Pela segunda vez o Renault Sandero é a estrela do Impressões do De 0 a 100 (a primeira está aqui). Desta vez é o carro do Wladimir Pereira, um Stepway 1.6 16V completo. O modelo teve como desafio entrar na vida de um dono intimamente ligado ao Volkswagen Gol. E não é que o hatch compacto premium francês se deu bem?
Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!), o Hugo Leite, o Pedro, o Piauí Jr., o Renato Dantas, o Mário Cesar, o Mário Cesar (de novo!), o Renato Dantas (de novo!), o Joathan (de novo!), o José Barbosa Júnior, o Jefferson de Oliveira, eu mesmo (Volvo XC60 e Astra), o Leonardo Vilela, o Mário César (mais uma vez!), o Pedro (de novo!) e o Wladimir Pereira, basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.
"O Renault Sandero Stepway 2010/2011 equipado com o Pack Segurança (vidros traseiros elétricos, retrovisores elétricos, alarme perimétrico, CD Player/MP3 com comando satélite, airbag duplo, freios ABS, volante de couro, puxadores das portas dianteiras com acabamento sport, terceiro apoio de cabeça traseiro) + Pack Couro (bancos revestidos em couro) foi escolhido para substituir o velho e guerreiro Volkswagen Gol Power 1.6 completo 2007/2007, que não oferecia opcionais como airbags e ABS).
A família cresceu e com a chegada de mais um membro o nosso Gol se tornou apertado no banco traseiro. Com uma cadeirinha já era difícil. Com duas então o espaço nos bancos traseiro desapareceu. Isso sem falar do porta-malas que, na ultima viagem, com dois adultos e uma criança, já foi difícil. Os VW Gol sempre fizeram parte da minha vida: Gol 1983 - BX; 1987 - GL 1.8; 1999 - 1.0 16V; 2004 - Special; e 2007 - Power. O Gol G5 nunca me empolgou e o espaço interno no banco traseiro e porta-malas assemelha-se ao Gol G4.

Poderia até me manter com um Polo, Golf ou Bora, mas no banco traseiro o espaço é praticamente o mesmo de um Gol G5. Já o Fox tem espaço interno excelente, mas peca no porta-malas. Aí você diria "e a Spacefox"? O ângulo da coluna dianteira atrapalha bastante a minha visão. Até hoje não entendi como um carro alemão atrapalha tanto uma pessoa da minha estatura: 1,84m. Essa mesma sensação tenho com o Toyota Corolla da geração "irmã" do Lifan 620. Digamos que só Nissan Tiida e Tiida Sedan tinham espaço interno e preço para concorrer, além do Renault Logan, é claro.
A decisão pelo Renault Sandero Stepway se deu em virtude de ser um hatchback e, por isso, ser mais fácil de transitar e estacionar no dia a dia da cidade. Ele não é um carro tão pequeno assim se comparado a um Fiat Idea, Chevrolet Meriva, Nissan Livina, Citroën Picasso, Ford EcoSport, Volkswagen SpaceFox e Hyundai Tucson. Eu diria que ele ganhou na comparação custo/benefício que, aliás, é o grande trunfo para a Renault crescer no Brasil. A Fiat começou em 1976 com o seu 147 e hoje é a principal montadora do país.

Resumindo o carro é gostoso de dirigir no dia a dia, é espaçoso e a posição de dirigir não cansa nem na cidade, nem na estrada - mesmo depois de uma viagem de 3.400 km. As relações de marcha são iguais as do Sandero comum, mas, com rodas maiores, o carro tem uma arrancada mais lenta. O que mais incomoda é a tendência do carro morrer nas arrancadas, pois você sempre precisa pisar um pouco mais no acelerador nas saídas de semáforo e quebra-molas. Não sei se no novo Sandero alteraram a relação de marcha. Se a Renault quer ampliar as vendas do modelo deve levar este quesito em conta. Pelo menos o sistema de som e o acabamento melhoraram muito, mas o estepe continua fora do carro e ainda falta sensor ultra som na cabine. A primeira revisão de fábrica de 10.000 km ou 1 ano foi R$ 2,00 mais barata do que carta enviada pela fábrica indicando o preço R$ 201,00.
