segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Impressões especial - o marcante Chevrolet Astra

Um companheiro de horas felizes e tristes; de tranquilidade e apertos; de viagens e deslocamentos; sempre sem reclamar e sem nunca ter me deixado na mão. Assim posso definir o meu ex-carro Chevrolet Astra Elegance hatch, que acabou de ser vendido. Como vocês poderão ver, o post ficou muito grande (com certeza um dos mais longos da história do De 0 a 100), mesmo depois de dois cortes. Mas isso só mostra como eu gostei do carro e vou sentir falta dele.

Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!), o Hugo Leite, o Pedro, o Piauí Jr., o Renato Dantas, o Mário Cesar, o Mário Cesar (de novo!), o Renato Dantas (de novo!), o Joathan (de novo!), o José Barbosa Júnior e o Jefferson de Oliveira, basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada. 
Por que o Astra?
Minhas história com o hatch médio da GM começou muito antes de comprá-lo. No ano 2000 resolvi começar a juntar dinheiro para comprar um carro. O primeiro que veio à minha cabeça foi um Astra, pois, como já comentei inúmeras vezes, sem gostei de hatches médios.

Com o passar dos anos, passei a estudar ainda mais o mercado e, em 2004, comecei a cobrir jornalismo automotivo, testando, oficialmente e profissionalemente, meus primeiros carros. Foram inúmeros veículos testados, de Volkswagen Fox 1.0, que entrava água por todos os lugares, até um belo Lexus LS 430 e uma Mercedes-Benz SL 500 conversível, ambos nos Estados Unidos. Mas, dentro da minha realidade e necessidade, o Astra sempre se manteve firme na liderança da minha preferência.

Em 2007, consegui juntar R$ 50.000 para comprar um carro a vista. Foi então que comecei a pesquisar e avaliar propostas mais concretas. Eu precisava de um carro com bom espaço interno (sou muito alto), porta-malas mediano e que não fosse 1.0, sempre mantendo o máximo nível de segurança que 50 mil pudesse comprar. Depois de muitas horas de pensamento, análise e testes, dois carros chegaram na "final": Volkswagen Polo e Chevrolet Astra.

Consegui um excelente negócio num Polo, com R$ 6.000 de desconto, além de IPVA e emplacamento pagos e dois "brindes" que deveriam ser de série: tapetes e peito de aço. Mas, a caminho da concessionária, desisti do negócio por um simples motivo: eu não seria feliz com o Polo. Pensei: "7 anos querendo um Astra e eu vou comprar um Polo?". Dei meia volta com o meu Santana 1.8 e fui novamente negociar o Astra, sempre em Belo Horizonte.
Negociação
Visitei a Jorlan e a Orca, que me fizeram ofertas ridículas. Fui então à LiderBH, onde consegui um preço mais honesto no Astra Advantage hatch 2007/2007 preto, com airbag duplo: R$ 48.000. Entrei novamente no carro e, de novo, não gostei do acabamento. Fiquei chateado. Resolvi então perguntar para a excelente vendedora Marcia Azi sobre o Astra Elite, que custava mais de R$ 62.000. Antes dos detalhes, ela me falou então da versão Elegance. O carro custava R$ 57.800, prata Polaris, quatro portas, com airbag duplo e R$ 61.800 nas mesmas condições, somando o ABS - muito além do valor que eu podia gastar.

Foi então que ela me disse que poderia fazer o carro por R$ 55.000, com airbag duplo, mas sem ABS. Comecei a ficar mais animado. Conversa vai, conversa vem, o valor desceu para R$ 54.000. Eu disse a ela que, se o valor abaixasse para R$ 53.000, eu fechava o negócio. Depois de dois dias de espera, ela me ligou e disse que o gerente tinha autorizado o negócio. Resultado final: Astra hatch Elegance prata, com airbag duplo, por R$ 53.000.

Mas eu não estava satisfeito. Liguei então para GM e eles me deram uma carta bônus. Na época, a carta para o Astra Advantage era de R$ 450. Para o Elegance, o valor subia para R$ 2.000. Com isso, o preço abaixou para R$ 51.000 (com o emplacamento, peito de aço e tapetes incluídos). Foi então que veio mais uma boa notícia: meu Santana tinha sido vendido pelo preço da tabela Fipe - acabei conseguindo mais do que o que eu esperava. Fazendo os calculos, o Astra Elegance saiu por R$ 49.000.

Lembram das malditas formigas? Elas apareceram no Astra!

O carro
Busquei meu Astra novo no dia 17 de abril de 2007. Abasteci o carro com etanol e o tanque de partida a frio com gasolina Podium, mesmo com o frentista erroneamente me dizendo que o primeiro tanque do carro deveria ser de gasolina.

O conforto da versão Elegance era muito superior ao do Advantage. O acabamento era de veludo, fazendo os bancos ficaram consideravelmente mais confortáveis. Além da direção hidráulica e do trio elétrico, o Elegance tinha ainda ar-condicionado eletrônico digital com controle automático, faróis de neblina, regulagem elétrica de altura dos faróis, espelho retrovisor interno eletrocrômico, banco traseiro bi-partido, limpador automático do vidro traseiro quando os limpadores dianteiros estão acionados e se engata a ré, e cinto de três pontos para todos os ocupantes. Coloquei ainda quatro acessórios no modelo: película anti-vandalismo, revestimento do volante em couro, módulo de som para ligar um MP3 Player e, um ano depois, sensor de estacionamento.
Desempenho
Tanto na cidade, quanto na estrada, vazio ou totalmente carregado, não tenho do que reclamar do desempenho do Astra. Os 121 cv com gasolina e 128 cv com etanol do motor 2.0 8V Flexpower eram mais do que suficientes para um automóvel de apenas 1.180 kg de peso (vejam como o Bravo e o Focus são gordos). A força de 18,3 mkgf de torque com gasolina e 19,6 kgfm com etanol tornavam a condução do veículo uma diversão.

