terça-feira, 30 de agosto de 2011

Novo Volkswagen Space Cross vale R$ 57.990???

Levei um susto quando li os preços do novo Volkswagen Space Cross, a perua que mistura o SpaceFox com o CrossFox: R$ 57.990, com câmbio manual, e R$ 60.690, com transmissão manual automatizada I-Motion. Será que o carro vale mesmo isso tudo?

O SpaceFox é um veículo legal, com bom espaço interno, porta-malas interessante e desempenho honesto. Sua versão aventureira tem visual diferenciado e atributos ligeiramente superiores para enfrentar as belas e lisas ruas e estradas brasileiras. De série, o Space Cross vem equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, travas e vidros elétricos, sensores de chuva e crepuscular, faróis de neblina, computador de bordo, airbag duplo e freios com sistema ABS. Não é uma lista ruim, mas, mais uma vez: será que o carro vale tudo isso?
A minha resposta é não: não vale tudo isso. O Space Cross ficou muito caro. Com o mesmo valor pedido pela Volkswagen é possível comprar carros de outra categoria, ainda mais porque a perua não vem com coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, bancos revestidos em couro, volante multifuncional em couro com paddles shift e comando de rádio (para airbag e I-System); rádio AM/FM com entradas USB / SD-Card, Bluetooth integrado e interface para iPod (ou com rádio CD Player MP3 com entradas USB / SD-Card, bluetooth integrado e interface para iPod - Double Din).

Pense: se você tem R$ 60.690 (+ o valor dos opcionais) para o gastar num automóvel, por que não comprar um Jetta 2.0?
Mas esse preço absurdo não é exclusividade da perua "aventureira urbana" da Volkswagen. Outras stations wagons e monovolumes (sem contar as picapes compactas) "off-road" também custam caro. As vezes fico até com a impressão de existir uma disputa secreta em relação ao modelo vestido para aventuras com o preço mais alto. Vejam alguns valores, do mais baixo para o mais salgado:

. Peugeot 207 SW Escapade 1.6 16V - R$ 48.400 (ou R$ 51.400 com ABS e airbag duplo)
. Nissan Livina SL X-Gear 1.6 16V - R$ 53.290
. Fiat Palio Adventure 1.8 16V E.TorQ - R$ 54.850 (ou R$ 56.850 Dualogic)
. Fiat Idea Adventure 1.8 16V E.TorQ - R$ 55.180 (ou R$ 57.290 Dualogic)
. Nissan Livina SL X-Gear 1.8 16V - R$ 56.990 (com câmbio automático)
. Fiat Doblò Adventure 1.8 16V E.TorQ - R$ 64.910

E para vocês, o novo Volkswagen Space Cross vale R$ 57.990?
(fotos: Volkswagen/Divulgação)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Consumo Real atinge 160 carros! Mande a sua média!

Qual a média de consumo do seu carro?

Quantos quilometros por litro ele faz na cidade e na estrada, com gasolina e/ou etanol? Você roda sempre com o ar-condicionado ligado? Qual é o motor, o ano e modelo do seu veículo?
 
PARTICIPE do Consumo Real!


Envie sua média para renatoparizzi@gmail.com. Até o momento são 160 carros de 17 marcas diferentes!

Atualização - 31/08/2011
Muito obrigado a todos que me enviaram os números até agora! Em breve atualizarei a lista com novas medições!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Alta Roda - Da valsa ao rock

 A função de jornalista especializado em automóveis pode levar a experiências insólitas, como avaliar em menos de 24 horas um modelo familiar e um superesportivo. Em 44 anos escrevendo sobre o setor nunca tinha acontecido de guiar um monovolume para sete passageiros, com todo o conforto e espaço – Chrysler Town & Country – e, quase em seguida, a série especial de um carro esporte apenas para motorista e acompanhante – Audi R8 GT – capaz de atingir 320 km/h.

O Town & Country na versão completa, importada do Canadá, custa R$ 173.900,00 É produto de nicho de mercado com uma arquitetura interna incomum: 2+2+3. A fileira intermediária tem apenas dois confortáveis bancos que podem ser rebatidos com facilidade impressionante. Até três crianças com folga ou três de adultos com menos conforto (porte em torno de 75 kg de peso) acomodam-se na última fileira. Nesta o sistema de rebatimento é elétrico, bipartido (1/3; 2/3) e forma uma superfície totalmente plana.

Apenas três unidades foram reservadas ao Brasil, da série especial de 333 exemplares do R8 GT, ao preço de R$ 1 milhão cada. Esse modelo serve de demonstração de força tecnológica da marca alemã com a fórmula clássica de aumento de potência e diminuição de peso. O motor V-10 de aspiração natural passou para 560 cv, a exatas 8.000 rpm, sem ajuda de turbocompressor. Missão mais difícil foi retirar 100 kg da massa total de um modelo, como o R8, que se caracteriza pela construção em alumínio por si só bastante leve.
Entre as várias soluções criativas da Town & Country destacam-se duas: as travessas do rack de teto embutidas nas barras longitudinais (dispensa ferramentas para montagem) e o deslocamento do estepe do fundo porta-malas para o meio do chassi (sem rebater bancos comporta 900 litros).

O Audi R8 GT pesa apenas 1.525 kg, incluído o funcional e largo aerofólio traseiro em fibra de carbono. Na luta para perder peso valeu até a pintura sem verniz para ganhar apenas dois kg (2% do total aliviado). Por compartilhar a mesma arquitetura do Lamborghini Gallardo (também do Grupo VW) o superesportivo da Audi, nessa edição especial, custa cerca de 30% menos que um Ferrari 458 Itália, por exemplo. Mas é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 3,6 s, ajudado pela tração nas quatro rodas e o sistema de controle automático em arrancadas ferozes.

O novo motor V-6 de 283 cv e câmbio automático de seis marchas formam um conjunto bastante honesto para a proposta da minivan da Chrysler. O acabamento ficou melhor e o painel mais moderno. O pomo da alavanca de câmbio tem dimensões exageradas.

A experiência com o R8 GT incluiu um desafio aos jornalistas, na pista de 5.000 m de comprimento da fábrica de aviões da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). Teste de aceleração máxima, apenas em um sentido, por cerca de 4.000 m. A pista com quase 100 m de largura parece estreitar, quando se passa de 300 km/h, mas é fácil dominar o carro. Devem-se passar as marchas no limite correto e tentar dirigir absolutamente em linha reta. Fiquei nos 318,8 km/h, porém o colega Eugênio Brito foi a 324,5 km/h, na mesma tarde. Na parte da manhã, Tarcísio Dias atingiu 326,5 km/h. O mesmo carro passou 50 vezes por esse teste.

RODA VIVA

VOLKSWAGEN Up! estreia no Salão de Frankfurt, em 13 de setembro próximo, e há grande expectativa sobre o seu preço. Trata-se de um subcompacto (3,54 m de comprimento) de nova geração, com alta flexibilidade para derivações, inclusive uma para o Brasil, até 2013. Fala-se em 9.500 euros (cerca de R$ 22.000), na Alemanha, preço bastante competitivo.

MATRIZ energética brasileira é um destaque no panorama mundial por possuir grande parcela renovável. Derivados de petróleo ainda dominam com 38%. Contudo, a segunda fonte, surpreendentemente, é a cana-de-açúcar (18%), somados o etanol e a cogeração de energia elétrica. Hidroelétricas respondem por 15%. Fonte: British Petroleum, estudo de 2009.

