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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Alta Roda - Corrida tecnológica

Agora sob perspectiva de atingir metas mandatórias em cinco anos – aumento de índice de localização, aperfeiçoamento de processos industriais e diminuição de consumo de combustível – a indústria automobilística deve se voltar a fornecedores de componentes e serviços. Nem com todas as regulamentações ainda de todo conhecidas do programa Inovar-Auto, já se fala em Inovar-Peças, ideia que surgiu sem formatação definida. Reflete conceitos genéricos e, outra vez, cria certa dependência de iniciativas governamentais tendentes a criar artificialismos.
Fiat/Divulgação
Foi esse clima que marcou a recente Automec – Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços – cuja 11ª edição, realizada em São Paulo, lotou os 78.000 m² do Anhembi. Trata-se de exposição para profissionais do ramo e atraiu 1.200 empresas, de 31 países, inclusive os cada vez mais presentes chineses, tanto do continente como da ilha de Taiwan. Em edições passadas, eles ficaram um tanto confinados, porém não dá para resistir às suas ofertas de baixo preço, embora com qualidade, em geral, ainda a se confirmar.

Entre os expositores felizes, sem dúvida, dois grandes fornecedores, BorgWarner e Honeywell/Garrett. Estão confiantes de que a tecnologia downsizing, de redução de cilindrada e uso de turbocompressores, é a tendência irreversível, reflexo do que ocorre no exterior. Se até 2017 o mercado interno atingir cinco milhões de unidades por ano, parecem factíveis 20% (um milhão de motores) receberem tais componentes. Injeção direta de combustível, ideal para essa aplicação inclusive em motores flex, também disparou uma corrida que, além das tradicionais Bosch, Delphi e Magneti Marelli, inclui agora a Continental.

De fato, se já existe algum reflexo do Inovar-Auto, ficou explícito na Automec. Algumas tecnologias avançavam lentamente no Brasil e passam agora por bom impulso. Correntes de acionamento de válvulas (em substituição a correias dentadas que exigem trocas periódicas) e compressores compactos de ar-condicionado, ideais para os novos motores de três cilindros, são alguns exemplos. Às vezes, podem trazer economia de combustível de apenas 1%, como velas de ignição com eletrodo de irídio, da NGK, muito caras. Porém, duram quatro vezes mais e, assim, parte do seu custo é compensável.

Sistemas mais complexos, como embreagens duplas para caixas de câmbio automatizadas, fabricadas na Alemanha pela Schaeffler, conviveram com soluções práticas e acessíveis, na feira. Um fabricante nacional, Power Stop, desenvolveu servofreio para modelos que nunca tiveram esse conforto: Fusca, Jeep e picapes antigas. Gates mostrou uma ferramenta para medir desgaste de correias. Tenneco/Monroe apresentou linha de amortecedores com garantia de três anos ou 60.000 quilômetros, impensável anos atrás.

Grandes produtores de autopeças, a exemplo de Bosch e Delphi, anunciaram que continuam a ampliar suas redes de oficinas com padrão definido de atendimento. Além de estimular profissionalização em processos e garantia dos serviços, entram na luta por atrair clientes de concessionárias, autocentros e oficinas convencionais. Resultado tem sido manutenção de qualidade a preços menores.

RODA VIVA

OBJETIVO do novo presidente da Anfavea, Luis Moan, é atacar a falta de competitividade para exportação de veículos brasileiros. Hoje, o País vende no exterior menos da metade do volume de 2005. Sem ajuda de desvalorização cambial do passado, o chamado custo Brasil é grande empecilho, além da carga de impostos “escondida” exportada junto com os veículos.

SUV MÉDIO S5, da JAC, que só chegará aqui em 2014, estreia a segunda geração de arquiteturas da marca chinesa. Em rápida avaliação em Hefei, cidade-sede do grupo, o carro passou sensação de robustez. Interior e materiais utilizados subiram de nível, embora ainda tenham que evoluir. No padrão de teste colisão vigente na China é primeiro a obter cinco estrelas.

POSIÇÃO ao dirigir e o volante de pequeno diâmetro para permitir visão do quadro de instrumentos por cima do aro são sensações notáveis no Peugeot 208. Toda a atmosfera interna do carro é bastante agradável, inclusive o teto solar panorâmico, embora cortina interna devesse isolar melhor o calor. Motor de 1,45 l/93 cv não é ideal. Suspensões estão bem acertadas.

