sexta-feira, 29 de julho de 2011

Volkswagen tentou, mas Polo 2012 continua sem lugar

Volkswagen Polo. Um dos melhores carros vendidos pela Volkswagen do Brasil. Garantia de boa construção, acabamento bem feito e excelente conjunto motor/câmbio. Sua transmissão, inclusive, virou referência desde a sua chegada no mercado. O Polo é um carro tão bom e importante que serviu de base para o Fox e para o Gol G5, o maior lançamento da Volkswagen dos últimos anos. Finalizada esta apresentação, digo apenas uma coisa: o Polo continua perdido no mercado brasileiro.

Embora excelente, ele sempre esteve um pouco deslocado; sem lugar. Prova disso são as vendas abaixo do esperado e do potencial do veículo. Os esforços da Volkswagen para a linha 2012 foram notáveis, mas não suficientes para garantirem um espaço no coração (e na garagem) dos brasileiros para o Polo. Mas será que o modelo ainda chega lá? Talvez só com uma mudança mais profunda (Polo europeu) e com uma reestruturação da linha de modelos da marca. Até o Golf existem Gol G4, Gol G5, Fox e Polo.
Sem mudanças mecânicas, para a linha 2012, o Polo recebeu uma reestilização visual, adotando na dianteira o visual global da Volkswagen, mas sem a mesma beleza conseguida no Fox (quem diria...).  As laterais têm novos frisos (de gosto duvidoso) e os retrovisores passam a ser os mesmos do Fox. Na traseira, mudanças mais sutis, com laternas com novas cores (ou máscara) e para-choques ligeiramente redesenhado.

No interior, mudanças mínimas. As principais são os novos tecidos e quadro de instrumentos com nova iluminação. A grande atração da linha Polo 2012 está na lista de equipamentos (obrigado chineses?). Todas as versões saem de fábrica com direção hidráulica, ar-condicionado, airbag duplo, sensor de estacionamento traseiro e freios com sistema ABS, entre outros.
Falando nas versões, a 2.0 GT deu lugar à 2.0 Sportline, enquanto que a 1.6 E-Flex - que não tinha o tanque de gasolina para partida a frio – deu adeus. Esta tecnologia acabou sendo incorporada na versão “verde e econômica” Bluemotion.

Confira os preços abaixo e responda nos comentários: você compraria um Polo 2012? Por que?

Polo 1.6 - R$ 44.390
Polo 1.6 I-Motion - R$ 47.120
Polo 1.6 Sportline - R$ 51.360
Polo 1.6 Sportline I-Motion - R$ 54.090
Polo 2.0 Sportline - R$ 54.790
Polo 1.6 BlueMotion - R$ 48.700

Polo Sedan 1.6 - R$ 47.770
Polo Sedan 1.6 I-Motion - R$ 50.500
Polo Sedan 1.6 Comfortline - R$ 53.920
Polo Sedan 1.6 Comfortline I-Motion - R$ 56.650
Polo Sedan 2.0 Comfortline - R$ 57.330
Fotos: Volkswagen/Divulgação

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Logan 1.6 16V automático vem aí. Como fica o Symbol?

Depois do lançamento do Sandero automático, nada mais natural do que esperar que a Renault também lançasse esta opção de câmbio para outros modelos da marca no Brasil. E o próximo a receber o equipamento será o sedã Logan, entre agosto e setembro, conforme informou o Notícias Automotivas. Além da data, o NA também já publicou os preços e os equipamentos da nova versão.
A transmissão automática do Logan será ofertada para o acabamento Expression, a topo de linha do sedã, que passará a ser vendido com motor 1.6 16V Hi-Flex (que retorna ao veículo). O preço inicial será de R$ 41.950. Além disso, para a linha 2012, o modelo terá outras alterações vindas do irmão Sandero. Com isso, logo pensei: com os upgrades de motorização, câmbio e acabamento, como fica o Symbol nessa história? Mais abaixo tento responder, mas antes vamos às mudanças do Logan.

De acordo com o NA, o Logan Expression automático será equipado de série com ar-condicionado, direção hidráulica com regulagem de altura, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas, faróis de neblina, computador de bordo, travamento automático das portas e telecomando na chave para abertura e travamento das portas por rádio frequencia. Com pintura metálica, o preço sobe para R$ 42.910.  Com os mesmos equipamentos (incluindo a pintura), motor 1.6 8V Hi-Torque e câmbio manual, o Logan 2011 sai por R$ 39.000.
Sandero Privilège automático 2012 deve inspirar o Logan automático
Com os pacotes opcionais Pack Conf2 + Pack Roda + Pack Segurança, compostos por vidros elétricos traseiros, retrovisores elétricos, sistema de som mais moderno (igual o do Sandero 2012 - acima), alarme, rodas de liga leve de 15 polegadas, freios ABS, airbag duplo, apoio de cabeça central traseiro e volante revestido em couro, o preço vai para R$ 45.600. Adicione pintura metálica para o preço subir para R$ 46.560. Com os mesmos equipamentos (incluindo a pintura), motor 1.6 8V Hi-Torque e câmbio manual, o Logan 2011 sai por R$ 42.650.

Symbol
No meio de tantas opções do Logan, como vai ficar o Symbol? É difícil responder, ainda mais porque o "Clio Sedan remodelado" nunca vendeu bem desde o seu lançamento no país. O Symbol é realmente um sedã interessante, mas ele parece meio perdido, sem lugar no mercado. Com a evolução do Logan, essa impressão ficará ainda mais evidente.
Symbol Expression
O Renault Symbol é vendido com apenas uma motorização, 1.6 16V Hi-Flex (110/115 cv), uma opção de câmbio, manual de cinco marchas, e duas versões de acabamento. A Expression parte de R$ 38.990 equipada com airbag duplo, ar-condicionado, direção hidráulica, ajuste de altura do volante e do banco do motorista, vidros e travas elétricos, alarme, roda de aço de 14", entre outros equipamentos. Com pintura metálica, o modelo base sobe para R$ 39.890. Completo, com sistema ABS de freios, rádio CD player MP3 com comando satélite na coluna de direção e computador de bordo, o preço vai para R$ 42.330.