MÉTODO de gestão Toyota, com seu modo de produção enxuta e de melhoria contínua aplicável em muitos setores, tem especialistas de renome fora do Japão. Um deles, Jeffrey Liker, fará palestras nos dias 13 e 14 de setembro, em São Paulo. O americano já escreveu três livros sobre o tema, de grande repercussão no mundo administrativo e de negócios.

EXPEDIÇÃO da Palio Weekend elétrica, comandada por Paulo Rollo, saiu de Los Angeles e já circula no Brasil, nas etapas finais. Os extremos em termos de autonomia – 58 km e 143 km – aconteceram na subida e descida de serra, de trecho na Colômbia. Subindo as baterias sofrem e descendo os freios regenerativos ajudam na recarga.
 (Fotos: Audi/Divulgação e Chrysler/Divulgação)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Kia Soul surpreende novamente por ser... flex?



A Hyundai, normalmente, faz um esforço exagerado para chamar a atenção em comerciais. A Nissan também tem feito das suas nesse quesito nos últimos tempos. Mas ontem, ao ver uma propaganda da Kia na TV, fiquei impressionado.

Tudo bem que o Soul chegou causando furor por causa do seu visual, inaugurando, como a marca coerana diz, o segmento de "carro design". Realmente ele surpreendeu por ser um veículo com visual "fora da caixa", embora suas linhas lembrem a de uma caixa (bem moderna e descolada).

Mas a Kia dizer que o Soul está surpreendendo todos novamente porque o Soul agora é flex é demais. Fiquei surpreendido de verdade quando a Volkswagen lançou o Gol flex em 2003. Em 2011, o modelo ser flex não é mais do que uma obrigação de mercado.

A Kia realmente atendeu ao pedido dos consumidores, embora tenha sido um pouco tarde - mas antes tarde do que nunca. Mas surpreender o mercado com o Soul Flex ficou bem exagerado.

"Álcool, gasolina e design finalmente juntos..." - que coisa...

sábado, 20 de agosto de 2011

Novo Fiat Palio é o carro mais esperado do 2º semestre no Brasil

Vejam na arte do Auto Segredos como deve ser o novo FiatPalio
 Minha expectativa (e meu voto) se confirmou: o novo Palio é o carro mais esperado do 2º semestre no Brasil. Segundo enquete do De 0 a 100, que ficou no ar durante uma semana (8/8 a 15/8), 21,95% dos internautas concordam que o novo compacto da Fiat será o lançamento mais importante da segunda merdade de 2011.

Ele ganhou meu voto pela sua relevância no mercado nacional. Desde quando foi lançado, em 1996, o Palio sempre vendeu bem. Quinze anos depois é chegado o momento da renovação completa. Como a  Fiat tem  hisórico de fazer excelentes carros compactos, o novo Palio tem tudo para ser um sucesso absoluto de vendas.

Os internautas também concordaram comigo na sequência dos carros mais esperados, conforme escrevi aqui: Chevrolet Cruze (19,51%) e Ford New Fiesta hatch (12,19%), Nissan March (9,75%) e Renault Duster (9,14%). A expectativa está realmente grande nesse quarteto. São todos inéditos, sendo o Cruze a aposta da GM para ter sucesso novamente no segmento de sedãs médios; o Duster como o inédito rival direto do EcoSport; o March como o "primeiro popular japonês" (como a própria Nissan diz); e, finalmente, o New Fiesta hatch como um veículo de alta qualidade (igual ao irmão sedã), mas com a carroceria preferida dos brasileiros - sem contar o preço mais baixo do queo New Fiesta Sedan.

Em seguida veio o Hyundai Elantra, a aposta coreana para derrubar o Corolla do topo, com 8,53%. Chevrolet Cobalt, com 6,09%, e Fiat Freemont, com 5,48%, também tiveram certa relevância na votação. Os restantes apenas cumpriram tabela.

Qual carro será o lançamento mais importante do 2º semestre no Brasil?

Fiat Palio - 36 votos (21,95%)
Chevrolet Cruze - 32 votos (19,51%)
Ford New Fiesta hatch - 20 votos (12,19%)
Nissan March - 16 votos (9,75%)
Renault Duster - 15 votos (9,14%)
Hyundai Elantra - 14 votos (8,53%)
Chevrolet Cobalt - 10 votos (6,09%)
Fiat Freemont - 9 votos (5,48%)
JAC J5 - 3 votos (1,82%)
JAC J6 - 3 votos (1,82%)
Volkswagen Amarok Cabine Simples - 3 votos (1,82%)
Fiat 500 - 1 voto (0,60%)
Kia Picanto - 1 voto (0,60%)
Volkswagen SpaceCross - 1 voto (0,60%)
Brilliance FRV - 0 voto (0%)
TOTAL: 164 VOTOS

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Alta Roda - Atenção aos juros

 O mercado automobilístico, em agosto, tem resistido bem em termos de vendas, sem grandes quedas no ritmo diário de comercialização. Ao contrário do adágio popular, tudo indica, agosto não será mês de desgosto. Isso apesar das preocupações com a situação econômica mundial, noticiário pessimista sobre finanças de países maduros, quedas espetaculares nas bolsas de valores e a crise político-moral entre o governo e o Congresso Nacional.

Com tantos fatos perturbadores, manter a média em torno de 15.000 unidades/dia licenciadas pode ser até motivo de comemoração, sinal de amadurecimento dos compradores. Nem mesmo a atabalhoada comunicação, por parte do governo federal, sobre redução de IPI na longa cadeia de produção, levou recuo importante à demanda. Na realidade, não se sabe, ainda, como será implementada essa política de estímulo à inovação e competitividade industrial, com efeito apenas em médio e longo prazos.

Preços devem permanecer estáveis ou em queda natural em razão da forte concorrência e pressionados pelo aumento de estoques. Estes estão, de fato, elevados porque o segundo semestre aponta uma acomodação: crescimento zero em relação ao mesmo período de 2010. Vendas totais em 2011 devem fechar com avanço de 5%, sendo 10% no primeiro semestre. O índice de confiança, referência de peso, se mantém em bom nível. Pode melhorar se o juro básico (taxa Selic) permanecer inalterado nos próximos meses, como previsto.

O financiamento via CDC (Crédito Direto ao Consumidor) avançou bastante sobre o leasing. Esta modalidade, isenta de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e, portanto, com prestação um pouco menor, está minguando em função de pequenos conflitos criados por alguns que se acham espertos, contestando obrigações contratuais. Também existe bitributação por parte de prefeituras.

Quanto ao CDC é preciso pesquisar os juros. “Exemplo de um carro de R$ 35.000, com entrada de R$ 10.000. O financiamento de R$ 25.000 em 60 meses, juro de 1,5% ao mês, sairá por R$ 38.090 (preço total R$ 48.090). Mas se a taxa de juro for de 2,2%, essa pequena diferença de 0,7% ao mês elevará a parte financiada para R$ 45.266,00 (preço total R$ 55.266)”, explica Marcelo Maron, consultor em Finanças Pessoais. Também sugere atenção aos penduricalhos como taxas cartoriais e de cadastro. Comparar o valor da prestação para o mesmo prazo e igual valor financiado, já com encargos e juros, evita surpresas.

A terceira opção de financiamento é o consórcio, especialmente para aqueles de pouca disciplina financeira. Quem não tem pressa, pode fazer poupança mensal e comprar o carro mais rapidamente, sem depender da sorte. As estatísticas do setor são pouco precisas porque o Banco Central não controla se a carta de crédito contemplada, por sorteio ou lance, vai para a compra de um veículo novo ou usado.

