessa é que GM tenha saldo positivo e esteja contratando, e isso está sendo cumprido", emendou.
Especificamente sobre o caso da GM, Mantega disse também que não cabe ao Ministério da Fazenda administrar conflitos específicos trabalhistas. Esta tarefa caberia ao Ministério do Trabalho. "Do ponto de vista do acordo de desoneração, o prometido está sendo cumprindo", reforçou.
Nesta manhã, Mantega se encontrou com o diretor de Relações Institucionais da GM, Luiz Moan, e saiu da reunião dizendo estar "satisfeito" sob o ponto de vista do acordo feito pelo governo com o setor.
O encontro serviu para que o governo pudesse pedir esclarecimentos sobre as ameaças de demissões na fábrica da montadora em São José dos Campos. "Este é um caso pontual, provocado pela realocação de investimentos produtivos. Temos esse problema em uma das fábricas e o pessoal foi admitido em outras unidades fabris", disse o diretor da GM, Luiz Moan.
Segundo ele, o compromisso da companhia é de negociar de maneira cautelosa, com o sindicato e com o Ministério do Trabalho, como ficará a situação dos funcionários. "Teremos uma próxima reunião no dia 4 próximo, onde a GM espera receber do sindicato ideias para o melhor tratamento da situação", destacou.
Moan informou ainda que a geração de empregos nas fábricas da GM passou de 1.848 vagas no início de 2008 para 2.063 vagas em 2012. O diretor reconheceu, no entanto, que deve haver desligamentos devido a esse reposicionamento de investimentos.
"Temos excedente em uma das fábricas de São José dos Campos, temos o compromisso de negociação cautelosa com o sindicato", comentou o diretor da GM.
PARALISAÇÃO
Os trabalhadores da fábrica de São José pararam a produção por aproximadamente uma hora nesta terça-feira. A ação faz parte de uma série de manifestações que os operários, encabeçados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, vêm realizando em protesto à ameaça da companhia de fechar a linha de MVA da unidade e demitir 1.500 trabalhadores.
O MVA é o setor responsável pelas marcas Corsa, Classic, Zafira e Meriva, que seriam descontinuadas ou transferidas para outras unidades da companhia, segundo o sindicato. A empresa adiou para o fim desta semana qualquer decisão sobre o futuro da fábrica.
Fonte: Folha de S. Paulo
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terça-feira, 31 de julho de 2012
Governo descarta prorrogar IPI reduzido para carros, diz Mantega
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Com visual feio, Chevrolet Spin é um carro legal. Mas poderia ser menos simples
Fui conhecer o Chevrolet Spin de perto e fiquei impressionado com a feiura do modelo. Parece que algo deu errado e que foram tentando consertar, e consertar e, subitamente, o tempo acabou e sobrou o que vemos hoje nas concessionárias e ruas: um carro esquisito, que entra para o seleto hall das "beldades" automotivas nacionais.
Tenho profundo respeito pelo Diretor de Design da GM América do Sul, Carlos Barba - e o admiro por tentar fazer algo diferente. Mas, desde o Agile, meu gosto e o dele não se batem muito. Não fui com a cara do hatch, nem do sedã Cobalt e agora não gosto do monovolume Spin - apenas a Montana me agradou. O bom é que beleza é um item subjetivo. Logo, o carro ser feio não significa que ele seja ruim. E esse é o caso do Spin, um feio legal.
Quando me deparei com o novo Chevrolet, pensei, inicialmente, com a cabeça do dono de um Meriva, e logo fiquei animado. Acabamento melhor, aproveitamento mais eficiente do espaço, câmbio automático de verdade (e de seis marchas!), motor 1.8 mais potente que o 1.4 e mais econômico que o "antigo" 1.8; ABS e airbag duplo de série. E tem ainda a possibilidade de levar sete pessoas! Eu trocaria o meu Meriva na hora.
Por outro lado, o dono do (mais) familiar Zafira vai olhar meio atravessado. Trocar o consagrado (e ultrapassado) motor 2.0 com 140 cv de potência por um 1.8 de míseros 108 cv? Perder o excelente sistema interno de bancos (Flex-7) para adotar uma solução comum, como do rival Nissan Livina? Comprar um carro maior que parece menor? Vou pagar menos, mas minha família ficará confortável como antes? Eu poderia até comprar o Spin, mas olharia os concorrentes com mais calma.
Pensando agora com a cabeça de quem não é dono dos falecidos Meriva e Zafira, fiquei com a sensação de, ao invés de flexibilidade e espaço, os engenheiros da Chevrolet pensaram em outra palavra para definir o Spin: simplicidade.
Não preciso nem dizer que o visual ficou simples, sem inspiração. O acabamento não é mal feito, mas é bem simples (reparem nas costuras dos bancos). Já o velho conhecido motor 1.8 8V Flexpower evoluiu em vários aspectos, mas foi simplificado em termos de potência e torque, virando 1.8 8V Econo.Flex. Os 112/114 cv a 5.600 rpm e 17,7 mkgf a 2.800 rpm deram lugar a 106/108 cv a 5.400/5.600 rpm e 16,4/17,1 mkgf a 3.200 rpm. Tudo para simplificar os números de consumo e emissões.
O que dizer do sistema de bancos então? Pode até parecer uma evolução em relação ao Meriva, mas onde estão as mesinhas tipo avião (faz muita diferença para uma familha com filhos pequenos)? E o banco traseiro corrediço, com terceira fileira de bancos que se esconde? Os diferenciais deram lugar ao simples e normal, como no Livina e no Grand Livina - modelos que, aliás, serviram de referência para a proposta do Spin, que, com a mesma carroceria, pode levar cinco ou sete ocupantes.
Mas o Spin também trouxe evoluções e incrementos, como a lista de equipamentos de série: as duas versões do modelo, LT e LTZ, vêm equipadas com ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS com EBD, airbag duplo; trio elétrico; alarme, trava de segurança suplementar nas portas traseiras (trava para crianças); coluna de direção regulável em altura e banco traseiro/segunda fileira de bancos com encosto dividido 40/60, com ajuste do encosto em 2 posições, rebatível em 2 posições e 2 apoios sólidos para cabeça com regulagem de altura; entre outros itens. Poderia ser até um pouco mais, mas todos os ocupante tem conforto e segurança.
Outra evolução está no câmbio. Se o motor 1.8 é simples demais e a transmissão manual de cinco marchas é comum, o câmbio automático de seis velocidades, vindo do irmão mais refinado Cruze, é um belo destaque. Com trocas sequenciais, ele tem funcionamento suave e eficiente. Uma pena que o propulsor Econo.Flex não é moderno e elástico o suficiente para aproveitar bem essa transmissão. Realmente fica devendo.
Com 4,36 m de comprimento, 1,664 m de altura, 1,735 m de lagura (1,932 m com espelhos) e 2,620 m de distância entre-eixos, o Chevrolet Spin ficou com espaço interessante na frente e limitado nos bancos traseiros. Sentando na terceira fileira de bancos, fiquei com a sensação de mais aperto do que na Zafira e de mais espaço do que no Grand Livina.
Segundo a marca, na versão para sete lugares há 23 combinações de posicionamento dos bancos, tudo para tornar o modelo mais versátil internamente. Os objetos na cabine podem ser guardados em 32 porta-trecos. O porta-malas, de acordo com a GM, é o maior da categoria: 710 litros na versão de cinco lugares (e apenas 162 l na versão de sete lugares - menor do que do Ford Ka), podendo chegar a 1.168 litros com os bancos rebatidos.
Para minivanizar o Spin, a Chevrolet elevou a posição de dirigir em 6 cm em relação ao Cobalt. Do sedão também veio a suspensão, que recebeu uma calibragem específica, mais adequada à carroceria do monovolume.
Empolgada com as altas vendas do Cobalt, responsável por 31.257 emplacamentos de janeiro a junho de 2012 (5.209 carros em média por mês), a Chevrolet espera emplacar 2.800 unidades da minivan Spin por mês, o que pode acontecer, levando em consideração que os preços praticados atualmente, com a redução do IPI, são relativamente atraentes.
Conheça os preços e os equipamentos:
Chevrolet Spin LT MT – R$ 44.590 (R9J)
Chevrolet Spin LT MT – R$ 45.990 (R9J + R9R)
Chevrolet Spin LT AT – R$ 49.690 (R9J + R9R + R9T)
Chevrolet Spin LTZ MT – R$ 50.990 (R9P)
Chevrolet Spin LTZ AT – R$ 54.690 (R9P + R9Q)
. R9J: ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS com EBD, airbag duplo; trio elétrico; alarme, trava de segurança suplementar nas portas traseiras (trava para crianças); coluna de direção regulável em altura e banco traseiro/segunda fileira de bancos com encosto dividido 40/60, com ajuste do encosto em 2 posições, rebatível em 2 posições e 2 apoios sólidos para cabeça com regulagem de altura.
