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sábado, 12 de maio de 2012

Esqueça 2011: Chevrolet Captiva 2012 está mais equipado e barato

Chevrolet Captiva Ecotec 2012
 Nos meus últimos posts sobre a Chevrolet, tenho reclamado bastante de algumas coisas, especialmente do absurdo preço cobrado pelo Cruze Sport6. Mas, não posso deixar de valorizar o que a marca fez com um de seus modelos disponíveis no Brasil, o Captiva.

No ano passado, a marca melhorou o seu SUV, o deixando mais equipado, com melhor desempenho, melhor consumo, menos poluente e mais seguro.
Para quem não se lembra, o motor V6 3.6, que desenvolvia 261 cv de potência e 32,9 mkgf de torque, foi substituído por um V6 3.0, com injeção direta de combustível e comanto de válvulas variável, capaz de gerar 268 cv e 30,6 mkgf. O propulsor quatro cilindros 2.4 Ecotec também recebeu injeção direta, e passou de 171 cv e 22,2 mkgf para 185 cv e 23,3 mkgf. Mas a grande novidade do modelo 2.4 foi o câmbio automático de seis marchas, como o dos irmãos V6.

Ainda no ano passado, o Chevrolet Captiva ganhou mínimas incrementos visuais na versão AWD e mudanças internas em todas as versões, além de novos equipamentos, como freio de mão com acionamento elétrico, revestimento dos bancos em couro, rádio com entrada USB e volante regulável em profundidade - os modelos V6 ganharam ainda sensores de chuva e aquecimento dos bancos, enquanto a versão topo de linha (AWD) recebeu sistema de som com 10 alto-falantes e câmera de ré, com monitor posicionado no espelho retrovisor interno.
Captiva Ecotec tem novo sistema de ar-condicionado automático e ganhou a tecnologia Remote Start

Março 2011
Captiva Ecotec 2.4 16V: R$ 90.299
Captiva Sport V6 3.0 24V: R$ 96.774
Captiva Sport V6 3.0 24V AWD: R$ 100.774

Chega de passado
Falando agora da linha 2012, que acaba de chegar às concessionárias, a Chevrolet equipou ainda mais o Captiva e manteve os preços que já eram praticados recentemente (veja abaixo), mais baixos que os sugeridos em março do ano passado (veja acima). Essa estratégia é muito bem-vinda para o modelo sobreviver num dos segmentos mais disputados do mercado, com representantes de peso como o Fiat Freemont, Dodge Journey, Hyundai ix35, Kia Sportage, Mitsubishi ASX, Peugeot 3008, Jeep Compass e Honda CR-V.

Captiva Sport 2.4 Ecotec – R$ 87.900
Captiva Sport V6 – R$ 94.600
Captiva Sport V6 AWD – R$ 99.900
Captiva V6 AWD tem teto solar de série
Em termos de equipamentos, as novidades da linha 2012 do Captiva 2.4 Ecotec são a adoção de um novo sistema de ar-condicionado automático e o Remote Start, que permite ao consumidor ligar seu veículo a distância, mesmo sem destravá-la, para que o sistema de ar-condicionado comece a refrigerar o interior do veículo, regulagens elétricas para o banco do motorista e aquecimento para os bancos dianteiros. A versão Ecotec ganhou ainda iluminação nas sombreiras e os retrovisores externos com desembaçador.

A versão V6 4x2 não recebeu nenhuma novidade, enquanto a topo de linha, V6 AWD (tração integral), passa a vir, de série, com teto solar elétrico.
Toda linha Chevrolet Captiva no Brasil vem equipada com ESP (Electronic Stability Program), ABS (Anti-lock Braking System), TCS (Traction Control System), seis airbags (dois frontais, dois laterais e dois do tipo cortina), cintos de segurança com pré-tensionadores e apoios de cabeça dianteiros ativos que se movimentam para a frente do veículo no caso de colisão traseira, de modo a aliviar o impacto no pescoço dos ocupantes (efeito chicote).

Fica a expectativa agora da chegada da nova geração, que deve acontecer até 2014. Até lá, bem que as trocas de marchas sequencias poderiam ser feitas por toques na alavanca do câmbio ou por meio de borboletas atrás do volante, dispensando o ridículo botão usado atualmente.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Alta Roda - Mais, por preço igual

Embora só se iniciem as vendas em meados de janeiro de 2012, o Civic apresentado semana passada fecha o ciclo de seis lançamentos inteiramente novos no segmento C (médio-compacto), precedido por Fluence, 408, Jetta, Cruze e Elantra. O modelo japonês sofreu atraso de cinco meses em razão de falta de componentes devido a desastres naturais no Japão e Tailândia. A Honda manteve a política de lançamentos quase simultâneos com o exterior, mas foi surpreendida por aqueles imprevistos.
Se a versão brasileira já tinha mudanças em relação à comercializada em outros países, as diferenças nessa nona geração (primeira, em 1972) se aprofundaram. Para-choques dianteiro e traseiro, faróis e refletores na tampa do porta-malas são específicos para o nosso mercado. O tanque de combustível aumentou de 50 para 57 litros. Evolução no estilo é discreta. Há mais equipamentos de série, sem alteração nos preços – R$ 66.660 a R$ 86.750 –, na média das versões (LXS, LXL e EXS), uma tendência aqui e no exterior.

