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terça-feira, 7 de maio de 2013

Alta Roda - Visão noturna mais segura

Audi/Divulgação
Grandes avanços em iluminação para veículos estão em marcha nos próximos anos. Hoje, a tecnologia de ponta concentra-se na utilização de diodos emissores de luz (LED, na sigla em inglês) nos faróis. Há cinco anos os LEDs chegaram de forma discreta em lanternas de freio. Entre as vantagens destacam-se a durabilidade maior do que a vida útil do carro e a resposta imediata ao acendimento em comparação às lâmpadas convencionais de filamento.

Simultaneamente encontraram novas aplicações como terceira luz de freio e, agora, em luzes de uso diurno que os fabricantes europeus adotaram mesmo sem legislação obrigatória em todos os países. Os LED dispostos em carreiras permitem inúmeras formas geométricas e, assim, se transformaram também em elementos estilísticos muito apreciados. Cada fabricante pode desenvolver identidade própria.

Das lanternas passaram para os faróis por permitir potência de iluminação bem mais alta e precisa, porém gastando menos energia que lâmpadas de xenônio, a referência atual. O custo é elevado. Tanto que estreou no A8, topo de linha da Audi. Novos modelos premium, como o recente BMW Série 6 Gran Coupé, seguem a tendência.

Passo seguinte é utilizar OLED (diodos orgânicos emissores de luz, em inglês), desde que se consiga estabilizar a temperatura de funcionamento. A fabricante alemã de lâmpadas Osram acaba de anunciar que, em testes de laboratório, conseguiu manter diodos orgânicos funcionais a até 85 graus Celsius por várias centenas de horas. Quando as experiências começaram, três anos atrás, eles não resistiam mais que duas ou três horas. No entanto, a durabilidade terá que ser 10 vezes maior do que esse estágio em aplicações veiculares. Exigirá mais alguns anos, porém em tempo da próxima geração de carros atuais.

Mais novidades estão a caminho. Engenheiros da Universidade Carnegie Mellon, dos EUA, estudam o farol inteligente que usa uma câmera a bordo do veículo para acompanhar o movimento das gotas de água da chuva ou de flocos de neve. Eles descobriram como redirecionar de modo contínuo o facho dos faróis de tal forma que os raios de luz passem entre as gotas para evitar a reflexão responsável pela dificuldade do motorista enxergar sob chuva intensa. Se isso já é útil de dia, imagine à noite quando os riscos são bem maiores.

O chefe da pesquisa, Srinivasa Narasimhan, professor do Laboratório de Iluminação e Imagem da universidade, está confiante: “Se o motorista enfrentar forte tempestade, os faróis inteligentes poderão fazer com que pareça uma garoa”. Nos testes de laboratórios, o protótipo conseguiu prever as gotas de chuva e ajustar o farol em 13 milissegundos. Na prática, eliminaria até 80% da chuva visível, mesmo sob quase dilúvio, com perda de iluminação de apenas 6%, desde que o veículo trafegue em baixa velocidade.

Para velocidades usuais em estradas, o sistema teria que funcionar a cada cinco milissegundos, o que demandará mais tempo de pesquisa. Além disso, será necessário trabalhar para tornar o dispositivo compacto o suficiente para instalação em um automóvel e iniciar testes de campo.

Outras evoluções dos faróis no futuro podem ser vistas em interessante animação da Volvo:



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Parou no acostamento? E agora? Veja o que fazer

CESVI BRASIL/Divulgação
Ninguém está livre de um imprevisto. E quando se trata de seu carro – aquela máquina instável e temperamental –, sempre há o risco de algo inesperado acontecer. E nos piores momentos possíveis: um pneu furado, uma falha mecânica, uma falta de gasolina (ops, aí a culpa deve ser sua...).

Independente do motivo de você ter de parar o carro na estrada, é preciso o maior cuidado nesse momento. Para você não colocar em risco a sua segurança, nem a das pessoas que estão com você.

PASSO A PASSO DA PARADA SEGURA

1. Precisou parar? Procure o acostamento. Ele existe justamente para abrigar paradas de emergência. Mas evite usá-lo sem real necessidade (para tirar fotos da paisagem, por exemplo). Você pode estar tomando o lugar de alguém que realmente precisa parar.

2. Parou? Ligue o pisca-alerta imediatamente.

3. Peça para os outros ocupantes deixarem o carro e esperarem em local seguro. Ficar dentro do carro não é recomendável, porque o veículo pode ser atingido por outro que não tenha percebido a sua parada. O local mais seguro é fora do acostamento, atrás do guard rail e para trás do carro, se possível. Assim, todos evitam o risco de um atropelamento.

4. Sinalize que parou com o triângulo de segurança, colocando-o ao menos a 30 metros do carro avariado. Essa distância pode ser de 50 passos, aproximadamente. Não coloque o triângulo na pista. Ele deve ficar no acostamento.

5. Se o carro estiver parado no acostamento em trecho de curva, coloque o triângulo de segurança antes da curva.

6. À noite, recomenda-se que as pessoas (ou pelo menos o motorista) usem colete refletivo ao sair do carro. A pesquisa “Ver e Ser Visto no Trânsito à Noite”, realizada pela CESVI, identificou que o uso de triângulo de segurança e colete refletivo homologado pelo Inmetro, mais o uso do pisca-alerta, permitem muito bem que os outros motoristas visualizem o carro parado a uma distância de 1 km de distância.

ACHOU QUE ISSO TUDO DÁ MUITO TRABALHO?
Então não descuide da manutenção preventiva do seu carro. Imprevistos acontecem, mas acontecem muito menos com quem se cuida.

Texto: CESVI BRASIL

Opinião do blogueiro
Se você está dirigindo numa chuva torrencial, não ligue o pisca-alerta com o veículo em movimento. Embora este ato tenha como objetivo a segurança, ele pode atrapalhar muito mais do que ajudar.

Digo isso porque, como bem disse a CESVI, se um carro estiver parado no acostamento, ele deve estar com o pisca-alerta ligado para se tornar mais visível. Se um automóvel em movimento também estiver com o pisca alerta ligado, será difícil para o motorista distinguir qual veículo está andando e qual está parado, já que a chuva muito forte prejudica muito a visibilidade. Logo, em caso de chuva forte, se não der para parar o veículo num local seguro, rode apenas com os faróis baixos ligados. Se tiver faróis de neblina, dianteiros e traseiros, esta também será uma excelente hora para usá-los.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Alta Roda - Conexão para todos os fins

Segundo a empresa de consultoria de tecnologia ABI Research, de Nova York (EUA), dentro de quatro anos mais de 60% da frota mundial de veículos terá conexão com a internet para navegar por satélite (GPS) ou trafegar dados. Na Europa e EUA o percentual pode chegar a 80%. Inclui até instalação de caixas pretas, semelhantes às de aviões, que ajudarão a esclarecer acidentes de trânsito. Desde já se discutem implicações sobre privacidade e mau uso dos dados armazenados ou captados de forma ilegal.
BMW/Divulgação
Embora possa parecer estimativa otimista, sem dúvida a tendência é essa. No caso do Brasil, o crescimento acelerado do uso de telefones inteligentes abre espaço para a internet a bordo de veículos. Rede celular de quarta geração, que estreia agora com velocidade de conexão 10 vezes maior que a melhor atual, será fundamental para expansão de serviços remotos. Terá abrangência e confiabilidade até 2017? Ninguém garante.

Algumas aplicações estão em campo, como Volvo on Call que aciona socorro de forma automática em caso de acidentes por meio de internet e telefonia celular. Outra utilização muito prática e de integração imediata ao dia a dia dos motoristas é o Teleservices, da BMW. Trata-se de avisos de manutenção programada ou corretiva via interação pela internet entre automóvel, fábrica e concessionária.

No Brasil o serviço começou, no fim de 2010, para alguns modelos da marca alemã com tela multimídia e bloco de comunicação (Combox). Em breve toda a linha estará assim equipada. O Teleservices é opcional e segue um roteiro.

