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sexta-feira, 22 de março de 2013

Estudo mostra que quase 40% dos automóveis nacionais saem de fábrica sem ABS

A pouco menos de um ano de as Resoluções 380 e 395 do Contran, que estabelecem a obrigatoriedade do sistema antitravamento dos freios (ABS) em todos os veículos vendidos no País a partir de janeiro de 2014, entrarem em vigor, um estudo do CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária) constatou que 39% dos automóveis produzidos no Brasil ainda não possuem o ABS como item de série.

E na categoria dos hatchs compactos, a mais expressiva do mercado brasileiro, com cerca de 57% das vendas em 2012, os números não são melhores: apenas 54% das versões possuem o ABS de série. Isso significa que, dentre as 122 versões dos 26 modelos pesquisados, pouco mais da metade possui o acessório como item de fábrica, mais de um quarto (27%) não possui o item disponível nem como opcional. Além disto, nenhum deles oferece o sistema ESP (Eletronic Stability Program).
Reprodução/Pense Carros
Entre os sedãs compactos, 54% dos veículos possuem o ABS de série. Mas, assim como nos hatchs, o número de versões sem o equipamento nem como opcional ainda é alto: 22%. O ESP também segue a tendência e continua de fora dos pacotes.

Já com os sedãs médios, que representam uma fatia de 8,5% dos carros de passeio, de acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o resultado foi outro. Quase todas as versões (99%) possuem ABS de série, e não há nenhum carro sem o item pelo menos como opcional. Melhora também para o ESP, que atinge mais da metade das 66 versões dos 21 modelos pesquisados das 20 montadoras analisadas.

No caso dos importados vendidos no País, os números são bem semelhantes aos dos sedãs médios. Nessa categoria, 91% das versões têm ABS instalado, sendo que 70% já contam também com o ESP. Neste caso, foram analisadas 42 montadoras, que oferecem 221 modelos em 590 versões.

O estudo realizado pelo CESVI ainda fez um comparativo entre os carros que circulam no Brasil e na Argentina e organizou os índices por categoria. Entre as quatro grandes montadoras nacionais, a GM aparece em 1º lugar, com 84% de suas versões equipadas de série com ABS, seguida pela Fiat e Volkswagen (73%) e Ford (65%).

Faça o download do arquivo completo.

Com informações de CESVI Brasil.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Inflação do Carro tem segunda alta no ano: + 0,57%

Pesquisa da Agência AutoInforme apurou alta de 0,57% na Inflação do Carro de fevereiro. Foi o segundo aumento do ano. As despesas com o uso e a manutenção do carro vêm subindo desde agosto do ano passado e no ano acumula alta de 1,89%.

Os combustíveis são os responsáveis pela alta do índice em 2013: tanta em janeiro quanto em fevereiro, álcool e gasolina tiveram aumentos significativos. No mês passado a gasolina subiu 2,42% e acumula alta de 4,31% em 2013. O etanol subiu 0,25% em fevereiro e 5,15% no bimestre. Observe que o aumento foi menor em fevereiro, o que pode indicar uma acomodação para os próximos meses.

A segunda maior alta no mês foi da lona de freio, que ficou 1,31% mais cara; em seguida veio a correia dentada, com aumento de 0,99%.

Vale destacar as altas seguidas do estacionamento. No ano passado o estacionamento por hora subiu 13,7%; neste ano o aumento já está em 1,29%. Por período mensal, o preço do estacionamento subiu 1,64% nos dois primeiros meses deste ano.

Inflação do Carro

Itens que mais subiram em fevereiro
Gasolina - 2,42%
Lona de freio - 1,31%
Correia dentada - 0,99%

Itens que mais caíram em fevereiro
Pastilhas de freio - -0,85%
Cambagem - -0,46%
Filtro de combustível - -0,45%

Itens que mais subiram em 2013
Álcool - 5,15%
Seguro obrigatório - 4,44%
Gasolina - 4,31%

Itens que mais caíram em 2013
IPVA - -4,71
Pastilhas de freio - -1,28
Filtro de combustível - -0,68

Fonte: AutoInforme

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Alta Roda - Como evoluem os freios

A partir de 1º de janeiro de 2014, nenhum modelo poderá ser comercializado no Brasil sem freios antitravamento (ABS).  A importância desse dispositivo muitas vezes é mal compreendida. Seu funcionamento permite manter o controle do volante em uma frenagem emergencial e encurta a distância de parada, especialmente em piso molhado ou escorregadio. Para o máximo de eficiência o motorista precisa aplicar força total ao pedal de freio. Essa função é exercida de forma automática pelo BAS (Sistema de Assistência aos Freios, em inglês), ainda não obrigatório no País, mas deveria sê-lo.
Há outras tecnologias que nasceram em função de sensores, atuadores e controles do ABS. Bem conhecido é o ESC (Controle Eletrônico de Estabilidade), em processo de obrigatoriedade paulatina nos carros novos nos EUA e na Europa. ESC também evoluiu e inibe situações em que podem ocorrer capotagem ou um reboque ziguezaguear.

Ao lado da sensível evolução da capacidade de processamento, volume, peso e custo do ABS caíram de preço substancialmente, desde sua introdução em 1978. Permitiu que carros mais baratos o adotassem. No entanto, há desafios pela frente. Ampliar o uso de sistemas para evitar acidentes ou mitigar seus efeitos (diminuindo a velocidade de colisão) exige controles eletrônicos que possam gerar enormes pressões hidráulicas de frenagem, em curto período de atuação.

Hoje, bombas de vácuo auxiliam nesse papel. Mas também é necessária a integração crescente entre freios regenerativos (para recarregar baterias) e os convencionais por atrito, de forma amigável ao motorista. Assistência totalmente elétrica seria uma solução, porém há resistências depois que um fabricante de grande prestígio experimentou sérias dificuldades em campo e abandonou a tecnologia.
Assistência elétrica, no entanto, chegará algum dia, até em razão do prometido futuro direcionado aos carros elétricos em cidades. Sem contar que automóveis convencionais serão produzidos ainda por décadas. Enquanto aquele cenário não se concretiza, há uma aplicação parcial, simples e universal. Freio de estacionamento com acionamento elétrico (foto) que já está disponível, por ora, em modelos caros e agrega vantagens.

Para citar algumas: retirada da alavanca ou pedal do freio auxiliar e a consequente liberação de precioso espaço no habitáculo; eliminação de cabos de aço que se desgastam e exigem regulagens constantes; acionamento com eficácia total sem exigir esforço físico, mesmo ao travar e destravar (mulheres, em especial, agradecem); facilidade de instalação nas rodas traseiras ou dianteiras; apenas um botão para acionar.

Benefício secundário, porém bastante útil, é a possível atuação automática em subidas e descidas. Além disso, em câmbios automáticos, na posição D (Drive), dispensa o motorista de pisar no pedal do freio de serviço para anular o pequeno deslocamento do carro em marcha lenta. Quem enfrenta o para-e-anda do trânsito sabe o que incomoda ao longo da jornada.