Entre as visões sobre o futuro do automóvel nas cidades aparece uma dúvida. Os carros continuarão a ser comprados (à vista ou financiados) como hoje ou a comercialização vai evoluir para a utilização partilhada em que o interessado pagaria exclusivamente pelo uso? Tudo indica que as duas opções coexistirão, mas a tendência é o avanço na direção dessa espécie de aluguel por horas ou mesmo por alguns dias.
Independentemente de uma concessionária vir a se tornar também uma locadora e vice-versa, dependendo da legislação específica de cada país, há experiências em curso. Compartilhar carros por curto prazo não é, de fato, uma novidade. Várias empresas especializadas em locação na América do Norte, Europa e até no Brasil já oferecerem esse serviço. Alguns fabricantes de veículos, porém, decidiram aprofundar esse negócio a fim de avaliar o real interesse de compradores em abrir mão da propriedade física em troca do simples uso em momentos convenientes.
Tudo começou em outubro de 2008 com a criação do projeto car2go, em Ulm, Alemanha. A iniciativa da Mercedes-Benz envolve o microcarro de dois lugares smart, sempre escrito em letras minúsculas, como o nome do projeto. A alternativa, no caso, foi que os automóveis não ficassem obrigatoriamente em postos fixos. Podem ser reservados, apanhados e devolvidos também em locais públicos, dentro de uma área previamente conhecida. Por isso, iniciou naquela cidade de 120.000 habitantes, a 100 km de Stuttgart, onde se poderia avaliar o funcionamento da operação com 200 unidades.
No momento está em 17 cidades da Europa, EUA e Canadá, a frota é pouco superior a 5.000 unidades e passou a incluir versões elétricas do smart. Recentemente, recebeu o reforço de uma plataforma de mobilidade, por meio da rede de telefonia celular, batizada de moovel (também em minúsculas).
O moovel é um aplicativo capaz não apenas de localizar e reservar os microcarros de aluguel de curto prazo. Também oferece um modo de avaliar as alternativas de transporte público com horários disponíveis, tempo de deslocamento e tarifas. O serviço inclui a possibilidade de chamar um táxi e até de pagar antecipadamente o serviço de ônibus, trem, bonde ou metrô. Existe a facilidade adicional de interagir às redes de programas de caronas, onde elas existirem. A flexibilidade, assim, é ampla, mas se aplica, por enquanto, às cidades de Stuttgart e Berlin.
A car2go parece uma operação consolidada e tem uma base internacional de mais de 200.000 clientes porque o sistema permite alta rotatividade da frota relativamente pequena. Não quer dizer que deu certo em todos os lugares: foi suspenso em Lyon, França.
BMW e Volkswagen também iniciaram experiências semelhantes. Já Renault e Peugeot-Citroën introduziram seus carros elétricos, por meio de uso compartilhado, em esquema parecido.
Toda essa organização, no entanto, mostra baixa adaptabilidade ao uso mais abrangente do automóvel, que inclui liberdade total de ir e vir por estradas e outros caminhos. Mas como no futuro há espaço para as chamadas rodovias inteligentes, não se descarta que possam se integrar aos programas urbanos.
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domingo, 3 de fevereiro de 2013
Alta Roda - Carros serão vendidos no futuro?
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Fortalezenses e a falta de segurança e de noção
Caros amigos, tirei alguns dias de folga e vim para Fortaleza, no estado do Ceará, para descansar. Até por isso ficarei sem postar com frequência por alguns dias. Entretanto, algo me chamou a atenção aqui nesta bela cidade costeira, e por isso estou escrevendo: a falta de segurança e de noção dos motoristas que dirigem por aqui.
Tudo bem que este não é um privilégio só de Fortaleza, do Ceará ou do Nordeste. E realmente por ser o retrato de uma minoria. Mas o que tenho presenciado aqui me assusta pela dupla bobagem.
O primeiro aspecto que me impressionou foi o excesso de velocidade dos motoristas. Já passei períodos longos em outras importantes capitais, como Salvador (BA), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Natal (RN) e Vitória (ES), e, junto com os fluminenses, os fortalezenses são os mais imprudentes motoristas que já vi em termos de velocidade - entre as cidades citadas.
Mas o que mais me impressionou por aqui foi o hábito dos motoristas de não usarem cinto de segurança! Confesso que achei que eu estivesse exagerando e que fosse tudo uma coincidência. Para ter certeza, me sentei na Av. Beira-Mar, de frente para o trânsito e, com a união de um contator manual e de um celular, contei 137 carros. Desses, impressionantes 99 motoristas estavam sem cinto! E o pior: vários deles correndo um bocado!