Aos 9.000 km rodados, o Sandero apresentou tendência a aquecer em engarrafamentos. A barra de temperatura, que normalmente apresenta 4 retângulos acesos em engarrafamentos prolongados, passava a seis por alguns instantes. Aí você dava uma bombada no acelerador e parecia que a válvula termostática se ligava e a temperatura volta ao normal. Segundo a autorizada, o problema desta falha está no cabo negativo da bateria que foi substituído na revisão. Segundo o consultor técnico, alguns Sanderos e Logans com maior freqüência têm apresentado a falha.

Outra coisa que me chamou a atenção foi o líquido de arrefecimento ter baixado o nível. Quando o carro foi recebido o nível estava na posição máximo. Quando foi para a revisão o nível estava no meio - entre as marcações de mínimo e máximo. Na revisão, o nível foi completado e até o momento não dá para avaliar, pois o carro ainda não rodou 1.000 Km. Mas,qualquer alteração, farei o relato. O recipiente do líquido de arrefecimento é simples, diferente do recipiente usado na VW, que é complexo, com uma divisão interna ao recipiente e válvula na tampa. Talvez por isso no VW ao longo dos 3 anos não tenha havido perda no sistema de arrefecimento. No Renault, a impressão que me passou foi a de vazamento no sistema. Tomara que não, mas, se ocorrer, vocês vão saber.
Até gostaria de saber do Piauí Jr se no Renault Symbol dele isto já aconteceu, pois ele tambám já teve VW.
Voltando ao Renault Sandero Stepway, o motor 1.6 16V se mostrou valente na estrada. Não sei se pelo peso dos 5 passageiros e carga total. O motor respondeu bem até os 160 km/h em estrada plana. Dali em diante parecia que você precisaria ter uma grande reta e muito tempo para conseguir uma velocidade maior do que isso. Sem contar o risco desnecessário de dirigir o tempo todo a essa velocidade.
O comportamento do carro no circuito off-road se mostrou bom, passando por terrenos alagados e arenosos com certa facilidade, apesar de em alguns momentos você sentir que os pneus estavam completamentes tomados por uma camada de lama e começando a deslizar.
O freio ABS teve comportamento dinâmico similar ao da Chevrolet S10 nas estradas de terra. Na cidade, em um dia chuvoso com camada de água de uns 4 dedos, ao me aproximar de um semáforo com fiscal eletrônico de avanço e velocidade o, ABS foi colocado a prova. Nesse dia percebi que o meu Gol Power 1.6 não ia mais deixar saudades. Fiquei convencido que havia feito uma boa compra pela altura do carro em relação ao solo e pelo ABS.
Graças a Deus ainda não testei o airbag. E nem pretendo testá-lo.
É claro que meus filhos preferem passear de Honda Civic com a tia ou Toyota Corolla com o avô. O silêncio e o conforto destes dois carros é fantástico. Mas eles também gostam de passear no Renault Clio aqui de casa que é carinhosamente chamado de piquituti. Este segundo carro foi comprado em função da ótima impressão do Renault Sandero. Minha esposa sempre quiz ter um Clio, mas na hora H sempre a convenci a comprar outro carro. Desta vez vi que era só preconceito meu.

Até agora tanto Sandero quanto Clio estão me surpreendendo. Talvez por esse motivo o lema da propaganda da Renault seja surpreenda-se. Não é o melhor carro do mundo, mas na ponta do láspis e no custo/benefício este "surpreenda-se" está valendo até agora. Talvez o Renault Sandero automático seja um marco no segmento, pois se for um mico pode encerrar uma linda história. Mas o carro romeno tem espaço aqui no Brasil. Se até esse JAC aí esta tendo, os Renaults Romenos não são tão piores que os chineses. Por enquanto, o que decepciona é o Fluence, que parece não ter fôlego para seguir o alemão Jetta.
