Vários aspectos do novo regime de produção para a indústria automobilística, que começa em 2013 e vai até 2017, ainda estão em profundas análises por quem já produz ou pretende produzir aqui. O que esperar do futuro? Para o consumidor importa saber se comprará carros mais baratos, atualizados e econômicos.
Torna-se necessário diferenciar preço nominal (nas tabelas sugeridas) e preço real, que considera a inflação. Apesar de aceitar a matemática na discussão ser incomum, de fato, nos últimos cinco anos praticamente todos os automóveis baixaram de preço em termos reais, ou seja, subiram menos que a inflação. Sem falar do acréscimo de equipamentos sem reajuste de preço ou com reajuste parcial, forma disfarçada de descontos. Se a nova política de atrair investimentos alcançar pleno sucesso, cinco ou seis novos fabricantes produzirão no Brasil e a oferta de modelos será ainda maior que hoje. Caminho certo para compras mais acessíveis, considerado ainda o maior poder aquisitivo nos próximos anos.
Haverá também estímulos, em forma de crédito de até dois pontos percentuais no IPI, para as empresas que comprovarem investir um percentual do faturamento (excluídos impostos) em pesquisa, inovação e engenharia locais. A intenção é incentivar tecnologias mais modernas e próximas ao que existe hoje no exterior. A forma de se atestar continua meio obscura, porém o governo pretende delegar essa responsabilidade a certificadoras independentes. Exemplo: freio ABS será obrigatório, mas adoção de controle de trajetória/estabilidade (ESC, em inglês), que se associa ao ABS, fará jus ao desconto? Modelos híbridos estarão incluídos? Ponto positivo é o incentivo empresa a empresa, caso a caso, a fim de estimular a concorrência.
Muito ruim para o consumidor foi o governo permitir os fabricantes escolherem três, entre quatro requisitos, para se habilitar ao novo desenho industrial: pesquisa/inovação; engenharia/tecnologia industrial; etapas fabris/aumento de conteúdo local; e adesão ao programa de etiquetagem de consumo de combustível. Em outros termos, a informação primordial da eficiência do veículo continua facultativa, em vez de obrigatória. Os que optarem pelas etiquetas terão, agora, até cinco anos para incluir todos os modelos de sua produção e não somente alguns, como hoje. A chamada Nota Verde, do Ibama, ficou de fora, pois rendimento energético (controle de CO2) é mais relevante.
A mudança na aplicação de conteúdo local obrigará as fábricas a importar menos componentes com dólar barato e se esforçar em comprar autopeças para gerar empregos aqui e não no exterior.
Adotou-se um modo complexo de cálculos, sem índice fixo, como ocorria antes e de forma, digamos, amigável. No entanto, induzirá o aumento desse índice, o que não agradou a todos, claro.
Importadores que decidirem produzir no Brasil terão normas flexíveis de nacionalização. Poderão, ainda, ter desconto no acréscimo do IPI nos modelos que trazem do exterior, limitado a 50% do volume que fabricarão aqui. Tudo só será concedido depois do início da produção, para evitar falcatruas como a da Asia Motors, no final dos anos 1990, que importou sem impostos em troca de construir fábrica na Bahia e nunca saiu do papel.
RODA VIVA
IMPORTADORES que já têm planos anunciados de fábricas no Brasil – Chery, JAC, Suzuki, entre outros – tentarão acelerar os projetos. Quanto mais cedo começarem a produzir, mais cedo receberão de volta créditos de IPI sobre os modelos vindos do exterior no momento. Entretanto, as dificuldades são grandes porque há vários obstáculos que não existem na China ou Japão.
PARA a BMW o novo regime da indústria automobilística exige outras avaliações de médio e longo prazos. A marca alemã não deseja abrir mão de ter fabricação local. Legislação faz algumas exigências que impactam os custos e o volume dos investimentos. Movimentos de concorrentes diretos, como Mercedes-Benz e Audi, também entram nessas conjeturas.