A maior curiosidade técnica é a redução em 3 cm na distância entre-eixos, na contramão do que se costuma ver. No entanto, o espaço interno não se alterou graças ao reposicionamento do painel e bancos dianteiros. Aumento do volume do porta-malas, de 340 para 449 litros, se deu praticamente pela adoção do estepe de uso temporário, bem mais estreito. A diferença no comprimento total, escasso 1,6 cm mais em relação ao anterior, se deve ao redesenho dos para-choques. O carro ficou 7 kg mais leve, mesmo recebendo material fonoabsorvente no interior dos para-lamas e novos acessórios.
Solucionaram-se certas limitações do Civic anterior. O quadro de instrumentos está mais completo, há um bom computador de bordo e em todos os vidros laterais um-toque para subir e descer. Exclusivos da versão de topo, teto solar e navegação por satélite que inclui melhor trajeto em função das condições de trânsito, em tempo real, em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A visibilidade à frente melhorou porque as colunas dianteiras são mais delgadas e as duas pequenas vigias cresceram. Todas as versões têm câmera de ré.

Pequenas modificações no motor de 1,8 l melhoraram a curva de torque, mas seu valor (17,7 kgfm) se manteve inalterado, bem como o de potência (140 cv) com etanol. Objetivo foi diminuir o consumo em 2,2%. Com a nova tecla Econ no painel pode haver ganho adicional, em especial se o motorista seguir as luzes de orientação no quadro de instrumentos e abrir mão de parte do conforto do ar-condicionado.

Difícil perceber mudanças na dirigibilidade – já de padrão elevado na oitava geração –, porém o encurtamento da primeira e segunda marchas ajuda na arrancada inicial. Bem interessante a interação (só na EXS) entre o sistema de controle de trajetória (ESC) e a direção de assistência elétrica, que induz o motorista a não errar, caso o automóvel perca aderência em situações extremas.

Dois pormenores desagradam: novo volante não tem pega tão boa como antes e o pedal do acelerador passou a ser suspenso, perdendo um pouco da precisão e esportividade do anterior, articulado no assoalho, tradição de Porsche e BMW, por exemplo.
RODA VIVA

UMA tradição ruim – típica de algumas marcas japonesas – foi mantida pela Honda. Não há informações técnicas suficientes sobre o novo Civic. Consumo de combustível, dados de aceleração e velocidade máxima e até coeficiente aerodinâmico são simplesmente escondidos. No exterior, números de consumo e emissões são obrigatórios. Aqui, fica por isso mesmo...

RENAULT demorou mais de um ano, até confirmar a entrada no segmento de carros de custos superbaixos, como o Tata Nano. O preço será maior que o especulado de R$ 6.000 (sem impostos). Carlos Ghosn, presidente da empresa, disse à coluna, em outubro último, que as negociações com a Bajaj, parceira indiana, estavam na reta final. Não quis falar sobre produção aqui.

JOURNEY recebeu o mesmo pacote de “bondades”, em termos de materiais de acabamento e equipamentos, que o Fiat Freemont. Novo motor da Chrysler, V-6/280 cv, combinado a um câmbio automático de seis marchas, deu, claramente, mais vida ao crossover mexicano por preço interessante: R$ 97.500 a R$ 107.900. Em 15 dias pode aumentar de preço com o novo IPI.

SALÃO Internacional do Automóvel Antigo, em sua segunda edição, realizada em São Paulo, semana passada, mostrou mais organização e melhor seleção dos modelos. Uma parceria entre o Automóvel Clube do Brasil e a especialista em feiras Reed Alcântara Machado. No total, 240 veículos em exposição e leilão de 80 modelos, de 1929 a 1981.

ESTUDO da J.D. Powers indica que 38% dos veículos novos nos EUA são adquiridos por mulheres. Parece uma estatística mais real do que os alegados cerca de 50%, no Brasil. Mais provável que aqui, por razões de pontuação de multas e ida a cartórios na hora de revender, compradores prefiram deixar o carro em nome de esposas e filhas, por exemplo.
Fotos: Honda/Divulgação



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Hyundai/CAOA leva um tapa de luva da Fiat

Se o grupo CAOA agora usar superlativos para valorizar os carros da Hyundai no Brasil, ele agora precisa aguentar, publicamente, o oposto. Não precisar dizer muito, só que a Fiat foi muito esperta a fez o que muitas marcas gostariam de ter feito.
Aproveitando que os comerciais são do Freemont, aproveito para descrever parte de uma conversa que tive com um taxista. Eu estava a bordo de um Meriva táxi quando paramos em um semáforo. Do lado esquero parou um Freemont, e do direito parou um Palio Weekend Adventure Locker. Foi então que o motorista soltou uma pérola:

"Nossa, não sei como a Fiat conseguiu transformar a Weekend nesse 'Frimonty' aqui do lado. Os engenheiros devem ter quebrado a cabeça para fazer a perua crescer". Atônito, eu apenas concordei. Pensei em comentar que o Freemont nada mais é que o Dodge Journey, mas preferi ficar calado.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Alta Roda - Sem distinção de origem

Ainda não baixou toda a poeira do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), mas já permite uma análise aprofundada. Claro, trata-se de medida protecionista que todos execram. Entretanto, isso é o que menos falta no mundo, hoje, por meio de barreiras válidas ou disfarçadas, especialmente após a crise financeira de 2008. Exemplos: no México, só podem importar as marcas que produzam lá ou mediante acordos comerciais (chineses e sul-coreanos ficam de fora); os que não fabricam na Argentina devem compensar a importação comprando produtos locais e exportando.