– Veículo apresenta manutenção em atraso, item com desgaste ou problema iminente. Rede CAN-Bus interna detecta as falhas e automaticamente cria chamada de reparo, por meio da conexão Bluetooth e internet, de qualquer celular a bordo.
– Chamada chega à BMW, na Alemanha.
– Fábrica verifica componentes necessários e avisa, por meio da rede de dados ISPA, a concessionária brasileira vinculada ao veículo.
– Concessionária, após separar peças aplicáveis ao carro, entra em contato com o cliente por telefone ou SMS.
– Se o cliente aceitar o orçamento, basta agendar dia e hora para manutenção.

Esse esquema é previamente acertado com o dono do carro, que concorda em pagar pelo custo da chamada de dados móveis, mais barata que ligação telefônica. Em pouco tempo a Combox terá chip próprio de celular e funcionará mesmo sem telefone a bordo.

A fábrica eliminará carimbos e anotações em manual de manutenção. Tudo será feito de forma eletrônica e inviolável: por meio de rede Wi-Fi o automóvel, logo ao chegar à recepção da oficina, transmite às telas dos consultores técnicos os serviços a executar.

No fundo, a internet pode até mudar o modelo de negócio das concessionárias. Ao criar vínculo remoto entre carro e fabricante, ficará mais fácil atrair clientes para manutenção na rede autorizada, mesmo após o término da garantia. Por enquanto, se adapta melhor às marcas premium, mas o esquema tende a ser adotado por todos os fabricantes em médio prazo.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Com bastante atraso, Chevrolet Celta ganha airbag e ABS na linha 2014 - só para a versão top

Cromados no entorno da grade dianteira são as principais novidades visuais da linha 2014
Demorou, e muito, mas finalmente o Chevrolet Celta passa a contar com a opção de ser equipado com airbag duplo e freios ABS. A linha 2014 do modelo acaba de chegar às concessionárias da marca de todo país. Com isso, a GM prolonga a vida do compacto, já que, a partir de 1º de janeiro de 2014, todos os carros vendidos no Brasil deverão contar obrigatoriamente com estes dois equipamentos como itens de série, atendendo a uma regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Eu me pergunto: por que o Celta não recebeu estes equipamentos antes? Prefiro não arriscar uma resposta e me contentar com o famoso "antes tarde do que nunca".
Modelo passa a contar com ABS e airbag duplo na lista de equipamentos
Infelizmente, apenas a versão topo de linha do modelo, a LT, pode ser equipada com os dispositivos de segurança - fato lamentável, uma vez que diversos concorrentes, como o Fiat Uno, já possuem a "dupla dinâmica" como item de série em todas as versões. O consolo é que, no 1º dia do ano que vem, toda a linha Celta passará ter ABS e airbag duplo de série em todas as versões.

A linha 2014 do pequeno Chevrolet recebeu mínimas mudanças estéticas: ganhou aros cromados na grade dianteira de todas as versões (LS e LT) e a versão quatro portas (LT) passa ainda a oferecer um adesivo preto decorativo na coluna central. Além disso, o Celta tem com uma nova cor, a Cinza Sand.

Internamente, foi necessário incluir um novo volante, de três raios, para acomodar o airbag frontal. Entre os bancos dianteiros, uma novidade: porta-objetos com porta-copos como equipamento de série - item bem-vindo para um carro tão pelado.
Volante é a principal novidade estética do Celta 2014
O motor é o mesmo de sempre: 1.0 Flexpower VHCE, que desenvolve 77 cv de potência e 9,5 mkgf de torque com gasolina e 78 cv e 9,7 mkgf com etanol. Segundo a Chevrolet, o Celta 2014 tem autonomia para rodar por até 900 quilômetros com um tanque cheio de gasolina. Não sei quanto a um motorista comum, mas acho que só o MacGyver conseguiria um feito desses.
Regalia: porta-copos agora é item de série

Em relação aos preços, a linha 2014 ficou um pouco mais cara em relação à 2013. Equipado com cintos de segurança dianteiros com ajuste de altura, brake light, sistema de imobilização do motor por chave eletrônica (immobilizer system de 2ª geração), tampão do tanque de combustível com chave, ventilador, parachoques pintados na cor do veículo, preparação para receber sistema de som (constituída de fiação elétrica dianteira - força, ignição e terra), tomada de força e porta-objetos no console central (entre outros itens), o Celta LS 2 portas subiu de R$ 25.290 para R$ 25.390.

Com limpador, lavador e desembaçador vidro traseiro, temporizador do limpador para-brisa e ar-condicionado, a versão LS sobe para R$ 27.790 (R$ 160 a mais do que a linha 2013).

O Celta LT 4 portas foi de R$ 28.970 para R$ 29.190. Ele vem equipado com os itens da versão LS, além de maçanetas das portas externas pintadas na cor do veículo, ar quente; desembaçador, limpador e lavador do vidro traseiro, vidros elétricos dianteiros com sistema tipo "um toque" para subida e descida automáticas, dispositivo antiesmagamento e fechamento automático acionado pelo "Keyless Entry System"; travas elétricas, travamento automático das portas ao atingir 15 km/h, direção hidráulica, entre outros itens.

Completo, com ar-condicionado, ABS e airbag duplo, o preço do Celta LT é de R$ 31.490 - contra R$ 30.580 da linha 2013, que não tinha os itens de segurança.

No mais, o Celta continua com as mesmas qualidades (bom desempenho, robustez, fácil manutenção e praticidade) e defeitos (volante torto, acabamento simplório, apoios de cabeça sólidos e espaço interno pequeno).
Fotos: Chevrolet/Divulgação

sábado, 23 de março de 2013

Renault Logan e Sandero ficam mais equipados e seguros na linha 2013/2013

A Renault acaba de lançar no Brasil a linha 2013/2013 da dupla Logan e Sandero. Antes de realizar a esperada atualização da geração dos modelos, a marca optou por equipar os seus modelos, os tornando mais seguros e competitivos no mercado nacional.

Depois de ficar menos feio na linha 2011 e mais requintado na linha 2012 graças, especialmente, ao câmbio automático, o Logan Expression (1.0 16V e 1.6 8V) passa a vir equipado de série com freios ABS, airbag duplo e rádio AM/FM com CD-player, que reproduz arquivos em MP3 e WMA e se conecta ao celular por bluetooth, integrado ao painel, com comando satélite na coluna de direção.
Logan Expression 2013 tem ABS e airbag duplo de série
Estes equipamentos passam a integrar banco traseiro rebatível, faróis de neblina, sistema CAR - travamento automático a 6 km/h, computador de bordo, ar quente, banco do motorista com regulagem de altura, direção hidráulica, vidros dianteiros elétricos, retrovisores externos na cor da carroceria, entre outros itens.

O Logan Expression 1.6 16V Hi-Flex com câmbio automático de apenas quatro marchas passa a vir de fábrica com  rodas de liga leve aro 15", alarme, retrovisores elétricos, vidros traseiros elétricos e o sistema Media NAV, sistema multimídia com tela de 7 polegadas integrada ao painel.
Media NAV tem tela de 7" integrada ao painel
A versão de entrada Authentique 1.0 16V continua pelada, mas conta com o ótimo espaço para os ocupantes e para a bagagem no porta-malas (510 litros).

Linha 2013/2013
Renault Logan Authentique 1.0 16V Hi-Flex – R$ 27.400
Renault Logan Expression 1.0 16V Hi-Flex – R$ 29.700
Renault Logan Expression 1.6 8V HI-Power – R$ 36.380
Renault Logan Expression 1.6 16V Hi-Flex (automático) – R$ 40.900

Já o Sandero, que teve poucas e quase inúteis novidades na linha 2011 e que recebeu boas alterações na linha 2012, como o câmbio automático de quatro marchas, passa a contar na linha 2013/2013 com freios com sistema ABS e airbag duplo em quase todas as versões (exceto Authentique).
Linha 2013/2013
Sandero Authentique 1.0 16V Hi-Flex – R$ 28.050
Sandero Expression 1.0 16V Hi-Flex - R$ 34.850
Sandero Expression 1.6 8V Hi-Power – R$ 38.060
Sandero Privilége 1.6 8V Hi-Power - R$ 40.470
Sandero Privilége 1.6 16V Hi-Flex (automático) – R$ 42.410
Sandero GT Line 1.6 8V Hi-Power – R$ 40.680
Sandero Stepway 1.6 8V Hi-Power –R$ 44.580
Sandero Stepway1.6 16V Hi-Flex (automático) – R$ 48.780

Uma pena que, mesmo com as bem-vindas alterações realizadas pela Renault, o compacto Clio não acompanhou os irmãos maiores e continua à venda sem ABS e airbag duplo nem como opcional.