Quando eu rodava distâncias de até a 350 km (ida e volta) ou quando estava com o carro muito carregado (também para percursos de até 350 km), sempre optava pelo etanol no tanque. A diferença de desempenho era notável. Já voltei de Tiradentes (MG) para Belo Horizonte, com cinco ocupantes e muita bagagem, sem enfrentar nenhum tipo de problema nas ultrapassagens. O ganho de 7 cv de potência e 1,3 kgfm de torque eram realmente notáveis. Com gasolina, o desempenho também era muito bom, mas inferior.

Por outro lado, com gasolina, a autonomia aumenta consideravelmente. Com um tanque de etanol, já rodei 464 km com o ar-condicionado ligado (indo de Belo Horizonte a São Paulo, a 110 km/h). Abasteci quando a luz do painel começou a piscar. Com gasolina, quando a luz começou a piscar, eu já tinha rodado 648 km, somando a distância de São Paulo a Belo Horizonte (a 110 km/h) com os trechos urbanos dentro das duas cidades.

Sobre o consumo, na cidade, a média ficava na casa de 6,7 km/l com etanol e 7,8 km/l com gasolina - em BH, rodando 60% do tempo sozinho e com o ar-condicionado ligado (isso depois das dicas de como fazer o carro beber menos - antes a média era de 6,3 e 7,4). Em São Paulo, a média foi de 7,2 km/l com álcool e 8 km/l com gasolina, quase sempre rodando sozinho, fora dos horários de pico e com o ar-condicionado ligado. Na estrada, quando rodei as distâncias acima, o carro fez média de 9,8 km/l com etanol e 13,8 km/l com gasolina. Mas, no trajeto de Belo Horizonte a São João Del Rei (MG), com velocidade variando entre 80 km/h e 90 km/h, com gasolina, a média foi de 14,9 km/l (com três pessoas, porta-malas lotado e ar-condicionado ligado o tempo todo).

O motor 2.0 Flexpower realmente é ultrapassado e deixa a desejar em diversos aspectos. Mas não posso negar que ele sempre funcionou muito bem comigo. Considero o desempenho do meu (ex) Astra muito bom e a média de consumo boa.
Foto do atual motor 2.0 Flexpower, que tem o X verde (o meu era vermelho). Credito: Chevrolet/Divulçação
Subestimado
Outro ponto que eu gosto do Astra é a sua estabilidade na estrada. Ele sempre teve comportamento exemplar nas curvas. Claro que não dá para abusar, pois ele tem tendência a sair de frente. Mas dou meus parabéns para a engenharia da Chevrolet pelo acerto de suspensão.

Durante minhas inúmeras viagens, enquanto eu percebia que o Astra era realmente estável, um aspecto sempre me chamou a atenção: como vários outros motoristas subestimavam o Astra. Não sei se eles não sabiam que o carro era 2.0 ou se eles eram simplesmente estúpidos (mais provável). O fato é que vários tentavam me passar como se eu não tivesse andando bem (no limite da via) ou tivesse a bordo de uma carroça, atrapalhando o trânsito.

Num trecho bastante sinuoso da estrada entre Belo Horizonte e São João Del Rei (depois de sair da BuRaco 040), um Corolla 1.8 tentava me passar de todas as formas, incluindo curvas e pontes. Como eu estava com etanol, durante uma subida, não tive dúvidas: pé embaixo e tchau Corolla. Só no meio da descida ele colou novamente na minha traseira, fazendo a ultrapassagem em faixa continua depois de uma curva.

Nas minhas indas e vindas de São Paulo para Belo Horizonte já observei isso mais vezes. Vários motoristas não tomavam conhecimento do Astra e "partiam para cima com tudo". Mas a maioria era "cachorro que só late": carros que só andam mesmo em descidas e retas (depois de embalar). Diferente deles, nas subidas, não importava a situação, lá estava o Astra, firme e forte, sem perder velocidade.

Para finalizar, uma vez tive problemas para ultrapassar um Honda Civic, na mesma estrada onde o Corolla me importunou, só que no sentido oposto. O motorista do sedã japonês era daqueles que acelerava junto com o carro que estava tentando ultrapassá-lo. Durante uma subida em reta, com ultrapassagem permitida, vinda de uma curva para a direita, reduzi de quarta para terceira marcha, pisei fundo no acelerador e percebi minha velocidade subir com entusiasmo. Quando o Civic resolveu animar, com seu motor 1.8 16V, mais da metade do Astra já estava na frente dele. E o Astra queria mais, só que finalizei a ultrapassagem e tirei o pé por questões de segurança.
Problemas
Mas, convivendo muito tempo com o mesmo carro, acabamos descobrindo alguns defeitos. No Astra, apenas três aspectos me incomodaram. O primeiro deles é o banco do motorista. Mesmo com ajustes de altura e lombar, depois de 2h seguidas dirigindo, eu começava a sentir dores nas costas e na perna esquerda, na altura do quadril. A minha altura contribuiu para isso, mas a concepção do banco, de 1998, foi realmente a grande responsável pelo problema.

