segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

De 0 a 100 fecha o ano muito bem e se prepara para mudanças! Conheça os posts mais populares de 2012

O ano de 2012 está chegando ao fim e devo, ao mesmo tempo, agradecer e comemorar.
Reprodução
Começo agradecendo a todas as pessoas que ajudaram a tornar o De 0 a 100 o que ele é hoje. Não vou citar nomes para não ser injusto com ninguém. Mas agradeço, especialmente, a todos vocês leitores, que, durante todo este ano (e nos outros desde 2007) leram os meus posts, trocando ideias, criticando, elogiando, sugerindo conteúdos e comentando sobre os mais variados assuntos.

Comemoro porque 2012 foi o melhor ano da história do De 0 a 100 em audiência. Nem quando eu era editor do Portal Vrum, tendo todo o aparato dos Diários Associados por trás, o acesso foi tão bom. Muito obrigado mesmo! E minha comemoração se estende porque o De 0 a 100 foi eleito, pelo juri popular, um dos três melhores blogs de carros do Brasil pelo Top Blog 2012 (categoria Autos e Acessórios)!

Para 2013, o De 0 a 100 ficará bem mais agradável para ler em qualquer lugar. Primeiro porque ele ganhará um visual novo, mais moderno e atrativo. Não estou falando de um reestilização, mas sim de uma nova geração. Vocês merecem as melhorias; eu mereço as melhorias; e o De 0 a 100 merece as melhorias! Além disso, ele se adaptará ao dispositivo que você estará usando para acessá-lo, o que é muito legal.

Finalmente, o De 0 a 100 ganhará uma fan page no Facebook e outra no Google+ - sem contar as várias novidades, que não vou adiantar para não esfriar o lançamento.

Para encerrar, listei abaixo os 15 posts publicados em 2012 que foram os mais acessados em 2012 - apenas a seção Consumo Real não nasceu em 2012, mas foi constantemente atualizada neste ano.

15. Fiat alfineta Mitsubishi e anuncia Bravo Sporting em comercial. Linha Bravo 2013 está mais equipada

14. Ainda excelente, Honda perde grande chance de tornar o Fit 2013 o "carro definitivo"

13. Duelo: Chevrolet Onix X Hyundai HB20

12. Duelo 3: Nissan Versa X Renault Logan

11. Conheça as linhas finais do novo Hyundai HB20

10. Mais acessórios serão suficientes para o Renault Duster vencer o novo Ford EcoSport?

9. Com visual feio, Chevrolet Spin é um carro legal. Mas poderia ser menos simples

8. Novo Hyundai HB20 deverá fazer um baita "estrago" no mercado nacional

7. Nova Chevrolet S10 vem com tudo. Picape reinará na ponta do segmento

6. Duelo: Peugeot 308 x Ford Focus

5. Duelo 5: Nissan Versa X Fiat Grand Siena

4. Fiat Strada, Palio Weekend e Siena chegam à linha 2013 com novidades. Família Palio está dividida

3. Conheça o visual do novo Fiat Siena 2013

2. Consumo Real

1. Ford EcoSport 2013 pode custar a partir de R$ 59.990


Um abraço e um 2013 com muita saúde, paz, alegrias e conquistas a todos vocês!

Renato Parizzi

domingo, 30 de dezembro de 2012

Alta Roda - Barrados no baile

Novas pesquisas continuam a direcionar para o trânsito sem acidentes. Um dos estudos mais recentes foi divulgado pelo Departamento de Infraestrutura e Transporte da Austrália, em parceria com o estado de Queensland. As tecnologias para evitar colisões, que monitoram usuários de ruas e estradas e intervêm quando um acidente é iminente, mostram grande potencial.
Adicionar legenda

Mesmo admitindo um grau moderado de confiabilidade, até 30% de mortes e 40% de feridos podem ser evitados em veículos equipados com sistemas anticolisão. Essa previsão baseia-se em uma série de 104 ocorrências documentadas em programas de investigações profundas de acidentes e em análises de padrões típicos de choques entre veículos, na Austrália.

Redução da velocidade na hora da batida amplia os benefícios, inclusive do risco de ferimentos e mortes entre ocupantes dos veículos. Portanto, torna-se necessário a divulgação ampla dessas tecnologias, de acordo com o ministério australiano.

Foram simulados vários tipos de soluções, variando alcance, zona de detecção e respostas. O melhor resultado combinou longo alcance (baseado em controle adaptativo de velocidade de cruzeiro, por exemplo) ao baixo alcance e ângulo largo de detecção (para monitorar a presença de pedestres em ambiente urbano).

Entretanto, mesmo os de curto alcance e ângulo estreito, mas com alto grau de resposta atingiram bons resultados. O tipo de tecnologia também determina a complexidade da lógica requerida para avaliar se objetos, pedestres e veículos na zona de detecção constituem ameaças de acidente. Se houver muitos falsos positivos, o motorista pode ser levado a desligar o equipamento. Nesse caso, seria interessante tentar reduzir a zona de detecção.

Os métodos estudados permitiram um equilíbrio entre área de abrangência, respostas e efetividade, visando o sistema mais confiável. Um obstáculo potencial para aprovação e introdução em larga escala mais uma vez esbarra no preço, em especial ao considerar que veículos caros e baratos convivem no trânsito diário. Essa dificuldade desaparece no caso de veículos pesados, em geral de alto preço, mas que em caso de acidente causam grandes estragos materiais e humanos. A relação custo-benefício é indubitavelmente positiva nesse caso.

Por outro lado, alguns dispositivos do naipe do controle adaptativo de velocidade de cruzeiro ou de alerta de aproximação de carros em ultrapassagem aumentam não apenas a segurança, mas o conforto ao dirigir. Já existe neles o potencial de evitar acidentes. Sob a premissa, o refinamento e maior abrangência desses recursos para evitar acidentes significariam um custo quase marginal para ampliar as possibilidades de impedir colisões simples ou múltiplas, segundo pensam os pesquisadores da Austrália.

O problema é que o custo estimado, no relatório, situou-se em torno de US$ 800 (R$ 1.680) a US$ 2.000 (R$ 4.200). Se em países de maior poder aquisitivo não se trata exatamente de uma pechincha, em outros foge bastante do alcance das pessoas. A proposta para atrair fabricantes e motoristas é um dispositivo de curto alcance, porém com forte possibilidade de intervenção em cruzamentos, o que já significaria benefícios substanciais.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Entre as expectativas de 2012, o que foi melhor, pior ou dentro do esperado no mercado brasileiro de carros

Chevrolet/Divulgação
O mercado brasileiro de carros foi muito movimentado em 2012, com inúmeros lançamentos importantes (outros nem tanto), aposentadorias bem-vindas e vários outros acontecimentos. Não acho que vale ficar comentando cada um dos principais fatos do ano, mas alguns merecem um comentário.

A redução de IPI foi o fato mais marcante em termos gerais. Bastou o mercado nacional começar a enfraquecer e os importados colocarem as "mangas de fora" para que o Governo Federal se movesse, atendendo ao pedido das montadoras e cortando o imposto sobre produtos industrializados. A redução do IPI foi prorrogada em agosto e depois prorrogada de novo em dezembro. O retorno do imposto começa a acontecer gradualmente a partir do dia 1º de janeiro de 2013.

Mas o Governo foi mais além e criou o Inovar-Auto, o novo regime automotivo que tem como principal meta evoluir (e proteger) a indústria automotiva brasileira. Quem investir mais paga menos imposto.

Em relação aos lançamentos, fiz uma filtragem para não deixar o post muito longo. Para facilitar, separei por níveis de expectativa: melhor do que o esperado, dentro do esperado e pior do que o esperado. Confiram:
Peugeot/Divulgação
Melhor do que a expectativa
. Peugeot 308 (março) - Foi realmente uma surpresa. O 308 ficou um carro muito legal, com versões variadas, preços atraentes e três opções de motor. Só ficou devendo mesmo em ter um sistema de transmissão automática mais moderno e eficiente para trabalhar em conjunto com o propulsor 2.0 16V flex.
. Chevrolet Onix (novembro) - Depois do alto preço pedido pelo Cruze Sport6 e pelo valor mais alto pelo motor menor do Cobalt (processo parcialmente corrigido com o propulsor 1.8), além da feiura do bom Spin, a Chevrolet acertou a mão com o Onix. Visual legal, garantia de 3 anos; ABS e airbag duplo em todas as versões e sistema opção pelo MyLink são apenas alguns dos atrativos. Mas o carro merecia ter ar-condicionado na versão LS e que a LTZ custasse menos.