Motores Renault 2013/2013

1.0 16V
Potência: 76/77 cv (g/e) a 5.850 rpm
Torque: 9,9/10,1 mkgf (g/e) a 4.250 rpm

1.6 8V
Potência: 98/106 cv (g/e) a 5.850 rpm
Torque: 14,5/15,5 mkgf (g/e) a 3.750 rpm

1.6 16V
Potência: 110/115 cv (g/e) a 5.750 rpm
Torque: 15,2/16 mkgf (g/e) a 3.750 rpm

Logan e Sandero são vendidos com garantia total de fábrica de 36 meses ou 100.000 quilômetros (o que ocorrer primeiro).

Resumo da obra
Com a inclusão de ABS e airbag duplo (e do som no Logan) nas versões Expression ou superiores, além de se adequar à nova resolução do Contran sobre estes equipamentos, a Renault tornou sua dupla dinâmica ainda mais preparada para enfrentar concorrentes tradicionais, como Fiat Palio, Volkswagen Gol, Fox e Voyage; e os mais novos e modernos, como os Chevrolet Onix e Prisma, os Hyundai HB20, HB20X e HB20S, e o Peugeot 208. Aumentar a lista de itens de série da versão Authentique também seria bem-vindo.

Fica a expectativa agora para a chegada dos novos (de verdade) Logan e Sandero. Será que a Renault deixou a linha 2013/2014 "guardada" para o segundo semestre por algum motivo especial?
Fotos: Renault/divulgação

sexta-feira, 22 de março de 2013

Estudo mostra que quase 40% dos automóveis nacionais saem de fábrica sem ABS

A pouco menos de um ano de as Resoluções 380 e 395 do Contran, que estabelecem a obrigatoriedade do sistema antitravamento dos freios (ABS) em todos os veículos vendidos no País a partir de janeiro de 2014, entrarem em vigor, um estudo do CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária) constatou que 39% dos automóveis produzidos no Brasil ainda não possuem o ABS como item de série.

E na categoria dos hatchs compactos, a mais expressiva do mercado brasileiro, com cerca de 57% das vendas em 2012, os números não são melhores: apenas 54% das versões possuem o ABS de série. Isso significa que, dentre as 122 versões dos 26 modelos pesquisados, pouco mais da metade possui o acessório como item de fábrica, mais de um quarto (27%) não possui o item disponível nem como opcional. Além disto, nenhum deles oferece o sistema ESP (Eletronic Stability Program).
Reprodução/Pense Carros
Entre os sedãs compactos, 54% dos veículos possuem o ABS de série. Mas, assim como nos hatchs, o número de versões sem o equipamento nem como opcional ainda é alto: 22%. O ESP também segue a tendência e continua de fora dos pacotes.

Já com os sedãs médios, que representam uma fatia de 8,5% dos carros de passeio, de acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o resultado foi outro. Quase todas as versões (99%) possuem ABS de série, e não há nenhum carro sem o item pelo menos como opcional. Melhora também para o ESP, que atinge mais da metade das 66 versões dos 21 modelos pesquisados das 20 montadoras analisadas.

No caso dos importados vendidos no País, os números são bem semelhantes aos dos sedãs médios. Nessa categoria, 91% das versões têm ABS instalado, sendo que 70% já contam também com o ESP. Neste caso, foram analisadas 42 montadoras, que oferecem 221 modelos em 590 versões.

O estudo realizado pelo CESVI ainda fez um comparativo entre os carros que circulam no Brasil e na Argentina e organizou os índices por categoria. Entre as quatro grandes montadoras nacionais, a GM aparece em 1º lugar, com 84% de suas versões equipadas de série com ABS, seguida pela Fiat e Volkswagen (73%) e Ford (65%).

Faça o download do arquivo completo.

Com informações de CESVI Brasil.

terça-feira, 19 de março de 2013

Para Latin NCAP, Ford EcoSport é um carro seguro. Hyundai HB20 precisa melhorar

Ford/Divulgação
O Programa de Avaliação de Carros Novos da América Latina (Latin NCAP) divulgou hoje resultados de testes de colisão feitos com dois carros "badalados" fabricados no Brasil: Ford EcoSport e Hyundai HB20.

Os testes demonstram que houve progresso, e que mais carros latino-americanos têm obtido classificação de segurança quatro estrelas. Com esses resultados, encerra-se a terceira fase do Latin NCAP, do qual a PROTESTE Associação de Consumidores foi impulsionadora e é parceira.

Do meu ponto de vista, muitas melhorias em termos de segurança ainda precisam ser feitas em carros nacionais. Além de airbag duplo frontal e ABS, todos os veículos fabricados e vendidos no Brasil deveriam ter, de série, cinto de três pontos e apoio de cabeça para todos os ocupantes, além de ar quente, desembaçador e limpador (este para os hatches) do vidro traseiro.

Na sua segunda geração, o EcoSport obteve quatro estrelas estrelas na avaliação de proteção de adultos, e três estrelas na proteção das crianças. O "coreano brasileiro" HB20 foi até bem na proteção para adultos, com três estrelas, e decepcionou muito na segurança de crianças com apenas uma estrela..
HB20 não é muito seguro para crianças - Hyundai/Divulgação
Quanto mais seguro o carro, mais estrelas ele recebe. Os modelos foram avaliados em número de estrelas, que vão de cinco, para segurança ideal para aos ocupantes, a zero, para os mais inseguros.

Nestas avaliações, cada automóvel é submetido a uma colisão frontal a 64 km/h contra um obstáculo deformável, que simula outro carro. O programa já testou, nos últimos três anos, 28 modelos, incluindo a maioria dos carros mais vendidos na região.

Para a proteção dos ocupantes, um bom carro deve satisfazer a duas condições: em colisão, a estrutura não pode entrar em colapso; e deve contar com um absorvedor metálico, em aço ou alumínio, que evita a deformação das longarinas (peças estruturais atrás do para-choque), conhecido como crash box. O HB20 revelou uma estrutura estável durante o ensaio, o que é desejável. No entanto, os seus sistemas de retenção não funcionaram adequadamente.

A segurança das crianças deve ser melhorada, pois um dos sistemas de retenção quebrou devido a cargas elevadas no cinto de segurança do carro. O manequim de 3 anos se chocou, então, contra o encosto do banco da frente. Também o de um ano e meio, sentado em frente, foi exposto a elevadas desacelerações. Ambas as situações explicam a baixa pontuação.

 A fixação das cadeirinhas infantis com o sistema de retenção Isofix desempenha um papel significativo na redução de erros de instalação e melhorou o desempenho dinâmico em alguns casos. Foi o que se comprovou no veículo da Ford. O Latin NCAP recomenda e incentiva todos os governos da região a adotar o sistema em seus mercados, por meio do Regulamento R44 da ONU.
Por outro lado, a apresentação de uma estrutura estável não é tudo, quando os sistemas de retenção (airbag, cintos de segurança, pré-tensores, etc) não podem fornecer proteção adequada para desacelerações elevadas. Uma boa proteção é alcançada por carros que podem equilibrar um comportamento estável estrutural e encostos de sistemas que protegem adequadamente os ocupantes do veículo.

Para o Latin NCAP, os consumidores devem exigir que os fabricantes adotem, ou que lhes sejam impostas, as recomendações das Nações Unidas em relação aos padrões dos testes de colisão (regulamentos R94 e R95). Dessa forma, haverá mais proteção a todos os envolvidos no trânsito, e os consumidores terão oportunidade de escolher seus carros segundo as avaliações de segurança dos testes de colisão efetuados pelo Latin NCAP.
Etios bem, J3 mal
Se o HB20 não foi tão bem, o que podemos dizer do Jac J3? Segundo os testes, o modelo tem mais segurança do que o coreano para crianças, mas deixa bastante a desejar na hora de proteger os adultos. Mesmo sem airbags, o Renault Sandero obteve a mesma nota do hatch chinês.

Acima destes três concorrentes está o Etios hatch. O "não" popular da Toyota conseguiu quatro estrelas para a proteção de adultos e crianças - prova de que o conjunto mecânica do modelo é realmente muito bom, mesmo com o painel feio e ultrapassado.