Um abraço e em outra oportunidade falo das impressões do Renault Clio. Um pequeno esquecido no seu segmento, mas se comparado com o quantitativos de itens e o preço que você paga. Os outros são só os outros.
Pontos positivos do RENAULT SANDERO STEPWAY 2010/2011.
1º. Mais silencioso e mais potente que o VW Gol 1.6 Power;
2º. Colocam-se duas cadeirinhas e ainda se tem o terceiro acento no banco traseiro;
3º. Alças de teto na dianteira e na traseira;
4º. Computador de bordo com: km parcial 1 e 2, autonomia, consumo instantâneo e velocidade média;
5º. Travamento automático das portas a partir de 6 km/h;
6º. Bolsa tipo canguru atrás dos apoios dos bancos dianteiros;
7º. O carro é curto e fácil de manobrar em qualquer lugar;
8º. Suspensão elevada. É alto em relação ao solo (140 mm de distância). Isto facilita em dias de chuva e não comprometeu o rodar na estrada;
9º. Excelente espaço para os ocupantes do banco dianteiro e no traseiro leva realmente três adultos com conforto, além de um porta-malas 320 litros;
10º. Tem ABS e airbag duplo e bancos de couro sem cobrar tanto por isso;
11º. Comando de som satélite na coluna de direção (estilo borboleta). Particularmente acho melhor de manusear do que os comandos localizados na parte frontal do volante;
12º. Vidros elétricos dianteiros no console central para quem tem 1,84 metros de altura não é problema. A ergonomia vai ajudar ou atrapalhar dependendo da sua estatura. Os que estão acostumados com os comandos nas portas vão estranhar. Para quem anda em muitos carros aí é um Deus nos acuda.
13º. Quanto ao comando dos retrovisores elétricos. Muitos reclamam por ficar abaixo do freio de mão. Porém você regula os retrovisores antes de sair e não mexe mais, logo não vejo dificuldade.
14º. O consumo de combustível em BRASÍLIA-DF só gasolina compensa aqui, usei álcool uma única vez:
· Cidade trânsito intenso trajeto inferior a 6 km ar condicionado ligado e motor frio – 8,1 km/l gasolina.
· Cidade trânsito intenso trajeto inferior a 6 km ar condicionado ligado e motor quente – 9,3 km/l gasolina
· Cidade trânsito intenso trajeto inferior a 6 km ar condicionado desligado e motor frio – 8,8 Km/l gasolina.
· Cidade trânsito intenso trajeto inferior a 6 km ar condicionado desligado e motor quente – 10,2 Km/l gasolina.
· Cidade trânsito sem retenções exceto semáforos e quebra-molas trajeto inferior a 6 km ar-condicionado desligado e motor quente – 11,4 Km/l gasolina – usando inércia, sem acelerações bruscas, acelerando e desacelerando o carro de forma gradual nas vias com velocidade média de deslocamento de 25 Km/h – vias de 40 e 60 Km/h.
· Cidade trânsito sem retenções exceto semáforos e quebra-molas trajeto inferior a 6 km ar-condicionado ligado e motor quente. Tocada esportiva de acelerações e freadas bruscas vai fazer - 7,8 km/l gasolina;
· Cidade trânsito sem retenções exceto semáforos e quebra-molas trajeto inferior a 6 km ar-condicionado desligado e motor quente. Tocada esportiva de acelerações e freiadas bruscas vai fazer - 9 km/l gasolina;
· Na média na cidade sem considerar distância de deslocamento faz-se 9,3 km/l numa tocada esportiva e 11,2 km/l numa tocada pé de pena com uso do ar-condicionado em 40% do tanque. Aqui você sente a diferença para o motor VW 1.6 que a diferença entre uma guiada esportiva e a pé de pena é apenas 0,5 km/l gasolina, mas na média fazia 10,3 por mais pé de pena que você fosse.
· Estrada a 80 km/h – só motorista e mala – 14,8 km/l gasolina.