. R9R: rodas de alumínio de 15" com pneus 195/65 R15, rádio AM/FM com CD/MP3 Player / Bluetooth / entrada USB e entrada auxiliar, 4 alto-falantes;
. R9T: R9R + câmbio automático de seis marchas, controlador da velocidade de cruzeiro
. R9P: 7 lugares / Direção Hidráulica / Ar Condicionado / Travas Elétricas das portas e porta-malas / chave tipo canivete com controle remoto de destravamento das portas / protetor de cárter / banco do motorista com regulagem em altura / banco traseiro bipartido 60/40 e rebatíveis / rodas de aço com calotas integrais de 15" com pneus 195/65 R15 / vidros elétricos / alarme com acionamento por controle remoto na chave tipo canivete / coluna de direção com regulagem em altura / cobertura dos retrovisores externos e maçanetas externas das portas na cor do veículo / grade dianteira integrada ao pára-choque com detalhes cromados / interior com acabamento em dois tons / airbag duplo frontal e freios ABS com EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem) / rodas de alumínio diferenciadas de 15" com pneus 195/65 R15 / rádio AM/FM com CD/MP3 Player / Bluetooth / entrada USB e entrada auxiliar / 4 alto-falantes / Bagageiro no teto / computador de bordo / faróis e lanternas de neblina / espelhos retrovisores externos com regulagem elétrica / maçanetas internas das portas cromadas / controles do ar condicionado com detalhes cromados / Bancos em tecido diferenciado na cor bege com detalhes em couro e detalhes na cor café / Volante com comandos para acessar as funções do sistema de som / Faróis com tratamento escurecido e regulagem de altura / Sensor de estacionamento
Com o retorno do IPI, o Spin LT vai subir de R$ 44.590 para aproximadamente R$ 47.700, Já o LTZ subirá de R$ 50.990 para cerca de R$ 54.500 (R$ 58.500 automático). Sorte da Chevrolet que os concorrentes também ficarão mais caros. Mas, mesmo assim, bem que a marca poderia manter os valores praticados atualmente. A chance de sucesso aumentaria ainda mais. O Chevrolet Spin tem garantia de 3 anos.
Mercado
A chegada do Chevrolet Spin mexe com o mercado de minivans no Brasil. Isso porque a presença do Meriva estava cada vez mais fraca. A Honda já lançou a linha 2013 do Fit, que, na minha opinião, mesmo com o elevado preço, ainda é o melhor carro do segmento - embora a marca japonesa tenha perdido a grande chance de tornar o seu modelo o "veículo definitivo".
Já a Fiat mudou o visual externo do Idea para a linha 2011 e agora, para a 2013, deu uma tímida repaginada no interior do veículo, além de reduzir o número de versões ofertadas, tentando fazer o seu modelo manter o fôlego no mercado nacional.
A Nissan continua firme e forte com o nacional Livina, mantendo preços agressivos e boa relação custo/benefício. Só espero que a marca faça um invesimento severo em acabamento na proxima mudança de linha do veículo. Já a Jac aposta no preço (que não é tão baixo) e no motor 2.0 16V para fazer o seu J6 brilhar.
Por último temos a Citroën, que deu uma melhorada interessante no C3 Picasso para a linha 2013. O modelo ganhou a opção do motor 1.5 8V flex (89/93 cv e 13,4/14,2 mkgf) - que aposenta o 1.4 flex (80/82 cv e 12,6 mkgf); recebeu o atualizado motor 1.6 16V EC5 (115/122 cv e 15,5/16,4 mkgf), que possui a tecnologia Flexstart (que dispensa o tanque de partida a frio); e passou a ser equipado, de série, em todas as versões, com ar-condicionado, direção hidráulica, airbag duplo e ABS. Uma pena que os valores pedidos pela marca francesa também sejam altos demais: 1.5 GL – R$ 45.600; 1.5 GLX – R$ 48.500; 1.6 GLX BVA – R$ 53.500; 1.6 Exclusive – R$ 55.500; 1.6 Exclusive BVA – R$ 58.900.
Emplacamentos no Brasil (janeiro a junho de 2012)
. Honda Fit - 14.935 unidades
. Fiat Idea - 11.029 unidades
. Chevrolet Meriva - 8.035 unidades
. Nissan Livina - 6.223 unidades
. Citroën C3 Picasso - 3.835 unidades
. Jac J6 - 1.337 unidades
Tenho profundo respeito pelo Diretor de Design da GM América do Sul, Carlos Barba - e o admiro por tentar fazer algo diferente. Mas, desde o Agile, meu gosto e o dele não se batem muito. Não fui com a cara do hatch, nem do sedã Cobalt e agora não gosto do monovolume Spin - apenas a Montana me agradou. O bom é que beleza é um item subjetivo. Logo, o carro ser feio não significa que ele seja ruim. E esse é o caso do Spin, um feio legal.
Quando me deparei com o novo Chevrolet, pensei, inicialmente, com a cabeça do dono de um Meriva, e logo fiquei animado. Acabamento melhor, aproveitamento mais eficiente do espaço, câmbio automático de verdade (e de seis marchas!), motor 1.8 mais potente que o 1.4 e mais econômico que o "antigo" 1.8; ABS e airbag duplo de série. E tem ainda a possibilidade de levar sete pessoas! Eu trocaria o meu Meriva na hora.
Por outro lado, o dono do (mais) familiar Zafira vai olhar meio atravessado. Trocar o consagrado (e ultrapassado) motor 2.0 com 140 cv de potência por um 1.8 de míseros 108 cv? Perder o excelente sistema interno de bancos (Flex-7) para adotar uma solução comum, como do rival Nissan Livina? Comprar um carro maior que parece menor? Vou pagar menos, mas minha família ficará confortável como antes? Eu poderia até comprar o Spin, mas olharia os concorrentes com mais calma.
Pensando agora com a cabeça de quem não é dono dos falecidos Meriva e Zafira, fiquei com a sensação de, ao invés de flexibilidade e espaço, os engenheiros da Chevrolet pensaram em outra palavra para definir o Spin: simplicidade.
Não preciso nem dizer que o visual ficou simples, sem inspiração. O acabamento não é mal feito, mas é bem simples (reparem nas costuras dos bancos). Já o velho conhecido motor 1.8 8V Flexpower evoluiu em vários aspectos, mas foi simplificado em termos de potência e torque, virando 1.8 8V Econo.Flex. Os 112/114 cv a 5.600 rpm e 17,7 mkgf a 2.800 rpm deram lugar a 106/108 cv a 5.400/5.600 rpm e 16,4/17,1 mkgf a 3.200 rpm. Tudo para simplificar os números de consumo e emissões.
O que dizer do sistema de bancos então? Pode até parecer uma evolução em relação ao Meriva, mas onde estão as mesinhas tipo avião (faz muita diferença para uma familha com filhos pequenos)? E o banco traseiro corrediço, com terceira fileira de bancos que se esconde? Os diferenciais deram lugar ao simples e normal, como no Livina e no Grand Livina - modelos que, aliás, serviram de referência para a proposta do Spin, que, com a mesma carroceria, pode levar cinco ou sete ocupantes.
Mas o Spin também trouxe evoluções e incrementos, como a lista de equipamentos de série: as duas versões do modelo, LT e LTZ, vêm equipadas com ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS com EBD, airbag duplo; trio elétrico; alarme, trava de segurança suplementar nas portas traseiras (trava para crianças); coluna de direção regulável em altura e banco traseiro/segunda fileira de bancos com encosto dividido 40/60, com ajuste do encosto em 2 posições, rebatível em 2 posições e 2 apoios sólidos para cabeça com regulagem de altura; entre outros itens. Poderia ser até um pouco mais, mas todos os ocupante tem conforto e segurança.
Outra evolução está no câmbio. Se o motor 1.8 é simples demais e a transmissão manual de cinco marchas é comum, o câmbio automático de seis velocidades, vindo do irmão mais refinado Cruze, é um belo destaque. Com trocas sequenciais, ele tem funcionamento suave e eficiente. Uma pena que o propulsor Econo.Flex não é moderno e elástico o suficiente para aproveitar bem essa transmissão. Realmente fica devendo.
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| Passageiro do meio atrás sofre com a segurança reduzida, sem cinto de 3 pontos e apoio de cabeça |
Com 4,36 m de comprimento, 1,664 m de altura, 1,735 m de lagura (1,932 m com espelhos) e 2,620 m de distância entre-eixos, o Chevrolet Spin ficou com espaço interessante na frente e limitado nos bancos traseiros. Sentando na terceira fileira de bancos, fiquei com a sensação de mais aperto do que na Zafira e de mais espaço do que no Grand Livina.
Segundo a marca, na versão para sete lugares há 23 combinações de posicionamento dos bancos, tudo para tornar o modelo mais versátil internamente. Os objetos na cabine podem ser guardados em 32 porta-trecos. O porta-malas, de acordo com a GM, é o maior da categoria: 710 litros na versão de cinco lugares (e apenas 162 l na versão de sete lugares - menor do que do Ford Ka), podendo chegar a 1.168 litros com os bancos rebatidos.
Para minivanizar o Spin, a Chevrolet elevou a posição de dirigir em 6 cm em relação ao Cobalt. Do sedão também veio a suspensão, que recebeu uma calibragem específica, mais adequada à carroceria do monovolume.
