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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Alta Roda - Corrida tecnológica

Agora sob perspectiva de atingir metas mandatórias em cinco anos – aumento de índice de localização, aperfeiçoamento de processos industriais e diminuição de consumo de combustível – a indústria automobilística deve se voltar a fornecedores de componentes e serviços. Nem com todas as regulamentações ainda de todo conhecidas do programa Inovar-Auto, já se fala em Inovar-Peças, ideia que surgiu sem formatação definida. Reflete conceitos genéricos e, outra vez, cria certa dependência de iniciativas governamentais tendentes a criar artificialismos.
Fiat/Divulgação
Foi esse clima que marcou a recente Automec – Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços – cuja 11ª edição, realizada em São Paulo, lotou os 78.000 m² do Anhembi. Trata-se de exposição para profissionais do ramo e atraiu 1.200 empresas, de 31 países, inclusive os cada vez mais presentes chineses, tanto do continente como da ilha de Taiwan. Em edições passadas, eles ficaram um tanto confinados, porém não dá para resistir às suas ofertas de baixo preço, embora com qualidade, em geral, ainda a se confirmar.

Entre os expositores felizes, sem dúvida, dois grandes fornecedores, BorgWarner e Honeywell/Garrett. Estão confiantes de que a tecnologia downsizing, de redução de cilindrada e uso de turbocompressores, é a tendência irreversível, reflexo do que ocorre no exterior. Se até 2017 o mercado interno atingir cinco milhões de unidades por ano, parecem factíveis 20% (um milhão de motores) receberem tais componentes. Injeção direta de combustível, ideal para essa aplicação inclusive em motores flex, também disparou uma corrida que, além das tradicionais Bosch, Delphi e Magneti Marelli, inclui agora a Continental.

De fato, se já existe algum reflexo do Inovar-Auto, ficou explícito na Automec. Algumas tecnologias avançavam lentamente no Brasil e passam agora por bom impulso. Correntes de acionamento de válvulas (em substituição a correias dentadas que exigem trocas periódicas) e compressores compactos de ar-condicionado, ideais para os novos motores de três cilindros, são alguns exemplos. Às vezes, podem trazer economia de combustível de apenas 1%, como velas de ignição com eletrodo de irídio, da NGK, muito caras. Porém, duram quatro vezes mais e, assim, parte do seu custo é compensável.

Sistemas mais complexos, como embreagens duplas para caixas de câmbio automatizadas, fabricadas na Alemanha pela Schaeffler, conviveram com soluções práticas e acessíveis, na feira. Um fabricante nacional, Power Stop, desenvolveu servofreio para modelos que nunca tiveram esse conforto: Fusca, Jeep e picapes antigas. Gates mostrou uma ferramenta para medir desgaste de correias. Tenneco/Monroe apresentou linha de amortecedores com garantia de três anos ou 60.000 quilômetros, impensável anos atrás.

Grandes produtores de autopeças, a exemplo de Bosch e Delphi, anunciaram que continuam a ampliar suas redes de oficinas com padrão definido de atendimento. Além de estimular profissionalização em processos e garantia dos serviços, entram na luta por atrair clientes de concessionárias, autocentros e oficinas convencionais. Resultado tem sido manutenção de qualidade a preços menores.

RODA VIVA

OBJETIVO do novo presidente da Anfavea, Luis Moan, é atacar a falta de competitividade para exportação de veículos brasileiros. Hoje, o País vende no exterior menos da metade do volume de 2005. Sem ajuda de desvalorização cambial do passado, o chamado custo Brasil é grande empecilho, além da carga de impostos “escondida” exportada junto com os veículos.

SUV MÉDIO S5, da JAC, que só chegará aqui em 2014, estreia a segunda geração de arquiteturas da marca chinesa. Em rápida avaliação em Hefei, cidade-sede do grupo, o carro passou sensação de robustez. Interior e materiais utilizados subiram de nível, embora ainda tenham que evoluir. No padrão de teste colisão vigente na China é primeiro a obter cinco estrelas.

POSIÇÃO ao dirigir e o volante de pequeno diâmetro para permitir visão do quadro de instrumentos por cima do aro são sensações notáveis no Peugeot 208. Toda a atmosfera interna do carro é bastante agradável, inclusive o teto solar panorâmico, embora cortina interna devesse isolar melhor o calor. Motor de 1,45 l/93 cv não é ideal. Suspensões estão bem acertadas.

PRODUÇÃO do utilitário esporte ix35 em Anápolis (GO), em instalações da Hyundai-CAOA, sofre novo atraso. Primeira previsão era final do ano passado, depois passou para março e, agora, próximo trimestre. Especulações apontam demora nas negociações com o BVA, sob intervenção do Banco Central. Grupo CAOA tem R$ 600 milhões emperrados naquela instituição.

PUBLICAÇÃO do Sindipeças confirmou indicadores internacionais do Brasil em 2012: quarto maior mercado interno e sétimo produtor mundial. Frota real de 38.025.799 unidades (sem motos) está em nono, no mundo. Em número de habitantes por veículo – 5,5 – o País aparece em distante 15º lugar, ou seja, muito ainda para crescer.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Dica: evite rodar com o seu carro com o tanque de combustível na reserva

CESVI BRASIL/Divulgação
Você sabe quantos litros cabem no tanque de combustível do seu veículo? Isso varia de modelo para modelo, de modo que vale a pena conferir o manual do proprietário do seu automóvel. Essa noção também pode ajudá-lo a evitar a pane seca – quando o veículo simplesmente para de funcionar por falta de combustível.

A pane seca, além de causar transtorno para o trânsito, causa também para o seu bolso. O Código de Trânsito Brasileiro prevê multa de R$ 85,13 a quem para na via por falta de combustível, e ainda quatro pontos na carteira e a remoção do veículo.

O carro avisa
A reserva não é um reservatório à parte, como muitos pensam. O nível de combustível é identificado com um sistema de boia e um variador de resistência. Se estiver baixo, o sistema avisa: entrou na reserva. Você pode traduzir “reserva” pela expressão “se bobear, vai acabar”.

E não vai ser por falta de aviso ou antecedência. Há um alerta no painel, e o nível da reserva pode variar entre 5 e 10 litros. Mais que o suficiente para você chegar a um posto de abastecimento a partir do sinal.

Riscos
Evite trafegar com baixo nível de combustível, para que não aconteçam danos à bomba elétrica por falta de resfriamento.

Vale lembrar que, em caso de subidas íngremes, curvas acentuadas e freadas bruscas, se o nível estiver baixo, há uma chance maior de entrada de ar na linha de combustível – o que provoca falhas no funcionamento do motor, além dos danos à bomba elétrica.

Quer evitar surpresas desagradáveis? Mantenha o tanque sempre acima de ¼ de sua capacidade.

Texto: CESVI BRASIL

segunda-feira, 25 de março de 2013

Alta Roda - Sustentável leveza do metal

Mercedes-Benz/Divulgação
Um dos campos em que a indústria automobilística instalada e a instalar no Brasil, de acordo com o regime Inovar-Auto (2013-17), terá que concentrar atenções é eficiência energética. Afinal, a média dos produtos novos vendidos (incluindo importados) por cada fabricante deverá melhorar o consumo médio cidade/estrada em 13,6%, isto é, 1 L/15,9 km com gasolina e 1 L/11 km com etanol.

Pode parecer objetivo modesto. Longe disso, equivale à exigência na Europa em 2015, porém a norma de medição lá é mais branda do que a utilizada no Brasil (NBR 7024, por sua vez baseada nos ciclos americanos US-75 modificados).

Fabricantes receberão ainda estímulo adicional: modelos que consumam 15,5% menos ganharão abatimento de um ponto percentual de IPI; 18,8% menos, dois pontos percentuais de IPI. Essa meta voluntária começa depois de 2017. Portanto, objetivo final é alcançar 1 L/17,26 km (gasolina) e 1 L/11,96 km (etanol). Hoje, o consumo médio nacional situa-se em 1 L/14 km (gasolina) e 1 L/9,71 km (etanol).

Atingir o alvo exige vários e onerosos aperfeiçoamentos em motor, transmissão, aerodinâmica e peso do veículo. Injeção direta de combustível e turbocompressor são passos essenciais, mas insuficientes. Aperfeiçoar o coeficiente aerodinâmico é trabalhoso. Câmbio automatizado de duas embreagens também tem custo alto.