Já o Symbol Privilège vem com todos os itens do Expression, além de vidros traseiros elétricos, retrovisores elétricos, roda de liga-leve de 15" e volante em couro com aro interno cromado e manopla da alavanca de câmbio em couro - tudo isso por R$ 44.390 (ou R$ 45.290 com pintura metálica). O único opcional é o ABS, que faz o preço subir para R$ 46.880.
Symbol Privilège
Será que a Renault vai lançar o Symbol automático? Se o Logan vai ficar cerca de R$ 3.910 mais caro para ganhar mais 8V e aposentar o pé esquerdo do motorista, e o Sandero ficou R$ 3.500 mais pesado no bolso nas mesmas circustâncias de motor/câmbio, podemos calcular que o Symbol ficará de R$ 2.500 a R$ 3.000 mais caro, uma vez que ele já é equipado com o propulsor 1.6 16V.

Logo, com transmissão automática, a versão Expression partiria de aproximadamente de R$ 41.990, enquanto a Privilège custaria incialmente cerca de R$ 47.390, podendo chegar até R$ 49.880 (com ABS e pintura metálica). Vale a pena?

. R$ 42.330 - Renault Symbol Expression 1.6 16V manual completo (preço - site da marca)
. R$ 46.880 - Renault Symbol Privilège 1.6 16V manual completo (preço - site da marca)
. R$ 46.560 - Renault Logan Expression 1.6 16V automático completo (preço - NA)

Sabendo agora dos preços (alguns anunciados, outros prováveis e alguns especulados), dos equipamentos, de algumas características (Logan é mais espaçoso para os ocupantes e o Symbol tem visual mais moderno) e de algumas semelhanças (motor 1.6 16V é o mesmo e os porta-malas são quase iguais - 506 litros no Symbol e 510 l no Logan), qual dos dois modelos você compraria? Passo a pergunta pra vocês.

terça-feira, 26 de julho de 2011

É hoje: Mini Cooper pela metade do preço! Aproveite!

O Mini One, versão de entrada da linha no país, mal chegou às concessionárias da marca no Brasil e já está com um baita e rápido desconto. Até às 23h59 de hoje, o modelo está 50% mais barato, saindo de R$ 69.950 por R$ 34.975 no site de compras coletivas Groupon.

Se você ficou animado, saiba que existem muitas condições para o nergócio ser feito. Veja mais abaixo. A principal delas é: só a primeira compra será validada, mesmo no caso de múltiplas compras simultâneas. Ou seja, corra!

O Mini Cooper One tem motor 1.6 16V a gasolina que desenvolve 98 cv de potência. Segundo a oferta do Groupon (print abaixo), o modelo vem com câmbio manual de seis marchas, direção elétrica, rodas de liga leve, seis airbags, freios ABS, controle dinâmico de estabilidade e computador de bordo.
Condições para a compra
. 1 MINI One para você. Somente a primeira compra será validada, mesmo no caso de múltiplas compras simultâneas;
. No caso de compras múltiplas ou falhas o dinheiro será devolvido no prazo de 48 horas via depósito bancário. Lembrando que o crédito/limite do cartão está sujeito a aprovação da sua administradora de cartão de crédito;
. IPVA não incluso e deverá ser recolhido sobre o valor do veículo sem o desconto aplicado, ou seja, R$ 69.950,00;
. Os valores de taxas de emplacamento, licenciamento e seguro são de responsabilidade do comprador e não estão inclusos no valor comprado no voucher;
. A cor (pintura sólida) será definida de acordo com o estoque, no momento da retirada do veículo;
. O veículo será entregue sem acessórios;
. O veículo deverá ser retirado no concessionário MINI autorizado mais próximo ao comprador. A retirada do MINI assim como a emissão da nota fiscal, concluem a venda não gerando mais direito a estorno ou devolução. O custo do transporte do comprador até a concessionaria mais proxima é de responsabilidade do comprador;
. O recebimento do voucher ou a confirmação do pedido não garantem a compra. Nesse caso excepcionalmente a confirmação da compra será realizada por um funcionário da GROUPON via telefone e e-mail 24 horas após a publicação da oferta. Somente após o contato direto do Funcionário Groupon com o possível comprador validará efetivamente o processo de compra;
. Funcionários BMW do Brasil, Groupon, agências ou concessionários BMW Group envolvidos não estão habilitados a participar da promoção;
. Após a confirmação de compra através do contato do funcionário Groupon, o comprador deve retirar o carro em até 30 dias uteis.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Honda revela imagem do novo CR-V (conceito)

A Honda, finalmente, revelou o conceito que adianta as linhas finais do CR-V. O SUV será apresentado oficialmente pela primeira vez entre setembro e novembro e começa a ser vendido ainda em 2011 nos Estados Unidos.

Na sua quarta geração, o CR-V sofrerá uma mudança profunda em relação à sua geração anterior (atualmente vendida). As linhas ficarão mais modernas e agressivas, como vocês conferem na foto abaixo. A traseira continuará com seu estilo de design, com lanternas na vertical. Além disso, o interior também será renovado.