As outras duas questões foram defeitos de fábrica que me incomodaram. O primeiro deles foi na embreagem. Quando o Astra tinha apenas 15.000 km rodados, passei a ter dificuldades para arrancar, porque a embreagem estava "alta" demais. Levei o carro na concessionária LiderBH e reclamei. Um teste bastante limitado foi feito e me disseram que todos sistema deveria ser trocado, com o preço orçado em R$ 2.000, fora a mão de obra. Inconformado com a situação, tirei o carro da concessionária e liguei para a Chevrolet, para reclamar. Depois de muitas conversas, levei o veículo novamente numa concessionária, dessa vez a Jorlan. Deixei o carro lá para os testes. No dia seguinte o veículo estava pronto, com o custo da manutenção definido: R$ 0. Uma espécie de mola havia quebrado e foi substituída em garantia (mesmo com o fim da garantia do carro). O consultor técnico me disse que a embreagem estava praticamente como a de um carro 0 km.

Escrevi uma carta formal de reclamação à LiderBH, que demorou quase 2 meses para me responder. Como eles entraram em contato comigo na época da revisão anual do veículo, eles me pediram para levar o carro lá novamente, para eles demonstrarem que eu poderia ter confiança novamente no trabalho deles. Depois de muito pensar e de várias ligações e pedidos, levei novamente o carro lá para fazer a revisão. Além dos itens do manual, pedi que eles consertassem o outro defeito que me incomodava bastante, que eu já tinha reclamado na revisão de um ano do Astra, e que não foi arrumado porque o consultor disse que era "normal o barulho": a trava elétrica do porta-malas. Ela parou de funcionar e fazia um ruído insuportável.

No final das contas, o preço da revisão ficou muito bom (depois de ganhar um desconto de "desculpas") e todos os defeitos foram sanados. O melhor de tudo foi ter conhecido um excelente consultor técnico, Gildson, que, desde então, cuidou muito bem do meu carro. Eu levava o carro única e exclusivamente na concessionária, quando eu precisava, exatamente por confiar no trabalho do Gildson.
Por que vender?
Por que então você resolveu vender o carro? Essa é uma pergunta que eu ainda me faço, mas que eu tenho duas respostas satisfatórias e verdadeiras. A primeira, e mais importante, é a segurança. Meu Astra não tinha ABS e o habitáculo era menos protegido por causa da concepção do projeto, de 1998. Já passei um aperto feio pela falta do ABS, quando um caminhão cegonha perdeu o controle na minha frente na estrada. Além disso, o passageiro central do banco traseiro não tinha encosto de cabeça.

A outra resposta é mercadológica. Se os rumores se confirmarem, 2011 é o último ano do Astra no mercado nacional. Quando ele sair de linha, todos os modelos devem sofrer uma desvalorização extra. Logo, para perder menos dinheiro, optei por vendê-lo.

Resumo da obra
O Chevrolet Astra Elegance é um carro que vou sentir muita falta. Seu espaço interno sempre me atendeu, assim como a capacidade do porta-malas. O conforto era bom e o acabamento honesto. Já o motor 2.0, mesmo com a idade avançada, casou muito bem com o carro, garantindo ultrapassagens seguras e média de consumo que posso considerar boa. Se a Chevrolet resolvesse parar com a bobagem de não oferecer ABS para o Astra, eu até cogitaria (muito) em comprar um novo Astra. Mas como a marca não fez isso, só daqui a alguns anos poderei ter outro Chevrolet (provavelmente um Cruze hatch).
Fotos: Renato Parizzi e Fabrício Quintão/arquivo pessoal

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Honda também brinca com o consumidor

É inegável que a Honda é um das marcas que produz carros com qualidade incontestável. Seus modelos quase sempre viram referência para os respectivos segmentos, brigando e, na maioria das vezes, alcançando a liderança da categoria. A Honda consegue sempre um acerto mecânico excelente, garantindo muito conforto, segurança e qualidade ao rodar com o veículo.

Mas, ultimamente, a Honda tem brincado demais com o brasileiro. Tudo bem que isso não é só culpa dela, já que o consumidor escolhe pagar mais para ter um Honda. E também não é só a Honda que faz isso; vártias outras marcas também. Mas bem que o fabricante japonês poderia ser mais respeitoso com os clientes em alguns aspectos.
Vejam a dupla City e Fit, que são vendidos na versão DX (o monovolume acabou de chegar as lojas). Ao invés de reduzir oficialmente os preços dos seus modelos, a Honda preferiu deixá-los menos equipados. Em relação ao LX, que tem preço sugerido de R$ 57.420 (regiões sudeste, sul e centro-oeste), o City DX perdeu sistema de som e bandeja sob o assento traseiro, ficando exatamente R$ 2.000 mais barato. Já o Fit DX vem com calotas no lugar das rodas de liga-leve e sem sistema de som, tudo por R$ 51.805.
Uma economia ridícula por parte da Honda. As versões DX não deveriam existir, e todas as outras deveriam custar exatamente o que a inferior custa. Ou seja, o City LX deveria custar o preço do DX; o EX deveria ter o valor do LX; e o EXL deveria ser encontrado pelo preço do EX. O mesmo vale para o Fit, vairando apenas as versões. Assim, o consumidor pagaria menos e teria um modelo mais equipado, tornando a Honda ainda mais competitiva no mercado

Honda City
R$ 55.420 (DX MT)
R$ 59.300 (DX AT)
R$ 57.420 (LX MT)
R$ 61.300 (LX AT)
R$ 62.975 (EX MT)
R$ 66.855 (EX AT)
R$ 66.780 (EXL MT)
R$ 72.625 (EXL AT)

Honda Fit
R$ 51.805 (DX MT)
R$ 55.805 (DX AT)
R$ 54.905 (LX MT)
R$ 58.905 (LX AT)
R$ 57.860 (LXL MT)
R$ 61.885 (LXL AT)
R$ 61.715 (EX MT)
R$ 65.720 (EX AT)
R$ 65.660 (EXL MT)
R$ 71.720 (EXL AT)
Exemplo prático
Os modelos da Honda não são mal equipados, mas poderiam contar com muito mais itens de série, incluindo dispositivos que até carros que custam metade do preço já tem de fábrica. Resolvi pesquisar a fundo uma das versões do aclamado Honda Civic, a LXL automática - umas das mais vendidas atualmente.