Avançar na redução de peso parece o caminho mais prático e rápido. Assim, ampliar o uso de alumínio está em foco. Automóveis brasileiros, no momento, carregam apenas pouco mais de 50 kg desse metal. A simples substituição, em carro médio-compacto, do bloco do motor em ferro fundido, de 31 kg, por um em alumínio diminui o peso do veículo em 14,5 kg e outros 3,5 kg de forma indireta.

Reduzir massa em 10% significa economia de 5% a 7% no consumo de combustível, se bem aproveitada. Na Europa, a média é 140 kg de alumínio por automóvel. Modelos têm maior porte médio nos EUA e carregam 155 kg do metal, mas há previsão de 250 kg até 2025.

Painéis de alumínio possuem maior espessura que um de aço, mas a economia de peso alcança 50% e chega a 65%, em função do projeto e processo de fabricação. Podem substituir capô, portas, tampa do porta-malas e até o teto. Uso em rodas é tradicional. Carros vendidos nos EUA terão 55% dos capôs em alumínio até 2025. Para-choques e respectivas caixas de absorção de impacto são outras aplicações típicas.

Automóvel e alumínio nasceram, por coincidência, no mesmo ano, 1886. Estão juntos de novo nos Mercedes-Benz, por exemplo (foto). Ferro e aço, porém, avançaram bem mais basicamente por razão de custo. Reciclabilidade infinita, imunidade à corrosão, condutividade térmica, ductilidade, maleabilidade, resistência à fadiga são algumas vantagens da sustentável leveza do metal.

Produzir alumínio primário, no entanto, exige enorme quantidade de energia elétrica e reflete no preço. Simples troca do bloco do motor pode encarecer o custo de um carro compacto em mais de 2%, o que abala sua competitividade. Agora, com queda no preço da energia e corrida em direção ao menor consumo de combustível, chegou a vez do alumínio, apesar de plásticos e, no futuro, matérias compostos também estarem nesse jogo.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Inflação do Carro tem segunda alta no ano: + 0,57%

Pesquisa da Agência AutoInforme apurou alta de 0,57% na Inflação do Carro de fevereiro. Foi o segundo aumento do ano. As despesas com o uso e a manutenção do carro vêm subindo desde agosto do ano passado e no ano acumula alta de 1,89%.

Os combustíveis são os responsáveis pela alta do índice em 2013: tanta em janeiro quanto em fevereiro, álcool e gasolina tiveram aumentos significativos. No mês passado a gasolina subiu 2,42% e acumula alta de 4,31% em 2013. O etanol subiu 0,25% em fevereiro e 5,15% no bimestre. Observe que o aumento foi menor em fevereiro, o que pode indicar uma acomodação para os próximos meses.

A segunda maior alta no mês foi da lona de freio, que ficou 1,31% mais cara; em seguida veio a correia dentada, com aumento de 0,99%.

Vale destacar as altas seguidas do estacionamento. No ano passado o estacionamento por hora subiu 13,7%; neste ano o aumento já está em 1,29%. Por período mensal, o preço do estacionamento subiu 1,64% nos dois primeiros meses deste ano.

Inflação do Carro

Itens que mais subiram em fevereiro
Gasolina - 2,42%
Lona de freio - 1,31%
Correia dentada - 0,99%

Itens que mais caíram em fevereiro
Pastilhas de freio - -0,85%
Cambagem - -0,46%
Filtro de combustível - -0,45%

Itens que mais subiram em 2013
Álcool - 5,15%
Seguro obrigatório - 4,44%
Gasolina - 4,31%

Itens que mais caíram em 2013
IPVA - -4,71
Pastilhas de freio - -1,28
Filtro de combustível - -0,68

Fonte: AutoInforme

segunda-feira, 4 de março de 2013

Isenção de PIS-Cofins para etanol pode sair em abril. Preço do litro deve cair

O governo está com um plano concluído para isentar o setor de etanol da alíquota de PIS e Cofins que incide sobre o combustível. A medida, que é estudada desde o ano passado, aguarda apenas assinatura do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. O impacto esperado com a eliminação de PIS e Cofins é de uma queda entre R$ 0,15 e R$ 0,20 por litro, podendo se aproximar de 10% no preço final do etanol que é cobrado na bomba de abastecimento.

No mês passado, Lobão afirmou que o governo estava analisando o assunto, como forma de incentivar o setor. A partir de maio, está previsto aumento da mistura de etanol na gasolina, que vai saltar de 20% para 25%.

A isenção de PIS e Cofins está planejada para entrar em vigor em abril, por causa do início da safra de cana-de-açúcar. No centro-sul do país, a temporada 2013/14 (abril/março) tem estimativa recorde de produção entre 590 milhões e 600 milhões de toneladas, 10% a mais que a safra atual.

Com a isenção tributária, o governo quer dar mais incentivo para um setor que ficou praticamente abandonado nos últimos anos, amargando prejuízos bilionários. Mais de 40 usinas encerraram suas atividades nos últimos cinco anos, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Em Londres, durante o seminário de infraestrutura realizado para investidores estrangeiros, o governo também detalhou seu cronograma para projetos da área de energia, gás e petróleo. A 11ª rodada de petróleo está prevista para maio, com assinatura dos contratos em agosto. O primeiro leilão do pré-sal está marcado para novembro. Em dezembro, se não vier a ser antecipado, ocorrerá a 12ª rodada de petróleo e gás.

Texto: Assis Moreira e André Borges
Reprodução de Valor Econômico.

sábado, 2 de março de 2013

Aumento de etanol na gasolina começa a valer em 1º de maio

O governo publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira a decisão de elevar o percentual do etanol na gasolina de 20% para 25% a partir de 1º de maio, conforme decisão anunciada no fim de janeiro pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

A decisão já havia sido anunciada no fim de janeiro pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A mistura de 20% está em vigor desde 1º de outubro de 2011. Um dos objetivos do governo é reduzir o impacto do aumento da gasolina e do diesel, realizado também no fim de janeiro, já que o etanol anidro é mais barato do que o combustível fóssil.

O aumento do percentual, no entanto, não deverá reduzir a necessidade de importação de gasolina pela Petrobras, um fator que tem pesado nos resultados da estatal.

As usinas de cana projetam uma safra recorde, enquanto analistas acreditam que a colheita e a moagem podem começar mais cedo este ano, o que deve garantir o abastecimento, mesmo com a maior demanda por etanol para mistura na gasolina.

Texto e informações de Terra.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

"Motorista" vai ao posto de combustível, abastece e sai voando! Só na Rússia mesmo...

Esta é uma cena que, talvez, jamais veremos no Brasil - pelo menos por um bom tempo. Você sai de casa, pega o seu carro e vai ao posto de combustível. Ao seu lado, um sujeito para uma asa delta com motor, abastece o veículo na maior tranquilidade e sai, literalmente, voando do lugar! Se isso não deve acontecer por aqui, na Rússia, já é uma realidade:

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Hyundai HB20 e o bizarro caso do carro com dois tanques de combustível

Meu amigo Ricardo me enviou um link do HB20 Clube que achei, inicialmente, que fosse uma piada. Lendo novamente, realmente tive certeza de que o post era sério. A situação é mesmo MUITO engraçada - mas também pode ser inusitada, bizarra... o jeito que vocês acharem melhor. Mas é uma situação verídica!

Não vou descrever o assunto, pois a leitura abaixo vale mais do que qualquer palavra que eu escreva. Também não vou reproduzir nomes, em respeito ao clube e aos participantes.

Reproduzo parte do que foi postado numa discussão do HB20 Clube. O protagonista está entre asteriscos, enquanto os comentários dos outros participantes está entre linhas.