Estes números não valem como um estudo aprofundado e detalhado, mas revelam, de certa forma, um retrato de um período de alta temporada de férias numa grande e turística cidade brasileira em que os motoristas estão mais "relaxados", regado de uma boa dose de impunidade por parte das autoridades locais.
Enquanto isso, sigo pelas minhas aventuras a bordo de um Fiat Palio ELX 1.0 2010 alugado aqui. O carro tem 64.500 km rodados, 4 portas, ar-condicionado (não original), limpador e lavador do vidro traseiro. E só. Direção hidráulica, travas e vidros elétricos, airbag duplo, ABS e outros equipamentos nem sonhando (embora o novo tenha). Pelo menos não fiz nenhum tipo de negócio com a Localiza, com a Avis ou com outra locadora ruim. Assim tenho uma viagem mais tranquila.
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| Cadê o cinto de segurança? - Foto meramente ilustrativa - Reprodução |
O primeiro aspecto que me impressionou foi o excesso de velocidade dos motoristas. Já passei períodos longos em outras importantes capitais, como Salvador (BA), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Natal (RN) e Vitória (ES), e, junto com os fluminenses, os fortalezenses são os mais imprudentes motoristas que já vi em termos de velocidade - entre as cidades citadas.
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| Reprodução |
Estes números não valem como um estudo aprofundado e detalhado, mas revelam, de certa forma, um retrato de um período de alta temporada de férias numa grande e turística cidade brasileira em que os motoristas estão mais "relaxados", regado de uma boa dose de impunidade por parte das autoridades locais.
Enquanto isso, sigo pelas minhas aventuras a bordo de um Fiat Palio ELX 1.0 2010 alugado aqui. O carro tem 64.500 km rodados, 4 portas, ar-condicionado (não original), limpador e lavador do vidro traseiro. E só. Direção hidráulica, travas e vidros elétricos, airbag duplo, ABS e outros equipamentos nem sonhando (embora o novo tenha). Pelo menos não fiz nenhum tipo de negócio com a Localiza, com a Avis ou com outra locadora ruim. Assim tenho uma viagem mais tranquila.
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Impressões: Ford Fusion, um excelente carro mediano
Assim como o post sobre câmbio automatizado, outro post que ficou esquecido na caixa de rascunhos foi esse (tive um problema pessoal que me desorganizou), das Impressões do Ford Fusion, que publico agora, na véspera da chegada da nova geração do modelo ao Brasil.
Como eu disse no em janeiro, tirei alguns dias de férias em dezembro do ano passado e fui para os Estados Unidos. Durante a viagem me programei para alugar dois carros: um sedã de luxo na Florida, no caso o Cadillac CTS, com a decepcionante Avis; e um "mid-size" sedã em Minnesota, com a Dollar - não tive a opção de reservar um modelo específico, mas sabia que um sedã razoavelmente interessante estava à minha espera (no site dizia "Dodge Avenger or similar").
Se o Cadillac CTS virou Lincoln Town Car (mais uma vez, obrigado Avis pelo "excelente" serviço), o que esperar do aluguel pela Dollar nas terras frias de Minnesota?
Quando cheguei ao aeroporto internacional de Minneapolis, passei ao lado do pátio das locadoras e percebi inumeros veículos disponíveis. Cheguei ao balcão, mostrei a minha reserva já paga e pedi o meu "Dodge Avenger ou similar". A resposta veio de bate-pronto: não temos o Avenger. Mas temos um similar, o Kia Optima. Pensei na hora "me dei bem" e pedi o Optima, mas o gerente do estabelecimento logo chegou e acabou com a minha felicidade, dizendo que a última unidade do sedã da Kia tinha acabado de ser alugada.
Pedi então o outro veículo "similar" da mesma categoria, e a Dollar me ofereceu o único carro disponível: um (decepcionante) Kia Soul. Eu disse que eu tinha reservado um mid-size sedã (sedã de médio porte nos EUA e de grande porte no Brasil) e que o Soul não era um sedã. Eles insistiram e eu disse que não ficaria com o Soul e exigi outro carro, e falei ainda que eles deveriam me dar um upgrade já que eles não tinham um sedã médio. Eles alegaram que o Soul estava na categoria mid-size e que era ele ou um veículo menor. Pedi então um Toyota Corolla, mas, para a minha surpresa, eles não tinham.
