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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Quando ostentação e irresponsabilidade entram no mundo de uma criança (de Ferrari F430)

Reprodução do primeiro vídeo abaixo do Youtube
Carros esportivos, modelos velozes, jipes robustos, automóveis modernos e muitos outros estilos de veículos fazem parte do imaginário de uma criança, especialmente dos meninos. Imitar o ronco do motor, as derrapadas, saltos incríveis e muitas outras coisas sempre estão presentes nas brincadeiras. Mas e quando as possibilidades financeiras e a irresponsabilidade de um pai colocam em risco a vida da criança e de várias outras pessoas?

Os vídeos abaixo foram gravados na cidade de Thrissur, no estado de Kerala, na Índia. Um pai estava prometendo ao filho que ele poderia dirigir a sua Ferrari (F430) desde quando ele tinha 6 meses de vida. E, ao completar 9 anos de idade, o presente foi dado. Mas nada do pai acompanhá-lo dentro do carro, com o garoto apenas girando o volante: o menino dirigiu o bólido "sozinho", com uma outra criança ao lado! Eles mal conseguiam enxergar por cima do painel!

Mas o pai tranquilizou as pessoas: "meu filho é um motorista cuidadoso e bastante confiante, acostumado a dirigir a maioria dos meus carros, como o Lamborghini, o Bentley Coupê, o Posrche Carrera Turbo, etc.". Que bom que ele esclareceu as coisas! Agora fiquei bem mais tranquilo!


Quanta irresponsabilidade desse pai! Não importa se o menino tem técnica apurada e é cuidadoso: ele tem apenas 9 anos! Um garoto dessa idade dirigir uma Ferrari ou qualquer outro carro no meio da rua é um completo absurdo; uma falta de noção e um desrespeito sem tamanho às leis e às pessoas!


A ostentação é algo também preocupante. Um pouco mais de uma semana depois, o mesmo menino saiu guiando o Land Rover Evoque do pai pelas ruas da cidade. Ter as coisas não é o problema (espero que o pai tenha trabalhado muito e honestamente para conseguir construir uma casa enorme e comprar tantos carros), mas precisar exibí-las da forma mais errada possível, infringindo as leis e colocando inúmeras vidas em risco, é algo inconcebível.

Como diria o meu grande amigo Mateus, "a banana está mesmo comendo o macaco" no mundo de hoje.

Atualização
Os vídeos acima ganharam repercussão mundial e, diante deste absurdo, o pai do "jovem motorista" foi preso e teve sua Ferrari apreendida. Mas, será que ele ficará preso mesmo?

quinta-feira, 14 de março de 2013

Alta Roda - Salão de contrastes

Aberto até 17 de março, Salão de Genebra impressiona pelo número de lançamentos. Nessa 83ª edição, veículos elétricos e híbridos saíram de uma ala específica e se misturam aos demais. Não quer dizer que representem algo palpável do mercado suíço, um dos poucos na Europa ainda sem enormes recuos. Em 2013 responderão por apenas 3% das vendas. Já os nada racionais SUVs e crossovers vão capturar cerca de 40%, o que ajudou a quase aniquilar as inteligentes stations (peruas), cuja boa aceitação permanece na Alemanha.
LaFerrari - Ferrari/Divulgação
Interessante que os híbridos se destacam entre as maiores atrações em extremidades opostas. LaFerrari, legítimo sucessor do modelo Enzo, além de desenho arrebatador, entrega nada menos de 963 cv com ajuda de um motor elétrico (mesmo recurso do McLaren P1, também muito bonito, e “apenas” 916 cv). Supercontraste em relação ao VW XL1 e seus motores de 2 cilindros (48 cv) e elétrico (27 cv), primeiro carro no mundo a consumir incrível 1 L/111 km. Ele ainda não tem preço, ao contrário de R$ 3 milhões do LaFerrari. Mas, por enquanto, será até mais exclusivo: apenas 250 unidades (iniciais), contra 499 da série especial da marca italiana.

Em primeiro contato com o XL1, nos arredores de Genebra, o carro de dois lugares de carroceria extremamente aerodinâmica (Cx 0,19), bastante baixo (1,15 m) e portas do tipo asa de gaivota surpreendeu pelo contraste entre a silenciosa tração elétrica e o ruidoso motor diesel. Sua autonomia elétrica pode chegar a 50 km, desde que não se queira pedir ajuda ao motor a combustão e acelerar de 0 a 100 km/h em razoáveis 12,7 s (dado de fábrica).

Ainda sobre propulsão alternativa, a PSA Peugeot Citroën aposta suas fichas em um híbrido diferente. Associa motor a gasolina e ar comprimido, sem baterias e sem complicação mecânica do motor elétrico adicional, ambas de alto custo. Essa tecnologia, em parceria com a Bosch, parece promissora, porém ainda carece de mais testes e comprovação de viabilidade financeira.

Como a busca por economia é foco constante, o Range Rover Evoque se apresenta como primeiro veículo com caixa de câmbio automática (da alemã ZF) de nada menos que nove marchas. Também estará em outros carros, pois a caixa é tão compacta que permite uso com motor transversal.

Mercedes-Benz atiçou entusiastas com o incrível Classe A 45, da sua divisão esporte AMG. Dá para imaginar um compacto com motor de 2 litros turbo, de 360 cv/46 kgf∙m, maior potência específica já alcançada por um automóvel de produção seriada, de apenas quatro cilindros, até hoje?

Entre lançamentos que interessam ao Brasil, destaque para o SUV compacto Peugeot 2008, cuja versão definitiva surgiu em Genebra e será fabricado no Estado do Rio de Janeiro, no final de 2014. O sedã compacto anabolizado CLA, da Mercedes – estreia mundial no salão suíço – também será um dos escolhidos para produção aqui (decisão até meados de 2013). Outro estreante, crossover compacto Renault Captur, poderá ser opção de importação para a marca francesa, único fabricante nacional que só traz carros do exterior da Argentina.

Alfa Romeo 4C também atraiu muita atenção: serão apenas 3.500 unidades do cupê, de baixo peso (80% delas para os EUA). Em princípio, nenhuma para o Brasil.

RODA VIVA

ESTRATÉGIA de produção dos fabricantes, em fevereiro, foi de aumentar os estoques totais de 29 dias para 39 dias, a fim de atender aquecimento da demanda este mês. No final de março haverá nova subida do IPI e o tradicional apelo de “compre antes do aumento”. Primeiro bimestre do ano foi recordista em vendas: 547.000 unidades (veículos leves e pesados).
Hyundai/Divulgação
HYUNDAI acertou, de novo, no estilo do HB20S. Versão sedã do hatch compacto mostra equilíbrio de linhas e um terceiro volume sem parecer adaptado. Isso lhe custou, entretanto, volume no porta-malas: 450 litros, um dos menores do segmento. Manteve três versões de acabamento, além de motor de 1 litro (80 cv) e 1,6 litro (128 cv), ambos os mais potentes entre aspirados para a respectiva cilindrada.

DESDE as versões de entrada, há bom nível de equipamentos como ar-condicionado, sistema de som com bons recursos (Bluetooth e MP3), comandos elétricos para vidros, travas e espelhos, ajuste de altura do banco (não tão eficiente) e da coluna da direção em dois planos, entre outros. Melhor seria assistência elétrica na direção, no lugar da hidráulica. Repetido o erro de sonegar os freios ABS na versão básica, embora não esteja sozinho nessa política torta.

SUSPENSÕES têm correto compromisso conforto/estabilidade, mas continuam ruídos de batentes em descida de quebra-molas ou buracos profundos. Câmbio automático, mesmo com quatro marchas, é adequado. Faltam freios a disco nas rodas traseiras, pois se trata do compacto mais rápido do mercado. Somando sedã e hatch, HB20 deve se consolidar entre os cinco mais vendidos, em boa briga com Onix/Prisma. Já incluso IPI de abril, quando começam as vendas, preços vão de R$ 39.495 a R$ 53.595.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

De Fiat Uno a Ferrari California: seu natal pode ser mais do que especial! Mas gasto mínimo é de R$ 50

Ferrari California será sorteada na Bahia - Ferrari/Divulgação
O natal é uma época de confraternização e realização de sonhos e pedidos (especialmente das crianças), além de ter o seu lado religioso. Mas também é a época do ano que mais se vende no Brasil - e, talvez, no mundo! E os shoppings são os grandes beneficiados com isso! Mas, além de lojas específicas, como um shopping pode se diferenciar para convencer o consumidor a fazer as suas compras por lá? É aí que entrar o objetivo deste post.

Os shoppings investem em promoções de Natal que, entre cestas de natal, tablets, smartphones, imóveis e viagens, dão carros de "presente"! Coloco entre aspas porque, para ter chance de ganhar, o consumidor é obrigado a comprar um valor mínimo dentro do shopping. Depois basta preencher um cadastro, mostrando as notas ficais, e pronto: está concorrendo ao carro (e passa a fazer parte do "ótimo" mailing do shopping).
BMW 116i será o prêmio em quatro shoppings diferentes - BMW/Divulgação
Fazendo uma pesquisa na internet, depois das dicas e sugestões do internauta Márcio Moreira, a quem dedico este post, levantei os carros que 63 shoppings (de 15 estados e do Distrito Federal) vão "dar" neste final de ano - e quanto cada pessoa é obrigada a gastar para concorrer.