· Estrada a 120 km/h – só motorista e mala – 12,3 km/l gasolina.
· Estrada a 120 km/h – 4 passageiros e porta-malas lotados – 10,8 km/l gasolina.
· Estrada acima de 120 km/h – 4 passageiros e porta-malas lotados – velocidade média de deslocamento 78 Km/h – 10 Km/l gasolina.
· Estrada acima de 120 km/h – 4 passageiros e porta-malas lotados – velocidade média de deslocamento 90 Km/h – 9 Km/l gasolina.
15º. Aviso luminoso de portas abertas;
16º. Aviso sonoro de farol ligado;
17º. Três apoios de cabeça no banco traseiro;
18º. Chave com comandos de abertura e fechamento das portas. Ao primeiro toque destrava-se apenas a porta do motorista. Ao segundo toque abrem se as demais portas e o porta-malas. A luz interna permanece ligada até que a chave seja colocada no contato e girada. Caso isso não ocorra em 30 segundos o alarme é acionado novamente;
19º. Bom ângulo de abertura da tampa traseira;
20º. Banco traseiro bipartido;
21º. Iluminação do porta-malas e porta luvas;
22º. Todos os acionadores dos vidros elétricos têm iluminação. Parece besteira, mas Civic LXS e LXL e Corolla Xli não têm e vai olhar o preço dos carrinhos aí.
Pontos negativos Renault Sandero Stepway
1º. Limpador do vidro traseiro não tem temporizador de intermitência. Ou aciona para lavar ou fica ligado direto;
2º. As palhetas do pára-brisa dianteiro têm desgaste prematuro;
3º. O ar-condicionado poderia ter a opção de ser digital;
4º. Reposicionar o acionamento dos vidros elétricos traseiros. Poderiam ser nas portas traseiras. Isto faria com que os passageiros não precisassem se esticar até o assoalho para acioná-los. Se bem que aqui meu filho e minha esposa o fazem este acionamento com os pés. Sinceramente até para os passageiros da frente manusearem o comando necessitam de um molejo curvando a coluna. Lembrando que o modelo 2012 do Sandero já trás os comandos na porta, melhorou porém continua com ergonomia ruim;
5º. O carro merece sensores de ré ou estacionamento, pois a cintura traseira do carro é alta;
6º. Coluna de direção regulável para que o motorista consiga visualizar todo o painel. Exemplo eu tenho 1,84 m com o banco regulado todo para baixo a parte superior do volante me impede de visualizar os dados do display do computador de bordo;
7º. Falta o cinto de três pontos para o ocupante do acento central no banco traseiro;
8º. Uma falha do alarme é que ele se arma mesmo com uma das portas abertas. O único sinal de que algo esta errado é que as luzes do carro não piscam. Ora o carro tem sensor de abertura em todas as portas, capô e porta-malas isso não deveria acontecer;
9º. Espelho do quebra-sol poderia ter iluminação;
10º. Retrovisor central dianteiro deveria ter mais regulagens, pois para os mais altos haverá dificuldade em encontrar um acerto;
11º. Triângulo vem solto no porta-malas. A engenharia da Renault pode arrumar um lugar para ele ficar bem amarrado;
12º. Emborrachar a coluna dianteira, pois o fixador do cinto do passageiro fica batendo na coluna que é de plástico rígido causando um ruído que incomoda, quando não há passageiro no carona;
13º. Colocar um puxador de melhor ergonomia e empunhadura nas portas traseiras;
14º. Colocar entradas USB no som. O novo Sandero já trás, mas não é de série;
15º. Acrescentar luzes de cortesia nas portas, pois em um veículo off-road ajuda numa descida na escuridão;
16º. O estepe deveria ser dentro do porta-malas para evitar o maior transtorno que o seu furto;
17º. Melhorar relação de marcha do Stepway. Um escalonamento melhor do câmbio, pois ao passar em quebra molas tem se de acelerar, para que o carro não apague na saída já que a rotação do motor em marcha lenta é de 500 rpm. Talvez daqui venha a tal vibração do motor relatada pelo Parizzi quando testou o modelo;
18º. A direção hidráulica poderia ser mais leve, não sei se o motivo aqui é segurança;
19º. Luz de cortesia para os bancos traseiros;
20º. O alarme deveria vir com sensor ultra som;
21º. A direção hidráulica poderia ser mais leve.