Empolgada com as altas vendas do Cobalt, responsável por 31.257 emplacamentos de janeiro a junho de 2012 (5.209 carros em média por mês), a Chevrolet espera emplacar 2.800 unidades da minivan Spin por mês, o que pode acontecer, levando em consideração que os preços praticados atualmente, com a redução do IPI, são relativamente atraentes.
Conheça os preços e os equipamentos:
Chevrolet Spin LT MT – R$ 44.590 (R9J)
Chevrolet Spin LT MT – R$ 45.990 (R9J + R9R)
Chevrolet Spin LT AT – R$ 49.690 (R9J + R9R + R9T)
Chevrolet Spin LTZ MT – R$ 50.990 (R9P)
Chevrolet Spin LTZ AT – R$ 54.690 (R9P + R9Q)
. R9J: ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS com EBD, airbag duplo; trio elétrico; alarme, trava de segurança suplementar nas portas traseiras (trava para crianças); coluna de direção regulável em altura e banco traseiro/segunda fileira de bancos com encosto dividido 40/60, com ajuste do encosto em 2 posições, rebatível em 2 posições e 2 apoios sólidos para cabeça com regulagem de altura.
. R9R: rodas de alumínio de 15" com pneus 195/65 R15, rádio AM/FM com CD/MP3 Player / Bluetooth / entrada USB e entrada auxiliar, 4 alto-falantes;
. R9T: R9R + câmbio automático de seis marchas, controlador da velocidade de cruzeiro
. R9P: 7 lugares / Direção Hidráulica / Ar Condicionado / Travas Elétricas das portas e porta-malas / chave tipo canivete com controle remoto de destravamento das portas / protetor de cárter / banco do motorista com regulagem em altura / banco traseiro bipartido 60/40 e rebatíveis / rodas de aço com calotas integrais de 15" com pneus 195/65 R15 / vidros elétricos / alarme com acionamento por controle remoto na chave tipo canivete / coluna de direção com regulagem em altura / cobertura dos retrovisores externos e maçanetas externas das portas na cor do veículo / grade dianteira integrada ao pára-choque com detalhes cromados / interior com acabamento em dois tons / airbag duplo frontal e freios ABS com EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem) / rodas de alumínio diferenciadas de 15" com pneus 195/65 R15 / rádio AM/FM com CD/MP3 Player / Bluetooth / entrada USB e entrada auxiliar / 4 alto-falantes / Bagageiro no teto / computador de bordo / faróis e lanternas de neblina / espelhos retrovisores externos com regulagem elétrica / maçanetas internas das portas cromadas / controles do ar condicionado com detalhes cromados / Bancos em tecido diferenciado na cor bege com detalhes em couro e detalhes na cor café / Volante com comandos para acessar as funções do sistema de som / Faróis com tratamento escurecido e regulagem de altura / Sensor de estacionamento
Com o retorno do IPI, o Spin LT vai subir de R$ 44.590 para aproximadamente R$ 47.700, Já o LTZ subirá de R$ 50.990 para cerca de R$ 54.500 (R$ 58.500 automático). Sorte da Chevrolet que os concorrentes também ficarão mais caros. Mas, mesmo assim, bem que a marca poderia manter os valores praticados atualmente. A chance de sucesso aumentaria ainda mais. O Chevrolet Spin tem garantia de 3 anos.
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| Nesta foto, Spin parece ser até bonito |
A chegada do Chevrolet Spin mexe com o mercado de minivans no Brasil. Isso porque a presença do Meriva estava cada vez mais fraca. A Honda já lançou a linha 2013 do Fit, que, na minha opinião, mesmo com o elevado preço, ainda é o melhor carro do segmento - embora a marca japonesa tenha perdido a grande chance de tornar o seu modelo o "veículo definitivo".
Já a Fiat mudou o visual externo do Idea para a linha 2011 e agora, para a 2013, deu uma tímida repaginada no interior do veículo, além de reduzir o número de versões ofertadas, tentando fazer o seu modelo manter o fôlego no mercado nacional.
A Nissan continua firme e forte com o nacional Livina, mantendo preços agressivos e boa relação custo/benefício. Só espero que a marca faça um invesimento severo em acabamento na proxima mudança de linha do veículo. Já a Jac aposta no preço (que não é tão baixo) e no motor 2.0 16V para fazer o seu J6 brilhar.
Por último temos a Citroën, que deu uma melhorada interessante no C3 Picasso para a linha 2013. O modelo ganhou a opção do motor 1.5 8V flex (89/93 cv e 13,4/14,2 mkgf) - que aposenta o 1.4 flex (80/82 cv e 12,6 mkgf); recebeu o atualizado motor 1.6 16V EC5 (115/122 cv e 15,5/16,4 mkgf), que possui a tecnologia Flexstart (que dispensa o tanque de partida a frio); e passou a ser equipado, de série, em todas as versões, com ar-condicionado, direção hidráulica, airbag duplo e ABS. Uma pena que os valores pedidos pela marca francesa também sejam altos demais: 1.5 GL – R$ 45.600; 1.5 GLX – R$ 48.500; 1.6 GLX BVA – R$ 53.500; 1.6 Exclusive – R$ 55.500; 1.6 Exclusive BVA – R$ 58.900.
Emplacamentos no Brasil (janeiro a junho de 2012)
. Honda Fit - 14.935 unidades
. Fiat Idea - 11.029 unidades
. Chevrolet Meriva - 8.035 unidades
. Nissan Livina - 6.223 unidades
. Citroën C3 Picasso - 3.835 unidades
. Jac J6 - 1.337 unidades
Fotos: Chevrolet/Divulgação
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
Alta Roda - Lançamentos em cadeia
O calendário está ficando cada vez mais curto para tantas novidades no mercado brasileiro, sem contar o que chega do exterior de países que não Argentina e México, com os quais o BrasilL fez acordos comerciais e taxação diferenciada. O monovolume Chevrolet Spin e as novas picapes Ford Ranger foram apresentadas à imprensa com intervalo de três dias. As vendas de ambos começam ao longo deste mês.
O Spin, baseado na mesma plataforma do Cobalt, toma o lugar do Meriva e acrescenta uma versão de sete lugares. O Zafira, também de sete lugares, na prática deixou de ter um sucessor, pois se derivava do médio-compacto Astra e a distância entre-eixos era 8 cm maior. Curiosamente, o Spin é 2,5 cm mais comprido que o Zafira, mas se trata de veículos de conceitos e gerações diferentes. Na Europa, a Opel produz Meriva e Zafira bastante diferentes entre si e do que deixou de ser produzido aqui.
Livina e Grand Livina (sete lugares), Idea e C3 Picasso, além do chinês J6, são rivais em um segmento que encolheu ao passar do tempo com o avanço de sedãs e SUVs. Esteticamente o Spin não empolga, em especial na harmonia entre frente e traseira. A configuração interna reserva bom espaço para cabeça, pernas e ombros: ora perde, ora ganha por diferenças milimétricas dos concorrentes da Nissan e da Fiat. Na média, um pouco melhor.
Painel e acabamento, iguais ao do Cobalt, apostam na boa relação custo-benefício. A terceira fileira de bancos, previsivelmente, tem acesso razoável para entrar e nem tanto para sair. O Chevrolet destaca 32 porta-objetos e maior porta-malas (5 lugares, 710 litros; 7 lugares, 162 litros apenas). Entre os acessórios de concessionárias há câmera de ré.
Seu motor de 1,8 litro (108 cv/17,1 kgfm) ficou mais econômico, porém perdeu potência e torque em relação ao anterior, fato desabonador. Preços demonstram que poderá segurar a liderança entre os seus pares: LT parte de R$ 44.590 e LTZ, de R$ 50.990. Por pouco menos de R$ 4.000, LTZ pode vir com câmbio automático de 6 marchas e controle de cruzeiro.
Quanto à Ranger, a Ford executou um trabalho realmente forte. Investiu mais de US$ 1 bilhão, recriou tudo na sua picape média e cobriu quase todo o espectro do segmento. A oferta impressiona: três motores (dois a diesel e um flex), três caixas de câmbio (duas manuais de 5 ou 6 marchas e automática, de 6), quatro versões de acabamento, cabines dupla e simples, tração 4x2 (só com motor flex) e 4x4. O motor diesel, um 5-cilindros de 3,2 l de origem Ford, é o mais potente entre as picapes: 200 cv. Torque de 47,9 kgf.m se iguala ao da S10. O motor flex de 2,5 l/173 cv é o mesmo do novo Fusion, com diferente calibragem.
Linhas imponentes destacam a forte inclinação do para-brisa e um arco de segurança estilizado, sem exageros. O nome Ranger aparece valorizado em friso cromado frontal e na tampa da caçamba. Generosa distância entre-eixos, de 3,22 m, garante bom espaço para joelhos de quem senta no banco traseiro. Evolução marcante no interior inclui quadro de instrumentos de visual moderno e tela multimídia de 5 pol para navegador GPS. Acabamento surpreende e não existem parafusos aparentes. Câmera de ré (imagem no retrovisor) fica embutida no emblema traseiro.