New Fiesta e City no topo
Da lista divulgada, Honda City e Ford New Fiesta foram os veículos mais seguros para adultos e crianças, alcançando, cada um, quatro estrelas nos testes.

Com informações de PROTESTE Associação de Consumidores.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Conheça os carros mais roubados do Brasil em 2012. Hyundai fechou na ponta, mas destaque fica com a Fiat

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNSeg) divulgou o seu ranking com os carros mais roubados no Brasil em 2012. Os números são relativos, proporcionais à quantidade de unidades produzidas.

Mas não deixa de ser curioso. Dos 10 primeiros, 4 são da Fiat, enquanto Ford e Hyundai ficaram com 2 representantes cada. Volkswagen e Peugeot completaram a lista com um veículo para cada.

Confira!
Hyundai/Divulgação
1º lugar - Hyundai HR
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 804
Frota em 2012: 62.179
Frequência de roubos/furtos: 1,293%
Fiat/Divulgação
2º lugar - Fiat Stilo
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 1.126
Frota em 2012: 90.896
Frequência de roubos/furtos: 1,239%
Fiat/Divulgação
3º lugar - Fiat Punto
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 1.137
Frota em 2012: 96.334
Frequência de roubos/furtos: 1,180%
Peugeot/Divulgação
4º lugar - Peugeot 307
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 1.022
Frota em 2012: 94.455
Frequência de roubos/furtos: 1,082%
Volkswagen/Divulgação
5º lugar - Volkswagen SpaceFox
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 810
Frota em 2012: 82.048
Frequência de roubos/furtos: 0,987%
Fiat/Divulgação
6º lugar - Fiat Fiorino
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 3.348
Frota em 2012: 345.694
Frequência de roubos/furtos: 0,968%
Fiat/Divulgação
7º lugar - Fiat Idea
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 1.348
Frota em 2012: 144.827
Frequência de roubos/furtos: 0,931%
Hyundai/Divulgação
8º lugar - Hyundai Tucson
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 720
Frota em 2012: 83.133
Frequência de roubos/furtos: 0,866%
Ford/Divulgação
9º lugar - Ford Fusion
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 475
Frota em 2012: 56.494
Frequência de roubos/furtos: 0,841%
Ford/Divulgação
10º lugar - Ford EcoSport
Quantidade de roubados/furtados em 2012: 2.418
Frota em 2012: 287.925
Frequência de roubos/furtos: 0,840%

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Alta Roda - Ninguém sabe, ninguém viu

Apesar de o Brasil ter se engajado no importante programa da ONU Década Mundial de Ações pela Segurança no Trânsito (2011 a 2020), o que está sendo feito até agora é muito pouco. O País permanece longe de implantar ou coordenar ações e muito menos avaliar resultados. Nem mesmo consegue estatísticas confiáveis sobre o número de mortos, que variam entre 40.000 e 60.000/ano em função da fonte.

Mais assustador, o pior número refere-se às indenizações pagas por óbitos comprovados, inclusive pedestres e ciclistas, pela Seguradora Líder, administradora central do DPVAT, sigla quilométrica e proporcional ao tamanho do problema: Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, ufa!

Como comparação, a estimativa mínima é 20% superior aos vitimados em acidentes fatais nos EUA, que têm frota circulante cerca de cinco vezes maior que a brasileira. Aliás, a frota aqui  apresenta contagem duvidosa, pois o Denatran inclui veículos fora de circulação. Só nascem, nunca morrem. Total real é 30% menor (em torno de 50 milhões de veículos, incluindo 13 milhões de motocicletas), segundo estatísticas realísticas que levam em conta sucateamento, furtos, roubos e acidentes.

Exemplo de improvisação é a celeuma causada no recente episódio dos motofretistas – conhecidos como motoboys. Depois de três adiamentos e novos bloqueios de vias públicas em protestos, o Denatran não caiu na realidade. Os cursos obrigatórios de reciclagem e adequação ao serviço são, de fato, insuficientes para atingir o número de profissionais, no momento. Embora importantes, há exigências de segurança nos veículos fáceis de cumprir: antena antipipa, protetor de pernas e baú fechado com películas refletoras. Também se exigem coletes com tiras reflexivas.

Razoável seria separar a parte educacional – com cronograma factível – e iniciar a fiscalização de imediato de itens que podem ser comprados. Quem toma decisões em Brasília, sentado em gabinete refrigerado, precisa de coerência desde o início e visão holística da situação.

Para não dizer que nada foi feito, o Brasil se transformou no paraíso das empresas de instalação de radares de fiscalização de velocidade. De 2006 a 2012, a cidade de São Paulo, por exemplo, abrigou 600 novos radares. As multas automáticas subiram de 4 milhões para 10 milhões por ano, aumento de 125%. A redução na perda de vidas foi de 3% (de 1.407 para 1.365), mesmo com aumento da frota. Um avanço, sem dúvidas, e merece aplausos.

Mas quanto dessa bolada arrecadada na fiscalização eletrônica foi ou será aplicada nos outros dois apoios (educação e engenharia de trânsito) do clássico tripé de segurança, aceito em todo o mundo? Ninguém sabe, ninguém viu. Faltam sete anos para o término do programa da ONU, mas pelo que aqui se demonstrou não funcionará como deveria no Brasil.

RODA VIVA

RESGATE de nomes antigos está na moda (menos criativa) da indústria. GM tinha Cobalt (no exterior), a VW, Voyage e agora Fusca, e a Fiat, Uno. Chato é designar, hoje, um carro do passado fora do segmento original. Caso da família 500, da Fiat, com derivações bem maiores, ou do Santana (hoje, Passat) que utilizará a arquitetura anabolizada do compacto Polo, em 2014.

FORD conseguiu, graças à importação favorecida do México, conjunto bem competitivo no novo Fusion 2,5 Flex por R$ 92.990. Número elevado de itens de série surpreende: do sistema de navegador (tela de 8 pol) por comando de voz, aos oito airbags (dois para joelhos). Há duas telas reconfiguráveis no quadro de instrumentos e até abertura das portas por código.

MOTOR aspirado de 2,5 l/175 cv (etanol) do Fusion paga imposto maior que o 2-litros turbo (240 cv). Não decepciona em desempenho pelas dimensões internas e externas (2,85 m, entre-eixos e 514 l, porta-malas). Rodas de aro 17 pol (versão Titanium, 18) e pneus de perfil mais alto permitem menor aspereza de rodagem, mas suspensões, macias demais.

CIVIC ganhou vida ao lançar motor flex de 2 litros/150 cv, na eterna briga com Corolla. Disponível na versão intermediária LXR e na EXR (R$ 83.890,00) motor tem vigor e bom câmbio automático, cinco marchas. Ao usar etanol, dispensa gasolina na partida em dias frios. Oferece segurança (ESP) e conveniência de GPS, mas sem ajuste elétrico de banco.

ABEIVA (associação de importadores sem fábrica no Brasil) prevê 2013 melhor que 2012, porém 25% abaixo de 2011. Até o fim do ano, mesmo com janeiro fraco, umas 150.000 unidades serão vendidas. Mesmo encolhido, ainda atrai novos atores, como Geely, 51ª marca no mercado brasileiro, a partir de agosto próximo.

GEELY pertence a um grupo industrial privado chinês e fabrica carros desde 1986. Comprou da Ford a marca sueca Volvo, em agosto de 2010, por US$ 1,8 bilhão: bom negócio para as três. Compacto (LC) e médio-compacto (LC7) serão montados no Uruguai em operação coordenada pelo importador Gandini, também representante Kia. No futuro, Geely pode ter fábrica aqui.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Fortalezenses e a falta de segurança e de noção

Caros amigos, tirei alguns dias de folga e vim para Fortaleza, no estado do Ceará, para descansar. Até por isso ficarei sem postar com frequência por alguns dias. Entretanto, algo me chamou a atenção aqui nesta bela cidade costeira, e por isso estou escrevendo: a falta de segurança e de noção dos motoristas que dirigem por aqui.
Cadê o cinto de segurança? - Foto meramente ilustrativa - Reprodução
Tudo bem que este não é um privilégio só de Fortaleza, do Ceará ou do Nordeste. E realmente por ser o retrato de uma minoria. Mas o que tenho presenciado aqui me assusta pela dupla bobagem.