O modelo vem equipado, de série, com câmbio automático de cinco marchas (com paddle shit), airbag duplo, freio a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, direção com assistência elétrica progressiva (EPS), trio elétrico, ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, coluna de direção regulável em altura e profundidade, controle de áudio e do piloto automático no volante, cinto de três pontos e apoio de cabeça para todos os ocupantes; e rádio AM/FM/CD/MP3/WMA com sistema anti-roubo, quatro alto falantes e tomada P2. É lista realmente muito boa, mas que deixa bastante a desejar.
Além desses equipamentos, o que esperar de um Civic com preço sugerido de R$ 72.165? A começar pelo computador de bordo, um item de série no Chevrolet Agile LT (R$ 36.116) e no Palio ELX (R$ 29.150). O que dizer então dos faróis de neblina, um equipamento de série no Fiat Palio Essence (R$ 36.860).

Não podemos nos esquecer da conexão Bluetooth para celular e da entrada USB que a Fiat vende como opcional para o Palio ELX 1.0: com os equipamentos, o modelo custa sugeridos R$ 31.265.

Ace$$ório$
Além dos preços sugeridos muito altos para seus modelos, a Honda também cobra o olho da cara pelos acessórios. No site de acessórios da marca podemos ver os preços sugeridos para os equipamentos “originais Honda”. Vejam os valores de alguns deles:

Protetor de Carter (peito de aço): R$ 90
Kit Bluetooth para celular integrado ao sistema de som do veículo: R$ 1.008
Kit ultra som - detector de movimento que é integrado ao alarme: R$ 447 
Sensor de estacionamento traseiro: R$ 673,50
Faróis de neblina: R$ 1.333,50 (a Fiat vende por R$ 267 para o Palio)
Um detalhe importante: os preços acima não incluem a mão de obra! Resolvi então pesquisar os valores verdadeiros nas concessionárias. Liguei para seis delas em São Paulo e vejam o que encontrei, incluindo mais um item muito procurado: película anti-vandalismo. Os preços abaixo são para pagamento a prazo, existindo pequena diferença nos valores a vista.

Honda HVille
Sensor de estacionamento: R$ 650 (sensor paralelo)
Película anti-vandalismo: R$ 1.300 (por R$ 990 no “preço promocional”)
Kit Bluetooth para celular - original Honda: R$ 1.170
Protetor de cárter: R$ 176

Honda HPoint
Sensor de estacionamento + película: R$ 1.500 (sensor paralelo)
Película anti-vandalismo: R$ 790
Kit Bluetooth para celular - original Honda: R$ 1.180

Honda Daitan
Sensor de estacionamento: R$ 700 (R$ 1.250 dianteiro e traseiro / R$ 1.300 traseiro com câmera)
Película anti-vandalismo: R$ 1.950
Kit Bluetooth para celular - original Honda: R$1.250 (o paralelo custa R$ 1.900)

Honda Flora
Sensor de estacionamento: R$ 855,50
Película anti-vandalismo: R$ 750
Kit Bluetooth para celular - original Honda: X

Honda Dealer
Sensor de estacionamento: R$ 500 (sensor paralelo)
Película anti-vandalismo: R$ 790
Kit Bluetooth para celular - original Honda: R$ 1.200

Honda SP Japan
Sensor de estacionamento: R$ 500 (sensor paralelo)
Película anti-vandalismo: R$ 800
Kit Bluetooth para celular - original Honda: R$ 1.213
Achei melhor nem perguntar o preço dos faróis de neblina, tamanho absurdo cobrado pelas concessionárias nos acessórios. Um detalhe sobre o caro Kit Bluetooth para celular “original Honda” (acima). Um botão é instalado na coluna do veículo e o dispositivo usa o sistema de som do veículo para auxiliar na conversa. Mas, segundo o funcionário da Daitan, o kit original não mostra quem está ligando no rádio do veículo, ou seja, não tem identificador de chamadas, forçando o motorista a olhar a tela do celular. O ideal mesmo é que o motorista não atenda ao telefone enquanto estiver dirigindo. Mas, se o que o vendedor disse for verdade mesmo, a Honda cobra um absurdo por um equipamento incompleto.
Por sugeridos R$ 72.165, o Honda Civic LXL automático deveria ser equipado, de série, pelo menos, com sensor de estacionamento “original Honda”, kit Bluetooth para celular integrado ao som “original Honda”, sensor de presença integrado ao alarme (acima), sistema que faz os vidros do carro subirem ao acionar o alarme, faróis de neblina e protetor de cárter.
A Honda produz excelentes carros - é fato. Mas confesso que considero vergonhoso para a marca vender um carro da categoria do Civic sem os equipamentos acima. Quem sabe com o Civic 2012 a Honda não melhore consideravelmente a relação custo/benefício do seu sedã médio?
Fotos: Honda/Divulgação

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Impressões: Vectra GT-X foi um sonho realizado

Mesmo que isso não acontça nas vendas, o Chevrolet Vectra GT é um dos modelos mais populares da seção Impressões do De 0 a 100. Esta é a terceira vez que o hatch médio da GM aparece por aqui (primeira e segunda), agora representado pelo GT-X do Jefferson de Oliveira. Depois de pesquisar e analisar os concorrentes, ele optou pelo Chevrolet e hoje está muito feliz: "foi um sonho realizado".

Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!), o Hugo Leite, o Pedro, o Piauí Jr., o Renato Dantas, o Mário Cesar, o Mário Cesar (de novo!), o Renato Dantas (de novo!), o Joathan (de novo!) e o José Barbosa Júnior, basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.
"Sempre gostei dos carros hatches, fiz algumas pesquisas sobre alguns modelos, e cheguei a seguinte conclusão:

Ford Focus: Cheguei a ver um GLX, na negociação com o vendedor o preço ficou em R$ 51.900, porém sem freios abs e ar digital( motor 1.6 )
Hyundai i30: Belo carro, meu amigo tem um, com 5 km/l na gasolina parece até consumo de V8, seria interessante um motor flex.
Volkswagen Golf: Com a a chegada do modelo europeu ( só não sabemos quando ), acredito que não compensa comprar agora.
Fiat Bravo: Pagar R$ 55 mil em um carro que vem com calotas é brincar com a cara do consumidor, além do mais o já chegou com atraso no Brasil...
Chevrolet Vectra GT-X = Sonho realizado
Posso dizer que hoje o meu sonho foi realizado.
Comprei um GT-X 2010, não optei pelo 0 km pois o preço estava muito puxado, após uma busca, encontrei um 2009/2010 com 8.000 km, em relação ao preço fechei em R$ 51.500, estou muito feliz com a minha aquisição.
O carro é muito, mas muito completo mesmo:
Alarme na chave / Ar condicionado digital Inteligente com dutos para porta-luvas / Banco do motorista com ajuste manual de altura / Coluna de direção regulável em altura e profundidade / Desembaçador elétrico do vidro traseiro / Direção hidráulica / Faróis com máscara negra e lâmpadas Blue Vision / Airbags frontais / Espelho Eletrocrômico / Faróis de neblina dianteiros e traseiros / Retrovisores, travas e vidros elétricos / Freios ABS com EBD / Sensor de chuva / Piloto Automático / Acabamento em couro / Antena "Shark" / Computador de bordo / Retrovisores eletricamente escamoteáveis /Rodas de Alumínio Aro 17 / CD player com MP3, Bluetooth e entrada para Ipod com controle no volante revestido em couro
Além desses opcionais, foi instalado no local do som original (única parte que eu não gostava ) Central Multimídia DVD com Bluetooth, GPS e TV Digital

Pensei que as rodas de aro 17” sacrificariam o conforto ao rodar do carro, mas não foi isso que aconteceu. O conforto é incrível e isso é fácil de notar nas nossas ruas cheias de buracos e imperfeições.

O espaço interno me agrada muito, pode viajar tranquilo com quatro adultos que será confortável para todos.

Eu já gostava do carro, depois da compra eu me surpreendi ainda mais positivamente.

Pontos Positivos:
Estabilidade
Design
Dirigibilidade
Opcionais
Potência do Motor
Ponto Negativo:
Consumo, com uma observação: Até que para um carro 2.0 o consumo não é tão ruim, depende muito da maneira de dirigir, já chegou a fazer 7,5 km/l na cidade com o ar ligado. Por outro lado já chegou a fazer 7 km/l na estrada, com uma “tocada” mais esportiva. Médias sempre com etanol no tanque.

Quem estiver na dúvida não pense duas vezes, pode comprar que não vai se arrepender. Um grande abraço a todos os leitores!"

Opinião do blogueiro (repito aqui o que eu disse antes - mas atualizado)
Sei que o Vectra GT é um Astra (mecanicamente) e que ele, sem descontos, é caro, e que custa bem mais que o veterano e ex-líder da categoria. Também sei que o seu motor 2.0 tem concepção antiga e é bastante questionado em termos de desemepnho e, principalmente, consumo. Sei ainda de toda a história (e polêmica) envolvendo a escolha do seu visual, do nome e de mais algumas coisas. Mas confesso: sou fã do Vectra GT. Nunca foi o primeiro (nem o segundo), mas ele fez parte da minha lista de possíveis próximos carros. Mas perdeu porque acabei optando por outro modelo (o que era o primeiro da lista).

Gosto especialmente do visual do modelo. O Mario Cesar disse que a maior parte do tempo ele roda na cidade, por isso a escolha por um carro com motor 8V. Mas, quando o Vectra GT vai para a estrada, com gasolina (133 cv) ou etanol (140 cv) no tanque, o motorista pode ficar tranquilo que o carro responde muito bem. Ele não tem um desempenho espetacular, mas não vai fazer os ocupantes passarem aperto.

Mas me incomoda o fato da Chevrolet obrigar o comprador a ter rodas de aro 16" de série e não freios ABS, por exemplo. O que dizer então das rodas 17", que são muito bonitas (opcionais no GT e de fábrica no GT-X), mas que não são feitas para as nossas ruas inspiradas na superfície lunar. Pelo menos, a partir da linha 2011, o Vectra GT passa a ter airbag duplo de série. O ideal seria aumentar os itens de segurança no "pacote obrigatório" e tornar opcional outros equipamentos, como as rodas aro 16", permitindo ao interessado escolher qual roda mais o agrada na concessionária (ou em lojas do ramo).