Dentro do esperado
. Honda Civic (janeiro)
. Chevrolet S10 (fevereiro)
. Honda CR-V (março)
. Fiat Grand Siena (março)
. Chevrolet Cruze Sport6 (abril)
. Chevrolet Sonic hatch (maio)
. Chevrolet Sonic sedã (maio)
. Chevrolet Spin (junho)
. Ford Ranger (julho)
. Ford EcoSport (agosto)
. Citroën C3 (agosto)
. Hyundai HB20 (setembro)

Pior do que o esperado
Dianteira ficou legal, mas faróis de neblina se perderam - Honda/Divulgação
. Honda Fit (março) - Como eu disse, é um excelente carro, mas a Honda perdeu uma grande chance de torná-lo o carro definitivo na linha 2013. Nem o Fit Twist ajudou.
. Toyota Corolla XRS (março) - Outro ótimo carro, mas a versão XRS é cara e sem emoção. Pelo seu preço é possível investir em outros carros mais divertidos.
. Honda City (abril) - Praticamente o mesmo caso do irmão Fit.
Mesmo igual a todo mundo, visual ficou bacana! Mas ter dupla linha 2013 não foi legal - VW/Divulgação
. Volkswagen Gol (julho) - Ter duas versões em 2013 em 2012 abalou completamente a minha confiança na marca, infelizmente. E sei que não sou o único...
. Volkswagen Voyage (julho) - O mesmo do Gol.
Toyota/Divulgação
. Toyota Etios hatch (setembro) - Bom mecanicamente e com espaço interessante, o Etios peca pelo preço, acabamento simples e pelo painel "ridículo". Minha percepção é compartilhada pelos brasileiros, que não tem comprado o Etios.
. Toyota Etios Sedan (setembro) - Vale o mesmo do hatch.
. Renault Clio (novembro) - O visual ficou até legal, mas a falta de itens de segurança é uma falta muito grave.

Fim gradual da redução do IPI deve derrubar as vendas em 2013

Em dezembro de 2008, um Gol básico novo quatro portas e motor 1.0 custava R$ 32 mil. Em outubro deste ano o preço do mesmo veículo estava em R$ 28 mil. Mesmo que possa também ser atribuída a outros fatores, como aperto da concorrência ou ganho de produtividade, a diferença de quase R$ 4 mil (sem considerar a inflação do período) não seria possível sem a redução do IPI. O tempo mostrou que os efeitos do instrumento usado para socorrer as montadoras no mercado interno sempre foram imediatos, como se o mercado ganhasse musculatura a cada aplicação de nova dose desse "anabolizante". Agora que o governo anuncia a recomposição gradual do tributo, nos próximos seis meses, o setor prevê que sem tal vitamina as vendas em 2013 serão mais fracas.
Volkswagen/Divulgação
O reflexo da redução do IPI no aumento de vendas foi ainda mais nítido no segmento de modelos básicos, contemplado, em boa parte das vezes, pela isenção desse imposto. Em novembro de 2008, um mês antes da primeira redução do tributo, que veio amparada, ainda, por facilidades na liberação de crédito nos bancos federais, a venda dos chamados carros de "entrada" ficou em 50 mil unidades, quase a metade das melhores médias do ano.

A partir de então, picos de vendas se destacam em cada um dos meses marcados para o incentivo fiscal terminar, ainda que, na maioria das vezes, ao longo desse tempo, o governo tenha voltado atrás e prorrogado o benefício por mais alguns meses. Na primeira fase do incentivo, que se arrastou do fim de 2008 a março de 2010, os efeitos da corrida dos consumidores às lojas é nítida nos meses em que teoricamente o benefício seria suspendido: março de 2009 (84,8 mil populares vendidos), junho do mesmo ano (91,8 mil) e março de 2010, o pico final da primeira fase, com 101,3 carros desse segmento, o dobro da véspera da crise.

Depois de mais de um ano inteiro de benefício prorrogado - entre dezembro de 2008 e março de 2010 - o mercado brasileiro conseguiu, em 2011, uma expansão de 3,35% sem a necessidade do anabolizante. Mas reduzir o IPI foi, de novo, a solução encontrada pelo governo em 2012, quando o mercado interno começou a dar sinais de desaquecimento. Paralelamente, as taxas de juros também começaram a recuar, o que facilitou as vendas financiadas. O benefício teria validade até agosto. Foi, no entanto, renovado duas vezes.

"Teríamos amargado um ano muito difícil, como o resto da indústria de transformação, não fosse o IPI reduzido", destaca o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave), Flávio Meneghetti.

Em agosto, mês inicialmente marcado como o último do benefício, foi registrado novo recorde de vendas de carros populares no país. Foram licenciadas 114,8 mil unidades, o que equivale dizer que hoje o que se vende só de carros 1.0 no Brasil num mês "turbinado" equivale ao mercado total mensal da Coreia do Sul. E sem nenhum "aditivo" - ou incentivo - somente desse segmento vende-se no país mais do que na Austrália ou México, segundo dados da Jato Dynamics, consultoria especializado no setor.

O quadro começou a expor um novo cenário do país. Consumidores que antes compravam carros usados como um primeiro veículo migraram para o modelo novo. Ao mesmo tempo, esse crescimento no número de compradores de veículos zero-quilômetro também elevou o índice de inadimplência nesse setor.

Para Meneghetti, os altos índices de inadimplência ainda são reflexo de contratos antigos. Além da facilidade na liberação do crédito, em 2009 e 2010 as instituições aprovavam financiamentos mais longos, de até 60 meses e sem entrada. "Esse pessoal ainda está no meio do caminho do pagamento do carro, mas nos novos contratos, os índices de inadimplência são mais baixos", afirma.

Meneghetti diz que, ao perceber que o governo estava mesmo disposto a desta vez não mais prorrogar a redução do IPI, a direção da Fenabrave pediu ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que a volta do tributo fosse feita de forma gradual. "O mercado pararia se os preços subissem de uma vez logo no início do ano quando as vendas costumam ser fracas por efeito de dívidas de férias e início de gastos com vários tributos e escolas."

No caso do carro com motor 1.0, o imposto sobe de zero para 2,0% em janeiro, 3,5% em abril e para os 7% originais em julho. Para Meneghetti, 2013 será um ano difícil, com muitas promoções nas concessionárias e muita concorrência, principalmente em razão da chegada de novas marcas.

Muitas vendas foram mesmo concluídas, na virada do ano. O coordenado financeiro Rodrigo Orosco diz ter se "apertado" para poder comprar um Space Fox antes de o incentivo terminar. Ele passou o ano juntando economias. Mas não deixou dezembro, último mês do benefício fiscal, passar.

Texto: Marli Olmos
Fonte: Valor Econômico
Link: Fazenda.gov 

Nota do editor
Para os carros com motores flex de 1.000 a 2.000 cilindradas, a alíquota passará dos atuais 5,5% para 7% no primeiro trimestre de 2013 e chegará a 9% no trimestre seguinte. A partir de julho o IPI volta aos 11% original. Já os automóveis com propulsores a gasolina passarão de 6,5% para 8% até março e para 10% até junho, chegando a 13% a partir de julho.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Alta Roda - Prova contra si mesmo

O maior rigor da nova lei que pretende diminuir os acidentes causados por ingestão de álcool é um passo adiante em direção de melhorar a vergonhosa posição que o Brasil ocupa de mortes no trânsito. O País contabiliza cerca de 40.000 óbitos/ano, segundo o Ministério da Saúde, que monitora os casos fatais até 30 dias depois dos acidentes.

