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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Honda Fit é eleito o melhor monovolume até R$ 60 mil do Brasil!

Honda/Divulgação
A aposentadoria da dupla Zafira e Meriva, e a chegada do "belo" Spin, me levaram a perguntar no De 0 a 100, durante uma semana, "Qual é o melhor monovolume do Brasil até R$ 60 mil?". Com a particpação recorde dos internaudas (obrigado a todos!) e, como eu esperava, venceu o Honda Fit.

O modelo japonês recebeu o meu voto. Considero os concorrentes bons carros, mas o Fit é o superior na maioria dos quesitos que levo em consideração na hora de avaliar um veículo. E, pelo visto, a maioria dos participantes concorda comigo.

O Fit é um carro relativamente pequeno por fora, com espaço interno interessante, bom porta-malas e que conta com dois trunfos imbatíveis no momento: a versatilidade dos bancos e a mecânica confiável Honda. Entre os defeitos, cito o altíssimo preço cobrado por todas as versões e o consumo de combustível, que era referência quando o modelo foi lançado no Brasil. Uma pena este dois aspectos, já que o Honda Fit tinha tudo para ser o carro definitivo.

Recebi alguns e-mails de internautas falando sobre a enquete. Selecionei dois depoimentos de pessoas defendendo porque o Fit é o melhor carro:

"Eu tinha um Fit LX 1.4 antigo que me deu só alegrias. Nunca tive nenhum problema com o carro - absolutamente nada! E o consumo era excelente: 13 km/l na cidade. ... Com 130.000 km rodados, resolvi vendê-lo e comprei um Nissan Livina 1.8 automático por causa da diferença de preço em relação a um Fit 0 km. Gostei do carro, mas o troquei com menos de 10.000 km rodados por um New Fit por causa do acabamento inferior e do banco do motorista muito desconfortável. ... Acabei  escolhendo o Fit 1.4 porque a Honda 'chuta o balde' com os preços da versão 1.5. Mesmo bem mais caro que os concorrentes, o Fit vale a pena."- Lucas Souza

"O Fit é um carro que agrada todos da minha família: a minha esposa pelo tamanho; a mim pela versatilidade; e as crianças pelo conforto. Até o cachorro e a sogra gostam dele." - Henrique Luis (casado, pais de duas meninas e dono de em cachorro)

Pedi para a Honda definir o Fit oficialmente em algumas linhas. Infelizmente, a marca não me respondeu, mesmo depois de 3 contatos em datas diferentes. Até adiei a publicação deste post, mas de nada adiantou. Lamentável...
Chevrolet/Divulgação
Enquete
A "união" entre Zafira e Meriva deu forças extras ao Chevrolet Spin, que assegurou a segunda colocação, batendo, por muito pouco, o "sempre considerado por todos os interessados" Nissan Livina. Se feio o Spin está atraindo muitas pessoas, imaginem se o visual ajudasse!

Em quarto lugar veio o Citroën C3 Picasso, que parece já estar colhendo os frutos das melhorias da sua linha 2013. Em quinto ficou a veterana minivan da Fiat, que, mesmo com as recentes mudanças (internas), dá sinais de que precisa de uma nova geração. Ainda assim, o Idea é um carro "bom de briga", se mantendo bem nas vendas.

Por último veio o Jac J6, que ainda não se encontrou no mercado nacional.

Qual é o melhor monovolume do Brasil até R$ 60 mil?
  1. Honda Fit - 60 votos (30,3%)
  2. Chevrolet Spin - 37 votos (18,7%)
  3. Nissan Livina - 35 votos (17,7%)
  4. Citroën C3 Picasso - 21 votos (10,6%)
  5. Fiat Idea - 20 votos (10,1%)
  6. Jac J6 - 5 votos (2,5%)
Outro - 20 votos (10,1%)
Total de votos: 198

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Com visual feio, Chevrolet Spin é um carro legal. Mas poderia ser menos simples

Fui conhecer o Chevrolet Spin de perto e fiquei impressionado com a feiura do modelo. Parece que algo deu errado e que foram tentando consertar, e consertar e, subitamente, o tempo acabou e sobrou o que vemos hoje nas concessionárias e ruas: um carro esquisito, que entra para o seleto hall das "beldades" automotivas nacionais.