PRODUÇÃO do utilitário esporte ix35 em Anápolis (GO), em instalações da Hyundai-CAOA, sofre novo atraso. Primeira previsão era final do ano passado, depois passou para março e, agora, próximo trimestre. Especulações apontam demora nas negociações com o BVA, sob intervenção do Banco Central. Grupo CAOA tem R$ 600 milhões emperrados naquela instituição.

PUBLICAÇÃO do Sindipeças confirmou indicadores internacionais do Brasil em 2012: quarto maior mercado interno e sétimo produtor mundial. Frota real de 38.025.799 unidades (sem motos) está em nono, no mundo. Em número de habitantes por veículo – 5,5 – o País aparece em distante 15º lugar, ou seja, muito ainda para crescer.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Em ação publicitária de péssimo gosto da Hyundai na Europa, homem tenta suicídio dentro de um ix35

Reprodução do Youtube
Quando nos achamos que já vimos de tudo em termos de ações publicitária, vem sempre uma marca e supera a outra. Já tivemos comerciais péssimos, ridículos, medianos, bons e excelentes. Mas, nesta semana, a Hyundai colocou no ar na Europa uma campanha mórbida do ix35!

O comercial retrata a tentativa de suicídio de um senhor por meio de intoxicação de gás com o auxílio do ix35. Com fitas, ele prega uma mangueira no escapamento do veículo, colocando a outra ponta dentro do carro, vedando a passagem de ar com mais fitas adesivas.

Dentro do Hyundai, o homem com aspecto de tenso e triste, com a barba por fazer, liga o carro e parece ir "relaxando" com a suposta entrada de monóxido de carbono e de outros gases poluentes no interior veículo. Entretanto, "graças à tecnologia da Hyundai", o suicido do homem acabou frustrado, uma vez que o ix35 emite apenas água na atmosfera.

O bizarro anuncio termina com o senhor saindo do carro, abrindo a porta da garagem e andando em direção à sua casa.

Assista ao comercial:

A tecnologia do ix35 é muito legal (e o carro é muito bom), mas usar o suicido para demonstrá-la foi de extremo mau gosto. É realmente lamentável. Confesso que me senti muito mal depois de assistir este vídeo.

O anúncio foi removido na tarde de ontem graças, principalmente, a uma carta da britânica Holly Brockwell descrevendo, de forma emocionante, como ela se sentiu ao assistir ao comercial, uma vez que seu pai morreu da mesma forma que o filme retratava.

Segundo a BBC, a Hyundai pediu "sinceras desculpas" pela campanha e disse que o material criado não será utilizado em nenhuma publicidade ou marketing da companhia.
Hyundai ix35 - Hyundai/Divulgação
Tarde demais, Hyundai. O estrago já foi feito. Melhor pensar ANTES de colocar o anúncio no ar. Encerro com uma fala da Holly: "Meu pai nunca dirigiu um Hyundai. Graças a vocês, eu também nunca irei."

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Alta Roda - Negócios da China

A competição no mercado brasileiro não se faz mais apenas com lançamentos de automóveis, mas também ampliações e novas instalações industriais. Semana passada, enquanto o Grupo SHC, de Sérgio Habib, assentava a pedra fundamental da fábrica de Camaçari (BA) para 100.000 unidades/ano, já circulavam rumores de que o Grupo Caoa, de Carlos Andrade, anunciaria, nas próximas semanas, investimento para aumentar a capacidade instalada (mais 60.000 veículos/ano), em Anápolis (GO), para produção de três novos modelos da Hyundai, um deles o ix35.
A ousadia de Habib já é conhecida. Apostou numa marca chinesa desconhecida e se preparou para a mudança dos ventos que se delineava. Planejou a guinada de simples importador para industrial, além de convencer a JAC Motors a acompanhá-lo, inicialmente com apenas 20% e agora com 34% de um desembolso total de R$ 1,2 bilhão. Os 3.500 novos empregos diretos da cidade baiana se juntam aos 10.000 do pioneiro complexo da Ford, recém-ampliado para 300.000 unidades/ano.

A fábrica estará pronta no final de 2014 e, conforme a coluna antecipou, produzirá os sucessores da atual linha J3, hatch e sedã, além da versão aventureira do hatch. O carro terá dimensões maiores, estilo todo novo e lanternas traseiras de desenho ousado.
Para agitar a cerimônia, em geral insossa, o executivo resolveu parodiar a iniciativa da cidade americana de Tulsa que, em 2007, desenterrou um Plymouth Belvedere depois de 50 anos. Agora, enterrou um dos primeiros J3 de teste, com mensagens e objetos atuais no interior. Pretendia mandar recuperar essa cápsula do tempo também em meio século, contudo reduziu para 20 anos, a pedido do governador Jaques Wagner.