VALE A LEITURA!
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"Olá pessoal.
...
Ontém sim, foi o dia que eu fiquei PUTO. Sou de BH e estava levando minha namorada em casa, com o tanque de alchool na metade, e com 1/4 de gasolina. A gasolina foi acabando, começou a piscar lá que estava acabando, e eu deixei pra lá né, esperando o carro automaticamente virar pro alchool (eu fiz o procedimento de abastecer primeiro alchool completo, chegando na metade abastecer de gasolina). Quando derrepente o carro para do nada, em um morro. FIM DO COMBUSTÍVEL DO CARRO, mas como se estava com meio tanque de alchool? Isso eram 4 horas da manhã. Andei 3km, comprei gasolina (isso meu carro no meio do "nada", pronto pra levarem ele), voltei e coloquei gasolina, mas como tava no morro, não bombeava pro motor. Chegou o reboque, viramos o carro e dei partida, e o carro funcionou.
LIGUEI HOJE NA CONCESSIONÁRIA PACIFIC MOTORS, E INACREDITÁVELMENTE TODOS ESTAVAM OCUPADOS, INCLUSIVE O GERENTE.

Estou com o carro em casa morrendo de medo de sair, e acontecer a mesma merda!

ESPERO QUE RESOLVAM E NÃO ME ENROLEM!"
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Me explica isso que eu não entendi!

Como assim tava piscando a luz que o combustível tava acabando e você ainda achou que tinha meio tanque de alcool?

Amigo... é um tanque só! Não tem nada de "virar pro alcool"
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Quando eu digo VIRAR AUTOMATICAMENTE, era simplesmente reconhecer o alchool e injetar.

O marcador de alchool estava na METADE, eu fiz isso de rodar 25km com cada combustível para o carro reconhecer.

Não tem maluco aqui não.
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"...com o tanque de alcool na metade, e com 1/4 de gasolina. A gasolina foi acabando, começou a piscar lá que estava acabando, e eu deixei pra lá né, esperando o carro automaticamente virar pro alcool..."

Buzon, será que o Hb20 dele tem 2 tanques e 2 marcadores, para álcool e gasolina?
Será que é um caso de " DUAL FUEL"?
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Tou me sentindo um cabaço.

Tem 2 marcadores, o da esquerda e o da direita... o da esquerda é alchool, o da direita gasolina, não?
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Amigo, antes de mais nada, acho que você precisa dar uma olhada no manual que veio com seu carro, isso tudo está bem explicadinho lá. De qualquer maneira, segue uma foto prá ajudar:
Painel do HB20 - HB20Clube/Reprodução
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Caraca que mico mano... vou reler o manual aqui então... uhauhauah
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reler não... vc vai ler o manual rsrs.

Mas estamos aqui pra isso. So que aqui vc vai ser um pouco zuado por isso, com o manual ninguém ia saber rsrs
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Galera!!!
Que sirva de lição prá todos!
Se alguém falar prá você que seu HB20 tem dois marcadores de combustível, fique esperto, pode ser uma...
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UHAUHAUHAUHAUHUHAA...

Já tava bolando um fight na concessionária segunda. Falei pro meu pai aqui, ele passou mal de rir.

APAGA AÍ MODERADOR, ESTOU SENDO ALVO DE BULLYNG, GRATO!
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Caminho até carro híbrido e elétrico é longo no Brasil

Enquanto montadoras da Europa, Estados Unidos e Japão prometem para 2017 a chegada de carros movidos a hidrogênio, o maior avanço em termos de transporte sustentável, o Brasil segue sem ter uma política definida para a matriz energética automotiva. Depois de ter lançado, no ano passado, o programa Inovar-Auto, que estabelece maior eficiência do motor a combustão, o governo inicia, após o carnaval, debate sobre incentivos a híbridos e elétricos, mas avisa que o processo será longo.
Prius custa R$ 120.830 no Brasil - Toyota/Divulgação
Ao menos uma montadora, a Toyota, levou ao governo proposta com prazo de cinco anos para iniciar a produção local de veículos híbridos com motor flex, que permitiria o uso do etanol no lugar da gasolina para gerar a energia que carrega a bateria elétrica. "O desenvolvimento do flex para o híbrido é viável, desde que sejam criadas condições para uma demanda que viabilize a produção", diz Ricardo Bastos, gerente-geral da Toyota.

A proposta da montadora japonesa, que tem duas fábricas de automóveis e uma de peças no País, é a desoneração, por dois anos, de impostos para a importação de híbridos. Nos dois anos seguintes, o subsídio seria mantido para modelos flex. No quinto ano, já com uma possível demanda criada no mercado, teria início a produção local. "Uma parte achou a proposta interessante, mas, como o governo é muito amplo, nada foi definido ainda", diz Bastos. Mesmo assim, a Toyota decidiu iniciar em janeiro as vendas do Prius, híbrido que já vendeu mais de 4 milhões de unidades no mundo desde1997. Na maioria dos países, até mesmo na Argentina, consumidores de "carros verdes" têm algum tipo de subsídio.

Com taxa de importação de 35%, IPI de 13% e frete, além do próprio custo maior da tecnologia, o Prius que vem do Japão custa R$ 120,8 mil no Brasil, num mercado que concentra mais de 40% das vendas no segmento com preços entre R$ 22 mil e R$ 45 mil. Na avaliação de Bastos, se o preço caísse para cerca de R$ 90 mil, o modelo teria boa saída.

Até agora, foram vendidas três unidades, uma delas para Yoshiharu Kikuchi, japonês de 72 anos, 54 deles vivendo no Brasil. "Mesmo pagando um pouco mais sei que estou dirigindo um carro que vai consumir menos combustível, o que me fará gastar menos no posto. Além disso, tem a parte ambiental, que considero bastante importante."

Também há uma frota de 20 táxis Prius, resultado de uma parceria entre a Toyota e a Prefeitura de São Paulo. Outras 80 unidades foram encomendadas e serão entregues neste ano.

Caminho
A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que coordena grupo criado pelo governo para discutir a agenda tecnológica para a cadeia automotiva, espera ter um parecer até o fim de março. Bruno Jorge Soares, especialista da ABDI, ressalta que há um caminho a ser trilhado.

Segundo ele, o primeiro passo é melhorar a eficiência dos motores a combustão, processo previsto no Inovar-Auto. O programa estabelece, por exemplo, que até 2017 os carros novos terão de consumir 13,6% menos combustível em relação ao índice atual. Um veículo com gasolina terá de percorrer, em média, 15,9 km por litro e, com álcool, 11 km/litro. "Precisamos construir uma estratégia coerente e sustentável ao longo do tempo, pois não adianta dar incentivo agora se não tivermos condições de fazer um carro a combustão com padrão de competitividade global", diz. "Ainda temos muito a avançar em novos materiais e no processo produtivo."

Para Soares, o híbrido seria o passo seguinte. Já o elétrico é mais para o longo prazo, se for a opção da matriz energética brasileira. O debate pode se prolongar especialmente no momento em que setores da economia temem o racionamento de energia, embora o governo descarte.

Soares ressalta que mesmo países desenvolvidos que subsidiaram as vendas de carros híbridos e elétricos estão repensando a estratégia. Nos EUA, 3,5% das vendas em 2012, de 14,5 milhões de veículos, foram de modelos "verdes". No Japão, maior mercado desse tipo de produto, a participação é de cerca de 16%. Não quer dizer, segundo Soares, que o Brasil não possa desenvolver projetos paralelos, mas, num primeiro momento, "qualquer incentivo faria mais sentido se fosse aplicado no transporte coletivo, como os ônibus".

Ronaldo Marzará Jr., coordenador da Comissão Técnica de Veículos Elétricos e Híbridos da SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade), reconhece que a tecnologia dos híbridos e elétricos é incipiente e que, num primeiro momento, há barreiras para sua adoção, a principal delas o custo. Ressalta, porém, que não vê "nada de concreto sendo feito pelo governo brasileiro".

Marzará afirma que a SAE pretende criar um grupo técnico para trabalhar no desenvolvimento local de engenharias "para não ficarmos esperando que venha de fora". Ele também critica a demora em se alterar a legislação que determina a cobrança do IPI, hoje de 25% para o carro elétrico, a mesma incidente sobre motores a gasolina com potência acima de 2.0. Projeto de lei na Câmara do Deputados (4086/12) prevê a isenção de IPI para os elétricos e os híbridos, mas não há prazo para votação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Repórter: Cleide Silva 
Texto: Reprodução de O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Alta Roda - Conta pesada

O fechamento final dos números da indústria automobilística em 2012 foram bem próximos aos previstos pela Anfavea, mas alguns indicadores ficaram ligeiramente abaixo. Pode-se considerar o ano passado como de transição até a efetiva estreia agora do novo regime automobilístico, cujo título marqueteiro Inovar-Auto é exagero.