De acordo com a Honda, o CR-V 2012 terá melhorias mecânicas, como motores mais eficientes e diminuição de peso em relação ao 2011. A expectativa é que o novo modelo chegue ao Brasil ainda em 2012. Alguém diria Salão do Automóvel de São Paulo? Não importando quando, a mudança será muito bem-vinda. Os coreanos não agradecem.
Eu sou assim e...
... vou ficar praticamente assim na linha 2012
Fotos: Honda/Divulgação

terça-feira, 12 de julho de 2011

Impressões: o aventureiro urbano Sandero Stepway

Pela segunda vez o Renault Sandero é a estrela do Impressões do De 0 a 100 (a primeira está aqui). Desta vez é o carro do Wladimir Pereira, um Stepway 1.6 16V completo. O modelo teve como desafio entrar na vida de um dono intimamente ligado ao Volkswagen Gol. E não é que o hatch compacto premium francês se deu bem?

Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!), o Hugo Leite, o Pedro, o Piauí Jr., o Renato Dantas, o Mário Cesar, o Mário Cesar (de novo!), o Renato Dantas (de novo!), o Joathan (de novo!), o José Barbosa Júnior, o Jefferson de Oliveira, eu mesmo (Volvo XC60 e Astra), o Leonardo Vilela, o Mário César (mais uma vez!), o Pedro (de novo!) e o Wladimir Pereira, basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada. 
"O Renault Sandero Stepway 2010/2011 equipado com o Pack Segurança (vidros traseiros elétricos, retrovisores elétricos, alarme perimétrico, CD Player/MP3 com comando satélite, airbag duplo, freios ABS, volante de couro, puxadores das portas dianteiras com acabamento sport, terceiro apoio de cabeça traseiro) + Pack Couro (bancos revestidos em couro) foi escolhido para substituir o velho e guerreiro Volkswagen Gol Power 1.6 completo 2007/2007, que não oferecia opcionais como airbags e ABS).

A família cresceu e com a chegada de mais um membro o nosso Gol se tornou apertado no banco traseiro. Com uma cadeirinha já era difícil. Com duas então o espaço nos bancos traseiro desapareceu. Isso sem falar do porta-malas que, na ultima viagem, com dois adultos e uma criança, já foi difícil. Os VW Gol sempre fizeram parte da minha vida: Gol 1983 - BX; 1987 - GL 1.8; 1999 - 1.0 16V; 2004 - Special; e 2007 - Power. O Gol G5 nunca me empolgou e o espaço interno no banco traseiro e porta-malas assemelha-se ao Gol G4.
Poderia até me manter com um Polo, Golf ou Bora, mas no banco traseiro o espaço é praticamente o mesmo de um Gol G5. Já o Fox tem espaço interno excelente, mas peca no porta-malas. Aí você diria "e a Spacefox"? O ângulo da coluna dianteira atrapalha bastante a minha visão. Até hoje não entendi como um carro alemão atrapalha tanto uma pessoa da minha estatura: 1,84m. Essa mesma sensação tenho com o Toyota Corolla da geração "irmã" do Lifan 620. Digamos que só Nissan Tiida e Tiida Sedan tinham espaço interno e preço para concorrer, além do Renault Logan, é claro.

A decisão pelo Renault Sandero Stepway se deu em virtude de ser um hatchback e, por isso, ser mais fácil de transitar e estacionar no dia a dia da cidade. Ele não é um carro tão pequeno assim se comparado a um Fiat Idea, Chevrolet Meriva, Nissan Livina, Citroën Picasso, Ford EcoSport, Volkswagen SpaceFox e Hyundai Tucson. Eu diria que ele ganhou na comparação custo/benefício que, aliás, é o grande trunfo para a Renault crescer no Brasil. A Fiat começou em 1976 com o seu 147 e hoje é a principal montadora do país.
Resumindo o carro é gostoso de dirigir no dia a dia, é espaçoso e a posição de dirigir não cansa nem na cidade, nem na estrada - mesmo depois de uma viagem de 3.400 km. As relações de marcha são iguais as do Sandero comum, mas, com rodas maiores, o carro tem uma arrancada mais lenta. O que mais incomoda é a tendência do carro morrer nas arrancadas, pois você sempre precisa pisar um pouco mais no acelerador nas saídas de semáforo e quebra-molas. Não sei se no novo Sandero alteraram a relação de marcha. Se a Renault quer ampliar as vendas do modelo deve levar este quesito em conta. Pelo menos o sistema de som e o acabamento melhoraram muito, mas o estepe continua fora do carro e ainda falta sensor ultra som na cabine. A primeira revisão de fábrica de 10.000 km ou 1 ano foi R$ 2,00 mais barata do que carta enviada pela fábrica indicando o preço R$ 201,00.

Aos 9.000 km rodados, o Sandero apresentou tendência a aquecer em engarrafamentos. A barra de temperatura, que normalmente apresenta 4 retângulos acesos em engarrafamentos prolongados, passava a seis por alguns instantes. Aí você dava uma bombada no acelerador e parecia que a válvula termostática se ligava e a temperatura volta ao normal. Segundo a autorizada, o problema desta falha está no cabo negativo da bateria que foi substituído na revisão. Segundo o consultor técnico, alguns Sanderos e Logans com maior freqüência têm apresentado a falha.
Outra coisa que me chamou a atenção foi o líquido de arrefecimento ter baixado o nível. Quando o carro foi recebido o nível estava na posição máximo. Quando foi para a revisão o nível estava no meio - entre as marcações de mínimo e máximo. Na revisão, o nível foi completado e até o momento não dá para avaliar, pois o carro ainda não rodou 1.000 Km. Mas,qualquer alteração, farei o relato. O recipiente do líquido de arrefecimento é simples, diferente do recipiente usado na VW, que é complexo, com uma divisão interna ao recipiente e válvula na tampa. Talvez por isso no VW ao longo dos 3 anos não tenha havido perda no sistema de arrefecimento. No Renault, a impressão que me passou foi a de vazamento no sistema. Tomara que não, mas, se ocorrer, vocês vão saber. Até gostaria de saber do Piauí Jr se no Renault Symbol dele isto já aconteceu, pois ele tambám já teve VW.
Voltando ao Renault Sandero Stepway, o motor 1.6 16V se mostrou valente na estrada. Não sei se pelo peso dos 5 passageiros e carga total. O motor respondeu bem até os 160 km/h em estrada plana. Dali em diante parecia que você precisaria ter uma grande reta e muito tempo para conseguir uma velocidade maior do que isso. Sem contar o risco desnecessário de dirigir o tempo todo a essa velocidade.