Aprovada em urgência no Congresso e depois sancionada pela presidente Dilma Rousseff em apenas 24 horas, a lei passou a vigorar nas vésperas do Natal em tempo de dar suporte à fiscalização no período de trânsito mais pesado nas estradas. O valor da multa para quem for flagrado com mais de 0,2 g/l (grama de álcool por litro de sangue) dobrou, para R$ 1.915,40. Em caso de reincidência em 12 meses, dobra de novo: R$ 3.830,80. A carteira de habilitação continua sendo suspensa por, no mínimo, um ano. Substâncias psicoativas (remédios ou entorpecentes) também se enquadram.

A chamada nova lei seca – na realidade não é, pois ainda prevê alcoolemia bem pequena – criou dificuldades para quem se recusar ao teste do bafômetro ou ao exame de sangue, ao alegar produzir prova contra si mesmo, respaldado em interpretação da legislação. Consideram-se válidas, agora, outras evidências.

Infelizmente, as coisas não se resolvem de forma tão simples assim. A própria fiscalização, em alguns locais, admite dúvidas no artigo 277 reformado, do Código de Trânsito Brasileiro:

“O condutor de veículo automotor envolvido em acidente de trânsito ou que for alvo de fiscalização de trânsito poderá ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que, por meios técnicos ou científicos, na forma disciplinada pelo Contran [grifo da coluna], permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência.” O Contran, ao contrário, afirma que é tudo autoaplicável.

Alguns defendem que sem a lei se tornar seca de verdade, isto é, tolerância zero a qualquer teor alcoólico no sangue, ninguém poderá ser preso em flagrante. Precisa saber se o limite máximo de 0,6 g/l foi ultrapassado, o que constitui crime de trânsito, não apenas infração. No caso de recusa do motorista, somente médico ou perito atestariam o crime. Difícil de acreditar que em todas as blitzes haverá um profissional com tal qualificação. Afinal, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego estima em 32 milhões o número de motoristas que bebem e dirigem.

Como está, porém, a nova regulamentação tem poder de desestimular a convivência de bebida e volante. O valor das multas subiu bastante e continua o risco de prisão imediata. O Contran, com certeza, acabará resolvendo as dúvidas técnicas. Já os juízes darão a palavra final se o motorista bêbado poderá se amparar no preceito de autoincriminação. Prova testemunhal seria uma exceção em nome do bem comum?

Bafômetro individual tornou-se obrigatório para motoristas na França. Difícil saber se a exigência um dia chegará ao Brasil. Tomara que não. Mas, para quem desejar ter um, na internet existem sites que os vendem por R$ 59,00. No caso do aparelho, o limite legal, para multa, é de 0,1 mg de álcool por litro de ar alveolar (dos pulmões) e de prisão, acima de 0,3 mg/l.

RODA VIVA

VOLTA do IPI às alíquotas altas de sempre será escalonada de janeiro a junho de 2013, como era fácil de prever e a coluna antecipou. Trata-se apenas de repetição de filme já visto. Decisão do governo federal pode distribuir melhor as vendas, ao longo do próximo ano. Elas tenderiam a afundar em janeiro e emergir somente bem depois do Carnaval.

NOVO regime automobilístico começou a “convencer” empresas a aumentar investimentos. Fiat, por exemplo, havia adiado sem prazo, mas anunciou agora R$ 500 milhões para unidade de motores em Goiana (PE). Produzirá em 2015, um ano depois da fábrica principal. Outras seis fábricas de motores estão a caminho: Ford, GM, PSA Peugeot Citroën, Mitsubishi, Toyota e VW.

QUEM dispuser de R$ 300.000 se sentirá realizado com os 306 cv do novo BMW 335i. Sem abrir mão do extremamente suave motor 6-cilindros em linha (turbocompressor de dupla voluta) e câmbio automático 8-marchas, permite selecionar se desafia ou será desafiado ao toque de um botão. Mas também pode escolher condução suave e de certa forma econômica.

TERMOS repetidos amiúde, como injeção direta de combustível, precisam de explicação. Sistemas comuns são de injeção indireta, com baixa pressão, no coletor de admissão. Injeção direta, sempre de alta pressão, feita nas câmaras de combustão, aumenta potência e corta consumo, a preço alto. Todas, porém, são gerenciadas eletronicamente.

ENTRE as razões de os preços terem caído nas oficinas de concessionárias está a forte concorrência dos autocentros. Mas não só. Companhias de seguro (Porto Seguro, por exemplo) ou fabricantes de pneus (Car Club, da Firestone) têm investido bastante na chamada manutenção leve e média por preços bem competitivos, sem contar redes das autopeças, como a da Bosch.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

De Fiat Uno a Ferrari California: seu natal pode ser mais do que especial! Mas gasto mínimo é de R$ 50

Ferrari California será sorteada na Bahia - Ferrari/Divulgação
O natal é uma época de confraternização e realização de sonhos e pedidos (especialmente das crianças), além de ter o seu lado religioso. Mas também é a época do ano que mais se vende no Brasil - e, talvez, no mundo! E os shoppings são os grandes beneficiados com isso! Mas, além de lojas específicas, como um shopping pode se diferenciar para convencer o consumidor a fazer as suas compras por lá? É aí que entrar o objetivo deste post.

Os shoppings investem em promoções de Natal que, entre cestas de natal, tablets, smartphones, imóveis e viagens, dão carros de "presente"! Coloco entre aspas porque, para ter chance de ganhar, o consumidor é obrigado a comprar um valor mínimo dentro do shopping. Depois basta preencher um cadastro, mostrando as notas ficais, e pronto: está concorrendo ao carro (e passa a fazer parte do "ótimo" mailing do shopping).
BMW 116i será o prêmio em quatro shoppings diferentes - BMW/Divulgação
Fazendo uma pesquisa na internet, depois das dicas e sugestões do internauta Márcio Moreira, a quem dedico este post, levantei os carros que 63 shoppings (de 15 estados e do Distrito Federal) vão "dar" neste final de ano - e quanto cada pessoa é obrigada a gastar para concorrer.

O valor mínimo "investido" é de R$ 50, em Brasília, para concorrer a carros da Fiat (Punto, Bravo, 500, Doblò e Freemont). O gasto mais alto é de R$ 800 em São Paulo, para entrar no sorteio por um Lexus RX 350!

Mas, sem dúvida, o sorteio mais curioso acontece em Salvador, onde, por R$ 300 obrigatórios gastos em compras, é possível concorrer a uma Ferrari California GT, que custa mais de R$ 1 milhão!

Dos 63 shoppings, a marca que mais fechou parcerias foi a BMW (provavelmente via concessionários), que terá seus modelos sorteados em 8 estabelecimentos. Entre os carros, o mais popular nos sorteios é o Fiat Freemont.
Carro do Ano, HB20 será o prêmio em 2 shoppings - Hyundai/Divulgação
Dos lançamentos mais importantes de 2012 (em volume de vendas), Hyundai HB20 será o prêmio em três lugares (2x 1.0 e 1x 1.6 automático); Chevrolet Onix estranhamente não deu as caras em Contagem (MG); e o "patinante" Toyota Etios também será sorteado em dois locais (hatch 1.3 e sedã 1.5).

Outra importante novidade do ano, o Ford EcoSport, que recentemente participou de um Duelo aqui no De 0 a 100, entrou em cinco sorteios, sempre com motor 1.6 16V Sigma. O Renault Duster, arquirrival do Ford, também entrou no "espírito natalino" dos shoppings apenas nas versões 1.6.

Confira a lista abaixo. Se você mora próximo(a) a alguns desses shoppings e quiser (gastar para) concorrer, vá em frente! Nunca um carro 0 km pôde sair tão barato!