O primeiro aspecto que me impressionou foi o excesso de velocidade dos motoristas. Já passei períodos longos em outras importantes capitais, como Salvador (BA), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Natal (RN) e Vitória (ES), e, junto com os fluminenses, os fortalezenses são os mais imprudentes motoristas que já vi em termos de velocidade - entre as cidades citadas.
Reprodução
Mas o que mais me impressionou por aqui foi o hábito dos motoristas de não usarem cinto de segurança! Confesso que achei que eu estivesse exagerando e que fosse tudo uma coincidência. Para ter certeza, me sentei na Av. Beira-Mar, de frente para o trânsito e, com a união de um contator manual e de um celular, contei 137 carros. Desses, impressionantes 99 motoristas estavam sem cinto! E o pior: vários deles correndo um bocado!

Estes números não valem como um estudo aprofundado e detalhado, mas revelam, de certa forma, um retrato de um período de alta temporada de férias numa grande e turística cidade brasileira em que os motoristas estão mais "relaxados", regado de uma boa dose de impunidade por parte das autoridades locais.

Enquanto isso, sigo pelas minhas aventuras a bordo de um Fiat Palio ELX 1.0 2010 alugado aqui. O carro tem 64.500 km rodados, 4 portas, ar-condicionado (não original), limpador e lavador do vidro traseiro. E só. Direção hidráulica, travas e vidros elétricos, airbag duplo, ABS e outros equipamentos nem sonhando (embora o novo tenha). Pelo menos não fiz nenhum tipo de negócio com a Localiza, com a Avis ou com outra locadora ruim. Assim tenho uma viagem mais tranquila.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Alta Roda - Distração em ação

Já se sabe, há muito, que distrações ao volante são causas de acidentes, algumas vezes fatais. As estatísticas no Brasil, pouco confiáveis, não chegam a captar corretamente esse problema. Mas, no exterior, em especial nos EUA, os estudos se aprofundam.
Divulgação
A Administração Nacional de Segurança de Tráfego em Rodovias (NHTSA, em inglês) informou que mais de 900.000 colisões envolvendo distração dos motoristas foram reportadas pelos policiais em 2011. Destas, 26.000 ocorreram em razão de ajuste em dispositivos portáteis ou controles nos veículos. Mais de 5.000 pessoas morreram por falta de atenção, em torno de 15% das fatalidades totais.

Distrações têm várias origens e causas: cansaço, sonolência, conversa com ocupantes, estresse, doenças, idade, entre outras. Mais recentemente, o uso de equipamentos instalados a bordo ou embarcados – celulares, tabletes, tocadores de áudio e vídeo, navegadores, telefones inteligentes (e sua frenética troca de textos) – passaram a ser fontes de preocupação.

No passado, motoristas se limitavam a mudar estação de rádio ou faixa musical, ajustar temperatura do ar-condicionado, ligar faróis ou limpadores. Agora, a corrida tecnológica envolve produtores de automóveis e compradores, principalmente os jovens, e exige conectividade total.

Aperfeiçoar a interface homem-máquina pode ser uma saída para gerenciar esses riscos ao unir segurança e conveniência. A tendência é programar os dispositivos para utilização em condições favoráveis, como baixas velocidades no trânsito e paradas em semáforos ou congestionamentos. Condições meteorológicas, visibilidade (à noite, em particular) e até traçado do percurso (via GPS) levariam a restrições voluntárias, adotadas pelos próprios fabricantes.

Pesquisas apontam outras soluções, além das tradicionais teclas no volante: ativação direta por voz em vários idiomas, botões que indiquem sensação tátil para não deixar o motorista em dúvida e tela de toque com sensibilidade adequada e fácil entendimento.

A empresa Seeing Machines propõe tecnologia de reconhecimento do rosto ou de movimentos dos olhos. Sua câmera avisa ao motorista quando ele não está suficientemente atento ao dirigir e pode ativar alarmes luminosos e sonoros ou restringir a conectividade.

O tempo para dar uma espiada no painel ou no sistema de áudio não deve passar de dois segundos. Mudar o tipo e o tamanho da fonte das letras permite ganho de 11% na leitura. Essa pequena diferença, em velocidade típica de rodovias, abrevia em cerca de 20 metros a distância percorrida em que o motorista deixou de fixar o olhar no caminho à frente.

Os produtores de celulares ajudariam se mudassem a tipologia de mensagens e comandos, pois alguns modelos de carros de maior preço permitem replicá-los na tela multimídia do veículo. Outra forma, mais difundida, é aperfeiçoar sistemas de conversão de texto para voz e vice-versa. Para os viciados em troca de mensagens e torpedos seria uma ajuda ao reduzir possibilidades de distração.

Embora a NHTSA não tenha chegado ao ponto de se preocupar com a tipologia nas telas, incentiva qualquer inovação que permita diminuir o intervalo de tempo em que os motoristas tiram os olhos da estrada.

RODA VIVA

FÁBRICA em construção da Fiat, em Goiana (PE), produzirá mais de um modelo, com certeza, além do SUV compacto com base no 500 X italiano. Há algum exagero nas especulações. Já apontaram cinco produtos, inclusive da Chrysler, como “certos”. Empresa avançará com cuidado, pois exigências de capital são grandes. Substituto do Mille ficará em Betim (MG).

CHERY informou que no início de 2014 terá à venda o Celler (primeiro hatch e logo depois, sedã) produzido em Jacareí (SP). Ainda não confirma, mas a coluna adianta que o subcompacto QQ está nos planos para o final do mesmo ano. Em 2013, poderá importar da China e Uruguai, sem superIPI, graças à cota confortável, até 35.000 unidades.

ETIQUETAS eletrônicas de controle da frota (impostos, multas) do programa Siniav atrasarão, pelo menos, até julho próximo. De custo baixo (uns R$ 15,00), podem até sair de graça. Indigestos são os R$ 200,00 (com impostos e mão de obra) dos rastreadores obrigatórios que “ameaçam” começar ainda este ano de forma paulatina, se aprovados nos testes.

LAMBANÇAS como as do Latin NCAP acontecem até nos EUA. Instituto das Seguradoras para Segurança Rodoviária (IIHS, em inglês) resolveu “inventar” um teste de choque contra barreira com apenas 25% da parte frontal. As forças geradas são enormes e não previstas em regulamentações. Maioria dos carros, claro, teve notas baixas: apenas 2 ou 3 estrelas.

BATERIA também sofre e muito no verão, lembra a Heliar. Se recebeu carga de outro veículo para uma partida emergencial, deve rodar pelo menos 20 minutos só para repor a necessidade de nova partida. Informa ainda que deixar o pé no freio por longo período, com motor em marcha-lenta (especialmente em câmbios automáticos), também drena energia.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Alta Roda - Barrados no baile

Novas pesquisas continuam a direcionar para o trânsito sem acidentes. Um dos estudos mais recentes foi divulgado pelo Departamento de Infraestrutura e Transporte da Austrália, em parceria com o estado de Queensland. As tecnologias para evitar colisões, que monitoram usuários de ruas e estradas e intervêm quando um acidente é iminente, mostram grande potencial.
Adicionar legenda

Mesmo admitindo um grau moderado de confiabilidade, até 30% de mortes e 40% de feridos podem ser evitados em veículos equipados com sistemas anticolisão. Essa previsão baseia-se em uma série de 104 ocorrências documentadas em programas de investigações profundas de acidentes e em análises de padrões típicos de choques entre veículos, na Austrália.

Redução da velocidade na hora da batida amplia os benefícios, inclusive do risco de ferimentos e mortes entre ocupantes dos veículos. Portanto, torna-se necessário a divulgação ampla dessas tecnologias, de acordo com o ministério australiano.

Foram simulados vários tipos de soluções, variando alcance, zona de detecção e respostas. O melhor resultado combinou longo alcance (baseado em controle adaptativo de velocidade de cruzeiro, por exemplo) ao baixo alcance e ângulo largo de detecção (para monitorar a presença de pedestres em ambiente urbano).