Produção caiu 1,9% em 2012 (primeira vez em nove anos), porém reagirá em 2013, um pouco ajudada pela recuperação de caminhões e ônibus, mas principalmente em razão de fábricas inteiramente novas em produção plena (Hyundai, Toyota e, modestamente, a Suzuki) e ampliações da Renault, PSA Peugeot Citroën e Mitsubishi, entre outras.

Anfavea estima que a produção crescerá 4,5% este ano. O Brasil perdeu para Índia a posição de sexto maior fabricante mundial de veículos (manteve quarta posição em vendas, em 2012). Recuperá-la não parece nada fácil.

Problema maior continuam sendo exportações que ajudam a manter empregos no Brasil. Depois de queda expressiva de 20% de 2012 sobre 2011, a previsão é outro tombo de quase 5% em 2013. Os mercados lá fora permanecem bastante debilitados, de fato, mas altos custos internos de produção e nossa moeda mais propícia a importar do que exportar dificultam tudo.

Vendas ao exterior representaram apenas 13% da produção, em 2012, quando o ideal seriam 25%. Em 2005, apenas a exportação de veículos montados significou cerca de 30% do total produzido, o que dificilmente voltará a se repetir. Este ano ainda haverá discussão com os argentinos, até junho, sobre o acordo de livre comércio que deve ser adiado pela terceira vez. Tudo indica que continuarão restrições para exportar para lá.

Quanto ao mercado interno, fator a observar é o ritmo de queda da inadimplência que ficou em 5,6% em 2012, cerca de dois pontos percentuais acima do normal. Isso impede queda mais expressiva dos juros, que já deveriam estar consistentemente abaixo de 1% ao mês para financiamentos típicos de 36 meses com 10% de entrada.

Também vale observar o papel dos bancos em relação aos chamados “feirões”. Até 2011 garantiam boas comissões às concessionárias graças aos juros altos. O cenário reverteu. Agora os fabricantes de veículos é que deverão prover rentabilidade mínima às lojas. Como se refletirá nos preços ao consumidor ainda é incógnita.

A volta do IPI cheio será gradual até o final do primeiro semestre, historicamente período mais fraco do ano. Assim, essa transição vem em boa hora.

Adoção mandatória dos rastreadores em 2013 ainda depende de outra rodada de testes, com frota de veículos em diferentes pontos do País. Se tudo sair bem, os fabricantes farão encomendas e instalarão em parte dos veículos (aplicação gradativa) justamente em julho, já com IPI alto restabelecido.

As fábricas, em produção seriada, colocarão as peças em locais que serão descobertos por ladrões de carros com facilidade. Teme-se que aumentem sequestros de motoristas para impedir ou retardar ordem de rastreamento, pois o serviço tem contratação opcional. Tomara que não se repita o mesmo triste episódio do estojo de primeiros socorros obrigatório, depois cancelado. Só que a conta agora é bem mais pesada.

RODA VIVA

JANEIRO começou com estoques totais de 24 dias, somando fábricas e concessionárias. Em condições normais, os estoques se situam em torno de 30 dias. Há um efeito estatístico, pois as vendas foram fortes em dezembro, mas também significa que não há tantos carros disponíveis ainda com o IPI mais baixo. Descontos precisarão ser “garimpados”.

PELO menos quatro fabricantes terão motores fabricados aqui com turbocompressores, nos próximos dois anos. Objetivo, no caso, será de redução de cilindrada a fim de diminuir consumo de combustível. Chevrolet, Ford, PSA Peugeot Citroën e Volkswagen estariam confirmados. Fiat e Renault também podem decidir a qualquer momento. No futuro, não haverá mais motores de ciclo Otto aspirados, a exemplo dos Diesel.

TURBOCOMPRESSOR ajudará a resgatar motores de um litro de cilindrada. Eles continuaram a cair na preferência do consumidor ao longo de 2012: 41,7% do total das vendas de automóveis (entre compactos de entrada o percentual é maior). Em 2011, a participação de mercado era de 45,2%. Principal explicação: aumento do poder aquisitivo dos compradores da base do mercado.

ATÉ meados de 2013, a indústria instalada no Brasil completará a produção de 20 milhões de veículos equipados com motores flexíveis etanol/gasolina. Marca realmente importante pois o primeiro motor desse tipo surgiu, timidamente, em março de 2003 (Gol, 1.600 cm³). Ou seja, apenas uma década para atingir a marca histórica.

SITES de prestações de serviço para facilitar a gestão do automóvel firmam-se na internet. Um deles, meucockpit.com.br, envia alertas sobre vencimento de impostos, seguros e acompanhamento da manutenção preventiva. Também oferece estatísticas de consumo de combustível, além de calcular o custo do automóvel por km rodado.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Alta Roda - Economia em conta-gotas

Os carros brasileiros terão que cumprir normas obrigatórias de controle de emissão de gás carbônico (CO2). Na realidade, deverão ficar mais econômicos, pois a diminuição de consumo de combustível é a única forma de reduzir o volume daquele gás em motores de combustão interna. Não se discutirão nesse artigo nuances políticas da questão – e são muitas. O foco está nas alternativas para atingir metas de economia.

Deve-se, antes, demonstrar a enorme evolução técnica dos automóveis, nos últimos 35 anos, em termos de desempenho e economia. O consultor inglês Roger Bishop, especialista em tecnologia automobilística, estabeleceu comparação não entre versões de entrada do VW Golf (carro mais vendido no mundo, somando-se o sedã Jetta dele derivado), mas dos atléticos GTI.

O primeiro surgiu, em 1975, com motor aspirado de 1,6 l/110 cv, injeção eletrônica indireta, peso de 810 kg, velocidade máxima de 177 km/h. Consumo médio de gasolina: 9,5 km/l. A sexta geração do GTI tem motor com turbocompressor de 2 l/211 cv (mais 92%), injeção direta, peso de 1.393 kg (mais 72%), velocidade máxima de 240 km/l. O consumo médio deste Golf, no entanto, melhorou nada menos de 30%: 13,7 km/l.

Apesar do grande salto, há muita novidade a caminho no campo dos motores. Compressores elétricos, velas de ignição a laser ou de plasma e até eliminação de velas, caso se chegue ao chamado diesotto em que motores a gasolina (preferencialmente) poderão trabalhar com ignição por compressão, como se fossem a diesel, pelo menos em parte do ciclo operacional. A propulsão híbrida, que combina motores elétricos e a combustão, também terá forte expansão.

No entanto, há muito por fazer para tornar um veículo mais econômico, além de trabalhar apenas no motor. As pesquisas apontam várias partes e componentes de um automóvel a serem modificados, visando economia direta ou indireta de combustível. Um simples sensor de pressão de pneus, por exemplo, tem potencial de cortar o consumo em 2%, se o motorista corrigir logo a desatenção ao item.

O estudo de Bishop apontou outras intervenções com percentuais de redução do consumo de combustível e do CO2 associado diretamente:
  • Assistência elétrica: 7%
  • Câmbio automatizado de dupla embreagem: 5%
  • Regeneração de energia dos freios: 3%
  • Diminuição de peso: 10%
  • Pneus de baixa resistência ao rolamento: 3%
  • Direção de assistência elétrica: 4%
  • Melhora aerodinâmica: 3%
  • Redução de arrasto nos freios: 2%
O problema está nos custos agregados às novas tecnologias. Teriam de ser repassados ao comprador do veículo, pelo menos em parte. Não é decisão fácil porque afeta o crescimento do mercado, tanto em países ainda com enorme potencial, como outros onde a frota precisa de renovação e, por ser tão grande, levará a ganhos ambientais expressivos. Para complicar, governos endividados nos países centrais contam com poucos recursos para estímulos fiscais.