Finalizando, o Vectra GT tem porta-malas com boa capacidade para a categoria (embora menor que o do Astra) e espaço interno suficiente para levar quatro adultos com conforto. Desde quando virou "Remix", o modelo ganhou mais porta-trecos, acabamento de melhor qualidade, bancos mais confortáveis e um visual muito melhor, que realmente me agrada (como eu disse no início).

Fotos: Chevrolet/Divulgação (primeira) e Jefferson de Oliveira/Arquivo pessoal (restante)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Nova Ferrari FF, um verdadeiro shooting brake

A sucessora da bela Ferrari 612 Scaglietti finalmente deu as caras. E não é que a Ferrari está ousando bastante no seu novo modelo? O novo modelo FF (Ferrari Four) é um shooting brake na alma (um misto de hatch e perua), com tração integral nas quatro rodas e porta-malas avantajado para um superesportivo: 450 litros, capacidade que pode aumentar para 800 litros com os encostos dos bancos traseiros rebatidos.
O motor é um V12 6.3 de 660 cv de potência e 69,7 kgfm de torque. Segundo informou a marca, o novo FF precisa de 3,7 segundos para ser acelerado de 0 a 100 km/h e atinge 335 km/h de velocidade máxima.
Mesmo um pouco fora do padrão tradicional da Ferrari, achei o FF espetacular. Vamos aguardar até março, no Salão do Automóvel de Genebra, para conhecermos o modelo com mais detalhes!



Fotos: Ferrari/Divulgação e respectivos sites marcados nas imagens

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Qual carro comprar: japoneses ou franceses?

O internauta Gustavo e sua família estão em busca de um novo carro. Depois de muito pesquisarem, eles chegaram a quatro finalistas, sendo que um corre por fora (e outros também podem aparecer de surpresa). De um lado temos dois japoneses: Tiida hatch e Livina, ambos da Nissan. Do outro tempo o Citroën C3 e, por fora, o Peugeot 307. Qual carro o Gustavo e sua familia devem comprar?
Vejam o que ele disse (com pequenas edições de texto, e não de conteúdo):

"Minha esposa quer um C3, porém numa visita a concessionária da Nissan vi dois modelos que me chamaram a atenção. Livina e Tiida hatch. Achei o primeiro muito bacana pelo espaço e gostei do test-drive - achei o veículo muito firme. O segundo apesar de um visual diferente, me chamou atenção pela qualidade no acabamemto e pelo amplo espaço interno. Cabe a cadeirinha do bebê mais dois atrás com tranquilidade. Isto só complicou a nossa escolha pois o C3 esta na casa dos 40 mil (Exclusive) o Tiida sai a titulo de promoção por 49 mil. Apesar da diferença de preços significativa o financiamento de ambos em 36x acaba por colocar os dois quase com o mesmo valor no final, pois a taxa de financiamento do Tiida é bem mais baixa.
 O Peugeot 307 está em promoção. Dei uma olhada com minha esposa e gostamos muito do espaço interno, mas achamos o acabamento e o conforto dos carros da  Nissan superior (exceto Livinia)."

Meu comentário, enviado por e-mail, com ligeiras edições:
Sobre os três carros, como a maioria dos Citroën 0km, o C3 sofre com uma desvalorização acima da média (um bom desconto na hora da compra pode compensar isso). A Citroën também tem fama de um pós-venda ruim, com peças caras e revisões não muito em conta (mesmo com o preço fixo). Por outro lado, o modelo é adorado pelas mulheres. Elas gostam do visual, acabamento e posição de dirigir.

Já o Tiida é um carro muito bom. Testei o modelo logo que ele virou flex e fiquei bastante surpreendido com o conjunto do modelo. Porém, ele não foi bem aceito no mercado brasileiro. Mesmo com o preço inicial interessante, na casa dos R$ 49.000, o carro não vende bem. Isso pode ser ruim na hora de revender, pois ele vai desvalorizar demais. Não tenho muitas informações do pós-venda do Tiida, mas um conhecido está no terceiro Sentra e diz que o carro dá pouquíssima manutenção e que as peças e revisões estão na média da categoria.
Já o Livina é um carro que vende cada vez mais no Brasil, embora, tenha ficado em quarto na categoria em 2010, atrás de Honda Fit, Fiat Idea e Chevrolet Meriva (nessa ordem). O Livina tem um detalhe interessante: muita gente não sabe que ele é nacional. Isso é uma vantagem na reposição de peças e também deveria ser no preço das peças (o valor está ligeiramente acima dos concorrentes, embora alguns componentes seja mais baratos). Ele se assemelha ao "old Fit" em termos de acabamento, com com um pouco mais de espaço interno e porta-malas maior. A garantia é de 3 anos. O motor 1.6 tem desempenho satisfatório, enquanto o 1.8 trabalha com mais folga.