Habib é mestre dos números. Mostrou estudo comparando o preço, em dólares, de um Corolla no Brasil, EUA, Alemanha, China e Japão. Para equilibrar o poder aquisitivo, mostrou quantas unidades de Big Macs, jeans Levi’s, TV LG, revista automobilística e valor do frete eram necessárias para adquirir o mesmo veículo em cada país. Apesar de câmbio desfavorável e os maiores impostos do mundo, o carro produzido aqui aparece em posição intermediária nessa comparação, ao contrário de análises alopradas. Para ele, “somos um país caro, em tudo”.
Fotos: Jac Motors/Divulgação
Simultaneamente, a empresa lançou o simpático subcompacto J2 que recebeu mais de 300 modificações específicas para o Brasil. O motor é o de 1,35 litro/108 cv, em substituição ao vendido na China com apenas 1 litro. Versão única e completa sai por R$ 30.990 e inclui vidros elétricos nas quatro portas, volante com regulagem de altura, direção de assistência elétrica e ar-condicionado, entre outros. Apesar de possuir sensor de estacionamento traseiro, não há sustentação para o protetor de bagagem (porta-malas de 120 litros) e nem tampa do porta-luvas.

Ao rodar em cidade exige poucas trocas de marcha pois a massa do J2 é de apenas 915 kg. Ótimo para estacionar, com apenas 3,53 m de comprimento (1 cm menos que o Fiat 500). A agilidade ao ultrapassar em estrada é sua característica, porém em velocidades mais altas surge certa imprecisão direcional. A visibilidade dos instrumentos precisa melhorar a exemplo de outros modelos da marca.

RODA VIVA

PRESIDENTE da aliança Renault Nissan, Carlos Ghosn, havia comentado, poucos dias antes de Habib, a questão dos preços no Brasil. Chamou atenção para altos custos e impostos. Afirmou que margens de lucro aqui se assemelham às de Europa e Japão. Disse ainda que, entre países emergentes, Rússia tem operações mais rentáveis do que no Brasil.

FUSCA perdeu algumas ligações com o carro original, mas evoluiu graças ao competente trem de força (motor turbo, 200 cv, câmbios manual e automatizado de dupla embreagem, seis marchas), suspensão e interior. Posição de dirigir é impar e visibilidade à frente melhorou pela coluna dianteira reposicionada. Preços: R$ 76.600 a R$ 80.990.

VOLKSWAGEN lança agora sedã-cupê reformulado CC, seu automóvel topo de linha, por R$ 208.024. Tração nas quatro rodas, motor V6/300 cv/35,6 kgf.m e câmbio automatizado de dupla embreagem. Há recursos sofisticados: assistência ao estacionar em vagas paralelas e perpendiculares, detector de fadiga e abertura do porta-malas sem usar as mãos.

ECOSPORT é o primeiro veículo nacional com caixa automatizada (seis marchas) de duas embreagens, a partir de R$ 63.390. Por enquanto, só motor 2.0/147 cv. Três bons recursos: “creeping”, desacoplamento da embreagem em neutro e modo esporte. Pesa 20 kg menos e até 10% mais econômica que automática convencional. Trocas são rápidas, suaves e seleção manual no pomo da alavanca, prático.

VERSÃO 4x4 do EcoSport (começa em R$ 66.090) estreia caixa manual de seis marchas. Único motor disponível será sempre o 2-litros. Evoluiu em relação ao sistema anterior de acoplamento do eixo traseiro sob demanda. Agora tração nas quatro rodas é permanente, gerenciada por diferencial eletrônico, o que melhora desempenho fora de estrada.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Alta Roda - Poluição não é igual para todos

Ao entrar no quarto ano de inspeção técnica ambiental para toda a frota da cidade de São Paulo, pode-se afirmar que se trata de uma ação bem sucedida. Em 2011, cerca de 3.200.000 veículos passaram pelas linhas de inspeção, incluindo automóveis, motocicletas, caminhões e ônibus.
Reprodução do Blog do Robson Pires
A partir das estatísticas da concessionária do serviço, Controlar, um mito já pode ser desfeito. A maior cidade do país está longe da frota “monstruosa” de sete milhões de veículos que lhe é atribuída pelos dados distorcidos do Denatran. A empresa estima a evasão – veículos antigos que poluem muito, mas rodam relativamente pouco – em 30%. A frota real estaria, portanto, em torno de 4,5 milhões de unidades. Simplesmente, o Denatran não pondera o sucateamento natural de veículos ao impor regras complicadas ao último proprietário.