BAHIA

Iguatemi Salvador
Gasto: R$ 300,00
Carro: Ferrari California 4.3 GT

Salvador Shopping
Gasto: R$ 250,00
Carros: Audi Q3 e Audi A4

Salvador Norte Shopping
Gasto: R$ 200,00
Carro: Mitsubishi Pajero TR4

CEARÁ

Iguatemi Fortaleza
Gasto: R$ 450,00
Carro: Mercedes-Benz SLK

North Shopping Maracanaú
Gasto: R$ 200,00
Carro: Peugeot 207 1.4 2 portas

Via Sul Shopping
Gasto: R$ 200,00
Carro: Honda Civic

DISTRITO FEDERAL

Brasilia Shopping
Gasto: R$ 50,00
Carros: Fiats Freemont, 500 Cult manual, Bravo Essence manual, Punto Attractive 1.4 e Doblò Adventure Locker (+ Harley-Davidson Fat Boy Special)

Iguatemi Brasília
Gasto: R$ 300,00
Carro: Fiat Freemont 2.4

Pátio Brasil Shopping
Gasto: R$ 250,00
Carro: Ford EcoSport S 1.6 16V

Park Shopping
Gasto: R$ 450,00
Carro: BMW 320i

ESPIRITO SANTO

Shopping Vitória
Gasto: R$ 300,00
Carros: Mitsubishis Outlander e ASX CVT

GOIAS

Buriti Shopping
Gasto: R$ 250,00
Carro: Toyota Etios Sedan 1.5 X

Flamboyant Shopping
Gasto: R$ 500,00
Carro: Volkswagen Touareg

Goiânia Shopping
Gasto: R$ 400,00
Carro: Peugeot 408

MATO GROSSO

Pantanal Shopping
Gasto: R$ 200,00
Carros: BMW X1 e Mini Cooper One

Shopping 3 Américas
Gasto: R$ 100,00
Carro: Chevrolet Camaro SS

MATO GROSSO DO SUL

Norte Sul Plaza
Gasto: R$ 250,00
Carro: Hyundai HB20 1.0 Comfort

Park Shopping Campo Grande
Gasto: R$ 300,00
Carro: Kia Optima 2.4 automático

MINAS GERAIS

BH Shopping
Gasto: R$ 450,00
Carro: Volvo XC60

Big Shopping
Gasto: R$ 300,00
Carro: Hyundai Veloster

Boulevard Shopping
Gasto: R$ 400,00
Carro: Land Rover Freelander 2S 3.2

Diamond Mall
Gasto: R$ 450,00
Carro: Mercedes-Benz C180 Coupé

Independência Shopping
Gasto: R$ 200,00
Carro: Renault Fluence Dynamique 2.0 16V

Itaú Power Shopping
Gasto: R$ 400,00
Carro: Chevrolet Onix LTZ 1.4

Minas Shopping
Gasto: R$ 250,00
Carros: Chevrolet Agile LTZ 1.4 e Chevrolet Cruze Sport6 LT

Patio Savassi
Gasto: R$ 450,00
Carro: BMW 320i

Shopping Cidade
Gasto: R$ 380,00
Carro: Honda CR-V LX manual

Shopping Del Rey
Gasto: R$ 400,00
Carro: Toyota Etios 1.3

Shopping do Vale do Aço
Gasto: R$ 250,00
Carro: Toyota Hilux, SR Cabine Dupla 4x2 automático

PARÁ

Shopping Pátio Belém
Gasto: R$ 200,00
Carro: Fiat Freemont 2.4

Parque Shopping Belém
Gasto: R$ 150,00
Carro: Citroën C3 1.5

PARANÁ

Palladium Curitiba
Gasto: R$ 150,00
Carro: Citroën C3 Tendance 1.5

Park Shopping Birigui
Gasto: R$ 450,00
Carro: BMW 320i Sedan

Royal Plaza Shopping
Gasto: R$ 120,00
Carro: Ford EcoSport Titanium 1.6

Shopping Curitiba
Gasto: R$ 300,00
Carro: BMW 116i

Shopping Mueller
Gasto: R$ 400,00
Carro: Audi Q3

PERNAMBUCO

Shopping Costa Dourada
Gasto: R$ 150,00
Carro: Fiat Uno Vivace 1.0

Shopping Guararapes
Gasto: R$ 200,00
Carro: Hyundai HB20 1.6 Comfort Style automático

Shopping Tacaruna
Gasto: R$ 300,00
Carro: BMW 116i

RIO DE JANEIRO

Bangu Shopping
Gasto: R$ 500,00
Carro: Hyundai Veloster 1.6

Barra Shopping
Gasto: R$ 500,00
Carro: BMW 320i Sedã

Boulevard Rio Shopping
Gasto: R$ 300,00
Carro: Jac J6

Center Shopping Rio
Gasto: R$ 200,00
Carro: Citroën C3 Origine 1.5

Nova América
Gasto: R$ 300,00
Carro: Jac J6

Via Brasil Shopping
Gasto: R$ 300,00
Carro: Renault Duster 1.6

RIO GRANDE DO NORTE

Midway Mall
Gasto: R$ 50,00
Carros: Chevrolets Spin LT, Sonic Sedan LTZ e Cruze LT

West Shopping Mossoró
Gasto: R$ 300,00
Carro: Honda Civic LXS automático

RIO GRANDE DO SUL

Barra Shopping Sul
Gasto: R$ 400,00
Carros: Mercedes-Benz C 180 CGI Sedan e Mercedes-Benz GLK 300 Vision

Bourbon Shopping
Gasto: R$ 350,00
Carro: Renault Duster 1.6

SANTA CATARINA

Continente Park Shopping
Gasto: R$ 200,00
Carro: Mini Cooper One automático

Via Catarina
Gasto: R$ 100,00
Carro: Ford EcoSport 1.6

SÃO PAULO

Bourbon Shopping
Gasto: R$ 500,00
Carro: BMW 116i

Campinas Shopping
Gasto: R$ 250,00
Carro: Ford EcoSport S 1.6

Iguatemi Campinas
Gasto: R$ 400,00
Carro: Fiat Freemont 2.4

Park Shopping São Caetano
Gasto: R$ 400,00
Carro: Land Rover Evoque

Shopping Anália Franco
Gasto: R$ 500,00
Carro: BWM 320i

Shopping Cidade Jardim
Gasto: R$ 800,00
Carro: Lexus RX 350

Shopping Eldorado
Gasto: R$ 600,00
Carro: Fiat Freemont 2.4

Shopping Ibirapuera
Gasto: R$ 400,00
Carro: Hyundai HB20 1.0

Shopping Metro Santa Cruz
Gasto: R$ 300,00
Carro: Ford EcoSport FreeStyle 1.6

Shopping Metro Itaquera
Gasto: R$ 300,00
Carro: Fiat Freemont 2.4

Shopping Pátio Paulista
Gasto: R$ 350,00
Carro: Mini Cooper One automático

Shopping Vila Olímpia
Gasto: R$ 450,00
Carros: Mercedes-Benz C180 Coupé, Land Rover Evoque, Volvo S60 e Jeep Cherokee Sport.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Alta Roda - Bolo redividido

O que se pode esperar de 2013 para o mercado automobilístico? Crescimento haverá, sem dúvida, e as vendas alcançarão novo recorde – o sétimo consecutivo desde 2007. A incerteza está se a barreira mágica de quatro milhões de unidades (inclui caminhões e ônibus) será beliscada, atingida ou até superada. Para o resultado mais otimista as vendas teriam que subir 5% em relação ao projetado para 2012.

Até agora a maioria das apostas vai de 2% a 4%. A Anfavea espera algo entre 3,5% e 4,5% de elevação, o que significaria 3,98 milhões de unidades. Historicamente há relação entre crescimento econômico (medido pelo PIB) e o mercado de veículos. Mas as previsões frustradas do ministro da Fazenda ajudam pouco, embora dessa vez ele “garanta” um PIB superior em 4% ao deste ano. Se acontecer, os quatro milhões de veículos novos circularão em 2013.

Independentemente do que acontecer com a economia, há fatores positivos e negativos. Entre os que puxam para baixo as previsões aparece justamente o ano que finda. As vendas cresceram bem acima da expansão econômica brasileira graças à redução temporária do IPI, que no fundo significou antecipação de compras. Mesmo que no fraco primeiro trimestre de 2013 ainda exista um rescaldo do IPI baixo, seja por estoques remanescentes de 2012 ou alguma bondade de última hora do governo, o estímulo fiscal vai se diluir.