Capacidade de carga – até 1,4 tonelada – e de ultrapassar cursos de água (vau) – 80 cm – também são referências na categoria. Posição de guiar assemelha-se à de um automóvel e com os mesmo recursos, nas versões mais caras, como comandos elétricos nos bancos. Suspensões e nível de ruído estão bem melhores que antes. Câmbio manual de 6 marchas mostra alguma imprecisão, mas o automático é muito bom. Controle de trajetória com oito funções e seis airbags colocam em nível alto a segurança. Os preços, bem competitivos, vão de R$ 61.900 a R$ 130.900.
Em comum, Spin e Ranger oferecem três anos de garantia total, que deveria ser o padrão no Brasil.
RODA VIVA
APENAS no primeiro semestre de 2013 a filial argentina da PSA Peugeot Citroën terá fôlego para colocar em produção o sucessor do Citroën C4 Pallas. Linhas já são conhecidas porque o carro estará à venda antes na China, como C-Elysée e C4 L (entre-eixos maior), e fotos foram divulgadas. Como de praxe, os modelos do oriente e do ocidente não serão idênticos.
NOVO Série 3, da BMW, chegou ao mercado brasileiro nas versões 328i, 245 cv (R$ 171.400 a R$ 229.950) e de topo 335i, 306 cv (R$ 294.950). Em um mês, o 320i, de menor preço e mais vendido, partirá R$ 129.950. Os valores comprovam que os importadores apertaram bem suas margens para competir. Série 3 tem ido além do esperado no mercado mundial.
TRAJETÓRIA da AMG completa 45 anos como uma operação de sucesso de “esportivação” de modelos de rua. Especializada em produtos da Mercedes-Benz, foi comprada pela marca alemã aos poucos e há sete anos é uma divisão integral da companhia. SLK 55 AMG, motor V-8 biturbo de 421 cv/55 kgfm, acaba de ser lançado no Brasil. Preço: US$ 244.900 (R$ 485.000).
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| Chevrolet/Divulgação |
Livina e Grand Livina (sete lugares), Idea e C3 Picasso, além do chinês J6, são rivais em um segmento que encolheu ao passar do tempo com o avanço de sedãs e SUVs. Esteticamente o Spin não empolga, em especial na harmonia entre frente e traseira. A configuração interna reserva bom espaço para cabeça, pernas e ombros: ora perde, ora ganha por diferenças milimétricas dos concorrentes da Nissan e da Fiat. Na média, um pouco melhor.
Painel e acabamento, iguais ao do Cobalt, apostam na boa relação custo-benefício. A terceira fileira de bancos, previsivelmente, tem acesso razoável para entrar e nem tanto para sair. O Chevrolet destaca 32 porta-objetos e maior porta-malas (5 lugares, 710 litros; 7 lugares, 162 litros apenas). Entre os acessórios de concessionárias há câmera de ré.
Seu motor de 1,8 litro (108 cv/17,1 kgfm) ficou mais econômico, porém perdeu potência e torque em relação ao anterior, fato desabonador. Preços demonstram que poderá segurar a liderança entre os seus pares: LT parte de R$ 44.590 e LTZ, de R$ 50.990. Por pouco menos de R$ 4.000, LTZ pode vir com câmbio automático de 6 marchas e controle de cruzeiro.
Quanto à Ranger, a Ford executou um trabalho realmente forte. Investiu mais de US$ 1 bilhão, recriou tudo na sua picape média e cobriu quase todo o espectro do segmento. A oferta impressiona: três motores (dois a diesel e um flex), três caixas de câmbio (duas manuais de 5 ou 6 marchas e automática, de 6), quatro versões de acabamento, cabines dupla e simples, tração 4x2 (só com motor flex) e 4x4. O motor diesel, um 5-cilindros de 3,2 l de origem Ford, é o mais potente entre as picapes: 200 cv. Torque de 47,9 kgf.m se iguala ao da S10. O motor flex de 2,5 l/173 cv é o mesmo do novo Fusion, com diferente calibragem.
Linhas imponentes destacam a forte inclinação do para-brisa e um arco de segurança estilizado, sem exageros. O nome Ranger aparece valorizado em friso cromado frontal e na tampa da caçamba. Generosa distância entre-eixos, de 3,22 m, garante bom espaço para joelhos de quem senta no banco traseiro. Evolução marcante no interior inclui quadro de instrumentos de visual moderno e tela multimídia de 5 pol para navegador GPS. Acabamento surpreende e não existem parafusos aparentes. Câmera de ré (imagem no retrovisor) fica embutida no emblema traseiro.
Capacidade de carga – até 1,4 tonelada – e de ultrapassar cursos de água (vau) – 80 cm – também são referências na categoria. Posição de guiar assemelha-se à de um automóvel e com os mesmo recursos, nas versões mais caras, como comandos elétricos nos bancos. Suspensões e nível de ruído estão bem melhores que antes. Câmbio manual de 6 marchas mostra alguma imprecisão, mas o automático é muito bom. Controle de trajetória com oito funções e seis airbags colocam em nível alto a segurança. Os preços, bem competitivos, vão de R$ 61.900 a R$ 130.900.
Em comum, Spin e Ranger oferecem três anos de garantia total, que deveria ser o padrão no Brasil.
RODA VIVA
APENAS no primeiro semestre de 2013 a filial argentina da PSA Peugeot Citroën terá fôlego para colocar em produção o sucessor do Citroën C4 Pallas. Linhas já são conhecidas porque o carro estará à venda antes na China, como C-Elysée e C4 L (entre-eixos maior), e fotos foram divulgadas. Como de praxe, os modelos do oriente e do ocidente não serão idênticos.
NOVO Série 3, da BMW, chegou ao mercado brasileiro nas versões 328i, 245 cv (R$ 171.400 a R$ 229.950) e de topo 335i, 306 cv (R$ 294.950). Em um mês, o 320i, de menor preço e mais vendido, partirá R$ 129.950. Os valores comprovam que os importadores apertaram bem suas margens para competir. Série 3 tem ido além do esperado no mercado mundial.
TRAJETÓRIA da AMG completa 45 anos como uma operação de sucesso de “esportivação” de modelos de rua. Especializada em produtos da Mercedes-Benz, foi comprada pela marca alemã aos poucos e há sete anos é uma divisão integral da companhia. SLK 55 AMG, motor V-8 biturbo de 421 cv/55 kgfm, acaba de ser lançado no Brasil. Preço: US$ 244.900 (R$ 485.000).
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Alta Roda - Perpetuar a obra
Conservar a memória de carros antigos não é missão fácil no Brasil. O poder público é totalmente omisso e cabe apenas aos abnegados e colecionadores investir na preservação. Em Brasília (DF), o Museu do Automóvel está ameaçado de despejo; o de Caçapava (SP), em estado de abandono e com veículos depenados; o da Ulbra, em Canoas (RS), fechado por dívidas da universidade que o patrocinava.
Segundo o site AutoClassic, resta uma dúzia deles, a maioria pequenos ou temáticos, basicamente em São Paulo e no Rio Grande do Sul. A alternativa para não deixar morrer o antigomobilismo tem sido exposições públicas regulares ao ar livre. Há mais de 50 delas por ano, de médio e grande portes, onde é possível apreciar o passado que influencia o presente e inspira o futuro.
Este ano se comemorou o XX Encontro Nacional de Veículos Antigos, no pátio do Tauá Grande Hotel, em Araxá, semana passada. Trata-se de exposição bienal, a mais seletiva entre as realizadas no País, iniciada em 1984. Organizado pelo Veteran Car Club, de Minas Gerais, o Brazil Classics Fiat Show 2012 reuniu cerca de 300 carros. Incluiu desfile de veteranos pelas ruas da cidade e leilão de Ferrari 365 1970, por R$ 400 mil, a Fusca 1969, por R$ 11 mil.
Troféu Roberto Lee, para o melhor da exposição, ficou com o Rolls-Royce Silver Ghost 1923, de Rubio Ferreira, fabricado em Springfield, EUA (não na Inglaterra). Troféu Lalique foi para a coleção de Cadillacs, de Nélson Rigotto. Entre carros nacionais, prêmio ao Brasinca GT 1965, de Otávio de Carvalho.
Especialista em história do automóvel, o americano-brasileiro Rexford Parker destacou alguns em nível internacional. “Maravilhosos: Aston Martin DB2, 52; Cadillac Town Car by Fleetwood, 25 e Rolls-Royce Phantom 5 James Young Touring Limousine, 64. Mais fiel ao modelo original do que o próprio ‘Best of the Show’ e do mesmo dono, o espetacular Packard Twelve Dietrich Club Sedan, 33.”
Embora sempre atraente, a exposição de 2012 perdeu um pouco de brilho em relação à de 2010, talvez pelo tempo chuvoso ter gerado desistências. Seria muito bom rever, se não todos, pelo menos a maioria dos 19 vencedores anteriores, que mereceriam um espaço à parte. Ferdinand Alexander Porsche, desenhista do 911 falecido esse ano, recebeu homenagem e localização nobre dos 10 modelos expostos.