Tenho profundo respeito pelo Diretor de Design da GM América do Sul, Carlos Barba - e o admiro por tentar fazer algo diferente. Mas, desde o Agile, meu gosto e o dele não se batem muito. Não fui com a cara do hatch, nem do sedã Cobalt e agora não gosto do monovolume Spin - apenas a Montana me agradou. O bom é que beleza é um item subjetivo. Logo, o carro ser feio não significa que ele seja ruim. E esse é o caso do Spin, um feio legal.

Quando me deparei com o novo Chevrolet, pensei, inicialmente, com a cabeça do dono de um Meriva, e logo fiquei animado. Acabamento melhor, aproveitamento mais eficiente do espaço, câmbio automático de verdade (e de seis marchas!), motor 1.8 mais potente que o 1.4 e mais econômico que o "antigo" 1.8; ABS e airbag duplo de série. E tem ainda a possibilidade de levar sete pessoas! Eu trocaria o meu Meriva na hora.
Por outro lado, o dono do (mais) familiar Zafira vai olhar meio atravessado. Trocar o consagrado (e ultrapassado) motor 2.0 com 140 cv de potência por um 1.8 de míseros 108 cv? Perder o excelente sistema interno de bancos (Flex-7) para adotar uma solução comum, como do rival Nissan Livina? Comprar um carro maior que parece menor? Vou pagar menos, mas minha família ficará confortável como antes? Eu poderia até comprar o Spin, mas olharia os concorrentes com mais calma.

Pensando agora com a cabeça de quem não é dono dos falecidos Meriva e Zafira, fiquei com a sensação de, ao invés de flexibilidade e espaço, os engenheiros da Chevrolet pensaram em outra palavra para definir o Spin: simplicidade.

Não preciso nem dizer que o visual ficou simples, sem inspiração. O acabamento não é mal feito, mas é bem simples (reparem nas costuras dos bancos). Já o velho conhecido motor 1.8 8V Flexpower evoluiu em vários aspectos, mas foi simplificado em termos de potência e torque, virando 1.8 8V Econo.Flex. Os 112/114 cv a 5.600 rpm e 17,7 mkgf a 2.800 rpm deram lugar a 106/108 cv a 5.400/5.600 rpm e 16,4/17,1 mkgf a 3.200 rpm. Tudo para simplificar os números de consumo e emissões.

O que dizer do sistema de bancos então? Pode até parecer uma evolução em relação ao Meriva, mas onde estão as mesinhas tipo avião (faz muita diferença para uma familha com filhos pequenos)? E o banco traseiro corrediço, com terceira fileira de bancos que se esconde? Os diferenciais deram lugar ao simples e normal, como no Livina e no Grand Livina - modelos que, aliás, serviram de referência para a proposta do Spin, que, com a mesma carroceria, pode levar cinco ou sete ocupantes.
Mas o Spin também trouxe evoluções e incrementos, como a lista de equipamentos de série: as duas versões do modelo, LT e LTZ, vêm equipadas com ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS com EBD, airbag duplo; trio elétrico; alarme, trava de segurança suplementar nas portas traseiras (trava para crianças); coluna de direção regulável em altura e banco traseiro/segunda fileira de bancos com encosto dividido 40/60, com ajuste do encosto em 2 posições, rebatível em 2 posições e 2 apoios sólidos para cabeça com regulagem de altura; entre outros itens. Poderia ser até um pouco mais, mas todos os ocupante tem conforto e segurança.

Outra evolução está no câmbio. Se o motor 1.8 é simples demais e a transmissão manual de cinco marchas é comum, o câmbio automático de seis velocidades, vindo do irmão mais refinado Cruze, é um belo destaque. Com trocas sequenciais, ele tem funcionamento suave e eficiente. Uma pena que o propulsor Econo.Flex não é moderno e elástico o suficiente para aproveitar bem essa transmissão. Realmente fica devendo.
Passageiro do meio atrás sofre com a segurança reduzida, sem cinto de 3 pontos e apoio de cabeça

Com 4,36 m de comprimento, 1,664 m de altura, 1,735 m de lagura (1,932 m com espelhos) e 2,620 m de distância entre-eixos, o Chevrolet Spin ficou com espaço interessante na frente e limitado nos bancos traseiros. Sentando na terceira fileira de bancos, fiquei com a sensação de mais aperto do que na Zafira e de mais espaço do que no Grand Livina.