O valor mínimo "investido" é de R$ 50, em Brasília, para concorrer a carros da Fiat (Punto, Bravo, 500, Doblò e Freemont). O gasto mais alto é de R$ 800 em São Paulo, para entrar no sorteio por um Lexus RX 350!

Mas, sem dúvida, o sorteio mais curioso acontece em Salvador, onde, por R$ 300 obrigatórios gastos em compras, é possível concorrer a uma Ferrari California GT, que custa mais de R$ 1 milhão!

Dos 63 shoppings, a marca que mais fechou parcerias foi a BMW (provavelmente via concessionários), que terá seus modelos sorteados em 8 estabelecimentos. Entre os carros, o mais popular nos sorteios é o Fiat Freemont.
Carro do Ano, HB20 será o prêmio em 2 shoppings - Hyundai/Divulgação
Dos lançamentos mais importantes de 2012 (em volume de vendas), Hyundai HB20 será o prêmio em três lugares (2x 1.0 e 1x 1.6 automático); Chevrolet Onix estranhamente não deu as caras em Contagem (MG); e o "patinante" Toyota Etios também será sorteado em dois locais (hatch 1.3 e sedã 1.5).

Outra importante novidade do ano, o Ford EcoSport, que recentemente participou de um Duelo aqui no De 0 a 100, entrou em cinco sorteios, sempre com motor 1.6 16V Sigma. O Renault Duster, arquirrival do Ford, também entrou no "espírito natalino" dos shoppings apenas nas versões 1.6.

Confira a lista abaixo. Se você mora próximo(a) a alguns desses shoppings e quiser (gastar para) concorrer, vá em frente! Nunca um carro 0 km pôde sair tão barato!

BAHIA

Iguatemi Salvador
Gasto: R$ 300,00
Carro: Ferrari California 4.3 GT

Salvador Shopping
Gasto: R$ 250,00
Carros: Audi Q3 e Audi A4

Salvador Norte Shopping
Gasto: R$ 200,00
Carro: Mitsubishi Pajero TR4

CEARÁ

Iguatemi Fortaleza
Gasto: R$ 450,00
Carro: Mercedes-Benz SLK

North Shopping Maracanaú
Gasto: R$ 200,00
Carro: Peugeot 207 1.4 2 portas

Via Sul Shopping
Gasto: R$ 200,00
Carro: Honda Civic

DISTRITO FEDERAL

Brasilia Shopping
Gasto: R$ 50,00
Carros: Fiats Freemont, 500 Cult manual, Bravo Essence manual, Punto Attractive 1.4 e Doblò Adventure Locker (+ Harley-Davidson Fat Boy Special)

Iguatemi Brasília
Gasto: R$ 300,00
Carro: Fiat Freemont 2.4

Pátio Brasil Shopping
Gasto: R$ 250,00
Carro: Ford EcoSport S 1.6 16V

Park Shopping
Gasto: R$ 450,00
Carro: BMW 320i

ESPIRITO SANTO

Shopping Vitória
Gasto: R$ 300,00
Carros: Mitsubishis Outlander e ASX CVT

GOIAS

Buriti Shopping
Gasto: R$ 250,00
Carro: Toyota Etios Sedan 1.5 X

Flamboyant Shopping
Gasto: R$ 500,00
Carro: Volkswagen Touareg

Goiânia Shopping
Gasto: R$ 400,00
Carro: Peugeot 408

MATO GROSSO

Pantanal Shopping
Gasto: R$ 200,00
Carros: BMW X1 e Mini Cooper One

Shopping 3 Américas
Gasto: R$ 100,00
Carro: Chevrolet Camaro SS

MATO GROSSO DO SUL

Norte Sul Plaza
Gasto: R$ 250,00
Carro: Hyundai HB20 1.0 Comfort

Park Shopping Campo Grande
Gasto: R$ 300,00
Carro: Kia Optima 2.4 automático

MINAS GERAIS

BH Shopping
Gasto: R$ 450,00
Carro: Volvo XC60

Big Shopping
Gasto: R$ 300,00
Carro: Hyundai Veloster

Boulevard Shopping
Gasto: R$ 400,00
Carro: Land Rover Freelander 2S 3.2

Diamond Mall
Gasto: R$ 450,00
Carro: Mercedes-Benz C180 Coupé

Independência Shopping
Gasto: R$ 200,00
Carro: Renault Fluence Dynamique 2.0 16V

Itaú Power Shopping
Gasto: R$ 400,00
Carro: Chevrolet Onix LTZ 1.4

Minas Shopping
Gasto: R$ 250,00
Carros: Chevrolet Agile LTZ 1.4 e Chevrolet Cruze Sport6 LT

Patio Savassi
Gasto: R$ 450,00
Carro: BMW 320i

Shopping Cidade
Gasto: R$ 380,00
Carro: Honda CR-V LX manual

Shopping Del Rey
Gasto: R$ 400,00
Carro: Toyota Etios 1.3

Shopping do Vale do Aço
Gasto: R$ 250,00
Carro: Toyota Hilux, SR Cabine Dupla 4x2 automático

PARÁ

Shopping Pátio Belém
Gasto: R$ 200,00
Carro: Fiat Freemont 2.4

Parque Shopping Belém
Gasto: R$ 150,00
Carro: Citroën C3 1.5

PARANÁ

Palladium Curitiba
Gasto: R$ 150,00
Carro: Citroën C3 Tendance 1.5

Park Shopping Birigui
Gasto: R$ 450,00
Carro: BMW 320i Sedan

Royal Plaza Shopping
Gasto: R$ 120,00
Carro: Ford EcoSport Titanium 1.6

Shopping Curitiba
Gasto: R$ 300,00
Carro: BMW 116i

Shopping Mueller
Gasto: R$ 400,00
Carro: Audi Q3

PERNAMBUCO

Shopping Costa Dourada
Gasto: R$ 150,00
Carro: Fiat Uno Vivace 1.0

Shopping Guararapes
Gasto: R$ 200,00
Carro: Hyundai HB20 1.6 Comfort Style automático

Shopping Tacaruna
Gasto: R$ 300,00
Carro: BMW 116i

RIO DE JANEIRO

Bangu Shopping
Gasto: R$ 500,00
Carro: Hyundai Veloster 1.6

Barra Shopping
Gasto: R$ 500,00
Carro: BMW 320i Sedã

Boulevard Rio Shopping
Gasto: R$ 300,00
Carro: Jac J6

Center Shopping Rio
Gasto: R$ 200,00
Carro: Citroën C3 Origine 1.5

Nova América
Gasto: R$ 300,00
Carro: Jac J6

Via Brasil Shopping
Gasto: R$ 300,00
Carro: Renault Duster 1.6

RIO GRANDE DO NORTE

Midway Mall
Gasto: R$ 50,00
Carros: Chevrolets Spin LT, Sonic Sedan LTZ e Cruze LT

West Shopping Mossoró
Gasto: R$ 300,00
Carro: Honda Civic LXS automático

RIO GRANDE DO SUL

Barra Shopping Sul
Gasto: R$ 400,00
Carros: Mercedes-Benz C 180 CGI Sedan e Mercedes-Benz GLK 300 Vision

Bourbon Shopping
Gasto: R$ 350,00
Carro: Renault Duster 1.6

SANTA CATARINA

Continente Park Shopping
Gasto: R$ 200,00
Carro: Mini Cooper One automático

Via Catarina
Gasto: R$ 100,00
Carro: Ford EcoSport 1.6

SÃO PAULO

Bourbon Shopping
Gasto: R$ 500,00
Carro: BMW 116i

Campinas Shopping
Gasto: R$ 250,00
Carro: Ford EcoSport S 1.6

Iguatemi Campinas
Gasto: R$ 400,00
Carro: Fiat Freemont 2.4

Park Shopping São Caetano
Gasto: R$ 400,00
Carro: Land Rover Evoque

Shopping Anália Franco
Gasto: R$ 500,00
Carro: BWM 320i

Shopping Cidade Jardim
Gasto: R$ 800,00
Carro: Lexus RX 350

Shopping Eldorado
Gasto: R$ 600,00
Carro: Fiat Freemont 2.4

Shopping Ibirapuera
Gasto: R$ 400,00
Carro: Hyundai HB20 1.0

Shopping Metro Santa Cruz
Gasto: R$ 300,00
Carro: Ford EcoSport FreeStyle 1.6

Shopping Metro Itaquera
Gasto: R$ 300,00
Carro: Fiat Freemont 2.4

Shopping Pátio Paulista
Gasto: R$ 350,00
Carro: Mini Cooper One automático

Shopping Vila Olímpia
Gasto: R$ 450,00
Carros: Mercedes-Benz C180 Coupé, Land Rover Evoque, Volvo S60 e Jeep Cherokee Sport.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Alta Roda - Presente de Natal

Apesar de altos e baixos, 2012 termina com mais um recorde nas vendas. A previsão até 31 de dezembro é de que se vendam 3,810 milhões de automóveis e comerciais leves e pesados. O crescimento de 4,9% se alinhará ao previsto pela Anfavea que sustentou seus números apesar de um começo de ano muito difícil.