Entretanto, mesmo os de curto alcance e ângulo estreito, mas com alto grau de resposta atingiram bons resultados. O tipo de tecnologia também determina a complexidade da lógica requerida para avaliar se objetos, pedestres e veículos na zona de detecção constituem ameaças de acidente. Se houver muitos falsos positivos, o motorista pode ser levado a desligar o equipamento. Nesse caso, seria interessante tentar reduzir a zona de detecção.

Os métodos estudados permitiram um equilíbrio entre área de abrangência, respostas e efetividade, visando o sistema mais confiável. Um obstáculo potencial para aprovação e introdução em larga escala mais uma vez esbarra no preço, em especial ao considerar que veículos caros e baratos convivem no trânsito diário. Essa dificuldade desaparece no caso de veículos pesados, em geral de alto preço, mas que em caso de acidente causam grandes estragos materiais e humanos. A relação custo-benefício é indubitavelmente positiva nesse caso.

Por outro lado, alguns dispositivos do naipe do controle adaptativo de velocidade de cruzeiro ou de alerta de aproximação de carros em ultrapassagem aumentam não apenas a segurança, mas o conforto ao dirigir. Já existe neles o potencial de evitar acidentes. Sob a premissa, o refinamento e maior abrangência desses recursos para evitar acidentes significariam um custo quase marginal para ampliar as possibilidades de impedir colisões simples ou múltiplas, segundo pensam os pesquisadores da Austrália.

O problema é que o custo estimado, no relatório, situou-se em torno de US$ 800 (R$ 1.680) a US$ 2.000 (R$ 4.200). Se em países de maior poder aquisitivo não se trata exatamente de uma pechincha, em outros foge bastante do alcance das pessoas. A proposta para atrair fabricantes e motoristas é um dispositivo de curto alcance, porém com forte possibilidade de intervenção em cruzamentos, o que já significaria benefícios substanciais.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Airbag duplo e ABS agora são de série para toda linha Fiat Uno no Brasil

A Fiat acaba de incluir na lista de equipamentos de série do Uno airbag duplo e sistema ABS de freios, com EBD, para a versão de entrada, Vivace, de 2 e 4 portas. Esta foi a última versão a receber os itens, que agora estão presentes em toda a linha Uno no Brasil.

Não importando quantas portas, o Uno Vivace ficou R$ 1.000 mais caro com esse upgrade.

Novo Uno Vivace 1.0 2P – R$ 25.260
Novo Uno Vivace 1.0 4P – R$ 26.930
Fotos: Fiat/Divulgação
Realmente é um ganho e tanto em termos de segurança e devemos agradecer, especialmente, ao Governo Federal por isso. Mesmo demorando muito para colocar esta "obrigação" em vigor, gradativamente todos os carros fabricados no Brasil já estão sendo equipados com airbag duplo e ABS de fábrica. A partir de 1º de janeiro de 2014, todos os veículos vendidos por aqui devem ter estes dois itens de série.

Só considero lamentável o fato do Uno até hoje não ter, como itens de série, em todas as suas versões, apoio de cabeça e cinto de três pontos para o passageiro central do banco traseiro, além de limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro. Pelo menos, com exceção do cinto de três pontos, todos os outros são opcionais.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Alta Roda - Critérios e medidas

A terceira rodada de testes de colisão contra barreira fixa, realizada pela ONG Latin NCAP (acrônimo em inglês para Programa de Avaliação de Carros Novos, da América Latina), continua a trazer interrogações. A entidade sediada no Uruguai tem bons discursos, pois trata de estimular por efeito comparativo o nível de segurança passiva dos veículos.
Existem pelo menos seis desses programas em diferentes regiões produtivas do mundo. Os métodos não conversam entre si. Há diferenças marcantes entre modo de colisão contra barreira fixa (frente toda ou parcial), velocidade de choque, impactos laterais (perpendiculares e contra obstáculo cilíndrico), além de proteções específicas para crianças a bordo e simulação de atropelamento de pedestre.

Classificação de zero a cinco estrelas é por meio de pontuação que avalia ferimentos em bonecos antropométricos sensorizados. Algumas distorções não são explicitadas pelo Latin NCAP, como a velocidade de impacto. Regulamentos da ONU sugerem 56 km/h, mas aqui a ONG usa 64 km/h. Essa diferença, que vem sendo eliminada, decorre de custos de produção e poder aquisitivo de cada mercado.

A China tem seu próprio NCAP e já concordou com a velocidade maior, o que encarecerá a estrutura de seus carros. Afinal, o Geeky CK1 (sem airbags) não conseguiu nenhuma estrela, em 2010, e o JAC J3 foi o único modelo, mesmo com airbags frontais, que alcançou apenas uma estrela, em 2012. Oito automóveis compactos fabricados no Brasil (Celta, Corsa Classic, Gol, Ka, Palio, Sandero, Uno e 207) também ficaram com uma estrela, quando testados sem airbags. Se serve de consolo, veículos chineses são (bem) inferiores nessa segurança aos produzidos no Brasil.
Nissan March - Latin NCAP/Divulgação
Há outras curiosidades com a pontuação. March mexicano, com airbags frontais, ganhou duas estrelas (2011) e o europeu, cinco. O modelo vendido na Europa tem mais equipamentos, mas estruturalmente são iguais: três estrelas de diferença mostram algo errado na metodologia.

Colocaram aqui um mínimo de 14 pontos para o veículo ser cinco estrelas, enquanto na Europa esse limite é “flexível”. No site da EuroNCAP, Chevrolet Volt aparece com 11,6 pontos em impacto frontal e recebe cinco estrelas (2011), enquanto o Cruze com 13,18 pontos (2011) se classificou com quatro estrelas no Latin NCAP. Excesso de zelo para os fabricados na América Latina?

Essas trapalhadas só acontecem pela omissão dos legisladores da região em criar um padrão de segurança coerente e mais severo ao longo do tempo. O nosso continente é o único para o qual a organização Euro NCAP conseguiu exportar seus negócios e métodos, com pouca discussão técnica sobre a realidade dos mercados.

Latin NCAP gosta de repetir que os modelos mais vendidos aqui estão 20 anos atrasados em relação aos mercados centrais. Mas se esqueceu de comentar que dos 26 automóveis testados contra a barreira, em três anos, há mais modelos, nove, com quatros estrelas (City, Corolla, Cruze, Etios, Fiesta, Fluence, Focus, Polo e Tiida), do que com uma estrela. E vários dos atuais “uma-estrela” receberão outra, quando a legislação tornar airbags obrigatórios, parte em 2013 e a totalidade em 2014.

RODA VIVA

PARA quem gosta de comparar preços do Brasil com o exterior, esquece de ver a Europa. Bom exemplo é Fusion Titanium mexicano, carro praticamente igual ao alemão Mondeo Titanium. Aqui, o médio-grande da Ford custa R$ 113.000 e lá, 33.750 euros (R$ 91.000). Se igualadas as cargas fiscais, os preços são iguais ou até um pouco mais caro na Europa.

CARLOS GHOSN, presidente mundial da Renault-Nissan, em visita ao Brasil, fez primeira previsão de um executivo do setor sobre o mercado brasileiro em 2013. Ele acredita em elevação nas vendas de automóveis e comerciais leves de 2%, metade em termos nominais do que deve crescer a economia (4%). Ano será mais difícil sem o incentivo do IPI menor.
Renault/Divulgação
FLUENCE GT (R$ 79.370) é dos poucos produtos fabricados no Mercosul que não vilipendiou a sigla Grã Turismo. Além do motor turbo 2 litros/180 cv (37 cv a mais), o carro tem apêndices e apliques discretos, além de câmbio manual. Suspensão recalibrada e o torque de 30,6 kgf.m formam boa combinação para quem quer algo mais de um honesto sedã familiar.

REDUÇÃO de até 35% no consumo de combustível é esperada nos motores de F-1, em 2014, segundo a Magneti Marelli. O downsizing parte de um V-8 aspirado/2,4 L para um híbrido V-6 com eletroturbo/1,6 L. Pela primeira vez, se utilizará injeção direta de gasolina a 500 bares de pressão e a empresa será única responsável pelos novos injetores. Potência se manterá em 700 cv.