Segundo a marca, na versão para sete lugares há 23 combinações de posicionamento dos bancos, tudo para tornar o modelo mais versátil internamente. Os objetos na cabine podem ser guardados em 32 porta-trecos. O porta-malas, de acordo com a GM, é o maior da categoria: 710 litros na versão de cinco lugares (e apenas 162 l na versão de sete lugares - menor do que do Ford Ka), podendo chegar a 1.168 litros com os bancos rebatidos.
Para minivanizar o Spin, a Chevrolet elevou a posição de dirigir em 6 cm em relação ao Cobalt. Do sedão também veio a suspensão, que recebeu uma calibragem específica, mais adequada à carroceria do monovolume.

Empolgada com as altas vendas do Cobalt, responsável por 31.257 emplacamentos de janeiro a junho de 2012 (5.209 carros em média por mês), a Chevrolet espera emplacar 2.800 unidades da minivan Spin por mês, o que pode acontecer, levando em consideração que os preços praticados atualmente, com a redução do IPI, são relativamente atraentes.

Conheça os preços e os equipamentos:

Chevrolet Spin LT MT – R$ 44.590 (R9J)
Chevrolet Spin LT MT – R$ 45.990 (R9J + R9R)
Chevrolet Spin LT AT – R$ 49.690 (R9J + R9R + R9T)
Chevrolet Spin LTZ MT – R$ 50.990 (R9P)
Chevrolet Spin LTZ AT – R$ 54.690 (R9P + R9Q)

. R9J: ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS com EBD, airbag duplo; trio elétrico; alarme, trava de segurança suplementar nas portas traseiras (trava para crianças); coluna de direção regulável em altura e banco traseiro/segunda fileira de bancos com encosto dividido 40/60, com ajuste do encosto em 2 posições, rebatível em 2 posições e 2 apoios sólidos para cabeça com regulagem de altura.
. R9R: rodas de alumínio de 15" com pneus 195/65 R15, rádio AM/FM com CD/MP3 Player / Bluetooth / entrada USB e entrada auxiliar, 4 alto-falantes;
. R9T: R9R + câmbio automático de seis marchas, controlador da velocidade de cruzeiro
 . R9P: 7 lugares / Direção Hidráulica / Ar Condicionado / Travas Elétricas das portas e porta-malas / chave tipo canivete com controle remoto de destravamento das portas / protetor de cárter / banco do motorista com regulagem em altura / banco traseiro bipartido 60/40 e rebatíveis / rodas de aço com calotas integrais de 15" com pneus 195/65 R15 / vidros elétricos / alarme com acionamento por controle remoto na chave tipo canivete / coluna de direção com regulagem em altura / cobertura dos retrovisores externos e maçanetas externas das portas na cor do veículo / grade dianteira integrada ao pára-choque com detalhes cromados / interior com acabamento em dois tons / airbag duplo frontal e freios ABS com EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem) / rodas de alumínio diferenciadas de 15" com pneus 195/65 R15 / rádio AM/FM com CD/MP3 Player / Bluetooth / entrada USB e entrada auxiliar / 4 alto-falantes / Bagageiro no teto / computador de bordo / faróis e lanternas de neblina / espelhos retrovisores externos com regulagem elétrica / maçanetas internas das portas cromadas / controles do ar condicionado com detalhes cromados / Bancos em tecido diferenciado na cor bege com detalhes em couro e detalhes na cor café / Volante com comandos para acessar as funções do sistema de som / Faróis com tratamento escurecido e regulagem de altura / Sensor de estacionamento

Com o retorno do IPI, o Spin LT vai subir de R$ 44.590 para aproximadamente R$ 47.700, Já o LTZ subirá de R$ 50.990 para cerca de R$ 54.500 (R$ 58.500 automático). Sorte da Chevrolet que os concorrentes também ficarão mais caros. Mas, mesmo assim, bem que a marca poderia manter os valores praticados atualmente. A chance de sucesso aumentaria ainda mais. O Chevrolet Spin tem garantia de 3 anos.
Nesta foto, Spin parece ser até bonito
Mercado
A chegada do Chevrolet Spin mexe com o mercado de minivans no Brasil. Isso porque a presença do Meriva estava cada vez mais fraca. A Honda já lançou a linha 2013 do Fit, que, na minha opinião, mesmo com o elevado preço, ainda é o melhor carro do segmento - embora a marca japonesa tenha perdido a grande chance de tornar o seu modelo o "veículo definitivo".

Já a Fiat mudou o visual externo do Idea para a linha 2011 e agora, para a 2013, deu uma tímida repaginada no interior do veículo, além de reduzir o número de versões ofertadas, tentando fazer o seu modelo manter o fôlego no mercado nacional.