Pensei: "estou de férias, querendo descansar, e está fazendo -15º C lá fora - quero sair logo daqui". Perguntei então qual seria o veículo imediatamente acima do Dodge Avenger e do Kia Optima e me ofereceram um Ford Fusion, mas eu teria que pagar 22 dólares a mais por dia! Disse que era um absurdo, chamei o gerente, expliquei o caso e, no final das contas, paguei 6 dólares a mais por dia para pegar o Fusion, considerado pela locadora um carro do tamanho "standard".
Finalmente: o carro
Ao chegar ao veículo, tentei colocar todas as malas no porta-malas, mas não consegui. Diferente do Lincoln Town Car, que tinha excelentes 595 litros de espaço, os bons 530 litros do Fusion não foram suficientes para a minha bagagem. Tive então que deitar parte do encosto do banco traseiro para resolver o problema.
Ao sentar no banco do motorista, fiquei decepcionado com a simplicidade do painel e com a pobreza do acabamento. Dei um desconto porque era um veículo alugado, ou seja, "sem pai". Mas, mesmo assim, eu esperava um pouco mais, muito por causa da fama do Fusion no Brasil.
O espaço para os ocupantes me agradou, assim como a posição de dirigir. Me senti melhor no Ford do que no Lincoln Town Car, pois o banco era mais envolvente e confortável. O painel também era agradável, tornando a visualização mais fácil. A sensação de estar mais no controle do Fusion era muito superior ao veículo da Lincoln.
Saí do aeroporto e rodei 130 km até o destino. Pude dirigir por duas highways, sendo uma de pista tripla com velocidade máxima de 60 milhas (96,5 km/h), no entorno das Twin Cities (Minneapolis/St. Paul), e outra de pista dupla e 70 milhas (112,6 km/h) de limite (Interstate 94).
O comportamento do Fusion na estrada foi bastante previsível, o que é bom. Mesmo sem curvas fechadas no caminho, a estabilidade do veículo foi boa, o que posso atribuir ao bom acerto da suspensão, roda (largas) de aro 16" e boa distância entre-eixos.
Com duas pessoas à bordo, muita bagagem e ar-condicionado desligado, eu esperava que o motor 2.5 de quatro cilindros, com 177 cv de potência (175 hp) e câmbio automático de seis marchas, fosse mais eficiente em desempenho. Não senti que faltou força, mas também não foi possível perceber que o carro trabalhou com folga, o que, de certa forma, me decepcionou. Mesmo com o porta-malas vazio, o "peso extra" dos 1.542 kg do veículo fizeram a diferença.
Na cidade, também gostei do comportamento do sedã da Ford. Mas não podemos comparar as ruas planas e largas dos Estados Unidos com as "lunares" vias brasileiras. Mesmo com seus 4,84 m de comprimento, o Fusion foi até fácil de manobrar. Mas as vagas grandes dos EUA, próprias para veículos enormes, e o tamanho reduzido em relação ao Town Car (5,47 m de comprimento) facilitaram a minha vida.
Na hora de abastecer, mesmo rodando com gasolina de octanagem mais alta (89), o consumo foi até bom, levando em consideração os fatores que envolveram a viagem: na cidade, média de 21 milhas por galão (8,9 km/l), enquanto na estrada, média de 28 milhas por galão (11,9 km/l). O Fusion alugado tinha cerca de 27.000 km rodados.
Convivendo com temperaturas médias variando entre -10ºC e -20ºC, o Fusion não teve problema nenhum para dar partida no frio. Ele pegava quase de cara. Já o ar quente só funcionava com eficiência depois do carro estar ligado por uns 5 minutos - dentro do esperado.
A Dollar me disponibilizou a versão SE do Fusion, que vinha equipada com ar-condicionado, roda de liga-leve de aro 16", direção dom assitência elétrica, trio elétrico, airbags, freio a disco nas quatro rodas com ABS, cruise control, comandos do sistema de som no volante, cinto de três pontos e apoio de cabeça para todos os ocupantes, entre outros itens.
Concluindo
Durante todo o período em que rodei com o Ford Fusion não tive nenhuma reclamação grave ou grande elogio a fazer. Absolutamente nada me chamou a atenção como algo diferenciado. O sedã se mostrou um bom carro para o dia a dia, tanto na cidade, quanto na estrada, especialmente nos Estados Unidos. O acabamento poderia ser mais refinado, mas, como eu disse, era um carro alugado.