A estimativa é que esse meio responda por 6% das vendas da indústria (45% a 50%, CDC; 9%, leasing; 35% a 40%, à vista). Mas o valor da cota média reflete bem o aumento do poder aquisitivo. Comparando-se junho deste ano com a média de 2009 o valor cresceu cerca de 20%, atingindo R$ 40.169, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio.

RODA VIVA
ANTECIPANDO-SE ao novo regime automobilístico que o governo anunciará em breve, mais um grupo brasileiro – CN Auto – e uma marca chinesa – Brilliance – estudam montar fábrica no Brasil. Trata-se de investimentos de longo prazo, que se beneficiarão de produção local incentivada, hoje pouco competitiva. Além de evitar a incidência de 35% de imposto de importação.

BOA parte por razões cambiais, a África do Sul tornou-se o segundo maior mercado de exportação para os veículos brasileiros no ano passado. Moeda local, o rand, também se apreciou, como o real, frente ao dólar. México agora é o terceiro cliente do Brasil (primeiro, Argentina). Sua moeda desvalorizada dificulta importações e facilita exportações.

INTERIOR mais caprichado, plásticos de toque suave e um trabalho aprimorado nas suspensões dão ao crossover Fiat Freemont, quase gêmeo do Dodge Journey, mais condições de competir. Motor 4-cilindros/2,4 litros/172 cv levou a ter um preço menor – R$ 81.900, cinco lugares; R$ 86.000, sete lugares –, mas a queda no desempenho em relação ao V-6 é bem sensível.

ATÉ novembro, o Journey 2012 estará à venda. Receberá as mesmas modificações, porém comercializado apenas com o motor mais potente e adequado, na faixa de R$ 100.000 a R$ 107.000. Capô de alumínio será o mesmo do Freemont. Alteração feita atende leis de segurança europeias que exigem grau de proteção maior em caso de atropelamento.

PETROBRAS
Biocombustível abriu os cofres para investir em etanol por meio de compra, associação e ampliação de usinas. Serão R$ 3,5 bilhões para atingir a produção de 5,6 bilhões de litros do combustível renovável até 2015. Objetivo é alcançar a liderança com 12% do mercado brasileiro, incluindo etanol celulósico de cana (segunda geração).

(Foto: Volkswagen/Divulgação)

Fiat 500 mexicano custará R$ 39.900 no Brasil

Se a picape Strada Adventure Cabine Dupla Dualogic ficou muito cara, o mesmo não se pode dizer do novo Cinquecento, que passar a ser importado da América Central muito em breve aproveitando o acordo comercial entre Brasil e México. Se o bom blog Autos Segredos estiver certo, o 500 Cult terá preço inicial de R$ 39.900.

Segundo o site, o pequeno italiano será vendido em seis versões: Cult e Cult Dualogic (R$ 42.000), ambas com motor 1.4 8V EVO Flex; Sport Air, Sport Air Automático (de seis marchas) e Lounge Air Automático, e contando a série especial Prima Edizione (1.4 16V MultiAir).

A versão Cult será equipada com airbag duplo, ABS, controles de estabilidade (ESP) e tração (ASR), Hill Holder, rodas de liga leve de 15", banco do motorista e volante com regulagem de altura, faróis com regulagem elétrica, ar-condicionado, direção elétrica, sistema isofix para fixação de cadeirinhas, rádio CD Player com leitor de MP3/WMA, vidros e travas elétricas. Câmbio manual automatizado Dualogic é opcional.

O 500 Sport Air, além dos itens acima, terá para-choques esportivos, e airbags laterais, piloto automático, rodas de 16", faróis de neblina, freios com pinças vermelhas, bancos parcialmente em couro e volante em couro. O motor 1.4 16V Multiair pode se associar ao câmbio automático de seis velocidades. Ainda de acordo com o Autos Segredos, no 500 "Lounge as rodas são mais sóbrias, os parachoques – os mesmos do Cult - tem frisos cromados, retrovisores externos cromados e bancos com abamento diferenciado. Seu motor também é 1.4 16V, mas está disponível apenas com câmbio manual".

Assim como aconteceu nos Estados Unidos, para iniciar as vendas desta nova fase do modelo no Brasil, a Fiat deverá mesmo lançar o 500 Prima Edizione, série especial baseada no Sport Air Manual e limitada a 500 unidades.
(foto: Autos Segredos/Reprodução)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ainda mais versátil, Fiat Strada CD Adventure Dualogic chega por (salgados) R$ 55.350

Era um jogo de cartas marcadas. Demorou, mas finalmente a picape Strada passa a ser equipada com o câmbio manual automatizado Dualogic. A versão escolhida pela Fiat foi a topo de linha Adventure, com cabine dupla e motor 1.8 16V. Com isso a marca italiana mostra, ainda mais, que sua picape é a mais versátil do mercado.

O consumidor pode comprar a Strada com cabine simples, estendida e dupla; propulsores 1.4 Fire Flex e 1.8 16V E.TorQ, câmbios manual e manual automatizado; além da opção do bloqueio eletrônico de diferencial Locker. Uma pena que a nova versão tenha ficado tão cara.

Por R$ 55.350 a Fiat Strada Adventure Cabine Dupla Dualogic vem equipada com airbag duplo, ABS, ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos com one touch e antiesmagamento, travas elétricas, faróis de neblina e profundidade, retrovisores externos com luz de direção integrada, volante com regulagem de altura, bancos dianteiros com easy entry e memória, tampa traseira removível e com chave, além de rodas de liga leve 15” + pneus de uso misto, bússola e inclinômetros longitudinal e transversal.
A Strada Adventure Cabine Dupla manual custa a partir de R$ 52.980. Para efeito de comparação, o Palio Weekend Adventure Dualogic tem preço inicial sugerido de R$ 56.850. O motor 1.8 16V E.TorQ desenvolve 130 cv de potência e 18,4 mkgf de torque com gasolina e 132 cv e 18,9 mkgf com etanol.

A Fiat não divulgou se a Strada Adventure CD Dualogic poderá ser equipada, opcionalmente, com o bloqueio de diferencial Locker. Se puder, como já acontece na perua aventureira, o modelo terá um dos maiores nomes do mercado nacional: Fiat Strada Adventure Cabine Dupla Dualogic Locker 1.8 16V E.TorQ.
(fotos: Fiat/Divulgação)

Kia ouve (a imprensa e os consumidores) e novo Picanto terá ABS

Quando a Kia anunciou os detalhes do novo Picanto no Brasil, muita expectativa foi criada, afinal, ele será flex, com cinco anos de garantia, e terá um grande potencial de vendas. Entretanto, a marca coreana cometeu um erro que considerei um absurdo: não ofertar ABS para o modelo, nem como opcional!

Mas não é que a marca voltou atrás? Conforme publicou a Quatro Rodas, depois de ouvir concessionários e jornalistas (e, consequentemente, consumidores), a Kia anunciou que o Picanto top de linha será comercializado com ABS. Para isso, a "ex-versão" mais requintada foi reposicionada.

Por R$ 34.900, o cliente leva o Picanto básico, com câmbio manual de cinco marchas, equipado com airbag duplo, direção elétrica, ar-condicionado, volante revestido em couro com comandos do rádio, sistema de som com CD Player, MP3, entrada USB e conexão para iPod; faróis de neblina, trio elétrico, rodas de liga de 14”, imobilizar, setas em LED, odômetro digital com medições parciais e “eco driving mode” e banco traseiro bipartido. Com transmissão automática de quatro velocidades, este mesmo carro sai por R$ 39.900.