Og Pozzoli, 82 anos, um dos maiores colecionadores do Brasil com mais de 170 carros, também reverenciado em Araxá, se preocupa em perpetuar sua obra. “Sei que um museu permanente e aberto ao público seria o melhor legado. Vários dos meus carros têm ligação íntima com a história política e econômica do País. O recinto de exposição precisaria ser grande e de fácil acesso, a exemplo da área portuária em revitalização que surge no Rio de Janeiro”, ressaltou o engenheiro de família de origem potiguar, nascido em Itaboraí (RJ), do alto de sua simpatia e longos bigodes brancos.
RODA VIVA
REAÇÃO das vendas em maio, depois da redução do IPI, foi prejudicada pela necessidade de refaturar notas fiscais. Tanto que a média diária de emplacamentos só superou em 1,3% a de abril. No acumulado do ano a queda é de quase 5%, em relação a 2011. Atraso nas entregas manteve o estoque total ainda em patamar elevado: 43 dias.
JUNHO, porém, deve ser mês recordista em vendas, apontado por Anfavea (fabricantes) e Fenabrave (concessionárias). Além de preços menores, realmente impulsiona a comercialização o aumento de aprovação de pedidos de financiamento, agora em torno de 55%, com tendência a subir. Isso apesar do índice de inadimplência ainda muito alto (5,9%).
NORMALIZAÇÃO do crédito dará fôlego à base do mercado: modelos compactos e motor de 1.000 cm³. De abril para maio, a participação deles no total de automóveis subiu ligeiramente de 38,6% para 40,6%. Vendas terão que manter médias mensais muito elevadas, até dezembro, para compensar o atraso do governo no alívio do imposto e estímulo ao crédito.
PODE parecer preocupante, em plena recuperação do mercado, GM ter aberto plano de demissões voluntárias em São José dos Campos (SP). Na realidade, essa unidade problemática em termos sindicais perdeu empregos para São Caetano do Sul (SP), onde se produzirão monovolumes Spin, substitutos de Zafira e Meriva. No geral, nível de empregos do setor é estável.
VERSÃO Sporting, do Bravo, tem decoração discreta e altura de suspensão igual à da versão realmente esportiva, a T-Jet. Com teto solar de série e outros equipamentos custa R$ 58.140, apenas R$ 5 mil sobre a versão de entrada, Essence. Melhorias no câmbio automatizado: estratégia de troca de marchas bem útil em ultrapassagens.
NADA empolgante o novo compacto da Toyota, Etios, a ser lançado em setembro. Projeto atrasou mais de três anos. Estilo, em especial do sedã, pouco atrativo. Ao contrário de outro japonês, Nissan Micra, dispensou motor de 1 litro e seu imposto menor. Painel interno tem problemas estéticos e de funcionalidade.
Segundo o site AutoClassic, resta uma dúzia deles, a maioria pequenos ou temáticos, basicamente em São Paulo e no Rio Grande do Sul. A alternativa para não deixar morrer o antigomobilismo tem sido exposições públicas regulares ao ar livre. Há mais de 50 delas por ano, de médio e grande portes, onde é possível apreciar o passado que influencia o presente e inspira o futuro.
Este ano se comemorou o XX Encontro Nacional de Veículos Antigos, no pátio do Tauá Grande Hotel, em Araxá, semana passada. Trata-se de exposição bienal, a mais seletiva entre as realizadas no País, iniciada em 1984. Organizado pelo Veteran Car Club, de Minas Gerais, o Brazil Classics Fiat Show 2012 reuniu cerca de 300 carros. Incluiu desfile de veteranos pelas ruas da cidade e leilão de Ferrari 365 1970, por R$ 400 mil, a Fusca 1969, por R$ 11 mil.
Troféu Roberto Lee, para o melhor da exposição, ficou com o Rolls-Royce Silver Ghost 1923, de Rubio Ferreira, fabricado em Springfield, EUA (não na Inglaterra). Troféu Lalique foi para a coleção de Cadillacs, de Nélson Rigotto. Entre carros nacionais, prêmio ao Brasinca GT 1965, de Otávio de Carvalho.
Especialista em história do automóvel, o americano-brasileiro Rexford Parker destacou alguns em nível internacional. “Maravilhosos: Aston Martin DB2, 52; Cadillac Town Car by Fleetwood, 25 e Rolls-Royce Phantom 5 James Young Touring Limousine, 64. Mais fiel ao modelo original do que o próprio ‘Best of the Show’ e do mesmo dono, o espetacular Packard Twelve Dietrich Club Sedan, 33.”
Embora sempre atraente, a exposição de 2012 perdeu um pouco de brilho em relação à de 2010, talvez pelo tempo chuvoso ter gerado desistências. Seria muito bom rever, se não todos, pelo menos a maioria dos 19 vencedores anteriores, que mereceriam um espaço à parte. Ferdinand Alexander Porsche, desenhista do 911 falecido esse ano, recebeu homenagem e localização nobre dos 10 modelos expostos.
Og Pozzoli, 82 anos, um dos maiores colecionadores do Brasil com mais de 170 carros, também reverenciado em Araxá, se preocupa em perpetuar sua obra. “Sei que um museu permanente e aberto ao público seria o melhor legado. Vários dos meus carros têm ligação íntima com a história política e econômica do País. O recinto de exposição precisaria ser grande e de fácil acesso, a exemplo da área portuária em revitalização que surge no Rio de Janeiro”, ressaltou o engenheiro de família de origem potiguar, nascido em Itaboraí (RJ), do alto de sua simpatia e longos bigodes brancos.
RODA VIVA
REAÇÃO das vendas em maio, depois da redução do IPI, foi prejudicada pela necessidade de refaturar notas fiscais. Tanto que a média diária de emplacamentos só superou em 1,3% a de abril. No acumulado do ano a queda é de quase 5%, em relação a 2011. Atraso nas entregas manteve o estoque total ainda em patamar elevado: 43 dias.
JUNHO, porém, deve ser mês recordista em vendas, apontado por Anfavea (fabricantes) e Fenabrave (concessionárias). Além de preços menores, realmente impulsiona a comercialização o aumento de aprovação de pedidos de financiamento, agora em torno de 55%, com tendência a subir. Isso apesar do índice de inadimplência ainda muito alto (5,9%).
NORMALIZAÇÃO do crédito dará fôlego à base do mercado: modelos compactos e motor de 1.000 cm³. De abril para maio, a participação deles no total de automóveis subiu ligeiramente de 38,6% para 40,6%. Vendas terão que manter médias mensais muito elevadas, até dezembro, para compensar o atraso do governo no alívio do imposto e estímulo ao crédito.
PODE parecer preocupante, em plena recuperação do mercado, GM ter aberto plano de demissões voluntárias em São José dos Campos (SP). Na realidade, essa unidade problemática em termos sindicais perdeu empregos para São Caetano do Sul (SP), onde se produzirão monovolumes Spin, substitutos de Zafira e Meriva. No geral, nível de empregos do setor é estável.
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| Fiat/Divulgação |
NADA empolgante o novo compacto da Toyota, Etios, a ser lançado em setembro. Projeto atrasou mais de três anos. Estilo, em especial do sedã, pouco atrativo. Ao contrário de outro japonês, Nissan Micra, dispensou motor de 1 litro e seu imposto menor. Painel interno tem problemas estéticos e de funcionalidade.
domingo, 15 de abril de 2012
Conheça o novo Chevrolet Spin sem disfarces
A revista Car and Driver conseguiu um dos flagrande mais esperados do mercado nacional em 2012: revelou o novo Chevrolet Spin sem disfarces. O modelo é bastante esperado porque chega para substituir, de uma só vez, Meriva e Zafira.
Esperei alguns dias para escrever sobre isso porque fiquei lendo a repercussão do aparecimento das imagens na internet: a maior parte das pessoas está profundamente decepcionada com o visual do veículo, que parece já nascer ultrapassado, como aconteceu com o Agile.
Eu prefiro esperar para conhecer o veículo de perto, mas compartilho da decepção inicial. Achei a "maçaneta sorriso" estranha na traseira, assim como a pequena janela localizada atrás da porta traseira. A dianteira segue a linha de design atual da Chevrolet. Mas vou esperar para analisar com mais calma.
Vejam o caso do Logan: ele é feio, mas tem boa relação custo/benefício e ótimo espaço interno e no porta-malas. Pelo visto a Chevrolet deve seguir pelo mesmo caminho - ou talvez apenas pela parte do espaço, se levarmos em consideração os altos preços do Cobalt e, principalmente, do Cruze Sport6.
O nome Spin foi revelado pelo amigo Marlos Ney Vidal, do Autos Segredos. O novo Chevrolet compartilha uma série de coisas com o espaçoso irmão Cobalt, como a plataforma. Os motores também devem ser os mesmos: 1.4 8V Econo.Flex, que desenvolve 97 cv de potência e 12,8 mkgf de torque com gasolina e 102 cv e 13 mkgf com etanol, e o "novo" 1.8 8V Econo.Flex, que nada mais é que o 1.8 Flexpower, mas desenvolvendo 106 cv e 16,4 mkgf com gasolina e 108 cv e 17,1 mkgf com etanol - dados revelados recentemente na Reatech, uma feira voltada a deficientes físicos.