O ano, mais uma vez, foi salvo pelos estímulos de corte parcial nos impostos. Esse tipo de manobra econômica sempre dá certo no Brasil porque os impostos aqui são insanos. Em países como os EUA, onde a sanha arrecadadora do governo é baixa, e mesmo da Europa, esses cortes provisórios da carga fiscal mostram efeito limitado. Então, por um lado, cobrar mais impostos implica certa flexibilidade para incentivar a comercialização nos momentos de crise, o que serve muito mais de consolo dispensável do que real alívio.

A prorrogação do IPI mais baixo – tudo indica – é o que se prepara como “presente de Natal” para os brasileiros. Maioria dos consumidores deve preferir não arriscar e comprar logo. Precisamos, porém, de algo mais que benesses provisórias. Aqui a taxação sobre automóveis, em termos nominais, é o dobro da média europeia e quatro vezes maior do que nos EUA. Diz-se que há necessidade dessa arrecadação para manter programas sociais. Por esse ângulo, louvável; por outro, desculpa esfarrapada. Com intervencionismo não chegaremos a lugar nenhum. O governo quer ser “sócio” de tudo e de todos.

Um desvio nas previsões da Anfavea, entretanto,  preocupa. No começo deste ano a entidade dos fabricantes esperava crescimento de 2% no número de unidades produzidas. Na realidade, vai cair 1,5%. Interrompeu-se uma série de nove anos contínuos em que a produção crescia. Desde 2003 as linhas de montagem aumentam seu ritmo, embora sempre abaixo do crescimento das vendas. A produção é calibrada por exportações e participação de importados no mercado interno, de origem argentina (positiva, pois o comércio está equilibrado) ou de outros países.

Deve-se atentar a este indicador porque é daí que surgem empregos e sustentação do consumo. Afinal, 2011 terminou com 23,6% de participação de importados (pico de 27%, em dezembro) e as restrições criadas deveriam significar queda acentuada. Este ano, contudo, as importações devem representar 21% do total, recuo relativamente modesto.

O retrocesso da produção se deu, em parte, pelo ano fraquíssimo para caminhões, mas o problema mesmo está nas exportações, que encolheram 21% sobre 2011. O custo Brasil, principalmente, e o câmbio valorizado são explicações óbvias, sem contar a forte concorrência nos mercados de exportação do País exacerbada pelo excesso de oferta mundial.

Reflexo nos empregos não ocorreu. Ao contrário, fabricantes de veículos criaram 5.500 postos, mas se explica pelas novas instalações industriais da Hyundai e da Toyota, além do acordo de não demissão como compensação aos cortes do IPI. Sabe-se, porém, que a GM tem cerca de 1.000 empregos sob risco, em São José do Campos (SP).

Para 2013, a Anfavea acredita numa reação da produção, alinhada com suas previsões de crescimento das vendas (até 4,9%) que, por sua vez, dependem do comportamento do PIB. Resta saber se é torcida ou realidade.

RODA VIVA

FORD tem linha de produtos menor que a GM, mas também renovará tudo. Versão SUV da Ranger, Everest, estreia aqui em 2013, vinda da Argentina. Novo Ka terá versões hatch e sedã (pela primeira vez) e motor de 3 cilindros (inicialmente sem turbocompressor), em 2014, tudo direto da Bahia. Novo Fiesta será paulista. E sairia até EcoSport de sete lugares.

DEPOIS de assinar acordo com a Chery para produzir Land Rover e Jaguar na China, o braço britânico da indiana Tata investirá US$ 1,2 bilhão na Arábia Saudita: de início 50.000 utilitários/ano. Assim, falta pouco para a próxima bola da vez entre emergentes, o Brasil. Nosso país já chegou perto de se considerar emergido, mas por enquanto só os olhos aparecem...
Citroën/Divulgação
CITROËN DS5 (R$ 124.900) não parece, mas utiliza mesma arquitetura do C4 e do Peugeot 3008, com entre-eixos alongado (2,73 m). Espaço interno é muito bom, embora sair do banco traseiro exija algum esforço em razão do desenho do carro. Interior sofisticado (três tetos solares) e porta-malas de 465 litros convidam a viajar, em asfalto liso, onde está “em casa”.

RENAULT, única dos fabricantes nacionais a importar apenas da Argentina, mudará o foco em 2013. Estuda o que trazer de fora e candidato mais forte é o SUV Koleos. Quanto à fabricação local do monovolume Lodgy, empresa reafirma não estar nos planos, nem remotos. Mas dupla Logan/Sandero ficará igual à europeia, no último trimestre de 2013.

LANÇADA no recente Salão Internacional de Veículos Antigos, em São Paulo, primeira rede social para praticantes ou apreciadores do antigomobilismo. Em www.redeantigoauto.com.br é possível interação e utilização sem custos de recursos e aplicativos especificamente desenvolvidos para a atividade tão pouco apoiada no Brasil.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Alta Roda - Salto tecnológico

Reprodução Carburador Brasil
Depois de longa espera e sucessivos adiamentos, finalmente saiu a regulamentação do novo regime automobilístico brasileiro, a vigorar entre 2013 e 2017. Batizado pomposamente de Inovar-Auto, traz estímulos fiscais e de política industrial na direção de melhorar os carros fabricados no País. Enfoque se concentrou em patamar tecnológico, economia de combustível, conteúdo de peças produzidas no Brasil (Mercosul incluído), itens de segurança passiva e ativa, geração de empregos e pesquisas com potencial de gerar inovações.

O programa é bastante complexo, entre outras razões, para dificultar contestação em fóruns como Organização Mundial do Comércio. Além de intervencionista e de eleger vencedores e perdedores entre os que estão ou querem participar do mercado brasileiro, deve-se reconhecer que os objetivos são importantes e, se alcançados, representarão um grande salto de atualização.

O regime contempla empresas que já produzem, apenas importam ou têm projetos de investimentos. Todas, sem exceção, serão afetadas. Aquelas instaladas há mais tempo poderão cumprir exigências de compras locais com maior facilidade. No entanto, a estratégia de estimular novos fabricantes traz a competição como forma realmente eficaz de alcançar preços menores ao consumidor.

Entre as que pretendem investir, houve sensibilidade para atender marcas especializadas em modelos sofisticados. Serão fábricas dimensionadas para até 35.000 unidades anuais, com investimento mínimo de R$ 17.000 por veículo produzido. Haverá índice (obrigatório) menor de compras internas e atrairá, de imediato, BMW e Land Rover, com planos adiantados. Dificilmente, empresas como Audi e Mercedes-Benz deixarão de aderir, mesmo porque existirão cotas sem o superIPI, hoje incidente sobre modelos importados.

A grande maioria dos importadores também terá cotas, sem IPI extra, proporcionais ao volume médio comercializado entre 2009 e 2011, limitadas a 4.800 unidades/ano. Terão, porém, de investir 0,65% do faturamento líquido em um fundo nacional de desenvolvimento tecnológico, espécie de pedágio por usufruir do mercado interno. Alívio para quem está no negócio, à exceção da Kia, que, sem produção local, enfrentará dificuldades comerciais por seu volume de importações.

Um dos pontos mais positivos são as metas de consumo de combustível. O governo foi pragmático e deixou de lado as emissões de CO2, pois há equivalência direta com o consumo. Compulsoriamente, a média dos automóveis de cada empresa terá de diminuir 13,6% até 2017, até atingir a média (cidade-estrada) de 15,9 km/l (gasolina) e 11 km/l (etanol).

Há, ainda, meta audaciosa, porém incentivada, com até 2 pontos percentuais de redução de IPI para fabricantes que na média, entre 2017 e 2020, atinjam 17,3 km/l (gasolina) e 12 km/l (etanol). A nova lei deixa dúvidas se o IPI menor deve se repassar aos preços ou servirá de compensação aos investimentos.

Como ocorre no exterior, carros econômicos são mais caros: não existe almoço grátis, quando se fala de tecnologia, em geral. Assim, não acredite que a economia de R$ 1.100,00 por ano em combustível, no discurso do governo, seja efetiva, pois dependerá do preço do carro.

RODA VIVA

RESULTADOS ruins de vendas em setembro já eram esperados. Além da acomodação natural, depois dos volumes estratosféricos de agosto, o mês passado teve menos quatro dias úteis. Assim, os estoques subiram de 19 para 33 dias, o que diminuiu atrasos nas entregas de alguns modelos. Exportações vão de mal a pior: Anfavea reduziu sua previsão em 2012.

ARQUITETURA do carro conceitual Active Tourer, primeiro BMW de tração dianteira apresentado no Salão de Paris, vai gerar até nove modelos diferentes da própria marca e da sua controlada, Mini. Com certeza, um desses carros está nos planos de produção da fábrica catarinense, conforme a coluna antecipou. Será futuro modelo de entrada, a preço abaixo do X1 sDrive 18i.

NOVO Mercedes-Benz Classe B corrigiu fraquezas anteriores. Mais baixo e largo, alcança ótimo coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,26. Preço: R$ 115.900 a R$ 129.900. Motor turbo, 156 cv/22,4 kgf•m, e caixa de câmbio automatizada (duas embreagens, sete marchas), no lugar da insossa CVT de antes, formam bom conjunto. Faltam equipamentos, como ar-condicionado digital. Agora, sistema eletrônico permite entrar e sair de vagas.