Não deverão ocorrer tantos lançamentos que atiçam a demanda: de cerca de 40 deste ano (importados incluídos), umas 20 novidades estão previstas para 2013. O maior problema, no entanto, reside nos preços. Ao contrário da voz corrente, eles baixaram em cinco anos quase 15%: basta consultar as tabelas médias desde 2008.

O valor real dos carros, por sua vez, caiu ainda mais, por que a inflação desse período de cinco anos (2012 incluído) foi de 34% e os compradores, em geral, acumularam renda superior à inflação. Os preços só se comportaram em função de maior concorrência, inclusive com importados, e imposto menor em alguns períodos.

A conjugação dos astros, porém, será infeliz no ano de final 13. Além da volta do IPI, mais carros deverão ter custos aumentados por equipamentos importantes como airbags e ABS. Para complicar o cenário, o discutível rastreador virá como equipamento obrigatório, mesmo que o motorista não deseje habilitá-lo. Trata-se de afronta ao bom senso e ao bolso do consumidor, em especial de quem vive longe das grandes cidades.

O impacto nos preços, porém, pode ser arrefecido por se tratar do primeiro ano completo de novos atores no mercado, como Hyundai e Toyota com fábricas a pleno, além de ampliações de instalações da Renault e da PSA Peugeot Citroën. GM terá seu primeiro ano cheio de renovação quase total de linha (só ficaram Celta e Classic) e, igualmente, a Ford (manterá Ka e Fiesta Rocam). Fiat e Volkswagen provavelmente sentirão esse tranco, pois só terão produtos novos em 2014.

Ocupar o máximo possível da capacidade instalada, enquanto fabricantes entrantes não concluem outra leva de novos produtos, pode ajudar a manter preços alinhados à inflação estimada em 5% em 2013. Os que forem além, repassando aumentos de custos sem estratégia equilibrada em mente, terão motivos para sérias preocupações.

O bolo do mercado ficará redividido e as quatro marcas veteranas continuarão a perder participação. A melhor defesa continua a ser o menor preço ou oferecer mais por preço igual.

RODA VIVA

CASO a nova lei pegue, também os automóveis terão a terrível cadeia de impostos exposta na nota fiscal. Chegou o momento de as tabelas sem tributos serem exibidas nas concessionárias, que sempre acenaram com essa providência, mas recuavam na hora agá. É assim nos EUA: imposto às claras. Aí as comparações de preços ficarão mais bem ajustadas.

ASSOCIAÇÃO de importadores sem fábricas no Brasil, Abeiva, espera um ano de 2013 com crescimento de 17% sobre 2012. As 150.000 unidades previstas refletem as cotas que o governo criou tanto para as marcas que só importam como as que anunciaram produção nacional. A Kia permanece estacionada, pois o importador, Grupo Gandini, ficou, por enquanto, sem opções viáveis que só a matriz na Coreia do Sul poderia resolver.
Chevrolet/Divulgação
ONIX é compacto certo (R$ 35.000 a R$ 42.000), na hora certa para a Chevrolet. Com motor adequado ao seu porte, 1,4 l/106 cv (o de 1 litro é fraco), destaca-se pelo nível de ruído mais baixo que a média do segmento e atmosfera interior bem agradável. Espaço muito bom para pernas, cabeças e ombros. Dava para dispensar banco do motorista tão alto e falha ergonômica dos puxadores de portas.

FABRICANTES de turbocompressores estão otimistas com a evolução que as novas exigências de menor consumo de combustível trarão para os motores aqui fabricados. “Antes não cansávamos de bater à porta dos fabricantes. Agora eles também batem à nossa porta”, revela Arnaldo Iezzi Jr., diretor-geral da BorgWarner, que vai inaugurar nova fábrica em Itatiba (SP), em 2013.

Lamborghini entrega o meu presente de Natal no endereço errado... e em Londres!

Quando finalmente decidi comprar o meu Lamborghini, optei por algo mais exclusivo, uma das apenas 20 unidades do Sesto Elemento. Reventon e o Aventador são dois modelos muito "comuns", por isso preferi pagar os US$ 2,2 milhões à vista no cartão de débito.

Entretanto, por um erro de logística da marca, meu carro foi parar em Londres, na Inglaterra. Eles confundiram o CEP da minha cidade e o meu presente de aniversário e natal acabou ficando lá do outro lado do oceano Atlântico.
Pedi o meu dinheiro de volta e fiquei pensando: nem preciso de um carro com motor V10 5.2 com 562 cv de potência, que pesa apenas 999 kg, fazendo com que o Sesto Elemento seja acelerado de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e alcance a velocidade máxima de 300 km/h. Vou deixá-lo para o Bruce Wayne!

Acabei me dando bem, pois a turma da concessionária acabou raspando demais o Lamborghini no chão na hora de deixá-lo na revenda (vejam abaixo).
Brincadeira a parte, vale assistir ao vídeo abaixo, do belo exemplar do Sesto Elemento chegando à concessionária da marca em Londres. Se eu fosse comprar uma unidade, seria do Aventador ou do Reventon.
Fotos: Lamborghini/Divulgação

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Governo prorroga redução de IPI de carros

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira a prorrogação das desonerações do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, linha branca e móveis. "Fizemos desonerações temporárias em 2012 e temos resultados muito bons", afirmou.

A partir de janeiro, o desconto para os automóveis vai ser menor. Para carros de até mil cilindradas (cuja alíquota normal é de 7%), a cobrança deixará de ser zero e passará para 2% entre janeiro e março, e para 3,5% de abril até junho. Para os carros com motores flex de mil a 2 mil cilindradas (cujo IPI normal é de 11%), a alíquota passará dos atuais 5,5% para 7% no primeiro trimestre de 2013 e chegará a 9% no trimestre seguinte. Já os automóveis com essa potência movidos a gasolina (cuja cobrança normal é de 13%), passarão de 6,5% para 8% até março e para 10% até junho.

"Em julho, todas essas alíquotas voltam ao seus patamares normais", garantiu Mantega. Já para caminhões, cuja cobrança era de 5%, o IPI continuará zerado por tempo indeterminado. "Essa alíquota permanecerá em zero, porque estamos desonerando um bem de capital", completou.

Segundo Mantega, as medidas deram resultado, o setor automotivo aumentou o emprego durante 2012 e está fazendo investimentos. "As vendas de automóveis estavam deprimidas até junho e se intensificaram a partir da redução de IPI, em julho. As vendas vêm se mantendo em um patamar cerca de 30% superior ao do primeiro semestre", acrescentou o ministro.

A desoneração da linha branca com eficiência energética também foi prorrogada. No caso dos fogões (cuja alíquota normal é de 4%), a cobrança deixará de ser zero a partir de fevereiro e será de 2% até junho. O mesmo patamar será aplicado aos tanquinhos, cuja taxa normal é de 10%. Já os refrigeradores e congeladores (cujo IPI normal é de 15%) deixarão de pagar 5% a partir de fevereiro, passando para 7,5% até junho. "Se não tivéssemos feito desoneração, as vendas de linha branca teriam sido de 30% a 40% menores do que foram este ano", disse o ministro.

A desoneração das máquinas de lavar (cujo alíquota normal era de 20%), continuará em 10% por tempo indeterminado. "Essa taxa não volta mais, será permanente em 10%. Trata-se de um objeto de desejo das famílias de renda menor e média e não pode ser mais classificada como um bem de luxo. Metade dos lares brasileiros não possui máquina de lavar, então existe uma demanda aquecida pelo produto", explicou Mantega.

Por fim, os descontos de IPI para móveis e painéis (cujas alíquotas normais são de 5%), passarão de zero para 2,5% de fevereiro a junho. Os mesmos patamares serão aplicados aos laminados, cujo IPI normal é de 15%. Já para as luminárias (cuja cobrança normal é de 15%), a taxa passará dos atuais 5% para 7,5% entre fevereiro e junho. Já a queda de 20% para 10% no IPI de papéis de parede será permanente.