Segundo a QR, o Picando 2012 com freios ABS manterá os preços já divulgados, que são de R$ 39.900 (manual) e R$ 44.900 (automático), fazendo com que o compacto com telo solar e sem ABS tenha seu preço reduzido para para R$ 38.900 (m) e R$ 43.900 (a).

. Kia Picanto 1.0 Flex Manual (básico) - R$ 34.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Automático (básico) - R$ 39.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Manual ("intermediário") - R$ 38.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Manual (completo com ABS) - R$ 39.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Automático ("intermediário") - R$ 43.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Automático (completo com ABS) - R$ 44.900

Na minha opinião, as recém criadas versões "intermediárias" não durarão muito no mercado. Ou o consumidor leva a básica, ou compra o carro já com ABS. Por R$ 1.000 a mais, seria bobabem não levar o Picanto já equipado com este importante sistema de segurança.
(Foto: Kia/Divulgação)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Honda se posiciona sobre os roubos do estepe do Civic

Linhda 2011/2011 do New Civic não tem mais o modo "conforto"
Depois do post que publiquei sobre os roubos do estepe do New Civic, a Honda entrou em contato comigo para se posicionar e para fazer alguns esclarecimentos. Fiquei satisfeito com o retorno da marca e agradeço ao Eber do Notícias Automotivas pelo apoio.

De acordo com a Honda, o problema efetou as unidades produzidas até 2010 (até mesmo as da linha 2011) por causa da função "conforto" do alarme. Esta função permite que o porta-malas seja aberto usando a chave sem que o alarme dispare. Entretanto, é exatamente isso que faz com que o alarme não dispare caso a fechadura seja violada pelo assaltante.

Conforme me enviou a Honda, "o sistema antifurto foi concebido para minimizar a possibilidade de furto do automóvel, através do acionamento da buzina. Porém, ações de vandalismo, ou seja, quebra do cilindro da porta malas com consequente roubo do estepe, fogem do controle do fabricante. Pode ocorrer de o alarme disparar e o proprietário não notar, por não estar próximo ao veículo no momento do disparo. Após o furto, como o porta-malas é fechado novamente, o alarme pára e volta a monitorar. Caso haja nova violação, o alarme volta a disparar a buzina. Desta forma, é possível o proprietário retornar ao veículo e não perceber que o alarme disparou, tendo objetos furtados no interior do porta-malas."

Funcionamento do sistema: ao acionar o sistema de alarme do New Civic, este irá monitorar capô, portas e porta malas. Conforme manual do proprietário, a abertura de qualquer uma das portas ou do porta-malas (sem o uso da chave ou controle remoto), ou do capô poderá acionar o alarme.

Trava da Access: Quanto à trava antifurto, o equipamento é um acessório (portanto item opcional) comercializado pela Honda Access, que pode reforçar a segurança em situações em que o motorista deixa seu veículo com a chave principal com um terceiro.

Mudança do sistema a partir de 2011: Nos modelos 2011 o sistema de "conforto" foi desativado e o alarme só pode ser desligado pelo controle remoto.  Assim como qualquer item do veículo, o sistema de alarme recebeu atualizações e melhorias, o que não significa que as alterações são decorrentes das ocorrências relatadas. Lembramos que nenhum sistema antifurto tem 100% de eficácia diante da variedade e novos meios de vandalismo aplicados.

O contato da Honda mostra que a marca está atenta ao problema, o que passa tranquilidade aos proprietários do modelo. A linha 2011/2011 está mais preparada para "enfrentar" as ruas, mas e os outros milhares de New Civic vendidos até 2010/2011, como ficam?

Fiz essa pergunta para a Honda, imaginando que bastaria aos donos do sedã passarem na concessionária para desligarem o modo "conforto" do alarme. Mas, infelizmente, não é bem assim. Por questões de segurança, não revelarei o que é feito tecnicamente, mas digo que o procedimento não é tão simples.

Então, conforme me informaram, a Honda estudará cada caso de acordo com a necessidade do cliente. Basta que ele entre em contato com o SAC da marca para ver o que é possível fazer.
(foto: Honda/Divulgação)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ferrari "voa" em Paris a 240 km/h

Oi pessoal. Reproduzo abaixo o interessante post do jornalista Ricardo Noblat, colunista do jornal O Globo. Vale pela a leitura e principalmente pelo vídeo.



"Em agosto de 1978, o cineasta francês Claude Lelouch adaptou uma câmera giroscopicamente estabilizada na frente de um Ferrari 275 GTB e convidou um amigo piloto profissional de Fórmula 1, para fazer um trajeto no coração de Paris, na maior velocidade que pudesse.

A hora seria logo que o dia clareasse.

O filme só dava para 10 minutos e o trajeto seria de Porte Dauphine, através do Louvre até a Basílica de SacreCoeur. Lelouch não conseguiu permissão para interditar nenhuma rua no perigoso trajeto a ser percorrido.

O piloto completou o circuito em 9 minutos, chegando a 224 km por hora em certos momentos.
O filme o carro furando sinais vermelhos, quase atropelando pedestres, espantando pombos e entrando em ruas de sentido único. O sol nem havia saído ainda.

O piloto, teria sido René Arnoux ou Jean-Pierre Jarier?

Quando mostrou o filme em público pela primeira vez, Claude Lelouch foi preso. Mas ele nunca revelou o nome do piloto de fórmula 1 que pilotou a máquina e o filme foi proibido, passando a circular mais tarde na internet."

Fonte: Blog do Noblat - 14/08/2011

sábado, 13 de agosto de 2011

Renault Logan 2012 1.6 16V automático chega por R$ 41.950

Quem quiser comprar um Logan automático já pode procurar na concessionária Renault mais próxima. A marca acaba de lançar a linha 2012 do sedã, que chega com aperfeiçoamentos internos, uma única mudança visual, uma nova opção de câmbio e o retorno do propulsor 1.6 16V flex, que saiu de linha Logan quando o Symbol chegou ao mercado.

A transmissão automática do Logan, com opção de troca sequencial, é a mesma que recentemente passou a equipar o Sandero. Ela tem quatro marchas e atua junto com o motor 1.6 16V Hi-Flex, que desenvolve 107 cv de potência e 15,1 mkgf de torque com a gasolina e 112 cv e 15,5 mkgf com etanol. A dupla está disponível apenas para a versão topo de linha, Expression.

A versão Expression automática sai de fábrica com ar-condiconado, direção hidráulica com regulagem de altura do volante, travas elétricas com sistema CAR (travamento automático a partir de 6 km/h), vidros elétricos dianteiros, computador de bordo, faróis de neblina e rodas de aro 15 (pneus 185/65). O preço inicial sugerido é R$ 41.950.
O consumidor conta com a seguinte lista de opcionais: rodas de liga leve 15”, Pack Segurança (freios ABS, airbag duplo, terceiro apoio de cabeça traseiro e volante com revestimento em couro), e o Pack Conforto 2 (Rádio CD Player integrado ao painel – com MP3, USB, entrada auxiliar/iPod e Bluetooth – e comando satélite, vidros elétricos traseiros, retrovisores elétricos na mesma cor da carroceria e alarme)

Quando equipado com os mesmos equipamentos de série da versão 1.6 16V automática, o Logan Expression 1.6 8V manual custa a partir de R$ 38.450 (com o Pack Conforto 1) - R$ 360 mais caro do que a linha 2011 com Pack Conf 1.