E para ninguém pensar que um Golf GTI só melhorou, sem apresentar a conta, aqui vão referências. No caso, a Suíça, país de moeda estável e baixíssima inflação. Em 1975, custava cerca de 16.000 francos suíços; hoje, 42.000 francos suíços. Descontada a inflação do período, o carro teve um aumento real de quase 60%. E continuará subindo de preço.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Alta Roda - Timidez conveniente

A quinta fase do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), a partir de janeiro de 2013, coloca o Brasil no rumo certo quanto ao direito à informação sobre o consumo de combustível, além de estimular a competição entre os fabricantes. O PBE é coordenado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) em parceria com o Conpet (programa de racionalização do uso de derivados de petróleo e gás, do Ministério de Minas e Energia, e gerenciado pela Petrobras). Começou em 2008, de forma voluntária e modesta, com a adesão de apenas cinco fabricantes e 54 versões de alguns modelos.

O caráter voluntário continua até hoje, mas deveria – e deverá – ser obrigatório. A importância do programa cresceu ao se tornar um dos critérios para enquadramento no Inovar-Auto, novo regime de produção automobilística do período 2013-2017. Até o ano passado, nove fabricantes (incluindo um importador) participavam: Citroën, Fiat, Ford, Honda, Kia, Renault, Toyota e Volkswagen. Já em 2012 a lista subiu para 20 empresas, das quais quatro produzem no país: Hyundai Brasil, Mitsubishi, Nissan e Suzuki.

Há algumas poucas falhas no PBE, entre elas a classificação dos veículos baseada em área projetada no solo e uma designação de categorias um pouco diferente do usual no mercado. Entretanto, o critério de massa vai prevalecer, como acontece na Europa. Apesar do cuidado do Inmetro em evitar modelos “especiais” que não refletissem a realidade da oferta, isso acabou acontecendo em casos isolados. Foi a desculpa alegada pela Chevrolet para renegar o programa, embora admita que “vai aderir nos próximos anos”, mesmo porque afeta a imagem da marca.

Agora mesmo nos EUA, Hyundai e Kia divulgaram informações erradas sobre o consumo de 900.000 veículos dos anos-modelo 2011 a 2013. Além de, voluntariamente, indenizar os compradores, o grupo sul-coreano está sujeito a pesadas multas do governo. Aqui, a Hyundai já enquadrou o novo HB20 que recebeu nota A, na versão de 1 litro: 7,6/11,5 km/l, cidade e 9,8/14,5 km/l, estrada (etanol/gasolina).

No Brasil, o controle sobre as informações do PBE é bem mais rígido e independe de denúncia de consumidores. Há uma dupla checagem anual, inclusive ensaios na presença de todos os interessados. O programa acaba de ser ampliado com a etiquetagem de pneus. O índice considera frenagem no molhado, ruído e resistência ao rolamento (ligada à economia de combustível).

As etiquetas do próximo ano estarão no para-brisa ou vidro lateral de todos os modelos enquadrados no PBE (só poderão ser retiradas após o carro sair da loja) e trazem uma novidade: emissão de CO2. Acertadamente, o Inmetro indicou os valores apenas dos combustíveis de origem fóssil e descontou a parte de etanol da gasolina. O biocombustível de cana-de-açúcar é considerado avançado até pela agência ambiental americana. Significa que, na prática, o gás carbônico emitido se autocompensa no ciclo de vida de crescimento da planta.

Claro, algumas empresas petrolíferas não gostam de encarar essa realidade, pois afeta seus negócios. No recente Salão do Automóvel de São Paulo fabricantes já exibiam as novas etiquetas, com emissão zerada de CO2 dos motores flex quando abastecidos com etanol. Para a Petrobras, o programa Conpet só mereceu um pequeno painel escondido no fundo do estande, o que deixou o parceiro Inmetro sem visibilidade em evento tão importante. Contraditório é a paraestatal ter grandes investimentos em biocombustíveis no Brasil, mas parece tímida ao divulgá-los.

RODA VIVA

RESTAM poucas dúvidas de que o mercado interno chegará este ano às 3,8 milhões de unidades, depois dos bons resultados de outubro: 341 mil veículos, incluídos caminhões e ônibus. Acumulado dos 10 primeiros meses está 5,7% acima de 2011. Como o IPI menor vai até 31 de dezembro, maioria dos fabricantes adiou férias coletivas para início de 2013.

VONTADE de sorrir, quando se lê por aí que há concorrência insuficiente no Brasil e, por isso, preços altos. Último levantamento aponta que, apenas entre modelos produzidos aqui, são 972 opções, somadas versões, acabamentos (catálogos) e trens de força (motor e câmbio) disponíveis. Ao acrescentar modelos importados, supera 1.500 ofertas.

AMBIENTE interno destaca-se no EcoSport. No dia a dia, passa sensação de um modelo maior, embora seu principal concorrente, Duster, seja referência entre SUVs compactos. Evolução de motor, agora 1,6 litro/115 cv, e câmbio, além da direção eletroassistida, mudam o modelo de patamar. Regular o volante todo para cima, obriga a elevar o banco, a fim de não encobrir marcador de combustível.

DEPOIS de quatro anos, a Única, associação de produtores de etanol de São Paulo, faz nova campanha de estímulo ao consumo. Entidade detectou oportunidade de mostrar aspectos ligados a empregos e meio ambiente. O preço não está tão competitivo como no passado, mas no momento é vantajoso em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Depois de abusarem, Hyundai e Kia se preparam para pagar o preço

Justiça está sendo feita nos Estados Unidos. Depois de mentirem sobre a média de consumo de vários de seus carros, Hyundai e Kia se preparam para pagar, no bolso, o preço da bobagem.

Como eu gostaria que o mesmo acontecesse por aqui, onde a Hyundai/CAOA já aprontou até com o consumidor brasileiro, aumentando a potência do Elantra, dando cavalos extras ao Veloster, vendendo o Veloster com um motor que jamais foi ofertado pela marca no Brasil, sem contar mudanças de informações em anúncios (conforme denunciado pela revista Auto Esporte, entre outros.

Vale a leitura.

Hyundai e Kia tombam após exagero em economia de combustível
 A admissão por Hyundai e Kia de que exageraram marcas de economia de combustível de alguns de seus carros afetou a reputação das montadoras e a fidelidade do consumidor às marcas será testada nos próximos meses, após uma década de sucesso ininterrupto nos Estados Unidos.
As ações das montadoras da Coreia do Sul, que promoveram em recentes campanhas de marketing eficência superior no consumo de combustível, caíram 7% cada nesta segunda-feira, pressionadas por temores de investidores sobre o impacto da admissão sobre suas marcas e vendas nos EUA, principal mercado do grupo automotivo. Somente a Hyundai sozinha perdeu US$ 3,1 bilhões em valor de mercado.

As preocupações dos investidores envolvem temores sobre o custo de compensação de clientes de mais de 1 milhão de veículos afetados, bem como potenciais processos coletivos nos EUA e reclamações semelhantes em outros países.

Para alguns analistas, as notícias são terríveis. "Isso pode representar um fator de mudança na história de sucesso da Hyundai", disse James Yoon, analista do BNP Paribas, em relatório. "Acreditamos que a potencial perda financeira é imaterial se comparada à possível perda para a reputação da marca."

Mas outros analistas também citaram que, diferente de grandes recalls que afetaram as rivais Toyota e Ford, Hyundai e a afiliada Kia foram rápidas em admitir seus erros e em anunciar planos de compensação.

"Aquelas eram questões mais sérias, relacionadas à segurança... Assim, o impacto sobre o valor da marca e nas vendas nos EUA pode ser menor do que o sofrido pelos concorrentes", disse o analista Ethan Kim, do Citi, em relatório divulgado nesta segunda-feira (5).
Em comunicado, a Hyundai disse nesta segunda-feira que seus erros só afetaram veículos vendidos na América do Norte. "Todos os carros Hyundai vendidos em outras regiões do mundo foram propriamente certificados com notas corretas de economia de combustível por cada agência respectiva de certificação", informou a montadora sul-coreana.

A queda nas ações da Hyundai foi a maior em quase 14 meses. As ações da Kia tombaram 6,9%, enquanto o mercado em Seul teve perda de 0,5%.

EPA
A agência de proteção ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês) descobriu que as montadoras exageraram a quilometragem de 13 veículos Kia e Hyundai de modelos entre 2011 e 2013.

As montadoras afirmaram na sexta-feira que os erros ocorreram em função de diferenças em seus testes de quilometragem comparados com os métodos de avaliações da EPA. As montadoras vão reembolsar os proprietários dos veículos afetados por custos adicionais com combustível e publicaram anúncios de página inteira em jornais no domingo para se desculparem.