Fico satisfeito em saber que a Ford já atualizou o Fusion nos EUA e fará o mesmo aqui no Brasil já em dezembro, com a versão Titanium Ecoboost 2.0 de 240 cv de potência e tração integral (AWD) - que chegará por R$ 112.900. Em 2013 serão lançados por aqui as versões 2.5 flex e híbrida. Talvez esta nova geração do sedã me surpreenda de verdade.
PS: Consegui recuperar apenas duas fotos da minha câmera (as duas primeiras do post), já que, infelizmente, tive problemas com o cartão de memória da minha câmera. Espero não passar por isso de novo.
Como eu disse no em janeiro, tirei alguns dias de férias em dezembro do ano passado e fui para os Estados Unidos. Durante a viagem me programei para alugar dois carros: um sedã de luxo na Florida, no caso o Cadillac CTS, com a decepcionante Avis; e um "mid-size" sedã em Minnesota, com a Dollar - não tive a opção de reservar um modelo específico, mas sabia que um sedã razoavelmente interessante estava à minha espera (no site dizia "Dodge Avenger or similar").
Se o Cadillac CTS virou Lincoln Town Car (mais uma vez, obrigado Avis pelo "excelente" serviço), o que esperar do aluguel pela Dollar nas terras frias de Minnesota?
Quando cheguei ao aeroporto internacional de Minneapolis, passei ao lado do pátio das locadoras e percebi inumeros veículos disponíveis. Cheguei ao balcão, mostrei a minha reserva já paga e pedi o meu "Dodge Avenger ou similar". A resposta veio de bate-pronto: não temos o Avenger. Mas temos um similar, o Kia Optima. Pensei na hora "me dei bem" e pedi o Optima, mas o gerente do estabelecimento logo chegou e acabou com a minha felicidade, dizendo que a última unidade do sedã da Kia tinha acabado de ser alugada.
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| Fusion começando a "brincar" com a neve - Fotos acima: Renato Parizzi |
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| Duas fotos abaixo: reprodução de speedsportlife |
Ao chegar ao veículo, tentei colocar todas as malas no porta-malas, mas não consegui. Diferente do Lincoln Town Car, que tinha excelentes 595 litros de espaço, os bons 530 litros do Fusion não foram suficientes para a minha bagagem. Tive então que deitar parte do encosto do banco traseiro para resolver o problema.
Ao sentar no banco do motorista, fiquei decepcionado com a simplicidade do painel e com a pobreza do acabamento. Dei um desconto porque era um veículo alugado, ou seja, "sem pai". Mas, mesmo assim, eu esperava um pouco mais, muito por causa da fama do Fusion no Brasil.
O espaço para os ocupantes me agradou, assim como a posição de dirigir. Me senti melhor no Ford do que no Lincoln Town Car, pois o banco era mais envolvente e confortável. O painel também era agradável, tornando a visualização mais fácil. A sensação de estar mais no controle do Fusion era muito superior ao veículo da Lincoln.
Saí do aeroporto e rodei 130 km até o destino. Pude dirigir por duas highways, sendo uma de pista tripla com velocidade máxima de 60 milhas (96,5 km/h), no entorno das Twin Cities (Minneapolis/St. Paul), e outra de pista dupla e 70 milhas (112,6 km/h) de limite (Interstate 94).
O comportamento do Fusion na estrada foi bastante previsível, o que é bom. Mesmo sem curvas fechadas no caminho, a estabilidade do veículo foi boa, o que posso atribuir ao bom acerto da suspensão, roda (largas) de aro 16" e boa distância entre-eixos.
Com duas pessoas à bordo, muita bagagem e ar-condicionado desligado, eu esperava que o motor 2.5 de quatro cilindros, com 177 cv de potência (175 hp) e câmbio automático de seis marchas, fosse mais eficiente em desempenho. Não senti que faltou força, mas também não foi possível perceber que o carro trabalhou com folga, o que, de certa forma, me decepcionou. Mesmo com o porta-malas vazio, o "peso extra" dos 1.542 kg do veículo fizeram a diferença.
Na cidade, também gostei do comportamento do sedã da Ford. Mas não podemos comparar as ruas planas e largas dos Estados Unidos com as "lunares" vias brasileiras. Mesmo com seus 4,84 m de comprimento, o Fusion foi até fácil de manobrar. Mas as vagas grandes dos EUA, próprias para veículos enormes, e o tamanho reduzido em relação ao Town Car (5,47 m de comprimento) facilitaram a minha vida.