A Nissan continua firme e forte com o nacional Livina, mantendo preços agressivos e boa relação custo/benefício. Só espero que a marca faça um invesimento severo em acabamento na proxima mudança de linha do veículo. Já a Jac aposta no preço (que não é tão baixo) e no motor 2.0 16V para fazer o seu J6 brilhar.

Por último temos a Citroën, que deu uma melhorada interessante no C3 Picasso para a linha 2013. O modelo ganhou a opção do motor 1.5 8V flex (89/93 cv e 13,4/14,2 mkgf) - que aposenta o 1.4 flex (80/82 cv e 12,6 mkgf); recebeu o atualizado motor 1.6 16V EC5 (115/122 cv e 15,5/16,4 mkgf), que possui a tecnologia Flexstart (que dispensa o tanque de partida a frio); e passou a ser equipado, de série, em todas as versões, com ar-condicionado, direção hidráulica, airbag duplo e ABS. Uma pena que os valores pedidos pela marca francesa também sejam altos demais: 1.5 GL – R$ 45.600; 1.5 GLX – R$ 48.500; 1.6 GLX BVA – R$ 53.500; 1.6 Exclusive – R$ 55.500; 1.6 Exclusive BVA – R$ 58.900.

Emplacamentos no Brasil (janeiro a junho de 2012)
. Honda Fit - 14.935 unidades
. Fiat Idea - 11.029 unidades
. Chevrolet Meriva - 8.035 unidades
. Nissan Livina - 6.223 unidades
. Citroën C3 Picasso - 3.835 unidades
. Jac J6 - 1.337 unidades
Fotos: Chevrolet/Divulgação

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Alta Roda - Lançamentos em cadeia

O calendário está ficando cada vez mais curto para tantas novidades no mercado brasileiro, sem contar o que chega do exterior de países que não Argentina e México, com os quais o BrasilL fez acordos comerciais e taxação diferenciada. O monovolume Chevrolet Spin e as novas picapes Ford Ranger foram apresentadas à imprensa com intervalo de três dias. As vendas de ambos começam ao longo deste mês.
Chevrolet/Divulgação
O Spin, baseado na mesma plataforma do Cobalt, toma o lugar do Meriva e acrescenta uma versão de sete lugares. O Zafira, também de sete lugares, na prática deixou de ter um sucessor, pois se derivava do médio-compacto Astra e a distância entre-eixos era 8 cm maior. Curiosamente, o Spin é 2,5 cm mais comprido que o Zafira, mas se trata de veículos de conceitos e gerações diferentes. Na Europa, a Opel produz Meriva e Zafira bastante diferentes entre si e do que deixou de ser produzido aqui.

Livina e Grand Livina (sete lugares), Idea e C3 Picasso, além do chinês J6, são rivais em um segmento que encolheu ao passar do tempo com o avanço de sedãs e SUVs. Esteticamente o Spin não empolga, em especial na harmonia entre frente e traseira. A configuração interna reserva bom espaço para cabeça, pernas e ombros: ora perde, ora ganha por diferenças milimétricas dos concorrentes da Nissan e da Fiat. Na média, um pouco melhor.

Painel e acabamento, iguais ao do Cobalt, apostam na boa relação custo-benefício. A terceira fileira de bancos, previsivelmente, tem acesso razoável para entrar e nem tanto para sair. O Chevrolet destaca 32 porta-objetos e maior porta-malas (5 lugares, 710 litros; 7 lugares, 162 litros apenas). Entre os acessórios de concessionárias há câmera de ré.

Seu motor de 1,8 litro (108 cv/17,1 kgfm) ficou mais econômico, porém perdeu potência e torque em relação ao anterior, fato desabonador. Preços demonstram que poderá segurar a liderança entre os seus pares: LT parte de R$ 44.590 e LTZ, de R$ 50.990. Por pouco menos de R$ 4.000, LTZ pode vir com câmbio automático de 6 marchas e controle de cruzeiro.

Quanto à Ranger, a Ford executou um trabalho realmente forte. Investiu mais de US$ 1 bilhão, recriou tudo na sua picape média e cobriu quase todo o espectro do segmento. A oferta impressiona: três motores (dois a diesel e um flex), três caixas de câmbio (duas manuais de 5 ou 6 marchas e automática, de 6), quatro versões de acabamento, cabines dupla e simples, tração 4x2 (só com motor flex) e 4x4. O motor diesel, um 5-cilindros de 3,2 l de origem Ford, é o mais potente entre as picapes: 200 cv. Torque de 47,9 kgf.m se iguala ao da S10. O motor flex de 2,5 l/173 cv é o mesmo do novo Fusion, com diferente calibragem.