O comportamento do carro no circuito off-road se mostrou bom, passando por terrenos alagados e arenosos com certa facilidade, apesar de em alguns momentos você sentir que os pneus estavam completamentes tomados por uma camada de lama e começando a deslizar.
O freio ABS teve comportamento dinâmico similar ao da Chevrolet S10 nas estradas de terra. Na cidade, em um dia chuvoso com camada de água de uns 4 dedos, ao me aproximar de um semáforo com fiscal eletrônico de avanço e velocidade o, ABS foi colocado a prova. Nesse dia percebi que o meu Gol Power 1.6 não ia mais deixar saudades. Fiquei convencido que havia feito uma boa compra pela altura do carro em relação ao solo e pelo ABS.

Graças a Deus ainda não testei o airbag. E nem pretendo testá-lo.

É claro que meus filhos preferem passear de Honda Civic com a tia ou Toyota Corolla com o avô. O silêncio e o conforto destes dois carros é fantástico. Mas eles também gostam de passear no Renault Clio aqui de casa que é carinhosamente chamado de piquituti. Este segundo carro foi comprado em função da ótima impressão do Renault Sandero. Minha esposa sempre quiz ter um Clio, mas na hora H sempre a convenci a comprar outro carro. Desta vez vi que era só preconceito meu.
Até agora tanto Sandero quanto Clio estão me surpreendendo. Talvez por esse motivo o lema da propaganda da Renault seja surpreenda-se. Não é o melhor carro do mundo, mas na ponta do láspis e no custo/benefício este "surpreenda-se" está valendo até agora. Talvez o Renault Sandero automático seja um marco no segmento, pois se for um mico pode encerrar uma linda história. Mas o carro romeno tem espaço aqui no Brasil. Se até esse JAC aí esta tendo, os Renaults Romenos não são tão piores que os chineses. Por enquanto, o que decepciona é o Fluence, que parece não ter fôlego para seguir o alemão Jetta.

Um abraço e em outra oportunidade falo das impressões do Renault Clio. Um pequeno esquecido no seu segmento, mas se comparado com o quantitativos de itens e o preço que você paga. Os outros são só os outros.
Pontos positivos do RENAULT SANDERO STEPWAY 2010/2011.

1º. Mais silencioso e mais potente que o VW Gol 1.6 Power;
2º. Colocam-se duas cadeirinhas e ainda se tem o terceiro acento no banco traseiro;
3º. Alças de teto na dianteira e na traseira;
4º. Computador de bordo com: km parcial 1 e 2, autonomia, consumo instantâneo e velocidade média;
5º. Travamento automático das portas a partir de 6 km/h;
6º. Bolsa tipo canguru atrás dos apoios dos bancos dianteiros;
7º. O carro é curto e fácil de manobrar em qualquer lugar;
8º. Suspensão elevada. É alto em relação ao solo (140 mm de distância). Isto facilita em dias de chuva e não comprometeu o rodar na estrada;
9º. Excelente espaço para os ocupantes do banco dianteiro e no traseiro leva realmente três adultos com conforto, além de um porta-malas 320 litros;
10º. Tem ABS e airbag duplo e bancos de couro sem cobrar tanto por isso;
11º. Comando de som satélite na coluna de direção (estilo borboleta). Particularmente acho melhor de manusear do que os comandos localizados na parte frontal do volante;
12º. Vidros elétricos dianteiros no console central para quem tem 1,84 metros de altura não é problema. A ergonomia vai ajudar ou atrapalhar dependendo da sua estatura. Os que estão acostumados com os comandos nas portas vão estranhar. Para quem anda em muitos carros aí é um Deus nos acuda.
13º. Quanto ao comando dos retrovisores elétricos. Muitos reclamam por ficar abaixo do freio de mão. Porém você regula os retrovisores antes de sair e não mexe mais, logo não vejo dificuldade.
14º. O consumo de combustível em BRASÍLIA-DF só gasolina compensa aqui, usei álcool uma única vez:
· Cidade trânsito intenso trajeto inferior a 6 km ar condicionado ligado e motor frio – 8,1 km/l gasolina.
· Cidade trânsito intenso trajeto inferior a 6 km ar condicionado ligado e motor quente – 9,3 km/l gasolina
· Cidade trânsito intenso trajeto inferior a 6 km ar condicionado desligado e motor frio – 8,8 Km/l gasolina.
· Cidade trânsito intenso trajeto inferior a 6 km ar condicionado desligado e motor quente – 10,2 Km/l gasolina.
· Cidade trânsito sem retenções exceto semáforos e quebra-molas trajeto inferior a 6 km ar-condicionado desligado e motor quente – 11,4 Km/l gasolina – usando inércia, sem acelerações bruscas, acelerando e desacelerando o carro de forma gradual nas vias com velocidade média de deslocamento de 25 Km/h – vias de 40 e 60 Km/h.
· Cidade trânsito sem retenções exceto semáforos e quebra-molas trajeto inferior a 6 km ar-condicionado ligado e motor quente. Tocada esportiva de acelerações e freadas bruscas vai fazer - 7,8 km/l gasolina;
· Cidade trânsito sem retenções exceto semáforos e quebra-molas trajeto inferior a 6 km ar-condicionado desligado e motor quente. Tocada esportiva de acelerações e freiadas bruscas vai fazer - 9 km/l gasolina;
· Na média na cidade sem considerar distância de deslocamento faz-se 9,3 km/l numa tocada esportiva e 11,2 km/l numa tocada pé de pena com uso do ar-condicionado em 40% do tanque. Aqui você sente a diferença para o motor VW 1.6 que a diferença entre uma guiada esportiva e a pé de pena é apenas 0,5 km/l gasolina, mas na média fazia 10,3 por mais pé de pena que você fosse.
· Estrada a 80 km/h – só motorista e mala – 14,8 km/l gasolina.
· Estrada a 120 km/h – só motorista e mala – 12,3 km/l gasolina.
· Estrada a 120 km/h – 4 passageiros e porta-malas lotados – 10,8 km/l gasolina.
· Estrada acima de 120 km/h – 4 passageiros e porta-malas lotados – velocidade média de deslocamento 78 Km/h – 10 Km/l gasolina.
· Estrada acima de 120 km/h – 4 passageiros e porta-malas lotados – velocidade média de deslocamento 90 Km/h – 9 Km/l gasolina.
15º. Aviso luminoso de portas abertas;
16º. Aviso sonoro de farol ligado;
17º. Três apoios de cabeça no banco traseiro;
18º. Chave com comandos de abertura e fechamento das portas. Ao primeiro toque destrava-se apenas a porta do motorista. Ao segundo toque abrem se as demais portas e o porta-malas. A luz interna permanece ligada até que a chave seja colocada no contato e girada. Caso isso não ocorra em 30 segundos o alarme é acionado novamente;
19º. Bom ângulo de abertura da tampa traseira;
20º. Banco traseiro bipartido;
21º. Iluminação do porta-malas e porta luvas;
22º. Todos os acionadores dos vidros elétricos têm iluminação. Parece besteira, mas Civic LXS e LXL e Corolla Xli não têm e vai olhar o preço dos carrinhos aí.
Pontos negativos Renault Sandero Stepway