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| Fusion da foto está sendo substituído por uma nova geração - Ford/Divulgação |
Convivendo com temperaturas médias variando entre -10ºC e -20ºC, o Fusion não teve problema nenhum para dar partida no frio. Ele pegava quase de cara. Já o ar quente só funcionava com eficiência depois do carro estar ligado por uns 5 minutos - dentro do esperado.
A Dollar me disponibilizou a versão SE do Fusion, que vinha equipada com ar-condicionado, roda de liga-leve de aro 16", direção dom assitência elétrica, trio elétrico, airbags, freio a disco nas quatro rodas com ABS, cruise control, comandos do sistema de som no volante, cinto de três pontos e apoio de cabeça para todos os ocupantes, entre outros itens.
Concluindo
Durante todo o período em que rodei com o Ford Fusion não tive nenhuma reclamação grave ou grande elogio a fazer. Absolutamente nada me chamou a atenção como algo diferenciado. O sedã se mostrou um bom carro para o dia a dia, tanto na cidade, quanto na estrada, especialmente nos Estados Unidos. O acabamento poderia ser mais refinado, mas, como eu disse, era um carro alugado.
Fico satisfeito em saber que a Ford já atualizou o Fusion nos EUA e fará o mesmo aqui no Brasil já em dezembro, com a versão Titanium Ecoboost 2.0 de 240 cv de potência e tração integral (AWD) - que chegará por R$ 112.900. Em 2013 serão lançados por aqui as versões 2.5 flex e híbrida. Talvez esta nova geração do sedã me surpreenda de verdade.
PS: Consegui recuperar apenas duas fotos da minha câmera (as duas primeiras do post), já que, infelizmente, tive problemas com o cartão de memória da minha câmera. Espero não passar por isso de novo.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Lincoln Town Car - Um clássico e decadente carro americano
Como vocês acompanharam, tirei alguns dias de férias em dezembro. Fui para os Estados Unidos e a viagem foi excelente. Pude descansar e curtir alguns parques e costumes locais que sempre me agradaram muito. Mas, como um amante de carros, escolhi bem os veículos que eu queria alugar por lá.
Ao todo foram dois. Mas, infelizmente, não consegui nenhum dos que estavam nos meus planos.
Antes de ir, liguei do Brasil para algumas locadoras norte-americanas e foi na Avis que encontrei o carro que eu queria alugar, por um preço que eu podia pagar: Cadillac CTS. A ligação foi no início de novembro e já aproveitei para fazer a reserva. No final de novembro, liguei novamente e eles confirmaram a minha reserva. Para ter certeza, paguei o alguel a vista aqui do Brasil.
Dois dias antes de viajar, mandei um e-mail para a Avis e eles disseram que o possível seria feito para que eu pegasse um Cadillac. Não estava garantido, mas me pediram para ficar tranquilo porque o CTS era um veículo muito procurado e que eles tinham muitos na frota.
Chegando nos Estados Unidos, após passar pela imigração em Miami, fui até o balcão da Avis para buscar o meu sonhado CTS. Para a minha grande decepção, eles não tinham o CTS à minha espera, muito menos tinham o Cadillac CTS na frota da Avis na Florida! Fiquei revoltado! Um completo despreparo e desrespeito da Avis com o consumidor! Alugar o Cadillac CTS por uma semana era o presente que eu estava me dando de aniversário desde quando tornei a viagem possível.
Pedi então para eles me darem um carro menor e parte do dinheiro de volta. Eles disseram que não poderiam fazer isso. Eu poderia pegar um carro menor, mas que o valor não seria devolvido. Cansado pelo voo e nervoso com a situação, como última alternativa, pedi então um Chevrolet Camaro (comum ou conversível) como forma deles se redimirem. Resultado: eles tinham o Camaro conversível, mas eu teria que pagar US$ 500 (!!) a mais pelo aluguel, diferença bem superior ao que eu paguei para levar o Cadillac.
Sem forças para discutir, peguei a única opção disponível na mesma classe do CTS: um Lincoln Town Car preto - a banheira americana. Depois de sair do aeroporto e nos dois dias seguintes, visitei mais quatro lojas da Avis na Florida para trocar o carro pelo Cadillac e a resposta foi a mesma: não temos o CTS na frota da Avis na Florida. Lamentável. Nunca mais alugo veículo pela Avis na minha vida.