Linhas imponentes destacam a forte inclinação do para-brisa e um arco de segurança estilizado, sem exageros. O nome Ranger aparece valorizado em friso cromado frontal e na tampa da caçamba. Generosa distância entre-eixos, de 3,22 m, garante bom espaço para joelhos de quem senta no banco traseiro. Evolução marcante no interior inclui quadro de instrumentos de visual moderno e tela multimídia de 5 pol para navegador GPS. Acabamento surpreende e não existem parafusos aparentes. Câmera de ré (imagem no retrovisor) fica embutida no emblema traseiro.

Capacidade de carga – até 1,4 tonelada – e de ultrapassar cursos de água (vau) – 80 cm – também são referências na categoria. Posição de guiar assemelha-se à de um automóvel e com os mesmo recursos, nas versões mais caras, como comandos elétricos nos bancos. Suspensões e nível de ruído estão bem melhores que antes. Câmbio manual de 6 marchas mostra alguma imprecisão, mas o automático é muito bom. Controle de trajetória com oito funções e seis airbags colocam em nível alto a segurança. Os preços, bem competitivos, vão de R$ 61.900 a R$ 130.900.

Em comum, Spin e Ranger oferecem três anos de garantia total, que deveria ser o padrão no Brasil.

RODA VIVA

APENAS no primeiro semestre de 2013 a filial argentina da PSA Peugeot Citroën terá fôlego para colocar em produção o sucessor do Citroën C4 Pallas. Linhas já são conhecidas porque o carro estará à venda antes na China, como C-Elysée e C4 L (entre-eixos maior), e fotos foram divulgadas. Como de praxe, os modelos do oriente e do ocidente não serão idênticos.

NOVO Série 3, da BMW, chegou ao mercado brasileiro nas versões 328i, 245 cv (R$ 171.400 a R$ 229.950) e de topo 335i, 306 cv (R$ 294.950). Em um mês, o 320i, de menor preço e mais vendido, partirá R$ 129.950. Os valores comprovam que os importadores apertaram bem suas margens para competir. Série 3 tem ido além do esperado no mercado mundial.

TRAJETÓRIA da AMG completa 45 anos como uma operação de sucesso de “esportivação” de modelos de rua. Especializada em produtos da Mercedes-Benz, foi comprada pela marca alemã aos poucos e há sete anos é uma divisão integral da companhia. SLK 55 AMG, motor V-8 biturbo de 421 cv/55 kgfm, acaba de ser lançado no Brasil. Preço: US$ 244.900 (R$ 485.000).

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Qual carro comprar: quarteto de dúvidas

O professor Robson está com uma dúvida sobre qual carro ele deve comprar. De forma bem racional, ele está buscando a "MELHOR relação CUSTO X BENEFÍCIO" esses quatro modelos: C3 Picasso GLX com câmbio automático, Nissan Livina SL 1.6, Nissan Livina 1.8 com câmbio automático ou Chery Tiggo.

Para o Robson, Idea e o Meriva, além de bem menores e mais velhos, quando equipados à altura, ficam muito mais caros, por isso estão totalmente fora do comparativo!

Veja as impressões iniciais do Robson sobre cada um dos quatro carros em questão:

Citroen C3 Picasso GLX: além da novidade, da beleza parece bem resolvido em termos de espaço interno e tecnologia, principalemnte com cambio automático.
Nissan Livina 1.6 SL: é o mais barato dos quatro e o espaço interno (inclusive entre-eixos) é maior que o francês, mas não tem câmbio automático.
Nissan Livina 1.8 SL: além do bom espaço bom, é mais completo que o 1.6 e tem um motor mais potente e tão econômico quanto o 1.6, além de ter o câmbio automático.
Chery Tiggo: o Chinês entra por ser o SUV mais barato (regulando em preço com o frances e o japonês), mas é bem maior que os demais, tanto interna quanto em capacidade do porta-malas. Ele também tem um motor maior: 2.0 de 135 cv.