O controle da frota é fundamental para qualquer planejamento viário, análise de poluição do ar, inspeção de segurança e incidências de mortos e feridos no trânsito. Números artificialmente elevados de veículos em circulação mascaram as taxas de acidentalidade. Se o divisor fosse próximo da realidade, os 40.000 mortos por ano colocariam o Brasil em posição ainda mais vexaminosa no quadro mundial.

Hoje, apenas a cidade de São Paulo e o Estado do Rio de Janeiro fazem inspeções regulares. No segundo caso, além de emissões, há checagem de poucos itens de segurança, de forma superficial e tarifa muito cara. Uma verdadeira e confiável inspeção técnica veicular (incluindo a ambiental) ainda está esquecida no Congresso Nacional. O que existe é a obrigatoriedade de inspeção de emissões, imposta pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) a todos os Estados sob critérios discutíveis e desconectada da realidade.

Uma inspeção unificada permitiria tarifas menores e atacaria o problema maior, os riscos de acidentes por falta de controle de manutenção. Não se trata de menosprezar a qualidade do ar e seus reflexos na saúde. Clama-se por racionalidade. Afinal, São Paulo e uma cidade à beira-mar no Nordeste mostram cenários bem distintos de poluição.

A Controlar, depois de muita insistência, abriu alguns de seus números e se esforçou para tentar provar a importância de inspecionar automóveis de até três anos de uso. Em 2011, o índice de reprovação na primeira vistoria para carros fabricados em 2010 foi de ridículo 1%; em 2009, 2%; em 2008, 3%. Nesses percentuais se incluem táxis e veículos de frota que, por rodarem bastante, ficam mais sujeitos a desconformidades e devem ser inspecionados em intervalos menores.

Veículos com motor a diesel, incluídos picapes e SUVs, tiveram índices elevados de reprovação inicial: 15%, 16% e 14%, respectivamente. Motocicletas: 4%, 7% e 18% para os mesmos anos de fabricação (2010, 2009 e 2008).  As frotas problemáticas são essas e não os carros com motores a gasolina, etanol ou flex com três anos de uso. Os movidos a GNV foram os piores por falta de controle sobre a instalação de kits de adaptação. A melhora do ar na cidade ocorre com ajuda da inspeção, mas fatores atmosféricos aleatórios também influenciam.

A concessionária insiste em inspecionar carros seminovos pelo equilíbrio financeiro do seu negócio, pois a evasão é baixíssima. Se fossem dispensados, como a regra nos demais países, a renovação de frota poderia se acelerar. Haveria estímulo para troca de automóvel e se livrar, a cada ano, do maçante processo burocrático (agendamento, boleto e inspeção).

Tarifa cobrada pela Controlar baixou para R$ 44,36, mas deveria ser menor para automóveis recentes. Estes dispõem de sistema de diagnose a bordo, mais confiável e que encurta o tempo de inspeção.

RODA VIVA

AUMENTA a fila de marcas que querem instalar fábricas no Brasil, mas pedem uma solução ao governo para o adicional de IPI para quem hoje é apenas importador. A JAC jogou a toalha e está à espera, como BMW, Land Rover, Habin Hafei e Changan, de uma abertura de “sobrevivência” com cotas de importação até o início da produção.
Hyundai/Divulgação
GRUPO Caoa confirma o início da montagem do SUV compacto Hyundai ix35, no final do ano, em suas instalações de Anápolis (GO). Mas não marcou data para encerrar a produção do Tucson, que no exterior foi substituído pelo ix35. Pelo jeito, a convivência de duas gerações de um mesmo modelo é vírus disseminado no mercado brasileiro.
Citroën/Divulgação
EQUILIBRAR bem esportividade e acabamento de alto padrão é a fórmula que a Citroën achou no DS3. O compacto de duas portas conta com motor turbo 1,6 l/165 cv, de estirpe BMW, e acerto de suspensões bem firme para aproveitar ao máximo a emoção nas curvas. Opção única de câmbio manual de seis marchas está adequada ao espírito do modelo, na faixa dos R$ 80.000.