Sem ter muito o que fazer, tentei aproveitar o clássico sedã norte-americano. Minha namorada, no primeiro contato com o carro, disse que ele parecia aqueles de "pimps" ou de funerária.
Quando entrei no veículo, as primeiras coisas que chamaram a minha atenção foram o banco interiço na frente (até seis passageiros poderiam andar no veículo), a alavanca do câmbio localizada no painel, ao lado direito do volante (como nos carros antigos, liberando espaço para o sexto ocupante) e, principalmente, o ultrapassado painel, digno de carros do século passado.
Por mais que o carro fosse muito espaçoso, confortável e mesmo com os ajustes, encontrar uma posição de dirigir foi difícil. O banco não era bom para os mais altos, mas era excelente para os mais gordinhos. O revestimento em couro preto era de qualidade, assim como o material aplicado no painel. Mas, mesmo num veículo 2011/2011, tudo parecia velho. Realmente o Town Car implora pela aposentadoria.
Em relação aos equipamentos, nada de diferente do mínimo que eu esperava de um veículo dessa categoras nos Estados Unidos: ar-condicionado de duas zonas, direção assistida, freios com sistema ABS, controle de tração, airbag duplo, ajuste de altura do volante (sem profundidade, infelizmente) e do pedal do freio (muito bom), computador de bordo (com "econômetro" digital), trio elétrico, banco do motorista e do passageiro dianeiro direito com aquecimento, alarme, piloto automático e constroles do som com comandos no volante, CD-Player, entre outros itens.
O que chamou a minha atenção negativamente foi a falta de apoios de cabeça no banco traseiro (vejam a última foto). O carro tinha um ressalto no encosto, mas achei difícil considerá-los apoios de cabeça.
Debaixo do capô
Para empurrar a banheira de 5,47 m de comprimento, 1,50 m de altura, 2,17 m de largura (com os espelhos e 1,99 m sem contar com os retrovisores) e com 2.042 kg de peso (isso mesmo!), a Licoln equipa o Town Car com um motor V8 4.6 Flex Fuel (capaz de rodar com 85% etanol do milho + 15% gasolina) que desenvolve decepcionantes 242 cv de potência a 4.900 rpm e impressionantes 39,68 mkgf de torque a 4.100 rpm. A marca priorizou o torque para fazer a barca andar.
O motor poderia ser mais eficiente, com desempenho e média de consumo melhores, ainda mais em um país que começa a se importar em poupar combustível - mais para não doer tanto no bolso do que para salvar o planeta. Mas o câmbio, automático de quatro marchas (sem opção de trocas sequenciais), também não ajudou, sendo um dos grandes culpados pelo alto consumo.
Mesmo com excelente ruas e rodovias (em sua maioria tapetes), que permitem velocidades constantes, o Town Car fez, na cidade, média de 16 milhas por galão (6,81 km/l), enquanto na estrada, média de 24 milhas por galão (10,21 km/l), rodando a 70 milhas por hora (112 km/h) - números com o ar-condicionado ligado 80% do tempo. O tanque leva 71,82 litros de gasolina.
O que realmente merece destaque no Town Car é o seu espaço. Para os ocupantes, os 2,99 m de distância entre-eixos garantiam conforto para cinco adultos (um Chevrolet Celta, por exemplo, mede 3,78 m de comprimento). E o melhor: os cinco adultos pode colocar toda a bagagem no imenso porta-malas de 595 litros de capacidade. Muito bom!
Concluindo
Minha experiência com o Lincoln Town Car foi boa de uma maneira geral, pois o comportamento do veículo representou exatamente o que eu precisada: calmaria, conforto para descansar e muito espaço (tanto para os ocupantes, quanto para o motorista). Mas o modelo precisa, urgente, ser substituído por um veículo mais moderno, pois seu motor tem desempenho ruim e média de consumo alta; seu visual não precisa de muitos comentários; e sua tecnologia embarcada não é digna de um carro que parte de US$ 47.255.
Ao todo foram dois. Mas, infelizmente, não consegui nenhum dos que estavam nos meus planos.
Antes de ir, liguei do Brasil para algumas locadoras norte-americanas e foi na Avis que encontrei o carro que eu queria alugar, por um preço que eu podia pagar: Cadillac CTS. A ligação foi no início de novembro e já aproveitei para fazer a reserva. No final de novembro, liguei novamente e eles confirmaram a minha reserva. Para ter certeza, paguei o alguel a vista aqui do Brasil.