O 307 Sedan praticamente já morreu com a chegada do Peugeot 408. Já o 307 hatch é um pouco caro, mas está fadado a sair do mercado muito até o 2012 já que a marca tem planos de lançar o 308 por aqui. Se você gostar do 307 ou 307 Sedan e achar que o preço esteja realmente bom, não vejo porque não comprar.
Fotos: Citroën/Divulgação, Peugeot/Divulgação e Nissan/Divulgação
E para vocês, qual carro o Gustavo e sua familia devem comprar?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Celta "Classic" 2012 está pronto e chega em breve

Com o lançamento cada vez mais próximo, o Celta 2012 já está deixando de ser novidade. O site Noticias Automotivas publicou várias imagens de um flgrante de algumas unidades do reestilizado compacto da Chevrolet na fábrica da GM em Gravataí (RS).
Como podemos ver, o Celta recebeu mudanças na dianteira - inspiradas no Classic. Os faróis parecem os mesmos do sedã mais vendido do país em 2010, embora lembrem também os do Corsa. Já a grade da linha 2012 tem pequenas mudanças, com a parte central mais larga do que a do Classic, lembrando, um pouco, a frente do Vectra.
Na minha opinião, todo trabalho de deixar o Celta mais robusto depois a primeira reestilização foi quase por água abaixo com a segunda. O modelo ficou mais feminino. Não está feio, mas logo logo o apelo de "Celtinha" deve voltar com força.
Classic e Prisma deverão ficar bem parecidos
Para finalizar o assunto dianteira, já imaginaram se o Prisma ganhar a mesma frente? Segundo o NA, a Celta 2012 terá apenas uma alteração na traseira: um "friso atravessando a tampa do porta-malas". A gravata da Chevrolet deve perder o círculo prateado também.

O interior também mudou. Notem as diferenças nas imagens abaixo. Os botões do ventilador/temperatura/direção do ar são novos, assim como a cor da iluminação do painel (agora azulado, como no Agile). Já o volante parece estar mais anatômico, embora seu banho de loja "a lá" S10 seja bastante questionável. Reparem também que, acima do porta-luvas, há um segundo porta-luvas ou um novo porta-objetos.
A motorização deve ser a mesma 1.0 8V VHCE, que desenvolve 77 cv e 9,5 kgfm com gasolina e 78 cv e 9,7 kgfm com etanol.

Celta e Prisma 2012 serão apresentados oficialmente pela Chevrolet no dia 1º de fevereiro. 
Fotos: Reprodução/Notícias Automotivas e Chevrolet/Divulgação

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

2010, um ano para ser lembrado e esquecido

O ano de 2010 foi marcante para a indústria automotiva nacional. Foram muitos recordes. Mas nem todos os modelos tiveram um ano excelente ou bom. Alguns sofrem com um ano pífio, enquanto outros tiveram apenas um ano morno.

Ano excelente
Gol - Passa ano e ele continua o carro mais vendido do Brasil.

Uno - Sucesso absoluto de vendas. Ficou em segundo no ranking nacional, com uma certa ajuda do Mille.

Celta - Mesmo com a mudanças (mínima) de visual prevista para 2011, o Celta foi muito bem em 2010.

Classic (+ Corsa Sedan) - Mais uma vez foi o líder da categoria, sendo responsdável por mais de 120 mil emplacamentos.

Strada - Um verdadeiro fenômeno.

Saveiro - Vendeu muito bem em 2010, embora tenha levado um banho da Strada.

i30 - Mesmo com o excesso de informações enganosas nos anuncios da Hyundai, o i30 fechou 2010 como o líder da categoria, desbancando o veterano e bem sucedido Astra (veja abaixo).

Ano bom

Palio - Mais uma vez o compacto da Fiat vendeu muito bem, mas viu seus irmãos mais novo e mais velho o superarem - juntos, Uno e Mille venderam mais que o Palio -, assim como a dupla da GM Celta e Corsa Sedan (Classic + Corsa Sedan)

Siena - Melhorou as vendas em 2010 se comparado a 2009, mas nem chegou perto do Classic, vendendo quase 21 mil unidades a menos.

Clio - com as mudanças da linha 2011, como o aumento da garantia, passou a vender muito mais

Sandero - Fechou o ano muito bem, mostrando que é uma ótima opção de compra. Com as mudanças previstas para este ano, deve se firmar ainda mais no mercado nacional

Agile - Suou a camisa, mas ficou atrás do Sandero. Ainda assim o Chevrolet vendeu muito bem, obrigado.

Livina - Ficou em quarto na categoria, mas até que vendeu bem.

Astra - Mais uma vez vendeu bem, mas viu seu trono de anos ser passado para outro carro, o i30. É o início do fim (previso para o final de 2011).

Focus - Finalmente mostrou suas qualidades e começou a vender bem. Tem tudo para assumir a ponta em 2011 - vai depender da Ford saber comercializá-lo.

Corolla – Manteve a liderança entre os sedãs médios e vendeu praticamente o mesmo tanto de 2009.

Fusion – Superou as vendas de 2009. Será que vai conseguir manter o fôlego em 2011 com tantos concorrentes novos no mercado?

CR-V – A Honda deve estar feliz, pois seu CR-V vende superou em mais de 5.000 unidades as vendas 2009.

Ano morno

Punto - Mesmo com as mudanças da linha 2011, como a adçõa dos motores E.TorQ e do câmbio Dualogic, o modelo não decolou nas vendas.

Ka - O pequeno Ford até vendeu muito bem, mas vendeu praticamente 10.000 unidades a menos que o Fiesta. Não seria a hora da Ford, finalmente, lançar um Ka 4 portas?

Voyage -Mesmo com os recordes de 2010, o sedã compacto da Volks vendeu menos do que em 2009.

Peruas compactas - Nenhuma delas vendeu mais do que em 2009. Quase uma vergonha.

Fit - Manteve a ponta no segmento, mas vendeu menos do que em 2009.

EcoSport – Conseguiu vender praticamente o mesmo tanto de 2009.