INVERNO é tempo de não esquecer de ligar ar-condicionado, no ciclo frio, uma vez por semana. Mantém lubrificados componentes do sistema e evita gastos com manutenção. Também ajuda a eliminar odores e fungos nas tubulações, em razão do longo período sem utilização.

sábado, 12 de maio de 2012

Esqueça 2011: Chevrolet Captiva 2012 está mais equipado e barato

Chevrolet Captiva Ecotec 2012
 Nos meus últimos posts sobre a Chevrolet, tenho reclamado bastante de algumas coisas, especialmente do absurdo preço cobrado pelo Cruze Sport6. Mas, não posso deixar de valorizar o que a marca fez com um de seus modelos disponíveis no Brasil, o Captiva.

No ano passado, a marca melhorou o seu SUV, o deixando mais equipado, com melhor desempenho, melhor consumo, menos poluente e mais seguro.
Para quem não se lembra, o motor V6 3.6, que desenvolvia 261 cv de potência e 32,9 mkgf de torque, foi substituído por um V6 3.0, com injeção direta de combustível e comanto de válvulas variável, capaz de gerar 268 cv e 30,6 mkgf. O propulsor quatro cilindros 2.4 Ecotec também recebeu injeção direta, e passou de 171 cv e 22,2 mkgf para 185 cv e 23,3 mkgf. Mas a grande novidade do modelo 2.4 foi o câmbio automático de seis marchas, como o dos irmãos V6.

Ainda no ano passado, o Chevrolet Captiva ganhou mínimas incrementos visuais na versão AWD e mudanças internas em todas as versões, além de novos equipamentos, como freio de mão com acionamento elétrico, revestimento dos bancos em couro, rádio com entrada USB e volante regulável em profundidade - os modelos V6 ganharam ainda sensores de chuva e aquecimento dos bancos, enquanto a versão topo de linha (AWD) recebeu sistema de som com 10 alto-falantes e câmera de ré, com monitor posicionado no espelho retrovisor interno.
Captiva Ecotec tem novo sistema de ar-condicionado automático e ganhou a tecnologia Remote Start

Março 2011
Captiva Ecotec 2.4 16V: R$ 90.299
Captiva Sport V6 3.0 24V: R$ 96.774
Captiva Sport V6 3.0 24V AWD: R$ 100.774

Chega de passado
Falando agora da linha 2012, que acaba de chegar às concessionárias, a Chevrolet equipou ainda mais o Captiva e manteve os preços que já eram praticados recentemente (veja abaixo), mais baixos que os sugeridos em março do ano passado (veja acima). Essa estratégia é muito bem-vinda para o modelo sobreviver num dos segmentos mais disputados do mercado, com representantes de peso como o Fiat Freemont, Dodge Journey, Hyundai ix35, Kia Sportage, Mitsubishi ASX, Peugeot 3008, Jeep Compass e Honda CR-V.

Captiva Sport 2.4 Ecotec – R$ 87.900
Captiva Sport V6 – R$ 94.600
Captiva Sport V6 AWD – R$ 99.900
Captiva V6 AWD tem teto solar de série
Em termos de equipamentos, as novidades da linha 2012 do Captiva 2.4 Ecotec são a adoção de um novo sistema de ar-condicionado automático e o Remote Start, que permite ao consumidor ligar seu veículo a distância, mesmo sem destravá-la, para que o sistema de ar-condicionado comece a refrigerar o interior do veículo, regulagens elétricas para o banco do motorista e aquecimento para os bancos dianteiros. A versão Ecotec ganhou ainda iluminação nas sombreiras e os retrovisores externos com desembaçador.

A versão V6 4x2 não recebeu nenhuma novidade, enquanto a topo de linha, V6 AWD (tração integral), passa a vir, de série, com teto solar elétrico.
Toda linha Chevrolet Captiva no Brasil vem equipada com ESP (Electronic Stability Program), ABS (Anti-lock Braking System), TCS (Traction Control System), seis airbags (dois frontais, dois laterais e dois do tipo cortina), cintos de segurança com pré-tensionadores e apoios de cabeça dianteiros ativos que se movimentam para a frente do veículo no caso de colisão traseira, de modo a aliviar o impacto no pescoço dos ocupantes (efeito chicote).