Dois dias antes de viajar, mandei um e-mail para a Avis e eles disseram que o possível seria feito para que eu pegasse um Cadillac. Não estava garantido, mas me pediram para ficar tranquilo porque o CTS era um veículo muito procurado e que eles tinham muitos na frota.
Chegando nos Estados Unidos, após passar pela imigração em Miami, fui até o balcão da Avis para buscar o meu sonhado CTS. Para a minha grande decepção, eles não tinham o CTS à minha espera, muito menos tinham o Cadillac CTS na frota da Avis na Florida! Fiquei revoltado! Um completo despreparo e desrespeito da Avis com o consumidor! Alugar o Cadillac CTS por uma semana era o presente que eu estava me dando de aniversário desde quando tornei a viagem possível.
Pedi então para eles me darem um carro menor e parte do dinheiro de volta. Eles disseram que não poderiam fazer isso. Eu poderia pegar um carro menor, mas que o valor não seria devolvido. Cansado pelo voo e nervoso com a situação, como última alternativa, pedi então um Chevrolet Camaro (comum ou conversível) como forma deles se redimirem. Resultado: eles tinham o Camaro conversível, mas eu teria que pagar US$ 500 (!!) a mais pelo aluguel, diferença bem superior ao que eu paguei para levar o Cadillac.
Sem forças para discutir, peguei a única opção disponível na mesma classe do CTS: um Lincoln Town Car preto - a banheira americana. Depois de sair do aeroporto e nos dois dias seguintes, visitei mais quatro lojas da Avis na Florida para trocar o carro pelo Cadillac e a resposta foi a mesma: não temos o CTS na frota da Avis na Florida. Lamentável. Nunca mais alugo veículo pela Avis na minha vida.
Sem ter muito o que fazer, tentei aproveitar o clássico sedã norte-americano. Minha namorada, no primeiro contato com o carro, disse que ele parecia aqueles de "pimps" ou de funerária.
Quando entrei no veículo, as primeiras coisas que chamaram a minha atenção foram o banco interiço na frente (até seis passageiros poderiam andar no veículo), a alavanca do câmbio localizada no painel, ao lado direito do volante (como nos carros antigos, liberando espaço para o sexto ocupante) e, principalmente, o ultrapassado painel, digno de carros do século passado.
Por mais que o carro fosse muito espaçoso, confortável e mesmo com os ajustes, encontrar uma posição de dirigir foi difícil. O banco não era bom para os mais altos, mas era excelente para os mais gordinhos. O revestimento em couro preto era de qualidade, assim como o material aplicado no painel. Mas, mesmo num veículo 2011/2011, tudo parecia velho. Realmente o Town Car implora pela aposentadoria.
Em relação aos equipamentos, nada de diferente do mínimo que eu esperava de um veículo dessa categoras nos Estados Unidos: ar-condicionado de duas zonas, direção assistida, freios com sistema ABS, controle de tração, airbag duplo, ajuste de altura do volante (sem profundidade, infelizmente) e do pedal do freio (muito bom), computador de bordo (com "econômetro" digital), trio elétrico, banco do motorista e do passageiro dianeiro direito com aquecimento, alarme, piloto automático e constroles do som com comandos no volante, CD-Player, entre outros itens.
O que chamou a minha atenção negativamente foi a falta de apoios de cabeça no banco traseiro (vejam a última foto). O carro tinha um ressalto no encosto, mas achei difícil considerá-los apoios de cabeça.
Debaixo do capô
Para empurrar a banheira de 5,47 m de comprimento, 1,50 m de altura, 2,17 m de largura (com os espelhos e 1,99 m sem contar com os retrovisores) e com 2.042 kg de peso (isso mesmo!), a Licoln equipa o Town Car com um motor V8 4.6 Flex Fuel (capaz de rodar com 85% etanol do milho + 15% gasolina) que desenvolve decepcionantes 242 cv de potência a 4.900 rpm e impressionantes 39,68 mkgf de torque a 4.100 rpm. A marca priorizou o torque para fazer a barca andar.
O motor poderia ser mais eficiente, com desempenho e média de consumo melhores, ainda mais em um país que começa a se importar em poupar combustível - mais para não doer tanto no bolso do que para salvar o planeta. Mas o câmbio, automático de quatro marchas (sem opção de trocas sequenciais), também não ajudou, sendo um dos grandes culpados pelo alto consumo.