ENQUANTO Anfavea mantém inalteradas suas previsões sobre crescimento de 4% a 5% do mercado interno em 2012, os menos otimistas acham que as vendas estacionam este ano, se os bancos continuarem seletivos demais e assustados com a inadimplência. Também se deve considerar que o primeiro semestre de 2011 foi muito bom e distorce as comparações.
MAHINDRA pretende fazer produto mais adaptado ao Brasil, quando decidir anunciar seu investimento em unidade industrial no Rio Grande do Sul. Além de reformulação estilística, em relação ao existente na Índia, já sabe que o brasileiro gosta de modelos robustos, mas não abre mão de conforto de marcha. Nisso, nossa engenharia de suspensões dá bailes.
NOVA resina para reparos de trincas em para-brisas começa a ser aplicada nas lojas brasileiras da Carglass. Desenvolvida na Inglaterra, objetivo é aumentar a durabilidade do conserto. Ao mesmo tempo, melhora o acabamento final, diminuindo a tendência, com o passar do tempo, de amarelecimento da resina no local do impacto.
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
domingo, 30 de maio de 2010
Você compraria um Mahindra no Brasil?
Para finalizar o post anterior, coloquei no ar uma enquete com a pergunta "Você compraria um Mahindra no Brasil?". A pergunta ficou no blog entre os dias 24 e 30 de maio. Vejam o resultado:
Sim: 21 votos (44,6%)
Não: 26 votos (55,3%)
Total: 47 votos
sábado, 22 de maio de 2010
Agora sim eu compro um Mahindra! Qual o motivo?
Bem, eu estava lendo uma revista, pensando em qual poderia ser o meu próximo carro. Gosto de hatches médios, de alguns sedãs médios e de alguns hatch compactos (premium). Eis que um modelo me chamou a atenção!Era um Mahindra SUV. Fora a "beleza", o anúncio realmente valorizava a extensa lista de equipamentos de série do veículo. Por R$ 86.864 é possível levar o SUV com sete lugares, ar-condicionado, freios com sistema ABS, airbag duplo e tração 4x4. Até aí tudo bem.
Mas a Mahindra foi mais além, dando a mesma importância a um equipamento que, provavelmente, para eles, é essencial num veículo de quase R$ 90.000: INJEÇÃO ELETRÔNICA!O que custava escrever direção hidráulica ou trio elétrico; qualquer outro equipamento de série do modelo seria melhor, mas não "vender o carro pela injeção eletrônica". Não é atoa que a marca comercializou menos de 200 unidades nos primeiros 4 meses de 2010 no Brasil.
Atualização (24/05/2010)
Oi pessoal. Gostaria de publicar aqui o esclarecimento da Mahindra sobre a questão da injeção eletrônica no anúncio. Embora o blog seja pessoal, é sempre válido ouvir o que todos tem a dizer, o que sempre tento fazer ao máximo.
"Prezado Renato Parizzi,
Sou responsável pelo Departamento de Marketing da Mahindra, e gostaria de esclarecer os comentários com relação à injeção eletrônica nas peças publicitárias.
Nossos veículos Mahindra tem como principal diferencial a resistência e robustez, atributos esses essenciais em veículos 4x4, o design Mahindra é muito elogiado na Ásia, Europa e Oceania, a durabilidade dos veículos sempre se sobressaem a exemplo de nossa participação no Rally Internacional do Sertões (3º Lugar categoria production).
Os veículos são montados no Brasil pela Bramont (www.bramont.com.br), sendo assim a Mahindra têm um projeto consistente e duradouro, as peças são de fácil substituição pelo fato do carro ser estruturado com algumas das marcas mais conhecidas mundialmente como Bosh, Dana, AVL Daimler,Visteon e Luk, além disso nós temos concessionárias espalhadas por todo o Brasil e até o final do ano iremos expandir ainda mais.
A Mahindra traz ao mercado brasileiro o diferencial de preço, qualidade e durabilidade, estes itens muito essenciais para o sucesso de qualquer marca que esteja em solo brasileiro.