Fica a expectativa agora da chegada da nova geração, que deve acontecer até 2014. Até lá, bem que as trocas de marchas sequencias poderiam ser feitas por toques na alavanca do câmbio ou por meio de borboletas atrás do volante, dispensando o ridículo botão usado atualmente.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

domingo, 15 de janeiro de 2012

Hyundai e Kia preparam 48 lançamentos até 2015

Novo i30 - Hyundai/Divulgação
Hyundai e Kia estão ganhando cada vez mais terreno em diversos mercados onde atuam pelo mundo. Brasil e Estados Unidos são dois exemplos práticos de onde os veículos coreanos estão cada vez mais populares. Mas o que será que as duas marcas estão preparando não só para se manterem na "vanguarda", mas também para crescerem ainda mais em vendas.

O site Notícias Automotivas publicou uma lista das próximas novidades das duas marcas até 2015. Ao todo serão 48 lançamentos, sendo 24 da Kia e 24 da Hyundai..

Está certo que alguns lançamentos não passam de face-lifts. Mas a maioria dos lançamentos será de carros realmente novos. Confira abaixo a lista de prováveis lançamentos da dupla Kia e Hyundai até 2015:

HYUNDAI

- i10 (nova geração em 2014)
- i15 (carro compacto e CUV. Codinome HB. Carro compacto para final de 2012 e CUV para primeiro trimestre de 2013)
- i20 (nova geração em 2014. Codinome MC)
- Accent (lançado em janeiro de 2011 no Salão de Montreal. Codinome RB)
- Avante/Elantra (lançado em abril de 2010 no Salão de Busan. Codinome MD)
- Avante Coupe (lançamento confirmado para 2012 no Salão de Detroit
- i30 (lançado em setembro de 2011 no Salão de Frankfurt. Codinome GD)
- i30 Plug-in Hybrid (lançamento previsto para o segundo trimestre de 2012. Baseado no conceito Blue Will; HND-4)
- i40 (Lançado em março de 2011 no Salão de Genebra)
- Sonata (leve facelift no final de 2012. Nova geração prevista para 2014, com nova versão plug-in hybrid)
- i50 (sem previsão de lançamento)
- Veloster (lançado em março de 2011. Versão GDi Turbo com lançamento confirmado para 2012, no Salão de Detroit)
- Grandeur/Azera (lançado em 2011. Codinome HG)
- Coupe esportivo de 4 portas (Lançamento previsto para 2014. Codinome SG)
- Equus (nova geração prevista para 2015)
- CUV ix25 (lançamento previsto para o final de 2013. Baseado no conceito Curb; HCD-12)
- Tucson/ix35 (leve facelift no final de 2012. Nova geração prevista para 2015)
- Santa Fe/ix45 (nova geração prevista para 2012, entre abril e setembro)
- Veracruz (sem previsão de lançamento de uma nova geração)
- Minivan ix30 (lançamento previsto para o segundo trimestre de 2012. Baseado no conceito i-mode; HED-5)
- CUV “médio” ix40 (sem previsão de lançamento. Baseado no conceito Portico; HND-1)
- CUV “grande” ix50 (sem previsão de lançamento)
- Grand Starex (nova geração prevista para 2015)
- Potter 2 pickup (sem previsão de lançamento)

KIA

- Morning/Picanto (lançado em março de 2011 no Salão de Genebra)
- Ray (lançado em novembro de 2011)
- Ray EV (lançamento (comercialização) previsto para a primeira metade de 2012)
- Pride/Rio (lançado em março de 2011 no Salão de Genebra)
- Cee’d (lançamento previsto para o primeiro trimestre de 2012. Codinome JD)
- Pro_Cee’d (lançamento previsto para o final de 2012
- Forte/Cerato Sedan (lançamento em 2012 já como modelo 2013- carro global. Codinome YD)
- K5/Optima (facelift “mediano” previsto para 2015, com nova versão plug-in hybrid)
- K7/Cadenza (nova geração prevista para 2014)
- K9/Opirus (lançamento previsto para o final do primeiro trimestre de 2012. Codinome CH)
- Pequeno roadster (sem previsão de lançamento)
- Forte/Cerato Koup (nova geração prevista para o final de 2012)
- Coupe “grande” (sem previsão de lançamento. *provavelmente baseado no Conceito GT)
- CUV do “Segmento B” (opção AWD disponível.Baseado no Hyundai ix25. Sem previsão de lançamento)
- Sportage (lançado em 2011)
- Sorento (leve facelift previsto para 2013 e nova geração prevista para 2015)
- Mohave/Borrego (nova geração sem previsão de lançamento)
- Venga (leve facelift previsto para 2013 e nova geração prevista para 2015)
- Soul (nova geração prevista para 2014)
- Soul’ster (2 portas. Sem previsão de lançamento. Baseado no conceito homônimo)
- Carens/Rondo (nova geração com previsão de lançamento para o segundo trimestre de 2012. Projeto NG)
- CUV “grande” (lançamento esperado para 2013 ou 2014)
- Carnival/Sedona (nova geração prevista para o primeiro trimestre de 2013)
- Bongo 3 pickup (previsto para o segundo trimestre de 2012)

