Um dos carros mais importantes da história da Renault está aqui nas Impressões do De 0 a 100. Mais uma vez o Wladimir Pereira mandou um rico conteúdo, agora do Clio. Depois de uma boa pesquisa, ele e sua esposa optaram pelo compacto da marca francesa.
Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!), o Hugo Leite, o Pedro, o Piauí Jr., o Renato Dantas, o Mário Cesar, o Mário Cesar (de novo!), o Renato Dantas (de novo!), o Joathan (de novo!), o José Barbosa Júnior, o Jefferson de Oliveira, eu mesmo (Volvo XC60 e Astra), o Leonardo Vilela, o Mário César (mais uma vez!), o Pedro (de novo!), o Wladimir Pereira e o Wladimir Pereira (de novo!), basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.
"A decisão pelo Renault Clio 1.0 16V 2010/2011 foi feita pelo seu excelente custo/benefício em relação aos concorrentes.
A impressão que o Sandero Stepway deixou quando chegou a nossa casa foi tão boa que ao trocar nosso segundo carro a decisão foi por outro Renault. Visitamos várias concessionárias para comprar um carro na faixa de R$ 30.000 equipado com ar condicionado, direção hidráulica, alarme, vidros e travas elétricas, que fosse econômico para atender ao trajeto casa/escola/trabalho, em um trânsito pesado, sem a necessidade de um motor potente. Então testamos:
. Chery: QQ e Face
. Chevrolet: Celta e Classic
. Fiat: Palio G3, Uno e Mille
. Ford: Ka e Fiesta;
. Volkswagen: Gol G4 e G5;
Os chineses Chery QQ e Face são bem equipados, mas parecem muito frágeis e com interior claro. Estavam já sujos e marcados no mostruário da concessionária e nos carros destinados ao teste drive. Minha esposa descartou logo, apesar do excelente custo, mas ainda com qualidade dos materiais e mecânica questionáveis e sem parâmetros.
Renault Clio 1.0 16V 4 portas – Tudo que precisávamos a um custo de R$ 29.000 e equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, alarme, vidros nas portas dianteiras e travas elétricas, ar quente, desembaçador do vidro traseiro, pára-choques na cor da carroceria, retrovisores com regulagem manual interna, barras de proteção lateral, aviso sonoro de luzes acesas, brake-light e rodas aro 14, conta-giros, limpador de pára-brisa traseiro e apoios de cabeça para os ocupantes dos bancos de trás, 3 anos de garantia com 2 anos para o Renault Assistance e rádio CD player SONY instalada na concessionária.
Pontos Positivos
1. A bateria fica em um lugar de difícil acesso. Não entendeu. Então explico na minha família nos VW Gols G2, G3 e G4 tivemos o estepe roubado em virtude da bateria ficar logo abaixo do limpador de pára-brisa, abaixo de uma peça plástica que era quebrada ou retirada para o corte do fio da bateria e anulando o alarme. Aí era só ir na tampa traseira e arrombar a fechadura. E o Gol ainda ajuda, pois não tem sensor de abertura do porta-malas. Fui vítima de vários furtos;
2. O estepe fica na parte interna do porta-malas e a tampa não possui fechadura;
3. Cintos de segurança dianteiros retráteis de 3 pontos com regulagem de altura;
4. Cintos de segurança laterais traseiros de 3 pontos retráteis e apoios de cabeça nos bancos laterais traseiros (isto é raro no segmento);
5. Desembaçador e limpador e lavador do vidro traseiro com intermitência (isto é raro no segmento);
6. Retrovisores com comando de regulagem interno;
7. Os mostradores do painel melhoraram, tendo um design superior ao anterior que era branco com cinza. Agora tem o fundo preto com os caracteres em branco e iluminação num tom vermelho claro herdado do Symbol. Essa aqui foi uma sacada legal da Renault dando modernidade ao Clio. O grafismo e a disposição em minha opinião são mais bonitos que os do Sandero Stepway;
8. Os botões de abertura e fechamento dos vidros dianteiros são nas portas e possuem iluminação noturna;
9. Chave com comandos de abertura e fechamento das portas. Ao primeiro toque destrava-se apenas a porta do motorista. Ao segundo toque abrem se as demais portas e o porta-malas. A luz de teto interna permanece ligada até que a chave seja colocada no contato e girada. Ao se girar a chave a luz apaga de forma gradativa. Caso não haja abertura de portas ou porta-malas em 30 segundos o alarme se arma novamente (isto é raro no segmento). O alarme segue o mesmo padrão do Renault Sandero Stepway;
10. Fácil de encontrar uma posição para dirigir e uma boa visualização sem muitos pontos cegos;
11. Aviso sonoro de farol ligado ao se desligar o carro e abrir a porta do motorista;
12. Interruptor de abertura nas quatro portas e no porta-malas que acende a luz de teto interna que só se apaga de forma gradativa quando a(s) porta(s) é (são) fechada(s) e a chave é da ignição é girada. Caso a luz permaneça acesa indica que alguma porta ficou aberta (isto é raro no segmento);
13. O tecido do banco tem boa textura e qualidade. É em tom cinza escuro que facilita a limpeza e, em caso de macha, não ficará tão aparente - quem tem criança sabe como é. Exemplo: os tecidos usados nos Ford Ka e Fiesta são escuros (preto e cinza) mas passam a impressão de que vão se rasgar com a unha. E dos chineses são claros demais;
14. Os bancos dianteiros acomodam bem as costas tanto do motorista quanto passageiro. Isto se deve as suas abas laterais elevadas;
15. O motor se mostra ágil quando o ar-condicionado está desligado. No anda e para da cidade, exige algumas doses a mais de combustível com uma boa apertada do pé direito. Mas quando o trânsito flui e você se depara com uma via de trânsito rápido vai bem;
16. Bons engates do câmbio e o motor têm um desempenho muito bom;
17. Painel com Km total, parcial e hora e boa visualização mesmo sem a regulagem de altura e profundidade do volante, que tem boa empunhadura;