1º. Limpador do vidro traseiro não tem temporizador de intermitência. Ou aciona para lavar ou fica ligado direto;
2º. As palhetas do pára-brisa dianteiro têm desgaste prematuro;
3º. O ar-condicionado poderia ter a opção de ser digital;
4º. Reposicionar o acionamento dos vidros elétricos traseiros. Poderiam ser nas portas traseiras. Isto faria com que os passageiros não precisassem se esticar até o assoalho para acioná-los. Se bem que aqui meu filho e minha esposa o fazem este acionamento com os pés. Sinceramente até para os passageiros da frente manusearem o comando necessitam de um molejo curvando a coluna. Lembrando que o modelo 2012 do Sandero já trás os comandos na porta, melhorou porém continua com ergonomia ruim;
5º. O carro merece sensores de ré ou estacionamento, pois a cintura traseira do carro é alta;
6º. Coluna de direção regulável para que o motorista consiga visualizar todo o painel. Exemplo eu tenho 1,84 m com o banco regulado todo para baixo a parte superior do volante me impede de visualizar os dados do display do computador de bordo;
7º. Falta o cinto de três pontos para o ocupante do acento central no banco traseiro;
8º. Uma falha do alarme é que ele se arma mesmo com uma das portas abertas. O único sinal de que algo esta errado é que as luzes do carro não piscam. Ora o carro tem sensor de abertura em todas as portas, capô e porta-malas isso não deveria acontecer;
9º. Espelho do quebra-sol poderia ter iluminação;
10º. Retrovisor central dianteiro deveria ter mais regulagens, pois para os mais altos haverá dificuldade em encontrar um acerto;
11º. Triângulo vem solto no porta-malas. A engenharia da Renault pode arrumar um lugar para ele ficar bem amarrado;
12º. Emborrachar a coluna dianteira, pois o fixador do cinto do passageiro fica batendo na coluna que é de plástico rígido causando um ruído que incomoda, quando não há passageiro no carona;
13º. Colocar um puxador de melhor ergonomia e empunhadura nas portas traseiras;
14º. Colocar entradas USB no som. O novo Sandero já trás, mas não é de série;
15º. Acrescentar luzes de cortesia nas portas, pois em um veículo off-road ajuda numa descida na escuridão;
16º. O estepe deveria ser dentro do porta-malas para evitar o maior transtorno que o seu furto;
17º. Melhorar relação de marcha do Stepway. Um escalonamento melhor do câmbio, pois ao passar em quebra molas tem se de acelerar, para que o carro não apague na saída já que a rotação do motor em marcha lenta é de 500 rpm. Talvez daqui venha a tal vibração do motor relatada pelo Parizzi quando testou o modelo;
18º. A direção hidráulica poderia ser mais leve, não sei se o motivo aqui é segurança;
19º. Luz de cortesia para os bancos traseiros;
20º. O alarme deveria vir com sensor ultra som;
21º. A direção hidráulica poderia ser mais leve.
Revisões