Fonte: Estadão

Governo estuda prorrogação do IPI menor

E lá vamos nós de novo...

Governo estuda prorrogação do IPI menor
O governo deve atender ao pedido do setor privado e prorrogar a redução da alíquota do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, que vence no dia 31 deste mês. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também deve anunciar a renovação da redução do IPI para produtos da linha branca, como fogões e geladeiras.

O anúncio pode ser feito nesta quarta-feira (19) pelo ministro, segundo fontes ouvidas pela Agência Estado. A preocupação do governo é não trazer mais um elemento negativo para o comportamento da inflação no início de 2013 e, ao mesmo tempo, continuar dando fôlego para recuperação da atividade industrial.

O setor automobilístico, por exemplo, argumentou que o repasse do aumento do IPI para os preços dos carros é inevitável. Isso porque, além do aumento da carga tributária, as empresas estão obrigadas, a partir de 1.º de janeiro, a produzir 60% dos automóveis com airbag e freios ABS, o que também elevou o custo de produção das empresas.

O setor de produtos da chamada linha branca (fogão, geladeira e etc) também solicitou ao governo mais tempo para a redução temporária de IPI. Estava em estudo tornar permanente parte do incentivo.

A queda do tributo tem sido adotada como política de curto prazo para socorrer a economia em momentos de fraco crescimento por causa dos efeitos de crises internacionais. Além de automóveis, estão com IPI reduzido produtos da linha branca, móveis e luminárias, bens de capital e materiais de construção.

Fonte: O Estado de S. Paulo
Texto: Jornal Tudo BH

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Ford Focus se prepara para fechar 2012 na liderança. Ano que vem promete entre os hatches médios!

Ford/Divulgação
Quem diria! Depois de muito tempo tentando, finalmente um dos melhores carros do Brasil deverá fechar um ano no topo do seu segmento! Estou falando do Ford Focus, que caminha, com relativa folga, para ser o 1º no ranking entre os hatches médios mais vendidos em 2012 no Brasil - essa é a minha categoria de carros favorita.

Mesmo com as inúmeras estratégias erradas de Ford para vendê-lo (exemplos: lançar o modelo apenas a gasolina; apostar as fichas no Focus Sedan, deixando o hatch mais de lado, etc.), o Focus, vice-líder em 2011, conseguiu superar o Hyundai i30 em 2012, de acordo com os dados de Fenabrave de janeiro até 15 de dezembro, e vai mesmo fechar 2012 em primeiro.
Hyundai/Divulgação
2012 (janeiro até 15 de dezembro)

1º. Ford Focus - 22.742 unidades emplacadas
2º. Hyundai i30 - 18.697 unidades
3º. Volkswagen Golf - 14.367 unidades
4º. Chevrolet Cruze Sport6 - 12.194 unidades
5º. Peugeot 308 - 11.294 unidades
6º. Fiat Bravo - 9.989 unidades
7º. Nissan Tiida - 9.032 unidades
8º. Citroën C4 - 6.911 unidades

Mas a situação do Ford não será fácil em 2013. Mesmo custando um absurdo, o Chevrolet Cruze Sport6 está vendendo bem, sendo o modelo mais comercializado do segmento em novembro. Lançado em abril, ele é o 4º no ranking de 2012, vendendo, muitas vezes, até mais do que o terceiro, o veteraníssimo Volkswagen Golf (4,5).

Com as mudanças previstas para o Sport6 (MyLink com bela tela no painel + pequena reestilização na dianteira, que pode ficar para depois), o Cruze hatch deve continuar dando muito trabalho. Imaginem se o preço diminuir?

Novembro - 2012
1º. Chevrolet Cruze Sport6 - 1.824 unidades emplacadas
2º. Ford Focus - 1.776 unidades
3º. Hyundai i30 - 1.354 unidades
4º. Peugeot 308 - 1.335 unidades
5º. Volkswagen Golf - 1.200 unidades
6º. Fiat Bravo - 934 unidades
7º. Citroën C4 - 466 unidades
8º. Nissan Tiida - 335 unidades
Peugeot/Divulgação
Peugeot 308 também está com uma participação expressiva em 2012 e tem tudo para brilhar no ano que vem. Lançado em fevereiro, ele até superou o Focus no Duelo aqui no De 0 a 100. Mas não acho que o modelo consiga mais do que um quarto lugar, mesmo com possíveis novidades para a linha 2014. Só mesmo com a chegada do novíssimo 308, prevista para estrear, no mínimo, a partir de 2015, o modelo terá condições de subir para o top 3.

Outro que precisa mostrar para que veio é o Fiat Bravo. Seu volume de vendas é semelhante ao do Stilo, o que considero ruim, não chegando a 900 unidades por mês em 2012. A marca italiana até se esforçou para torná-lo mais atrativo, aumentando o número de equipamentos de série, lançando o câmbio Dualogic Plus e a versão Sporting. Mas, assim com o Toyota Etios, o Bravo continua patinando nas vendas.
Fiat/Divulgação
Minha sugestão para melhorar a situação seria: redução de preços e adição de mais equipamentos  de série - mas nada de rodas de aro 17" e sim "equipamentos de verdade", como apoia-braço central banco traseiro com porta-copos; sensor de estacionamento traseiro; rebatimento elétrico dos retrovisores externos; Blu&Me (sistema operado por comandos de voz, com porta USB e viva-voz Bluetooth) e, principalmente, airbags laterais.

Grandes mudanças em 2013
Curiosamente, os dois líderes do segmento em 2011 e 2012 devem receber as mudanças mais profundas de 2013. As novas gerações do Ford Focus e do Hyundai i30 estão confirmadas para o nosso mercado.
Novo i30 - Hyundai/Divulgação
O primeiro a chegar, já no 1º trimestre, é o coreano. Testado há muito tempo no Brasil, seu visual, que segue a linha de design da Hyundai, deve ser o grande destaque - (praticamente um Elantra hatch), juntamente com a sofisticação interna. Isso deve acontecer para compensar a perda de desempenho, já que o atual motor 2.0 16V deve dar lugar ao 1.6 16V flex, igual ao do HB20, que desenvolve 122/128 cv de potência - é o mesmo propulsor do Veloster, mas que tem, segundo a Hyundai/Caoa, 140 cv (de mentira) no "esportivo". Pelo menos o câmbio automático terá seis marchas.

No meio do ano está prevista a chegada (da Argentina) do novo Focus (entre vários outros lançamentos previstos), já mostrado pela marca no Salão do Automóvel de São Paulo. Infelizmente, o Focus Sedan vem primeiro (depois pegam no meu pé porque critico a Ford pela estratégia de vendas do Focus...). Para compensar, a família Focus deve ganhar melhorias que estrearam com o novo EcoSport, como o câmbio manual automatizado Powershift de dupla embreagem.
Novo Focus - Ford/Divulgação
Eterna espera
Pelo lado da Volkswagen, a cadeira usada para esperamos sentados pelo novo Golf já quebrou porque ficou com as pernas podres (desgastadas pelo tempo). O Golf 4,5 (ainda) vendido por aqui é um bom carro (se não fosse, não venderia bem). Mas o brasileiro merece mais e nós queremos a geração mais moderna possível do Golf por aqui. Com certeza ele brigaria pela ponta do segmento, ainda mais se tivesse um preço competitivo.

Sobre a expectativa da chegada do novo Golf, prefiro não comentar quase nada, tamanha é a minha decepção com a Volkswagen - quem sabe, na melhor das hipóteses, ele não seja lançado em 2013, de preferência nacional (ou mexicano).
Queremos este Golf! - Volkswagen/Divulgação
O que me deixa um pouco mais animado é saber que nunca estivemos tão perto de termos um novo Golf no Brasil como agora. Mas, por segurança, meu otimismo continua contido.
 