Interior evolui
Externamente, a única alteração na linha 2012 do Logan está na traseira do automóvel. Seguindo a nova identidade visual da marca, o nome com a identificação do modelo foi para o centro da tampa do porta-malas, o que já ocorre, por exemplo, com o Grand Tour, Symbol, Sandero e Fluence. Ainda pelo lado de fora, uma nova cor está disponível, o Bege Poivre, que se junta a Branco Glacier; Prata Etoile; Bege Angora; Preto Nacré; Azul Crepúsculo; Cinza Acier e Vermelho Vivo.

No interior, o painel pode ser equipado com o novo e mais moderno rádio - também o mesmo do Sandero. Além de rádio AM/FM e CD-Player, conta com processamento digital de som (DSP), reproduz músicas nos formatos MP3 e WMA; tem entradas auxiliar, do tipo “jack”, e outra para conexão USB/iPod. O som pode ser controlado pelo comando satélite instalado na coluna de direção. O novo rádio do Logan 2012 conta com a tecnologia Bluetooth, que permite conectar um telefone celular ao sistema de áudio do veículo, permitindo ao cliente realizar e atender chamadas pelo comando satélite.
Segundo a Renault, os botões de acionamento do ar-condicionado foram redesenhadas, ganhando um formato moderno e mais anatômico. Os anéis dos contornos das saídas de ar e os puxadores das portas agora são na cor cinza inox. O espaço interno continua ótimo para cinco adultos, o porta-malas tem os mesmos excelentes 510 litros de capacidade e a garantia é de 3 anos (ou 100.000 km, o que acontecer primeiro).

Resumo
Com as mudanças visuais da linha 2011, o modelo conseguiu ficar apresentável. As alterações na traseira do modelo 2012 praticamente não mudam em nada o design do veículo. Mas acho que o que importa é que, sem dúvida, o Logan continua com um conjunto atraente. O espaço interno é muito bom, assim como o espaço para bagagem. A opção por câmbio automático aumenta a versatilidade do consumidor, que pode descansar o pé esquerdo. Falta agora entender como vai ficar o Symbol.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Alta Roda - Seguir as boas ideias



Há pouco mais de 25 anos o Brasil teve um programa de economia de combustível muito interessante. A Secretaria de Tecnologia Industrial, vinculada ao então Ministério da Indústria e Comércio, propôs uma espécie de pacto para que todos os fabricantes aqui instalados, em meados dos anos 1980, melhorassem a eficiência dos motores e, por consequência, o consumo de etanol e de gasolina.

Batizado singelamente de Peco – Programa de Economia de Combustíveis –, alcançou sucesso nos três anos em que vigorou. Os quatro fabricantes da época – Fiat, Ford, GM e Volkswagen – cumpriram as metas de redução de 5% do consumo. A cartilha Escolha Certo listava todos os modelos à venda e as metas, ano a ano. Numa época em que ainda não existia o Código de Defesa do Consumidor, criado em 11 de setembro de 1990, foi uma iniciativa importante em favor dos proprietários de automóveis.

O Peco se inspirou em programa semelhante iniciado nos EUA, em 1973, gerado pelo primeiro choque dos preços de petróleo. Lá se criou a CAFE, sigla em inglês para Média Corporativa de Consumo de Combustível, em tradução adaptada. Fabricantes deviam cumprir metas de redução de consumo para a média de todos os modelos à venda.

Os EUA sempre usaram combustíveis com incidência muito baixa de imposto, ao contrário da Europa, Japão e outros países dependentes de petróleo importado. Agora, quer diminuir drasticamente a sua vulnerabilidade. Além disso, o único modo de combater a emissão de gás carbônico (CO2), principal vilão do efeito estufa e de aquecimento do planeta, é diminuir o consumo de combustíveis fósseis (gasolina e diesel). Assim, ao mesmo tempo, atende as preocupações ambientais.

Uma estratégia seria aumentar o imposto sobre os combustíveis. Outra, a escolhida, impor metas de eficiência aos veículos. A CAFE atual já exige aumento da autonomia de 11,5 km/l para 15 km/l, até 2016. O governo acaba de aprovar uma meta bastante ousada. De 2017 até 2025, a média dos automóveis terá que melhorar para nada menos que 23 km/l. Trata-se de uma revolução nos padrões americanos: ganho de 5% ao ano. Por pressão das marcas de Detroit, picapes e utilitários foram aquinhoados com metas menores.

Outros fabricantes e importadores acabaram concordando. Volkswagen/Audi e Mercedes-Benz protestaram por aliviar os modelos mais pesados e gastadores, além de desestimular motores a diesel. Esqueceram que estes são caros e só se viabilizam com preços elevados de combustíveis, execrados pelos clientes. A BMW, ao contrário, apoiou a decisão.

O governo calcula que cada veículo acumulará, em média, US$ 8 mil (R$ 13 mil) de economia com combustível até 2025. Porém, reconhece que os automóveis podem encarecer mais do que esse valor e aceitou reavaliar. Em 2018, analisará os impactos nos custos de produção e nas vendas (os carros deverão ficar menores), além das dificuldades tecnológicas e até de segurança passiva.

É chegado o momento também de ressuscitar o Peco brasileiro, em benefício do consumidor. O programa, com metas menos radicais e compensações fiscais já previstas, poderia melhorar a eficiência dos motores e dos veículos em prazos negociados e passíveis de revisão.

RODA VIVA

RITMO das vendas caiu em julho. No final do primeiro semestre, a expansão era de 10% em relação a 2010. Já nos primeiros sete meses, havia se reduzido para 8,6%. Resultado se alinha às previsões da Anfavea, de aumento de 5% sobre o resultado do ano passado. Estoques continuaram a subir: de 33 dias em junho, para 36 dias, em julho, 20% acima do ideal.

GOVERNO Federal anunciou novo regime automobilístico para estimular produção nacional, eficiência e inovação. Na verdade, não definiu o que entende por inovação, deixando mais dúvidas do que certezas no ar. Valerá por um prazo de cinco anos e trará incentivos fiscais dentro da longa cadeia produtiva do setor. Objetivo: controlar custos e recuperar capacidade exportadora.

FORD oferece, desde maio, o Fusion mexicano com tração apenas dianteira por R$ 94.360,00 ou R$ 9.000,00 abaixo da versão 4x4. O médio-grande ficou mais leve e o motor V6/243 cv proporciona boa agilidade. Mas sem a emoção de um turbo moderno, como o Ecoboost de até 340 cv. Sistema de comunicação Sync é ponto alto. Falta memória de ajuste do banco elétrico do motorista.

PREÇO
convidativo – R$ 58.800 (versão de cinco lugares) e R$ 1.000 a mais, sete lugares – deixa o JAC J6 muito bem posicionado dentro da limitada oferta de monovolumes médios. Estilo, espaço interno, visibilidade e acabamento razoável (acima da média para modelos chineses nessa faixa de preço) destacam-se. Deve um motor algo mais potente. Suspensão, um pouco ruidosa.

CONGRESSO Fenabrave (23 a 25/11), em sua 21ª edição, recepcionará outro alto executivo para a palestra magna, em São Paulo. No ano passado, Sergio Marchionne, da Fiat-Chrysler e este ano, Philippe Varin, principal executivo mundial do Grupo PSA Peugeot Citroën.