Idea e Meriva - O primeiro mudou, mas sem ter efeito nas vendas. O segundo está ficando cada vez mais velho e chora por uma mudança radical.
Civic – Ficou em segundo entre os sedãs médios, mas vendeu  mais ou menos 20.000 unidades a menos. Se a Honda não tivesse se mexendo para lançar o “novo New Civic 2012” em 2011, o Civic ficaria nos carros que tiveram um ano ruim.

Minivans médias – As vendas ficaram praticamente as mesmas do que as de 2009.

Picapes médias – S10, Hilux e L200 venderam praticamente o mesmo tanto de 2009. Ranger e Frontier tiveram aumento nas vendas, mas não o suficiente para tirá-las do quarto e quinto lugar do segmento, respectivamente.

Azera – Vendeu praticamente o mesmo tanto de 2009.

Tucson – Também manteve as vendas de 2009.

Captiva – Conseguiu manter as vendas 2009. Em 2011, deve superar 2010 pela evolução do motor e do câmbio.

Ano ruim

Polo - o ótimo carro da Volkswagen conseguiu vender ainda menos que em 2009. Será que o fim está a vista?

Hoggar - Vendeu menos que a Courier em 2010. Nem preciso comentar mais nada.

Stilo - Mais uma vez o hatch médio da Fiat não vendeu bem. Como prêmio ele ganhou o fim da sua produção no Brasil Vamos ver se o Bravo consegue ser o que o Stilo nunca conseguiu: um sucesso.

Linea – A Fiat mudou o modelo, colocando um novo motor e abaixando o preço. Resultado: vendeu menos do que em 2009. O que mais pode ser feito? Acho que só abaixando o preço mais ainda.

i30CW - Será que a perua já foi lançada no Brasil mesmo?
Fotos: Volkswagen/Divulgação e Honda/Divulgação

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mineiros, paulistas e cariocas pagam mais IPVA

Início de ano é sempre complicado por causa das contas para pagar. Para quem mora em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, a situação é ainda pior. Os três estados têm os IPVAs mais caros do Brasil: 4% do valor do veículo.

Santa Catarina, Espirito Santo, Sergipe, Paraíba, Tocantins e o Acre cobram um valor um pouco mais honesto pelo Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores: 2%.

Se os proprietários de veículos tivessem ruas e estradas decentes no Brasil, eu até acharia 4% justo. Mas, como não temos...

Muito obrigado a Anthony Garotinho (PDT, PSB, PMDB e PR), Benedita da Silva (PT), Rosinha Garotinho (PMDB), Sérgio Cabral (PMDB), Eduardo Azeredo (PSDB), Itamar Franco (PMDB e PPS), Aécio Neves (PSDB), Antônio Augusto Anastasia (PSDB), Mário Covas (PSDB), José Serra (PSDB) e Geraldo Alckmin (PSDB) - só os ex-govervadores mais recentes e atuais governadores - por terem mantido e ainda manterem o IPVA tão caro no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em São Paulo.

Sudeste
São Paulo: 3% (GNV, elétricos e só etanol) e 4%
Rio de Janeiro: 4%
Minas Gerais: 4%
Espírito Santo: 2%

Sul
Rio Grande do Sul: 3%
Santa Catarina: 2%
Paraná: 2,5%

Nordeste
Bahia: 2,5% e 3,5%
Sergipe: 2%
Alagoas: 2,5%
Pernambuco: 2,5%
Paraíba: 2%
Rio Grande do Norte: 2,5%
Ceará: 2,5%
Piauí: 2,5%
Maranhão: 2,5%

Norte
Tocantins: 2%
Pará: 2,5%
Amapá: 3%
Amazonas: 3%
Roraima: 3%
Rondônia: 3%
Acre: 2%

Centro-Oeste
Mato Grosso: 3%
Mato Grosso do Sul: 2,5%
Goiás: 2,5 e 3,75%

Distrito Federal: 3%

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Eis o "novo New Civic" 2012

Ele ainda é um conceito, mas dificilmente terá alguma mudança relevante quando virar a versão final. A Honda mostrou hoje, no Salão do Automóvel de Detroit, o "novo New Civic". A nova geração do sedã japonês começa ser vendida nos Estados Unidos em breve.

Por aqui, o modelo começa a ser produzido na fábrica de Sumaré (SP) no meio do ano (julho provavelmente) e chega às concessionárias da Honda de todo país no segundo semestre, já como linha 2012. O "novo New Civic" usa uma versão atualizada da sua atual plataforma. Por isso, podemos esperar um espaço interno semelhante, assim como a excelente estabilidade (o ótimo conjunto da suspensão traseira, independente, foi mantido).
Os recentes melhoramentos do Civic 2011 (direção elétrica e novo ar-condicionado) deverão ser mantidos, assim como o motor 1.8 16V flex. Segundo a Honda, conforme publicou a Quatro Rodas, toda a linha Civic 2012 terá controle de estabilidade (chamado pela marca de VSA) como item de série e a estrutura de deformação programada passou por um estudo minucioso por parte dos engenheiros da marca.

Não será surpresa se a esperada versão 2.0 "comum" (não a Si, que deve morrer com a chegada da nova linha) for apresentada por aqui. Também não será surpresa se o porta-malas do novo Civic crescer para uns 400 litros, pelo menos.

Em termos visuais, a nona geração do Civic evoluiu no mesmo lugar, ou seja, sem ousar demais. Ainda estou me acostumando com o design. Em relação ao modelo flagrado em Dubai, o conceito está bem melhor (muito porque, no flagrante, o Civic tinha muita "maquiagem).

O que vocês acharam do Civic 2012? Vai retomar a ponta de segmento?
Fotos: Honda/Divulgação