Fonte: NA

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2010, um ano para ser lembrado

O ano de 2010 foi um dos mais movimentados da história da indústria automotiva no Brasil. Vários modelos foram lançados e outros apresentados, embora tenham ficado para 2011. Fiz uma lista das novidades mais acessíveis "de cabeça" (devo ter esquecido alguns modelos) comentando um pouco sobre cada um.
JANEIRO
Civic LXL (que praticamente matou o LXS - versão que pode morrer em breve).
FEVEREIRO
A Ford mudou mais uma vez o visual do EcoSport, tentando dar um “ar” de Land Rover ao modelo. Caminando para o seus últimos anos de vida com a atual plataforma, o EcoSport está no seu melhor momento no Brasil, pelo menos em termos de acabamento e configurações. Só poderia ser um pouco mais barato.

MARÇO
A Toyota praticamente não teve nenhuma grande novidade em 2010. Porém, em março, ela lançou a versão 2.0 16V flex do Corolla, fazendo o modelo se consolidar de vez na liderança do segmebnto de sedãs médios. Segundo informação publicada na Quatro Rodas, o Corolla 2.0 responde a 64% das vendas do modelo. O propulsor 2.0 desenvolve 142 cv de potência e 19,8 kgfm de torque com gasolina e 153 cv e 20,7 kgfm com etanol.

ABRIL
O mês de abril foi um pouco mais movimentado. Tivemos o lançamento do reestilizado (para evitar o uso da palavra "novo") Ford Fiesta “Figo”. A mudança estética agradou muita gente, mas eu achei que a linha Fiesta ficou bem feia, especialmente o sedã. Já a Renault mudou o Logan, com alterações muito bem-vindas. O visual ficou menos feio e a ergonomia melhorou. A Chevrolet também mudou seu sedã compacto. O Classic abandonou o visual da antiga linha Corsa para ficar com o design do ultrapassado Sail chinês (que já evoluiu).
MAIO
Maio foi um dos meses mais marcantes da indústria em 2010. Tivemos o lançamento do bem sucedido Fiat Uno, que chegou com duas opções de motor (1.0 e 1.4) e três versões: Vivave, Attractive e Way. Sucesso absoluto de vendas, mesmo sem a carroceria de duas portas e a nova versão Sporting.
Também em maio a Peugeot lançou a Hoggar, picape derivada do 207 (206,5). Diferente da Fiat com o Uno, a Peugeot ainda não teve sucesso com a Hoggar, que amarga vendas pífias, sendo superada até pela jurássica Courier. Provavelmente em 2011 a marca do leão fera mudanças vitais na linha Hoggar.

Chevrolet e Kia também se movimentaram em maio. Enquanto a primeira lançou o Malibu, que chegou como o “anti-Fusion”, e que amarga uma queda mensal de vendas desde julho (até novembro), a segunda colocou no mercado a nova geração do Sorento, mais moderno e bem atrativo para os brasileiros.

JUNHO
A Volkswagen, que estava quieta, atacou em cheio no mês de junho com o lançamento da inédita piape Amarok e com a muito bem-vinda reestilização da perua SpaceFox. A Amarok chegou botando banca e com qualidades para superar as rivais, especialmente a Hilux. Mas, até agora, as vendas continuam mornas. Já a evolução do SpaceFox já pode ser sentido nas vendas, que aumentaram, fazendo o modelo superar a perua líder da categoria, Palio Weekend, no mês de novembro.

Já a Hyundai colocou no mercado o ix35, a nova geração do Tucson. Importado, o novo modelo virou objeto de desejo de muitos brasileiros. Atualmente ele é vendido apenas com motor 2.0 16V a gasolina, que desenvolve 168 cv de potência. Até 2012 o ix35 será nacional.
O mês de junho também foi muito importante porque marcou a chegada dos esperados e novos motores E.TorQ da Fiat. O escolhido para as estréias foi o Punto, que melhorou sua relação custo/benefício com os novos corações. O 1.6 16V flex desenvolve 115 cv e 117 cv, enquanto o 1.8 16V gera 130 cv e 132 cv. Praticamente todos os modelos da Fiat serão equipados com, pelo menos, um destes motores.