Ainda sobre a motorização 1.8, a Chevrolet pode ter "fechado o bico", fazendo com que o motor trabalhasse de forma suave, o que diminuiria o nível de ruídos, melhoraria a média de consumo e, por consequência, reduziria o desempenho. Mas não será surpresa se o Spin 1.8 tiver alguns cavalos extras em relação ao Cobalt (como já aconteceu com o 1.4 do Corsa, Agile e Prisma). E, também, não vou achar surpresa se a Chevrolet resolver não lançar o Spin com o propulsor 1.4 (o que seria um diferencial se o preço for competitivo).
De acordo com a C&D, o Spin deverá ser vendido em, pelo menos, duas versões: LT e LTZ (flagrada). Não será surpresa se tivermos ainda uma LS, de entrada. A LTZ, topo de linha, provavelmente será equipada com ar-condicionado, direção hidráulica, rádio com Bluetooth, ABS e airbag duplo, piloto automático, roda de liga-leve de aro 15" e terá a opção de câmbio automático de seis marchas (AT6), o mesmo do Cruze.
Os preços do Spin, que será vendido com opções de cinco e sete lugares provavelmente a partir de agosto, deve variar entre R$ 45.000 (valor do Meriva Joy 1.4) e R$ 76.500 (Zafira Elite 2.0 automática) para agosto.
Esperei alguns dias para escrever sobre isso porque fiquei lendo a repercussão do aparecimento das imagens na internet: a maior parte das pessoas está profundamente decepcionada com o visual do veículo, que parece já nascer ultrapassado, como aconteceu com o Agile.
Eu prefiro esperar para conhecer o veículo de perto, mas compartilho da decepção inicial. Achei a "maçaneta sorriso" estranha na traseira, assim como a pequena janela localizada atrás da porta traseira. A dianteira segue a linha de design atual da Chevrolet. Mas vou esperar para analisar com mais calma.
Vejam o caso do Logan: ele é feio, mas tem boa relação custo/benefício e ótimo espaço interno e no porta-malas. Pelo visto a Chevrolet deve seguir pelo mesmo caminho - ou talvez apenas pela parte do espaço, se levarmos em consideração os altos preços do Cobalt e, principalmente, do Cruze Sport6.
O nome Spin foi revelado pelo amigo Marlos Ney Vidal, do Autos Segredos. O novo Chevrolet compartilha uma série de coisas com o espaçoso irmão Cobalt, como a plataforma. Os motores também devem ser os mesmos: 1.4 8V Econo.Flex, que desenvolve 97 cv de potência e 12,8 mkgf de torque com gasolina e 102 cv e 13 mkgf com etanol, e o "novo" 1.8 8V Econo.Flex, que nada mais é que o 1.8 Flexpower, mas desenvolvendo 106 cv e 16,4 mkgf com gasolina e 108 cv e 17,1 mkgf com etanol - dados revelados recentemente na Reatech, uma feira voltada a deficientes físicos.
Ainda sobre a motorização 1.8, a Chevrolet pode ter "fechado o bico", fazendo com que o motor trabalhasse de forma suave, o que diminuiria o nível de ruídos, melhoraria a média de consumo e, por consequência, reduziria o desempenho. Mas não será surpresa se o Spin 1.8 tiver alguns cavalos extras em relação ao Cobalt (como já aconteceu com o 1.4 do Corsa, Agile e Prisma). E, também, não vou achar surpresa se a Chevrolet resolver não lançar o Spin com o propulsor 1.4 (o que seria um diferencial se o preço for competitivo).
De acordo com a C&D, o Spin deverá ser vendido em, pelo menos, duas versões: LT e LTZ (flagrada). Não será surpresa se tivermos ainda uma LS, de entrada. A LTZ, topo de linha, provavelmente será equipada com ar-condicionado, direção hidráulica, rádio com Bluetooth, ABS e airbag duplo, piloto automático, roda de liga-leve de aro 15" e terá a opção de câmbio automático de seis marchas (AT6), o mesmo do Cruze.
Os preços do Spin, que será vendido com opções de cinco e sete lugares provavelmente a partir de agosto, deve variar entre R$ 45.000 (valor do Meriva Joy 1.4) e R$ 76.500 (Zafira Elite 2.0 automática) para agosto.
Fotos acima: Reprodução Car and Driver
Atualização 2 (01/05/2012)
A revista Quatro Rodas (edição 630 - maio/2012) afirmou que o Spin será equipado com o motor Ecotec 1.8 16V, que já equipe o Cruze e o Cruze $port6.
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Chevrolet tem planos ambiciosos para 2012
Não é segredo para ninguém que a Chevrolet está renovando toda sua linha de carros no Brasil. Astra, Vectra, Corsa e seus respectivos derivados já deram adeus. Mas, para 2012, a marca tem planos ambiciosos, com novidades previstas para todos os meses, incluindo muitos lançamentos de veículos inéditos.
Primeiro semestre
Segundo o Autos Segredos, janeiro será o mês de abastecimento (fabricação) da nova picape S10, que será lançada em fevereiro. Em março é a vez do esperado Cruze hatch, que terá motor 1.8 16V Ecotec flex e opção de câmbio manual e automático, sempre com seis marchas. É um sério candidato ao meu próximo carro.
Ainda em março, Agile e Montana recebem a linha 2013. O mês de abril marca a chegada de dois novos veículos inéditos da marca no país: Sonic hatch e Sonic sedã. Segundo o AS, as primeiras unidades virão da Coreia do Sul e depois o mercado nacional será abastecido por modelos fabricados no México. Abril terá ainda o Celta 2013 e o esperado Agile Easytronic.
Em maio, teremos a linha 2013 do veterano Classic. No mesmo mês, ao invés de lançamentos inéditos, teremos duas aposentadorias: Meriva e Zafira. Isso porque, em junho, a minivan PM7 deve ser apresentado com opções de cinco e sete lugares.
Segundo semestre
Outra novidade muito esperada chega em agosto: Cobalt 1.8 com câmbios manual e automático de seis velocidades, resolvendo dois problemas do Cobalt atual (motor fraco para o carro e falta de transmissão automática). No mesmo mês chega a linha 2013 do belo Camaro.
Em outubro é a vez do Cruze 2013 chegar às concessionárias. Será que ele já terá a nova frente, recentemente flagrada na Europa? Pensando no Salão do Automóvel de São Paulo, que acontece de 24 de outubro e 4 de novembro, a marca prepara vários lançamentos para os últimos meses do ano.
Outubro será muito importante porque o novo hatch fruto do Projeto Ônix serás apresentado. O modelo será fabriado em Gravataí (RS). Em novembro a marca apresenta a nova Blazer, Mini Captiva, New Malibu e New Captiva.
Em dezembro de 2012 chega o Omega 2013, seguido pelo super esperado Onix sedã em janeiro de 2013.
Conclusão
Como vocês viram, os planos são realmente ambiciosos. Muitas coisas podem mudar durante o ano, mas, se a Chevrolet cumprir esse ousado calendário, a marca terá condições de se expandir no país, podendo até tirar a Volkswagen da segunda colocação do mercado.
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| S10 |
Segundo o Autos Segredos, janeiro será o mês de abastecimento (fabricação) da nova picape S10, que será lançada em fevereiro. Em março é a vez do esperado Cruze hatch, que terá motor 1.8 16V Ecotec flex e opção de câmbio manual e automático, sempre com seis marchas. É um sério candidato ao meu próximo carro.
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| Cruze hatch |
Em maio, teremos a linha 2013 do veterano Classic. No mesmo mês, ao invés de lançamentos inéditos, teremos duas aposentadorias: Meriva e Zafira. Isso porque, em junho, a minivan PM7 deve ser apresentado com opções de cinco e sete lugares.
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| Sonic |
Outra novidade muito esperada chega em agosto: Cobalt 1.8 com câmbios manual e automático de seis velocidades, resolvendo dois problemas do Cobalt atual (motor fraco para o carro e falta de transmissão automática). No mesmo mês chega a linha 2013 do belo Camaro.
Em outubro é a vez do Cruze 2013 chegar às concessionárias. Será que ele já terá a nova frente, recentemente flagrada na Europa? Pensando no Salão do Automóvel de São Paulo, que acontece de 24 de outubro e 4 de novembro, a marca prepara vários lançamentos para os últimos meses do ano.
Outubro será muito importante porque o novo hatch fruto do Projeto Ônix serás apresentado. O modelo será fabriado em Gravataí (RS). Em novembro a marca apresenta a nova Blazer, Mini Captiva, New Malibu e New Captiva.
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| Sonic Sedan |
Conclusão
Como vocês viram, os planos são realmente ambiciosos. Muitas coisas podem mudar durante o ano, mas, se a Chevrolet cumprir esse ousado calendário, a marca terá condições de se expandir no país, podendo até tirar a Volkswagen da segunda colocação do mercado.
Fotos: Chevrolet/Divulgação
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Taxista: "Novo Meriva chega em julho. Câmbio da Toyota é o mesmo da Chevrolet"
Ontem peguei mais um taxi e, conversando com o motorista, ouvi mais algumas boas histórias do “folclore automotivo dos taxistas do Brasil”. Outra vez a Chevrolet foi a empresa pivô do papo, já que boa parte da frota de taxis de São Paulo é de modelos da GM.