Mesmo com excelente ruas e rodovias (em sua maioria tapetes), que permitem velocidades constantes, o Town Car fez, na cidade, média de 16 milhas por galão (6,81 km/l), enquanto na estrada, média de 24 milhas por galão (10,21 km/l), rodando a 70 milhas por hora (112 km/h) - números com o ar-condicionado ligado 80% do tempo. O tanque leva 71,82 litros de gasolina.
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| 595 litros no porta-malas! Foto da direita: CarData/Reprodução |
Concluindo
Minha experiência com o Lincoln Town Car foi boa de uma maneira geral, pois o comportamento do veículo representou exatamente o que eu precisada: calmaria, conforto para descansar e muito espaço (tanto para os ocupantes, quanto para o motorista). Mas o modelo precisa, urgente, ser substituído por um veículo mais moderno, pois seu motor tem desempenho ruim e média de consumo alta; seu visual não precisa de muitos comentários; e sua tecnologia embarcada não é digna de um carro que parte de US$ 47.255.
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| Fotos: Lincoln/Divulgação |
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Alugando segurança
Interessante como é semelhante e muito diferente o sistema de aluguel de carros no Brasil e nos Estados Unidos. Alguns pontos em comum são a forma de alugar, os seguros oferecidos e a maneira como a negociação caminha (com upgrades e tudo mais). Mas quero abordar um dos pontos diferentes neste post.
Va uma loja da Localiza (péssima locadora de veículos na minha opinião) e consulte o carro dito "econômico", ou seja, o mais simples. Ele vai ser um Chevrolet Celta, um Fiat Palio ou um Volkswagen Gol, todos duas portas e "pelados". Faça um upgrade para o próximo nível, "econômico com ar". Você terá os mesmos modelos (com a adição do Chevrolet Classic), mas agora quatro portas, mas com ar-condicionado e, em muitos casos, ainda sem direção hidraulica.
Bem, nos EUA, me pediram ate desculpas porque o carro "econômico" não teria cruise control (que mantem a velocidade do carro constante, sem precisar continuar pisando no acelerador), mas seria equipado "apenas" com airbag duplo dianteiro, airbags laterais tipo cortina, trio elétrico, ar-condicionado, ajuste de altura do volante e do banco do motorista e freio a disco nas quatro rodas com ABS.
Guardadas as devidas proporções e separando o que é obrigatório por lei no US and A (como diria Borat) e no Brasil, seria muito importante para o nosso pais se nós pudéssemos não só alugar carros com este nível de segurança, mas principalmente comprá-los com preços bem mais razoáveis. Por mais que pareça caro, pagar R$ 3.900 para ter Blue&MeTM (porta USB e viva-voz Bluetooth + volante em couro com comandos do rádio e telefone), airbag duplo, ABS, rádio CD player com mp3 e rds integrado ao painel no Punto não é nenhum absurdo. Tomara que a segurança dos ocupantes custe cada vez menos no Brasil.
Va uma loja da Localiza (péssima locadora de veículos na minha opinião) e consulte o carro dito "econômico", ou seja, o mais simples. Ele vai ser um Chevrolet Celta, um Fiat Palio ou um Volkswagen Gol, todos duas portas e "pelados". Faça um upgrade para o próximo nível, "econômico com ar". Você terá os mesmos modelos (com a adição do Chevrolet Classic), mas agora quatro portas, mas com ar-condicionado e, em muitos casos, ainda sem direção hidraulica.
Bem, nos EUA, me pediram ate desculpas porque o carro "econômico" não teria cruise control (que mantem a velocidade do carro constante, sem precisar continuar pisando no acelerador), mas seria equipado "apenas" com airbag duplo dianteiro, airbags laterais tipo cortina, trio elétrico, ar-condicionado, ajuste de altura do volante e do banco do motorista e freio a disco nas quatro rodas com ABS.
Guardadas as devidas proporções e separando o que é obrigatório por lei no US and A (como diria Borat) e no Brasil, seria muito importante para o nosso pais se nós pudéssemos não só alugar carros com este nível de segurança, mas principalmente comprá-los com preços bem mais razoáveis. Por mais que pareça caro, pagar R$ 3.900 para ter Blue&MeTM (porta USB e viva-voz Bluetooth + volante em couro com comandos do rádio e telefone), airbag duplo, ABS, rádio CD player com mp3 e rds integrado ao painel no Punto não é nenhum absurdo. Tomara que a segurança dos ocupantes custe cada vez menos no Brasil.
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