As etiquetas de consumo da maioria dos veículos serão agora reduzidas em uma ou duas milhas por galão, sendo que o maior ajuste será de seis milhas por galão na estrada para o Kia Soul, disse a EPA.

Analistas disseram que a apuração da EPA pode levar a dezenas de milhões de dólares em compensações e acrescentaram que processos contra as empresas não podem ser descartados.

A avaliação da EPA foi disparada por queixas de consumidores, incluindo um processo coletivo que acusa a Hyundai de levar ao erro consumidores sensíveis a preços do combustível ao afirmar que o popular modelo Elantra 2011 e 2012 tinha consumo mais eficiente do que a realidade.

Texto: Uol Economia
Fonte: Reuters

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Alta Roda - Da pesquisa à prática

Congressos e seminários técnicos que integram os calendários anuais de eventos da indústria automotiva passam a desempenhar um novo papel. O regime Inovar-Auto, criado pelo governo para o período 2013-2017, mas que certamente irá além, estimula pesquisas no país. Aqueles fóruns deverão focar também no que estiver ao alcance do bolso dos motoristas.

O Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (Simea 2012) teve sua pauta estudada, como sempre, com antecedência a fim de atrair trabalhos técnicos e palestrantes. O tema desse ano -- transporte e trânsito mais sustentáveis - centrou-se em problemas de infraestrutura com ênfase na ampliação do transporte urbano sobre trilhos.

São Paulo, maior cidade do país, tem apenas 74 km de metrô, porém dobrará sua extensão em quatro anos. Alternativa do monotrilho suspenso, solução mais barata e rápida de construir, adicionará 64 km. Estudos indicam que dois terços dos motoristas trocariam automóveis pelo transporte público confiável, confortável e rápido.

Redução de acidentes também foi abordado no Simea 2012. Fabricantes no exterior trabalham com o conceito de segurança integral: freios inteligentes e sinalização de alerta capaz de detectar motociclistas e ciclistas nos pontos cegos dos veículos.

O 21º Congresso da SAE Brasil, no início de outubro e uma semana após o Simea, conseguiu adaptar algumas pautas ao iminente anúncio do novo regime automotivo. Economia de combustível, um dos pontos importantes na evolução dos automóveis aqui fabricados, valoriza recursos como o sistema desliga-liga o motor.

Há duas evoluções prontas no exterior: desligar o motor já abaixo de 20 km/h, mais útil em cidades, e o desligamento do motor e da transmissão, sob certas condições, em estrada. Mesmo na versão básica, o potencial de economia pode chegar a 13% no trânsito urbano pesado.

No entanto, consumo regulamentado representa média ponderada (ou combinada) cidade-estrada e a diminuição homologada fica em torno de 4%, o que exigirá muito esforço ainda. Redução no peso do carro e do motor é outra estratégia admitida.

A injeção direta de combustível, pelo custo difícil de diluir nos modelos de menor preço, pode demorar. Falta o desenvolvimento para os motores flex ao consumir 100% de etanol (E100), embora disponível nos países que utilizam E85 (15% de gasolina). Turbocompressores também ajudarão na redução de cilindrada/consumo, processo conhecido por downsizing. No passado foram usados até em motores de 1 litro. Agora o foco passou da potência maior ao consumo menor.

Na exposição do Congresso SAE várias tecnologias foram apresentadas. Entre elas as manobras de estacionamento automáticas em que o motorista só precisa introduzir alguns comandos. E, em breve, a novidade: poderá sair dele e, ao toque de um botão, o automóvel estacionará sem dificuldade, mesmo em vagas transversais típicas das garagens e estacionamentos apertados.

Os abrangentes painéis de apresentações e debates deram mostra, já nessa edição, que congressos e simpósios deverão se concentrar na discussão de aplicações práticas, sem deixar de lado o aspecto de pesquisa pura ainda pouco estruturada e valorizada no Brasil. De alguma forma, isso terá de acontecer.

RODA VIVA

FUTURO Ford Ka, a produzir na unidade de Camaçari (BA), será diferente do Ka europeu. Deverá ter um pouco mais de espaço, porém não se afastará muito em estilo, dentro do conceito da marca de unificação mundial dos projetos. Aqui, haverá uma versão sedã quatro-portas, logo depois do lançamento do hatch, previsto para o primeiro trimestre de 2014.

RENAULT admite que houve mal-entendido em relação aos seus motores Hi-Flex. Eles não dispõem de gerenciamento eletrônico específico para rodarem nos países vizinhos, com zero de etanol na gasolina. Podem circular por lá, sem problemas, mesmo em viagens longas, porém não de forma permanente. Motores exportados para lá têm calibração específica.

CRISE de vendas na Europa e prejuízos acumulados devem levar a PSA Peugeot Citroën e a subsidiária alemã da GM, a Opel, a ampliar acordos de produção e até se fundir, como se especula. Em outro movimento, Volkswagen estuda criar uma nova submarca, específica para países de menor poder aquisitivo.

MUITOS desses países puxam, hoje, a demanda mundial de automóveis. Estratégia da Renault e da GM, com produtos mais simples, bom espaço interno e preços em conta, têm conquistado compradores. O Brasil está dentro desse cenário, embora para vender aqui sejam necessários airbags e ABS de série, a partir de 2014. O que não exatamente é um problema.

CERTAS pegadinhas na internet (os "hoaxes") fazem muitos acreditarem em coisas absurdas. Lojistas orientam quem compra um extintor de incêndio a retirar o plástico que o envolve, sob pena de multa. Não existe penalização prevista para isso. Apenas para facilitar a leitura do manômetro do extintor pode-se afastar ou rasgar o plástico em volta, sem obrigação de fazê-lo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Carros feitos no país estão longe de meta de consumo

Completando a matéria da Folha de S. Paulo que publiquei no sábado, posto aqui mais um texto do jornal sobre o novo regime automotivo, dessa vez voltado para a parte do consumo de combustível, o maior problema da maioria dos carros vendidos no Brasil. Vale a leitura!

Carros feitos no país estão longe de meta de consumo
Por Claudia Rolli e Helton Simões Gomes

Se as metas de eficiência no consumo de combustível estipuladas pelo novo regime automotivo tivessem de ser cumpridas neste ano, nenhum dos carros fabricados no Brasil atenderia aos requisitos exigidos.

Mais: até os veículos melhores avaliados pelo PBE (Programa Brasileiro de Etiquetagem) Veicular, do Inmetro, estariam fora da meta.
O governo estabeleceu que até 2017 o consumo médio de gasolina deve chegar a 17,26 km por litro e o de etanol, a 11,96 km por litro. A redução é de 12% em relação à média atual de consumo. As empresas que conseguirem aumentar essa eficiência em até 18% terão direito a um incentivo: redução de até dois pontos adicionais de IPI.

"É lógico que, se o governo pretende fazer uma redistribuição tarifária, tinha de estabelecer metas ousadas. Não teria sentido dar incentivo tributário a empresas que produzissem carros com maior desempenho energético se as metas não trouxesse desafio. São factíveis para quem investir em inovação", afirma Alfredo Lobo, diretor de qualidade do Inmetro.

Neste ano, participam do programa voluntário do Inmetro 105 modelos de oito montadoras. Desse total, 17 das categorias compacto e subcompacto receberam nota A, com menor consumo de combustível. Veja aqui todas categorias e também as avaliações feitas pelo programa.

ADESÃO
A partir de 2013, é esperada maior adesão das montadoras que devem se inscrever no programa em razão dos incentivo tributário. "Neste ano, outras quatro montadoras devem aderir e devemos chegar a 200 veículos. Com o novo regime, esperamos 100% de adesão", diz Lobo.

Luiz Carlos Mello, coordenador do Centro de Estudos Automotivos e ex-presidente da Ford, afirma que é obrigação da indústria perseguir metas mais eficientes de consumo de combustível.

"As exigências já vinham sendo estabelecidas no mundo todo. Não é preciso conceder incentivo nem ter regime automotivo para isso", afirma Mello.

"Quem deveria exigir isso é o mercado. E no Brasil o mercado (consumidor) é muito acomodado."