MITSUBISHI trabalha para lançar, em breve, primeira picape média com câmbio automatizado (monoembreagem), da Magneti Marelli. Estará disponível na Triton com motor flex, quatro cilindros. Fábrica detectou interesse por essa solução mais em conta que automático convencional.

QUANDO a Chrysler cortou os preços de seus produtos, recentemente, nada mais fez do que se antecipar ao que estava previsto no novo regime automobilístico. Afinal, possuía informações sobre cancelamento do superIPI. Não faltou quem suspeitasse de absorção de margens de lucro, apontadas por uma revista americana de negócios.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Alta Roda - O soluço dos impostos

Quem, de fato, usou o bom humor para definir os altos e baixos do mercado brasileiro de veículos foi o presidente italiano da Citroën do Brasil, Francesco Abbruzzesi: “Já aconteceram mais coisas no Brasil, em cinco meses, do que na Europa em cinco anos”. Ele se referia ao pacote que governo, indústria automobilística e, indiretamente, as instituições financeiras acabaram de anunciar para reanimar as vendas internas.

Entretanto, houve diferenças em relação a acordos anteriores aqui e mesmo no exterior, onde corte de impostos visou à renovação da frota. A principal novidade é que a indústria, além de obviamente manter empregos, concordou em descontos adicionais de 2,5% para automóveis até 1.000 cm³ de cilindrada; 1,5% entre 1.000 cm³ e 2.000 cm³; e 1% para comerciais leves (picapes e furgões). Utilitários esporte (SUV) são considerados automóveis para efeitos fiscais.
Reprodução Autoesporte
Na prática, os valores sugeridos de tabela, somadas as reduções provisórias de IPI, cairão em torno de 10%; 7% (flex) e 8% (gasolina); e 4% para os três segmentos citados. Carros com motores acima de 2.000 cm³, nacionais ou importados, não foram contemplados. Os importados nos três segmentos receberam descontos de IPI também, não na mesma proporção. Note, ainda, que motores flex tiveram redução nominal de IPI inferior aos a gasolina.

Nas rodadas de corte de IPI de 2008 e 2009, a indústria nada ofereceu em descontos adicionais nas tabelas. Esse é um ponto positivo e pode desencadear mais promoções, além das que já ocorriam para diminuição dos estoques. As medidas de estímulo valem até 31 de agosto próximo e será interessante ver o que acontecerá depois.

Por causa dessas negociações a Anfavea tinha decidido adiar a revisão de previsões de crescimento de 4% a 5% para este ano. Algo em torno de 3% parece, agora, factível. Ainda assim será difícil por exigir vendas mensais médias, até o final do ano, sempre acima de 320.000 unidades (incluídos caminhões e ônibus).

Maior impacto que o preço, porém, vem das novas condições de financiamento. O governo liberou uma parte do empréstimo compulsório dos bancos, voltou a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para 1,5% (antes 2,5%) e reduziu exigências de reservas bancárias para o valor de entrada baixo nos parcelamentos. Volume extra de dinheiro para emprestar é mais eficaz do que tentar baixar as taxas de juros só no “grito”, como se queria antes.

O retorno (tímido, acredita-se) dos empréstimos de 60 meses sem entrada ajudará, mas o valor da prestação menor para quem puder oferecer o carro usado como entrada será o verdadeiro alavancador das vendas. Além de preço vantajoso nas compras à vista, que são cerca de um terço do total.

Finalmente, repete-se aquela velha história de “renúncia” fiscal do governo. Diz que abriu mão de impostos, mas na realidade não ia arrecadar mesmo, pela queda das vendas. O efeito prático é neutro: menos impostos significam mais vendas e arrecadação igual. Redução do IOF sobre financiamento parece definitivo, porém é hora de, além do IPI federal, também governos estaduais reverem ICMS e IPVA. De soluço em soluço na política de impostos, nada se resolve em definitivo.

RODA VIVA

ANUÁRIO do Sindipeças confirma o que já se esperava. Brasil perdeu para a Índia o posto de sexto maior produtor mundial de veículos em 2011. Será difícil recuperar a posição porque nossas exportações não são competitivas em razão da valorização do real frente a outras moedas. Pelo mesmo motivo, mercado interno é ocupado por importações mais baratas.

DIVIDIR mercado com importados afeta produção, mas há outra razão técnica para a queda do País no cenário internacional. Veículos desmontados (para exportação) não estão mais nas estatísticas enviadas ao exterior. Se isso já tivesse acontecido em 2010, o Brasil teria perdido a sexta colocação, entre os maiores produtores mundiais, para a própria Índia.

CHRYSLER 300 canadense volta, renovado, ao mercado por R$ 180.000, competitivo dentro do segmento de grande porte. Linhas mudaram pouco e continuam fugindo de padrões discretos. Novo motor V6/286 cv e caixa automática de oito marchas são seus pontos altos. Suspensões estão mais firmes, porém seu menor curso leva ao batente em buracos e lombadas.

LAND ROVER avançou na oferta do Discovery 4: agora todas as versões com sete lugares. Tanto neste como no Range Rover Sport há novo motor diesel V6/256 cv (mais 11 cv) para combustível de menor teor de enxofre (S 50) e câmbio automático de oito marchas (ZF, como o do Chrysler 300). Tela de 8 pol em cores e fones sem fio foram acrescentados.

EMPRESA
organizadora do Salão de Paris (29 de setembro a 14 de outubro) veio ao Brasil para divulgar a exposição, que espera novo recorde de público esse ano. Além de novos expositores (McLaren, uma das estreantes), área para testes de veículos elétricos e híbridos duplicou e haverá mostra histórica da publicidade no ramo automobilístico.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Alta Roda - Diferente da realidade

O atropelamento fatal de uma ciclista na Avenida Paulista, via simbólica da maior cidade do País, levou a uma comoção. Não apenas pela violência, mas pela cobertura dos meios de comunicação. Depois de gesticular após levar uma fechada, a moça se desequilibrou e caiu praticamente sob as rodas de um ônibus que trafegava em sua faixa dentro da velocidade permitida. Testemunhas afirmam que outro ônibus (este fora de sua faixa) teria esbarrado na ciclista e seria o causador, de fato, do acidente. Também há quem aponte um automóvel como o primeiro a fechar a vítima.

Análise menos emocional indica ser muito perigosa a convivência entre veículos de propulsão humana e os demais numa avenida de trânsito pesado e sem ciclovia. Além da diferença de velocidade – motocicletas, por exemplo, acompanham o fluxo –, a visibilidade restrita de uma bicicleta por parte dos motoristas é evidente. Então, por mais que se deseje incentivar esse meio de transporte alternativo, talvez se precisem estudar melhor os riscos envolvidos. Campanhas de conscientização apresentam resultados lentos. Ausência de ciclovias ou ciclofaixas desaconselham a liberação sem restrições ao tráfego de bikes, em qualquer dia e horário, em vias problemáticas.

Segurança em estradas é outro tema que merece bastante atenção. Um dos melhores estudos recentes foi apresentado, no final do ano passado, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Fundação Dom Cabral. A entidade mineira destacou o pesquisador Paulo Resende para coordenar o trabalho com objetivo de analisar acidentes no Brasil, suas características e enfoque nas condições de tráfego.

Um trabalho de fôlego, com mais de 80 referências bibliográficas, estatísticas e de pesquisa, incluindo autores independentes, consultores, órgãos governamentais e não governamentais, do Brasil e do exterior. Entre as citações está a de J. L. Guasch (Banco Mundial): “A infraestrutura, e em particular as rodovias, são importantes elementos ligados à produtividade, aos custos e à competitividade da economia. Quando um país possui sistema de transportes ineficiente, há um alto custo a ser pago e se torna um entrave ao desenvolvimento da nação.”

O relatório aponta a diferente realidade no Brasil. O governo não consegue oferecer infraestrutura eficiente, é incapaz de fazer investimentos necessários para melhoria e manutenção de serviços essenciais ao bom funcionamento das rodovias.

Entre 2005 e 2009, acidentes com mortos aumentaram em 33% quando comparadas estradas ruins e em boas condições. Nos dois extremos – condições péssimas e ótimas – a diferença de mortos foi de 81%. Entre rodovias públicas e concedidas (com pedágio e boa manutenção), acidentes fatais foram 62% superiores nas primeiras do que nas segundas. Porém, se constatou aumento em acidentes sem vítimas e com feridos nas rodovias de melhor qualidade pelo excesso de confiança dos motoristas.

Ao analisar 25.000 quilômetros de estradas, o conjunto de falhas humanas chega a responder por 90% dos acidentes. Principal conclusão do estudo é que não basta melhorar as estradas, quando a sociedade não está preparada para lidar com o trânsito e sua complexidade.

RODA VIVA

Resultado de vendas de veículos no mercado interno, nos dois primeiros meses do ano, foi ligeiramente inferior ao mesmo período de 2011. Só no final do primeiro trimestre, se poderão analisar as tendências, retirando fatores sazonais. No ano passado, Carnaval foi em março e este ano, em fevereiro. Comparação fica distorcida em termos de dias úteis.