JULHO
Depois de muita enrolação e várias promessas, em julho, o Tucson finalmente virou nacional. Mas nem por isso seu preço abaixou. O mês também contou com a chegada dos motores E.TorQ à família Palio e da nova (e ainda mal sucedida) perua i30 CW da Hyundai.

A Nissan, para a surpresa de muitos, anunciou (e cumpriu) a chegada do Tiida Sedan, num pacote fechado por R$ 44.500. Importado do México e equipado com motor 1.8 16V flex, o sedã só fica devendo no quesito segurança, já que não oferece airbags e ABS nem como opcionais. O visual não chega a ser um assombro, mas está visivelmente ultrapassado.
AGOSTO
Duas estrelas do ano deram as caras no mercado nacional em agosto. A Citroën lançou o Aircross, “aventureiro” baseado no C3 Picasso que chegou cheio de desconfiança, mas que está sendo muito bem recebido pelos brasileiros – suas vendas continuam em alta. O motor 1.6 16V flex é o mesmo para qualquer uma das três versões, que custam entre (sugeridos) R$ 53.900 (GL) e R$ 61.900 (Exclusive).
A Ford, finalmente, para a alegria de muitos, resolveu importar o New Fiesta para o Brasil. Com design moderno (embora eu ache a traseira gorda), o modelo chegou equipado com motor 1.6 16V Sigma flex e com um preço muito competitivo. A concorrência ficou até assustada com o novo sedã da Ford, que peca, principalmente no espaço interno – quem vai atrás passa aperto (literalmente).

SETEMBRO
Setembro foi consideravelmente frio, como uma espécie de preparativo para os meses seguintes. Não me lembro de nada realmente relevante.
OUTUBRO
Como um aquecimento de luxo para o Salão do Automóvel de São Paulo, outubro foi marcado pela chegada da nova Chevrolet Montana, equipada apenas com motor 1.4 Econo.Flex. São duas versões: LS e Sport. A alteração da linha ainda não surtiu efeito nas vendas, mas a picape ficou mais segura e confortável. Embora seu visual seja questionável, eu gostei.

NOVEMBRO
Novembro foi outro mês importante do ano. A grande estrela foi o Salão do Automóvel de São Paulo (parte 1 e parte 2). A Fiat apresentou e lançou o super esperado Bravo, substituto do sempre sem sal Stilo. O novo modelo tem visual arrojado, vem bem equipado de série e é vendido em duas versões, Essence e Absolute, com apenas um motor: 1.8 16V E.TorQ, e duas opções de câmbio: manual e manual automatizado Dualogic. No ano que vem teremos a versão T-Jet, equipada com o propulsor 1.4 turbo. A posição de dirigir é excelente, assim como o espaço no porta-malas. Já o espaço no banco traseiro é muito ruim.
Já a Peugeot colocou no mercado o 3008 um crossover/minivan que surpreendeu pela tecnologia, conforto e desempenho. Seu motor 1.6 turbo desenvolve 156 cv de potência. São duas versões de acabamento: Allure, por R$ 79.900, e Griffe, por 86.900.

A Chevrolet, finalmente, depois de muita espera, lançou o Camaro no Brasil. Pelo menos a espera valeu a pena. Na versão SS, equipado com motor V8 de 406 cv de potência, o esportivo tem visual arrebatador e custa R$ 185.000 (ainda sim caro), bem abaixo dos R$ 220.000 cobrados pelos importadores independentes.

DEZEMBRO
Omega Fittipaldi e Kia Cadenza. Simples assim.

O que esperar de 2011?
O Salão de São Paulo mostrou realmente boas novidades para 2011. O segmento de sedãs médios será um dos mais movimentados, se não o mais no ano que vem. Teremos os novos Renault Fluence, Peugeot 408, Volkswagen Jetta (todos exibidos no Salão), além do Corolla reestilizado e do novo Honda Civic.Também teremos os novos Kia Cerato hatch e Soup, além do Soul flex.

A Nissan aposta no compacto March, enquanto a Volvo colocará no mercado o belo sedã S60. A Fiat prepara o novo Palio, enquanto a Chevrolet lançará o Cruze.Será que finalmente teremos o Renault Duster?

Pelo visto 2011 tem potencial para ser ainda melhor que 2010. Feliz ano novo a todos!
(fotos: Montadoras/Divulgação)