Para o professor de engenharia da FEI e ex-gerente executivo da GM, Edson Esteves, as metas foram "tímidas". "As montadoras vão trazer soluções de fora. Nos EUA, Canadá, Europa e Japão, a exigência de redução de combustível em troca de redução de imposto já existe desde a década de 80."

Fonte: Folha de S. Paulo

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Alta Roda - Combustível é um barato

Uma notícia que assustou os brasileiros era mais do que esperada por quem acompanha o mercado de combustíveis no Brasil. A nossa gloriosa Petrobrás anunciou prejuízo de R$ 1,346 bi no segundo trimestre do ano, o primeiro desde 1999 quando o real sofreu forte desvalorização frente ao dólar.

Atribui-se a John Davison Rockefeller (1839-1937), magnata, filantropo e fundador da Standard Oil (ExxonMobil, hoje), a frase famosa: “O melhor negócio do mundo é empresa petrolífera bem administrada; segundo melhor é empresa de petróleo mal administrada.” Se isso for verdadeiro, não precisa exagerar.

O prejuízo da paraestatal tem várias causas e a principal, com certeza, são as interferências políticas do maior acionista, o Governo Federal. Ações da companhia desabaram mais de 40% desde a sua capitalização recorde de setembro de 2010. Investidores não gostaram do aumento dos custos, do número de poços secos e da baixa confirmação de produção comercial do subsolo marítimo, na região de enorme potencial conhecida como pré-sal.

O maior problema, no entanto, foi o governo cair na tentação de segurar artificialmente o preço dos combustíveis para “controlar” a inflação desde 2005. Congelar o preço da gasolina nas bombas (na realidade o preço real caiu, considerada a inflação) funcionou até zerar a Cide, imposto para compensar a Petrobrás pelas variações de preço no exterior. O País é autossuficiente na produção de petróleo, porém não de combustíveis de origem fóssil.

Distorções dessa política levaram à perda de competitividade de preço do etanol e à necessidade crescente de importar gasolina e o próprio etanol. Somado ao diesel, essa conta está atualmente em R$ 1,5 bi por trimestre. Perturba também a distribuição pela falta de tanques nos portos e bases no interior do país. A diferença de preço entre o combustível importado e o que a Petrobrás recebe por ele é superior a 20%, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Ninguém preconiza, obviamente, aumento de derivados dessa magnitude, pois há outras variáveis na equação. No entanto, se tivesse ocorrido correção do preço nas bombas, de 2% a 3% ao ano, geraria recursos de que a Petrobrás precisa bastante.  Há investimentos em curso em novas refinarias (já atrasadas e a custos extrapolados), além do ambicioso e caríssimo plano de exploração e produção em alto-mar.

Efeito colateral desse erro primário foi estagnação e recuo da produção de etanol. Investimentos pararam porque não dá para manter a competitividade de 70% do preço da gasolina nos postos.

Afinal, esta é oferecida a preço congelado e custos agrícolas e industriais do combustível alternativo continuam a subir. Apesar de etanol de cana ser considerado praticamente neutro em CO2, no seu ciclo de vida. Para a plateia interna e externa o governo faz discurso ecológico, mas na realidade sua política é contrária, ao menos na gestão atual.

Para a Petrobrás, maior empresa brasileira, doses de humildade também serviriam. Considerada pela Forbes como quarta maior petrolífera do mundo, não respondeu aos questionamentos da coluna sobre critérios da revista. Naquele ranking estão de fora grandes estatais do Oriente Médio e da Opep, de capital fechado. Também não se pronunciou sobre reservas provadas de petróleo frente às congêneres.

RODA VIVA

RUMORES confirmam o que a coluna antecipou. Nova fábrica Fiat em Goiana (PE) aproveitará flexibilidade para produzir também produtos Chrysler. Estariam confirmados, além de SUV compacto de combate ao EcoSport, picape média (anti-S10), Dodge Dart/Fiat Viaggio (fim do Linea) e sucessor do Punto. Subcompacto para o lugar do Mille, se sair, fica em Betim (MG).

RENAULT dispõe agora de verdadeiro motor flex para Sandero e Logan 2013. Trata-se do 1,6 l, de cabeçote convencional (8 válvulas) e maior taxa de compressão (12:1). Resultou em mais 10% de potência: 106 cv/etanol. Consumo diminuiu 10% em ciclo urbano e 5%, estrada (4%, média ponderada). Fábrica afirma que obterá nota máxima (A) na etiquetagem 2013 do Inmetro.

PRESIDENTE da Renault brasileira, Olivier Murguet, garante que eventual defasagem da linha Sandero/Logan, em relação à Europa, vai encolher bastante. Entre seis e nove meses, todos estarão alinhados. A começar já em 2013.

APOIO à Honda por oferecer também câmbio manual de 6 marchas, de ótimo manuseio, no CR-V, mesmo representando menos de 10% das vendas. Mantém o silêncio a bordo: 120 km/h, motor a 3.000 rpm (no automático, 5 marchas, 2.400 rpm). SUV baseado no Civic é espaçoso, tem acabamento honesto e inclui sistema muito prático de rebatimento total do banco traseiro.

COMEÇOU no México a pré-produção do Sonic, hatch e sedã. Antes do final do ano, ritmo será acelerado e ambos passarão a vir de lá e não mais da Coreia do Sul. A GM se livra do IPI extra e do imposto de importação que incidem, hoje, sobre os dois modelos. SUV compacto Trax também entra em breve na linha de montagem mexicana e chega ao Brasil no início de 2013.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Novo Ford EcoSport deve custar a partir de R$ 53.490 e poderá ter versão de 7 lugares

Mais uma especulação aparece na internet sobre o preço do novo Ford EcoSport. Primeiro foi o pessoal do Forum EcoSport Club, que disse que o novo SUV teria preço inicial de R$ 59.990. Agora é a vez do Diário de Bordo - Novo EcoSport afirmar, via um concessionário, que o novo EcoSport deverá custar a partir de R$ 53.490.

Segundo o site, hoje foi realizado em São Paulo (SP) um evento com representantes de todas as concessionárias Ford do Brasil. Simultaneamente foram apresentados os novos EcoSport e Ranger. E quem teria revelado o valor do novo EcoSport foi a Laguna Veículos, concessionária Ford de Maceió (AL), em sua página no Facebook (reprodução abaixo). Veja o que dizia o anuncio:
"Agora é Oficial: Novo Ford ECOSPORT 2013 1.6 S com sistema SYNC de Série + Direção Elétrica + Vidros e Travas Elétricas, R$ 53.490,00! Laguna Veículos Pode Comprar! Final de Julho venha conferir em nosso Show Room."

Vamos esperar para ver. De qualquer forma, os preços publicados pelo forum em janeiro não estão tão longes da realidade, já que, se acrescentarmos o valor do IPI (5,5%) mais o desconto das montadoras (1,5%) aos R$ 53.490 divulgados pela Laguna, temos R$ 57.234.
Ainda sobre o novo EcoSport, o modelo deverá ser vendido em quatro versões: S, SE, Freestyle e Titanium. De acordo com o INMETRO, o novo Ford equipado com o motor 1.6 16V Sigma recebeu nota A nos testes de consumo, apresentando as seguintes médias:  

Gasolina
Cidade: 10,2 km/l
Estrada: 12,2 Km/l

Etanol
 
Cidade: 7,0 km/l
Estrada 8,4 km/l 
Fechando o assunto EcoSport, a revista Quatro Rodas de julho publicou na seção Segredos que a Ford trabalha numa versão do seu novo SUV com capacidade para até sete ocupantes. Dois novos assentos seriam instalados na área do porta-malas. Os bancos seriam escamotáveis, ficando embutidos ao assoalho quando estivessem fora de uso. 

Seria uma aposta da Ford para combater o novo Chevrolet Spin (que ganha um post em breve aqui no De 0 a 100)?
Fotos: Ford/Divulgação

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Consumo Real passa de 250 carros e agora conta com média de consumo de motos

É com muita satisfação que publico esse post! A seção Consumo Real do De 0 a 100 superou a marca de 250 carros com médias de consumo publicadas! E a grande novidade agora é que comecei a publicar também as média de motos!

Se você ainda não mandou a sua média, basta me enviar um e-mail com os dados! Convide a família e os amigos!