Range Rover Evoque (versão de topo, duas portas, R$ 258.000) destaca o estilo audacioso. Interior moderno, completo e bem acabado, motor 2-litros (turbo) de 240 cv e bom câmbio automático, além do pacote de gerenciamento da tração 4x4, formam belo conjunto. Difícil administrar forma e função: má visibilidade traseira e enormes espelhos externos atrapalham uso urbano.

Tração apenas nas rodas dianteiras não é marca registrada da Jeep. Mas o Compass chegou para atender quem se liga apenas no visual, posição elevada ao dirigir e ângulos razoáveis de ataque, saída e rampa no fora-de-estrada leve. Nível de equipamentos adequado entre R$ 99.900 e R$ 139.900 (já com IPI alto). Porta-malas de apenas 328 litros é um ponto fraco.

Semáforos de trânsito poderão ser, no futuro, coisa do passado. Universidade do Texas criou um programa que administra hora exata e espaço de cada veículo para que se cruzem sem parar e sem o menor risco de colisão. Por enquanto, está em nível de simulação em laboratório. Depende de todos os carros utilizaram esses “pilotos automáticos” interativos.

Correção: novo motor diesel da Chevrolet S10, voltado ao torque elevado, é de origem italiana, da empresa VM Motori, que o desenvolveu em conjunto com a marca americana. VM é controlada 50% pela GM e, agora, 50% pela Fiat. Esse motor é fabricado no Brasil pela MWM, sob exclusividade, em Canoas (RS).

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Governo divulga lista das 18 montadoras livres do aumento do IPI

O governo divulgou hoje a lista das 18 montadoras instaladas no Brasil que estão livres do pagamento do  IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) mais alto na produção de veículos em território nacional até dezembro de 2012.

Agrale
Fiat
Ford
General Motores (Chevrolet)
Honda
Hyundai (CAOA)
Iveco
MAN
Mercedes-Benz do Brasil (caminhões)
Mitsubishi (MMC Automotores)
Nissan
PSA Peugeot Citroën
Renault
Scania
Toyota
Volkswagen
Volvo (caminhões)
International Indústria Automotiva da América do Sul

Todas atendem as regras de produção nacional e de investimento em inovação, o que inclui ter 65% de peças nacionais na montagem do veículo, conforme estudo realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Essas condições integram o plano “Brasil Maior”, criado no fim do ano passado para "estimular" a indústria nacional, especialmente as montadoras já instaladas em território brasileiro, e para "atrair" as estrangeiras a construirem fábricas no país - sem contar que serviu para acabar com o "oba-oba" das marcas chinesas.

É curioso observar que a Mercedes-Benz, mesmo com fábrica em Juiz de Fora (MG), só conseguiu a isenção do IPI para caminhões. Mas isso é compreensível, já que a planta mineira sempre foi uma incógnita.

As outras marcas, como Aston Martin, Audi, Bentley, BMW, Changan, Chery, Chrysler, Dodge, Effa Changhe, Effa Hafei, Ferrari, Hafei Motor, Haima, Jac Motors, Jaguar, Jeep, Jinbei Automobile, Kia Motors, Lamborghini, Land Rover, Lifan, Maserati, Mini, Porsche, SsangYong, Suzuki e Volvo sofrerão com o aumento da alíquota de 30 pontos percentuais sobre o IPI, que varia de 7% a 25%, dependendo da motorização do veículo.

O que você acha dessa história toda?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ford, GM, Peugeot, Honda e Fiat registram queda em vendas no Brasil em 2011

Reprodução do site da Folha.

Três das quatro maiores fabricantes de veículos no Brasil --Ford, GM (General Motors) e Fiat-- registraram queda nas vendas e consequente redução da participação no mercado brasileiro em 2011, informa reportagem de Venceslau Borlina Filho publicada na Folha desta quinta-feira.

A Ford apresentou a queda mais acentuada em relação a 2010, seguida por GM e Fiat. Já a fatia de mercado das empresas variou negativamente de 0,82 a 1,3 pontos percentuais no período.

*Nota do blogueiro: Mas a pior queda foi a da Honda. O principal motivo foi o terremoto no Japão, que atrapalhou bastante os planos da marca, que sofreu com a escassez de peças (como as ligadas à transmissão automática). O Civic 2012 acabou sendo adiado (principalmente) por causa do terremoto.

Por outro lado, marcas com pouco tempo de comercialização no país tiveram os melhores resultados, impulsionando o resultado geral de aumento na venda de veículos em 2011, de 2,90%.

Segundo os dados da Fenabrave (federação dos distribuidores de veículos), as chinesas Chery e Hafei, as japonesas Nissan e Suzuki e a britânica Land Rover foram as que mais cresceram em vendas durante o ano.

"A competitividade gerada com a chegada de outras fabricantes, associada à falta de novos produtos por essas empresas, resultaram nessa mudança", disse o professor e consultor da MSX International, Arnaldo Brazil.


Fonte: Folha

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Alta Roda - Tarefa difícil

Competitividade e inovação são as prioridades da vez na indústria em geral e no setor automobilístico em particular. Temas difíceis de desenvolver porque não há fórmulas prontas e depende de ações da sociedade envolvendo consumidor, governo, academia e indústria. Mentalidades precisam mudar a fim de expor melhor a elogiada criatividade brasileira. Há alguns anos, quando o País representava 2% do PIB mundial, respondia apenas por 0,1% das patentes no mundo. Mas na produção de estudos técnicos e científicos chegamos a 2,7%.

Essa preocupação esteve no centro dos debates de duas importantes associações, durante o XIX Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (SIMEA), da AEA e o XX Congresso de Tecnologia da Mobilidade, da SAE Brasil, ambos realizados em São Paulo. A iniciativa do governo federal para criar um novo regime de produção até 2016 não parece suficiente para atender aquelas duas demandas, embora represente a segurança de aumento de empregos pela confirmação de investimentos anunciados e a anunciar.

Pormenores dessa estratégia só serão conhecidos em meados de dezembro, quando efetivamente o aumento de IPI para todos os modelos não produzidos no Mercosul e México entrar em vigor. A Justiça impôs uma fragorosa derrota ao governo ao adiar por 90 dias o início da taxação, que valerá por um ano. A intenção de exigir contrapartida em gastos com pesquisas no próprio País é válida, porém não resolve tudo.

Na realidade, não basta incentivar a expansão do uso de novas tecnologias que, no fundo, dependem de preço e poder aquisitivo do comprador. É necessário induzir o desenvolvimento de tecnologias aqui aplicáveis. Um exemplo citado no SIMEA: navegadores GPS simples, sem funções agregadas, poderiam ter preço menor a ponto de se tornar item de série. O mercado precisa de inovações visíveis, porém ao mesmo tempo de sobrevivência, ou seja, acessíveis  a todos os bolsos.

Deve-se ficar de olho também na conectividade veicular. Produziram-se mais de 70 milhões de veículos no mundo, em 2010, mas apenas 7% podiam se beneficiar de recursos como navegação inteligente e notificação automática de acidentes. No Congresso SAE discutiram-se os desafios para chegar à eletrônica de baixo custo e estender novos serviços a maior número de pessoas.

Os 142 estandes da exposição de tecnologia do congresso demonstraram a efervescência da tecnologia atual. Desde o sistema de direção elétrica para carros baratos, da DHB; o conceito LESS, da Schaeffler, para redução de peso e consumo; o Light Strings, da 3M, cabos de fibra óptica de alta flexibilidade e uniformidade luminosa, utilizáveis de forma funcional ou decorativa; até novos recursos de segurança passiva da TRW, como airbag de teto para passageiro ao lado do motorista e retrator do cinto de segurança acionado pelo sistema de frenagem anticolisão automática. Visteon apresentou o C-Beyond, seu próprio carro-conceito com tecnologias de ponta e materiais alternativos.

Os dois eventos totalizaram mais de 200 trabalhos técnicos, incluindo os internacionais. Comprovação que não estamos desligados do mundo e sim à procura de integração desses avanços aos veículos aqui produzidos.

RODA VIVA
 CONFIRMADOS os investimentos na fábrica de Porto Real (RJ), a PSA Peugeot Citroën vai além de dobrar a produção de veículos, aumentar em 43% a de motores e gerar mais 1.700 empregos. Defasagem visual e tecnológica será reduzida de forma substancial nos próximos lançamentos. Nova família de motores possivelmente incluirá unidade de três cilindros/1,0 litro.
Nissan/Divulgação
VERSA segue os passos do Logan, sedã com dimensões de médio-compacto ao preço de compacto, a partir deste mês. Na faixa de R$ 35.490 a R$ 42.900 a Nissan se insinua em subsegmento congestionado que vai do Voyage ao chinês J3 Turin, passando pelos novos Siena, em breve, e Cobalt, agora. O estilo não é muito inspirado, mas tem bom motor flex 1,6 l/111 cv.

CARRO para poucos, é verdade, o Audi A6 deu um salto tecnológico. A começar pelo motor de 3 l/300 cv (compressor) com disposição para acelerar: 0 a 100 km/h em surpreendentes 5,5 s. Oferece cinco recursos de segurança de ponta, da visão noturna ampliada ao sistema anticolisão, mantendo ótima dirigibilidade e maior espaço interno. Preço? R$ 313.390.