VW GOL POWER 1.6 2007/07 comprado em 04/04/2007

. Revisão - R$ 181,71 - 15/08/2007 - 10.029 KM - VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa, kit lubrificante MIX.
. Revisão - R$ 538,16 - 23/01/2008 - 19.913 KM - VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa, kit lubrificante MIX. Limpeza dos bicos injetores, R$ 140,00 e concentrado para limpeza R$ 5,20. Lavagem simples do carro R$ 20,00 - absurdo. Balanceamento e alinhamento R$ 104,40. Troca das palhetas do limpador de pára-brisas R$ 67,00.
. Revisão - R$ 756,83 - 12/06/2008 - 30.735 KM - VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa, kit lubrificante MIX. Substituição das pastilhas de freio - R$ 110,00. Balanceamento e alinhamento R$ 104,40. Substituição das velas R$ 204,18. Higienização do ar condicionado R$ 162,00.
. Substituição do interruptor de marcha ré – a garantia não cobriu, pois a garantia VW total é apenas para o primeiro ano e de 3 anos para motor e câmbio desde que as revisões sejam feitas regularmente - 19/07/2008 - 35.268 KM - R$ 51,24 peça e mão de obra da oficina.
. Revisão - R$ 394,86 - 27/11/2008 - 39.756 KM - VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa e querosene, kit lubrificante MIX. Lubrificação dos rolamentos traseiros R$ 113,10. Troca das palhetas do limpador de pára-brisas R$ 72,00.
. Revisão - R$ 217,01 - 20/04/2009 - 49.640 KM - VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa, kit lubrificante MIX.
. Revisão - R$ 2.269,28 – 31/07/2009 - 60.008 KM - VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa, kit lubrificante MIX. Higienização do ar condicionado R$ 162,00. Troca  dos batentes traseiros - R$ 195,64. Troca dos 4 pneus R$ 790,00 e pastilhas de freio R$ 117,00. Balanceamento e alinhamento R$ 117,60. . . . Substituição da correia dentada a pedido (indicação do manual aos 80 mil km) e tensor da correia R$ 437,00. Substituição das velas R$ 221,63. A partir desta revisão o ritmo de viagem como carro diminui e a sua quilometragem a espera do meu segundo filho no final de 2009. Aí mais uma cadeirinha e dentro do carro e eu vou precisar de mais espaço. A partir daqui começo a pensar e estudar as possibilidades de troca do carro (estudo de mercado, alterações de modelos e gerações e espaço interno no habitáculo)
. Substituição da bateria - R$ 234,50 - 22/08/2009 - 61.179 KM
. Revisão - R$ 225,36 - 20/01/2010 - 69.879 KM -VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa, kit lubrificante MIX.
. Revisão - R$ 218,73 - 18/06/2010 - 80.236 KM -VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa, kit lubrificante MIX.
. Revisão - R$ 220,85 - 12/10/2010 - 89.947 KM -VW GOL POWER 1.6 2007/07. Porca sextavada bujão roscado, filtro de óleo e combustível, trava pop top, óleo de motor, pacote de estopa, kit lubrificante MIX. Obs.: Pastilhas de freio, mais uns 5.000 Km e troca e aí provavelmente os discos de freio e lonas traseiras. Embreagem e amortecedores já iam precisar ser substituídos na próxima revisão, mas como eu ia trocar o carro não queria gastar. Deixa para o próximo dono fazer e eu economizo para o meu zero Km.

No mais o VW GOL foi um carro valente e robusto que serviu a esta família muito bem como outros VW’s que passaram por aqui.

RENAULT SANDERO STEPWAY 1.6 16V 2010/11 comprado em 09/11/2010

. Revisão – R$ 199,00 – 17/06/2011 - 9.944 Km - Renault Sandero Stepway 1.6 16V 2010/11 – Anel, Filtro de ar, combustível e habitáculo (ar cond) e óleo de motor."

Opinião do blogueiro
É difícil opinar depois de um Impressões tão detalhado como esse. Continuo achando o Sandero uma das opções mais interessantes do mercado nacional. A relação custo/benefício é boa, assim como o espaço interno e a capacidade do porta-malas. A chegada da linha 2012 corrigiu vários problemas aqui citados pelo Wladimir, como a falta do ajuste de altura do volante e a ausência de entrada USB no som. Mas outro questionamento crônico do Sandero ainda não foi resolvido (e nem vai ser num futuro próximo): estepe do lado de fora.

Em relação ao barulho que o Wladimir mencionou que eu comentei, na verdade reparei nos modelos da Renault equipados com o motor 1.6 8V. A marca diz que melhorou o isolamento acústico do Sandero 2012, mas não notei muita diferença. O propulsor 1.6 8V poderia "falar" bem mais baixo.

Atualização (02/09/2011)
O Wladimir entrou em contato novamente para detalhar um pouco mais algumas coisas. O assunto está relacionado ao 17º ponto negativo. Vale a leitura.

"Incomodado com a tendência do carro morrer, descobri a solução para o problema ao visitar a concessionária Renault Premier em Brasília.

O problema não é a relação de marcha do carro e sim a resposta tardia do acelerador eletrônico principalmente quando o motor do carro esta frio.

Relatei ao consultor que no Renault Clio não tendia a morrer mesmo com o motor 1.0. Em análise com um mecânico da autorizada ele me explicou que no Clio a reação era imediata, pois o sistema de aceleração é cabeado. Já no Sandero o acelerador é eletrônico e o tempo de reação ao se acelerar e tirar o pé da embreagem no início do deslocamento requer uma aceleração antecipada no pedal de aceleração. Tal explicação me conveceu.

E com o respaldo eu lembrei do momento em que fui comprar o VW Gol Power 1.6 G4 lá em 2007. Quando comprei o Gol 1.6, estranhei o fato do Gol 1.0 vir com acelerador eletrônico e o 1.6 não. Talvez aqui esteja a resposta: o cabo é mais rápido na resposta do que o sensor. Porém o sensor é mais preciso e consequentemente mais econômico. Lembrei também de um comentário aqui em relação ao se dirigir um GM Opala 4.1s carburado e logo em seguida um Omega 4.1. O primeiro reage melhor na arrancada, porém queima muitas vezes gasolina atoa. Já o segundo demora um pouquinho a reagir, mas quando desperta sai da frente. Meu pai dizia: O que você quer: uma condução confortável ou uma briga com um carro contumaz?