Eternos coadjuvantes?
A Nissan tem algumas opções para o Tiida. A primeira delas, que espero que não aconteça, é apenas reestilizar o atual, aumentando a vida útil dele no mercado nacional por alguns (poucos) anos. A outra, bem melhor, que daria uma vida nova para o Tiida, seria lançar a nova geração do veículo, bem mais bonita e moderna do que a atual. Com a inauguração da fábrica da marca no Rio de Janeiro, prevista para 2014, a Nissan nacionalizará a produção do Versa e do March, abrindo espaço para o aumento do volume das importações dos novos Sentra e Tiida (provavelmente nesta ordem).
Novo Nissan Tiida - Reprodução de arte de Renato Aspromonte - Auto Esporte (Dezembro/2012 - Ed. 571)
Já a Citroën parece que se esqueceu completamente do C4. Moderno em outros tempos, o modelo já sente o peso da idade, que reflete nas vendas. A marca preferiu lançar primeiro sua turma familiar C4 Picasso, C4 Gran Picasso, Aircross e C3 Picasso; sua turma de alta tecnologia e design ousado (mas caros e com baixíssimo volume de vendas) DS3 e DS5; e seu carro chefe no país, o novo C3 (esse com completa razão); deixando, quase que totalmente em segundo plano, o C4 (hatch e Pallas).

Agora vamos esperar para ver se a marca francesa compensa esse aparente "descaso" com o lançamento da nova geração do C4 por aqui - e não com a versão reestilizada na China!
Nova geração do C4 - Citroën/Divulgação
A expectativa é que a nova geração do C4 seja lançada no Brasil em 2013 compartilhando os motores do 308: 1.6 16V EC5 flex, 2.0 16V flex e 1.6 THP. Só peço uma coisa para a Citroën: por favor, TROQUE a caixa de câmbio automático da família C4! Chega de problemas!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Grupo Caoa quer criar uma montadora 100% nacional. Será que a ideia é viável?

Já pensaram em termos novamente uma montadora de carros 100% brasileira? Aparentemente este é o desejo do polêmico empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, mais lembrado pelo seu grupo, o Caoa. A ideia não é nova, mas começa a ganhar um pouco mais de corpo - mas ainda muito pouco. 
Reprodução de Gurgel Guerreiro
Eu li a notícia sobre o assunto na revista CartaCapital (edição 728) e fiquei pensando em como seria interessante se tivéssemos uma fabricante de carros genuinamente nacional. Isso não acontece desde 1996, quando a Gurgel faliu. Tudo bem que Volkswagen, Fiat, Chevrolet, Ford e várias outras estão no Brasil há muito tempo, mas elas não nasceram aqui.

Mas entendo que a situação seja bastante desfavorável para esta ideia dar certo. Emboa possível, acho que o projeto do Sr. Caoa tem mínimas chances de avançar.

Primeiro seria necessário um altíssimo investimento financeiro para o projeto nascer. Depois precisaríamos de incentivos do Governo Federal - afinal, é uma empresa nacional. Mas ela seria estatal? Essa é uma outra questão importante.

Indo mais além, se tivermos um fabricante local, inicialmente, ele não deveria ter condições de uma produção em larga escala, como acontece com as três principais marcas nacionais. Isso limitaria bastante as vendas da empresa nacional.

É uma questão realmente muito mais ampla.

Acho que nada vai acontecer e que teremos apenas mais players internacionais com fábrica no Brasil nos próximos anos.

Veja um trecho da reportagem da CartaCapital
Recentemente, bateu às portas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, do Grupo Caoa, dono da maior rede de concessionárias da marca sul-coreana Hyundai no País. Sua proposta: obter o apoio do banco para fundar uma indústria automobilística de capital brasileiro. A decisão da matriz da Hyundai de construir uma fábrica em Piracicaba (SP), inaugurada em setembro, mudou os planos da Caoa, importadora e, até a inauguração da planta, a única representante da montadora no Brasil.

Com capital próprio e tecnologia da Hyundai, Andrade monta a SUV Tucson e um caminhão de pequeno porte na “fábrica” de Anápolis, onde aproveitou os incentivos fiscais dados pelo governo goiano para importar peças e equipamentos. Com a aprovação da MP da guerra dos portos, em abril, contudo, a vantagem tributária tem os dias contados: deixará de vigorar a partir de 1º de janeiro do próximo ano. Daí a urgência do grupo brasileiro de costurar uma saída que lhe permita manter um pé na produção e embarcar no novo regime automotivo, o Inovar-Auto, que também passa a valer em janeiro, mas cujos estímulos estão atrelados a metas de nacionalização da produção, investimento em Pesquisa & Desenvolvimento e eficiência energética. Programa que certamente terá a adesão da Hyundai, no caso dos investimentos diretos da marca no interior paulista, mas não no caso da unidade goiana, um negócio à parte e de responsabilidade exclusiva da Caoa.

Apesar de afinado com os propósitos do governo federal, o projeto dificilmente sairá do papel. A consulta indica, porém, o quanto mudou o cenário do setor, a ponto de uma marca brasileira ser cogitada, algo impensável até pouco tempo atrás. Inaugurada em 1969, a Gurgel faliu em 1996, no rescaldo da abertura do setor na era Collor, e a partir de então os brasileiros deixaram de estar representados sequer marginalmente, como acontecia no caso dos jipes fabricados em Rio Claro (SP).

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Nissan Tiida Sedan dá adeus ao nosso mercado - e vai embora sem deixar saudades

Ele não está mais entre nós! Se você quer comprar um Tiida Sedan, corra, pois as suas chances de conseguir ainda existem, embora elas sejam mínimas. A Nissan do Brasil parou de importantar e comercializado o carro por aqui. Ele não costa nem mais no site da empresa.

Com o encerramento da produção do modelo na fábrica da marca no Mexico em setembro, já era de se esperar que isso fosse acontecer. A Nissan abriu espaço para se concentrar na produção do Versa e do March, que são mais novos, baratos e atraentes. Além disso, ela alivia um pouco a sua cota de importação do México, podendo aumentar o volume de Marchs e Versas vindos de lá.
O Tiida Sedan vai embora sem deixar saudades. Por mais que ele fosse um carro legal, suas vendas sempre foram poucos expressivas desde 2010, quando ele foi lançado por aqui. Mas, com o Versa no mercado, a versão sedã do Tiida perdeu o seu lugar. Versa e Tiida Sedan já até se enfrentaram no Duelo aqui do De 0 a 100.

Emplacamentos do Tiidan Sedan no Brasil
2010 - 1.479 unidades
2011 - 5.966 unidades
2012 - 1.506 unidades (janeiro a novembro)

Para quem não se lembra, a Chrysler anunciou, no Salão do Automóvel de São Paulo de 2008, que lançaria o Tiida Sedan no Brasil com o estranho nome de Trazo C. Quando a marca desistiu dessa proeza, já em 2009, provavelmente por causa do acordo com a Fiat, até os concessionários da Chrysler comemoraram, já que eles não seriam obrigados a (tentar) vender o modelo (provável mico) para os (possíveis poucos) clientes (interessados).
Mas, em 2010, a Nissan anunciou que importaria o Tiida Sedan para o Brasil. A chance de ser um mico seria bem menor, já que a Nissan é mais estuturada em termos de concessionárias por aqui. E a marca até se esforçou para colocá-lo na "vitrine", mantendo preços competitivos e fazendo anuncios ousados como este.

A Nissan também tentou corrigir alguns erros estratégicos do modelo por aqui, como a falta de airbags e de câmbio automático. Mas já era tarde demais. 

RIP Tiida Sedan.
Fotos: Nissan/Divulgação

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Chevrolet Onix e Hyundai HB20 confirmam a ótima receptivade do mercado. Toyota Etios patina...

Hyundai/Divulgação
No meio do mês passado, fiz um post sobre o resultado parcial das vendas de novembro de três dos principais lançamentos do Brasil em 2012: Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e Toyota Etios. Encerrado o 11º mês do ano, percebo que o Onix e o HB20 confirmaram a ótima receptivdade do mercado brasileiro, enquanto o Etios continua patinando nas vendas.