RANGE ROVER Evoque pode atrair para a Land Rover fãs de crossovers de tração 4x4 graças ao seu estilo audacioso. Fugindo das linhas convencionais da marca, oferece bom espaço interno (um pouco menos no banco traseiro) e motor turbo de 2 l/240 cv. O preço começa em R$ 164.900, mas estranhamente a versão de 3 portas é mais cara que a de 5 portas.

DETRAN do Distrito Federal promete fiscalização séria sobre transparência dos vidros com aparelhos de medição específicos. Regulamentação do Contran vem sendo solenemente ignorada até agora, em todo o País, no caso dos vidros dianteiros e, em alguns casos, até para-brisa. Espera-se que polícias rodoviárias e outros Detrans sigam também a lei.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Alta Roda - Pensamentos alternativos

O Salão do Automóvel de Frankfurt, o maior do mundo em área locada de exposição, inverteu o clima de pessimismo observado há dois anos em razão da crise financeira mundial. A feira estará aberta até este domingo, 25/9, e reflete um cenário de vendas mundiais de veículos em ascensão, embora no continente europeu os resultados não estejam bons, à exceção da Alemanha, o que ajudou a mostra.
Volkswagen/Divulgação
Naturalmente, as marcas germânicas dominaram o ambiente. A começar pelo VW Up!, um subcompacto de quatro lugares, para disputar um segmento que crescerá muito. O modelo apresenta sofisticações, como frenagem automática e inteligente sistema multimídia portátil. Essa plataforma dará origem ao futuro carro de entrada da marca, substituindo o Gol IV, para cinco passageiros e com estilo próprio.

A Mercedes-Benz apresentou o novo Classe B, crossover de hatch e monovolume, com muitos equipamentos de série inclusive sistema anticolisão. Sua arquitetura flexível vai gerar um hatch (Classe A), um utilitário esporte (SUV) compacto, um sedã-cupê e uma station. Atenções se voltaram ao carro conceito F-125 (alusão aos 125 anos da empresa), um elétrico muito avançado que associa bateria de íon-enxofre e pilha a hidrogênio para até 1.000 km de autonomia.

A BMW mostrou o compacto Série 1, mais espaçoso, e consolidou sua submarca para propulsão alternativa. O i3 elétrico está praticamente pronto com muita fibra de carbono para aliviar o consumo da bateria, enquanto o híbrido esporte i8 ainda demora dois anos. A Audi respondeu com o carro-conceito A2 que terá também motor elétrico e o estudo Urban Concept ainda em estágio primário, mas o esportivo R8 e-Tron surgiu em forma quase definitiva.

Fechando a ofensiva alemã, a Porsche exibiu o novo 911, mais baixo e longo, projetado para receber propulsão híbrida. Versões conversíveis de supercarros também tiveram vez: Mercedes-Benz CLS (teto de lona) e Ferrari 458 Italia (teto rígido), atraindo fãs fiéis do puro glamour.
Fiat/Divulgação
Impressionaram a semelhança visual entre o novo Fiat Panda e o Uno brasileiro, de plataformas diferentes, além da nova linguagem de estilo da Ford realçada no Evos. Citroën DS5 confirmou o desenho audacioso da marca; a Renault contra-atacou com o conceito do que poderá ser um Kangoo no futuro; Smart também antecipou a evolução estética do microcarro (além da terceira geração elétrica); Mini cupê ampliou de forma criativa o desenho que parecia único.

Entre os SUV de maior porte, a maior surpresa foi o Maserati Kubang (materialização de um conceito do Salão de Detroit/2003). A Land Rover antecipou em quatro anos as primeiras formas do que, tudo indica, será o sucessor do icônico Defender.

Apesar da ênfase sobre elétricos e híbridos em Frankfurt, já há mais gente pensando que motores a combustão ainda vão evoluir e surpreender em emissões. Na Europa, por exemplo, 75% dos motores de carros novos utilizam turbocompressores (Classe B e A1, 100%). Como gerar eletricidade também emite gás carbônico (CO2), à exceção de usinas atômicas, podem acontecer surpresas e adiar para além de 2030 as chances de mínima consolidação do mercado de veículos elétricos a bateria.

RODA VIVA

AUMENTO significativo do IPI atingirá indistintamente todos os modelos não produzidos no Mercosul e México, mesmo que o fabricante já possua instalações industriais no Brasil. No fundo, o governo federal sabe que essa discriminação de imposto segundo a origem do produto contraria a Constituição. Resolveu correr o risco, em defesa do emprego industrial.

MAIS estranho é a taxação extra sobre importados vigorar até dezembro de 2012, embora a política de aumento da competitividade vá até 2016. Fica a dúvida se a medida pode ser revista ou a exigência de conteúdo de peças nacionais abrandada para quem quer fabricar no País. Casos da Chery e JAC, além da BMW que extraoficialmente já decidiu, mas pode desistir.

MERCEDES-BENZ SLS AMG roadster oferece rara combinação entre raízes históricas, estilo atual e desempenho ímpar. Inspirado no venerável 300 SL, de 1954, e suas portas no estilo de asas de gaivota na versão cupê, o conversível tem, claro, portas convencionais. O teto de lona se amolda à perfeição ao desenho do carro, além de subtrair apenas três litros do porta-malas.

GUIAR o SLS é uma experiência estonteante. O roadster tem capô longo e traseira curta. Sua largura exige atenção em estradas e ruas estreitas da Costa Azul francesa, Mônaco e pequenas cidades italianas na região. Motor V-8 de 571 cv e excitantes 66,3 kgfm são exploráveis em todas as situações. Mesmo que por apenas alguns segundos.

EXISTEM quatro opções de controle das suspensões no SLS, combinadas a respostas de direção, acelerador e troca de marchas na caixa automatizada de sete velocidades formando um transeixo traseiro. O conversível é cerca de 10% mais caro que o cupê e terá 30% do mix de vendas (no Brasil, bem menos). A fábrica produz cerca de 1.200 unidades/ano.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Governo regulamenta aumento do IPI para carros importados

Veja oa notícia publicada no site Folha.com, feita pelos repórteres Ana Carolina Oliveira, Eduardo Cucolo e Cirilo Junior:
Hyundai/Divulgação
O governo anunciou na quinta-feira (15) a elevação do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) para veículos importados ou que não atendam a novos requisitos de conteúdo nacional. A medida vale a partir de hoje.

As empresas, no entanto, terão dois meses para provar que atendem às novas regras. Nesse prazo, o imposto continua nos níveis atuais, mesmo para as importadoras.

A mudança pode representar reajuste de 25% a 28% nos preços para o consumidor que comprar um carro que tenha menos de 65% de componentes fabricadas no país. Serão afetados automóveis, caminhões, caminhonetes e veículos comerciais leves. Deve encarecer, principalmente, carros chineses, coreanos e de luxo.
Jac/Divulgação
O IPI sobe 30 pontos percentuais. Atualmente, o tributo varia de 7% a 25%, dependendo da potência e do tipo de combustível. Agora, ficará entre 37% e 55%. Para as montadoras que cumprirem a nacionalização exigida, não haverá mudança do imposto.

Além do percentual de componentes nacionais, as montadoras precisam fazer investimentos e deverão realizar no Brasil pelo menos 6 de 11 etapas de produção definidas pelo governo. Entre elas, fabricação de motores e montagem de chassis.

A estimativa do Ministério da Fazenda é que entre 12 e 15 montadoras não devem ter alta de imposto, principalmente as que estão há muito tempo no país.
Kia/Divulgação
Como o Brasil tem acordo automotivo com a Argentina e o México, componentes desses países não serão considerados como importados. Por isso, o governo estima que cerca de metade dos veículos importados terá aumento de imposto e preço.

A medida vigora até dezembro de 2012 e faz parte do plano Brasil Maior, anunciado no mês passado pela presidente Dilma Rousseff.

11 etapas
Para manter o atual nível de IPI, as empresas devem nacionalizar seis de 11etapas da produção. Seão elas: montagem, revisão final e ensaios compatíveis; estampagem; soldagem; tratamento anticorrosivo e pintura; injeção de plástico; fabricação de motores; fabricação de transmissões; montagem de sistemas de direção, de suspensão, elétrico e de freio, de eixos, de motor, de caixa de câmbio e de transmissão; montagem de chassis e de carrocerias; montagem final de cabines ou de carrocerias, com instalação de itens, inclusive acústicos e térmicos, de forração e de acabamento; e produção de carrocerias preponderantemente através de peças avulsas estampadas ou formatadas regionalmente. (fonte das 11: G1)


Vocês acham que o governo acertou com a medida?

Fica a sugestão para a leitura do editorial do blog Alto Giro sobre o assunto!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Veja se o seu carro é amigo do meio-ambiente

Honda Fit 1.4 fez bonito, assim como o Fiat Mille
Há algumas semanas o site da Quatro Rodas publicou uma notícia interessante, mostrando o nível de poluição emitido por vários carros vendidos no Brasil. É realmente curioso notar que nem sempre os modelos com motores maiores são necessariamente os que mais emitem CO2 (dióxido de carbono), um dos principais vilões do aquecimento global.