(fotos: Chevrolet/Divulgação)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Hyundai mostra a nova geração do i30

Setembro. Falta muito pouco para a Hyundai mostrar, pela primeira vez, na Alemanha, ao vivo, a nova geração do seu hatch médio. Mas, para não deixar os fãs na mão, a marca divulgou hoje a primeira foto do novo i30, que deve chegar às concessionárias em 2012 - primeiro na Europa.

Pelo visto as alterações fizeram muito bem ao importado mais vendido do Brasil. O design do atual ainda é bonito, mas já demonstra algum sinal de cançaso. O novo i30 está mais moderno e com linhas mais fluídas, seguindo a beleza do Sonata.

Fica a expectativa para conhecer as evoluções do veículo. Pensando no Brasil: será que, finalmente, teremos um i30 flex?
(Foto: Hyundai/Divulgação)

Conheça detalhes do Freemont, o primeiro crossover da história da Fiat no Brasil

O Fiat Freemont já foi apresentado oficialmente para as revistas especializadas, que estamparam a foto do modelo em suas capas de agosto. Para os outros veículos de imprensa (blogs, jornais, TVs e outros), o lançamento acontece até o dia 12/08. E, para o consumidor, o mais importante de toda a história, o carro chega muito em breve às concessionárias da marca.

Para quem procura bem na internet, já é possível achar as informações e fotos oficiais do novo veículo "italiano". O Freemont é a versão da Fiat do Dodge Journey, mas com motor menor, preço mais baixo e pequenas diferenças no visual, acabamento e acertos.

Como adiantado pelas revistas, o Freemont chega com duas versões de acabamento, Emotion (5 lugares) e Precision (7 lugares), e com apenas uma opção de motor e câmbio: 2.4 16V de 4 cilindros a gasolina, que desenvolve 172 cv de potência a 6.000 rpm e 22,4 mkgf de torque a 4.500 rpm - sempre com transmissão automática de quatro marchas. Os preços são R$ 81.900 (Emotion) e R$ 86.000 (Precision). A Fiat espera vender entre 1.000 e 1.500 unidades do modelo por mês.
Segundo dados da Fiat, O Freemont precisa de 12,3 s (Emotion) e 12,9 s (Precision) para ser acelerado de 0 a 100 km/h, atingindo 190 km/h de velocidade máxima (não importando a versão). A diferença na aceleração acontece por causa do peso: 1.755 kg (leva cinco ocupantes) e 1.809 kg (para até sete pessoas). A média de consumo, de acordo com a fábrica, é o mesmo para os dois acabamentos: 9,1 km/l na cidade e 15 km/l na estrada - diferente do conseguido pela Quatro Rodas (ed. 620): 7,3 km/l na cidade e 9,8 km/l na estrada. O tanque de combustível tem capacidade para 77,6 litros.
Conheça um pouco de cada versão.

Emotion
Porta-malas: 580 litros/1.562 litros (com segunda fileira de bancos totalmente rebatidos e carga até o teto);
Equipamentos de série: Ar-condicionado automático digital "dual zone" (regulagem individual para os passageiros da frente), airbag duplo, freio a disco nas quatro rodas com ABS, controles de estabilidade, tração, anti-capotamento e de ocilação do trailer, retrovisores eletrocrômicos, faróis de neblina; sistema keyless, banco do motorista com regulagem mecânica, encostos de cabeça ativos, computador de bordo, piloto automático, rodas de liga leve aro 16” (225/65 R16), rádio MP3 com Bluetooth, entrada USB e tela touch screen de 4,3” e comandos de voz (em inglês); sensor de pressão dos pneus e trio elétrico. Sensor de estacionamento é opcional.
 

Precision
Porta-malas: 145 litros/2.301 litros (com banco de passageiro, segunda e terceira fileira totalmente rebatidos);
Equipamentos de série: Além dos itens da Emotion, traz ainda ar-condicionado automático digital de três zonas, airbags laterais e de cortina (para as três fileiras de bancos), banco do motorista com regulagens elétricas, porta-objetos sob o assento do carona, bagageiro no teto, bancos da segunda fileira com booster para crianças embutido, retrovisores rebatíveis eletronicamente, rodas de 17" (225/65 R17), sensor crepuscular e sensor de estacionamento. Bancos em couro (R$ 2.200) e teto solar (R$ 2.500) são os opcionais.

Cores sólidas: Branco Caldo, Preto Etna, Vermelho Sfrontato;
Cores metálicas: Cinza Sfrenato e Prata Argento.
Garantia: 3 anos (o programa de relacionamento L´Unico, nascido com o Linea, também está disponível para o Freemont).

  
 Fotos: Fiat/Divulgação

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

15 lançamentos devem agitar o mercado brasileiro até o final do ano

O bom repórter Diogo de Oliveira publicou uma matéria interessante no site da Autoesporte hoje. Pelo menos 15 lançamentos estão confirmados para o 2º semestre de 2011. Segundo a AE, Fiat Palio e Chevrolets Cruze e Colbalt são destaques, mas a maioria das novidades é de importado. Vejam a lista:

Agosto
JAC J6 (a partir de R$ 58.800)
Kia Picanto (a partir de R$ 34.900)
Volkswagen SpaceCross
Fiat Freemont
Setembro
Fiat 500
Ford New Fiesta hatch
Brilliance FRV (versões GL e Cross)
Hyundai Elantra
Chevrolet Cruze
Outubro
JAC J5
Volkswagen Amarok cabine simples
Nissan March
Chevrolet Cobalt
Novembro 
Fiat Palio
Renault Duster

Dos 15 carros, penso que o Fiat Palio, pela importância, será o lançamento mais significativo. Em seguida penso nesse quarteto (não necessariamente nesta ordem): Renault Duster, Nissan March, Chevrolet Cruze e Ford New Fiesta (hatch). Fechando coloco Chevrolet Cobalt, Hyundai Elantra, Fiat Freemont, Kia Picanto e Jac J5.

E para vocês qual carro será o lançamento mais importante do 2º semestre no Brasil? Comente aqui!
(Fotos: Chevrolet/Divulgação, Nissan/Divulgação e Renault/Divulgação)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Renovado, Kia Picando 2012 agora é flex. Por R$ 34.900, será que o custo/benefício é bom?

O novo Kia Picanto finalmente tem data para começar a ser vendido no Brasil: 22 de agosto de 2011. A nova geração do modelo chega com novo design, motor 1.0 flex, duas opções de câmbio e quatro versões ao todo.

Graças a uma mudança mais profunda de visual, ficando mais moderno e atraente, e no espaço, resultando em maior conforto para os ocupantes, a marca sul-coreana espera que seu compacto tenha muito mais sucesso do que a geração vendida até o momento.

O motor bicombustível promete ser um dos grandes atrativos do pequeno coreano. O atual Picanto tem um propulsor 1.0 12V a gasolina de três cilindros que desenvolve 64 cv de potência a 5.600 rpm e 8,9 mkgf de torque a 3.000 rpm. Já o novo Picanto tem motor 1.0 12V flex de três cilindros que desenvolve 80 cv a 6.200 rpm e 10,2 mkgf a 4.500. Ou seja, ganhos notáveis de potência e torque, mas com aumento do giro (barulho e vibração) do motor.
Outro grande atrativo da nova geração do Kia é a generosa lista de equipamentos de série. Por R$ 34.900, o cliente leva o Picanto básico, com câmbio manual de cinco marchas, equipado com airbag duplo, direção elétrica, ar-condicionado, volante revestido em couro com comandos do rádio, sistema de som com CD Player, MP3, entrada USB e conexão para iPod; faróis de neblina, trio elétrico, rodas de liga de 14”, imobilizar, setas em LED, odômetro digital com medições parciais e “eco driving mode” e banco traseiro bipartido.