Revisões
VW GOL POWER 1.6 2007/07 comprado em 04/04/2007
. Revisão - R$ 181,71 - 15/08/2007 - 10.029 KM - VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa, kit lubrificante MIX.
. Revisão - R$ 538,16 - 23/01/2008 - 19.913 KM - VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa, kit lubrificante MIX. Limpeza dos bicos injetores, R$ 140,00 e concentrado para limpeza R$ 5,20. Lavagem simples do carro R$ 20,00 - absurdo. Balanceamento e alinhamento R$ 104,40. Troca das palhetas do limpador de pára-brisas R$ 67,00.
. Revisão - R$ 756,83 - 12/06/2008 - 30.735 KM - VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa, kit lubrificante MIX. Substituição das pastilhas de freio - R$ 110,00. Balanceamento e alinhamento R$ 104,40. Substituição das velas R$ 204,18. Higienização do ar condicionado R$ 162,00.
. Substituição do interruptor de marcha ré – a garantia não cobriu, pois a garantia VW total é apenas para o primeiro ano e de 3 anos para motor e câmbio desde que as revisões sejam feitas regularmente - 19/07/2008 - 35.268 KM - R$ 51,24 peça e mão de obra da oficina.
. Revisão - R$ 394,86 - 27/11/2008 - 39.756 KM - VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa e querosene, kit lubrificante MIX. Lubrificação dos rolamentos traseiros R$ 113,10. Troca das palhetas do limpador de pára-brisas R$ 72,00.
. Revisão - R$ 217,01 - 20/04/2009 - 49.640 KM - VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa, kit lubrificante MIX.
. Revisão - R$ 2.269,28 – 31/07/2009 - 60.008 KM - VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa, kit lubrificante MIX. Higienização do ar condicionado R$ 162,00. Troca dos batentes traseiros - R$ 195,64. Troca dos 4 pneus R$ 790,00 e pastilhas de freio R$ 117,00. Balanceamento e alinhamento R$ 117,60. . . . Substituição da correia dentada a pedido (indicação do manual aos 80 mil km) e tensor da correia R$ 437,00. Substituição das velas R$ 221,63. A partir desta revisão o ritmo de viagem como carro diminui e a sua quilometragem a espera do meu segundo filho no final de 2009. Aí mais uma cadeirinha e dentro do carro e eu vou precisar de mais espaço. A partir daqui começo a pensar e estudar as possibilidades de troca do carro (estudo de mercado, alterações de modelos e gerações e espaço interno no habitáculo)
. Substituição da bateria - R$ 234,50 - 22/08/2009 - 61.179 KM
. Revisão - R$ 225,36 - 20/01/2010 - 69.879 KM -VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa, kit lubrificante MIX.
. Revisão - R$ 218,73 - 18/06/2010 - 80.236 KM -VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa, kit lubrificante MIX.
. Revisão - R$ 220,85 - 12/10/2010 - 89.947 KM -VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa, kit lubrificante MIX. Obs.: Pastilhas de freio, mais uns 5.000 Km e troca e aí provavelmente os discos de freio e lonas traseiras. Embreagem e amortecedores já iam precisar ser substituídos na próxima revisão, mas como eu ia trocar o carro não queria gastar. Deixa para o próximo dono fazer e eu economizo para o meu zero Km.
No mais o VW GOL foi um carro valente e robusto que serviu a esta família muito bem como outros VW’s que passaram por aqui.
RENAULT SANDERO STEPWAY 1.6 16V 2010/11 comprado em 09/11/2010
. Revisão – R$ 199,00 – 17/06/2011 - 9.944 Km - Renault Sandero Stepway 1.6 16V 2010/11 – Anel, Filtro de ar, combustível e habitáculo (ar cond) e óleo de motor.