Reparem que um BMW Série 5, com motor 3.0 de 306 cv de potência, polui tanto quanto o Volvo C30 2.0 e a dupla da Fiat Punto e Linea 1.4 T-Jet - 178 gramas de CO2 por quilômetro rodado; e menos do que Ford EcoSport 1.6, Ford Fiesta 1.0 e Chevrolet Meriva 1.4.

O Renault Logan 1.0, que desenvolve até 77 cv de potência, despeja no ar 4 gramas a mais de CO2 que o Audi A4 2.0, com 214 cv. Já um Toyota Hilux SW4 2.7 a gasolina, com 158 cv, ultrapassa em 40 gramas o CO2 produzido polo esportivo Mercedes-Benz Classe S 63 AMG, com 544 cv.

Outro ponto que chama a atenção é o fato de alguns modelos com câmbio automatico poluirem consideravelmente mais do que seuas respectivas versões com transmissão manual. Vejam os exemplos de Honda Civic 1.8 manual (185 g/km) e automático (199 g/km) e do Chevrolet Vectra 2.0 manual (202 g/km) e automático (218 g/km). Por outro lado, o Honda City 1.5 automático despeja menos CO2 do que sua versão manual, assim como o Gol 1.6 I-Motion em relação ao Gol 1.6.

Finalizando, outro aspecto curioso é o fato de carros equipados com o mesmo motor emitirem níveis de CO2 diferentes. Claro que o peso, design e acertos mecânicos influenciam. Mas não deixa de chamar a atenção que o Prisma 1.0 emita menos CO2 do que o Classic 1.0. O Prisma 1.4 também polui menos do que o Corsa 1.4 e o Corsa Sedan 1.4.

Confiram a lista e veja se o seu carro está bem com o meio-ambiente:

Marca Modelo Versão Motor CV CO2
Smart Fortwo 1.0 Mhd 1.0 71 - 104
Smart Cabrio 1.0 1.0 Mhd 1.0 84 - 120
Smart Cabrio 1.0 1.0 Mhd 1.0 84 - 120
Fiat Mille 1.0 1.0 66 - 127
Mini Mini 1.6 Cooper 1.6 120 - 127
Mini Countryman 1.6 Cooper 1.6 120 - 127
BMW Series 1 2.0 118I 2.0 143 - 143
Honda Fit 1.4 1.3 101 - 144
BMW Series 3 2.0 320I 2.0 170 - 148
BMW Series 1 2.0 120I 2.0 156 - 153
Honda Fit 1.5 1.5 116 - 154
Volkswagen Gol 1.0 1.0 71 - 156
Chevrolet Celta 1.0 1.0 78 - 157
Chevrolet Prisma 1.0 1.0 78 - 157
BMW Series 1 2.0 120I 2.0 156 - 159
Volkswagen Polo 1.6 1.6 104 - 160
Honda City 1.5 Auto 1.5 116 - 162
Honda City 1.5 1.5 116 - 163
Volkswagen Gol 1.6 I-Motion 1.6 104 - 163
Volkswagen Voyage 1.6 I-Motion 1.6 104 - 163
Volkswagen Gol 1.6 1.6 104 - 164
Volkswagen Voyage 1.6 1.6 104 - 164
Mercedes C-CLASS CLS 350 3.5 306 - 164
Subaru Legacy 2.0 2.0 150 - 165
Audi A3 2.0 2.0 200 - 166
Chevrolet Classic 1.0 1.0 78 - 167
Peugeot 3008 1.6 Allure 1.6 156 - 167
Audi A4 2.0 2.0 214 - 167
Audi A3 2.0 2.0 200 - 167
Volkswagen Polo 1.6 Sedan 1.6 104 - 168
Peugeot 3008 1.6 Griffe 1.6 156 - 169
Audi A5 2.0 2.0 211 - 169
Honda Fit 1.5 AT 1.5 116 - 170
Renault Logan 1.0 1.0 77 - 171
Renault Sandero 1.0 1.0 77 - 171
Chevrolet Prisma 1.4 1.4 97 - 171
Volkswagen Fox 1.0 1.0 76 - 172
Volkswagen Gol 1.0 1.0 76 - 172
Volkswagen Voyage 1.0 1.0 76 - 172
Citroen C3 1.4 1.4 82 - 172
Volkswagen Fox 1.6 1.6 104 - 172
Volkswagen SpaceFox 1.6 1.6 104 - 172
Ford Ka 1.6 1.6 110 - 172
Audi A4 2.0 2.0 214 - 172
Peugeot 207 1.4 1.4 82 - 173
Peugeot 207 Passion 1.4 1.4 82 - 173
Peugeot 207 SW 1.4 1.4 82 - 173
Mercedes C-CLASS C 180 Kompressor 1.6 156 - 173
Renault Clio 1.0 1.0 77 - 174
Volkswagen Fox 1.6 I-Motion 1.6 104 - 174
Mercedes C-CLASS C 180 1.8 156 - 175
Chevrolet Corsa 1.4 1.4 105 - 176
Chevrolet Corsa 1.4 Sedan 1.4 105 - 176
Nissan Livina 1.6 1.6 108 - 176
Ford Fiesta 1.6 1.6 107 - 176
Volkswagen Golf 1.6 1.6 104 - 176
Honda Accord 2.0 2.0 156 - 176
Mercedes B-CLASS 1.7 B 180 1.7 116 - 177
Mercedes C-CLASS C 200 1.8 183 - 177
Fiat Linea 1.4 T-Jet 1.4 152 - 178
Fiat Punto 1.4 T-Jet 1.4 152 - 178
Volvo C30 2.0 2.0 145 - 178
BMW Series 5 3.0 535I Auto 3.0 306 - 178
Ford Ecosport 1.6 1.6 107 - 180
Volkswagen Polo 1.6 I-Motion 1.6 104 - 180
Kia Sportage 2.0 Auto 2.0 166 - 180
Toyota Corolla 1.8 1.8 136 - 181
Ford Fiesta 1.0 1.0 73 - 182
Mercedes C-CLASS C 200 Touring 1.8 183 - 182
Nissan Sentra 2.0 2.0 143 - 182
Audi TT Coupe 2.0 2.0 200 - 183
Volvo S40 2.0 2.0 145 - 183
Audi TTS Coupe 2.0 2.0 272 - 184
Honda Civic 1.8 1.8 140 - 185
Mercedes SLK-CLASS SLK 200 1.8 184 - 188
Mercedes B-CLASS 2.0 B 200 Auto 2.0 193 - 188
Kia Sportage 2.0 Auto 2.0 166 - 188
Chevrolet Meriva 1.4 1.4 105 - 189
Ford Focus 1.6 1.6 116 - 189
Mercedes S-CLASS 3.5 S 400 Hybrid 3.5 299 - 189
Peugeot 207 1.6 1.6 113 - 190
Peugeot 207 Passion 1.6 1.6 113 - 190
Peugeot 207 SW 1.6 1.6 113 - 190
Renault Logan 1.6 1.6 95 - 190
Renault Sandero 1.6 1.6 95 - 190
Renault Symbol 1.6 1.6 115 - 191
Bmw X1 2.0 Auto 2.0 150 - 191
Volkswagen CrossFox 1.6 1.6 104 - 192
Nissan Tiida 1.8 1.8 126 - 193
Kia Carens 2.0 Auto 2.0 149 - 193
Citroen C4 1.6 1.6 113 - 195
Nissan Tiida 11.8 Auto 1.8 126 - 195
Audi S3 2.0 2.0 256 - 195
BMW Series 3 3.0 335I Auto 3.0 306 - 196
Chevrolet Meriva 1.8 Easytronic 1.8 114 - 197
BMW Series 1 3.0 130I Auto 3.0 265 - 197
Renault Megane 1.6 Grand Tour 1.6 115 - 199
Citroen C3 1.6 1.6 113 - 199
Peugeot 307 1.6 1.6 113 - 199
Honda Civic 1.8 Auto 1.8 140 - 199
Audi Q5 2.0 2.0 211 - 199
Subaru Forester 2.0 AUTO 2.0 160 - 199
Subaru Impreza 2.0 2.0 160 - 199
Suzuki Grand Vitara 2.0 2.0 140 - 199
BMW Z4 2.5 Auto 2.5 204 - 199
Volkswagen Parati 1.6 1.6 103 - 201
Nissan Grand Livina 1.8 Auto 1.8 126 - 201
Nissan Livina 1.8 Auto 1.8 126 - 201
Nissan Sentra 2.0 2.0 143 - 201
Chevrolet Astra 2.0 2.0 140 - 202
Chevrolet Vectra 2.0 2.0 140 - 202
Chevrolet Vectra 2.0 GT 2.0 140 - 202
Volvo C30 2.5 Auto 2.5 230 - 203
Mercedes E-CLASS E 350 Coupe 3.5 292 - 203
Renault Sandero 1.6 1.6 112 - 204
Nissan Grand Livina 1.8 1.8 126 - 205
Bmw Series 3 3.0 335I Auto 3.0 306 - 205
Mercedes E-Class E 350 3.5 292 - 205
Citroen C4 2.0 2.0 151 - 206
Citroen C4 Pallas 2.0 2.0 151 - 206
Peugeot 307 2.0 Auto 2.0 151 - 206
Ford Ecosport 2.0 2.0 145 - 206
Kia Sorento 2.4 Auto 2.4 174 - 208
Volkswagen Jetta 2.5 Auto 2.5 170 - 208
Mercedes E-Class 3.5 Cabrio E 350 3.5 292 - 208
Kia Sorento 3.5 Auto 3.5 278 - 208
Peugeot 307 2.0 Auto 2.0 151 - 209
Volvo C70 2.5 Auto 2.5 230 - 209
BMW Series 5 3.0 535I Auto 3.0 306 - 209
Citroen Xsara Picasso 1.6 1.6 113 - 210
Renault Scenic 1.6 1.6 115 - 212
Audi A5 3.2 3.2 265 - 213
Peugeot 207 1.6 Auto 1.6 113 - 215
Peugeot 207 Passion 1.6 Auto 1.6 113 - 215
Peugeot 207 SW 1.6 Auto 1.6 113 - 215
Ford Ecosport 2.0 16V Auto 2.0 145 - 215
Audi A4 3.2 3.2 269 - 215
Mitsubishi Outlander 2.4 Auto 2.4 170 - 216
Chevrolet Captiva 3.0 Auto 3.0 268 - 216
Volvo S40 2.5 2.5 230 - 217
Chevrolet Astra 2.0 Auto 2.0 140 - 218
Chevrolet Vectra 2.0 Auto 2.0 140 - 218
Chevrolet Vectra 2.0 GT Auto 2.0 140 - 218
Audi Q5 3.2 3.2 265 - 218
Chevrolet Zafira 2.0 2.0 140 - 219
BMW Z4 3.0 3.0 306 - 219
Audi A6 3.0 3.0 290 - 219
BMW X1 3.0 Auto 3.0 258 - 219
Audi A4 3.2 3.2 269 - 219
Audi A8 4.2 4.2 372 - 219
BMW Series 7 4.4 4.4 465 - 219
Chevrolet Zafira 2.0 Auto 2.0 140 - 221
Porsche Cayman 2.9 2.9 265 - 221
Porsche Boxster 2.9 2.9 255 - 221
Honda CR-V 2.0 2.0 150 - 222
Citroen C4 Picasso 2.0 Auto 2.0 143 - 222
Citroen Grand C4 Picasso 2.0 Auto 2.0 143 - 222
Audi A6 Avant 3.0 3.0 290 - 223
Mercedes C-Class C 300 3.0 231 - 225
Peugeot 407 2.0 2.0 143 - 226
Peugeot 407 SW 3.0 2.9 211 - 226
Mercedes SL-Class SL 350 3.5 316 - 226
Porsche Boxster 3.4 3.4 320 - 228
Ford Ecosport 2.0 2.0 145 - 229
Porsche Cayman 3.4 3.4 320 - 230
Porsche Boxster 3.4 3.4 310 - 230
Chevrolet Omega 3.6 Auto 3.6 292 - 231
Volvo C70 2.5 Auto 2.5 230 - 209
Subaru Outback 3.6 SW Auto 3.6 280 - 232
Mercedes CL-Class 4.7 Cl 500 Auto 5.0 435 - 232
Chevrolet Captiva 2.4 Auto 2.4 185 - 233
BMW X5 3.0 Auto 3.0 306 - 236
Porsche Cayenne 3.6 V6 Auto 3.6 300 - 236
Subaru Impreza 2.5 WRX Sti 2.5 310 - 243
Land Rover Range Rover Sport 3.0 Auto 3.0 245 - 243
Mitsubishi Outlander 3.0 Auto 3.0 240 - 243
Bmw Series 5 4.4 550I Auto 4.4 407 - 243
Land Rover Discovery 2.7 Auto 2.7 190 - 244
Mercedes CL-Class 5.5 Cl 63 AMG Auto 5.5 544 - 244
Mercedes S-Class 5.5 S 63 AMG Auto 5.5 544 - 244
Suzuki Grand Vitara 3.2 Auto 3.2 232 - 245
Porsche Cayenne 4.8 Auto 4.8 400 - 245
Chevrolet Blazer 2.4 2.4 147 - 246
Subaru Forester 2.5 Auto 2.5 230 - 248
Audi Q7 3.0 3.0 333 - 249
Mitsubishi Lancer 2.0 2.0 295 - 250
Subaru Legacy 2.5 Auto 2.5 280 - 250
Porsche 911 3.8 3.8 385 - 250
Porsche 911 3.8 3.8 385 - 250
Audi RS5 4.2 4.2 450 - 252
Land Rover Range Rover 4.4 Auto 4.4 313 - 253
Porsche 911 3.8 Carrera S 3.8 385 - 254
Mercedes E-Class E 500 Coupe 5.5 388 - 254
Porsche 911 3.8 Carrera 4S 3.8 385 - 259
Porsche Panamera 4.8 4.8 405 - 260
Mercedes E-Class 5.5 E 500 5.5 388 - 260
Lexus LS 4.6 Auto 4.6 347 - 261
Mercedes S-Class 5.5 S 500 Auto 5.5 388 - 262
Porsche 911 3.8 Carrera 4S Cabriolet 3.8 385 - 263
Citroen C5 2.0 2.0 143 - 264
Mercedes E-Class E 500 Avantgarde Executive 5.5 388 - 264
Mercedes S-Class 5.5 S 500 Auto 5.5 388 - 264
Porsche Panamera 3.6 3.6 300 - 265
Jeep Grand Cherokee 3.6 3.6 286 - 265
Land Rover Defender 2.4 2.4 122 - 266
BMW Series 7 4.4 Auto 4.4 407 - 266
Porsche Cayenne 4.8 Auto 4.8 500 - 270
Porsche 911 3.8 Turbo Coupe 3.8 530 - 272
Mercedes SL-Class Sl 500 5.5 388 - 272
Porsche 911 3.8 Turbo S Cabriolet 3.8 530 - 275
Mercedes CLS-Class CLS 500 5.5 388 - 280
Toyota Hilux Sw4 2.7 2.7 158 - 282
Porsche Panamera 4.8 4.8 506 - 286
Volvo C70 2.5 Auto 2.5 230 - 209
Mercedes SLK-Class SLK 55 Amg 5.4 360 - 288
BMW Series 3 4.0 M3 4.0 420 - 290
BMW X5 4.4 Auto 4.4 407 - 292
Jaguar Xk Series 5.0 Auto 5.0 510 - 292
Land Rover Range Rover 5.0 Auto 5.0 510 - 292
Porsche Panamera 4.8 4.8 405 - 293
Mercedes E-Class E 63 Amg 6.2 525 - 295
Toyota Hilux Sw4 4.0 Auto 4.0 238 - 298
Ferrari California 4.3 4.3 460 - 299
Audi S6 5.2 5.2 435 - 299
Mercedes E-Class 6.2 E 63 T Amg 6.2 525 - 299
BMW Series 7 6.0 760Li Auto 6.0 544 - 303
Mercedes SLS AMG 6.2 6.2 571 - 308
Aston Martin V8 Vantage 4.7 4.7 420 - 312
Mercedes C-Class C 63 AMG 6.2 463 - 312
Mercedes C-Class C 63 Touring AMG 6.2 463 - 316
Audi R8 4.2 4.2 420 - 318
Ferrari 458 4.5 Italia 4.5 570 - 320
Bmw X5 4.4 Auto 4.4 555 - 325
Audi R8 5.2 5.2 525 - 327
Land Rover Discovery 5.0 Auto 5.0 375 - 328
Mercedes CL-Class 5.5 Cl Auto 5.5 517 - 328
Maserati Granturismo 4.2 Auto 4.2 405 - 330
Mercedes SL-Class Sl 63 AMG 6.2 525 - 330
Audi RS6 5.0 5.0 580 - 331
Audi R8 5.2 5.2 525 - 332
Mercedes S-Class 5.5 S 600 Auto 5.5 517 - 332
Audi RS6 5.0 5.0 580 - 333
Mercedes SL-Class Sl 65 AMG 6.0 612 - 333
Mercedes CL-Class 6.0 CL 65 AMG Auto 6.0 630 - 334
Mercedes S-Class 6.0 S 65 L AMG Auto 6.0 612 - 334
Lamborghini Gallardo LP 550-2 5.2 550 - 341
Maserati Quattroporte 4.2 4.2 400 - 345
Mercedes CLS-Class CLS 63 Amg 6.2 514 - 345
Land Rover Range Rover Sport 5.0 Auto 5.0 510 - 353
Maserati Grancabrio 4.7 4.7 440 - 354
Aston Martin DBS 6.0 Auto 5.9 517 - 367
Mercedes G-Class 5.4 G 55 Amg 5.4 476 - 378
Maserati Granturismo 4.7 4.7 439 - 385
Bentley Continental Supersports 6.0 Auto 6.0 630 - 388
Aston Martin DB9 6.0 5.9 476 - 389
Bentley Continental Flying Spur 6.0 Auto 6.0 560 - 396
Ferrari 599 6.0 6.0 620 - 415
Ferrari 612 5.7 5.7 540 - 470

Fonte: Quatro Rodas
*Além da tabela da JATO Dynamics, atualizada no começo de 2011, consideramos também os dados de alguns modelos da tabela de homologação divulgada pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) em 2009, cuja motorização permaneceu a mesma.