Diferente da Zafira 2.0 16V Turbo, o carro da vez era um Meriva Easytronic 1.8. Depois de reclamar bastante da embreagem do modelo e do alto preço cobrado pela Chevrolet para a manutenção desse componente, ele me atualizou com algumas informações "novas".
A primeira é que o atual Merica Easytronic não é mais vendido, embora o carro esteja no site da Chevrolet (pelo menos até 04/04/2011), partindo de sugeridos R$ 52.674 na versão Premium (com todos os opcionais e pintura metálica ele sai por R$ 56.658).
A segunda informação é que o novo Meriva chega às lojas brasileiras no meio do ano, mais precisamente em julho. Esse modelo seria equipado com o mesmo motor 1.8, mas teria transmissão automática idêntica à da Zafira, com quatro marchas.
A terceira e última informação é a melhor e mais importante delas. Segundo o motorista, o câmbio automático da Chevrolet, disponível para os veículos com motor 2.0 Flexpower da marca (Astra, Zafira e Vectra) é o mesmo usado pela Toyota no Corolla! “Ninguém anuncia isso, mas é o mesmo câmbio. Uma marca usa da outra”, garantiu. Confesso que fiz uma pesquisa na internet, mas não encontrei nenhuma ligação entre as duas transmissões. O único ponto realmente semelhante é que ambos têm quatro marchas para frente e uma para trás.
Diferente da Zafira 2.0 16V Turbo, o carro da vez era um Meriva Easytronic 1.8. Depois de reclamar bastante da embreagem do modelo e do alto preço cobrado pela Chevrolet para a manutenção desse componente, ele me atualizou com algumas informações "novas".
A primeira é que o atual Merica Easytronic não é mais vendido, embora o carro esteja no site da Chevrolet (pelo menos até 04/04/2011), partindo de sugeridos R$ 52.674 na versão Premium (com todos os opcionais e pintura metálica ele sai por R$ 56.658).
A segunda informação é que o novo Meriva chega às lojas brasileiras no meio do ano, mais precisamente em julho. Esse modelo seria equipado com o mesmo motor 1.8, mas teria transmissão automática idêntica à da Zafira, com quatro marchas.
A terceira e última informação é a melhor e mais importante delas. Segundo o motorista, o câmbio automático da Chevrolet, disponível para os veículos com motor 2.0 Flexpower da marca (Astra, Zafira e Vectra) é o mesmo usado pela Toyota no Corolla! “Ninguém anuncia isso, mas é o mesmo câmbio. Uma marca usa da outra”, garantiu. Confesso que fiz uma pesquisa na internet, mas não encontrei nenhuma ligação entre as duas transmissões. O único ponto realmente semelhante é que ambos têm quatro marchas para frente e uma para trás.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Mais uma pérola de taxista
Nos últimos meses, tenho tido dificuldades de atualizar o De 0 a 100 como eu gostaria por causa do meu volume de trabalho. Mas acabei conseguindo uma forma de fazer um post com isso.
Como tenho andado muito de taxi (por questões profissionais), converso com os motoristas como se eu não conhecesse absolutamente nada sobre automóveis. Os papos são bem interessantes e alguns taxistas realmente sabem o que estão falando. Porém, por outro lado, ouço pérolas que deveriam fazer parte de um livro.
Vejam os carros dos taxistas que peguei em janeiro e fevereiro (até 11/02) de 2011, do mais recente para o mais antigo:
Chevrolet Meriva Joy 1.8
Chevrolet Meriva Maxx 1.4
Chevrolet Meriva Premium 1.8 Easytronic
Ford Focus Sedan 2.0 (velho Focus)
Fiat Idea ELX 1.4
Chevrolet Meriva Joy 1.4
Chevrolet Astra Sedan 2.0
Chevrolet Mervia Joy 1.8
Chevrolet Zafira Comfort 2.0
Fiat Palio Weekend Adventure 1.8 8V
O último taxi que andei era, como esperado, uma minivan. Mas, ao invés de um Meriva, veio uma Zafira Expression 2.0 2010/2011. Me chamou a atenção o fato do modelo ter câmbio automático. Comecei a fazer perguntas sobre carro e ouvi uma "boa" e uma pérola.
Durante o papo, o motorista disse que teve um Astra Sedan, um Meriva e que resolveu pegar a Zafira por causa do espaço interno e desempenho. Tudo bem sobre o espaço, mas resolvi perguntar sobre o desempenho. Ele me disse que o Meriva 1.8 andava bem menos que a Zafira 2.0 por causa do peso. O detalhe é que o Meriva pesa 1.253 kg e a Zafira automática (de 4 marchas) 1.480 kg. São 112/114 cv de potência e 17,7 mkgf de torque (1.8) contra 133/140 cv e 18,9/19,7 kgfm (2.0)
Perguntei então sobre o Astra Sedan, que também é 2.0 e é mais leve (1.220 kg) que a Zafira, e ouvi a "boa": "Meu Astra era 2.0 8V flex. Minha Zafira é 2.0 16V flex, por isso anda bem mais". Pensei em contra argumentar, mas vi que não valeria a pena.
Foi então que decidi focar a conversa no câmbio. O motorista me disse que as "trocas eram tão 'lisas' que nem tinha jeito de perceber quando o carro mudava de marcha" - fui até o meu destino contanto "1ª... 2ª... 3ª...", já que é possível sim sentir a troca. Perguntei ao taxista se o comportamento do câmbio era bom na estrada, e ele disse que sim.
Eu questionei se a transmissão, por só ter quatro marchas, deixava a desejar nas ultrapassagens. A resposta veio com uma pérola: "você está vendo aqui na marcha, tem esse botão 'S', que deveria se chamar 'T'". Eu perguntei "por que 'T'?", e ele respondeu "é 'T' de turbo - quando eu aperto, o carro liga um turbo que só funciona em altas rotações do motor... assim consigo ultrapassar qualquer carro na estrada".
O imaginário popular é realmente extraordinário. Só para esclarecer: não existe, atualmente, Zafira 2.0 16V, e o botão 'S' aciona o modo 'Sport', que estica mais as marchas, fazendo com que o carro efetue as trocas com rotações mais altas do motor 2.0 8V (isso melhora o desempenho e sacrifica o consumo).
Mas puxa vida: uma Zafira 2.0 16V flex, com câmbio que possui um botão para acionar um turbo? Por essa nem o mais otimista engenheiro da Chevrolet do Brasil esperava.
Como tenho andado muito de taxi (por questões profissionais), converso com os motoristas como se eu não conhecesse absolutamente nada sobre automóveis. Os papos são bem interessantes e alguns taxistas realmente sabem o que estão falando. Porém, por outro lado, ouço pérolas que deveriam fazer parte de um livro.
Vejam os carros dos taxistas que peguei em janeiro e fevereiro (até 11/02) de 2011, do mais recente para o mais antigo:
Chevrolet Meriva Joy 1.8
Chevrolet Meriva Maxx 1.4
Chevrolet Meriva Premium 1.8 Easytronic
Ford Focus Sedan 2.0 (velho Focus)
Fiat Idea ELX 1.4
Chevrolet Meriva Joy 1.4
Chevrolet Astra Sedan 2.0
Chevrolet Mervia Joy 1.8
Chevrolet Zafira Comfort 2.0
Fiat Palio Weekend Adventure 1.8 8V
O último taxi que andei era, como esperado, uma minivan. Mas, ao invés de um Meriva, veio uma Zafira Expression 2.0 2010/2011. Me chamou a atenção o fato do modelo ter câmbio automático. Comecei a fazer perguntas sobre carro e ouvi uma "boa" e uma pérola.
Durante o papo, o motorista disse que teve um Astra Sedan, um Meriva e que resolveu pegar a Zafira por causa do espaço interno e desempenho. Tudo bem sobre o espaço, mas resolvi perguntar sobre o desempenho. Ele me disse que o Meriva 1.8 andava bem menos que a Zafira 2.0 por causa do peso. O detalhe é que o Meriva pesa 1.253 kg e a Zafira automática (de 4 marchas) 1.480 kg. São 112/114 cv de potência e 17,7 mkgf de torque (1.8) contra 133/140 cv e 18,9/19,7 kgfm (2.0)
Perguntei então sobre o Astra Sedan, que também é 2.0 e é mais leve (1.220 kg) que a Zafira, e ouvi a "boa": "Meu Astra era 2.0 8V flex. Minha Zafira é 2.0 16V flex, por isso anda bem mais". Pensei em contra argumentar, mas vi que não valeria a pena.
Foi então que decidi focar a conversa no câmbio. O motorista me disse que as "trocas eram tão 'lisas' que nem tinha jeito de perceber quando o carro mudava de marcha" - fui até o meu destino contanto "1ª... 2ª... 3ª...", já que é possível sim sentir a troca. Perguntei ao taxista se o comportamento do câmbio era bom na estrada, e ele disse que sim.