Outras contribuições
Na cidade, nos mesmo trajetos que fazia com o Gol, no mesmo tipo de condução e usando o ar-condicionado, o Sandero (mais espaçoso, largo e alto) está se mostrando um pouco mais econômico, apesar de tender a um empate técnico (diferença de 0,5 km/litro). Na estrada parece que o Renault gosta mais de gasolina que o VW quando a velocidade é superior a 140 km/h. Mas isso eu não posso afimar com precisão, pois ainda não reproduzi um mesmo trecho de estrada que fiz com o Gol no Sandero.

Quanto ao líquido de arrefecimento, ele está estável. Depois da intervenção da autoriada na revisão, nunca mais apresentou problemas. Lembrando que o carro não aqueceu, apenas as barras de temperatura do painel foram até o topo o que me levou a verificar o nível do líquido que estava abaixo da marca de máximo.

Creio que o Renault Sandero só não vende mais pelo motivo de não ser conhecido do publico e do baixo número de concessionárias. A marca deveria promover grandes testes drives. Já que o teste define a compra ou sonho de comprar. E isto, gravado na memória do consumidor, certamente o levará a voltar até uma concessionária da marca para testar um Renault.
Fotos: Wladmir Pereira /Arquivo pessoal

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Chevrolet Cruze hatch teve emplacamentos em junho no Brasil

Eu estava olhando os números de emplacamentos da Fenabrave e tudo seguia como o "planejado": Volkswagen Gol na ponta, com o Fiat Uno na sua cola; Toyota Corolla nadando de braçada no segmento de sedãs médios, com VW Jetta crescendo e com a dupla francesa Renault Fluence e Peugeot 408 tentando melhorar. Mas, outra vez, o segmento de hatches médios chamou a minha atenção.

O Hyundai i30 continua em primeiro, com 19.673 unidades emplacadas de janeiro a junho de 2011. Ford Focus vem em seguida, com 12.339 unidades, e o Chevrolet Astra vem se aproximando, com 11.328 unidades no mesmo período citado (o veterano da GM perdeu no início, mas vem superando o Ford desde março).
Mas o que chamou a minha atenção foi o Chevrolet Cruze hatch. Ele ainda não foi lançado no Brasil, mas teve 17 unidades emplacadas no mercado nacional em junho de acordo com a Fenabrave. Provavelmente são modelos para homologação, testes e até para a frota de imprensa.

Os emplacamentos reforçam a chegada do Cruze hatch no segundo semestre de 2011 no Brasil, não sendo surpresa que o carro atrase para o primeiro semestre de 2012. Mas a recente apresentação oficial do modelo no 5º Salão do Automóvel de Buenos Aires na segunda quinzena de junho confirma que a chegada do veículo está cada vez mais próxima.
Vejam o que a Chevrolet publicou sobre o seu novo hatch:  

"Com sua atraente linha do teto cupê e ressaltos curtos, tanto na parte dianteira como traseira, o novo Cruze hatch tem a mesma "postura" dinâmica que o sedã, sendo reconhecido imediatamente como integrante da família Chevrolet. O capô facetado, que complementa os faróis fundidos no paralama, e a linha côncava com ombros ascendentes que continua por toda a extensão do automóvel até a parte traseira, contribuem para uma forte personalidade. O desenho da parte traseira da carroceria inclui um spoiler e a luz de freio integrada, instalada na extremidade superior do vidro traseiro, melhorando a eficiência aerodinâmica. O parachoque traseiro dispõe de uma ampla cavidade para a colocação da placa de licença do veículo, incorporando a luz de neblina à esquerda e uma luz de ré à direita".
O motor do Cruze hatch, como já foi bastante comentado e difundido, será o mesmo do sedã: 1.8 16V Ecotec que, na versão a gasolina na Argentina, desenvolve 141 cv de potência a 6.200 rpm e 17,9 kgfm de torque a 3.800 rpm. No Brasil, ele será flex.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Impressões - Peugeot 307, um francês de qualidade (2ª parte)

No post de hoje publico mais uma vez as Impressões do Pedro sobre o seu Peugeot 307. Digo mais uma vez porque o carro já tinha aparecido aqui no De 0 a 100 quando estava com quase 70.000 km rodados. Hoje, beirando os 90.000 km, o Pedro nos manda os detalhes do seu veículo!

Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!), o Hugo Leite, o Pedro, o Piauí Jr., o Renato Dantas, o Mário Cesar, o Mário Cesar (de novo!), o Renato Dantas (de novo!), o Joathan (de novo!), o José Barbosa Júnior, o Jefferson de Oliveira, eu mesmo (Volvo XC60 e Astra), o Leonardo Vilela, o Mário César (mais uma vez!) e o Pedro (de novo!), basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.

"Meu Peugeot 307 06/07, com mais 1 ou 2 meses, vai atingir a casa dos 90 mil Km. Sendo assim, vou compartilhar o que eu e meu pai aprendemos tendo este modelo e um carro automático pela primeira vez. Em alguns momentos utilizarei um Golf 2.0 Comfortline, que tivemos antes do 307, como parâmetro de comparação, pois ele atingiu quilometragem semelhante.
Pontuo abaixo os aspectos mais importantes.

Manutenção: nunca deu problema. O carro nunca falhou e nunca deixou minha família a pé. Só fizemos trocas de componentes de desgaste natural e o custo não difere muito dos concorrentes diretos. Ainda não fiz a substituição de alguns itens (óleo do câmbio e coxim do caixa) que deveriam ser trocados, pelo fato do carro estar funcionando normalmente, além de que vou adquirir outro veículo. Destaco o fato do 307 ser automático, o que contribui para o aumento da durabilidade de algumas partes do carro, como o motor, além do próprio câmbio automático ser mais robusto / durável que uma transmissão manual.