"
Opinião do blogueiro
É difícil opinar depois de um Impressões tão detalhado como esse. Continuo achando o Sandero uma das opções mais interessantes do mercado nacional. A relação custo/benefício é boa, assim como o espaço interno e a capacidade do porta-malas. A chegada da linha 2012 corrigiu vários problemas aqui citados pelo Wladimir, como a falta do ajuste de altura do volante e a ausência de entrada USB no som. Mas outro questionamento crônico do Sandero ainda não foi resolvido (e nem vai ser num futuro próximo): estepe do lado de fora.
Em relação ao barulho que o Wladimir mencionou que eu comentei, na verdade reparei nos modelos da Renault equipados com o motor 1.6 8V. A marca diz que melhorou o isolamento acústico do Sandero 2012, mas não notei muita diferença. O propulsor 1.6 8V poderia "falar" bem mais baixo.
Atualização (02/09/2011)
O Wladimir entrou em contato novamente para detalhar um pouco mais algumas coisas. O assunto está relacionado ao 17º ponto negativo. Vale a leitura.
"Incomodado com a tendência do carro morrer, descobri a solução para o problema ao visitar a concessionária Renault Premier em Brasília.
O problema não é a relação de marcha do carro e sim a resposta tardia do acelerador eletrônico principalmente quando o motor do carro esta frio.
Relatei ao consultor que no Renault Clio não tendia a morrer mesmo com o motor 1.0. Em análise com um mecânico da autorizada ele me explicou que no Clio a reação era imediata, pois o sistema de aceleração é cabeado. Já no Sandero o acelerador é eletrônico e o tempo de reação ao se acelerar e tirar o pé da embreagem no início do deslocamento requer uma aceleração antecipada no pedal de aceleração. Tal explicação me conveceu.
E com o respaldo eu lembrei do momento em que fui comprar o VW Gol Power 1.6 G4 lá em 2007. Quando comprei o Gol 1.6, estranhei o fato do Gol 1.0 vir com acelerador eletrônico e o 1.6 não. Talvez aqui esteja a resposta: o cabo é mais rápido na resposta do que o sensor. Porém o sensor é mais preciso e consequentemente mais econômico. Lembrei também de um comentário aqui em relação ao se dirigir um GM Opala 4.1s carburado e logo em seguida um Omega 4.1. O primeiro reage melhor na arrancada, porém queima muitas vezes gasolina atoa. Já o segundo demora um pouquinho a reagir, mas quando desperta sai da frente. Meu pai dizia: O que você quer: uma condução confortável ou uma briga com um carro contumaz?
Outras contribuições
Na cidade, nos mesmo trajetos que fazia com o Gol, no mesmo tipo de condução e usando o ar-condicionado, o Sandero (mais espaçoso, largo e alto) está se mostrando um pouco mais econômico, apesar de tender a um empate técnico (diferença de 0,5 km/litro). Na estrada parece que o Renault gosta mais de gasolina que o VW quando a velocidade é superior a 140 km/h. Mas isso eu não posso afimar com precisão, pois ainda não reproduzi um mesmo trecho de estrada que fiz com o Gol no Sandero.
Quanto ao líquido de arrefecimento, ele está estável. Depois da intervenção da autoriada na revisão, nunca mais apresentou problemas. Lembrando que o carro não aqueceu, apenas as barras de temperatura do painel foram até o topo o que me levou a verificar o nível do líquido que estava abaixo da marca de máximo.
Creio que o Renault Sandero só não vende mais pelo motivo de não ser conhecido do publico e do baixo número de concessionárias. A marca deveria promover grandes testes drives. Já que o teste define a compra ou sonho de comprar. E isto, gravado na memória do consumidor, certamente o levará a voltar até uma concessionária da marca para testar um Renault.
Fotos: Wladmir Pereira /Arquivo pessoal