Pagando R$ 39.900 é possível comprar o Picanto básico com câmbio automático de quatro marchas. Se o consumidor preferir, pode pagar o mesmo valor e pegar a versão completa, que tem os itens acima, além de airbags laterais e de cortina, teto solar e lâmpadas LED nos faróis dianteiros e traseiros. A versão completa com transmissão automática sai por R$ 44.900. A garantia é de cinco anos. Mas o sistema ABS de freios, estranhamente, não será ofertado - um absurdo!

O novo Picanto mede 3,595 metros de comprimento, 1,595 m de largura, 1,490 m de altura e 2,385 m de distância entre-eixos.

. Kia Picanto 1.0 Flex Manual (básico) - R$ 34.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Automático (básico) - R$ 39.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Manual (completo) - R$ 39.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Automático (completo) - R$ 44.900
Breve comparativo
Realmente o Kia Picanto 2012 tem uma relação custo/benefício bem atraente - garantia longa, motor mais potente e flex, um pouco mais de espaço para todos (ocupantes e bagagem) e visual bem mais moderno e atrativo. Seu preço ficou R$ 1.000 acima da linha 2011. Mas, pelas mudanças e evoluções, está de bom tamanho.

Na sua versão de entrada, o Picanto é praticamente imbatível na relação custo/benefício. Mas será que sua versão mais cara também é atraente? Pensando nisso entrei nos sites de algumas empresas concorrentes e montei carros com propostas semelhantes à do Picanto, equipados praticamente com o mesmo nível de itens e com câmbio automático ou automatizado. Todos da lista abaixo tem mais desempenho e são equipados com freios ABS, mas custam mais e têm menos garantia.

. Fiat Palio Essence 1.6 16V Dualogic - R$ 48.249 
(Evolution 2 + Attractive 7 + HSD + vidros traseiros elétricos + volante em couro)
. Volkswagen Gol Power 1.6 I-Motion - R$ 51.220
(Tecnologico VII + Kit V + rodas de liga-leve + lanterna de neblina + banco traseiro bipartido)
. Peugeot 207 XS 1.6 16V automático - R$ 48.560

Qual deles você compraria?
(fotos: Kia/Divulgação)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Honda continua sem fazer nada sobre os roubos do estepe do Civic

Se não bastasse os carros da Honda deixarem a desejar na lista de equipamentos de conforto e tecnologia para os ocupantes, um problema que afeta os donos do Civic há algum tempo continua acontecendo, sem que a marca japonesa tome qualquer atitude: roubo do estepe. E olha que ele nem fica do lado de fora!

Recebi um e-mail do internauta José relatando que o porta-malas do seu Civic LXS já foi arrombado duas vezes, o que resultou no roubo de dois estepes, um netbook e das ferramentas do veículo. Segundo seu relato, ao forçarem a fechadura, os bandidos abrem o porta-malas sem que o alarme dispare. Um completo absurdo!
Era uma vez (mais) um estepe do Honda Civic
Parece uma variação de um tipo semelhante de arrombamento que ainda acontece, embora não seja mais tão "famoso". Os ladrões cortam o fio da buzina que fica atrás do pára-choque dianteiro e, em seguida e em silêncio, podem quebrar o vidro do carro. Depois ele só escolhe o que roubar, podendo abrir o porta-malas pelo botão próximo do motorista (que mesmo no modo de segurança travado pode ser rompido pelos ladrões).

Comecei a pesquisar na internet e achei, facilmente, inúmeros casos de roubo do pneu sobressalente do Civic, em consequência de um dos arrombamentos descritos. Até um blog foi criado sobre o assunto, o "Arrombaram meu Civic". Seu proprietário, Gabriel Carneiro, teve seu Civic arrombado em outubro 2008. Ele entrou com uma solicitação junto ao Ministério Público pedindo uma investigação, mas o processo foi arquivado.

O blog do Shimono confirma o que o internauta José disse: "Um outro problema que você pode não saber é que com a fechadura estourada, o alarme original do carro não liga, e se o carro ficar muito tempo parado assim a bateria descarrega." Mas o Shimono publicou uma forma de dificultar consideravelmente a abertura do porta-malas e o consequente o roubo do estepe: desconectar a fechadura da parte eletrônica do carro.
Fechadura arrombada: alarme não disparou
No Civic Club , o internauta André Heman também teve o estepe furtado sem que o alarme disparasse quando o porta-malas foi aberto. Ele também sugere a mesma forma de dificultar o roubo citada pelo Shimono. Resta saber se funciona.

Estive numa concessionária da Honda e conversei com um vendedor, um consultor técnico, um instalador e com o funcionário da parte de peças e acessórios. A solução apresentada oficialmente, com homologação da Honda, foi uma trava anti-furto para o estepe, que substitui o sistema tradional de fixação do pneu no porta-malas. Essa trava é um acessório original Honda. Ao invés do equipamento vir de fábrica, a marca lucra mais um pouco pedindo de R$ 150 a R$ 200 para travar o pneu reserva - o preço  no site da Honda é R$ 147.
Acessório original Honda, trava dificulta o roubo do estepe no porta-malas
Depois de muitos minutos de conversa, o consultor técnico me sugeriu o selamento da fechadura do porta-malas. Perguntei se os proprietários poderiam fazer aquilo no concessionária, e a resposta foi negativa. Mas ele insistiu que era uma boa ideia selar a fechadura do porta-malas por segurança, já que está "na moda roubar o pneu reserva do Civic". Ele também sugeriu a instalação da trava da foto acima.

O pessoal do blog Alto Giro também passou pelo problema da fechadura arrombada e o consequente roubo do estepe do Civic. O autor do post (William S) fez dois comentários interessantes, que concordo:

"1) Falta de sensor de abertura do porta-malas: bastaria um simples INTERRUPTOR conectado à central do alarme, para ocasionar seu disparo e atrair atenção para o furto."
"2) Presença de uma fechadura na tampa do porta-malas: para quê? A maioria dos carros modernos possui abertura eletrônica do compartimento, inclusive o próprio Civic (há até mesmo um botão no controle da chave para isso). POR QUÊ ENTÃO MANTER A FECHADURA?!"


Outro post foi publicado no Alto Giro sobre o assunto. A novidade fica por conta da ideia 1 (acima):

"Segundo informações de gente ligada a concessionárias Honda, o Civic TEM SIM sensor de alarme no porta-malas. Acontece que o sensor é um simples interruptor elétrico acionado junto à fechadura. Ou seja, quando um meliante insere uma chave de fenda e gira o tambor, o sensor reconhece como se fosse o dono abrindo o compartimento com a chave, não disparando o alarme."

O Notícias Automotivas publicou dois rankings, sendo um dos "automóveis mais roubados do Brasil" e outro dos "veículos segurados que apresentam maior índice de furtos/roubos no Brasil". O Civic faz parte das duas listas.

Conclusão
Resta agora à Honda tomar uma atitude de verdade e acabar com essa pouca vergonha. Se não bastasse "roubar" o consumidor cobrando R$ 882 pelos faróis de neblina (valor que pode chegar a absurdos R$ 1.650 cobrados por algumas concessionárias, já que o preço do site da Honda não inclui a mão de obra para a instalação) e inacreditáveis R$ 1.007 (sem incluir a instalação) pelo sistema bluetooth "original Honda" para conexão com o celular (que não mostra nem quem está ligando), a Honda demonstra descaso com os (ainda fiéis) consumidores da marca em relação ao excesso de roubos envolvendo o Civic.