18. Bom espaço no porta-luvas e bons difusores de ar.
Pontos Negativos
1. Melhorar o encaixe das alças do tampão do bagageiro;
2. Forrar as laterais do porta-malas. Os fios dos auto-falantes ficam aparentes;
3. Uma falha do alarme é que ele se arma mesmo com uma das portas abertas. O único sinal de que algo esta errado é que as luzes do carro não piscam. Se o carro tem sensor de abertura em todas as portas, capô e porta-malas isso não deveria acontecer;
4. Vir com alça de teto, não existe nem como opcional. Mas na concessionária é oferecida cada alça pelo valor de R$ 58 já instalada;
5. Para lamas de plástico tem um encaixe com a carroceria desalinhado;
6. O alarme deveria possuir ultra-som;
7. Uma pena a Renault ter retirado airbag e ABS do modelo. Espero que caprichem no sucessor do Clio que vai obrigatoriamente oferecer tais equipamentos;
8. Poderia oferecer um computador de bordo como no Sandero;
9. Par minha esposa faltou o espelho no quebra-sol do motorista, mas no passageiro ele está lá. É o costume com o Sandero que possui este recurso;
No mais é isto que eu tenho a dizer. Quando for comprar um carro 1.0 faça um teste drive em um Clio e sinta a sensação de dirigi-lo. E fique imaginando como deve andar muito o Clio 1.6 16V, pois o motor já impressiona no Sandero, que é maior e mais pesado. Imagine em um carro pequeno e leve. Na tocada na cidade, o motor de 76 cv com gasolina e ar-condicionado ligado faz entre 11 e 12 Km/l. Sem o ar ligado faz entre 14 e 17 Km/l, sempre dependendo da intensidade do trânsito. Na média dentro da cidade o carro tem feito 14,3 Km/l com um tanque, com o ar-condicionado ligado em 40% do tempo uma vez que Brasília é quente, mas o ar é seco e se você abusar o seu corpo vai adoecer. O consumo vai depender da paciência que você tem ao rodar com um carro 1.0. Se pisar fundo com uma direção agressiva melhor andar com um motor mais potente. As médias foram obtidas com acelerações progressivas respeitando os limites das vias de 40, 60 e 80 Km/h.
Visão da família
Alemanha em baixa com os Volkswagens. Renault toma conta dos jovens e experientes. Já os japoneses dominam os experientes da família. Será que o Renault Fluence vai fazer a cabeça de alguém dono de japonês por enquanto pelo que converso não.
Na minha família a compra do primeiro Renault levou a família a uma onda Renault no boca a boca. Sempre a maioria dos carros da família foi VW. Seguidos por GM, Ford e alguns Fiats. Porém quando meu tio foi o precursor do processo quando trocou a VW Parati dele por um Logan em 2007 1.6 Privilege. Meu irmão foi o ultimo a trocar agora em 2011 o seu VW Gol por um Logan. Na família são 4 Logans, 4 Sanderos e 1 Clio e estes substituíram carros da VW em sua maioria. Fora isso os outros carros são japoneses: 2 Toyotas Corolla e 3 Hondas Civic - amplo espaço no banco traseiro.
Em relação ao Clio sair de linha
Ele deve sair mesmo para dar lugar à modernidade. Mas a evolução do Clio não pode ser um Renault Symbol Hatch, pois se assim o fizer a Renault estará jogando todo o seu aprendizado com o Sandero no lixo. É esperar para ver quem virá no lugar do Clio, a pedida seria boa para o seu sucessor francês, mas ele parece padecer do mesmo conflito da VW em relação ao Polo e Golf. Será lamentável se a evolução do Clio for simplesmente um Renault Symbol Hatch haja vista as vendas do seu sedã que falam por mim.
Final
Com relação ao painel do Symbol, só o que salva são os mostradores de velocidade e conta-giros. No resto, o painel do Clio é muito mais bonito. Para o Symbol, falta um desenho de maior requinte e harmonia no seu interior. Sem querer ofender o Piauí Jr.."
Opinião do blogueiro
O Clio é um carro interessante. Seu espaço interno não é dos melhores, ainda mais perto do irmãos Sandero e Logan. Mas, para a categoria, é aceitável. O porta-malas, com 255 litros, também poderia ser um pouco maior - mas, mais uma vez, tem tamanho aceitável para a categoria. Seu desemepenho e média de consumo agradam - agradeçam ao baixo peso do carro (880 kg). O acabamento também é bem honesto.
Os 3 anos de garantia oferecidos pela Renault são realmente um trunfo para diferenciar o Clio dos adversários diretos. Basta analistar os números. Em 2009, a média mensal de vendas do modelo foi de 1.157 unidades (13.890). Em 2010, já com 3 anos de garantia, o número subiu para 2.505 unidades em média por mês (30.064 no total). Os números podem parecer tímidos se comparados aos do Gol, do Uno, do Palio e do Celta. Mas é inegável que o Clio melhorou consideravelmente suas vendas.
Em 2011, a média está em 2.268 unidades vendidas de janeiro a agosto, totalizando 18.144 no ano. A queda já é um sinal de que o carro precisa de melhorias, e a Renault sabe disso e já planeja uma alteração no Clio, nos mesmos moldes do Clio Sedan, que virou o Symbol.
Para finalizar, o Clio 1.6 16V é um foguete. Ele realmente tem desempenho muito bom, merecendo cuidado ao guiá-lo na estrada pelo excesso de velocidade.