O fato de nós destacarmos a injeção eletrônica, deve-se que ainda somos uma marca desconhecida para muitos brasileiros, devido estarmos indo para nosso 3º anos de Brasil e desde o inicio fabricando nossos veículos no Brasil e que nossos preços muito abaixo da concorrência se deve tais esclarecimentos junto ao consumidor (base esta levantada em todas nossas pesquisas da marca).
Seria um prazer recebê-lo em nossa rede de concessionárias mais próxima, ou em nosso showroom institucional aqui na Rebouças, para que possa melhor avaliar nossos produtos, marca e qualidade e assim melhorar ainda mais vosso conhecimento automobilístico.
Parabéns pelo blog e um abraço
André Carvalhaes"
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terça-feira, 11 de maio de 2010
Qual será o carro do pobre coitado?
A Ford recentemente lançou o Fiesta 2011. O modelo recebeu uma polêmica reestilização que, na minha opinião, deixou o carro bem feio.
Para promover o modelo, a Ford colocou na TV propagandas valorizando o design do Fiesta. No comercial, o dono de um carro bonito, no caso o Fiesta, sempre tem vantagem na hora de receber o carro do manobrista (vallet), especialmente em relação ao dono de um automóvel feio. Vejam:
Depois de assistir à propaganda, fiquei pensando: qual será o carro que pobre coitado do motorista que está esperando há duas horas tem?
Se o Fiesta 2011 é tão feio, esse motorista deve ser dono de um monstro sobre rodas. Mas qual carro vendido no Brasil é mais feio que o Fiesta 2011?
Fiz uma lista:
1. Ssangyong Actyon
2. Mahindra Pickup Cabine Dupla
3. Volkswagen Kombi
4. Chana Utility/Family
5. CN Auto Towner
6. Effa M100
Ainda faço uma lista de três carros tão ou menos feios que o Fiesta 2011:
. Fiat Doblò
. Renault Logan
. Ford Ranger
E vocês, o que acham? Listas?
Para promover o modelo, a Ford colocou na TV propagandas valorizando o design do Fiesta. No comercial, o dono de um carro bonito, no caso o Fiesta, sempre tem vantagem na hora de receber o carro do manobrista (vallet), especialmente em relação ao dono de um automóvel feio. Vejam:
Depois de assistir à propaganda, fiquei pensando: qual será o carro que pobre coitado do motorista que está esperando há duas horas tem?
Se o Fiesta 2011 é tão feio, esse motorista deve ser dono de um monstro sobre rodas. Mas qual carro vendido no Brasil é mais feio que o Fiesta 2011?
Fiz uma lista:
1. Ssangyong Actyon
2. Mahindra Pickup Cabine Dupla
3. Volkswagen Kombi
4. Chana Utility/Family
5. CN Auto Towner
6. Effa M100
Ainda faço uma lista de três carros tão ou menos feios que o Fiesta 2011:
. Fiat Doblò
. Renault Logan
. Ford Ranger
E vocês, o que acham? Listas?
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terça-feira, 7 de julho de 2009
Ford Ranger bate a Toyota Hilux e vence
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| Ford/Divulgação |
A líder de vendas do segmento ficou em terceiro. A Chevrolet S10 superou as duas novas "badaladas do momento": Mitsubishi L200 e Nissan Frontier. Já as picapes sem muitas expressão, como esperado, ficaram na lanterna.
Ford Ranger - 41.19% - 729 votos
Toyota Hilux - 26.61% - 471 votos
Chevrolet S10 - 11.19% - 198 votos
Mitsubishi L200 - 9.83% - 174 votos
Nissan Frontier - 8.08% - 143 votos
SsangYong Actyon - 2.54% - 45 votos
Mahindra Scorpio - 0.56% - 10 votos
Agradeço ao Célio Adriano Fonseca, de Belo Horizonte, pela sugestão da nova enquete: Entre as 13 marcas mais vendidas no Brasil, qual tem os carros mais bonitos?
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