Resposta do blogueiro
Nissan Livina 1.6 e 1.8
A versão SL do Livina é mais legal por ser completa, com ar-condicionado, descansa braço para o banco do motorista, desembaçador e lavador do vidro traseiro, direção com assistência elétrica, banco traseiro bi-partido, trio elétrico, freios ABS com controle eletrônico de frenagem (EBD) e assistência de frenagem (BAS), airbag duplo, faróis de neblina, entre outros. O comportamento dinâmico do Livina lembra o do "old" Honda Fit, mas o Nissan tem um pouco mais de espaço para os ocupantes e porta-malas maior (449 litros). O motor 1.6 16V é honesto (104 cv e 14,9 kgfm /108 cv e 15,3 kgfm), enquanto o 1.8consegue entregar desempenho interessante até com câmbio automático (125 cv / 126 cv e 17,5 kgfm).

O Livina é um carro fabricado no Brasil e tem três anos de garantia. Seu índice de reparabilidade é 19 (quando menos, melhor), dentro da média dos concorrentes. Já sua desvalorização subiu no último ano, variando hoje entre 16% e 19% no primeiro ano (dependendo do estado). Para compensar, o modelo ficou mais barato e o valor do seguro diminuiu. Preços sugeridos: R$ 51.690 (SL 1.6, mas o praticado, segundo o site da Nissan é R$ 49.690) e R$ 54.790 (SL 1.8 automático, mas o preço praticado é R$ 52.790).
Chery Tiggo
O chinês está estagnado no mercado nacional. Ele ficou mais caro desde o início de 2010, mas não agregou nada que justificasse o aumento de preço, como motor flex, melhorias de acabamento ou mais equipamentos de série. O desempenho do motor 2.0 16V é até interessante, mas poderia ser melhor. Já o seguro não é barato e a desvalorização é muito alta, na casa de 31%. Preço inicial sugerido: R$ 52.990.

O Tiggo bem equipado de série com com ar-condicionado, direção hidráulica, regulagem de altura do volante, faróis de neblina, sistema de som com CD Player e leitor de MP3 com entrada USB, trio elétrico, rodas de liga leve (R16), inclusive o estepe; airbag duplo, cintos de segurança dianteiros de três pontos com pré-tensionador e freios ABS com EBD. 
Citroën C3 Picasso
Sem dúvida é o mais moderno dos modelos em questão. Seu acabamento é interessante, assim como espaço interno e capacidade do porta-malas (403 litros). O motor 1.6 16V tem desempenho modesto, funcionando melhor em rotações mais altas. Seus preços poderiam ser ligeiramente mais baixos. A versão GL parte de R$ 47.990, mas não vale a pena.

A GLX tem o conjunto bem mais interessante. Com preço sugerido de R$ 50.400 (para a região sudeste, com pintura sólida), o C3 Picasso GLX tem direção assistida, ar condicionado, para-choque dianteiro e traseiro na cor do veículo, computador de bordo, trio elétrico, chave Plip com comando de abertura das portas, aviso de não utilização do cinto de segurança do motorista, programação de travamento automático das portas com o veículo em movimento e porta-malas com travamento elétrico, bancos traseiros rebatíveis 1/3 e 2/3, porta-luvas refrigerado e com iluminação, tomada 12V dianteira, rodas de liga leve; maçanetas externas das portas prata ou na cor do veículo; retrovisores exteriores na cor do veículo; faróis de neblina dianteiros; regulagem de altura do banco do motorista; Rádio/CD Player com comando no volante, MP3 e entrada para iPod; mesas “tipo aviação” para os bancos traseiros; bancos dianteiros com bolsa porta-revista; indicador de temperatura externa no rádio; travamento elétrico para vidros traseiros no painel; entre outros.

O modelo automático, em questão aqui neste post, custa a partir de R$ 53.900 e tem ainda sistema de freios com ABS + EBD e acendimento automático do pisca alerta em caso de frenagem de urgência. O único opcional é o airbag duplo (R$ 1.300), que vale a pena. A pintura metálica vale R$ 1.000. Total: R$ 56.200 (sugeridos)

O visual do C3 Picasso é atraente, embora esse seja um item subjetivo. O carro tem 3 anos de garantia e seu índice de reparabilidade é 17.

Resumindo
É uma questão realmente pessoal. A minha ordem seria:
Nissan Livina SL 1.8 - tem desempenho melhor e é mais barato que o C3 Picasso, além de ter câmbio automático
Citroën C3 Picasso GLX - É moderno, atraente e tem câmbio automático
Nissan Livina SL 1.6 - É o mais barato, mas não é automático
Chery Tiggo -

Mas escolha o carro que te deixar mais feliz e satisfeito.

E para vocês, qual carro o professor Robson deve comprar? 
(fotos: Nissan/Divulgação, Citroën/Divulgação e Chery/Divulgação)