Muito obrigado a todos que fizeram dessa seção uma referência! Que ela cresça ainda mais e que o número de motos também só aumente!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Rio+20: onde estão as montadoras?

Muito interessante a coluna da Marli Olmos no jornal Valor Econômico de hoje. Ela levanta alguns pontos importantes e que merecem a reflexão. Eu só adicionaria ao conteúdo o fato da Fiat também participar da Rio+20.

Vale a leitura.
Rio+20: onde estão as montadoras
Setor está ausente dos debates sobre mobilidade e poluição

Tem sido cada vez mais frequente ver a indústria automobilística  engajada na causa ambiental, com planos consistentes para tornar o automóvel cada vez mais limpo. Já faz alguns anos, inclusive, que os slogans dos salões de veículos em todo o mundo são inspirados na batalha do setor em busca de energias alternativas. Os fabricantes de veículos parecem à vontade para tratar o tema quando estão em seus próprios fóruns. Mas seus representantes praticamente desaparecem quando a discussão se amplia para um universo de debates tão global e tão diversificado como a Conferência das Nações Unidas.

É fácil notar a ausência das montadoras em qualquer dos espaços dedicados a debates na Rio+20. Uma das exceções será uma apresentação, amanhã, do vice-presidente mundial da Nissan, Toshiaki Otani, responsável pela área de veículos elétricos e emissão zero da montadora japonesa, em um dos fóruns dedicados ao setor privado.

Até sexta-feira, dia do encerramento da conferência, diversos outros grupos vão, no entanto, debater os problemas da mobilidade nos centros urbanos, o desafio de encontrar formas de reduzir o nível de emissões de CO2 e as alternativas para o transporte. Essas discussões não contam, no entanto, com representantes da indústria automotiva, que teriam muito a contribuir.

Ontem mesmo, o debate sobre cidades sustentáveis e energias renováveis, durante o fórum de sustentabilidade corporativa, seria uma das boas oportunidades de a indústria automobilística ter dividido seus planos com outros agentes da iniciativa privada, interessados em compartilhar experiências. Talvez por isso as palestras conduzidas por representantes da indústria de eletricidade e de planejamento urbano tenham tratado o automóvel de forma vaga.

Não se pode, no entanto, numa análise sobre a ausência da indústria automobilística na Rio + 20, fazer injustiça com a BMW. Na contramão da postura das demais empresas do setor, a marca alemã trouxe para a Conferência das Nações Unidas executivos da Alemanha graduados no desenvolvimento de energias alternativas. Eles passaram o fim de semana por conta de apresentações sobre os planos de desenvolvimento do carro do futuro e dos resultados de pesquisas com consumidores que experimentaram automóveis elétricos em seu estande, de 400 metros quadrados, instalado no Parque dos Atletas.

Fora isso, a presença do setor é bastante tímida. A Volkswagen também montou estande no Parque dos Atletas, defronte ao Riocentro, com suas soluções para reduzir emissões e consumo. Nessa área, formada por pavilhões com exposições da iniciativa privada e de representantes governamentais, também podem ser vistos os ônibus híbridos da Volvo, que a Prefeitura de Curitiba adotou para o transporte público. Mas, em geral, os executivos dessas empresas não se envolveram com o evento.

A modesta presença dos estandes no parque e a quase total ausência nas salas de debates da conferência revelam, em boa parte, que a indústria automobilística participa da Rio+20 como se estivesse numa exposição.

E, apesar de a BMW se mostrar mais participativa, ainda que tenha sido por meio de palestras limitadas à imprensa, as novidades que seus executivos trouxeram para o Rio de Janeiro pouco servem para o consumidor brasileiro. A experiência dos carros elétricos e híbridos que a montadora exibe no Rio ficará, por enquanto, quase que totalmente limitada aos mercados onde os governos calculam as taxas de impostos de acordo com o consumo e emissões do veículo. Ou seja, nos países mais alinhados com a causa ambiental, onde recolhe menos imposto o carro que polui menos e gasta pouco.

O Brasil ainda não adotou essa cultura. É justamente no carro elétrico que incide a mais alta carga tributária, já que o modelo de tributação do país é feito com base no motor a combustão e esse tipo de veículo teria que ser importado, por enquanto. Depois da intervenção do governo para elevar o IPI dos importados, os tributos num veículo desse tipo chegam hoje a 125%.

Como o automóvel é tradicionalmente apontado como um dos vilões do aquecimento global, é bem provável que a indústria automobilística tenha preferido adotar uma postura mais discreta para sequer ser notada num fórum mais heterogêneo, como a Rio+20.

É quase certo, porém, que, logo que a conferência terminar os fabricantes de veículos voltarão à toda carga para exibir seus planos para ajudar a salvar o planeta. Em outubro, eles certamente retomarão o tema, e farão muita propaganda dele, no salão do automóvel de São Paulo, a principal feira do setor no Brasil.

Protegidas, em seu território, as montadoras provavelmente se sentem mais à vontade para falar com o público que mais lhes interessa: o consumidor que enlouquece com as novidades que essa indústria lhes oferece. E pelas quais ele quase sempre se endivida.

Texto: Marli Olmos
Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Alta Roda - Foco no controle de emissões

Embora o Brasil ainda não tenha alcançado alta taxa de motorização (5,5 habitantes/veículos contra menos de 2 hab./veic. nos países centrais), algumas regiões metropolitanas se aproximam de índices das nações avançadas. No aspecto de cuidados com o meio ambiente ao envolver uma frota de 35 milhões de automóveis e veículos comerciais, além de 12 milhões de motocicletas, até que o País se situa razoavelmente bem.

Desde 1986, o Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) provou ser iniciativa de sucesso. Veículos leves com motores de ciclo Otto cumpriram as seis fases de redução de emissões gasosas, que resultaram em queda significativa da poluição. Veículos pesados com motores de ciclo Diesel sofreram tropeços no cronograma. Só agora, em 2012, entrou nos eixos ao estrearem novos motores e combustível de baixo teor de enxofre (50 mg/kg ou 50 ppm). No próximo ano chegará o diesel S10, de apenas 10 ppm de enxofre.

A fim de discutir o futuro do controle de emissões, inclusive motos, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva organizou um seminário recente em São Paulo. A fase L-7 para automóveis está prevista para 2015 ou 2016. Teor de enxofre na gasolina (etanol não tem enxofre) será diminuído para 50 ppm em 2014. Abre caminho, assim, aos motores flexíveis etanol/gasolina com injeção direta de combustível.

Essa conquista tecnológica exige gasolina de baixo teor de enxofre para se obter economia de combustível e simultâneo aumento de potência, além de cortar emissões. A injeção direta é um sistema de formação de mistura ar-combustível que consegue subverter a lógica de maior potência, maior consumo. A atual injeção indireta representou um passo adiante. Porém, a tendência no exterior é substituí-la, mesmo a custo maior.

Ponto interessante do seminário foi a pouca divulgada política do governo de São Paulo para combater gases de efeito estufa, responsáveis por possíveis mudanças climáticas no planeta. Trata-se da iniciativa estadual mais relevante no País, que organiza, em junho, a Conferência das Nações Unidas de Desenvolvimento Sustentável (Rio +20). Existe a pretensão de emitir 20% menos gás carbônico (CO2) em relação a 2005, em território paulista.

CO2 é subproduto atóxico da combustão de motores convencionais. Os meios de transporte respondem, em média, por um quinto das emissões de efeito estufa no mundo. Não há filtros ou catalisadores: só resolve se reduzir consumo de combustível. São Paulo considera que seu perfil socioeconômico exige maior atenção ao controle da frota. Estima-se que veículos motorizados respondam, no Estado, por cerca de 30% do total de CO2 emitido.

Eis algumas propostas para o segmento de veículos leves:

• ampliação da inspeção ambiental
• incentivo ao uso de etanol
• programa de renovação e reciclagem de veículos
• selo socioambiental nas compras oficiais • ampliação de etiquetagem veicular (consumo de combustível).

Para tornar competitivo o etanol, o governo cogita de criar a chamada nota fiscal “verde” emitida nos postos de abastecimento. Afinal, biocombustível de cana anula, praticamente, a emissões de CO2 no escapamento, quando a planta cresce no campo. Não é possível com combustíveis fósseis.