Há outros casos curiosos. Apesar do alto poder aquisitivo, na Coreia do Sul todos os importados, inclusive marcas premium, ocupam apenas 1% do mercado interno. Será que estrangeiros oferecem menor prazo de garantia? Na China, o programa subsidiado de veículos elétricos só é válido para os produzidos por chineses. Provavelmente, pela qualidade superior...

Isso posto, vem o IPI majorado em 30 pontos percentuais, na média aumento real da alíquota de 26,5%. Difícil derrubar essa medida na Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo alegaria que a nova alíquota é para todos, sem distinção de origem, seguida por normas de incentivos para fabricação local, como já ocorre com computadores e outros bens. Decisões da OMC são lentas e o IPI maior vale, inicialmente, até o final de 2012. Tempo curto demais para eventual disputa.

Emenda constitucional, de dezembro de 2003, de fato estabelece um mínimo de 90 dias para alterar um tributo. Alguns acham que a regra vale para impostos novos e que IPI existe desde os anos 1960. Juízes terão que decidir. Faz parte do cipoal legislativo típico do famigerado Custo Brasil.

Protecionismo, em princípio, prejudica consumidores. Porém, é bom lembrar que não se exige conteúdo local para produzir veículos no País, salvo os 60% dentro do Mercosul. O novo índice de nacionalização de 65% é mais rigoroso: desconta (agora) a carga fiscal, há processos produtivos regulados e gastos obrigatórios em pesquisas. Deixa alguma flexibilização por dispensar das exigências 20% da produção.

Também não dá para exagerar. Novas marcas que queiram construir fábricas aqui poderiam seguir uma escala crescente de uso de autopeças nacionais ou do Mercosul, iniciando em 30%. Parece óbvio que isso ocorrerá. Afinal, mesmo que a maior intenção de investimento desses entrantes signifique menos de 10% do que apenas um dos fabricantes estabelecidos já iniciou, o Brasil precisa de todos os empregos que possa gerar. Na longa cadeia industrial a geração de renda é superior ao setor comercial, no nosso estágio de desenvolvimento atual.

Ponderando prós e contras, inclusive a situação cambial que favorece importar e não fabricar localmente, toda essa confusão do IPI tende a ser neutra para o consumidor, em médio prazo, e favorável, em longo prazo, por atrair investimentos pesados e maior concorrência. De início, bônus e financiamentos subsidiados podem até diminuir. É ingenuidade, no entanto, achar que importadores repassarão toda essa carga fiscal, desistindo de um dos mercados mais atraentes do mundo, onde todos brigam por décimos de participação nas vendas.

RODA VIVA

DODGE Journey e Fiat Freemont continuarão a vir do México isentos de imposto de importação e do IPI majorado. Acordo bilateral tem sido muito favorável ao Brasil: exportamos mais de 1,5 milhão de unidades em dez anos e importamos nem um terço desse volume. March e novo Fiesta, hoje mexicanos, serão fabricados aqui, diminuindo importações.

SEDÃ compacto Chevrolet Cobalt não terá arquitetura baseada na do Corsa alemão e muito menos será a versão sedã do Agile. Por ora, a GM esconde essa informação, mas o carro foi desenvolvido em conjunto pelas filiais brasileira e sul-coreana (antes conhecida como GM Daewoo Auto & Technology). Modelo chega ainda esse ano, substituindo Astra e Corsa sedã atuais.

VERSÃO básica do Tiguan 2012 passa a custar R$ 110.000 com repasse parcial do novo IPI. Derivado do Golf, recebeu retoques na frente e traseira e, no interior, rádio com navegador. Assist Park II agora permite entrar e sair das vagas, inclusive as transversais, com mínima intervenção do motorista. Impressiona a nova tração 4x4 permanente, tanto no asfalto como na terra.

VENDER a ideia de um modelo comum voltado para a economia de combustível não é nada fácil. A Fiat faz isso agora com o motor de 1,4 litro do Uno Economy. Antes só aplicava o conceito a motores de 1 litro, como do próprio Uno. Pacote inclui transmissão, pneus, suspensões e gerenciamento do motor modificados para alcançar de 10% a 15% de economia.

BOSCH aumentará oferta de produtos de ponta produzidos no Brasil. Além do ABS de nona geração, ESP também entra no portfólio. São unidades mais compactas e leves, iguais às europeias, para ampliar segurança ativa nos automóveis. A empresa inicia atividades de energia solar, nacionalizando placas fotovoltaicas.