Parece que o novo New Civic 2012 não tem fechadura no porta-malas - uma bela solução definitiva. Mas a nova geração do sedã só deve pintar por aqui no ano que vem. E o que proprietários de mais de 200.000 New Civics podem fazer? Sei que o problema é muito mais amplo, envolvendo os governos em aspectos de segurança pública e educação. Mas a marca também precisa tomar uma atitude. O consumidor não precisa de recall, ele só quer ser ouvido e tratado com respeito. Se a Honda (ainda) tiver (algum) bom senso, ela vai entrar em ação e vai mostrar porque é uma das maiores e melhores fabricantes de veículos do mundo.
(Fotos: duas primeiras AltoGiro/Reprodução e última Site da Honda/Reprodução)

Governo Federal freia chineses e coreanos (importados)

O Governo Federal anunciou uma forma de incentivar a indústria automotiva nacional por meio de um programa de incentivos fiscais para estimular o crescimento. Além de dar apoio às marcas que têm fábrica no Brasil, o Governo também está freiando a chegada dos veículos importados ao país.

Mas as montadoras nacionais também precisarão dar uma contra-partida. Elas terão que investir mais em tecnologia e inovação com conteúdo local, bem como fabricar carros de maior valor agregado, aumentar empregos e a produção. 
Leia abaixo a matéria do O Estado de S. Paulo de hoje (04/08) sobre o assunto.

Carro pode ter IPI reduzido até 2016
MP beneficia empresas que aumentarem o conteúdo nacional e atende à indústria preocupada com importação de carros chineses e coreanos
Iuri Dantas e Renata Veríssimo / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

A indústria automobilística instalada no Brasil, composta exclusivamente de multinacionais, foi escolhida para receber o mais longo benefício da política industrial da presidente Dilma Rousseff.

Medida provisória publicada ontem vai permitir ao governo reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as empresas que aumentarem o conteúdo nacional, elevarem investimentos e produzirem veículos inovadores. Hoje, a alíquota máxima do tributo é de 45%. O benefício vai durar até julho de 2016.

Segundo fontes da indústria automobilística, os veículos não vão ficar mais baratos, a exemplo do que ocorreu de dezembro de 2008 a março de 2010, quando o governo reduziu o IPI para incentivar o consumo durante a crise internacional. Pela nova medida, o governo vai abrir mão de parte da sua arrecadação, desde que a empresa apresente um projeto que envolva melhoria de competitividade.

"O dinheiro será carimbado, ou seja, a empresa só poderá se beneficiar se tiver um projeto aprovado pelo governo", diz um executivo do setor. Ele ressalta, contudo, que as regras do plano, como porcentuais de redução e que tipo de projeto pode ser beneficiado, não estão definidas.

O estímulo inclui carros de passeio, comerciais leves, caminhões, tratores e ônibus, e não se aplica diretamente a empresas de autopeças. Segundo o coordenador-geral de Tributação da Receita Federal, Fernando Mombelli, as montadoras que cumprirem os parâmetros de inovação e uso de conteúdo local, que ainda serão definidos pelo governo, poderão ter uma "redução de alíquota (do IPI) de zero a 30 pontos porcentuais".

Assim, o governo poderá, no extremo, zerar o IPI de 25% que hoje recai sobre os carros de passeio. "A medida do setor automotivo busca propiciar melhoria das condições competitivas dos fabricantes nacionais, concedendo benefício condicionado a certos requisitos", disse Mombelli.

Coreanos e chineses
A medida atende a um forte lobby das montadoras que estão preocupadas com as importações dos automóveis coreanos e chineses. Como não há muito espaço para o uso de medidas de defesa comercial para conter as importações, os fabricantes pressionaram o governo para obter incentivos fiscais para carros "genuinamente brasileiros".

A proposta da própria Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) sugere desoneração tributária para carros que atendam a índice de pelo menos 60% de componentes vindos do Mercosul.

A Argentina, vista pelo setor como um mercado complementar ao brasileiro, continua sendo o principal fornecedor de carros importados para o Brasil, mas já tem perdido mercado para os coreanos e chineses.

Embora a participação chinesa ainda seja inexpressiva, a Anfavea antevê que, em cinco anos, a presença dos carros chineses será "violenta" - nas palavras de uma fonte do setor - e atingirá o principal nicho das montadoras brasileiras, que são os carros mais populares.

Por outro lado, o governo quis acabar com a concessão de incentivos "gratuitamente". Por isso, desta vez foi colocada uma contrapartida para forçar a indústria a inovar e tornar o País um polo de engenharia automotiva.

Técnicos dos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio preparam as linhas do programa, como o porcentual de conteúdo nacional e as alíquotas de IPI. Não há prazo para a publicação de um decreto com as regras.

No primeiro semestre, de um total de 1,73 milhão de veículos vendidos no País, 390 mil (22,4%) foram importados, a maioria pelas próprias montadoras. As marcas que não produzem localmente trouxeram 90,4 mil automóveis no período.

Nas últimas semanas, algumas das marcas importadoras, especialmente as chinesas, anunciaram projetos de construção de fábricas no Brasil. A Chery está construindo uma unidade em Jacareí (SP), com investimento de R$ 640 milhões. A JAC Motors procura área para uma fábrica que terá aportes de R$ 900 milhões, metade bancado pelo empresário brasileiro Sérgio Habib. / COLABOROU CLEIDE SILVA
(Foto: Chevrolet/Divulgação)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Chevrolet Agile morre em 2013? Mas antes teremos a versão automatizada Easytronic 1.4

Anunciado oficialmente em setembro de 2009, com lançamento acontecendo no mês seguinte, o Chevrolet Agile parece estar com os dias contados. Segundo a revista Quatro Rodas desse mês, o compacto saíra de linha em 2013, dando lugar ao Cobalt hatch. O compacto premium seria o penúltimo modelo da linha atual da General Motors a ser renovado no Brasil.

Se isso acontecer mesmo, o Agile terá o título de um dos carros mais curtos da história da GM no país, mesmo vendendo muito bem. É só comparar a sua vida com a do Astra (1998 a 2011), do Classic (1996 até 2015, segundo a QR) e da picape S10 (1995 até 2011, também de acordo com a QR).

Mas antes que isso aconteça, o Agile passará a ser equipado com o câmbio manual automatizado no início de 2012, conforme informou a publicação da Abril. Será a primeira vez que o motor 1.4 Econo.Flex trabalhará em conjunto a transmissão Easytronic. Vamos ver se a dupla vai dar certo.

Para encerrar, vale dizer que, se as previsões estiverem certas, o último modelo da Chevrolet a ser renovado por aqui será o incansável Classic, que em outros tempos foi o Corsa Sedan. Quem diria...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Nissan Frontier e os pôneis malditos


“Você quer uma picape que tenha cavalos ou pôneis?” Com essa pergunta, a Nissan lançou no último dia 29 a nova campanha publicitária da Frontier.

A intenção da marca japonesa é mostrar que o motor 2.5 16V turbo diesel da picape é o mais potente da categoria, com 172 cv de força. A propaganda ficou criativa e engraçada. Diferente de outras oportunidades (como aqui, aqui e aqui), dessa vez a Nissan foi mais discreta no comercial.

Confesso que tentei advinhar qual é a picape que fica atolada no vídeo. Meu voto é para a Toyota Hilux. O que vocês acham?

E não é que realmente a música ficou na cabeça? MALDITOS pôneis...