RASTREADOR/BLOQUEADOR de veículos com comando por voz e controle remoto foi desenvolvido pela LocatorOne, de Campinas (SP), especializada em soluções de segurança sem pagamento de mensalidades. O ABR – Super também detecta tentativas de interferência eletrônicas (jamming) sobre o GPS. Preço: R$ 1.220. Pormenores em www.locatorone.com.br.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Alta Roda - Como salvar vidas

Uma das invenções mais importantes em termos de proteção passiva são os cintos de segurança. Além de seu relevante custo-benefício, já salvou centenas de milhares de vidas desde que começou a aparecer nos automóveis, nos anos 1960. Para ter ideia de sua eficiência, responde por 45% das mortes evitadas dos ocupantes dos bancos dianteiros, em acidentes de potencial letal. Dois airbags, sempre em conjunto com os cintos, aumentam esse potencial para 51%, a um custo bem superior.

Cintos são peças de aparência simples, mas se beneficiam também de alta tecnologia. Os retratores por disparo pirotécnico (utilizam os mesmos sensores dos airbags) eliminam a folga das fitas, em caso de acidente grave. Para proteger a caixa torácica dos ocupantes existe o limitador de esforço.

Mais recentemente, carros caros passaram a usar um pequeno motor elétrico para retrair os cintos dianteiros na iminência de um acidente. Se o acidente não ocorrer, voltam à posição normal. Se acontecer o pior, ganham-se décimos de segundo preciosos até o disparo pirotécnico, além de corrigir a postura dos usuários para máxima eficiência dos airbags.

Cintos, porém, têm “inimigos ocultos”: os viajantes do veículo. Por preguiça ou um pequeno incômodo na sua utilização são muitas vezes negligenciados, em especial no banco traseiro. Assim, tudo que estimula atar os cintos, ajuda. É o caso do facilitador. Consiste em um pequeno braço, acoplado ao regulador de altura na coluna B (central), que se estende até 30 cm, automaticamente, toda vez que alguém se senta em um dos bancos dianteiros. Evita, ainda, que as fitas se torçam com o uso descuidado, o que diminui bastante a eficiência protetora dos cintos.
Fotos: Divulgação

Tal desenvolvimento está previsto para 2016. Depende tanto dos fabricantes de veículos, como dos cintos. Além de redução de preço, torna-se necessário um cuidadoso estudo ergonômico. Será muito útil também para pessoas idosas ou que sofram de restrições motoras.

Estimular e/ou facilitar o uso dos cintos no banco traseiro, onde as pessoas mais relaxam, é outra batalha. Por esse motivo a Mercedes-Benz projetou um dispositivo ativo que consiste em outro motor elétrico para encaixe da fivela. Muitas vezes os ocupantes não conseguem achá-lo, afundado entre o encosto e o assento. Além de iluminado por pequenos LEDs, o encaixe “viaja” por até sete cm, logo que as portas se abrem. Depois de engatado, recua quatro cm. O sistema faz parte do dispositivo de monitoramento de possível acidente, já existente nos bancos dianteiros, estendendo a maior proteção igualmente a quem fica atrás.

Minibolsas de ar embutidas nos cintos de segurança das extremidades do banco traseiro é conquista recente. A Ford as lançou no SUV Explorer, ano passado, nos EUA. Este ano, estreou na Europa, no sedã médio-grande Mondeo (igual Fusion), apresentado no Salão do Automóvel de Paris.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Confira os carros mais fáceis e difíceis de serem roubados no Brasil. Chineses são uma vergonha

Chevrolet Cruze LTZ foi eleito o mais seguro do país de acordo com a Cesvi - Chevrolet/Divulgação
Deixando um pouco os posts sobre as novidades do Salão do Automóvel de São Paulo de lado, o Centro de Experimentação e Segurança Viária, mais conhecido como Cesvi Brasil lançou, na semana passada, a primeira edição do seu Índice de Furto - o nome já é auto-explicativo.

A Cesvi avaliou as 118 versões dos 20 modelos mais vendidos do Brasil, além de automóveis das marcas chinesas Chery e Jac Motors.A pontuação variava entre 0 a 5 estrelas. A boa notícia foi que nenhum veículo ficou com zero. A má notícia foi que nenhum tirou nota máxima.
Ford Ka Sport 1.6 ficou em segundo lugar com entre os mais seguros - Ford/Divulgação
O objetivo é medir a vulnerabilidade dos veículos a partir dos itens de segurança instalados: alarme (se tinham ou não de série); trava de volante (se tinham ou não de série); vidro lateral laminado (se tinham ou não de série no Brasil - esse item foi o calcanhar de Aquiles do veículos analisados, já que ele opcional - por isso nenhum modelo recebeu 5 estrelas); imobilizador (se tinham ou não de série e de que tipo); a localização da bateria (quanto mais difícil acessá-la, mais difícil roubar o veículo); e o tipo de chave utilizada. Cada item tem um peso específico na análise:

Chaves - 35%
Alarme - 25%
Imobilizador - 20%
Vidro laminado - 10%
Localizador de bateria - 5%
Trava no volante - 5%

Resultado
Os principais interessados nestes dados são as seguradoras, que podem analisar os resultados para reduzir ou aumentar o valor das apólices. Mas as informações são interessantes para qualquer pessoa.
J3 foi muito mal na pesquisa - Jac Motors/Divulgação
O veículo mais seguro foi o Chevrolet Cruze na sua versão topo de linha LTZ, com 4,5 estrelas. O segundo colocado foi o Ford Ka Sport 1.6, com 3,5 estrelas, na sua versão menos vendida - o Ka 1.0 ficou em quarto (2,5 estrelas).

Do outro lado da tabela temos os chineses da Jac Motors J3, J3 Turin, J5, J6 e o QQ da Chery, que receberam meia estrela cada um. Definitivamente os chineses precisam melhorar.
Outro chinês que se deu mal foi o QQ da Chery - Chery/Divulgação
Mas outros carros mais conhecidos e consagrados também precisam evoluir, como os Fiat Uno e Mille e os Chevrolet Celta e Classic.

Os mais seguros

Chevrolet Cruze LTZ 1.8 16V ECOTEC FLEX 4P: 4,5 estrelas
  • Alarme de série: Sim
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Criptografado
  • Chave: Presencial
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • O modelo é dotado com o imobilizador e a chave dos tipos mais seguros.
  • *: O Cruze LT 1.8 16V ECOTEC FLEX 4P recebeu apenas 3 estrelas porque a sua chave é de segredo interno, segundo tipo mais inseguro de acordo com a Cesvi Brasil.

Ford Ka SPORT 1.6 FLEX MECÂNICO 8V 3P: 3,5 estrelas
  • Alarme de série: Sim
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Criptografado
  • Chave: Segredo externo circular
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo externo circular é apenas o terceiro tipo mais seguro de chave. 
  • O imobilizador criptografado é o tipo mais seguro.

Honda Civic (todas as versões): 3 estrelas
  • Alarme de série: Sim
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Criptografado
  • Chave: Segredo interno
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo interno é o segundo tipo menos inseguro. 
  • O imobilizador criptografado é o tipo mais seguro.

Chevrolet Cobalt (LT e LTZ 1.4): 3 estrelas
  • Alarme de série: Sim
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Criptografado
  • Chave: Segredo interno
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo interno é a segunda menos segura. 
  • O imobilizador criptografado é o tipo mais seguro.

Honda Fit (todas as versões): 3 estrelas
  • Alarme de série: Sim
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Criptografado
  • Chave: Segredo interno
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo interno é a segunda menos segura. 
  • O imobilizador criptografado é o tipo mais seguro.