Parte elétrica: sensor de chuva, crepuscular e de qualidade do ar, computador de bordo, vidros, teto solar, entre outros itens, todos funcionando perfeitamente e sem nunca terem dado manutenção. O sensor de estacionamento, porém, está um pouco impreciso. Vou levar para atualização que adiciona um gráfico.
Motor: continua com comportamento exemplar; não emite ruídos estranhos. É mais silencioso que muito motor de carro 0 Km. Entrega bastante torque em baixa e alta rotações. E é mais econômico do que há 50 mil km atrás (8,4 Km / L no meu uso praticamente dentro da cidade, conforme a imagem abaixo). Inclusive, pela média dos usuários do Clube Peugeot, o automático é mais econômico que o manual na estrada. Quanto à manutenção, substituo as velas e óleo / filtros regularmente. A correia dentada, com tensor e rolamento, foram trocados aos 84 mil Km. Nunca fiz limpeza de bicos injetores. Destaco o fato de sempre ter colocado gasolina aditivada no veículo.

Câmbio: continua bom na cidade e estrada. O fato de não termos trocado o óleo e o coxim da caixa faz com que as trocas sejam perceptíveis da segunda para a terceira marcha em algumas situações, mas menos perceptível que um carro manual. No semáforo e em Drive, ele vibra um pouco por causa do coxim já desgastado (que deveria ser substituído, mas ainda não troquei pelo motivo de estar para trocar de carro).

A Peugeot alega que o óleo é vitalício, mas eu não confio nesta informação (por notar diferença no comportamento entre o óleo quente e frio, algo que não ocorria antes). O óleo deve ser substituído de forma preventiva de 50 em 50 mil km. O serviço completo na caixa fica por volta de R$1 mil. Este é um item que merece atenção, porque se houver algum problema, a despesa será grande.

Ainda aprendi a maneira correta de desligar um carro automático. Antes eu colocava o câmbio em “P”, puxava o freio de mão e soltava o pedal do freio (isto pode danificar a trava do câmbio na posição “P”). O procedimento correto é: colocar a alavanca em “N”, puxar o freio de estacionamento, soltar os freios; depois que o carro “assentar”, pressionar novamente o freio, colocar a alavanca em “P” e, por fim, soltar mais uma vez o pedal do freio.
Suspensão: continua grudado no chão. Por característica, o Peugeot é mais duro. As buchas de suspensão, bandejas, bieletas, braços e afins são todos originais. O desgaste está dentro do esperado, pois o carro já rodou muito em estradas / ruas esburacadas e carregado. Trocamos os amortecedores aos 70 mil km. Alguns outros componentes, aos 90 mil, também precisarão ser trocados.

Freios: sempre muito eficientes. Os discos dianteiros precisarão ser substituídos, uma vez que estão desgastados. Imagino ser normal, porque eu / meu pai sempre freamos forte. E o carro rodou bastante em estradas, às vezes muito carregado, então é aceitável considerando a quilometragem.

Acabamento / materiais internos: continua com ótima aparência. Apresenta poucos pontos de vibração e desgaste. O volante de couro está como novo, idem aos bancos. As pedaleiras em alumíno e cromados internos estão muito conservados.
Acabamento da pintura / externo: o pára-choque dianteiro está bem ruim. Culpa das pedradas nas estradas. Entretanto, o resto está muito bom. O plástico do farol dianteiro amarelou um pouco. O traseiro, porém, está com aparência de 0 Km. Uma das portas traseiras está fazendo um barulinho na dobradiça na hora de fechar.

Considerações

Afirmo que a desconfiança sobre alguns franceses não é válida para este Peugeot. O 307 em específico é um carro confiável, confortável, de baixa manutenção (desde que bem cuidado) e o câmbio automático é um item quase obrigatório nos meus próximos veículos. Antes dele ser passado para mim, por um tempo meu pai rodava de 2 a 4 mil km por mês sem o veículo reclamar.

Quanto à suspensão, não existem problemas de ruídos desde que com a manutenção em dia. Existe uma dureza característica do 307, às vezes não percebida por certos jornalistas. Prova disso são os componentes originais do meu carro aos 90 mil Km e que, naturalmente, já exibem desgaste e exigem uma futura troca. No entanto, outros carros da categoria, com quilometragem e uso semelhantes ao meu, estariam em situação parecida. Vejam o item seguinte.
Comparando com o Golf

O 307 nos deixou mais tranquilo quanto a manutenção em geral. Aos 90 mil o Golf apresentava / aparentava mais desgaste e já tinha trocados: alternador, silenciador, compressor do ar-condicionado e uma máquina / cabo do vidro elétrico. O preço da maioria das peças na Peugeot caiu bastante, mas ainda existem algumas caras, como o litro do óleo para a transmissão automática ou das palhetas do limpador. Entretanto, comparado ao Golf, o Peugeot deu menos manutenção e, consequentemente, o custo para mantê-lo foi menor.

O atendimento nas concessionárias eu considero bom e o preço das revisões é compatível com o da concorrência (vejam no site da montadora). Considero o 307 um carro superior ao Golf em quase todos aspectos.

Espero ter contribuído com algo neste relato sobre o bom francês."

Opinião do blogueiro
Como eu disse nas outras impressões do Pedro, não tem muita coisa que eu possa adicionar nas Impressões do Pedro. Continuo ainda considerando o 307 um dos melhores modelos da Peugeot no Brasil atualmente, juntamente com o 408 e até 3008. Mas a marca francesa precisa, o quanto antes, lançar o 308, para voltar a ter um "player" que possa disputar a liderança do segmento.
Fotos: Pedro Fialho/Arquivo pessoal