Se até 15 de novembro o compacto da Hyundai estava em 9º no ranking geral de emplacamentos, de acordo com a Fenabrave, ele fechou o mês em 8º, com 8.077 unidades. Já o novo hatch da Chevrolet subiu da 13ª colocação na parcial para a 10ª no mês passado, fechando com 7.409 carros emplacados. O Toyota se manteve no 35º lugar, com decepcionantes 1.322 unidades emplacadas - mais de três vezes inferior ao Corolla, que custa o dobro do preço!

Novembro - 2012
1º. Volkswagen Gol - 25.591 unidades emplacadas
2º. Fiat Uno - 18.611 unidades
3º. Fiat Palio - 17.268 unidades
4º. Volkswagen Fox/CrossFox - 11.676 unidades
5º. Fiat Siena - 11.606 unidades
8º. Hyundai HB20 - 8.077 unidades
10º. Chevrolet Onix - 7.409 unidades
35º. Toyota Etios hatch - 1.322 unidades
Chevrolet/Divulgação
Em novembro, HB20 e Onix, que travaram um dos Duelos mais equilibrados da história do De 0 a 100, superaram até veículos mais consolidades no território nacional, como o Renault Sandero, os Ford Ka e Fiesta, o Chevrolet Agile e o Fiat Punto - estes dois últimos partem de preços mais elevados.

Os japoneses devem ligar o sinal de alerta e preparar mudanças substanciais para 2013. Se somarmos os emplacamentos do Etios hatch desde o seu lançamento, em setembro, e os compararmos apenas com os números do Onix no mês passado (o modelo começou a ser vendido no dia 7/11), notamos que a situação é ainda pior: 2.725 unidades emplacadas (3 meses) X 7.409 unidades emplacadas (1 mês).

Como eu disse antes, a Chevrolet tem muito mais concessionárias do que a Toyota no Brasil, mas não era de se esperar uma diferença tão grande, ainda mais depois de todo "oba-oba" criado em torno do lançamento do Etios por aqui - com os artistas aparecendo até mais do que o carro.
Toyota/Divulgação
E, se pensarmos, Hyundai e Toyota têm um número mais aproximado de concessionárias e nem por isso o HB20 patinou nas vendas. No meu ponto de vista, o Etios tem potencial para vender, no mínimo, o dobro do que vende hoje.

Acumulado do ano - 1º de janeiro a 30 de novembro de 2012
. Hyundai HB20 - 11.388 unidades
. Chevrolet Onix - 7.651 unidades
. Toyota Etios hatch - 2.725 unidades

Como não é possível fazer alterações profundas no Etios neste momento, como visual externo e, especialmente o bizarro painel, resta à Toyota rever a política de preços. Repito a minha sugestão: a versão X 1.3 do hatch deveria custar R$ 29.990, fazendo com que a XS 1.3 valesse R$ 33.490 e a XLS 1.5 fosse encontrada por R$ 38.790 (ao invés de R$ 42.790) - eliminando, de vez, a quase desnecessária versão de entrada (1.3). Assim o modelo teria um custo-benefício MUITO melhor.

Alta Roda - Presente de Natal

Apesar de altos e baixos, 2012 termina com mais um recorde nas vendas. A previsão até 31 de dezembro é de que se vendam 3,810 milhões de automóveis e comerciais leves e pesados. O crescimento de 4,9% se alinhará ao previsto pela Anfavea que sustentou seus números apesar de um começo de ano muito difícil.

O ano, mais uma vez, foi salvo pelos estímulos de corte parcial nos impostos. Esse tipo de manobra econômica sempre dá certo no Brasil porque os impostos aqui são insanos. Em países como os EUA, onde a sanha arrecadadora do governo é baixa, e mesmo da Europa, esses cortes provisórios da carga fiscal mostram efeito limitado. Então, por um lado, cobrar mais impostos implica certa flexibilidade para incentivar a comercialização nos momentos de crise, o que serve muito mais de consolo dispensável do que real alívio.

A prorrogação do IPI mais baixo – tudo indica – é o que se prepara como “presente de Natal” para os brasileiros. Maioria dos consumidores deve preferir não arriscar e comprar logo. Precisamos, porém, de algo mais que benesses provisórias. Aqui a taxação sobre automóveis, em termos nominais, é o dobro da média europeia e quatro vezes maior do que nos EUA. Diz-se que há necessidade dessa arrecadação para manter programas sociais. Por esse ângulo, louvável; por outro, desculpa esfarrapada. Com intervencionismo não chegaremos a lugar nenhum. O governo quer ser “sócio” de tudo e de todos.

Um desvio nas previsões da Anfavea, entretanto,  preocupa. No começo deste ano a entidade dos fabricantes esperava crescimento de 2% no número de unidades produzidas. Na realidade, vai cair 1,5%. Interrompeu-se uma série de nove anos contínuos em que a produção crescia. Desde 2003 as linhas de montagem aumentam seu ritmo, embora sempre abaixo do crescimento das vendas. A produção é calibrada por exportações e participação de importados no mercado interno, de origem argentina (positiva, pois o comércio está equilibrado) ou de outros países.

Deve-se atentar a este indicador porque é daí que surgem empregos e sustentação do consumo. Afinal, 2011 terminou com 23,6% de participação de importados (pico de 27%, em dezembro) e as restrições criadas deveriam significar queda acentuada. Este ano, contudo, as importações devem representar 21% do total, recuo relativamente modesto.

O retrocesso da produção se deu, em parte, pelo ano fraquíssimo para caminhões, mas o problema mesmo está nas exportações, que encolheram 21% sobre 2011. O custo Brasil, principalmente, e o câmbio valorizado são explicações óbvias, sem contar a forte concorrência nos mercados de exportação do País exacerbada pelo excesso de oferta mundial.

Reflexo nos empregos não ocorreu. Ao contrário, fabricantes de veículos criaram 5.500 postos, mas se explica pelas novas instalações industriais da Hyundai e da Toyota, além do acordo de não demissão como compensação aos cortes do IPI. Sabe-se, porém, que a GM tem cerca de 1.000 empregos sob risco, em São José do Campos (SP).

Para 2013, a Anfavea acredita numa reação da produção, alinhada com suas previsões de crescimento das vendas (até 4,9%) que, por sua vez, dependem do comportamento do PIB. Resta saber se é torcida ou realidade.

RODA VIVA

FORD tem linha de produtos menor que a GM, mas também renovará tudo. Versão SUV da Ranger, Everest, estreia aqui em 2013, vinda da Argentina. Novo Ka terá versões hatch e sedã (pela primeira vez) e motor de 3 cilindros (inicialmente sem turbocompressor), em 2014, tudo direto da Bahia. Novo Fiesta será paulista. E sairia até EcoSport de sete lugares.

DEPOIS de assinar acordo com a Chery para produzir Land Rover e Jaguar na China, o braço britânico da indiana Tata investirá US$ 1,2 bilhão na Arábia Saudita: de início 50.000 utilitários/ano. Assim, falta pouco para a próxima bola da vez entre emergentes, o Brasil. Nosso país já chegou perto de se considerar emergido, mas por enquanto só os olhos aparecem...
Citroën/Divulgação
CITROËN DS5 (R$ 124.900) não parece, mas utiliza mesma arquitetura do C4 e do Peugeot 3008, com entre-eixos alongado (2,73 m). Espaço interno é muito bom, embora sair do banco traseiro exija algum esforço em razão do desenho do carro. Interior sofisticado (três tetos solares) e porta-malas de 465 litros convidam a viajar, em asfalto liso, onde está “em casa”.

RENAULT, única dos fabricantes nacionais a importar apenas da Argentina, mudará o foco em 2013. Estuda o que trazer de fora e candidato mais forte é o SUV Koleos. Quanto à fabricação local do monovolume Lodgy, empresa reafirma não estar nos planos, nem remotos. Mas dupla Logan/Sandero ficará igual à europeia, no último trimestre de 2013.

LANÇADA no recente Salão Internacional de Veículos Antigos, em São Paulo, primeira rede social para praticantes ou apreciadores do antigomobilismo. Em www.redeantigoauto.com.br é possível interação e utilização sem custos de recursos e aplicativos especificamente desenvolvidos para a atividade tão pouco apoiada no Brasil.