Os menos seguros

Chery QQ 1.1L ACTECO GASOLINA 5P: 0,5 estrela
  • Alarme de série: Não
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Não há
  • Chave: Segredo externo
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo externo é o tipo menos seguro

JAC J6 2.0 16V DOHC 4P: 0,5 estrela
  • Alarme de série: Não
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Não há
  • Chave: Segredo externo
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo externo é o tipo menos seguro

JAC J5 1.5 16V DOHC VVT 4P: 0,5 estrela
  • Alarme de série: Não
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Não há
  • Chave: Segredo externo
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo externo é o tipo menos seguro

JAC J3 Turin 1.4 16V DOHC VVT 4P: 0,5 estrela
  • Alarme de série: Não
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Não há
  • Chave: Segredo externo
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo externo é o tipo menos seguro

JAC J3 1.4 16V DOHC VVT 5P: meia estrela
  • Alarme de série: Não
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Não há
  • Chave: Segredo externo
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo externo é o tipo menos seguro

Confira a lista completa

1º Lugar - 4,5 estrelas
GM Cruze LTZ 1.8 16V ECOTEC FLEX 4P

2º Lugar - 3,5 estrelas
Ford Ka SPORT 1.6 FLEX MECÂNICO 8V 3P

3º lugar - 3 estrelas
Honda Civic LXS 1.8 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
Honda Civic LXL 1.8 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
Honda Civic EXS 1.8 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
GM Cobalt LT 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 4P
GM Cobalt LTZ 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 4P
GM Cruze LT 1.8 16V ECOTEC FLEX 4P
Honda FIT DX 1.4 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
Honda FIT LX 1.4 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
Honda FIT EX 1.5 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
Honda FIT EXL 1.5 16V SOHC i-VTEC Flex 4P

4º lugar - 2,5 estrelas
GM Agile LT 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 5P
GM Agile LTZ 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 5P
Chery Cielo Hatch 1.6L ACTECO GASOLINA 4P
Chery Cielo Sedan 1.6L ACTECO GASOLINA 5P
Volkswagen Crossfox 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Crossfox 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 5P
Chery Face 1.3L 16V ACTECO FLEXFUEL 5P
Ford Fiesta ROCAM 1.0L BASE FLEX 5P
Ford Fiesta ROCAM 1.0L FLY FLEX 5P
Ford Fiesta ROCAM 1.6L FLY FLEX 5P
Ford Fiesta ROCAM 1.0L PULSE FLEX 5P
Ford Fiesta ROCAM 1.6L PULSE FLEX 5P
Ford Fiesta Sedan ROCAM 1.0L BASE FLEX 5P
Ford Fiesta Sedan ROCAM 1.0L FLY FLEX 5P
Ford Fiesta Sedan ROCAM 1.6L FLY FLEX 5P
Ford Fiesta Sedan ROCAM 1.0L PULSE FLEX 5P
Ford Fiesta Sedan ROCAM 1.6L PULSE FLEX 5P
Ford Ka 1.0 ROCAM FLEX MECÂNICO 8V 3P
Nissan March 1.6SV 16V FLEX 5P
Nissan March 1.6SR 16V FLEX 5P
Chery S18 1.3L 16V ACTECO FLEXFUEL 5P
Renault Sandero EXPRESSION 1.6 HI-TORQUE 8V 5P
Renault Sandero GT LINE 1.6 HI-TORQUE 8V 5P
Renault Sandero PRIVILÈGE 1.6 HI-TORQUE 8V 5P
Renault Sandero PRIVILÈGE 1.6 HI-FLEX AUTOMÁTICO 16V 5P
Renault Sandero Stepway 1.6 HI-FLEX AUTOMÁTICO 16V 5P
Chery Tiggo 2.0L 16V ACTECO GASOLINA 5P

5º lugar - 2 estrelas
Toyota Corolla XLi 1.8 Dual VVT-i 16V DOHC Flex 4P
Toyota Corolla GLi 1.8 Dual VVT-i 16V DOHC Flex 4P
Toyota Corolla XEi 2.0 Dual VVT-i 16V DOHC Flex 4P
Toyota Corolla Altis 2.0 Dual VVT-i 16V DOHC Flex 4P
Toyota Corolla XRS 2.0 Dual VVT-i 16V DOHC Flex 4P

6º lugar - 1,5 estrela
GM Cobalt LS 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 4P
Volkswagen Fox 1.0 MI TOTAL FLEX 8V 3P
Volkswagen Fox 1.0 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Fox 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Fox 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Fox 1.6 BLUEMOTION TOTALFLEX 8V 5P
Volkswagen Fox PRIME 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Fox PRIME 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 5P
Fiat Grand Siena ATTRACTIVE 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 4P
Fiat Grand Siena ESSENCE 1.6 FLEX MECÂNICO 16V 4P
Fiat Grand Siena ESSENCE 1.6 FLEX DUALOGIC 16V 4P
Fiat Grand Siena TETRAFUEL 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 4P
Nissan March 1.0 16V FLEX 5P
Nissan March 1.0S 16V FLEX 5P
Nissan March 1.6S 16V FLEX 5P
Volkswagen Novo Gol 1.0 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Novo Gol 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Novo Gol 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Novo Gol POWER 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Novo Gol POWER 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 5P
Fiat Novo Palio ATTRACTIVE 1.0 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Palio ATTRACTIVE 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Palio ESSENCE 1.6 16V FLEX MECÂNICO 16V 5P
Fiat Novo Palio ESSENCE 1.6 16V FLEX DUALOGIC 16V 5P
Fiat Novo Palio SPORTING 1.6 16V FLEX MECÂNICO 16V 5P
Fiat Novo Palio SPORTING 1.6 16V FLEX DUALOGIC 16V 5P
Fiat Palio FIRE ECONOMY 1.0 FLEX 3P
Fiat Palio FIRE ECONOMY 1.0 FLEX 5P
Fiat Punto ATTRACTIVE 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Punto ESSENCE 1.6 16V FLEX MECÂNICO 16V 5P
Fiat Punto ESSENCE 1.6 16V FLEX DUALOGIC 16V 5P
Fiat Punto SPORTING 1.8 16V FLEX MECÂNICO 16V 5P
Fiat Punto SPORTING 1.8 16V FLEX DUALOGIC 16V 5P
Fiat Punto T-JET 1.4 TURBO GASOLINA MECÂNICO 16V 5P
Renault Sandero EXPRESSION 1.0 HI-FLEX 16V 5P
Renault Sandero AUTHENTIQUE 1.0 HI-FLEX 16V 5P
Renault Sandero Stepway 1.6 HI-FLEX 16V 5P
Renault Sandero Stepway RIP CURL 1.6 HI-FLEX 16V 5P
Fiat Siena EL 1.0 FLEX MECÂNICO 8V 4P
Fiat Siena EL 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 4P
Volkswagen Voyage 1.0 MI TOTAL FLEX 8V 4P
Volkswagen Voyage 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 4P
Volkswagen Voyage 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 4P
Volkswagen Voyage COMFORTLINE 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 4P
Volkswagen Voyage COMFORTLINE 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 4P

7º Lugar - 1 estrela
GM Celta LS 1.0 VHCE FLEXPOWER MECÂNICO 8V 3P
GM Celta LS 1.0 VHCE FLEXPOWER MECÂNICO 8V 5P
GM Celta LT 1.0 VHCE FLEXPOWER MECÂNICO 8V 5P
GM Classic LS 1.0 FLEXPOWER 4P
Volkswagen Gol G4 1.0 TOTAL FLEX 2P
Volkswagen Gol G4 1.0 TOTAL FLEX 5P
Volkswagen Gol G4 1.0 ECOMOTION TOTAL FLEX 2P
Volkswagen Gol G4 1.0 ECOMOTION TOTAL FLEX 5P
Renault Logan AUTHENTIQUE 1.0 HI-FLEX 16V 4P
Renault Logan EXPRESSION 1.0 HI-FLEX 16V 4P
Renault Logan EXPRESSION 1.6 HI-TORQUE 8V 4P
Renault Logan EXPRESSION 1.6 HI-FLEX AUTOMÁTICO 16V 4P
Fiat Novo Uno VIVACE 1.0 FLEX MECÂNICO 8V 3P
Fiat Novo Uno VIVACE 1.0 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Uno ECONOMY 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 3P
Fiat Novo Uno ECONOMY 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Uno WAY 1.0 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Uno WAY 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Uno SPORTING 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 5P
GM Prisma LT 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 4P
Fiat Uno MILLE FIRE ECONOMY 1.0 FLEX 3P
Fiat Uno MILLE FIRE ECONOMY 1.0 FLEX 5P
Fiat Uno MILLE WAY ECONOMY 1.0 FLEX 3P
Fiat Uno MILLE WAY ECONOMY 1.0 FLEX 5P

8º lugar - 0,5 estrela
JAC J3 1. 4 16V DOHC VVT 5P
JAC J3 Turin 1. 4 16V DOHC VVT 4P
JAC J5 1. 5 16V DOHC VVT 4P
JAC J6 2.0 16V DOHC 4P
Chery QQ 1.1L ACTECO GASOLINA 5P