Eu questionei se a transmissão, por só ter quatro marchas, deixava a desejar nas ultrapassagens. A resposta veio com uma pérola: "você está vendo aqui na marcha, tem esse botão 'S', que deveria se chamar 'T'". Eu perguntei "por que 'T'?", e ele respondeu "é 'T' de turbo - quando eu aperto, o carro liga um turbo que só funciona em altas rotações do motor... assim consigo ultrapassar qualquer carro na estrada".
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| Edição especial e única do Chevrolet Zafira, com exclusivo botão T para acionar o turbo! |
Mas puxa vida: uma Zafira 2.0 16V flex, com câmbio que possui um botão para acionar um turbo? Por essa nem o mais otimista engenheiro da Chevrolet do Brasil esperava.
(Fotos: Chevrolet/Divulgação - a última imagem tem uma arte de Renato Parizzi)
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Estepe do lado de fora é uma boa ideia?
Confesso que me senti um trouxa. Outro dia saí para comprar algumas coisas usando o carro de uma pessoa muito próxima. Resolvi então fazer uns "agrados veiculares" como forma de agradecimento pelo empréstimo. O primeiro foi levar o automóvel para lavar, seguido de uma calibragem de pneus, e de um tanque cheio de etanol. Feito isso, lembrei que o carro, um Ford Ka 1.0, tinha estepe do lado de fora. Encostei o carro numa vaga e fui conferir se o veículo ainda tinha o pneu sobressalente. Felizmente ele estava lá! Mais aliviado, resolvi comprar uma corrente e um cadeado para prender o pneu no eixo do compacto da Ford. Assim que comprei, me senti um trouxa. Eu não deveria estar comprando isso para um automóvel. Considerei um abuso!
O estepe deveria ficar sempre dentro do carro (estou deixando as picapes de fora) , onde o pneu fica mais seguro, seco e limpo - sem contar que é muito mais fácil guardá-lo. Do lado de fora, o estepe fica sempre sujo (e molhado), correndo o risco de levar pedradas e de beijar outros objetos, e, principalmente, de ser furtado (a corrente ajuda, mas não evita o roubo) - além do fato de ser bem mais complicado calibrá-lo. E, para as mulheres, tentem guardar um pneu novamente no suporte do estepe do Ka, por exemplo. Não é uma situação muito complicada, mas é muito chato. Guardar no porta-malas é mais prático, rápido, seguro e simples. O carro ter o estepe do lado de fora, como o Ford Ka (já citado), Fiat Palio Weekend, Chevrolet Zafira e Renault Sandero, entre outros, não significa ele seja ruim e/ou inferior aos concorrentes. Mas, quando penso no meu próximo carro, nenhum modelo com estepe externo faz parte da lista - e nem fará! Esse é mais um dos critérios que tenho para escolher um automóvel.
Termino com uma pergunta simplória: se a marca faz um vão para colocar o estepe de baixo para cima na região do porta-malas pelo lado de fora, qual seria a dificuldade de fazer o vão ficar invertido, colocando o pneu sobressalente de cima para baixo, dentro do porta-malas? Na enquete, meu voto foi para "Não, mesmo que o carro seja interessante".Você compraria um carro com o estepe do lado de fora?
. Não, mesmo que o carro seja interessante - 26 (38%)
. Sim, mas se o carro for bom - 22 (32%)
. Talvez. Depende do carro - 19 (28%)
Sobre o estepe externo no Idea Adventure, CrossFox e EcoSport, esse é assunto para outro post.
fotos: Renato Parizzi (1ª e 3ª) e Fiat/Divulgação (2ª)
quarta-feira, 11 de março de 2009
Novidades e brigas no mercado brasileiro
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| Chevrolet/Divulgação |
Pela boa relação custo/benefício, é muito provável que o Astra continue líder da categoria, ainda mais se a GM reduzir o preço do modelo, como ela vez com o Vectra GT-X, Vectra Expression, Vectra Elegance e Vectra Elite. Cortar o preço também pode ser a solução para a Zafira, que também enfrenta concorrentes de peso na sua categoria.
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| Chevrolet/Divulgação |
Falando agora da Fiat, não é segredo para ninguém que os italianos estão preparando mais modelos para receberem o câmbio manual automatizado Dualogic . Até o momento, apenas Linea e Stilo possuem esta transmissão. Os próximos a receberem o dispositivo devem ser Idea, Palio Adventure e Siena - o sedã deve ser o primeiro, de acordo com a revista Quatro Rodas. Ainda segundo a QR, uma versão mais simples e em conta do Linea está nos planos. A publicação disse que ela deve se chamar ELX, nomeclatura no mínimo curiosa para o modelo mais luxuoso da marca no Brasil, levando em consideração que, na linha Palio, Siena e Palio Weekend, por exemplo, ELX é a versão intermediária da família. Mas, como o Linea não tem muitos "sobrenomes" (na prática, apenas Absolute e T-Jet), ELX pode até ser adequado.
A Fiat também trabalha em ritmo acelerado na reestilização do Doblò no Brasil. De acordo com o caça segredos Marlos Ney Vidal , a versão Adventure seguirá o mesmo estilo aventureiro da família Palio, "com grade cromada e para-choques de impulsão embutidos. O novo Doblò chegará no segundo semestre e a única novidade em motorização deve ser a adoção do 1.4 flex na versão ELX". Porém, como eu disse em dezembro do ano passado, os italianos também testam o Doblò com o motor 1.9 16V flex. Se ele vai ser lançado com o modelo reestilizado, isso ainda não é possível afirmar.
Fiat X Volkswagen
Na disputa pela liderança, a Fiat está fazendo de tudo para contra-atacar a Volkswagen, que vem minando os modelos italianos mais vendidos no Brasil. O primeiro a sentir (novamente) a força da Volks foi o Palio, que foi totalmente dominado pelo novo Gol. O Palio Weekend sofreu com o SpaceFox , mas agora se recuperou um pouco. Mas o Voyage já está dando uma tremenda dor de cabeça ao Siena . Vejam os números da disputa em 2009 neste link.
Outro que enfrenta problemas sérios é o Idea , que, além de não conseguir vender mais que o ótimo Honda Fit , agora foi para terceiro colocado do segumento, atrás também do Chevrolet Meriva - graças às versões com motor 1.4 Econo.Flex. Em janeiro e fevereiro de 2009 foram vendidos 6.701 Fits, 4.588 Merivas e, apenas, 2.517 Ideas.
O que a Fiat pode fazer???
Depois de lançar o Palio Fire Economy, o Palio 2010, o Stilo Blackmotion , Punto T-Jet e de tirar de linha o Stilo Abarth, a montadora italiana vai "disparar" contra a Volks, a GM e a Honda através do bolso dos consumidores. A marca anunciou hoje (11/03) um corte de preços para a linha Siena e Idea. O sedã compacto, modelo 2010, chega às concessionárias com uma redução de preço em todas as suas versões, que vai de R$ 1.000 a 1.500. Já a versão Fire 2010 ficou R$ 2.627 mais barata.O Idea ficou entre R$ 1.398 e R$ 1.495 mais em conta. Confira tabela abaixo:
Siena Fire 2010 - R$ 26.290
Novo Siena ELX 1.0 Flex 2010 - R$ 32.600
Novo Siena ELX 1.4 Flex 2010 - R$ 36.200
Novo Siena ELX 1.4 Tetrafuel 2010 - R$ 43.200
Novo Siena HLX 1.8 Flex 2010 - R$ 43.300
Idea ELX 1.4 Flex 2010 - R$ 39.100 (redução de R$ 1.422)
Idea HLX 1.8 Flex 2010 - R$ 47.350 (redução de R$ 1.495)
Idea Adventure Locker 2010 - R$ 51.680 (redução de R$ 1.398)
Mas você achar que a Volkswagen vai deixar a Fiat em paz por algum momento na busca pela liderança do mercado nacional? Errado! O próximo grande ataque alemão a um líder de mercado italiano será com a nova Saveiro , que pode se chamar Arena , que será lançada para tirar a Strada do trono. Em relação a atual (e ultrapassada) Saveiro, a nova picape da Volks terá mais espaço interno, melhor acabamento e motor 1.6 VHT (101 cv com gasolina e 104 cv com álcool). Segundo o site Carroonline, de onde reproduzo as fotos da Saveiro, "apesar do excelente entre-eixos, na casa dos 2,80 m, sua caçamba terá pouco comprimento, mas um bom volume. Este deve ficar entre 900 e 1 000 litros, com capacidade de carga na casa dos 650 kg". Prevista para ser lançada no segundo semestre (outubro), a nova Saveiro/Arena deve ter duas opções de cabine: simples e estendida.
Só lembrando que a Fiat também já está se preparando para contra-atacar a nova Saveiro/Arena com a Strada Cabine Dupla. Embora a montadora italiana negue que o carro será lançado, o modelo já foi flagrado diversas vezes. Vejam abaixo uma projeção muito próxima de como o carro deverá ser e clique aqui para saber mais infomações sobre a Strada CD.
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| Reprodução da projeção feita sob a imagem de Paulinho Miranda/EM/D. A Press - 22/11/08 |
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